Gazeta Valeparaibana

 

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Outubro 2015

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Ano VIII - Edição 95 - Outubro 2015 Distribuição Gratuita Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site - A boa música Brasileira - Cultura - Cidadania - Sustentabilidade Social Agora também no seu .www.culturaonlinebrasil.net Artigos Recomendados LIVRAR-SE DO MAL Apresentam-nos diariamente nos canais de televisão, rádios..., programas repetitivos, com propostas de baixo nível e comerciais apelativos. Página 2 **************** O QUE FAZER... Como podemos ser feliz em saber escrever se não há educação para as crianças do nosso país que sonham em serem médicos para salvar sua gente, advogados para defender os oprimidos, professores para descortinar um mundo melhor, juízes para fazer justiça... A importância da Música Popular Brasileira no cenário de nossa cultura é inegável!! 03 de Outubro Dia da Música Popular Brasileira Leia mais na Página: 6 Página 3 ******************** Continuação - Parte V ... Logo após seu retorno em Página 4 1910, Aldrich reuniu-se com alguns dos mais ricos e podero******************* sos homens americanos em seu Dia 17 de outubro - Dia Internacional vagão ferroviário privativo da Erradicação da pobreza Página 15 O criador desse dia foi um padre que conheceu a extrema pobreza o Padre Joseph Wresinski (1917-1988). O 12 de Outubro de 1492 e a sociedade civil na América dos dias de hoje. A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA SÍNDROME DE DOWN A trissomia 21, a chamada síndrome de Down, é uma condição cromossômica causada por um cromossomo extra no par 21. Página 11 ***************************** Página 7 A AVALIAÇÃO E O ÊXITO ESCOLAR Página 9 ********************** O que é avaliar? Portugal é o principal beneficiador deste espaço imaginário e, no entanto, ao contrário do discurso Parte V A lusofonia é uma Bolha Você sabia que existe um dia, A especulação financeira che- no Brasil, dedicado à comemogou ao mercado de alimentos. ração do Saci? E não há indícios de que vai E o Saci você sabe quem é? parar. A fome que dá lucro **************************** Página 13 Página 16 Página 11 E tem mais... Confira! www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 2 Editorial LIVRAR-SE DO MAL Apresentam-nos diariamente nos canais de televisão, rádios..., programas repetitivos, com propostas de baixo nível e comerciais apelativos. Cada vez mais essas fórmulas prontas invadem nosso dia a dia como se fossemos pessoas inertes, tratando-nos como se nossas realidades fossem feitas somente de festas com músicas enlatadas, e sem qualidade, como se acordássemos todos os dias atrás de uma nova receitinha de cozinha ou interessados apenas na vida das celebridades. Conteúdo? Nenhum! Querem que todos sejam espectadores “iscas” dos quais podem tirar proveito investindo pouco, mas com IBOPE rentável a eles. O que fazer então para mudar ou dificultar essa indústria de informação e propaganda que se tornou uma ditadura de imbecilidades? Penso que ainda temos força e potencial para isso. Como? Sintonizando-nos com outros veículos de comunicação, pequenos, masque lutam a favor da informação inteligente, aos jornais e rádios online que produzem com outro formato matérias simples e interessantes, blogs, podcasts, vídeocasts de requintes poéticos, provocativos ao pensamento e sem nivelar por baixo, valorizando a liberdade de expressar e pensar. Parece impossível vencer essa mídia hipócrita dirigida por assassinos da criatividade e patrocinadores medíocres nada inovadores. Quando a audiência cai, o desespero toma conta dos donos das emissoras que apelam sem nenhum escrúpulo às baixarias e trocam rapidamente a programação sem conteúdo por outras cheias de violentas propostas apelando para cenas de sexo, drogas e traições provocando a desordem nas famílias sem nenhum pudor ou sensatez. E nesses surtos de desesperos, ficam mais perigosos ainda. Quem pode fazê-los surtar? Nós! Basta darmos atenção ao que nos serve desprezando as porcarias que estão nos empurrando “goela abaixo”, selecionando as notícias, as músicas e leituras sem nos impressionarmos com tudo que é dito, escrito e publicado como se fossem verdades. Apuremos o senso crítico através de acervos culturais, valorizando o que merece nossa atenção para que possamos produzir com mais qualidade e menos banalidade. Dando nossa audiência aos melhores poderemos ser um basta ou uma maneira de pressionarmos os donos e patrocinadores dessa sujidade que invade nossas vidas pela mídia, e forçá-los a injetarem recursos em novas propostas que devem ser de nossa escolha e não a deles, provocando uma renovação em nossa cultura, semeando a autonomia de pensar. Precisamos comprar essa “briga”, urgentemente, mesmo que sejamos a minoria, para acordar as mentes adormecidas e já mal acostumadas, diria até que viciadas, em ver desgraças e horror nos programas tendenciosos que aprisionam o pensar. Vamos nos desacorrentar desses vermes, desse sangue que invade nossos lares e, unidos, somaremos forças. Chega de nos digladiar por causas religiosas e políticas e mudemos nossos olhares lutando com mais razão e menos coração em prol do direito de sermos tratados com dignidade e não como um rebanho que segue adiante sem saber para onde está indo. Afinal o “Cordeiro de Deus” pode se fiar a “Ele”, mas quem está dirigindo nossas cabeças parece ser o Diabo. Lutemos por nossa liberdade de expressão e ajudemos nossos irmãos a desvendar os olhos já quase cegos e de ouvidos surdos. Genha Auga jornalista MTB: 15.320 FRASES DE Içami Tiba Papel dos pais A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre. Castigo O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc. Gastos Dinheiro "a rodo" para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar. Internet A internet é uma excelente oportunidade para os pais recuperarem a autoridade. O que os jovens usam hoje já é o futuro. Não adianta proibí-los de mexer com aquilo que vai ser o futuro deles. Tem que educar para não cair no abuso e não simplesmente achar que é um inimigo. Autoridade compartilhada A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe não pode interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e viceversa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Rádio web CULTURAonline Brasil NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós ! A Rádio web CULTURAonline Brasil, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e livre. Mas com responsabilidade! Resultado desastroso Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família. Pai e Mãe Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca. Acessível no link: www.culturaonlinebrasil.net IMPORTANTE Todas as matérias, reportagens, fotos e demais conteúdos são de inteira responsabilidade dos colaboradores que assinam as matérias, podendo seus conteúdos não corresponderem à opinião deste projeto nem deste Jornal. A Gazeta Valeparaibana é um jornal mensal gratuito distribuído mensalmente para download Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J Gazeta Valeparaibana e CULTURAonline BRASIL CULTURAonline BRASIL Ajude-nos a manter este projeto por apenas R$ 2,00 mensal Email: assinaturas@gazetavaleparaibana.com Juntas, a serviço da Educação e da divulgação da CULTURA Nacional

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 3 12 de Outubro O QUE FAZER... Somos revoltados, estressados porque pensamos que o ser humano poderia resolver nossos sonhos... Sim porque nunca pensamos que iriam decepcionar tanto nosso povo... Que hoje está julgado, isolado, execrado... Tolhidos de falar, de gritar os erros cometidos para quem os cometeu e quem sabe o que fez, diz que não fez... Temos que calar porque quem grita o que fala não é ouvido, ou não tem coragem de gritar... Como podemos ser feliz em saber escrever se não há educação para as crianças do nosso país que sonham em serem médicos para salvar sua gente, advogados para defender os oprimidos, professores para descortinar um mundo melhor, juízes para fazer justiça... Povo calado, surdo e mudo. Silêncio de quem sofre e ainda tem esperança de ser amado... Não aceite seu bem-estar em cima de quem sofre... 01 - Dia Internacional da Música 03 - Dia das Abelhas 04 - Dia dos Animais - Dia da Natureza 07 - Dia do Compositor Brasileiro 12 - Dia das Crianças - Dia de Nossa Senhora Aparecida - Dia do Descobrimento da América 15 - Dia do Professor 17 - Dia da Agricultura - Dia Internacional Erradicação da Pobreza - Dia da Música Popular Brasileira 18 - Inicio do horário de Verão 20 - Dia do Poeta 21 - Dia Nacional da Alimentação na Escola 22 - Dia da Praça 29 - Dia Nacional do Livro 31 - Dia do Saci 31 - Dia da Dona de Casa Calendário do mês Não aceite sofrer por quem abusa do seu Como pode a comida nos cair bem se as trabalho... crianças do nosso país não têm o que coSejamos revolucionários em cima de quem mer porque a comida não chega às suas tira nossos direitos... mesas e nem a merenda às escolas... Como podemos ser feliz em ter um teto para dormir se em nossa calçada vemos nosso próximo deitado entre panos sujos e aninhados com amor a seus cachorros, mas já sem amor-próprio. Queiramos que nosso povo tenha voz, tenha alma e esplendor... Queiramos estar com eles, ser como eles, ter a confiança deles, ter mérito no reconhecimento deles... Como podemos ser feliz em ter um lar se Não importa o que vamos fazer e o que vai nosso vizinho não se importa nem com o nos acontecer... cachorro do sem teto... Vamos abraçar essa causa, a vida de nosso Como não nos sentirmos fracassados se povo, nossas vidas, os filhos da pátria amanossa pátria não deu certo... da que está no chão... Se um jogador de futebol tem mais valor que um professor, se o traficante tem mais poder que o governante, se o desonesto está acima do bem e os pobres sem sonhos realizados são subordinados ao infortúnio dos que praticam omal... Vamos entrar nessa briga por essa paixão e por compaixão... Vamos ser gente de verdade. Vamos ser eu e você... DEMOCRACIA A verdadeira Democracia (onde o povo participe de alguma forma das decisões que interferem nas relações sociais) supõe uma prática pedagógica: educar para a cidadania. Educar é um ato que visa não apenas desenvolver nossas habilidade físico-motoras e psíquico-afetivas, mas igualmente à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política. A educação para a cidadania significa fazer de cada pessoa um agente de transformação social, por meio de uma práxis pedagógica e filosófica: uma reflexão/ ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo. Este é um dos objetivo do Jornal Gazeta Valeparaibana Acordar com as mãos sujas de suor, mas Como sentir orgulho do ser humano se aco- não pelo sangue de tantos crimes.. lhe melhor o gato e o cachorro do que ao Suor de quem lutou, uniu-se ao próximo, baseu semelhante... talhou... Não erram ao escolher um cão ou gato, mas E no final da história, descobriremos que sim em não respeitar e nem se comprometer não fracassamos... com suas escolhas... Com coragem, conseguiremos forças vitorioSomos fracassados porque vivemos nesse sas e, salvaremos nossas crianças... lugar desigual e essa não foi a nossa escolha... Somos fracassados porque acreditamos em nossos votos e isso sim foi uma escolha errada... Genha Auga jornalista MTB:15.320 www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 4 12 de Outubro O 12 de Outubro de 1492 e a sociedade civil na América ses tiveram as suas economias estruturadas no sistema de “plantation”, em grandes latifúndios, monoculturas, trabalho escravo, dos dias de hoje mineração e extrativismo vegetal, voltado majoritariamente para a exportação. E também uma excessiva concentração de riquezas e renda para uma elite, uma minoria descendente de colonos e imigrantes, às custas do prejuízo e do sofrimento da maioria. Nos Estados Unidos também houve, no sul, mas devido a vitória do norte industrial sobre o sul durante a guerra civil na segunda metade do século XIX, houve mudanças e o modelo do norte prevaleceu. Os países de língua espanhola e o Brasil deixaram de ser comandados pelas elites de suas metrópoles no começo do século XIX. Mas, as elites locais conservaram o sistema que herdaram do período colonial. O Brasil mesmo manteve a escravidão até o fim do século XIX. E só começaram a se industrializar na primeira metade do século XX. Embora os países da América Latina e Caribe estejam em situação melhor do que estiveram no passado, por causa do progresso natural da humanidade, a evolução da tecnologia, da ciência, a América Latina não consegue se libertar de sua estrutura social elitista. Não consegue se libertar da segregação social. Não consegue mudar o seu modelo de sociedade civil. Ainda hoje, as elites latino-americanas oprimem as suas populações financeiramente menos favorecidas com salários muito baixos. As elites latino-americanas e caribenhas não permitem uma ótima qualidade de vida às suas populações. E esse é, na minha opinião, o grande desafio dos povos da América Latina e Caribe. O que aconteceu no passado, não há o que se fazer. Até onde estou informado, não é possível viajar através do tempo para o passado, mudar o rumo da história e voltar ao presente depois. Índios foram exterminados, vítimas de genocídios, africanos foram escravizados, muitas injustiças e maldades ocorreram nos séculos de colonização e mesmo após a independência dos países do Novo Mundo. Mas, ainda hoje a maioria dos países do continente americano têm sociedades civis padronizadas segundo o modelo da época colonial, elites patrimonialistas que concentram as riquezas para si e multidões excluídas da prosperidade. A forma como as sociedades civis na América Latina foram estruturadas e ainda hoje funcionam, têm impedido e vão continuar a impedir as nações da América Latina e Caribe de se tornarem desenvolvidas. A América Latina e o Caribe têm que repensar o seu modelo de socioeconômico. Não é porque Cortéz e Pizarro fizeram o que fizeram que a América Latina tem que ser para sempre um conjunto de colônias de exploração. Há países na Europa e na Ásia melhoraram muito desde o século XIX para cá. Outros desde o século XX para cá. Eles simplesmente mudaram de modelo socioeconômico. Não aboliram o capitalismo, mas permitiram às classes mais baixas que tivessem o direito de prosperar, de ganhar mais dinheiro, de melhorar a qualidade de vida, permitiram melhor distribuição de renda. E a América Latina tem que fazer o mesmo pelas classes mais baixas latino-americanas. Construir uma nova América. João Paulo Barros Neste mês, no próximo dia 12, é mais um aniversário do “descobrimento” da América, quando Cristóvão Colombo e sua tripulação chegaram às Bahamas. Embora os navegadores portugueses soubessem da existência do continente americano antes de Cristóvão Colombo chegar aqui, e também navegadores nórdicos, vikings, chegaram ao Canadá a aproximadamente cinco séculos antes de Colombo, 12 de Outubro de 1492 é oficialmente considerada a data da “descoberta” do Novo Mundo. Sem falar que já existiam civilizações locais, como os astecas e os incas. A América já era habitada por seres humanos. Desde os anos 90 do século XX, tem se falado muito sobre Globalização. Mas, o que houve a partir do século XV foi o início de um processo de Globalização econômica e cultural, com as grandes navegações. Encontros entre civilizações muito diferentes, e com povos que ainda não haviam atingido o que é considerado civilização na visão dos povos considerados civilizados. O navegador genovês acreditava ter chegado à Índia, ou ao leste da Ásia. O extenso continente americano foi colonizado por mais de uma nação europeia e, cada região se moldou conforme as necessidades econômicas dos países conquistadores. E hoje, é um continente heterogêneo, onde se localiza o país ainda considerado como o mais rico e mais poderoso do mundo, os Estados Unidos da América, e um dos países mais pobres do mundo, o Haiti. Como a Inglaterra tinha problemas de conflitos religiosos no século XVII, devido a Reforma Protestante iniciada no século XVI, os perseguidos se mudaram para a costa leste da América do Norte, formando as 13 colônias inglesas, e criaram uma sociedade civil com modelo diferente do restante do Novo Mundo, principalmente nas colônias localizada no norte, no atual nordeste dos Estados Unidos. O Canadá é também considerado um dos países mais desenvolvidos do mundo hoje em dia, a região do rio São Lourenço, no atual Quebec, foi primeiramente colonizado pela França, mas foi conquistado pela Inglaterra na segunda metade do século XVIII. A região da atual Ontário foi povoada por aqueles habitantes das 13 colônias que preferiram permanecer leais à realeza inglesa, não concordaram com a independência dos Estados Unidos, e por britânicos. Os Estados Unidos e o Canadá foram recebendo imigrantes da Europa no decorrer dos séculos XIX e XX, e ainda hoje recebem imigrantes do mundo inteiro. Já a nossa América Latina, os paí- www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 5 17 de Outubro Difícil falar em Direitos quando há crianças agonizando por falta de comida, quando a fome assombra milhões de pessoas no mundo. Segundo o dicionário o significado de pobreza é: “Estado da pessoa pobre, de quem tem carência do necessário à sobrevivência. E de miséria: significa mendicância, estado de penúria. É uma expressão Dia 17 de outubro - Dia Internacional da usada quando pertinente à falta de necessidades básicas para a soErradicação da pobreza brevivência.” Os pobres tem que fazer parte das decisões. O criador desse dia foi um padre que conhe- Não passar fome é um direito individual, social, do ser humano. Pasceu a extrema pobreza o Padre Joseph Wre- sar fome é uma violação dos Direitos Humanos. Ter um dia que lemsinski (1917-1988). bre essa condição de miséria nos faz agir, não esquecer, tentar aErradicar a pobreza é umas metas estabeleci- char soluções, tentar mudar a realidade que aí se encontra. É uma das pelo Brasil na Constituição de 1988, assim maneira de reunir pessoas de todos os lugares e origens que se mocomo erradicar a marginalização e as desi- bilizam para que essa situação mude, colocando esse problema no centro da discussão. Os Direitos Humanos, organizações pelo mungualdades sociais. do todo e principalmente os pobres, buscando soluções, usando o Esse objetivo encontra-se na CF, art 3º, III. Devia ser prioridade de dia 17 de outubro para passar a mensagem para o mundo do que qualquer governo que se preocupa com os Direitos Humanos e com acontece e do que devemos fazer. Respeitar a dignidade da pessoa o crescimento do seu país. Erradicar a pobreza é combater a misé- humana deve ser prioridade. ria, garantir o desenvolvimento de uma nação. A fome não acontece apenas aqui. Milhões de pessoas passam fome pelo mundo. Fome crônica, não só de alimentos, mas de descaso, de falta de dignidade, O COMITÉ INTERNACIONAL DO 17 DE OUTUBRO de uma sociedade mais igualitária e justa. diz o seguinte: Erradicar a pobreza passa pela educação e por políticas de geração de empregos e de fortalecimento do poder de compras, melhores sa- “ Apela a todos os cidadãos, organizações e governos para que lários e inclusão social. Na década de 90, 43% da população mundial celebrem esse DIA respeitando alguns pontos importantes, um viviam num estado de pobreza extrema, esse número caiu para 21%, deles é respeitar o espírito do DIA, o outro é No Dia 17 de Outuainda alto, ( mais ou menos 1,2 bilhão de pessoas) mas estamos bro” todos se juntam para celebrar a paz e a dignidade de cada caminhando para quem sabe, o fim da miséria e da fome. A passos um... O Dia Mundial suscita momentos de encontro, que nunca lentos a humanidade luta contra a desigualdade. Sobreviver é uma poderiam acontecer na vida corrente, entre os mais pobres e o tarefa árdua. Precisamos de mais atitude de nossos governantes e resto da sociedade, em torno de uma vontade comum de elimimelhor distribuição das riquezas. É difícil pensar em desenvolvimen- nar a grande pobreza. É um Dia para que a igual dignidade de todos seja reconhecida.” to quando tantos ainda passam fome. O Brasil está entre os países que contribuiu para que esse número alarmante do mapa da fome e da miséria no mundo diminuísse. Atingimos as metas internacionais e nacionais, conseguimos eliminar a extrema pobreza e somos um exemplo para outros países, segundo o Banco Mundial. Mesmo assim ainda temos no mundo mais de 100 milhões de crianças desnutridas e mais de 150 milhões raquíticas, (dados do Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2013). O que fez com que o Brasil saísse dessa situação de pobreza extrema em que se encontravam milhões de brasileiros foi o “crescimento econômico mais duradouro que se registrou na última década, as políticas públicas e o mercado de trabalho forte”, dados do Banco Mundial. Podemos nos perguntar: Onde estão os Direitos Humanos? O DIA Mundial, é de uma importância fundamental, porque sensibiliza, abre discussões, mobiliza, e dali surgem projetos especiais que são colocados em prática pelo respeito a causa (fome e miséria), e a pessoa humana, e pela solidariedade e contributo daqueles que acreditam que um mundo melhor é possível quando todos trabalham juntos por ele. Cada atitude é fundamental nessa luta que é de todos. Investir em um desenvolvimento sustentável, com respeito ao meio ambiente, em mudanças que diminuam as desigualdades sociais, que incluam o respeito a diversidade cultural e priorize os Direitos Humanos é parte do caminho que temos que percorrer para que um mundo sem miséria e sem fome seja possível. Mariene Hildebrando para administrar o país, toda a sociedade precisa colaborar para que eles possam nascer e terem sucesso. É preciso um sistema eleitoral moderno para melhorar a qualidade da política. Os políticos "tradicionais" tem horror à reforma política, porque ela pode mudar a situação atual onde eles usam e manipulam o eleitor e são pouco cobrados ! Porque precisamos fazer a Reforma Política no Brasil? Seus impostos merecem boa administração. Bons políticos não vem do nada. Para que existam bons políticos Na rua, a pressão da opinião pública na rua é capaz de fazer o que a lei não consegue DESIGUALDADES Os contrastes sociais são responsáveis por tantas desigualdades raciais,étnicas e interculturais. Mesmo em tempos pós emancipação quem tem muita melanina, na maioria das vezes, é olhado de canto, é temido. Julgado e culpado. Prostrado à marginalização e banalidade. Jogado à sorte do destino. É triste ver que muitos são obrigados a sobreviver com pouca coisa, enquanto poucos riem e fazem de tudo um circo, vivendo bem e muito bem, "com muitas coisas" O problema da desigualdade social não é a falta de dinheiro para muitos, e sim o excesso nas mão de poucos. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 6 Dia 17 - Dia da Música Popular Brasileira MÚSICA e CULTURA MUSICAL A nossa música aparece juntamente com os primeiros centros urbanos, no Brasil colonial do século XVIII, por volta de 1730 quando Salvador e Rio de Janeiro despontam como as cidades mais progressistas da colônia.Mas é só a partir do século XIX que se configura a síntese da nossa expressão musical urbana através da mistura de sons indígenas, negros e europeus. nha, sendo uma das nossas figuras mais importantes entre 1870 e 1935. Pode-se dizer que Chiquinha Gonzaga e Caldas Barbosa foram, cada um em seu devido tempo, os principais responsáveis pela popularização da modinha, sendo muito atacados pela crítica da época pelos versos insinuantes que ás vezes usavam em suas obras.Choro Gênero da música popular brasileira, que surge no final do século XIX, no Rio de Janeiro. Inicialmente não é considerado estilo musical, mas uma forma abrasileirada com que músicos da época tocam ritmos estrangeiros como polca, tango e valsa. O Um dos primeiros ritmos brasileiros foi o Lundu, inicialmente uma dança dos negros africanos, com elementos sensuais e insinuantes, passa das senzalas e das ruas para os palácios para tornar-se lundu de salão, mas por suas origens não era prestigiado pela cultura ofi- Eles utilizam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarineta, que cial ou seja a cultura burguesa. dão à música um aspecto sentimental, melanNo inicio da década de 1820, essa dança se cólico e choroso. transforma e passa a ser chamada de lunducanção, que sendo absorvido e modificado pe- O termo choro passa, então, a denominar o la cultura burguesa, perde seus traços mais estilo. Influenciado por ritmos africanos, como importantes: a sensualidade, a coreografia e o batuque e o lundu, sua principal característidemais traços que caracterizavam a dança, o ca é a improvisação instrumental, especialviolão e a viola tocados nas ruas dão lugar ao mente com violão e cavaquinho. A função de cada instrumento na música varia de acordo piano nos salões imperiais. com o virtuosismo dos componentes do conEmbora esses fatores tenham praticamente junto, que podem assumir o papel de solo, conextinto o lundu tal como era em sua origem, traponto ou as duas coisas alternadamente. sua importância ficou gravada na musica popular brasileira pelos diversos traços que perma- A partir de 1880, com a proliferação dos connecem até hoje tais como estruturas rítmicas, juntos de pau e corda, formados por dois vioinstrumentos e maneiras de tocá-los, dessa lões de cordas de aço, flauta e cavaquinho, o forma deixando uma importante herança musi- estilo populariza-se nos salões de dança e nas festas da periferia carioca. cal na nossa cultura. Modinha A modinha outra das primeiras ex- Um dos primeiros chorões – nome dado aos pressões musicais do nosso país percorre ca- integrantes desses conjuntos – é o flautista Jominho inverso ao Lundu, gênero de música dos aquim Antônio da Silva Calado (1848-1880). salões da corte fortemente marcado pela influência da ópera italiana, sai das festas dos nobres para os festejos de rua. Embora não se saiba com precisão, tudo indica que seu aparecimento se deu nos fins do século XVIII. Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga criam as primeiras composições que firmam o choro como gênero musical com características próprias. No início do século XX, o choro deixa de ser apenas instrumental e passa a ser cantado. A modinha deve a Caldas Barbosa sua popula- A partir da década de 30, impulsionado pelo rização, adquirindo, a partir das suas obras ca- rádio e pelo investimento das gravadoras de racterísticas mais brasileiras, a modinha passa disco, o choro torna-se sucesso nacional. então a ter duas versões a aristocrática e a vul- Uma nova geração de chorões organiza-se em gar, sendo que a corte não aceitava as mudan- conjuntos chamados regionais e introduz a perças que haviam sido feitas nas modinhas po- cussão nas composições. O principal nome do pulares e preferia as versões mais formais com período é Pixinguinha, autor de mais de uma influências européias, o que levou a modinha centena de choros e um dos mais importantes vulgar, por ter apoio popular a continuar viva, compositores da música popular brasileira. enquanto a aristocrática sucumbiu seguindo os Em 1928 cria Carinhoso, que recebe letra de passos da nobreza que a preferia. João de Barro, o Braguinha, em 1937. TamDe ritmo fácil e ainda fortemente marcada pela bém se destaca Valdir Azevedo , autor de Brainfluência do romantismo, a modinha transfor- sileirinho,(1947), o maior sucesso da história ma-se em um gênero de canção popular che- do gênero, gravado por Carmen Miranda e, gando a dividir com o lundu a hegemonia da mais tarde, por músicos de todo o mundo. O música popular brasileira. choro também aparece na música erudita. Um Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida exemplo é a série Choros, do maestro Heitor no cancioneiro brasileiro por Chiquinha Gonza- Villa-Lobos. ga, tem seu nome estreitamente ligado à modi- Fonte: brasilcultura.com.br O QUE ELES DISSERAM SOBRE CASAMENTO E AMOR? Alexandre Dumas: “O fardo do casamento é tão pesado que precisa de dois para carregá-lo – às vezes, três”. *** Martinho Lutero: “No casamento, cada pessoa deve realizar a função que lhe compete. O homem deve ganhar dinheiro, a mulher deve economizar”. *** Millôr Fernandes: “O pior casamento é o que dá certo”. *** Hilda Roxo: “Quanto mais o homem fala em amor, menos ele o tem para dar”. *** Machado de Assis: “O amor quando contrariado, quando não leva a um desdém sublime da parte do coração, leva à tragédia ou à asneira”. *** De novo Machado de Assis: “O amor é um problema que só a morte ou o casamento resolve”. *** São Pedro: “Semelhantemente vós, mulheres, sede sujeitas a vossos próprios maridos, para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras”. *** Xiquote: “O amor pode conduzir o homem aos crimes mais revoltantes; até ao da procriação”. *** William Shaekespeare: “O casamento faz de duas pessoas uma só, difícil é determinar qual será”. *** Voltaire: “O casamento é a única aventura ao alcance dos covardes”. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 7 Dia 20 - Dia do Poeta Aprenda que o dinheiro compra conforto, mas,não é o alimento do âmago. Cuide da natureza e ela lhe retribuirá. Ame seu próximo e ele lhe respeitará, Não altere a voz, melhore seus argumentos. Respeite os mais velhos e envelheça com dignidade. Entenda seus pais, eles estarão sempre com você. Siga seu olfato, mas preste atenção no que ouvir e ver. Cuide das flores, das crianças, dos animais, não desampare quem precisar de ti. Mude o mundo com o que escrever, falar, cantar, pintar, seja lá o que for fazer. Valorize cada pessoa, você não sabe por quem vai se apaixonar, e, seja lá quem for, vá em frente. Só você poderá decidir sua felicidade. Seja inteligente e aceite o que não puder mudar, mas tire da frente, o que não lhe fizer bem, Não acumule carências para que não se apaixone pelo que lhe fizer falta. Afaste de tua vida escolhas erradas. Não se culpe, mas tente acertar na próxima. Cometa erros, mas, não aqueles que a destruirão. Não guarde ressentimentos,não te servirão para nada. Será como tomar veneno e esperar a morte de quem a magoou. Depois que eu partir, só não me esqueça. Se não quiser orar por mim, declame seus poemas, cante suas músicas. Estarei sempre contigo. Velarei por tuas alegrias! - Importante! Seja feliz um pouco todos os dias! Não espere pelo futuro... GenhaAuga – jornalista MTB: 15.320 APENAS UMA CONVERSA Se Deus me permitir ficar bem velhinha de corpo são e alma boa, sentarei no final da tarde, bem pertinho do mar junto de minha neta. Conversaremos,olharemos com olhos de poetisas o sol se pondo, falaremos de coisas divertidas e malucas que sempre fizemos. Irá me contar segredos como sempre fez e haverá outra conversa: - Querida neta! Seja sempre valente e corajosa se quiser ser feliz, ouça seu coração, ele te levará a grandes emoções. Mas saiba que também precisamos ouvir a razão e caminhar sabendo separar a ilusão da realidade. Seja uma grande menina, isso vai depender só de você. Procure ser uma pessoa de valor e não de sucesso. Faça tudo que quiser, mas que saia de dentro de ti e não da vontade dos outros. Trabalhe muito, mas não se esqueça de se divertir. Ame sem medo. Se entregue! Mas não deixe de lado sua reputação, irá precisar dela. Tenha uma vida rica de contos, mas não só os de fadas. Case-se e tenha filhos, mas não tenha pressa, Compreenda primeiro a importância da vida, da família e dos amigos. Espere pelas oportunidades para realizar seus desejos Elas virão na hora certa, não deixe escapar. Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita, apenas seja você mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só tome cuidado com o lado com que ficará, pois uma escolha errada pode te afetar drasticamente. Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã. Seja feliz, haja com honestidade sempre. Mas acima de tudo, cuidado com o que te tornarás! Filipe de Sousa Programa: Noites de Domingo - Todos os Domingos ás 20 horas O que é ser Poeta? O poeta consegue enxergar o que ninguém vê, é Ulisses Tavares:: “Olha de novo: não existem brancos, não existem amarelos, não exisSer poeta é ter a capacidade de sintetizar e resumir, como disse Fay- tem negros: somos todos arco-íris.” ga Ostrower: Veja a subjetividade de Platão... “Só os poetas podem condensar a experiência humana, e isso não “Todo homem é poeta quando está apaixonado” passa pelo intelectual.” Sinta a excitabilidade de Carlos Drummond de Andrade: Ser poeta é ter a capacidade de aparentar, como Fernando Pessoa: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo... “ “O Poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.” Ser poeta é ser orgulhoso, segundo François Mauriac: “O orgulho dos poetas não passa de defesa; a dúvida atormenta até mesmo os melhores; eles necessitam de nosso testemunho para não se desesperarem.” Ser poeta é conseguir observar a natureza, como Voltaire: “O esplendor da relva só pode mesmo ser percebida pelo poeta. Os outros pisam nela. Um mérito inegável da poesia: ela diz mais e em menor número de palavras que a prosa.” Enfim, a importância de ser poeta é resumida por Edmund Burke: “A poesia é a arte de materializar sombras e de dar existência ao nada.” Curta, então, uma pequena amostra da sensível Lea Waider: “Arranco o amado distante do meu corpo e me liberto da dor da ausência ou deixo que sua luz, tão forte quanto rara, me alimente os sonhos de calor?” Ser Poeta é isto... www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 8 As abelhas e a agricultura produtos deram ao salto de produtividade do agronegócio brasileiro, que se impõe como sustentáculo de quase um terço das riquezas do país. Na outra ponta estão os apicultores e meliponicultores, preocupados com sucessivos acidentes que Este potencial explorado timidamente de poliniza- causaram perdas significativas ao setor. ção é confirmado por alguns estudos, que preci- Para entender o real efeito dos inseticidas, fungicisam de maior divulgação para a mudança de das, herbicidas e acaricidas sobre as abelhas polimentalidade dos agricultores. Além disso, o pró- nizadoras são necessários alguns passos como a prio setor acadêmico sente a necessidade de mais uniformização de metodologias, já que há muitas investimento em pesquisas para o diagnóstico e divergências entre trabalhos conduzidos na acacontrole de doenças que afetam as abelhas. Para demia, em órgãos públicos e por empresas de deisso, o estabelecimento de laboratórios regionais, fensivos. O desafio é estabelecer estudos que recom equipamentos modernos e técnicos qualifica- almente consigam simular as reais condições do dos, serviria inclusive para o desenvolvimento de campo. linhagens de abelhas mais produtivas, resistentes Além do incentivo à produção científica, sente-se e adaptadas para as especificidades regionais. a necessidade de maior fiscalização sobre as vennização. Em termos gerais, apenas produtores de maçã e melão costumam alugar colméias. Nos Estados Unidos, por exemplo, o aluguel de colméias é um serviço importante que movimenta expressivas cifras. A criação de uma apicultura migratória, baseada em um calendário de floradas e com transporte eficiente que minimize as perdas e o estresse das abelhas, pode ser um passo fundamental para a ampliação da produtividade do campo junto com a produção de mel e derivados. A contribuição da meliponicultura Apesar de conhecermos menos o potencial de polinização das abelhas sem ferrão, elas também cumprem um importante papel nessa área devido à grande alta diversidade de espécies que fazem parte da fauna brasileira. Essa diversidade resulta em diferentes preferências florais, o que contribui decisivamente para a manutenção da biodiversidade ou pode ser um fator fundamental em projetos de compensação ambiental que visam recuperar matas nativas. das dos agroquímicos para impedir o uso de produtos piratas ou não autorizados no território brasileiro. Garantir treinamento adequado para a correta utilização é outra medida que precisa ser reforçada. Devido a alguns acidentes causados por erros de aplicação, a aviação agrícola passou a ser vista de forma mais crítica, com a mobilização de militantes que pedem sua proibição. Ocorre que, diferentemente do que alegam seus detratores, o emprego da aviação agrícola permite usar uma menor quantidade de produtos químicos quando comparada com outras formas de aplicação. Para atingir a necessária precisão, é preciso que o setor busque novas certificações de segurança, tanto para as aeronaves como para os pilotos. Já os agricultores precisam respeitar os limites corretos de suas culturas, sem ultrapassar o espaço determinado, mantendo assim a distância necessária para as faixas de vegetação que não devem receber vestígios da aplicação. A relação das abelhas com práticas agrícolas sempre teve um caráter complementar, com benefícios para todos os envolvidos. Enquanto as abelhas conseguem o néctar e o pólen necessários para se alimentar, e produzir o mel e outros derivados (para as espécie que formam grandes colônias), a agricultura se beneficia da polinização que amplia sua produtividade e garante frutos com mais qualidade e, consequentemente, maior valor de mercado. O desenvolvimento da agricultura, com a consequente ampliação da área cultivada e diminuição das áreas de mata nativa, o crescimento das monoculturas, entre outras técnicas modernas de plantio, e o uso de defensivos agrícolas de forma incorreta acabaram provocando abalos nessa relação, que é a base da nossa cadeia alimentar. O sinal de alerta acendeu com o declínio das populações de abelhas, especialmente nos países do Hemisfério Norte. A face mais visível desse cenário de incertezas é o CCD (sigla em inglês para Colony Colapse Disorder), um fenômeno que, pelo fato de não ter sido ainda esclarecido, acabou suscitando dúvidas e conclusões apressadas, principalmente quando se leva em conta que não há registro oficial de CCD no Brasil e existem substanciais diferenças entre o cenário brasileiro e a situação nos Estados Unidos e Europa. As abelhas sem ferrão também são ótimas para Mas afinal, quais são as possibilidade de convi- polinizar culturas agrícolas de importância econôvência da agricultura moderna com as práticas de mica em âmbito regional e nacional (por exemplo, apicultura e meliponicultura? café, tomate, berinjela, manga, coco, morango, goiaba, cupuaçu, açaí, camu-camu). Além disso, Cenário apícola brasileiro A predominância de abelhas africanizadas em os diferentes tipos de mel que produzem demonsnossa apicultura é um dos principais diferenciais tram cada vez mais potencial para o mercado codo cenário brasileiro. Conhecidas pela alta produ- mo produto Premium de grande valor agregado, tividade e pela resistência a doenças e parasitas, apesar de ainda não estarem devidamente regulaelas também sofrem com a introdução de novos mentados pelo Ministério da Agricultura. patógenos, incluindo fungos, bactérias e vírus, além de acidentes com inseticidas, causados muitas vezes por negligência ou imperícia. Mesmo diante dessas adversidades, as abelhas africanizadas apresentam um imenso potencial de polinização que acaba esbarrando em questões culturais. Por falta de tradição e conhecimento, suas colméias são pouco requisitadas para a poli- Há por um lado a inegável contribuição que esses Outra necessidade para a convivência sinérgica e produtiva das abelhas com a agricultura é uma comunicação efetiva entre as partes. A análise de algumas ocorrências demonstra que muitas vezes o agricultor desconhece a presença de práticas apícolas nas adjacências de sua propriedade. Com o conhecimento adequado, o apicultor pode Abelhas e defensivos agrícolas saber de antemão quando haverá aplicação de Uma série de incidentes envolvendo a alta taxa de defensivos agrícolas e poderá realizar um manejo mortalidade de abelhas e aplicação de defensivos especial para evitar que as abelhas entrem em agrícolas explicitou a necessidade de estudos contato com as substâncias. mais conclusivos sobre a questão, muitas vezes tratada de maneira dogmática e desprovida de base científica. Fonte: abelha.org.br/ www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 9 Educação A AVALIAÇÃO E O ÊXITO ESCOLAR mos objetivos expressos nos Parâmetros Cur- xar o aluno escrever livremente sobre o que O que é avaliar? Medir, comparar a uma tabela de acertos e erros, rotular em satisfatório e insatisfatório, saber o quanto um aluno é capaz de ser um depósito de fórmulas e conceitos prédefinidos? Porque avaliar e para quê avaliar? Onde isso nos levará? Essas questões são, sem dúvida, relevantes e podem nos levar a repensar no papel do professor, da escola e do sistema educacional. A maneira de avaliar poderá ser usada como um rotulador de capazes e incapazes, competentes e incompetentes, aptos e inaptos, ou seja, criando uma hierarquia de excelência, tal como a avaliação se propôs durante a construção da escola tradicional que media os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo. Os sistemas educacionais, como conhecemos, ditam as normas de excelência determinando assim o êxito ou fracasso escolar e desta forma, sem levar em conta o modo de avaliar, buscam identificar as causas das desigualdades de aprendizagem. O senso comum nos diz que o aluno fracassa quando não adquiriu, no tempo previsto, novos conhecimentos conforme instituído pelo agente escolar e para isso o agente escolar se utiliza de avaliações fundamentadas em normas de excelência que não nos informa as causas da desigualdade de aprendizagem, apenas classifica os alunos. Sendo assim, a avaliação meramente classificatória é de pouca valia na busca de soluções para as dificuldades de aprendizagem. Por outro lado, já vimos algumas modificações pedagógicas serem “experimentadas”, porém pouca importância se deu à maneira de avaliar, portanto, consideramos que seja “mais do mesmo” senão houver uma modificação na maneira de avaliar. Porém, apenas modificar a maneira de avaliar sem critérios bem definidos também não irá resolver a questão. A avaliação via senso comum, tem como objetivo quantificar a classificar o aluno de acordo com um quadro de referências ou de acordo com alguma métrica estabelecida por alguém. Via de regra, também se entende por avaliação a “prova”, aquele instrumento que quantifica o quanto o aluno conseguiu reter sobre um determinado assunto. O que precisamos discutir, em tempos modernos, é a função da avaliação e os instrumentos que permitam ao professor realmente saber se o aluno atingiu os objetivos propostos, ou não! Diante desta problemática, precisamos discutir três conceitos: 1. O que são objetivos propostos; 2. Qual é a função da avaliação e; 3. Quais instrumentos são esses. Dos Objetivos: Os objetivos propostos determinam aonde queremos que o nosso aluno chegue, ou seja, o que esperamos de sua formação. Tericulares Nacionais, nas Matrizes curriculares, nas propostas escolares, enfim, em uma série de documentos que tem como objetivo nortear o professor para sua prática docente. Diante dessa diversidade de documentos, espera-se que o professor faça bom uso daquele que está inserido no seu sistema de ensino e liste metodologicamente os objetivos a serem alcançados. Ainda sobre os objetivos, precisamos ter muito claro que eles se dividem em objetivos gerais e específicos. Grosso modo, o objetivo geral é a somatória dos objetivos específicos que faremos com que os alunos, passo a passo, os percorram. Assim como escrevemos anteriormente, o objetivo geral passa a ser a competência, e os específicos, as habilidades. Por isso, uma aula bem planejada precisa ter muito claro aonde que se quer chegar. Da Função da Avaliação. A partir da leitura de diversas fontes que podemos recomendar, tais como: Jussara Hoffmann, Cipriano Luckesi, Philipe Perrenou, Antoni Zabala e Vitor Paro, podemos claramente perceber que a função da avaliação não é a de ser quantificadora e classificadora, mas sim, proporcionar ao professor que realmente saiba se o seu aluno está aprendendo, ou não. A função da avaliação passa a ser, então, diagnóstica, qualitativa, formativa. Ou seja, a partir das diferentes atividades que se trabalha em sala (e fora dela) o professor passa a ter um controle sistemático da evolução intelectual do seu aluno, não somente pela apreensão de conteúdos, mas também, pela apreensão de procedimentos e atitudes. Dos instrumentos de avaliação. Tradicionalmente, “aprendemos” através de provas que quantificavam o nosso conhecimento e tínhamos o mérito (ou não) da nota. Será que realmente aprendemos? Quantas vezes fizemos provas em que os mapas estavam em branco e tínhamos que completar com as capitais e os Estados? Quantas fórmulas matemáticas e regras gramaticais memorizamos para as provas e, menos de 30 minutos depois já tínhamos esquecidos? Pois bem, a questão é que, considerando a prova como um dos instrumentos de avaliação, ela tem um objetivo muito específico (que é a apreensão do conteúdo, ou a verificação de habilidades específicas). É bom deixar claro que ninguém aqui é contra a prova, apenas queremos afirmar que ela não é o instrumento de avaliação mais importante que existe. Pense em uma preparação de seminário. O que os alunos não teriam que aprender para executar tal seminário? Procedimento de pesquisa, discussão coletiva, organização e seleção de conteúdos, contato com diferentes textos, vídeos e músicas, preparação e apresentação em si do produto final. Pensou? Imagine o quanto de energia os alunos não gastariam para realizar tal tarefa? As oportunidades de conhecimento não seriam muito superiores do que uma simples prova? E o que dizer da produção textual? Deiaprendeu e, preferencialmente, estabelecer relações entre a teoria e a prática cotidiana? Não seria muito mais válido do que 10 questões específicas sobre um tema específico? As atividades do dia a dia também são ótimos instrumentos de avaliação. Comparar tabelas, gráficos, mapas, breves produções textuais sobre algum tema tratado, responde perguntas específicas e complexas sobre diferentes temas... e isso, na prática só serve para o professor marcar um “ponto positivo”. Essas atividades do dia a dia oferecem ótimas oportunidades de acompanhamento da aprendizagem, se o professor não “aceitar qualquer coisa” e solicitar ao aluno que refaça essa atividade até que esteja correta, ou seja, até que ele tenha compreendido o processo, e não simplesmente decorado ou copiado. O que falar então das avaliações feitas isoladas, visto que as disciplinas são distintas e não formam à primeira vista um todo? Porque não se pensa e mudar de um currículo fragmentado e estanque para um currículo integrado? Segundo Bernstein(1975) isto seria possível através de mudanças estruturais do sistema escolar. Essa mudança seria factível desde que houve um recorte num dado sistema educacional, onde seria estabelecida a divisão de responsabilidades entre os professores (Perrenoud, 1995). Não estamos aqui defendendo uma mudança radical em que tudo que foi feito até agora se tornaria imprestável. Não, não é isso. Mas, é necessário estabelecer, como dissemos nos parágrafos anteriores, objetivos, planejar nossa prova, saber o que pretendemos com a avaliação, ou seja, queremos saber se o aluno aprendeu, ou se ele apenas decorou algo? Nossa avaliação é meramente classificatória? Queremos deixar bem claro que não é nada demais uma avaliação classificatória, ela pode continuar existindo, porém não isoladamente. Deve vir sempre acompanhada de uma avaliação diferente, por exemplo, formativa. Omar de Camargo Professor em Química. decamargo.omar@gmail.com Ivan Claudio Guedes Geógrafo e Pedagogo. ivanclaudioguedes@gmail.com OUÇA-NOS Todos os Sábados 16 horas Na CULTURA online BRASIL PROGRAMA: E agora José? www.culturaonlinebrasil.net www.culturaonlinebr.org www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 10 Dia Internacional da erradicação da pobreza A miséria não acaba porque ainda é favorável... to passar, enquanto um casal de ratos passa pelo corredor sem a menor cerimônia. Enquanto isso, sua mãe lhe prepara o jantar, claro, arroz e farinha; carne é luxo para poucos hoje em dia. Você vai até a geladeira e pega aquela garrafa de dois litros. Refrigerante? Que nada, hoje não é natal. Água mesmo, é preciso guardá-la a 7 chaves já que é muito difícil obtê-la. Tenho um mundo utópico na minha mente, um mundo que se alguém tem fome, você simplesmente dá o alimento a ela. Todavia hoje não é assim que a banda toca e mesmo que um dia o Brasil produza alimentos mais que qualquer outro país isso não resolverá todo o problema. AFINAL, A MISÉRIA É FAVORÁVEL PARA QUEM? Em um pensamento muito egoísta e no campo da simples suposição, diria que o maior beneficiado com a miséria é o governo. Veja, deixo claro que tudo vou relatar a seguir é um pensamento meu, uma conclusão minha. Apenas pense, há quanto tempo o governo (não só este governo, os de outrora também ) primam em acabar com a miséria? Desde os primórdios que vejo campanhas e mais campanhas eleitorais que prometem erradicar de vez a pobreza no Brasil. Claro que não sou cego, nos últimos anos avançamos, mas a desigualdade social ainda persiste. Existe aqui e existe no mundo todo, óbvio, só que o problema é que aqui as coisas são muito maiores. A fome, a pobreza e a desigualdade são gritantes para um país que se vangloria de ser o 6º maior PIB do mundo. Mas por que o governo ajuda alguns e mantém outros na miséria? Ora, para provar que é capaz de resolver um problema que ainda não foi solucionado totalmente. Mata-se dois coelhos com uma cajadada só. Claro que a miséria no Brasil é um problema muito complexo de ser resolvido, entretanto não deveria ser um bicho de sete cabeças para uma potência mundial. O Brasil tem dinheiro e alimentos suficientes para garantir uma nutrição suficientemente estável para toda sua população. Mas o governo privilegia alguns que se contentam com poucos e deixa muitos a míngua pra nutrir sua sede de poder depois. Garanto pra vocês que muitos pontos que levantei aqui, nesta ultima parte estão equivocados, mas é o que eu penso e o que vejo. Torço para que um dia meu mundo utópico exista e que um dia eu leia isto e pense "como eu era tolo, hoje tudo está melhor". Por: Magrelo Pensador Isso não é um retrato de um futuro catastrófico. Este é o roteiro do dia-a-dia de muitas famílias brasileiras. Esta longe da sua realidade? Agradeça, entretanto não vire as costas para um problema que todos nós ajudamos a construir. Sim, eu, você, o governo. Todos nós construímos a desigualdade social no "A miséria não acaba porque ainda é favo- Brasil, seja por nossas atitudes, nosso prerável". Confesso que ao ouvir a musica "Tá na conceito, nossa realidade tão diferente. Todos chuva" dos Racionais Mc's, que mostra uma temos uma parcela de culpa no cartório. visão positivista e negativista na mente de um "IMAGINE SÓ O BRASIL SENDO O MEjovem da periferia essa frase não saiu da miLHOR...." nha cabeça. Como assim a miséria não acaba Segundo o ministério da agricultura da preporque ainda é favorável? Favorável pra sidenta Dilma, em 2021, o Brasil estará dispuquem e por que não acabamos com ela, se ela prejudica milhões e milhões de pessoas tando a liderança na produção alimentícia no não só no Brasil. Resolvi então pesquisar so- mundo com os Estados Unidos. Uma ótima noticia. o raciocínio lógico já começa a funciobre o assunto. nar. Com o Brasil produzindo mais alimentos, Vou apresentar abaixo, minhas conclusões menos pessoas passarão fome, certo? Infelizdeste assunto que provoca muitos sentimenmente não é tão simples como deveria ser. O tos em muitas pessoas, mas que fazemos tão capitalismo impede isso. E veja, quero deixar pouco para resolve-lo. claro, eu sou um refém do capitalismo, não "TÁ NA CHUVA" sou um daqueles hipócritas que levantam a A miséria no Brasil não é um problema a- bandeira do socialismo, da divisão de tudo penas daqueles que vivem lá no sertão do para todos, mas que no fim de semana vão Nordeste como muitos acreditam. É um pro- gastar a mesada do papai no shopping e vão blema de âmbito nacional que atinge a grande para uma balada top em São Paulo, mas claro maioria da população. De alguma forma so- com a camisa do "Che"para mostra que é dimos afetados pela fome, desigualdade e po- ferente. Não, assim como muitos acho que o breza que faz do Brasil ser o 4º país mais de- capitalismo tem diversos e significativos ponsigual da America Latina, conforme informou tos negativos, mas é utópico pensar que algo a ONU em agosto deste ano. Milhares de pes- vai mudar nos próximos 50 - 100 anos. soas vivem nas favelas, em condições subumanas; vivendo sem condições de higiene, com baixo acesso a educação de qualidade, em meio a uma pobreza que chega a soar utópica para algumas pessoas. Imagine viver em um barraco, com chão de terra batida. No meio da sua "sala" você consegue ver o esgoMesmo com mais alimentos, nada no quadro da miséria vai mudar se a renda da população não subir também. Infelizmente, é a verdade. No mundo de hoje gasta-se ( e muito ) para produzir grãos e carnes, o produtor disso precisa de um retorno. A fome que dá lucro A especulação financeira chegou ao mercado de alimentos. E não há indícios de que vai parar. Para os produtores, essa movimentação pode significar preços maiores. Para os investidores, a possibilidade de aumentarem os lucros. Para as bolsas, uma liquidez mais atraente. Para os pobres, simplesmente a fome! Informes acusam as mais poderosas instituições financeiras de lucrar às custas dos mais pobres e vulneráveis às flutuações dos preços, causadas pela violenta especulação com o preço de alimentos como o trigo, os grãos de soja e o milho. Enquanto neste ano as secas devastaram as safras de grãos dos maiores produtores agrícolas, como os EUA e a Índia, os especialistas advertem sobre a crise alimentar que está tomando forma em todo o mundo. As acusações de ‘exploração’ por parte de grupos como o WDM e a Oxfam International, entretanto, transcendem as alterações de preço causadas pelas condições externas como a seca ou os agricultores que usam os índices das commodities para proteger o preço de suas colheitas, e denunciam a ganância e a negligência de investidores que criam condições voláteis de trading, especulando sobre os preços futuros de tais commodities, desconsiderando quaisquer danos às pessoas no mundo real. “Populações frágeis em todo o mundo, vivendo próximas da ou na linha de pobreza, serão devastadas pela alta dos preços e pela volatilidade”, afirmou a Oxfam numa recente declaração. “Quase um bilhão de pessoas estão já pobres demais para se alimentarem, de modo que é certo que qualquer aumento no preço dos alimentos a longo prazo envolverá outros milhões de pessoas que agora estão apenas sobrevivendo. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 11 Síndrome de Down A trissomia 21, a chamada síndrome de Down, é uma condição cromossômica causada por um cromossomo extra no par 21. Crianças e jovens portadores da síndrome têm características físicas semelhantes e estão sujeitos a algumas doenças. Embora apresentem deficiências intelectuais e de aprendizado, são pessoas com personalidade única, que estabelecem boa comunicação e também são sensíveis e interessantes. Quase sempre o “grau” de acometimento dos sintomas é inversamente proporcional ao estímulo dado a essas crianças durante a infância. Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares. Crianças portadoras da síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois têm três cópias do cromossomo 21, ao invés de duas. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a extensão dessa cópia, da genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades. A síndrome de Down pode ocorrer em todas as raças humanas e efeitos semelhantes já foram encontrados em outras espécies de mamíferos, como chimpanzés e ratos. Sintomas de Síndrome de Down Crianças com a síndrome de Down têm deficiências intelectuais e algumas características físicas específicas. Elas têm olhos amendoados, devido às pregas nas pálpebras e em geral são menores em tamanho. As mãos apresentam uma única prega na palma, em vez de duas. Os membros são mais curtos, o tônus muscular é mais fraco e a língua é protrusa, maior do que o normal. Problemas de saúde e de aprendizado podem ocorrer, mas estes variam de criança para criança. Cada portador da síndrome de Down é único, os sintomas e sinais podem ser de moderados a severos. Mello, da Fundação Síndrome de Down, em Campinas. Superproteção e excesso de cuidados, na maioria dos casos, são os inimigos do crescimento emocional, social e intelectual da criança. Para ver como dosar sua preocupação sem prejudicar o amadurecimento infantil, veja as dicas dos especialistas. Brinquedos e brincadeiras Segundo Zan, não existem brinquedos estimulantes, mas pessoas capazes de estimular o desenvolvimento de crianças por meio de brincadeiras. "Uma caixa de papelão pode ser um ótimo brinquedo, desde que o adulto saiba criar uma interação divertida com ela", afirma. Assim, os brinquedos mais indicados a crianças com síndrome de Down são aqueles que despertam a atenção e a curiosidade dela. Também vale prestar atenção na faixa etária recomendada de cada brinquedo, informação presente na embalagem. Histórias de superação mostram que é possível conviver muito bem com a alteração genética Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos. "Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). No Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas. CURSOS PROFISSIONALIZANTES - GESTÃO DE CONFLITOS Tem como objetivo refletir sobre a necessidade da melhoria nos processos de trabalho envolvendo o relacionamento interpessoal, intrapessoal e intergrupal, respeitando as diferenças individuais e o desempenho efetivo das atividades pertinentes as atribuições de cada função, quando o conflito for sanado. Quando forem resolvidos e removidos os conflitos nota-se a melhoraria na autoestima, surgem pensamentos positivos, aumento da produtividade, melhoria no relacionamento interpessoal e grupal, e consequentemente reacende a motivação. Curso de 3 dias de 8 horas cada. Palestrante: Joaquim Fernando Baptista - CURSO DEPARTAMENTO PESSOAL COM FOLHA DE PAGAMENTO O objetivo do curso de DP - Departamento Pessoal na prática - c/ Folha de Pagamento é executar as principais tarefas envolvidas na rotina de um departamento pessoal (DP). METODOLOGIA: No curso departamento pessoal, as aulas são práticas, onde cada conceito, é executado, através de exemplos dirigidos e exercícios práticos, otimizando e reforçando o aprendizado. Curso Presencial com Apostila. Curso de 3 módulos com total de 64 horas. Palestrante: Sandra Torres – Administradora de Empresas, com mais de 20 anos de experiência em depto pessoal e folha de pagamento. CURSOS PEDAGÓGICOS - Curso sobre Síndrome de Down Curso realizado em 3 módulos de dois dias cada módulo, totalizando 48 horas. - Mini Curso sobre Síndrome de Down Curso realizado em um dia de 8 horas - Curso TDAH Curso realizado em um dia de 8 horas - Curso sobre Autismo Curso realizado em 1 modulo de dois dias, totalizando 16 horas Palestrante: Joaquim Fernando Baptista. CURSO SOBRE INCLUSÃO - Curso sobre Inclusão Social Curso realizado em 4 módulos de 12 horas semanais. Palestrante: Prof. Doutor Guga Dorea WORKSHOP - O poder público e a deficiência intelectual: limites e desafios do estado - Construção compartilhada de práticas inclusivas no cotidiano da família e da escola Palestrante: Prof. Doutor Guga Dorea Para maiores informações entre AM contato pelo email: contato@fb-st.com Estimule a criança com Síndrome de Down Mito: a criança com Down só pode estudar em uma escola especial A probabilidade de uma criança nascer com Síndrome de Down no Brasil, indepen- O geneticista Zan recomenda exatamente o dente de qualquer fator de risco, é de oposto: a família deve colocar o filho em uma 0,001%. "Entretanto, fatores como a idade do escola comum. "Com o incentivo da aceitacasal (abaixo de 18 e acima dos 35 anos), ção dessa criança dentro da sala de aula, histórico familiar de Alzheimer e até proble- tanto ela quanto os colegas crescem acostumas de tireóide aumentam a chances de mo- mados às diferenças e derrubam barreiras de dificação do código genético, originando uma preconceito presentes na sociedade", afirma terceira cópia do cromossomo 21, o que origi- o profissional. na a síndrome", explica o geneticista e pedia- A psicóloga clínica e psicopedagoga Fabiana tra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estu- Diniz, da Unimed Paulistana, conta que a dos e Pesquisas Clínicas de São Paulo pessoa com a síndrome pode ter um retardo (CEPEC-SP). mental que vai do leve ao moderado, mas Após o diagnóstico, os pais são auxiliados isso não a impede de se desenvolver cognitisobre como lidar com o filho com o acidente vamente. "Além da intervenção precoce na genético, mas muitas vezes ficam na dúvida aprendizagem, é preciso carinho e estímulo sobre como estimular a criança. "Não existem por parte da família, terapias e tratamento graus de síndrome de Down, como acontece medicinal quando necessário, além de incencm o autismo. As diferenças de desenvolvi- tivo à brincadeiras com jogos educativos", diz mento decorrem de características como he- a especialista. rança genética, educação e estímulos do POR: LAURA TAVARES meio ambiente", afirma a psicóloga Luciana www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 12 Dia dos animais O peso da biodiversidade – Estudo sugere que a redução da variedade de espécies causa impactos tão graves ao meio ambiente quanto a poluição e as mudanças climáticas No topo da lista de problemas ambientais mais urgentes, constam questões como as mudanças climáticas, o buraco na camada de ozônio e a poluição ambiental, devido aos efeitos que esses fenômenos podem causar no planeta. A perda da biodiversidade é, em geral, deixada em segundo plano, vista mais como um reflexo das agressões do que como uma causa de mais problemas. Uma pesquisa divulgada na edição de hoje da revista científica Nature, contudo, alerta que, na natureza, diversidade significa quantidade e qualidade. De acordo com o grupo de várias universidades dos Estados Unidos envolvidas na análise, a diminuição da variedade de espécies animais e vegetais é tão nociva à produtividade dos ecossistemas quanto a poluição e as alterações no clima. Para mensurar os efeitos da redução da biodiversidade no ambiente, os pesquisadores analisaram dados de 192 estudos anteriores sobre todas as regiões do mundo, incluindo oceanos e ecossistemas de água doce. O resultado da análise mostra que, em áreas onde ocorre a perda de 21% a 40% da variedade de espécies — seja por desmatamento, caça ou pesca predatórias, por exemplo — há redução na produtividade semelhante à sentida por causa das mudanças climáticas ou pela poluição ambiental. E diminuições mais altas, entre 41% e 60%, são tão nocivas quanto a acidificação ou a elevação intensa na produção de dióxido de carbono (CO2). O pesquisador norte-americano Bruce Hungate, da Universidade do Norte do Arizona, explica que, além de um efeito direto, relacionado à perda de espécies, a queda da biodiversidade gera um enfraquecimento de todo o ecossistema. “Extinções definitivas. É triste perder definitivamente a diversidade biológica. Nosso novo trabalho mostra que esses efeitos são tão grandes quanto outras formas de mudança global”, conta o cientista. “Quando o ambiente perde a metade das espécies vegetais em uma área, o crescimento da planta é afetado como se ela tivesse sido banhada em chuva ácida”, alerta. A gama de dados analisados permitiu aos pesquisadores constatarem que nenhuma região está a salvo. “Pode até haver ecossistemas que são mais ou menos sensíveis, mas em todos onde há dados disponíveis existe um padrão geral de que a perda de espécies tem impactos grandes”, explica Hungate. “Encontramos efeitos bastante consistentes de perda de diversidade em água doce, terrestres e dos ecossistemas marinhos no conjunto de estudos que avaliamos. Em média, há perdas de aproximadamente 13% na produtividade com uma redução de 50% da diversidade. Muitos de nós ficamos surpresos com a força dos efeitos em relação às outras alterações ambientais que avaliamos”, afirma David Hooper, pesquisador da Universidade de Washington Ocidental e líder do estudo divulgado na Nature. Embora os pesquisadores já soubessem que a perda de diversidade reduz a produtividade dos ecossistemas, esse foi o primeiro grande estudo a mensurar esse prejuízo. “Nós já sabíamos há muito tempo que a biodiversidade afeta a produtividade e a sustentabilidade dos ecossistemas”, explica Bradley Cardinale, especialista da Universidade de Michigan. “Já sabíamos que a perda de diversidade pode comprometer os bens e serviços que os ecossistemas prestam, como alimentos, água potável e um clima estável. Mas não sabíamos como a perda de diversidade é importante comparada aos outros problemas ambientais que enfrentamos. Bem, agora sabemos que está entre os cinco maiores problemas ambientais globais.” Ameaças Vista normalmente como uma consequência de outros problemas ambientais, a queda da variedade de espécies, segundo os pesquisadores, passa a ter um papel de protagonista do processo. “Onde eu moro, perto do Puget Sound, no estado de Washington (Estados Unidos), temos aproximadamente 25 espécies ameaçadas de extinção, desde flores pequenas ao rei salmão e a baleias orca”, relata David Hooper. “Embora algumas dessas espécies possam desaparecer para sempre com apenas um sussurro, outras são muito importantes, economicamente e culturalmente. Sua extinção representaria uma grande perda de renda para pessoas que dependem, por exemplo, da pesca e do turismo”, completa. O líder do estudo afirma ainda que os efeitos da redução da diversidade ameaçam direta a humanidade. “Se pensarmos sobre a biodiversidade de forma mais ampla, a perda de componentes da paisagem-chave pode botar em risco as pessoas”, opina. “Por exemplo, perda de matas ciliares pode pôr em perigo vidas humanas, por meio da perda de controle de inundações, e a sustentabilidade social, afetando a proteção de fontes de água fresca”, enumera Hooper. A visão mais ampla, de que as questões ambientais têm impactos tanto no ambiente quanto diretamente no desenvolvimento social, como descrevem os pesquisadores, será o tema principal da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. Apesar de avanços recentes, biodiversidade ainda é um dos temas mais problemáticos, que devem despertar maior debate durante o evento. “Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda da biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Claramente estamos entrando na sexta extinção em massa (do planeta)”, disse à agência de notícias FrancePresse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico de Meio Ambiente. Serviços ecológicos Em ecologia, produtividade refere-se à taxa de geração de biomassa em um ecossistema. É geralmente expressa em unidades de massa por unidade de superfície de tempo, por exemplo: gramas por metro quadrado por dia. Quanto mais biomassa, maior a capacidade do bioma em se manter e prover serviços ecológicos, como fornecer água e alimento. Por: Max Milliano Melo ATENÇÂO A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica matérias, relevantes, com a finalidade de abrir discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento. Assim, publica algumas matérias selecionadas de sites e blogs da web, por acreditar que todo o cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos devemos nos unir, na busca de uma sociedade mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais. No entanto, todas as matérias e imagens serão creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes. Caso não queira fazer parte da corrente, favor entrar em contato. Rádio web CULTURAonline Brasil Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós. A Rádio web CULTURAonline BRASIL, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Saúde, Cidadania, Professor e Família. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, a Educação e o Brasil se discute num debate aberto, crítico e livre, com conhecimento e responsabilidade! www.culturaonlinebr.org Acessível no link: redacao@gazetavaleparaibana.com www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 13 Dia do Saci Quem é o Saci? - adora fazer travessuras; Você sabia que existe um dia, no Brasil, dedicado à comemoração do Saci? E o Saci você sabe quem é? Onde ele surgiu? Já ouviu alguma vez a história desse personagem fantástico? O Saci é um personagem brasileiro mitológico1 que habita o imaginário popular brasileiro principalmente no interior do país onde ainda se mantém o hábito dos mais velhos, de contarem histórias aos mais jovens nas tranqüilas e claras noites de lua. Representado atualmente pela figura de um menino negro de uma só perna que possui um gorro vermelho na cabeça e traz sempre um cachimbo na boca. De Norte a Sul do Brasil, além do nome, são várias também as definições e representações atuais que se tem dele. No nordeste, de uma forma geral ele segue a representação antes descrita que é a mais conhecida atualmente e a mais popular. No Sul e Sudeste há algumas variações. No Rio Grande do Sul, por exemplo, ele é retratado como um menino negro perneta de gorro vermelho que se diverte atormentando a vida dos caminhoneiros e aventureiros que gostam de viajar. Deixando-os areados ele os faz perder o destino. Ranços culturais europeus podem ter influenciado o Saci em Minas Gerais onde ganhou acessórios como: “um bastão, laço ou cinto, que usa como a "vara de condão" das fadas européias” (site: http:// www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/3contos/ saci.html). Já em São Paulo, apesar de manter essas mesmas características básicas ele possui um boné em lugar do gorro. De onde vem o (s) Saci (s)? Segundo a crença popular os Sacis vivem setenta e sete anos e se originam do bambu. Após sete anos de “gestação” dentro do gomo do bambu ele sai para uma longa vida de travessuras e quando morre se metamorfoseia em cogumelos venenosos ou em “orelhas de pau”. Quem é do interior ou já foi ao campo a passeio deve ter visto alguma vez, uma espécie de cogumelo que se forma nos troncos das árvores e que se parece com uma orelha. É isso que os matutos chamam de “orelha de pau”. As principais características Apesar das inúmeras definições dessa famosa entidade folclórica algumas características são mais presentes e recorrentes nas descrições do Saci. Sabe-se que em geral: - é um ser que vive nas matas; - é extremamente misterioso; - é negro, pequeno e possui apenas uma perna; - usa um capuz vermelho e um cachimbo; - não possui pêlos no corpo; - não possui órgãos para urinar ou defecar; - só tem três dedos em cada mão; - possui as mãos perfuradas; - adora assoviar e ficar invisível; - vive com os joelhos machucados, resultado das travessuras; - tem o domínio dos insetos que atormentam o homem: mosquitos, pernilongos, pulgas, etc.; - fuma em um pito e solta fumaça pelos olhos; - pode, em momentos de bom humor ajudar a encontrar coisas perdidas; - gira em torno de si feito um pião e provoca redemoinhos; - pode ser malvado e perigoso; -adora encantar as criancinhas faze-las perder-se na mata; Saci: malvado ou apenas peralta? Entre todas essas características uma é unânime: sua personalidade travessa. Algumas pessoas acreditam que ele é mau outros dizem que ele é apenas um garoto traquino que adora fazer pequenas travessuras, mas sem o intuito de fazer o mal, apenas de se divertir. Seja como for diz a lenda que ele é muito peralta. Adora assustar os animais, prendê-los, criar situações embaraçosas para as pessoas, esconder objetos, derrubar e quebrar as coisas, entre outras danações. Diz a lenda que ele não é apenas um brincalhão ou um espírito mau. Tratar-se-ia de um exímio conhecedor das propriedades medicinais das ervas e raízes da floresta. Se alguém precisa entrar na mata e pegar algo, portanto, tem que pedir autorização do Saci, pois entrando sem permissão cairá inevitavelmente em suas armadilhas. Como escapar do Saci? Algumas pessoas afirmam que o único meio de driblar o negrinho é espalhando cordas ou barbantes amarrados pelo caminho. Assim ele se ocuparia em desatar os nós, dando tempo da pessoa fugir de sua perseguição. O Saci também tem medo de córregos e riachos, por isso, atravessar um pode ser uma alternativa, pois o Saci não consegue fazer a travessia. Mas o único meio de controlar um Saci, segundo o mito, é tirando-lhe o gorro e prendendo-o em uma garrafa. Para isso é necessário jogar uma peneira ou um rosário bento em um redemoinho. Só dessa forma se pega um Saci. Uma vez preso e sem o gorro que lhe dá poderes ele fará tudo que for mandado. As origens Diante de todas essas informações fica a pergunta: onde teria nascido a lenda do Saci? Os estudos sobre o folclore brasileiro apontam a origem indígena quando falam da lenda do Saci. Esse mito teria surgido na região Sul do Brasil durante o período colonial, por vota do final do século XVIII, por ocasião das Missões. A alcunha pela qual o Saci é mais popularmente conhecido é Saci-Pererê, mas seu nome originalmente era Yaci-Yaterê de origem Tupi Guarani. De acordo com a região do Brasil ele pode, porém, ser conhecido por uma variedade de apelidos. O dicionário Aurélio traz as seguintes variações de nomes do Saci: “Saci-cererê, Saci-pererê, Matimpererê, Martim-pererê” (AURÉLIO, 2005). Além dessas denominações Martos e Aguiar (2001, p. 75) apontam ainda: “saci-saçura, saci-sarerê, saci-siriri, saci-tapererê ou saci-trique”. Por ser considerado por alguns um perito na arte da transformação em aves, o negrinho travesso recebe ainda nomes de passarinhos nos quais se transforma, como por exemplo: matitaperê, matintapereira, sem-fim, entre outros (ibidem, p. 75). Na região às margens do Rio São Francisco ele é conhecido pela alcunha de Romão ou Romãozinho. A metamorfose do Saci Quando surgiu, o saci foi representado por um curumim2 endiabrado, de uma perna só e de rabo. Suas traquinagens tinham como objetivo atrapalhar a entrada dos intrusos na mata, ou seja, no território indígena. Era provavelmente uma forma encontrada pelos nativos de resguardar seu território da invasão dos indesejados homens brancos. A figura original do Saci – garoto índio – sofreu alterações por ocasião da inserção, na cultura brasileira, de elementos africanos e europeus, trazidos para cá pelos negros escravos importados da África e pelos colonizadores. Ao chegarem a terras brasileiras trazendo seus próprios mitos e difundindo-os entre os que aqui habitavam, africanos e europeus provocaram uma mescla de características das três culturas, assim, a lenda do saci ganhou elementos novos. O Saci se transformou em um garoto negro de características físicas africanas. Alguns acreditam que a ausência da perna se deveu a uma perda sofrida em uma disputa de capoeira, luta praticada pelos negros africanos. Também ganhou um cachimbo, típico dos costumes africanos. Da cultura européia ganhou um elegante barrete vermelho que reza a lenda, é a fonte de seus poderes mágicos. Conclusão Apesar de todo o encanto dessa lenda e desse personagem. Mesmo com a resistência em alguns lugares da cultura de contar histórias, o que se percebe hoje é a desvalorização da cultura oral e o enfraquecimento desses costumes a cada dia. Alguns fatores, porém têm contribuído para que o Saci não se apague da memória de nosso povo e facilitado o acesso de mais pessoas a essa lenda que integra o patrimônio literário e cultural brasileiro. Graças à criatividade de escritores brasileiros como: Maurício de Souza, Monteiro Lobato e Ziraldo, esse personagem viajou do campo para as grandes metrópoles e até mesmo para o exterior através de suas obras. Monteiro Lobato, escritor conhecido do público infantil, foi o primeiro a lembrar o Saci. Nas décadas de 1970 e 1980 o personagem apareceu nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo e o personagem ficou conhecido em todo o País. Este é, talvez, o escritor que mais difundiu esse personagem, primeiro através da obra escrita e depois através da obra televisionada, que hoje tem alcance internacional, levando nosso personagem ao conhecimento do mundo. Maurício de Souza, criador da turma da Mônica, também incluiu o Saci nas suas histórias em quadrinho, principalmente nas do personagem Chico Bento, que é um matuto da roça. Outro que imortalizou o Saci em sua obra foi Ziraldo com a criação da turma do Pererê, que também alcançou as telas da televisão. Além do impulso dado pela literatura, outro fato importante foi a criação, em 2005, pelo governo brasileiro, do dia nacional do Saci, que deve ser comemorado dia 31 de outubro. Essa idéia surgiu com o intuito de minimizar a importância que se dá à comemoração do dia das bruxas3, reduzindo assim, a influência de culturas importadas e favorecendo a valorização da cultura e do folclore nacionais. 1 O termo mitológico é utilizado aqui para designar um personagem que faz parte dos mitos da cultura brasileira. Segundo o Novo Dicionário Eletrônico Aurélio versão 5.0 mito é uma “narrativa na qual aparecem seres e acontecimentos imaginários, que simbolizam forças da natureza, aspectos da vida humana, etc. Representação de fatos ou personagens reais, exagerada pela imaginação popular, pela tradição, etc.”. 2 Criança indígena. Por: Rosalina Rocha Araújo Moraes www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 14 Dia Nacional do Livro Leitura e a construção da cidadania fase ao aprendizado da leitura. Um ponto de grande contradição na sociedade contemporânea emerge ao se observar que, globalmente, se vive a era da complexidade enquanto, isoladamente, um aspecto de limitação do ser humano se faz presente: a dificuldade de compreender os códigos de sua língua, o que se traduz num empecilho para "ler o mundo" que está a sua volta e, conseqüentemente, se sentir parte desse todo. Na busca de se apontar um caminho de possível interferência na realidade que se apresenta, com vistas à sua superação, acreditase que o desenvolvimento do processo de leitura seja de fundamental importância na formação do homem durante toda a sua vida, não só nos meios acadêmicos, como forma de estruturá-lo ao bom desempenho, mas, principalmente, para sua descoberta pessoal, sua formação integral. mento da sensibilidade e da criatividade do homem. Ler estimula a imaginação, instiga o pensamento, impulsiona o sonho, que se coloca como o motor de todo o processo de construção do homem como ser histórico. Ao se constituir uma via de diálogo, de questionamento e de descoberta, a leitura amplia e dá significado à vida do homem. Ao estimular o pensamento dinâmico e inquieto, propicia o exercício crítico, constituindo-se como caminho de conscientização, de descoberta de sua condição de ser criador e, como conseqüência, instrumentalizando-o na construção de sua plena cidadania. Ler é um meio de se tornar melhor, mais completo, mais capaz de lidar com o mundo contemporâneo Em dos grandes desafios deste início de século, em que um panorama de alto desenvolvimento científico-tecnológico está presente, é tornar o homem capaz de utilizar sua criatividade para gerar inovação e provocar mudanças no cenário em que está inserido. Isso implica uma postura sensível, dinâmica, responsável, independente e participativa. A universidade, na tentativa de enfrentar essa questão, tem buscado caminhos de reestruturação/renovação de seus projetos pedagógicos, voltados à instauração de um ambiente de ensino-aprendizagem favorável à construção do perfil desse novo homem. Ao se lançar um olhar mais acurado sobre a realidade nacional, um fato recente chama a atenção dos educadores: dados do Ministério da Educação e Cultura apontam que somente 2,5% dos cerca de 1,2 milhão de alunos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2002, conseguiram tirar uma nota acima de 70 pontos. Em relatório, o MEC afirma que "a ausência do domínio da leitura compreensiva" foi a possível causa do desempenho apresentado por esses alunos, ressaltando, em sua análise, que esse resultado indica a necessidade de se dar mais ên- O caminho da leitura, ao estimular e dar suporte ao processo de reflexão, torna-se, pois, veículo de libertação, ao possibilitar o desenvolvimento daquilo que o homem tem de mais Nesse sentido, destacam-se alguns pontos vital - o seu pensar. para reflexão, ao se interrogar: Por que a leitura tem tanta importância na formação do ho- Nos versos de uma canção de Lupicínio Romem? drigues, essa idéia transparece de forma sensível: "o pensamento parece uma coisa à toa, - A leitura propicia o desenvolvimento da sen- mas como é que a gente voa quando começa sibilidade humana; é um estímulo à imagina- a pensar..." ção. Na tentativa de justificar a importância do do- A leitura impulsiona o potencial criativo do mínio da leitura na formação do homem, alhomem, é canal gerador e mantenedor de seu guns pontos são destacados, em resposta à crescimento intelectual e propulsor do desen- questão: volvimento harmonioso de sua personalidade. Ler para quê? - A leitura é caminho para a construção da autonomia e, conseqüentemente, da conquista Ler para despertar o desejo de ler mais, abrinda cidadania. do assim um canal de superação pessoal da mente e do espírito. O ser humano é um ser dado à aventura, à curiosidade, à permanente procura. Ler para se tornar melhor, mais completo, mais tolerante, mais capaz de lidar com a diSegundo Paulo Freire, "sonhar faz parte da versidade no complexo mundo contemporânatureza humana que, dentro da história, se neo. acha em permanente processo de tornar-se". (1993, p.91). Ler para se descobrir como "ser de abertura", sempre em busca de novas formas de comO homem se constrói ao sonhar e projetar preensão de si mesmo e do mundo. seus sonhos. A imaginação criadora é, pois, própria da condição humana e, vitalmente, Eis algumas razões para acreditar que o canecessária para a ampliação de sua experiên- minho da leitura possa ser propulsor do procia e expansão para além do circunstancial e cesso de construção do ser autônomo e, codo imediato. mo conseqüência, responsável pelo nascimento de sua cidadania plena. Sendo assim, a leitura pode se tornar um canal de extrema importância para o desenvolvi- Da redação BIBLIOTECA A CATEDRAL DO SABER www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Outubro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 15 Os donos do mundo (artigo continuado) no conceito de fractional reserves (reservas Wilson como o candidato democrata à presifracionais, sem lastro que garantisse a totali- dência dos EUA. Coube ao filantropo e finanContinuação — Parte V dade dos recursos) e emprestá-lo a juros. Me- cista Bernard Baruch a tarefa de "doutrinar" Wilson nesse sentido, em 1912. Tudo estava ... Logo após seu retorno em 1910, Aldrich pronto para o ataque final reuniu-se com alguns dos mais ricos e podedos moneychangers europeus ao sistema firosos homens americanos em seu vagão fernanceiro do Novo Mundo. roviário privativo e todos partiram secretamenEssa luta já vinha desde os tempos da presite para uma ilha na costa do estado da Geórdência de Andrew Jackson, ferrenho opositor gia, Jekyll Island. Junto com eles viajou um da idéia de um banco central privado. Mas a certo Paul Warburg, que recebia um salário capacidade de manobra do dinheiro logo se de US$ 500,000.00 anuais pago pela emprerevelaria determinante, quando William Jensa Kuhn, Loeb & Co. para conseguir a aprovanings Bryan, assessor de Jackson e vigoroso ção da lei de criação do banco central ameriobstáculo entre os moneychangers e seu obcano e era sócio de ninguém menos do que o jetivo, sem saber da doutrinação empreendida alemão Jacob Schiff, neto do homem que se por Baruch, apoiou a candidatura democrata associou à família Rothschild em Frankfurt. de Wilson. Logo seriam traídos. Na época, Schiff estava envolvido na derrubada do czarrusso, empreitada que custou uns nos de duas décadas após sua criação, a Durante a campanha presidencial, os demoUS$ 20 milhões e iniciou a revolugrande contração de crédito realizada pe- cratas tiveram o cuidado de "fingir" que oposição bolcheviqueque desaguaria na União Solo Fed no início dos anos 30 do século XX cionavam a lei Aldrich. Vinte anos depois, o viética. congressista Louis McFadden, democrata da causaria a Grande Depressão de 1929 . Pennsylvania, diria: "A lei Aldrich foi abandoDesde a proclamação da independência amenada no nascedouro quando Woodrow Wilson ricana que políticos sérios e comprometidos A independência do Banco Central americano foi nomeado candidato à presidência americacom o desenvolvimento e o bem-estar da posó aumentou desde então, através da promul- na. pulação da América se insurgiram contra gação de inúmeras novas leis. A estratégia os moneychangers. para enganar o público e fazê-lo pensar que Os líderes democratas prometeram à populaEm carta dirigida ao secretário do Tesouro, o Fed era controlado pelo governo foi a cria- ção que se fossem guindados ao poder não Thomas Jefferson disse em 1802: ção de uma junta governante (board of gover- estabeleceriam um banco central para controlar as finanças da nação. Treze meses depois "Acredito que as instituições bancárias nors) apontada pelo presidente do país e a- esta promessa foi quebrada e a nova adminissão mais perigosas para as nossas liber- provada pelo senado. Os banqueiros tinham tração do presidente eleito Wilson, sob a égidades do que exércitos armados. Se o po- apenas que garantir que seus correligionários de das sinistras figuras de Wall Street, estavo americano autorizar bancos privados a fossem os escolhidos para a junta, o que não beleceu a monárquica instituição do "banco controlar a emissão de sua moeda, primei- era difícil, já que os banqueiros tinham dinhei- do rei", nos mesmos moldes do Banco da Inro através da inflação e depois pela defla- ro e dinheiro compra influência política em glaterra, para controlar integralmente o sisteção, os bancos e as grandes corporações qualquer lugar do mundo. ma monetário dos Estados Unidos da Amérique crescerão em volta deles gradualmen- Logo após a reunião secreta de Jekyll Island, ca. te controlarão a vida econômica das pes- teve lugar uma verdadeira blitz de relações soas, deprivando-as de todo o seu patri- públicas. Os grandes banqueiros de Nova Ior- Após a eleição de Wilson, os magnatas J.P. mônio até o dia em que seus filhos acor- que criaram um fundo educacional de US$ 5 Morgan, Warburg e Baruch apresentaram um dem sem-teto, no continente que seus pais milhões para financiar professores em univer- novo projeto de lei, que Warburg denomie avós conquistaram." sidades americanas importantes, em troca de nou de Federal Reserve System. O partido apoio ao novo banco central. O primeiro a ser democrata ovacionou o projeto, apontando-o Basta examinarmos o sistema de indicação cooptado foi justamente Woodrow Wilson, de como radicalmente diferente da lei Aldrich. Na política do presidente do Fed, Princeton, que viria a ser tornar presidente realidade, a lei era praticamente idêntica em [atualmente Benjamim Schalom Bernanke, dos EUA. Uma das primeiras ações legislati- quase todos os seus aspectos. mais conhecido como Paul Bernanke]. O chevas dos moneychangerscom o novo Fed foi E foi assim que, no dia 22 de dezembro de fe do Fed é indicado pelo presidente da repúuma lei conhecida como Aldrich Bill ("lei Aldri- 1 9 13 , às 11 h da m an hã , co m blica mas tem mandato de 14 anos, separado ch") que logo foi apelidada pelo público co- um quorum ínfimo de apenas três senadores da autoridade eleita pelo povo, muitas vezes mo Banker’s Bill, pois beneficiava apenas as e apoiada pelo próprio presidente Woodrow perpetuando-se no cargo. Notórios presidengrandes instituições financeiras. O congres- Wilson, o Federal Reserve Act foi aprovado tes do banco como Paul Volcker e Alan Gresista Lindbergh, pai do famoso aviador Char- sem dissidências. Naquele mesmo dia, o conenspan constituem os verdadeiros "xerifes" da les Lindbergh que pela primeira vez cruzou o gressista Lindbergh alertara: "Essa lei estabeeconomia americana, e, por conseguinte, eAtlântico sem escalas em 1927 voando num lece um mastodôntico feudo monetário xercem influência planetária. monomotor, disse: (money trust) na Terra. Quando o presidente "E deves destruir todos os povos que o "O plano de Aldrich é o plano de Wall Stre- assiná-la, um governo invisível representado Senhor teu Deus te der, e teu olho não terá et. Significa novo pânico financeiro, se ne- pelo poder monetário será legalizado em nospiedade deles." Deuteronômio 7: 16 cessário, para intimidar a população. O po- so país. A criação do Federal Reserve Bank em 1913, lítico Aldrich, pago pelo governo america- As pessoas podem não perceber imediataconsolidou definitivamente o controle no para representar o povo no congresso, mente, mas a verdade virá à tona no futuro. O dos moneychangers sobre o sistema financei- em vez disso, está propondo um plano pa- pior crime legislativo da História está sendo ro americano, impedindo o retorno de uma ra o grande capital." perpetrado por essa lei dos banqueiros." política monetária de financiamento público A lei não foi aprovada. livre de dívidas como osgreenbacks de LinCONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO coln e permitindo aos banqueiros criar 90% do Os moneychangers então, através dos ban. dinheiro dos Estados Unidos baseado apenas queiros novaiorquinos, financiaram Woodrow A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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