Revista-Comercio-Industria-Outubro-2015

 

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ÍNDICE CAPA COC Integral Bilíngue LEGALIDADE As bicicletas elétricas DOCUMENTO Paco Rabanne em Araraquara PESQUISA A FECOL do Liceu 8 Além das aulas no período regular, inglês se integra às atividades realizadas com as turmas da Educação Infantil ao 1°ano do Ensino Fundamental matriculados no período integral. 11 Quem imaginou que comprando uma bicicleta elétrica fosse escapar de licenciamento, seguro, capacete, caiu da “magrela”. Polícia Militar em Araraquara vai punir infratores. 14 Quando esteve em Araraquara em 1988, o espanhol Paco Rabanne, se achava no auge. O empresário Gerson Ferreira relembra o dia em que Paco visitou a Chaban. 20 Alunos e professores do Liceu Monteiro Lobato escolheram como tema na feira deste ano “a moda sempre moda”, sendo peça integrante o ramo de confecções. Uma coisa linda! Sescon tem sede 06  | Inauguração mostra a força dos contabilistas em nossa cidade através do SINCOAR, AESCAR e SESCON Comércio 07  | Um Natal costurado por lembrancinhas é tema do Editorial desta edição da RCI Sala do Empreendedor 10 | Implantação o Via Rápida Empresa vai encurtar tempo para legalização de empresas na cidade Profissão em extinção 16 | Já se pode contar nos dedos o número de alfaiates em Araraquara; Paiva é um deles Vai somando, tudo mais caro IPTU em Araraquara teve reajuste de 9% em todos os valores imobiliários atualizando assim o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano. A medida municipal estabelece ainda uma adequação na leitura do artigo que trata do ISSQN sobre os Cartórios e a limitação da multa repreensiva nas fiscalizações tributárias em 100%, conforme as recentes decisões do Superior Tribunal Federal. Medida não encontrou resistência para passar na Câmara Municipal no finalzinho de setembro. Se não for por amor, vai pela dor Prefeito Marcelo Barbieri teve aval da Câmara para aprovar o Programa Especial de Quitação da Dívida Ativa, destinado a promover a regularização de créditos municipais de origem tributária ou não, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou a ajuizar, com exceção dos débitos de IPTU e das Taxas de Poder de Polícia Administrativa lançados no exercício em curso. O programa alcança também os devedores do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, no crédito apurado pelo Fisco, devidamente constituído e inscrito em dívida ativa até a data da publicação desta lei complementar. Marcelo Barbieri 4

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DA REDAÇÃO Sônia Maria Marques DONA CACHAÇA Concurso em novembro CORAGEM Mudanças no Consecana Recolocar o ser humano como meta prioritária A petista Amanda Vizoná, decidiu ocupar a tribuna da Câmara Municipal, no penúltimo dia de setembro, para criticar a adoção do Sistema Sesi pela Secretaria Municipal de Educação. Louvável sua ousadia, mesmo que deixe de passar batida a extensão da precariedade educacional do País. São 13 anos de uma política desequilibrada proposta pelo seu partido, aliada às inconsequências de tantos outros administradores ao longo do tempo. Precisou o Ensino ir ao fundo do poço para que renascesse a esperança de se ter uma Pátria Educadora, seis meses depois, estremecida pela tesourada dada pelo Governo, cortando verbas no próximo orçamento. A esta altura o roto não deve falar do remendado, ou para ser mais claro: falar ou criticar alguém sobre algum defeito ou mania que a própria pessoa também possui, não é nada aconselhável. Temos um Brasil que vive uma crise institucional e se torna impraticável qualquer ato de limpeza quando se vê que há poeira por todos os cantos. O futuro dos nossos filhos e netos, certamente, deveria ser melhor tratado e quer nos parecer de bom tamanho essa preocupação de Amanda, contudo, o exemplo de que a Educação está no caminho certo deveria vir de cima. Ao contrário de propostas para que a situação melhore, implanta-se através da desavença política, discussões banais e sem resultados práticos. Resumindo a história: Diante dos desencontros e destemperos, temos que entender que a política na maioria das vezes ocasiona descrédito, e, imprescindível se torna, que os próprios políticos recoloquem o ser humano como meta prioritária ... 30 João Bosco Faria, da UNESP Araraquara, parceira do Sindicato Rural e SENAR, já tem definidos os quesitos para escolher a melhor cachaça de alambique do País 34 Luís Henrique Scabello de Oliveira, presidente da Canasol, foi ao encontro anual de produtores de cana e pediu mudanças no Consecana Conhecimento 22  | Negócios e inovação tecnológica fazem parte do Workshop do IFSP no dia 23 Maribel Santos 66  | Coluna VIP apresenta fatos sociais e culturais da cidade e uma entrevista com a Miss Araraquara Infantil Apito final de um grande soldado Carlos Roberto Marques EDIÇÃO N°123 - OUTUBRO / 2015 Estimado por todos, Carlos Roberto Marques, o “Pezinho”, nos deixou no dia 22 de setembro. Seus atos sempre serão lembrados por ser uma pessoa bondosa, simples e com qualidades profissionais que o tornaram símbolo da Polícia Militar. Por muitos anos presidiu a Associação dos Cabos e Soldados; entre suas várias atividades exerceu uma que lhe dava muito prazer: ser juiz de futebol, apitando nos campeonatos da cidade e clubes como 22 de Agosto, Araraquarense e Náutico. Aos 65 anos, vítima de uma embolia pulmonar decorrente do voo feito para ver seu neto no Tocantins, Pezinho, sempre será lembrado com muito carinho pela comunidade. Chegou a ser vereador no período de 1997 a 2000, porém, optou em desistir da política por não saber conviver com as mazelas e injustiças sociais. Decidiu não arriscar seu patrimônio construído com sacrifício, disse um dia, como contrapartida aos agrados que teria que dispensar em negociações excusas. A vida de policial sempre lhe deu a prerrogativa de ser honesto e manter o caráter herdado do pai Heitor. Ele nasceu no dia 18 de junho de 1950, em Tabatinga. Com um ano de idade veio morar em Araraquara, de onde nunca mais saiu, residindo no Vale do Sol. Era casado com Sônia Maria Rossi Marques, e pai de quatro filhos: Rafael, Marcelo, Carla e Carolina. Bom descanso, companheiro. 5 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rafael Zocco Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Heloísa Nascimento Design: Carolina Bacardi, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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ESTAÇÃO PRIMEIRA Contabilistas, a partir de agora esta é a nossa casa! “Somos uma classe unida e respeitada; e tão grandioso é o trabalho daqueles que as integram, que merecidamente conquistamos um espaço onde o SESCON, SINCOAR e AESCAR passam a estar juntos para mostrar que o companheirismo faz a diferença”. Wladimir Carlos Bersanetti Rodrigues Geraldo Luís Tampellini Diretor Sescon Araraquara Presidente SINCOAR Marcos Henrique Duó Presidente AESCAR O SESCON Regional Araraquara, SINCOAR e AESCAR, na Rua Expedicionários do Brasil, 680 Desde o dia 2 de outubro os contabilistas de Araraquara e região têm uma sede própria para abrigar três das suas instituições representativas: SINCOAR (Sindicato dos Contabilistas de Araraquara e Região), AESCAR (Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Araraquara e Região) e SESCON-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo). A nova sede regional do sindicato em Araraquara está localizada na Rua Expedicionários do Brasil, 680 (São José). Com o novo prédio, Sescon, Sincoar e Aescar passam a atender em um único local oferecendo serviços de atendimento jurídico para empresas contábeis, consultoria técnica de leis e dúvidas trabalhistas, entre outros. Segundo Wladimir Carlos Bersanetti Rodrigues, o novo espaço é muito importante para contabilistas, empresas e a população em geral, a partir da realização de cursos de capacitação. Entre as melhorias, a nova regional já atende cerca de vinte cidades da região de Araraquara. Seu prédio conta com 200 m² de instalação, auditório para 80 pessoas e salas direcionadas a cursos e palestras. Em setembro do ano passado, o presidente do SESCON-SP, Sérgio Aprobatto Júnior, em companhia do superintendente Marcelo Zetune, do diretor e coordenador do SESCON SP Interior, José Dini Filho e do diretor da Regional de Ribeirão Preto, José Marcelo Correa, anunciou oficialmente a instalação da Regional em Araraquara. Um ano depois, a união dos contabilistas levou à inauguração da sua sede. No ano passado os integrantes do SINCOAR e da AESCAR se reuniram para receber os membros do SESCON SP e na oportunidade, Wladimir Carlos Bersanetti Rodrigues já havia sido indicado para ocupar o cargo de diretor do órgão em Araraquara 6

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EDITORIAL Um Natal costurado por lembrancinhas Por mais otimista que sejamos neste momento, não dá para acreditar que teremos um Natal dos mais prósperos em 2015. Até gostaríamos de contradizer tudo o que se tem falado de ruim da nossa economia nos últimos meses, porém, as evidências indicam que devemos deixar de lado as árvores natalinas com presentes salpicando em suas raízes. O aumento do desemprego e da inflação, que corroem a renda dos trabalhadores, deve manter as lojas vazias e provocar queda do faturamento do varejo. Não é novidade que o Natal, tido como a melhor época para vendas no comércio, deve ser marcado pela troca de lembrancinhas. Na lista estão de havaianas a guardanapos, camisetas a DVDs, e, em raras situações, lançamentos de colônias e pingentes. Para piorar, quem está desocupado e começou a receber o seguro-desemprego entre abril e junho, não terá mais um real no bolso neste final de ano. Com isso, o temor do lojista em vender e não receber. Vivemos um período em que a renda achatada pela carestia, apresenta a tendência de que as pessoas que conseguiram se agarrar no emprego, é de gastar menos ou até mesmo deixar de presentear familiares e amigos. Como o resultado das vendas na data comemorativa se assemelha ao comportamento das negociações de mercadorias a partir de agora pelos lojistas, a Confederação Nacional do Comércio estima que o desempenho das lojas tenha a primeira queda desde o início da série histórica, com o pior resultado em 12 anos. O pessimismo dá o tom também da projeção da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, que espera queda de 2% nos negócios no Natal. Louvamos a iniciativa daqueles que batem na tecla de que as coisas vão melhorar. Mas, quando vão melhorar? Um dia sim, pois é notório que não há bem que nunca termine da mesma forma que não há mal que dure pra sempre! A citação deste provérbio me faz lembrar Zélia Cardoso de Mello, a todo-poderosa ministra de Collor, que O Natal que se espera deverá ser bem diferente em 2015 ao sair do governo em meio à crise disse - “No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”, frase do jornalista e escritor Fernando Sabino. Caprichosamente, selecionamos ontem, primeiro de outubro, algumas manchetes sobre a atual situação da área econômica brasileira: • Confiança do comércio recua 0,9% em agosto e atinge novo mínimo histórico • Confiança do comércio é a menor em 5 anos, diz FGV • Lojas fecham e esvaziam as galerias da capital • Bancos fecham 5.864 vagas entre janeiro e julho de 2015 • Supermercados preveem fechar o ano no vermelho • Lojistas anunciam promoções para minimizar retração • Inadimplência pode prejudicar crescimento da economia Pelo jeito até o jantar de Natal será afetado. Em vez de comprar um vinho importado, o consumidor mais cauteloso e preocupado com o bolso vai levar para a ceia um vinho nacional. Aquela bacalhoada ou demais pratos elaborados com alimentos cotados no dólar, poderão não estar presentes na ceia – ou serão substituídos. Apenas uma recuperação da economia no último trimestre do ano poderia sinalizar um Natal melhor para o consumidor e os próprios lojistas, com preços menores e mais oferta de crédito. Esse cenário, no entanto, é pouco provável, mesmo com a expectativa de desaceleração da inflação às custas da queda do nível de atividade econômica. O comerciante araraquarense terá que se virar nos trinta neste final de ano, sabendo que hoje é melhor sonhar na verdade que amar na mentira, parafraseando de forma sertaneja, aquilo que o governo deveria ter feito no ano passado: a verdade. 7

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REPORTAGEM DE CAPA Natação, uma atividade agregada ao aprendizado das crianças COC Araraquara Texto: André Luiz Lourenço Agora com ensino bilíngue para turmas do período integral Além das aulas no período regular, inglês fará parte de todas as atividades desenvolvidas com as turmas da Educação Infantil ao 1º ano do Ensino Fundamental matriculados no período integral as ciências, e tantas outras áreas, também deve fazer parte do rol de disciplinas que integram o ensino regular. Assim é com o inglês, presente em nosso dia a dia - sem falar das muitas palavras que, sem percebermos, já foram incorporadas ao nosso vocabulário, além das tendências e novidades que fazem uso desse idioma para serem oferecidas Vivemos num tempo em que falar o ao mundo. segundo idioma não é privilégio para ninPara suprir essa necessidade, o COC guém, mas uma necessidade social, pro- Araraquara implantará a partir de 2016 fissional e cultural. Um conhecimento que, o Integral Bilíngue - projeto com material assim como o português, a matemática, especializado que traz um currículo escolar totalmente imerso na língua inglesa, voltado aos alunos da Sala de aula Educação Infantil ao 1º ano do para os alunos desenvolverem Ensino Fundamental que optasuas aptidões rem pelo período integral. Distribuído em atividades esportivas, assim como natação, judô, ballet, além de reO parquinho para a garotada se divertir forços de todas as áreas que integram o ensino regular, a programação do período integral já existente será preservada, ocorrendo apenas a imersão do idioma, além da inclusão de 2 aulas diárias de inglês com conteúdos que remetem às diferentes áreas do conhecimento, totalizando 10 aulas semanais. Além dos professores responsáveis por 8

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Entre as atividades do COC está o balé Professor com os alunos do judô Hora do lanche ao ar livre O COC mantém a sua fazendinha onde as crianças aprendem a ter uma convivência com a natureza, aves e outros animais cada atividade, as aulas em sala de aula, durante as atividades físicas, as brincadeiras no parque e intervalos para o lanche serão acompanhadas por um professor auxiliar com fluência em inglês, que ficará encarregado de estimular a absorção e o uso da língua. Segundo Mônica Martins Braga, coordenadora da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, a escolha da faixa etária para a implantação do sistema se deve pela facilidade que as crianças até os 7 anos encontram para desenvolver a aprendizagem por meio de experiências que vivenciam. “Nesta idade, as crianças estão abertas ao conhecimento, uma aprendizagem que não tem sotaques e vícios – da mesma forma que estarão aprendendo o português, estarão aprendendo o inglês, de maneira natural, sem ser algo obrigatório”, completa Braga. A coordenadora ressaltou ainda a importância de dominar o idioma neste mundo globalizado. “Nosso objetivo é que a criança não apenas tenha o conhecimento do vocabulário, mas que ela, dentro desse sistema bilíngue, seja estimulada a pensar e raciocinar em inglês”. Alessandra Goos, professora de inglês, destaca a fluidez da expressão oral, a partir do momento que há o entendimento do idioma. “Se você pensa em inglês, aquela estrutura diferente do português se torna natural. Você não precisa sair do país para falar fluentemente o inglês, porque essa fluência é natural devido à ampliação da conexão oral”, completa. A importância do ensino bilíngue nas escolas Quando falamos de educação de qualidade, não podemos Daniel Marquezi pensar apenas naquela educação formal que se detém em dede Almeida terminadas disciplinas, mas precisamos ter um olhar global sobre a pessoa, pois é necessário formar homens e mulheres preparados não apenas acadêmica, mas também humanamente para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais competitivo. Diante da globalização, as fronteiras do mundo deixaram de existir e aqueles que se preparam adequadamente, saem na frente para alcançar o objetivo de conquistar uma posição de destaque no mercado de trabalho. Pensando desta forma, muitas instituições de ensino já preparam seus alunos para estes desafios, oferecendo não só uma educação de qualidade, mas abrindo as portas do mundo através do ensino bilíngue desde as bases do ensino infantil, a fim de que o indivíduo, desde sua tenra idade, tenha o contato com os idiomas mais usados no mundo. Com esse recurso, a criança tem o contato não apenas com a língua, mas também com a cultura e os costumes dos países que falam os idiomas estudados, isso faz com que a criança desenvolva um maior repertório da fala e também outras habilidades cognitivas relacionadas ao aprendizado de línguas, seja ela a materna ou estrangeira. Ao constatar essa tal realidade, os estudiosos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) contemplaram o ensino bilíngue em seu conteúdo como podemos ler no trecho a seguir: “Conhecer a existência do uso de outras línguas diferentes da língua Portuguesa, idioma oficial, significa não só a ampliação de horizontes como também compreensão da complexidade do País. A escola tem a possibilidade de trabalhar com esse panorama rico e complexo, referindo-se à existência, estrutura e uso dessas centenas de línguas. Pode com isso, promover não só a reflexão metalinguística, como também a compreensão de como se constituem identidades e singularidades de diferentes povos e etnias.” (BRASIL 2000:46) Enfim podemos constatar nesta breve explanação, que o ensino bilíngue nas escolas vem contribuir para o crescimento, não apenas cognitivo, mas também faz com que a criança conheça e respeite outras culturas e entenda que a diversidade faz parte de nosso dia-a-dia, e educando nossos alunos com essa mentalidade, estaremos também gerando indivíduos responsáveis por um mundo com maior respeito por todas as culturas. Daniel Marquezi de Almeida Assistente de Orientação e graduando em psicologia 9

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LANÇAMENTO Sala do Empreendedor adere ao Via Rápida Empresa A partir de agora, o tempo médio de registro e legalização de empresas passa a ser de até cinco dias úteis, graças a criação do Via Rápida Empresa, segundo Renato Haddad, presidente da ACIA e Secretário de Desenvolvimento no município. O secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Turismo e Desenvolvimento Sustentável, Renato Haddad, que também é presidente da ACIA, participou em setembro do lançamento do Portal Via Rápida Empresa pelo governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes. A nova ferramenta tecnológica permite o registro da empresa integralmente pela internet. Assim como Araraquara, outras 100 Governador Geraldo Alckmin durante o lançamento do portal em São Paulo “Temos a Sala do Empreendedor à disposição dos investidores. Uma das nossas prioridades é fomentar a economia e a oferta de empregos”, projeta o prefeito. De acordo com Renato Haddad, o Via Rápida contempla nessa primeira etapa, as empresas limitadas (Ltda) que representam 41% da movimentação na Junta Comercial do Estado de São Paulo. “A agilidade na abertura da empresa é um grande estímulo aos investidores que buscam a afirmação no mercado e também a formalização de uma atividade em desenvolvimento”, afirma Haddad. A previsão é de até cinco dias para liberação do alvará com o parecer técnico e viabilização empresarial, emitidos pelos analistas da Junta Comercial. As próximas etapas do Renato Haddad e o presidente da Jucesp, Sandro Ricciotti Barbosa programa Via Rápida, que irão abranger as demais naturezas jurídicas, assim como as operações cidades já aderiram ao programa. de alteração e fechamento, já estão em desen“É um passo muito importante que o esvolvimento. tado de São Paulo está dando no sentido de agilizar a abertura e fechamento de empresa”, afirmou o governador Geraldo Alckmin. Apesar da crise, no ano passado foram criadas no Estado, 81 mil empresas; já neste ano, os números apontam 85 mil novas empresas, relatou Alckmin. Para o prefeito Marcelo Barbieri, o Via Além da redução da espera, o Via Rápida vai Rápida Empresa se junta aos objetivos do possibilitar ao empreendedor, a economia Governo Municipal, para incentivar a aberde gastos com deslocamentos, autenticações tura e a formalização de novas empresas e de documentos e reconhecimentos de firma, a geração de empregos. tornando o processo menos burocrático. 10

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Bicicletas elétricas Bicicletas elétricas, consideradas ciclomotores, fabricadas antes de julho de 2015, a partir de agora terão que estar registradas e também licenciadas nos órgãos de trânsito. A regularização deverá ser feita em dois anos. Historicamente, a denominada “bicicleta motorizada” não é um fato inovador, sendo que seu surgimento remonta da França durante a década de 1940, onde inicialmente começou LEI É LEI a ser produzida pela marca Velosolex, que visava ser transporte individual, de manutenção simples e que atendesse aos anseios sociais consequentes do fim da Segunda Guerra Mundial. Desde maio de 2009, Resolução nº 315, do CONTRAN, equipara em nosso país as “bicicletas motorizadas”, tanto a elétrica quanto a de combustão interna, aos ciclomotores. Com esta determinação, os ciclomotores a combustão interna ou elétricos passam a ser registrados e licenciados como os veículos em geral, ou seja, pelos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal e não mais pelos órgãos executivos de trânsito dos municípios. “Em outras palavras, os ciclomotores seguirão os requisitos para registro e licenciamento previsto para os veículos em geral, devendo, portanto, ser identificados por placa segundo padrão CONEm Araraquara a Polícia Militar já iniciou campanhas para conscientizar os proprietários de bicicletas motorizadas sobre as punições A bicicleta elétrica só circulará se for efetivamente documentada TRAN, possuírem documentos de porte obrigatório, ou seja, o Certificado de Licenciamento Anual, expedido pelo órgão competente”, o tenente coronel Ziul Martins Rodrigues, comandante do 13° BPMI em Araraquara. Ela surgiu na França 11

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É preciso lembrar e reconhecer sempre a luta e o trabalho de empresas que ajudaram na economia da nossa terra. Três grandes marcas de arroz disputavam a primazia de “o melhor da cidade” nos anos 70: Gigantão vendido pela Família Sano; o Aracoara, dos Abi Rached, e Nutrilar, do velho Gibran e seus filhos Gassen e Tarek. Família conceituada em Araraquara, o velho Gibran dedicou grande parte da sua vida aos movimentos sociais, em especial o Asilo de Mendicidade. Ele saia pela cidade em busca de donativos junto aos seus amigos. A história da família Ciomino tem início em 1901 quando Carlos Ciomino desembarcou no Brasil vindo da Itália, acompanhado da mulher Ana Delboni e mais 8 filhos, entre eles Miguel, com 5 anos de idade. Até aos 34 anos, Miguel morou na Usina Tamoio, casouse com Angelina Onofre e com quem teve 8 filhos: Miguel Ciomino Filho (Zico), João, José Carlos (Nenê), Ana, Rosa, Maria, Tereza e Geni. Em 27 mudouse para Araraquara, adquiriu fórmulas para a fabricação de cerveja e refrigerantes, e fundou a Cervejaria Progresso na avenida 7 de Setembro esquina da Padre Duarte, passando depois para a Rua São Bento, 1377; ele continuou na São Bento, montando a indústria na esquina da Barroso. Em 1962, já com a indústria em nome dos filhos, foi construído o prédio da Barroso esquina da rua Expedicionários do Brasil onde encontra-se até hoje. Miguel Ciomino faleceu em 1964. A marca Mimosa, refrigerante diferenciado, se tornou carro-chefe da fábrica. José Carlos Ciomino, o Nenê, nasceu em 6 de abril de 1936, formado contabilista pela Escola Técnica de Comércio de Araraquara, casado com Maria Aparecida Cerne Ciomino, assumiu a fábrica com a ida do irmão Zico para montagem da Distribuidora Brahma. Em janeiro de 99, iniciou-se o engarrafamento dos refrigerantes em embalagem Pet 2 litros, passo importante para modernização da empresa, orgulho para a nossa cidade. Em março de 1969, quatro dúzias da cerveja Caracú (1/4) custavam NCr$ 15,60 e pelo menos NCr$ 2,65 ficavam como imposto para o governo. A Indústria de Bebidas Treme, além de representar a Caracú, também distribuía em sua fábrica na Rua Carlos Gomes, 1107, a Cerveja Londrina, a água Lindóia e a aguardente Paineiras. Contudo, o forte da Treme era a fabricação do guaraná Cotuba, um dos mais deliciosos da região. Aos domingos o refrigerante tinha que estar na mesa, ao lado de uma deliciosa macarronada e um garrafão de vinho Sangue de Boi. A disputa ficava por conta de se abrir a garrafa de Cotuba, refrigerante de maçã, com o gosto adocicado do açúcar queimado. Nada era consumido sem antes a celebração de um Pai 12 Nosso. Era uma para três irmãos. Araraquara, pelo menos uma grande parte, fez disso um hábito e a gostosa Cotuba, fez parte da nossa infância.

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COACHING ORGANIZACIONAL O Poder das Perguntas A principal diferença e vantagem entre o COACHING e outros programas de desenvolvimento humano, é sua forma de atuar. Ele é a única metodologia que se baseia integralmente em perguntas, ao invés de dar soluções, respostas ou sugestões. E mesmo em situações corriqueiras, fora de um processo formal de coaching, as perguntas podem e devem ser feitas como uma ferramenta poderosa em qualquer processo de desenvolvimento de pessoas. É sabido cientificamente que uma das melhores formas para apoiar uma pessoa, é fazer uma pergunta a ela e não simplesmente dar uma resposta a um problema. Sócrates, o pensador grego, ensinava fazendo perguntas. Einstein não se cansava em dizer, “o importante é não deixar de fazer perguntas”. Grandes líderes provocam, inspiram e desenvolvem seus colaboradores, fazendo perguntas. E cada vez mais essa prática se multiplica. Quando fazemos uma boa pergunta, seu efeito inicia antes mesmo que a resposta seja dada. Uma boa pergunta sempre faz pensar, exige esforço para a elaboração da resposta, estimula outras partes do cérebro. As perguntas têm um valor incomparável como ferramenta de aprendizado, desenvolvimento e solução de problemas. Boas perguntas precisam ser curtas, objetivas, claras e devem se restringir a um único tópico. De forma alguma devem conter palavras que inspirem o medo ou a insegurança. Se assim ocorrer, as respostas não serão apropriadas. Geralmente, perguntas que usam “por que” em seu conteúdo, tendem a provocar respostas não apropriadas, justificativas ou desculpas. Esse termo, desde que possível, deve ser evitado. As perguntas podem ser classificadas em PERGUNTAS FECHADAS, que são aquelas que normalmente são respondidas por um simples “sim” ou “não”, um número ou uma data. Na maioria das vezes, elas não contribuem para o Waldemar Bizelli Junior, Consultor Organizacional, Master Business Coach e membro da SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching aprendizado. Apenas informam. Vejam os exemplos: Você já fez sua tarefa? Quanto tempo pretende viajar? Você vai terminar esse trabalho hoje? Já as PERGUNTAS ABERTAS, convidam à reflexão e à discussão. Inspiram respostas mais abrangentes, com mais conteúdo e informações. São exemplos de perguntas abertas: O que mais te impressionou nesse projeto? O que pretende fazer quando concluir essa tarefa? E ainda, dentro das classificações de perguntas, há as PERGUNTAS PODEROSAS que normalmente remetem ao futuro, e levam à ação. São mais focadas nos objetivos do que nos problemas. Observe a seguir, alguns exemplos de perguntas poderosas: O que você acha que deve ser feito para melhorar esse processo? O que deve ser feito para evitar que isso ocorra novamente? O que queremos alcançar exatamente? Quanto você aprendeu até aqui? O que te impede de entrar em ação? Quais são os seus recursos que podem te ajudar nesta situação? Ou seja, quando utilizamos as perguntas poderosas, conseguiremos muito mais do que uma simples resposta. Elas podem direcionar o pensamento para os resultados pretendidos. Poderá surgir uma nova possibilidade de ação ou uma solução potencial. Enfim, se você entende que as respostas que recebe não são apropriadas, tente mudar a forma de fazer perguntas. A PENSAR Coaching tem como clientes potenciais: pequenas e médias empresas e também profissionais em fase de crescimento ou em transição de carreira FAÇA CONTATO: pensarcoaching@gmail.com Facebook: pensarcoaching www.pensarcoaching.com.br Fone: 16 996220409 13

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Paco Rabanne com Gerson e Gumercindo, observa o corte da calça Chaban em 1988 DOCUMENTO Um dia de Paco Rabanne na vida de Araraquara Há exatamente 27 anos, o estilista espanhol radicado na França, Paco Rabanne, ansioso por conhecer as calças Chaban, desembarcou em Araraquara, sendo recebido pelos irmãos Gerson e Gumercindo Ferreira. 16 de setembro de 1988, sexta- feira. A Chaban, nome fantasia de Chapéus Bandeirantes em Araraquara, está pronta para receber Paco Rabanne, estilista que ficou famoso por suas confecções futuristas, que fizeram o guarda-roupa dos grandes centros da moda na década de 1960. A confirmação veio dois dias antes através do representante da marca no Brasil. Mas o que estaria trazendo o estilista transformado em empresário da moda mundial à nossa cidade? Vinte e sete anos depois, em seu escritório, Gerson Ferreira, antigo diretor da indústria, lembra a vinda de Paco Rabanne, de forma bem objetiva: “O nosso nome era muito forte e a Chaban buscava uma marca importada para se consolidar ainda mais. Através de um representante da Paco Rabanne, as conversas avançaram e fechamos acordo. Eles fizeram uma grande proposta na época, mas nós não concordamos pois tínhamos que preservar o grande número de clientes que possuíamos. A modelagem feita para a marca seria idêntica à modelagem das calças que já fabricávamos para os lojistas daqui”. Da produção da Chaban, cerca de mil calças por dia, pelo menos 30% era enviada aos revendedores da Paco Rabanne em todo território nacional. “Nunca mandamos fazer nada fora da fábrica. Contávamos com uma equipe de 350 funcionários. Tudo era supervisionado por um chefe de produção, o Pedro Martini A confecção da calça com a marca Paco Rabanne começou em 1985, e sua visita à fabrica ocorreu três anos depois para o fechamento de novos negócios Neto e por mim. A gente sempre fiscalizava os setores para saber se o material estava com qualidade”, assegura Gerson. Paco Rabanne ficou impressionado com a modelagem das calças; ela havia sido feita por um dos mais famosos alfaiates de Araraquara, Álvaro Ferrarezi, conhecido como “Lili Ferrarezi”, nascido em Matão em 1914 e diplomado Alfaiate em 1939 pela Escola “José Lazarini”, em São Paulo. O início da fabricação de calças, no entanto, começou em 1964, quando Gerson Ferreira procurou Lili Ferrarezi para confeccionar duas calças: uma para ele e outra para o irmão Gumercindo. Eles aprovaram e decidiram criar o projeto de fabricação em série, mesmo porque a venda de chapéus estava caindo no mercado nacional. “Chapéus Bandeirantes veio através do meu pai, o Gumercindo Ferreira Silva, em 1940. Ele tinha na garagem de casa, localizada na Rua Nove de Julho, esquina com a Monteiro Lobato, a pequena fábrica onde fazia chapéu de palha. O material (carapuça) vinha de Sobral, no Ceará, e ele confeccionava para o trabalhador. Logo depois comprou um terreno na Avenida Bandeirantes e montou a indústria para a fabricação de chapéus de palha”. Os filhos Gumercindo e Gerson começaram a trabalhar cedo ajudando o pai na fábrica, ambos com menos de 20 anos. Assumiram os negócios em 1953, e 16 anos depois, a fábrica de chapéus contabilizava 110 funcionários. Porém, a partir de 1965, as vendas de chapéu começaram a 14

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Gregor e o chapéu Bandeirantes nos tempos da Jovem Guarda em 1964 Gerson Ferreira mostra orgulhoso a história iniciada por seu pai Hoje, Gerson Ferreira e o sobrinho Gregor (filho de Gumercindo), administram os empreendimentos que a Chaban adquiriu ao longo da sua história, como a área do Country Club (parte foi vendida para a Big Dutchman, na Washington Luís), prédio da Justiça Federal (sede da antiga Chaban), imóvel da Fábrica de Chapéus Bandeirantes, na Avenida Bandeirantes e outros negócios da família A vinda de Nat King Cole ao Brasil inspira a Chapéus Bandeirantes a lançar modelo semelhante para reaquecer o mercado cair. “Conseguimos nos alavancar quando o músico Nat King Cole veio ao Brasil usando um pequeno chapéu de aba estreita. A moda foi lançada e a Fábrica de Chapéus Bandeirantes ganhou impulso”. Com visão de futuro, Gerson e Gumercindo não ficaram alheio à decadência do uso de chapéus e decidiram partir para a fabricação de calças. Assim nasceu a Chaban. “Os clientes queriam sempre comprar coisas novas e interessantes para colocar em suas lojas. As peças saiam em grande quantidade, mas nada além Lili Ferrarezi, o alfaiate criador da modelagem Chaban em 1967 do normal, até para não encalhar as vendas caso surgisse uma novidade”, revela Gerson. Com a entrada de Collor de Mello no governo, o panorama econômico começou a mudar. A abertura da importação na época fizeram com que os produtos subsidiados da China devastassem não só a Chaban, mas várias empresas como as da cidade de Americana (SP), por exemplo. “Conversei com o meu irmão e chegamos à conclusão de que se continuássemos com a fábrica, poderíamos perder tudo o que havíamos conquistado com o trabalho árduo durante anos”. Seu envolvimento social foi muito grande na cidade e uma de suas principais ações foi patrocinar o time de futebol da Ferroviária, de 1983 a 1985. A Chaban foi um orgulho para a cidade. Pedro Martini Neto (modelista e chefe de qualidade de produção) e Elza Marcondes de Souza (chefe do corte) durante a participação da Chaban na FENIT. Muito antes dos badalados desfiles da SP Fashion Week, a cidade de São Paulo já respirava moda com as edições anuais da Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), criada em 1958 numa iniciativa pioneira do empresário Caio de Alcântara Machado Paco Rabanne, hoje com 81 anos de idade, almoçou na casa de Gumercindo Ferreira Júnior, em 1988 15

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