Revista-Comercio-Industria-Dezembro-2015

 

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ÍNDICE CAPA SICOOB, CADA VEZ MELHOR PAPAI NOEL Onde bateu a crise ANIVERSÁRIO Uniodonto chega aos 32 anos A BOA NOTÍCIA A pílula do câncer 10 Os diretores Sidnei Oltremare, Walter Orloski e Antônio Tomazelli Gaban, comemoram os 32 anos de fundação do Sicoob em Araraquara, anunciando novos planos para 2016. 14 Papai Noel neste Natal andando pelas ruas da cidade deve ser considerado peça rara. Comércio e entidades lamentam a crise que virá acompanha de queda nas vendas. 20 O presidente da Uniodonto Brasil, José Alves, esteve em Araraquara no final de novembro para acompanhar a festa de aniversário da nossa Uniodonto. Evento foi no Tijuca, 34 Deputado Roberto Massafera vai ao governador Geraldo Alckmin para pedir que interceda junto ao governo federal e consiga autorização para a fabricação do medicamento. Editorial 09 | Jornalista Ivan Roberto Peroni comenta a mudança dos hábitos do motorista araraquarense após as mudanças realizadas em 2015. Congresso 12 | Diretores da ACIA foram ao Guarujá em novembro participar do Congresso da FACESP . O evento é realizado anualmente. Renato Haddad 16 | Vereador assume cadeira na Câmara Municipal e revela que “política se aprende fazendo”. Renato é uma das lideranças da classe empreendedora. No caminho da Índia 23 | Marcelo Barbieri foi conhecer a Infosys que se instalou em Araraquara e para onde seguirão jovens profissionais de TI para estágio. A felicidade bateu na porta Os alunos Diogo Piassalonga Saldanha (10) e Dominik Adriano da Silva (9), ambos da Escola Municipal de Dança “Iracema Nogueira”, visitaram o prefeito Marcelo Barbieri em novembro. Eles foram selecionados para integrar a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville – Santa Catarina. Os alunos passaram por testes entre os dias 23 e 25 de outubro. No total, mais de 1.500 candidatos de todo o país participaram da seleção e apenas 20 concorrentes foram selecionados. Parabéns aos dois garotos. Sucesso. Era dia de visita para Yashuda O vereador Jéferson Yashuda foi recebido em novembro pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social, José Carlos Porsani, no Cear. Porsani mostrou as novas instalações ao parlamentar, ressaltando que ainda precisam ser feitos ajustes no local, e depois concedeu entrevista para o programa “Vereadores em Ação”, da TV Câmara. Entrevistado pelo próprio vereador, o secretário falou sobre os projetos realizados pela Pasta, incluindo o CADÚnico, os CRAS, CREAS, Casa Transitória e outros. Jéferson e Porsani 6

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DA REDAÇÃO Sônia Maria Marques A COPA É NOSSA A vitória da AFE na Colômbia VIOLÊNCIA Filosofia arábe e a religião Cada um pode fazer seu julgamento Ditados populares, desses que correm solto às vezes até mesmo na mesa de bar, expressando sabedoria popular, sempre deveriam ser levados em conta na estrada da vida. Principalmente pelos mais cultos. Alguns deles que agora vêm a nossa mente parecem expressar a tragédia ocorrida na primeira quinzena de novembro, envolvendo o rompimento da caixa d’água do DAAE, na Vila Xavier. Já diziam nossos avós que “o seguro morreu de velho”; outros vêm na cola como “depois da porta arrombada não adianta colocar tranca”, “não adianta chorar o leite derramado”, “quem avisa amigo é”, e assim por diante. Qualquer que seja a explicação, técnica ou não, nenhuma vai justificar a imprudência, a negligência, a imperícia, alinhamento de termos que levam a atos bem parecidos. E é o que mais se discute neste momento buscando-se a responsabilidade por duas mortes após o rompimento da caixa d’água. Entendemos que negligência é o caso da pessoa que sai para passear com a família de carro, mesmo sabendo que o mesmo está com os freios estragados, acontece uma batida por falta do freio e a família morre. A imprudência tem como característica sempre se revelar através de uma ação. É como alguém que dá marcha ré sem olhar para traz e acaba atropelando alguém. A imperícia é o caso do engenheiro mecânico que faz inspeção no cabo do elevador, e após curto período de tempo, o elevador cai por rompimento do referido cabo. O engenheiro estudou durante anos para dominar a técnica, o que se exige que ele deveria saber sobre a durabilidade do cabo. Em que caso o rompimento da represa se enquadra? E o profissional técnico do DAAE, onde se enquadra? 62 Ao vencer o Colo-Colo por 3 a 1 em Medelin, a Ferroviária traz a Copa Libertadores da América e mostra o espírito de luta das chamadas guerreiras. 78 O jornalista Luís Carlos Bedran em sua crônica faz referência ao livro sagrado dos arábes, o Alcorão, e diz que as facções religiosas islâmicas condenam a violência. Sincomercio 26 | Toninho Deliza acredita que o Natal será a salvação da lavoura para os lojistas neste final de ano, porém, prevê ano difícil em 2016. Tempo de Férias 36 | Vai viajar? Então é hora de fazer seguro para a garantia de um passeio tranquilo. Escolha uma seguradora de confiança. Idosos e crianças se encontram Integral – CE AABB Comunidade, que foram até o local para entregar diversos produtos de higiene pessoal arrecadados ao longo do semestre e cantar seis canções de autoria do Maestro Moacyr que foram ensaiadas nas oficinas de música oferecidas na escola. “Essas crianças nos mostram que quando são bem encaminhadas, podem fazer a diferença na vida da gente, e que há a esperança de um Brasil melhor”, disse “seo” Sérgio. “Obrigada por vocês terem vindo, gostei demais!”, completou. “Foi uma tarde abençoada”, comemorou dona Olívia. Participaram do evento a gerente de Educação Integral, Ana Paula Rosa Vaccari, professores do CE AABB e funcionários do Banco do Brasil. 7 EDIÇÃO N°125 - DEZEMBRO / 2015 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rafael Zocco Diretor Comercial: Humberto Perez Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Heloísa Nascimento Design: Carolina Bacardi, Bete Campos, Mário Francisco Pedrolongo Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Pureza. É assim que se pode definir a visita que o Coral de crianças do CE AABB fez à Vila Vicentina em novembro. Alunos da escola municipal levaram canções aprendidas nas oficinas de música, para os idosos moradores do local; ação é parceria entre Prefeitura e Banco do Brasil. A tarde tornou-se então diferente para os idosos que vivem no Asilo Vila Vicentina, da Vila Xavier. As crianças estavam acompanhadas dos funcionários do Centro Municipal de Educação Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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EDITORIAL Pois dai a César o que é de César. Com aproximadamente 170 mil veículos transitando pelas ruas de Araraquara, há que se enaltecer a experiência e a ousadia do engenheiro Coca Ferraz, que corajosamente tem enfrentado ao longo dos anos, desafios para solucionar questões cruciais e que até então, vinham se transformando por vício em brinquedo de diversão nas mãos de quem não é do ramo. Coca, queiram ou não, está fazendo Araraquara andar por vias que fluem melhor e que minimizam o índice de acidentes. Há logicamente, contestadores que apontam o exagero das ruas coloridas, o esbanjar do dinheiro público em sinalizações desnecessárias e outras ações que espelham uma cidade fantasiada pelo festival de semáforos implantados em pontos que as vezes confundem a visibilidade dos motoristas. Talvez, esse quadro seja pintado por indiferenças políticas ou indivíduos com pouco ou nenhum conhecimento na matéria. É verdade que nenhum cidadão em sã consciência gosta de perder tempo no trânsito, muito menos transitar por ruas e avenidas que coloquem sua vida em risco, e para esses, ao sinalizar na Avenida 36 uma faixa “livre” na via transformada em três pistas, Coca Ferraz demonstra estar consciente dos seus atos e acaba reconhecendo que a mentalidade do motorista está caminhando para um conceito de maturidade. A mobilidade urbana ganhou outra cara; o trânsito passou por uma mudança radical e o resultado está na redução em 65% no número de feridos graves e mortos, e, em 95% o número de atropelamentos. Os dados envolvem segurança, fluidez e conforto, envolvidos tecnicamente por semáforos temporizados tornando Araraquara uma cidade criativa. Buscar a modernidade também faz parte dos conceitos do administrador que dá através de um movimento colaborativo, passo expressivo na melhoria da qualidade de vida da população, utilizando valores e potencialidades humanas, econômicas e culturais existentes na cidade. Avenida 36, um dos grandes problemas do setor de trânsito passou a ter um escoamento mais rápido, com novas opções e segurança a partir dos estudos realizados por Coca Ferraz. O corredor está mais atraente. Adoro a minha Araraquara e admiro os que ajudam, mesmo sonhando na construção de uma comunidade onde as pessoas possam morar, trabalhar, estudar e se divertir em harmonia com a natureza. E o Coca queiram ou não, tem esse perfil, criando termos que os tempos modernos colocam diante dos nossos olhos: centralidade – um modelo que possa contribuir para minimizar deslocamentos, inspirando, inclusive, extraordinária qualidade de vida a seus moradores e usuários. Dentro desta nova realidade pouco importa se ele foi buscar referências em outros países, se pesquisou para encontrar um ponto de equilíbrio entre ocupação urbana, o respeito ambiental e o foco nas pessoas. O que interessa mesmo é que nossas vias públicas estão mais alegres e por elas é que devemos caminhar, levando a tiracolo as práticas inovadoras. É fato que, quando passo pelos corredores comerciais, vejo quanta coisa mudou; não somos mais aquela cidade romântica e boêmia, embebedada à meia luz. Somos uma Araraquara diferente, com seus percalços é lógico, mas com vantagens trazidas por essa integração, sendo adicionado à sua leitura o aumento da produção cultural e artística na cidade; a promoção da diversidade social; o aumento do potencial criativo das empresas contribuindo significativamente para a economia da cidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Louvável se torna, a confiabilidade do prefeito Marcelo Barbieri em deixar nas mãos do Coca Ferraz esta revolução na mobilidade urbana. São situações que não devem passar desapercebidas; sempre reconhecidas e valorizadas, pois se dá a Cesar o que é de Cesar. 9

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Especialistas do setor preveem que em 2020 o cooperativismo de crédito terá conquistado 10% do mercado financeiro, e o Sicoob Araraquara, localizado numa das regiões mais privilegiadas e pertencendo ao maior sistema cooperativo do País, com toda essa estrutura, não tem como negar que fará parte desse crescimento. Sicoob Araraquara: Avenida Barroso, n° 350 A expansão da cooperativa tem alcançado resultados extraordinários, fruto do trabalho da sua diretoria e do apoio demonstrado de forma permanente pelos seus cooperados. Hoje são três unidades: Araraquara (central), Matão e Dobrada. REPORTAGEM DE CAPA Sicoob Araraquara comemorou 32 anos de excelentes serviços O SICOOB Araraquara, primeira cooperativa da cidade a se transformar na categoria de livre admissão, possilitando que qualquer cidadão pudesse se associar, mostra sua evolução após 32 anos de atividades, onde sempre prevaleceu uma atuação responsável e segura. No dia 21 de novembro de 1983, um grupo de funcionários da Villares de Araraquara reunido em assembleia numa das salas de treinamento da empresa, transformava um sonho em realidade. Constituía-se naquela noite uma cooperativa de crédito (hoje Sicoob), provando com aquele ato, que um pequeno grupo de pessoas comuns, era capaz de se organizar de forma voluntária sem a influência ou benesses do governo, conquistando a autossuficiência financeira e, portanto, livre da exploração pelas altas taxas de juros praticadas pelos bancos. O tempo passou, o mundo evoluiu, muita coisa mudou, e sob uma nova realidade econômica, surgiram demandas por novos produtos financeiros, lembra Walter Francisco Orloski, um dos fundadores do Sicoob, há 32 anos. Segundo ele, diante deste novo desafio, o Sicoob exatamente em novembro de 2007, se uniu com a Comcred (Cooperativa dos Comerciantes de Araraquara e Região) tornando-a uma instituição financeira mais fortalecida, capaz 10 e soberana suficiente para disponibilizar praticamente todos produtos financeiros aos seus associados. Ao longo de sua trajetória, sempre apresentando índices de crescimento constante, mesmos nos momentos mais adversos da economia, convém lembrar que com grande mérito foi a primeira cooperativa da cidade a conquistar a categoria de “livre admissão”, possibilitando que qualquer cidadão pudesse se associar. Hoje o Sicoob já conta até mesmo com um posto de atendimento nas dependências da Iesa, uma agência no centro de Araraquara, outra no centro de Matão e brevemente, será inaugurada mais uma agência, em Dobrada, numa parceria com a Prefeitura do município, diz o seu presidente Antônio Tomazetti Gaban.

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Walter Francisco Orloski (Diretor Administrativo), Sidnei Oltremare (Diretor Operacional) e Antônio Tomazelli Gaban (Presidente), no Sicoob Araraquara SICOOB ARARAQUARA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO José Antônio Fragali Presidente Luís Henrique Alfonsetti Vice-Presidente MEMBROS Antônio Tomazelli Gaban Ademar Ramos da Silva Eduardo Antonialli Del’Acqua Aparecido Luís dos Santos Mário Thuyosi Hokama DIRETORIA EXECUTIVA Antônio Tomazetti Gaban Presidente Walter Francisco Orloski Diretor Administrativo Sidnei Oltremare Diretor Operacional CONSELHO FISCAL José Zambo Migliatti Júlio Fernando Pascoal Basso Marcos Roberto Cumpri André Castro Rizo José Mauro Gracindo Prestação de Serviços “Para garantir a satisfação dos associados neste segmento em que a base é a prestação de serviços, o Sicoob conta com uma equipe de funcionários experientes, vários oriundos do sistema financeiro, continuadamente treinados e atualizados pelo Sicoob Central Cecresp e pelo Sescoop, permitindo a excelência constante do atendimento”, explica Walter Orloski. Para ele, detalhe importante e fundamental no segmento financeiro é a tecnologia. O sistema operacional do Sicoob evoluiu de tal forma que já recebeu vários prêmios da FEBRABAN, e é reconhecido até no exterior. Um dos prêmios foi para o aplicativo de celular disponível desde 2012, que é capaz de realizar todas as operações bancárias com toda a segurança, esclarece. Criação da SGC Um dos fundamentos principais do Sicoob é oferecer ao associado, pequeno empreendedor, as mesmas condições (poder de barganha) que um grande empresário ou aplicador possui junto à rede bancária. Assim, o Sicoob Araraquara em parceria com o SEBRAE e outras quatro cooperativas, participa da constituição da primeira SGC – Sociedade de Garantia de Crédito do Estado de São Paulo, em processo de constituição e previsão de funcionamento no início de 2016. O SEBRAE fará um aporte de capital de R$ 1 milhão, ainda em 2015, representando 50% do fundo. E o restante, será feito pelas instituições participantes do movimento. A função da SGC é oferecer o aval nas operações de empréstimos dos pequenos empreenderes que não possuem as garantias necessárias para a realização da operação de crédito. “Caso o devedor deixe de honrar o compromisso da quitação, a SGC cobre até 70% da respectiva dívida”, explica Antônio Gaban, presidente do Sicoob Araraquara. O encontro para a criação da SGC foi realizado em São Carlos, estando garantida a participação neste projeto do Sicoob Araraquara, Sicoob Crediacisc e Associação Comercial de São Carlos, Sicoob Crediacirc e Associação Comercial de Rio Claro, Sicoob Cantareira e Associação Comercial de Guarulhos e Acicred / Sicoob e Associação Comercial de Americana. Toda essa movimentação torna ainda mais seguro todo procedimento do Sicoob. Fundo Garantidor Todas as ações processadas pelo Sicoob sempre estiveram plenamente asseguradas. De acordo com o diretor administrativo da cooperativa, o dinheiro do associado aplicado no Sicoob conta com a proteção do fundo garantidor FGCOOP criado pelo BACEN, que garante aplicações no valor de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, semelhante ao do sistema bancário. Gaban e Orloski, na reunião em São Carlos, para definirem a criação da Sociedade Garantidora de Crédito do Estado de São Paulo 11

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IMPOSTO DE RENDA CONGRESSO Destinação, uma palavra mágica Ao invés de enviar parte do seu Imposto de Renda para o Governo, você pode ajudar crianças e adolescentes. A lei permite que pessoas físicas possam direcionar até 6% do Imposto de Renda devido e pessoas jurídicas até 1% de forma simples, rápida e sem custo para projetos de defesa e promoção dos direitos das Crianças e Adolescentes. Não se trata de doação mas, de destinação, diz Samuel Brasil Bueno, presidente do Comcriar (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), em Araraquara. Para as Pessoas Físicas que fazem a declaração pelo modelo completo, podem deduzir até 6% do imposto de renda devido. Para definir este valor, o contribuinte pode basear-se na última declaração de renda apresentada. Já as Pessoas Jurídicas limitam-se a contribuir com 1%, desde que sejam tributadas pelo lucro real. O interessado em fazer essa destinação deve acessar o site www. cmdcaararaquara.com.br clicando em seguida em “Destinação do Imposto de Renda”, iniciando assim o preenchimento do formulário no rodapé da página e escolher a quem beneficar; uma das instituições listadas ou Fundo Municipal. Depois deve clicar em Boleto Gerado para fazer o recolhimento em qualquer agência bancária, em casas lotéricas ou mesmo pela internet. “Optando por esta destinação, você antecipa este valor até o último dia de expediente bancário do ano para que seja deduzido na declaração que será apresentada até abril de 2016”, afirma Samuel, esperando que as destinações apresentem um saldo ainda maior que no ano passado, ajudando assim, crianças e adolescentes. Diretores da ACIA part Congresso da Facesp n O presidente Renato Haddad e o diretor de finanças Antônio Junquetti, representaram a Associação Comercial e Industrial de Araraquara em novembro no Congresso da Facesp, no litoral. Um dos temas do encontro foi o empreendedorismo. O Projeto Empreender abriu em novembro o 16º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), no Guarujá. A partir de parcerias das associações comerciais com o Sebrae, o Empreender sempre visou fortalecer a competitividade das micro e pequenas empresas, reunindo-as em núcleos setoriais para que discutam especificidades dos mercados de atuação. Esses núcleos se encontram periodicamente nas associações, debatendo problemas em comum e buscando soluções conjuntas. Implantado em nossa cidade pela ACIA há mais de cinco anos, o Empreender já possibilitou a formação de alguns núcleos voltados para materiais de construção, refrigeração, estética e beleza, automotivo e por último, área de alimentação com foco em proprietários de carrinhos de lanche, diz o presidente Renato Haddad, que esteve no congres- No congresso, Renato Haddad e Antônio Junquetti, com Roseli Garcia, diretora do SCPC em São Paulo so no Guarujá com o diretor de finanças da entidade, Antônio Junquetti. Uma das presenças marcantes na abertura foi de Alencar Burti, presidente da Facesp, que ressaltou a importância do empreendedorismo para superar uma crise. E para isso, completou, é preciso inovar. A tecnologia e a ciência deram uma velocidade ao desenvolvimento que, para nós, parece inacreditável, mas é a realidade. Ou você se ajusta à nova realidade ou você fica parado no tempo”, disse Burti. Tendo a mesma opinião que Burti, Renato Haddad, da ACIA, destacou que os empreendedores, mais do que pensar em abrir novos negócios, precisam se atentar à manutenção. Alencar Burti e Ivan Hussni na abertura do congresso 12

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ticipam do no Guarujá “Empreender é como religião: ou você acredita no que faz, ou melhor nem começar”, acrescentou. Segundo Ivan Hussni, diretor técnico do Sebrae, recordou durante o congresso que um dos principais objetivos do Empreender é alavancar a economia local. “Apesar dos benefícios, temos muitos desafios e pontos a melhorar”, ponderou. Lembrou ainda que um dos segredos de sucesso do programa está nos agentes que o coordenam. Por isso, o Sebrae está criando um grupo de trabalho para disseminar boas práticas O SCPC montou durante o congresso, um ponto de atendimento para as associações comerciais participantes do evento. Em breve, o SCPC estará implantado na ACIA para proporcionar atendimento aos seus associados. dos agentes. Eles são responsáveis por implementar o Empreender nos municípios, interligando as Associações Comerciais, empresários e Sebrae em torno do mesmo objetivo. O Sebrae, disse Hussni, adotará ações para cada cidade, tornando menos engessada a interação das empresas com o Empreender. Mais do que isso, revelou que o projeto vai aproximar o empresário dos bancos e cooperativas de créditos para que tenham condições mais favoráveis para crescer. 13

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EXTINÇÃO Em tempos de crise ser um Papai Noel d O anúncio de queda nas vendas em dezembro assusta o comerciante e afasta o bom velhinho das lojas e vias públicas. Será um Natal sem muita ilustração, tendo como causa o temor de se investir e ampliar os custos operacionais. Como é de costume, na chegada de fim de ano, muitos lojistas optam pela decoração e enfeites para o clima natalino. Quem frequenta o centro da cidade durante o expediente, até às 22h, sempre dava de cara com um Papai Noel, o bom velhinho que ficava distribuindo doces para a criançada e conseguia trazer a alegria por alguns minutos da população. Mas, para este ano, o cenário mudou. Nem Papai Noel, nem enfeites irão proporcionar o espírito natalino para o público. A Associação Comercial e Industrial de Araraquara até que tentou colocar em prática um ousado projeto - a Parada de Natal -, porém, o próprio comerciante desistiu da ideia evitando investir em uma promoção que poderia, na sua opinião, aumentar seus custos num período de crise. “Esperamos que em 2016 o País esteja diferente, mais confiante e com possibilidades do empresário apostar em um projeto que desperte a atenção da comunidade”, disse o presidente Renato Haddad, após reunião realizada na sede da ACIA. Muitos lamentam a ausência, principalmente para Laércio, vestido de bom velhinho proporcionava alegria às crianças. Agora a situação está difícil quem desempenha o papel do velho Noel pelas ruas da cidade. Bons Velhinhos Laércio Grili Grande Filho trabalha como Papai Noel há cerca de 9 anos, mas nos últimos dois anos deixou de frequentar as ruas de Araraquara no período da noite para alegrar as pessoas com sua roupa de bom velhinho. “É difícil. Entendo que não dá neste momento para se investir nos enfeites natalinos, pois estão caros demais e não há como arcar com altas despesas”, comenta. Para ele, a incômoda situação econômica do País preocupa e torna-se imprescindível entender esse período de transição. “O momento que todos nós estamos vivendo é muito triste. Antigamente, dava gosto de você passar pelos lugares. A Rua 2, Avenida 36 e Alameda, todas enfeitadas. Todos perderam o clima de Natal”. “Papai-Noel” há quatro anos, Wilson Albino, o Mirandinha, adere a eventos fechados, principalmente de ONGs e entidades carentes, mas vê um pedaço 14

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está difícil de aluguel do Natal ir embora com o “esquecimento” dos governantes. A sua barba natural ajuda a manter o tradicional velho Noel. “A história entre Papai Noel e criança é bonita. Não podem tirar isso de maneira alguma. Dos eventos que eu visito, as crianças se divertem e pulam apenas para pegar a minha barba”, conta. Ele não concorda com o fim do clima de Natal que está desparecendo e defende os noéis que trabalham no centro. “Eles são humildes, precisam de uma renda extra”, comenta. Em São Paulo existe um “sindicato de papaisnoéis” para cuidar da categoria. Mirandinha pela originalidade da sua barba, sempre foi um dos “noéis” mais requisitados da cidade. Hoje o que está acontecendo é que aquelas pequenas empresas, que eram as que mantinham esse negócio, os supermercados, aquele comerciante que tinha uma farmácia, dois mercadinhos, esses pararam mesmo (de contratar papais-noéis). O que os comerciantes vão fazer é pegar um funcionário, colocar uma barba e fazê-lo falar ‘ho-ho-ho’ na porta da loja”. Mirandinha diz que se diverte com a garotada e procura sempre levar alegria e balas, um ritual do bom velhinho. 15

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