Caleidoscópio nº 72

 

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Caleidoscópio nº 72

Popular Pages


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Caleidoscó opio Nº 72 COLÉGIO SANTA MARIA Revista Tecnologia com objetivos pedagógicos é utilizada do Infantil ao Ensino Médio Estudos do meio garantem aprofundamento e novas experiências Túnel do Tempo: o primeiro capítulo da história do Santa Maria Ex-aluno de 25 anos já acumula experiência profissional destacada

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eu que fiz CARTAZES DOS JOGOS INTERCLASSES ELABORADOS PELO ENSINO MÉDIO PRESENTES PRODUZIDOS PELOS ALUNOS PARA O DIA DAS MÃES Jardim I – Vaso com ervas e temperos 9º ano – Toalhinha de lavabo com motivos inspirados em Van Gogh Jardim II – Álbum de memórias da mamãe 7º ano – Cartão e pano de prato inspirados em telas de Van Gogh 6º ano – Par de quadros com motivos florais 2º ano - Écharpe com a técnica Tie Dye 3º ano - Descanso de panela 1º ano – Cesta de café da manhã 8º ano – Porta-retrato 4º ano – Porta-recado Pré - Quadro autorretrato e jogo americano sumário 04 07 09 10 02 COTIDIANO ESPECIAL MEIO AMBIENTE NOSSOS GIGANTES MAIS SABER 14 15 16 18 NA REDE SANTA DO BEM ALÉM DOS MUROS SÓ NO SANTA 19 20 22 DEIXA COMIGO DEPOIS DO SANTA TÚNEL DO TEMPO

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expediente carta Instituto das Irmãs da Santa Cruz COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara – São Paulo/SP (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br CONSELHO EDITORIAL Irmã Diane Clay Cundiff Irmã Anne V. Horner Hoe Adriana Tiziani Beth Costa Karine Ramos Marcia Rufino Muriel Alves Roberta Edo Silvio Soares Moreira Freire Tiyomi Misawa EDITORA Suze Smaniotto DIRETOR DE ARTE Marcelo Paton REVISÃO Rita de Cássia Cereser Sogi COLABORADORES Adriano Santos • Ana Cláudia Lasinskas • Ana Cristina Gil • Ariete Fernandes Moreira • Áurea Maria Curti de Mello • Caroline Mieko Agata Moreira • Claudia R. Simões Lacerda • Cristiane Paulon • Daniela Caltran • Denise Brandão Almeida Villani • Ednilson de Oliveira • Eliane Lima • Elizabeth Nishiyama Muniz • Fábio Zapata Moreno • Fabíola Iszlaji de Albuquerque • Gilberto Soares • Gisele M. Coli • Haroldo de Godoy Bueno • Inês Namour • Karin Kansog • Karina Rodrigues • Katya Jurdy Martins Bayer • Lara Polazzo • Luciana Proença • Luis Carlos de Carvalho • Luís Fernando Branco • Maria Beatriz Brito Rossetti • Maria Soledad Más Gandini • Pedro Moisés de Carvalho • Renata Paulon • Rita Pisano • Rosana Mendes Pereira • Silvia Sonagere • Sueli A. Gonçalves Gomes • Tiago Fernandes de Souza • Thais Castro Impressão Intergraf Tiragem 6 mil exemplares A Revista Caleidoscópio é uma publicação do Colégio Santa Maria. Não é permitida a publicação de seus textos sem a devida autorização. Irmã Diane Clay Cundiff Diretora geral do Colégio Santa Maria E FÉRIAS ANTECIPADAS stava escrevendo esta mensagem às vésperas do feriado de Corpus Christi, dias em que também ouvi muitos comentários sobre as férias que se aproximam. Em ambas situações, todos querem conhecer lugares e pessoas dife- rentes e saborear pratos novos. Quando comecei a ler os textos desta edição, me senti saindo de férias antecipadamente porque viajei junto com os alunos no processo de visitar o centro de São Paulo com o olhar do estrangeiro, de quem vê a cidade pela primeira vez, e no olhar do jovem que apresenta sugestões aos parlamentares para melhorar a realidade. Eu passei pelo museu dançante, pela exposição descomunal do SESC Pompeia, e até olhei o céu, as estrelas e os planetas. E fiz uma coisa impossível em qualquer viagem de férias, que é acompanhar os mochileiros do tempo. Mas vou deixá-los curiosos sobre isso, até a página xx. Além de visitar lugares diferentes, também tive experiências novas e surpreendentes, como os Desafios Pedagógicos e o Sarau, onde podia ouvir e ver os alunos mostrando seus talentos junto com alunos dos extracurriculares. Eu queria saber se aquilo que eles aprenderam no orçamento familiar poderia me ajudar, e ainda participei de muitas oficinas e simulações tecnológicas. Achei incrível a possibilidade de aprender a manipular tantas ferramentas novas para comunicar ideias. Gostei do número de vezes que li sobre especiarias e ervas plantadas pelos alunos para depois saborearem a riqueza de plantas medicinais e culinárias. Também fiquei impressionada com a experiência dos alunos de conhecerem de forma muito rica o ponto de vista de outras pessoas – suas próprias mães, os funcionários, os idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. Cada um dentro da sua idade, trabalhou diferentes formas de registrar as memórias dessas experiências, mas a demonstração da riqueza educacional do Colégio Santa Maria se evidencia sobretudo na entrevista do ex-aluno Bruno Carvalho. Então é com muito orgulho que apresentamos esta edição da Caleidoscópio. E eu gostaria de ouvir o seu diário de bordo sobre o que esta experiência lhe propõe. Boa viagem! | 03

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cotidiano Caleidoscópio nº 72 Foto: Agatha Lima DESAFIOS PEDAGÓGICOS Os alunos do Ensino Fundamental I participaram de várias atividades elaboradas pela equipe de professores com o objetivo de desenvolver habilidades de pensamento. Na manhã de sábado, 16 de maio, foram propostos os Desafios Pedagógicos. Por meio de jogos, experimentos e problematizações, os alunos tiveram oportunidade de aprender contando com outra dinâmica, diferente da sala de aula. Reunidos em grupos de diferentes classes e períodos, passaram por oficinas nas quais eram desafiados a criar estratégias, observar, comparar, categorizar, analisar, explicar, justificar, além de compreender e seguir regras, trabalhar em equipe, expressar-se corporalmente. O caráter lúdico proporcionou situações nas quais foram exercitadas a concentração e a atenção, além da persistência na busca de soluções. O aluno teve um papel ativo na construção do seu conhecimento, desenvolvendo autonomia, interagindo com outros colegas, sendo possível vivenciar situações de colaboração, competição e oposição. PROJETO ATUALIDADES O Projeto Atualidades é uma proposta de trabalho interdisciplinar do 8º ano que envolve História, Geografia, Língua Portuguesa e Ciências. A partir da escolha de um tema central, diversas abordagens são feitas por meio de pesquisas a jornais, revistas e internet, como também de textos propostos pelos professores. O objetivo é colocar os alunos em contato com assuntos da atualidade, relacionando-os com o que estão aprendendo nas disciplinas envolvidas no projeto. Também são propostos debates em sala de aula para que reflitam e discutam sobre o tema proposto, aproveitando o conhecimento adquirido nas diversas disciplinas. Para aprofundar as habilidades já desenvolvidas e ampliar as maneiras de apresentar informações, associar dados, relacionar gêneros, discutir, argumentar, entre outras, próprias do processo de argumentação, os alunos são submetidos, no fim de cada bimestre, a escrever um texto de caráter argumentativo, um artigo de opinião, partindo da leitura de uma coletânea dada numa avaliação de produção textual. Alguns textos surpreendem e só confirmam o êxito desta proposta de trabalho. DE OLHO NO DINHEIRO Em um mundo que favorece o consumismo e as crianças tendem a querer que os pais realizem todos os seus desejos, o 6º ano do Fundamental II coloca em prática o projeto Orçamento Familiar, que objetiva proporcionar aos alunos a oportunidade de vivenciarem os reais custos e o controle de gastos de uma família, com atividades que envolvam o seu cotidiano. O trabalho permite aos alunos estudarem alguns conceitos matemáticos na prática (operações com decimais, cálculo de porcentagens, construção de gráficos e uso da calculadora), fazerem uso de recursos tecnológicos no laboratório de informática e realizarem análises e inferências na leitura dos gráficos por eles construídos, com os dados coletados em cada etapa do projeto. Em linhas gerais, eles elaboraram o perfil de uma família fictícia com uma renda salarial pré-estabelecida. A partir de pesquisas realizadas em bolsas de salários (sites, jornais e revistas), supermercados, classificados, folhetos publicitários e entrevistas com pessoas de rendas próximas às da família fictícia, os gastos foram traçados. “O projeto visa também contribuir para que os alunos tenham uma visão realista do mundo, como a existência de diferentes classes sociais”, revela o professor Luis Carlos de Carvalho. 04

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SARAU DO 8º ANO Alegria. Essa foi a palavra mais proferida pelos professores e funcionários ao término do II Sarau Cultural do 8º ano. O evento, que teve sua primeira edição no final do ano passado, nesta edição contou com mudanças que fizeram toda a diferença para esse sentimento pleno de satisfação de todos os participantes. O palco foi a sala do piano, onde houve um momento de muita música, canto e, é claro, leitura de poemas. O que marcou o evento foi o clima descontraído que os professores proporcionaram aos alunos, o que permitiu a participação de todos os presentes. O sucesso foi tão grande que os alunos pediram a realização de outro, ainda neste ano. Essa iniciativa dos professores do 8º ano ratifica a concepção da escola também como espaço social, onde estudantes e professores tomam parte de um processo educativo permeado por discursos diversos, como a literatura, a música, o canto, a dança, enfim, todas as artes. Novamente, o Santa Maria mostra novos espaços de dizer, ou seja, a escola como espaço dinâmico onde se constroem olhares e interpretações sobre o mundo. PARLAMENTO JOVEM EM DOSE DUPLA Alunos do Santa Maria participarão do Parlamento Jovem municipal e estadual. Como já é tradição, o 8º ano do Fundamental II estará presente na 14ª edição do Parlamento Jovem Paulistano, promovido pela Câmara Municipal de São Paulo, que envolve alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas e privadas da cidade. O programa será orientado pela disciplina de Geografia em parceria com História e terá três etapas, nos meses de maio, junho e agosto. Na primeira, cada aluno apresenta para a classe sua proposta de projeto de lei e depois cada sala elege o melhor projeto. No segundo passo, os projetos selecionados serão avaliados por um júri formado pelos professores da série, que escolherá o melhor projeto. Por fim, o projeto de lei vencedor será encaminhado para a comissão julgadora da Câmara Municipal. Daí é só torcer para que, mais uma vez, um aluno do Santa Maria tenha a honra de ocupar uma das 55 cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo. Já as turmas do 7º ano participarão do projeto da Assembleia Legislativa de São Paulo. Em trabalho também conduzido nas disciplinas de História e Geografia, os alunos criarão uma proposta de lei que, se aplicada em 1835, resolveria um problema atual. Após discutidas, as propostas serão transferidas para o modelo de projeto de lei e enviadas para a Assembleia, que comemora 180 anos de existência. Esta será a primeira participação do Santa Maria no Parlamento Jovem Estadual. A atividade será articulada com o tema do projeto da série: Trabalho a serviço da vida. BLOG DO NO SANTA MARIA O Santa Maria agora tem um espaço para publicar suas novidades no Estadão online. Acompanhe: http:// educacao.estadao.com.br/ blogs/blog-dos-colegios-santa-maria AMOR DE DEUS UM SÁBADO FELIZ E CHEIO DO ESTADÃO A missa celebrada em homenagem ao Dia das Mães realizada pelos alunos do 3º ano foi um momento de profunda paz e intenso amor. As famílias participaram da comemoração, onde as crianças atuaram em todos os momentos. Além da festa, trata-se de um tempo para reflexão sobre o papel das mães e mulheres na família e na sociedade. Na procissão de entrada, as mães levaram a imagem de Nossa Senhora, ao som da música Ave Maria, e foram recebidas com uma chuva de pétalas de rosas. Maio é o mês da consagração de Maria, que se colocou a serviço de Deus recebendo Jesus como filho. É a vinda do mensageiro do Senhor para anunciar a paz. A Santa Missa foi celebrada por Padre Pedro, que depois da acolhida e leituras, aclamou o Evangelho de Lucas 1,26-38 - Maria recebe do anjo Gabriel a notícia de que seria a mãe do Messias. “Todos puderam refletir sobre o exemplo da conduta de Maria, para tornarem-se firmes na fé e na esperança, na convicção de guiarmos nossas ações com base no amor, na paz, no respeito e na alegria”, finaliza a professora Ana Cristina Gil. | 05

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cotidiano Caleidoscópio nº 72 PARABÉNS A ELAS! Muitas semanas antes do Dia das Mães, as crianças da Educação Infantil começaram a se preparar. Foram dias de ouvir histórias de mães, desenhá-las, conhecer seus nomes, falar a respeito do que elas gostam de comer, conhecer a mamãe do céu (Maria, mãe de Jesus), além da difícil tarefa de escolher o presente a fazer e preparar danças, musicais, flores e todos os detalhes para um momento tão especial. “Como o Jardim I trabalha a preservação do meio ambiente, escolhemos para a nossa manhã com as mães aproveitar a natureza e estimular os sentidos que ela proporciona” , revela a professora Karina Rodrigues. Assim, mães e filhos coloriram um vaso e plantaram ervas e temperos. O grupo falou sobre os benefícios do orégano, manjericão, melissa e hortelã, ingredientes que entraram no cardápio ao longo da semana. A programação ter- minou com um passeio pelo bosque e uma foto no Tronco da Amizade. No Jardim II, o pano de fundo foram as memórias. “A intenção era compartilhar com as crianças, por meio das conversas em roda e a apreciação das fotografias, memórias das mães, como elas eram quando pequenas, o que faziam na escola, do que brincavam, como ficavam felizes ao lado do papai, como choraram quando tiveram seus filhos” , detalha a professora Eliane Lima. Depois, eles confeccionaram um“álbum de memórias da mamãe” e acrescentaram mais uma página de recordações. O encontro terminou com “parabéns a você”e bolos preparados com carinho. No Pré, o enfoque envolveu as atribuições das mães. “Por meio de relatos, os alunos perceberam quantas coisas elas realizam e participam ativamente da vida deles” , declara a professora Rosana Mendes Pereira. Para homenageá-las, cada um, com base em uma foto, fez o retrato da sua mãe, com muito capricho e atenção aos detalhes, colocando as características mais marcantes delas. Na oficina de desenho, a quatro mãos, as duplas fizeram um jogo americano personalizado. Ao final, as crianças apresentaram um musical que contou com repertório em inglês e português. O lanche servido teve as receitas preparadas em sala de aula. Já no 1º ano, a comemoração aconteceu ao longo da semana. A cada dia, as mamães receberam um vale-brinde com uma mensagem na agenda, como“Vale uma massagem nos pés” ,“Vale uma ajuda na arrumação da mesa”e“Vale uma oração para ela na hora de dormir” . No final da semana, os alunos levaram uma cesta de café da manhã, com toalhinha e caneca impressos com um desenho personalizado para preparar a refeição matinal de domingo para ela. AULAS ABERTAS Para que as famílias possam conhecer os cursos frequentados por seus filhos nas aulas extracurriculares, são realizadas sessões abertas no primeiro semestre. Nesse dia, eles veem o desenvolvimento dos estudantes e até acabam participando das atividades. É um momento de interação, de troca, de novas experiências para os pais, mães, avós, irmãos e irmãs, que sobem no tecido na aula de circo, dançam no street dance, improvisam nas aulas de teatro e praticam o judô aprendendo alguns golpes. Uma experiência única e valiosa com as crianças e as famílias, que escutam sobre os objetivos das aulas e conhecem essa relação de seus filhos com os professores especialistas. PROGRAME-SE CHÁ BAZAR BENEFICENTE 2015 Produtos artesanais confeccionados pelas mães e voluntárias do Centro Santa Marta Data: 8 de outubro – das 13h30 às 17h. Local: Ginásio de Esportes do Colégio Santa Maria Convites antecipados: Centro Santa Marta. Informações: Fernanda e Sirlene (11) 2198-0632 XVI TORNEIO DESPORTIVO 2015 Torneio com a participação dos atletas dos cursos extracurriculares do Santa Maria e de mais de 30 escolas 15/08 - Oficinas de jogos corporais e oficinas de esportes (período da manhã) / Tênis, jogos de futebol e futsal (a partir das 14h30) 17 a 21/08 – Jogos de Vôlei, Futsal e Handebol (a partir das 18h30) 29/08 – Festival de Ginástica Artística – 1º ao 5º ano (período da manhã) / Festival de Judô e de Ginástica Rítmica (período da tarde) 06

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cotidiano Caleidoscópio meio ambiente nº 72 RESPEITO PELA VIDA Em pleno século XXI, é urgente a necessidade de transformações que resgatem o respeito pela vida com justiça ambiental, equidade, diversidade e sustentabilidade. No 2º ano do Fundamental I, alunos são responsáveis por auxiliar na organização do trânsito interno do prédio Menino Jesus. Sob a supervisão das professoras e auxiliares, vestidos com coletes específicos, retiram, colocam e vigiam os cavaletes para controlar o fluxo de veículos. São “guardinhas de trânsito” do Colégio. Todos recebem noções de trânsito e “pontuam” os pais quando eles cometem alguma infração. Funcionam como ponte com as famílias para melhorar o trânsito interno e externo da escola. “O aprendizado com vivência real potencializa o cuidado consigo e com o outro, agiliza o fluxo diário e faz com que cresçam com consciência, gerando uma mudança de comportamento que contribui com a prevenção de acidentes”, declara a professora Silvia Sonagere. E não para por aí! Os estudantes também são motivados a usar de forma consciente os diferentes espaços. Diariamente, alunos de cada uma das salas da série se revezam e trabalham como “guardiões da natureza”, supervisionando a destinação correta do lixo, o uso consciente da água, o cuidado com o espaço da sala, com os materiais, afinal, para ter uma vida saudável, é preciso cuidar das relações com o meio ambiente. MISSA DO TRABALHO Trabalho a serviço da vida: estas foram as palavras que deram início à missa do 7º ano do Fundamental II, realizada em 25 de abril, dia da Festa de São Marcos evangelista. A celebração, que contou com a presença da comunidade, foi caracterizada pela participação efetiva dos alunos, que em meio a várias atuações, viveram momentos de descontração, introspecção, reflexão e comemoração das ações realizadas conjuntamente com representantes dos trabalhadores do Colégio, participantes da Vivência com os Funcionários. “A leitura da Palavra, bem como as preces e músicas escolhidas para a celebração promoveram uma reflexão sobre o trabalho e sua importância como forma de subsistência, e sua função social, como meio de servir ao próximo”, revelam as professoras Ana Cláudia Lasinskas e Inês Namour. Padre Pedro destacou a necessidade da partilha dos frutos conquistados por intermédio do trabalho com os mais necessitados. A celebração ainda contou com a presença do presidente da Coopercaps, cooperativa de reciclagem de materiais. A coleta da missa foi destinada à compra de equipamentos de segurança para os funcionários da cooperativa. CULTIVANDO ESPECIARIAS Antigamente, as especiarias eram tão valiosas que navegantes destemidos corriam o risco de se aventurarem por oceanos desconhecidos e terras prováveis para encontrá-las e tornarem seus países os mais ricos e poderosos do mundo. Hoje, difundidas por todos os territórios, as especiarias perderam seu status econômico, porém continuam a realçar sabores, aromatizar ambientes, amenizar sintomas de um incômodo com a delicadeza de seu perfume, entre outros. Este foi um bom motivo para o 4º ano do Fundamental I cultivar temperos e chás em seu Projeto Horta. Nas aulas de Ciências Humanas, estudaram que a busca por especiarias no Oriente foi o que impulsionou os primeiros grandes deslocamentos pelo planeta. Em Ciências Naturais, viram o seu uso culinário e as possíveis características medicinais, além do processo de cultivo como um todo: preparação do solo, irrigação e tempo de colheita. Mudas nas mãos, mãos na terra, água que rega o solo que propicia o alimento. Tudo pronto, graças à ajuda do Jurandir. Agora a série está à espera da colheita. A produção será destinada ao refeitório do Colégio e ali delícias serão preparadas com uma pitada especial do que um dia foi riqueza e hoje é mais do que isso. É sabor e aroma! | 07

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mais saber Caleidoscópio nº 72 GERAÇÃO MULTIMÍDIA No Santa Maria, a tecnologia é aplicada como recurso pedagógico. Confira alguns exemplos de atividades desenvolvidas nas diferentes séries 08

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 SOB UM NOVO OLHAR Cores, sabores e aromas  foi o que  o Jardim I experimentou no segundo bimestre, por meio da plantação de ervas e temperos.  Depois de plantar, cuidar e observar o crescimento, chegou a hora da colheita e de explorar os diferentes sentidos: Olfato: sentir o aroma das diferentes ervas e temperos Tato: sentir a textura das folhas (lisas, enrugadas, pontudas e macias) Paladar: degustar chás, sucos e receitas como batata assada com alecrim, pizza com manjericão e orégano, entre outras Visão: observar as diferenças entre as folhas Ao facilitar a experimentação das ervas, foi possível ativar os cinco sentidos das crianças e, assim, ampliar as habilidades de observar, perceber e degustar. “A percepção e a observação são habilidades fundamentais para a aprendizagem da área de Ciências e a Educação Infantil, por meio de vivências e brincadeiras, colabora para tais aquisições”, revelam as professoras Claudia R. Simões Lacerda e Gisele M. Coli. Pensando em ampliar a experimentação, o Jardim I realizou uma experiência tecnológica com as ervas. Utilizando um retroprojetor, as crianças observaram e notaram detalhes e formatos perceptíveis somente a partir da luz e projeção. • • • Foto: Gustavo Almeida • Atividade instigante com ferramenta Makey Makey no 1º ano HISTÓRIAS COM SOMBRA E LUZ Toda criança adora ouvir e contar histórias. E pode ser a mesma, muitas e muitas vezes! Contar histórias é a mais antiga das artes, é a maneira mais eficiente de transmitir uma ideia. Por meio delas, podemos enriquecer as experiências infantis, desenvolver diversas formas de linguagem, ampliar o vocabulário, formar o caráter, desenvolver a confiança na força do bem e proporcionar à criança viver o imaginário. “Nas salas do Pré, contar e ouvir histórias é uma constante em nossas aulas”, revela a professora Maria Beatriz Brito Rossetti. “Elas são contadas de diferentes maneiras, com livros, fantoches, tecidos ou elementos da natureza e vídeos”, completa a orientadora Karine Ramos. Durante o segundo bimestre, visando ampliar as linguagens e valorizar ainda mais este momento, as aulas ganharam um aparelho de retroprojetor, pelo qual as crianças puderam explorar novos recursos, criar suas próprias histórias e perceber a transformação dos elementos a partir da luz. Perceber a máquina tecnológica em seus detalhes, como algo a ser descoberto e explorado, possibilitou perceber como a tecnologia envolve as crianças. Os desenhos revelam o envolvimento e o interesse delas em “narrar o vivido” e as fotos, as expressões do fascínio e do ineditismo diante do fenômeno da projeção, da sombra e da luz. ALIADAS PARA MOTIVAR A APRENDIZAGEM Makey Makey é o nome de uma placa eletrônica que, acoplada ao computador, pode transformar qualquer objeto condutor de eletricidade numa interface. Durante a Semana de Tecnologia, a equipe do NETi criou um programa para os alunos do 1º ano do Fundamental I, integrando atividades de música e movimento, para que, explorando as possibilidades corporais, interagissem com o professor e os colegas e aprendessem os parâmetros da música por meio de recursos tecnológicos. Assim, movimentando-se no ambiente montado com sensores conectados a um computador e um sistema de áudio, os alunos surpreenderam-se com os sons que produziam ao tocar nos colegas, pois o corpo humano, com seus tem 70% de água aproximadamente,  é um ótimo condutor de eletricidade, capaz de acionar o programa do computador. Numa atividade dinâmica e desafiadora, exploraram ritmos e intensidades, reconheceram as notas da escala, os sons de instrumentos, vivenciando os parâmetros da música ao comando do professor Enrico. Foram vários os comentários vibrantes: “Parece mágica!”, “Este som é de piano! Agora de pratos, dos instrumentos de percussão, chocalho...”. A brincadeira ficou melhor quando o professor os desafiou a mudar o ritmo: mais rápido, agora mais lento... E também a intensidade: mais forte, agora bem fraco, pianinho...”Quando Alunos do Pré utilizam retroprojetor | 09

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mais saber Caleidoscópio nº 72 teremos aula de novo com o Makey Makey?”, perguntaram. “Aguardem novos projetos do NETi em parceria com os professores! Muitos desafios vêm por aí”, revela a orientadora Sueli A. Gonçalves Gomes. PESQUISA INSTIGANTE O trabalho interdisciplinar entre Informática, Geometria, Astronomia e outras áreas contribui para o desenvolvimento da criatividade, dá significado à aprendizagem e instrumentaliza para uma nova linguagem. Alguns softwares permitem um olhar mais crítico das atividades, pois possibilitam avaliá-las, repeti-las e sempre buscar fazer melhor. Os alunos do 2º ano do Fundamental I realizaram essa interdisciplinaridade em diferentes situações. O software Poly nas aulas de Geometria permitiu a investigação de sólidos tridimensionais com possibilidade de movimento e visão topológica. Fizeram também um estudo investigativo sobre Astronomia - foram em sites de busca e selecionaram informações e imagens. O resultado desse trabalho foi a criação de um Power Point, no qual duplas se responsabilizaram por temas como sistema solar, planetas, satélites, estrelas… Confira o resultado no site do Santa Maria: http://colsantamaria.com. br/v2008/news/completa.asp?id=242. “Variar as propostas explorando diversos recursos tecnológicos ou não, é fundamental, já que cada pessoa aprende de uma forma”, diz a professora Lara Polazzo. Outra experiência valiosa foi uma linguagem de programação chamada Scratch. Com ela, é possível criar histórias animadas, jogos, construir figuras planas e outros programas interativos. Trabalho interdisciplinar no 2º ano Software para aprendizado de xadrez no 3º ano FERRAMENTA PARA O SABER A informática é considerada um excelente recurso pedagógico e facilitador do aprendizado. Ela favorece a participação ativa dos alunos, permite acesso a diversas fontes de informação, favorece o desenvolvimento de habilidades como: selecionar, organizar e analisar informações. É nessa perspectiva que o 3º ano do Fundamental I desenvolve, durante o ano, maior integração entre o currículo e a Tecnologia da Informação, utilizando softwares para auxiliar o aprendizado. “No primeiro bimestre, utilizamos o xadrez. Os alunos aprenderam a história e as regras do jogo, também tiveram a oportunidade de vivenciar experiências que proporcionaram melhor desempenho da memória, da concentração, do planejamento e da tomada de decisões”, revela a professora Katya Jurdy Martins Bayer. O xadrez também favorece a autonomia, o respeito mútuo, a tolerância, o espírito de competição, exercita o imaginário e a inteligência, fazendo confirmar a frase: “O xadrez é a ginástica da inteligência” (Goethe, 1876). eclipses, fases da Lua, dentre vários outros. Dessa forma, as aulas de Informática do 5º ano do Fundamental I estiveram a serviço da interdisciplinaridade, integrando os conteúdos de Ciências e Matemática. Sabendo das dificuldades que qualquer pessoa tem para projetar mentalmente os tamanhos dos planetas comparados ao Sol, os alunos foram orientados a utilizar os conceitos de diâmetro e raio, tema das aulas de Matemática, para construir um modelo que representasse, em escala, o tamanho de cada um dos planetas do Sistema. Com o objetivo de visualizar as enormes distâncias entre os planetas e o Sol, os modelos foram posicionados ao longo de um barbante, representando tais distâncias numa escala. “É espantoso o efeito que esta atividade exerce sobre quem a observa, pois, mesmo sabendo-se os números que definem estas proporções, não se imagina o quanto o Sol é grande, se comparado aos planetas, nem o quanto os planetas se distanciam um dos outros”, lembra a professora Cristiane Paulon. As experiências foram registradas num portfólio digital, no website de cada aluno da série. E as atividades não pararam por aí. Utilizando a técnica de animação Stop Motion, os alunos simularam o movimento de translação da Terra, com o objetivo de entender melhor como ocorrem as estações do ano. Os modelos foram movimentados e fotografados quadro a quadro e, posteriormente, montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. UNIVERSO REVELADO A utilização de softwares educativos capazes de simular o céu noturno, as posições de planetas, Lua e Sol, permite desenvolver conceitos como estações do ano, brilho das estrelas, identificação de constelações, 10

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Estudos para OBA favorecidos pela tecnologia MOCHILEIROS DO TEMPO Os alunos do 6º ano do Fundamental II embarcaram em uma viagem pelo tempo no início de maio. Ficticiamente, no momento das aulas no Laboratório de Informática e em casa, eles estão em uma jornada que vai levá-los desde a origem da Terra até o fim do maior império da Antiguidade. Unindo a vida real e a virtual, estão criando um diário das suas viagens por esses tempos longínquos e descobrindo uma nova forma de estudar e adquirir conhecimento histórico. O projeto Mochileiros do Tempo está apenas no início, os alunos partiram de um conhecimento adquirido nas aulas e no livro-texto sobre a Pré-história brasileira para se aventurarem em uma viagem por meio do mundo virtual, com o intuito de descobrir e ampliar seus conhecimentos, afinal, o mundo e as informações estão disponíveis por meio de alguns cliques. Mas esses cliques não são tão simples, é preciso saber separar o joio do trigo nesse emaranhado de dados disponíveis na internet. Essa é a intenção do trabalho dos Mochileiros do Tempo: propiciar momentos de pesquisa na web, para que os alunos possam vivenciar uma experiência de leitura da internet, saber selecionar sites, fazer recortes de textos, leitura de imagens, relacionar o conteúdo adquirido na sala de aula com os dados que eles podem levantar. Esse é o primeiro passo de um longo caminho, para que os alunos consigam chegar a usar o seu conhecimento como uma ferramenta de discernimento da informação disponível em sites, blogs e redes sociais, que podem ampliar o seu conhecimento. “Nesse ano de trabalho, a intenção é ampliar o conhecimento dos alunos sobre os tempos históricos estudados, propiciar a experiência de fazer pesquisa em sites, a partir de um conhecimento prévio de forma a possibilitar uma leitura crítica do que se lê na rede, selecionar sites com credibilidade e fazer os recortes de informação”, sintetiza a professora de História, Denise Brandão Almeida Villani. QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA A sala de aula é um espaço que se renova a cada instante, visto que as exigências e necessidades vão sendo alteradas conforme o tempo passa. No início de cada ano, uma nova história vai sendo construída e as expectativas das turmas superam, felizmente, as mais otimistas previsões. A grande maioria dos alunos encontra-se intimamente conectada às novas mídias, seja para adquirir novos saberes ou para usufruir do entretenimento que elas proporcionam mediante a utilização de alta tecnologia. Sendo assim, o uso da tecnologia, nas suas mais variadas formas, oferece uma importante ferramenta de diálogo com as gerações mais novas. “Pensando nisso, durante o primeiro bimestre, provoquei os alunos para que pensassem a problemática da injustiça no Brasil e no Mundo, à luz da Palavra de Deus e da experiência pessoal de alguns dos profetas bíblicos”, explica o professor de Ensino Religioso do 7º ano, Pedro Moisés de Carvalho. Como conclusão dessa reflexão, os alunos produziram curtas no qual encenaram situações sociais em que a justiça não aparece, tais como: violência urbana e rural, escravidão, preconceitos etc. Na maioria das vezes, essa representação da realidade esteve acompanhada de um viés crítico. “Foi gratificante poder ‘assistir’ ao entendimento dos alunos sobre o tema proposto, brotando’ na tela”, finaliza o professor. Alunos do 6º ano no Laboratório de Informática | 11

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mais saber Caleidoscópio nº 72 OFICINAS PREPARATÓRIAS As oficinas preparatórias para a OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia) aconteceram no início de maio e contaram com grande participação dos alunos inscritos para a prova. Os trabalhos foram divididos em dois momentos: um reservado para resolução de exercícios que envolviam lançamentos de foguete, simulações de eclipses e dos movimentos de Terra e Lua, com o uso de modelos didáticos, e outro com a identificação das principais constelações e estrelas por meio do software Carta Celeste, que simula a visão do céu noturno. Houve ainda um animado e bem disputado quiz, proposto pelos organizadores da OBA, com questões desenvolvidas em provas anteriores, disponíveis na forma de aplicativo para tablets e celulares. Esse foi um momento de intensa interação por parte dos alunos. “O uso da tecnologia como ferramenta didá- Reprodução do Edmodo: rede social para troca de informações pedagógicas tica facilitou o envolvimento dos alunos, a compreensão de fenômenos astronômicos e a melhor percepção do céu, despertando o maior interesse pela sua observação”, declara a professora Caroline Mieko Agata Moreira REDES SOCIAIS A FAVOR DO CONHECIMENTO Desde 2012, o 7º ano utiliza como ferramenta de auxílio à aprendizagem dos estudantes a plataforma educacional Edmodo. Criada exclusivamente para processos educacionais, é uma rede social que busca dinamizar as atividades escolares cotidia- Cena de vídeo produzido pelo 7º ano para aula de Ensino Religioso nas. Sua proposta consiste em produzir espaços que propiciem maior interatividade e compartilhamento dos conhecimentos desenvolvidos na série, aproximando-se, assim, da realidade dos alunos, extremamente aptos e capazes em lidar com plataformas digitais. “O uso do Edmodo tem apresentado resultados significativos do ponto de vista do domínio dos conteúdos trabalhados nos componentes, dado o aumento das possibilidades de recursos disponíveis pelos professores, para favorecer a consolidação da aprendizagem”, revela o professor Gilberto Soares. “Considerando o caráter multifacetado do aluno contemporâneo, múltiplas devem ser também as formas com as quais ele entra em contato com o conhecimento”, completa o professor Luís Fernando Branco. E é nesse sentido que os professores da série trabalham com o Edmodo: dentre os recursos utilizados no microblog, encontram-se o compartilhamento de tarefas de casa, atividades de pesquisa, roteiros de estudos e de materiais para aprofundamento e extrapolação (textos e vídeos); elaboração de quiz online e resolução de dúvidas diretamente com os professores. Além disso, destacam-se o arquivamento na biblioteca digital, de atividades e avaliação trabalhadas em sala, juntamente com as suas correções. 12

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nossos gigantes Caleidoscópio nº 72 AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA ESCOLA Durante os momentos de explorar o ambiente externo (parque, atividades no campo gramado, bosque), a professora Elizabeth Nishiyama Muniz, do Jardim II E, percebeu que os alunos recolhiam as flores que estavam caídas. “Fizeram isso durante várias semanas, despertando a curiosidade dos outros alunos. Desde então, estamos investigando as flores da escola - seus tipos, tamanhos e cores”, detalha Elizabeth. Os alunos também mostraram interesse pela árvore em frente à sala, com botões e apenas uma flor. O registro fotográfico está sendo usado na atividade e tem facilitado  a percepção das crianças acerca dos detalhes e especificidades das diferentes flores encontradas. Rever na sala as flores fotografadas e os caminhos percorridos despertou o olhar das crianças sobre memórias do já vivido: “As fotos servem para lembrar a gente do que já estudou”, disse a aluna Valentina. Com a utilização da fotografia, os alunos se apropriam do trabalho de apreciação de imagens e aprendem a olhar e pensar sobre o mundo com novos enfoques e enquadramentos. “Meu objetivo com este recurso é tornar visível a construção da  memória  do grupo dos alunos em seu contexto. Fundamental no sentido de revisitar, relembrar, revelar as aprendizagens das crianças”, conclui Elizabeth. A VALORIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS CRIANÇAS E O PROTAGONISMO INFANTIL O portfólio da Educação Infantil é uma coleção das atividades desenvolvidas na sala de aula ou em outros espaços do Colégio, que dá visibilidade às aprendizagens ao longo do ano.  Por meio das produções dos alunos, cada grupo apresenta sua história, ou seja, os caminhos que percorreram, suas conquistas e seu crescimento, como foi percebido pelos pais em diferentes turmas da Educação Infantil: “Fiquei bastante feliz com a reunião de ontem. A escola passa muita segurança para nós quanto ao trabalho desenvolvido com as crianças, Raquel já acordou perguntando da pasta, quer folhear o tempo todo e mostrar....”, comentaram os pais da aluna Raquel Parker Andrade Oliveira, do Pré E. O depoimento revela a importância de o aluno “portar o portfólio” para mostrar, refletir e revisitar suas produções. “O nosso objetivo ao construir este material foi tornar visível a alunos, pais e professora a trajetória das aprendizagens,  destacando as habilidades trabalhadas por meio de uma coletânea de atividades, gráficas, artísticas, relatos, fotos e elementos construídos durante as aulas que revelassem as intenções e os caminhos trilhados nas diferentes áreas do conhecimento no decorrer do bimestre”, relatam as professoras Luciana Proença, Renata Paulon e Thais Castro. Com a proposta de substituir um conjunto aleatório de amostras de trabalho, o portfólio representa um investimento pessoal das crianças e das professoras, tendo em vista os critérios e habilidades fundamentais previstos no currículo da Educação Infantil do Colégio Santa Maria. O trabalho dentro do portfólio é anotado, descrito e refletido de forma a permitir que alunos, professores e pais entendam e apreciem seus significados. | 13

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na rede Caleidoscópio nº 72 F 14 Foto: R afael Sa oram cinco dias, de 4 a 8 de maio, com atividades voltadas para professores, alunos, pais e funcionários. Diversos foram os momentos de capacitação oferecidos. No caso dos professores e orientadoras, o grande diferencial desta edição foi a apresentação de propostas mais concretas e que podem ser usadas imediatamente nas aulas. É o caso, por exemplo, dos portfólios digitais. As oficinas com esta ferramenta despertaram grande interesse e já renderam projetos na Educação Infantil, e também no 5º, 6º e 7º ano. Já o Makey Makey, uma tecnologia que transforma objetos comuns do cotidiano em interfaces interativas, abriu um leque de opções que mudou rapidamente o status da ferramenta, passando de brincadeira a tecnologia educacional com grande potencial. Para os alunos, muitas surpresas. Além do projeto interativo com música para o 1º ano do Fundamental I (ver detalhes na página 10), do 2º ao 4º ano, as crianças tiveram contato com um “brinquedo” pra lá de desafiador. Após assistirem a um lançamento de foguete, era preciso programar um pequeno robô que, seguindo códigos desenhados no papel, deveria chegar à estação espacial. Ainda dentro do mesmo tema, o 5º ano elaborou projetos em Stop Motion como preparação para a Olimpíada Brasileira de Astronomia. Os olhos das crianças brilhavam tanto quanto as lanternas que usaram para simular o Sol. Em 2015, outra novidade foi a presença de escolas convidadas. Tivemos educadores do Colégio Santa Cruz e também do Emilie Villeneuve prestigiando as atividades da nossa semana. Destaque também para a grande participação de funcionários e alunos do Supletivo na palestra “A tecnologia a favor de seu bolso”, onde puderam perceber que as aplicações de um smartphone podem ir muito além do WhatsApp. “Ao final, olhando e ouvindo cada um que passou pelo evento, era possível deparar-se com o objetivo alcançado. A pluralidade de opções, de horários, e de temas para que, quem quisesse, buscasse novas opções no uso da tecnologia, gerou faíscas que motivarão projetos que agreguem ainda mais inovação ao processo educacional do Santa Maria”, sintetiza Muriel Rubens, coordenador de Tecnologia Educacional. nches Foto dre Oli : Alexan veira Foto: Alexan dre Oliveira Foto: A lexand re Olive Mais uma vez a Semana Interna de Tecnologia trouxe avanços significativos, levando oportunidades de formação, reflexão e vivência no uso das mais diversas tecnologias para toda a comunidade do Santa Maria IV SEMANA INTERNA DE TECNOLOGIA ira

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santa do bem Caleidoscópio nº 72 PLANTIO DA HORTA NO ESPAÇO ABERTO A solidariedade e a alegria foram os elementos essenciais que os alunos do 3º ano G do Fundamental I levaram aos idosos do Espaço Aberto no dia 20 de maio. Seguindo o calendário de atividades relacionadas ao Projeto de Inserção Social da série, as crianças fizeram o plantio de diversas mudas na horta do Espaço. Conheceram um pouco do cotidiano dos idosos e descobriram que eles tinham muitas histórias para contar. Os alunos riram muito da história do “Caidô” contada pelo seu João e também das do seu Ivan, seu Carlos, da Olga e sua mãe. Para alegrá-los, os alunos resolveram cantar as músicas apresentadas na missa do Dia das Mães, realizada no Colégio no começo de maio, proporcionando aos moradores um momento de diversão. Após a acolhida mútua, todos plantaram as mudas na horta com o auxílio do Jurandir, e foram compartilhar, com os novos amigos, um café muito especial. Ao final da tarde, despediram-se e prometeram que voltariam para uma nova visita. O SERVIÇO AO BEM COMUM O cuidado com o bem comum ou com o bem de todos aponta que os direitos e deveres da comunidade pressupõem que todos são iguais perante a lei. Nesse sentido, quando se trata de pessoas com deficiências, não se pode compactuar com a ideia da normalização, por exemplo, que entende a pessoa com deficiência como aquele que não é eficiente ou que tem o ritmo de desenvolvimento atrasado em relação à maioria. “Entendemos que incluir significa inserir, fazer parte e, portanto, a inclusão social das pessoas com deficiências quer dizer torná-las protagonistas da vida social, econômica e política, assegurando o respeito aos seus direitos”, afirma a professora de Ensino Religioso Áurea Maria Curti de Mello. Para que essa inclusão social tenha êxito, é necessário que as atitudes e a visão da sociedade mudem, preparando cada um para a riqueza e beleza da diversidade humana e oferecendo oportunidades iguais para todos poderem viver com autonomia e dignidade. É a partir dessa ótica e em função de seu projeto de série (TRANS-FORMA-AÇÃO) que o 6º ano do Fundamental II convida os alunos a terem uma manhã de convivência em instituições como Fundação Dorina Nowill, Trilha – Escola Especial, APAE, ADEFAV e Instituto Santa Teresinha. Nesses encontros, através de palestras, dinâmicas, rodas de conversas, oficinas de artes, esportes, músicas, danças e comunhão do alimento, é possível despertar a consciência humana/amorosa/ crítica, vivenciar ações solidárias e fraternas, a valorização da vida e do ser humano, da justiça e da diversidade. Essa rica oportunidade se reverterá em páginas virtuais construídas pelos alunos, que apresentarão o conhecimento adquirido, a experiência vivida e as reflexões sobre o serviço ao bem comum junto às pessoas com deficiências. | 15

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