Jornal Conecta Baixada - 1ª Edição

 

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Informativo quinzenal da Baixada Fluminense

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(21) 995-75-4545 www.conectabaixada.com.br 2015 MESQUITA 30 de outubro a 15 de Novembro A INFORMAÇÃO VAI ATÉ VOCÊ ANO I - N° 01 Distribuição gratuita PREFEITO É ALVO DE CINCO INVESTIGAÇÕES NO MP Gelsinho Guerreiro é suspeito de enriquecimento ilícito, falsidade ideológica, fraude em licitações, irregularidades na contratação de serviços e desobediência Gelsinho Guerreiro (PSC) é suspeito de ter praticado uma série de irregularidades. Entre elas, a suposta cobrança de propina na contratação de empresas para prestar serviços à prefeitura. Além do Ministério Público (MP), o prefeito também enfrenta problemas de caixa e ainda não teve as contas da gestão de 2013 aprovadas pelo Tribunal de Contas do EstaPágina 3 do (TCE). Mazé Mixo/Agência O Globo Pesquisador Fernando Mac Dowell alerta em estudo que trens superlotados são ameaças à saúde. Já estudo da Firjan diz que passageiros do ramal de Japeri levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Páginas 6 e 7 ANDAR DE TREM PODE FAZER MAL DILMA BOLADA VEM DE TREM PARA MESQUITA CONEXÃO GERAL GUERRA DE EGOS Davi Boechat/Conecta Baixada Davi de Castro APLICATIVO AJUDA NOVOS NEGÓCIOS Lançado pelo Sebrae, programa ensina empresário a planejar gestão. Página 8 JORGE MIRANDA GESTÃO PÚBLICA A BIENAL DA BAIXADA FLUMINENSE Três escritores de Mesquita lançaram livros na feira deste ano e falam sobre suas obras. Página 10 Artur Messias (PT), ex-prefeito de Mesquita, está se articulando para disputar o cargo com o apoio do governador. Esse papo começou depois que o prefeito Gelsinho Guerreiro afrontou Pezão, dizendo que será candidato ao governo do estado. Página 5 Criador da personagem que se tornou sucesso na internet leva vida simples e nega ter ficado rico. Página 9 Uma modificação no sistema previdenciário introduziu mudanças estruturais nos regimes dos servidores públicos, que consolidou este modelo com ênfase no caráter contributivo e na necessidade do equilíbrio financeiro e atuarial. Página 2

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OPINIÃO 2 MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR JORGE MIRANDA Empresário Mesquitense Continuação da capa GESTÃO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA tualmente, para a capitalização plena de regimes próprios de previdência de servidores públicos (RPPS), os Estados e Municípios têm que despender uma quantidade substancial de recursos financeiros de seus combalidos Tesouros. Esta situação torna inviável, em longo prazo, a existência da grande maioria dos regimes próprios de previdência. Impossibilitados de atingirem a sua plena capitalização, conforme constitucionalmente estabelecido, ficam sangrando os cofres públicos, sem resolverem o problema central: o chamado equilíbrio financeiro e atuarial que nada mais é que ter assegurado ao Regime de Previdência os recursos para honrar todos os compromissos com os servidores, estipulados na Constituição da República. Importância de domar o monstro previdenciário Acontece que, hoje, a obtenção e manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial dos sistemas de previdência tornou-se exigência legal e, isto vem trazendo GIGANTESCOS transtornos e as mais variadas consequências financeiras negativas para os Prefeitos, inclusive com a paralisação total da máquina administrativa, bloqueando inclusive, a entrada de recursos advindos das esferas federais (CAUC negativado). São muitas as obrigações dos gestores públicos com a transparência, gestão e eficácia destes A sistemas previdenciários. O Certificado de regularidade Previdenciária – CRP , integrante do CAUC, trata das mais variadas questões inerentes ao bom funcionamento do RPPS. Ainda tem de se atender as prestações de contas dos Tribunais de Contas, do Ministério Público, do Ministério da Previdência, além de garantir a presença dos servidores nos conselhos, quando ocorre uma grande participação dos representantes sindicais. Luz no fim do túnel A grande maioria dos municípios vem passando por imensas dificuldades financeiras, sem conseguirem manter em dia, a sua mais elementar das obrigações: pagar os salários dos seus servidores em dia, recorrendo até mesmo, ao pagamento parcelado, no mês seguinte! No entanto, alguns exemplos vêm apontando que, não só possível domar a fera como transformá-la em grande parceiro do desenvolvimento local. Nestes exemplos algumas características tem se mostrado comum: Gestão Honesta e Competente, Criação de Novas Moedas Previdenciárias e Investimentos Economicamente Direcionados e Comprometidos com a realidade local. Gestão Honesta e Competente Muitos Estados e Municípios não entendendo a importância do Sistema Previdenciário, colocam a sua Gestão sob a barganha, eminentemente, política e não técnica, tirando-lhe a oportunidade de gestões voltadas às soluções de longo prazo, favorecendo movimentos de curto prazo, muitas vezes incompatíveis com os grandes objetivos dos sistemas previdenciários. Criação de Novas Moedas Previdenciárias A Constituição de 1988, reformada pela Emenda 20/1998 deu forma adequada ao uso de Bens, Direitos e Ativos como moeda para capitalizar o sistema de previdência, através de seu Artigo 249. Podemos e devemos utilizar melhor estas potencialidades. Não se trata, hoje, diante de tal quadro de inadimplência, de uma opção: é uma necessidade, uma exigência, uma lógica quase natural. Podemos trabalhar esta capitalização usando imóveis, sejam urbanos, sejam rurais, dívida ativa, inscritas ou não, créditos futuros de royalties de Petróleo, Gás, Minérios, Hídricos, etc... A luz Pode ser que não seja possível se utilizar esta lógica, com sucesso, em todos os municípios do país, que tenham RPPS. Mas creio que, valeria, ao menos, tentar. Naqueles em que a sua utilização não se mostrasse aderente ou tivesse pouco impacto se poderia trabalhar novas lógicas. No entanto, sem tentar estes novos caminhos trazidos pela legislação e desenvolvidos em muitos entes federativos nos parecem bastante animadores.

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MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 3 CIDADES APAGÃO ADMINISTRATIVO PREFEITO SOB INVESTIGAÇÃO Gelsinho Guerreiro é suspeito em cinco procedimentos investigatórios no Ministério Público Lélio Neto/Conecta Baixada O dia de trabalho mal havia começado na Prefeitura de Mesquita quando uma equipe da Light cortou a luz na sede da administração municipal. Era manhã do último 6 e o prefeito Rogelson Sanches de Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC), viu seu gabinete ficar às escuras. O apagão devido ao acúmulo de contas em atraso com a concessionária de energia elétrica durou pouco, mas deixou claro o descontrole na gestão do ex-rodoviário. Eleito com pouco mais de 41 mil votos, Gelsinho é investigado em cinco procedimentos no Ministério Púbico (MP) estadual. Gelsinho Guerreiro é suspeito de uma série de irregularidades. Entre elas, a suposta cobrança de propina na contratação de empresas para prestar serviços à prefeitura. Ele também figura como suspeito de falsidade ideológica, enriquecimento ilícito, fraude em licitações e por crime de responsabilidade. Como tem foro especial por ser prefeito, os procedimentos investigatórios estão sendo analisados por procuradores da As- sessoria de Atribuição Originária do MP. Aos procuradores o prefeito terá que explicar irregularidades nas contratações de empresas para o fornecimento de asfalto, gestão de pessoal, coleta de lixo e varrição de ruas, além do fornecimento de merenda escolar. Há pouco mais de um mês, pais e alunos da rede municipal de ensino reclamaram da falta de merenda em algumas unidades, dentre elas a Escola Municipal Ernesto Che Guevara. As denúncias também estão sendo apuradas pelo MP . A pouco mais de um ano do fim do mandato, Gelsinho também enfrenta problemas de caixa. As dívidas não se limitam à Light, que religou a luz na sede da prefeitura e em outros prédios da administração municipal após receber parte do valor devido pelo município. Telefones de secretarias e escolas também foram cortados. E até salários de funcionários de empresas terceirizadas, que prestam serviço à prefeitura, têm sido pagos com atraso. Procurada pela reportagem do CONECTA BAIXADA, a Prefeitura não respondeu . O prefeito discursa ao lado da mulher, deputada estadual Daniele Guerreiro, durante evento na cdade GELSINHO FAZ SILÊNCIO PARA O TCE, MP E POPULAÇÃO Os problemas da administração Gelsinho Guerreiro não se limitam às investigações do Ministério Público estadual e ao fluxo de caixa. Análises das contas da prefeitura feitas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontam algumas irregularidades no exercício de 2013. Entre as ressalvas citadas em relatório do conselheiro Aloysio Neves estão a ausência de informações detalhadas sobre os gastos do município. Prestar contas parece não ser prática comum do prefeito. Além da ressalva Lélio Neto/Conecta Baixada Técnicos da Light cortam o fornecimento de energia na secretaria de Fazenda feita pelo conselheiro TCE, Gelsinho responde procedimento investigatório por suspeita de desobediência no MP . Exatamente por não passar informações solicitadas pelos promotores e procuradores. Mas não são apenas as autoridades que ficam sem respos- tas de Gelsinho. Um exemplo é a obra da Praça Secretária Elizabeth Paixão, onde árvores foram arrancadas e o trabalho dos operários iniciados sem que a administração tenha instalado uma placa detalhando o serviço. O que é determinado por lei. (leia matéria na página 11).

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COMUNIDADES ABANDONADOS 4 MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR “N VILA EMIL SOFRE COM FALTA DE INFRAESTRUTURA Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada ós somos um exemplo do descaso que o governo tem com a população”. Com essas palavras, Roberto Ferreira, presidente da Associação de Moradores do Parque Ludolf e Adjacências (AMPLA) definiu o estado atual do bairro Vila Emil, em Mesquita. Os moradores da região enfrentam diariamente diversos problemas de infraestrutura e segurança: buracos; assoreamento de rios, que no período de chuvas alagam casas; e iluminação precária, que facilita a ação de criminosos. Assaltos, tráfico de drogas e até tentativas de estupros são rotina. A falta de poda nas árvores da região, que é responsabilidade de Secretaria Municipal de Meio sede da AMPLA. No entanto, segundo Ferreira, “o espaço foi abandonado em péssimo estado”. Além disso, contas de água do período em que a prefeitura foi responsável pela administração do prédio não teriam sido pagas até hoje. “A dívida deixada pela prefeitura chega a R$ 4.200”, disse o presidente da AMPLA. Roberto Ferreira, presidente da AMPLA (de camisa azul) denuncia o descaso com os moradores do bairro Ambiente, torna ainda pior a já deficitária iluminação do local. Prefeitura ‘deu calote’ em associação A Unidade Básica de Saúde do bairro, transferida para um novo espaço em maio passado, funcionou por anos na Moradora caminha em meio ao lixo na altura da Via Light Sujeira em valões causa riscos Os moradores também reclamam da falta de limpeza do valão que corta a rua Márcia Vasconcelos. Segundo eles, devido ao acúmulo de lixo, cobras, sapos e ratos, surgem dentro das casas: “Isso pode trazer muitas doenças”, comentou o presidente. WhatsApp (21) 995-75-4545 Foto de leitor EXPEDIENTE: Presidente: Ricardo Lucena Consultor Editorial: Sérgio Ramalho Coordenador Editorial: Marco Antonio Canosa Colaboradores: Cláudio Duarte, Davi de Castro, Jorge Borges e Jorge Eduardo. Projeto Gráfico : Daniel Souza e Renato Ferreira Diagramação: Renato Ferreira Gerente de TI: Ronald Henrique Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição Gratuita Edição Quinzenal O Jornal Conecta Baixada não se responsabiliza pelas opiniões emitidas por colunistas e colaboradores. Redação: Rua Dr. Mário Guimarães . Nº 428, SL. 308 . Centro, CEP: 26255-230, Nova Iguaçu, RJ Fone: (21) 3765 3423 | WhatsApp: 995-75-4545 Email: contato@conectabaixada.com.br Quem passa pela Rua Lídia, no bairro Chatuba, em Mesquita, precisa ficar atento para não tomar banho de esgoto. Há semanas, um vazamento atormenta os moradores, que precisam conviver com o mau cheiro. De acordo com uma leitora que preferiu não se identificar, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) já esteve no local mas não resolveu o problema. “Estou imaginando quando cair uma chuva forte. A rua vai alagar e, misturada com esse vazamento, pode haver transmissão de doenças”, comentou. A denúncia chegou pelo Whatsapp do CONECTA BAIXADA: (21) 995-75-4545.

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MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 5 GERAL CONEXÃO GERAL Davi de Castro davi@conectabaixada.com.br ENGASGA GATO JURAS DE AMOR Falando em PR, línguas dos personas gratas de Anthony Garotinho, presidente regional do partido, juram o acordo fechado entre ele e o senador Marcelo Crivela (PRB) reúne 50 dos 92 municípios. Onde PR é forte, o PRB é vice na chapa para prefeitura. E vice-versa. NA ATIVA Dr. João Ferreira, médico e deputado federal, passa seus dias gastando sola de sapatos, canetas e muito papel entre os gabinetes dos ministros em Brasilia, a Câmara dos Deputados e as ruas de São João de Meriti, onde mora. Teve um piripaque, mas já voltou à ativa. N o contra-ataque, o Gelsinho está piscando os olhinhos para o ex-vereador do PT, André Taffarel, arquirival de Artur e principal espinha na garganta do ex-prefeito. Aliás, se Tafa topar sair do partido, seria seu vice, no lugar o Evandro Peixeiro VIAJANDÃO BLEFADOR O milionário ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE), Aluísio Gama, está dando volta ao mundo para disputar uma vaga de deputado estadual. Botou quase meia dúzia dizendo que ele seria candidato ao governo do estado pelo PSC. Era blefe. Depois, Gama ensaiou candidatura a prefeito do Rio pelo PR, tendo a deputada federal Clarissa Garotinho como vice. Um blefe maior. Mas conseguiu ser nomeado secretário do partido. Se ele espalhar que será candidato a presidente da república, pode ser que vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alerj). QUEM TEM MAIS Rogério Lisboa, deputado estadual (PR), que quer ser prefeito, disse que Nova Iguaçu está fora desse jogo. E quando o PRB argumenta que a deputada federal Rosângela Gomes se elegeu com 101 mil votos, ele reage. “É..., mas ela só teve 15 mil aqui (no município) e eu tive 30 mil”, tranquiliza-se. VELHA NILÓPOLIS Alessandro Calazans desgrudou-se do PMN, onde fez carreira politica, para tentar renascer na reeleição, pelo PMDB. Ainda bem que milagre existe. Pois, a “Nova Nilópolis”, de nova não tem nada. Só os novos buracos e o velho ponto de táxi na porta do supermercado, atrapalhando o trânsito da avenida Getúlio Vargas.

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GERAL 6 MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR LIMITES NATURAIS TRANSPORTE INSALUBRE minutos é o tempo médio que, segundo a Firjan, o usuário do ramal de Japeri gasta no trajeto casa-trabalho-casa 141 minutos é o tempo limite, segundo pesquisador, para que quatro pessoas dividam um metro quadrado nas compsições 20 minutos é o tempo limite para que seis pessoas dividam o mesmo metro quadrado sem afetar a saúde 2 ANDAR DE TREM FAZ MAL À SAÚDE Davi Boechat Davi Boechat/Conecta Baixada davi.boechat@conectabaixada.com.br O cheiro de borracha queimada acompanhado de uma constante batida sincopada, embala a viagem de milhares de pessoas por dia. Sob os trilhos do Ramal Japeri, o maior da rede ferroviária metropolitana do Rio de Janeiro, com extensão de 61 quilômetros, é feito o percurso de grande parte da força de trabalho que movimenta a economia fluminense. Quem acorda antes mesmo do amanhecer busca não apenas seu lugar ao sol: deseja também viajar sentado, missão quase impossível nos superlotados e, muitas vezes, antigos trens. Se a maioria briga (por vezes, literalmente) por uma vaga nos bancos, o motivo pode ir além do conforto. Isso porque, usar os trens do Rio de pé pode representa risco à saúde. Essa conclusão pode ser tirada quando se comparam dados ideais sobre o transporte metropolitano fluminense com a realidade do modais. De acordo com o engenheiro Fernando Mac Dowell, especializado em transporte público, a divisão de um metro quadrado entre quatro Segundo o pesquisador Fernando Mac Dowell, viagens com mais de 40 minutos não deveriam ser realizadas em pé pois podem representar risco à saúde Davi Boechat/Conecta Baixada pessoas dentro de um veículo deveria durar, no máximo, 25 minutos. “A exposição dos passageiros no ambiente interno do veículo (nas condições apresentadas acima) representa o limite fisiológico Aperto Usuários dos trens brigam por lugar para sentar a partir do qual afeta a saúde de alguns passageiro”, comenta Mac Dowell. Os dados ficam ainda Passageiros embarcam correndo para viajar sentados mais críticos quando mais dois passageiros são adicionados ao cenário: com seis pessoas em um metro quadrado, o limite do ‘confinamento’ é de apenas dois minutos. O tempo-limite recomendado pelo especialista contrasta com a viagem média realizada pelos usuários. O deslocamento casa-trabalho-casa, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), é de 141 minutos.

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MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 7 GERAL Davi Boechat/Conecta Baixada TRENS ANTIGOS FAZEM PARTE DA ROTINA O CONECTA BAIXADA fez por diversas vezes o trajeto completo do ramal, partindo da estação Japeri em direção a Central do Brasil, destino final da viagem. Um antigo e pequeno prédio, inaugurado em 29 de março de 1858, sediou o terminal até os anos 30, quando foi erigido o atual pédio. À época, os padrões suntuosos marcariam a modernização do sistema, que abandonaria com- bustíveis poluentes em razão da eletrificação. Apesar de uma história marcada por atulizações, usar hoje os trens da SuperVia é, por vezes, um convite ao passado. A frota, com idade mé- dia de 25 anos, detém cerca de um quarto da frota com composições de quase 60 anos de uso. No entanto, a idade avançada não desperta saudosismo nos passageiros. Substitídos paulatina- mente por novas composições de fabricação chinesa, há pelo menos 40 em circulação, distribuídos nas nove linhas administradas pela concessionária do serviço no Estado do Rio de Janeiro. O que o povo acha: Uso trem há quatro anos e já passei por todo tipo de problema aqui. O trem já quebrou e tive que me arriscar na linha, já fiquei horas presa dentro do trem. Marcileia Candido, 36 anos Gestora de Recursos Humanos Por causa do transporte ruim nós chegamos ao trabalho cansados. Isso nos faz deixar de produzir melhor. Ninguém investe na qualidade do transporte, ou procura avaliar o que nós passamos aqui. João Carlos F de Lima, 57 anos Gerente de loja Uso trem há 30 anos. Hoje trabalho durante a noite, pego o trem mais vazio. Uma vez o trem em que eu estava enguiçou. Tive que andar da estação Deodoro até Comendador Soares. Vanderlei Cabral, 50 anos Porteiro É difícil avaliar o serviço da SuperVia. Uso trem todos os dias, há cinco anos. Quando funciona, é uma maravilha. Mas, para cada dia bom há três ruins. É muito complicado. Gutemberd Rosa, 28 anos Técnico em edificações

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EMPREENDEDORISMO VIDA DE UM EMPREENDEDOR Jorge Eduardo jorge.eduardo@conectabaixada.com.br 8 O CAMINHO DAS PEDRAS MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR COMO NÃO FECHAR AS PORTAS EM TEMPOS DE CRISE Estamos em época de crise no Brasil, crise econômica, crise política e algumas crises de identidade que separam as opiniões do povo brasileiro. Tudo isso que relatei, trata-se de um ambiente externo que influencia direta ou indiretamente no seu negócio e o do seu concorrente. Empresário, olhe ao seu redor e veja quantas lojas estão fechando as portas... Toda semana em frente ao meu escritório vejo um comerciante passando o ponto. Os fatores externos são preocupantes, mas o ambiente interno, na maioria das vezes, é quem vai ter a maior parcela de culpa para o fechamento do negócio. O ambiente interno é a soma das ações de sua empresa e todas as estratégias que você e seus funcionários desenvolvem para que ela possa atingir bons resultados. Se feitas de maneira equivocada podem levar seu negócio ao fracasso. Como consultor empresarial tive muitos clientes na Baixada. Também tenho amigos que gostariam de abrir um negócio, mas não têm ideia da complexidade de se ter uma empresa. Para muitos o meu conselho foi comprar um carro ou fazer uma viagem com a família. Segundo fontes do SEBRAE-RJ os principais motivos para a falência de um negócio são: a falta de planejamento, apenas copiar modelos existentes, não acompanhar a rotina da empresa, descontrole do fluxo de caixa, não se adaptar as necessidades do mercado. Todos os motivos citados estão ligados ao ambiente interno e é muito típico o micro e pequeno empresário da Baixada não se atentarem de forma devida para esses detalhes, justamente por falta de conhecimento. Em conversa com um empresário da região perguntei quais eram os principais erros que ele considerava ter. Sua resposta foi como a de muitos outros empresários: “Não consigo enxergar os erros da empresa”. Agora que já conversamos sobre os ambientes que podem influenciar seu negócio, em nossa coluna iremos tratar de todos os pontos determinantes para o sucesso do seu sucesso. Com uma linguagem bem simples vou apresentar todas as ferramentas que irão ajudar sua empresa a reduzir os riscos e ter o sucesso que você espera. O PARA COMEÇAR BEM UM NEGÓCIO Sebrae acaba de lançar importante ferramenta para quem quer montar um modelo de negócio e identificar como se diferenciar e inovar no mercado. Trata-se do aplicativo Sebrae Canvas 2.0, baseado na metodologia mais utilizada atualmente em planejamento empresarial. Criada pelo suíço Alexander Osterwalder, a metodologia Canvas ajuda o empreendedor a partir da análise de nove blocos: segmentos de clientes; proposta de valor; canais; relacionamento com clientes; fontes de receita; recursos principais; atividades-chave; parcerias principais; e esReprodução O aplicativo está disponível para download no site do Sebrae trutura de custos. O aplicativo integra o conjunto de soluções oferecidas pelo Começar Bem, primeiro projeto criado pelo Sebrae com foco no potencial empresário. O aplicativo original Sebrae Canvas foi criado pelo Sebrae no Paraná em 2014 e a versão nacional recebeu melhorias para facilitar o uso e o acesso dos usuários. A ferramenta pode ser usada em desktop ou tablet (iOS e Android). Basta criar uma conta na página www. sebraecanvas.com, onde é possível fazer o download do aplicativo nessas opções de sistema operacional.

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MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 9 PERFIL Davi Boechat/Conecta Baixada JEFERSON BOLADÃO D “NÃO FIQUEI RICO”, AFIRMA CRIADOR DE DILMA BOLADA ilma anda bolada, boladíssima, com Joaquim Levy. Por conta do arrocho no orçamento, o ministro da Fazenda vem sendo chamado nos corredores do palácio de “mãos de tesoura”. Nem o Bolsa Família escapou da guilhotina. E com o dólar nas alturas o jeito foi adiar a ida a Nova Iorque e encarar um trem para Mesquita. Não, não estamos falando da verdadeira Dilma Rousseff, mas do criador do perfil falso da presidenta que faturou duas vezes consecutivas o Shorty Awards (2012/2013), considerado o Oscar das mídias sociais, nos Estados Unidos. Jeferson Monteiro, de 25 anos, cresceu em Mesquita quando a região ainda era um distrito de Nova Iguaçu. Quando criou o perfil Dilma Bolada no Twitter tinha apenas 19 anos e ainda cursava Administração de Empresas no campus de Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ficou por lá até o sexto período, quando o estrondoso sucesso do perfil fake o levou a cursar publicidade. Dilma Bolada anda de trem e frequenta o Bar do Guelly, armazém de uma família portuguesa de paredes decoradas com garrafas de bebidas, azulejos, sacos de biscoito e carvão. Jeferson cresceu num sobrado ao lado do comércio, onde na infância brincava com os netos do casal lusitano Augusto e Aurélia. Com mais de dois milhões de seguidores no Facebook e no Twitter, o criador de Dilma Bolada não parece deslumbrado com a fama de webcelebridade. ”Já fui abordado no trem por pessoas que me reconheceram, mas não tem essa de celebridade”, diz. “Nunca recebi do PT” O assédio que anda deixando Jeferson bolado é de parte da imprensa. Na manhã do último dia 23, pouco antes de conversar com o Conecta Baixada, ele foi procurado pelo repórter de uma revista semanal, que dizia ter informações sobre um repasse de R$ 500 mil para uma conta do criador de Dilma Bolada. “Se eu tivesse esse dinheiro não teria adiado uma viagem para Nova Iorque”, diz. Jeferson afirma que o perfil falso da presidenta nunca lhe rendeu dinheiro do governo ou do PT. “A Dilma Bolada não me deixou rico como muita gente pensa. Acordo cedo e trabalho muito todos os dias”. O estudante de publicidade confirma o contrato de trabalho com uma agência que presta serviço ao PT. “Recebo salário para analisar e elaborar relatórios sobre atividades nas redes sociais. Não tem nenhuma relação com o perfil Dilma Bolada”, conclui Jeferson. Jeferson Monteiro costuma andar de trem ao visitar a família em Mesquita, onde foi criado e mantém amigos

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EDUCAÇÃO E CULTURA LIVROS 10 MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR TERRA DE (BOA) LITERATURA Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada Fugindo do lugar comum Obra inspiradora Reinventando o gênero U Os escritores se divertiram trocando experiências m grupo de jovens e talentosos escritores começa a romper as barreiras para mostrar que a Baixada Fluminense é também terra de (boa) literatura. E a grande prova disso foi dada na última Bienal do Livro, quando nada menos que escritores de Mesquita lançaram suas obras. Sérgio participou de um encontro literário no Centro Educacional Barão de Lucena, no último dia 23 de outubro. O encontro, organizado por escritores tem como objetivo incentivar a leitura e estreitar laços entre leitores e autores. Durante o bate-papo com alunos foram esclarecidas dúvidas e dadas dicas para quem pretende se aventurar nas letras. Autora de “Um Amor No Caminho”, Paula Vilar, de 32 anos, já participou de diversas feiras literárias no país e conta que sua obra surgiu da necessidade de criar uma trama sem nuances e situações clichê. Na sua história, o casal protagonista se conhece durante um acidente de trânsito e acaba se envolvendo. “Quis fazer com que os leitores se identificassem com os personagens. Lia muito romance sobre pessoas muito ricas e estrangeiras. Queria fazer algo que o público olhasse e dissesse: `eu sei onde é isso. Já passei por isso´”. Já Sérgio Pereira, 26 anos, tinha a intenção de fugir da realidade quando escreveu ‘Enviada’. Ele conta que escreve desde os 16 anos, mas que começou produzir o livro há três anos. Na obra, anjos e demônios travam guerras para conseguir domínio do bem ou mal. Usando como cenários o Rio de Janeiro e Europa, ele mistura realidade com ficção em um romance bem envolvente. “Me inspiro em coisas do cotidiano, mas gosto mesmo é de criar. Desejo mesmo é fazer coisas inspiradoras”, diz. Estreante na literatura, a caçulinha do trio, Tamires Barcellos, de apenas 17 anos, ousou ao lançar ‘O astro pornô’, onde a desiludida protagonista Emma Glislow recebe uma proposta provocante e irresistível de um ator pornô. A jovem escritora diz que começou a se aventurar com caneta e papel aos 12 e que sempre gostou de literatura erótica. “Sempre lia esses contos eróticos de banca escondidos da minha mãe, embora nós tenhamos uma relação bastante aberta. Todos ficaram muito orgulhosos, mas o meu pai demorou a ceder”, revela entre risos. EVOLUINDO NA ARTE DE ENSINAR Transformar movimentos em expressão artística. Esse é o trabalho realizado pela Escola de Dança de Nova Iguaçu. Fundada há 21 anos, a instituição pioneira na Baixada Fluminense está passando por mudanças. Desde que foi formada, a escola manteve um perfil mais clássico, retringindo ao ensino do balé classico. No entanto, este ano a instituição passou a oferecer novas modalides. “A dança clássica continuará sendo nosso forte, mas acreditamos que com essas mudanças iremos ampliar a escola como um todo, passando a oferecer a todos que desejarem uma nova visão dos movimentos”, comentou o bailarino Jerônimo Eusébio, fundador e diretor da Escola de Dança de Nova Iguaçu. Além do Stiletto, Dança do Ventre, Espalhola, Contemporânea e Profética, também serão oferecidas outras atividades como teatro, Zumba e Lélio Neto/Conecta Baixada Instituição foi a primeira da Baixada a ter ensino regular da arte programações especiais para a terceira idade. A Escola de Dança de Nova Iguaçu fica na rua Luís de Lima, 211, no Centro. Mais infor- mações podem ser solicitadas pelo telefone: (21) 2667-0305.

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MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 11 RELIGIÃO E FÉ com o diabo no deserto o derrotou pelo uso e manejo da Palavra. Que possamos aprender com nossos irmãos de Beréia a ler a Bíblia, estudá-la aplicadamente, conferindo tudo aquilo que nos é dito e ensinado através da própria Palavra, onde nosso Senhor e Deus se revelam, nos ensinam, nos advertem, nos corrigem e nos exortam, e demonstram seu profundo e inesgotável amor por nós. P aulo, o apóstolo, em uma de suas viagens missionárias, chegara à Beréia, fugido de Tessalônica, e lá chegando continuou a pregar o Evangelho de Jesus aos bereanos. Nesta passagem bíblica que abre este texto, Paulo chama de “muito mais nobres” o povo de Beréia do que seus vizinhos tessalonicenses. E qual seria a razão de tão distinto elogio? Algo os tornava diferentes nas vestimentas, na suntuosidade das casas ou na maior quantidade de dinheiro que possuíam em relação aos habitantes de Tessalônica? Não! Este povo foi considerado pelo apóstolo Paulo mais nobre, por ouvir sua pregação, meditar no ensinamento ministrado, mais interessado em aprender tudo o que vinha das Escrituras. Estas pessoas discerMEIO AMBIENTE PROFESSOR EVANGELHO@CONECTABAIXADA.COM.BR CLÁUDIO DUARTE “ Examinem as Escrituras! Os bereanos eram muito mais nobres do que os tessalonicenses, pois as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo tória do Cristianismo, mesmo dispondo de todas as facilidades de acesso às Escrituras. Ainda o apóstolo Paulo, em uma belíssima carta ao seu discípulo Timóteo, o alerta sobre a fundamental importância da Bíblia para a vida do cristão: “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; a fim de que o homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para rea- receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias (Atos 7:11) niam e confirmavam aquilo que lhes era transmitido e ensinado através da própria Palavra. Quanta diferença dos nossos dias! Prega-se hoje, desavergonhada e fraudulentamente, um Evangelho sem Jesus, que omite a Cruz, que mistifica a Bíblia, e o povo de Deus é enganado e enredado por não ler, não meditar, não estudar nem refletir sobre a Palavra de Deus, que é a Bíblia. Esta geração de crentes é a mais analfabeta biblicamente de toda his- lizar toda boa obra” ( II Timóteo 4:16,17). Jesus em seu embate ” Mande para a coluna a programação de sua igreja, eventos ou qualquer informação sobre sua comunidade. Divulgaremos gratuitamente! O endereço de e-mail é claudio.duarte@conectabaixada.com.br 2) Participe da nossa promoção, respondendo a seguinte pergunta; Qual o nome do profeta que escreveu o livro de Lamentações, no Antigo Testamento? As 5 primeiras pessoas que mandarem a resposta certa para o endereço de e-mail: promocao@conectabaixada.com.br ganharão do jornal Conecta Baixada e da coluna RELIGIÃO E FÉ um exemplar da Bíblia Sagrada! Mande agora sua resposta ! PREFEITURA ARRANCA ÁRVORES EM MESQUITA Marcelle Bappersi marcelle.bappersi@conectabaixada.com.br A última segunda-feira de outubro começou menos verde em Mesquita. A Praça Secretária Elizabeth Paixão, no Centro, teve as árvores arrancadas por operários para revitalização do espaço. O corte, no entanto, gerou polêmica entre os moradores, que não sabiam ao certo o que estava acontecendo, pois a prefeitura não instalou placas informativas sobre o serviço, conforme determina a Lei de Transparência. A indignação dos moradores foi parar nas redes sociais. Fotos e vídeos postados mostravam a remoção de cinco árvores com troncos de até 1,5m sendo cortadas. “Ouvi dizer que o engenheiro ambiental do município autorizou a obra, mas nunca soube que Mesquita tinha engenheiro do Meio Ambiente”, afirmou o ambientalista Roberto Inhão, integrante da Organização Não Governamental (ONG) Guardiões do Verde. O ambientalista criticou ainda a substitção de árvores que garantiam sombra na praça por palmeiras, que foram plantadas. A opinião é compartilhada pelo aposentado Luiz Antônio Silva, de 71 anos. “Isso foi um abuso com a gente. Eles estão tirando árvores antigas, quase centenárias, para colocar palmeiras. Elas não vão nos beneficiar da mesma forma”, lamentou Luiz Antônio. Já o fotógrafo Manoel Antônio, de 68 anos, que há 37 dá expedien- Lélio Neto/Conecta Baixada Parte das obras de revitalização da praça, o corte das árvores gerou revolta entre os moradores da cidade te como “lambe-lambe” na praça, lamentou que a ação vá atrapalhar o seu trabalho. “A praça vai ficar mais quente sem as sombras. De acordo com a prefeitura, “as raízes esta- vam obstruindo as redes de drenagem pluvial e fluvial, por isso as árvores foram retiradas”. A nota diz ainda que a ação “não feriu o Código Municipal do Meio Ambiente, preservando espécies nativas, como o Pau Ferro, Pau Brasil e Ipê.” Já em relação à ausência de placa informativa sobre a obra, a assessoria de comunicação da prefeitura não se pronunciou.

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ESPORTES ALVO DA LUTA 12 MESQUITA, 30 de outubro a 15 de novembro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR CELEIRO DE CAMPEÕES FOTOS: Renato Ferreira/Conecta Baixada Dentre as vitórias conquistadas pelos atletas há prêmios internacionais Projeto Alvo da Luta, liderado pelo lutador Jordan Almeida, atende gratuitamente crianças e adolescentes de Mesquita e já trouxe títulos regionais, estaduais e mundiais para Mesquita B rigas na escola e inquietação em casa. Foi esse o motivo que levou Mateus Oliveira da Costa, de 9 anos, aos tatames. Com apenas dois anos praticando jiu-jitsu, Mateus já é bicampeão mundial e carioca. “Ele estava muito agitado em casa. Quando eu conheci a luta, achei que seria uma forma boa dele gastar energia. Daí, nós começamos a nos dedicar. Três dias por semana, por pelo menos duas horas, ele está aqui e o esforço está dando resultado, basta ver as medalhas!”, comentou Eliane de Oliveira. Mateus é um dos 150 participantes do Projeto Esportivo Social Alvo da Luta, que desde 2013 ensina gratuitamente jiu-jitsu, judô e luta livre para crianças e adolescentes de Mesquita. Liderado pelo campeão brasileiro de jiu-jitsu e pentacampeão da Baixada Fluminense, Jordan de Almeida, de 31 anos, a iniciativa tem concretizado sonhos e dado esperança para jovens mesquitenses. “Todo professor de arte marcial tem Campeões mirins: Mateus (E) e Jorge colecionam medalhas em suas categorias como objetivo o desenvolvimento social da comunidade em que está inserido e também o de seus alunos. Esse sempre era somente o meu intuito, mas as crianças passaram a sonhar alto e começaram a pedir para participar das competições. Surpreendentemente, elas nos brindaram com resultados maravilhosos”, comentou Jordan satisfeito. Ganhando o Mundo Da quadra, cedida ao projeto por empresários simpatizantes à causa, já saíram outros campeões, como Jorge Henrique da Silva, de 10 anos, tricampeão carioca e tricampeão mundial; Taíres Moura da Silva, 16 anos, tricampeã carioca. Apesar dos casos de sucesso, as vitórias dos atendidos pelo projeto vão além das medalhas: o principal objetivo é formar bons cidadãos. “O mais importante não é ser campeão no esporte, mas campeão na vida”, comentou Almeida. Participe Para participar do Projeto Esportivo Social Alvo da Luta, a criança precisa ter ao menos quatro anos, estar matriculada em uma escola da rede pública ou privada, e frequentar a sede projeto nas segundas, quartas e sextas, 18h30 às 21h50 na rua Mercúrio 85, Centro, Mesquita. O convite fica nas palavras do professor Jordan de Almeida: “Quem luta não briga.” WhatsApp 99-575-4545

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