SA6-V2-EU TENHO UM SONHO (9º)

 

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HISTÓRIA – Profº Maurício – POETA SA2-V4-EU TENHO UM SONHO (9º) Veremos o discurso pronunciado por Martin Luther King, em 28 de agosto de 1963, durante a Marcha de Washington por Emprego e Liberdade, um momento importante na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Os movimentos de contestação da década de 1960 foram um momento importante na luta pelos direitos civis no mundo ocidental e para alguns dos problemas sociais brasileiros atuais. Ku Klux Kan- Fundado em 1866 no Tennessee, Estados Unidos, após o final da Guerra Civil americana. Seu objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados, como por exemplo, adquirir terras, ter direitos concedidos aos outros cidadãos, como votar. Seus integrantes usavam capuz branco e roupão para esconder a identidade e aterrorizar suas vitimas. A sociedade secreta e racista, Ku-Klux-Klan, era presidida por um “Grande Sacerdote” e, abaixo deste, havia uma rígida hierarquia de cargos. Em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da Ku-Klux-Klan, mas ressurgiu em 1915 de forma legal na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia. Mas a partir deste momento sua doutrina não era unicamente o racismo aos negros, agora se estendia ao nacionalismo e xenofobia (aversão a estrangeiros). O símbolo da nova organização era uma cruz em chamas. A organização existe até os dias atuais. "Embora a Ku Klux Klan ainda exista, sua força hoje é pequena. A maioria dos militantes radicais aderiu a grupos ainda mais violentos de defesa da supremacia branca, como a Nação Ariana e outras organizações ligadas ao neonazismo", afirma Patsy. A luta contra a segregação racial nos EUA No século 19, a oposição dos estados nortistas à escravidão despertava furor entre os governantes sulistas. Repetidas vezes estes ameaçaram retirar seus estados da União se seu direito de possuir escravos fosse desrespeitado. A secessão veio em 1860 e 1861, depois da eleição de Abraham Lincoln para a presidência da República. Os recém-formados Estados Confederados da América tinham 9 milhões de habitantes - dos quais 3,5 milhões eram escravos -, enquanto a União reunia 22 milhões de habitantes. Quando veio a guerra civil, o sul recusou-se a armar os negros para enfrentar os nortistas. Por sua vez, o norte, depois de superar os preconceitos da oficialidade, organizou batalhões de negros livres. Derrotados no conflito, os sulistas decidiram impedir que os ex-escravos exercessem seus direitos civis e políticos. Organizações terroristas como a Ku Klux Klan, formada em 1866, semeavam o terror entre a população negra. Ao mesmo tempo, juízes, prefeitos, chefes de polícia e governadores atuavam em conjunto para impedir os negros de ter acesso ao voto e conservá-los como socialmente inferiores. Esse quadro vigorou até meados da década de 1960. Naquele momento, porém, a repressiva sociedade sulista já havia recebido sérios golpes. Em 1954, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucional a segregação racial nas escolas públicas. No ano seguinte, a ex-costureira Rosa Parks recusou-se a sentar no lugar reservado aos negros em um ônibus de Montgomery, no Alabama. Seu protesto desencadeou um movimento de boicote ao transporte coletivo na cidade, no qual se destacou o jovem pastor batista Martin Luther King. O movimento pelos direitos civis da população negra ganhava as ruas das cidades do sul, apoiado por centenas de militantes vindos dos estados nortistas. Em 1962, o estudante negro James Meredith enfrentou as autoridades universitárias, a brutalidade policial e o rancor dos colegas brancos para afirmar seu direito de frequentar a Universidade do Mississipi. No ano seguinte, foi realizada a Marcha sobre Washington, que exigiu a plenitude de direitos civis para os afro-americanos. Os racistas reagiram ferozmente, espancando negros e assassinando três militantes dos direitos civis - crime apresentado no filme Mississipi em Chamas. Contudo, não conseguiram deter a mobilização crescente. Ainda em 1964 foi promulgada a Lei dos Direitos Civis, complementada no ano seguinte pela Lei dos Direitos de Voto: os negros dos Estados Unidos finalmente alcançaram a cidadania. Considerada a primeira canção de protesto explícito contra o racismo e o linchamento de negros no Sul dos Estados Unidos, ela é um poema metafórico que ilustra o modo como os negros eram mortos e exibidos ao público: pendurados em galhos de árvores, como “frutos estranhos”. Essa única canção contém toda a história dos direitos civis nos Estados Unidos. Não só da origem da música. Mas, principalmente, do que ela espelha: a violência indiscriminada contra os negros na sociedade americana. E, para isso, dados: entre 1889 e 1940, mais de 2.700 negros foram linchados e assassinados no Sul dos EUA. No ano em que Billie cantou “Strange fruit” pela primeira vez, apenas três casos foram registrados. Mas o preconceito estava longe da trégua, e o movimento pelos direitos civis só eclodiria 16 anos depois, após a prisão de Rosa Parks, que se negou a ceder seu lugar no ônibus a um branco. “Strange fruit” foi escrita numa época em que as relações raciais nos EUA eram muito precárias. Os linchamentos, apesar de terem diminuído, não eram discutidos. Por isso, cantar aquela música foi um ato de coragem. SA2-V4-EU TENHO UM SONHO (9º) Página 1

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HISTÓRIA – Profº Maurício – POETA mento e aos costumes. O movimento hippie contestava, sobretudo, a sociedade de consumo que se estabeleceu no mundo capitalista do pós-Segunda Guerra, o poder imperialista, as guerras e a corrida armamentista. Em relação à Guerra do Vietnã, os hippies posicionaram-se totalmente contra a guerra, inclusive recusando-se a participar dela. A revolução social dos anos 1960 foi promovida, principalmente, por dois setores da sociedade: as mulheres e os negros. As mulheres lutaram pelo reconhecimento de sua importância na sociedade e por direitos, como a equidade de salário em relação aos homens e o divórcio; já os negros se organizaram para lutar por direitos civis e pelo fim de toda discriminação racial, principalmente nos Estados Unidos. Entre as propostas do líder negro Martin Luther King estavam: contestava a política do governo conhecida como “separados, mas iguais”, que instituía a segregação racial; defendia a resistência dos negros à segregação racial, porém sem apelar ao uso da violência; aceitava a união com brancos liberais que apoiavam a causa dos negros e; liderou grandes manifestações, como passeatas e boicotes. Em 1964 foi promulgada a Lei dos Direitos Civis, que tornava ilegal a discriminação racial em ambientes públicos. Considerado um dos mais importantes discursos do século XX, a frase celebrizada por Luther King – “Eu tenho um sonho” –, pode também expressar um desejo de transformação da sociedade brasileira. Não um sonho pessoal, mas um sonho que ajude a melhorar a vida de um grupo da nossa sociedade, como o fim da miséria, do desemprego, do trabalho infantil; a melhoria do sistema público de saúde etc. São alguns dos problemas contemporâneos da sociedade brasileira. Todos os seres humanos têm como ancestral comum o Homo sapiens, e, portanto, que o patrimônio hereditário dos humanos é o mesmo, o que, por si só, já é um argumento suficientemente forte para derrubar qualquer teoria de superioridade racial. Aliás, o conceito de “etnia” (Grupo social, pessoas que compartilham cultura, origens e hitória. Povo, raça. Não deve existir preconceito entre as diversas etnias) é muito mais adequado para descrever e distinguir a composição de povos e grupos identitários (ADJ. Qualidade que diz respeito a identidade. Aquilo que identifica uma pessoa ou um grupo. Negros, brancos, amarelos e vermelhos são grupos identitários de etnias humanas) ou culturais. -levantamento de dados sobre as disposições da Lei dos Direitos Civis e da Lei dos Direitos de Voto, bem como sobre a trajetória de Rosa Parks, Martin Luther King e James Meredith: vão constatar o alto preço da militância pela causa dos direitos civis. James Meredith foi ferido a tiros em 1966 e Martin Luther King foi assassinado em 1968. Com o desenvolvimento do capitalismo pósSegunda Guerra Mundial ocorreu expressiva expansão urbana, acompanhada de um grande aumento demográfico, um significativo aumento do consumo por causa da diversificação da produção industrial e desenvolvimento da produção agrícola (significativo, com a introdução do uso de máquinas e de tecnologias no setor). Os movimentos sociais e culturais da década de 1960, foram as propostas de mudança dos movimentos estudantis, como os ocorridos em Paris e Praga, em 1968, dos movimentos de contracultura, como o movimento hippie, e do movimento feminista. É importante identificar as influências desses movimentos no mundo contemporâneo, principalmente nas questões relativas ao comporta- Texto argumentativo é aquele no qual defendemos uma ideia, uma opinião ou um ponto de vista. Nesse caso, a argumentação visa obter a adesão do leitor às convicções defendidas pelo autor. Os 50 anos da Marcha sobre Washington Martin Luther King liderou protesto e fez famoso discurso que previa uma época em que a liberdade e a igualdade seriam uma realidade para todos. Há 50 anos, no dia 28 de agosto de 1963, mais de 200 mil norte-americanos se juntaram à marcha na capital americana, Washington DC, exigindo justiça igual para todos os cidadãos perante à lei. O foto jornalista americano Leonard Freed registrou o evento, e suas fotos estão no aclamado livro 'This is the Day: The March on Washington'. Naquele dia, uma multidão inter-racial ouviu Martin Luther King fazer seu famoso discurso 'I have a dream' ('Eu tenho um sonho'), prevendo uma época em que a liberdade e a igualdade para todos se tornariam uma realidade nos Estados Unidos. Em 1964, o Congresso americano aprovou a Lei dos Direitos Civis, que proíbe todas as formas de discriminação contra as minorias raciais, étnicas, nacionais e religiosas, e também a discriminação contra as mulheres. Página 2 SA2-V4-EU TENHO UM SONHO (9º)

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