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Sumário Introdução........................................................................................................................................... 3 1. Plano de auditoria. ........................................................................................................................... 7 1.1. Diagnóstico ............................................................................................................................ 8 1.2. Ligação predial........................................................................................................................ 9 1.3. Instalação Hidráulica. ............................................................................................................. 11 1.4. Ambientes do uso da água. ................................................................................................... 12 1.5. Auditoria do uso da água...................................................................................................... 13 1.6. Identificar as atividades de uso da água:. ............................................................................... 20 2. Plano de intervenção . ................................................................................................................... 27 2.1. Consertos e reparos ............................................................................................................. 28 2.2. Adição de dispositivos .......................................................................................................... 28 2.3. Substituição por componentes economizadores novos ......................................................... 29 2.4. Campanhas educacionais e treinamento dos usuários. ........................................................... 31 2.5. Desenvolvimento operacional ............................................................................................... 31 2.6. Retorno de investimento – avaliação de custo-benefício........................................................ 31 3. Manual de pesquisa de vazamento................................................................................................ 33 3.1. Pesquisa de vazamento......................................................................................................... 34 3.2. Perdas por vazamentos visíveis e não visíveis . ....................................................................... 34 3.3. Técnicas para testes de vazamento visíveis . .......................................................................... 37 3.4. Identificação de vazamentos na tubulação embutida na parede . .......................................... 44 3.5. Quanta água se perde por uma torneira mal fechada (Para uma pressão 4 a 6 mca)?............ 44 3.6. Verificação do uso da água na cozinha em função dos hábitos e vícios de desperdício........... 45 3.7. Controle de desperdício........................................................................................................ 46

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4. Instruções para instalações de equipamentos hidrossanitários........................................................ 51 4.1. Instalação de válvula de descarga.......................................................................................... 52 4.2. Instalação de restritor de vazão no engate flexível ................................................................ 55 4.3. Instalação do arejador na torneira ........................................................................................ 55 4.4. Instalação de restritor de vazão do chuveiro ......................................................................... 55 4.5. Instalação de registro regulador de vazão em engate flexível................................................. 56 4.6. Instalação de registro regulador de vazão em chuveiro ......................................................... 56 4.7. Instalação da torneira de mesa ............................................................................................. 57 4.8. Instalação de equipamentos antivandalismo.......................................................................... 58 5. Manutenção e monitoramento dos equipamentos e materiais constituintes do sistema hidrossanitário.......................................................................... 61 5.1. Manutenção e monitoramento. ............................................................................................. 62 5.2. O que é uma manutenção?................................................................................................... 62 5.3. Instalações prediais e equipamentos hidrossanitários............................................................. 63 5.4. A perda de garantia ............................................................................................................. 64 5.5. Como aumentar a durabilidade das instalações e equipamentos. ........................................... 65 5.6. Programa de manutenção das instalações de equipamentos . ............................................... 65 5.7. Vazamento na tubulação hidráulica ....................................................................................... 72 5.8. Entupimento em tubulações de esgoto......................................................................................72 5.9. Limpeza de caixa d’água/reservatório ..................................................................................... 73 Anexo I - Manutenção de piscina ...................................................................................................... 79 Anexo II - Especificações técnicas dos equipamentos e componentes economizadores....................... 83 Anexo III - Procedimentos para manipulação e limpeza de alimentos adotando a racionalização de água. .... 89

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Introdução

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Manual do Controlador INTRODUÇÃO Cenário da água no Mundo A água doce, para o consumo humano, foi considerada por muito tempo um bem inesgotável. Entretanto, tornou-se uma preocupação pelo fato de diversos países estarem enfrentando a falta de água em suas nascentes, mananciais, rios e lagos. Tem sido o tema central de discussões e encontros internacionais promovidos por ambientalistas, especialistas do setor de saneamento, cientistas e líderes mundiais.  Quando falamos em faltar água, falamos Fila por água no Quênia pode chegar a até 4 dias de água potável. Usamos mal a água, desperdiçamos abusivamente e excessivamente. Gastamos um copo de água para beber e gastamos três para lavar o copo usado. A segurança alimentar, geração de energia (hidroelétrica e bicombustível), desenvolvimento local, produção industrial, saneamento, abastecimento de centros urbanos e conflitos territoriais são algumas das várias implicações do tema água. Normalmente vista como uma questão local, a água será tratada como um assunto que transpassa limites geográficos, culturais e socioeconômicos. A falta de água se agrava e gera um alto potencial de conflito em diversas regiões, na opinião de Achim Steiner, atual secretário geral da Organização das Nações Unidas – ONU. As mudanças climáticas também pioram o fornecimento de água. Áreas que já vem sendo afetadas pela escassez tendem a sofrer com secas mais frequentes e consequentemente com a falta de alimentos, principalmente em regiões onde há oscilações climáticas extremas. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, dois terços do planeta enfrentarão condições de tensão com relação à água em 2025, se os padrões de consumo atual continuarem. Uma das medidas de solução para o cenário da água no estado e município de São Paulo Atenta a esta questão, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, criou em 1996 o Programa de Uso Racional da Água – PURA. O objetivo é atuar na demanda, incentivando o uso racional através de ações tecnológicas, medidas de conscientização e de sensibilização, incentivando a mudança cultural da população quanto ao desperdício da água. O PURA visa enfrentar a escassez de recursos hídricos, tendo como seu foco principal as bacias hidrográficas com condições críticas de disponibilidade hídrica no estado e município de São Paulo. Os objetivos do Programa de Uso Racional da Água (PURA) se fazem cada vez mais prementes e destacados não apenas nos limites da Região

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Metropolitana de São Paulo (RMSP), como também em qualquer centro urbano do mundo. Como incentivo a essas práticas, o Governo do Estado de São Paulo, através do Decreto Estadual nº 45.805, maio/2001, instituiu o Programa Estadual de Uso Racional da Água Potável no âmbito dos órgãos da administração pública direta, das autarquias, das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público e das empresas em cujo capital o Estado tenha participação majoritária, bem como das demais entidades por ele direta ou indiretamente controladas, com a redução de 20% do consumo. O Decreto n° 48.138, publicado em outubro/2003, instituiu medidas de redução de consumo e racionalização do uso de água no mesmo âmbito, considerando a necessidade de sensibilizar, orientar e reeducar os agentes públicos e privados, para que utilizem água de modo racional e eficiente, designando a função do Controlador. O município de São Paulo, baseado na Lei Estadual, em 28 de junho de 2005 instituiu através da Lei Municipal 14.018/05 o Programa de Conservação e Uso Racional e Reuso em edificações, através dos decretos 47.279 de maio/2006 e 47.731 de setembro/2006. Principais aspectos: • • Meta de redução do consumo de água de 20% a partir de 01 de junho de 2006; Fotos Sabesp Nascente do rio Tietê Salesópolis/SP  Manancial da Guarapiranga Os órgãos e entidades deverão instituir em seu âmbito interno o Programa Interno de Uso Racional de Água, que deverá listar e executar as ações necessárias para que a meta de consumo seja alcançada; O Programa Interno de Uso Racional de Água deverá ser mantido por uma comissão interna de no mínimo 03 (três) membros. • Apresentação A eficiência do edifício em que você trabalha é dada por todo um conjunto de soluções que tem por objetivo aperfeiçoar o uso do espaço, tornando-o um local agradável, limpo e em perfeito funcionamento. Afinal, você, bem como os demais usuários passam boa parte do dia neste local. Medidas que tenham como objetivo reduzir ao máximo os custos operacionais do edifício, incluindo desde o consumo energético de água e de luz até a correta manutenção e conservação dos equipamentos, são de grande importância. E você poderá colaborar com isso como gestor e orientador. Introdução

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Uma edificação eficiente resulta do uso de melhores tecnologias e da conscientização do usuário. Nesse sentido, podemos citar desde medidas simples, como não desperdiçar água sendo um consumidor consciente até outras modernas, como o uso de torneiras que se fecham automaticamente. Com o conteúdo deste manual, você irá ampliar seus conhecimentos sobre o funcionamento do sistema hidrossanitário, permitindo que você faça bom uso dos mesmos e contribua para a qualidade do ambiente, desenvolvendo assim a sua contribuição como cidadão, profissional e gestor. Este orientador pode ser utilizado como uma ferramenta de apoio para realizar as ações de auditoria, pesquisa de vazamentos, intervenções, manutenção e monitoramento. Vamos agir como consumidores conscientes? Os recursos natuais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução e parcimônia. Artigo 3 da Declaração Universal dos direitos da água.

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1 Plano de auditoria

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Manual do Controlador PLANO DE AUDITORIA Para iniciar uma auditoria do consumo de água é necessário o conhecimento das características físicas e funcionais dos equipamentos hidrossanitários, do sistema hidráulico e das atividades desenvolvidas com o uso da água nas edificações. Portanto, é importante a realização de um levantamento e cadastro atualizado de todo sistema existente, por meio de um planejamento adequado. As informações obtidas neste primeiro levantamento contribuem para que se possa analisar o consumo de água na escola, bem como verificar possíveis desperdícios nas instalações. Fluxograma: Gestão do consumo O fluxograma servirá para ilustrar melhor os passos que serão adotados no levantamento do cadastro.  1.1. Diagnóstico As atividades que devem ser feitas no levantamento são: • • • • • • • • Reunir informações documentais (projeto de arquitetura e planta hidráulica); Realizar cadastro ou croqui/planta esquemática das instalações hidráulicas; Levantamento do sistema hidráulico predial; Levantamento dos sistemas hidráulicos especiais (ar condicionado, ar comprimido, vapor com caldeira, sistema de água quente, entre outros); Levantamento do perfil de consumo (dados que serão fornecidos pelo site Sabesp ou na conta); Detecção dos vazamentos visíveis e não-visíveis; Levantamento da qualidade da água; Levantamento dos procedimentos dos usuários quanto ao uso da água.

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1.2. Ligação predial Começaremos entendendo cada parte do componente de uma instalação de água fria, mostrado no desenho esquemático a seguir.  Você sabe o que é uma ligação predial? Vamos ao conceito Ligação predial: É um conjunto de dispositivos que interliga a canalização distribuidora da rua e a instalação predial de um edifício. É constituído pelo dispositivo de tomada de água na rede pública, ramal predial e hidrômetro (medidor, popularmente chamado de relógio). Plano de auditoria

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Manual do Controlador O hidrômetro é um aparelho destinado a medir e indicar a quantidade de água fornecida pela rede distribuidora. Possui um mecanismo de relojoaria que registra em um mostrador os volumes escoados. Geralmente fica instalado no cavalete, estrutura de polietileno ou PVC. 10 ENTRADA DA REDE DE ÁGUA Hidrômetro instalado no cavalete SAÍDA PARA RESIDÊNCIA A água, ao passar pela câmara de medição, aciona a turbina interna do hidrômetro e este movimento de rotação aciona a relojoaria, registrando o consumo de água. As faixas de capacidade variam: 0,75m³/h; 1,5m³/h; 3m³/h; 5m³/h; 7m³/h; até 300m³/h Indicador de volume de água consumida em m3 1 m3 = 1.000 litros de água 100 litros 10 litros

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De acordo com a portaria 246/00 do INMETRO, um hidrômetro instalado corretamente deve durar até oito anos (segundo os fabricantes). A preservação e conservação dele são de responsabilidade do consumidor. Evite danificar seu hidrômetro, pois isto pode aumentar sua conta. Bem instalado, conservado e com o lacre intacto ele registra com segurança a quantidade de água consumida. O acesso a ele deve estar sempre livre para facilitar o trabalho do leiturista da concessionária de água. 11 1.3. Instalação Hidráulica A instalação predial de água fria é o conjunto de tubulações, conexões e peças, aparelhos sanitários, reservatórios e dispositivos existentes a partir dos ramais prediais, destinados ao abastecimento dos pontos de utilização de água da edificação, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de abastecimento. O sistema de alimentação de água de uma edificação é constituído pela tubulação principal, que conduz a água desde o sistema de abastecimento do local (público ou privado) até o reservatório/caixa d’água. Do reservatório a água é distribuída pelas tubulações/encanamentos para diversos pontos de consumo que chamamos de instalações hidrossanitárias (pia, lavatório, vasos sanitários, torneiras, bebedouros, registros, entre outros) que são regulamentadas pelas normas técnicas da ABNT1. Existe no mercado uma vasta opção de tubos para o transporte de água fria. Para a escolha, deve-se optar pelo material com característica de longa vida útil (durabilidade), redução de procedimentos de manutenção e resistência à pressão de serviço. Geralmente são utilizados nas instalações tubos de PVC. No entanto, podem-se utilizar também tubos de cobre e polietileno para condução, inclusive de água quente. 1ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas Plano de auditoria

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Manual do Controlador 1.4. Ambientes do uso da água A utilização da água é feita através dos pontos de consumo (torneiras das pias, lavatórios, vasos sanitários, bebedouros, chuveiros, etc.). A chegada de água nos pontos de consumo é feita através de uma tubulação geral, denominada de prumada ou coluna da água, que geralmente vem da caixa d’água e depois é distribuída por ramais internos para cada ambiente. 12 Todos os aspectos ambientais podem afetar o cotidiano das pessoas! Aumentar o risco de doenças! Causar o racionamento pela falta d´água? Aumento do tratamento de água para o consumo?

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1.5. Auditoria do uso da água 1.5.1. Levantamento do perfil de consumo Quanto de água um aluno gasta por dia nas suas atividades? Para compreender facilmente a cobrança na conta de água é preciso conhecer alguns conceitos básicos ligados ao conhecimento desse insumo. 13 Obs.: quando o controlador acompanhar as contas é necessário avaliar os custos com água por aluno no mês. Plano de auditoria

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