Suplemento ARP S1

 

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ARP S1 - volume XXVII - novembro 2015

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ACTA RADIOLÓGICA PORTUGUESA Ficha Técnica Director / Editor Filipe Caseiro Alves Editores Adjuntos Editors Assistants Isabel Távora Paulo Donato Novembro 2015 S1 . Volume XXVII Secções Editoriais e Conselho Científico Editorial / Editorial Sections and Scientific Editorial Board Radiologia Abdominal e Gastrointestinal Luís Curvo Semedo Jorge de Brito José Traila Campos Luís Guimarães Miguel Ramalho Radiologia da Cabeça e Pescoço Alexandra Borges Fernando Torrinha Leonor Fernandes Pedro Alves Radiologia Cardíaca e Vascular Carla Saraiva António Ferreira António J. Madureira Bruno Graça Hugo Marques Nuno Ribeiro da Costa Paulo Donato Radiologia Génito-Urinária Teresa Margarida Cunha Cláudia Campos Dulce Antunes Inês Leite José Durães Sandra Costa Sousa Tiago Bilhim Tiago Saldanha Radiologia de Intervenção Paulo Almeida Belarmino Gonçalves Tiago Bilhim Radiologia Musculoesquelética e Densitometria Óssea Alberto Vieira Carlos Abel Ribeiro Catarina Ruivo José Carlos Vasconcelos Miguel Oliveira e Castro Ricardo Sampaio Vasco Mascarenhas Maria José Noruegas Paulo Coelho Rita Cabrita Carneiro Rui Catarino Senologia José Carlos Marques Ana Paula Vasconcelos Francisco Aleixo Jorge Ferreira Manuela Gonçalo Monica Coutinho Teresa Aguiar Radiologia Torácica Paula Campos Amélia Estevão Isabel Duarte José Miguel Jesus Luísa Teixeira Rui Cunha Física Médica, Radiobiologia, Radioprotecção e Informática Médico-Radiológica Sónia Gonçalves Medicina Nuclear* João Pedroso Lima Ana Isabel Santos Antero Abrunhosa Carla Capelo Durval C. Costa Gracinda Costa Hugo Duarte Jorge G. Pereira Jorge Isidoro Lucilia Salgado Teresa Faria Teresa Martins Lúcio Maria Teresa Rézio Paleorradiologia e Análise não Destrutiva por Radiações Carlos Prates Jorge Justo Pereira Sandra Costa Sousa Radiologia Forense Carlos Prates Oncologia José Venâncio Isabel Duarte Jorge Ferreira * Com a colaboração da Sociedade Portuguesa de Medicina Nuclear(SPMN) Secretariado Secretariat Luísa Costa Cláudio Publicação Quadrimestral Quadrimestral Publication Edição e Propriedade Pusblisher Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear Redacção e Administração Editorial Office SPRMN Av. Elias Garcia, 123 - 7ºDto. 1050-098 Lisboa - Portugal Tel.: 217 970 530 / Fax: 217 955 012 E-mail: sprmn@sapo.pt Site: www.sprmn.pt Segundo declaração da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, nos termos da al. a), nº 1 do artigo 12º do Decreto Regulamentar nº 8/99, de 09/06, verifica-se que se trata de uma publicação que não se encontra ao dispôr do público em geral, destinando-se essencialmente a médicos radiologistas, com o título "Acta Radiológica Portuguesa", cuja edição está excluída de registo, não obstante a sua livre circulação nos moldes actuais. Neurorradiologia David Coutinho Rosa Cruz Radiologia Pediátrica Conceição Sanches Anabela Braga Conceição Guerra Eugénia Soares Fonseca Santos Luísa Lobo Sócios Honorários / Honorary Members António Martins Armando Lacerda Carlo Martinoli Carlos Ribas de Freitas Celso Matos Cláudio Cunha Dário Cruz David Coutinho Donald Resnick ISSN 2183-1351 Francisco Abecasis Graça Correia Henrique Vilaça Ramos Isabel Ramos João Manuel Covas Lima José Venâncio Maria Emília Silvestre Nicholas Gourtsoyiannis Telo de Morais

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Presidente do Congresso João Pedroso de Lima Comissão Científica Lucília Salgado (Presidente) Antero Abrunhosa Carla Capelo Filomena Botelho Hugo Duarte João Santos Maria Teresa Rézio Paula Lapa Sophia Pintão Teresa Faria Comissão Organizadora Gracinda Costa (Presidente) Adelaide Lima Anabela Albuquerque Francisco Alves Izilda Ferreira Jorge Isidoro Sofia Oliveira Patrocínio Científico Sociedade Portuguesa de Medicina Nuclear Patrocinadores Ach Brito Advanced Accelerator Applications Portugal Lda. AMGEN Bayer Delta Cafés GE Healthcare Genzyme a Sanofi Company Isoder Medicinália Cormedica - MC Medical Lda. Philips Portuguesa Radilan Lda. Siemens HealthCare

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ACTA RADIOLÓGICA PORTUGUESA Novembro 2015 S1 Volume XXVII 7-9 SUMÁRIO - SUMMARY 11 13 13 14 15 15 16 17 17 18 19 20 20 21 MENSAGEM DE BOAS VINDAS 22 23 24 24 25 26 26 27 28 28 29 29 30 Tumor de Origem Desconhecida - A nossa Experiência com PET e PET-TC S. C. Vaz; P. Ratão; R. Sousa; T. C. Ferreira; A. Silva; I. D. Patrocínio; F. N. Brandão; A. Daniel; L. Salgado Significado de Lesões Pulmonares Suspeitas de Malignidade em PET-TC em Doentes com Cancro ORL – Como Minimizar os Falsos Positivos? S. C. Vaz; R. Sousa; T. C. Ferreira; I. D. Patrocínio; F. N. Brandão; P. Ratão; A. Daniel; A. Silva; L. Salgado Estudo Retrospetivo do Processo de Síntese do Radiofármaco [68GA-DOTANOC] C. Capelo; B. Ferreira; I. Paula; H. Duarte Protocolo de Radiomarcação de 68Ga-Macroagregados de Albumina para PET de Perfusão Pulmonar C. Capelo; H. Duarte New Bomodal Nanoprobes for Sentinel Lymph Node Imaging João D. G. Correia; Maurício Morais; Maria P. C. Campello; Catarina Xavier; Sophie Hernot; Tony Lahoutte; Vicky Caveliers; Isabel Santos A Influência da Dieta na Agressividade do Cancro Colorretal T. Gonçalves; A. Pires; J. Encarnação; J. Casalta; A. Gonçalves; A. Abrantes; A. Sarmento-Ribeiro; R. Carvalho; M. Botelho NIS, IODO-131 e Colangiocarcinoma; uma curiosa relação A. F. Brito; A. M. Abrantes; A. C. Ribeiro; A. I. Fernandes; R. Teixo; A. C. Gonçalves; A. B. Sarmento-Ribeiro; J. G. Tralhão; F. CastroSousa; M. F. Botelho Impacto dos Estudos Dinâmicos (Índice de Perfusão) com FDG e PET/CT como Preditores da Resposta Terapêutica A. Rodrigues; F. Alves; O. Parés; R. Parafita; A. Reis; D. Costa Carcinoma Diferenciado da Tiroideia; Captação Mamária em Doentes Submetidos a Terapêutica com IODO-131 I. P. Carvalho; S. C. Vaz; M. Vieira; T. C. Ferreira; S. Esteves; R. Sousa; P. Ratão; F. N. Brandão; A. Daniel; V. Leite; L. Salgado Influência de Hábitos Tabágicos na Captação de 18F-Colina nos Lobos Pulmonares Normais B. Freitas; A. Canudo; D. Dantas; V. Santos; S. Chaves; C. Oliveira; J. Castanheira; D. Costa Influência da Temperatura de Armazenamento e Idade das Frações após fracionamento de Kits de HMDP para Marcação com 99mTc V. Santos; A. Canudo; D. Costa; B. Martins; A. Paulo; L. Gano PET/CT com FDG-F18 no esclarecimento Diagnóstico em Doentes com Síndrome Febril de Origem Indeterminada R. Ferreira; R. Silva; P. Lapa; G. Costa; J. Lima Comparação da PET/CT com DOTA-NOC-GA68 e com FDG-F18 em Tumores Neuroendócrinos: Correlação entre o Maximum Standard Uptake Value (SUVMAX) e o Índice de Proliferação KI67 R. Ferreira; R. Silva; A. Moreira; P. Lapa; G. Costa; J. Lima Tc/188Re-Ácido Fosfónico Polietilenoiminometil(PEI-MP), como Potenciais Complexos para a Imagiologia e Terapia de Cancro da Bexiga: Uma Avaliação In Vivo S. Ferreira; A. M. Abrantes; M. Laranjo; J. Casalta-Lopes; A. C. Gonçalves; A. B. Sarmento-Ribeiro; J. Zeevaart; W. Louw; C. Pais; I. Dormehl; M. F. Botelho 99m Tc/188Re-Ácido Fosfónico Polietilenoiminometil(PEI-MP), como Potenciais Complexos para a Imagiologia e Terapia de Cancro da Bexiga: Uma Avaliação In Vitro S. Ferreira; A. M. Abrantes; M. Laranjo; J. Casalta-Lopes; A. C. Gonçalves; A. B. Sarmento-Ribeiro; J. Zeevaart; W. Louw; C. Pais; I. Dormehl; M. F. Botelho 99m Dicloreto de Rádio-223 em Cancro da Próstata Metastático J. Correia Castanheira; C. Oliveira; A. Silva; N. Gil; N. Vau; J. Fonseca; J. Rebola; R. Lúcio; D. C. Costa Diagnóstico de Comunicação Peritoneo-Pleural por Cintigrafia Peritoneal com 99mTc-MAA num Doente em Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória - A Propósito de um Caso Clínico F. Abreu; C. Gaspar; S. Pintão Radioembolização em Doentes com Metastização Hepática Múltipla - Resultados Iniciais C. Oliveira; L. Rosa; R. Parafita; S. Chaves; A. Canudo; A. Silva; J. Correia Castanheira; D. C. Costa Falso-Positivo em Cintigrafia Corporal - Reflexão a Propósito de um Caso Clínico I. P. Carvalho; R. Espirito-Santo; T. C. Ferreira; P. Ratão; R. Sousa; S. C. Vaz; F. N. Brandão; A. Daniel; L. Salgado Tratamento de Doentes com Carcinoma Diferenciado da Tiroideia com 1,1GBq de IODO-131 – Reflexão de Dois Anos de Experiência I. P. Carvalho; R. Sousa; S. C. Vaz; T. C. Ferreira; F. N. Brandão; P. Ratão; A. Daniel; L. Salgado Mimetizando um Carcinoma do Pulmão - A Propósito de um Caso Clínico Sousa Vanessa; Loewenthal Cristina; Vieira M. Rosário Relação entre a Ingestão Alimentar e Actividade ExtraCardíaca na Cintigrafia Miocárdica de Perfisão - Qual a Real Influência? A. R. Fernandes; T. Faria; A. Oliveira; T. Vieira; J. Casalta-Lopes; V. Alves; A. Pinto; M.B. Pérez; J. Pereira Linfocintigrafia na Detecção de Quilotórax - A nossa Abordagem A. R. Fernandes; T. Faria; A. Oliveira; T. Vieira; A. Pinto; R. Boaventura; J. Maciel; P. Bastos; J. Pereira Gânglios Sentinela Contralaterais no Cancro da Mama - A nossa Experiência A. R. Fernandes; T. Faria; A. Oliveira; T. Vieira; P. Barata; V. Alves; A. Pinto; M. B. Pérez; J. Pereira Artefacto da Imagem TEP-TC: Resolução de um Caso Carvalho A.; Catita A.; Rezio M.; Salgado L. Angiografia de Radionúclidos de Equilíbrio com Captação Medular Óssea... e Agora? D. Ferreira; M. Cruz; V. Jerónimo; T. Lúcio 7

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30 31 32 32 33 34 34 35 36 36 37 38 38 39 40 Determinação da Concentração da Actividade Residual em Tanques de Decaimento de Isótopos Radioactivos Utilizando um Modelo Matemático Compartimental J. A. M. Santos; V. M. Antunes Comparação de Vários Métodos de Cálculo de Dose para Radioembolização Hepática Utilizando Microsferas com Ítrio-90 J. A. M. Santos; V. M. Antunes; L. G. Costa Evolução das Actividades Administradas de 18F-FDG num Centro PET em Portugale a sua Correlação com a Alteração das recomendações Europeias ao Longo de um Período de 10 Anos V. M. Antunes; H. Duarte; J. A .M. Santos Tratamento de Patologia Benigna da Tiróide - Três Anos de Experiência de um Novo Centro (2012-2015) V. Sousa; T. Lúcio; C. Valadas SPECT Cerebral com Ioflupano-I123 no Síndrome Parkinsónico: Comparação entre a Análise Visual e Semiquantitativa L. M. P. Pires; R. Silva; M. J. Cunha; G. Costa; J. Pedroso de Lima O Valor Adicional da PET/CT Ccom DOTANOC-Ga68 em Doentes com Suspeita Clínica, Analítica e/ou Radiológica de Tumores Neuroendócrinos L. M. P. Pires; R. Silva; A. P. Moreira; G. Costa; J. Pedroso de Lima Incidência de Osteporose na Regão Autónoma da Madeira Rafael Macedo; João P. Martins; Carlota Rodrigues; Filipa Drumond Achado Inesperado em Renograma com MAG3 – PTOSE Renal com Basculação em Posição Ostostática M. Silva; V. Santos; A. Canudo; D. Dantas; A. Silva; C. Oliveira; D. Costa Valor Prognóstico da Dessincronia Ventricular Esquerda Avaliada por SPECT com 99mTc-Tetrosfosmina em Doentes com Aneurisma da Aorta Abdominal(AAA) L. Sobral Violante; T. S. Vieira; A. Sá Pinto; A. R. Fernandes; V. Oliveira; A. Oliveira; E. Martins; T. Faria; M.B. Pérez; J. G. Pereira Terapêutica com 90Y-Microsesferas – Estudo Retrospectivo de 25 Doentes L. Sobral Violante; N. Costa; J. Teixeira; A. Fonseca; H. Duarte Contributo da PET-TC FDG-F18 na Avaliação de Doentes com Carcinoma do Colo do Útero e do Ovário - Análise Retrospetiva R. Sousa; S. Vaz; I. P. Carvalho; P. Ratão; T. C. Ferreira; A. Daniel; L. Salgado PET Pulmonar de Ventilação / Perfusão - Experiência Inicial em Dois Voluntários L. Sobral Violante; C. Capelo; J. Teixeira; F. Lopes; I. Sampaio; S. Sequeira; H. Duarte A PET-TC FDG-F18 na Investigação de Tumor de Origem Desconhecida - A Propósito de um Caso Clínico de Carcinoma Medular da Tiróide R. Sousa; I. P. Carvalho; S. Vaz; P. Ratão; T. C. Ferreira; A. Daniel; L. Salgado O Valor Prognóstico da PET/CT com 18F-FDG em Tumores Neuroendócrinos L. Sobral Violante; R. Silva; J. Teixeira; I. Sampaio; A. Santos; C. Marques; H. Duarte Eficácia Diagnóstica da Cintigrafia Óssea na Avaliação de Metastização Óssea: Retrato do nosso Serviço A. Sá Pinto; T. S. Vieira; A. R. Fernandes; V. Alves; T. Faria; A. Oliveira; M. B. Pérez; J. G. Pereira 40 41 42 42 43 44 44 45 46 46 47 48 48 49 Cintigrafia Óssea na Avaliação de Viabilidade de Retalho Óssea após Reconstrução da Mandíbula - Que Imagens e como as Interpretar? F. Norton Brandão; S. Vaz; M. Vilares; S. Esteves; T. C. Ferreira; R. Sousa; I. P. Carvalho; P. Ratão; A. Daniel; J. Rosa Santos; L. Salgado Determinação da Taxa de Filtração Glomerular pela Clearence Plasmática do 51CR-EDTA em Crianças: Qual o Número de Colheitas Sanguineas Ideal? S. Chaves; V. M. Alves; H. Costa; J. G. Pereira Sinovite Vilonodular Pigmentada: Incidentaloma Raro em PET/CT com 18F-FDG A. Silva; C. Oliveira; J. Correia Castanheira; J. Ruivo; R. CanasMarques; L. Rosa; N. Gil; S. Livraghi; D. C. Costa Serão Possíveis Cintigrafias Cardíacas com HMPAO-Tc-99m? – Resultados Preliminares M. T. Faria; A. Oliveira; M. B. Pérez; T. Vieira; V. Alves; R. Rego; D. Alves; F. Rocha-Gonçalves; J. Pereira; E. Martins PET/CT com PSMA-Ga68. A Propósito do 1º Exame Realizado em Portugal R. Silva; A. Abrunhosa; A. Figueiredo; A. Xavier; A. Cruz; D. Barroca; M. Castelo Branco; J. Pedroso de Lima O Impacto do Tratamento Invasivo de Doença Arterial Coronária na Dessincronia Mecânica do Ventrículo Esquerdo V. M. Alves; A. Oliveira; A. R. Fernandes; A. S. Pinto; T. Faria; T. Vieira; M. B. Perez; E. Martins; J. G. Pereira Será a Dessincronia Mecânica Ventricular Esquerda um Marcador de Disfunção Sistólica Subclínica em Doentes Diabéticos? V. M. Alves; T. Vieira; A. Oliveira; A. S. Pinto; A. R. Fernandes; T. Faria; M. B. Perez; E. Martins; J. G. Pereira Linfocintigrafia para Detecção do Gânglio Sentinela no Cancro da Mama Recorrente: Que Lugar tem o SPECT-CT? V. M. Alves; A. Oliveira; A. R. Fernandes; A. S. Pinto; T. Faria; T. Vieira; M. B. Perez; J. G. Pereira Cintigrafia Renal com 99mTc-DMSA na Populaçáo Pediátrica Utilidade de Estudo Dinâmico para Aquisição da Imagem J. G. Santos; M. Filipe; V. de Sousa; S. Chin; P. Santos; J. A. Sequeira; S. Carmona; A. Prata; G. Cardoso; A. I. Santos Abordagem Teragnóstico dos Tumores Neuroendócrinos Gastro-Intestinais e Pancreáticos (TNE-GEP) – O Papel da Medicina Nuclear numa Equipa Multidisciplinar T. M. Lúcio; C. Gaspar; C. Cunha; R. Roque; L. Glória; J. Costa; J. Strecht; H. Oliveira; R. Madureira; J. A. Teixeira; T. Rodrigues; A. Catarino; M. R. Vieira Papel da Cintigrafia com SESTAMIBI-Tc99m na Avaliação Diagnóstica de Nódulos Tiroideus com Citologia de Tumor Folicular: Experiência de um Serviço M. Silva; R. Silva; L. Pires; J. Rodriguez; P. Lapa; G. Costa; J. Pedroso de Lima Tratamento do Hipertiroidismo por Doenças Graves com I131: Fatores Preditores de Resposta à Terapêutica M. Silva; L. Cardoso; R. Silva; P. Gil; N. Vicente; L. Pires; J. Rodriguez; P. Lapa; G. Costa; F. Carrilho e J. Pedroso de Lima Correlação entre o Número de Episódios de pielonefrite Aguda e a Presença e Gravidade de Nefropatia Cicatricial, Avaliada por Cintigrafia com DMSA-99mTc F. Alban; R. Silva; L. Pires; M. Silva; A. Albuquerque; G. Costa; J. Pedroso de Lima Síndrome da Junção Pélvico-Uretérica: Papel da Ecografia na Previsão do Resultado da Cintigrafia Renal M. Silva; R. Silva; L. Pires; J. Rodriguez; P. Lapa; G. Costa; J. Pedroso de Lima 8

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50 50 51 52 53 Tiroglobulina Indetetável em Doentes com Carcinoma Diferenciado da Tiroide com Evidência Imagiológica de Tecido Tiroideu F. Albán; D. Guelho; G. Costa; A. Albuquerque; J. Pedroso de Lima Lu-Dotatate em Doentes Neuroendócrinos: Avaliação da Toxicidade Medular, Hepática e Renal nos Promeiros 12 Doentes D. Silva; R. Silva; P. Gil; G. Costa; J. Pedroso de Lima 177 18F-FDG PET/TC no Diagnóstico e Estadiamento Inicial do Cancro do Pulmão Susana Carmona; Ana Prata; Dolores Canário; José Duarte; Carla Oliveira; Joana Castanheira; Durval Costa; Jorge Roldão Vieira; Ana Isabel Santos A Importância da PET/CT com 18F-FDG no Estadiamento e na Avaliação Precoce da Resposta à Terapêutica com IMATINIB em Doentes com GIST S. Teixeira; A. Canudo; D. Dantas; D. Costa F-FDG PET/CT: Caracterização do Perfil Metabólico Hepático por dois Métodos Distintos de Reconstrução Iterativa I. Rodrigues; A. Martins; J. Pereira; R. Domingos; S. Carmona; P. Almeida; L. Oliveira 18 9

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ACTA RADIOLÓGICA PORTUGUESA Novembro 2015 S1 Volume XXVII 11 MENSAGEM DE BOAS VINDAS Amigos(as) Nuclearistas: Este ano compete a Coimbra, cidade milenar em que a tradição convive de perto com a inovação, acolher mais um Congresso Nacional de Medicina Nuclear. Tal como, na vida da cidade, o clássico coexiste com o moderno, também nesta Reunião iremos olhar para os mais recentes desenvolvimentos da nossa especialidade sem deixar de revisitar o já considerado como clássico. Os significativos avanços que se vêm verificando nas áreas de intervenção diagnóstica e terapêutica fazem adivinhar um futuro promissor para a medicina nuclear. No entanto, também são exigentes os desafios que nos estão a ser lançados em múltiplos campos, em particular no campo da formação profissional. O Congresso Nacional é um momento de aprendizagem e de valorização científica mas poderá ser também uma oportunidade para reflectir sobre as melhores estratégias a adoptar e os melhores caminhos a trilhar em direcção a um futuro que queremos garantir. Como Presidente do XV Congresso Nacional de Medicina Nuclear agradeço a todos quantos colaboraram activamente na sua preparação e realização. Uma especial palavra de agradecimento para as Comissões Científica e Organizadora que, em tempo de grandes constrangimentos financeiros, tiveram sempre o engenho e arte para encontrar as melhores soluções. A todos os participantes expresso o desejo de que este Congresso seja uma ocasião facilitadora de partilha de saberes e de experiências, em ambiente de agradável convívio. Bem vindos a Coimbra. Muito obrigado pela vossa presença. João M. Pedroso de Lima Presidente do Congresso 11

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ACTA RADIOLÓGICA PORTUGUESA Novembro 2015 S1 Volume XXVII 13-53 01 - TUMOR DE ORIGEM DESCONHECIDA – A NOSSA EXPERIÊNCIA COM PET E PET-TC S. C. Vaz; P. Ratão; R. Sousa; T. C. Ferreira; A. Silva; I. D. Patrocínio; F. N. Brandão; A. Daniel; L. Salgado Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil E.P.E Lisboa Introdução O Tumor de Origem Desconhecida (TOD) tem uma incidência de 10%. A localização do tumor primário tem implicações no tratamento e prognóstico. A PET está incluída na avaliação diagnóstica, identificando o tumor primário em 20-30% dos casos. Objetivo Comparar a eficácia de 18F-FDG PET e PET-TC na deteção do tumor primário em doentes (dts) com TOD. Material e métodos Estudo retrospetivo e unicêntrico, avaliando os dts que realizaram PET em 2009 ou PET-TC em 2014. Incluíramse os dts com metástases confirmadas, mas tumor primário desconhecido e com pelo menos 3 meses de seguimento. O resultado da PET e PET-TC foi comparado com outros exames de imagem e com resultados histológicos. Dos 1516 dts que realizaram PET e dos 1589 dts que fizeram PET-TC, 32 (2%) e 26 (1,6%) eram TOD, respetivamente. Comparando os dts que realizaram PET com os que realizaram PET-TC, verificou-se: idade média de 64 e 66 anos; relação homem/mulher 3:1 e 2:1; e tempo de seguimento médio de 31 meses (3-73) e 7 meses (3-14), respetivamente. Resultados PET (n=32): O principal motivo do exame foi metástases em gânglios cervicais em 26/32 dts (81%). Considerando todas as modalidades de diagnóstico, o tumor primário foi identificado em 15/32 dts (47%). A PET identificou o tumor primário em 10/32 (31%) e foi o primeiro método em 5/32 (16%). Localização do tumor primário: otorrinolaringológica - 10/15 dts (67%), estômago - 2 dts e os restantes 3 dts foram esófago, tiróide e mama. PET-TC (n=26): As principais razões para PET-TC foram: metástases em gânglios cervicais - 14/26 pts (54%), metástases hepáticas 4/26 (15%), carcinomatose peritoneal - 3/26 (12%) e outros - 5/26 (19%). O tumor primário foi identificado por qualquer método em 18/26 pts (69%). A PET identificou o cancro primário em 8/26 pts (31%) e foi o primeiro método em 4/26 (15%). Localização do tumor primário: otorrinolaringológica - 8/18 dts (44%), pâncreas - 2 dts e os restantes 8 dts foram olho, tiróide, pulmão, estômago, fígado, peritoneu, ovário e vagina. Conclusão A PET e PET-TC foram uteis na avaliação de TOD e foram o primeiro método a identificar o tumor primário em cerca de 15%. Nesta análise não encontrámos diferenças significativas entre a PET e PET-CT. Pensamos que tal pode dever-se ao reduzido número de casos e ao fato de em 2009 o grupo de estudo ser mais homogéneo, com 81% dos dts apresentando metástases em gânglios cervicais. 02 - SIGNIFICADO DE LESÕES PULMONARES SUSPEITAS DE MALIGNIDADE EM PET-TC EM DOENTES COM CANCRO ORL – COMO MINIMIZAR OS FALSOS POSITIVOS? S. C. Vaz; R. Sousa; T. C. Ferreira; I. D. Patrocínio; F. N. Brandão; P. Ratão; A. Daniel; A. Silva; L. Salgado Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil E.P.E Lisboa Introdução A importância crescente da PET-TC no estadiamento correto de doentes (dts) com neoplasia otorrinolaringológica (ORL) tem sido evidenciada na literatura, detectando 10-30% de metástases à distância. Estes dts têm maior propensão a tumores síncronos, nomeadamente do pulmão. Contudo, também têm maior risco de infeções respiratórias, pelo que as lesões pulmonares hipercaptantes podem constituir falsos positivos em PET. Objetivo Avaliar o significado de lesões pulmonares com captação de FDG-F18 em dts com cancro ORL. Material e métodos Estudo retrospetivo e unicêntrico dos 201 dts com cancro ORL que realizaram PET-TC entre Jan-Dez 2014. Foram excluídos os dts com: lesões malignas pulmonares conhecidas antes da realização da PET, lesões pulmonares sem 13

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metabolismo, captações em PET interpretadas inequivocamente como etiologia benigna (inflamatória/infeciosa), dts sem seguimento ou sem confirmação das alterações pulmonares descritas em PET. Em 67 dts havia captação anómala de radiofármaco a nível pulmonar. Trinta dts cumpriam os critérios de inclusão, sendo 27 do sexo masculino, com idade média de 61 anos (43-75). A localização do tumor primário foi: cavidade oral – 5; parótida – 2; orofaringe – 5; nasofaringe -1; laringe – 10; hipofaringe – 7. O período de seguimento máximo foi de 18 meses. Resultados A PET-TC identificou 30 lesões pulmonares hipermetabólicas: 22 (73%) foram confirmadas como lesões neoplásicas e 8 (27%) como falsos positivos. Os verdadeiros positivos corresponderam a cancro primário do pulmão em 6 dts e a metástases pulmonares em 16 dts. Todos os falsos positivos corresponderam a patologia inflamatória/infeciosa. Comparando os casos de cancro primário do pulmão (n=6), de metástases pulmonares (n=16) e de patologia inflamatória/ infeciosa (n=8), verificou-se que: a) o valor máximo de SUV foi: 13,3 (4,3-25,6) – 7,7 (2,7-15,5) – 4,4 (2,2-6,4); b) o PET foi o primeiro exame a identificar a lesão pulmonar em: 33% – 69% – 100%; c) o aspeto morfológico da lesão pulmonar na TC foi nodular vs não-nodular em: 83 vs 17% - 87 vs 13% - 37 vs 63%. O tempo médio até confirmação das alterações descritas em PET foi de 1,5 meses. No período do estudo 14 dts faleceram, em média 5 meses após o PET. Conclusão O PET-TC com FDG-F18 foi útil na identificação de lesões pulmonares malignas nos dts com cancro ORL, tanto metástases, como segundos tumores. Os falsos positivos relacionados com patologia inflamatória/infeciosa foram frequentes. O aspeto morfológico ajuda na interpretação do exame, contudo, não permite um diagnóstico diferencial seguro, sendo por isso fundamental integrar a informação morfo-metabólica com a clínica. 03 - ESTUDO RETROSPETIVO DO PROCESSO DE SÍNTESE DO RADIOFÁRMACO [68GA-DOTANOC] C. Capelo; B. Ferreira; I. Paula; H. Duarte Serviço de Medicina Nuclear do Instituto Português de Oncologia do Porto Dr. Francisco Gentil E.P.E Introdução A deteção de tumores neuroendócrinos é muitas vezes difícil, sobretudo quando se utilizam técnicas morfológicas, atendendo às reduzidas dimensões, à grande variabilidade de localização e à frequente multifocalidade destes tumores. A imagem com análogos da somatostatina marcados com emissores de positrões para estudos PET/CT é atualmente o procedimento de Medicina Nuclear de eleição para a deteção de tumores neuroendócrinos. Objetivo Pretendemos apresentar um estudo retrospetivo relativo ao processo de síntese do radiofármaco[68Ga-DOTANOC] que se realiza no nosso serviço desde 2010. Metodologia Na síntese de [68Ga-DOTANOC] foram utilizados dois tipos de gerador de Ge/Ga, um de matriz metálica e outro de matriz resinosa, ambos de 1110MBq (30mCi).A radiomarcação foi feita através de módulo de síntese semi-automático, o péptido utilizado [DOTA,1-Na3]-octreotide-(DOTANOC) fornecido e produzido em condições GMP: Todos os restantes solventes adquiridos e intervenientes no processo foram igualmente produzidos em laboratórios com condições GMP. A Pureza Radioquímica foi determinada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC). Os testes de esterilidade realizados foram efetuados no laboratório de microbiologia da instituição. Todos os procedimentos seguiram as Boas Praticas de fabrico de preparações estéreis. Resultados Desde Junho de 2010 até Julho de 2015 realizaram-se 671 sínteses do radiofármaco [68Ga-DOTANOC] correspondendo a cerca de 1600 exames. Das sínteses realizadas em 28 ocorreram erros de origem mecânica ou erros humanos que não permitiram obter o produto final, significando uma taxa de insucesso de 5.6% vs. a taxa de sucesso de 94.4%.O tempo de síntese foi de 34 minutos e a média da Pureza radioquímica obtida foi de 98%.Os testes de esterilidade foram feitos por amostragem e o resultado em todos eles foi negativo. Conclusão O processo de síntese demonstrou ser relativamente fácil e rápido fornecendo a possibilidade de ter disponível um radiofármaco que permite o diagnóstico com técnicas de imagem avançadas como o PET. 14

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04 - PROTOCOLO DE RADIOMARCAÇÃO DE 68Ga-MACROAGREGADOS DE ALBUMINA PARA PET DE PERFUSÃO PULMONAR C. Capelo; H. Duarte Serviço de Medicina Nuclear - Instituto Português de Oncologia do Porto Dr. Francisco Gentil E.P.E Introdução A disponibilidade de um gerador de 68Ge-68Ga e a marcação de uma série de moléculas com 68Ga, permite realizar uma maior variedade de exames PET (tomografia de emissão de positrões). Um dos exemplos é a radiomarcação de macroagregados de albumina (MAA), kit que existe comercialmente com Cloreto de 68Ga para estudos de perfusão pulmonar realizados em PET Objectivo Testar 2 protocolos de radiomarcação de MAA com 68Ga, de modo a ter um método de marcação fácil de executar e com elevada Pureza Radioquímica do produto final. Material e métodos Utilizamos o gerador de Ge-Ga da marca ITG e o kit de MAA foi o Macrotec ® (GE), o tampão usado foi o HEPES (2-[4-(2-hydroxyethyl)piperazin-1-yl]ethanesulfonic acid). Os primeiros passos foram idênticos nos dois métodos de marcação: lavagem dos MAA com NaCl 0.9% para isolar os MAA do componente estanhoso, marcação com cloreto de gálio [68GaCl]-(600 a 1200MBq), aquecimento a 95ºC com agitação. A diferença entre os protocolos testados está no último passo que consiste na centrifugação do produto final com a separação dos MAA marcados com 68Ga [68Ga-MAA] do 68Ga livre. A Pureza Radioquímica foi determinada através do cálculo da radioatividade não filtrável através de filtro de membrana. Resultados Utilizando o método de marcação com centrifugação final a pureza radioquímica calculada foi de 97%. O método em que não se procede á separação do 68Ga livre, teve uma Pureza radioquímica de cerca de 92%. Conclusões A Pureza radioquímica do [68Ga-MAA] com centrifugação final é superior, no entanto a diferença não é significativa e a presença de 68Ga livre não vai interferir na avaliação da imagem de perfusão pulmonar. O método em que não se realiza a centrifugação final parece-nos preliminarmente uma boa alternativa sob o ponto de vista da radioprotecção e rapidez de radiomarcação. 05 - NEW BIMODAL NANOPROBES FOR SENTINEL LYMPH NODE IMAGING João D. G. Correia (1); Maurício Morais (1); Maria P. C. Campello (1); Catarina Xavier (2); Sophie Hernot (2); Tony Lahoutte (2,3); Vicky Caveliers (2,3); Isabel Santos (1) (1) Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, Estrada Nacional 10 (km 139,7), 2695-066 Bobadela LRS, Portugal (2) In Vivo Cellular and Molecular Imaging Laboratory, Vrije Universiteit Brussel, Brussels, Belgium (3) Nuclear Medicine Department, UZ Brussel, Brussels, Belgium Introduction The preoperative detection of Sentinel Lymph Node (SLND) requires an intradermal injection of a radiolabeled colloid, whereas its intraoperative localization depends on the acoustic signal coming from the hand-held gamma probe as well as on visual confirmation of the radioactive node stained with a blue dye. Although widely used in the clinical setting, the properties of 99mTc-based colloids and blue dyes are far from ideal, hampering the surgeon’s ability to identify and excise the SLN in a minimal invasive way [1,2]. Objective The presence of two imaging reporters (radioisotope and fluorophore) in the same probe would enable fast and accurate excision of SLN by radio- or near-infrared (NIR) guided surgery. Thus, herein we report on new fluorescent radiolabeled nanoprobes for preoperative visualization of SLN by SPECT or PET as well as on their use for real-time guidance during surgical excision by NIR optical imaging. Methods We have prepared bimodal imaging probes containing a radiometal, 99mTc or 68Ga, a NIR fluorophore and mannose units for Mannose Receptor (MR) targeting. The pharmacokinetics and SLN mapping of the probes were evaluated in a Wistar rat model using nuclear and optical imaging. Results The probes, obtained with high radiochemical yield (> 95%) and specific activity, are stable in vitro. The biodistribution 15

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