Antologia Poética da Casa da Poesia 2015

 

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Reunião de Poemas dos membros da Casa da Poesia

Popular Pages


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Índice 03 – Apresentação e Histórico Casa da Poesia – Renato Baptista 04 - Introdução – Luciah Lopez + palavra de Márcia Grossi 05 – Prefácio – Mário Bróis + palavra de Elizabeth Misciasci Poemas: 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 – Mário Bróis – Márcia Grossi – Renato Baptista – Luciah Lopez – Elizabeth Misciasci – Marilandia Marques Rolo – Wagner Marim – Márcia Vilarinho – José Manuel Brazão – Sandra Helena Queiroz – Alberto Afonso Landa Camargo – Veronica de Nazareth – Zezinha Lins – Manuela Vieira – Rosa Maria – Ingrid Caldas – Irene Duarte – Luciano Petricelli – Amarilis Pazini Aires – Vinicius Araújo – Carmem Tereza Elias – Cezar Ubaldo – Waulena Oliveira – Maísa - Pupila – Ádila Cabral – Ísis Carvalho - Créditos

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Apresentação - Algumas palavras a todos os amigos... Este último ano, foi sem sombra de dúvida um dos mais alegres e especiais que vivi dentro dessa nossa Casa junto com vocês todos. Muita gente nova e talentosa escrevendo e postando, outros que são só leitores, enfim... Dentre tantas mudanças que tivemos, a transferência da nossa Casa do site para o Facebook, como grupo poético, foi um marco, porque deu um trabalhão danado reunir os amigos poetas de novo e conquistar, agora, um batalhão de leitores que nos visitam apenas para ler, pois não escrevem poesia. Este é um perfil ao qual tivemos que nos adaptar por estarmos em uma rede social pública, o que é bem legal, aliás. O importante é que temos de volta a nossa Casa, alegre, forte, onde as pessoas se encontram e conversam em poesia... alma com alma, numa das mais sublimes interações. Posso dizer que a Casa da Poesia é um sonho realizado, com toda a certeza (Existem uma série de detalhes que não cabem serem colocados neste momento), depois de eu estar nesse meio de literatura virtual há uns 13 anos mais ou menos. Estive em vários outros sites abertos, cujos nomes não importam agora, e vi muita coisa acontecer. Coisas boas e outras muito ruins. Vi despreparo e animosidades gratuitas... vi desrespeito e agonia, enfim, cheguei à conclusão que não queria mais participar de lugares como aqueles onde imperava o despreparo, a vaidade, a inveja e o egocentrismo acima de tudo. Nada tenho nada contra as pessoas e esses outros sites, bem dito, porque foi neles que aprendi a sobreviver e a entender como funcionam as coisas nesse meio virtual. Então fiz nascer a Casa da Poesia com um conceito próprio, e a intenção era que ela fosse uma reunião de poetas realmente diferenciada. Parece que deu certo, não é? Os poetas que hoje estão aqui conosco, não são muitos, se compararmos com o volume de inscritos em outros sites por aí (somos cerca de 650, incluindo aí os leitores), mas de uma coisa eu tenho certeza: - Os Poetas da Casa da Poesia são os melhores! Melhores que eu digo, não é na escrita, isso é relativo... mas são os mais alegres, os mais sadios, os mais respeitosos, os que mais interagem, são os MAIS, e muitos se tornaram grandes amigos nesse tempo de Casa da Poesia. Não vou dizer que vocês todos moram no meu coração... porque corações param um dia e tudo pode se perder. Digo que vocês moram no meu espírito, porque este sim é eterno, é imortal. Todas as trocas que fazemos aqui e o que eu tenho aprendido, dia a dia, com CADA um de vocês eu levarei comigo para sempre, além da vida, e agradeço a Deus por isto. Obrigado a todos por fazerem desta Casa o que ela é hoje. Uma grande reunião de poetas que pregam a paz e o amor através da literatura virtual. Arrisco ainda a dizer que a Casa da Poesia faz parte, hoje, da vida e do dia a dia de cada um de nós... definitivamente. Este E-book é um presente para todos, feito com alegria e muito carinho, espero que gostem. Feliz Natal e um 2016 super especial. Um beijo* no coração de todos! Renato Baptista – Administração da Casa da Poesia 03

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Introdução Amigos, imensa é a satisfação em fazer parte desta, que se tornou uma Casa onde a matriarca – Poesia - nos recebe de braços abertos nos dando o respaldo necessário para que possamos transcender em inspiração. Nossa principal ferramenta é a escrita e a composição poética que causa encantamento e o poeta tem, portanto, a sublime missão de vestir o mundo de lirismo. A Casa da Poesia tem em seu idealizador, Renato Baptista, não apenas o poeta, mas, uma grande identidade literária capaz de se dividir e fortalecer os demais “moradores da casa”. Isso fica evidente com a edição da Antologia Poética 2015, que não fala somente sobre o amor e sobre o belo, e sim, assuntos pertinentes que abateram o país – Mariana, a cidade mineira que comoveu a todos, nos pede silenciosamente um momento de reflexão: Até onde podemos suportar que o progresso e a ganância do homem venham ceifar vidas inocentes?! É por você Mariana, que a poesia chora e lamenta e nas rimas e nos versos o nosso protesto não se cala, versi_fica! Luciah Lopez _______________________ Com a palavra, a Poeta Márcia Grossi Certamente qualquer coração que seja ardente vai se deleitar com esse projeto que acabou de nascer. A antologia poética da Casa da Poesia é uma semente plantada em nossa alma, quem a acolher irá se deleitar com as mais diversas flores poéticas escritas por jardineiros que encantam, jardineiros de palavras e sonhos que cultivam através da escrita um jardim de sentimentos. Depois de um extenso convívio, com autores maravilhosos de todo Brasil e do exterior, através da Casa da Poesia, nasce esse compromisso de unir palavras, de aproximar as almas, que mesmo distante se unificam pelo mesmo propósito: A poesia. Ver um livro ganhando vida é ver valorizado o trabalho que muitos não reconhecem, que muitos não aceitam, que muitos não veem como arte. Ver um livro ganhando vida é como ver a luz no horizonte, é sentir-se completo e pleno. A poesia é fascinante assim como essa antologia, que mistura poemas e sentidos, que dá vida a imaginação que induz o pensamento, que conduz a alma. 04

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Prefácio Falar de poesia para mim é o mesmo que colocar luz dentro dos meus olhos. Não tenho um conceito concreto para ela, pois a poesia rompe as barreiras de todos os obstáculos. Através dos vocábulos, nos transportamos para outras constelações, vamos além do horizonte, ultrapassamos a fronteira do encontro entre céu e mar. Visitamos assim, os confins do natural, imergimos dentro dos segredos dos oceanos, mitologias, lendas; para a poesia não há segredo, pode até haver mistérios. Na convivência com os poetas descobri o que seja irmandade, mas ainda, senti que ser poeta é ter uma partícula do sobrenatural dentro de si, mensageiros do Supremo somos, pois a alma que ampara nosso eu, nos brinda com inspirações e mais inspirações. Ao longo do tempo, sentei morada na Casa da Poesia, e a poesia se fez alegria, se fez emoção, e de mãos dadas aqui estamos neste ebook , representando a essência de nossos escritos e esta mesma emoção que temos ao discorrer estrofes por nossas mãos; seja concebida pelo leitor por ter em mãos deveras, uma pequena obra do mundo literário. Mário Bróis. _________________________ Com a palavra, Elizabeth Misciasci Eu como jornalista e Presidente da Academia de Letras do Brasil, sucursal São Paulo, sinto-me cada dia mais lisonjeada em fazer parte da Casa da Poesia. Criada pelas mãos do publicitário, marketeiro, comunicador, poeta, escritor e ativista cultural, Renato Baptista da Luz a Casa da Poesia vem incentivando a leitura, a escrita e a cultura como um todo, o que para a sociedade e os cidadãos, só vem acrescentar, possibilitando ao homem o encontro com a cultura humanística. Entendo ser a Casa da poesia, um espaço de revelação e reconhecimento do prazer e da cultura, prerrogativas estas, que indubitavelmente revelam a figura de seu engenhoso e talentoso administrador, hoje nosso confrade e acadêmico Renato Baptista a se transformar em figura de destaque como o é, já que, entendo ser a poesia um meio privilegiado para despertar o amor pelas artes e em especial, pela escrita. Elizabeth Misciasci - Jornalista, Humanista, Escritora, Pesquisadora. Presidente do Projeto zaP! *Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz. Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France *Membro Correspondente da Governadoria da InBrasci no Estado de São Paulo - Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais 05

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Despertar na Aurora É na aurora do crepúsculo matutino, quando o arrebol vai-se indo, esvaindo nossos olhos Que desperto com o sorriso de menino traquino Mas eis que minha vida não é um acúmulo de sonhos Por entre fileiras de meu destino vi muitas vezes o sol se abrindo Iluminando as trilhas que me levaram a um caminho de luz, caminho saudável Do passado não sinto saudade lavrei todas as minhas maldades Porque assim a lua se fez presente iluminando minha vida dentro da noite Da noite para os ventos dos ventos para os pontos cardeais. Mário Bróis Natal – Rio Grande do Norte 06

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Teu brilho Uma lua nasce nas mãos Toda vez que toco o pensamento Uma lua crescente com as vontades tantas dessa nudez do verso Tu sabes dos meus silêncios, Silêncios que explodem dentro, então Marcam-me como tua, Marcam-me... Assim minha alma não se perderá por entre o céu Enfeita meu sorriso com as tuas mãos Enfeita? Assim meu esconderijo interior será mais vivo Deixa o pensamento correr solto Pela imensidão... Ousarei, ousaremos, serei, seremos... E nesse país de vento voaremos, Com a liberdade nos pés. Uma lua nasce nas mãos E estrelas renascem nas madrugadas Essas tantas madrugadas Que espero o teu brilho, tua aura. Márcia Grossi Mandaguaçu – Paraná 07

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Reviver em Versos Ver, olhar Rever Com os olhos molhados E que brilham Recomeçar o tempo Em vermelho Rosas vermelhas Rosas poetas Paixão poema Rimas, versos Cheios de amor maior Com o coração batendo Veias pulsando Alma em entrega, total Poesia na pele, morena Tatuada Fotografada, querida, ousada E as imagens lindas Seduzem, compõem Assim como as palavras Cheias de amor e paixão Conjunto magnífico de se olhar De se ver Com os olhos Que brilham, mesmo que mareados E se entregam sem piscar Num eterno reviver Reviver em Versos. Quanta saudade! Renato Baptista São Paulo - SP 08

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Trinta Pecados na Lama Romperam-se as barragens E a lama lambeu os teus pés, Mariana. E no meio desse desespero Houve um “griteiro” – mas, não estavam lá Os dois anjos mensageiros... Foi o tempo de um barreiro A massa mole tudo engole Regurgita o corpo mole Já sem vida e sem prole. Tu és pífia, Mariana! Não mereces compaixão?! A tua dor, chora o ventre parido Feito mãe de filho perdido Vitimado – pela lama engolido. No teu doce rio ____ um veio de sangue Da Terra faz a vez do verdugo, (asfixia até a morte)... ...e do sul ao norte, Todos os olhares, em todas as bocas A pergunta ecoa: Qual o seu pecado, Mariana?! Luciah Lopez Curitiba - Paraná 09

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Quisera Eu© Quisera eu, Ter a sabedoria dos mestres, Para entender o sentido do que se faz Intangível por conveniência e presunção, Sendo apenas privilégio de poucos... Quisera eu, Ter o poder de aniquilar a desigualdade, O preconceito, o desancar e o abandono, Que acompanha os miseráveis impiedosamente desajudados. Quisera eu, Ter a supremacia para exterminar a luta armada! Recomeçando do nada, resgatando tantas perdas Que a memória não perdoa... Reescrevendo a história! Quisera eu, Ter a perseverança do Insigne, Que se torna altivo, quando em desagravo não se omite, Conscientiza e aplica! Sendo o Mister pra fazer e distribuir Justiça! Enfim... Quisera eu, Ter o dom da envolvente palavra que adoça e acalenta, Sem a pugna desgastante A desviar-me dos imorais conflitantes, Extinguindo dores e desafetos. Quisera eu, Ter a perfeição da fala, Fazendo me entender e se estender com excelsa maestria. E assim agir em cada linha, Em toda frase, feito uma sublime magia A resgatar o que se perde pela vida... Transformando letras e versos, Na mais pura poesia. Elizabeth Misciasci – São Paulo/SP - Direitos Reservados – Ministério da Cultura - OMB:- 6.401 - Averbação:252.901-Biblioteca Nacional 10

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Horas Íntimas Sem ocaso, Onde o novilúnio Tomba Desalmado, Com Olhar desatinado Qual miragem Num Ponto qualquer das trevas. Nesse momento, Nada importa... Sem pensar, Claudicante, E Desvairada, Caminho Como A visão do Tempo, Galgando Na poesia Íntimo espaço Que Ultrapassa As fronteiras Do infinito. Marilândia Marques Rolo São Paulo – SP 11

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Então, antes que amanheça... Deixe o sonho fluir Inspire-se e aspire ao silêncio da muda manhã Que de soslaio e sub-repticiamente aguarda O cochilo roubado e moroso da aurora Que vem como um parto diário e natural Que vem como um novo dia e um novo despertar Que vem como uma esperança Que renasce fielmente todo dia. Wagner Marim São Paulo –SP 12

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A Fogueira O fogo Em labaredas Azuis em parte Vermelhas outras Em fogueira Reluzente Incendiou Rapidamente E de repente Faminto Sem ar Estancou Sem cor Em cinzas Como o amor Que acabou Márcia Vilarinho São Paulo – SP 13

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Nas Mãos do Poeta Nas mãos do poeta existe a voz do coração. Mãos com vida, que choram, riem, levam amor ao coração da Mulher, com versos floridos Rosas amarelas, vermelhas, são rosas do jardim do encanto, junto do lago da paixão! E nesta missão sua alma se eleva, outras acalma por ser mensageiro de amor nos versos do seu coração poeta! José Manuel Brazão Lisboa – Portugal 14

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Desnudei Minha Alma Larguei os pudores rumo aos desejos Estes desejos que latejavam em mim Qual força de uma represa Estava presa... Sem saber e despojar do meu Eu Estes desejos não são de sensualidades Há outros que latejam em almas silentes Que acordam e sonham... Ou que sonham e acordam... Desnudei-me das sombras e colori meu corpo Com tintas avivadas da própria vida Libertei o melhor que em mim aprisionava Soltando em pequenos momentos os liames Embaraçados e reprimidos Minha alma sente leveza Meu sorriso esboça alegria Onde hoje a paz fez morada No meu silêncio sem agonia... Sandra Helena Queiróz Silva São José – Santa Catarina 15

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