Jornal do Sintufes - Outubro - 2015 - nº 165

 

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Jornal do Sintufes - Outubro - 2015 - nº 165

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L A RN JO DO SINTUFES OUTUBRO ROSA Filiado à FASUBRA SINTUFES APOIA A LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA INFORMATIVO MENSAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES – Nº 165 – OUTUBRO DE 2015 Trabalhadores técnico-administrativos em Educação fazem greve histórica e arrancam conquistas de um governo à beira do caos, após mais de quatro meses de movimento grevista FORTES NA LUTA! 18 de setembro: Dilma mentiu! A vaca tossiu e foi parar na Reitoria 05 de agosto: caravana do ES reforça a luta do Comando Nacional de Greve, em Brasília 6 de julho: Comando de Greve da Ufes faz a luta em São Mateus 29 de maio: greve na rua, no dia de paralisação geral da classe trabalhadora 31 de julho: Assembleia geral unificada na tenda da greve, no Hucam JURÍDICO NA LUTA! FALA, CATEGORIA! Decisão do STJ é citada no termo de reposição das atividades PÁG. 2 Greve foi importante, mas organização e luta devem seguir PÁG. 3 Fala, categoria! Trabalhadoras(es) avaliam a greve PÁG. 4

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2 FAÇA O AUTOEXAME! JURÍDICO Categoria vai repor o trabalho. E não os dias de greve E Fasubra usa decisão do STJ para vencer debate com o governo “Contagem de horas é para penalizar o trabalhador. Por isso não aceitamos, e mostramos ao governo que é possível sim repor as atividades, como ocorreu ao final da greve de 2012. Além disso, tivemos a decisão do ministro Napoleão Nunes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que teve respaldo do presidente da Andifes, favorável ao termo de reposição do trabalho. E não dos dias/horas”, assinala a coordenadora de Assuntos Jurídicos do Sintufes, Joanicy Pereira. m tempos de ataque aos movimentos sociais e aos trabalhadores, o corte do ponto de grevistas é uma medida cada vez mais utilizada pelas chefias, amparadas pela Reitoria, inclusive. Mas sempre reforçamos que essa questão é decidida ao final da greve. E, mais uma vez, a Fasubra, orientada pela sua base com destaque para o Sintufes, arrancou do governo uma proposta de reposição do trabalho. Em vez de reposição dos dias/horas, que foi o que ocorreu com outras categorias. Os representantes do governo na mesa de negociação tentaram desvalidar a decisão do STJ, alegando que ela era de 2014. De fato, era. Mas, em julho deste ano, o ministro Napoleão deu novo despacho, cobrando que o governo negociasse. O próprio governo se manifestou que a negociação estava em curso, portanto, reconheceu a legitimidade da decisão. E os representantes do governo assinaram os termos do acordo, com aval da AGU, inclusive. Decisão do STJ Diante do termo de reposição do trabalho, assinado pelo governo, o Sintufes vai lutar para que a Reitoria da Ufes não corte o ponto dos trabalhadores. Afinal, a decisão contra isso tem respaldo da segunda corte mais importante do País. Basta de assédio. Não ao corte de ponto! Não vamos aceitar intimidação Ufes/EB$ERH: fábrica de liminares contra o legítimo direito de greve Em matéria de gestão, a Reitoria da Ufes e a Governança da EB$ERH deixam a desejar. Porém, quando se trata de conseguir liminar na Justiça para ferir o legítimo direito à greve, a Reitoria e a EB$ERH são muito eficientes. A Reitoria, por meio da EB$ERH, conseguiu liminar, na Justiça Federal, determinando a desobstrução do Same, no Hucam, em Maruípe. A decisão só chegou depois do ato surpresa, realizado naquele setor em 25 de agosto. Depois, a EB$ERH voltou à Justiça conseguindo liminar, impedindo ato em qualquer setor do hospital. Outra liminar que a Ufes conseguiu beirava o absurdo. Nos dias 13 e 14 de agosto, o Comando de Greve realizou as Olimpíadas da Greve. E houve bloqueio parcial do acesso de carros em parte do estacionamento no campus de Goiabeiras. Mas a Ufes foi à Justiça para garantir o direito de crianças acessarem o Teatro Universitário, que estava garantido, diga-se de passagem. Fora isso tem a opressão, o assédio das chefias, que aconteceram também em São Mateus e Alegre. Porém, isso não intimidou a categoria. Cenas da greve esso ao teatro Crianças têm livre ac eiras Tenda da greve, Goiab Luta na Reitoria

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PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO! 3 E Categoria faz a maior greve da história da Fasubra, arrancando conquistas de um governo intransigente e em frangalhos. E a luta vai seguir forte! Inicialmente, a proposta do governo para as reivindicações da categoria era NADA. A força do movimento grevista porém fez o governo negociar. Mas a intransigência do Palácio queria amarrar um acordo em quatro anos, com reajuste em torno dos 21%. A categoria não aceitou. A greve avançava julho, agosto a dentro, atos surpresas nos campi da Ufes repercutiam em meio à comunidade universitária e à sociedade capixaba, reforçando a luta dos técnicos em todo o País. E o governo entendeu que deveria fazer uma contraproposta. E, em setembro, além da nova proposta de 10,8% em dois anos, o governo acenou com reajuste no step – de 0,1%, ponto que ele não aceitava negociar anteriormente. E, após os quatro meses de greve (completados dia 28 de setembro), o acordo foi assinado, no dia 06 de outubro, levando a Fasubra a orientar o fim da greve a partir de 08 do mesmo mês. “Tivemos conquistas abaixo da nossa expectativa. Mas o ajuste fiscal do governo e a prioridade que é dada aos banqueiros colocaram esse limite, cuja correlação de forças atual não permite ultrapassar. É errado dizer que é preferível sair sem essa reposição. A situação financeira da categoria não permite isso. E dizer que a greve não conseguiu nada, esse é o discurso de quem precisa da derrota para se construir, de querer desmoralizar o movimento que foi forte e vitorioso. Arrancamos conquistas de um governo enfraquecido e que mostrava uma intransigência muito grande diante das nossas reivindicações”, avalia o coordenador do Sintufes, Wellington Pereira. Ele lembra ainda, que a luta da categoria vai continuar. “Mostramos nossa força, com grande participação de trabalhadores em estágio probatório e dos aposentados, que não são respeitados pelo governo. Seguiremos organizados em luta em favor do cumprimento de todas as clausulas do acordo. E focados nas reivindicações que não foram atendidas, pois a luta vai continuar”, frisa Pereira. GREVE HISTÓRICA NA LUTA! m 08 de maio, mais de 1 mil trabalhadores aprovaram o indicativo de greve, durante o Congresso da Fasubra (Confasubra), realizado em Minas Gerais. O momento político do País, com um governo perdido politica e financeiramente, reforçava a necessidade de uma grande greve dos trabalhadores. A base da Fasubra teve o seu protagonismo. Entrou em greve nacional, no dia 28 de maio, alcançando todas as universidades filiadas a Federação nas semanas seguintes. Apesar das reivindicações salariais e na carreira, a luta foi forte contra o ajuste fiscal do governo Dilma, que retirou mais de R$ 20 bilhões da saúde e da educação públicas neste ano, e quer tirar direitos, como o abono permanência. A greve crescia, a imprensa destacava o movimento nacional, alertando que os impactos do arrocho do governo Dilma trariam prejuízos ao povo brasileiro em geral. Governo esse que já vinha sendo derrotado no Congresso e perdendo o controle da nação. Sobre o tamanho do impacto financeiro dos acordos, o nosso acordo significa um crescimento médio anual perto de 14,5% em 2017 de nossa folha. Algo perto de R$ 1,7 / R$ 1,8 bilhões ao ano, dos quais R$ 350 milhões referem-se ao step e mais outras cláusulas (benefícios, vagas graduação e especialização). Impacto financeiro O reajuste salarial e o aumento do step para 3,9% vão beneficiar os aposentados. Porém, o reposicionamento não entrou no termo. E essa luta vai continuar. Pois, os aposentados não podem ser tão abandonados assim. Basta de descaso! Aposentados abandonados Cenas da greve Júlio Fernandes Alegre na luta! eve Confasubra aprova gr RU aberto!

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4 CÂNCER TEM CURA. PREVINA-SE! AVALIAÇÃO DA GREVE Fala, guerreira(o)! Categoria avalia a greve. • Lennon Moreira, Goiabeiras Nesses mais de 120 dias de greve, estando em estágio probatório, confesso que no início não foi fácil, ainda mais trabalhando em um setor no qual a adesão é baixa. Mas, dia após dia, fui ganhando força, participando das atividades, conhecendo pessoas, adquirindo conhecimento com os mais antigos. Saio fortalecido da greve, com uma vontade ainda maior de lutar pelos nossos ideais. Vamos juntos. A luta é diária, ela continua. • Maria José da Silva Sarnaglia (Dona Zezé), aposentada Meus parabéns a todos que contribuíram com nossa luta. Gostaria de registrar aqui, que esse governo deve achar que o aposentado está morto, pois corta nosso salário, tira nosso auxílio-alimentação, como se a gente parasse de comer depois de se aposentar. É uma vergonha. Mas nós temos que ter forças para lutarmos, para mostramos para eles que somos guerreiras e que continuamos na ativa, lutando por nossos direitos e pela nossa categoria. Aposentado não está morto, governo! • Wellington Pereira, Goiabeiras Não saímos da greve com uma grande vitória. Mas conseguimos fazer a queda de braço necessária com o governo. Por outro lado, só não está bom para quem não fez greve. Pois quem tem consciência da luta de classe sabe que qualquer ganho advém de lutas. Mesmo que ínfimo, para quem lutou a conquista foi grande. Quem não lutou vai se satisfazer com o que tem. Na perspectiva de luta que temos para 2017, tudo isso vai ficar no cabide. Pois nós queremos mais, nós temos direito a mais. • Edirene Coninck, Hucam Foi uma greve forte, unificada, e apesar do longo tempo a categoria não desaminou, foi junto até o final. Infelizmente não conseguimos o que reivindicamos, mas acredito que mesmo assim a greve foi vitoriosa, pois passamos esses dias todos unidos, sem desaminar. E, embora não tenhamos alcançado o índice reivindicado, mostramos ao governo que somos uma categoria forte, com expressão e preparados para lutar a qualquer momento pelo que for melhor para nossa classe trabalhadora. • Maria das Graças do Carmo dos Santos, Hucam Gostaria de agradecer e parabenizar a todas e todos que lutaram com garra e força no Comando de Greve. Não é fácil estar na direção de uma greve. E precisamos sempre da força e da orientação do Comando nesses momentos de luta. Não vamos desanimar por não termos conseguido o reajuste que reivindicamos. Vamos seguir na luta. E se for o caso, faremos uma nova greve no próximo ano para buscarmos o que não conquistamos. Somos vitoriosos pela luta que fizemos. E não podemos desanimar • José Moysés Rossin, CCA - Alegre Após longo período de greve, nós, técnico-administrativos, lotados no CCA em Alegre, tivemos a honra de participar desse movimento e observamos que o mesmo culminou na união de vários trabalhadores. Sabemos que não conquistamos aquilo o que reivindicamos, mas o que ganhamos é para nós uma vitória. Queremos agradecer à direção colegiada do Sintufes e ao Comando de Greve pelo apoio incondicional que nos foi dado e também parabenizar toda a nossa categoria pela garra e determinação que nos incentivaram e nos conduziram até o final. • Sérgio Dalbon, Ceunes, São Mateus Parabéns a todos pela bela luta que travamos, pela coragem e pela determinação. A greve termina, mas a luta continua. E que possamos sair fortalecidos, assim como as entidades de base e a Fasubra. A luta sempre vale a pena. Abraços aos nossos representantes do VAL, na Fasubra, e a todos e todas que lutaram. Um agradecimento especial aos trabalhadores do Ceunes, de São Mateus, que contribuíram com a nossa greve. Vamos seguir lutando. EXPEDIENTE: • Eliel Marcolino de Oliveira, Hucam Não ha vitória sem luta. Com muita perseverança lutamos e vencemos. Vitoria ou derrota, o importante é lutar sempre e nunca desistir. O sucesso nunca é final e o fracasso nunca é fatal. o que importa é a coragem! Parabéns a categoria que permaneceu unida durante esse período de reivindicações coletivas. INFORMATIVO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES SINTUFES Avenida Fernando Ferrari, s/nº, Campus Universitário, Vitória, ES Tel: (27) 33256450. Fax: (27) 32274000. Subsede Avenida Marechal Campos, s/nº , Campus de Maruípe, Vitória, ES Tel: (27) 33357262, Fax(27) 33153444. Diagramação: Nova Pauta Comunicação. Os textos publicados neste jornal são de inteira responsabilidade da Diretoria Colegiada do Sintufes.

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ENCARTE Veja como fica a tabela salarial da categoria *O reajuste salarial será de 5,5% a partir de agosto de 2016. E outros 5% a partir de janeiro de 2017 – a soma dos dois percentuais sobre o vencimento será de 10,8%, em janeiro de 2017. Ex: quem recebe o piso, de R$ 1.197,67, vai receber R$ 1.263,54, em agosto de 2016. E R$ 1.326,72, em janeiro de 2017, que representa um reajuste de 5%, totalizando 10,8%.

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ENCARTE Confira o restante do anexo I (tabela dos médicos do PCCTAE). E veja ainda as tabelas do anexo II Anexo II traz as tabelas de reajustes dos auxílios: alimentação, pré-escolar e saúde VEJA A ÍNTEGRA DO TERMO DE ACORDO NA PÁGINA DO SINTUFES.

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