Enciclopédia popular de profecia bíblica

 

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Enciclopédia popular de profecia bíblica

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CPAD ΕΝCICLOPEDIA DE BÍBLICA Mais de 140 } tópicos ’! comentados por notáveis I especialistas em profecias TIM LAHAYE ED HINDSON C r i a d o r e c o - a u t o r de d e ix a d o s para trás E D I T O R E S G E R A I S

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REIS BOOK’S DIGITAL

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POPULAR de 3a Im pressão Traduzido por Jam es M onteiro dos Reis e Degmar Ribas CPAD R io de Jan eiro 2010 TIM LAHAYE ED HINDSON Criador e c o -a u to r de d e ix a d o s p ara tr ás

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Todos os direitos reservados. Copyright © 2008 para a língua portuguesa da C asa Publicadora das Assem bléias de Deus. A provado pelo C onselho de Doutrina. Título do original em inglês: The Popular Encyclopedia of Bible Prophecy H arvest House Publishers Primeira edição em inglês: 2004 Tradução: Jam es M onteiro dos Reis e Degm ar Ribas Revisão: Patricia A lm eida A daptação de capa: A ndré Silva A daptação de projeto gráfico e editoração: A lexandre Soares C D D : 236 - Escatologia ISB N : 978-85-263-0958-6 A s citações bíblicas foram extraídas da versão A lm eida R evista e Corrigida, edição de 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário. Para maiores informações sobre livros, revistas, periódicos e os últim os lançam entos da CPA D , visite nosso site: http://www.cpad.com.br S A C — Serviço de A tendim ento ao Cliente: 0800-21-7373 C asa Publicadora das Assem bléias de Deus C aix a Postal 331 2CW1-970, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 3a Impressão: 2010

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AGRADECIMENTOS É___________________________ Nossos mais sinceros agradecimentos a Kelly McBride, que digitou a maior parte do manuscrito original e auxiliou na administração dos arquivos eletrônicos. Parte do material utilizado nesta obra foi, conforme autorização, extraído das seguintes fontes: Grom acki, Robert. The Holy Spirit. Dalas: Word, 1999. House, Wayne. “Progressive Dispensationalism”. Ensaio apresentado no Centro de Pesquisa Prétribulacionista. Jeremiah, David. What the Bible Says About Angels. Sisters, Oregon: Multnomah Publishers, 1996. LaHaye, Tim, editor. Tim LaHaye Profecy Study Bible. Chattanooga: amg Publishers, 2000. Mayhue, Richard. “The Prophets Watchword: Day of the Lord”. Grace Theological Journal 6, n.° 2,1985. ---------. “Why a Pretribulational Rapture?” The Masters Seminary Journal 13, n.° 2, outono de 2002. Ryrie, Charles, Tom Davis e Joe Jordan, editores. Countdown to Armageddon. Eugene, Oregon: Har­ vest House Publishers, 1999. Stitzinger, James. “The Rapture in Twenty Centuries of Biblical Interpretation”. The Master’s Seminary Jour­ nal 13, n.° 2, outono de 2002. Os seguintes artigos foram, em grande parte, extraídos da Tim LaHaye Prophecy Study Bible [“Bíblia de Estudos Proféticos Tim LaHaye”], edição NKJV. Chattanoga, Tennessee: amg Publishers, 2001 (uso autorizado): G od’s Covenants with M an [“A s alianças de Deus com o homem”], de Richard Mayhue, p. 20; The Office of the Prophet [“A incumbência do Profeta”], de Ed Hindson, p. 320; Th e Resurrections [“ A s ressurreições”], de Gary Frazier, p. 1361; T h e False Prophet [ Ό Falso Profeta”], de Ed Hindson, p. 1516. Os seguintes artigos contêm algumas sentenças extraídas da Tim LaHaye Prophecy Study Bible [“Bíblia de Es­ tudos Proféticos Tim LaH aye”], edição NKJV. Chattanoga, Tennessee: amg Publishers, 2001 (uso autorizado): G og and Magog [“Gogue e Magogue”], de Mark H itchcock, p. 972; The Antichrist [ Ό Anticristo”], de Ed Hindson, p. 1415; The Book of Revelation [“0 Livro de Apocalipse”], de Robert Thom as, pp. 1492-93; Preterism and the Dating of Revelation [“Preterismo e a datação de Apocalipse”], de Thom as Ice, p. 1611. O diagrama “A Cam panha de Armagedom” foi reproduzido a partir da Tim LaHaye Prophecy Study Bible [“Bí­ blia de Estudos Proféticos Tim LaHaye”], edição nkjv; Chattanoga, Tennessee: amg Publishers, 2001, p. 1102. Este diagrama foi baseado no trabalho de Arnold Fruchtenbaum. Parte do artigo intitulado “O C éu” é utilizado segundo permissão da Crossway Books; uma divisão da Good News Publishers, W heaton, Illinois, C EP 60187, www.crosswaybooks.org. O artigo intitulado “Im inência” , de Wayne A . Brindle, baseia-se em um outro artigo sobre este mesmo tópico, que foi anteriormente editado no periódico B ibliotheca Sacra (abril-junho de 2001), pp. 138-151 (uso autorizado).

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A bom inação da D e so laç ão ............... ......15 A diam ento P ro fético.......................... ......20 A lia n ç a s........................................................26 A lian ça A b raâm ica....................................31 A lian ça D av íd ic a................................. ......36 A m ilenialism o....................................... ......40 A nciãos ( 2 4 ) ......................................... ......44 A n jo s..............................................................47 A n ticristo ............................................... ......49 A pocalipse, D ata d o ............................ ......54 A pocalipse, Livro d e ........................... ......57 A pocaliptism o...................................... ......61 A p o stasia................................................ ......67 A quele que D e tém .............................. ......69 A rca da A lia n ç a ................................... ......71 A rm agedom ........................................... ......74 A rrebatam ento..................................... ......81 Arrebatam ento, H istória d o ............. ......89 A rrebatam ento Parcial....................... ......95 A rrebatam ento Pré-Ira....................... ......97 B abilôn ia................................................ ....1 0 0 Batalha no C é u .................................... ....102 Bendita Esperança............................... ....102 B e sta........................................................ .... 104 Bodas do C ordeiro............................... .... 105 C en to e Q uarenta e Quatro M il..... ....107 C é u .......................................................... ....109 C onversão de Israel............................. ....112 Cordeiro de D e u s................................ ....116 C o ro a s.................................................... ....119 Cum prim ento de P ro fecias.............. ....1 2 0 Dem ônios e Espíritos Im undos........ ....123 D ia do S e n h o r...................................... ....126 Discurso no M onte das Oliveiras.... ....130 D ispensacionalism o............................. ....139 D ispensacionalism o Progressivo..... ....142 D ispen sações......................................... ....146 Dores de P arto.................................. ........ 153 Duas T estem u n h as.................................. 155 Engano .............................................. ........ 158 Era da Ig re ja..................................... ........ 160 ........ 164 Escatalogia......................................... ........ 167 de A t o s ...................................... ........ 171 de D an ie l................................... ........ 174 de Ezequiel................................ ........ 179 de H ebreus................................ ........ 183 de Isa ía s..................................... ........ 186 de Jere m ias............................... ........ 189 de Jo ã o ....................................... ........ 194 de M a te u s................................. ........ 196 de Pau lo..................................... ........ 203 de Pedro..................................... ........ 206 de S a lm o s................................. ........ 210 de Tessalonicenses.................. ........ 214 de T iag o ..................................... ........ 215 de Zacarias................................ ........ 217 Espírito San to e Escatologia........ ........ 220 Esta G e ra ç ã o .................................... ........ 223 Eventos Futuros............................... ........ 226 Falso Profeta..................................... ........ 228 Falsos Profetas................................. ........ 232 Festas de Israel................................. ........ 234 Figueira.............................................. ........ 236 Filho de D e u s................................... .........237 Filho do H o m em ............................. ........ 239 G a la rd õ e s.......................................... ........ 241 G ogue e M ag o g u e.......................... ........ 244 G rande T ribu lação......................... ........ 247 Grande Trono B ran co................... ........ 251 H erm en êu tica................................. ........ 255 H om em da In iqü idade.................. ........ 258 Ilha de Patm os................................. ........ 261 Im in ên cia.......................................... ........ 262

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8 E n c ic l o p é d ia Po pular de Pro f e c ia s B íb l ic a s Império M u n dial........................................ 268 Império R o m an o ........................................ 272 Inferno........................................................... 276 Interpretação de Profecias....................... 280 Ira de D e u s...................................................284 Ira do C ordeiro............................................287 Jesus C risto ...................................................289 Julgam ento das N a ç õ e s............................ 293 Julgam entos do N ovo T estam ento...... 296 Lago de F o g o ............................................... 301 L iv rin h o ....................................................... 302 Livro da V ida...............................................304 M anifestação G lo rio sa ............................. 306 M arca da B esta........................................... 307 M esotribulacionism o.................................310 Mil A n o s ...................................................... 313 M ilênio..........................................................316 M isericórdia de D eus.................................320 M istérios....................................................... 323 N o va Jerusalém .......................................... 328 Núm eros das P rofecias............................. 333 Parábolas do R e in o ...................................335 Pentecostes.................................................. 336 Pós-M ilenialism o.......................................341 Pós-Tribulacionism o.................................344 Pré-M ilenialismo........................................348 Preterism o....................................................353 Pré-Tribulacionismo..................................359 Profecias M essiânicas...............................362 Profecias sobre a Igreja.............................369 Profecias sobre Israel................................ 372 Profecias sobre Jerusalém ........................ 377 Profecias sobre os Jud eus......................... 380 Profetas......................................................... 382 R econstrucionism o....................................384 Reino de D eu s............................................. 389 Reino M essiânico....................................... 394 R essurreição.................................................396 R essurreições................................................402 R evolta Fin al................................................ 403 Sacrifícios no M ilên io............................... 406 Santos e M ártires da T rib u lação............409 S a ta n á s.......................................................... 410 Segunda Vinda de C r isto .........................414 Seiscentos e Sessenta e S e is.................... 417 Selos de Juízo................................................419 S e o l ................................................................ 416 Sete Igrejas................................................... 422 Setenta Sem anas de D an ie l.................... 427 Sinais dos T em pos...................................... 432 Taças de Ju ízo .............................................. 437 T em p lo .......................................................... 439 Templo no M ilê n io ....................................443 Tempos dos G en tio s...................................447 T ip o lo g ia.......................................................452 T ribu lação.....................................................455 Tribunal de C risto ...................................... 462 Trombeta de D e u s...................................... 468 Trombetas de Ju ízo.....................................469 Trono de D a v i............................................. 473 Trono de D eu s............................................. 476 Ú ltim a T rom b eta....................................... 479 Ú ltim os D ia s ................................................481 Vida E te rn a..................................................484 Vida Futura................................................... 487 V in gan ça.......................................................489 Visões sobre o M ilên io..............................491

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DIAGRAMAS A lian ça A b raâm ica..................................... 33 A lian ças Bíblicas, A s ..................................28 A rrebatam ento e a M anifestação G lo rio sa........................................306, 415 Desenrolar da Era em Mateus 13, O ...... 335 Discurso no M onte das Oliveiras, 0 .....132 Dispensações, A s ........................................ 147 Eventos do A rrebatamento, O s ...............82 Expressões relacionadas ao “Fim dos Tempos” ................................481 Julgamentos, O s ............................... 298, 299 Julgam entos Futuros, O s ..........................297 Julgam ento perante o Grande Trono Branco, O ..............................................253 M etáforas do Ju lgam en to........................ 467 N om es, no Passado e no Presente, das N ações C itadas em Ezequiel 38— 3 9 ............................ 244 O ito Estágios do Arm agedom , O s............77 Paralelismo entre o Discurso no M onte das O liveiras e os Selos de Juízo em A p o calip se...........133 Profecias M essiânicas, A s............. 363, 367 Recom pensas dos Crentes, A s ............... 297 Resum o de D aniel acerca do Futuro, O ............................................... 176 Seten ta Sem anas de Daniel, A s .............428 Textos Escatológicos sobre o “D ia do Senhor” .....................................24 Textos M essiânicos Escatológicos............25 U so da Palavra “M istério” no N ovo Testam ento, O ......................... 324 Vida Eterna, A ............................................485 Visões sobre o M ilên io............................. 492

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EDITORES Tim LaHaye, Doutor em Literatura e Ministério. Presidente e co-fundador do Tim Lahaye Ministries [“M inistérios Tim LaH aye”] e do Centro de Pesqui­ sas Pré-tribulacionista, em El C ajon, Califórnia. Ed Hindson, Mestre e Doutor em Teologia, Doutor em Filosofia e Ministério. Reitor e Decano da Faculdade de Estudos Bíblicos e da Faculdade de Profecias Tim LaHaye, na Liberty University, em Lynchburg, Virginia. Paul R. Fink, Mestre e Doutor em Teologia. Professor de Estudos Bíblicos na Liberty University, em Lynchburg, Virginia. Gary Frazier, Mestre e Doutor em Divindade. Presidente da Discovery Ministries, Arlington, Texas. James Freerksen, Mestre e Doutor em Teologia. Professor de Estudos Bíblicos no Liberty Baptist Theo­ logical Seminary, em Lynchburg, Virginia. Arnold Fruchtenbaum, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia. Fundador e diretor da Ariel Ministries, em Tustin, Califórnia. Steven C. Ger, Mestre em Teologia. Fundador e diretor da Sojourner Ministries, em G ar­ land, Texas. GERENTE EDITORIAL Wayne A . Brindle, Mestre e Doutor em Teologia. Catedrático e professor de Estudos Bíblicos, na Liber­ ty University, em Lynchburg, Virginia. COLABORADORES Mark L. Bailey, M estre em Teologia e Doutor em Filosofia. Presidente e Professor de Interpretação Bíblica no Dallas Theological Seminary, em Dalas, Texas. Paul Benware, Mestre e Doutor em Teologia. Professor de Bíblia e Teologia na Philadelphia Bibli­ cal University, em Langhom e, Pensilvânia. James Borland, Mestre em Divindade, Mestre e Doutor em Teologia. Professor de Estudos Bíblicos e Teologia na Liberty University, em Lynchburg, Virginia. Mal Couch, Mestre em Teologia, Doutor em Teologia e Filosofia. Presidente do Tyndale Theological Seminary, em Fort Worth, Texas. Robert Dean Jr, Mestre em Teologia, Doutor em Fi­ losofia. Pastor Presidente da Preston City Bible Church, em Preston, Connecticut. Timothy j. Demy, Doutor em Teologia e Filosofia. Capelão Militar, Professor de Bíblia, em Newport, Rhode Island. Robert Gromacki, Mestre e Doutor em Teologia. Professor Emérito de Estudos Bíblicos na Cedarville University, Cedarville, Ohio. Gary R. Habermas, Mestre e Doutor em Filosofia. Professor Emérito de Apologética e Filosofia na Li­ berty University, em Lynchburg, Virginia. Mark Hitchcock, Mestre em Teologia, Bacharel em Direito e Doutor em Filosofia. Pastor da Faith Bible Church, em Enid, Oklahoma. David Hocking, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia. Presidente da Hope for Today Ministries, em Santa A na, Califórnia. Wayne House, Mestre em Teologia, Bacharel em D i­ reito e Doutor em Filosofia. Professor na Oregon Theological Seminary, em S a­ lem, Oregon. Thom as Ice, M estre em Teologia e Doutor em Fi­ losofia. Diretor Executivo do Pre-Trib Research Center, em Arlington, Texas. David Jeremiah, Mestre em Teologia, Doutor em Di­ vindade.

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12 E n c ic l o p é d ia Po pular de Pro f e c ia s B íb l ic a s Pastor Presidente da Shadow M ountain Community Church, em El C ajon, Califórnia. Gordon Johnston, Mestre e Doutor cm Teologia. Professor adjunto de estudos do Antigo Testamento no Dallas Theological Seminary, Dalas, Texas. Joe Jordan, Doutor em Divindade. Diretor da Word of Life Fellowship, em Schroon Lake, N ova York. Tony Kessinger, Mestre em Religião, Doutor em Fi­ losofia. Presidente da Truth Seekers International, em M el­ bourne, Flórida. Joh n F. MacArthur, Mestre em Teolgia, Doutor em Divindade. Presidente e professor de M inistério Pastoral no T h e M aster’s C ollege and Seminary, em Su n V al­ ley, C alifórnia W. H. Marty, Mestre em Teologia e Divindade, Dou­ tor em Teologia. Professor de Bíblia no Moody Bible Institute, em Chicago Illinois. Richard L. Mayhue, Mestre e Doutor em Teologia. Professor de Teologia e Ministério Pastoral no The M aster’s Seminary, em Sun Valley, Califórnia. Elwood McQuaid Ex-Diretor Executivo da The Friends of Israel Gospel Ministry, em Bellmawr, New Jersey. Daniel Mitchell, Mestre e Doutor em Teologia. Pró-Reitor Adjunto e Professor de Teologia no Li­ berty Baptist Theological Seminary, em Lynchburg, Virginia. J. Dwight Pentecost, Mestre e Doutor em Teologia. Professor Emérito no Dallas Theological Seminary, Dalas, Texas. Randall Price, Mestre em Teologia e Doutor em Fi­ losofia. Presidente da World of the Bible Ministries, em San Marcos, Texas. Renald E. Showers, Mestre e Doutor em Teologia. Professor no Instituto de Estudos Bíblicos, no The Frien­ ds O f Israel Gospel Ministry, em Bellmawr, New Jersey. Gary P. Stewart, Mestre em Teologia e Doutor em Ministério. Capelão Militar, na Base dos Fuzileiros Navais, em Quantico, Virgínia. James Stitzinger, Mestre em Teologia. Professor A djunto de Teologia Histórica, no The M aster’s Seminary, em Sun Valley, Califórnia. Robert L. Thom as, Mestre e Doutor em Teologia. Professor de N ovo Testamento, no The Master’s S e ­ minary, em Sun Valley, Califórnia. Stanley D. Toussaint, Mestre e Doutor em Teologia. Professor C atedrático Emérito de Exposição B í­ blica, no D allas T h eological Seminary, em Dalas, Texas. Elmer Towns, Mestre em Teologia e Doutor em M i­ nistério. Decano da Escola dc Religião, na Liberty University, em Lynchburg, Virgínia. John F. Walvoord, Mestre e Doutor em Teologia. Foi reitor e presidente do Dallas Theological Sem ina­ ry, em Dallas, Texas. John C. W hitcomb, Mestre e Doutor em Teologia. Presidente do W hitcomb Ministries, em Orange Park, Flórida Harold L. Willmington, Doutor em Ministério. Reitor no Liberty Bible Institute, em Lynchburg, Vir­ gínia Andy Woods, Mestre em Teologia e Bacharel em Direito. Doutorando no Dallas Theological Seminary, em Dallas, Texas. G ary Yates, M estre em Teologia e Doutor em Fi­ losofia. Professor de Antigo Testamento, no Liberty Baptist Theological Seminary, em Lynchburg, Virginia.

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Jam ais as profecias bíblicas suscitaram ta­ m anho fascínio com o vemos nos dias de hoje. Parte deste interesse se deve às incertezas de nossa época. N osso mundo passou a ser cada vez mais m arcado pela instabilidade política e por conflitos fe­ rozes, principalm ente no O riente Médio. Por todo o mundo, as sociedades são mar­ cadas por esta am eaça, juntam ente com a decadência moral, o crime desenfreado e os desmandos dos governos. Vivendo nes­ tes tem pos turbulentos, as pessoas buscam respostas, e muitas se voltam para a Bíblia tentando encontrá-las. N ão obstante o fácil acesso a confortos e tecnologias m o­ dernas, que incluem com putadores capazes de processar bilhões de bits de informações em um piscar de olhos, muitos ainda crêem que a Bíblia, um livro escrito há milhares de anos, guarda respostas para a vida e para aquilo que nos aguarda após a morte. Lam entavelm ente, a m aioria obtém pouco auxílio na área de estudos proféti­ cos. A menos que optem por se dedicar de forma especial ao estudo das profecias, as pessoas não encontram informações n e­ cessárias para dirimir muitas dúvidas que possuem acerca deste assunto tão impor­ tante. Tais questões merecem ser tratadas com toda a atenção, pois 28 por cento da Bíblia, ao ser escrita, era profética! Deus claram ente ligou im portância a este aspec­ to, visto que incluiu passagens proféticas em quase todos os livros da Bíblia, além de usar, quase exclusivam ente, profetas para registrar as Escrituras. Com o disse o apóstolo Pedro: “ [...] hom ens santos de Deus [os profetas] falaram inspirados pelo Espírito S an to ” (2 Pe 1.21). A exatidão de seus escritos inspirados, particularm ente as porções proféticas, prova, sem sombra de dúvidas, a origem divina da Bíblia. N ada m otiva mais os cristãos do que o estudo das profecias. Ele acende um fogo evangelístico no coração da igreja, cham a a atenção do crente para missões e, em uma época de iniqüidade, produz o desejo de se viver em santidade. Foi por esse motivo que a LaHaye Prophecy Library [“Biblioteca Profética LaH aye”] foi lançada em conjun­ to com a Harvest House Publishers há al­ guns anos. Enciclopédia Popular de Profecias Bíblicas é um livro fundamental dessa série e deverá, na verdade, ser um dos mais com ­ pletos. Com a ajuda do Dr. Wayne Brindle, reunimos uma equipe de especialistas que já escreveu sobre os mais importantes assun­ tos na área do estudo profético. Eles podem discordar entre si em itens de menor impor­ tância, mas todos concordam nas questões principais de escatologia bíblica. Em espe­ cial, todos abraçam a visão pré-milenista e pré-tribulacionista do fim dos tempos. A fim de facilitar o estudo, os tópicos reuni­ dos nesta enciclopédia foram organizados alfabeticamente. C ada artigo foi escrito de modo que atendesse tanto os mais experien­ tes como os iniciantes no estudo das profe­ cias. Esperamos que este estudo lhe sirva de inspiração, levando a um estudo mais pro­ fundo das Escrituras. C om o disse o apóstolo Paulo, “Procura apresentar-te a Deus apro­ vado, como obreiro [...] que m aneja bem a palavra da verdade” (2 T m 2.15). Oramos para que estes artigos alim en­ tem a sua mente, abençoem o seu coração

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14 E n c ic l o p é d ia Po pular de Pro f e c ia s B íb l ic a s e despertem a sua alm a com a bendita es­ perança do retom o de Jesus. Conform e instruções de nosso Senhor, persistimos em vigiar, atentos a seu im inente retor­ no. quando nos levará com Ele ao céu. Enquanto isso, somos instados a estarmos sempre alertas — sempre prontos — e a continuam ente servir a Jesus até sua volta (M t 24.42-46). Tim LaH aye Ed H indson

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ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO O s termos abominação da desolação, abominação desoladora e abominação que traz de­ solação dizem respeito à violação da pureza ritual do Templo judeu em Jerusalém . Tais expressões são traduções do termo hebrai­ co shiqqutz(im) mshomem e do termo grego bdelugma tes eremoseos. A m bas aparecem em profecias relacionadas à profanação do Templo, tanto em 70 d.C . com o no final dos tempos. OCORRÊNCIAS NO ANTIGO TESTAM ENTO N o AT, a expressão aparece apenas no li­ vro de Daniel (9.27; 11.31; 12.11). Ela traduz o honor experimentado pelo povo de Deus ao testemunhar atos bárbaros e criminosos de idolatria. T ão teníveis são tais atos que o Templo se tom a ritualisticamente inadequa­ do para adoração e culto a Deus. D aniel lamenta a ocupação estrangeira de Jerusalém e a desolação do Templo: “ [...] A té quando durará a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” (Dn 8.13) Em Daniel 12.11, lemos sobre um forasteiro conquis­ tador que bane o sacrifício regular e estabe­ lece a “abom inação desoladora”. A palavra “abom inação” demonstra quanto Daniel ficou estarrecido diante da idolatria que in­ vadiu um local sagrado e o profanou. pressão em Mateus 23.38. Embora se refira ao segundo Templo, Ele prediz sua destrui­ ção (não profanação) e o derramar do juízo de Deus. Esta previsão é completamente diferente do sacrilégio causado pela abo­ m inação da desolação, o qual não redunda em juízo divino sobre o Templo, mas sobre aquele que o profanou (D n 9.27). O uso dado à expressão, por Daniel e Jesus, cla­ ramente influencia outros textos proféticos (2 Ts 2.3-4; A p 11.1-2). O N T utiliza bdelugma (palavra grega traduzida com o “abom inação” ) por quatro vezes (Lc 16.15; A p 7.4-5; 21.27). A Septuaginta (tradução grega do A T ) a usa por dezessete vezes. Esta palavra deriva de uma raiz que significa “aviltar” e “cheirar m al” . Faz referência a algo que provoca náuseas, sugerindo que se trata de algo m oralm en­ te odioso e detestável. C om o exem plo do que acontece com a palavra em hebraico no AT, o termo grego do N T aponta es­ pecificamente para ídolos e práticas idóla­ tras. A palavra grega eremoseos (traduzida com o “desolação” ) significa “devastar, as­ solar, arruinar” (M t 12.25; Lc 11.17; A p 17.16; 18.17,19). A Septuaginta usa esta m esm a palavra para descrever a desolação da Terra Prometida com o conseqüência da iniqüidade e do exílio. SIGNIFICADO TEOLÓGICO Tanto no grego com o no hebraico, a frase abominação da desolação possui uma construção gram atical pouco comum. A melhor explicação para isto é o vínculo literário e teológico entre abominação e desolação, verificado nos escritos proféticos de Jerem ias e Ezequiel. Esses textos tratam exaustivam ente da profanação e contam i­ nação do Templo. C om freqüência, m en­ cionam as abom inações e desolações das profanações pagãs do Santuário (Jr 4-1,27; 7.10; 44.22; Ez 5.11,14-15; 7.20), além dos invasores estrangeiros que, algum tempo OCORRÊNCIAS NO NOVO TESTAMENTO N o N T, a frase aparece apenas no dis­ curso proferido no monte das Oliveiras (M t 24-15; M c 13.14), quando Jesus claramente alude à profecia de Daniel. O termo eremos (“desolação”) aparece em Lucas 21.20, mas o sentido não é exatamente o mesmo. A lém disso, diz respeito a toda a Jerusalém e não apenas ao Templo. Jesus utiliza a mesma ex­

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16 A b o m in a ç ã o d a D eso la ç ã o depois, degradam e destroem o Templo (Jr 4-6-8; Ez 6.11; 7.20-23). Jerem ias 44.22, em especial, afirma que as abom inações de Israel causaram a desolação da Terra, tornando-a um objeto de “espanto” (veja tam bém Ez 5.11,15; 7.20-24; 36.19-21). Esta pesquisa rápida demonstra que os israelitas consideravam os atos de impureza ritual, e especialm ente as invasões estran­ geiras do Templo, como as mais terríveis violações de santidade e com o sinais do ju ­ ízo de Deus. O s judeus eram extrem am ente cuidadosos nesta questão e faziam de tudo para impedir tais atos. Chegaram até m es­ mo a construir um muro ao redor do segun­ do Templo! H avia um aviso am eaçando de morte qualquer gentio que passasse para o pátio dos judeus. O N T (A t 21.27-28) registra a terrível revolta da m ultidão con ­ tra Paulo, porque acreditava que ele havia levado um prosélito gentio (Trófimo) para dentro do Tem plo a fim de oferecer sacri­ fícios. Eles acusavam Paulo de “profanar o santo lugar” (o Tem plo). De posse de tais informações, podemos compreender a razão de o futuro ato de profanação da abom inação da desolação ser o clím ax da septuagésim a sem ana de D aniel e indicar um aum ento da ira de Deus na segunda m etade da Tribulação (M t 24-15-21; Mc 13.14-19). Isto aconteceu em 167 a.C . Em resposta, os sacerdotes judeus se revoltaram e vol­ taram a dedicar o Templo (um evento co­ m emorado com o a Festa da D edicação em Jo 10.22-23). O m ovim ento levou a uma vitória das forças militares judaicas sobre os exércitos de A ntíoco. A lguns críticos rejeitam um a inter­ pretação escatológica da abominação da desolação em Daniel. Consideram que to ­ das as referências dizem respeito à profa­ nação perpetrada por A ntíoco e afirmam que o livro de D aniel foi escrito após estes acontecim entos. Jesus, porém, entendia que a aplicação histórica desta expressão à profanação de A ntíoco estabelecia uma estrutura para o que aconteceria no fim dos tempos: a abom inação do A nticristo. A o citar a profecia de D aniel (cerca de du­ zentos anos após a profanação de A ntíoco) em referência à abom inação da desolação que viria no futuro, Jesus confirma tanto sua visão com o a de D aniel na aplicação escatológica da expressão. IMPLICAÇÕES PROFÉTICAS Jesus via sua própria mensagem como uma continuação dos escritos proféticos e avaliou a geração de seu tempo à luz daque­ las profecias. Muitas vezes, citava Jeremias e Zacarias, aplicando suas profecias tanto ao juízo que estava por vir sobre Jerusalém em 70 d.C., como também ao juízo final. N a “purificação do Templo”, por exemplo, Jesus citou tanto Jeremias 7 (que alude à ameaça de violação do Templo, logo após o sermão de Jeremias sobre o Templo), como textos de Isaías e Zacarias (que dizem respeito à situação futura do Templo). O discurso de Jesus sobre o monte das Oliveiras também coloca o Templo em um contexto escatológico. Quando ouvem a profecia de Jesus sobre a destruição do segundo Templo (M t 24-1-2; Mc 13.1-2; Lc 21.5-6), os discípulos aparentemente a vinculam à vinda do M es­ MOMENTO HISTÓRICO Durante a construção do segundo Tem ­ plo, um a m ultidão de pretensos e verdadei­ ros profanadores do Templo invadiu Jeru­ salém. Daniel, contudo, parece ter previsto a invasão do imperador sírio-greco A n tío ­ co IV Epifânio (175 a.C .— 164 a.C .), que ergueu um ídolo dentro do Templo, próxi­ mo ao altar de bronze. Em Daniel 11.31, lemos: “E sairão a ele uns braços, que pro­ fanarão o santuário e a fortaleza [área do Templo], e tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abom inação desoladora”.

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