Jornal Conecta Baixada - 3ª Edição

 

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Jornal Conecta Baixada - 3ª Edição

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SERRA DO MEDO Traficantes transformam reserva ambiental em Mesquita em zona de guerra e impedem o acesso da população ao patrimônio natural da Baixada Páginas 6 e 7 Lélio Neto/Conecta Baixada 995-75-4545 www.conectabaixada.com.br 2015 BAIXADA FLUMINENSE 1 a 15 de Dezembro ANO I - N° 3 Distribuição gratuita A INFORMAÇÃO VAI ATÉ VOCÊ OAB DEFENDE EMANCIPAÇÃO DA JUSTIÇA EM MESQUITA Davi Boechat/Conecta Baixada Lélio Neto/Conecta Baixada Página 3 Davi Boechat/Conecta Baixada NOVA CICLOVIA NÃO SAI DO PAPEL PROJETO RECOLHE LIVROS Página 9 PARALISAÇÃO DE OBRA DEIXA MESQUITENSE COM PÉ NA LAMA Emperrada, ora por falta de verba, ora por ameaças do tráfico, revitalização da Avenida Governador Celso Peçanha, no Banco de Areia, deixa população revoltada e provoca fechamento de negócios. Mas estado e prefeitura Página 10 ainda disputam a paternidade do monstro HÁ 4 DÉCADAS A VOZ DA BAIXADA Página 4 MOLECADA DO NOVA IGUAÇU É CAMPEÃ Página 11 Página 12

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GERAL 2 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR JORGE MIRANDA Empresário Mesquitense jorge.miranda@conectabaixada.com.br Presidente do Conselho ricardo.lucena@conectabaixada.com.br C A SITUAÇÃODE MESQUITA JUNTO À PREVIDÊNCIA SOCIAL de informações como o quantitativo de servidores ativos e inativos, os valores das folhas de ativos e inativos, além do resultado financeiro corrente, mês a mês. - Desde janeiro de 2014 eles não emitem o documento que comprova os repasses das contribuições dos servidores contribuições e o financiamento do déficit atuarial de R$ 30 milhões. - Existem parcelamentos de dívidas previdenciárias, já reconhecidas, que totalizam um saldo devedor de R$ 690 mil. É provável que também não estejam sendo pagos regularmente. No entanto, Mesquita tem CRP vigente até 24/01/2016. - A folha de ativos gira em torno de R$ 4 milhões e a de inativos/pensionistas é de, aproximadamente, R$ 30 mil. Isso mostra que Mesquita tem apenas 6 aposentados e 12 pensionistas, segundo avaliação atuarial 2014. Este é o resumo da situação previdenciária que consta no site na Previdência. Portanto não há como fazer uma análise mais profunda devido à falta de informações. As informaçõs datam de 6 de outubro de 2015. Quem quiser conferir basta acessar o endereço: www.mps.gov.br/regimeproprio/CRP aros, abordamos as diversas fases do regime previdenciário municipal nas duas edições anteriores. Segue a situação do município de Mesquita junto ao Ministério da Previdência Social (MPS): - Desde o segundo bimestre de 2011 não cadastram os Demonstrativos com as informações relativas aos investimentos da previdência municipal, ou seja, há quase 5 anos o MPS não sabe o que acontece nas aplicações dos recursos que compõem o patrimônio previdenciário, que hoje soma, aproximadamente, R$ 64 milhões. - Não cadastraram os Demonstrativos de Informações Previdenciárias (DIPR) desde janeiro de 2014, ou seja, há 21 meses. Esses Demonstrativos resumem os ingressos e as saídas de recursos previdênciários, inclusive os ganhos ou perdas com as aplicações financeiras, além “ Parcelamentos de dívidas previdenciárias, totalizam um saldo devedor de R$ 690 mil e as do Município para a previdência. Esse documento deve ser assinado pelo prefeito e pelo gestor da previdência dos servidores. Portanto, é muito provável que os repasses não vem sendo feito regularmente, até porque o município arca com um encargo que corresponde a 27,55% da folha dos ativos, entre ” IDOSA LUTA PARA VOLTAR À PRAÇA Figurinha carimbada na Praça João Luiz do Nascimento (Praça da Telemar), a comerciante Maria Cecília Lopes de Souza, 66, sofreu com a remoção de seu trailer, que há 20 anos ficava sob a passarela da estação ferroviária de Mesquita, onde hoje existe um bicicletário. “Eles fizeram isso aqui. Só maquiaram o lugar e ainda destruíram minha fonte de renda. Quando vi meu trailer completamente amassado quase enfartei”, desabafou. A praça passou por processo de revitalização no qual todos os trailers foram retirados. Segundo comerciantes, o “bota abaixo” da Praça da Telemar impediu também o funcionamento do chaveiro e da banca de jornal, mas eles conseguiram a autorização para voltar. “Nunca consegui legalizar. Eles só diziam Lélio Neto/Conecta Baixada Maria Cecília não consegue trabalhar ‘vamos dar a autorização’, mas nada foi feito até arrancarem meu trailer”, disse a comerciante. Até o fechamento desta edição prefeitura de Mesquita não havia respondido os e-mails.

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 3 Geral Lé li JUSTIÇA OAB QUER COMARCA JUDICIAL EM MESQUITA oN et o/ Co n ec ta Ba ixa da M esquita poderá, em breve, ganhar uma Justiça independente. Essa é uma das propostas da nova diretoria da 1ª Subseção Nova Iguaçu da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), encabeçada por Jorge Rosenberg (presidente) e Hilário Franklin (vice), eleita no dia 16 de novembro. Segundo Rosenberg, hoje, Mesquita é apenas uma extensão da Comarca de Nova Iguaçu, apesar de contar, desde 2013, com um Fórum moderno, com todas as condições de atendimento ao público e aos advogados. “A criação de uma Comarca própria trará uma série de benefícios para o município, inclusive econômicos, pois dá status para a Justiça”, revela. A proposta da nova diretoria da OAB é criar uma subseção em Mesquita. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a criação de uma subseção requer uma série de quesitos, estabelecidos pelo Código de Organização Judiciária, além de uma lei específica, que deve ser Inaugurado em 2013, o Fórum de Mesquita é moderno mas está sendo subutilizado aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). São levados em conta fatores como número de habitantes e dedemandas judiciais, entre outros. “É uma decisão política. Por isso queremos aproximar a OAB do cidadão, dos advogados e das entidades representativas, como o Poder Legislativo. Essa deve ser uma bandeira de toda a sociedade mesquitense”, declara Rosenberg, acrescentando que, na época da criação da Comarca Nova Iguaçu/Mesquita, foi feita uma combinação. “O Tribunal de Justiça disse que não havia orçamento para Comarca, mas sim para extensão. E assim foi feito”. Rosenberg conta que, com a construção do Fórum de Mesquita, em 2103, foram transferidos para a cidade uma Vara Renato Ferreira/Conecta Baixada Cível, uma de Família e um Juizado Especial Cível (JEC). “Acontece que esses órgãos já nasceram velhos. A Vara Cível veio com cerca de 12 mil processos; a de família, com 7 mil”, revela. Segundo Rosenberg, a nova gestão da OAB Nova Iguaçu será norteada por dois compromissos: “O primeiro é com os advogados, pois nós temos que lutar pelas prerrogativas dos advogados. O segundo, esse vínculo social, esse contato, essa assistência permanente à sociedade para que possamos participar dos debates e buscar soluções nesse âmbito social.” A nova diretoria da OAB Nova Iguaçu tomará posse no dia 1º de janeiro. Para o novo presidente da OAB Nova Iguaçu, a entidade tem que estar ao lado dos advogados e da sociedade n Re o at ira rre Fe on /C t ec a Ba a ad ix ” Jorge Rosenberg (C) , o vice Hiário Franklin e a diretora Nágila Almawy

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GERAL PERFIL 4 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR RAIMUNDO GONDIM: OS FATOS DA BAIXADA NAS ONDAS DO RÁDIO Davi Boechat Davi Boechat/Conecta Baixada davi.boechat@conectabaixada.com.br WhatsApp (21) 995-75-4545 CRECHE ABANDONADA NA CORÉIA CUSTOU R$ 150 MIL A obra de uma creche municipal da rua Espírito Santo, na comunidade da Coréia, em Mesquita, já está deveria estar pronta há mais de um ano. No entanto, não há nem movimentação para que as mães do bairro possam contar com o espaço no próximo ano letivo. A denúncia chegou pelo WhatsApp do Conecta Baixada (99475-4545). Mais de R$ 150 mil, recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) foram investidos na obra que deveria ter terminado em novembro de 2013. Abandonado, o canteiro, segundo informações, estaria servindo de abrigo para criminosos Foto do leitor linha tênue entre vida e morte faz parte da história de repórter de Raimundo Gondim, de 71 anos. Radialista há 40 anos, Gondim usa a voz para noticiar pelas ondas do rádio a rotina da ação policial na Baixada Fluminense. Aos cinco anos, o amazonense filho de um índios poderia ganhar as páginas dos jornais como personagem de uma história estarrecedora, assim como tantas outras que contou durante a longa carreira. Sem se acostumar com os marcos da civilização, Carlos Nunes deu fim à própria vida ingerindo um pesticida na manhã do dia 18 de abril de 1949. Depressivo, ele queria levar também o filho, envenenando um pacote de biscoitos deixado para que o pequeno Raimundo comesse ao acordar. O motivo seria a falta de abastecimento de alimentos que o Amazonas sofria à época. O suicídio de seu pai é uma de tantas outras tantas histórias trágicas vivenciadas por Gondim. Há 15 anos no ar, o programa Ronda da Baixada, é o diário narrado do que acontece na Baixada. Entre as vinhetas temáticas, recheadas de estampidos de tiros, homenagens, entrevistas e prestação de serviço fazem parte do roteiro do programa, transmitido de segunda a sexta-feira, de 6 às 7h, na rádio Tropical 840 AM. A celebração à vida também faz parte do programa conduzido pelo homem de uma grande família. Morador A Há 40 anos, Raimundo Gondim narra os fatos policias da região criança, “Desde o meu sonho era ser comunicador de Mesquita, Gondim é pai de oito filhos (desses, quatro são enteados), tem 15 netos e alcançou em novembro a marca de 8 bisnetos. Antes de chegar aos microfones, Gondim seguiu os passos do pai: caça e pesca fizeram parte de suas atividades. A primeira oportunidade no rádio surgiu ao chegar à Baixada. “Desde de criança, meu sonho era ser comunicador. Eu falava mais que todo mundo, queria saber mais e para isso não economizava nas perguntas. Quando adulto, por muitas vezes busquei oportunidades ” em rádios, mas só entrava nos prédios e nunca chegava aos microfones. Isso mudou quando me mudei para Mesquita (na época, a cidade era distrito de Nova Iguaçu). Lá as portas se abriram na então Rádio Solimões, quando comecei na locução publicitária. De lá pra cá, já fiz de tudo, com ênfase na reportagem policial, o que mais gostei de fazer”, relembra Gondim. As lembranças da infância dura são sutilmente relembradas por Gondim quando está no ar. Sem revelar os detalhes da história, que envolve o afastamento da mãe submetida ao trabalho escravo após a morte do marido, o radialista não deixa de dizer aos ouvintes: “Quem não corrige os pequenos de hoje, punirá os homens de amanhã”. que disputam o domínio do tráfico de drogas na região. Procurada a Prefeitura de Mesquita não respondeu aos questionamentos do Conecta Baixada. EXPEDIENTE: Presidente: Ricardo Lucena Consultor Editorial: Sérgio Ramalho Coordenador Editorial: Marco Antonio Canosa Projeto Gráfico : Daniel Souza e Renato Ferreira Diagramação: Renato Ferreira Tecnologia: Ronald Henrique Tiragem: 20 mil exemplares Distribuição Gratuita Edição Quinzenal Impressão: Infoglobo O Jornal Conecta Baixada não se responsabiliza pelas opiniões emitidas por colunistas e colaboradores. Redação: Rua Dr. Mário Guimarães . Nº 428, SL. 308 . Centro, CEP: 26255-230, Nova Iguaçu, RJ. Tel: (21) 3765-3423 Comercial: (21) 3765 3423 WhatsApp: 995-75-4545 Email: contato@conectabaixada.com.br

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 5 GERAL CONEXÃO GERAL Davi de Castro davi.castro@conectabaixada.com.br TIRANDO DA POLÍCIA ENTREGUE ÀS MOSCAS Pacientes e acompanhantes que estiveram no Hospital da Mãe de Mesquita na última quarta-feira (25) foram recepcionadas por um enxame de moscas e relataram o fato por whatsApp. “Um horror. Um monte de moscas voando”, relatou uma leitora da coluna. B aseando-se em pesquisas que apontam que 5% dos presos brasileiros são inocentes, peritos da policia federal e estadual querem desvincular o serviço das mãos da Policia Civil. Projeto de Emenda Constitucional (PECs 325/09 e 499/10) já tramita no Congresso. SEM SINAL E DANDO AOS PERITOS Para as entidades que representam os peritos, a independência do setor melhora a segurança pública. Elas alegam que a investigação policial pode contaminar a apuração dos fatos. Assim, muitas condenações se baseiam em circunstâncias, sem nenhuma prova material. MOMO EM CRISE Este Carnaval não vai ser igual àquele que passou, em Mesquita. Vai ser pior; não haverá carnaval na rua. O governo alega que a crise deixou a prefeitura de cofres vazios. E argumenta que não há segurança pública na cidade. COFRE VAZIO Não haverá obras em Japeri. Lá também existe justificativa esfarrapada. O governo alega que a crise deixou a prefeitura na pindaíba. Muita poeira quando faz sol e mar de lama quando chove. O governo promete que serviço só no ano que vem. É preciso ter sorte para atravessar com segurança as ruas de Mesquita. Sem sinais de trânsito, pedestres ficam à mercê de motoristas para conseguir ir de um lado para outro. Além das contas de telefone, faltou também verba para comprar semáforos? MUDA MESQUITA Vice-prefeito de Mesquita, Waltinho Paixão, adversário do prefeito Gelsinho Guerreiro, reuniu várias lideranças da cidade na noite de segunda-feira. Com a presença do deputado federal Felipe Bornier (PSD), o tom de todos os discursos foi unico:muda Mesquita. TODOS OS DOCUMENTOS EM UM SÓ Projeto de Lei (PL-1775/15) pretende juntar todos os documentos do brasileiro em uma só identidade: o RCN (Registro Civil Nacional). E com sistema de biometria e chip de segurança, para evitar fraudes. Nele haverá foto, impressão digital, certidão de nascimento, filiação, CPF, carteira de motorista e título de eleitor. O debate continua na Câmara dos Deputados em Brasília.

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Segurança Pública Serra de Madureira 6 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 7 Segurança Pública Alziro Xavier/PMNI T rilhas que cortam uma área de Mata Atlântica onde caberiam 1,8 mil campos do Maracanã, com animais silvestres, nascentes e uma cascata, o Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu (PNMNI), na Serra de Madureira, reserva florestal que se estende até Mesquita, na Baixada Fluminense, virou playground do tráfico. Na última semana, uma disputa entre integrantes de duas facções criminosas deixou um rastro de violência com corpos espalhados em meio a um córrego, contrastando com a paisagem e afugentando de vez os poucos visitantes do santuário ecológico, que passou a ser conhecido como a “serra do medo”. Com acesso pela comunidade da Coréia, no pé da Serra, o Parque se tornou inacessível aos moradores da região e turistas. Uma equipe de reportagem do Conecta Baixada esteve no local na segunda-feira, 30 de novembro, e foi intimidada por cerca de 10 homens “ Apenas 12 agentes patrimoniais e 8 guardas ambientais cuidam do parque que Natural Municipal de Nova Iguaçu”. Ainda segundo a nota, a segurança dos 11 mil metros quadrados do PNMNI “é feita por 12 agentes patrimoniais e 8 guardas ambientais.” Aprefeitura de Nova Iguaçu informou que a média de visitantes do parque é de mil pessoas por mês no verão. Segundo o major Michel Vianna, do 20º BPM (Mesquita), uma equipe policial patrulha diariamente o Parque para tentar coibir a ação de criminosos que utilizam o espaço público como rota de fuga ou esconderijo. Ele ainda explica que duas equipes foram deslocadas para a comunidade da Coréia no início de novembro, quando traficantes de uma facção rival invadiram o local. “Temos cerca de dez homens trabalhando diariamente na Coréia; uma equipe é fixa e a outra faz rondas na comunidade e no interior do parque municipal. Estamos fazendo o possível para conter os impactos dessas guerras na população”, afirmou o major. Problemas antigos Os problemas com a violência não são novidade na Serra de Madureira. Em setembro de 2012 seis jovens foram assassinados quando tomavam banho de cachoeira. Em julho, o corpo do chileno Leonel Brañas Muga, de 50 anos, funcionário da Prefeitura de Nova Iguaçu, foi encontrado esquartejado e carbonizado no parque. O chileno havia sido sequestrado na porta de casa, no bairro da Chatuba, 20 dias antes. Para resgatar os restos mortais do chileno a polícia precisou montar uma grande operação, com participação de policiais militares, civis, bombeiros e homens do Exército. RESERVA AMBIENTAL VIRA ZONA DO MEDO Tesouros Criado em 1998, o Parque Natural Mu nicipal de Nova Igua çu (PNMNI) fica na Serra de Madureira, localizada no Maciço de Gericinó, que se divide em duas par tes: a Serra de Madu reira, em Nova Igua çu, e a do Mendanha, Rio de Janeiro. Além de remanescentes da Mata Atlântica, o Parque abriga valores históricos e culturais como a sede da Fazenda Dona Eugênia (conhecida atualmente como ca sarão, construído no final do século XIX, as ruínas do clube Dom Felipe, que funcionou até meados da década de 1960,uma área de ocupação qui lombola e o vulcão de Nova Iguaçu. Reprodu ção Reprodução Fauna EM LEVANTAMENTO PRELIMINAR DO PLANO DE MANEJO EM 1998, FORAM IDENTIFICADAS 17 ESPÉCIES DE PEIXE NO RIO DONA EUGÊNIA E, EM SUAS MATAS: 198 ESPÉCIES VEGETAIS, 31 ESPÉCIES DE INVERTEBRADOS, 2 DE ANFÍBIOS, 9 DE RÉPTEIS, 12 DE MAMÍFEROS E APROXIMADAMENTE 154 DE ESPÉCIES DE AVES. As belezas naturais do Parque se tornaram inacessíveis à população. Num dos episódios mais sangrentos da guerra entre facções, sete corpos foram encontrados carbonizados na mata, em novembro. Em 2012, seis jovens foram mortos quando tomavam banho de cachoeira na região Ivan Teixeira/Jornal de Hoje suspeitos. A equipe nem conseguiu chegar à guarita que dá acesso ao parque. Procurados, os gestores do Parque, a cargo da Secretaria de Urbanismo, Habitação de Meio Ambiente de Nova Iguaçu, preferiram se manifestar através de Assessoria de Comunicação que, em nota, afirmou que “a informação de que trechos do parque estejam dominados por traficantes de drogas não é verdadeira. Não existe nenhuma ocupação ou domínio de traficantes dentro do Par- ” Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

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EMPREENDEDORISMO VIDA DE UM EMPREENDEDOR Jorge Eduardo jorge.eduardo@conectabaixada.com.br 8 DESEMPREGO BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR PEQUENAS EMPRESAS PERDERAM 49,7 MIL VAGAS EM OUTUBRO Da Agência Sebrae As micro e pequenas empresas também passaram a enfrentar neste ano os efeitos negativos da crise econômica. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados no dia 20 de novembro, houve o fechamento de 49,7 mil vagas com carteira assinada dos pequenos negócios em outubro. O mês de setembro já havia registrado o corte de 23,4 mil empregos. O resultado do mês passado mostra uma piora significativa no desempenho das pequenas empresas que chegaram a gerar 52,7 mil novos postos de trabalho em outubro de 2014. Os cálculos foram feitos pelo Sebrae com base Agência Brasil/Divulgação CUSTOS: POR ONDE EU COMEÇO A CORTAR? Olá empreendedor da Baixada, tudo certo? Sigo falando sobre como você pode, de maneira criativa, dar a volta por cima nessa crise. O tema de hoje são os custos e vamos conversar sobre como economizar de maneira criativa para sua empresa aumentar a lucratividade. Quando o empresário não enxerga com nitidez sua planilha financeira, acaba cometendo erros graves que prejudicam ainda mais seu negócio. Você deve tomar cuidado na hora de escolher aonde enxugar para não acabar perdendo qualidade. Entenda esse exemplo: se o seu restaurante é conhecido pela qualidade dos ingredientes na preparação dos pratos, você não pode cortar os custos comprando matéria-prima de segunda linha, pois os clientes perceberão e acabarão indo embora. A percepção do cliente sobre sua empresa está nos ingredientes e fazendo isso você perderia sua principal característica. Outro erro que o empresário comete é o corte na folha de pagamento sem planejamento prévio. Demite funcionários sem uma política correta de conscientização. Os funcionários que restam acabam acumulando funções e ficam insatisfeitos. Pronto, circo montado! Nenhum deles desempenha suas funções motivado e você perde em produtividade, diminuindo a sua capacidade de entrega de valor (produto ou serviço). Para não cair nessas e outras armadilhas da redução de custos fique atento às seguintes dicas: Encontre os custos supérfluos “Eduardo a minha empresa não tem gastos desnecessários”. Amigo empresário, eu tenho certeza que tem sim. Tente analisar a situação sob a ótica do cliente e, assim, procure entender tudo o que não importa para ele e que não atrapalhe a relação dele com sua empresa. Ecoeficiência Procure economizar recursos. Substitua lâmpadas comuns pelas de led, conscientize funcionários e clientes sobre responsabilidade no consumo de recursos como energia elétrica, água, papel e sacolas. Assim você pode reduzir custos de maneira eficiente e não terá que fechar as portas sem saber o motivo. Apesar do aumento do desemprego, o saldo ainda é positivo entre os pequenos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Entre as pequenas empresas, o segmento que mais fechou vagas em outubro deste ano foi o da indústria de transformação, com uma queda de 19,5 mil empregos. Também ocorreu uma redução de 14 mil na cons- trução civil e de 10,6 mil na agropecuária. Saldo ainda positivo Apesar da tendência de queda no emprego, os pequenos empreendimentos ainda registram um saldo positivo de 65,8 mil vagas neste ano. A administração pública criou 11,8 mil novos empregos de janeiro a outubro. WhatsApp 995-75-4545

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 9 GERAL IMOBILIDADE URBANA CORRIDA DE OBSTÁCULOS NA CICLOVIA DE MESQUITA Davi Boechat/Conecta Baixada Davi Boechat davi.boechat@conectabaixada.com.br O administrador de empresas Helder Ferreira, de 45 anos, é ciclista convicto e não abandona a bicicleta nem em grandes trajetos. Ferreira divide suas atividades entre a Zona Oeste do Rio e a Baixada Fluminense. Seu maior e mais perigoso trajeto é diário. Entre sua casa, em Campo Grande, e o trabalho, mais frequente em Nova Iguaçu, são mais de 30 quilômetros. A viagem é feita a bordo da bicicleta que na ausência de faixas exclusivas, divide espaço com os veículos. “Visto o trânsito intenso a viagem é bem mais rápida em duas rodas. De carro ou ônibus, não se gasta menos de três horas. Mas é muito perigoso, muito mesmo”, relatou Ferreira. Sustentável para o meio-ambiente e saudável para o usuário, o uso dde bicicletas avança em marcha rápida por diversas partes do país. No entanto, a alternativa para o trânsito caótico está longe de chegar na Baixada Fluminense. Pistas defasadas, mal sinalizadas e em estado de degradação fazem parte da realidade dos ciclistas da Baixada. Apenas 1.200 metros: essa é a extensão da faixa exclusiva para bicicletas em Mesquita. Com apenas uma ciclovia, de mão única, que liga o Centro da cidade ao bairro Presidente Juscelino, o município está na contramão de seu plano diretor, publicado em 2006, que previa a construção de um “sistema de ciclovias integrado aos demais modais de transportes do município”. O trajeto feito em cerca Local onde seria construída ciclovia anunciada há um ano e quatro meses segue sem obras: mato alto indica abandono “ Buracos, banheiros químicos, caixotes e lixo ficam no meio à ciclovia de Mesquita de cinco minutos conta também com obstáculos. Pelo WhatsApp do Conecta Baixada (99575-4545) um leitor relatou problemas na via. “Buracos, banheiros químicos, caixotes e lixo atrapalham o trânsito, e por vezes nós ciclistas precisamos nos arriscar em meio aos carros. Já fiz reclamações na prefeitura, mas continua sendo comum ter problemas nos fins de semana”, comentou. Em 2014, a promessa de uma nova ciclovia, às margens da Avenida Baronesa de Mesquita, che- ” gou aos mesquitenses. A obra faria parte de uma série de melhorias realizadas pela prefeitura na localidade, no entanto, até hoje, nada foi feito. “Já que as obras foram anunciadas, é preciso saber para onde foram os recursos”, comentou um ciclista que não quis se identificar. Procurada, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mesquita não respondeu aos questionamentos do Conecta até o fechamento desta edição. PREFEITURA PLANTA ÁRVORES NA CICLOVIA Morador de Santa Eugênia, em Nova Iguaçu, o advogado Rommel Moreira, de 34 anos, diminuiu o trajeto de casa para o trabalho trocando o carro pela bicicleta. De 20 para 8 minutos. “Uso a ciclovia da Via Light há cinco anos. O problema daqui é a falta de segurança, que piora de noite, quando a iluminação fica bem ruim. No mês passado, a ciclovia da Pos se, também em Nova Iguaçu, foi invadida por árvores. O plantio realizado pela prefei tura causou protes tos nas redes sociais. Dias após, as árvores foram retiradas.

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GERAL CRISE NO ESTADO 10 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR BAIRRO NOVO DEIXA POPULAÇÃO NO BURACO Marcelle Bappersi marcelle.bappersi@conectabaixada.com.br Lélio Neto/Conecta Baixada As obras vão “ parar no fim do palavra mobilidade deixou de fazer parte do cotidiano dos moradores do bairro Banco de Areia, em Mesquita, logo após o início da reforma da Avenida Governador Celso Peçanha, parte do projeto Bairro Novo, da secretaria estadual de Obras (Seobras), em dezembro de 2013. As obras já estão com quase seis meses de atraso; a entrega deveria ter sido feita em junho. Segundo o comerciante Ronaldo Souza, de 58 anos, além de mudar o itinerário de oito linhas de ônibus que passavam pela via, a obra A Atraso nas obras diminuiu faturamento de comerciantes e movimento nas lojas. Placas de “aluga-se “ e “passo o ponto” são vistas por toda parte ano e só voltarão em janeiro prejudicou o comércio. “Ninguém quer pular buracos ou quebrar os amortecedores dos carros para chegar até aqui. Uma casa de ração fechou. Onde estão os benefícios?”, reclamou. Ainda segundo ele, as ” paralisações surpreendem pedestres e motoristas. “Ficamos sabendo que vão parar a obra de novo por causa do fim do ano e só voltarão em janeiro”, comentou. À equipe do Conecta Baixada, os operários da construtora Lytorânea afirmaram que já foram cinco as paralisações: três por falta de verba e duas por causa do tráfico de drogas que atua na região. “Ficamos 15 dias parados por causa dos traficantes. Eles mandam parar e a gente tem que obedecer. Temos família”, disse um funcionário. Devido ao fechamento da via para as obras, as ruas paralelas acabaram sofrendo desgaste e surgiram enormes buracos. Ficamos 15 “ das parados al colocou entulho e lixo no buraco para facilitar a passagem de veículos menores, mas ainda sim, não dá para passar nada por ali”, revelou um comerciante. BAIRRO NOVO? Em resposta ao Conecta Baixada, a Seobras disse que “executa desde dezembro de 2013 o projeto Bairro Novo. Em Mesquita, foram gastos R$ 1,1 milhões na urbanização de 4,6 quilômetros, de quatro bairros. Ainda segundo o órgão, para o recapeamento e reforma da Avenida Governador por causa dos traficantes Na Rua Itapemirim, moradores contam que um ônibus ficou atolado após o asfalto ceder. Para evitar que outros veículos caíssem, moradores resolveram sinalizar o local, mas a `emenda saiu pior que o soneto´. “O pesso- ” Celso Peçanha foram investidos R$ 8 milhões”. O órgão afirmou que, apesar da pavimentação de ruas ser de responsabilidade dos municípios, a prefeitura de Mesquita não tinha nenhuma participação na ação. Porém, ao lado da placa do Governo do Estado, há um banner da prefeitura de Mesquita informando aos cidadãos que a obra “é uma conquista da cidade”. Procurada, a prefeitura de Mesquita não respondeu os e-mails enviados pela reportagem do Conecta Baixada, até o fechamento desta edição.

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 11 RELIGIÃO E FÉ/CULTURA PROFESSOR CLÁUDIO DUARTE EVANGELHO@CONECTABAIXADA.COM.BR Prefeitura de Mesquita, com o aval e apoio de algumas poucas lideranças evangélicas da cidade, está erguendo um monumento à Bíblia na praça principal da cidade, a Elizabeth Paixão. Talvez seja oportuno esclarecer às partes envolvidas neste monumental equívoco, que a Bíblia jamais precisou, precisa ou precisará de qualquer construção humana para ser o que é, a Palavra Viva de um Deus Vivo, que nunca necessitou ou estimulou e sequer aprova atos e gestos de pura idolatria como este tal monumento. A Bíblia, como a Palavra RevelaLITERATURA A A BÍBLIA NÃO PRECISA DE MONUMENTOS da de Deus, precisa ser ensinada, divulgada e, principalmente, vivida pelos que nela creem. Este sim é o sacrifício aceitável a Deus, e que chega a Ele com aroma suave. Ficam como humildes sugestões à Prefeitura de Mesquita e às lideranças evangélicas que a cercam as seguintes reflexões: distribuir exemplares de Bíblias entre a população da cidade, principalmente às nossas crianças; praticar, vivenciar e testemunhar os ensinamentos prescritos pela Palavra de Deus; que os púlpitos das igrejas em Mesquita, apenas para ficar em Mesquita, ministrem e ensinem a Palavra verdadeira, pura, sem máculas, centrada somente em Jesus e na Cruz, e que estas lideranças, em obediência ao que Deus ensina em Sua Palavra, denunciem as injustiças contra os pobres, e todas as obras de corrupção, maldade e opressão. Por último, creio que torna-se oportu no e indispensável que estas lideranças voltem-se para a Bí blia, e aprendam com o que as próprias Es crituras testificam so bre si mesma. E que nos mostra o belís simo Salmo 119, um genuíno hino à Bíblia, do qual, para encerrar este texto, pinço os versículos 1 a 4: “Bem aventurados os que se conduzem com in tegridade, os que an dam na lei do Senhor ! Bem aventurados os que guardam seus testemunhos, que o buscam de todo o co ração, que não pra ticam o mal, mas se guem seus caminhos! Ordenaste teus preceitos, para que fossem obedecidos com cuidado”. A Bíblia é a Palavra de Deus,viva, eficaz e inerrante, e não precisa de monumentos, mas requer de todos nós temor, reverência e obediência. Mande para nossa coluna a programação e os eventos de sua igreja e ministério, e divulgaremos GRATUITAMENTE. O endereço de e-mail é claudio.duarte@conectabaixada.com.br. Participe de nossa promoção, responden do à pergunta: Quais os nomes dos após tolos escolhidos por Jesus ao iniciar seu ministério? Mande a resposta para nosso endereço de e-mail AGORA e concorra ao sorteio de CINCO Bíblias. ‘FOME DE LEITURA’ RECOLHE LIVROS NA BAIXADA FLUMINENSE Arnaldo Niskier, Bia Bedran e Thalita Rebouças são alguns dos apoiadores da campanha ‘Fome de Leitura’, que tem como objetivo colaborar com a erradicação do analfabetismo funcional. Idealizado pela Caixa de Assistência do Advogado (CAARJ), em parceria com o Centro Integrado Empresa Escola (CIEE) e a Ação da Cidadania, o projeto pretende arrecadar livros de literatura infanto-juvenil que serão expostos em 37 espaços de leitura e 17 creches. De acordo com o imortal da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier, o problema é grave e só pode ser resolvido com colaboração. “É uma tragédia nacio nal e a sociedade pre Cesar Ogata/SECOM/PMSP Projeto que combate analfabetismo doará publicações para instituições cisa se mobilizar”, enfatizou o Niskier. “Nosso objetivo é chamar a atenção para a necessidade de estimular a leitura entre crianças e jovens. A parceria com a Ação da Cidadania é fundamental pelo seu histórico de engajamento e de luta permanente”, comentou o presidente da Caarj, Marcello Oliveira. Locais de arrecadação OAB Subseção Nilópo- lis (Rua Tancredo Lo pes, 201, Centro). Subseção Nova Igua çu (Rua Dr. Humberto Gentil Baroni, 137, Centro). Subseção São João de Meriti (Av. Presidente Lincoln, 1090, Vilar dos Teles). Subseção Belford Roxo (Rua Tuiuti, 9, Centro). Subseção Queimados (R. Otília, 210, Vila Tinguá).

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ESPORTES FUTEBOL DE GENTE GRANDE 12 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Dezembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR C MOLECADA DO NOVA IGUAÇU LEVA MAIS UM om um futebol de gente grande, a equipe sub-11 do Nova Iguaçu conquistou no sábado (28) o título do Campeonato Iguaçuano Pré-Mirim, organizado pela Liga de Desportos de Nova Iguaçu. O quinto título do Laranja da Baixada na competição veio com uma vitória por 3 a 1 sobre o Vila Central, numa ensolarada manhã, no Centro de Treinamento do Nova Iguaçu Futebol Clube, o primeiro time do Rio de Janeiro certificado pela CBF como Clube Formador. Durante a campa nha, que começou no mês de agosto, o Nova Iguaçu não perdeu nenhum jogo e marcou 51 gols em 13 partidas, uma média de quase quatro gols por jogo. Essa categoria é a primeira que dispu Bernardo Gleizer/NIFC O time campeão posa para a foto oficial. Para muitos garotos esse foi o prmeiro de muitos títulos que conquistarão ao longo da carreira ta torneios oficiais, e muitos garotos integraram o elenco este ano ou no decorrer da competição. A vantagem do La ranja era grande e mesmo com uma der rota de até dois gols de diferença o título já era garantido. Ain da assim, a garotada não fez corpo mole e jogou sério. Aos seis minutos, uma troca de passes entre Michael Douglas e Matheus, João Victor quase abriu o placar. Quatro minutos depois, as redes balançariam pela primeira vez com o gol de Matheus, que limpou dois zaguei- ros e chutou com categoria no cantinho esquerdo do goleiro. Aos treze minutos, Matheus ajudou Michael Douglas que marcou o segundo: 2 a 0. Pouco tempo depois, Matheus quase fez o terceiro, de cabeça. O Vila Central conseguiu diminuir aos 18 minu- tos, numa bela cobrança de falta executada pelo zagueiro Renan Vitor. Só que a Laranja da Baixada continuou pressionando e fechou o placar aos cinco minutos do segundo tempo. O habilidoso João Victor deu um drible seco no zagueiro e chutou no cantinho direito: 3 a 1. WhatsApp 995-75-4545

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