Caleidoscópio nº 73

 

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Caleidoscópio nº 73

Popular Pages


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Caleidoscó opio Nº 73 COLÉGIO SANTA MARIA Revista Pilares da educação do Santa Maria fazem parte do dia a dia dos alunos

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mosaico SEMANA PE. MOREAU 2015 sumário 04 07 08 02 COTIDIANO RADAR MAIS SABER 14 15 16 NA REDE INTERAÇÃO COTIDIANO PE. MOREAU 18 20 22 SANTA DO BEM DEPOIS DO SANTA TÚNEL DO TEMPO

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expediente carta Irmã Diane Clay Cundiff Diretora geral do Colégio Santa Maria Instituto das Irmãs da Santa Cruz COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara – São Paulo/SP (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br CONSELHO EDITORIAL Irmã Diane Clay Cundiff Irmã Anne V. Horner Hoe Adriana Tiziani Beth Costa Karine Ramos Marcia Rufino Muriel Alves Roberta Edo Silvio Soares Moreira Freire Tiyomi Misawa EDITORA Suze Smaniotto DIRETOR DE ARTE Marcelo Paton REVISÃO Rita de Cássia Cereser Sogi COLABORADORES Alexandre da Silva • Ana Cristina Pereira Gil • Anna Paula Rodrigues • Ariete Fernandes • Claudia R. Simões Lacerda • Eliane Lima • Elizabeth Nishiyama Muniz • Fabíola Islay • Gisele Coli • Glaydon Marcio • Gustavo de Almeida • Haroldo Bueno • Luciana Boggi Proença • Maíra Bedran Gouveia • Tiago Fernandes Impressão Intergraf Tiragem 6 mil exemplares A Revista Caleidoscópio é uma publicação do Colégio Santa Maria. Não é permitida a publicação de seus textos sem a devida autorização. N PILARES REAIS E CONCRETOS a Feira do Livro que realizamos na Semana Pe. Moreau, ouvi uma criança de cinco ou seis anos perguntando a seu pai se ele viu Pe. Moreau, pois ela tinha procurado e não o havia encontrado. Conforme fui passando pelos ambientes do evento, eu o vi em todos os lugares e senti a força de suas ideias nos alunos. Estava ciente do tema desta edição da Caleidoscópio, que são os quatro pilares dos colégios da Congregação Santa Cruz no mundo inteiro, e concluí que você, leitor, ou os que participaram do evento não terão dúvidas do compromisso assumido pelo Santa Maria. O que mais me chamou a atenção entre os artigos e o evento desta semana que destacam as atitudes de respeito e acolhimento foram as próprias apresentações e as montagens de cada instalação, tudo realizado com qualidade e criatividade, mostrando o respeito que o Colégio tem em relação às pessoas que nos visitam. Também notei o respeito que as crianças pequenas aprenderam a ter com as formigas, não devem pisar nelas nem destruir suas casas. Impressionei-me com a acolhida dada pelo 3º ano aos idosos do Espaço Aberto e como nossos alunos do Pré receberam as crianças da creche pública. Em relação a viver em família, em comunidade, observei a ênfase dada ao modelo que alguns pais e professores apresentam a seus filhos e aos alunos: não prevalece a valorização da criança considerada inteligente, e sim a iniciativa, a autoconfiança, o esforço, a garra de continuar se esforçando. Além do compromisso que os alunos assumiram de viver os valores discutidos e de cuidar da vida, talvez expresso por escrito entre os pais. A premissa de educar mentes e corações pode pressupor relação com habilidades acadêmicas e atividades de autodoação, mas o que chama a atenção é como essas duas metas aparecem integradas, sempre uma é contexto da outra, como nos desafios de equipes internos e externos, nos trabalhos de voluntariado, dentro e fora da cidade ou estado. Quanto a ser portadores de esperança, o pilar surge, obviamente, nos projetos de inserção social e serviços comunitários que os alunos oferecem para tornar a vida das pessoas mais rica e mais valorizada, para um mundo melhor. Mas outro aspecto a se destacar é o ciclo de palestras. Quem preparou, ofereceu o conteúdo e participou, todos, sem exceção, são portadores de esperança nacional e internacional, na tentativa de se chegar a uma sociedade mais justa e democrática. Outros portadores de esperança são os ex-alunos, por contribuírem para uma sociedade melhor, vieram apresentar suas profissões aos estudantes que estão prestes a concluir o Ensino Médio; os ex-alunos que oferecem serviços de monitoria com os grupos de inserção social, na preparação e nas viagens para o Vale do Ribeira e Telêmaco Borba, e a ex-aluna Helena Galante, que demonstra que o jovem precisa levar esperança em todos os campos e valoriza os amigos e a sua formação inicial no Santa Maria. Aliás, essa é uma característica de muitos dos ex-alunos de que temos notícias. É por tudo isso que fiquei tranquila com a propagação da nossa missão. Ela não está completa, pois é construída dia após dia, em um trabalho compartilhado com pais, alunos e professores, mas todos estão convictos de que o futuro está nas nossas gerações, começando hoje. E esse é, sem dúvida, um diferencial desse Colégio! | 03

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cotidiano Caleidoscópio nº 73 UMA PRÁTICA LÚDICA DO CONHECIMENTO Unindo o lúdico e o acadêmico, os alunos do 8º ano receberam uma proposta de trabalho bastante desafiadora: criar um jogo de tabuleiro, formato bastante conhecido por crianças e adolescentes, baseado na história da Revolução Francesa. Com total apoio da equipe docente, os grupos receberam orientações e partiram para a ação em sala de aula, com a criação, conteúdo e confecção de peças e tabuleiros. Por fim, veio a apresentação aos colegas e muita diversão. “Os grupos puderam testar seus jogos e a viabilidade das propostas”, explica a professora de História, Fabíola Islay. O resultado? Jogos interessantes, criativos, inspiradores, divertidos, simples, bonitos, bem elaborados, competitivos, colaborativos, mas, sem dúvida, resultantes de um processo de aprendizagem que buscou não só na História, mas na Geografia, na Matemática, na Língua Portuguesa e nas Artes as habilidades fundamentais para o sucesso. COM MATERIAL CONCRETO ENSINO DA MULTIPLICAÇÃO No Santa Maria, o aprendizado da multiplicação vai muito além da memorização de resultados. Os alunos colocam a mão na massa e, com o uso de material concreto e jogos construídos por eles, compreendem o conceito da multiplicação a partir do 2º ano do Fundamental I. A reflexão começa com a discussão sobre o significado da palavra “vezes” e em quais situações cotidianas é usada. O próximo passo é trabalhar com o foco da ideia aditiva (contar grupos com quantidade iguais de elementos). Na sequência, vem o jogo “Várias vezes”, cujo objetivo é construir o conceito de “várias vezes o mesmo tanto”. Juntos, os alunos montam saquinhos com a mesma quantidade de pequenos objetos, como colherinhas e canudinhos. Cada jogador, na sua vez, lança o dado. Quem conseguir o maior número pega um pacotinho. Ganha quem conseguir mais pacotes. No final do jogo, cada criança registra quantas vezes ganhou pacotes e quantas peças há em cada um. No final da atividade, as crianças compartilham o que entenderam da brincadeira. O jogo é repetido, variando materiais e quantidade de peças em cada pacote. SER ADOLESCENTE Como parar, observar, refletir e desenvolver senso crítico sobre um tema tão complexo quanto a adolescência sem repetir estereótipos já criados na sociedade e reproduzidos pela mídia? Esse foi o desafio incorporado pela equipe docente do 8º ano desde o início de 2015. A decisão foi buscar referências para aprender a lidar bem com o novo. “Começamos pela garota Anne Frank e seu diário, que além de pôr em discussão a motivação da guerra, retratou suas reflexões sobre as próprias mudanças físicas, psíquicas e sociais vividas”, relata a professora de Língua Portuguesa, Ariete Fernandes. No 3º bimestre, além de reflexões promovidas por crônicas e textos de outros gêneros, as atividades nos mais diversos componentes discutiram a relação entre a adolescência e drogas, consumismo, internet, mídia, entre outros. Para fechar, os alunos foram postos a escrever e sintetizar o assunto nas redações do Projeto Atualidades. “Tudo isso para os nossos adolescentes lidarem melhor com essa ‘metamorfose ambulante’”, resume o professor Tiago Fernandes. 04

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VISITA AO MUSEU DA IMIGRAÇÃO As turmas do 3º ano do Fundamental I visitaram o Museu da Imigração do Estado de São Paulo, que abriga o Memorial e o Acervo dos Imigrantes. Esse importante equipamento público preserva toda a história das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes, que foi construída para receber as pessoas que vieram ao Estado de São Paulo para trabalhar nas lavouras ou nas indústrias paulistas. Foi inaugurada em 1885, no bairro do Brás, com capacidade para acomodar 1,2 mil imigrantes. Durante os 91 anos de funcionamento, quase três milhões de pessoas passaram por lá. Os alunos estudaram como aconteceu essa imigração, tiveram a oportunidade de compreender e valorizar o encontro das múltiplas histórias que o museu apresenta, além de entrar em contato com as lembranças das pessoas que ajudaram a escrever parte da história paulista. “Contemplar uma infinidade de novas informações, que estão disponíveis por meio de fotos, objetos, móveis, cartas escritas pelas pessoas que começaram a vida em nosso país a partir da hospedaria, tornou a aprendizagem especialmente interessante”, revela a professora Ana Cristina Pereira Gil. ENCONTRO COM PAIS Na Reunião Pedagógica com pais do 4º ano, foi proposto o tema “Protagonistas na escola e na vida” e, logo de início, uma troca de ideias: “Quando facilitamos e quando desafiamos a vida dos nossos filhos?” A partir daí, vimos que a aprendizagem também é um trabalho processual, exige rotina e esforço. Mas, afinal, o que é protagonismo? Segundo Cynthia Costa (Educar para Crescer), é a capacidade de se enxergar como agente principal da própria vida e quem o demonstra, responsabiliza-se por suas atitudes, distingue as suas ações das dos outros e expressa iniciativa e autoconfiança, características essenciais, já que o aluno protagonista acredita que pode aprender e se esforça para isso. Baseando-se nessas iniciativas, a equipe frisou junto aos alunos as metas da série propondo uma atividade em que cada um se comprometeu a se desafiar e a não se contentar com o mínimo. Esse compromisso foi entregue aos pais para que dessem subsídios para alcançá-lo. ENFRENTANDO NOVOS DESAFIOS A participação dos alunos do Fundamental II na Olimpíada Paulista de Matemática vem crescendo a cada ano e já está se tornando uma tradição no Santa Maria. No dia 8 de agosto, seis salas de aula ficaram lotadas de alunos dispostos a realizar a prova da primeira fase da XXXVII OPM e demonstrar suas habilidades, em busca de uma medalha. O entusiasmo e dedicação demonstrados pelos alunos durante a realização da prova encheram os professores de orgulho. Foi gratificante vê-los compenetrados e se esforçando ao máximo para resolver os cinco problemas propostos. A OPM caracteriza-se pelo elevado nível de exigência e cobrança de habilidades em suas avaliações e busca selecionar no Estado (em suas duas fases) os três alunos que obtiverem melhor desempenho. Além de desenvolver o raciocínio lógico e de estimular o gosto e o estudo pela Matemática, a participação nas olimpíadas faz com que os alunos busquem uma formação mais completa e aprofundada, e que sejam revelados novos talentos. Parabéns por aceitarem este desafio e boa sorte a todos os atletas matemáticos do Santa Maria! QUANDO O CÉU NÃO É O LIMITE Quatro alunas do Ensino Médio foram pré-selecionadas entre cerca de cem mil participantes da Olimpíada Brasileira de Astronomia para participar da seleção para a formação das duas equipes que representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica, que acontece na Índia, em dezembro de 2016. Beatriz Frigo, Letícia Santos, Olivia Levy e Verena Daroque terão que enfrentar uma maratona de três provas on-line em setembro, novembro e dezembro, além de uma prova presencial em Barra do Piraí (RJ), em janeiro. O treinamento intensivo já começou. Fica nossa torcida! | 05

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cotidiano Caleidoscópio nº 73 “PAI: O ROSTO DE DEUS NA VIDA DOS FILHOS E FILHAS” Pai ensina por meio de exemplo, atitude e olhar. Os filhos crescem fazendo e aprendendo, vendo nos pais um modelo, um porto seguro. Com esse olhar, os alunos do 4º ano do Fundamental I celebraram a missa em homenagem a todos os pais. Durante as canções, era possível ver a alegria com que cantavam: “Papai compartilha o seu tempo comigo...”. Com grande empenho, os alunos se prepararam para homenagear seus pais em todos os momentos da missa. Com a dramatização do Evangelho de Mateus “A nova história é um novo êxodo”, trouxeram a mensagem de coragem que todo pai precisa ter, a partir do exemplo de São José como pai de Jesus. Os alunos também produziram cartazes, quadros, cartinhas e desenhos que deixaram os pais emocionados. A mãe do aluno Lucas Santos Moura, do 4º ano C, comentou: “A missa foi importante porque juntos pudemos refletir sobre o verdadeiro significado de ser pai e o verdadeiro amor dessa relação”. Ao final, os filhos agradeceram aos pais por tudo que fazem por eles no dia a dia com a frase “Pai, eu te amo”, numa verdadeira declaração de amor aos pais e a Deus, nosso pai maior. Para os alunos da 3ª série do Ensino Médio, que estão finalizando a educação básica, a escolha de um curso superior é tarefa difícil. A complexidade de um universo praticamente desconhecido pelo aluno, que apenas ouve falar dele pela experiência do outro, mas não tem a própria experimentação, foi o mote que levou a iniciar o projeto de série deste ano: DICA - Diálogos e Carreiras no Colégio Santa Maria. “Resolvemos promover um encontro entre alunos da 3ª série e ex-alunos nossos, que estão vivenciando as exigências do novo mundo profissional, para que pudessem dar dicas de como se preparar para esse futuro, visan- PROJETO DICA do a uma profissionalização qualificada e diferenciada” , esclarece a professora de Leitura, Interpretação e Produção de Texto, Darci Garcia. O encontro aconteceu em clima de muita sinceridade, com percepção de que hoje se trabalha com o conceito de educação corporativa e, assim, deve ser objetivo de todos desenvolver um conjunto de competências para resolução de questões variadas. O tempo de ser especializado em apenas uma área de trabalho ou conhecimento acabou. Exige-se hoje um profissional dinâmico, multidisciplinar e interdisciplinar, aquele que sabe ensinar, mas que também sabe aprender. Não basta apenas saber tocar, dançar, jogar. Todo o trabalho desenvolvido nos cursos extracurriculares vai mais além, pois os alunos têm o privilégio de escolher práticas com as quais se identificam e participam de um processo de aprendizagem personalizado, em que tanto o trabalho em grupo quanto o desempenho individual são muito relevantes para um resultado satisfatório. Os atletas que participam das atividades esportivas tiveram a oportunidade de mostrar seu potencial nos festivais e campeonatos que ocorreram no XVI Torneio Desportivo, que contou este ano com 20 escolas e mais de mil atletas nas diferentes modalidades. Nas atividades desenvolvidas com a Oficina de Jogos Corporais, por exemplo, alunos de Pré e 1º ano receberam desafios criados com histórias, que eram lidos e compartilhados com seus familiares, que incentivavam as crianças a participarem adequadamente e avaliavam o resultado ao final de cada tarefa. Assim, puderam perceber quais habilidades motoras e competências eram desenvolvidas, como o cumprimento das regras, o respeito ao tempo e ao outro, a organização do material e do espaço após a realização da tarefa, a utilização de recursos utilizados de forma criativa no momento adequado e o quanto cada aluno se empenhou para superar suas próprias dificuldades. TORNEIO DESPORTIVO DISCIPLINAS ELETIVAS Terrário construído na eletiva de Zoobotânica Os alunos do 9º ano do Fundamental II têm um componente eletivo, uma aula semanal, às sextas-feiras. Uma delas é a Geometria do Sagrado, que objetiva desenvolver habilidades de desenho geométrico e ampliar o conhecimento em geometria relacionando símbolos e figuras geométricas à espiritualidade. “Além de aprimorar meus conhecimentos em desenhos, construí um conhecimento geométrico pra vida toda”, relata a aluna Giulia Rolim. Outra disciplina é Zoobotânica Aplicada à Ecologia, que possibilita aos alunos maior vivência e experimentação em relação aos conteúdos relacionados à botânica e à zoologia trabalhados ao longo do Fundamental II, com módulos que abordam os ciclos de vida de animais e plantas e os reinos animal e vegetal. Segundo o aluno Marcos Paulo Pereira Filho, “a disciplina de Zoobotânica trata de diversos assuntos interessantes que possibilitam maior compreensão sobre os temas que fazem parte do nosso cotidiano e até mesmo sobre nosso planeta. Aprendemos matérias que em nenhum outro ano, além do 6ºano, havíamos visto.” 06

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radar Caleidoscópio nº 73 SANTA NA TELONA O curta-metragem filmado em 2013 no Santa Maria, de autoria da ex-aluna Caroline Fioratti, percorreu vários festivais no Brasil e estreou recentemente nos Estados Unidos. Recebeu os principais prêmios para curta-metragem do Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade – melhor direção e melhor curta-metragem-, foi finalista do Prix Jeunesse Iberoamericano e levou o prêmio de melhor curta-metragem infanto-juvenil do Festival de Triunfo - e quem representou o filme em Pernambuco foi a ex-aluna e atriz Mayara Blanco. “Algum lugar no recreio”é resultado de um processo colaborativo que contou com a participação de alunos do Ensino Médio, uma equipe profissional de cinema, funcionários do Colégio e 60 jovens que atuaram no filme.“Prêmios são gratificantes, porém a maior das recompensas é a resposta calorosa do público na sala de cinema” , declara Caroline. Para acompanhar as notícias sobre o curta-metragem e assistir a trailers e making of, é só curtir a página no Facebook: www.facebook.com/algumlugarnorecreio Caroline Fioratti SEGURO EDUCACIONAL Você sabia que o Santa Maria oferece Seguro Educacional? Trata-se de uma proteção financeira que garante o pagamento das mensalidades no período de cinco meses, em situação de desemprego ou acidente do responsável financeiro do aluno. Se o estudante sofre algum acidente que o impossibilite de frequentar a escola, a apólice cobre despesas com professor particular, tratamento fisioterápico, transporte para o tratamento e custos médicos. Nessa situação, o próprio tutor do aluno aciona o seguro para os respectivos benefícios. Em caso de morte, a cobertura é integral até a 3ª série do Ensino Médio. O custo desse recurso é subsidiado pelo Colégio e todo aluno tem direito a partir da matrícula. CANHOTO DE OURO NOSSO CIELO Gabriel Souza Leão Alarcon, do 4º ano A do Fundamental I, está se destacando na natação. Atleta do Instituto Cesar Cielo, o aluno chama a atenção da equipe técnica pelos resultados e pelo empenho nos treinos, que acontecem de segunda a sexta-feira durante duas horas. Na final do circuito mirim, realizada no Clube Paineiras do Morumby em junho, Gabriel ganhou três medalhas: prata nos 100 metros nado costas, ouro nos 50 metros nado peito e ouro no revezamento 4x50 livre mirim misto. Dá para entender por que ele é destaque no Projeto Novos Cielos. Em julho, Leonardo Pernomian Brandão participou da Disney Cup, torneio de futebol realizado em Orlando, nos Estados Unidos, com crianças de 8 a 17 anos de 20 países diferentes. Cerca de um mês depois de ingressar na escola de futebol Rivellino Sport Center, o aluno do 4º ano B do Fundamental I passou por uma seleção com cerca de 600 crianças e foi escalado para integrar a equipe da categoria sub 9. Jogando na meia esquerda, Léo disputou seis partidas e trouxe a medalha de ouro. Parabéns! | 07

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mais saber Caleidoscópio nº 73 A TEORIA VIVIDA NA PRÁTICA Os quatro pilares da educação da Congregação Santa Cruz fazem parte do dia a dia dos alunos do Santa Maria. Nas próximas páginas, encontre cada um deles nos relatos das diferentes séries 08

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Sementes recolhidas no parque viram objeto de estudo Comemoração do Dia dos Pais na Educação Infantil: atividades variadas EM FAMÍLIA Comemorar o Dia dos Pais não é somente estar com o pai, mas homenageá-lo por sua grande missão: cuidar, educar, brincar, exigir, enfim, participar ativamente da vida do filho. Os alunos do Pré se dedicaram com entusiasmo durante os preparativos para festejar esse dia tão especial. Previamente, confeccionaram um jogo, o Batalha, para se divertirem com seus pais, com desenhos extremamente significativos; fizeram o “banquete”, brigadeiro e beijinho, representando pai e filho; confeccionaram o cartão na Informática e, por meio de uma produção artística, fizeram o retrato do pai. Chegado o grande dia, vivenciaram essa relação por meio de atividades corporais, caça ao tesouro e danças. No Jardim II, cada criança apresentou seu pai aos amigos, primeiro em sala de aula, descrevendo suas características físicas e citando algumas de suas preferências e, depois no dia da comemoração, aos amigos e professoras. Foi brincando de inventor e construtor que os papais aproveitaram a manhã com seus filhos. Ouviram a história “Dudu e a caixa”, de Stela Loducca, cantaram, brincaram e, por fim, com apetrechos em mãos, transformaram-se em superpais e filhos. Na oficina de caixas, construíram carros, castelos, casinhas, aviões, foguetes, tapetes mágicos. E ainda teve uma série de atividades organizadas pela professora Filó, como brincadeiras de roda, jogo de basquete e muita diversão. Um dia para fortalecer vínculos e brincar. CRIANÇAS E NATUREZA, UMA RELAÇÃO ESSENCIAL O contato direto com a natureza e seus elementos desperta o sentido de admiração e respeito e convida a conhecer outras realidades e interfaces do mundo. Somente com essa empatia, o ser humano tem condições de conhecer realmente o meio ambiente e contribuir de forma efetiva para sua preservação. Valorizando a importância desse contato, as turmas do Jardim II aproveitam ao máximo os espaços privilegiados que o Colégio possui. A cada passeio, as crianças fazem novas descobertas. Em uma das caminhadas, perceberam o vai e vem das formigas, que despertou a curiosidade do grupo e deu início a um projeto que envolveu muita pesquisa, leitura, diversas observações dos Curiosidade sobre as flores leva a vários aprendizados formigueiros com lupas, experiências, visita ao laboratório de Ciências, conversas com o jardineiro... Aprenderam especialmente a não pisar nas formigas que encontram pelo caminho, valorizando esse inseto tão inteligente, e a não mexer com galhos nos formigueiros tão bem construídos por elas. Na mesma série, também da observação da natureza, surgiu um projeto com sementes, quando algumas crianças começaram a recolher as sementes que estavam espalhadas no “parque de cima”. A curiosidade coletiva e a ideia de que aquelas seriam sementes de feijões mágicos permitiram desenvolver um olhar investigativo, trabalhando procedimentos de pesquisa, tais como: levantar hipóteses, observar, comparar, relacionar, concluir e | 09

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mais saber Caleidoscópio nº 73 registrar. O grupo fez inclusive a plantação do Jacarandá-Mimoso, realizada junto com o jardineiro Jurandir, observando o semeio e o crescimento de uma árvore. Com outra turma do Jardim II, os alunos recolhiam as flores caídas pela escola, o que gerou uma pesquisa em torno da seguinte questão: “Por que as flores mudam de cor?”. O objetivo principal desse projeto foi desenvolver um olhar investigativo, trabalhando procedimentos de pesquisa. A sala criou até o Jardim das Flores para registrar as ideias e as hipóteses das crianças, que foram validadas e confrontadas com o estudo de livros, revistas, internet, experiências e entrevistas. Mais uma forma de ensinar os alunos a respeitar o meio ambiente. Outro projeto da série explorou as pedras. As vivências e descobertas permitiram aos alunos conhecerem e valorizarem os elementos da natureza e seu Criador, além de estimularem um olhar investigativo, a criação e autonomia das aprendizagens, trabalhando procedimentos de pesquisa. Foi uma oportunidade para desenvolver experiências voltadas para a construção e autoria do próprio conhecimento com diferentes recursos e materiais, que vai além dos materiais convencionais da sala de aula. ações se busca a reflexão, tendo Jesus como referência de ajuda, cuidado, respeito e amor pelo outro. Conhecer seus ensinamentos e colocá-los em prática é o começo de mudanças de atitudes, que devem ser conquistadas diariamente. Nesse sentido, a inserção social realizada pelas turmas do Pré com a CEI Cantinho dos Anjos é uma oportunidade de vivenciar valores cristãos como partilha, acolhimento, cooperação, respeito e amizade. O Pré ficou muito animado e sensibilizado com a visita dos novos amigos. A interação foi imediata, pois logo na chegada cada um já segurou na mão de um novo amigo, convidando-o para o momento do lanche. Servir a refeição, aventurar-se pela trilha até o Tronco da Amizade e as brincadeiras espontâneas no parque criaram um vínculo especial entre eles. No momento da despedida, abraços apertados, acenos e o combinado de um próximo encontro. VISITA INESQUECÍVEL Era um dia quente no meio do inverno, mas o maior calor irradiava do carinho envolvendo os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I e os moradores do Centro de Acolhida Jardim Umuarama, também conhecido como Espaço Aberto. A visita faz parte do projeto de inserção social da série, “Envelhecer com dignidade: um olhar para o idoso de São Paulo”. Para recebê-los com muito carinho, um cartão, uma toalhinha preparada com o nome de cada morador e um lanche caprichado com os alimentos trazidos pelos alunos completaram a organização desse dia especial. Os alunos e os idosos confeccionaram vasos de argila e praticaram atividades físicas envolvendo música, alongamento e recreação com bambolê. Ao término da refeição, as crianças acompanharam os idosos numa caminhada pelos parques e jardins e depois apresentaram-lhes a Biblioteca Pe. Moreau. Finalizando o encontro, entregaram os presentes. Como agradecimento aos alunos do Santa Maria, um dos visitantes, José Lorente, escreveu uma carta emocionante, lembrando a importância dos estudos e dos valores como respeito e amizade para se construir um mundo melhor. A troca de experiências foi tão empolgante que as crianças querem repetir a dose, fortalecendo os laços com os parceiros do Espaço Aberto. O LIXO QUE NÃO É LIXO O projeto do 3º ano do Fundamental I “Guardiões da Natureza” aborda a conscientização dos alunos sobre temas relacionados à Educação Ambiental. Em uma das etapas do trabalho, os alunos receberam a LAÇOS DE AMIZADE As propostas relacionadas ao Ensino Religioso são pautadas no compromisso ético, em valores e na convivência harmoniosa, buscando sempre a perspectiva de um agir solidário e transformador, e que façam parte do cotidiano dos alunos. Em diferentes situ- Crianças do Pré recebem amigos da CEI Cantinho dos Anjos Moradores do Espaço Aberto em atividade com alunos do 3º ano 10

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visita de membros da equipe de Educação Ambiental da Coopercaps (Cooperativa de Coleta Seletiva da Capela do Socorro) e tiveram a oportunidade de enriquecer e aprofundar o trabalho sobre a importância da preservação do meio ambiente, a reciclagem, a reutilização do lixo e a redução do consumo de produtos. Também conheceram o funcionamento da Coopercaps, o trabalho dos cooperados e alguns produtos feitos a partir da reutilização de materiais que iriam para o lixo (chapéu e bolsa de jornal, capa de agenda e sacola de garrafa pet, telha de embalagem longa-vida, brinquedos de caixas de papelão e outros). O encontro foi uma oportunidade de mostrar aos alunos que é possível reaproveitar muitos materiais normalmente descartados nas lixeiras. contam: “Todos os dias, passamos pela horta para verificar se ela precisa ser regada. Usamos água de reuso, recolhida numa cisterna que fica perto da Biblioteca. Também vamos verificar os pés de morango, para ver se os moranguinhos já amadureceram ou apareceram outros. Adoramos morangos e não vemos a hora de colhê-los.” Muitos alunos levaram a proposta para dentro de suas casas. Henrique R. O. Amaral Lima, do 4º ano D, dá a dica: “Eu fiquei encantado com o Projeto Horta e então, ao chegar em casa, negociei com meus pais. Por que não termos uma alimentação mais saudável em casa? Fomos a um shopping de plantas e compramos muitas mudas para plantarmos em nossa casa. Já estamos conseguindo colher a salvia e o manjericão. A comida fica muito mais gostosa.” Cálculos e avaliação de medidas para evitar desperdício de energia elétrica DA HORTA PARA A MESA Os alunos do 4º ano do Fundamental I iniciaram o cultivo de uma horta de temperos e ervas em abril. Agora os produtos são colhidos frequentemente e levados ao Refeitório pelos estudantes, onde são aproveitados no preparo das refeições para professores, alunos e funcionários. Nesse projeto, eles puderam observar e aplicar muitos conhecimentos estudados em sala, como o melhor tipo de solo para o plantio, suas características, os cuidados necessários para o cultivo, além de desenvolver hábitos de preservação ambiental. Isabelle J. A. Pastor e Vanessa Gianetti de Lima, do 4º ano, USO CONSCIENTE DA ENERGIA ELÉTRICA Os alunos do 5° ano do Fundamental I discutiram sobre a situação da energia elétrica – desperdício, oferta e demanda - e refletiram sobre algumas maneiras de usá-la eficientemente. Eles estudaram sobre o peso de cada aparelho na conta mensal, as implicações financeiras e ambientais do desperdício de energia e, por fim, pequenos cuidados que cada um pode fazer para racionalizar o consumo. O próximo passo foi envolver todos os alunos e funcionários do prédio São José numa campanha para o uso consciente de energia elétrica. Com cartazes e discursos preparados, os alunos foram em todas as salas de aula do 3º e 4º ano, além da recepção e da sala dos auxiliares do prédio, explicando a importância de economizar energia elétrica e pedindo a contribuição de todos com dois cuidados básicos mínimos: ao sair do ambiente em que se encontra, certifique-se de apagar a luz e desligar o ventilador do ambiente não ocupado. Os alunos compreenderam que o planeta tem a capacidade de se recuperar desde que cada um contribua, mesmo que minimamente, com sua parte. PRODUÇÃO E CONSUMO No início de agosto, os alunos do 6º ano do Fundamental II elaboraram mais uma etapa do projeto anual da série, dirigindo-se à região de Salesópolis com a finalidade de observarem como se efetua o processo de produção hortifrutigranjeira, responsável pela alimentação de significativa parcela dos habitantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo Paraná. Eles também acompanharam os relatos dos moradores e dos monitores da região, apresentando as dificuldades para a preservação do museu em Salesópolis, o quanto a quantidade de água tem diminuído na nascente, e também discutiram a importância de preservar a água e evitar o desperdício de alimentos. Esse estudo do meio possibilitou aos alunos colocarem em prática o repertório teórico desenvolvido em suas aulas, como também exercitar o olhar atento e sensível em meio a tantos cenários e projetá-los pela lente de uma câmera. Alunos do 4º ano cultivam ervas e temperos usados no Refeitório | 11

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mais saber Caleidoscópio nº 73 ESPAÇOS DE DEMOCRATIZAÇÃO Em seu percurso, o Santa Maria tem primado pelos valores de respeito, alteridade e solidariedade, ensinados e construídos nos diversos espaços da escola: nos estudos do meio, na atuação do trabalho voluntário, nas palestras oferecidas à comunidade e, principalmente, no cotidiano em sala de aula. Nesse sentido, os alunos do Ensino Fundamental II, com a equipe de orientação e/ou com os professores tutores, aprendem por meio de rodas de conversa ou das assembleias de classe a vivenciarem a convivência democrática. As duas ferramentas são importantes oportunidades para ensinar aos alunos a planejarem atividades da classe, a estabelecerem acordos para resolver problemas de convivência, a levantarem opiniões, sentimentos e, principalmente, a se colocarem no lugar do outro. E representam mais um espaço que possibilita o desenvolvimento do diálogo, do respeito à coletividade, da argumentação e do aprendizado democrático. Alunos do Fundamental II são incentivados ao diálogo ESTUDO DO MEIO E PARLAMENTO JOVEM Como fazer a escola e qual o seu papel na sociedade contemporânea? Estas não são preocupações apenas da escola, mas das famílias, empresas, governos, igrejas e lideranças que enfrentam um mundo cada vez mais integrado e mais fragmentado. As tecnologias da informação e da comunicação produzem mudanças ora silenciosas, ora barulhentas, que transformam a relação dos indivíduos com as instituições. Esta é a era de superinformação, o que não significa uma época de conhecimento e sabedoria, afinal isso exige trabalho. Em busca de refletir sobre o tema do projeto da série do 7º ano – Trabalho - o estudo do meio foi valorizado e repensado para se chegar ao exercício de ações democráticas como práticas de aprendizagem que conectem esse jovem ao mundo, para além do acesso à informação. O mundo invadiu a escola sem lhe pedir permissão e a escola deve sair ao mundo. Assim, os alunos são confrontados com realidades distintas da cidade e distintas entre si, no campo, como o agronegócio e a agricultura familiar, instigando-os Visita à empresa Alfacitrus: projeto do 7º ano tem tema ligado ao trabalho 12

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O ALVO Pensando na necessidade de olhar com atenção para as relações que acontecem dentro da escola, que perpassam do afeto à violência, o Ensino Médio propôs a vinda da peça teatral “O Alvo”, que discute questões do bullying na perspectiva do agressor. A apresentação aconteceu em junho com todos os alunos do Ensino Médio, seguida de um diálogo com o grupo de atores e mediado pelos professores. Após a apresentação e o diálogo, os alunos, em pequenos grupos, refletiram sobre aspectos inerentes ao cotidiano escolar, que comprovou ser permeado por situações de violência, sejam elas implícitas ou explícitas. Na ocasião foram feitos levantamentos do tipo de bullying vivido e esses dados, bastante significativos, foram utilizados em uma segunda apresentação da peça, dia 11 de setembro. Desta vez, com pais e alunos (inclusive de 8º e 9º anos), abrindo a Semana Pe. Moreau e ampliando a discussão já iniciada. A peça, que por si só convida a refletir as relações entre as pessoas, num ambiente escolar, trouxe elementos para um novo olhar sobre a problemática. A atividade nessa noite se encerrou com uma conversa produtiva com a psicóloga Camila Alvim, especialista em adolescência no mundo atual. Estudo do meio do 8º ano lança olhar crítico à cidade: base para Parlamento Jovem Paulistano a viver experiências que geram novas problematizações e que se transformam em História e Geografia, ou seja, em transformação. São dessas provocações que os alunos do 7º ano colocarão a “boca no trombone”, não apenas para exigir direitos, mas para assumir responsabilidades perante o mundo em que vivem, ensaiando a criação e defesa de projetos de lei que viabilizem no seu espaço de vida a concretização dos direitos sociais destacados na Constituição Federal. Eles estão sendo preparados não apenas para as atividades do Parlamento Jovem Municipal de 2016, mas para a vida e todo o trabalho que ela exige. disputa acirrada; Implantação de ambientes de lazer e esporte em comunidades carentes (Breno Ishibashi – 8º D), Implantação de equipamentos sonoros em transporte público para deficientes visuais (Juan Palma – 8º E) e Captação de entulhos em obras (Giovanna Cardoso – 8º F). Um júri formado pelos professores da série e de Ciências Humanas escolheu o projeto do 8ºD para representar o Santa Maria no Parlamento Jovem Paulistano 2015. No dia 25 de setembro, a Câmara Municipal de São Paulo divulgará uma lista com 50 alunos que, em novembro, ocuparão as bancadas dos vereadores para defender seus projetos. OLHAR CRÍTICO À CIDADE As turmas do 8º ano do Fundamental II estão envolvidas com o Parlamento Jovem Paulistano 2015, orientado pela disciplina de Geografia em parceria com História. De maio a agosto, foram três etapas. Na primeira, cada aluno apresentou para a classe sua proposta de projeto de lei e cada sala escolheu o seu. O estudo do meio serviu de base para a realização dos planos desenvolvidos pelos alunos. Os trabalhos selecionados foram: Implantação de centros de monitoria escolar (Renata Reiff – 8º A); Implantação de serviço de apoio aos estudantes da rede pública municipal (Thais J. de Laurentis – 8º B); Urbanização de comunidades carentes (Carlos Ohara), Atendimento escolar para crianças em hospitais (Thiago Cavalheiro) e Implantação de rotatórias em cruzamentos (Camila Takase) – os três do 8º C, que teve uma Peça de teatro aborda bullying | 13

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na rede Caleidoscópio nº 73 AS CORES DO SOM Instalação artística elaborada e construída pelos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental I é consequência de um projeto inédito e que integrou Artes, Música e Tecnologia em todo o seu processo A faísca inicial do projeto eclodiu nas aulas de Artes, em que a professora Edvânia Rêgo abordou uma técnica inspirada no artista Holton Hower. “Inicialmente trabalhamos o conceito de obra tridimensional, a construção das formas e fizemos um estudo detalhado das cores e possíveis misturas. Então, as crianças criaram possibilidades de combinação, por meio do ato de derramar tinta sobre a obra composta por caixas empilhadas”, relata a professora. Essa etapa indicou que era possível criar uma obra com a qual o público pudesse interagir, tendo como base as ferramentas que os alunos esta- vam aplicando nas aulas de informática. “A interatividade foi toda programada em Scratch, linguagem de programação utilizada pelo 4º ano nas aulas que ocorrem no laboratório”, explica Muriel Rubens, coordenador de tecnologia educacional. Nessa fase do processo, os alunos trabalharam também com netbooks instalados na sala de Música, instruídos pelas professoras Adriana Francato e Alessandra Gomes. Ali, experimentaram, escolheram e criaram possibilidades sonoras que representassem o movimento das tintas escorrendo sobre a escultura usando instrumentos musicais convencionais, como pau-de-chu- va e metalofone, por exemplo, e também efeitos eletrônicos. A experiência de uma aprendizagem interdisciplinar envolveu ainda mais as crianças na construção. Tanto que resolveram eles mesmos explicar o processo em um vídeo que pode ser acessado no canal do Santa no YouTube (youtube.com/colsantamariasp) O resultado de tudo isso foi uma mistura de conhecimentos que podia ser observada, tocada e sentida pelo público que visitou a instalação na Semana Pe. Moreau. Um jeito instigante de perceber a emoção sonora das cores! No dia 3 de outubro, o NETi promoveu o VIII Torneio de Xadrez. Uma proposta que vai muito além da competição, já que através do jogo se busca reforçar a socialização, a autoestima, o raciocínio lógico e outros aspectos cognitivos que o xadrez desenvolve em seus praticantes. As crianças curtiram bastante e os familiares também, já que no mesmo dia foi realizado o V Torneio entre Pais. 14

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interação Caleidoscópio nº 73 Ciclo de palestras promovido pelo Santa Maria marca os 30 anos do regime democrático no país CAMINHOS DA DEMOCRACIA BRASILEIRA U ma instituição escolar deve ser entendida como um espaço em que se desenvolvem múltiplas atividades relacionadas à formação educacional. O Colégio Santa Maria entende que, como tal, o seu papel na sociedade deve se projetar para muito além das salas de aulas, centrais na educação dos estudantes. Criar e oferecer momentos de formação ampliada, tendo em vista a contínua necessidade do ser humano em refletir sobre a sua realidade e suas práticas cotidianas é um dos pilares do Santa e, por isso mesmo, estende-se não apenas para os estudantes, mas para professores, colaboradores, familiares e comunidade em geral. Dentre as diversas ações que visam a essas finalidades, mais uma vem se consolidando nesses últimos dois anos. Desde 2014, o Colégio Santa Maria organiza ciclos de palestras e debates sobre questões acerca da realidade contemporânea, destinados à comunidade escolar e ao público em geral. No ano passado, foram cinco encontros no auditório para discutir os 50 anos da instauração da ditadura civil-militar no país e suas consequências atuais. Neste ano, os debates giraram em torno do tema Caminhos da Democracia Brasileira. Passada a ditadura, em 2015 se completa 30 anos de regime democrático. Ainda que desgastada por uma série de fatores, evidenciados pela corrupção e pela falta de representativida- de do seu próprio sistema, a democracia brasileira é capaz de transformar a si mesma e o próprio país, pois aí se encontra a grande virtude deste sistema: a possibilidade do povo em dirigir o seu destino. Intelectuais e militantes foram convidados para palestras abertas sobre temas diretamente relacionados ao cotidiano e à democracia: a reforma política; a crise econômica e os trabalhadores; os problemas urbanos e o direito à cidade e, por fim, o poder das mídias. A atualidade e a urgência desses assuntos proporcionaram amplas discussões, das quais certamente todos que participaram saíram do Auditório Sister Charlita com a convicção de que é preciso dar continuidade a espaços como esse para que se possa construir uma sociedade mais justa e capaz de promover o bem-estar de todos. O que somente será possível com o aprofundamento e a valorização da democracia. | 15

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