Revista Jornal Empresários Novembro 2015.pdf

 

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Banco Central aprova e Denise Cadete assume diretoria do Bandes. Página 6 Ministério Público Federal veta novos prédios na Praia da Costa. Página 7 Obstáculo legal impede Luciano de entregar dívida para banco cobrar . Página 9 ® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 190 www.jornalempresarios.com.br NOVEMBRO DE 2015 - R$ 4,50 FOTO: THIAGO GUIMARÃES Inaugurada Escola do Plástico Foram investidos R$ 4 milhões na construção e em equipamentos da escola instalada no Civit. Leonardo de Castro, presidente do Sindiplast-ES, explica o funcionamento do equipamento. Página 5

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2 NOVEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS ANDREA CAPISTRANO CAMARGO RIBEIRO Um conto vale o meu desconto relação de trabalho traz como obrigações principais: o trabalho e o pagamento, cada uma delas é executada por um sujeito diferente, o empregado e o empregador. Ocorre que além das obrigações principais devem ser atendidas obrigações acessórias, como o respeito à pessoa ou ao patrimônio. Será o respeito ao patrimônio da empresa ou da pessoa física do empregador que ora trataremos nessa análise. A falta de respeito ou a falta de cuidado com o patrimônio é o dano causado em algo materialmente mensurável. E esse dano deve ser reparado seja ele oriundo de relação contratual ou extracontratual. No caso de dano ao patrimônio do empregador, a CLT prevê a possibilidade de restituição do valor através de desconto no salário. Ocorre que para que tal desconto seja tido como lícito há a necessidade de que tal desconto tenha sido acordado em contrato individual, contratado coletivamente através de Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo. A EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Representação Comercial: Comercialização, faturamento e recebimento - Inove Comunicação Limitada ME CNPJ: 05.110.299/0001-50 Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 Sobre esse assunto, cumpre salientar que a Consolidação das Leis do Trabalho apresenta dispositivo legal específico, precisamente o art. 462 da CLT, § 1°, in verbis: Art. 462 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. § 1º - Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado. (grifamos) Assim, a responsabilidade de restituição do dano se dá através do desconto salarial caso haja previsão expressa em contrato (e a comprovação de que o empregado agiu com culpa) ou no caso de dolo (intenção de agir) do empregado. O desconto realizado no salário do empregado em virtude de acordo prévio aplica-se nas hipóteses de dano resultante de atitude culposa do funcionário, ou seja, sem que o mesmo tenha atuado de forma intencional, mas de algum modo tenha contribuído para a ocorrência do dano, por atuar com imperícia, imprudência ou negligência. Para o desconto ser lícito, nessa hipótese, não basta a previsão contratual, mas também a comprovação de que o funcionário agiu com culpa. No caso de dolo no dano não há necessidade de previsão contratual, somente da comprovação de tal conduta humana. Em posse do documento de prova de que o empregado agiu com descuido, e do documento de acordo do desconto, poderá o empregador efetuar o desconto no limite do valor do dano causado pelo empregado. Vale a ressalva de que desconto levado a efeito pelo empregador somente será lícito se o Contrato de Trabalho firmado entre empregado e empregador prever expressamente cláusula que permita a efetivação do desconto anteriormente à ocorrência dos prejuízos. Assim, será preciso a previsão em qualquer documento entregue para o funcionário em tempo pretérito ao dano. A empresa deve ter em mente uma atividade preventiva e se valer de termos de responsabilidade, autorizações de desconto, contratos de trabalhos específicos para cada atividade, tudo de uma maneira mais transparente possível para que o empregado possa ter conhecimento claro de suas obrigações e para o empregador poder se valer, efetivamente, dos seus direitos. O trabalho preventivo traz um resultado para as duas partes, que tem intenção de continuidade da relação de trabalho, mas devem respeitar suas obrigações. Façamos valer os nossos direitos para um convívio equilibrado. O seu desconto pode valer apenas um conto, mas ele é legítimo. Faça valer a lei e suas obrigações como empregador para seu desconto não virar um verdadeiro conto! ■ Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Mestre em Direito Constitucional, Especialista em Advocacia Empresarial, Pós-graduada em Ciências Jurídicas, Advogada da Camargo & Camargo Advogados Associados EUSTÁQUIO PALHARES A resistencia tribal Brasil é um país retalhado pelo corporativismo, uma cultura na qual se exercita o instinto de valorização do grupo a um grau que se considera legítimo que o interesse desse grupo prevaleça sobre o interesse coletivo. Vemos o caso do Estado brasileiro, assaltado por grupos de toda a natureza, desde o funcionalismo inchado que reivindica reajustes e melhorias aos grupos mais elitistas, como os integrantes do Judiciário que insistem em conquistar e ou manter benesses que contrastam deprimentemente com a escassez dos recursos para os atendimentos coletivos. Promotores, desembargadores, juízes , corregedores somam-se a deputados, vereadores, senadores formando o estamento que acha que uma lei contábil pode ser revogada por decisão política: a de que o caixa (do Estado) pode ter saldo negativo. Afigura-se tragicômico, de outro lado, a questão dos grupos que se insurgem contra o irreversível desenvolvimento e a intrínseca transformação que passa a engolfar nossa vida, revogando hábitos, costumes, valores e critérios e gera o natural desconforto de nos rearranjarmos em um novo contexto e circunstância. O As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. Hoje, a maior mídia do planeta não gera ou produz o mínimo de conteúdo, que é o Facebook; o maior sistema de locação de hospedagem da Terra também tende a ser maior que a mais gigantesca rede de hotelaria, que é o Airbnb; o maior varejista do mundo não estoca uma única peça, que é o site chinês Alibaba, a maior livraria do mundo não tem um livro em estoque ou prateleira e enquanto novos aplicativos e sistemas desenvolvidos pela tecnologia da informação não nos disponibilizam mais bens e serviços ao acesso de um click assistese ao deslanchamento de um novo modo de relação econômica que é a Economia Compartilhada, onde demandantes de serviços e produtos remuneram estritamente a sua utilização fracionada. Rompe-se com isso um paradigma incrustado nos nossos mais arcaicos costumes; o de detenção e posse de um objeto para nos assegurar da sua plena disponibilidade no momento do uso. Mesmo que ao longo de sua vida útil ele não seja efetivamente utilizado em sequer dez por cento desse tempo. Como o carro que a pessoa deixa no estacionamento durante todo o dia, enquanto traba- lha no escritório – escritório que ele ainda frequenta cumprindo o ancestral rito de deslocamento para o local de trabalho mesmo que o seu trabalho possa ser prestado em qualquer lugar, se se tratar de atividade intelectual. Assim, temos motoristas de taxis chiando, hoteleiros inconformados e daqui a pouco comerciantes respeitáveis, tradicionalmente estabelecidos, inconformados com a concorrência predatória de outros modos de suprimento da população dos bens que tradicionalmente o comercio fornecia, constituindo-se no elo mais estratégico da cadeia de consumo – mais até que o fabricante, visto eu quem detém os canais de acesso ao mercado tem o trunfo essencial para negociar com os fabricantes. Haja visto o poder de barganha que os supermercados tem com a indústria, muitos dos quais tiram um oportuno proveito desse trunfo logístico passando a criar suas próprias marcas que consiste em embalar produtos que ele não fabrica mas entrega ao consumidor final Assim, os segmentos imediatamente afetados pela inovação tsumânica trazida pela tecnologia da informação não tem alternativa nesse novo quadro cabendo-lhes prospectarem e migrarem para novas atividades ou identificar o nível de complementariedade em que podem atuar nos antigos negócios que não serão mais os mesmos. A pressão, que se tinha como legítima, dos grupos de interesses em preservar o status quo não tem como deter a força da inovação que transforma padrões e assenta novos comportamentos. Nesse aspecto, cabe a sociedade braslleira que é constituída pela soma de todos os grupos de interesse, entender a metáfora da inovação para passar a exigi-la também na implementação de um pacto social, um acordo patriótico, que revogue as demandas setoriais, classistas, grupais, em favor do interesse coletivo. Embora ainda prevaleçam, não dissimulam o aspecto jurássico de uma cultura de saqueadores tribais. Quanto aos segmentos afetados economicamente, Darwin mais do que nunca se mantém atual: os que sobrevivem não são os mais ferozes ou mais fortes, mas os que se adaptam. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2015 3 FOTOS: RICARDO GAMA Governador Paulo Hartung com o diretor Jorge Oliveira e produtora Walter Carvalho, o documentarista, jornalistas, cineastas e fotógrafos Prefeito Luciano Rezende, sua mulher Marina e Jorge Oliveira Olhar de Nise, de Jorge Oliveira, é aplaudido de pé no Cine Odeon no Rio Mais de quinhentas pessoas assistiram ao Olhar de Nise, numa sessão que teve a renda revertida integralmente para a Casa das Palmeiras O lhar de Nise, filme de Jorge Oliveira e Pedro Zoca, sobre a psiquiatra alagoana Nise da Silveira, foi apresentado em sessão única, no dia 26 de outubro , no Cine Odeon, no Rio, com renda integralmente revertida para a Casa das Palmeiras, instituição sem fins lucrativos criada por Nise da Silveira, na década de 1950, para o atendimento de pessoas com transtornos mentais. O filme emocionou as mais de 550 pessoas que lotaram o cinema e, no fim, foi aplaudido de pé. A exemplo de Brasília, quando foi exibido no 48º Festival de Cinema, muita gente voltou depois que a bilheteria fechou uma hora e meia depois de começar a vender os ingressos. O filme, que reuniu centenas de pessoas na Cinelândia, no Centro do Rio, começou às 20h20 com a apresentação da produtora executiva e montadora do documentário, a jornalista Ana Maria Rocha, que falou da necessidade de reverter a bilheteria integralmente para a Casa das Palmeiras pela situação financeira difícil que atravessa a clínica, criada por Nise da Silveira em 1957 para atendimento aberto aos seus “clientes” , como era chamava os seus pacientes. O evento reuniu capixabas amigos do diretor Jorge Oliveira, a exem- plo do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, artistas, jornalistas, poetas, fotógrafos, cineastas, pintores, médicos e psiquiatras amigos da doutora Nise numa noite de grande efervescência cultural no principal e mais antigo cinema do Rio. Nise da Silveira, numa entrevista inédita gravada em 1997, dois anos antes de morrer, conta no filme a sua trajetória revolucionária na psiquiatria brasileira e a sua recusa em usar na época os métodos agressivos como o eletrochoque e a lobotomia na cura dos esquizofrênicos. Ela preferiu adotar a terapia ocupacional no tratamento de seus pacientes, que, pela primeira vez, tiveram seus quadros, elogiados pela crítica na época, exibidos em cinema. O filme conta entrevistas de amigos, colaboradores, intelectuais, artistas e ex-pacientes de Nise da Silveira que relembram os episódios da vida da psiquiatra e sua obra marcante. Entre os entrevistados estão Ferreira Gullar, Elke Maravilha, Lula Mello, Agilberto Calaça, Luitgarde Cavalcante, Marco Luchesi, Martha Pires, Bernardo Carneiro Horta, Zoé Chagas Freitas e os ex-clientes da doutora como Milton Freire e Albertina Rocha. Olhar de Nise foi inspirado na vida de Nise da Silveira uma pisiquiatra alogoana que revolucionou o atendimento Um filme único, sem igual! Olhar de Nise, documentário de valor extraordinário, deve-se ao trabalho, paixão e perseverança de Jorge Oliveira e Ana Maria Rocha. Conheci dra. Nise da Silveira há 28 anos e, desde então, acompanho livros, filmes, documentários, peças teatrais e tantas obras sobre esta brasileira sem igual. Ontem, ao ver pela primeira vez, o filme Olhar de Nise pude perceber com emoção e clareza que Jorge Oliveira e Ana Maria Rocha compuseram uma obra inteiramente diferente do que já se viu – não há outra igual. Transcende o documentário e nos leva a uma emoção fina e contemplativa, numa experiência em que admiramos o que Nise viveu e construiu. O filme, ele próprio, revela a dedicação, a coragem e a força com que estes artistas se entregaram à criação. Esteticamente, belo. Tecnicamente, impecável. O filme tem padrão internacional para difundir vida e obra de Nise em qualquer país ou cultura. A obra é motivo de orgulho para seus realizadores e todos nós. Muitos acertos abrilhantaram Olhar de Nise. A diversidade de entrevistados, conferindo desde a exposição técnica, passando por revelações pessoais até momentos de dramas e comicidades. As pinturas escolhidas e apresentadas em exata tonalidade. As fotos comoventes, incluindo fundamental na trajetória da Dra. A escolha dos atores Nando Rodrigues e Rafael Cardoso, gerando performance e presença lúdica. E mais: Ana e Jorge, de sensibilidade Sessão lotada no cine Odeon no lançamento do filme Um clássico do documentário OLHAR DE NISE, de Jorge Oliveira, é um filme de extraordinária força narrativa e fidelíssimo ao colocar o espectador de cinema vis-à-vis com uma das personalidades mais marcantes da cultura e da sociedade brasileira. Nise da Silveira está rediviva ali, de corpo inteiro, inabalável e contagiante em sua ação para transformar práticas clínicas retrógradas, para não dizer violentas e atrasadas, lutando com todas as suas forças para vencer uma mentalidade que não tinha – e não tem – mais razão de ser. Ela ficará na história como uma autêntica revolucionária, como criadora de um método terapêutico por via deste filme que poderá desde já ser considerado um clássico do documentário brasileiro. A pioneira do Engenho de Dentro, lugar de verdadeira virada da psicoterapia do país, permanecerá para sempre na memória de quem a conheceu e com ela conviveu e agora passa a certa imortalidade junto em geral, até onde pode ir as imagens e os sons aliciantes de um filme exibido nos cinemas e na televisão e- espera-se – também nas escolas, como uma mensagem de esperança e fé no ser humano. Vladimir Carvalho, Documentarista O lançamento do filme foi feito dia 26 de outubro no Rio de Janeiro É fato...Dia após dia, anos, nós – que especial, aprenderam o universo niseano, revelando-o da melhor da melhor ma- acompanhamos Nise quando vida e, agoneira, ao neutralizar vaidades e fúrias que, ra, muito além da arte e da psiquiatria, o eventualmente, permeiam a existência que se estabelece cada vez ais é seu cade Nise. O filme nos livra dos conflitos in- ráter humanista. terpessoais de seus colaboradores e das Anjo Duro, Caralâmpia, Mestra – esporádicas crises ferozes do gênio Ni- inesquecível... se, deixando-nos, assim assistir de forGratidão a Jorge e Ana. A arte os torna ma esplêndida a mais importante face de e nos torna sublimes em meio ao turbilhão sua obra, que reúne profissionalismo, pai- de nossas existência. Ontem, dia da sesxão e, sobretudo, humanismo. Um pano- são única de Olhar de Nise no Odeon, foi rama extenso e multifacetado da biogra- marco de encontro e luz. fia da dama do inconsciente. No mais, pra que mais palavras? Olhar Momento especial, entre tantos outros, de Nise e suas imagens estão aí e vão dá-se quando o escritor Marcos Lucche- correr mundo. Pude ver. Estou vendo. ■ si, (grande pessoa humana e grande intelectual), afirma que a obra de Nise da Sil- Bernardo Carneiro Horta, veira tange as obras de Francisco de As- Jornalista e escritor, autor do livro Nise, Arqueóloga dos Mares sis e Madre Teresa de Calcutá.

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4 NOVEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Wrangler (Jeep) CrossFox (WV) Classe C (Mercedes) Sport, Range Rover Captiva (GM) Fit (Honda) Sandero (Renault) Ecosport (Ford) Civic (Honda) Ranger (Ford) Carros com defeito de fábrica O recall promovido pelas montadoras influi negativamente na imagem das empresas e na comercialização de veículos té o final de julho ocorreram 55 recalls de veículos no Brasil, que totalizam a venda de 1.794.665 carros vendidos com defeitos de fábrica e que os fabricantes foram obrigados a convocar seus proprietários para fazer o conserto gratuitamente. A obrigatoriedade de chamar o comprador para consertar o veículo defeituoso, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) decorre dos artigos 6º (direito à informação) e 10º (segurança do produto) do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O recall de número 55 ocorreu no dia 29 de Julho, quando a Ford descobriu ter produzido 215.069 modelos EcoSport, Fiesta e Fusion , nos quais portas A podem se abrir sozinhas. A grande quantidade de carros novos defeituosos assusta o consumidor. Em um semestre, quase dois milhões de veículos foram produzidos com erros de fabricação. O Idec alerta que caso o defeito apontado no recall tenha ocasionado acidente, o consumidor pode solicitar na Justiça a reparação por danos morais e patrimoniais eventualmente sofridos. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, registra os recalls desde 2000. O fabricante é obrigado a alertar o consumidor sobre potencial risco para a saúde e segurança, além de informar sobre os procedimentos a serem adotados para a solução do problema, co- mo o conserto ou a troca. Nos Estados Unidos a legislação é mais dura. A Fiat Chrysler comercializou 11 milhões de veículos defeituosos, incluindo a marca Jeep, de sua propriedade e como houve falhas no processo de recall, o Governo americano sinaliza a emissão de multa de US$ 105 milhões. Além disso, a montadora ítalo-americana poderá ser obrigada a recomprar os carros vendidos com defeito. No Brasil, os 54 recalls de carros defeituosos registrados no DPDC do Ministério da Justiça envolvem desde marcas tradicionais até outras menos conhecidas. Na lista constam Volkswagem (Golf, Fox, Cross Fox, Space Fox e Space Cross), MercedezBenz (Sprinter, Classe C, GLK, Classe E, CLS, Smart Fortwo Tur- bo e MHD Coupé), Range Rover (Vogue, Sport), Renault (Sandero, Logan), Crevrolet (Captiva), Hyundai, BMW, Toyota, Porsche, Fiat e Mitsubishi, Citroën, Subaru, Nissan (Pathfinder), Troller (T4), Honda (Fit, Civic e CR-V), Ford (EcoSport, Fiesta, Fusion e Ranger), Suzuki (Ignis). No entanto, é a marca Jeep (Grand Cherokee e Wrangler) que mais comercializou carros com defeito. Foram seis recalls em um semestre, totalizando 3.322 veículos defeituosos. Mas, o recorde na quantidade de veículos é da Honda, que terá de reparar 477.580 carros com defeito no Brasil, o maior recall da marca no País. A explicação que a Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pe- reira, oferece para o aumento no número de "recalls" está associada ao fato de ser uma obrigação legal. A legislação em vigor, explica, obriga as empresas a tornarem públicos os riscos à segurança ou à vida dos consumidores, além de obrigar o responsável pela produção a reparar o dano. Segundo os dados da Secretaria os veículos automotivos lideram todos os recalls. As estatísticas oficiais mostram que em 2014 houve 120 recalls, sendo desse total 78 veículos, 11 para motocicletas, nove para produtos da área de saúde, seis do setor alimentícios, três do setor moveleiro, três de produtos infantis, três de eletroeletrônicos, dois de brinquedos e um do ramo de informática. ■

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15 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2015 5 FOTO: THIAGO GUIMARÃES Inaugurada Escola Senai do Plástico A escola do Senai é um centro de treinamento modelo, que vai capacitar mão de obra para 65 empresas instaladas no Espírito Santo Paulo Hartung, Audifax Barcelos e Marcos Guerra na inauguração da escola om o objetivo de qualificar cerca de 800 profissionais por ano para a indústria do plástico, o SistemaFindes, por meio do Senai-ES, inaugurou a Escola Senai do Plástico. Localizada no bairro Civit, no município da Serra, a escola foi construída em uma área de 600 m², com investimentos de R$ 4 milhões. O governador Paulo Hartung e diversas lideranças empresariais participaram do evento de inauguração. Na ocasião, Paulo Hartung ressaltou que, no atual contexto socioeconômico nacional, a inauguração de uma unidade de ensino é uma agenda extremamente importante para alavancar o desenvolvimento. "Disponibilizar um espaço moderno, com laboratórios bem equipados para a prática da educação é importantíssimo. O maior desafio que temos no país não é a infraestrutura econômica, mas sim o capital humano, a educação desde sua base. Essa metodologia educacional é que almejamos para o nosso estado, que chamamos de Escola Viva e estamos implementando no Espírito Santo. Temos que ter um espaço conectado e atrativo com o qual nossos jovens vivenciam e o mercado demanda", destacou. O presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Espírito Santo (Sindiplast-ES), Neviton Helmer Gasparini, enfatizou que a escola é um marco para o setor, dividindo a história desse segmento em duas fases. Uma antes da escola, quando havia necessidade de “importar” profissionais de outros estados, principalmente de São Paulo e Paraná, e outra, depois da instalação do centro de treinamento. Gasparini disse que o centro de formação de profissionais vai co- C FOTO: THIAGO GUIMARÃES Neviton Gasparini preside o Sindiplast-ES locar o Espírito Santo na rota de novos investimentos para o setor. Ele lembrou que por enquanto os cursos são voltados para maiores de 18 anos, mas há planos de permitir futuramente a formação de menores aprendizes. O mesmo entusiasmo com a implantação da escola foi demonstrado pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Leonardo de Castro. Ele disse que serão formados técnicos em 60 cursos, com duração de até dois anos, contribuindo dessa forma para melhoria na produtividade das indústrias do setor. A qualificação, acentuou, vai contribuir ainda para ampliar a geração de empregos entre os moradores do Estado, uma vez que até então as indústrias tinham que captar profissionais especializados fora. A Escola Senai do Plástico é composta por cinco espaços didáticos para atividades práticas do curso Técnico em Plástico e demais cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional: laboratório de projetos e concepção de moldes; ferramentaria; manufatura do plástico; ensaios mecânicos do plástico, e laboratório de hidráulica e pneumática. FOTO: THIAGO GUIMARÃES O governador Paulo Hartung e o presidente da Findes, Marcos Guerra, examinam os primeiros produtos da escola A importância da escola na formação do profissional A escola do Senai voltada para a formação de profissionais especializados na produção de plásticos tem importância para a expansão de um segmento industrial que fatura R$ 500 milhões anualmente no Espírito Santo e gera oito mil empregos diretos em 120 unidades industriais. A expectativa do vice-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Leonardo de Castro, é de ocorrer uma redução de custos e um aumento na produtividade. Leonardo de Castro lembrou que a necessidade de as indústrias do setor plástico terem uma escola para a formação de mão de obra surgiu durante a sua gestão à frente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (Sindiplast-ES). Foi quando surgiram os primeiros pleitos junto à Findes para que intercedesse junto ao Senai objetivando a criação da escola. A qualificação da mão-de-obra é de fundamental importância para a expansão do setor industrial, contribuindo dessa forma para o aumento da produtividade. A maior parte da produção, acima de 90%, segundo Castro, é destinada para fora do Espírito Santo, o que permite elevar a entrada de recursos no estado. O atual presidente do Sindiplast-ES, Neviton Helmer Gasparini, disse que já há uma turma de alunos formada. Ele ressaltou que o plástico é por si um produto de inovação tecnológica contínua. O Espírito Santo tem destaque nacional na comercialização de embalagens plásticas, principalmente para grandes indústrias de São Paulo. Gasparini disse que as pessoas interessadas nos cursos poderão obter informações diretamente com o Senai ou até mesmo no site do Sindiplast-ES, onde são divulgadas periodicamente a disponibilização de vagas para novas turmas. Por enquanto, os cursos são para maiores de 18 anos da idade. A escola está no Civit, junto ao parque industrial onde está instalada a maioria das empresas do segmento de plástico do Estado. PLÁSTICO - O setor de transformação do plástico do estado, representado pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (SindiplastES), é hoje formado por 65 empresas associadas. Ao todo, são 120 empresas que geram mais de cinco mil empregos. Para atender às necessidades do setor, foram realizadas diversas reuniões com industriais do segmento. No total, o Sistema Findes investiu R$ 1,6 milhão apenas em cursos. Dentre as qualificações, estão os de Ferramenteiro; Operador de Extrusão; Operador de Termoformagem, e Operador de Impressão Dry Off Set. ■ FOTO: THIAGO GUIMARÃES O empresário Leonardo de Castro é o vice-presidente da Findes Instrutor da Escola do Plástico fala da tecnologia disponível

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6 NOVEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTO: ASSCOM-BANDES Denise Cadete assume diretoria do Bandes A nova diretora do Bandes tem experiência em administração pública Banco Central apovou o nome de Denise para diretoria de Administração e Finanças pós a chancela do Banco Central, Denise Cadete tomou posse como diretora de Administração e Finanças do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Com Denise, a Diretoria Executiva do Bandes passa a ser formada por Luiz Paulo Vellozo Lucas, diretor-presidente, e Everaldo Colodetti, diretor de Crédito e Fomento e funcionário de carreira no banco. A Denise é engenheira civil com especialização Engenharia de Transportes e extensão em Desenvolvimento Gerencial. A nova diretora do Bandes já atuou como presidente da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) e diretora-presidente da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (CeturbGV). Também tem experiência gerencial na administração pública, exercendo funções no De- partamento de Estradas de Rodagem (DER-ES), na Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de Vitória e na Secretaria de Planejamento do Estado de Minas Gerais (Seplan-MG). ALINHAMENTO - O Bandes é uma sociedade de economia mista com o controle majoritário do Governo do Estado, cujo negócio é fornecer soluções financeiras e estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo, colaborando para viabilizar investimentos que gerem renda, emprego e competitividade da economia. Em 2015, a instituição lançou sua nova politica operacional, denominada “Desenvolvimento em Rede” , documento que apresenta as linhas de atuação do banco nos próximos quatro anos com prioridade para segmentos como a cadeia de petróleo e gás, o turismo e a implantação de empreendi- mentos relativos à Economia Verde e Economia Criativa, entre outros. A previsão é que até o final de 2018 tenham sido movimentados na economia capixaba mais de R$ 1,8 bilhão em liberação de financiamentos com recursos do Bandes e de fontes adicionais. Até o final deste ano, a proposta é de que R$ 381 milhões circulem no Estado por meio do apoio do banco capixaba. ■ LUIZ MARINS Cuidado para não ampliar a crise para você e a crise é pequena, média ou grande, você, leitor, provavelmente já tem sua opinião e não quero discutir com você sobre isso. Se a crise é muito ou pouco grave na sua região, no seu negócio ou até na sua vida, também não quero discutir. O que quero pedir é para você tomar cuidado para não aumentar ainda mais a crise, seja ela do tamanho que você veja. O que quero dizer é que na crise, seja ela qual for, do tamanho que for, não nos restam muitas alternativas a não ser enfrentá-la com for- S ça e coragem e trabalhar ainda mais e melhor para não deixar que ela aumente e acabe por nos destruir. Pouco importa, para nós, no nosso dia a dia, ficar pesquisando e querendo saber o tamanho da crise. É preciso agir, pois o perigo é que durante o tempo em que estivermos discutindo e pesquisando seu tamanho, ela cresça ainda mais. Agora é tempo de pensar em ações práticas e eficazes para diminuir a crise e não aumentá-la com a nossa inércia. Repito, é preciso agir! Muitos me dirão, o que fazer se sou um simples empregado? Meu conselho é que você faça tudo o que puder para manter o seu emprego atual e não acredite que por você ser muito bem formado(a), ter experiência e até autoestima elevada será fácil conseguir outro emprego igual ao que tem hoje. Muitas pessoas se iludem e se acham capazes e merecedoras e pensam que será fácil conseguir novo emprego assim que deixar o atual. As dezenas de histórias pessoais mostram exatamente o contrário e a pessoa acaba aceitando fazer qualquer coisa, por qualquer salário, para poder sobreviver. A verdade é que a maioria das pessoas tem uma autoimagem, isto é, acreditam ser, muito melhores do que realmente são. Muitas pessoas acreditam que no dia que deixarem suas empresas, seus chefes não saberão o que fazer e cairão de joelhos implorando sua volta. Muitas pessoas se acham insubstituíveis e como diz o velho ditado, “o cemitério está cheio de pessoas insubstituíveis...” . Assim, cuidado! Não aumente a crise para vo- cê! Ande o quilômetro extra e faça mais para garantir o seu emprego. E se você é empresário, pense também que agora não é hora de perder as pessoas realmente boas que trabalham em sua empresa. Aquelas que realmente fazem a diferença e que, portanto, ajudarão você a não aumentar sua crise. Cuide delas! Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2015 7 FOTO: BANCO DE IMAGENS JE A sombra dos prédios localizados na orla da Praia da Costa, projetada após às 12 horas, afugenta os frequentadores prejudicando as atividades comerciais da região Proibida a construção de prédios na Praia da Costa A decisão da juíza federal titular da 5ª Vara Cível, Maria Cláudia Allemand visa para impedir o sombreamento total da orla m problema recorrente e que se torna ainda mais notório na época do verão em Vila Velha é o sombreamento que os prédios localizados na orla do município provocam sobre a praia. Não à toa, são comuns as reclamações de turistas e moradores, que precisam se espremer entre as sombras para aproveitar um filete da luz do sol nas areias. Por isso, os novos empreendimentos que pretendem se instalar na orla do município precisarão, agora, comprovar que não causarão sombra na areia da praia até às 17h, conforme decisão da juíza federal titular da 5ª Vara Cível, Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand. Todas as licenças e autorizações dos novos empreendimentos estão suspensas até que sejam apresentados estudos técnicos que comprovem que não haverá sombreamen- U to, como ocorre atualmente. A decisão, no entanto, não tem grande impacto na indústria da construção civil em Vila Velha, como adiantou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Aristóteles Passos Costa Neto. Ele afirma que nenhum empresário procurou o Sinduscon por conta da decisão judicial. “Não houve nenhuma demanda de empresários para nós. Essa decisão deve afetar poucos terrenos, poucos empresários que ainda têm terrenos na frente do mar, que são muito poucos” , afirmou. De acordo com Aristóteles, os terrenos na orla do município de Vila Velha já são escassos e, por isso, há poucos empresários envolvidos com esses empreendimentos. Além disso, ele destaca que a construção civil encontra, no municí- pio, outras áreas para a expansão. Por isso, a decisão não deve afetar o desempenho desse setor. “Essa decisão não afeta o setor. Temos muitas áreas para expandir em Vila Velha, sem nos preocupar com a orla, onde poucas emFOTO: BANCO DE IMAGENS JE Aristóteles Passos Costa Neto presas atuam. A maioria dos empreendimentos imobiliários no município, hoje, se concentram no interior” , apontou. A decisão foi estabelecida no dia 16 de abril deste ano, em função de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), e encontra-se em pleno vigor. O objetivo, segundo o processo, é fazer com que a Prefeitura “se abstenha de aprovar novos empreendimentos na orla, salvo quando comprovadamente não for promover qualquer sombreamento da praia até as 17 horas” . Para isso, o MPF traçou como referência o primeiro dia do inverno (21 de junho), e pediu que fosse penalizado o descumprimento com multa diária de R$ 10 mil. Antes de estabelecer a sua decisão, a juíza citou as alegações do MPF. Uma dessas, afirma que não basta que a municipalidade faça análises, superficialmente, sobre os empreendimentos em seu caráter ambiental, paisagístico e urbanístico. Diz, ainda, que é imprescindível a existência de critérios mínimos de avaliação sobre o tema, a fim de evitar decisões contraditórias ou que fiquem ao livre arbítrio do administrador. A magistrada fixou, ainda, uma multa de R$ 50 mil para cada ato que culmine em violação às ordens da decisão. As licenças da Prefeitura só serão concedidas após a apresentação dos estudos à 5ª Vara Cível. Esses documentos devem ser apresentados inclusive pelos responsáveis pelos empreendimentos que já possuem os requerimentos administrativos da licença em trâmite. ■

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8 NOVEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTOS: BANCO DE IMAGENS JE Imóvel à beira mar é mais valorizado Os apartamentos localizados em prédios construídos na orla são boas opções de investimento, com preços que variam entre R$ 700 mil a R$ 8 milhões A vista eterna para o mar é o diferencial O dia começa com uma caminhada pelo calçadão. Durante o almoço, observa-se a beleza do horizonte. À tarde, as crianças vão brincar na areia. E à noite, o dia termina contemplando o céu estrelado e a lua, refletida no mar. O cenário de filme é o sonho de muitas famílias e se resume em um só produto: o tão sonhado apartamento à beira-mar. Mesmo com a crise, esse tipo de imóvel não perdeu valor, de acordo com especialistas do mercado. Isso se deve à exclusividade que esse item proporciona ao comprador e ao fato de que as famílias interessadas nesse produto já têm uma reserva financeira destinada à compra. “É bonito, é legal ter um apartamento com vista para o mar. Só que isso tudo traz exclusividade, já que a quantidade é pequena. Em um bairro, só tem uma quadra de frente para o mar, então menos da metade dos apartamentos chegam a ter vista. É muita exclusividade” , apontou o diretor comercial da Lorenge, Samir Ginaid. Os preços partem de R$ 700 mil e podem chegar a até R$ 8 milhões, com média em torno de R$ 1 milhão. Já com relação às casas, que tornam a experiência de morar à beira mar ainda mais exclusiva, a valorização é muito maior. Samir é diretor comercial da Lorenge Entretanto, o conselho é observar o Plano Diretor do município, porque uma casa em bairro onde predominam pré- dios de apartamentos sofre desvalorização. Muitas das negociações de residências à beira mar são sigilosas e feitas diretamente entre proprietário e comprador. Samir estima, por exemplo, que o valor da venda de uma casa na Ilha do Frade, em Vitória, alcance os R$ 15 milhões. Atualmente, os bairros mais valorizados em Vitória são Mata da Praia e Praia do Canto, principalmente na avenida Saturnino de Brito; em Vila Velha, são a Praia da Costa, Itapuã e Itaparica, esta apontada como região promissora para esse tipo de negócio; além do litoral da cidade de Guarapari, sobretudo Meaí- pe e Enseada azul, e Manguinhos, na Serra, onde predominam as casas. A título de investimento, o gerente comercial da construtora Épura, Fabiano Martins, considera que os imóveis à beira mar são uma ótima opção, porque o número de lançamentos no Estado vem caindo nos últimos anos, consequência da escassez de terrenos para construção. “Sem dúvida é um bom momento para investir, pelo fato de que é um investimento seguro, sem riscos, e que não tem uma oferta significativa de imóveis de frente para o mar. Quem compra, tem retorno financeiro acima da média de mercado” , considerou. ■

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15 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2015 9 FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Obstáculo legal impede securitização de dívida O parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional que aponta inconstitucionalidade na venda da dívida ativa pode atrapalhar planos do prefeito Luciano Rezende (PPS) Projeto de Luciano Rezende se encontra em análise na Câmara de Vereadores o final de outubro, o procurador-geral da Fazenda Nacional, Paulo Roberto Riscado Júnior, assinou o Parecer/PGFN/CDA Nº 1505/2015, um documento com 30 páginas e embasado na legislação vigente, onde conclui opinando pela total rejeição dos projetos de securitização, ou de venda da dívida ativa, por serem inconstitucionais. O parecer é voltado contra os Projetos de Lei Complementar 181/2015 e de Lei 3.777/2015, que dispõem sobre a cessão de créditos inscritos em dívida ativa da União a instituições de direito privado. A comprovação da inconstitucionalidade acaba por enterrar de vez o projeto do prefeito de Vitória, Luciano Rezende N (PPS), de fazer o mesmo com a dívida municipal. Os projetos que tramitam no Congresso Nacional são semelhantes ao encaminhado à Câmara de Vereadores de Vitória pelo prefeito Luciano Rezende. O Projeto de Lei 90/2015 entregando R$ 1,38 bilhão da dívida ativa municipal nas mãos de banqueiros privados foi aprovado por todas as comissões do legislativo municipal, mas está parado há quase 200 dias na Procuradoria Jurídica da Câmara. Pelo resultado obtido até agora, ficou sinalizado que haverá um longo caminho a percorrer até que seja encontrado um bom argumento para o plenário da Câmara de Vereadores aprovar o projeto de securitização da dívida ativa da Prefeitura de Vitória. Os vereadores ainda não se convenceram de que é um bom negócio entregar R$ 1,8 bilhão a um banco privado, para que os créditos sejam transformados em títulos públicos negociáveis na Bolsa da Valores, com a garantia de ter em caixa, de imediato, parte desse valor, variando entre R$ 100 a R$ 200 milhões. A falta de informação precisa de quanto vai custar ao Município de Vitória essa operação, se transforma no maior obstáculo para o projeto financeiro do prefeito Luciano Rezende. Há muita especulação e dúvida quanto ao banco que seria escolhido, como seria essa escolha, e qual o deságio da operação para a entrega dos débitos inscritos em dívida ativa para esse banco privado cobrar. PGN - No documento, a PGFN garante que os projetos de lei (no Congresso), prevendo o repasse de créditos da dívida ativa para cobrança através de entidades privadas, incluindo outras formas como a proposta por Luciano Rezende, através da securitização da dívida, “ferem princípios como indisponibilidade do interesse público e da igualdade tributária” . Logo no topo do documento, a Procuradoria sintetiza as palavras-chave referidas para esses projetos legislativos: “Inconstitucionalidade. Ilegalidade. Pela total rejeição dos projetos” . O fundamento da inconstitucionalidade vem do seguinte entendimento dos procuradores daquele órgão: “De conseguinte, forte na regra constitu- cional elencada, apenas através de lei específica, poderá o legislador ordinário dispor sobre o assunto. E mais, somente poderá fazê-lo através de instrumentos específicos: subsídios, isenções, reduções de base de cálculo, concessões de créditos presumidos, anistias e/ou remissões” . “Daí porque a utilização de qualquer outro meio, forma ou instrumento jurídico destinado a contornar, ainda que indiretamente, a regra estipulada pelo parágrafo 6° do artigo 150 da Constituição da República - cessão de créditos inscritos em dívida ativa da União para entidades privadas, por exemplo, resultará em patente inconstitucionalidade” , prosseguiu o parecer. ■

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10 NOVEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Pequenos empresários estão menos confiantes O indicador IC-PMN lançado em novembro de 2008 e organizado pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper com o apoio do Santander revelou os números do terceiro trimestre FONTE: INSPER E SANTANDER confiança do pequeno e médio empresário no país, em relação ao quarto trimestre deste ano, registrou 55,1 pontos, uma queda de 3,9% na comparação com os 57,4 pontos verificados no terceiro trimestre de 2015. Foi o menor valor da série histórica do Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), elaborado desde 2008 pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper, com apoio do Santander. “Após registrar uma queda moderada no terceiro trimestre, o IC-PMN apresenta um forte recuo no quarto trimestre refletindo, na nossa visão, o aumento do grau de incerte- A za no cenário nacional” , afirma o professor e pesquisador do Insper, Gino Olivares. Todas as variáveis avaliadas pela pesquisa apresentaram desaceleração ante o trimestre anterior, sem exceção. A perspectiva do faturamento e do lucro foram as que mais contribuíram para a queda do índice, apresentando uma diminuição de 5,83% (65,1 para 61,3) e 6,34% (62,8 para 58,8), respectivamente. Por setores (comércio, indústria e serviços), o IC-PMN novamente apresenta queda em todos os casos. Apesar do recuo no índice da indústria ter sido pequeno - apenas 0,31% - serviços e comércio apresentam uma retração de 9,0% e 2,24%, respectivamen- te, quando comparados ao trimestre anterior. A análise regional mostra que o Centro Oeste (-0,36%), o Norte (-0,05%) e o Sul (0,54%) permaneceram relativamente estáveis. O Nordeste recuou de 57,9 para 57,0, uma diminuição de 1,51%. O Sudeste, por sua vez, apresentou queda de 7,21%, muito maior do que todas as demais regiões. Os dados do IC-PMN foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1280 pequenos e médios empresários de todo o país, dos setores da indústria, comércio e serviços. A margem de erro do índice é de 1,4% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. ■ FONTE: Insper e Santander JANE MARY DE ABREU Vida sem celular ngraçado, nós mesmos criamos as necessidades e depois nos deixamos escravizar por elas. Canso de ouvir as pessoas dizerem: não consigo mais viver sem celular... É mesmo? Fico então pensando: o mundo chegou onde chegou sem o celular... como de uma hora para outra ele vira oxigênio e ninguém mais concebe a vida sem o celular? O planeta existia antes dele e sobreviveu até aqui fazendo grandes descobertas... Qual é o sentido então das pessoas viverem grudadas no celular como se ele fosse um Deus? A coisa está tão esquisita que daqui a pouco olhar nos olhos de uma pessoa vai virar assédio sexual... É uma escravidão programada, consentida, uma doença que está se avolumando e produzindo uma legião de reféns de uma tecnologia ansiosa e escravizante. Há 10 anos eu tirei o celular da minha vida e não me arrependo nem um pouco da decisão. Acho que foi a coisa mais acertada que já fiz, sabia? Ganhei qualidade de vida, minha profissão não sentiu o menor abalo com o abandono dele, tudo caminhou e caminha nor- E malmente. Hoje faço tudo com mais atenção e qualidade. Antes eu vivia completamente robotizada, fazia o que as pessoas esperavam de mim, correndo contra o tempo. O celular fazia de mim uma despachante. Você já reparou que a maior parte das chamadas são para atender aflições dos outros? Se você se descuidar, passa o dia inteiro apagando incêndios... incêndios dos outros, não seus. E assim a vida vai passando e você deixando de viver, preocupada unicamente com a superficialidade das relações, antenada com o mundo e distanciado de você mesmo, até que um dia a existência cansa de ver tanta negligência, tanto desamor, e faz uma intervenção dramática. Todo o movimento do Universo é no sentido de nos proteger, na maioria das vezes de nós mesmos. Comigo foi assim. No meio do tumulto que era a minha vida, descobri que tinha um aneurisma cerebral, pronto para explodir. Naquela época eu funcionava com três celulares, vivia correndo de um lado para outro, completamente desfocada e distante do meu propósito de vida, achava que podia controlar tudo, queria ser reconhecida pela inteligência. Abusei do cérebro, fui além do que ele podia suportar. A causa da doença não foi o celular, claro, mas ele colaborou bastante para o quadro de ansiedade que sempre complica o que já é complicado. Pois bem, operei e por milagre sobrevivi. Mas o melhor ainda estava por vir: foi numa UTI de São Paulo, longe da correria da vida e de todos os celulares, que descobri o quanto estava enganada, o quanto estava fugindo de mim mesma, brincando de viver antenada com o planeta. Sabia quase tudo do mundo, mas absolutamente nada de mim mesma. Quem era aquela mulher que estava ali, feito uma menina, com medo de morrer sem ter vivido? Que inutilidade tinha sido a minha vida... que maldade eu havia feito comigo mesma... quanto desamor... quanta ilusão... que monumental bobiça, diria a minha avó. O tempo numa UTI custa passar, cada segundo é uma etapa vencida, uma vitória espetacular. A gente aprende a perceber a beleza do ar que entra e sai dos pulmões. É a vida insistindo para ficar e a gente celebrando cada novo suspiro... tudo tão simples... tão natural... e eu perdendo o melhor da vida. Foi aí que tomei a decisão de cuidar melhor de mim e de me amar melhor. Parei com a correria da vida, comecei a me deliciar com as pequeninas coisas da vida... prestar mais atenção nas pessoas... amar sem a necessidade de ser amada – o amor é a sua própria recompensa. E foi justamente a partir dessa decisão que fiz a maior descoberta de toda a minha vida. Aconteceu numa aula de Yoga com a minha primeira professora, a Áurea. Da forma mais pretensiosa que existe, ao final de uma aula, ela disse: obrigada Senhor pelo meu sobro de vida, pela minha saúda perfeita, pela minha paz, pela minha tranquilidade... eu já sou a felicidade que procuro! Sim, eu já sou a felicidade que procuro! A partir dessa descoberta tudo mudou – passei a cuidar melhor do meu corpo, que é o templo de Deus... passei a prestar mais atenção nas pessoas, que são minhas irmãs na jornada da vida... cancelei todas as viagens... chega de colecionar paisagens Jane, o melhor lugar do mundo é onde estão as pessoas que a gente ama... chega de adiar a viagem essencial da sua vida, aquela que você ainda não fez: para dentro de você! O celular ficou definitivamente para trás, é um brinquedo perigoso, tem uma radiação que a Ciência condena, mas como convencer os meios de comunicação que eles precisam alertar a população? As operadoras são os grandes anunciantes, sem elas fazendo propaganda sem parar a mídia não fatura. Pouco importa se esse faturamento está matando pessoas... No mundo que elegeu a superficialidade e a velocidade como as suas marcas, o amor e o cuidado com o outro têm pouca importância. Se você me permite, quero te fazer um pedido: seja mais inteligente do que eu fui, não espere pela dor para crescer, atenda ao chamado do amor.Não espere que a vida literalmente abra a sua cabeça para você enxergar o óbvio: importante, necessário e urgente é só o amor! ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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15 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2015 11 informe publicitário S. C. A. VITÓRIA FOTO: MARTHA OLIVEIRA A S.C.A. perpetua a sua presença em Vitória (ES) com grandes novidades neste final de ano. O conceito da grife de mobiliário planejado evolui no estado e acompanha o padrão da rede S.C.A., que alcança cada vez mais prestígio e está em fase de expansão em todo o Brasil. A nova S.C.A. abre as portas na Avenida Rio Branco, 384, Bairro Santa Lúcia. O showroom, moderno e adequado às necessidades de um cliente exigente, que valoriza qualidade, design e tradição moveleira, apresenta 330 m2 de soluções para interiores. Os empresários Nilto e Clayton Dorini, que conhecem bem o mercado local nestes mais de sete anos à frente da marca, possuem expertise de sobra no segmento, e fizeram questão de mudar de espaço trazendo os principais diferenciais da S.C.A. Os últimos lançamentos de cozinhas e closets estão entre os destaques do espaço. No primeiro pavimento, poderão ser conferidas as Coleções Effetto e Bravo!, ambientes FOTO: GUILHERME JORDANI que sinalizam o quanto a marca está em constante evolução, graças à frequente pesquisa e desenvolvimento de produtos com muito design e a seleta cartela de acabamentos e materiais. No segundo pavimento, ênfase para um dormitório jovem e compacto. A cama aparece no formato de tablado com uma mesa ofA Bravo! S.C.A. contempla portas de alumínio e vidro com detalhes em couro, tecidos e tramas. O crochê e o chevron são fice encaixada em sua estrutura. Aqui os armários são pualgumas das estrelas do leque de novos acabamentos. Novo ponto comandado pelos empresários Nilto e Clayton Dorini traz projetos afinados às últimas tendências internacionais REINAUGURA REPLETA DE NOVIDADES E EM NOVO ENDEREÇO S.C.A. Vila Velha - Avenida Champagnat, 300 – loja 01 – Bairro Praia da Costa - Fone: (27) 3289-2000 S.C.A. Vitória . Em breve novo showroom Av. Rio Branco, 384 – Bairro Santa Lúcia – Fone (27) 3235-1234 ra inovação. ,As portas com larguras distintas trazem a tecnologia Grafismi S.C.A. como destaque de personalização. O vidro Cashmere recebe a estampa que remete à paixão pelo mar e pelas ondas. Detalhes no acabamento Blu Notte, um tom marcante de azul petróleo com uma diferenciada microtextura. O acabamento é despojado e contemporâneo, perfeito para o ambiente. A S.C.A. Vitória atua em uma nova e promissora fase. A ideia é oferecer inovação e originalidade na promessa de surpreender um cliente que está sempre de olho nas últimas tendências. A Coleção Effetto S.C.A. traz como destaque o refinamento de superfícies. Um dos principais e mais recentes lançamentos de cozinhas da marca, está entre as apostas do novo showroom.

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12 NOVEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS

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