Gazeta Valeparaibana

 

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Novembro 2015

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Ano VIII - Edição 96 - Novembro 2015 Distribuição Gratuita Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site - Boa música Brasileira Cultura Educação Cidadania Sustentabilidade Social E que faça-se vida raiz, luz de tronco e pétalas de bem querer a todos, na fértil terra chamada Brasil... Façamos então a paz para podermos viver a paz e não a guerra. A jovem DEMOCRACIA no BRASIL, está na UTI. Literalmente! Agora também no seu .www.culturaonlinebrasil.net Baixe o aplicativo IOS Artigos Recomendados EDITORIAL Proclamação da República João Paulo Barros Página 2 ******************* O que sobrou da Família? Genha Auga Página 3 ******************* A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA Continuação - Parte VI Um lugar perfeito Genha Auga Página 15 Página 7 ******************* Página 4 A impermanência de tudo Mariene Hildebrando Página 8 Reorganizar para conquistar Ivan Claudio Guedes Omar de Camargo ******************* Página 9 ******************* Ideologia e totalitarismo na Escola Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher Loryel Rocha Página 10 ******************* Página 5 História do Ministério Público No Brasil Página 11 ******************* Página 14 A lusofonia é uma Bolha Continuação - Parte VI O churrasco e o pós-doutorado Flávio Aguiar Página 13 Página 16 E tem mais... Confira! www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 2 Editorial Frases de Filipe de Sousa Promover a Educação e o Autoconhecimento é para os fortes e para os persistentes,já que a maioria da população prefere o pão e circo. ****** Enquanto a cidade grita os manipuladores vão cozinhando o galo em fogo brando. ****** O melhor do meu conhecimento eu não aprendi nos livros e sim nos lugares por onde passei. Neste mês, no próximo dia quinze, é mais um aniversário da proclamação da República no Brasil, quando o Marechal Deodoro da Fonseca deu o golpe de Estado e tirou Dom Pedro II do poder. Mas a República brasileira é uma República de verdade? Funciona da forma que uma verdadeira República precisa funcionar? Primeiro, o que significa a palavra “República”? Vem do latim Res Pública, que significa “Coisa Pública”. Se a coisa é pública, logo, não é privada. Não é propriedade particular de ninguém. É patrimônio comum de todos. Os princípios da República são o do interesse coletivo (isto é, de toda a população), o da equidade (isto é, nenhum indivíduo está acima das leis do Estado tendo privilégios em relação aos demais indivíduos da sociedade), o da Laicidade (isto é, o Estado e o governo não podem servir a interesses de nenhuma das religiões, adotar posição de neutralidade em relação às religiões, nem ser a favor e nem ser contra), o da Democracia (permitir ampla participação dos cidadãos na política, direta ou indiretamente) e o da Temporariedade (os cargos públicos eletivos como Vereador, Prefeito, Governador, Deputado, Senador e Presidente devem ter mandato temporário, com prazo previsto para expirar, ao contrário dos reis e rainhas, que têm mandato vitalício nos regimes monárquicos). No Brasil, os princípios da República são realmente respeitados? Os recursos públicos são realmente tratados como públicos? Ou existe algum político que trata o dinheiro público como sendo seu particular? Os Poderes Públicos do Brasil realmente se empenham pelo interesse coletivo? Ou prioriza interesses particulares de alguns? O que acontece no Congresso Nacional, em Brasília? O que acontece nas Câmaras Municipais? No Brasil, todos são realmente iguais perante as leis e os órgãos públicos, de modo geral? Há diferença de tratamento entre indivíduos? Uns têm mais direitos do que outros? Como funciona na prática? Os políticos têm postura neutra em relação às religiões institucionais? Ou algumas instituições religiosas têm privilégios em relação às outras? O eleitor realmente participa do procedimento político? Ou só comparece nas urnas durante as eleições e depois é esquecido? Os políticos eleitos cumprem os mandatos e dão espaço para outros cidadãos também poderem se candidatar? Ou monopolizam os cargos eletivos se candidatando indefinidamente, a vida inteira, fazendo da política a sua profissão, a sua carreira? A República do Brasil é uma República de verdade? Ou uma Oligarquia de uma minoria da sociedade civil? Valeu à pena para o Brasil, o Marechal Deodoro da Fonseca ter proclamado a República? Ou não fez diferença para a maioria? Nós todos temos que repensar a República do Brasil. João Paulo Barros ****** Não é saudável provocar o conflito. Saudável é esclarecer as causas do conflito, promovendo a paz. ****** A vida não é aquilo que se vê e sim aquilo que se é. ****** As crianças, assim como as árvores precisam ser regadas, podadas e cuidadas, para que produzam boa sombra e frutos saudáveis. ****** O meu ponto de vista é o meu ponto de vista o que não quer dizer que queira levar alguém a seguir o meu ponto de vista. ****** A maioria de nossos políticos que vestem a roupagem de esquerda não são mais que ótimos artistas. ****** Antes de criticar ou acusar seja o exemplo daquilo que critica ou do que acusa. ****** A imagem te direciona a um conceito a palavra credível te esclarece. ****** O Brasil tem vindo ao longo dos séculos provando que "Santo de casa não faz milagres" é mero servo do milagreiro. ****** A Justiça é como remédio. Tem que ser aplicado na hora certa e na medida certa. Rádio web CULTURAonline Brasil NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós ! A Rádio web CULTURAonline Brasil, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e livre. Mas com responsabilidade! Acessível no link: www.culturaonlinebrasil.net IMPORTANTE Todas as matérias, reportagens, fotos e demais conteúdos são de inteira responsabilidade dos colaboradores que assinam as matérias, podendo seus conteúdos não corresponderem à opinião deste projeto nem deste Jornal. A Gazeta Valeparaibana é um jornal mensal gratuito distribuído mensalmente para download Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J Gazeta Valeparaibana e CULTURAonline BRASIL CULTURAonline BRASIL Ajude-nos a manter este projeto por apenas R$ 2,00 mensal Email: assinaturas@gazetavaleparaibana.com Juntas, a serviço da Educação e da divulgação da CULTURA Nacional

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 3 Família O QUE SOBROU DA FAMÍLIA? > Nos dias de hoje, o homem e a mulher podem ter relacionamentos sem a necessidade de um compromisso. > A promiscuidade na adolescência assolou -se e parece padrão de comportamento. > Filhos são de produção independente como se um só bastasse na vida de uma criança. > Muitos casais já não procriam mais em nome da vaidade do corpo e opção para A família que sempre foi vista como a base progredir na carreira profissional em nome de tudo, constituída através do casamento do dinheiro e do consumismo. baseado no amor sincero e generoso, com confiança, fidelidade, apoiado na fé, com > Filhos são gerados em laboratórios. muita perseverança na criação dos filhos e edificado com firmeza e disciplina, está so- >Filhos são gerados pela priorização do sexo e na sequencia, pela falta de responsabifrendo mudanças complexas e sérias. lidade, vem a rápida separação e a mulher Atualmente, parece que ela vem perdendo se vire sozinha com sua prole ou ficam na muito do seu conceito ao ponto de que o ca- custódia de avós ou são depositados em samento mais parece um mal-estar e por escolinhas. isso muitos preferem viver sozinhos. Será que o antigo sonho de jovens namorados Família virou “terra de ninguém”, qualquer que queriam casar e ter filhos com base na um entra, sai, devasta, mais destrói do que afetividade e respeito, onde o sexo era prati- constrói. Maltratada e destroçada deixa órcado com o aconchego da intimidade, havia fãos pelo mundo afora, está abandonada aceitação e comunhão entre cônjuge se os até pela própria sociedade e nem parece ter encontros eram pela simples alegria de es- sido o primeiro bem que Deus permitiu ao tarem juntos, com projetos de vida e com a homem ter. esperança de serem felizes para sempre já Esse momento crucial que estamos passannão tem mais sentido para as novas gera- do, onde há crise de identidade da própria ções, mas, se sim, qual o papel dos pais pessoa com sua família põe até em dúvida dessa nova geração... se filhos ainda é um bem para a família pois, Por que será que essas coisas que parecem a vida a dois parece não ser mais interesser tão boas, quase ninguém mais as quer? sante, os sentimentos precários e fugazes estão prevalecendo à relação afetiva. Mas, se tudo isso deve mudar e se repaginar seria bom que fosse para melhor, o ena- Existe uma preocupação por parte do Estamorar poderia continuar a fazer parte da uni- do e da Igreja?Ou isso é falso?Ou esse é ão conjugal e o essencial à família que é o realmente um novo modelo de felicidade ao procriar através do amor poderia ser manti- qual ainda nem todos estão acostumados... do comprometendo com seriedade a exis- Afinal, quando se tem famílias bem estrututência da humanidade. Ou, seria isso tudo radas sempre haverá vantagens positivas apenas uma ilusão romântica? para a sociedade, mas, com famílias desamA família acabou ou as mudanças que so- paradas e desfiguradas, sempre sobrará freu será o modelo do verdadeiro futuro pro- problemas para todos nós. missor... Genha Auga - jornalista MTB: 15.320 Calendário do mês 01 · Dia de Todos os Santos 02 · Dia de Finados 03 · Instituição do Direito e Voto da Mulher (1930) 04 · Dia do Inventor 05 · Dia da Ciência e Cultura 05 · Dia do Cinema Brasileiro 05 · Dia do Radioamador 08 · Dia do Aposentado 08 · Dia Mundial do Urbanismo 10 · Dia do Trigo 12 . Dia do Diretor de Escola 14 · Dia Nacional da Alfabetização 15 · Proclamação da República 16 · Semana da Música 17 . Dia da Criatividade 19 · Dia da Bandeira 20 · Dia Nacional da Consciência Negra 22 · Dia do Músico 22 · Dia Internacional do Livro 25 · Dia Nacional do Doador de Sangue 26 · Dia do Ministério Público DEMOCRACIA A verdadeira Democracia (onde o povo participe de alguma forma das decisões que interferem nas relações sociais) supõe uma prática pedagógica: educar para a cidadania. Educar é um ato que visa não apenas desenvolver nossas habilidade físico-motoras e psíquico-afetivas, mas igualmente à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política. A educação para a cidadania significa fazer de cada pessoa um agente de transformação social, por meio de uma práxis pedagógica e filosófica: uma reflexão/ ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo. Este é um dos objetivo do Jornal Gazeta Valeparaibana “A família é a base da sociedade” Vamos ser sinceros: é muito difícil pensar a nossa sociedade sem a noção de família. Em torno dessa instituição, no sentido mais amplo, rodeiam formas de organização coletiva e social, direitos e deveres, referências para os nossos relacionamentos. A ideia da família como base da sociedade não se sustenta apenas no senso comum, mas também é institucionalmente reconhecida, como se vê no artigo 226 da Constituição Federal. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 4 Social nho do autoconhecimento, do ser se conectar com ele mesmo, é a maneira mais inteligente para iniciar esta jornada de estar presente no mundo." pondera Guatasara "As tecnologias otimizam nosso tempo e também nossos relacionamentos, desde que seja verdadeiro. O paradoxo do uso das tecnologias é o mesmo que propomos para o próprio tempo, mais foco na qualidade que na quantidade." Como ter mais produtividade melhorado a qualidade de vida? Hoje tudo acontece mais rápido, crescimentos disruptivos atravessaram o universo da internet para assombrar as agendas profissionais e também a rotina de vida da maioria das pessoas. Inovando a perspectiva do gerenciamento de tempo o Instituto Qualidade do Tempo propõe o ON Talks: evento online e gratuito, de 23 a 29 de novembro deste ano. O evento reúne especialistas de diversas áreas dando dicas, visões e novidades sobre a gestão da qualidade do tempo. O intuito é incentivar que as pessoas se tornem protagonistas de suas próprias vidas. A areia do tempo parece se esvair das ampulhetas pessoais para um grande reservatório que escolhe, aleatoriamente, quem serão os premiados para viver com tranquilidade. "Nossa proposta é mostrar para as pessoas que é preciso ter planejamento" conta Karine, cofundadora do Instituto Qualidade do Tempo "Ter qualidade neste tempo não é um golpe de sorte. Vai além, é um gerenciamento consciente de escolhas. Ainda presas na ideia de que o tempo é um só, as pessoas não percebem que há também um tempo individual, psicológico, do qual é necessário se empoderar." Com uma curadoria abrangente e diversificada, o evento reúne grandes nomes como Dr. Howard J. Resnick (PhD pela Universidade de Harvard), Dr. Alberto Peribanez (PhD e autor do Best Seller Lugar de Médico é na Cozinha), Flávio Passos (Apresentador no Canal Sony do programa "Comer bem: Que mal tem?"), Hélcio Padrão (Sócio Fundador da Vita Denarium e referência em Antroposofia e Pedagogia Social no Brasil), Ailton Krenak (Um dos principais líderes indígenas do Brasil, fundou a União das Nações Indígenas e a Aliança dos Povos da Floresta), Enéas Guerriero (EFT, Life e Spirit Coach), Emília Queiroga Barros (Representante na América Latina do State of the World Forum), Loryel Rocha (Fundador do Instituto Brasilan Mukharajj, produtor de programas e edições sobre a cultura da paz e a cultura luso-afro-brasileira), Ana Münzner (Principal expoente do Thinking Enviroment no Brasil), dentre vários outros. Para participar do ON Talks é simples. Basta se cadastrar no site ontalks.com.br, você receberá por email a programação com os horários em que todas as palestras irão ao ar e conteúdos exclusivos sobre os temas principais do congresso: gestão do tempo e qualidade de vida. Uma oportunidade para quem quer transformar o tempo em uma variável para viver com mais produtividade e qualidade. Contatos: Karine ou Guatasara Para Guatasara Pousas, co-fundador do Instituto Qualidade do Tem- karinesouza@gmail.com / guatapousas@gmail.com po, hoje há um grande movimento de conexão. "Para preencher um +55 31 8466-9119 / 9901-5901 / 9828-5940 vazio interno, muitas pessoas buscam uma conexão no viés tecnoló- facebook.com/ontalksbrasil gico, elas querem estar cada vez mais conectadas. Vejo que o camiSite: www.ontalks.com.br O Instituto Mukharajj Brasilan (Rio de Janeiro-Brasil) e o Centro Ernesto Soares de Iconografia e Simbólica-Cesdies (Mafra-Portugal) foram fundados em Abril de 1997, por Loryel Rocha e Manuel J. Gandra. Em 2012, o Centro Ernesto Soares de Iconografia e Simbólica foi incorporado oficialmente ao Instituto Mukharajj Brasilan, criando um grupo luso-brasileiro de estudos, pesquisas, educação & desenvolvimento pessoal e consultoria especializado em Cultura Oral e Simbólica Tradicional no âmbito dos povos falantes de língua portuguesa, prestando uma atenção muito particular às suas manifestações Portugal-Brasil. Nosso propósito é tornar-se um centro de referência em Cultura Oral e Simbólica Tradicional, assegurando excelência, ineditismo e inovação em tudo o que fazemos. No desempenho de sua missão promoverá todo o tipo de iniciativas e ações adequadas, bem como, facultará serviços de consultoria bibliográfica, iconográfica e simbólica, além de publicação e divulgação de seus trabalhos e eventos. Oferecemos cursos, palestras, publicações, projetos e produtos orgânicos. O Instituto Mukharajj Brasilan-Cesdies, atua focado na evolução consciente dos seres, das instituições e do planeta, objetivando a construção de uma Cultura de Paz mundial. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 5 Nossos deveres 3 de novembro - Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher Há 83 anos, em 3 de novembro de 1930, Washington Luís, então presidente da República, instituiu o direito ao voto feminino – após anos de lutas e reivindicações, as brasileiras conquistaram o direito de ir às urnas e ajudar a decidir os rumos da política nacional. O primeiro voto feminino no Brasil, porém, aconteceu realmente três anos antes, em 1927; na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte: a professora Celina Guimarães, primeira eleitora do país, teve seu alistamento eleitoral permitido pelo governo do estado. Durante o governo Getúlio Vargas, o voto feminino começou a ser efetivamente liberado, mas ainda com restrições: as mulheres só podiam ir às urnas com autorização do marido, se fossem casadas; ou se tivessem renda própria, caso fossem solteiras ou viúvas. Apenas em 1946 o voto tornou-se direito e dever de todas as mulheres, sem restrições. O movimento sufragista, ou seja, a luta pelo direito de votar e ser votado, chegou ao Brasil em 1919, através da bióloga Bertha Luz, que trouxe estes ideais de Paris. Junto com a militante anarquista Maria Lacerda de Moura, Bertha fundou a Liga Pela Emancipação Intelectual da Mulher, que mais tarde se tornaria a Federação Pelo Progresso Feminino. O direito ao voto feminino foi conquistado no Brasil antes da maioria dos países latino-americanos – em parte, pela relação próxima que as sufragistas tinham com a elite política. Hoje, mais de 70 milhões de brasileiras votam a cada eleição nacional – um número normalmente maior que o de homens, que fica em torno de 65 milhões. Desde 2010, o Brasil tem a primeira mulher presidente de sua história, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. por Marina Lopes Porque precisamos fazer a Reforma Política no Brasil? Seus impostos merecem boa administração. Bons políticos não vem do nada. Para que existam bons políticos para administrar o país, toda a sociedade precisa colaborar para que eles possam nascer e terem sucesso. É preciso um sistema eleitoral moderno para melhorar a qualidade da política. Os políticos "tradicionais" tem horror à reforma política, porque ela pode mudar a situação atual onde eles usam e manipulam o eleitor e são pouco cobrados ! Na rua, a pressão da opinião pública na rua é capaz de fazer o que a lei não consegue DESIGUALDADES Os contrastes sociais são responsáveis por todas as desigualdades raciais, étnicas e interculturais. Mesmo em tempos pós emancipação quem tem muita melanina, na maioria das vezes, é olhado de canto, é temido. Julgado e culpado. Prostrado à marginalização e banalidade. Jogado à sorte do destino. É triste ver que muitos são obrigados a sobreviver com pouca coisa, enquanto poucos riem e fazem de tudo um circo, vivendo bem e muito bem, "com muitas coisas" O problema da desigualdade social não é a falta de dinheiro para muitos, e sim o excesso nas mão de poucos. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 6 Dia do Diretor de Escola Qual o papel/função do Diretor na escola? Para além dos que muitos tendem a imaginar, o Diretor exerce importante papel no cotidiano escolar. Suas funções vão além de cuidar do administrativo e financeiro, ele é peça fundamental no desenvolvimento pedagógico, trabalho da coordenação, corpo docente e demais membros da comunidade escolar. O diretor da escola é uma figura importante enquanto líder e exerce uma função bastante ampla e complexa na comunidade escolar. No decorrer do desempenho de seu papel, tem o poder de influenciar tanto de maneira positiva quanto negativa, as pessoas que compõem a escola. Desse modo, deve desenvolver habilidades que venham a favorecer o desempenho do seu pessoal com o qual trabalha e conseqüentemente a qualidade da educação oferecida pelo estabelecimento de ensino que representa. quem dirige a escola precisa ser um educador. E isso significa estar ligado ao cotidiano da sala de aula, conhecer alunos, professores e pais. Só assim ele se torna um líder, e não apenas alguém com autoridade burocrática. Para Antônio Carlos Gomes da Costa, pedagogo e consultor, há três perfis básicos nessa função: O administrador escolar – mantém a escola dentro das normas do sistema educacional, segue portarias e instruções, é exigente no cumprimento de prazos; O pedagógico – valoriza a qualidade do ensino, o projeto pedagógico, a supervisão e a orientação pedagógica e cria oportunidades de capacitação docente; O QUE ELES DISSERAM SOBRE CASAMENTO E AMOR? Lupicínio Rodrigues (na música Esses Moços): “Se eles julgam que a um lindo futuro / só o amor nesta vida conduz / saibam que deixam o céu por ser escuro / e vão ao inferno, à procura de luz”. *** Galeão Coutinho: “O amor é como um piano. As mulheres são o teclado. Não é possível tocar uma grande sinfonia numa tecla só. *** Berilo Neves: “Em negócios de amor, só as pequenas coisas têm importância. Por exemplo: um piolho na cabeça da namorada”. *** Airton, meu amigo: “Casar é bom. Eu já casei quatro vezes”. *** Antônio Feijó: “Quando o amor empreende a mais simples jornada, vai a demência adiante a conduzir-lhe os passos”. *** Camilo Castello Branco: “Duas pessoas que se amam só começam a dizer coisas ajuizadas desde que se aborrecem”. *** Groucho Marx: “As noivas modernas preferem conservar os buquês e jogar seus maridos fora”. De novo Groucho Marx: “O matrimônio é a principal causa do divórcio”. *** Abraham Lincoln: “Casamento não é o paraíso nem o inferno – é apenas o purgatório”. *** Lenny Bruce: “Minha sogra destruiu meu casamento. Minha mulher voltou para casa mais cedo e me pegou na cama com ela”. *** Nietzsche: “O casamento transforma muitas loucuras curtas em uma longa estupidez”. *** Joaquim Manuel de Macedo: “O amor mais constante que geralmente se conhece é o amor ao dinheiro”. *** Padre Antônio Vieira: “Melhor é o tédio, que nos salva, do que o amor, que nos perde”. O sociocomunitário – preocupa-se com a gestão democrática e com a participação da comunidade, está sempre rodeado de pais, alunos e lideranças do bairro, abre a escola nos Mais do que um administrador que cuida de finais de semana e permite trânsito livre em orçamentos, calendários, vagas e materiais, sua sala. Dia Internacional do Livro Fonte e Base do Conhecimento. Por: A,Teixeira Guerreiro (1941). No grande jogo de interesses e deveres, nada há firme no mundo sem um ponto de apoio. Cada dia que escorre, na ampulheta do tempo, - para usar o velho e sovado clichê, - e quanto mais se descobrem e multiplicam os caminhos da vida, essa verdade se cristaliza nas certezas de um axioma. Desprezar ou descurar do livro, como intencional ou inadvertidamente se vem fazendo, precisamente, nos meios intelectuais e culturais, é um erro perigoso e de cujas consequencias o nosso século e os que tem responsabilidade de se orientar pelo fanal do livro, muito se vão arrepender, depois de pagar um tributo pesadíssimo. E é daí que o poeta, mais avisado do que muitos, proclamava: “O livro caindo n’alma “é gérmen que faz a palma, é chuva que faz o mar” Ou ainda, usando doutra imagem muito própria dos nossos dias: “O livro é audaz guerreiro, que conquista o mundo inteiro, sem nunca ter Waterloo” Uma observação dolorosa: A mocidade de hoje, apesar de viver abraçada com o livro, entupindo os corredores dos estabelecimentos de educação, não cultiva o amor do livro. Nele deita a mão apenas enquanto vai á escola e volta. O próprio desalinho com que sobraça o volume em que vão compendiadas as lições, o descaso com que o arrasta, de cambulhada e entressachado de lápis, tinteiro, régua e compasso, num maltrato, criminoso e imperdoável, é atestado flagrante da atitude mental perigosa que vimos denunciando. Fazendo côro nessa orquestra descompassada, e quase que estimulando essa atitude, os pais, por sua vez, tem somente uma preocupação: que os filhos tirem notas nas provas que lhes cheguem para passar no fim do ano. Quase nada ou pouco lhes interessa que os filhos conheçam a materia que estudam. Passem nos exames, seja por que processo for, e isso é tudo! É uma mentalidade de retrocesso, caracterizando, dolorosamente, uma época sombria. Dos jovens que cursam as escolas atuais, raros são os que detêm o livro sob a ação perscrutadora dos olhos, por dez ou quinze minutos, antes de se dirigirem aos estabelecimentos escolares a que pertencem. O espetáculo confortador e edificante das épocas que nos precederam, ontem mesmo, daquela avalanche de beneditinos das letras, sequiosos do saber, acurvados, horas a fio e noites a dentro, auscultando a alma dos grandes pensadores dos vários estágios Evolutivos da humanidade, é raríssimo, senão quase inexistente nos dias agitados e angustiosos que nós vivemos. Falta o estimulo e o prazer para os torneios florais do pensamento. O gosto literário ao lado do trabalho de pesquisas e estudos, desapareceu. Em regra o conhecimento é superficial, fugidio e sem base. Os que por audácia ou entusiasmo, se apresentam em publico falando ou escrevendo, via de regra, são apenas um pouquinho mais de analfabetos. O estudo custa trabalho e esforço e, ninguém quer perder tempo com essas baboseiras!... E, daí, esse panorama desconsertante e desolador que a negação pelo livro está apresentando, precisamente dentro dos quadros escolares. O estudante de hoje está se contentando e acha que já faz muito, em papaguear noções mal ouvidas e mal assimiladas, no decorrer de uma aula. O trato com os grandes escritores, com os prohomens do pensamento, não lhe interessa. Nenhum deles ou raros deles tem ambição de mergulhar o pensamento no mar profundo da sabedoria e afinal as suas ideias e convicções ao diapasão da mentalidade de um Dante, de um Milton, de um Camões de um Cervantes, de um Campoamor, para aludir de preferência aos eleitos das musas, ás quais a mocidade, nos seus justos anseios de gloria literária e no alçar do vôo para os mundos desconhecidos da arte, sempre quis estar em contacto. Fonte: cognitiva.com.br www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 7 Contos e Poesias UM LUGAR PERFEITO! - Terminou a subida e nos deparamos com um caminho reto, um pouco mais difícil e estreito para caminhar, plantas rasteiras juntavam-se às raízes das árResolvemos brincar de andar sem rumo pelas ruas vores e embora não fosse mais subida, a caminhada de Floripa, entrar e seguir cada rua e entrar em outra ia ficando mais difícil. sem saber onde iria dar e curtir as casas, os jardins, as crianças aproveitando as férias brincando descal- - Será que é o cansaço? Perguntamo-nos. ças na rua, as comadres conversando entre os muros Melhor parar ou continuar em sincronia pensamos, das casas, as flores e pássaros que encontrávamos até que uma olhou pra outra e colocamos em pauta entre as variadas árvores, o sol quente bronzeando se seguiríamos em frente ou recuaríamos. Imagine nossas peles. toda aquela caminhada e deliciosa aventura pra naVimos galinhas, patos e coelhos, todos juntos nos quintais, pavão e peixes dourados nos tanques que havia nas entradas de restaurantes. Um lugar mais afastado do centro e dos bairros nobres, mas, cheio de encantamentos, trilhas com bambus e eucaliptos A cada rua que entrávamos mais nos encantávamos e mais distantes de onde saímos fomos ficando. O sol cada vez mais quente nos fazia parar e tomar água fresquinha que nos davam onde pedíamos e seguíamos em frente até com planos de comprar uma daquelas casas e largaríamos tudo e todos e,“desbravadamente” mudaríamos para lá a fim de explorar aquela pequena imensidão de prazeres. Muitas fotos e muitas risadas, mercadinhos e vendinhas onde encontrávamos petiscos deliciosos, cafezinho fresquinho e bolos caseiros deliciosos. Que mais queríamos? Mais nada, apenas viver para sempre naquele lugar. da. Decidimos seguir em frente, até que deparamos com um grupo de meninos e resolvemos perguntar se valeria a pena seguir a jornada e o que nos esperava além do ponto em que chegamos, afinal, não tardaria a noite chegar. - Olha, responderam eles, quando chegarem mais adiante há um riacho que será difícil atravessar, pois alguns tipos de peixes podem lhes atacar, não sabiam se piranhas, arraias ou jacarés. Mas, sem alguém experiente ou, canoa, não seria bom tal tentativa. Mais um detalhe nos fez voltar à realidade quando disseram: CORAGEM Passaram-se os anos, Foi preciso coragem. Deixar o lugar onde dedicara sua vida Competência e honestidade foi seu jargão Preservou em tempo o que lhe restara; Saúde e dignidade. Foi preciso coragem Para dedicar-se à própria vida. Dormir mais, Transgredir regras, Falar de seus pensamentos, Ter desobrigações sem culpas Conhecer pessoas desinteressadas. Desprendeu-se de tudo Tornou-se gostosamente uma vadia! Não ficou nenhum “vazio” Preencheu-se de amor e tranquilidade Antes que a morte a levasse ou a loucura a condenasse. Essa coragem a fez uma adorável desocupada. Aposentou-se. - Ao cair da tarde, rapidamente cai a noite e o solo esfria e nisso, as cobras que se escondem do calor, saem de suas tocas e atravessarão seus caminhos, que sem botas e sem forquilha para segurar as peçonhentas, dificilmente sairão daqui são e salvas e a escuridão tomará conta do lugar e só a lua poderá De repente nos deparamos com um caminho de terra iluminar os caminhos, se tiverem sorte do vento não numa subida entre árvores de copas largas que ame- mudar e a chuva não chegar. nizava bem o calor do sol escaldante e a cada cami- - Até logo, disseram, uma boa noite! nhada, nos deparávamos com casas enormes, bonitas parecendo bem confortáveis que até mudamos a Olhamos uma para outra e dissemos: ideia de comprar uma daquelas pequenas e boniti- - Pelo amor de Deus, vamos voltar... nhas casinhas pelos caminhos já percorridos e quem sabe nos instalaríamos em uma daquelas tão lindas Descemos correndo, perdendo o folego, esquecemos que até pareciam desenhadas e feitas para o acon- a beleza do lugar e, “pernas pra quem te quer”, aventureiras sem bússola, sem lanterna, medrosas destechego de duas aventureiras como nós. midas que custaram a descobrir o caminho da volta e Muitas horas se passaram e seguíamos determina- regressamos pra casa da querida tia Monica que nos das e firmes e sem dar a menor importância ao que esperava desesperada, sem notícias dessas duas ficou pra trás. Admiradas estávamos que as poucas forasteiras sumidas o dia todo e já pensando em apessoas que fomos encontrando pelo caminho nos cionar bombeiros e polícia para nos encontrar. cumprimentavam sem ao menos saber quem éramos; Ufa! Conseguimos chegar... - Tarde senhoritas! - Mãe! Disse tia Monica, que maluquice é essa, como Impressionadas e corteses, respondíamos: sai sem avisar para onde, sem celular, já é noite e a - Boa tarde meu senhor, boa tarde senhora, boa tarde vizinhança toda está alvoroçada sem saber o que fazer para me ajudar. Ficaram muito preocupados ao crianças... saberem que a avó saiu com a netinha sem dar mais E rumo às alturas daquela subida, nossos corações notícias. palpitavam imaginando o que de tão interessante ainda encontraríamos pelo caminho e aonde iríamos Entramos, tomamos um bom banho, jantamos e em chegar. A tarde foi caindo e o sol de amarelo come- silêncio ficamos. çou a avermelhar. Olhos arregalados e a respiração Na cama, cochichamos: ofegante, estávamos diante do mais belo por do sol e, o melhor de tudo, só nós duas, sem ninguém para “Se não fossem as cobras e o riacho, seria um lugar dar palpite ou mudar nossas intenções de desbravar perfeito para morar”. caminhos... Genha Auga – jornalista MTB: 15.320 Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita, apenas seja você mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só tome cuidado com o lado com que ficará, pois uma escolha errada pode te afetar drasticamente. Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã. Seja feliz, haja com honestidade sempre. Mas acima de tudo, cuidado com o que te tornarás! Genha Auga – jornalista MTB: 15.320 Filipe de Sousa www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 8 Para pensar A Impermanência de tudo Não pensamos muito nisso. Na impermanência de tudo. Em como tudo muda o tempo todo. Em como as mudanças acontecem às vezes de forma inesperada e nos atropela como se fosse um trem, passando por cima sem dó nem piedade. Mas às vezes nos levando rumo a felicidade, mudando nossa vida de maneira maravilhosa. Fato é que as mudanças às vezes são precedidas de uma insatisfação. Às vezes nossa existência parece perfeita, tudo como tem que ser, e chega a morte e nos leva alguém querido, que amamos, e não conseguimos imaginar nossa existência sem aquela pessoa. Quanto à morte nada pode ser feito, ou então nos apaixonamos perdidamente por alguém que vai transformar nossa vida completamente, ou mudamos de cidade, de país. A chegada de um filho, o fim de um relacionamento, um novo emprego... A vida é feita de mudanças, e aquele que não entende isso sofre mais do que aquele que entende que tudo é impermanente. A felicidade e a infelicidade também. Nada dura para sempre da mesma maneira. Só assim para haver evolução. O crescimento interno acontece na medida em que aproveitamos nossas experiências. Temos que ser meio camaleônicos e nos adaptar, ou então, mudar tudo de novo e nos rebelar. Ninguém consegue ficar parado. Mesmo quando fingimos não ver as mudanças chegando ou pedindo passagem, o universo se encarrega de nos fazer enxergar, e de nos fazer agir. Não conseguimos deter a nossa evolução, apenas retardá-la. Quando não deixamos fluir, levamos um susto do universo, que nos faz tomar uma posição e nos faz sair da estagnação. Estamos sempre nos reinventando. Encerrando ciclos, começando novos ciclos. É importante compreendermos que as mudanças são necessárias, que a impermanência faz parte da nossa existência. Situações desagradáveis não irão durar para sempre e vice versa. Temos o momento presente. Cultivar o desapego faz parte desse crescimento. Situações e pessoas são importantes, mas tudo vem e vai. Quando aceitamos o desapego e a impermanência, nos encaminhamos para conseguir a paz tão almejada segundo os budistas. Desenvolvemos-nos através da impermanência. Passamos pela infância, adolescência fase adulta e nos tornamos velhos. As estações mudam. Não temos verão para sempre, nem inverno para sempre, não somos os mesmos sempre, nos recriamos e nos adaptamos, nos renovamos, e isso faz parte do ciclo da vida. Etapas se findam para que novas comecem. Ciclos, a vida é feita disso. Encontros, pessoas que fazem parte da nossa história em algum momento, situações que vivenciamos e experimentamos, boas ou más, para o bem ou para o mal, em algum momento irão fazer parte da nossa existência, nos ajudaram a evoluir, nos transformarão, outras vão nos completar e preencher a nossa existência e não iremos querer que aquilo passe. Mas passa. Superamos e nos transformamos, porque somos assim, impermanentes. que nossa existência é breve, somos passageiros como viajantes dessa nave que se chama planeta terra, então vamos tirar o máximo proveito dessa aventura humana. Nossa alma está aqui ocupando um corpo justamente para progredir e aprender. É na impermanência das coisas que eu tenho oportunidade de crescer. Não há nada que não mude o tempo todo. Hoje podemos estar apaixonados por alguém e não imaginarmos nossa vida sem essa pessoa, amanhã podemos nem querer ver mais... Nossos pensamentos mudam a todo instante, nosso humor, nossas emoções, momentos felizes, momentos de dor. Como lidar com essa impermanência toda? Entendendo que não temos controle sobre nada. Não queremos morrer, mas vai acontecer um dia. Não temos controle, apenas a falsa sensação de que estamos no controle de tudo. O quanto antes aceitarmos que tudo pode mudar em questão de segundos, mais felizes seremos, sofreremos menos. Evitaremos Nossas crenças que pareciam ser para sem- conflitos desnecessários, podemos não estar pre, mudam. Estamos sempre nos adaptando, vivos amanhã. mudando a direção. Devemos encarar essas A Impermanência está, simplesmente assim. mudanças como novas oportunidades, como Se resistimos a ela, interrompemos o fluxo algo natural que faz parte da nossa existên- natural das coisas. É preciso deixar um ciclo cia. Virar a página para algumas circunstân- acabar para que outro possa começar. Não é cias , situações e pessoas não significa que fácil passarmos de uma situação que nos afomos derrotados, isso é o que parece num grada para outra totalmente contrária, aquilo primeiro momento, e existe uma inutilidade que um dia foi bom, passa de uma hora pra nesse sentimento que não nos leva a lugar outra a não ser mais, como disse antes, tudo nenhum. Perceber o quanto somos capazes é impermanente. E como diz Eckhart Tolle, de nos reerguer, de aprender, e de nos reem “Praticando o Poder do Agora” construirmos e recriar nossa existência, nossa vida. Basta ter um novo olhar, sermos menos “...a felicidade e a infelicidade são, na vercríticos e mais amorosos com a gente. Para dade, uma coisa só. Somente a ilusão do alguns é mais difícil que para outros. Tem tempo as separa. Não oferecer resistência pessoas que se comprazem na dor, acostu- à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depenmados que estão a ela. de de as coisas serem boas ou ruins”. Tem gente que não aceita que nada dura para sempre, e que encara as mudanças como castigo. Nossa vida é passageira, nós tam- Mariene Hildebrando bém somos, e, fazendo um trocadilho com a Professora e especialista em Direitos Humanos palavra passageiros...somos passageiros por- Email: marihfreitas@hotmail.com www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 9 Discutindo a Educação REORGANIZAR PARA CONQUISTAR ilustrar melhor vamos voltar um pouco nas no- como 10 /5= 2, então 2 é fator de proporcionaA divisão das escolas em ciclos não é uma medida pedagógica, mas sim econômica. Parafraseando a famosa frase “Dividir para conquistar” é o que utilizaremos como apoio para começar nosso artigo desse mês. Quem não viu e ouviu falar da reorganização escolar proposta pelo estado de São Paulo? Não acreditamos que haja alguém que não tivesse visto e ouvido. Mas, vamos ao que interessa –o estado de São Paulo, através da Secretaria da Educação lançou recentemente a mais nova versão de um plano antigo, dos idos de 95/96 da então secretária de educação Srª. Rose Neubauer, do governo Covas(PSDB). Na época, o arranjo feito incluía as famosas escolas padrão e nessas escolas professores (supostamente) teriam um salário melhor, o ensino teria um ganho pedagógico, etc. Bom, estamos em 2015 e olhando o passado vemos que isso não funcionou, pois a qualidade continua, senão a mesma, pior. Nosso governador resolve então reeditar, ou melhor,ressuscitar tal evento com a mesma verborragia antiga,de que haverá melhoria na qualidade do ensino. Só tem um detalhe, e para pior, não teremos ganhos salariais, aliás não tivemos e não teremos ganhos salariais no que pese à inflação acachapante que se descortina no horizonte primaveril desse nosso Brasil (poético não?). Ao separar as escolas em ciclos, independente do local em que se realiza, nos deparamos com certas incoerências com as quais nos preocupamos seriamente. Haverá melhoria na qualidade do ensino ao se fechar salas de aulas e até mesmo escolas inteiras? Na prática, nós professores sabemos que as salas estão superlotadas, apesar da secretaria jurar de pé junto que não. Só para relembrar, este ano gravamos um vídeo explicando a superlotação das salas de aula em São Paulo (https:// youtu.be/23m9lt27Ed0). Outra questão que nos chama muito a atenção é para os cortes de verbas da Secretaria Estadual da Educação. Desde o final do ano passado que estamos vendo cortes em cima de cortes, ao ponto de as escolas não terem folha de sulfite, tinta para impressora e até papel higiênico nos banheiros. Enquanto isso, continuamos assistindo as obras superfaturadas, a aquisição de materiais com preços superfaturados e a má gestão do dinheiro público. São essas coisas que não conseguimos digerir, não sabemos se por falta de capacidade nossa ou por que nos faltam meios, dados, enfim, sabe-se lá. O fato é que fechar salas, não promover a valorização do profissional, entuchar alunos nas salas de aulas, não nos parece nada pedagogicamente correto apesar da insistente fala do secretário de governo Sr. Herman. Recentemente, no SPTV vimos uma reportagem, nitidamente encomendada pelos responsáveis por essas medidas, pois saltava aos olhos a preparação do que foi mostrado. Para tícias desse mesmo canal de TV e de outras emissoras. Pois bem, até então eles vinham mostrando o descontentamento das famílias com a tal reestruturação. Foram várias reportagens e isso não é bom para o governo, pois colocam em cheque essas decisões e acirram as pessoas contra. De repente, fazem outra reportagem, desta vez com uma família extremamente contente com a modificação, que almoçam diariamente no restaurante (evidenciando a família típica dos nossos alunos, só que não), e apresentando uma escola que está totalmente preparada para atender este único ciclo (ciclo I na reportagem). Desde quando a família comum, dessas que conhecemos tão bem, almoça em restaurante? Como assim? Nossos alunos vão com fome para a escola e muitos na esperança de ter uma refeição digna na escola, pois em casa muitos não têm o que comer! Desculpe caro leitor, mas para nós, isso se chama matéria paga. Obviamente que tal escola existe, mas não é regra, é exceção, e por que há exceção? Justamente para que se tenha algo útil para mostrar para imprensa, ou você acha que a reportagem escolheu uma escola aleatoriamente? Ademais, vale lembrar que conforme o próprio secretário disse em várias entrevistas, a obrigação do Ensino Fundamental I é do município e não do Estado. Por que então a reportagem se concentrou em uma escola de Ensino Fundamental I? Não nos preocupa o fato de se ter escolas de apenas ensino médio e ciclo I e II. Não, pois até é possível que haja uma melhoria na gestão dessas escolas e pedagogicamente poderá haver um pequeno ganho. Veja bem, dissemos “poderá” e não que de fato irá haver, pois o ganho pedagógico, que se refletirá nas avaliações externas, depende de muitos outros fatores que não estão sendo levados em conta. O que nos preocupa também é o fato desse enxugamento, leia-se redução de custos, refletir no pífio salário daqueles que trabalham nas escolas, visto que teremos professores afastados ou demitidos e superlotação de classes. Imagine que o professor da rede pública paulista que ganha algo em torno de R$ 13,00 para dar aula para 35 ou 40 alunos, estará ganhando o mesmo para lecionar para 45 ou 50 alunos (em algumas escolas os números são até superiores a esses). O que nos preocupa também é o fato desse enxugamento, leia-se redução de custos, visto que teremos professores afastados ou demitidos e superlotação de classes é o custo aluno tão famoso no PNE, pois o salário dos professores estaria atrelado a este custo. Ora bolas, se o custo subir automaticamente subiria o salário do professor, mas o inverso também é verdade, se o custo diminuir não tem como justificar o aumento de salário do professor e a relação salário/custo aluno se torna diferente. Vamos recorrer à matemática para entender melhor : Se hoje temos uma relação(fictícia): Salário / Custo que poderíamos exemplificar lidade neste caso. Isso quer dizer que o salário é 2 vezes maior que o custo. Considere então uma diminuição no custo aluno de 5 para 2, daí a equação acima ficaria assim: Salário / Custo igual 10 / 2,então o fator proporcionalidade é 5.Isso quer dizer que o salário ficará 5 vezes maior do que o custo aluno. Entendeu a jogada? Legalmente correto, porém imoral, vergonhoso. É isso que será dito a posteriori quando os professores reclamarem do salário. Agora, como o governo afirma que a “reorganização” é pedagógica, gostaríamos de levantar algumas questões: O ensino por ciclos requer um acompanhamento sistemático sobre a evolução deste aluno. Pois bem, como se dará este acompanhamento sendo que o aluno vai mudar de escola constantemente? Em se tratando da passagem do ciclo II (4 anos) para o Ensino Médio (3 anos) não entendemos aonde está essa “melhoria pedagógica”. No que se refere ao ciclo I, realmente o Sr. Secretário tem razão. Os artigos 8, 9, 10 e 11 da Lei 9.394/1996 estabelecem as responsabilidades de cada sistema de ensino. De qualquer forma, no que se refere à Educação Infantil e ao ciclo I do Ensino Fundamental, o Estado deve trabalhar em regime de “colaboração”. Na prática, é outra coisa, é cada um por si e azar da população (salvo quando município e Estado são administrados pelo mesmo partido político, caso contrário, é um boicotando o outro). A população deve se apropriar deste debate. Os professores devem se apropriar deste debate. A “reorganização” não tem nenhum caráter pedagógico, já temos quase um mês em que essa “novidade” chegou à mídia e até agora não vimos necessariamente nenhuma análise séria sobre a separação das escolas de ciclo II e Médio (lembrando que ciclo I fica a cargo das prefeituras). Essa “reorganização” é econômica, e não pedagógica. Fica a recomendação para um vídeo em que discutimos este assunto https://youtu.be/2zoBIfmJYm0. Omar de Camargo Professor em Química. decamargo.omar@gmail.com Ivan Claudio Guedes Geógrafo e Pedagogo. ivanclaudioguedes@gmail.com OUÇA-NOS Todos os Sábados 16 horas Na CULTURA online BRASIL PROGRAMA: E agora José? www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 10 Opinião IDEOLOGIA E TOTALITARISMO NAS genharia social onde um dos tentáculos con- de um poder transnacional que outro objetivo ESCOLAS siste em criar um ministério da reforma psicológica. Ocorre que, a história inventada do Brasil republicano, dentro das “academias” e da “cultura” seguem uma linha programática que desliga o Brasil dos mundo, ou seja, a história do Brasil corre ao largo e à parte do que acontece no mundo, como se o Brasil nunca sofresse nenhuma influência do entorno, vivendo numa redoma de vidro, em estado de suspensão. Sob essa perspectiva, o Brasil seria o único país no mundo cuja história desenrola-se à margem dos acontecimentos do mundo. Dentro dessa visão oficial, os acontecimentos da educação no Brasil e do modelo sócio-construtivista dominante nas escolas brasileiras não tem nenhuma ligação com o projeto neocomunista de criação da Nova Ordem Mundial, muito embora no mundo inteiro, tal projeto seja debatido, largamente estudado e implementado sorrateiramente, tendo a ONU e a UNESCO como porta-vozes máximos. não tem, desde que derrubaram as Casas Reais do Ocidente, a não ser elegerem-se como um novo modelo de casta eleita, uma nova Monarquia Financeira Mundial. Teoria da conspiração! Quem brada isso, é um misto de alienado com ignorante porque inclusive, tais assuntos não são “projetos” a serem concretizados, já foram e cujas pautas estão sobre a mesa de todo e qualquer pais sendo discutidas diariamente. Por que o Brasil não fala sobre isso? Ora, o Brasil tem uma história que corre à margem do mundo, tem uma história própria. Também esse discurso de alienação da nação é milimetricamente orquestrado por aqueles que de fato detém o poder, são as verdadeiras oligarquias as quais todos os partidos políticos brasileiros prestam reverência incondicional. Sobre esse assunto da reforma psicológica na educação no mundo o livro de Pascal Bernardimé demolidor. E para quem acha que o comunismo está morto o livro Os EUA e a Nova Ordem Mundial, um debate entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho, da Vide Editorial, é uma leitura fundamental, porque elucida claramente que o neocomunismo está mais vivo do que nunca. Quem afirma isso? O próprio Alexandre Dugin, o homem que é simplesmente o Conselheiro e Mentor pessoal de Vladmir Putin, o braço armado que executa toda a estratégia intelectual de Dugin. Olavo de Carvalho, execrado no Brasil pela “academia” foi o único intelectual brasileiro com quem Dugin travou um debate e saiu absolutamente derrotado pois, teve todas as suas estratégias, loucuras e mentiras reveladas e demolidas pela inteligência ímpar de Olavo de Carvalho. Aristóteles define o homem como um animal racional. Com isso, afirma que a razão é um espaço sagrado íntimo e inviolável na e para a interioridade humana. Desenvolvê-la é fundamental para que a humanização do Ser Humano seja uma proposta viável. Os séculos seguintes se encarregaram de corroborar e aprofundar as palavras do Estagirita cujos estudos inseminaramos modernos estudos da psicologia, da mente e da consciência. É consabido que a educação, entre outros eAtualmente, todo projeto educacional que não feitos colaterais, impacta positiva ou negativaconsidere, de saída, os estudos das neuroci- mente na sociedade, favorece ou desfavorece ências e seus impactos na educação, são as mudanças sociais. A educação transforma fraudulentos. As íntimas e estreitas cone- a mentalidade de um povo, através de uma xões entre ambos foi largamente demonstra- revolução pacífica, silenciosa, construindo e da pelo brilhante professor Pierluiggi Piazzi e modificando uma geração após outra, o tipo por Luiz Carlos Faria da Silva, ambos, críticos de mentalidade que se pretende que o povo ferrenhos do modelo de educação sócio- tenha. “A reforma da educação mundial em construtivista que destrói a capacidade de ra- curso visa precisamente a introduzi-la em ciocínio inviabilizando o aluno a articular as nossas sociedades”, alerta BERNARDIM, coisas racionalmente ao mesmo tempo que o Pascal (in: Maquiavel Pedagogo, p. 152). habilitam a externalizar os impulsos, a violên- A revolução educacional psicológica é uma cia, a barbárie sustentados num sentimenta- estratégia global de controle dos povos que lismo tóxico. Os alunos sócio-construtivistas será sucedida pela revolução social: são capazes de ler sons nas palavras, mas, Globalista e criptocomunsita, hegeliana, ela são absolutamente incapazes de ler ideias busca submeter o indivíduo ao Estado, tanto dentro dos sons. É o que se chama de analem seu comportamento quanto em seu fabetismo funcional. A questão é: como o psiquismo e em seu próprio ser: Brasil pretende tornar-se uma grande nação se tem um povo incapaz de articular raciocí- Na verdade, toda a taxomomia dos objetivos nio? Esta equação é uma impossibilidade lópedagógicos subentende um modelo de gica, matemática, contábil. Mas, a quem po- adulto ideal. É preciso alguma coragem, nos de servir criar gerações de analfabetos funciodias de hoje, para admitir que se escolheu nais? este ou aquele dentre os inúmeros modelos que nos são propostos (Unesco). Vendem-nos a ideia que a má educação no Brasil é resultado da falta de verbas, de professores, de computadores, de ônibus para levar as crianças na escola, de merendas, etc. Nada disso. “A crise de educação no Brasil não é uma crise: é um projeto”, já alertava Darcy Ribeiro, em 1977, numa conferência em São Paulo em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC )na PUC-SP cuja conferência chamava-se“Sobre o Óbvio”. Darcy denunciou que a crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto, que vem sendo implantado há décadas. Por quem, como e para quê? A dimensão do tema a sua complexidade não cabem, evidentemente, num artigo rápido como mais cruel, a mais terrível. A reforma psicoló- O que move o mundo são as ideias. gica e a lavagem cerebral em escala mundial este. está sendo construída simplesmente para beEsse projeto ultrapassa o âmbito das ciências neficiar meia dúzia de indivíduos detentores Loryel Rocha sociais e da pedagogia para inserir-se na en- Os políticos brasileiros não podendo aceitar o sucesso de outros países e sendo incapazes de trabalhar honestamente para consegui-lo para sua nação, instituíram o ufanismo do fracasso e da auto-comiseração e, desde há décadas, o Brasil é um entreposto de meias verdades do mundo inteiro, inclusive as da ONU que abandonou sua missão inicial para tornarse um grande banco de negociatas para bePrecisamos ter uma concepção do tipo de neficiar banqueiros e ditadores internacionais. pessoa que desejamos formar, para que só O problema da educação nacional deve ser então possamos ter uma opinião precisa buscado na classe política e na academia sobre a educação que consideramos ser a que, cegos por dinheiro e vaidade, destroem a melhor. nação e seu futuro sem piedade. São psico(BERNARDIM, op. cit., p.153). patas morais. A saída? Os pais, professores, O texto deixa claro que o cerne dessa revolu- alunos, etc., unirem-se para extirpar das escoção psicológica que se inicia nas escolas pelo las o modelo de educação sócio-construtivista sistema educacional adotado oficialmente se- gramsciano. O mal tem de ser solapado pela rá a criação de um tipo de pessoa “ideal. Pa- raiz. O homem é uma animal racional. É com rece ficção científica, não é mesmo? Parece, o exercício desse mínimo espaço sagrado mas, não é. De todas as guerras no mundo que todos os seres humanos tem que o Brasil que a humanidade fez essa será, talvez, a pode pensar em voltar a ter futuro. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 11 Ministério Público A História do Ministério Público no Brasil Justiça em cada uma das Relações. A sistematização das ações do Ministério Público começa em 1832 com o Código de Processo Penal do Império. O Código colocava o promotor de Justiça como órgão defensor da sociedade. Em 1871, a Lei do Ventre Livre passou ao promotor de Justiça a função de protetor do fraco e indefeso, ao estabelecer que a ele cabia zelar para que os filhos livres de mulheres escravas fossem devidamente registrados. Em 1890, o decreto 848, que criava e regulamentava Orientado pelo direito praticado em Portugal, o Brasil a Justiça Federal, dispôs sobre a estrutura e atribuiainda não tinha o Ministério Público como instituição. ções do Ministério Público no âmbito federal. Em 1521, as Ordenações Manuelinas, que fiscalizam Em 1934, a Constituição faz referência expressa ao o cumprimento e execução da lei juntamente com os Ministério Público no capítulo ‘Dos órgãos de Procuradores dos Feitos do Rei, citam o papel do cooperação’. Institucionaliza o Ministério Público e promotor de justiça, que deveria ser alguém letrado e prevê lei federal sobre a organização do Ministério bem entendido para saber espertar e alegar as cau- Público da União. sas e razões para clareza da justiça e inteira conserNos anos seguintes, o processo de codificação do vação da mesma. Direito nacional permitiu o crescimento institucional Em 1603, as Ordenações Filipinas passaram a pre- do Ministério Público. Os Códigos Civil de 1917, de ver, ao lado do promotor de Justiça da Casa da Supli- Processo Civil de 1939 e de 1973, Penal de 1940 e o cação, as figuras do Procurador dos Feitos da Coroa, de Processo Penal de 1941 passaram a atribuir diverdo Procurador dos Feitos da Fazenda e a do Solicita- sas funções à instituição. dor da Justiça da Casa da Suplicação, com funções que, posteriormente, iriam ser exercidas pelo Ministé- Em 1937, a Constituição não faz referência expressa ao Ministério Público, mas diz respeito ao Procurador rio Público. -Geral da República e ao quinto constitucional. O promotor de Justiça da Casa da Suplicação, indicado pelo rei, tinha as funções de fiscalizar o cumpri- Em 1946, a Constituição se refere expressamente ao mento da lei e de formular a acusação criminal nos Ministério Público em título próprio, nos artigos 125 a 128, sem vinculação aos poderes. processos perante a Casa de Suplicação. Em 1951, a criação do Ministério Público da União Período Colonial (MPU) se consolida com a lei federal nº 1.341. A leAté o início de 1609, funcionava no Brasil apenas a gislação previa que o MPU estaria vinculado ao Pojustiça de primeira instância e ainda não existia o Mi- der Executivo e também dispunha sobre as ramificanistério Público. Os processos criminais eram inicia- ções em Ministério Público Federal, Militar, Eleitoral e dos pelo particular, pelo ofendido ou pelo próprio juiz do Trabalho. e o recurso cabível era interposto para a relação de Em 1967, a Constituição faz referência expressa ao Lisboa, em Portugal. Ministério Público no capítulo destinado ao Poder Em março de 1609, cria-se o Tribunal da Relação da Judiciário. Bahia, onde foi definida pela primeira vez a figura do promotor de Justiça que, juntamente com o Procura- Em 1969, a Emenda constitucional se refere ao Midor dos Feitos da Coroa, Fazenda e Fisco, integrava nistério Público no capítulo destinado ao Poder Executivo. o tribunal. Em 1751, o Tribunal de Relação é criado, no Rio de Em 1981, o estatuto do Ministério Público é formalizaJaneiro, com a mesma estrutura organizacional do do pela Lei Complementar nº 40, que instituiu garantias, atribuições e vedações aos membros do órgão. tribunal baiano. Em 1763, com a transferência da capital de Salvador Em 1985, a área de atuação do MP foi ampliada com (BA) para o Rio de Janeiro, o Tribunal de Relação do a lei 7.347 de Ação Civil Pública, que atribuiu a funRio de Janeiro foi transformado em Casa de Suplica- ção de defesa dos interesses difusos e coletivos. ção do Brasil. Em 1988, a Constituição faz referência expressa ao Em 1808, a Casa de Suplicação passa a julgar recur- Ministério Público no capítulo ‘Das funções essencisos de decisões do Tribunal de Relação da Bahia. ais à Justiça’, definindo as funções institucionais, as Neste novo tribunal os cargos de promotor de Justiça garantias e as vedações de seus membros. e o de procurador dos Feitos da Coroa e Fazenda Com a Constituição de 88, na área cível, o Ministério foram unificados e passaram a ser ocupados por dois Público adquiriu novas funções, destacando a sua titulares. atuação na tutela dos interesses difusos e coletivos, como meio ambiente, consumidor, patrimônio históriImpério co, tutrítico e paisagístico; pessoa portadora de deficiEm 1824, a Constituição não se refere ao Ministério ência; criança e adolescente, comunidades indígenas Público, mas estabelecia que nos juízos de crimes, e minorias ético-sociais. Atribuições que ampliaram a cuja acusação não pertencesse à Câmara dos Depu- evidência do Ministério Público na sociedade, transtados, a acusação ficaria com sob a responsabilidade formando a instituição num braço da população brasido procurador da Coroa e Soberania Nacional. leira. Em 1828, a Lei de 18 de setembro de 1828 tratava Fontes: CNMP, MPU, artigo Ministério Público: sobre a competência do Supremo Tribunal de Justiça aspectos históricos, de Victor Roberto Corrêa de e determinava o funcionamento de um promotor de Souza Período Pré-Colonial República Dia da Bandeira A Bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca. Normas Existem normas específicas nas dimensões e proporções do desenho da Bandeira Brasileira. Ela tem o formato retangular, com um losango amarelo em fundo verde, sendo que no centro a esfera azul celeste, atravessada pela faixa branca com as palavras Ordem e Progresso em letras maiúsculas verdes. Essa faixa é oblíqua, inclinada da esquerda para direita. No círculo azul estão 27 estrelas, que retratam o céu do Rio de Janeiro, incluindo várias constelações, como, por exemplo, o Cruzeiro do Sul. As estrelas representam simbolicamente os 26 Estados e o Distrito Federal. A única estrela que fica na parte superior do círculo representa o estado do Pará. A Bandeira Nacional é hasteada de manhã e recolhida na parte da tarde. Ela não pode ficar exposta à noite, a não ser que esteja bem iluminada. É obrigatório o seu hasteamento em órgãos públicos (escolas, ministérios, secretarias de governo, repartições públicas) em dias de festa ou de luto nacional. Nos edifícios do governo, ela é hasteada todos os dias. Também é exposta em situações em que o Brasil é representado diante de outros países como, por exemplo, em congressos internacionais e encontros de governos. Bandeiras presidencial e vice-presidencial Além da Bandeira Nacional do Brasil que todos conhecemos muito bem, existem duas outras bandeiras brasileiras oficiais: - Bandeira presidencial - Bandeira vice-presidencial. Curiosidades: - As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D.Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto, o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil. - A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas (antes eram 23 estrelas) representando os estados do Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia. - A maior bandeira do Brasil hasteada fica na capital brasileira, na Praça dos Três Poderes. Ela tem 20 metros por 14,30 metros. O mastro em que ela fica hasteada possui 110 metros de altura. Quando ela fica velha, rasgada ou desbotada deve ser substituída por uma nova. A antiga é entregue a uma unidade militar para ser incinerada no dia 19 de novembro (Dia da Bandeira). www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 12 Administração na República Divisão dos Poderes no Brasil putados) e Câmara Alta (Senado). O objetivo é que uma Casa realize o trâmite e discussões das matérias e a outra Casa melhore e revise os trabalhos e vice-versa. Assim, as duas casas poderão contribuir para a elaboração das normas jurídicas. ponsável por julgar os casos referentes a violação da Constituição Federal. O Conselho Nacional de Justiça controla a administração e a parte financeira do Judiciário. A separação dos poderes no Brasil passou a existir com a Constituição outorgada de 1824 que prevaleceu até o fim da Monarquia, mas além dos três poderes, na época, havia também o quarto poder, chamado de Moderador, que era exercido pelo Imperador, mas foi excluído da Constituição da República, em O Presidente da República age liderando, 1891. sancionando, promulgando, dando ordens paNo art. 2º da Constituição Federal de 1988 ra publicação das leis, criando cargos, funvemos os Poderes da União que são: Legisla- ções ou empregos públicos na administração pública, aumentando salários, vetando projetivo, Judiciário e Executivo. tos de leis e coordenando a administração feAlém disso, existe o Ministério Público (MP), deral. um órgão do Executivo. Apesar dessa relação, ele tem total independência dos outros É crime presidencial, art. 85, atos do Presipoderes em algumas situações. Seu objetivo dente da República que impedem o exercício principal é garantir que a lei seja cumprida e do Poder Legislativo, Judiciário, Ministério Público e as constituições das demais unidades agir na defesa da ordem jurídica. da federação. Superior Tribunal de Justiça (STJ) – é formado por no mínimo 33 ministros, nomeados peA Câmara dos Deputados tem como função, lo Presidente e aprovados pelo Senado. Ele além de representar o povo, discutir sobre os torna as leis federais uniformes e harmônicas assuntos nacionais e legislar sobre eles, fa- às decisões dos tribunais regionais federais e estaduais (2ª instância), além de apreciar rezendo a fiscalização dos recursos públicos. cursos especiais que contestam as leis fedePoder Executivo no Brasil rais. Com a preferência do sistema presidencialis- Justiça Federal – controlado administrativa e ta, proposto na Constituição de 1988, esse financeiramente pelo Conselho da Justiça Fepoder é exercido pelo Presidente da Repúbli- deral, é formado pelos Tribunais Regionais ca com a ajuda dos ministros de Estado. Federais (TRFs) e Juízes Federais. Ele julga as ações judiciais dos Estados, da União, autarquia ou empresa pública federal. Justiça do Trabalho – controlado administrativa e financeiramente pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho, é formado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e os Juízes do Trabalho. Ele realiza o julgamento dos processos trabalhistas. Poder Legislativo no Brasil O Poder Legislativo é realizado pelo Congresso Nacional. Esse poder é responsável por criar as leis e é formado pela Câmara dos Deputados (representantes do povo), Senado Federal (representantes dos Estados e Distrito Federal), e Tribunal de Contas da União (órgão regulador e fiscalizador das ações externas, prestando auxílio para o Congresso Nacional). O Congresso Nacional elabora as leis e realiza a fiscalização financeira, contábil, operacional, patrimonial e orçamentária da União e entidades ligadas à Administração direta e indireta. O Poder Legislativo é organizado em duas Instâncias do Poder Judiciário casas (bicameralismo), tradição desde o períSupremo Tribunal Federal (STF) – é formado odo da Monarquia (1822-1889). No caso, as por onze ministros, nomeados pelo Presidente Fonte: okconcursos.com.br Casas são: Câmara Baixa (Câmara dos Dee aprovados pelo Senado Federal. Ele é res- Justiça Eleitoral – composto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), Juízes Eleitorais e as Juntas Eleitorais. Ela realiza o julgamento das aPoder Judiciário no Brasil ções relacionadas à legislação eleitoral, conO judiciário tem o poder de julgar e garantir o tribuindo na coordenação e normatização das cumprimento das leis, promovendo a paz so- eleições no país. cial. Ele tem uma estrutura singular e existe uma hierarquia dos seus órgãos, nomeados Justiça Militar – formada pelo Superior Tribunal Militar (STM), Tribunais e Juízes Militares de 'instâncias'. é responsável pelo julgamento dos crimes miA primeira instância é representada pelo ór- litares de acordo com a lei. gão que irá realizar o julgamento da ação inicialmente. Se caso, as partes envolvidas no Justiça Estadual – formada, geralmente, por processo recorrerem aos resultados da ação Tribunal de Justiça (TJ) e os Juízes Estaduanterior, o processo será submetido à u- ais. As atribuições desses tribunais estão proma instância superior, mas há casos em que postas na Constituição Federal e na Lei de a ação já poderá ser submetida à essa instân- Organização Judiciária dos Estados, mas são responsáveis por julgar ações comuns que cia. não dizem respeito as justiças federais. ATENÇÂO A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica matérias, relevantes, com a finalidade de abrir discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento. Assim, publica algumas matérias selecionadas de sites e blogs da web, por acreditar que todo o cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos devemos nos unir, na busca de uma sociedade mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais. No entanto, todas as matérias e imagens serão creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes. Caso não queira fazer parte da corrente, favor entrar em contato. Rádio web CULTURAonline Brasil Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós. A Rádio web CULTURAonline BRASIL, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Saúde, Cidadania, Professor e Família. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, a Educação e o Brasil se discute num debate aberto, crítico e livre, com conhecimento e responsabilidade! www.culturaonlinebr.org Acessível no link: redacao@gazetavaleparaibana.com www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 13 Literatura pós-doutorado é o das variações do arroz de tomate). Ponham estes, naquela ordem, para dourar, no azeite de oliva, em fogo lento. carreteiro. Este prato é herdeiro das longas viagens levando tropas de boi para lá e para cá, quando os boiadeiros se perdiam (mode de dizer) nas trilhas do pampa, sem mulheres para cozinhar. Na carreta iam arroz, charque, e o indispensável para cozinhar, o sal, azeite de oliva ou comum (chamado de “óleo” no Norte do Brasil, além da fronteira com Santa Catarina), a panela de ferro, a colher de pau e demais apetrechos. O charque tinha de ser deixado n’água para dessalgar, antes de picá-lo para fazer o arroz. Quando estiverem dourados a cebola e o alho, e o tomate refogado, acrescentem-se os pedaços da carne com um pouco de vinho tinto, e deixe-se refogar por algum tempo. Quando o conjunto tiver reduzido um pouco (não demais), acrescente-se o arroz e mexa-se. Espere um pouco. Daí acrescente a água fervente, na proporção de três para um, isto é, para cada volume daquela mistura, três volumes de água. Prove o caldo para ver se o sal está no ponto. Se não estiver, acrescente um pouco, mas não demais, pensando na futura hipertensão, etc. Tampe a panela (que deve ser de ferro, é claro) e deixe cozinhar. Isto deve durar de quinze a vinte minutos. O churrasco de um pedaço de carne grelhado na trempe (grelha) era um prato guerreiro, passível de ser feito em tempos de guerra e O reino da cozinha: correrias. O arroz de carreteiro já era um prato mais pacífico, exigindo tempo para ser feiO churrasco e o pós-doutorado to, um acampamento ou até mesmo um gal- Tome o cuidado de deixar o arroz molhado, Por: Flávio Aguiar * pão de estância. jamais seco, ao tirar a panela do fogo. O meUma das delícias do arroz de carreteiro é fazê lhor, se a companhia permitir, é colocar a paDurante o pós-doutorado em Teoria Literária -lo com as sobras do churrasco de ontem ou nela na mesa, ou então dizer para as pessoas que fiz no Canadá, tive o privilegio de estudar ante-ontem, substituindo o charque pelos pese servirem diretamente no fogão (a gás, é com o professor Northrop Frye, na Universida- daços de picanha, costela ou outra carne que claro, ou de lenha, jamais elétrico). Variantes de de Toronto, uma dos mais brilhantes teóri- tenha sobrado. Uma variante saborosa e simpossíveis: servir junto um tanto de salsa picacos da literatura de todos os tempos. ples é o chamado “arroz de puta”. Este con- da, ou também de ovo duro picado. Além de grande critico literário, Frye também siste em fazer o carreteiro com linguiça ou Há quem goste de juntar milho debulhado. teorizava sobre o ensino da literatura. Uma salsichão picado, ao invés de carne de rês. Prefiro comer separado. Acompanhe com udas coisas que ele comentou conosco – os Por que “de puta”? Porque tradicionalmente ma salada rica, queijo com goiabada na sojovens docentes vindos de varias partes do esta receita era mais barata do que a feita bremesa, e o prato estará feito. mundo – foi que um dos ápices da carreira de com carne de sobre ou charque de primeira, um professor era o momento em que ele se costumando ser servida, por isto, nos puteiros Recomendação: durante o preparo, é de lei tomar um trago de boa canha (pinga, em gautornava capaz de fazer o que chamava de de outrora. chês) para acompanhar. Pode fazer também “improvisação erudita”. Uma variação semântica curiosa é a de que o um “limãozinho” (espremidinha no Norte), ou Este professor tornava-se capaz de, por e- arroz de carreteiro é chamado de “Maria Isaseja, cachaça com limão espremido, sem açúxemplo, a partir da pergunta de um estudante, bel” no Mato Grosso. Segundo as historias car, no máximo uma pedrinha de gelo. Dediscorrer de modo pertinente sobre tema não contadas deve-se o fato a que durante muito pois, durante a refeição, um vinho tinto, algo previsto nem preparado. tempo caminhoneiro de longa distância era encorpado. Com isto em mente lembro-me sempre de um quase sinônimo de gaúcho. E que nesta regiE pronto, seu pós-doutorado está feito. curso de Sociologia da Literatura que fiz, ain- ão havia uma pensão de duas irmãs, Maria e da na pós-graduação na USP, com o profes- Isabel. sor Rui Coelho. Até hoje não sei muito bem Elas serviam o arroz de carreteiro aos cami- * Flávio Aguiar nasceu em Porto Alegre (RS), sobre o que era o curso, especificamente, nhoneiros gaúchos e tiveram a gloria extrema em 1947, e reside atualmente na Alemanha, mas recordo maravilhado as excepcionais au- de dar o nome a este prato. Aliás, esta é uma onde atua como correspondente para publicalas do prof. Rui. das maiores glorias da vida: emprestar o no- ções brasileiras. Pesquisador e professor de A partir de qualquer pergunta ou comentário, me a um prato de cozinha, como “Flié a Os- Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofiele revelava sua fantástica erudição em tudo, valdo Aranha” no Rio de Janeiro (Bife com fri- a, Letras e Ciências Humanas da USP, tem sobretudo em matéria de romances policiais. tas, farofa e ovo). É gloria maior do que ter mais de trinta livros de crítica literária, ficção e poesia publicados. Ganhou por três vezes o Acho que, para além de minhas leituras pre- dado o nome à gilete ou a algum acidente geprêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, coces de Sherlock Holmes, Hercule Poirot, ográfico. sendo um deles com o romance Anita (1999), Miss Marple, Nero Wolfe e uma penca de de- Tome-se o pedaço escolhido para fazer o arpublicado pela Boitempo Editorial. Também tetives, vem daí minha imorredoura paixão roz de carreteiro, seja charque (que ficou despela Boitempo, publicou a coletânea de textos salgando em água) linguiça, salsichão, costepelo gênero. que tematizam a escola e o aprendizado, A Dá para dizer o mesmo sobre o churrasco e la, picanha, maminha (nunca use porco nem escola e a letra (2009), finalista do Prêmio Jaseus derivados, sobretudo estes últimos. Pou- frango, porque secam demais). buti, Crônicas do mundo ao revés (2011) e o cas coisas se comparam à delícia do salsi- Pique-se o pedaço em pedacinhos pequenos. mais novo A Bíblia segundo Beliel. chão de ontem no café da manhã de hoje, por Piquem-se cebola, alho e tomates (em caso exemplo. E um dos temas mais deliciosos do de necessidade extrema pode usar purê de www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 14 15 de Novembro A Formação da República res escreveram na bandeira brasileira, após o golpe de 15 de Promulgada a Constitiuição, Deodoro foi eleito pelo Congresso Nacional numa votação marcada por ameaças de internovembro. venção militar. No entanto, neste episódio percebe-se que o Existe uma tendência de se considerar que "os militares" próprio exército não era uma força coesa, pois o Marechal proclamaram a República, ou que, sem os militares, não haFloriano concorreu a Vice presidente apoiando o candidato veria república. das oligarquias, Prudente de Moraes. Apesar da derrota de Primeiro é importante lembrar que havia nas camadas urba- Prudente, o marechal Floriano foi eleito vice presidente. (Pela nas uma forte disposição a favor do movimento republicano; Constituição de 1891 a eleição para presidente e vice eram segundo, já vimos que havia um forte partido político, repre- separadas e podiam ser eleitos candidatos de chapas difesentando a nova elite agrária, disposta a chegar ao poder, rentes). Durante o governo Deodoro a crise política agravoumesmo de forma moderada; terceiro, é necessário lembrar se e foi marcada de um lado pelo autoritarismo e pelo centraque, apesar de existir o "espírito de corpo" entre os militares lismo de Deodoro, e por outro, pela oposição exercida pelos e que a ideologia positivista era cada vez mais forte dentro do grandes fazendeiros através do Congresso Nacional, apoiaexército, este encontrava-se dividido e existiam as disputas dos por parte do exército. Em novembro de 1891 Deodoro internas ao mesmo. decretou o fechamento do Congresso Nacional, dois pretexOs militares, de uma forma geral, rechaçavam os políticos tos foram utilizados, a aprovação da Lei de Responsabilidade civis, porém perceberam que era necessária uma aliança do presidente da República, que poderia sofrer impeachment com os evolucionistas, pois garantiriam dessa maneira o fim e ser afastado do cargo, em certos casos e a greve da Central do Brasil; porém, sem apoio social, e sofrendo forte opoda monarquia, mas a manutenção da "ordem". sição da Marinha, não conseguiu manter o poder, renuncianMonarquista convicto, Deodoro enfrentava problemas políti- do no dia 23 do mesmo mês. cos com parte do ministério imperial e também dentro do exército. Participou do movimento republicano a partir da O governo de Floriano Peixoto foi marcado pelo apoio do crença de que D. Pedro II já não governava e que o ministé- Congresso Nacional ao presidente, que, apesar de centralizario comandado por Ouro Preto pretendia fortalecer a Guarda dor e autoritário, governou para fazer valer a Constituição recém promulgada e consolidar a República. Nacional, e enfraquecer o exército. No dia 11 de novembro civis e militares organizaram o levan- Do ponto de vista econômico herdou a inflação provocada pelo encilhamento e executou timidamente medidas proteciote, cuja idéia encontrou a oposição de Floriano Peixoto. nistas em relação à indústria, assim como a facilitação ao O governo provisório criado após o golpe foi comandado pelo crédito, com a preocupação de controlar a especulação. Do Marechal Deodoro da Fonseca ponto de vista político, reprimiu as principais revoltas que ocorreram no país e foram apresentadas como subversivas A ESPADA ou monarquistas: a Revolta da Armada e a Revolução FedeRepública da Espada foi a denominação dada ao período que ralista no Rio Grande do Sul. compreende desde 15 de novembro até o final do governo do Marechal Floriano Peixoto, em 1894. Durante este período, O fato de ser encarado como responsável por consolidar a dois militares governaram o país; daí a origem do nome: es- República não significa que seu governo tenha sido marcado pela estabilidade. Ao contrário, várias manifestações contrápada. rias ao governo ocorreram. No início de seu governo, o MareNo entanto, apesar de Deodoro e Floriano serem homens do chal Floriano enfrentou oposição dentro do próprio exército, exército e possuírem o "espírito de corpo" do militar, não po- marcada pelo manifesto dos 13 generais, que contestava a demos dizer que tivemos no Brasil dois governos militares, legitimidade de seu governo, ao mesmo tempo, enfrentava os mesmo considerando a tendência centralizadora dos mes- problemas derivados dos estados, onde as oligarquias locais mos. disputavam o poder e uma fatia dos benefícios econômicos Apesar das contradições que marcaram esses dois primeiros que pudessem ser retirados do governo federal. governos do Brasil republicano, e de, muitos pretenderem a A principal rebelião regional ocorreu no Rio Grande do Sul, continuidade do "poder militar", a renúncia de Deodoro e a onde a luta pelo poder colocou frente a frente os pica-paus, retirada de Floriano, mostram a força dos grandes cafeeicul- "republicanos históricos" liderados por Júlio de Castilhos, e tores e de setores ligados a exportação. Esa força se mostra- os maragatos, liderados pelo monarquista Silveira Martins, do va crescente desde a proclamação da República e era perce- Partido Federalista Brasileiro. bida também entre os políticos civis: a política "industrialista" de Rui Barbosa, baseada no emissionismo, encontrou forte Os maragatos eram defensores de uma reforma constitucional, adotando-se o parlamentarismo e opunham-se ao goveroposição das oligarquias, principalmente a paulista no de caráter ditatorial de Júlio de Castilhos. Durante o governo provisório, encabeçado pelo marechal Deodoro, o país conheceu um processo de "modernização Floriano pendeu para o lado dos pica-paus, apesar de Castiinstitucional", destacando-se a separação entre Estado e lhos ter apoiado o golpe de Deodoro em 1891. Floriano preciIgreja, sendo que muitas funções civis, até então controladas sava do apoio da bancada gaúcha no Congresso Nacional. pela Igreja Católica, passaram para o poder público; ao mes- Em setembro de 1893 começou a Segunda Revolta da Armamo tempo os deputados elaboravam a nova constituição, que da, com o Almirante Custódio de Melo tentando reeditar o foi promulgada em fevereiro de 1891, consagrando em seus movimento que culminou com a renúncia de Deodoro. Apoiapontos fundamentais: do no exército e no Congresso Nacional que votou o "estado O federalismo, que garantia autonomia aos estados para de sítio", o presidente executou forte repressão aos revoltoelaborar sua própria Constituição, eleger seu governador, sos, que se retiraram para o sul e instalaram um governo em realizar empréstimos no exterior, decretar impostos e possuir Desterro, capital de Santa Catarina; em outubro as forças da marinha se unem aos federalistas do Rio Grande do Sul e no suas próprias forças militares; início do ano seguinte dominam Curitiba. O presidencialismo, o chefe da federação seria o Presidente da República, com poderes para intervir nos estados quando A repressão do governo caracterizou-se pela extrema violênhouvesse um tendência separatista, invasão estrangeira ou cia, e tanto os marinheiros como os federalistas gaúchos foram derrotados, ampliando o prestígio e poder de Floriano. conflitos entre os estados; Mesmo tentado a permanecer no poder, Floriano percebeu O regime representativo, o Presidente da República e os go- que não teria o apoio da elite cafeeira de São Paulo e que vernadores estaduais, assim como todos os membros do não conseguiria enfrentar a elite econômica do país. Com a Poder Legislativo, em todos os níveis, seriam eleitos direta- posse de Prudente de Moraes terminava a "República da mente pelo povo, excluídos os analfabetos, as mulheres, os Espada". soldados, e os menores de idade. Fonte: historianet.com.br A Crise Política O período compreendido entre a proclamação da República em 1889 e a Revolução de 1930, foi tradicionalmente denominado de República Velha. Nos últimos anos, o termo vem gradualmente sendo substituído por Primeira República, porém, as interpretações sobre o período não sofreram alterações significativas. Os Novos Atores Nas últimas décadas do século XIX o regime monárquico viveu um processo constante de crise, refletindo o surgimento de novos interesses no país, associados a elite cafeeira, aos militares, às camadas urbanas e aos imigrantes, que representavam a nova força de trabalho. O movimento que eliminou a monarquia no país foi comandado pelo exército, associado à elite agrária, particularmente os cafeicultores do oeste paulista. Estes últimos, há duas décadas haviam organizado um partido político, o PRP - Partido Republicano Paulista - que não apenas defendia o ideal republicano, mas também a fim da escravidão e o federalismo que garantiria a autonomia estadual. Foi desta maneira que a elite cafeeira procurou conquistar o apoio dos setores urbanos, de diferentes classes e das elites regionais. Apesar de dividido em facções, os republicanos históricos, chamados evolucionistas, eram predominantes e defendiam mudanças graduais, sem a participação popular no movimento, procurando marginalizá-la não só da ação, mas principalmente da construção do novo modelo político. Eram admitidos pelos monarquistas, pois defendiam o respeito a ordem pública, muitos eram cafeeicultores e alguns ainda possuíam escravos; julgavam que chegariam ao poder disputando as eleições com os partidos tradicionais e percebiam a enorme importância que tinha o governo como instrumento de ação econômica. Seu principal líder era Quintino Bocaiúva. Os militares por sua vez haviam angariado grande prestígio após a Guerra contra o Paraguai, momento a partir do qual o exército passou a se estruturar, destacando a importância das escolas militares, que foram responsáveis pela formação ideológica da maioria dos soldados, das grandes cidades, a partir da ideologia positivista, base para a participação política cada vez mais ativa dos militares. Dentro do exército brasileiro destacou-se Benjamim Constant, professor da Escola Militar, acusava o ministério imperial de falta de patriotismo, por ter punido militares que se recusavam a capturar negros foragidos e criticavam pela imprensa os desmandos de políticos corruptos. O positivismo é uma ideologia que desenvolveu-se na França e ganhou o mundo ocidental, tornando-se predominante já no final do século XIX. O nome vem da obra de Augusto Comte, "Filosofia Positiva", quando o autor faz uma análise sobre o desenvolvimento de seu país ao longo do século, atribuído à indústria e a elite industrial, grupo esclarecido e capacitado, que, se foi o responsável pelo progresso econômico, deveria ser o responsável pelo controle do Estado. Para Comte, caberia a elite governar, enquanto caberia ao povo trabalhar. Trabalhar sem reivindicar, sem se organizar e sem protestar, pois "só o trabalho em ordem é que pode determinar o Progresso", nascendo daí o lema de sua filosofia, que os milita- www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Novembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 15 Os donos do mundo (artigo continuado) A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA Continuação — Parte VI dos moneychangers em sua jornada para dominar os Estados Unidos da América no século seguinte, bem como o resto do mundo com seu conceito de "bancos centrais privados". Os moneychangers insuflaram a guerra sob o pretexto da defesa nacional, financiando todos os lados envolvidos até a exaustão física e material. Depois de quatro anos de derramamento de sangue, os argentários reuniramse com todos os envolvidos e desenvolveram um sistema de taxação para pagar as dívidas de guerra, que acabaria por desencadear o surgimento do nazismo e a eclosão da II Guerra Mundial, que funcionou da mesma forma. A grande restrição creditícia imposta pelo Fed no início dos anos 30 causou a quebra da bolsa novaiorquina de 1929, com impacto em todo o mundo. O presidente Roosevelt acabou por falir a economia americana ao ceder a todos os mandamentos dos moneychangers, inclusive confiscando todo o ouro em poder do público e aplicando severas sanções a quem não o entregasse. Foi assim que surgiu Fort Knox, um dos grandes embustes americanos, famoso na literatura e no cinema por guardar uma imensa fortuna em barras de ouro, mas, que, na realidade, nunca foi auditado desde sua criação há mais de seis décadas e suspeita-se que tenha pouco ou nenhum ouro guardado atualmente, que teria sido enviado aos bancos europeus como garantia de empréstimos feitos pelos argentários ao governo dos EUA. Dez anos depois do crash, em 1939, todos os players de um lado e de outro do Atlântico estavam tão depauperados que uma nova guerra tornou-se iminente. As pessoas podem não perceber imediatamente, mas a verdade virá à tona no futuro. O Em outubro de 1913 o senador Aldrich aprepior crime legislativo da História está sendo sentou novo projeto de lei fiscal no congresso, dando ao governo federal o direito de cobrar perpetrado por essa lei dos banqueiros." impostos, o que era apenas permitido aos esEsse verdadeiro ato de ganância e traição ao tados da união. Para os moneychangers era povo americano foi o resultado de uma longa essencial que o governo federal pudesse tabatalha entre os moneychangers da Europa e xar a população, sob pena de não conseguios políticos americanos honestos. O sistema rem dar seguimento à estratégia de criação de fractional reserve lending (empréstimo sem de dívidas crescentes com aplicação de juros. lastro) seria para sempre o desejo dos merca- Essa estratégia foi repetida em todos os paídores, agiotas e usurários e efetivamente nun- ses do mundo durante o século XX até que ca mudou desde o início do Renascimento todos se tornassem devedores de seus banquando começou a ser praticado. Outro ingre- cos centrais e garantissem os empréstimos diente fundamental dessa equação era a taxa- através da cobrança de impostos ao público. ção do povo e que foi consagrada na nova lei. A constituição americana, tal como foi redigi- Revendo a história do Vigésimo Século e a da, não apenas precluía o governo de editar dos Estados Unidos em particular, podemos quaisquer leis (essa prerrogativa cabia so- observar claramente como a sombra ganane sinistra dos poderomente ao congresso) como também vetava a c i o s a imposição de quaisquer taxas sobre a popula- sos moneychangers manipula a agenda plação. Apenas os estados podiam criar taxas e netária até hoje. A prática de financiar os dois emolumentos, como fora o desejo lados de um conflito, por exemplo, tornou-se dos founding fathers. A curiosa coincidência é uma de suas atividades regulares, opondo o que apenas semanas antes da promulgação capitalismo ao comunismo e este ao socialisdo Federal Reserve Act, o congresso havia mo, religiões contra religiões e raças contra aprovado uma lei criando o imposto de renda. raças. Durante todo o século passado, osmoAté hoje historiadores e estudiosos têm dúvi- neychangers, que não têm país, bandeira, hidas se esta lei foi adequadamente ratificada no ou deus, tiveram o controle em suas mãos. antes de entrar em vigor. Eles financiavam um dos lados até que estiO modelo de banco central criado pe- vesse suficientemente forte e pronto para uma los moneychangers nos Estados Unidos, com guerra, depois financiavam o lado oposto e fundamento no pioneiro Bank of England, ga- deixavam ambos se destruírem até ficarem nharia o mundo no século XX e hoje todos os sem recursos. A solução para ambos os opopaíses do planeta possuem um banco central nentes saírem do fundo do poço em que se igual ou similar, baseado num sistema de im- haviam atirado era criar mais e mais impostos postos como garantia do dinheiro que em- para satisfazer a ganância e a usura dos arprestam, a juros, aos governos de seus pró- gentários.10 prios países, literalmente mantendo esses go- Não é difícil pintar o quadro real desta fraude. vernos e a população reféns de suas ganan- O risco que osmoneychangers corriam era ciosas políticas monetárias, expandindo e mínimo, pois os empréstimos que faziam econtraindo o crédito como melhor lhes apraz. ram apenas constituídos de cédulas de papel O líder inconteste dessa atividade é o- criadas do nada, através do sistema Fed americano, que "dita as regras" para seus do fractional reserve lending (empréstimo sem congêneres em redor do mundo, mas o meca- lastro). A prática se tornou até mais fácil com nismo é exatamente esse. o advento dos computadores, que simplesComo o Fed é um banco privado, sua inten- mente adicionaram mais zeros às operações. ção primordial é criar grandes dívidas junto ao Os cidadãos dos países devedores eram a governo e aplicar juros sobre elas e, como ga- garantia dos empréstimos enquanto continuarantia de pagamento, precisa de um sistema vam a pagar seus impostos e estavam subde impostos à prova de erros. Desde os pri- metidos às diretrizes de seus governos estamórdios das atividades da família Rothschild belecidos. na Europa que os moneychangers sabiam Foi assim que os moneychangers europeus que a única garantia real de recuperar os ganharam controle sobre as inocentes masseus empréstimos a reis, monarcas e gover- sas da civilização do planeta e continuam a nos era o direito do devedor de taxar a popu- detê-lo na atualidade. lação. Para termos uma idéia da ativa participação Em 1895 a Suprema Corte americana consi- dos moneychangers na Primeira Grande derou inconstitucional uma forma similar de Guerra (1914-1918) é preciso entender que o taxação do público. Mais uma vez o senador conflito era essencialmente entre a Rússia e a Aldrich veio em socorro dos moneychangers e Alemanha. A França e a Inglaterra foram parempreendeu vigoroso lobby no congresso pa- tícipes involuntários. Entretanto, ambos os para provar que a nova taxação era necessária. íses tinham membros da família Rothschild no E sucedeu. Seus colegas congressistas ace- controle de seus bancos centrais, mantendoderam, sem se dar conta de que haviam vota- os reféns econômicos juntamente com suas do o "elo perdido" do tabuleiro de xadrez colônias ultramarinas. Os moneychangers, principalmente através do Fed americano, financiaram todos os lados e aguardaram a eclosão do conflito. Até os nazistas receberam dinheiro deles. O projeto Manhattan, que deu aos Estados Unidos a bomba atômica, foi o coup de gras dos especuladores, viabilizando a emergência dos americanos como primeira potência mundial mas também criou as condições essenciais para a Guerra Fria entre os americanos e a União Soviética, mais um projeto de alta lucratividade para os moneychangers nas décadas seguintes com a corrida armamentista bipolar. CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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