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Ao completar 23 anos, de existência, a MABOQUE orgulha-se de ter conseguido manter-se firme e forte enfrentando e vencendo as adversidades do mundo empresarial. A experiência, tradição, capacidade inovadora e lealdade aos seus clientes tornaram a MABOQUE numa marca incontornável do mercado nacional e não só. Contacte os seus serviços comerciais e inteire-se da variadíssima gama de oferta de serviços no domínio de eventos, catering de aviação e gestão de empreendimentos. s o n a 3 2 a ajudar angola a crescer e a diversificar a economia. Email: maboquecomercial@gmail.com Contactos: 917 409 641/ 934 295 039/ 928 884422 Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015 3 etniacomunicação

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CARTA DO EDITOR á duas maneiras de se entender o estado actual da democracia em África: considerando-a numa posição certa ou incerta. Sem cair no jogo da retórica fácil, um tanto abstracta, é importante destacar o inegavel progresso, de um lado realizado neste domínio, embora, por outro, o conservadorismo persiste em bloquear este desenvolvimento. O tema actual, hoje, em África, e que merece um assinalável destaque na presente edição, é da alternância democratica no continente onde alguns líderes actualmente no poder engendram manobras para continuarem no cadeirão presidencial, nem que para isso tenham de forçar alterações das respectivas constituições. O Senegal, a Nigéria, Cabo Verde, as Ilhas Mauricias são os arquetipos do progresso político feito 1 no17/07/15 conPulungunza-AF imprensa 230x148.pdf H DOPPEL tinente, quanto a alternância democrática mas este processo de transformação continua a ser complexo, incerto e frágil. De 2015 a 2017 terão lugar em Africa dezanove eleições presidenciais e em alguns desses países estão já ser observadas manobras e subterfúgios para se rever as constituições e frustrar o "bloqueio institucional" dos limites de mandato, uma situação que levanta novamente o espectro da guerra, de confrontos fratricidas como foi o recente caso no Burkina Fasso, aconteceu no Burundi, na RCA e o acender das chamas está latente nos dois congos, o Democratico e o de Brazaville. O pluralismo, a boa governação, a transparência, a alternancia das elites políticas são os motores do desenvolvimento sustentável e, em última analise, o bem-estar dos povos tem de ser o maior foco de África que precisa 15:36 de fazer um melhor aproveitamento das suas riquezas e potencialidades naturais para que a pobreza seja riscada do mapa e haja mais consideração no mundo pelos africanos. As eleições em Angola terão lugar em 2017 e o Presidente Eduardo dos Santos prometeu, na sua mensagem à nação, lida no parlamento pelo seu vice-Presidente, Manuel Vicente, que o executivo continuará a trabalhar em prol do pleito eleitoral que trará para o País novos dirigentes escolhidos pelo povo, através das urnas. Enquanto isso, o Presidente reafirma que a situação política do país é estável e não haverá recessão, não obstante a crise economico-financeira que se vive, decorrente da baixa considerável dos preços do petróleo no mercado internacional. Esses e outros temas constituem o realce desta edição. Boa leitura 4 Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015

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7. EDITORIAL A RAZÃO DOS FACTOS 17. PONTO DE ORDEM VERDADE ESCAMOTEADA 20. LEITORES 22. POLÍTICA MENSAGEM À NAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA 25. CRÓNICA DAS ILHAS 28. SOCIEDADE MAU USO DAS REDES SOCIAIS 34. FIGURAS DE CÁ 37. MUNDO REAL 38. CULTURA 43. NA ESPUMA DOS DIAS 46. ECONOMIA & NEGÓCIOS 74. MUNDO PORTUGAL COLIGAÇÃO SEM MAIORIA VAI FORMAR GOVERNO 10. PÁGINA ABERTA AMARAL ALEIXO, EX-FUTEBOLISTA DOSSIER 54. 80. REPORTAGEM CAPA: BRUNO SENNA DEMOCRACIA EM ÁFRICA "NATURALIZAÇÕES COM SUCESSO" 89. FIGURAS DE JOGO 90. SAÚDE Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015 6

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ÁFRICA 72. NOVO GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU 94. VIDA SOCIAL 100. FIGURAS DE LÁ 104. RECADO SOCIAL A MAKA DA CORRUPÇÃO LIBOLO CAMPEÃO PELA QUARTA VEZ DESPORTO 86. Publicação mensal de economia, negócios e sociedade Ano 15 - n. º 166, Outubro – 2015 N. º de registo 13/B/97 Director Geral: Victor Aleixo Redacção: Carlos Miranda, Júlia Mbumba, Sebastião Félix, Suzana Mendes e Venceslau Mateus Fotografia: George Nsimba e Adão Tenda Colaboradores: Édio Martins, Juliana Evangelista, João Barbosa (Portugal), Manuel Muanza, Rita Simões, Ana Kavungu, D.Dondo, Wallace Nunes (Brasil), Alírio Pina e Olavo Correia (Cabo-Verde), Óscar Medeiros (S.Tomé), Crisa Santos (Moda) e Conceição Cachimbombo (Tradutora). Design e Paginação: Humberto Zage e Sebastião Miguel Publicidade: Paulo Medina (chefe) Assinaturas (geral): Katila Garcia Revisão: Baptista Neto Tel: (+-244) 937 465 000 Brasil: Wallace Nunes Móvel: (55 11) 9522-1373 e-mail: nunewallace@gmail.com Inglaterra (Londres): Diogo Júnior 12 - Ashburton Road Royal Docks - London E16 1PD U.K Portugal: Rita Simões Rua Rosas do Pombal Nº15 2dto 2805-239 Cova da Piedade Almada Telefone: (00351) 934265454 Produção Gráfica: Imprimarte (Angola) Cor Acabada, Lda (Portugal) Tiragem: 10.000 exemplares Direcção e Redacção: Edifício Mutamba-Luanda 2º andar - Porta S. Tel: 222 397 185/ 222 335 866 Fax: 222 393 020 Caixa Postal - 6375 E-mails: figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao Site: www. figurasenegocios.co.ao Facebook: Revista Figuras&Negócios Angola 7 Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015

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A RAZÃO DOS FACTOS EDITORIAL A ngola vai assinalar no proximo mês, os 40 anos de independência, que foi proclamada exactamente a 11 de Novembro de 1975 por aquele que se tornaria o primeiro Presidente do País, o saudoso Presidente Agostinho Neto. Há pouco mais de uma dezena de anos, o Pais enveredou pela opção de uma sociedade regida pelos ditames da democracia, um sistema que permite a pluralidade de ideias, o respeito pela diferença e o alcance do poder através da realização de eleições regulares, entre outros quesitos não menos importantes como a liberdade de expressão e o respeito dos direitos humanos. Desde logo, é justo reconhecer que não está ainda consolidado o estado democrático e de direito como se delineou mas não se pode deixar de colocar em evidência os esforços que se fazem nesse sentido, sabendo-se de antemão que neste processo os intervenientes maiores, os políticos, têm de se assumir como professores e alunos, tendo-se presente que no mundo não existem democracias acabadas e os modelos que se forjam não podem atropelar as realidades concretas dos países e povos. Dado adquirido é que Angola é um Pais livre e independente, membro das principais instituições internacionais e soberano nas suas posições, sobretudo quando está em causa o respeito e verticalidade de um Povo que quer fazer e escrever a sua própria história. O facto do País continuar a ser governado pelo mesmo partido, o MPLA, que proclamou a independência há 40 anos e de na altura se ter optado pelo sistema socialista, o que, no âmbito da guerra fria, era aliado da extinta URSS, faz com que em muitos aerópagos internacionais se coloque em causa a clarividência dos principios políticos porque pugnam os poderes constituidos, hoje com mandato respaldado nas urnas, mormente quando se trata de definir leituras diferentes em relação à situação economica internacional mundial. Não alinhando facilmente os dirigentes angolanos nos ditames muitas vezes propagados pelas chamadas potências ocidentais, com os EUA à cabeca, que se reclamam como os donos da razão, Angola é logo apodada com os epitetos mais grossei- ros que colocam em causa a sua fidelidade na construção da democrácia. Foi assim ontem, está a ser assim hoje pelo que nessas circunstâncias, para além da sociedade plural que se cria, onde se respeita a diferença de valores e opinião, é muito importante saber valer-se dos valores patrióticos, uma responsabilidade que deve ser depositada, em primeiro lugar, aos actores políticos engajados. Isto mesmo deveria ser feito pela classe política em uníssono quando, por exemplo, no parlamento europeu, se analisou a questão dos direitos humanos em Angola, baseado numa visão unilateral de um dos seus membros excessivamente critico na análise ao poder que governa o país, por algumas razões que podem ser enquadradas no que acima referimos. É verdade que na altura em que a sociedade amadurece nesta senda pela construção do estado democrático, sobrelevam-se os problemas, agudizam-se as contradições e é necessário reforçar o debate de ideias na procura de um contraditório que se constitua em ambiente saudável para o País respirar sem atropelos. E nisso, dificilmente não existem erros ou exageros das diferentes partes envolvidas directamente. Mas esses são "deveres de casa" que devem ser escalpelizados até ao limite, assumindo-se as forças políticas como os principais faróis, pelo que não ficou nada bem formações politicas legalmente constituidas "lavarem a sua roupa suja" fora das fronteiras e alimentando noticias que mancharam a imagem do País. No caso, e porque aí ficou evidente que os poderes constituidos nunca devem adormecer na forma de se comunicar com a sociedade e com o exterior, a imagem foi mais arranhada precisamente porque se ignorou a razão dos factos e a comunicação, para não dizermos inexistente, foi ineficiente. Num processo democrático como o que Angola está a construir, a penalização àqueles que não seguem os ditames correctos da linha de convivência saudável na diferença deve ser feita por vias pacificas, melhor dizendo, nas urnas, e nisto o país já tem um processo regular, estando marcada as próximas eleições para o ano de 2017. Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015 9

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PÁGINA ABERTA DESTAQUE Amaral Aleixo, antigo goleador do futebol nacional, entrevistado pela Figuras & Negócios, fala do seu passado, dos craques do seu tempo e do que pensa sobre o motivo de haver poucos golos actualmente nas competições nacionais. E, sem rodeios, falou dos clubes, treinadores e dos jogadores que admira desde o tempo colonial aos dias de hoje, assim como teceu contribuições para os Palancas Negras serem cada vez mais fortes. Autoridade para tudo isso ele ostenta, sabendo-se que Amaral Aleixo tem  história no futebol nacional, onde deixou a sua marca. Além de campeão africano em júnior de basquetebol,  no futebol se impos. Em 1991 militou no Sagrada Esperança da Lunda- Norte, dadas as características que reunia de goleador foi o melhor marcador do Girabola com 23 golos. No ano seguinte, já ao serviço do Petro de Luanda, repetiu o feito, com 20 golos, por isso - a par de Flávio Amado – é um dos que figura atrás do até agora imbatível Carlos Alves, que rubricou 29, pelo 1º de Agosto, em 1980. Atente-se pois à entrevista: Texto: António Félix Fotos: Arquivo F&N AMARAL ALEIXO, ANTIGO FUTE “BONS GOL 12 Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015 TALENTO

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F PÁGINA ABERTA fiz um chapéu quase sem ângulo ao guarda-redes. Terceiro, em Benguela, de novo com o 1º Maio. Foi da linha de fundo, quase na bandeirola, com a parte externa do pé esquerdo fiz uma “trivela” que manteve estático o guarda-redes, pois ele esperava por um cruzamento. F&N: Qual foi o jogo em que deu tudo para marcar e não logrou? A.A.: Foi com o Tômbwa, em Luanda, para a Taça de Angola, em 1992, nos Coqueiros, à noite. Nesse jogo acabei por fracturar uma costela e fui parar ao Hospital. Fiquei 15 dias de repouso absoluto. de sacrifício e, portanto, também marcador de lindos golos: O Flávio Amado. F&N: Antes disso, pela história, do que leu e ouviu, quem melhor marcou golos antes no período colonial? A.A.: Ouvi falar muito do Manecas, do Sporting de Luanda, e do próprio Carlos Alves, também do Matreira e do Firmino Dias. F&N: Alguma vez notou um jogador completo no verdadeiro sentido da palavra que o impressionou mais até hoje em Angola? A.A.: Tenho referências de Santo António, do Petro de Luanda, António Neto e o Paulo Alves “Paulão”, que eram, sim, jogadores completos. F&N: Hoje ainda podemos ter jogadores com a mesma qualidade de craques do antigamente? A.A.: Já tivemos sim. Aliás, para mim, é tudo uma questão de gerações. F&N: Depois de Ndunguidi Daniel, qual o jogador que só actuou no país mas que se o fizesse no estrangeiro podia singrar muito? A.A.: O Abel também singrou, o Saavedra, o Akwá, o Mantorras. É preciso entender que não existem caminhos rectilíneos, pois tudo tem a ver com as circunstâncias consubstanciadas em diversos fenómenos. F&N: É no mercado futebolístico português onde os nossos jogadores dão-se melhor do que em outros cantos da Europa? A.A.: Já era altura de abrirmos outras janelas, mas, antes, temos de trabalhar muito e bem. F&N: Como encara hoje a organização dos nossos clubes em comparação com a de ontem? A.A.: Não há comparação pos- iguras&Negócios (F&N): Ainda se lembra do primeiro golo oficial que marcou no Girabola, contra quem e como foi a jogada? Amaral Aleixo (A.A.): Marquei o meu primeiro golo oficial três meses depois de ter saído do basquetebol. Foi nos Coqueiros, à noite, no Girabola de 1987, num 1ºAgosto- Ferroviário da Huíla. Decorriam 16 minutos da segunda parte, entrei, fiz o golo a passe do Nelo dos Passos, já falecido, foi o terceiro golo do jogo. F&N: E o último golo oficial? A.A.: O meu último golo oficial foi no Lobito, com a Académica. No momento em que o marquei fui massacrado por dois adversários. Acredito que foi sem maldade mas tive múltiplas fracturas na região tibiotársica, até hoje uso planilhas para o suporte da minha locomoção. Aconteceu em 1998, em Julho. F&N: Por onde passou, quem mais o servia nos lances de golo? A.A.: Barbosa e Nelson Baptista, no 1º Agosto, Bukaka e Esquerdinho-Man João-no Sagrada Esperança, Felito, Bumba e Rosário, no Petro de Luanda e, já na selecção, era o Carlos Pedro e o Paulão Alves. F&N: Qual foi o golo mais bonito que marcou e porque o considera assim? A.A.: Considero três golos bonitos, espectaculares. Primeiro, em Luanda com o 1º Maio, na linha do meio campo descaído para esquerda. Aproveitei o adiantamento do guarda-redes rematei forte, rasteiro, muito junto à relva, e a bola entrou bem juntinho ao segundo poste. Segundo, em Maputo, com Moçambique. Após passe de cabeça do Paulão Alves, A estruturação dos clubes está condicionada ao volume de processos desportivos vigentes. Antes havia carolice, agora existe profissionalismo, embora, como em tudo, com bons, normais e péssimos. Os últimos abundam” F&N: Qual o jogo em que mais facturou e se foi fácil? A.A.: Aconteceu no jogo com o Sporting de Benguela, em Benguela, e com a Eka do Dondo. Marquei quatro golos em momentos diferentes... Os golos nunca são fáceis. F&N: Qual a dica que dá para quem queira ser goleador temido? A.A.: Talento e bastante trabalho permitem melhor marcador. F&N: Modéstia  à parte, qual é, para si, até hoje, o melhor marcador de golos no futebol depois da independência? A.A.: Carlos Alves e muito depois Jesus, mas há um menino que admiro pelo estoicismo e capacidade “ EBOLISTA O E MUITO TRABALHO” Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015 13 LEADORES UNEM

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PÁGINA ABERTA DESTAQUE sível, isso até pelo número de praticantes hoje e o crescimento a que o nosso desporto está sujeito. A estruturação dos clubes está condicionada ao volume de processos desportivos vigentes. Antes havia carolice, agora existe profissionalismo, embora, como em tudo, com bons, normais e péssimos. Os últimos abundam. F&N: O que falta para termos uma selecção forte durante muitos anos? A.A.: Este assunto é muito complexo e decorre de factores conjunturais bem como, o que é mais grave, estruturais. Mas é possível com os meios humanos e materiais existentes formar-se nos próximos dez anos uma geração para durar 12 anos no top do futebol africano. É possível com os meios humanos e materiais existentes formar-se nos próximos dez anos uma geração para durar 12 anos no top do futebol africano” F&N: E para termos bons treinadores? A.A.: Todo o contexto embica para um vértice: Formação sistemática de recursos humanos, criação racional de plano nacional de formação. O desporto, em geral, e o futebol, em particular, iam a esta fonte absorver os quadros. F&N: Não temos ainda bons treinadores? A.A.: Temos sim bons treinadores, temos já uma elite; existem categorias desde a qualidade aceitável e vice-versa. O problema é o termo comparativo com os das outras latitudes. Temos de ser mais competitivos e, nalguns casos, se necessário, petulantes, para mostrarmos o nosso valor. Temos de procurar mercados exteriores, temos de ser criativos, pró -activos, mas, sobretudo, arrojados e tentar, tal como os atletas o fazem, o desconhecido, o diferente. Olha a história de Mourinho. F&N: Por que razão, no país, muitos anos depois, não aparece alguém a superar ainda os 29 golos marcados por Carlos Alves, em 1980? A.A.: A geração  Love, Gilberto, Manucho Barros, Lunguinha, e Job, embora mais novo, também tem os seus craques que deliciam os adeptos. De acordo com as circunstâncias, também apresentam grande qualidade técnica e táctica. O que está, eventualmente, na base de hoje, no fim de cada época, veremse muitas equipas a sofrerem mais golos em casa e a marcarem menos fora. F&N: Isso deve-se a jogadores com fraco faro de golo ou a defesas permissivas? A.A.: O factor casa é sempre um pressuposto valorativo até a psicologia descobrir outros paradigmas a transitarem para o desporto. Aliás, no quotidiano vivenciamos o factor casa. F&N: É correcto uma equipa que tenha um jogador a concorrer para melhor marcador jogue mais “ 14 Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015

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PÁGINA DESTAQUE ABERTA para ele a fim de subir na contagem? A.A.: É lícito e nada de amoral existe nestes casos. Já vivi essa experiência sim, e com muito agrado, pois demonstrava o respeito, amizade, solidariedade e cumplicidade existente num grupo de trabalho. Temos de procurar mercados exteriores, temos de ser criativos, pró -activos, mas, sobretudo, arrojados e tentar, tal como os atletas o fazem, o desconhecido, o diferente. Olha a história de Mourinho” F&N: Os treinadores baixam ordens expressas para isso? A.A.: Que eu saiba, nenhum treinador prepara-se para orientar jogadores para títulos individuais, mas sim e apenas para o colectivo. Até mesmo quando um jogador triunfa é porque o grupo funcionou. PALMARÉS EX-GOLEADOR NA “GALERIA” Amaral Aleixo ao longo das edições do Girabola, que começou em 1979, só é superado por Carlos Alves, e igualado por Flávio Amado em número de golos. “ 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Ano Carlos Alves Maluca Jesus Maluca Jesus Jogador 1º de Agosto 1º de Maio Equipa Golos 29 20 21 17 22 Jesus Túbia Mavó Manuel André Mona Petro Luanda 1º de Maio Petro Luanda Zé Nely Betinho Isaac e Avelino Lopes Blanchard Flávio Flávio André Love Kabungula Love Kabungula Amaral Aleixo Amaral Aleixo Serginho Kabongo Serginho César Kaná Petro Huambo Petro Luanda 1º de Agosto/ P.Huambo Benfica de Luanda Petro de Luanda Petro de Luanda Inter de Angola ASA ASA Petro Luanda Petro Luanda Sagrada Esperança Petro Luanda Desportivo da Eka Sonangol do Namibe Desportivo da Eka Académica do Lobito Petro Luanda Inter Luanda Ferroviário Huíla 1º de Agosto Desportivo da Cuca Petro Luanda 23 20 14 16 19 15 19 20 20 16 18 17 12 14 16 19 23 16 12 17 13 Manucho Gonçalves Manucho Gonçalves Santana David Daniel Mpelempele Love Kabungula Yano Meyong Meyuongue Yano 16 15 2014 2015 Petro Luanda Petro Luanda Kabuscorp Petro de Luanda Progresso do Sambizanga Kabuscorp Kabuscorp Progresso do Sambizanga 20 19 14 20 14 20 17 13 Figuras&Negócios - Nº 166 - OUTUBRO 2015 15

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