Boletim Municipal nº233

 

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Atividade do Município de Aljustrel / Câmara Municipal de Aljustrel

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ALJUSTREL BOLETIM MUNICIPAL OUTUBRO 2015 233 Município 05 Obras 07 Arquivo 12 Educação 14 Associativismo 18 Aljustrelenses deslocam-se a Hem para assinalar 15 anos de geminação O programa estabelecido pelos hemenses contará com sessões solenes entre as duas vilas, visitas ao património e empresas de Hem, animação e convívio entre habitantes e aljustrelenses radicados nesta vila francesa. Obras de reabilitação ambiental da zona mineira de Algares concluídas As empreitadas, para além de incidirem na recuperação ambiental das zonas mineiras desativadas de Aljustrel, irão favorecer a concretização futura de projetos no âmbito do Parque Mineiro de Aljustrel. Vinhos no Concelho de Aljustrel A história do vinho no Alentejo tem sido muito atribulada e só a teimosia dos seus agricultores e as excelentes condições naturais e do seu território, permitem que os vinhos alentejanos gozem hoje de uma excelente reputação. Entrevista à vereadora com o pelouro da Educação, Conceição Parreira “Contamos promover vários projetos que se desenvolvam paralelamente à atividade letiva. Temos, por exemplo, em fase de conclusão o novíssimo projeto das Hortas Comunitárias do Carregueiro”. Campeões de Shorinji Kempo em Aljustrel Portugal conquistou, no passado dia 3 de outubro, cinco medalhas no 7.º campeonato Europeu de Shorinji Kempo. De realçar que duas dessas medalhas foram alcançadas por kenshi (atletas) de Aljustrel.

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02 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 Aljustrel 2020 O Governo sabe perfeitamente que os montantes recebidos da União Europeia são o garante das dinâmicas de expansão das infraestruturas e das atividades de apoio às populações, ferramentas indispensáveis para atenuar as desigualdades entre os grandes centros urbanos e os territórios do interior, como é o caso do concelho de Aljustrel, pelo que adiar a entrega de dinheiros comunitários destinados às autarquias configura uma injustiça e uma insensibilidade sem explicação. Presidente da Câmara Nelson Brito A Editorial s verbas comunitárias recebidas desde a adesão de Portugal à União Europeia, em 1986, têm sido um motor fundamental do investimento realizado no nosso país, seja no sector privado – pelas empresas e outras entidades privadas, seja no sector público - pela administração central, autarquias e outras entidades públicas. O anterior quadro comunitário, designado de QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, iniciado em 2007, encerrou em dezembro 2013. A este, seguiu-se o quadro comunitário Portugal 2020, que, em teoria, deveria ter iniciado em janeiro de 2013, para encerrar em final de 2020. A verdade é que, nestes últimos quase dois anos, o Município de Aljustrel não recebeu um único euro referente ao programa Portugal 2020. Considerando a situação de crise que o país atravessa, a inação do Portugal 2020 é inadmissível, principalmente se tivermos em conta que este dinheiro (25 mil milhões de euros) deveria estar a ser aplicado nos seguintes objetivos: Estímulo à produção de bens e serviços transacionáveis; Incremento das exportações; Transferência de resultados do sistema científico para o tecido produtivo; Cumprimento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos; Redução dos níveis de abandono escolar precoce; Integração das pessoas em risco de pobreza e combate à exclusão social; Promoção do desenvolvimento sustentável, numa ótica de eficiência no uso dos recursos; Reforço da coesão territorial, particularmente nas cidades e em zonas de baixa densidade; Racionalização, modernização e capacitação da Administração Pública. Portugal pode esperar que o Governo se decida a fazer o seu trabalho? O descrito é ainda mais grave se analisado da perspetiva das autarquias, entidades que, nos últimos anos, têm assumido mais e mais competências que pertenciam ao Estado Central e que, também por isso, estão hoje totalmente asfixiadas pelas despesas correntes do seu funcionamento. O Governo sabe perfeitamente que os montantes recebidos da União Europeia são o garante das dinâmicas de expansão das infraestruturas e das atividades de apoio às populações, ferramentas indispensáveis para atenuar as desigualdades entre os grandes centros urbanos e os territórios do interior, como é o caso do concelho de Aljustrel, pelo que adiar a entrega de dinheiros comunitários destinados às autarquias configura uma injustiça e uma insensibilidade sem explicação. No nosso concelho, foram estas verbas dos fundos comunitários que permitiram que se fizesse a conclusão do reordenamento e da requalificação da rede escolar concelhia, o aumento substancial das taxas de cobertura de abastecimento de água e saneamento, que favoreceram o acesso à cultura, lazer e desporto, que permitiram que se fizessem regenerações urbanas, entre muitas outras realizações protagonizadas pela autarquia nos últimos anos. A semelhança de outros territórios de baixa densidade, o Concelho de Aljustrel, que a cada década perde cerca de 11% da sua população, não pode ficar parado assistindo a uma autêntica sangria demográfica. Não podemos ser vítimas da insensibilidade e da inércia de um Governo Central que não consegue “meter no terreno”, em particular nos territórios de baixa densidade, as verbas fundamentais ao nosso desenvolvimento. O mesmo Governo que nos impede de contratualizar a realização de programas com desempregados, em parceria com a Segurança Social ou com o Instituto de Emprego, e que nos restringe a realização de estágios profissionais, limitando, assim, fortemente, o funcionamento do município em termos de recursos humanos e da sua capacidade de responder às necessidades reais das pessoas. Sabemos qual o caminho a percorrer. Queremos implementar um conjunto de políticas que consagram uma forte aposta na mobilização integral dos nossos recursos e ativos territoriais, mas tal só acontecerá com a ajuda e efetiva mobilização de recursos de financiamento comunitário e com a cooperação do Estado Central. O Orçamento Municipal referente a 2016, que apresentámos há dias para apreciação e votação, é a tradução desta vontade de continuar a investir fortemente no nosso território e nas nossas gentes. Mais uma vez, propomo-nos dar continuidade a uma estratégia de desenvolvimento alicerçada na melhoria contínua dos serviços municipais; na educação, qualificação e promoção da cidadania e identidade cultural; na solidariedade e coesão social nas comunidades locais; na diversificação e crescimento do tecido económico e empresarial e nas políticas sustentáveis de habitação e serviços coletivos. Temos, pois, junto dos nossos parceiros regionais, nomeadamente no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, que integra todos os municípios desta sub-região, feito um enorme esforço de integrar a nossa estratégia concelhia nos grandes desígnios reginais e nacionais. Subscrevemos, em linha com esta estratégia, o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Baixo Alentejo, instrumento que se pretende venha a mobilizar a região com vista a concretizar a Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial adotada para o nosso território e materializada através do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Baixo Alentejo 2014-2020. Enquanto centro urbano de nível superior, mobilizámos igualmente esforços no sentido de elaborar um Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, que permitirá enquadrar intervenções no centro histórico de Aljustrel, zona industrial abandonada do designado Parque Mineiro, áreas urbanas carenciadas dos bairros mineiros, que se juntam aos investimentos previstos, por exemplo, nas áreas de fixação empresarial do Roxo, Ervidel e Mancoca, ao reforço da cooperação com as Instituições de Solidariedade Social (por exemplo, a Cocaria em Rio de Moinhos e Santa Casa da Misericórdia em Messejana), à continuidade das regenerações urbanas nas freguesias, entre outras. É esta, pois, a visão do Município de Aljustrel, que procura responder aos desafios e oportunidades com que o nosso concelho se defronta, assumindo os instrumentos financeiros do atual quadro comunitários um papel fundamental para a sua concretização, muito embora estejamos também conscientes de que não serão só os programas voluntaristas destinados às baixas densidades que irão tudo resolver, pois se as grandes políticas nacionais, sectoriais e temáticas nos esquecerem, enquanto parte integrante do todo nacional, muito poderá ficar comprometido. Caras e caros munícipes, para concluir, reitero que nos matemos firmes e convictos na estratégia que iniciámos em finais de 2009 e que temos vindo a concretizar com resultados positivos desde então. É certo que não dependemos apenas de nós e que existem variáveis externas (como é o caso da impossibilidade de acesso atempado as fundos comunitários a que temos direitos) que influenciam negativamente no nosso desempenho, mas uma certeza vos dou: mantemo-nos inabaláveis na convicção do potencial das nossas terras e das nossas gentes. Juntos, com mais ou menos quadros comunitários, com mais ou menos obstáculos do exterior, tudo faremos para que Aljustrel, em 2020, seja um concelho mais vivo e melhor para todas e todos. FICHA TÉCNICA: Propriedade Câmara Municipal e Aljustrel Sede Avenida 1.º de Maio 7600-010 Aljustrel Telefone 284 600 070 Fax 284 602 055 e-mail geral@mun-aljustrel.pt Site www.mun-aljustrel.pt Diretor Nelson Brito (Presidente da Câmara) Coordenação Marcos Aguiar Redação Mercedes Guerreiro e Artur Martins Fotografia José Tomé Máximo e Mercedes Guerreiro, Projeto Gráfico e Paginação Adriana Vieira da Silva Impressão Gráfica Funchalense Periodicidade Trimestral Tiragem 5500 exemplares ISSN 0874-0275 Depósito Legal 120655

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 03 Faixa Piritosa Ibérica Representantes portugueses e espanhóis decidem sobre dinamização do AECT Na reunião na vila mineira alentejana, os representantes dos municípios de Aljustrel, Castro Verde, Mértola, Grândola e Almodôvar, e os espanhóis de Almonaster La Real, Tharsis, Calañas, Zarza-El Perrunal, Alosno, El Cerro de Andevalo e Minas de RioTinto juntaram-se, para decidir sobre as medidas a adotar para a dinamização do AECT Visita ao Parque Mineiro A utarcas e técnicos de cinco municípios portugueses do Alentejo e sete municípios espanhóis da provín- cia de Huelva reuniram-se, no dia 21 de setembro em Aljustrel no âmbito do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) da Faixa Piritosa Ibérica de que fazem parte. O AECT engloba municípios que têm em comum espaços mi- neiros desativados ou ainda em atividade na Faixa Piritosa Ibérica, e reveste-se de grande importância para as populações deste território da Faixa Piritosa Ibérica, que abrange uma área com cerca de 4500 km2. Dar prioridade à cooperação entre entidades de territórios mineiros com necessidades comuns de desenvolvimento económico e social, e assegurar a articulação de esforços e a gestão de competências em matéria de turismo, meio ambiente, energia, desenvolvimento local, entre outros, num desenvolvimento integrado e harmonioso, levou à assinatura, no dia 21 de maio de 2001, do Convénio Transfronteiriço, com vista à criação de um agrupamento europeu. Desde então, seguiu-se um longo processo de reconhecimento do AECT, que finalmente foi conseguido este ano. Na reunião na vila mineira alentejana, os representantes dos municípios de Aljustrel, Castro Verde, Mértola, Grândola e Almodôvar, e os espanhóis de Almonaster La Real, Tharsis, Calañas, Zarza-El Perrunal, Alosno, El Cerro de Andevalo e Minas de RioTinto juntaram-se, para decidir sobre as medidas a adotar para a dinamização do AECT. De tarde, os participantes foram conhecer o Projeto do Parque Mineiro de Aljustrel, com visita às intervenções de requalificação ambiental da responsabilidade da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro e descida à Galeria da Mina de Algares. 4 de outubro de 2015 Resultados das Eleições Autárquicas no Concelho de Aljustrel No concelho de Aljustrel o partido mais votado foi o PS, com 36,85% dos votos, seguido da CDU, com 36,29%, da coligação PSD/ CDS-PP, com 11,25% e do BE, com 7,84% N o passado dia 4 de outubro, mais de 9,6 milhões de eleitores foram chamados a votar para a escolha de 230 deputados à Assembleia da República. A estas eleições, concorrem 16 partidos, dos quais três foram coligações. O PS foi o partido mais votado no distrito de Beja, com 37,29% dos votos. Os três deputados pelo círculo de Beja voltaram a ser distribuídos pelas principais forças políticas, como em 2011, com PS, CDU e PSD, desta vez coligado com o CDS-PP, a elegeram um deputado cada. No concelho de Aljustrel o partido mais votado foi o PS, com 36,85% dos votos, seguido da CDU, com 36,29%, da coligação PSD/ CDS-PP, com 11,25% e do BE, com 7,84%. Votaram 62,32% dos eleitores e a percentagem de votos em branco foi de 1,17%. in: www.legislativas2015.pt Município

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04 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 Rota das Adegas 21 e 22 de novembro Vin&Cultura 2015, a grande festa do vinho e da cultura está de volta em Ervidel A Vin&Cultura já tem datas marcadas. A grande festa do vinho e da cultura vai decorrer, este ano, nos dias 21 e 22 de novembro na freguesia de Ervidel Município C omo sempre, a animação na aldeia de Ervidel está garantida e vai ser grande durante estes dois dias. As adegas vão dar a provar o vinho dos pro- dutores locais. As barraquinhas com os produtos locais e o artesanato vão marcar presença na praça da aldeia, e oferecer alguns dos produtos que mais caracteri- zam a atividade económica desta aldeia e do concelho. A Câmara Municipal de Aljustrel, a Junta de Freguesia de Ervidel, os produtores de vinho locais e o movimento associativo, vão assim, uma vez mais, envidar esforços para divulgar e contribuir para o desenvolvimento local e revitaliazação do mundo rural. Promover, valorizar e comercializar o vinho e outros produtos agrícolas do concelho são alguns dos objetivos que a Vin&Cultura quer atingir, e que de ano para ano, tem vido a atrair cada vez mais visitantes. Mais que uma mostra e venda de produtos agrícolas, a Vin&Cultura é igualmente uma festa, onde a música, a gastronomia local e principalmente o convívio entre amigos e familiares à volta de uma mesa constituem outros grandes atrativos. XIV Feira do Livro e Feira de Outubro Livros e iniciativas diversas para animar o público em Aljustrel D e 23 a 27 de outubro decorre em Aljustrel, a XIV Feira do Livro. Uma vez mais o Pavilhão de Exposições e Feiras recebeu diversas editoras nacionais que aqui vieram apresentar os livros dos seus autores. Durante estes dias, centenas de obras de diferentes estilos literários e destinadas ao público de todas as idades puderam ser adquiridas a preços mais convidativos. Promover o gosto pela leitura mais também permitir uma maior aproximação do leitor ao livro foram objetivos que a Biblioteca Municipal atingiu com a realização deste evento. Para o efeito, neste espaço, foram igualmente realizadas diversas iniciativas destinadas a públicos diversos. Assim, no dia 23, pelas 21 horas foi apresentado o livro “Cleo” de Sandra Pestana (Editora Alfarroba) ao que se seguiu a atuação do grupo coral juvenil “Os Picaretas”. No sábado, 24, pelas 10h30, teve lugar a Bébeteca - O espaço do bebé, durante a qual será lida a história da “Menina dos caracóis de ouro e os três ursinhos” a crianças dos 9 meses aos 3 anos. Aproveitando a feira como espaço de divulgação por excelência, nesse mesmo dia, às 15 horas, Rita Guerra, da Associação Portuguesa de Dietetistas falou ao público sobre “Nutrição e Envelhecimento Ativo”. No dia 26, às 10 h e às 14 horas foi apresentado às crianças do 1º ciclo e pré-escolar, o livro infantil “As bolachas mágicas da avó Inácia” de Francisco Caeiro (Editora Alfarroba). Também no dia 26, e pelo segundo ano consecutivo, o presidente da Câmara entregou os certificados “Padrinhos de Leitura” aos representantes das empresas que apadrinharam os alunos de uma sala de aula de jardim-de-infância, pré-escolar ou primeiro ciclo, através da atribuição de um apoio financeiro para aquisição de um livro para cada aluno dos ciclos abrangidos. Com esta iniciativa a Biblioteca Municipal pretende envolver a comunidade promovendo o sentido de partilha, de solidariedade social e de uma cidadania mais ativa, fortalecendo ao mesmo tempo os laços existentes entre a biblioteca e os seus utentes. Ainda, nesta segunda-feira, 26, às 21 horas, o grupo “Real Aliança Velha” interpretou temas originais e outros bem conhecidos de vários géneros musicais e épocas. Paralelamente à feira, decorreu, como habitualmente, no sábado 24 e domingo 25, a Feira Nova de Outubro. Esta feira tradicional caracteriza-se pelas suas barraquinhas com os fru- tos secos da época, nozes, figos, castanhas, e os seus produtos típicos da estação, para além das peças de artesanato e outros artigos que o público também aqui pode encontrar. Integrado nesta feira tradicional, a Associação Equestre de Aljustrel realizou, com o apoio da Câmara Municipal, diversas atividades para agrado dos amantes das atividades hípicas. Do vasto programa constou no dia 23, às 20h30, uma Prova de Velocidade. No sábado, 24, pelas 9h30, teve lugar uma Prova de Dressage, e às 17h30, houve uma demonstração pelos alunos da escola de equitação, ao que se seguiu, pelas 19 horas, um Carrocel de Equitação. O picadeiro esteve aberto ao público a partir das 21 horas, e às 21h30, o KJ Mike animou o público com uma sessão de karaoke. No domingo, 25, pelas 9h30, foi organizado um passeio equestre e, às 16 horas, decorreu uma Prova de Velocidade. Além disso, ao longo destes três dias, esteve patente ao público, no picadeiro coberto, a exposição “O Cavalo”.

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 05 Cerimónia em Hem Hem-Aljustrel Comitiva aljustrelense desloca-se a Hem para festejar 15 anos de geminação Recorda-se que foi por volta de 1999, que se iniciaram contactos institucionais com visitas de trabalho e de conhecimento das realidades de ambas as comunidades, dando-se assim resposta a um desejo manifestado e já enraizado pela forte presença de emigrantes aljustrelenses nessa localidade, desde os anos 60 U ma comitiva de 23 Aljustrelenses vai viajar, de 6 a 8 de novembro para Hem para ali celebrar os quinze anos de geminação com esta vila do norte de França. Além dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, a comitiva será ainda composta pelos dois vereadores em exercício, uma técnica municipal, qua- tro empresários locais e os jovens do recém-formado grupo de cante alentejano “Os Picaretas”. O vasto programa estabelecido pelos hemenses contará com sessões solenes entre as duas vilas, visitas ao património e empresas de Hem, animação e convívio entre habitantes e aljustrelenses radicados nesta vila francesa, bem como um momento simbólico com a plantação de uma árvore representando os « 15 anos da geminação e de amizade entre Aljustrel/Hem » num jardim desta vila francesa. O presidente da Câmara irá igualmente visitar a fábrica da empresa Pronal, situada na localidade próxima de Roubaix. Espera-se a participação de outras vilas, a inglesa (Mossley) e a alemã (Wiehl), também elas geminadas com Hem. Recorda-se que foi por volta de 1999, que se iniciaram contactos institucionais com visitas de trabalho e de conhecimento das realidades de ambas as comunidades, dando-se assim resposta a um desejo manifestado e já enraizado pela forte presença de emigrantes aljustrelenses nessa localidade, desde os anos 60. A geminação teve a sua oficialização a 29 de Abril de 2000 na vila de Hem, dando cumprimento aos princípios de reciprocidade recomendados pela Comissão Europeia para oficialização de uma realização deste tipo, esta cerimónia repetiu-se, em Aljustrel, nos dias 4 e 5 de Maio de 2001. Desde então, autarcas, artesãos, jovens, professores, desportistas, artistas, músicos, grupos corais, empresários e muitos outros, têm-se encontrado alternadamente em Hem e em Aljustrel. Empreendedorismo Programa de estágios apoia a criação de atividade no Baixo Alentejo A Esdime e os Municípios de Aljustrel, Castro Verde e Ferreira do Alentejo estão a promover o Programa Estágios Empreendedorismo. Esta iniciativa, destinada a jovens com ideias e projetos de empreendedorismo é uma resposta integrada de apoio à criação de atividade nos territórios do interior providenciando a jovens com formação superior a possibilidade de testar uma atividade e um projeto, recebendo uma bolsa mensal, apoio técnico e formação. Esta metodologia foi inicialmente desenvolvida e testada em Ferreira do Alentejo, com a designação Ferreira Empreende tendo sido um projeto premiado pela REN, no quadro da primeira edição do Prémio AGIR. Esta iniciativa conta com o apoio do IEFP, da REN e da BVS - Bolsa de Valores Sociais. Nesta primeira fase serão selecionados/as 10 jovens que poderão sediar e desenvolver as suas atividades num dos três concelhos envolvidos, contando para isso com a disponibilidade de instalações para o efeito, nomeadamente, o Centro de Acolhimento de Micro Empresas, em Aljustrel, o Ninho de Empresas, em Ferreira do Alentejo e o IN Castro, Centro de Ideias e Negócios, em Castro Verde. Município

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06 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 Administração direta Uma Câmara com rostos A Obras Limpeza de Bermas e Valetas Pintura Envolvente Igreja Matriz de Aljustrel s intervenções da Câmara Municipal no modelo de administração direta são da responsabilidade da divisão técnica do município. As obras são realizadas aplicando meios próprios, ou adquiridos para o efeito, e que se destinam ao seu imobilizado. São exemplos destes trabalhos as pequenas intervenções urbanísticas, os ramais de águas e esgotos, trabalhos de jardinagem, construção civil, entre outras, bem como algumas intervenções de maiores dimensões. Reabilitação Parque Infantil e Jardim Construção de ramal esgoto Reparação junto à portaria da EB2,3 de Aljustrel Pintura de corrimão Reabilitação de Parque Infantil e Jardim Montagem de antena na Escola da Avenida Manutenção de espaços verdes Reparação de rotura Reparação de rotura junto ao Estádio Municipal Reconstrução de caldeira no Bairro de S. João Manutenção do Jardim do Coreto Reabilitação do edificio do Jardim 25 de Abril Montagem de estrutura no Parque Desportivo Construção de hortas comunitárias no Carregueiro Construção de caldeiras no Bairro de S. João Reparação de rotura no Carregueiro Melhorias habitacionais Reparação de cobertura no Carregueiro Marcação de estacionamento na R. José Francisco Silva Álvaro Trabalhos de eletricidade no Pavilhão Desportivo Montagem de palco na Corte Vicente Anes Reparação de Viatura Limpeza de ribeira Reparação de arruamentos com misturas betuminosas Manutenção de espaços verdes Reparação de caixa de esgoto Montagem de monobloco Manutenção do Centro Escolar Pintura de passadeiras Reparação de vagona Consturção de muro em pedra na Av. de Algares em Aljustrel Montagem de palco em Rio de Moinhos

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 07 Vista aérea do Malacate Viana Secção da Galeria de Algares Mais um passo para o futuro Parque Mineiro de Aljustrel Obras de reabilitação ambiental da zona mineira de Algares concluídas As empreitadas, para além de incidirem na recuperação ambiental das zonas mineiras desativadas de Aljustrel, irão favorecer a concretização futura de projetos de âmbito turístico, cientifico e lúdico-educativo, nomeadamente a constituição do Parque Mineiro de Aljustrel E stá concluída a 4ª fase de reabilitação ambiental da zona mineira de Algares, em Aljustrel, da responsabilidade da EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro. Ficou igualmente concluída a empreitada de requalificação da galeria mineira de Algares, da responsa- bilidade da mesma entidade. As empreitadas, que contaram com o acompanhamento técnico do município, para além de incidirem na recuperação ambiental das zonas mineiras desativadas de Aljustrel, irão favorecer a concretização futura de projetos de âmbito turístico, cientifico e lúdico-educativo, nomeadamente a constituição do Parque Mineiro de Aljustrel, considerado de extrema importância para o desenvolvimento do concelho. Tratando-se de imóveis que são propriedade da empresa Almina, Minas do Alentejo S.A., o desenvolvimento futuro do projeto do Parque Mineiro passará necessariamente por uma negociação desta empresa com o município de Aljustrel e EDM. O projeto irá articular-se com outras intervenções já programadas pelo município no âmbito da regeneração urbana de Aljustrel, nomeadamente com a reabilitação de áreas urbanas carenciadas dos Bairros Mineiros. O futuro Parque Mineiro de Aljustrel, para além da obrigação que tem para com a comunidade aljustrelense de preservação do seu património, reúne as condições para se tornar num atrativo lúdico/turístico de âmbito alargado, e oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer um património diversificado, onde a história, a arte, o ambiente, a tecnologia e as diferentes culturas do trabalho das minas se sucederam e se tornam nos elementos de uma estrutura territorial profunda, que só um projeto desta natureza pode restituir em toda a sua riqueza e complexidade. Panorâmica de Aljustrel Vista aérea da Chaminé Transtagana e represa Galeria de Algares CEGMA - Centro de Estudos Geológicos Mineiros do Alentejo centro de investigação dedicado aos recursos geológicos e mineiros da região sul do país, centrado na grande potencialidade da Faixa Piritosa Ibérica e da Zona de Ossa Morena para albergar recursos minerais de elevado valor económico. O CEGMA permitirá apoiar de modo efetivo a indústria extrativa, quer na sua vertente mineira (minas de Neves Corvo e de Aljustrel, pedreiras em exploração), quer na sua vertente de prospeção, facilitando a atividade de investigação e de pesquisa de georrecursos. A atividade do CEGMA facilitará a captação de novos investimentos em prospeção, na sua maioria de capital estrangeiro, ao disponibilizar de modo rápido e eficiente a informação geocientífica de base, necessária ao correto planeamento e desenvolvimento dos projetos de pesquisa. O CEGMA será um centro de investigação dedicado aos recursos geológicos e mineiros da região sul do país, a construir em Aljustrel, uma região mineira desde a época Romana. O Centro funcionará como infraestrutura principal do LNEG para a região do Alentejo, servindo também de arquivo de sondagens realizadas entre Portalegre e o norte do Algarve. O Centro será também integrado nas redes de ciência e projetos do LNEG, os quais envolvem atualmente inúmeros parceiros nacionais, comunitários, europeus, ibero-americanos e outros. O projeto conta com o apoio técnico do Município de Aljustrel e está a ser desenvolvido no âmbito do SRTT – Sistema Regional de Transferência de Tecnologia. In www.lneg.pt Obras em curso D ecorrem igualmente a bom ritmo as obras do CEGMA - Centro de Estudos Geológicos Mineiros do Alentejo. O CEGMA é uma iniciativa do LNEG - Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia para criação de um Obras

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08 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos Freguesias Comemorações de Santa Bárbara promovem regresso do atletismo Neste âmbito, e apesar de todas as restrições financeiras a que a União das Freguesias tem sido sujeita, entendeu-se que Santa Bárbara, enquanto padroeira dos mineiros, deveria ser sempre evocada, incentivando a realização de festejos em sua honra, proporcionando, em complemento com a vertente religiosa, um são convívio entre aljustrelenses, residentes e ausentes convívio entre aljustrelenses, residentes e ausentes, nomeadamente aqueles que de alguma forma estão ou estiveram ligados à atividade mineira. Assim, a União de Freguesias, conjuntamente com o Municipio de Aljustrel e o NARM – Núcleo de Atletismo de Messejana, decidiu reeditar a prova de atletismo entre os bairros mineiros, à qual foi dado o nome de 5.º Grande Prémio de Santa Bárbara, que se realizará no próximo dia 8 de dezembro. O percurso engloba diversos locais da antiga atividade mineira e pontos turísticos únicos e de enorme beleza histórica e paisagista, sendo que, importa destacar nesta edição, a passagem dos atletas por uma galeria mineira (restaurada muito recentemente). A passará pelo bairro mineiro de Vale d’Oca, percorrendo a zona mineira e a anteriormente referida galeria de acesso ao fundo da mina, subida ao Moinho com passagem posterior pela zona central da vila, para seguidamente ter lugar a subida à Ermida da Sr.ª do Castelo e descida para a meta colocada no Bairro de São João, num total de cerca de 8km. Passagem pelos Algares A União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, continua a desenvolver várias atividades, quer desportivas, quer culturais, em estreita articulação com o riquissimo movimento associativo local, sendo que muitas delas visam preservar a cultura e costumes, incentivar a prática desportiva, procurar dinamizar o comércio tradicional e promover o nosso incomparável património mineiro. Neste âmbito, e apesar de todas as restrições financeiras a que a União das Freguesias tem sido sujeita, entendeu-se que Santa Bárbara, enquanto padroeira dos mineiros, deveria ser sempre evocada, incentivando a realização de festejos em sua honra, proporcionando, em complemento com a vertente religiosa, um são Ervidel S. João de Negrilhos Messejana Prossegue plano de asfaltamento A Fórum Comunidade Ativa Junta de Freguesia de S. João de Negrilhos criou, há cerca de dois anos, o Fórum Comunidade Ativa, instrumento de âmbito social que pretende aprofundar a democracia participativa, envolvendo as forças vivas da comunidade e os seus principais agentes dinamizadores. Este instrumento de participação cívica define anualmente as principais linhas de atuação da comunidade, priorizando intervenções e atividades, fazendo semestralmente a sua monitorização. Para a preparação do próximo orçamento anual da freguesia já estão agendadas sessões deste fórum com a população em geral e com os dirigentes associativos, para programar as principais atividades da comunidade para o ano 2016. Sessão em Montes Velhos Ruben Baião anima S. Martinho Trabalhos em curso A reabilitação urbana de Ervidel prossegue com a realização de asfaltamento em várias localizações e artérias desta localidade - Entrada Municipal 527, sentido Montes Velhos - Ervidel, Rua da Canada, Rua do Poceirão, Rua das Eiras e Largo do Lagar. O município de Aljustrel entende que os processos de reabilitação urbana devem ser desenvolvidos de forma integrada, racionalizando recursos e evitando intervenções dispersas que possam revelar-se contraditórias. O Grupo de Jovens de Messejana e a associação Engenho & Arte juntaram-se para comemorar o S. Martinho. Assim, dia 7 de Novembro, sábado, pelas 22h30, haverá festa em Messejana, acompanhada de vinho novo, castanhas assadas e da música de Ruben Baião. A iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Messejana e do Município de Aljustrel.

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 09 Muita animação Noite Branca – Pool Party N O o dia 21 de agosto, a Piscina Municipal de Aljustrel recebeu mais uma edição da Noite Branca - Pool Party. O evento, que acontece pelo quinto ano consecutivo, contou com o DJ Litos Diaz a animar este espaço preparado especialmente para acolher o público. A Noite Branca - Pool Party já se afirmou como uma das festas de verão mais aguardadas da região e tem vindo a atrair gente de todos os pontos do distrito. Nessa noite, cerca de 1300 pessoas, todas vestidas de branco, como mandam as regras, dançaram à volta da piscina, num ambiente de grande convívio e divertimento. A Noite Branca - Pool Party já se afirmou como uma das festas de verão mais aguardadas da região e tem vindo a atrair gente de todos os pontos do distrito “4as à Noite” As noites de quarta-feira voltam a animar o verão em Aljustrel s espetáculos das “4as à Noite” regressaram, no dia 15 de julho, como sempre às 22 horas, ao Anfiteatro da Piscina Municipal. Os mágicos David Martin & Rui Morgado foram os artistas convidados para animar este espaço ao ar livre, com um espetáculo, que precedido da atuação do mágico aljustrelense, Tiago Pinto. Na quarta-feira, 22, o palco do anfiteatro cobriu-se de vermelho para deixar desfilar os jovens do concelho na passagem de modelos “Aljustrel Moda Jovem”. Para terminar o mês de julho, no dia 29, o público assistiu ao grande espetáculo “Duas Culturas – Fado & Flamenco”, que juntamente com fadistas portugueses, nomeadamente o aljustrelense, Luís Saturnino, e artistas espanhóis reuniu, como o nome indica, as duas grandes culturas da Península Ibérica. Promovidas pela Câmara Municipal de Aljustrel, as “4as à Noite” continuaram em agosto, para oferecer à população, uma outra forma de distração, durante os longos e quentes serões do estio. Assim, no dia 5, foi apresentado o espetáculo “Cantigas do Festival”, que propôs uma “viagem” pelos temas que fizeram sucesso no Festival da Canção desde os anos sessenta, e pôs o público cantar canções que continuam a reinar na nossa memória. No dia 12, o grupo de música popular Nova Aurora presenteou o público com o seu repertório do cancioneiro tradicional alentejano. No dia 19, o palco iluminou-se para receber a representação da peça de teatro “Uma menina bem guardada” de Eugène Labiche, pela Companhia BAAL 17. Tratou-se de uma comédia ligeira, à boa manei- ra do vaudeville do século XIX, baseada na intriga e no equívoco onde o autor satirizou os costumes da época, em especial os da burguesia desse século. Os espetáculos das “4as à Noite” de 2015 despediram-se assim com gargalhadas e boa disposição. Companhia BAAL 17 Santos Populares e Noites de Verão “Aljustrel Moda Jovem” Bailes populares regressaram para animar a Praça da Resistência lares, regressaram, no dia 1 de agosto à Praça da Resistência, os bailes das “Noites de Verão” com a acordeonista Sara Pessoa. No dia 8, Catarino Narciso animou a praça. No sábado 15, o baile teve lugar em Messejana, integrado nas comemorações das festas desta vila. No dia 22 de agosto, os bailes regressaram à Praça da Resistência, para agrado da população que deu o seu pezinho de dança ao som do acordeão de Luís Godinho. Os grandes bailes de verão acabaram em beleza, no dia 29 de agosto, com os acordes do acordeão de Sérgio Conceição. E assim, terminaram os bailes dos Santos Populares e das Noites de Verão, organizados pela Câmara Municipal de Aljustrel que permitem à população sair de casa, divertir-se e conviver com os amigos nestas noites quentes de estio. A Jovens do concelho desfilam no palco do Anfiteatro da Piscina Municipal trou um workshop de preparação dos jovens que participaram na passagem de modelos. A apresentação do espetáculo esteve a cargo da atriz Marta Faial, que se estreou na arte da representação como Daniela em “Morangos com Açúcar 3” e, mais recentemente no papel de Bianca na novela angolana “Jikulumessu – Abre o Olho”. Baile de Verão O s tradicionais bailes dos Santos Populares e das Noites de Verão tiveram início no dia 20 de junho. Como habitualmente, a Praça da Resistência e o mastro foram engalanados para receber todos os sábados a partir das 22 horas, e até ao dia 29 de agosto, estes bailes que animam a praça nas longas noites de verão. Este ano, a festa começou, com a Banda Karisma, e continuou no dia 27 de junho, com a acordeonis- ta e vocalista Anabela Vicente. Em julho, no dia 4, João do Carmo, acordeonista foi o artista convidado. No dia 11, foi a vez do também acordeonista Silvino Campos. O duo musical, Noémia Duarte&António Cardoso, subiram ao palco, no dia 18. O último baile popular do mês de julho foi dinamizado, no dia 25, pelo Sindicato da Indústria Mineira de Aljustrel, no Largo do Sindicato. Terminados os Santos Popu- moda regressou ao palco do Anfiteatro da Piscina Municipal no dia 22 de julho. À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Aljustrel organizou o “Aljustrel Moda Jovem”, um dos eventos aguardados com mais expetativas dos espetáculos das 4as à Noite. Nessa quarta-feira, o Anfiteatro da Piscina Municipal voltou a revestir-se de luzes, cores e elegância e com muita música à mistura. Raparigas e rapazes, dos 13 aos 25 anos, residentes no concelho desfilaram pelo tapete vermelho, com vestuário e acessórios de moda, cedidos para a ocasião, por diversos estabelecimentos comerciais locais. O apoio técnico esteve uma vez mais a cargo da modelo profissional, Izilda, que selecionou e minis- Jovens modelos Sociedade Grande festa de verão recebeu cerca de 1300 pessoas

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10 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 NÚMERO Trabalhadores Negrifer: 4 Nuno Caixeirinho Negrifer Do artesanato em ferro forjado às construções em ferro, um negócio com saldo positivo Bom, bonito e barato é isso que os clientes querem, e é este o lema que Nuno Caixeirinho tem aplicado na Negrifer, empresa que constituiu há dois anos com a sua esposa Célia Caixeirinho. O negócio vai de vento em pompa e já necessitam de aumentar as instalações que possuem em Montes Velhos T Trabalhos em ferro Soldagem udo começou no ano 2000, quando Nuno Caixeirinho, após ter tirado uma formação de serralheiro civil no Centro de Formação de Aljustrel e de ter exercido a sua profissão por vários locais em Portugal e no estrangeiro, decidiu regressar à sua terra para se estabelecer profissionalmente. Nessa altura, apresentou um projeto no âmbito dos programas de incentivos às microempresas, e com um investimento inicial de 50 mil euros, montou uma serralharia civil e mecânica em nome individual. No início esteve mais ligado ao artesanato. Criava mesas, cadeiras, camas e outros artigos em ferro forjado, que dava a conhecer em feiras comerciais. Esteve nomeadamente presente na FIA Lisboa. Mas a concorrência do mercado chinês, com preços impraticáveis para ele, veio-lhe complicar a vida. Gostava do artesanato pelo gozo que lhe dava de desenvolver um trabalho com mais tempo, bem feito e que ia ao encontro do desejo do cliente. Mas não era sustentável. Para completar os seus conhecimentos foi tirando outras formações e assim pôde alagar a oferta dos serviços prestados. Virou-se então mais para a construção em ferro. Adquiriu novas máquinas e adequou a oferta às necessidades do mercado. As encomendas foram aparecendo. Além das portas e janelas, o alargamento da área de regadio também lhe trouxe benefícios e mais clientes. Novas culturas surgiram para as quais foram necessários construir alfaias diversas, pavilhões agrícolas, lagares e outras infraestruturas metálicas, nomeadamente para agricultores do concelho, de Ferreira do Alentejo e de Alvalade que detém explorações de olivais. Recentemente, executou bancadas e outros suportes em ferro para a empresa francesa de borracha que se instalou no concelho. Também produz peças que não são em série, peças únicas, como parafusos com roscas especiais, peças feita no torno mecânico. Além disso, comercializa igualmente materiais de ferragens, tintas e outros produtos relacionados com o ferro. A empresa está a evoluir favoravelmente e o saldo é positivo. Nuno Caixeirinho não está arrependido do caminho que traçou. Pelo contrário. Se teimasse em produzir unicamente artesanato em ferro forjado e não tivesse diversificado o seu ramo de atividade hoje não teria chegado onde está. A sua faturação aumentou em 15 anos. Curiosamente, desde que o país está em crise, tem duplicado o seu trabalho. A razão talvez se devesse ao facto de não ter desistido de investir em novos equipamentos e de estar melhor adaptado ao mercado, enquanto a concorrência não se conseguiu aguentar. Há dois anos, Nuno Caixeirinho sentiu a necessidade de acabar com a empresa em nome individual e de criar a Negrifer, uma sociedade por quotas com a esposa. O volume de negócio em 2014 foi de cerca 250 mil euros. Este ano acredita que vai ultrapassar esse montante. Entretanto, adquiriu o terreno anexo às suas instalações. Mas aguarda o licenciamento para poder começar a executar obras que lhe irão permitir mudar de patamar. Poderá então contratar mais pessoal, e lançar-se em novos projetos. A falta de pessoal qualificado e a limitação do espaço têm sido um entrave ao desenvolvimento da empresa. De certa forma, a Negrifer tem servido de “escola” de aperfeiçoamento para alguns dos seus trabalhadores, que aqui fazem o estágio e que logo que adquirem alguma experiência partem trabalhar para as empresas mineiras da região. Apesar de tudo, Nuno Caixeirinho está optimista quanto ao futuro. Ele acredita que a aquisição de melhores máquinas, a qualidade do trabalho prestado e dos investimentos feitos na empresa foram a chave do seu sucesso. Mas também a sua força de vontade e o facto de nunca ter desistido e de não ter tido medo de trabalhar muitas horas seguidas, comprometendo-se sempre com o que estava a fazer, foram capitais para esta sua nova aventura de vida. Empreendedorismo Artesanato BI Nome:  Negrifer Serralharia Lda Sócio-gerente: Nuno Caixeirinho Contactos:  Tlm: 917212597 E-mail: negrifer@sapo.pt Rua Candeais, lote 3 – Montes velhos – 7600-418 Aljustrel

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 11 Pavilhão Armindo Peneque Encontro Benfica-Sporting Aljustrel recebeu Supertaça de hóquei em patins A escolha de Aljustrel para a realização deste grande encontro não só se revestiu de grande importância para a afirmação desta modalidade na região, como veio uma vez mais provar que o Alentejo, e principalmente a vila mineira, tem pulsar e oferece todas as condições para a concretização de eventos desta envergadura O Pavilhão Municipal de Desportos – Armindo Peneque recebeu, no dia 26 de outubro, o jogo da Supertaça “António Livramento” em hóquei em patins. Foi perante um pavilhão completamente cheio que as equipas do Benfica e do Sporting disputaram esta 33.ª edição numa partida de grande nível desportivo, que fez honra ao grande vulto da modalidade “António Livramento” mas igualmente ao aljustrelense Armindo Peneque, outra grande figura do hóquei na região. O Sporting bateu o Benfica por 4-2, conquistando assim a sua segunda Supertaça de hóquei em patins. A organização do jogo esteve a cargo da Associação de Patinagem do Alentejo, sob concessão da Federação de Patinagem de Portugal e contou com o apoio logístico da Câmara Municipal de Aljustrel e do Sport Clube Mineiro Aljustrelense. A escolha de Aljustrel para a realização deste grande encontro não só se revestiu de grande importância para a afirmação desta modalidade na região, co- mo veio uma vez mais provar que o Alentejo, e principalmente a vila mineira, tem pulsar e oferece todas as condições para a concretização de eventos desta envergadura. Escolas seguras ARTES Escolas do 1.º ciclo com vedação Artistas do Seixal expõem em Aljustrel A Câmara Municipal de Aljustrel colocou, recentemente, uma vedação em metal de cor branca, na escola do 1.º ciclo de Montes Velhos. Esta foi a última escola do concelho de Aljustrel a ver o seu espaço vedado. Com esta iniciativa, a autarquia quis que, neste início do ano escolar, as crianças pudessem ser recebidas numa escola mais segura e seguir a sua aprendizagem com toda a proteção. Recorda-se que as escolas de Messejana, Rio de Moinhos e Ervidel já tinham sido, anteriormente, alvo do mesmo processo. A vedação das escolas do 1.º ciclo, além de apresentar um espaço mais seguro, também se justifica para evitar qualquer ato de vandalismo ou que seja frequentada por pessoas estranhas ao espaço. A Escola de Montes Velhos exposição coletiva de pintura “Sintonias e Contrastes Suburbanos” da ARTES – Associação Cultural do Seixal irá manter-se patente ao público até ao dia 31 de outubro nas Oficinas de Formação e Animação de Aljustrel A mostra, inaugurada no dia 9 deste mês, reúne 27 obras de 25 artistas que, baseando-se numa temática geral, se inspiraram na vida de quem habita num subúrbio à beira mar para pintar os seus quadros. A ARTES – Associação Cultural do Seixal é uma agremiação de pessoas interessadas na arte, que nasceu há 26 anos. Ao longo deste tempo, tem assumido um protagonismo local, no Concelho do Seixal, mas também nacional e internacional, devido às exposições coletivas e individuais realizadas pelos seus artistas em diversas galerias do país e do estrangeiro. Além do trabalho dos seus membros, a associação promove Inauguração da Exposição cursos de iniciação e de consolidação em diversas técnicas, tendo neste momento em atividade cursos de pintura e de modelagem. Tem também assumido um papel de relevo no desenvolvimento e promoção local da atividade artística, trabalhando com escolas e centros de idosos. Neste momento, os elementos da ARTES estão a colaborar na pintura mural de uma creche a ser inaugurada. A ARTES realiza, para além disso, um concurso bienal, a nível distrital, com o intuito de captar novos talentos. Sociedade

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12 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 O VINHO NO CONCELHO DE ALJUSTREL Arquivo A História do vinho no Alentejo tem sido muito atribulada e só a teimosia dos seus agricultores e as excelentes condições naturais e climáticas do seu território, permitiram que os vinhos alentejanos gozem hoje de uma reputação que vai muito para lá das suas fronteiras D e facto a história do vinho no Alentejo é longa, de milénios, mas extremamente atribulada. Não sabemos ao certo quando ela começa, mas sabemos que quando os romanos aqui chegaram, há cerca de dois mil anos, já os povos que aqui habitavam cultivavam a vinha. Mas serão justamente os romanos que irão proporcionar o primeiro grande impulso à cultura da vinha nesta região, bem como à produção de vinho, havendo mesmo registos de exportação de vinho para Roma. A influência deste povo foi tão importante que algumas marcas dos trabalhos vinícolas dessa época chegaram até aos nossos dias como, por exemplo, o uso do “Podão” (ferramenta intro- duzida pelos romanos), ou a utilização das talhas de barro para a fermentação dos mostos e o armazenamento do vinho. Estas talhas podiam atingir uma altura de dois metros e conter até 2.000 litros de capacidade. O facto de serem porosas obrigava a que fossem impermeabilizadas com “pês” (resina de árvores) havendo para isso operários especializados que executavam esse trabalho (Pesgadores) e que possuíam receitas próprias para a elaboração dessas resinas, deixando no vinho sabores e aromas característicos. Com a invasão muçulmana no século VIII a vinha sofreu o primeiro revés sério no Alentejo, uma vez que o Corão proíbe o consumo de álcool pelo que, a cultura da vinha foi sendo negligenciada e abandonada durante esse p er ío do de ocupação. A reconquista cristã, c o m todos os seus ava nços e recuos, gerou o abandono dos ca mpos em muitas áreas e maltratou ainda mais a cultura da vinha, uma espécie agrícola perene que, por forçar à fixação das populações, se foi mantendo negligenciada. Contudo, será através das ordens militares/religiosas que dominam toda a região alentejana no decurso do século XIII, que a produção de vinho regressa com determinação ao Alentejo. Alguns séculos mais tarde, em pleno século XVI, a vinha estava de novo firmemente implantada no Alentejo, sobressaindo então os vinhos de Évora (vinhos de Peramanca), os brancos de Beja e os palhetes de Alvito, Viana e Vila de Frades. Em meados do século XVII os vinhos do Alentejo, juntamente com os da Beira e da Estremadura, eram os mais prestigiados em Portugal. Infelizmente o sucesso foi curto, a Guerra da Independência (1640-1670), seguida da criação pelo Marquês de Pombal da Real Companhia Geral de Agricultura dos Vinhos do Douro, que iria promover a defesa dos vinhos do Douro em detrimento das restantes regiões, levou ao arranque obrigatório das vinhas em muitas regiões do país, gerando mais uma grande crise do vinho alentejano. Será com o desbravamento da charneca e a fixação à terra de novas gerações de agricultores, em meados do século XIX, que o vinho alentejano volta a renascer, de tal modo que na Exposição Mundial de Berlim em 1888, um vinho branco da Quinta das Relíquias (Vidigueira) ganhou a Grande Medalha de Honra. Mas, mais uma vez, o vinho alentejano irá sofrer novo revés, agora com uma série de fatores naturais e políticos que começam em finais do século XIX com a chegada da “filoxera” (doença que irá devastar a maior parte das vinha na Europa), seguida das duas Guerras Mundiais que tiveram de permeio a campanha do trigo do governo de Salazar que suspendeu e reprimiu a plantação da vinha no Alentejo, substituindo-a pela cultura de trigo, reduzindo substancialmente a área de vinha e, consequentemente, a produção vinícola. Só em finais da década de 40 do século passado, volta a ser equacionada a plantação da vinha no Alentejo, o que aconteceu muito lentamente até finais do século, altura em que o vinho alentejano regressa ao seu período áureo. A História da vinha e do vinho em Aljustrel inse-

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 13 Talhas de vinho respetivamente para as freguesias de Aljustrel e de Ervidel. No que respeita à vinha, G. Pery considera que Aljustrel não é propriamente um concelho vinhateiro, no entanto, a cultura da vinha tem vindo em crescendo tendo atingido 590 hectares, sendo a freguesia de Ervidel a mais importante sob o ponto de vista vinícola. Messejana que em finais do século XIX tinha uma produção vinícola muito pequena, teria sido em tempos mais recuados um centro produtor, sendo exemplo disso o facto de a ermida de Nª Srª da Assunção se denominar originalmente Nª Srª de Entre Vinhas. Na Fig. 1 apresentamos uma caraterização de Gerardo Pery sobre os vinhos aljustrelenses em finais do século XIX. No início do séc. XX o concelho de Aljustrel volta a ter novamente alguma área plantada de vinhas, aparecendo alguns pequenos produtores e, mais uma vez, acompanhando o que ocorria no resto do Alentejo, a área de vinha vai regredir no início da década de 30 para dar lugar ao trigo, criando-se então o mito do “celeiro de Portugal”, uma medida de cariz puramente político que pretendia tornar o país autossuficiente em cereais mas que nunca conseguiu atingir na totalidade os seus objetivos. Depois do falhanço dessa política no Alentejo ocorreu de novo, mas muito lentamente, a substituição do cereal pela vinha, com maior incidência no pós 25 de Abril e com a adesão à União Europeia. No entanto, no concelho de Aljustrel, a vinha nunca voltou a atingir a dinâmica anterior tendo a sua exploração ficado restrita à freguesia de Ervidel, incluindo a região entre Ervidel e Montes Velhos onde, devido principalmente à existência nessa área de uma maior divisão da propriedade, com pequenas courelas de terreno que não eram viáveis para a cultura do trigo, se manteve a cultura da vinha, dando lugar ao aparecimento de pequenos produtores de vinho com produções artesanais que se vão mantendo quase em regime de autoconsumo ou com pequenas produções já mecanizadas e obedecendo às exigências do mercado. Bibliografia: http://www.vinhosdoalentejo.pt/detalhe_ conteudo.php?id=16 / História dos Vinhos do Alentejo, Vinhos do Alentejo, 2011. Pery, Gerardo A., 1889, Monographia do Concelho de Aljustrel, Lisboa, Imprensa Nacional. Adega Coletiva Vindimas re-se, obviamente, nesta sequência regional, tendo acompanhado igualmente os seus sucessos e as suas desventuras. A existência da vinha no concelho de Aljustrel não se afastou desta sequência agrícola, como refere Gerardo Pery na sua “Monografia do Concelho de Aljustrel” onde, depois de analisar a evolução da população entre 1864 e 1878, verifica que naquele período de tempo a população do concelho cresceu 28,8%, concluindo “…onde floresce ainda principalmente o regímen pastoril, a sub-divisão de uma pequena parte das suas herdades, entregando-as à actividade e ao trabalho dos pequenos agricultores, foi suficiente para impulsionar o incremento da população e o desenvolvimento da cultura mais rendosa, a da vinha.” Gerardo Pery refere nomea- damente: “Em Aljustrel… a Ordem de Santiago possuía dois grandes reguengos (do Cavaleiro e da Granja) que pela extinção das Ordens Religiosas e venda dos seus bens passaram para a posse de particulares, sem vantagem nenhuma, é justo dizê-lo, para o estado, nem para os povos, pois que, alem de terem sido estes bens vendidos precipitadamente e quando o paiz se encontrava em circunstancias deploráveis e anormais, continuaram essas propriedades sujeitas ao mesmo antigo regimen da grande propriedade. Se incultas estavam, incultas continuaram, o que não sucederia se houvessem sido divididas em pequenas parcelas.” (Pery, op.cit., pág. 1404). Devemos salientar que as freguesias que mais cresceram foram Aljustrel e Ervidel, justamente on- de se verificou a maior divisão da propriedade em pequenas courelas que se dedicavam maioritariamente ao cultivo da vinha. A explosão demográfica que se verificou em Ervidel está, deste modo, intimamente relacionada com a divisão da propriedade, que fez com que em 30 anos a sua população quadruplicasse, embora no conjunto do concelho a predominância continuasse a ser da grande propriedade (95,2% da área do concelho), “Enfim, … em relação à divisão do solo, o concelho de Aljustrel ocupa o último lugar, o que significa que nele predomina a grande propriedade.“ (Idem: pág. 1406). Ainda de acordo com este estudo a área de vinha cultivada em relação com a totalidade da área cultivável é de 1,8% para o concelho em geral e de 2,6% e de 2,4% Fig. 1 – Pág. 1426 de Pery, op. cit.. Arquivo

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14 Aljustrel | Boletim Municipal | outubro 2015 “...para nós a educação é uma prioridade.” Educação do Carregueiro que será uma mais-valia para os nossos alunos e também para alunos de outros concelhos, visto que permitirá ter um contato direto e prático com estas atividades, tão importantes na nossa cultura e gastronomia típica. Pretendemos igualmente melhorar os projetos da promoção do cante alentejano nas escolas e estimular os vários projetos desenvolvidos pela Biblioteca, pelo Museu e por outros serviços do município, tais como nutrição, ambiente e proteção civil. Estamos empenhados nestes projetos porque para nós a educação é uma prioridade. BI Nome: M  aria da Conceição Franco Feio Rocha Parreira Cargo: V  ereadora da Câmara Municipal de Aljustrel Pelouros:  Educação, Ação Social, Saúde e Juventude Entrevista Profissão: E  ducadora de Infância Vereadora Conceição Parreira Como iniciou o Ano Letivo 2015/2016? Mais uma vez o ano letivo começou mais tarde do que o normal, criando alguns constrangimentos às famílias, na medida em que, tinham a sua vida programada para as aulas iniciarem uma semana mais cedo, situação que, a meu ver, é inaceitável. Nos prazos definidos o Ministério da Educação tem a obrigação de ter todos os professores colocados, incluindo os das Atividades de Enriquecimento Curricular, de forma a garantir aos alunos e às suas famílias o normal funcionamento das escolas e o regresso às rotinas quotidianas após o período de férias. Que papel tem o município ao nível da educação no nosso concelho? O município tem competências principalmente ao nível do pré-escolar, garantido as Atividades de Animação e Apoio à Família, e no 1º ciclo a Componente de Apoio à Família, que consistem no fornecimento de refeições, no prolongamento de horário da manhã e da tarde e durante as interrupções letivas. A Câmara atribui igualmente auxílios económicos aos alunos carenciados do 1º Ciclo do Ensino Básico, para aquisição de livros e material escolar. Além disso, atribuí uma verba por aluno para material de desgaste e pedagógico e garante o transporte escolar. Além destes apoios, a Câmara Municipal é o parceiro primordial do Agrupamento, visto que, o Estado Central se demite de muitas das suas competências, recaindo sobre as autarquias essa responsabilidade. Para além destes apoios, a Câmara também atribuí bolsas de estudo aos alunos do ensino superior. E em relação à escola de Rio de Moinhos, foi possível mantê-la aberta? Sim, à semelhança do ano anterior, após a intervenção da Câmara e da União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, foi possível manter a escola aberta enquanto polo do Centro Escolar do Agrupamento de Escolas. Esta é uma decisão que nos satisfaz porque vai ao encontro da vontade dos alunos e encarregados de educação de Rio de Moinhos. Há novidades para este ano letivo? Sim, contamos promover vários projetos que se desenvolvam paralelamente à atividade letiva. Temos, por exemplo, em fase de conclusão o novíssimo projeto das Hortas Comunitárias e do Centro de Interpretação das Ervas Aromáticas e Horticultura Números ATIVIDADES DE ANIMAÇÃO E DE APOIO À FAMÍLIA (PRÉ-ESCOLAR) Almoço – 99 alunos Prolongamento da manhã – 46 alunos Prolongamento da tarde – 68 alunos Interrupções letivas – 52 alunos COMPONENTE DE APOIO À FAMÍLIA (1º CICLO) Almoço – 229 Prolongamento da manhã – 72 Prolongamento da tarde – 97 Interrupções letivas – 92 AUXÍLIOS ECONÓMICOS Escalão A – 75 Escalão B – 48 Hortas Comunitárias e Centro de Interpretação de Ervas Aromáticas do Carregueiro I Hortas Comunitárias ntegrado no projeto de regeneração urbana e ambiental do Carregueiro, a Câmara Municipal de Aljustrel tem em curso um projeto de dinamização de Hortas Comunitárias e de um Centro de Interpretação de Ervas Aromáticas e Horticultura, sendo que o apoio do projeto candidatado à Fundação EDP se constituirá como um importante complemento ao mesmo. As hortas foram edificadas no antigo leito de cheia da ribeira do Carregueiro, que foi alvo de recente intervenção municipal, e surgem também como um memorial às vítimas das cheias de 1997, que tiraram a vida a 4 pessoas, deixando 22 feridas e muitas dezenas desalojadas. O projeto comporta a componente pedagógica, em articulação com as escolas do concelho; a componente intergeracional, através da articulação com os programas municipais AnimaSénior e Universidade Sénior; a componente social, através da articulação com a Loja Social do Concelho de Aljustrel que escoará parte dos produtos hortícolas; a vertente cientifica, promovendo a articulação do mesmo com instituições de ensino superior da região, bem como a componente comunitária, criando sinergias com a comunidade envolvente. Os interessados deverão inscrever-se através dos seguintes contactos: Escola do Campo Esperança, Rua 6 de Novembro 7600-055-Aljustrel, ou pelo telefone 284 601 641

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outubro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 15 Ano letivo 2015/2016 Escola de Rio de Moinhos continua aberta Educação Este início do ano letivo 2015-2016 trouxe uma boa notícia para as crianças de Rio de Moinhos. Afinal, a escola de 1º Ciclo mantém-se em funcionamento como polo do Agrupamento de Escolas de Aljustrel E Portas abertas m diversas ocasiões, o Município de Aljustrel havia reafirmado junto da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares não ter condições para garantir os transportes dos alunos desta localidade para o Centro Escolar na sede do concelho. Com a concordância do Conselho Municipal de Educação foi igualmente invocado que a Escola de Rio de Moinhos reunia condições para o desenvolvimento da atividade letiva, principalmente se considerado que a transferência de uma nova turma para o Centro Escolar, por ausência de salas disponíveis, obrigaria à criação de mais uma turma de 1º ciclo a funcionar fora do Centro Escolar, mais concretamente na E. B. 2, 3 de Aljustrel. Outro argumento relevante invocado pela autarquia, na altura, teve a ver com o facto de estarem matriculados no presente ano letivo 13 alunos no 1º ciclo, acrescidos de mais 13 inscrições no pré-escolar, o que garante 26 alunos com intenção de frequentar a escola de Rio de Moinhos (mais 3 alunos do que no ano letivo transato). A decisão foi de encontro à vontade dos encarregados de educação de Rio de Moinhos e da autarquia que, desde do mês de abril, vinha encetando várias di- ligências junto desta direção-geral no sentido de manter em funcionamento o estabelecimento escolar. Com este desfecho, evita-se o deslocamento de crianças de tenra idade e o encerramento de mais uma instituição, numa localidade que, nos últimos anos, tem sofrido com a falta de atenção do Estado Central que tem vindo a privá-la de vários serviços públicos de proximidades, incluindo a sua junta de freguesia, extinta em 2013. Bolsas de Estudo Rentrée escolar À Município de Aljustrel apoia os alunos do Ensino Superior sados devem requerer a mesma, durante o mês de outubro, desde que satisfaçam algumas das condições exigidas. Com efeito, esta bolsa destina-se a estudantes que provem carência de recursos económicos para poder continuar a frequentar ou ingressar no ensino superior no ano letivo em que a solicitam e que tenham tido aproveitamento escolar no ano transato. Além disso, os estudantes devem ser residentes no concelho de Aljustrel há mais de um ano, não exercer profissão remunerada, não possuir já habilitações ou curso equivalente ao que pretendem frequentar, nem possuírem, por si, ou através do agregado familiar em que se integram, um rendimento mensal per capita superior ao Indexante de Apoios Sociais (IAS). A apresentação das candidaturas deverá ser entregue no Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal, durante as horas normais de expediente e ser instruída mediante a apresentação de boletim de candidatura devidamente preenchido, disponível no mesmo local ou em www.mun-aljustrel. pt. Câmara Municipal apoia alunos necessitados semelhança de anos anteriores, o município abriu inscrições para a concessão e renovação de bolsas de estudo que a Câmara Municipal de Aljustrel concede aos estudantes do ensino superior. Para terem direito à bolsa de estudo, os interes- N o início deste novo ano letivo, a Câmara Municipal de Aljustrel, no âmbito da sua política de apoio às famílias mais necessitadas, atribuiu, nos dias 15 e 16 de setembro, auxílios económicos, estimados em 7259 euros, aos alunos do 1. º ciclo do Ensino Básico. 75 alunos do escalão A e 44 do escalão B, mediante apresentação de uma credencial fornecida pela autarquia, adquiriram livros e material escolar nas diversas papelarias do concelho. Além deste apoio, distribuído em função do escalão a que pertencem, todos estes alunos receberam uma mochila oferecida pelo Grupo Biquímicos, sedeado em Aljustrel. A par desta ação, e durante o ano letivo de 2015-2016, a Câmara Municipal de Aljustrel continua a desenvolver as atividades de animação e de apoio à família para o pré-escolar e a componente de apoio à família destinada aos alunos do 1º ciclo. Estas atividades visam assegurar as refeições, bem como o acompanhamento e o acolhimento destas crianças antes e ou depois do período diário das atividades educativas e ainda durante o período de interrupção letiva, sempre que a organização da vida das famílias ou dos agregados familiares o justifique, nomeadamente devido à dificuldade de conciliação entre horários de trabalho dos pais e encarregados de educação e os horários de funcionamento dos respetivos estabelecimentos de ensino. Neste ano letivo de 2015-2016, inscreveram-se 99 alunos do pré-escolar para as atividades de animação e de apoio à família, e 229 alunos do 1.º ciclo para a componente de apoio à família.

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