Boletim UJC - Edição 2

 

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o que foi o coneb da une cipal pauta do encontro foi o plano nacional de educação a dispersão na organização a crescente despolitização nos debates e o tempo extremamente restrito para tais transformaram o coneb mais em uma mera oficialização de algumas medidas do que um espaço de discussão política profunda do atual cenário da educação e das universidades brasileiras o que se viu no evento foram debates qualitativamente débeis e pouco efetivos para os encaminhamentos das resoluções da entidade É preocupante o tom dado a alguns dos debates limitados a um elogio ufanista do governo federal demonstrando completa subordinação das pautas da une à agenda política palaciana essa ausência de discussões e formulações também faz parte do processo de amoldamento da une e outras entidades da sociedade o carta conjunta 13º conselho nacional de entidades de base coneb da união nacional dos estudantes une realizado entre os dias 15 a 17 de janeiro de 2011 após o cancelamento do primeiro dia do evento contou com um número de estudantes bem abaixo do número oficial anunciado pela diretoria da une a prin-

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civil brasileira à ordem dominante isso se torna flagrante ao constatarmos o atual estágio de atrelamento político e financeiro da união nacional dos estudantes a governos o coneb por exemplo contou estruturalmente com o apoio do governo estadual do rio de janeiro notavelmente conservador e com diversas ações de criminalização da pobreza e de vários movimentos sociais combativos a une hoje infelizmente optou por interditar os debates que visavam à crítica permanente ao sistema educacional e a formulação de propostas alternativas e autônomas do movimento universitário ao fazer isso aliou-se com a modernização conservadora ­ que não representa uma democratização substantiva do complexo econômico político e social da sociedade brasileira optou por uma política de conciliação e se tornou uma entidade dependente do governo federal e ao mesmo tempo corrente de transmissão de sua política neste mesmo sentido as ações da entidade se deram de forma descolada de práticas cotidianas junto à base dos estudantes universitários brasileiros fato que tem como conseqüência um imobilismo permanente que vai desde a organização de seus fóruns de debate e deliberação até a efetivação ou não efetivação de suas resoluções ao mesmo tempo pensamos que essa constatação não deve levar a uma conclusão simplista de que o problema da une passa exclusivamente por uma crise de direção essa análise tem levado muitos setores combativos a adotarem medidas exclusivamente táticas descoladas do conjunto das contradições objetivas da sociedade brasileira assim o problema do movimento estudantil se resumiria apenas a vontades posturas e práticas de um determinado grupo dirigente que deveria ser trocado por outro honesto combativo e de esquerda ­ seja na disputa interna da entidade ou na criação de novas estruturas que no fundo refletem análises muito próximas na

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verdade os problemas do movimento estudantil perpassam o seu todo desde as entidades de base até as entidades gerais o que em nossa avaliação,possui suas raízes principalmente na ausência de desenvolvimento de um projeto educacional alternativo ao vigente ou de iniciativas que apontem para esse projeto isso faz reduzir as políticas práticas e debates no me à esfera da pequena política como por exemplo a disputa de cargos o clientelismo a troca de favores entre outros embora esses pareçam o problema em si são apenas algumas das conseqüências de um dilema maior desse modo embora reconheçamos o esforço feito por diversos setores que atuam dentro ou fora da une em reorganizar o me acreditamos que essas disputas permanecerão inócuas se não avançarem para a compreensão da importância do debate estratégico em nosso meio a necessidade de romper completamente com o projeto educacional da ordem atual universidade popular uma luta necessária acreditamos que a análise e a crítica às transformações ocorridas no sistema educacional devem fazer parte da ordem do dia do movimento estudantil no que diz respeito ao ensino superior não é de hoje que o me tem buscado fomentar o debate acerca do caráter da universidade bem como de suas contradições que se desdobram em potenciais transformações exemplo clássico dessa prática foi a reivindicação histórica da reforma universitária que nos anos 1960 após intensos debates e reflexão teórica culminou em grandes mobilizações nacionais tal processo de crítica e mobilização se deu em um contexto onde o me pautava de maneira autônoma um projeto de universidade que superasse a lógica do mercado no sentido do desenvolvimento e da produção de conhecimento que fossem direcionados para a resolução de necessidades essenciais das classes trabalhadoras superar o analfabetismo viabilizar a reforma agrária socializar os meios de produção impor uma democratização interna da universidade eram apenas alguns dos objetivos indicados pelo movimento universitário à época um fato bastante relevante é que essa elaboração da reforma universitária passou a ser inserida dentro do conjunto das reformas de base ganhando um aspecto de luta popular indo para além do próprio movimento

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estudantil e universitário na época muitos erros foram cometidos pela esquerda na época[1 no entanto com isso não devemos incorrer no erro de relegar aquela experiência que se demonstrou exitosa no sentido de comprovar a necessidade de elaborar um projeto estratégico junto aos processos de luta a mediação entre a disputa interna da universidade a elaboração de um programa para ela e a ligação deste com o programa da revolução brasileira corrigindo os erros do passado é uma tarefa de longo prazo e é um desafio que está posto para as novas gerações se a intenção for realmente a de reorganizar o movimento estudantil e colocar a universidade no fluxo das transformações necessárias por isso acreditamos que a educação não se descola do contexto social em que está inserida uma análise do sistema educacional não pode ser feita sem um diagnóstico da des ordem social vigente na sociedade capitalista a educação é nesse sentido um dos mecanismos de reprodução da lógica da exploração tanto no âmbito do planejamento e controle do sistema produtivo através da reprodutibilidade técnica de mão de obra para o mercado de trabalho bem como das pesquisas realizadas nas áreas de ciência e tecnologia quanto no âmbito da hegemonia ideológica onde impera uma pedagogia da exploração e da competitividade em que os indivíduos são condicionados a uma vida regrada pelo consumo esse quadro vem se agravando especialmente com a deflagração da crise estrutural do sistema do capital nas últimas décadas que apontam a incapacidade do sistema sociometabólico do capital de deslocar suas contradições do centro para a periferia isso faz com que as crises cíclicas e a atual crise é emblemática nesse sentido inseridas no contexto global de crise estrutural e diferente das tradicionais crises cíclicas setoriais sejam mais prolongadas com menor tempo de recuperação com manifestações mais destrutivas e que atingem a totalidade do sistema diante desse cenário nefas-

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to a juventude comunista avançando jca a união da juventude comunista ujc e a juventude liberdade e revolução libre apresentaram no coneb deste ano a proposta por uma universidade popular acúmulo de debates que vêm sendo feitos desde o conune de 2009 que foi plenamente defendida na plenária final de forma a apresentar aos presentes no fórum o indicativo de um debate estratégico acerca da construção de universidade popular que esteja a serviço da classe trabalhadora visando contribuir para transformações radicais na sociedade assim pretendemos nos contrapor ao campo governista e fomentar a discussão sobre um projeto educacional que esteja pra além da lógica do capital entendemos que diante do quadro que é apresentado pela sociedade em que vivemos as transformações na universidade têm importante papel a cumprir na luta pela emancipação dos de baixo É necessário lutar pela democracia interna nas instituições de ensino superior criar novos conhecimentos transformadores do mundo e pintar a universidade com as cores dos movimentos sociais É extremamente necessário lutar pela de mocratização do acesso disputar o caráter da ciência direcionando para as demandas populares construir um sistema de ensino emancipador que forme homens e mulheres críticos e com participação ativa na vida política da sociedade estes são alguns de nossos principais pilares ao mesmo tempo entendemos que não será possível constituir plenamente a universidade popular nos marcos de nossa luta dentro do modelo de sociedade regido pelo capital onde prevalecem princípios do lucro alienação desigualdade fundados em uma base social de produção onde prevalece a propriedade privada e a exploração do homem pelo homem pois os próprios pilares qualitativos e quantitativos do projeto de universidade popular se chocam com o desenvolvimento e demandas do capital quer dizer trata-se de um projeto de universidade que ao mesmo tempo afirma a necessidade de um modo de produção e controle social socialista através da aglutinação de setores grupos organizações e pessoas que vêem que o problema da educação em nossa sociedade perpassa a necessidade concreta de ir além dos marcos de organização da vida pautada pelo capital entendemos

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que nossa luta contribuirá para formar homens e mulheres comprometidos com o povo e que serão multiplicadores da transformação radical e revolucionária de nossa realidade social o que defendemos aqui é que os movimentos ligados à educação de secundaristas universitários professores do ensino básico e universitário e trabalhadores das instituições educacionais não devem ficar passivos diante do que se vê devem em suma corroborar dialeticamente com a aceleração das transformações necessárias e globais da sociedade em que estão inseridos igualmente devemos reconhecer que o campo que se opõe às correntes governistas,onde estamos inseridos tem dado uma resposta ao avanço da modernização conservadora com pouca adesão de massas por conta de sua atual situação conjuntural em função da popularidade das políticas federais tem se limitado a posicionar-se reativamente ante a inevitável retirada de direitos que tal modernização traz consigo esse engessamento tem como principal problema a falta de um projeto alternativo que não seja subordinado à lógica do capital sabe-se muito contra o quê lutar ao mesmo tempo em que se sabe pouco em favor de quê lutar esse é mais um dos motivos pelos quais julgamos essencial construir e lutar por um projeto de universidade popular a construção de outro projeto de universidade ainda é insatisfatoriamente trabalhada pelo movimento universitário que no atual cenário de refluxo dos movimentos políticos e sociais vem sendo absorvido por disputas pequenas e muitas vezes fratricidas que na maioria das vezes não acumulam para um horizonte de transformação radical da realidade social para que possamos construir um projeto estratégico para a transformação da universidade estamos convocando organizações coletivos partidos e indivíduos a se somarem na preparação e realização do i seminário nacional sobre universidade popular no segundo semestre de 2011 após a primeira reunião de organização,

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construímos junto a diversos coletivos e entidades o texto rumo ao 1° seminário nacional sobre universidade popular com os primeiros apontamentos consensuais e a indicação de uma nova reunião de organização para os dias 12 e 13 de março de 2011 na cidade de porto alegre essa será uma grande oportunidade para potencializarmos e qualificarmos nossa atuação como força progressista na disputa por uma universidade para além dos marcos do capital crítica criadora de ciência e tecnologia para a superação das mazelas sociais e para a emancipação humana e popular em sua forma ­ sendo aberta a todos que hoje não tem acesso a uma educação superior pública e de qualidade ­ e em seu conteúdo ­ no sentido de se identificar com os anseios dos explorados e oprimidos de nossa terra e solidária a todos os povos em luta por transformações sociais juventude comunista avançando jca www.cclcp.org/jca jca@cclcp.org união da juventude comunista ujc http www.uniaodajuventudecomunista.blogspot.com ujcbrasil@yahoo.com.br juventude liberdade e revolução libre www.juventudelibre.blogspot.com juventudelibre@yahoo.com.br 1 caberia analisar que a reforma uni versitária era reivindicada dentro de um contexto onde a esquerda brasileira tinha uma elaboração equivocada do caráter da revolução brasileira a análise de que a democratização da sociedade brasileira e a superação da dependência e do subdesenvolvimento viria com o desenvolvimento de um capitalismo autônomo inseriu a reforma universitária dentro de um contexto de cauda política de supostos setores progressistas da burguesia nacional a história demonstrou que essa formulação estava equivocada não só o capitalismo já havia se desenvolvido como já havia entrado em um processo de transição de sua fase competitiva para sua fase monopolista entre as décadas de 50 e 60 www.uniaodajuventudecomunista com site www.ujc.org.br blog:

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o solidariedade e luta junto ao povo palestino tarefa dos jovens comunistas ano de 2011 se coloca como um período fundamental para o aprofundamento dos laços de solidariedade entre a juventude comunista brasileira e as lutas que seguem sendo travadas heroicamente pelo povo palestino essa bandeira não pode parecer algo retórico ou evasivo deve ser a semente de uma série de ações de solidariedade e denúncia dos crimes contra a humanidade do estado sionista de israel que devem desenvolver-se de forma permanente devemos cavar uma infinidade de trincheiras para combater as políticas belicistas de um estado terrorista racista retrógrado e nazi-sionista como o de israel as tarefas para derrotar o coloni alismo israelense sustentado pelo seu tutor e seu parceiro de matanças o imperialismo estadunidense são imensas e não podem ser deixadas para amanhã um jovem comunista pode se questionar sobre quais tarefas deve realizar além de escrever notas de solidariedade divulgar em blogs e nos meios de comunicação alternativos realizar palestras e debates sobre os crimes sionistas e a favor da resistência heróica dos palestinos o que pode ser feito para a partir da nossa realidade conseguirmos contribuir de forma efetiva na solidariedade ao povo palestino as opções colocadas acima não devem parecer menores ou menos eficazes são fundamentais para que a rede de solidariedade se expanda e para que cada vez mais pessoas tenham informações verdadeiras sobre o que acontece na palestina mas existem políticas desenvolvidas pelo governo brasileiro que devem ser conhecidas e que se combatidas podem causar um impacto significativo no avanço da luta do povo palestino a começar pelo desvendamento da suposta ação de solidariedade do governo brasileiro em reconhecer formalmente o estado palestino nas fronteiras anteriores à

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guerra de 1967 se por um lado tem um papel diplomático importante e contribui a pressão internacional pela criação efetiva do estado palestino de outro deve ser analisada na balança de relações que o estado brasileiro tem desenvolvido com o estado de israel vamos aos fatos israel considera o brasil como uma nação amiga não por identificação ou por humanismo mas sim por negócios durante o governo lula o comércio entre os dois países quadriplicou sendo que três quartos do valor total do comércio entre os dois países origina-se de exportações israelenses ou seja o brasil através do comércio bilateral envia milhões de dólares anualmente para o estado de israel em outras palavras manda combustível para a máquina de matar sionista durante o governo lula israel assinou um tratado de livrecomércio com o mercosul sendo o primeiro país fora da américa latina a assinar este tipo de acordo sendo que mais de 50 das exportações israelenses para a américa latina tem como destino o brasil lula foi o primeiro presidente brasileiro a colocar os pés em israel e recebeu o presidente israelense shimon peres depois de quase quarenta anos sem o país receber o representante máximo do sionismo além desses dados já extremamente condenáveis há ainda um componente nesta relação bilateral que tende a se aprofundar nos próximo anos que diz respeito aos acordos e negócios envolvendo material bélico no ano de 2009 o brasil comprou 15 veículos aéreos não-tripulados vants de israel e a presidenta dilma roussef reiteradas vezes durante a campanha eleitoral afirmou que pretende aumentar a vigilância das fronteiras brasileiras adquirindo mais destes equipamentos o excelentíssimo ministro da defesa nélson jobim em visita a israel no ano passado afirmou que a aquisição de novos vants está vinculada a estratégia brasileira e que são os melhores equipamentos para monitorar a amazônia e o pré-sal não é a toa que no dia 19 deste mês foi divulgada a compra de aviões pela força aérea brasileira fab de teleguiados do modelo hermes 450 fabricados pela empresa israelense elbit systems sendo que a quantidade e os valores não foram revelados mas estas relações vão além o governo do estado do rio de janeiro cujo governador é fiel aliado

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da presidenta dilma possui um acordo com israel para a aquisição de armas como os caveirões coletes e armamentos de origem israelense a cereja no bolo desta relação nefasta consiste na busca de parceria do governo brasileiro com israel para organizar a segurança pública em eventos como a copa de 2014 e as olimpíadas de 2016 em novembro do ano passado uma delegação de 70 brasileiros ligados a segurança pública estiveram em israel para aprender o que há de mais moderno nas tecnologias de repressão e extermínio israelenses são dois pesos e duas medidas enquanto o estado palestino recebe como apoio do estado brasileiro a assinatura de um documento o estado nazi-sionista de israel recebe milhões de dólares em negócios que o permitem estender sues tentáculos terroristas no território brasileiro tudo com a complacência e o incentivo do governo federal a denúncia desta relação nefasta é uma das principais tarefas dos jovens comunistas na solidariedade ao povo palestino denunciar não só os crimes de israel como também daqueles que o sustentam seus aliados parceiros e amigos como é o caso do estado brasileiro a luta e a solidariedade junto ao povo palestino deve se aprofundar neste ano de 2011 a tarefa é árdua contra um inimigo poderoso mas os jovens comunistas saberão cumprir abaixo as principais bandeiras de luta que devemos empunhar este ano denuncia dos acordos e das relações comerciais entre o brasil e israel boicote acadêmico cultural econômico e diplomático ao estado de israel pelo fim do muro da vergonha que segrega o povo palestino pelo fim do colonialismo sionista com o retorno imediato das famílias palestinas as suas terras solidariedade com os mais de 7 mil presos políticos palestinos que vivem em condições precárias em cárceres israelenses pela reparação imediata e compensação por toda destruição ex-

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ecutada pelas forças de ocupação israelense na faixa de gaza derrotar o estado terrorista de israel pixações estêncil stickers grafites e outras artes para espalhar pela cidade brigada de informação para pesquisar sobre cada temática envolvida com o coletivo brigada de comunicação responsável por blogs facebook etc e brigada de finanças para garantir a estrutura de todas tarefas 2.ato contra o aumento da tarifa a tarifa de ônibus na cidade de são paulo subiu 11,11 chegando aos absurdos r 3,00 aujc participou das duas mobilizações com sua militância o primeiro ato concentrou entre 900 e 1000 pessoas com forte repressão policial e a segunda participaram mais de 2000 estes primeiros atos puxados pelo mpl foram mal coordenados tratados de forma elitista e sem organização outro aspecto negativo foi a ausência dos trabalhadores no ato sendo praticamente restrito a estudantes universitários a ujc estará presente nos próximos atos não apenas como integrante mas como coordenador do ato assim como outras forças políticas dando um caráter mais organizado às mobilizações informes das atividades são paulo 1.plenário da ujc e brigadas de agitação e propaganda a ujc sp traçou na capital tarefas em conjunto com militantes e amigos da ujc relacionadas inicialmente ao aumento das passagens na cidade de são paulo com caráter de exercitar formas de agitprop conseqüência disso foi a primeira oficina de sticker adesivos com mensagens artísticas as próximas serão de estêncil e grafiti reunindo mais de vinte jovens encaminhamos quatro brigadas para tocarem tarefas brigada de decoração responsável pelas

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o 3.participação no ato das univer mantenhamos nossa atuação quase sidades em luta que exclusivamente no movimento estudantil universitário a organino dia 10 de dezembro zação cresceu bastante e ampliacentenas de estudantes realizaram mos nosso leque de possibilidade um ato na avenida paulista em são iniciamos o ano tomando paulo contra a ameaça de expulsões posse efetivamente no diretório de 24 estudantes da usp contra a central dos estudantes da unirepressão e a política do governo versidade federal de goiás dcepara a educação ufg após derrotar no final do os estudantes da univer ano anterior uma chapa encasidade de são paulo usp uni beçada pela anelpstu a nova versidade federal de são paulo gestão avançar na luta ­ por uma unifesp pontifícia universidade universidade popular configuracatólica puc fundação santo va-se agora como um novo desafio andré e universidade estadual para nós da ujc-go já que erapaulista unesp se reuniram no mos a única força política organimasp e saíram em manifestação zada dentro da antiga chapa até a praça da república estavam a primeira atividade polítipresentes ou ajudaram a organizar ca de nossa gestão foi a calourada o ato as organizações pcb ajr unificada 2010/01 construída em ler-qi mnn psol e pstu parceria com centros acadêmicos projetos de extensão e movimentos sociais a aula-magna de início do semestre letivo foi realizada durante a calourada com presença marcante de dom tomás balduíno da comissão pastoral da terra cpt com o mesmo tema do evento em geral a ciência em disputa por uma universidade popuinformes ujc/góias lar além dessa atividade outras ano de 2010 foi um ano temáticas também foram debatidas bastante proveitoso para como por exemplo sistema Único a ujc-go embora ainda de saúde com a presença do ca-

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marada tcherbo ­ denen e ujc sp educação pública no estado de goiás a mulher frente à flexibilização do mundo do trabalho e também o lançamento da campanha o petróleo tem que ser nosso com a presença do professor da usp ildo sauer por meio também do dce foi possível viabilizar a estrutura para a realização do i seminário internacional de extensão educação e universidade popular ocorrido no início de abril nesse evento estiveram presentes além de estudantes da ufg militantes e amigos da ujc e também os camaradas da juventude comunista portuguesa jcp/pcp e da juventude comunista paraguaia logo em seguida recebemos em goiânia utilizando-se da mesma estrutura do evento anterior o v congresso nacional da ujc cerca de 100 pessoas de diversas regiões do país aterrizaram em goiânia embora com pequenas falhas organizacionais o congresso transcorreu bem e poderíamos e esperávamos até receber um maior contingente de pessoas nos meses seguintes antes das férias acadêmicas a ujc atuou através do dce mas também junto à associações de moradores e movimentos sociais e com apoio de outras bases do pcb em uma série de manifestações e atos em defesa de um transporte público de qualidade paramos avenidas e terminais com o apoio da massa de estudantes da ufg de secundaristas e populares os acontecimentos ganharam as páginas dos jornais e noticiários locais alguns de nossos camaradas e a entidade que nós dirigimos dentro da ufg ficaram bastante em evidência na mídia em julho centro acadêmico de letras da ufg também dirigido por militantes da ujc enviou dois ônibus ao encontro nacional de estudantes de letras enel que aconteceu na universidade federal da paraíba a tarefa dos nossos militantes era clara trazer o próximo enel para goiânia e levar a linha política do partido sobretudo a pauta da universidade popular para dentro da executiva nacional dos estudantes de letras exnel em meio a inúmeras disputas políticas que

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marcaram o encontro a tarefa dos nosso camaradas foi cumprida com êxito À partir de agosto vieram as eleições onde o pcb-go participou com candidatura própria para o governo do estado e também para deputados e senadores a juventude comunista goiana foi representada no processo pelo camarada paulo maskote também da coordenação nacional da ujc que disputou o pleito a deputado federal a ujc-go deu suporte aos camaradas do pcb que estavam disputando as eleições embora a nossa organização não tenha se envolvido efetivamente nas eleições a auto-crítica tem que ser feita promovemos alguns debates dentro da universidade durante o processo eleitoral e conseguimos garantir que as pautas da juventude estivessem bastante presentes no conteúdo programático dos nossos camaradas ainda no início do segundo semestre realizamos a calourada 2010/2 do dce-ufg o tema dessa vez foi os caminhos para a construção da universidade popular e entre rodas de conversa e debates com calouros tivemos a oportunidade de receber na aula-magna o grande teórico da educação popu lar carlos brandão a atividade foi muito bem sucedida e o teórico mostrou muita simpatia e respeito pela organização estudantil e também bastante confluência com o nosso projeto de universidade em setembro participamos do grito dos excluídos apoiando a luta dos movimentos sociais neste mês também demos sequência às nossas atividades do dce e centros acadêmicos de letras história e geografia aproveitando desses espaços de representação estudantil promovemos debates dentro da universidade sobre o processo eleitoral colocamos frente a frente nossos candidatos ao senado e ao governo do estado com os candidatos defensores do bloco hegemônico embora o público de estudantes tenha sido muito abaixo do esperado tais atividades tiveram bastante ressonância dentro da universidade apresentando nossa alternativa de construção do socialismo e nossa linha política partidária não só aos estudantes da ufg mas também a técnicos professores e pessoas da comunidade a partir de outubro tendo findado a nossa participação no processo eleitoral iniciamos a formação de chapa já pensando novamente na disputa do dce-

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ufg uma nova conjuntura dentro da universidade nos fez retomar a reconstrução da unidade com outras forças políticas do nosso campo dentro da ufg sobretudo o psol e o pstu a re-edição da frente de esquerda era também uma forma de evitar o crescimento de forças políticas governistas juventude do pt/ae e a ujs de grupos estudantis não organizados porém bastante conservadores como o pessoal das atléticas e baterias e também de militantes da ultra-esquerda mepr e autogestionáveis os quais usualmente se objetam à nossa ação dentro da universidade assim com a chapa unidade pra lutar por uma universidade popular alcançamos o quórum e garantimos mais um ano à frente do dce já que não houve outra chapa na disputa um outra atividade dirigida pela ujc através da mediação do dce e ca´s que atuamos foi o i curso de formação política esse curso foi aberto a comunidade e agregou ao longo de 7 meses mais de 100 pessoas entre estudantes universitários secundaristas professores e profissionais das mais diversas áreas entre os temas de destaque discutimos sobre neoliberalismo e políticas educacionais educação popular universidade e sociedade estado e movimentos sociais entre outros o curso foi de maio a início de dezembro de 2010 e provavelmente realizaremos a sua segunda edição no ano de 2011 expandindo sua carga horário e ampliando o grupo de entidades que o constroem para 2011 nós da ujc-go almejamos expandir nossas frentes de atuação além do movimento estudantil universitário pretendemos estruturar uma base de estudantes secundaristas e também uma de jovens trabalhadores isso será possível com a entrada de novos militantes que ainda estão em formação inicial ou em diálogo com a nossa organização além disso alguns camaradas que já atuam na organização estão deixando a universidade e adentrando no mundo no trabalho e na docência permitindo futuramente a estruturação da segunda base mencionada ampliar nosso diálogo com os movimentos sociais e com setores populares da sociedade é nossa tarefa primordial nesse ano ampliando nossos quadros e fortalecendo nossa organização relato feito por luciano alvarenga montalvão ujc-go

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