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RENDA Revista Acadêmica da Uespar - União de Ensino Superior do Paraná Edição Nº 05 - 2015/16 A R T EX Jovens investem em suas habilidades e hobbies para complementar a própria renda PROJETO DE TCC Dispositivo auxiliar para deficientes visuais

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EDITORIAL SUMÁRIO Todos nós temos alguma habilidade ou um hobby. Conheço pessoas que tiram uma partitura escutando uma ou duas vezes uma música inédita, outras que pintam quadros fantásticos, alguns que têm uma facilidade incrível para contar piadas e outros que fazem contas complexas de cabeça, sem recorrer à calculadora. Poderiam ou deveriam ser, mas nem sempre nossas habilidades são exploradas durante a nossa vida. Aqueles que sabem aliar o próprio dom ao trabalho ou ao bem estar são, geralmente, pessoas mais completas e realizadas. Descobrimos, entre os estudantes da UESPAR, gente habilidosa que trabalha durante o horário comercial em funções aleatórias, mas nas horas vagas exercem suas habilidades no artesanato, escultura, gastronomia e animação de festas. Estes estudantes, além de se realizarem fazendo o que gostam, conseguem complementar a renda com o que ganham. Em tempos de crise e instabilidade econômica, usar o próprio hobby para “fazer” dinheiro é uma estratégia a ser cogitada. Não acha? Lariane Aline Paludo. Assessora de Comunicação UESPAR EXPEDIENTE Presidente da Uespar Mércio Francisco Paludo Diretor da FACITEC Edelar Bulegon Coordenadora do Curso de Administração Silvana F. Chiela Rodrigues Coordenador do Curso de Ciências Contábeis Egídio Leopoldo Scherer Coordenadores do Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Tads) Paulo Ivando Kempfer e Denise Maria Cotoman Coordenadora do Curso de Artes Visuais Eliane Maria Cabral Beck Produção e Edição Jornalística Lariane Aline Paludo Revisão: Eliane Maria Cabral Beck Gráfica: Imprevale Tiragem: 800 ALUNOS E PROFESSORES COLABORADORES 03 04 06 08 10 12 13 16 18 20 22 23 24 26 27 TENDÊNCIA II SEMINÁRIO EMPRESÁRIO DE SUCESSO UESPAR ARTIGO MÍDIAS SOCIAIS ARTIGO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ARTIGO PRINCIPAL OPINIÃO ACONTECEU NA UESPAR HABILIDADE GOU CONVÊNIOS CLIQUES ARTIGO DICAS Fernanda Rodrigues aluna de Artes Visuais Luana Maiara Barbacovi aluna de Administração Samuel Heimann aluno de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) Valdeci Righi professor do curso de Ciências Contábeis Adônis Oliveira egresso de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) Maíra de Moraes, Ederson Benetti alunos de Administração e Edson Antonio Colle professor do curso de Administração Gisele Aparecida Raimundi, Vanessa de Souza Gomes, Quaise Gomes Pereira alunas de Ciências Contábeis UESPAR - União de Ensino Superior do Paraná FACITEC – Faculdade de Ciência e Tecnologia Avenida Presidente Kennedy, 2300, Palotina -Pr (44) 3649 9002 | Facebook: Uespar Facitec www.uespar.edu.br | uespar@uespar.edu.br

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TENDÊNCIA CURSO TECNÓLOGO: OPÇÃO DE INGRESSO RÁPIDO NO MERCADO DE TRABALHO A UESPAR, entre os cursos tecnólogos, oferta Análise e Desenvolvimento de Sistemas e implantará o curso em Gestão da Produção Industrial D foto:Lariane Aline Paludo irecionados, práticos e curtos, os cursos tecnólogos surgiram para suprir uma necessidade das empresas em todo o país. Para crescer, as corporações - principalmente as indústrias - precisam cada vez mais de profissionais que tenham o conhecimento específico dos processos. “As empresas preocupam-se com uma política de adequação às mudanças nas estruturas econômicas e sociais decorrentes da globalização. Estas mudanças exigem profissionais que correspondam às exigências de melhoria da qualidade e aumento da competitividade em relação aos produtos e serviços colocados pelo mercado que se internacionaliza”, diz o professor de Gestão da Produção Industrial do curso de Administração da UESPAR, Edson Antonio Colle. “O curso tecnólogo é uma tendência forte em todo o Brasil. As empresas têm gerado postos de trabalho que exigem aperfeiçoamento na área industrial”, complementa o diretor acadêmico da UESPAR, Edelar Bulegon. Enquanto no bacharelado em engenharia mecânica, por exemplo, o aluno vai estudar por cinco anos toda a amplitude da mecânica, no curso superior tecnológico o acadêmico optará por estudar projetos mecânicos, mecatrônica ou automação industrial. Segundo Bulegon, o projeto de implantação do curso em Gestão da Produção Industrial já está em andamento no Ministério da Educação e logo que for autorizado pelo órgão, a UESPAR abrirá a primeira turma. Uma grande vantagem do curso tecnólogo, em comparação ao tecnológico, é ser considerado uma graduação, como os bacharelados e licenciaturas. Neste caso, o profissional pode dar sequência aos estudos, partindo para pós-graduações. Alunos de TADS aprendem durante o curso de Arduino como mexer com o equipamento e criar dispositivos embarcados para resolver problemas cotidianos Outra graduação com grande demanda é o Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, também conhecido por TADS. O curso oferece disciplinas como: Lógica, Programação de computadores, Programação para web, Banco de dados, Engenharia de software, Orientação a objetos, Redes de computadores, Sistemas operacionais, entre outras. “O estudante faz análise e desenvolvimento de sistemas e aprende práticas pertinentes a profissão”, destaca a coordenadora do curso de TADS, na UESPAR, Denise Maria Cotoman. Em um mercado em plena expansão, mas com carência de mão de obra qualificada, mais de 100 mil profissionais, segundo a consultoria IDC, o curso em Análise e Desenvolvimento de Sistemas veio para projetar o mercado tecnológico e atender às necessidades cada vez maiores de profissionais formados em tecnologia. Conforme levantamento da Page Personnel, empresa global de recrutamento es- pecializado de profissionais técnicos e de suporte à gestão, mesmo durante a crise econômica brasileira, que tem gerado instabilidade e aumento do desemprego, a profissão de coordenador de TI está entre as oito profissões com maior demanda no mercado de trabalho atual. “Diante do cenário desafiador, as empresas estão procurando profissionais que possam trazer resultados mais efetivos e imediatos aos seus negócios. A relação de especialistas que identificamos mostra realmente isso, seja pela busca de redução de custos ou melhoria nas operações. Os profissionais que têm um perfil nessa linha podem ter uma oportunidade para um novo desafio, algo que pode ser extremamente positivo em sua carreira”, analisa Ricardo Ribas, gerente-executivo da Page Personnel. Saiba mais sobre o curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) pelo site da UESPAR – www.uespar.edu.br. Mais informações sobre o curso de Gestão Industrial em breve também pelo site. Revista Acadêmica da UESPAR 3

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II SEMINÁRIO EMPRESÁRIO DE SUCESSO UESPAR PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: FERRAMENTA PARA PROJEÇÃO DAS EMPRESAS Evento reuniu empresários de Palotina, Marechal Cândido Rondon e Toledo para contar como executam o Planejamento Estratégico nas respectivas empresas fotos:Lariane Paludo E spelhar-se em projetos de sucesso. Esta velha premissa fez jus ao II Seminário Empresário de Sucesso UESPAR. O evento aconteceu no dia 27 de agosto no Teatro Municipal de Palotina. Três reconhecidos empresários mostraram, aos participantes do evento, como o Planejamento Estratégico motivou-os a impulsionar o desenvolvimento de suas empresas. A ferramenta empresarial faz parte da estratégia de todas as empresas que almejam crescer. Como o próprio significado da palavra aponta, planejar estratégias requer informações, conhecimento de mercado e eficiência para que as decisões tomadas estejam de acordo com a missão e visão de futuro da organização. O mediador do Seminário, professor, consultor e palestrante Ronildo José Chiaradia Filho abordou a importância da ferramenta para empresas e profissionais. “O planejamento não é uma ferramenta exclusiva de grandes empresas. Pode ser utilizado por qualquer um que deseja organizar processos, lançar metas ou projetar resultados”, reforçou. Organizado pela UESPAR, com apoio do jornal Folha de Palotina e gráfica Imprevale, o evento contou com a participação de estudantes e profissionais. “Nosso objetivo com o Seminário é incentivar estudantes a empreender e motivar, por meio de exemplos de sucesso, a se espelhar em ações que deram certo”, disse o presidente da UESPAR, Mércio Paludo. 4 Revista Acadêmica da UESPAR

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II SEMINÁRIO EMPRESÁRIO DE SUCESSO UESPAR Ingo Hort, proprietário e administrador da TECSOFT DESCOBRINDO OPORTUNIDADES NAS DIFICULDADES Ingo abriu em 1999 a empresa nos fundos de sua própria casa. Em 2005 lançou a primeira máquina exclusiva para a fabricação de Milk Shake do Brasil - a TECSOFT F1. Com o mesmo ideal de inovação constante, a TECSOF está difundindo este ano a Air Soft, seu mais ambicioso projeto que visa oferecer um novo conceito de tecnologia e rentabilidade para o empreendedor do ramo de sorvetes. Hoje a TECSOFT é uma das maiores do segmento, possui certificação IS0 9001 e tornou-se a primeira empresa 100% nacional de seu segmento a atender a portaria 371 do INMETRO. Foi assim, descobrindo oportunidades nas dificuldades, que o proprietário e administrador da TECSOFT, de Marechal Cândido Rondon, Ingo Hort, transformou sua pequena empresa de fundo de garagem em uma das maiores do segmento de máquinas de sorvete expresso do Brasil. “As maiores dificuldades na minha vida me trouxeram as melhores oportunidades”, revelou o empresário que criou a TECSOFT para resolver problemas de pós-vendas, que nenhuma empresa do país conseguia resolver. Com habilidades técnicas em mecânica, Ingo decidiu superar em qualidade os equipamentos já existentes. Aliás, esta se tornou a missão de sua empresa. “Sucesso para mim é oferecer produtos de qualidade sempre”, afirma RECEITAS DE SUCESSO Descubra uma deficiência no mercado e dedique-se em resolvê-la. A solução do problema poderá se tornar um excelente negócio para você Valorize as pessoas que trabalham contigo Pior que treinar um funcionário e vê-lo sair é não treinar e ver ele ficar. A empresa só cresce se as pessoas que a formam crescerem também. Portanto, invista em treinamentos e capacitações para você e seus colaboradores Albertinho Dondoni, sócio e administrador do Grupo Visão Exata e da Optipar de Palotina EXCELÊNCIA EM QUALIDADE E ATENDIMENTO O Grupo Visão Exata atua no ramo óptico desde 1974, com filiais em Palotina e Marechal Cândido Rondon. Em 2004 o grupo passou a atuar no segmento de relojoaria inaugurando a segunda loja em Palotina. A empresa conta com mais de 30 colaboradores, mantendo laboratórios próprios, equipados com tecnologia de ponta, além de distribuidor de lentes. Mais recentemente o Grupo Visão Exata passou a disponibilizar seus produtos com o e-commerce atendendo em todo o Brasil por meio do site www.visaoexata.com.br. Toda essa evolução, segundo Albertinho, foi em decorrência de muito trabalho, mas também de um planejamento organizado. “Um dos motivos pelos quais nosso grupo deu certo foi sempre buscar excelência de qualidade em atendimento e serviços”, disse. Ainda segundo ele, as metas traçadas para os colaboradores são sempre mensuráveis e alcançáveis. “Quando superamos nossas metas comemoramos junto com a equipe. Isso nos motiva no dia a dia da empresa a querer sempre mais”, pontua. RECEITAS DE SUCESSO Planeje metas mensuráveis e alcançáveis Comemore com a equipe as metas superadas Mantenha a excelência dos produtos e serviços COLOCAR NO COMANDO DAS ESTRATÉGIAS, PROFISSIONAIS BEM PREPARADOS Formado em Direito e com especializações em Gestão Estratégica de Empresas e Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica no Setor Farmacêutico, Eder também participou de programas de Desenvolvimento de Dirigentes Avançado – PDDA e STC Executivo (Skills, Tools and Competencies) pela Fundação Dom Cabral e Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Eder atua na Prati Donaduzzi há 13 anos. A empresa é destaque na produção de medicamentos genéricos e maior fornecedora para órgãos públicos no Brasil. Ancorado pela missão, visão e valores da Prati Donaduzzi, o vice-presidente da empresa toledense, Eder Maffissoni, revelou durante a sua apresentação como estes alicerces mobilizam ações dentro da corporação. A Prati coleciona títulos de primeiros lugares em diferentes categoriais em âmbito nacional. É hoje a empresa mais rentável do setor no Brasil, com faturamento bruto anual de 4,32 bilhões de reais. Os resultados têm melhorado ano após ano graças a um planejamento bem elaborado. “Colocamos à frente das estratégias, profissionais bem preparados. Afinal, acreditamos que o sucesso da empresa está balizado no potencial dos nossos colaboradores”, destacou. Por causa do planejamento antecipado, segundo Eder, a Prati preparou-se para a crise política e financeira, aproveitando o momento de retração para crescer. “Agora é hora de investir, mas isso só será possível porque houve planejamento”, confirma. Eder Maffissoni, Vice-presidente da Prati Donaduzzi de Toledo RECEITAS DE SUCESSO Nosso planejamento está alicerçado nas pessoas. Coloque profissionais capacitados para definir as estratégias da empresa Preparamo-nos para os impactos da crise econômica, porque nos antecipamos a ela. Planeje suas ações baseando-se no futuro Nosso sucesso está em nossa missão: prover saúde e bem estar. Tenha uma missão para a sua empresa e siga-a sempre Revista Acadêmica da UESPAR 5

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ARTIGO A IMPORTÂNCIA DO FATOR TEMPO PARA UMA INDÚSTRIA DE PEÇAS AGRÍCOLAS A realidade atual é caracterizada pela competição entre as organizações de forma cada vez mais acirrada com uma economia predominantemente agressiva, na qual os gestores são impulsionados a tomarem decisões estratégicas que maximizem os resultados. Neste cenário, produtividade e qualidade são dois pontos que auxiliam e servem como base para a tomada de decisões. Aqui, destaca-se a necessidade das empresas em conhecer e serem capazes de avaliar a capacidade produtiva para atendimento à demanda do mercado, utilizando-se para isso um sistema produtivo eficiente com ferramentas que sirvam de suporte para a produção, pois, além do suporte, estas ferramentas facilitam a otimização dos processos produtivos, gerando equilíbrio entre capacidade e demanda, promovendo o gerenciamento dos recursos utilizados, além de outros benefícios que podem ser medidos e servem como indicador de verificação e análise. Com base nestes e em outros aspectos, aborda-se neste trabalho dois assuntos-chave que são diretamente responsáveis por essa obtenção de sucesso tão desejada pelas organizações: organização do trabalho e roteiros e medidas de produção. A organização do trabalho, caracterizada como sendo a especificação do conteúdo, métodos, formas de trabalho, relação entre os cargos, entre outros, visa satisfazer às necessidades organizacionais e individuais, sendo responsável por permitir às organizações, além do aumento da produção, responder com eficiência e eficácia os requisitos de flexibilidade e demais exigências do mercado. Ao analisar o roteiro de produção, um ponto de grande importância que deve ser abordado nas operações internas é a movimentação dos materiais, sendo que, de acordo com Dias (1993, p. 203), para que esta movimentação se mantenha eficiente é necessário que, se possível, alguns aspectos sejam levados em conta, tais como: dispor a trajetória dos materiais de forma que esta seja a sequência das operações; reduzir distâncias e transportes no fluxo dos materiais e a manipulação destes ao longo do ciclo de processamento; utilizar equipamentos padrões e flexíveis para o transporte dos materiais, sendo essencial manter estes equipamentos ocupados o máximo possível, evitando desta forma o acúmulo de materiais nos terminais do ciclo de transporte. Para melhor entendimento, monitoramento e padronização de todos os processos que envolvem as atividades produtivas, inclusive a movimentação dos materiais, Frank Gilbreth (2006) introduziu o estudo dos movimentos, que visa estudar o uso do corpo humano, a organização do local de trabalho e o desenho de ferramentas, dispositivos e equipamentos, tendo como principal objetivo eliminar movimentos desnecessários, reduzir a fadiga do operador e melhorar a sequência de movimentos, de forma a atingir maior produtividade do operário. (MOREIRA, 2006, p. 293) Além do estudo dos movimentos, segundo Moreira (2006, p. 295), faz-se necessário INDUSTRIA 2 - BRASIL.GOV.BR 6 Revista Acadêmica da UESPAR

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ARTIGO também “[...] medir o trabalho, ou seja, determinar o intervalo de tempo que uma operação leva para ser completada”. Ainda, segundo Frazier e Gaither (2006, p. 472), “medida do trabalho refere-se ao processo de estimar a quantidade de tempo do trabalhador necessário para gerar uma unidade de produção”. Para que estas medidas possam ser obtidas, o primeiro passo é definir o tempo padrão das operações, que segundo os autores, pode ser obtido a partir de quatro formas principais: estudo de tempos com cronômetros; tempos históricos; dados padrão pré-determinados e amostragem do trabalho. Todas estas informações serviram como base na realização do estudo na Indústria de Peças Agrícolas, hoje fabricante de aproximadamente 2.000 tipos de peças diferentes. Porém, para análise do trabalho, focou-se somente na produção de uma peneira 7.200 Sup. Milho John Deere, uma das peças mais demandadas dentro da indústria. Foram realizadas visitas in loco seguidas de conversas com o gestor e o encarregado da indústria, além de observações nas atividades, com foco principal no roteiro de produção e nos tempos e movimentos que ocorrem no decorrer do processo. A produção das peneiras, na maioria das vezes, ocorre em lotes de três a cinco peças e no processo atual pode levar até cinco dias para ser concluído. Este prazo foi estabelecido com uma “folga” de tempo para que seja possível cumprir os prazos de entrega. A partir das diversas informações obtidas, desenvolveu-se o fluxograma do processo, o funcionograma e diversas tabelas com informações detalhadas sobre a produção da peça estudada. Após elaboração de tais ferramentas e análise dos dados, criou-se um plano de ação composto por duas ferramentas e uma estratégia de trabalho que auxiliarão a empresa na visualização de algumas mudanças a curto prazo, o que proporcionará maior rapidez no processo e consequentemente maior lucratividade. A primeira ferramenta é a ordem de produção. Este documento será composto por cada atividade do processo, o tempo estimado de produção, hora prevista de início e término da atividade, equipamenindustrias - SAO PAULO TIMES tos necessários, insumos e matéria prima. Neste, cada funcionário deverá anotar a data e o horário de início e fim da sua atividade. Por meio desta ferramenta a empresa aproveitará melhor o tempo, considerado um recurso sem volta, pois ela poderá analisar quanto tempo determinado funcionário demora para executar uma atividade específica, comparando com o tempo estimado de produção. Aliada a esta ordem de produção, propôsse uma mudança relacionada à estratégia de trabalho. Atualmente o tempo total para produção de uma peneira é de aproximadamente 19 horas, quase três turnos (8 horas cada) de trabalho. Neste tempo total, destaca-se a demora na secagem da pintura da peça, que hoje é realizada de forma natural. Para otimizar esta atividade, sugeriu-se à empresa dar início a produção no período da tarde, visando concluir o processo de pintura, próximo às 18 horas. Desta forma, a peça ficará secando durante a noite e no próximo dia estará disponível para ser repassada para a próxima fase do processo. Assim ao reduzir estas 12 horas nos turnos diários de trabalho, o tempo restante seria de apenas 7 horas, sendo aproximadamente três horas e meia de processo antes da pintura e três horas e meia depois da pintura. A terceira sugestão de melhoria se dá a partir da elaboração de um manual de instruções que tem como principal objetivo apresentar ao funcionário a descrição da forma de realização das atividades que envolvem o processo de produção. Conclui-se que, se a empresa vier a utilizar as propostas do plano de ação juntamente com as ferramentas propostas, reduzirá seu tempo de produção em 02 dias, diminuindo também o prazo de entrega para 03 dias. Além de agilizar tal processo e consequentemente a entrega ao cliente, a empresa poderá melhor organizar as formas de trabalho, estabelecer metas de produção e ter um controle mais rigoroso de cada atividade que compõe o processo, o que gerará muito mais lucratividade aliada a clientes fiéis e satisfeitos. Autores: Maíra de Moraes e Ederson Benetti – alunos do curso de Administração da UESPAR Orientador: Edson Antonio Colle – Professor do curso de Administração da UESPAR Revista Acadêmica da UESPAR 7

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MÍDIAS SOCIAIS EMPRESAS AMPLIAM DIVULGAÇÃO E GERAM NOVOS NEGÓCIOS POR MEIO DAS MÍDIAS SOCIAIS Facebook e Instagram estão entre as mídias sociais mais utilizadas pelas empresas e profissionais para divulgar seus produtos e serviços As mídias sociais chegaram para ficar. O Orkut já foi um grande sucesso no Brasil e atualmente o Facebook e Instagram tomam conta da vida das pessoas e também das empresas. Seja pelo computador, tablet ou celular, a comunicação via mídias sociais acontece em tempo real. Para as empresas este é um meio de comunicação rápido, dinâmico e barato, que possibilita atrair novos clientes, divulgar os serviços e aumentar as vendas. As mídias sociais ganharam um novo significado graças à internet. São consideradas ferramentas online usadas para divulgar conteúdo ao mesmo tempo em que permitem alguma relação com outras pessoas. A moda pegou e hoje diversas empresas possuem uma página no Facebook para divulgar os seus serviços e produtos. Apesar de existirem infinidades de aplicativos com o mesmo objetivo, o Facebook continua sendo a maior mídia social do mundo, com 1,49 bilhão de usuários mensais ativos e 968 milhões de usuários diários. O Instagram conta com 300 milhões de usuários mensais. Estas ferramentas servem de suporte para pequenas, médias e grandes empresas que procuram uma brecha nessa infinidade de usuários para mostrar o que têm de melhor para os seus clientes e consumidores. Novos clientes em outras cidades A fotógrafa Silvinha Machado já tem clientes fieis, mas depois que aderiu a “onda” do Facebook expandiu os seus trabalhos em 50% fora de Palotina. A procura aumentou desde que a profissional começou a publicar os seus trabalhos na plataforma. Fotografias de eventos, books e outros posts relacionados ao ramo geraram interação e agradaram aos internautas. A fotógrafa divulga o seu trabalho no perfil pessoal do Facebook, que tem hoje mais de 4 mil amigos e recentemente aderiu ao Instagram, que possui 346 seguidores. “O Facebook serviu para ampliar a divulgação do meu trabalho entre aqueles que não me conheciam. Ao verem minhas postagens, retornam para contratar outros serviços”, destaca. De olho na tela Apesar de ser uma ferramenta gratuita e dinâmica, o gerenciamento do Facebook exige tempo e dedicação. A Lady Rosa Choque – boutique de roupas – administra hoje três páginas de mídias sociais, duas no Facebook e uma no Instagram. Juntas as interfaces reúnem quase oito mil seguidores. Para garantir conteúdo direcionado e de qualidade para o público-alvo, a empresa tem um funcionário que dedica-se em tempo integral para alimentar as páginas com fotos dos produtos e assuntos relacionados. Por causa disso, os gastos com telefone reduziram expressivamente e as vendas aumentaram não só na cidade onde a loja está, mas também em outras cidades da região. Silvinha Machado | Ramo: Fotógrafa Facebook: perfil 4.011 Seguidores 50% de aumento de clientes depois que passou a usar o Facebook para divulgação 40% De reduçnao de gastos com telefone com uso de Facebook 8 Revista Acadêmica da UESPAR

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MÍDIAS SOCIAIS “Como o nosso público, em sua maioria, é jovem, a aceitação da mídia foi excelente. Hoje observamos que os canais eletrônicos são os meios mais eficientes para transmitir as informações da instituição”, completa a assessora. À procura de empregos Outra modalidade com grande repercussão no facebook é o grupo. Consiste em uma ideia de comunidade que interliga usuários interessados em determinados temas Lady Rosa Choque e Ladyy Rosa Choque | Ramo: Boutique Facebook: perfíl 6.353 Seguidores 100% Tempo dedicado a rede social 02 Páginas simultâneas Bazar Palotina | Ramo: Bazar Facebook: Grupo fechado 3.128 Membros ou assuntos. O Bazar Palotina é um grupo fechado que reúne mais de três mil membros. Foi criado pela palotinense Luhana Christtyna com o objetivo de facilitar as vendas de inúmeros artigos, semi-novos ou novos. Apesar de ser mais relacionado a produtos, o grupo se tornou um canal importante para a busca de empregos. “Ainda existem poucas postagens sobre este tema no grupo, mas é o que mais tem sido procurado pelos membros”, sinaliza a administradora do grupo. Uespar | Ramo: Educação Facebook: fan page 4.785 Seguidores 80% de interação com o Público-Alvo 100% Melhoria da Comunicação com os próprios alunos. Mais engajamento Para aumentar o número de fãs e o engajamento, a faculdade UESPAR investiu em diversas abordagens, como postagens de eventos da instituição, assuntos relacionados aos cursos de graduação e temas direcionados aos stakeholders. “Primeiramente nos dedicamos a identificar por meio de pesquisas quem era o nosso público-alvo. Depois passamos a mensurar os resultados das postagens em curtidas e compartilhamentos. O principal efeito desta análise foi começar a produzir conteúdo adaptado e mais interessante para as pessoas que costumavam acessar a plataforma”, explica a assessora de comunicação da UESPAR, Lariane Aline Paludo. O resultado deste trabalho foi a multiplicação de seguidores. Hoje o facebook da UESPAR conta com quase cinco mil fãs. QUAL A DIFERENÇA ENTRE FAN PAGE, PERFIL E GRUPO? Cada um possui uma função e o modelo correto depende do seu objetivo. Perfil: É uma página destinada a usuários comuns. Prioritariamente deve ser usada por pessoas e não organizações. Com o perfil construímos amizades, compartilhamos informações pessoais, fotos, vídeos e demais links que nos interessem. Fan Page: Direcionada a promover empresas, produtos, marcas, construir e fidelizar os seus “fCans”. A Fan Page é um perfil aplicado às organizações. Com ela não se faz amizade, mas sim relacionamento. Além disso, a Fan Page permite diversos recursos que um perfil não permite. Grupo: O grupo é uma ideia de comunidade que interliga usuários interessados em determinados temas ou assuntos, com o objetivo de debaterem e/ou compartilharem informações relevantes. Os grupos podem ser abertos, fechados ou secretos. As empresas, prioritariamente, só devem utilizar grupos se o objetivo for algo específico, como por exemplo, um grupo para suporte técnico de determinado produto, no qual as pessoas podem trocar informações e experiências. Autoras: Ana Flávia: aluna do curso de Ciências Contábeis da UESPAR. Lariane Aline Paludo: jornalista Revista Acadêmica da UESPAR 9

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ARTIGO ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE COOPERATIVAS AGROINDUSTRIAIS DO PARANÁ A s empresas necessitam de ferramentas que auxiliem no processo decisório e que propiciem informações relevantes e em tempo hábil para o negócio das organizações, de modo a contribuir para o bom andamento das atividades, garantindo assim a sua sobrevivência e continuidade. O tema proposto para este trabalho é a análise econômico-financeira a partir de índices – estudo comparativo de empresas sociedades cooperativas. O objetivo geral é analisar as demonstrações contábeis de sociedades cooperativas numa profundidade que possibilite comparações conclusivas em relação ao desempenho das cooperativas estudadas. Segundo Lins (2012), a análise das demonstrações contábeis possibilita aos dirigentes a avaliação interna e também externa da empresa, em comparação com outras do mesmo ramo. Morante (2009) afirma que empresas que se utilizam de forma regular da análise das demonstrações financeiras têm mais segurança em termos de identificação de problemas financeiros e de má gestão. Segundo a OCEPAR (2013), o Estado do Paraná possui cerca de 80 cooperativas agroindustriais. A amostra é composta de 11 entidades que representam 14% da população. Na apresentação da análise, foram usados métodos estatísticos para fazer a classificação dos índices em grupos, sendo utilizada a mediana para encontrar um índice padrão. Para definição dos melhores e piores índices, avaliando os que estão abaixo e acima da mediana, utilizou-se o conceito de quartis (a amostra dividida em quatro partes iguais) para definir a situação de cada índice de acordo com sua localização dentro de cada quadrante específico. Foram utilizados neste estudo 3 índices: (1) Participação de Capitais de Terceiros (PCT) que indica o grau de endividamento (quanto menor o índice, melhor); (2) Composição do Endividamento (CE) que mostra o perfil da dívida (quanto menor o índice, melhor); (3) Liquidez Corrente (LC) que mostra a base da situação financeira de curto prazo ( quanto maior o índice, melhor) e (4) Rentabilidade do Patrimônio Líquido (RPL) que mostra o retorno sobre o capital próprio (quanto maior o índice, melhor). A tabela 1 apresenta os resultados da pesquisa: Pode-se concluir que as cooperativas, para a amostra estudada, apresentam políticas de financiamento bem diferenciadas em termos de maior ou menor utilização de recursos de terceiros. Quanto ao perfil das dívidas, estas estão mais uniformemente distribuídas ao redor de mediana. A liquidez corrente apresenta variação bem significa- Indicadores 1º Quartil 2º Quartil Mediana 3º Quartil 4º Quartil PCT 67,81% a 113,70% 58,90% a 59,99% 1,01 a 1,14 3,82% a 8,24% 113,70% a 181,82% 66,00% a 69,43% 1,15 a 1,30 8,25% a 9,97% 181,83% 181,84% a 226,76% 69,45% a 71,27% 1,32 a 1,91 9,99% a 15,54% 226,77% a 476,37% 71,27% a 79,33% 1,92 a 2,79 15,55% a 18,60% CE 69,44% LC 1,31 9,98% RPL TABELA 1 – Indicadores dos 4 quadrantes do ano 2012. FONTE: Os autores (2013). Pode-se observar quanto aos índices de estrutura de capitais, grau de endividamento varia de 67,87% a 476,37%, sendo que a mediana é de 181,83%. Indica quantos reais a empresa utiliza de capitais de terceiros para cada R$ 100,00 de capital próprio. Quanto ao perfil da dívida, as dívidas de curto prazo representam de 58,90% a 79,33% das dívidas totais, cuja mediana é de 69,44%, ou seja, mostra para cada R$ 100,00 de dívidas, quanto é de curto prazo. Quanto aos indicadores de liquidez de curto prazo, estes variam de R$ 1,01 a R$ 2,79 para cada R$ 1,00 de obrigações de curto prazo, cuja mediana é de R$ 1,31 para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo. Quanto a rentabilidade do capital próprio, este varia de 3,82% a 18,60%, cuja mediana foi de 9,98%. Significa quantos reais a empresa teve de lucro líquido para cada R$ 100,00 de capital próprio investido. tiva acima e abaixo da mediana. Em termos de rentabilidade, esta também apresentou uma significativa variação. Por fim, os resultados são reflexos das decisões e diretrizes do seu trabalho, além da influência de fatores ambientais (clima) e econômicos. Autores: Ivanildo Viana Moura: egresso do curso de Ciências Contábeis (UESPAR, 2013). Mestrando em Ciências Contábeis (UFPR). Samuel Vilvert da Silva: egresso do curso de Ciências Contábeis (UESPAR, 2013). Este artigo foi extraído do Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Contábeis da UESPAR do ano 2013, sob orientação do prof. Egidio Leopoldo Scherer. REFERÊNCIAS LINS, Luiz dos Santos; FRANCISCO FILHO, José. Fundamentos e análise das demonstrações contábeis: uma abordagem interativa. São Paulo: Atlas, 2012. MORANTE, Antonio Salvador. Análise das demonstrações financeiras: aspectos contábeis da demonstração de resultado e do balanço patrimonial. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2009. OCEPAR - Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná. http:// www.paranacooperativo.coop.br/ppc/ 10 Revista Acadêmica da UESPAR

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO TCC, SERÁ MESMO UM “BICHO PAPÃO”? Sentir medo é natural em todas as fases da nossa vida, e quando chega a hora de encarar o TCC o pânico toma conta de muitos acadêmicos. Relaxe, siga algumas orientações e veja como enfrentá-lo Q uando crianças, em raras exceções, os pais utilizam a figura do bicho papão como uma maneira para educar seus filhos. Isso tende a gerar medo, ansiedade e insegurança diante do desconhecido; por outro lado nos ensina a compreender que para crescer é preciso vencer desafios e medos. A lenda do bicho papão fica no passado, um obstáculo vencido. Mas os sentimentos gerados nos acompanham e afloram a cada novo desafio – início da vida escolar, primeira namorada, primeiro emprego, testes para a carteira de habilitação, vestibular, e assim por diante. Na faculdade, os sentimentos retornam principalmente quando o assunto é o TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Surgem os questionamentos: O que fazer? Onde? Como? Será que vou conseguir? E o dia da defesa perante a banca examinadora? Enfrentar essas perguntas e, principalmente, encontrar as respostas, envolvem conflitos, frustrações, além do elevado nível de ansiedade que se instala na maioria das vezes. Importante o acadêmico fazer suas escolhas e ter controle emocional para enfrentar esses desafios e acreditar que é possível fazer um trabalho de qualidade, sem que isso seja um pesadelo diário. Diante dessa problemática, de desconfortos e incertezas, eis algumas orientações: 1 - Compromisso em dupla Se o regulamento do TCC permitir trabalho em duplas e esta for a opção, tenha uma conversa séria com seu colega. Ambos devem assumir um compromisso de papéis e responsabilidades mútuas. 2- Compromisso individual Se a opção for realizar o trabalho individualmente, faça uma espécie de pacto consigo mesmo comprometendo-se com os prazos de entregas de cada fase, mesmo que isso signifique abdicar de convívios com familiares e amigos. 3 - Escolha do professor orientador Embora nem sempre seja possível ao aluno a escolha do professor orientador, o fato de ser possível definir a área de aplicação, contribui para aumentar as chances de ser orientado por um professor que tenha mais afinidade, e, da mesma forma, “desviar-se” daqueles com quem não teria uma convivência tão harmônica durante a execução do trabalho. O orientador é muito importante nesse processo, principalmente na fase da elaboração do projeto. 4 - Escolha do tema Na definição do tema, é importante lembrar que este será discutido durante todo o ano letivo e por isto deve ser interessante; deve sentir prazer em falar do assunto. trabalho e, consequentemente, ameaçam a aprovação na disciplina, comprometendo a formação no curso. 8 - Resistir à tentação do plágio Infelizmente, com toda a facilidade que a tecnologia trouxe ao orientador, ainda há quem acredite que o plágio não será descoberto. Seja ético e tenha ciência de suas limitações buscando superá-las com suas próprias forças e apoio do orientador. Esta é a forma mais digna de quem pretende ser um profissional de sucesso. 9- Por fim... preparar-se para a Banca Examinadora Depois de concluído o trabalho, o próximo obstáculo é a exposição perante a Banca Examinadora. Caso tenham ocorrido boas Divulgação 5 - Cumprir prazos Além de contribuir objetivamente para a nota final, o cumprimento dos prazos contribui para o sucesso do TCC, pois quando é planejado o calendário das entregas, leva-se em consideração o tempo necessário para que o acadêmico possa executar todas as fases com qualidade. 6 - Frequentar orientações É fundamental para o sucesso do TCC frequentar as orientações. A quantidade e qualidade desses encontros dependem única e exclusivamente de orientado e orientador. Orientações semanais objetivas são o ideal. Historicamente, falta de encontros periódicos e planejados entre professor e acadêmico tende a trazer consequências perigosas para a qualidade do escolhas e dedicação incondicional durante o projeto e a elaboração do trabalho, a segurança surge naturalmente, pois ninguém conhece mais do trabalho, senão o próprio acadêmico. Dessa forma, basta preparar-se para uma boa exposição oral. Num país que não é referência na educação, mais do que seguir orientações, é necessário o acadêmico ter consciência que já é um vencedor pelo fato de vencer os desafios do TCC. Ter consciência disso, somada à dedicação e comprometimento é a receita ideal para desmitificar a lenda de que o TCC é um “bicho papão”. Autor: Valdeci Righi – professor do curso de Ciências Contábeis da Uespar REFERÊNCIA: LUCCHIARI, Dulce Helena Penna Soares. O que é escolha profissional. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1998 12 Revista Acadêmica da UESPAR

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ARTIGO PRINCIPAL DISPOSITIVO AUXILIAR PARA DEFICIENTES VISUAIS Resumo: Com a problemática da locomoção de deficientes visuais, este estudo busca identificar as principais dificuldades enfrentadas pelos deficientes visuais no processo de locomoção com o objetivo de desenvolver uma alternativa tecnológica eficiente e com baixo custo que seja capaz de auxiliar e melhorar este processo. Após a identificação das principais dificuldades na locomoção assim como as principais formas de auxílio atuais, foram realizadas pesquisas com o objetivo de encontrar uma tecnologia que combinasse baixo custo e recursos que possibilitem o desenvolvimento de um dispositivo embarcado capaz de solucionar as dificuldades do processo de locomoção. Após a definição da tecnologia a ser utilizada, foram analisadas as melhores formas para realizar a implementação do dispositivo, de acordo com as dificuldades do processo de locomoção. Por fim, após todas as análises e definições realizadas, o dispositivo pôde ser implementado e testado, obedecendo às regras definidas nos processos de análises chegando a um resultado satisfatório. Palavras-Chave: Deficiente visual. Tecnologia. Dispositivo embarcado Introdução Em todas as partes do planeta existem pessoas que possuem algum tipo de deficiência física, seja ela auditiva, motora, visual, entre outras. Uma das deficiências físicas mais comuns é a deficiência visual. Em alguns casos o deficiente já nasce sem a visão e em outros, a deficiência pode acontecer ao longo da vida da pessoa. Um dos principais problemas enfrentados por deficientes visuais é a locomoção, pois o fato de não enxergarem, pode acarretar em acidentes leves a graves. Com a perda da visão, o indivíduo deve recorrer a outros sentidos como olfato, tato ou audição para que tenha uma noção maior do espaço em que se encontra, assim como para se locomover com mais facilidade. Além disso, atualmente existem diversas formas e dispositivos que auxiliam a locomoção de pessoas com deficiência visual. Estas formas e dispositivos podem ser desde semáforos específicos para deficientes visuais até cartografias táteis para a localização interna ou externa de edifícios. No entanto, a maior parte destas formas de auxílio não é capaz de informar ao deficiente a existência de objetos em seu caminho. Outros recursos utilizados pelos deficientes visuais no processo de locomoção são os cães, treinados para desviar o deficiente visual dos objetos, e a bengala branca (barras de madeira ou alumínio) que o deficiente movimenta de acordo com a direção que deseja ir, desta forma identificando objetos em sua trajetória. Entretanto, a utilização de cães no processo de locomoção possui a problemática da compra de cães que, na maior parte das vezes tem o custo elevado devido ao treinamento o que não o torna acessível a toda a comunidade de deficientes visuais. Nos casos de utilização da bengala branca, o problema ocorre ao tentar identificar objetos acima da linha da cintura, e nesse caso o deficiente não percebe o objeto e isso pode levar a lesões na parte superior do corpo, principalmente na cabeça. Desenvolvimento Segundo Conde (2012), o indivíduo considerado cego ou de visão subnormal é aquele que apresenta ausência total ou parcial da visão, podendo haver pouca percepção luminosa para que ele possa determinar formas a uma distância muito curta. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (2014) informa cinco níveis para a perda da visão: a cegueira, a baixa visão, a visão diminuída, visão funcional e a perda de visão. De acordo com dados do Censo (2010, p. 6-15), 23,9% da população brasileira declara ter algum tipo de deficiência e, deste total, 18,6% declara ter a perda completa ou parcial da visão. Ainda de acordo com Censo (2010), a ocorrência da deficiência visual é mais frequente em pessoas acima de 65 anos de idade, o que corresponde a 49,8% da população com deficiência visual. Em segundo lugar ocupa a faixa etária de 15 a 64 anos de idade com 20,1% e, em terceiro lugar, a faixa etária de 0 a 14 anos possuindo 5,3% do total de deficientes visuais. Acessibilidade de deficientes O artigo 8º da Lei nº 5.296/2004 considera para os fins de acessibilidade que: I - acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida [...] (BRASIL, 2004). Ao falar em acessibilidade, logo se pensa em pessoas com alguma forma de deficiência. O termo acessibilidade, segundo artigos da área, foi criado com o propósito de promover o acesso de pessoas com deficiência a estruturas físicas, porém a acessibilidade cabe a qualquer indivíduo sendo este possuidor de deficiência ou apenas um fator limitador, podendo o mesmo ser temporário ou definitivo. Desenho universal para o emprego da acessibilidade Para que a acessibilidade ocorra além de outros fatores também é necessário o uso do desenho universal que, segundo Certeza (2013), significa que tudo possa ser utilizado por todas as pessoas sem a necessidade da adaptação. O desenho universal também beneficia pessoas de todas as idades e capacidades sendo utilizado também no emprego da tecnologia assistiva. Tecnologia Assistiva Tecnologia assistiva é um grande diferencial para que haja uma melhora na independência e na acessibilidade de deficientes, pois este termo, segundo Berche e Tonolli (2006), identifica amplamente uma gama de equipamentos, estratégias, serviços e práticas que contribuem para proporcionar a vida independente e a inclusão que são extremamente importantes para as pessoas. Afirmam ainda que, os recursos identificados na tecnologia assistiva são todos os equipamentos, produtos ou sistemas fabricados sob medida ou em série que sejam utilizados para aumentar, manter ou melhorar as capacidades fun- Revista Acadêmica da UESPAR 13

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ARTIGO PRINCIPAL cionais das pessoas que possuem alguma forma de deficiência. Estes recursos podem variar desde uma simples bengala ou um complexo sistema computadorizado, incluindo softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade e recursos para mobilidade dentre milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente. Sistemas embarcados como tecnologia Assistiva Os sistemas embarcados fazem parte do nosso cotidiano e estão presentes nas mais diversas áreas, sendo presentes desde um simples sistema de rádio ou televisão, em computadores de bordo automotivos, pilotos automáticos de um avião ou em um sistema de monitoramento médico. Colocar capacidade computacional dentro de um circuito integrado, equipamento ou sistema. Esta é uma definição para o que é um sistema embarcado. Note que um sistema como este deve ser mais do que um simples computador. É um sistema completo e independente, mas preparado para realizar apenas uma determinada tarefa. (CUNHA, 2013). ficiente visual de maneira que atenda às necessidades do projeto. Pensando em auxiliar o processo de locomoção dos deficientes visuais, o dispositivo foi desenvolvido buscando disponibilizar funcionalidades úteis e de fácil manuseio. O dispositivo dispõe das funcionalidades enumeradas abaixo: 1 - Identificar a existência de objetos na trajetória do deficiente visual; 2 - Alertar o deficiente visual caso o objeto detectado esteja dentro da zona de colisão; 3 - Escolha da forma de alerta por meio de interação com o deficiente; 4 - Alerta de baixo nível de energia na bateria do dispositivo. Para obter como resultado final uma informação em forma de alerta sonoro ou vibratório que auxiliará o deficiente visual a se locomover, o software do dispositivo deve executar as funções em uma sequência lógica. Observando a figura abaixo é possível analisar como esta sequência lógica é executada. Como os sensores sonares emitem e recebem sinal sonoro é importante salientar que a velocidade do som pode variar de acordo com diversos fatores do ambiente. A próxima figura detalha as variações na velocidade do som decorrentes do clima. Figura 15 – Variação da velocidade do som no ar. Fonte Música (2010) Arduino como sistema embarcado Atualmente são utilizadas diversas tecnologias para melhorar a vida de pessoas que têm algum tipo de deficiência e dentre elas tem se destacado o micro controlador Arduíno. Em termos práticos, Arduino é um pequeno computador que você pode programar para processar entradas e saídas entre o dispositivo e os componentes externos conectados a ele. O Arduino é o que chamamos de plataforma de computação física ou embarcada, ou seja, um sistema que pode interagir com seu ambiente por meio de hardware e software. (MCROBERTS, 2011) Figura 14 – Representação básica do funcionamento do dispositivo. Fonte: O autor (2014) Metodologia Este trabalho tem como principal objetivo a solução de alguns problemas na locomoção de deficientes visuais, por se tratar da tecnologia mais recente e com melhor adequação aos propósitos do trabalho. Dentre todas as pesquisadas optou-se por utilizar, na realização deste trabalho, a placa micro controladora Arduino Uno, a qual possui a capacidade de receber dados do ambiente físico, processar estes dados transformando em informações para o de- A função 1 enumerada acima, consiste em identificar a existência de objetos no caminho do deficiente visual e é realizada utilizando dois sensores sonares como componentes indispensáveis do processo. Esta função é responsável por enviar aos dois sonares um pulso elétrico através da placa controladora Arduino, que está conectada aos sonares, assim ao receber este pulso elétrico os sonares identificam que devem enviar um sinal ultrassom no ambiente. Ao realizar a emissão do sinal ultrassom, cada sonar se prontifica a receber o retorno do sinal enviado. Caso ele encontre algum objeto em sua trajetória que o faça retornar, depois de receber este retorno, cada sonar repassa o valor recebido para a placa que ao receber os valores realiza o cálculo para transformar estes valores recebidos em distância. As colunas da imagem acima representam respectivamente da esquerda para a direita, a temperatura em graus Celsius (T), velocidade em metros por segundo (C) e densidade em kg/m³ (d). Portanto para o desenvolvimento do dispositivo foi adotada a velocidade padrão de 340 m/s com base na temperatura média de 15ºC (quinze graus Celsius) havendo assim uma variação com média baixa para climas quentes ou frios. A função 2 tem como objetivo alertar o deficiente visual da proximidade em que ele está do objeto detectado. Esta função recebe da função 1 o valor que representa a distância em centímetros que o indivíduo está do objeto detectado e com base neste valor a função 2 faz validações para descobrir em que nível o deficiente visual deve ser informado e qual o tipo de alerta ele deve receber do dispositivo. Os níveis de alerta que o deficiente visual pode receber variam de acordo com a distância em que ele está do objeto detectado. A distância inicial de alerta é 100 centímetros respeitando assim o campo de abrangência da bengala branca, 59 centímetros representando uma variação de distância com proximidade média do objeto e 20 centímetros representando uma proximidade muito alta do objeto. A função 2 também é responsável pela emissão da forma de alerta escolhida pelo deficiente visual, ou seja, ela identifica se deve alertar o deficiente visual em forma 14 Revista Acadêmica da UESPAR

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ARTIGO PRINCIPAL de vibrações ou sonoramente. A função 3 consiste em alterar a forma de alerta do dispositivo por meio de interação com o deficiente visual, ou seja, a escolha da forma de alerta se dá a partir do pressionamento de um botão localizado no dispositivo. Ao pressionar este botão o software identifica que o deficiente visual alterou a forma de alerta de sonora (padrão do software do dispositivo) para vibratória, pressionando o botão novamente o processo inverso é realizado e a forma de alerta passa a ser sonora. A função 4 é responsável por realizar testes na bateria do dispositivo para identificar a quantidade de carga existente nela. Se a função identificar que os níveis de carga da bateria estão abaixo de 16% ela começará a alertar o deficiente visual a cada 3 minutos que os níveis de carga estão baixos. A identificação dos níveis da carga da bateria é extremamente importante para que o deficiente visual saiba o momento necessário de carregar ou trocar a bateria. Alertar o deficiente visual que o nível de carga da bateria chegou aos 15% significa informar que em pouco tempo as funções do dispositivo ficarão comprometidas pela falta de energia. Este é um fato que deve ser ressaltado, pois, segundo Cytron, sensores sonares HC-SR04 (modelo dos sensores utilizados no desenvolvimento do dispositivo) possuem um bom funcionamento se trabalharem com energia entre 4,5V e 5,5V, se a fonte de energia fornecer menos que 4,5V a cada um dos sensores eles começarão a ter um gradual nível de imprecisão, consequentemente a distância informada ao deficiente visual a partir do alerta escolhido estará incorreta. Análise dos dados Após a conclusão da análise dos problemas enfrentados pelos deficientes visuais quanto à locomoção e a estruturação do projeto que incluiu análise de requisitos, diagramas, detalhamento de cada função e especificação de cada componente de hardware utilizado no dispositivo, este pode ser implementado. A implementação do dispositivo foi dividida em duas partes, sendo a primeira etapa reservada somente para a programação lógica dos códigos no ambiente de desenvolvimento do Arduíno e a segunda etapa reservada somente para a montagem do hardware. Testes aplicados ao dispositivo Para obter um produto com todas as funções em perfeito funcionamento foram realizados testes que abordaram partes do software e do dispositivo como um todo. Os testes tiveram início logo após a implementação das rotinas responsáveis por realizar a leitura e os cálculos da distância assim como a emissão do sinal sonoro ao deficiente visual, de acordo com as distâncias encontradas. O teste realizado nesta etapa foi o teste de unidade, pois apenas uma pequena parte das funções implementadas até então foi testada. Depois de compilar o software para a placa controladora Arduíno um objeto foi colocado em frente aos sensores sonares para descobrir se os sensores estavam identificando o objeto, se o software estava calculando a distância e emitindo o alerta correspondente às zonas de segurança definidas em uma das funções. As distâncias em que o objeto foi colocado dos sensores sonares variaram entre 1 centímetro e 110 centímetros. O teste destas funções tiveram ótimos resultados, pois ao posicionar o objeto em distâncias entre 1 cm e 20 cm o sinal sonoro foi emitido conforme o esperado, alertando assim, que o objeto encontrava-se em um nível crítico de segurança. Ao posicionar o objeto com distâncias que variaram entre 21 cm e 59 cm também foram observados resultados satisfatórios devido ao fato de que o alerta sonoro foi emitido corretamente de acordo com a zona de segurança indicada no software. Para distâncias que variam entre 60 cm e 100 cm também foram observados resultados satisfatórios, o dispositivo alertou corretamente a zona de segurança de acordo com o definido no software. Para finalizar os testes destas funções, o objeto foi colocado a uma distância acima de 100 cm e o dispositivo não emitiu alerta, esta falta de alerta é considerada correta, pois foi definido que o dispositivo não deveria emitir alerta caso a distância identificada fosse maior que 100 cm de distância entre o sensor sonar e o objeto. Depois de realizada a implementação de todas as funções, teste de unidade das funções e montagem do dispositivo, foi realizado o teste de sistema. Este teste teve a finalidade de identificar se o dispositivo estava se encaixando e suprindo as necessidades propostas ao seu desenvolvimento. Para a realização do teste de sistema o dispositivo deveria estar com todas as funções de sistema implementadas pelo fato de que todo o processo do dispositivo deve ser executado, fazendo-se totalmente necessário a realização do teste em um ambiente real que oferecesse obstáculos cotidianos a serem identificados, emitir alertas sonoros ou vibratórios de acordo com a definição do deficiente visual e emitir outro alerta quando o nível da bateria chegar abaixo de 16%. Ao realizar o teste de sistema pode-se observar o bom funcionamento de cada uma das funções desempenhadas pelo dispositivo, chegando à conclusão de que o dispositivo executa e atende as necessidades exigidas no auxílio ao processo de locomoção de deficientes visuais. Conclusões Com a realização deste trabalho conclui-se que auxiliar na melhoria da qualidade de vida de pessoas com alguma forma de deficiência é necessário, em especial a deficiência visual, que atualmente é a forma de deficiência que abrange a maior parte da comunidade de pessoas com deficiência no Brasil. Conclui-se também que as tecnologias existentes atualmente possuem diversos recursos capazes de auxiliar pessoas com deficiência. A tecnologia utilizada no desenvolvimento deste trabalho pode ser um exemplo dessas tecnologias, pois o Arduíno possui recursos e possibilita o desenvolvimento de dispositivos e aplicações que podem ser utilizadas nas atividades do dia-a-dia de qualquer pessoa. Chegou-se à conclusão também, que o dispositivo desenvolvido neste trabalho atende às necessidades propostas ao seu desenvolvimento e consegue auxiliar de forma fácil e eficiente o processo de locomoção de deficientes visuais. Autor: Adônis de Oliveira – egresso do curso Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) UESPAR REFERÊNCIAS BERCHE, R.; TONOLLI, J. C. . Acesso em: 02/03/2013 CENSO. 2010. . Acesso em: 23/03/2014. CERTEZA, L. M. . Acesso em: 15/06/2013. CONDE, A. J. M. Acesso em: 15/06/2013 CONSELHO Brasileiro de Oftalmologia (CBO) . Acesso em: 13/05/2014. CUNHA, A. F. O que são sistemas embarcados. . Acesso em: 30/03/2014. CYTRON. . Acesso em: 31/08/2014. MCROBERTS, M. Arduíno básico. São Paulo: Novatec Editora Ltda, 2011. MUSICA, F. na. . Acesso em: 30/08/2014. O que é acessibilidade?, 2013. . Acesso em: 25/03/2013. Revista Acadêmica da UESPAR 15

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