Jornal Eco da Tradição de Novembro 2015

 

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Jornal Eco da Tradição do Mes de Novembro de 2015

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIV - Nº 171 - NOVEMBRO DE 2015 Página 12 EDITORIAL Uma nova realidade Página 02 Rodeio Crioulo pode virar manifestação cultural imaterial do Brasil OPINIÃO Omar Lopes fala sobre o flagelo das drogas Página 15 Página 02 José Roberto Fischborn explica o funcionamento do sorteio eletrônico do ENART ECO ENTREVISTA Uma pequena e notável declamadora Páginas 08 Páginas Centrais Manoelito Carlos Savaris, que já encerrando sua 7ª gestão frente ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, comemorou a consolidação do MTG como entidade associativa e de cunho filosófico e aproveitou o aniversário de 49 anos em Camaquã para apresentar a Logotipia dos 50 anos e o planejamento para 2016 Foto: Rogério Bastos MTG comemora 49 anos de história e apresenta projeto para o cinquentenário

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2 Ano XIV - Edição 171 EDITORIAL Manoelito Savaris - Presidente Novembro de 2015 OPINIÃO Advogado, administrador e tradicionalista Por: Omar Lopes de Souza Uma nova realidade Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email: ecodatradicao@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com wp.clicrbs.com.br/mtg Contato: 51. 3223-5194 O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza eventos de acesso público como rodeios, festivais, mostras folclóricas, etc. desde que surgiram os Centros de Tradições Gaúchas há quase setenta anos. Ao longo desse tempo, os eventos tradicionalistas se consolidaram e adquiriram status de eventos grandes. Nalguns municípios os rodeios e festivais artísticos representam o maior evento, seja pelo público que atrai, seja pelos valores que movimenta. O modelo tradicional tem se sustentado em quatro formas básicas de financiamento: venda de espaços comerciais; patrocínios de empresas, incentivados ou não; cobrança de ingressos e estacionamentos; e recursos públicos orçamentários. No princípio os eventos apertados no orçamento. Ouvimos diariamente que não há recursos para saúde, para educação, para as estradas, para o básico. O Ministério público e os órgãos de controle criam inúmeras dificuldades. Realizar eventos com recurso público, tornou-se uma temeridade. O mais comum é a devolução de valores (mesmo que aplicados no evento e devidamente comprovados) ou a rejeição das contas, por “erros” formais. Sempre tem uma lei ou uma norma que não foi cumprida. Diante de tudo isso, o MTG está iniciando um novo procedimento na realização dos seus eventos. Como regra geral, adota-se a prática de não receber dinheiro orçamentário. Exceto em casos especiais e num período de transição. Cada evento terá que ser autossustentável. Para isso, são necessárias algumas medidas: retomar o serviço de voluntariado para as tarefas menos técnicas. Reduzir os custos das equipes técnicas, administrativas e gerenciais. Reduzir a quantidade de pessoas necessárias para as avaliações. Cobrar ingresso para os eventos de tal forma que essa rubrica represente a maior fonte de receita, como ocorre com todos os eventos não tradicionalistas. Melhorar nossa captação de recursos privados dando às empresas um retorno mais qualificado, inclusive em termos de mídia. Esse novo modelo, buscando reduzir custos e solicitando ao poder público somente para a infraestrutura dos locais dos eventos, será aplicado na edição comemorativa de 30 anos do ENART. Vamos pela primeira vez contar com voluntários. Vamos cobrar um valor de ingresso, exceto dos artistas, que seja compatível com o espetáculo oferecido e vamos, ao final, se houver superávit, transferi-lo para o Fundo Especial Garantidor que já conta com uma parcela do valor dos cartões tradicionalistas e com o pró-labore dos seguros de rodeios. É um novo momento. É uma nova realidade. Esperamos que os tradicionalistas entendam as mudanças e nos ajudem a implementa-las, para o bem do movimento tradicionalista organiza do. O flagelo das drogas Seria uma leviandade nossa ignorar que as drogas rondam os jovens que frequentam as entidades tradicionalistas, somente pelo fato de que o movimento tem como princípio basilar o culto aos bons costumes, observados por nossos antepassados. Tais costumes foram perpetuados pelos pioneiros que conceberam esse lindo movimento que recentemente comemorou 49 anos de sua fundação. No entanto, com o passar dos anos, muitas coisas mudaram trazendo a necessidade de atualização e adaptação aos fatos que modificaram o comportamento das pessoas de lá para cá. Nem sempre os pais e educadores acompanham tal evolução (ou involução), deixando de instruir os jovens quanto aos perigos e consequências das drogas no mundo moderno. Conforme podemos constatar pela imprensa, é cada vez maior o número de pessoas, principalmente adolescentes, que se entregam aos malefícios que as drogas causam às famílias e comunidades. É imenso o mar de motivos e razões que levam os infelizes usuários a fazer uso desse meio de fuga, sendo o principal deles a indiferença ou a falta de diálogo demonstrados pelos pais ou responsáveis. Essa realidade se acentua quando esses pais desconhecem ou fingem desconhecer que os perigos das drogas também rondam seus filhos, seja por influência das falsas amizades, nos ambientes por eles frequentados ou, ainda, no próprio meio escolar. Por uma questão de princípios e no sentido de contribuir para a coesão das famílias, temos peregrinado entre diversos segmentos da sociedade, buscando alertar os pais e principalmente os jovens, visando evitar sua adesão ao flagelo das drogas. É opinião unânime entre especialistas e estudiosos dos problemas das drogas, que o melhor combate ao seu uso é a PREVENÇÃO, o que significa impedir, dispor com antecipação, tudo aquilo que pode ser feito ou empreendido ANTES que a droga chegue. Esse é o compromisso que os dirigentes de nosso movimento têm perante a nação tradicionalista, com a finalidade de evitar que venhamos a lamentar tristes histórias de ruínas que as drogas trazem aos seus usuários. Diante disso urge a necessidade dos líderes de nossas entidades se entregarem ao trabalho educativo, humano e pedagógico, chamando a família, os adultos e jovens, para num ambiente realista, a fim de conclamar homens e mulheres, tradicionalistas ou não, a participar da defesa da família e dos bons costumes apregoados pelo nosso movimento. EXPEDIENTE: SUPERVISÃO: Manoelito Carlos Savaris DIREÇÃO GERAL: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Nairioli Callegaro, Odila Paese Savaris e Gustavo Bierhaus JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COMERCIAL E EXPEDIÇÃO: Emeli Duarte IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares “É um novo momento. É uma nova realidade. Esperamos que os tradicionalistas entendam as mudanças e nos ajudem a implementa-las”. eram baratos. O gado era doado. Narradores, juízes, avaliadores, todos trabalhavam de graça, a grande maioria acampava no local dos eventos. Dispondo de uma sonorização razoável estava ótimo. Cada CTG tinha grupo musical próprio, sem custos. Ou seja, a realidade era outra. E não faz tanto tempo assim! Hoje, quase tudo é profissionalizado. Tudo é pago. Juízes, avaliadores, dirigentes e até os grupos de danças se acomodam em hotéis. Poucos são os que acampam. A sonorização tem que ser excelente. Os avaliadores precisam de preparação especial. Hoje tem decoração, ambientação temática, transmissão ao vivo, sorteio eletrônico, e um nível de exigência que assusta. O ENART, por exemplo, se realizava com 40 pessoas, hoje são necessárias mais de 200. Em 2001 eram necessários 280 salários mínimos para a realização da final, hoje são necessários 740. Por outro lado, os governos municipais estão cada vez mais Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade R$ 991,32 Plena R$ 851,62 Parcial R$ 525,66 Especial Estudantis R$ 153,13 40% do valor é repassado às RTs. Novembro Valor MTG: PRESIDENTE: Manoelito Carlos Savaris VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Nairioli Callegaro VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal

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Ano XIV - Edição 171 Novembro de 2015 3 PROGRAMAÇÃO ENART - 30 ANOS PALCO A - GINÁSIO Entrada do grupos força A: pelo brete de acesso, pela rua Cel. Oscar Jost e, somente estes portões de acesso e desta forma descrita. PALCO C – PAVILHÃO 3 13ª Mostra de Arte e Tradição Gaúcha Sábado - 21/11 09:00 às 11:00 - Organização e montagem 12:00 às 19:00 - Exposição 09:00 - Missa crioula 18:00 - Chegada da Imagem de N. S. Medianeira 19:00 - Lançamento Oficial do ENART “O Filme” 20:00 - Abertura Oficial do ENART com Show do CTG Rancho da Saudade 21:00 - Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 1 21:15 - Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 1 08:15 - Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 2 08:30 - Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 2 12:45 - Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 3 13:00 - Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 3 17:00 - Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 4 17:15 - Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 4 20:00 - Sorteio das Danças do 1º Grupo - Bloco 5 20:15 - Eliminatória Danças Tradicionais - Bloco 5 Na modalidade Danças Tradicionais Força A classificam-se 20 grupos para a final de domingo. Danças Tradicionais FORÇA A Sexta-Feira – 20/11 Domingo – 22/11 PALCO D – PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO Sábado – 21/11 Domingo – 22/11 Sábado – 21/11 09:00 - Eliminatória Trovas (Campeira, de Martelo e Estilo Gildo de Freitas) e Final Pajada 09:00 - Final Trovas (Campeira, de Martelo e Estilo Gildo de Freitas) e Final Causo Na Modalidade Trovas classificam-se 10 concorrentes para a final. Em Pajada e Causo não haverá Classificatória, somente Final. 08:15 - Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 2 08:30 - Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 2 12:45 - Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 3 13:00 - Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 3 17:00 - Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 4 17:15 - Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 4 20:00 - Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 5 20:15 - Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 5 Nas Danças Tradicionais Força B – Classificam-se 20 grupos para a Final 08:45 - Sorteio 1º Grupo – Final Danças Tradicionais 09:00 - Final Danças Tradicionais – Força B 19:30 - Solenidade de Encerramento – Palco A Sábado – 21/11 Domingo – 22/11 PALCO E – LONÃO DA CHULA Sábado – 21/11 Domingo – 22/11 08:45 - Sorteio 1º Grupo – Final Danças Tradicionais 09:00 - Final Danças Tradicionais – Força A 19:00 - Solenidade de Encerramento 09:00 - Eliminatória Chula Na modalidade Chula – Classificam-se 12 concorrentes para sábado a noite e 6 para a final. 09:00 - Final da Chula PALCO H – BIER HAUS Sábado – 21/11 09:00 - Eliminatória Declamação Feminina Na modalidade Declamação Feminina - Classificam-se 10 concorrentes para a Final de domingo. 09:00 - Final Declamação Feminina e Masculina Domingo – 22/11 Domingo – 22/11 PALCO B – ASSEMP Sexta-Feira – 20/11 Sábado – 21/11 PALCO F – CENTRAL Sábado – 21/11 20:30 - Eliminatória Intérprete Solista Vocal Feminino (Apresentação de 15 concorrentes) 09:00 - Eliminatória Intérprete Solista Vocal Feminino (a partir da 16ª concorrente) 14:00 - Eliminatória Intérprete Solista Vocal Masculino 09:00 - Final Intérprete Solista Vocal Feminino, Masculino e Conjunto Vocal Na modalidade Intérprete Vocal Feminino e Masculino - Classificam-se 10 para a Final. Na modalidade Conjunto Vocal, não haverá Classificatória, só Final. 09:00 - Eliminatória Danças Gaúchas de Salão Na modalidade Danças Gaúchas de Salão Classificam-se 15 pares para a Final de domingo. 09:00 - Final Danças Gaúchas de Salão PALCO I – GALPÃO POLÍCIA RODOVIÁRIA Sábado – 21/11 09:00 - Eliminatória Declamação Masculina Na modalidade Declamação Masculina – Classificam-se 10 concorrentes para a Final de domingo. Domingo – 22/11 PALCO G – PAVILHÃO 2 Domingo – 21/11 Entrada dos grupos força B: Somente pelo portão do sinditabaco PALCO J – SINDITABACO Sábado – 21/11 21:00 - Sorteio das Danças do 1º Grupo – Bloco 1 21:15 - Eliminatória Danças Tradicionais – Bloco 1 Danças Tradicionais FORÇA B Sexta-Feira – 20/11 09:00 - Final Gaita de Boca, Bandoneon, Gaita Piano e Gaita Botão (até 8 baixos e mais de 8 baixos). 09:00 - Final Violão, Viola, Violino ou Rabeca e Conjunto Instrumental Nestas modalidades não haverá classificatória. Domingo – 22/11 Secretaria de Estado da Cultura apresenta: 20 a 22 de Novembro de 2015 Santa Cruz do Sul/RS Promoção e Realização Apoio Patrocínio Financiamento 50 anos 1966 - 2016 “Este projeto é nanciado pelo PRÓ-CULTURA RS LIC, Lei n.º 13.490/10, através do ICMS que você paga”.

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4 PROSEANDO COM TENÊNCIA Ano XIV - Edição 171 Novembro de 2015 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Casos & Acasos Por Rogério Bastos Comissão Gaúcha de Folclore - CGF Reativada, fazendo alterações estatutárias importantes para seu funcionamento, a CGF, tem feito reuniões regularmente e está ativando núcleos pelo interior do estado. A ideia é promover grupos que se preocupem com o folclore local e para fortalecer a Comissão Estadual. Ações estão sendo desenvolvidas para atingir o objetivo. A professora Paula Simon Ribeiro e o Presidente Ivo Benfatto estão terminando de preparar um curso de folclore para março de 2016 e, a preferencia, estará voltada àqueles que ativarão núcleos em suas cidades. Por isso fica o convite para estarem atentos ao chamamento par ao curso de folclore da Comissão Gaúcha. Calendário do MTG - 2º Semestre DATA 07 e 08/11 14 e 15/11 14 e 15/11 20 a 22/11 21/11 28/11 09/12 09/12 12/12 EVENTO Aberto de Esportes CFOR Avançado Modulo II 19º Congresso Nacional da Tradição Gaúcha - (CBTG) Final do Enart 2015 - Encontro de Arte e Tradição Gaúcha 16ª Mostra de Arte e Tradição Gaúcha 6ª Reunião do Conselho Diretor e 6ª Reunião de Coordenadores Regionais e Diretores Culturais CIDADE Tramandaí/RS Sede MTG Sapezal/MT Sta. Cruz do Sul Sta. Cruz do Sul Porto Alegre O tema deste mês do Eco Focamos este mês em um problema que aumenta significativamente em nossa sociedade: O uso excessivo de tecnologia, principalmente pelos jovens (mas os adultos também estão nessa) com seus celulares. Os textos dos espaços “saúde em foco”, do Dr. Mauro Gimenez e “A verdadeira amizade” lhes darão uma ideia do que estamos vivendo. Prazo Final - Eleições Coordenadorias Regionais Prazo Final - Apresentação Proposições 64º Congresso Tradicionalista Gaúcho Reunião de Encerramento - Confraternização Natalina MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO - MTG EDITAL DE CONVOCAÇÃO De acordo com o que determina o artigo 28 do Estatuto do MTG combinado com o inciso XIII do artigo 175 do Regulamento Geral, convoco as Entidades Tradicionalistas filiadas ao MTG e aos congressistas definidos na Legislação Tradicionalista para o 64º CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO, a ser realizado de 8 a 10 de janeiro de 2016, na cidade de Bento Gonçalves, cuja programação encontra-se divulgada no site da instituição. Porto Alegre, 02 de novembro de 2015. Boa Vista das Missões e Osório Estivemos palestrando nos eventos do núcleo de fortalecimento da cultura gaúcha, em Boa Vista das Missões e Osório, que são realizados pelas prendas e peões que se preparam para os concursos estaduais. Mas muito além disso é importante destacar que as palestras parecem atingir diretamente o público. Vejamos estes comentários no facebook, da 17ª RT: Valter - O “B” chegou em casa encantado com a palestra...parabéns... Dalva - “Verdade nossos alunos estavam encantados prestando atenção isso quer dizer que levaram algo a mais em sua bagagem”. Isso faz valer a pena o que fazemos! Manoelito Carlos Savaris Presidente do MTG A tematização do ENART Assisto os “Teasers” dos grupos que se preparam para a grande final em Santa Cruz do Sul e vejo a dedicação que eles têm em “vender” o seu produto, em preparar o espectador para o que vem pela frente. De deixar a expectativa tomar conta em relação ao espetáculo do por vir. Façam suas apostas, pois o melhor deste vinho está no fundo da garrafa. MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO - MTG EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA No uso das atribuições que me são conferidas pelo Estatuto e Regulamento Geral do Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG, convoco as Entidades Tradicionalistas Efetivas, a se fazerem representar por seus delegados, para a Assembleia Geral Eletiva do Conselho Diretor e Junta Fiscal do MTG, cujo credenciamento será permitido até às 12hs e o processo eleitoral entre 14hs e 17hs do dia 9 de janeiro de 2016, sábado, no CTG Laço Velho – Rua XV de Novembro, 125 - Bairro Cidade Alta, durante o 64º Congresso Tradicionalista, na cidade de Bento Gonçalves. Conforme o Regulamento Geral, artigo 117, as chapas deverão ser encaminhadas para registro na Secretaria Geral do MTG, por requerimento de, no mínimo 10 (dez) entidades filiadas efetivas, até 8 (oito) dias antes da data e hora marcada para a Assembleia Geral Eletiva. Porto Alegre, 02 de novembro de 2015. CTG Valentes da Tradição, 50 anos Uma nova patronagem assumiu o cinquentenário Valentes, do bairro Sarandi, zona norte da capital. A pintura externa, para tirar as pichações, deu um novo visual à entidade. Estamos torcendo pelo Sérgio Motta e o Alex Menezes, que estão se esforçando. Esperamos que toda equipe “pegue junto” para trazer o Valentes de volta ao seu devido lugar. “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Cora Carolina) Por ir Elom a Malt REFLEXÃO REFLEXÃO Manoelito Carlos Savaris Presidente do MTG

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Ano XIV - Edição 171 DEPARTAMENTO JOVEM Novembro de 2015 5 Marcel Heinrich – Diretor do Dpto Jovem do MTG O Jovem Tradicionalista sem limites Sem limites: Jovens que dão o exemplo de superação e mudam o curso da história A juventude tradicionalista sempre foi rica em feitos na sua história, em superação e competência para atravessar as dificuldades e alcançar seus objetivos. Temos muitos exemplos nestes cinquenta anos de tradicionalismo organizado, de jovens que no seu tempo foram arrojados e corajosos nas suas ações, que foram pioneiros em suas lutas e metas para o crescimento do movimento, formando e ampliando um espaço gigantesco de atuação dentro do tradicionalismo gaúcho. Em qualquer momento ou em qualquer época que visitemos nossa história passada do a quebrar barreiras e tabus, abrindo seu espaço e um novo tempo dentro do tradicionalismo : o tempo da inclusão! De também ser, ser gaúcho, ser jovem, ser tradicionalista, ser e estar fazendo aquilo que ama, a vivenciar a tradição que os transformam e os fazem iguais a cada um de nós. Sem limitações, jovens tradicionalistas de crachás e faixas, peões e prendas que se identificam e fazem também como nós o centro de tradição gaúcha sua segunda casa. Grande exemplo para a sociedade, grande exemplo para nós mesmos a presença e a participação Fotos: Divulgação Uriel Colombo Pereira, 10 anos Allana Cristina Kozloski, 17 anos Giovana Bazzan Brizzi, 19 anos tradicionalismo, encontramos lá jovens que deram inicio e foram responsáveis pelas grandes mudanças e melhorias na nossa cultura e na nossa tradição. Pois estamos novamente diante de um momento de grande importância dentro do movimento e da juventude gaúcha, de jovens como Uriel Colombo Pereira, 10 anos, da 3ªRT , Giovana Bazzan Brizzi, 19 anos, José Geraldo, 57 anos, Allana Cristina Kozloski, 17 anos, ambos da 9ªRT e tantos outros jovens e tantas outras entidades por este Rio Grande a fora que com suas limitações não se acomodaram, que exatamente foram elas que os levaram José Geraldo, 57 anos destes jovens que hoje encontramos fazendo um novo tempo dentro das suas entidades, trazendo suas famílias, realizando seus trabalhos perfeitamente integrados as nossas atividades e na nossa vivencia diária. Uma grande lição de vida e uma coragem típica de um gaúcho, não se dar por vencido e lutar até o fim, ajudando, contribuindo, participando de um movimento que mais que ultrapassou fronteiras e ganhou o mundo...se tornou gigante em nome da liberdade igualdade e humanidade. Somos a força jovem tradicionalista. Juntos somos o Rio Grande !! São José do Ouro, se prepara para festa de final de ano Festa de encerramento de atividades do MTG, e suas coordenadorias, será na cidade de São José do ouro, que nunca recebeu um evento o�icial O Coordenador Valdecir Silva está bastante empolgado com a realização do primeiro evento oficial do MTG na cidade, tanto que, pelo grupo de WhatsApp, dos coordenadores regionais, afirmou: “(...) estamos todos empolgados e podem ter certeza que será uma grande recepção. São José do Ouro tem como lema – o ouro desta terra está no coração de sua gente”, disse com entusiasmo. São José do Ouro é uma cidade próxima à lagoa Vermelha, fazendo limites com Machadinho, Barracão, Tupanci do Sul, Santo Expedito do Sul e Cacique Doble, possui uma área de 317,43 km² e sua população estimada em sete mil habitantes, predominantemente de origem italiana, sendo menos de 10% de analfabetos. Apesar do grande desmatamento e corte de araucárias, a região ainda é rica na espécie, possuindo várias matas intactas. Um dos principais produtos cultivados atualmente é a soja. O evento acontecerá dia 12 de dezembro, a partir das 8h30min, no Centro Cultural Danuncio Andreani, e, a reunião do Conselho Diretor do MTG, na sede do Lyons, as 10h. O almoço será na sede do CTG Piquete da Querência, as 12h. Paralelo estará acontecendo uma tertúlia de natal. Coordenador Valdecir Silva, 29ªRT CTG - Núcleo de fortalecimento da Cultura Gaúcha Um dos itens obrigatórios, para completar as notas da ciranda de prendas, é o projeto “CTG núcleo de fortalecimento da cultura gaúcha”, que consiste em realizar duas(02) atividades, que poderão ser individuais ou em conjunto com as demais prendas da gestão regional, e deverão ser sobre o temário definido para essa fase. O projeto visa divulgar e fortalecer a cultura gaúcha dentro das entidades tradicionalistas, envolvendo associados, integrantes das invernadas artísticas, esportivas e campeiras com a realização de seminários, Foto: Divulgação Apoio: CTGs se empenham em ajudar na realização dos projetos de suas prendas e peões, aproximando a comunidade escolar Foto: Divulgação Escolas mobilizadas foram para a palestra no CTG Grupo regional trabalhou o núcleo de fortalecimento oficinas, teatros e palestras, fortalecendo a cultura dentro das entidades para que depois os integrantes dela, possam levar a outras instancias da sociedade. A 17ª RT realizou, dia 23 de outubro, em Boa Vista das Missões, durante o rodeio do CTG Tropeiro das Missões, a palestra, juntamente com a feira do livro, tratando sobre “Tradição, folclore e tecnologia” lembrando as previsões de Barbosa Lessa. A 23ª RT realizou em Osório, dia 25, palestra “ 50 anos do Movimento Tradicionalista Gaúcho”, na sede do CTG Estância da Serra. TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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6 PELO RIO GRANDE Ano XIV - Edição 171 ESPAÇO DO IGTF Novembro de 2015 Por: Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Piquete 35, de Lagoa Vermelha, completa 30 anos Entre jantares e cavalgadas, a amizade vem se fortalecendo ao longo de 30 anos, em Lagoa Vermelha Na era digital, onde as relações ocorrem, cada vez mais, de forma virtual, onde as pessoas não dispõem de tempo, e acham, que falar com alguém pelo WhatsApp ou facebook, é suficiente, que curtir fotos é sinônimo de amizade, o grupo de cavaleiros, Piquete 35, de Lagoa vermelha parece discordar e ir na contramão desta realidade e mantem há mais de três décadas jantares semanais onde fortalecem princípios e objetivos que deram vida à entidade. Nada melhor para comemorar data tão significativa que receber as comendas da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, no aniversário do MTG, em Camaquã. Foram 3 cavaleiros Farroupilha, outorga nova, 12 cavaleiros Rio-grandenses, 2 cavaleiros Bento Gonçalves, 01 aspirante e 01 Antônio de Souza Netto. No Livro, escrito especialmente sobre eles, “História das cavalgadas que abriram a semana farroupilha”, Joel Muliterno cita que, “(...)um pequeno grupo de cavalgadas conseguiu transformar algo desrespeitado, em uma poderosa arma para carregar um dos principais símbolos de nosso estado, a Chama Crioula, anualmente”. Em setembro de 1985, na cavalgada que foi da propriedade de Dorvalino Gazola, pelo bairros, até São João Maria, onde percorreram 16km, o grupo do piquete 35 já exigia responsabilidade dos participantes, parecendo prever que este comportamento permitiria chegar aos 30 anos e seguir adiante. Foto: Divulgação Por que se canta o passado? “... se recuarmos na história da literatura à cata de textos significativos sobre a vida campestre, haveremos de retroceder a um período muito anterior ao de Virgílio: ao século IX a. C., época de ‘Os trabalhos e os dias’ de Hesíodo.” Essas linhas constam do livro “O campo e a cidade na história e na literatura” do inglês Raymond Williams. Sirvo-me delas para introduzir uma questão que desde sempre ronda minha frágeis reflexões sobre o universo da canção regional gaúcha: porque se canta o passado? Ainda hoje há uma farta produção de canções, quer no cenário dos festivais nativistas, quer no mercado fonográfico, que se ambientam num espaço-tempo de um gaúcho anterior, primitivo, pioneiro que parece se querer presentificar. Essa personagem, ora heroica, ora mítica, deixa as páginas da história ou da memória coletiva e vem matear na sala de estar dos apartamentos da cidade como se ainda estivesse ali ao alcance dos olhos num mundo rural que se chega numa breve viagem de automóvel. Ainda que chegue apenas pela audição. E ainda que a dicotomia rural/automóvel pareça passar sem que se perceba. Assim desfilam ornadas por requintes instrumentais e melodias dos mais variados matizes estéticos, imagens rústicas, bravuras, destrezas, asperezas, muitas glórias e algumas derrotas. O homem em seu embate na tentativa de dominar a natureza dura e primitiva. E mesmo que esse cenário tenha desaparecido a quase um século em sua inteireza indômita, ainda assim segue sendo cantado, às vezes com fervor reverencial. Sempre haverá um homem em trânsito no homem, como já cantamos com Luiz Sérgio Metz, o Jacaré. É nesse movimento que as heranças culturais atravessam os tempos. E a ação de entregar, transmitir algo, chamamos tradição. A questão inicial, contudo, segue sem resposta contundente. É certo que neste breve espaço sequer se possa roçar qualquer resposta ou elaboração menos rasa. Assim como parece ser cristalina a capacidade de identificação popular que estas canções que se debruçam no passado gaúcho possuem. Parece se tratar de uma busca eterna: o paraíso perdido? Há um poema de Apparício Silva Rillo que aponta: “naqueles tempos, sim, naqueles tempos...”; mas o poeta por certo sabia que em todo e qualquer tempo do homem sempre haverá irredutivelmente a recrudescência do não e a esperança do talvez. Mas porque mesmo se canta o passado? Momento histórico: Porca Véia é homenageado e recebe uma camisa do Piquete CTGs sofrem perdas com o clima instável no RS O clima no Rio Grande do Sul não tem dado sossego ao povo gaúcho. A entrada da primavera, de 2015, está marcada pela instabilidade, temperaturas baixas, muita chuva, vento, granizo, e em alguns lugares enchentes. Quem tem sofrido muito com isso são as construções dos CTG de nosso estado. O CTG Bento Gonçalves, de Alvorada, sofreu com a cheia do Arroio Feijó ficando inundado. A AT Poncho Branco, de Santa Maria, 13ª RT, teve um desmoronamento de terras em sua sede. O granizo chegou com violência quebrou muitos telhados de casas e CTGs. Canoas foi uma das cidades que mais teve entidades com seus telhados perfurados, como CTGs Alma Crioula, Mata Nativa, Piazitos do Sul Em Rio Pardo, o CTG Rodeio da Saudade, teve, também, seu telhado perfurado pela queda de granizo. Agora, resta aos associados e patronagens erguerem a cabeça e recomeçar novamente, reconstruindo tudo. Fotos: Divulgação “De mãos dadas, em defesa da cultura gaúcha” Rua Dr. César Santos, 295 – Bairro Cidade Universidade Cep 99051-200 – Passo Fundo – RS CNPJ: 04.655.244/0001-63 Telefone: (54) 3313-3606 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO 7ª REGIÃO TRADICIONALISTA A Coordenadora da SÉTIMA REGIÃO TRADICIONALISTA, no uso das atribuições legais que confere o Estatuto, artigo 14 paragráfo 3, convoca os patrões (delegados) das entidades filiadas, que tenham o minimo de 75% (setenta e cinco por cento) de participação nos Encontros Regionais de Patrões e quites com a tesouraria, para participar da ASSEMBLÉIA GERAL ELETIVA, a ser realizada no dia 26 (vinte e seis) de novembro de 2015, no Parque de Rodeios da Roselândia, no Galpão Adão Nascimento, na cidade de Passo Fundo-RS, as 19:30 horas, em primeira convocação com 2/3 dos filiados e as 20 horas com qualquer numero filiados para tratar da seguinte ordem do dia: 1 – Assuntos Gerais 2 – Eleição da coordenadoria gestão 2015 As chapas poderão ser inscritas até o dia 19 de novembro de 2015 na sede da coordenadoria. CTG Piazitos do Sul teve seu telhado perfurado Gilda Galeazzi Coordenadora A água tomou conta do CTG Bento Gonçalves de Alvorada

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Ano XIV - Edição 171 ESPAÇO DA CBTG Por: Aline Kraemer - Asses. de Imprensa MTG/MS Novembro de 2015 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro MTG-PR realiza certificação de juízes da campeira Curso faz parte de projeto de quali�icação das atividades do Movimento Com o intuito de certificar e qualificar os juízes da invernada campeira no Paraná, o MTG-PR realizou no dia 24 de outubro o Curso de Juízes das provas Campeiras e da Vaca Parada na sede do CTG Cuia da Amizade, cidade de Contenda-PR, 1ª Região Tradicionalista. Participaram do curso tradicionalistas associados às entidades filiadas ou sócios individuais do MTG-PR com interesse na função de juízes, além de reconhecida perícia nas provas campeiras e de laço e conhecimento dos Regulamentos e Estatutos do MTG, com idade mínima de 21 anos e máxima de 75 anos. A busca pelo constante aperfeiçoamento na organização e avaliação dos rodeios é, para o MTG-PR, uma necessidade a ser cumprida. “Este curso é a primeira atividade de um projeto de qualificação dos tradicionalistas no Paraná. Já está prevista a realização de um curso de certificação de narradores nos próximos dias. O objetivo é que a cada evento, o profissionalismo das atividades seja maior, para que se possa manter as tradições campeiras, que são parte da cultura gaúcha paranaense, de forma sadia e promovendo a união entre os tradicionalistas” pontuou o Presidente do MTG-PR, Rogério Antônio Pankievicz. Comissão Gaúcha de Folclore e Fundação Santos Herrmann Preservação do folclore: Duas instituições coirmãs, que compartilham a sede, os associados e objetivos similares. A Comissão Gaúcha de Folclore foi fundada em 23 de abril da 1948, filiada a Comissão Nacional de Folclore, que por sua vez foi criada a partir do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura (IBECC), órgão brasileiro da UNESCO e teve como sede o Palácio Itamaraty no Rio de Janeiro. No ano de 1948 por iniciativa da Comissão Nacional foram instituídas as Comissões estaduais em quase todos os estados brasileiros. Esta primeira fase teve como Secretário Geral o Prof. Dante de Laytano que conduziu a CGF por mais de 30 anos, até que por sua avançada idade e morte de inúmeros associados houve a necessidade de uma reestruturação. Nesta primeira fase, apesar das dificuldades financeiras e falta de espaço próprio, desenvolveram pesquisas e tiveram trabalhos publicados de valor inestimável, tudo era feito por idealismo. Em 22 de setembro de 1992 a Prof.ª Lilian Argentina Braga Marques recebeu do então vice-presidente da CNF, Prof. Bráulio Nascimento a incumbência de renovar o quadro de associados e reiniciar os trabalhos da CGF, o que foi feito com grande interesse da comunidade cultural. A CGF conforme seu Estatuto, “tem por finalidade incentivar e coordenar pesquisas. estudos, promover e divulgar o Folclore no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul e colaborar com os poderes públicos, entidades estatais, para estatais e privados” em assuntos de sua competência. Desde sua reestruturação a CGF vem trabalhando em prol da cultura em nosso estado, fazendo pesquisas, palestras e promovendo cursos de atualização e instrumentalização para professores e publicando livros que resultaram das pesquisas feitas por seus associados. Também prestando colaboração ao MTG através da participação em eventos, cursos, comissões de avaliação e outros. A CGF estendeu seus braços para o interior, tendo núcleos atuando em diversos municípios. A Fundação Santos Herrmann, instituída a partir de um legado da Porfª Ilka Almeida Santos Herrmann, que ao falecer não tendo herdeiros designou a profª Rose Marie Reis Garcia sua testamenteira com a função especifica de com seus bens criar uma Fundação que se dedicasse ao estudo de instrumentos de corda em homenagem ao seu falecido marido Maestro Herrmann violinista da OSPA e aos estudos de Folclore já que a Profª Ilka chefiava o Gabinete de Pesquisas de Folclore do Instituto de Artes da UFRGS. Graças a este legado a FSH existe e possui sede e recursos próprios, podendo assim acolher a CGF na rua Olinda nº 368. A FSH foi oficialmente instituída em 20 de dezembro de 1999 e teve como membros fundadores associados da CGF e professores de musica, historia, antropologia e outros intelectuais de reconhecido saber. A primeira diretoria da FSH foi formada pelos professores Rose Marie Reis Garcia, Paula Simon Ribeiro, Reginaldo Gil Braga, Liane Bayard e Therezinha Steiner, que deram assim inicio a novel instituição, que vem desde então cumprindo os objetivos determinados por sua benemérita. Contatos: 9106 1638 ou 91156815 “Espero que esse curso nos traga mais segurança e mais informação para avaliar e pensar nos regulamentos do Movimento Tradicionalista, sempre com a certeza de que estamos fazendo o melhor trabalho possível”, aponta André Luiz Brusamarello, um dos participantes da 2ª RT que está inscrito para o curso. Presidente da CBTG recebe Medalha Barbosa Lessa O Presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), João Ermelino de Mello, foi agraciado com a “Medalha do Mérito Tradicionalista Barbosa Lessa”. A honraria é a maior comenda concedida pelo MTG-RS e foi criada na 56ª Convenção Tradicionalista, realizada em julho de 2002 em Novo Hamburgo. A homenagem reconhece e destaca as pessoas que trabalham em prol do tradicionalismo gaúcho. “Estou muito honrado em receber essa homenagem e agradeço o reconhecimento e o respeito demonstrado às atividades que propus para o tradicionalismo. Continuarei nesse trabalho com dedicação e comprometimento à tradição gaúcha”, colocou João Ermelino de Mello. A solenidade de entrega da medalha aconteceu na cidade de Camaquã-RS, no dia 31 de outubro. CONGRESSO CBTG Programação Dia 14/11/2015 - Sábado 08 hs - Recepção aos visitantes - Roda de chimarrão e Café da manhã. 09h30min - Credenciamento Participantes e Conselho de Vaqueanos, Conselho Diretor, Junta Fiscal e Conselho de Ética, Delegados dos MTGs. 10h30min - Abertura Oficial do 19° Congresso da CBTG. 11h45min - Constituição das mesas de trabalho 1 - Leitura da Convocação do 19° Congresso CBTG 2 - Entrega das propostas: alterações Regimento Geral e Estatuto Social. 12 hs - Almoço. 13h30min - Primeira sessão plenária: 1 - Prestação de Contas Diretoria CBTG biénio 13/15 2 - Parecer do Conselho Fiscal 3 - Apreciação pelo plenário das Contas CBTG biênio 2013/15 4 - Entrega das chapas concorrentes a eleição da CBTG - Segunda sessão plenária: 1 - Apresentações e defesas das emendas pelos proponentes 2 - Apreciação pelo plenário das emendas -Terceira sessão plenária: 1 - Escolha do local próximo Fenart / Rodeio Nacional de Campões e Jogos Tradicionalistas 2017 2- Escolha do local do 20° Congresso e 16° Concurso de Peões e Prendas 2017 3 - Eleição da nova Diretoria CBTG - Biénio 15/17 4 - Assuntos gerais relativos a CBTG 19 hs - Posse da nova Diretoria da CBTG e Conselho de Vaqueanos, Junta Fiscal e Conselho de Ética. 20h30min - Jantar Festivo ao 19° Congresso da CBTG,

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8 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 171 Novembro de 2015 Colaboração: Fernanda Haumpenthal 23ª Festirim bateu recorde e foi o maior da história da 1ªRT A 1ª Região Tradicionalista realizou, dias 24 e 25 de outubro, o seu maior evento do ano, e um dos maiores de sua história, o 23ª Festirim, 18º FestCamp e o 1º Festival Pré-mirim. Um recorde neste evento que começou no início da década de 90, em um projeto da prenda, Andrea Rosa. Dedicado a mirim e pré-mirim, o evento reuniu mais de 1200 participantes, sendo 32 grupos nas Danças Tradicionais, e centenas cultivando a tradição em provas artísticas individuais, concursos culturais, jogos esportivos, brincadeiras e vaca parada. Somente nos concursos de mais prendada e peão farroupilha foram mais de 40 participantes e, na vaca parada, em torno de 100. Além disso, a presença do público superou as expectativas da organização. Através da secretária de Turismo e Cultura, Cláudia Mara, a prefeitura de Guaíba mostrou mais uma vez o comprometimento com o tradicionalismo, conseguindo um ótimo local para a realização de todas as atividades, e investindo na realização do evento. Os trabalhos foram liderados por Jeferson Quadros, subcoordenador do Delta do Jacuí, juntamente com a coordenadoria e os departamentos da região. Junto ao evento foi realizado o “Festirim Solidário”, que ficou aos cuidados do Departamento Jovem, liderado por Nathalia Rodrigues, onde foram arrecadados um expressivo número de doações, que serão destinadas aos atingidos pelas enchentes em Guaíba e Eldorado do Sul. Na parte artística a missão foi organizar e conseguir encerrar as apresentações dentro dos horários regulamentares. Com esta tarefa estava o Diretor Rodrigo Maciel, apoiado por uma ampla equipe onde estavam locutores, avaliadores, secretaria e diversos outros. No Departamento Cultural, com a Diretora Vera Lucia Mena Barreto, estava um concurso com mais de 40 participantes, e também uma grande equipe que além de lidar com a organização dos pequenos ainda possuía a tarefa de controlar a ansiedade dos pais, afoitos nos momentos em que suas crianças realizam as provas e que não podiam estarem ao seu lado. Jogos campeiros como tetarfe e bocha campeira já são comuns na FECARS, mas o Festirim possui também as brincadeiras, como corrida de saco, pião e bolita. E para organizar todos estes jogos esteve a frente o diretor de esportes Edson Fagundes. A vaca parada foi um grande sucesso, e coordenado pelo Diretor Campeiro, Jair Martins, e narrado por Marne Resem, Outros departamentos estiveram envolvidos na organização geral ou em lugares pontuais, sendo o Departamento de Eventos, de Vitor e Ana Pochmann, diretamente no galpão da declamação, Comunicação Social na pré-divulgação e cobertura do evento. Fotos: Jeandro Garcia 24º Aberto de Esportes Tradicionais do MTG PROGRAMAÇÃO Sábado - 07/11/2015 09hs - Abertura 10hs - Início dos Jogos - Bocha Campeira - Bocha 48 - Solo - Tava - Tetarfe - Truco Cego - Truco de Amostra Domingo - 08/11/2015 08hs - Continuação dos jogos - Bocha Campeira - Bocha 48 - Solo - Tava - Tetarfe - Truco Cego - Truco de Amostra 24º ESPORTES TRADICIONAIS 07 e 08 de Novembro de 2015 Centro Municipal de Eventos - Tramandaí/RS ABERTO DE Promoção: Realização: Uma pequena notável Aos 10 anos Luiza Webster Quinteiro, prenda de uma entidade tradicionalista de Guaíba, recebeu a condecoração almejada por muita gente: O Prêmio Vitor Mateus Teixeira, feito em homenagem à Teixeirinha, o Rei do Disco e ofertado pela Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul. Desde os 8 anos, dança no CTG Darci Fagundes onde entrou em meados de 2013 . Filha de Luiz Abreu Quinteiro e Verônica Webster Quinteiro, Luiza cursa 4º ano do Ensino Fundamental na Escola Darci Berbigier, em Guaíba Eco da Tradição – Quando começastes a declamar e como foi? Foto: Divulgação Comecei a declamar há um ano e meio atras. Vi o pai de uma amiga declamando e gostei. Ele, então, me ensinou a declamar “batatinha quando nasce”. Comecei a decorar algumas poesias porque eu queria declamar de qualquer jeito. Eco da Tradição – Como foi o trabalho durante a semana farroupilha nas escolas? Foi como se fosse uma brincadeira. Me diverti, conheci pessoas, fiz amizades. Falei de Guaíba pra muitas crianças e ate turistas. Eco da Tradição – Como foi receber a noticia que tinha sido escolhida para receber o premio Vitor Mateus Teixeira? Na hora não entendi o que significava. Vi as pessoas alegres mas não sabia bem o porque.. Fico feliz, aos poucos estou entendendo. Jeferson Quadros, que já foi peão farroupilha regional, é o jovem subcoordenador do Jacuí Foram 32 grupos inscritos entre pré mirins e mirins. Organização já pensa em dois dias para as danças TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIV - Edição 171 NOTÍCIAS Novembro de 2015 TURISMO NO SUL 9 Por Jeandro Garcia Sicredi PIÁ promove encontro de integração entre as invernadas Incentivo: Programa busca fomentar o tradicionalismo e contribuir com a formação das crianças participantes Fotos: Divulgação Rota da Ferradura dos Vinhedos Iniciativa: Fronteira Oeste investe no Turismo, cria roteiro cultural e explora o potencial das vinícolas instaladas na região. Santana do Livramento está situada sob o famoso paralelo 31, região com índices agroclimáticos propícios e um dos mais adequados para o desenvolvimento da cultura de videiras. Em 26/12/2013 foi lançado oficialmente o roteiro da Ferradura dos Vinhedos, local que além de possuir belíssimas vinícolas para visitação e apreciação de vinhos é repleto de pontos históricos de guerras e lutas regionais. O roteiro pode ser realizado em grupos através do CTG Presílha do Pago, que além de passar pelos pontos turísticos e vinícolas ainda dispõe de um almoço campeiro na entidade, ou ainda de forma individual com os guias e monitores da Ferradura dos Vinhedos. Conheça um pouco dos pontos turísticos da Ferradura: Horto Vitivinícola A Horto Vitivinícola é um empreendimento que tem como objetivo produzir videiras não só para a região, mas para o estado do Rio Grande do Sul e mesmo para outras partes do Brasil. Vinícola Salton Na sequência, chega-se à Vinícola Salton, que segue seu projeto de expansão e investe fortemente na cidade. Vinícola Nova Aliança Elabora linhas de vinhos finos e espumantes, comercializados com as marcas Santa Colina e Aliança. Cerro da Cruz A partir daí, o próximo local avistado é o Cerro da Cruz, um marco da história fronteiriça, que testemunhou guerras por demarcações, revoluções e paz. Binacional Cemitério da Cruz Além da arquitetura dos túmulos, que evoluiu conforme as épocas, se encontram lápides gravadas desde o século XIX, que homenageiam seus mortos, de famílias uruguaias e brasileiras. Por isso, chama-se de Binacional Cemitério da Cruz. Novos Vinhedos Empresários locais e de fora de Sant’Ana do Livramento adquiram o lugar para o plantio de videiras, com o objetivo de investir no negócio do vinho. Assim, surgiram ali empreendedores vitivinícolas, gerando novos vinhedos. Vinícola Almadén Desde 1976 em Sant’Ana do Livramento, a Vinícola Almadén, que se encontra na sequência da Ferradura, conta com 1.200 hectares de terras, possuindo, hoje, o maior parreiral contínuo da América Latina, com 585 hectares de viníferas. Os vinhedos são formados por 23 castas de uvas viníferas, originárias da França, Alemanha, Itália, entre outras. A Vitivinícola Cordilheira de Sant’Ana Adega regional de vinhos finos, tem o privilégio de cultivar seus próprios vinhedos, localizados em Sant’Ana do Livramento, região reconhecidamente apropriada para o desenvolvimento de castas de uvas nobres. Cerro de Palomas O Cerro de Palomas é o “Cartão Postal” da cidade de Sant’Ana do Livramento, e é, também, um símbolo da riqueza turística da região. Do Cerro de Palomas se avista o Cerro da Cruz, o Cemitério da Cruz, e a Ferradura dos Vinhedos. Foto: Divulgação Sicredi Planalto promoveu o 1º Encontro de integração do Sicredi PIA - Programa de Inclusão a Arte O domingo, 18 de outubro, foi de festa em Santa Bárbara do Sul, onde aconteceu o 1º Encontro de Integração do Sicredi PIÁ – Programa de Inclusão a Arte, promovido pela Sicredi Planalto, em parceria com cinco CTG’s – Centros de Tradições Gaúchas, da região. O evento reuniu mais 500 pessoas dos cinco municípios participantes do Programa. O Sicredi PIÁ busca incentivar o tradicionalismo gaúcho, despertar nas crianças o gosto pela cultura e pelo cooperativismo e, principalmente, oportunizar aos participantes o convívio em ambiente favorável a formação de bons cidadãos. O programa oportuniza, gratuitamente, aulas de danças tradicionalistas e oficinas sobre a cultura e o tradicionalismo gaúcho para invernadas mirins. O evento do último domingo buscou integrar as cinco invernadas do Sicredi PIÁ, onde os grupos fizeram apresentações individuais e uma dança coletiva, de integração entre todos os participantes. O momento também foi de festa e emoção, pois contou com o show do cantor Jorge Freitas e uma bonita homenagem aos pais das crianças participantes do Programa. Em seu pronunciamento, o patrão do CTG Velha Carreta, de Santa Bárbara do Sul, Gerson Porto acolheu os presentes e agradeceu ao Sicredi por investir no tradicionalismo, “Santa Bárbara recebe de braços abertos todos os envolvidos com o Programa Sicredi PIÁ, onde temos a felicidade de ser um dos municípios integrantes, agradecemos também a Sicredi Planalto pela ideia de investir na cultura, no tradicionalismo e na formação das nossas crianças” comentou o patrão. O Gerente Regional de Desenvolvimento da Sicredi Planalto, Leandro Wallau ressaltou o objetivo do Programa. “O Sicredi tem em sua missão contribuir com a qualidade de vida das pessoas e das comunidades e, através do Sicredi PIÁ, incentivamos a formação das crianças sendo conhecedoras das origens do nosso Estado e, depois dessas belas apresentações nos orgulhamos e agradecemos a dedicação de todos os envolvidos.” Atualmente os municípios e entidades parcerias da Sicredi Planalto na realização do Sicredi PIÁ são: Tupanciretã – CTG Tapera Velha, Santa Bárbara do Sul – CTG Velha Carreta, Fortaleza dos Valos – CTG Estância do Umbú, Boa Vista do Cadeado - CTG Estância da Boa Vista e Pejuçara – CTG Pealo da Amizade.

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10 Ano XIV - Edição 171 Novembro de 2015 MTG comemora seu 49º aniversário, em Camaq Fotos desta página: Rogério Bastos Ao completar 49 anos do MTG, Manoelito Savaris lança o projeto do cinquentenário que já tem o novo tema anual, cade O Movimento Tradicionalista Gaúcho completou, no dia 28 de setembro, 49 anos de fundação. Atualmente a entidade congrega a absoluta maioria das entidades tradicionalistas presentes no Rio Grande do Sul e é referência e também produtora de estudos e pesquisas que procurem manter vivos os usos, costumes, memória histórica e cultural do estado e do simbolismo do gaúcho. Para comemorar a data, realizou uma grande festividade no dia 31 de outubro, em Camaquã, no CTG Camaquã. O evento deu início às comemorações do cinquentenário da entidade, presidida por Manoelito Savaris. “A identidade de um povo se constrói a cada dia, a cada gesto e a cada atitude coletiva que une pessoas e gerações, e o Movimento Tradicionalista Gaúcho, é a união das diferentes gerações, é a entidade associativa, que congrega mais de 1.678 Entidades Tradicionalistas, legalmente constituídas”, disse Elomir Malta, mestre de cerimonias, na abertura do evento. O dispositivo, à frente do palco, com as autoridades, foi formada pelo presidente do MTG, Manoelito Carlos Savaris, o presidente da CBTG, João Ermelino de Mello, o prefeito de Camaquã, João Carlos Fagundes Machado, o coordenador da 16� RT, Flavio Luiz Menezes, a 1� prenda do RS, Marina Giolo, o peão farroupilha do estado, Lorenço Nunes e a secretária municipal de cultura de Camaquã, Marla Lessa Crespo. Nairo Callegaro(D) entrega Diploma de 60 anos ao CTG “O Fogão Gaúcho” da cidade de Taquara, 22ªRT, a segunda entidade mais antiga do estado Mesa da 15ªRT, com o Coordenad Na mesa dois ex-vices-presidentes de Finanças do MTG Gerson Ludwig (E) e Claudio (C). Cloni Saul(C), mais de 30 anos trabalhando pelo Movimento Tradicionalista Cloni Maria Saul(C) ao lado de Manoe o título de Conselheira Honorária do Padre Valdir Formentini (E) e o padre Amadeu Canellas (D) Laureados aguardavam o momento de serem chamados para receber homenagens Celso Theisent (C) recebendo o título Ex-presidente Oscar Gress (E), Marcia Gress e Edemar Fischer Coordenadores Ricardo Schuster (E), 20ªRT, e Raul Eloir Pereira Teles, 25ªRT (D) Carlos Alberto Volkart (C) recebendo o tí Coordenador Ildo Vagner (E) e a 13ªRT e suas entidades sendo homenageadas Conselheiro Rui Rodrigues (E) e o Coordenador Gilberto Silveira, da 18ªRT (D) Presidente da CBTG, João Ermelino Mell

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Ano XIV - Edição 171 Novembro de 2015 11 quã, e lança o projeto para seu cinquentenário Fotos desta página: Rogério Bastos erno especial do Eco da Tradição em 5 edições, logotipia e um livro comemorativo, que será apresentado no Congresso dor Paulo Alfeu da Silva Mello (E) A 7ª Região Tradicionalista da Coordenadora Gilda Galeazzi (C) 8ª Região, junto à 2ª Prenda do RS, Aline Almeida e a Coordenadora Lauri Almeida elito Savaris e Marina Giolo recebendo o Movimento Tradicionalista Gaúcho 1ª Região Tradicionalista teve suas entidades homenageadas no aniversário do MTG Entidades foram homenageadas pela passagem dos seus mais importantes aniversários o de Conselheiro Honorário do MTG ítulo de Conselheiro Benemérito do MTG lo(C), recebeu a Medalha Barbosa Lessa Após os pronunciamentos foram entregues os demais títulos e comendas do MTG: TÍTULOS DE CONSELHEIRO HONORÁRIO – 2015 - Cloni Maria Saul - Celso Theisen TÍTULO DE CONSELHEIRO BENEMÉRITO – 2015 - Carlos Alberto Volkart MEDALHA BARBOSA LESSA – 2015 - João Ermelino de Mello - Telmo Kirst – Prefeito de Santa Cruz do Sul MEDALHA JOÃO CARLOS DE MOURA - 2015 - Vitor Hugo Medeiros - Renato Mello Kruel COMENDA JOÃO DE BARRO – 2015 - Padre Valdir Antônio Formentini (Indicação do MTG) ENTIDADES COM 200 PONTOS A Comenda João de Barro também foi entregue às Entidades Tradicionalistas que alcançaram 200 pontos na Lista de Destaque Tradicionalista em 2014: 04ª RT - CTG Sinuelo do Pago 04ª RT - CTG Tríplice Aliança 04ª RT - CFTG Farroupilha 06ª RT - CCN Sentinela do Rio Grande 07ª RT - CTG Felipe Portinho 07ª RT - CTG Galpão Amigo 07ª RT - CTG Lalau Miranda 07ª RT - CTG Moacir Motta Fortes 07ª RT - CTG Porteira da Querência 07ª RT - Piquete Pai João 11ª RT - CTG Gaudério Serrano 12ª RT - CTG Estância de Sapucaia 13ª RT - DTG Noel Guarany 13ª RT - AT Poncho Branco 15ª RT - CTG Velha Cambona 15ª RT - PL Timbaúva 19ª RT - CTG Sentinela da Querência Também foram homenageadas as entidades, pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, em forma de registro, com um Diploma, pela passagem de seus aniversários mais significativos. O MTG entregou diplomas, pela passagem dos aniversários marcantes de seus filiados, de 25, 40, 50 e 60 anos. A juventude sempre presente. Prendas e Peões do RS gestão 2015/2016 Odila e Manoelito Savaris e o Patrão do CTG Camaquã com a placa comemorativa Diretoria do MTG com os homenageados da 5ªRT. Ao centro o Coordenador Luís Vieira

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12 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 171 Novembro de 2015 Estudo aponta influência de conflitos nos resultados dos grupos de dança O objetivo geral deste trabalho foi analisar a influência dos conflitos interpessoais no desempenho dos indivíduos do grupo de danças do CTG Campo dos Bugres de Caxias do Sul. Com base nos objetivos específicos propostos, os resultados encontrados neste estudo proporcionaram algumas conclusões. Os integrantes do grupo são dançarinos jovens, em sua maioria, estudantes, com o encaminhamento a um nível superior, sendo que a participação no Movimento Tradicionalista Gaúcho vem de bastante tempo, fazendo com que tenham grande período de experiência na modalidade de dança. Este estudo é de considerável relevância pelo fato de que o festival citado implica em gastos elevados por parte das entidades tradicionalistas envolvidas, nova concepção de valores – como disciplina e dedicação –, carga horária elevada de ensaios, que remetem a métodos profissionais de treinamento, e demais fatores que podem gerar oportunidades de melhorias não somente aos participantes do contexto em estudo, mas como contribuição para o crescimento profissional das pessoas envolvidas em relação à Administração de Conflitos, pois estes são profissionais que estão no mercado de trabalho e este meio pode contribuir no momento de agir no seu ambiente de trabalho. Vale ressaltar que as pessoas envolvidas no contexto utilizam deste momento de ensaios e eventos como uma forma de entretenimento, substituindo o conceito de hora de lazer, descontração, relaxamento e divertimento por treinamento, concentração e disciplina, trocando o convívio da família pelos amigos que integram o grupo, constituindo, desta forma, um segundo ambiente familiar, caracterizado pelo trabalho desenvolvido com profissionalismo por parte dos dançarinos. A importância deste tema foi de esclarecer como os conflitos interpessoais interferem no desenvolvimento de trabalho em equipe dos grupos de danças e como este fator interfere no alcance dos objetivos e resultados almejados, levando-se em consideração algumas variáveis, como o número expressivo de pessoas, ideias divergentes, visões, classe social, cultura de uma pessoa para outra, dentre outros. Em suma, o conjunto de valores, crenças e experiências que cada ser humano possui ou adquiriu deve ser levado em consideração. Ficou nítido que o líder tem grande importância para o grupo, onde é essencial para a resolução de conflito horizontal (que ocorre entre pessoas ou grupos do mesmo nível hierárquico) que possa vir a ocorrer e o líder deve atuar como mediador da situação. Evidentemente que nas situações de conflitos, a melhor maneira de soluciona-los é através do diálogo. Quanto aos motivos que foram citados como causadores dos conflitos no grupo, verificou-se que a altivez das pessoas está em alta, havendo dificuldade de aceitar a opinião alheia. Analisou-se, também, que a divergência de ideias é sim um dos fatores que mais provocam o conflito, onde cada pessoa defende o seu pensamento, acreditando estar certo. Devido à grande quantidade de horas distendidas a ensaios, o estresse e a intolerância também se fazem presentes, sendo determinantes do conflito no grupo, afetando, assim, o clima dos ensaios para o ENART e comprometendo o processo e desenvolvimento do trabalho. Com estes resultados foi possível verificar qual a influência dos conflitos interpessoais no desempenho dos indivíduos do grupo de danças do CTG Campo dos Bugres de Caxias do Sul participante do ENART. A opinião dos entrevistados ficou dividida, onde metade acredita que os conflitos interpessoais não interferem no desempenho dos dançarinos e que, quando ocorrem, é possível utilizar como ferramenta de estímulo para melhorar o desempenho do trabalho do grupo. Na presença deste cenário, o clima é afetado podendo prejudicar o andamento dos ensaios. Para estas situações, foram sugeridas ações de melhorias onde se acredita que pode auxiliar na integração entre os dançarinos, como realização de retiros, em que podem ser desenvolvidas atividades e dinâmicas de grupo, encontros informais e, até mesmo, a participação de uma pessoa externa para trabalhar com o grupo sobre trabalho em equipe, uma vez que o grupo em estudo foi considerado pela pesquisa como equipe, ou seja, todos os participantes estão focados no mesmo objetivo, neste caso uma boa classificação no ENART. Já que, no entendimento da maioria, os conflitos gerados já interferiram na conquista de premiação. Deixa-se como sugestão em futuras pesquisas sobre este assunto que sejam entrevistados outros grupos que participam do ENART com o intuito de explorar este movimento que, cada vez mais, tem seu número de participantes e frequentadores de CTG aumentados, cujas pessoas estão no mercado de trabalho, pois a dança permite em cada compasso expressar a vida, sonhar e brincar com o corpo e se torna uma revelação da cultura conseguindo, além disso, motivar o desenvolvimento cultural, artístico e social. Dançando, o corpo moldura formas, narra histórias, demonstra expressões e significados, estimula a percepção dos corpos uns dos outros, o diálogo, a experiência de diferentes melodias, compassos e harmonias, fazendo com que entendamos melhor as peculiaridades de cada um, contribuindo, assim, para a diminuição do conflito nos grupos. Enfim, ensina a Foto: Arquivo pessoal conhecer, a agir, a refletir e a comunicar-se, proporcionando a quem dança um bailar de aproximação com a sensibilidade, com a magia e com o palco da própria vida. PREMIAÇÃO A ARH Serrana realiza anualmente o “Destaques do Ano em Recursos Humanos”, um dos mais importantes reconhecimentos na área de gestão de pessoas da região, sendo homenageados organizações, profissionais e acadêmicos. Nesta ocasião, tive o privilégio de ser agraciada com o Destaque do Ano em RH pela categoria acadêmica, com o projeto desenvolvido no grupo adulto do CTG Campo dos Bugres. Para mim, o reconhecimento foi de suma importância, pois mais uma vez tivemos o privilégio de difundir a cultura gaúcha, e de divulgar que uma entidade tradicionalista vai muito além de concursos artísticos e provas campeiras, sendo como um dos principais objetivos do Movimento Tradicionalista Gaúcho que é de, formar cidadãos! Vice-presidente da ARH Serrana, Sandro Angeli, entrega o troféu para Marindia Onzi, ela que já foi prenda regional, na 25ªRT, e dançarina do CTG Campo dos Bugres Rodeio Crioulo, manifestação cultural imaterial do Brasil Deputado Federal Pompeu de Mattos protocolou projeto de lei que transforma o Rodeio Crioulo em manifestação cultural imaterial do Brasil Em audiência pública, realizada no dia 28 de outubro, na Câmara Federal, em Brasília, acompanhado de perto pelo Presidente do MTG, Manoelito Carlos Savaris, Loiva Calderan, Presidente do MTG/PC e Dorvilio Calderan, Conselheiro da CITG, o deputado federal Pompeu de Mattos protocolou um projeto de lei que transforma o Rodeio Crioulo em manifestação cultural imaterial do Brasil. O Presidente do MTG fez uma exposição sobre a história, a função cultual, social, econômica e de identidade dos rodeios crioulos mostrando a importância de tal atividade tem. Agora é aguardar a tramitação. Este projeto de lei, do deputado Pompeu de Mattos, vem de encontro a contribuir com a manutenção dos rodeios no Brasil, e para enfrentar o projeto de lei do deputado Ricardo Trípoli, de São Paulo, que quer o contrário. Foto: Divulgação Pompeu de Mattos (E), ao lado de Manoelito Savaris, explica o Projeto de Lei, na audiencia pública TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIV - Edição 171 ATUALIDADES Por: Por Thiago Rodrigo- Joinville/SC Novembro de 2015 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Verdadeiras Amizades Amigos. Somos cercados deles durante todas as fases de nossa vida. Na infância, na adolescência, na vida adulta, na velhice, amigos da vida inteira, amigos da igreja, amigos da escola, da faculdade, amigos do trabalho, enfim, somos cercados o tempo inteiro e precisamos de amigos Pesquisas mostram que pessoas fazem em torno de 400 amigos a vida toda, e que desses 400, aproximadamente, 30 ou 40, vivem a os cercar e, somente 5 ou 6, se tornam íntimos, que a gente chama de verdadeiros amigos. Pessoas que vivem cercadas de amigos tendem a sofrer menos de ansiedade e depressão e pessoas que vivem isoladas correm três vezes mais o risco de sofrer uma morte prematura. Todos nós precisamos de amigos. Nós não fomos feitos para viver sozinhos. Por isso que nós devemos levar muito a serio esse negócio de AMIZADE. A era digital esta no s conectado a tudo e a todos mas ao mesmo tempo esta nos desumanizando. Temos 5000 amigos nas redes sociais mas não temos nenhuma as vezes que nos ajude a juntar os cacos de nossas vidas quando alguma coisa dá errado. Temos centenas de pessoas nos acompanhando por aqui, mas não temos ninguém que nos ajude e nos motive quando estamos abatidos. Temos vários que curtem e compartilham aquilo que postamos aqui, mas não temos ninguém que nos puxe a orelha quando precisamos, e acima de tudo, que nos abrace quando nós caímos. E por que isso acontece? Por que estamos nos esquecendo de cultivar relacionamentos verdadeiros. Estamos esquecendo que somos gente e que não somos digitais. Somos alma. Saímos com os nossos amigos para beber mas ficamos grudados nos celulares, nas redes sociais, com aqueles que estão lá do outro lado. Saímos para jantar com os amigos mas o que nós queremos mesmo é fazer a selfie do prato e da mesa para impressionar aqueles que estão longe e que não estão nem ai pra nós. Nunca conhecemos tanta gente como conhecemos hoje, mas também nunca fomos tão carentes de relacionamentos como somos hoje. Nós vivemos a geração do entretenimento, mas nunca se viu tanta gente depressiva. Somos a geração digital das redes de relacionamento, mas nunca fomos tão sozinhos. Amizades verdadeiras são muito mais do que, simplesmente, amigos das horas boas, das festas, amigos, cuidam uns dos outros. Estamos ficando idiotizados, repare, que se você chamar seus contatos das suas redes, para uma conversa, para um café, vocês não terão mais do que trinta minutos de papo, vocês não terão afinidade, sabe por que, por que você não os conhece bem, por que eles não são seus verdadeiros amigos. E onde você passa, e gasta, a maior parte do tempo? Com seus amigos virtuais. Um amigo é muito mais do que um conhecido, muito mais do que um contato, muito mais que um seguidor ou curtidor de fotos. Amigo é alguém que se alegra com a sua alegria e chora com as suas tristezas. E cuidado para não trocar, as vezes abrimos as nossas tristezas para alguém que não se alegra com as nossas alegrias e sucessos. Amigo que é amigo, quando o assunto acaba o silencio não o incomoda, não precisa de palavras. Se o silencio causar ansiedade e causar incomodo, corremos um serio risco de descobrir que ele não é tanto nosso amigo. Neste ENART, mande uma mensagem para um amigo e diga o quanto sua ausência faz falta. Afinal de contas, quem tem saudade não fica dizendo vamos marcar uma coisa qualquer hora dessas, isso a gente diz para colega, conhecido, para quem não se quer estar junto toda hora, por que quem tem saudade aparece, liga, quem tem saudade só tem vontade de matar a saudade. Invista tempo nas amizades verdadeiras. Vais precisar muito delas no decorrer da sua vida. A arte de viver consiste no CONVIVER. Feliz é quem tem amigos para CONVIVER. O uso exagerado de celulares Perigo: Diversos problemas estão relacionados ao uso abusivo de celulares. E o perigo vai muito além do que se pode imaginar. É preciso estar atento. Buenas Gauchada. Existe algo tão indispensável para o jovem hoje em dia que nem o celular ou computador? Acho que não. Os jovens (e até os adultos, e, porque não, os veteranos) sentem uma necessidade imensa do uso dessa tecnologia. Mas é muito importante saber que eles apresentam riscos à saúde. Vou citar 07 danos que o uso exagerado de celular pode causar: 1 - Papada: O uso excessivo do telefone pode mudar os contornos do rosto, causando flacidez na região inferior da face. Com o passar dos anos, a pele perde elasticidade e, passar horas forçando o pescoço para frente, aumenta as chances de criar papada 2 - Danos aos olhos: Focar a visão em um objeto pequeno por muito tempo pode deixar os olhos ressecados, o que pode causar inflamações e infecções. Se o hábito de manusear smartphones começa já na infância, os danos podem ser iniciados ainda mais cedo. A dica é usar o aparelho por períodos de, no máximo, 15 minutos. E as crianças entre três e sete anos não podem jogar ou brincar no smartphone por mais de 30 minutos diários. 3 - Prejudica a coluna: O uso dos celulares está mudando a postura. A tendência é a de pender o pescoço para frente para ler algo no smartphone ou tablet. Essa postura comprime os nervos que elevam a cabeça e causam dores de cabeça e a sensação de cansaço e rigidez na região. 4 – Acne: A tela dos smartphones esquenta em contato com a pele e pesquisas já mostraram que carrega uma quantidade absurda de germes. 5 - Danos à audição: É comum colocar fones nos ouvidos para escutar música ou mesmo para conversar com alguém em volume exagerado. Isso causa danos até irreversíveis à audição. 6 - Atrapalha o sono: Manter aparelhos eletrônicos ao lado da cama tende a atrapalhar o sono. As luzes que ficam acesas interferem na produção de hormônios que ajudam a dormir, como a melatonina. Desligar o celular ou mantê-lo fora do quarto é recomendado. 7 - Atrapalha relacionamentos: Smartphones foram feitos para facilitar a comunicação, mas podem ter efeito contrário. É comum não dar a devida atenção a pessoas que estão fisicamente presentes e pesquisas mostram que quanto mais engajada é uma pessoa nas redes sociais, menos contato mantém com a família. Portanto, tentemos utilizar este aparelho tão fantástico com moderação, pois também já está comprovado que seu uso irresponsável pode levar ao vicio. “Santa Ceia”, 2013 - Ilustração feita por Allan Sieber especialmente para discutir os excessos do celular TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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14 TROPEANDO VERSOS Ano XIV - Edição 171 NOTÍCIAS Novembro de 2015 Por: Cassia Machado Departamento de Manifestações Poéticas Não há como viver sem regras Olhemos o mundo ao nosso redor. Tudo que existe em essência e verdade tem uma ou mais regras, um modelo, um princípio. A formação do mundo, segundo o Gênesis, nos seus seis dias, parte da ordem: Primeiro dia: - haja luz! Não haveria maneira de criar sem que regras bem definidas fossem aplicadas. Primeiro as águas, depois os peixes; Primeiro o céu, depois as aves. No sexto dia: Faça-se o homem à minha imagem e semelhança, disse Deus. A definição de regra, no dicionário, abrange “norma, princípio, preceito, o que é usual e habitual. Exemplo: regulamento, estatuto, método e organização. Porém, hoje, estamos vivendo um tempo de críticas e questionamentos distorcidos da verdade, onde pseudointelectuais, por detrás de uma bandeira de desordem, levantam clamores, criticando as regras e confundindo as pessoas, principalmente quando dizem que não há regra para arte; que tais movimentos são autoritários e ultrapassados. Levam ao palco todo tipo de “inovação”, esquecendo que estamos tratando de tradição. Pierre Bourdieu, falecido em 2002, escreveu o livro” a Regra da Arte”, abrindo espaço para esse questionamento. E aquilo hoje chamado de inovação não é nenhuma novidade. Já vem sendo usado há muito tempo no teatro, no circo, na televisão, etc... Neste ano comemoramos os 30 anos do ENART, um dos maiores, se não o maior festival de arte e tradição do mundo. Tradição: esta palavra traduz a sua essência, todo o mister de seus 30 anos, primando pelo simples e tradicional, com suas regras e normas, princípios e exemplos. Se este evento/movimento já ultrapassa 3 décadas, mostra a todos a importância de se obedecer às regras, de respeitar os limites. Neste longo período quantos e tantos festivais e movimentos vimos nascer e morrer. Todos foram infectados pelo mesmo mal intitulado a “arte é livre”. Sim, a arte é livre, entre o momento de sua criação, compreensão, interpretação! Aquele que cria não cria para si. Cria para aquele que compreende e interpreta sua expressão nas mais diversas dimensões. A discussão que vemos hoje, de que somos os atrasados que gostamos de regras, me parece vir dos que tentam provar sua superioridade intelectual, suas bandeiras de liberdade total. Nada mais são que folhas soltas ao vento onde, numa análise mais profunda, não sabemos onde vão parar. Perdoem-me tais sábios, mas... não há como viver sem regras... não há como abandonar princípios. GAN Anita Garibaldi cria confraria feminina Foi pensando nas mulheres que passaram pelo GAN Anita Garibaldi e que hoje não estão atuantes efetivamente na entidade, que a patronagem atual a Confraria Anitas. Além de trazê-las de volta, irão beneficiar a nossa entidade a participar da sociedade através de trabalhos e ações voluntárias. A mulher gaúcha está despontando na condução do movimento tradicionalista e ocupando seu espaço. A cada dia aumenta a participação da mulher no tradicionalismo rio-grandense, seja participando ou comandando entidades, sem entrar em atrito com o homem, e sim o acompanhando lado a lado, para juntos cultuarem as tradições do Rio Foto: Divulgação Grande do Sul. O GAN Anita Garibaldi desde a sua fundação, com a primeira patroa mulher, até os dias atuais, com uma patronagem em sua maioria mulheres, valoriza a mulher gaúcha e quer criar um espaço para ELAS. Estão convidadas a participar da Confraria, todas as mulheres que fizeram ou fazem parte da família Anita. “A Confraria foi criada com o intuito de resgatar e canalizar a força da mulher Anita para o bem de nossa sociedade”, comenta a patroa Lisa Lucca Através de projetos sociais, ações que favoreçam nossa sociedade, o Gan Anita Garibaldi convida você mulher que foi ou é uma Anita a fazer parte da confraria “Anitas” A heroína de dois mundos, como era chamada Anita Garibaldi, e que, agora, forma uma confraria Viamão: Caminhos de fé e berço da Missa Crioula “Eu tenho o per�il de um povo que mescla o novo e a tradição; Quem quiser me ver de perto, é o momento certo pra um chimarrão! De longe, verá uma estampa, guardando a Pampa pra nova geração; Com Deus do lado direito, o mapa no peito e o laço na mão!” (Miro Saldanha, poeta e músico Viamonense). Por Judinei Vanzeto Assessoria de Impresa - Regional Sul 3 / CNBB Cerca de 60 amantes da fé cristã católica e da tradição gaúcha participaram de 25 a 27 de outubro, na Paróquia Santa Isabel, em Viamão (RS), do XII Encontro Tradicionalista Cristão, com o tema: “Viamão: caminhos de fé e berço da Missa Crioula”. Padre Canellas (E) fez-se presente no Encontro Cristão, em Viamão Segundo o organizador do evento e Vigário da Paróquia Santa Isabel, Pe. Valdir Formentini, “a temática abordada quer aprofundar não só a larga história de Viamão, mas, sobretudo conhecer a dar a importância que merece o fato de ser a cidade berço da Missa Crioula”. Este último aspecto, sobretudo as orientações já dadas pela CNBB Sul 3 para a celebração da Missa Crioula, contou com a presença dos responsáveis da Liturgia das 18 Dioceses do RS, que manifestaram reflexões acerca das celebrações da Missa Crioula. Na ocasião, dom Aloísio Dilli, Bispo de Uruguaiana e Referencial da Litúrgica do Regional Sul 3, e Pe. Carlos Gustavo Haas, Mestre em liturgia da Arquidiocese de Porto Alegre, proferiram palestras sobre o caminho percorrido nos últimos anos, restrições e orientações da CNBB para celebrar o Mistério Pascal de Cristo sem perder a cultura gaúcha. Na Encíclica Alegria do Evangelho, afirma Papa Francisco, ser “fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia a anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demoras, sem repugnâncias e sem medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, sem excluir a ninguém” (n. 23). A programação do encontro contou com o recebimento de uma centelha da Chama Crioula itinerante de Viamão, canções e danças gauchescas, um painel histórico sobre “Viamão: Caminhos de Fé” e o outro painel litúrgico pastoral sobre o “Berço da Missa Crioula”, oficinas de criatividade sobre a Missa Crioula, uma carta inscrita aos gaúchos e gaúchas de todas as querências, orações e Missa Crioula. De acordo com o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Manoelito Carlos Savaris, o Iº Encontro Tradicionalista Cristão aconteceu em 2001, na cidade de Iraí, na Região do Alto Uruguai, “Desde então um grupo de presbíteros e leigos vem trabalhando na organização destes encontros. O Diálogo necessário e saudável entre fé, cultura, folclore, arte e tradição foram sempre os palanques que nortearam cada um dos doze encontros já realizados”, avaliou. TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIV - Edição 171 GRANDES PERSONAGENS DA HISTÓRIA Colaboração: Hilton Araldi Novembro de 2015 15 Texto continua na próxima edição. Dom Luiz Felipe De Nadal - O Bispo Radioamador Natural de Guaporé, Estado do Rio Grande do Sul, Linha 4a. Série, na época distrito de Muçum, hoje Linha Dom Luiz Felipe, nasceu no dia 1º de maio de 1916, filho de Francisco De Nadal e Tereza Dendena De Nadal, era o primogênito dos 13 irmãos. Entrou no extinto Seminário Central N. Sra. da Imaculada Conceição, na cidade de São Leopoldo-RS, em 1928, com 11 anos de idade, onde fez seus estudos de humanidade, cursou o ginásio de 1928 à 1932, filosofia de 1933 à 1935 e teologia de 1936 à 1939. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de outubro de 1939, pelo então Arcebispo de Porto Alegre Dom João Becker e nomeado bispo dezesseis anos depois. Sua ordenação episcopal aconteceu no dia 29 de junho de 1955, escolhendo o lema: “Oboediens In Laetitia”. Foi sagrante Dom Vicente Scherer, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre e como bispos co-sagrantes, Dom Cláudio Colling, Bispo de Passo Fundo e Dom Antônio Zattera, Bispo de Pelotas. Foram paraninfos o Sr. Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, Secretário de Estado de Educação e Cultura e o Sr. Luiz Polônia, cunhado do sagrando. Tomou posse na Diocese de Uruguaiana-RS no dia 15 de agosto do mesmo ano, da qual foi o 3º Bispo. A solenidade da posse canônica de Dom Luiz Felipe De Nadal foi realizada pelo Sr. Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre Dom Vicente Scherer, na Catedral de Uruguaiana. Faleceu com 47 anos de idade, 23 de sacerdócio e 8 de episcopado, a 1º de julho de 1963, num acidente aéreo, quando o DC 3 da VARIG, prefixo PP-VBV, caiu no 1º Distrito de São João da Bela Vista, a 7,5 km de Passo Fundo-RS, por volta das 18h10min. Até cerca da meia-noite o corpo de Dom Luiz foi velado na Catedral Diocesana de Passo Fundo e transportado depois, via terrestre, para Uruguaiana, onde chegou pelas 18 horas de 2 de julho, passando a ser velado em sua própria catedral. No dia 3, de manhã, as solenidades de sepultamento tiveram a assistência de todos os senhores bispos do Rio Grande do Sul, com exceção do senhor bispo de Frederico Westphalen, impossibilitado de comparecer. A missa exequial, rezada pelo Arcebispo Metropolitano, bem como a solene encomendação, realizou-se em altar armado na frente da catedral, para onde também fôra levado o corpo. SORTEIO ELETRÔNICO NO ENART De tempos em tempos precisamos reavaliar processos, analisá-los e por fim, melhorá-los, isso faz com que tenhamos que buscar formas e aliarmos a nossas necessidades o uso da tecnologia para aprimorarmos nossos processos. Neste ano surgiu uma ideia inovadora, de buscarmos melhorar e deixar o sorteio das danças mais claro, mais prático e interessante. Pensamos: como? O podemos fazer? Foi ai que surgiu a ideia de realizarmos um sorteio eletrônico, para isso se buscou formas e maneiras de aprimoramento do processo, chegamos a uma função simples do próprio programa de planilha eletrônica do pacote office da Microsoft, o Excel, que possui uma função de busca randômica dentro de uma matriz de números, a partir desta ideia formatamos uma modelo que fosse projetado em um telão, onde o casal de dançarinos do grupo em um terminal confere as danças a serem sorteadas, escolhe um número que chamamos de sorte, que é o número de vezes que a função irá percorrer a matriz antes de escolher um número ou dança e que ao final projeta na tela do computador e telão o resultado desta busca aleatória, o processo foi testado nas inter-regionais e se mostrou estável e confiável. Antes de utilizarmos conversamos com avaliadores, coordenadores regionais, vários instrutores e pessoas da área, colocando a aplicação a disposição para avaliação. Baseado nos resultados alcançados nas inter-regionais levaremos o sistema para a final do ENART, o que deve proporcionar um momento diferenciado aos grupos, que poderão acompanhar do brete o sorteio de suas danças, ficando todos na torcida pela boa sorte de seu posteiro. Novidades também ocorreram no sorteio das ordens e definições dos blocos da final do ENART. Onde um sistema diferenciado, realizou o sorteio eletrônico e auxiliou na montagem dos blocos. Essas novidades e mais algumas outras que estamos pensando para um breve futuro, são a prova de que podemos usar a tecnologia como aliada para proporcionarmos cada vez mais melhorias ao nosso festival.

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