Jornal Empresários Setembro

 

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® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 189 www.jornalempresarios.com.br FOTO: ANTÔNIO MOREIRA SETEMBRO DE 2015 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Considerada uma das mais belas cidades do país, Vitória este mês completa 464 anos, mas pequenos detalhes, como o poste que sustenta rede de transmissão de alta tensão, avariado há meses pela colisão de um veículo, nas imediações do antigo Colégio Estadual, escorado por um de madeira, mostra certo desleixo. Páginas 8 e 9 Bicicleta com tecnologia chega ao mercado e seduz consumidor O diretor da Brücke Motors, Renato Bello (foto), da revenda BMW diz que as bicicletas possuem vários equipamentos de última geração, entre eles suspensão con leitura do solo. Página 6 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Vila Velha tem programa de saúde para diabéticos que é modelo A equipe comandada pelo cirurgião vascular Eliud Garcia Duarte Júnio (foto) responsável pelo Programa Propé da prefeitura de Vila Velha, já atendeu 14 mil pacientes Página 12 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Em Vitória é assim Escassez de terrenos torna imóvel mais caro em Vitória As construtoras estão direcionando investimentos imobiliários para os municípios de Vila Velha e Serra, devido a grande valorização das áreas livres em Vitória. Página 10 BNDES e banco dos Brics firmam acordo. Página 7

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2 SETEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 EUSTÁQUIO PALHARES Farinha pouca, meu pirão primeiro corporativismo que retalha a sociedade traduz uma miopia incrível. Todos os segmentos sociais comungam da tese “Matheus, primeiro o meu” e entendem que seus interesses devem se sobrepor aos interesses maiores da sociedade. Acredita-se que a soma das partes pode ser maior que o todo, aliás, que todo? O corporativismo é cultuado como valor legítimo. Exemplo típico: quando se discute se numa reforma tributária o imposto deve incidir na origem (o que beneficiaria o ES especificamente) ou no destino, não se considera o interesse maior do Brasil mas o de um Estado (mesmo que seja o nosso). O alto executivo que se depara com uma decisão entre favorecer sua corporação e o interesse nacional se inclina por...adivinhe! Donos de bares protestam contra a lei seca porque fere seus interesses – e assim tentam torpedear a tentativa de estabelecer um horário para fechamento (que funciona no primeiro mundo) ou na proibição de ven- O As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. da de bebida alcoólica às margens das rodovias. Invocam a “questão social” da retração dos negócios, do desemprego, numa chantagem social em que o interesse específico de um setor é priorizado ao da sociedade enquanto coletivo. A verdade é que em todos os lugares que a medida foi adotada constatou-se declínio da criminalidade. Categorias funcionais reivindicam benefício que algumas vezes consistem em justas reparações, mas por isso se sentem com o direito de tomar a coletividade como refém, impondo-lhes transtornos. Sobre isso, nada como a transparência que os governantes tomam como a satisfação que não deve ser dada. Falta-lhes o senso de grandeza de simplesmente debulhar o orçamento público mostrando com clareza a inviabilidade dos pleitos, escancarando as contas para os quais, em sendo públicas, não cabe qualquer sigilo. Além do que, frequentemente, falta pulso para a afirmação da autoridade que, muitas vezes, pode prescrever o uso pertinente do cassetete democrático, na medida em que o rigor fará prevalecer o interesse da maioria que é a comunidade sobre o da minoria, no caso o segmento reivindicante. Pouca coisa nos atrapalha mais do que uma herança individualista onde temos o direito de privilegiar o pessoal e o particular em detrimento do coletivo. Povos que priorizam o grupo e secundariamente o indivíduo mostram coesão social e qualidade de vida – que não pode ser confundida necessariamente com a mera prosperidade material. Impressionante como nos permitimos estacionar irregularmente atravancando o tráfego, como fazemos um grupo esperar, retardado por um compromisso pessoal, como recorremos instintivamente, quase que por condicionamento, ao “jeitinho” , como o pai de família mais honesto se sente no direito de participar da pilhagem da carga do caminhão tombado na rodovia. O valor, ou senso, enfim, de que “farinha pouca, meu pirão primeiro” desfigura um projeto de sociedade em termos da coesão necessária. Não que as demandas e reivindicações específicas sejam ilegítimas, mas elas se inspiram em um espírito de salve-se quem puder ou pela Lei de Muricy, o coronel que na primeira refrega de Canudos, deparando-se com a ferocidade e resistência dos seguidores de Antônio Conselheiro exortava a debandada da soldadesca gritando “cada um por si” . Na perspectiva mais ampla, é um jogo de perdas coletivas, autofágico e alucinado pela sensação de que as somas das partes pode ser maior que o todo. Ou que se lixe o todo, se a minha parte está garantida, enganado pela ignorância de que se o todo se compromete nenhuma parte está a salvo. Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2015 3 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Perigo na ciclovia Para melhorar a segurança nas áreas de lazer é necessário que seja efetuada campanha educativa Pedestres têm de ficar atentos porque muitos ciclistas não respeitam a sinalização de semáforos odo condutor sabe que no trânsito os veículos de maior porte são responsáveis pela segurança dos de menor porte; assim como os veículos motorizados devem prezar pelos não motorizados e todos, em conjunto, devem zelar pela segurança dos pedestres. Os ciclistas devem ser motivo de cuidado por parte do condutor de veículo automotor, mas devem ficar atentos aos pedestres, também. Em agosto, o aposentado Florisvaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, foi atropelado por um ciclista, na calçada debaixo do Minhocão, na cidade de São Paulo. Ele sofreu um traumatismo craniano e morreu. O acidente reabriu as discussões sobre a convivência harmônica entre pedestres e ciclistas. Em Vitória, em avenidas onde existem ciclo faixas, como a Fernando Ferrari e a Dante Michelini, é possível ver que alguns ciclistas trafegam fora das ciclovias, no próprio asfalto ou mesmo nas calçadas, e até na contramão do espaço destinado às bicicletas. Também há aqueles que não respeitam os semáforos, que fazem treinos em alta velocidade e que não param nas faixas de pedestres. Já nas praças dos Namorados e dos Desejos, na Praia do Canto, áreas em que não há ciclovias, a prefeitura instalou a ciclo rota, um caminho que indica com placas e pinturas no chão o trajeto recomendado aos ciclistas. Mesmo sendo de uso compartilhado, a preferência na via é do pedestre. O Código de Trânsito Brasileiro, em seu Artigo 58, determina que nas pistas duplas, quando não houver ciclovia, ciclo faixa, ou acostamento, as bicicletas devem trafegar nas bordas das pistas de rolamento, T no mesmo sentido regular dos veículos, e a preferência continua sendo dos automotores. “Os ciclistas têm que respeitar o Código de Trânsito. A regra número um é a proteção da vida e nós, ciclistas, temos responsabilidade pelos pedestres, por sermos maiores” , destacou Detinha Son, do Movimento Ciclistas Urbanos Capixabas (CUC). Ela explicou que, em Vitória, não há legislação que proíba o uso das calçadas ou vias pelos ciclistas, mas que eles sempre devem zelar pela própria vida e pela dos pedestres. “Como estamos sobre veículos, não podemos avançar sinal, nem andar na contramão. O uso do corredor é permitido, desde que o trânsito esteja parado” . Detinha também apontou que os ciclistas profissionais não devem usar a ciclovia para pedalar em alta velocidade. “Treinar nas ciclovias é perigoso tanto para pedestres como para os ciclistas. A melhor pedida, em qualquer caso, é a regra da boa convivência. O ciclista pode e deve aproveitar o contato direto que tem com um pedestre, pedir desculpas caso aconteça algo ou licença caso algum deles esteja na ciclovia” , aconselhou. O subsecretário de Trânsito de Vitória, Fernando Repinaldo, enfatizou que, no trânsito, a prioridade é sempre do mais frágil, que no caso é o pedestre. Ele lembrou que pedalar na mão correta da via garante a segurança do ciclista e dos pedestres e que ultrapassagens nas ciclovias são permitidas, desde que feitas com segurança. "Geralmente bicicletas não têm medidores metrológicos, logo prevalece o bom senso: velocidade segura para evitar acidentes", considerou. ■ Pedestre e ciclista dividem o mesmo espaço na ciclovia

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4 SETEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS JANE MARY DE ABREU Meditação é uma necessidade á reparou uma coisa? As pessoas falam tão naturalmente da ansiedade que nem parece que estão falando de uma doença grave... gravíssima! Não é ela que está por trás da hipertensão, do infarto, do AVC, da diabetes e etc? Não é assim que dizem os médicos? Curiosamente, os ansiosos são vistos de forma positiva pela sociedade que elegeu a superficialidade e a velocidade como as suas marcas. Não são visto como doentes, mas pessoas antenadas, hiperativas, conectadas 100%, com status de inteligentes. Os que venceram a ansiedade e levam uma vida saudável, já estão sendo vistos com desconfiança, tachados de lerdos, anacrônicos, ultrapassados. Ser moderno e inteligente no mundo de hoje é ser pilhado, ligado em tomada 220, de preferência grudado no celular, falando com o mundo e não sabendo nada a respeito de si mesmo. Pois é... o triste é que os conectados, os modernos, os inteligentes, estão cada vez mais distantes deles mesmos, mais doentes do J que imaginam. Vivem ou no passado ou no futuro, não têm tempo e nem paciência para o presente, onde a vida acontece de fato. Quando se deparam com uma doença ou com a morte, são os que mais se desesperam. E se desesperam com toda razão, afinal não viveram e já estão indo embora. Deve ser mesmo pavorosa esta descoberta. Se você faz parte do contingente dos ansiosos, por favor, faça um gesto de compaixão por você mesmo, salve-se enquanto há tempo, seja de fato inteligente. Não aceite passar pela vida sem viver. Você não veio a este planeta para correr atrás de dinheiro, poder e fama. O propósito da sua vida é infinitamente mais edificante. Atreva-se a viver como se comprometeu antes de nascer. O desenvolvimento da sua alma foi o objetivo maior do seu nascimento para uma breve temporada na terra. Viemos aqui para exercitar o amor, para viver o aqui e o agora, não existe outro tempo. Deixe o passado no passado, as histórias não se repetem iguais. Tudo que você viveu foi importante para você chegar até aqui, mas passou, não volta mais. Pare de se preocupar com o futuro, ele está fora do nosso controle. Só temos poder sobre o presente, sobre o AGORA. Aí você pode estar se perguntando: e como é possível acessar o êxtase do momento presente? A solução não é o Rivotril e nem qualquer outra droga ou escapismo. A meditação é o remédio definitivo, o mais inteligente, o único 100% eficaz. Meditação é uma necessidade da espécie humana. E sabe por que a grande maioria se recusa a tomar esse poderoso remédio? Porque a meditação é de graça... é simples... é fácil... Se a gente tivesse que pagar para meditar, certamente existiriam longas filas de espera. A mente humana está viciada na complexidade, gosta de pagar para receber alguma coisa. Sente-se importante quando vai ao terapeuta, ao psiquiatra. Está também viciada em buscar soluções externas para resolver conflitos internos e, principalmente, está viciada em terceirizar responsabilidades pessoais. Existe também uma outra ques- tão: fala-se em meditação e imediatamente surge nas mentes ocidentais a imagem dos orientais de pernas cruzadas passando horas e horas olhando para uma parede. Isso é realmente um tédio e não tem nada a ver com meditação. É apenas um costume oriental de disciplina corporal e mental. Meditação pode ser feita em pé, deitado, sentado, em casa, no trabalho, em qualquer lugar, basta simplesmente a vontade de se curar e ter uma vida saudável. É a coisa mais simples que existe, por isso desperta tanta suspeita no Ocidente. Ela exige apenas concentração máxima numa determinadaação. Se você está lavando pratos com a mente voltada totalmente para aquela atividade, sem pensar em outra coisa além em ensaboar o prato, você está meditando... Quando você se depara com uma flor e pára para apreciar a beleza dela... quando você se permite sentir o perfume da flor e se encanta com os contornos dela, sua pureza e inocência, você está meditando... Quando você ouve atentamen- te uma pessoa, sem necessidade de interrompê-la para dar o seu parecer sobre o assunto... quando você permite que ela se expresse livremente e aceita aprender com essa pessoa, você está meditando... Meditação significa concentração máxima no aqui e no agora, entrega absoluta ao que está acontecendo neste instante, sem nenhum julgamento ou questionamento. Se você faz silêncio e respira corretamente, naturalmente vai criando intervalos entre um pensamento e outro, lentamente a mente vai desacelerando, a ansiedade diminuindo e você retornando ao seu estado natural, que é a harmonia e a paz. Outro dia um amigo me mandou uma frase que ele leu na traseira de um caminhão. Mais ou menos assim: A paz que você procura está no silêncio que você não faz. É isso... simples assim. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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6 SETEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Bicicleta hi-tech para seduzir o consumidor A implatação de ciclovias nas grandes cidades impulsiona o mercado, que registra aumento nas vendas e lançamento de bicicletas de grande performance mercado das bicicletas de alta performance está em expansão, tanto no Brasil como no Espírito Santo, sobretudo com o crescimento das ciclovias. A avaliação é do diretor geral da Brücke Motors, concessionária da BMW em Vitória, Renato Bello. O motivo da expansão, segundo ele, é a busca pela qualidade de vida por meio da prática de esportes. As bicicletas de alta performance são mais leves do que as convencionais e dispõem de equipamentos de última geração, como suspensão com leitura de solo, e são feitas com fibra de carbono, mesmo material usado nos carros de alta performance. “Mesmo quem não é praticante assíduo do esporte pode usar uma bicicleta desse tipo, que dá mais conforto e é um meio de locomoção sustentável e saudável. O esporte é fantástico pelo contato com a natureza e pela melhora da condição física” , explicou Renato Bello. As mais simples têm suspensão e freios hidráulicos, enquanto as de maior valor chegam a ter transmissão, freios e suspensão eletrônicos. Com tantos recursos tecnológicos, o valor de uma bicicleta de alta performance começa a partir de R$ 5 mil, podendo chegar a R$ 100 mil. Essas bikes também precisam de cuidados especiais. Os pneus precisam estar sempre calibrados e a suspensão e os freios devem ser lubrificados constantemente. Além disso, após o uso, o proprietário deve lavá-las e secá-las, para evitar que a sujeira e a maresia corroam algumas partes, como os freios. Com um produto de alto valor, Bello explica que os proprietários geralmente pedalam em grupos, para driblar a insegurança das ruas. Além disso, as bicicletas da BMW possuem seguro, que pode ser feito na própria concessionária; têm garantia de um ano e todos os reparos podem ser feitos na própria Brücke Motors. Alguns modelos estão disponíveis para pronta-entrega e outros podem ser encomendados e entregues dentro de 10 dias. A Mountain Bike BMW Enduro, por exemplo, custa R$ 15.500 e dispõe de itens como câmbio eletrônico, suspensão dianteira, freio a disco dianteiro e traseiro, além da suspensão para o quadro. Essa bicicleta, como explicou Bello, apresenta maior estabilidade no uso do que uma convencional. “Quem compra essas bicicletas é aficionado pelo esporte. Elas são próprias para viagens mais longas, mountain bike e competições. Geralmente, são profissionais liberais apaixonados pelo esporte; maioria homens, com média de idade entre 25 e 40 anos. Temos clientes de carros para os quais fez todo o sentido ter uma bike da BMW” , descreveu o diretor da Brücke Motors. JOÃO DORIA O poder do cidadão omos brasileiros. Das mais variadas profissões e setores, imbuídos na luta de progredir em nosso País, que há de retomar o rumo do crescimento. Diante das crises econômica, política e moral que assolam o País, cabe a nós, cidadãos, oferecer nosso empenho pessoal e profissional para virar o jogo. Só fortalecendo nossa cidadania, poderemos garantir nosso próprio futuro como nação. A expansão de direitos de cidadania teve avanços na última década no País, não há dúvida. O aumento do poder aquisitivo contribuiu diretamente para esta conquista. O recente relatório Prosperidade compartilhada e erradicação da pobreza na América Latina e Caribe, publicado pelo Banco Mundial no primeiro semestre, revela que, nos últimos 20 anos, cerca de 60% dos brasileiros subiram de classe econômica e o Brasil está próximo de erradicar a pobreza extrema. Ainda assim, 18 milhões de brasileiros vivem na pobreza e um terço da população não tem condições econômicas para viver condignamente – sem emprego e formação necessária para melhorar sua condição. O Brasil está menos desigual, mas o abismo é imenso. Boa parte de sua população enfrenta as consequências e uma economia frágil, amargando a perspectiva de uma crise prolongada. Ainda segundo o estudo, a desigualdade no Brasil está acima da registrada na América Latina e Caribe. Cerca de 1% da classe mais rica recebe 13% da renda total do País. O principal entrave para o processo de redução de desigualdade está na educação. O Brasil ficou na 60.ª posição no ranking mundial de educação, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia avaliados 76 países ¬ ¬por meio do desempenho de alunos de 15 anos em testes de Ciências e Matemática. A performance de nossos jovens ainda está distante da média dos países-membros. S O FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Renato Bello, diretor da Brücke Motors, revendedora da BMW, destaca a tecnologia da bike Mazzini incentiva ciclistas em condomínio O hábito sustentável de ir ao trabalho de bicicleta e de também usar o equipamento para o lazer, foi transferido dos colaboradores diretamente para o Residencial Parque Jequitibá, da Mazzini Construtora e Incorporadora. O empreendimento foi entregue há três meses e, mesmo com poucos moradores, já teve grande aprovação do Bike Share, que é um sistema de empréstimo de bicicletas, como retratou o diretor de Incorporação da Mazzini Construtora e Incorporadora, Luiz Cláudio Mazzini Gomes. “A ideia é incentivar as pessoas a usarem mais a bicicleta, a praticar mais esportes. Além de usarmos sistemas sustentáveis nos empreendimentos, a mobilidade urbana também é um item sustentável muito importante. Acho que vamos levar algum tempo para que os moradores tenham esse hábito, mas a gente tem que insistir até que isso vire uma cultura” , considerou. O próprio diretor é um exemplo de ciclista que incentiva colaboradores e parceiros de trabalho a usarem a bicicleta como meio de transporte cotidiano. Há três anos, ele faz o deslocamento entre bairros como Mata da Praia e Bento Ferreira, usando uma bicicleta elétrica – que permite o transporte com a roupa de trabalho. Já para os fins de semana, Luiz Cláudio usa uma bicicleta de alta performance para a prática do esporte. “Depois que comecei a utilizar a bicicleta para trabalhar, outras pessoas do escritório se sentiram motivadas. O deslocamento é mais rápido do que quem vem de carro e também tenho mais facilidade para estacionar” . Hoje, com o incentivo do diretor, aproximadamente 20% dos colaboradores do escritório da Mazzini vão ao trabalho de bicicleta. ■ É fato que quanto melhor o padrão educacional de uma nação, maior o seu crescimento econômico. Não à toa, países com escassez de recursos naturais investiram alto no desenvolvimento intelectual da população e hoje despontam como líderes em inovação e conhecimento. A educação é também pedra fundamental para a expansão da cidadania e formação do pensamento crítico de um povo. Se a tão sonhada revolução educacional caminha a passos lentos, cabe ao brasileiro traçar o seu caminho. Tenho orgulho de assistir a empresas investindo em capacitação, ONGs agindo paralelamente na tentativa de mudar essa realidade. Ressalto os nomes de líderes comprometidos com as transformações sociais no Brasil em diversas áreas, como Jorge Paulo Lemann, com a fundação que leva seu nome, e Luiz Seabra, por meio do seu Instituto Natura. São dois exemplos de uma extensa lista de brasileiros com sucesso em seus empreendimentos e com olhar para o futuro. Mas há milhares de exemplos individuais de superação. É urgente que Brasil conquiste o equilíbrio entre o desenvolvimento da cidadania e a cidadania do desenvolvimento. Não faremos isso olhando números econômicos, mas trabalhando e cobrando do poder público seu dever para com os direitos dos cidadãos. Somos brasileiros. E nossa causa é a construção do progresso do País. ■ João Doria é jornalista e publicitário. Foi secretário de Turismo da cidade de São Paulo e presidente da Embratur. É fundador e presidente do Grupo Doria, grupo de comunicação e marketing composto por seis empresas: Doria Administração de Bens, Doria Eventos, Doria Eventos Internacionais, Doria Editora, Doria Marketing & Imagem e Lide – Grupo de Líderes Empresariais contato@grupodoria.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2015 7 Cooperação entre BNDES e NDB O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o banco dos Brics vão compartilhar experiências Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o banco de desenvolvimento dos países do BRICS assinaram memorando de entendimento para estreitar a cooperação entre o banco brasileiro e a instituição financeira que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O documento foi firmado dia 8, pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e por Paulo Nogueira Batista, um dos vice-presidentes do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês). A cerimônia ocorreu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. Os principais focos do memorando são o intercâmbio de informações e o compartilhamento de experiências relacionadas ao apoio a projetos de infraestrutura e a iniciativas voltadas à promoção do desenvolvimento sustentável. O documento firmado entre o BNDES e o NDB não es- O tabelece nenhuma obrigação de que as instituições tenham que, necessariamente, realizar operações conjuntas. Mas abre caminho para que os bancos estreitem seu relacionamento e possam trabalhar em iniciativas de interesse comum, incluindo parcerias para financiamento de projetos. O NDB, conhecido como Banco dos Brics, tem como objetivo apoiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável nos países-membros e em outras economias emergentes. O Banco tem sede em Xangai, na China, contando ainda com um escritório de representação regional na África do Sul. Sua criação foi oficializada durante a Sexta Cúpula do BRICS, em Fortaleza, no Ceará, em 15 de julho de 2014. O capital inicial do NDB é de US$ 50 bilhões, já subscrito pelos países membros, mas o capital autorizado da instituição chega a US$ 100 bilhões. A título de comparação, o Banco Interamericano de Desenvolvimento conta com um capital de aproximadamente US$ 35 bilhões e o Banco Mundial com US$ 40 bilhões. O NDB propõe-se a complementar os esforços de instituições financeiras multilaterais e regionais, com foco no apoio a projetos. O acordo constitutivo do banco prevê a adoção de instrumentos bastante diversos para que ele atinja seus objetivos. O NDB poderá financiar projetos públicos ou privados, por meio de empréstimos, garantias, participação acionária e outros instrumentos financeiros. O banco poderá operar em conjunto com outras instituições financeiras multilaterais, com bancos de desenvolvimento nacionais dos países membros e com bancos comerciais, o que tem o potencial de alavancar as operações dos mesmos. ■ FOTO: JOSÉ CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL O presidente do BNDES, Luciano Coutinh, assinou termo de cooperação com o NDB

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15 ANO Em Vitó A pesar de ter comemorado 464 anos de fundação, Vitória continua encantando turistas e moradores por suas belezas naturais, mesmo com a administração pública deixando à mostra pequenos problemas que mancham a imagem da cidade. São postes de alta tensão ruindo e na iminência de ocasionar acidentes graves, além de diversas cracolândias espalhadas pela cidade, que, além dos transtornos aos visitantes e moradores, provocam a desvalorização imobiliária. A vida noturna é animada. Vitória conta com bares de bom padrão e restaurantes de alto nível, mas tem dificuldade em oferecer transporte público de qualidade. A frota foi reduzida drasticamente, para preparar a entrega do serviço municipal ao Transcol, sistema estadual de transporte coletivo. Até pouco tempo atrás havia uma alimentação à indústria da multa em estacionamentos rotativos e estimulação ao florescente esquema de guinchos, que foi desbaratado pela CPI da Máfia do Guincho. O esquema, que além de movimentar milhares de reais em multas e taxas de transporte dos veículos guinchados e de armazenamento em pátios, ainda gerava perda de pontos nas carteiras de habilitação dos motoristas. POSTES – A cidade é um misto de belezas naturais e história de desleixo administrativo. O Centro Histórico, onde se encontram construções da época do Tratado de Tordesilhas, como o Museu Capela Santa Luzia, conta com ameaças reais à segurança dos motoristas. Há mais de um ano, exatamente na Curva do Saldanha e em frente ao antigo Colégio Estadual, está um poste com fios de alta tensão na iminência de despencar. Pela legislação em vigor, a responsabilidade é dos municípios. Esse poste se escora em outro e se encontra com as ferragens expostas e enferrujadas. Não é só na movimentada Curva do Saldanha que ocorre isso. No acesso à Terceira Ponte, exatamente na Rua Almirante Soído, há outro nas mesmas condições e também com fios de alta tensão na iminência de desabar. Isso ocorre ao mesmo tempo em que a Prefeitura de Vitória anuncia a instalação de mais duas mil novas lâmpadas na Cidade. Tanto a EDP Escelsa quanto a PMV já tomaram ciência do risco de queda. Para emitir um posicionamento a respeito da gravidade desse problema a Prefeitura de Vitória foi procurada, através da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran), pasta responsável pela fiscalização dos postes. Inicialmente a Assessoria da Setran disse que quem iria falar sobre a falta de uma punição contra a EDP Escelsa seria a Procuradoria Geral da Prefeitura. Posteriormente, a administração municipal optou por escalar a subsecretária de Imprensa da PMV, Kennya Gava Pinheiro, para falar sobre o assunto de competência da Setran e que repetiu as promessas de providências feitas 60 dias antes. E que não foram tomadas. As duas ameaças à vida de motoristas e pedestres, tanto no início da Curva do Saldanha como no acesso à Terceira Ponte, permanecem. Dinheiro não é problema. Para este ano foram orçados R$ 23,93 milhões em Contribuição para Custeio de Serviço de Iluminação Pública, uma taxa paga mensalmente e de forma obrigatória pelo consumidor da EDP Escelsa à Prefeitura de Vitória. Dessa receita prevista, os consumidores da concessionária de energia elétrica já repassaram para os cofres municipais R$ 11,27 milhões. Bonita por natureza, Vitória foi cons mas pequenos detalhes, como demo

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OS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2015 9 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA ória é assim Fluxo de turista estrangeiro foi direcionado para outro destino Os turistas que chegam a Vitória para conhecer as belezas da cidade, conduzidos através das empresas que atuam com o turismo receptivo, são informados sobre os riscos que a cidade traz. O maior cuidado com os pertences e evitar circular a pé, mesmo em bairros tidos como nobres, são as principais dicas repassadas aos visitantes. O comércio e os prestadores de serviço perderam com a movimentação intensa de navios de passageiros, que foi direcionada para outras cidades. Neste ano não ocorreu embarque e desembarque de passageiros na alta estação. Segundo o supervisor de Operações da Intercontinental Turismo, Cesar Ruy, apenas dois cruzeiros internacionais passaram por Vitória e atracaram aqui, para que os passageiros estrangeiros conhecessem os atrativos da região metropolitana de Vitória. Mas, não houve embarque ou desembarque de passageiros nacionais, como ocorria durante a gestão de João Coser na Prefeitura de Vitória. Para Ruy, cuja empresa foi responsável pelo turismo receptivo de dezenas de cruzeiros no passado, “não houve grande interesse” . A captura desses cruzeiros ocorria através da intermediação da PMV em uma feira internacional de Miami, onde se reúne o trade turístico mundial O tamanho do mato mostra há quanto tempo a rua não é limpa iderada pelo jornal Financial Times como a 7ª cidade para se investir, onstra a foto ao lado, mostram certo desleixo Usuários de craque escolheram a região de Santa Helena como ponto Na temporada 2010/2011, 39 navios de turistas atracaram no porto de Vitória com os armadores de navios de passageiros. Com relação aos perigos da cidade, como a falta de uma política municipal para extinguir os pontos de infestação de usuários de crack, Ruy disse que os turistas recebidos são orientados sobre como se proteger. É um padrão internacional, explicou. A vida noturna de Vitória deixa muito a desejar, mas não deixa de apresentar um avanço quando é feita uma comparação com o Rio de Janeiro e os Estados do Nordeste, completou. FALTA INTERESSE – A diretora administrativa e financeira da Capixaba Turismo Receptivo, Valeska Gomes Queiroz, não teve dúvida em garantir que falta interesse para que Vitória e o Espírito Santo sejam vendidos como destinos com opções de lazer. Fal- ta vida noturna, falta interesse até dos restaurantes, que às 23h começam a empilhar as cadeiras e “enxotar” os turistas. Além do lado comercial, há falhas do município, que não contribui como elo de estímulo para reverter essa situação. A empresária disse que aos turistas jovens são dados como atrativos noturnos de Vitória apenas os barzinhos da Rua da Lama, em Jardim da Penha, ou do Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto. Mas para os turistas com mais de 50 anos, não há opções a oferecer e após o passeio no período vespertino, são deixados na porta do hotel à noite para dormir. Os idosos querem um local com danças típicas, como existem no Nordeste, e que aqui não tem, acentuou Valeska. Cracolândia se expande Ao invés de reduzir, as cracolândias avançam pelos bairros nobres de Vitória e a expansão transforma os moradores em reféns dentro de suas próprias residências. Os usuários de crack usam de todos os artifícios para manter o vício e por isso não pensam duas vezes quando veem facilidade para um furto ou um assalto. Além do problema crônico nas ruas do Centro de Vitória e Vila Rubim, agora há “filiais” de cracolândias em bairros nobres da capital do Espírito Santo. A Praia do Canto, Enseada do Suá, Praia do Suá e proximidades da praça de pedágio da Terceira Ponte são locais onde à noite se formam grupos com mais de 20 usuários de crack. Além de usarem a droga, fazem suas necessidades básicas e dormem sobre as calçadas desses mesmos locais. As brigas são comuns. Indefesos, os moradores e comerciantes assistem sem nada poder fazer. A Polícia não intervém, quando acionada pelo 190, sob a alegação de que é um problema social e de saúde pública. Nas proximidades de um posto de gasolina na Avenida Desembargador Santos Neves, na Praia do Canto, é arriscado transitar a pé. Invariavelmente o pedestre será abordado por um viciado, nem que seja para pedir alguma coisa. Junto com o uso livre de crack, há também o comércio fácil de drogas nesses locais. O tráfico costuma fazer entregas num esquema delivery, para atender ao crescente comércio do crack. As cenas de sexo entre os drogados são comuns, que não se importam se a plateia é formada por idosos ou crianças. Moradores ou funcionários de escritórios em frente às cracolândias são obrigados a ver e se sentirem impotentes por nada poderem fazer para acabar com o problema. Os pontos de distribuição de drogas são conhecidos da população comum. O Morro de São José é de onde provem boa parte do crack que abastece a cracolândia da região nobre. No Centro, o abastecimento é feito pelos “distribuidores” instalados na Fonte Grande e Piedade, além da Ilha do Príncipe. Síndicos de prédios próximos à Praça do Cauê confirmam que muitos moradores estão se mudando desses condomínios, mesmo sendo de elevado padrão, devido às cenas deprimentes que são obrigados a assistir há anos. Nos prédios próximos às cracolândias, um bom observador vai verificar a existência de inúmeras placas de “aluga-se” ou “vende-se” . A cidade oferece excelentes áreas para a prática de esportes e lazer

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10 SETEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Escassez de área encarece imóvel Com poucas áreas disponíveis para construção de condomínios, empresas estão direcionando investimentos para Serra e Vila Velha Capital do Espírito Santo tem poucas áreas disponíveis para receber novos empreendimentos imobiliários. A afirmação é consenso entre os empresários do setor, que também apontam que a escassez dos terrenos gera uma consequente alta nos preços dos imóveis. Embora escassas, eles consideram que ainda há boas áreas, em regiões nobres de Vitória, que poderão receber novos empreendimentos nos próximos anos. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Aristóteles Passos Costa Neto, salientou que há uma relação direta entre a pouca quantidade de terrenos disponíveis para a construção e o preço dos imóveis. “À medida em que as áreas são mais escassas, o preço sobre. Quanto menos áreas, mais caras são aquelas que existem” , considerou. Aristóteles aponta que a consOs terrenos livres têm grande valorização comercial em Vitória A Aristóteles é presidente do Sinduscon trução civil em Vitória já está caindo e que, atualmente, os espaços existem ainda em bairros como Jardim Camburi, Bento Ferreira e a região de Santo Antônio e Fradinhos. “A capital já não tem mais espaço para construção, tanto que o Censo Imobiliário já indica há alguns anos que o nível de produção em Vitória cai” . Em abril deste ano, o Sinduscon divulgou o mais recente Censo Imobiliário. Na série histórica da construção de residências, é possível conferir que, desde 2006, o auge dessa estatística foi no final do ano de 2009, quando pouco mais de nove mil empreendimentos estavam sendo construídos. Em abril deste ano, o total caiu para 2.857 residências em construção. O diretor comercial da Lorenge, Samir Ginaid, reforça que mesmo nos bairros onde as áreas são mais escassas, como Praia do Canto e Santa Lúcia, ainda há pouca verticalização e alguns terrenos ainda podem ser explorados. Outro caso apontado por Ginaid é o do bairro Bento Ferreira, onde quase metade da área ainda é ocupada por casas, de moradores que não querem vendê-las ou que esperam a oportunidade ideal para isso. “De fato, a construção tem reduzido bastante por conta disso. O bairro de Jardim da Penha, por exemplo, não tem tantas casas e, antigamente, recebia seis ou oito lançamentos por ano. Hoje, não passam de dois ou três” , contabilizou. Ginaid apontou, ainda, que a falta de regularização dos terrenos de marinha dificulta a expansão imobiliária em alguns bairros. “A segunda maior dificuldade em Vitoria é a regularização fundiária. O número de terrenos irregulares na cidade é muito grande, principalmente por conta dos terrenos de marinha. Se não houvesse isso, um bairro carregado de lançamentos imobiliários seria a Ilha de santa Maria” . Para que seja definida a forma como essas áreas poderão ser ocupadas na Capital, a Prefeitura de Vitória está em processo de revisão do Plano Diretor Urbano (PDU), segundo a subsecretária de Gestão Urbana, Clemir Pela Meneghel. “Após ouvir a população, estamos fazendo o levantamento técnico das áreas vazias e vamos buscar instrumentos para incentivar a regularização, e isso vai ser discutido com a comunidade. A partir de setembro, voltaremos com os seminários temáticos e, em outubro, vamos apresentar a minuta do projeto de lei para discussão popular” . Outro interesse da prefeitura, como salientou a subsecretária, é reocupar os prédios subutilizados do Centro de Vitória, a exemplo do que aconteceu nos residenciais Estoril, Tabajara e Pouso Real, localizados próximo ao Palácio Anchieta. Em Vitória, os “terrenos de marinha” impedem a expansão imobiliária Para empresários, solução é expandir em outros municípios Para que o mercado imobiliário mantenha o ritmo de crescimento, os empresários do setor apontam uma alternativa central: investir em lançamentos nas cidades vizinhas a Vitória, dentro da Região Metropolitana. “A tendência é não explorar a Capital, mas sim a Região Metropolitana. O mercado imobiliário está indo para Cariacica e Viana, além da Serra. A tendência, nos próximos anos, é essas cidades se tornarem mercados atraentes” , explicou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Aristóteles Passos Costa Neto. Mas para que essa expansão proporcione qualidade de vida à população, o diretor comercial da Lorenge, Samir Ginaid, lembra que a expansão nas cidades precisa ser integrada e considerar o deslocamento diário dos moradores. “A saída é expandir para outras cidades, mas essas cidades têm que crescer juntas. Precisam incentivar comércios e indústrias em determinadas áreas, para que não virem cidades dormitórios. Numa metrópole, a solução é essa nova organização ou um bom transporte de massa. Hoje, não temos nem um, nem outro. Ter emprego perto das casas seria o ideal para uma cidade com mais qualidade de vida” .■

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15 ANOS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2015 11 ANGELA CAPISTRANO CAMARGO CABRAL Direito de comprar da União um imóvel que já é meu? oi aprovada a MP 69/2015 que dispõe sobre a administração, a alienação e a transferência de gestão de imóveis da União. Tal Medida provisória, dentre outras medidas, possibilita que a União venda os imóveis que já estão cadastrados como de marinha e seu proprietário possa finalmente deixar de pagar as tão criticadas taxas de marinha. Desta forma, ao invés de se acabar com a taxa de marinha, o que os brasileiros receberam foi a “oportunidade” de compra do imóvel, que para eles já os pertenciam, para se livrarem de tal taxa. Foi com essa sensação de injustiça que a MP 69/2015 foi recebida pela maioria da população brasileira, especialmente pelos moradores do litoral. Isto gera revolta, dúvida e, sobretudo, atesta o desconhecimento total da população quanto à obrigatoriedade ou não do pagamento de taxas por falta de informação sobre a localidade da faixa de marinha. A Secretaria Patrimonial da F União informa, por sua vez, que tem cadastrados os imóveis que estão situados nesta faixa, mas existe a dúvida se todos que estão situados estão realmente cadastrados e se seria mesmo correta esta demarcação na faixa de marinha. Para aqueles que possuem dúvida se a demarcação está correta ou não terão que resolver somente administrativamente ou judicialmente, uma vez que demandaria prova pericial e etc. A delimitação de onde começa ou termina a faixa de marinha é impossível de ser feita por pessoa leiga, vez que é baseada em maré que existia em 1831. Assim, estar longe do mar ou perto dele não significa nada. Os aterros dos bairros são considerados terreno de marinha e as terras existentes a 33 metros da linha preamar média de 1831 são terrenos de marinha, pois situados na faixa de marinha, conforme descrição do DL 3438/1941. Então, morar em frente à praia ou bem longe dela não significa que está ou não em Terreno de Marinha. Em Vitória-ES, por exemplo, bairros tais como Bairro de Lurdes, Bento Ferreira, Itararé são bairros que foram aterrados, e por isso são acrescidos de marinha, portanto devem ser pagas as taxas de marinha, mesmo que esteja bem longe de onde hoje está o mar. Da mesma forma, bairros que estão em frente à praia como Mata da Praia, Jardim da Penha e Jardim Camburi que possuem parte de suas ruas bem em frente ao mar, por exemplo, podem não estar na faixa de marinha. Isto é objeto de enormes questionamentos. A população não entende todas essas regras, pois baseadas em informações em que há certa dificuldade no acesso, ou até mesmo desconhecimento aonde consegui-las. Está previsto na Constituição Federal, em seu artigo 20, quais são os bens da União e, em seu inciso VII, prevê que os terrenos de marinha e seus acrescidos são de propriedade da União, assim, ela não pode dispor de seus bens gratuitamente e por isso “justificaria” a MP para possibilitar essa venda. É mister frisar que existem diferentes regimes existentes sobre os terrenos ou acrescidos de marinha: i) o da ocupação, que o terreno é 100% da União e ii) regime de aforamento, no qual a União transferiu para o particular foreiro através de contrato o domínio útil de 83% e os outros 17% continuam de propriedade da União. Quando uma pessoa adquire um apartamento sobre um terreno de marinha sob-regime da ocupação, por exemplo, esta pessoa não passa a ser proprietário deste terreno e sim adquire uma benfeitoria (apartamento) mediante autorização da SPU porque a propriedade continua sendo da União. Ocorre que as pessoas não têm esse conhecimento, acham que ao comprar o imóvel são proprietárias plenas, pois pagam as taxas à União, por isso a indignação da MP recentemente editada que prevê a possibilidade de venda pela União dos bens aos particulares, que os mesmos já pagaram por eles. A ideia da MP é que essas pessoas possam comprar a parcela que hoje é detida pelo governo (83% se regime de ocupação ou 17% se regime de aforamento) e, assim, obtenham domínio pleno dos imóveis, ficando livres do pagamento de taxas. Desta forma realmente a propriedade é da União e não do particular, no entanto são inúmeras as regras que se aplicam e os particulares não devem temer as recentes mudanças, pois não perderão os imóveis, caso não haja a compra. Há muito ainda o que ser regulamentado e tal regra foi estabelecida por MP, que pode ou não ser transformada em lei e ainda assim poderá sofrer controle de sua constitucionalidade, caso haja ferimento a qualquer direito constitucional. ■ Angela Capistrano Camargo Cabral Especialista em Direito Tributário pela FGV; mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV; pósgraduada em Ciências Jurídicas pelo Diex/Ielf e graduada pela FDV.

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12 SETEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Propé, um modelo para ser seguido Pacientes com pé diabético têm atendimento gratuito com especialistas do programa implantado na Secretaria Municipal de Saúde de Vila Velha Os pacientes recebem atendimento diferenciado dos profissionais ila Velha é a única cidade do Espírito Santo a contar com um atendimento de saúde específico aos pacientes que sofrem com o pé diabético, uma complicação do diabetes, que reduz a sensibilidade nos pés e impede que a pessoa sinta o aparecimento de ferimentos, calos ou inchaços, que muitas vezes levam a graves infecções e até a amputações. O programa Propé funciona há quatro anos no Centro Municipal de Atenção Secundária (Cemas Mais Saúde), na sede da Secretaria de Saúde, e recebe pacientes encaminhados pelas unidades de saúde municipais. O cirurgião vascular pelo Propé, Eliud Garcia Duarte Júnior, diz que pelo menos 14 mil pacientes já passaram pelo programa, que além de ter um atendimento mais V rápido, direciona às especialidades médicas, como nefrologia, endocrinologia e cirurgia vascular, conforme necessidade apontada em exames. Para que o atendimento não demore, Eliud Garcia explica que, no Propé, ao invés dele passar por várias consultas, todos os exames são feitos inicialmente e os resultados são encaminhados aos médicos conforme o nível de gravidade. Ele explica que se o paciente passasse por cada um dos médicos separadamente demoraria, entre exames e consultas, até dois anos para ser atendido por todas as especialidades. Além disso, os profissionais do Propé também fazem o acompanhamento dos pacientes por meio das redes sociais. “Conseguimos observar as fases iniciais da doença e resolver o problema. A cada dia que o paciente diabético passa com uma doença infecciosa, as chances de mutilação aumentam em 30%, se não for feito o diagnóstico” , apontou. Por isso, agilizar o atendimento do paciente diabético é uma forma de evitar as amputações que, como considerou o médico, tiram o paciente do convívio social e do ambiente de trabalho. Em todo o país, somente no ano de 2014, quase 11 mil pessoas passaram a receber o auxílio-doença previdenciário por terem diabetes, de acordo com o Ministério da Previdência Social. “São muitos os pacientes afastados do trabalho, porque as internações relativas ao pé diabético são muito prolongadas. Há casos em que o paciente fica 40 dias internado” . O médico Eliud Garcia Duarte Júnior com equipe do Programa Propé As principais recomendações O pé diabético acontece nos pacientes que em decorrência do nível elevado de açúcar no sangue têm uma redução na sensibilidade dos pés e com isso não sentem machucados, apertos ou temperatura. Por isso, a recomendação do médico cirurgião vascular pelo Propé, Eliud Garcia Duarte Júnior, é que os pacientes usem sapatos que sejam um número maior que os pés – por exemplo, se o paciente calça 40, deve usar o número 41 -, que evitem compressas e escalda-pés, tanto quentes quanto frios e que não andem descalços em hipótese nenhuma. “Para um trabalhador que tem diabetes, a preocupação do dia a dia é saber cuidar dos pés. Com a doença, ele não percebe, por exemplo, um sapato apertado. Fica o dia inteiro em pé, não sente dor e não percebe quando uma infecção se instala” , apontou o médico, que também recomenda que os pacientes observem seus pés diariamente para verificar se há micoses ou ferimentos. Os cuidados com as unhas também são extremamente importantes. O cirurgião disse que alguns pacientes chegam a ter os pés amputados por complicações que começaram com uma unha encravada. Por isso, ele recomenda que se evite mexer nos cantos das unhas, onde podem ocorrer machucados, e que elas sejam cortadas sempre retas, para evitar que encravem. A podóloga voluntária do Propé, Valéria Costa Ferreira, recomenda ainda que os pacientes limpem e sequem bem os pés, não usem meias sintéticas e usem as costuras das meias pelo lado avesso, evitando o contato com a pele. Os pacientes também devem evitar produtos abrasivos e usar sempre filtro solar para proteger a pele dos pés. “Por conta das lesões causadas pela doença, alguns pacientes chegam a não poder andar. Muitos pacientes que atendo tiveram pequenas feridas que evoluíram muito rápido para uma lesão” , apontou a podóloga, que também recomenda aos diabéticos a procura de ajuda médica para tratar os ferimentos e calosidades nos pés. ■

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14 SETEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Taxista faz pressão contra Uber Em Vitória, vereadores aprovaram projeto de Rogerinho Pinheiro, que é taxista, proibindo todos os aplicativos que facilitam a vida do usuário O s taxistas de Vitória fizeram pressão sobre a Câmara de Vereadores, que cedeu e aprovou projeto de lei que proíbe o uso de aplicativos para celular, como o Uber. No entanto, a polêmica envolvendo a proi- bição desses aplicativos para a contratação entre particulares de veículos de aluguel, como o Uber, Easy Taxi, 99 Taxi e outros, está longe de ter sido solucionada. Os motoristas do Uber são os donos dos carros e passam por uma che- cagem de antecedentes criminais. Estar bem vestido, sair para abrir as portas e oferecer balas e bebidas são diferenciais de qualidade do Uber. O projeto ainda chegou às mãos do prefeito Luciano Rezende para veto ou sanção. Os vereadores que concordaram com a pressão dos taxistas e foram a favor da proibição dos aplicativos são: Davi Esmael (PSB), Devanir Ferreira (PRB), Fabrício Gandini (PPS), Luisinho (PDT), Luiz Emanuel Zouain (PSDB), Luiz Paulo Amorim (PSB), Rogerinho Pinheiro (PHS), Vinicius Simões (PPS), Wanderson Marinho (PRP) e Zezito Maio (PMDB). Desses 10, apenas o Rogerinho é taxista profissional. Somente três foram contrários. ■ LUIZ MARINS Muita união para enfrentar a crise O que fazer em nossa empresa nesta hora difícil que estamos passando no Brasil? Como devemos agir, como indivíduos, como grupos e como empresas? O que nós, brasileiros simples, ainda empregados, que temos família para sustentar e contas para pagar podemos fazer, de fato, sem sonhos e com os pés no chão, para que nossa empresa não pare de vez, que a engrenagem continue rodando, mesmo com todas as dificuldades que sabemos existir? Conversando com empresários, empreendedores, funcionários dos mais diversos setores da economia e mesmo servidores públicos, a conclusão a que chegamos é que nesta hora só nos resta a união. Nos momentos de grande dificuldade temos que reaprender o poder da união, da cooperação, da força de trabalhar em times. Temos que, muitas vezes, passar por cima de nossas antipatias e simpatias e nos unir com todos os nossos colegas de trabalho para que façamos tudo o que possa ser feito para tentar salvar nossos empregos. Agora, pois, não é hora de desunião, de discussões estéreis, de jogar contra o próprio time. Agora é hora de colocarmos os pés no chão e seguirmos em frente, apesar de todos os pesares e de nossa revolta com tudo o que está acontecendo no Brasil. Assim, o que, de fato, podemos fazer é trabalhar duro para não perder clientes. Para isso temos que cuidar da qualidade de tudo o que fizermos, pois na crise o cliente fica mais seletivo e exigente e dá muito mais valor ao seu pouco dinheiro. Temos que melhorar ainda mais o nosso atendimento, o nosso pósvenda, a nossa assistência técnica, a nossa agilidade. Temos que, unidos, pensar criativamente em como fazer alguma diferença de valor para os nossos clientes, ao mesmo tempo em que não podemos aumentar os custos de nossos produtos ou serviços. E como membros da sociedade brasileira temos que exercer nossa cidadania, exigindo dos políticos em quem votamos que promovam as reformas que o Brasil precisa para produzir mais e melhor, gerar mais emprego e renda. Isso significa fazer uma grande reforma tributária para diminuir impostos, favorecer a produção e a exportação, acabar com a burocracia pesada e diminuir o tamanho do Estado e o custo Brasil, favorecendo a iniciativa privada e combatendo a corrup- ção e os privilégios. Isto significa votar bem e com consciência e nunca esquecer que voto tem consequências. Mas até lá - até que tudo isso possa acontecer e dar resultados, só nos resta trabalhar bem para manter nossos empregos, nossa renda e nossa capacidade de sobreviver a mais esta crise que será mais longa ou mais curta em função de nossa capacidade de nos unir e juntos fazer acontecer o quase impossível. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2015 15 Cariacica vai ter loteamento para empresas A empresa VTO Polos Empresariais, que já possui empreendimentos na Serra e em Linhares, vai investir cerca de R$ 90 milhões em Cariacica A VTO entrega lotes já com licença ambiental, infraestrutura e regularizados oa notícia para os empresários que buscam novas áreas para investir, fugindo da burocracia e dos problemas comuns na instalação de negócios voltados para indústria, serviços, logística e armazenamento em centros urbanos: a VTO Polos Empresariais anuncia mais um empreendimento no Estado. Será em Cariacica, em frente à rodovia Leste-Oeste. O loteamento está em fase de registro e terá duas vertentes: de um lado estarão os terrenos voltados para atividades empresariais e, e do outro, estarão as áreas comerciais e residenciais, num total de 466 mil metros quadrados. A VTO já tem outros empreen- B dimentos no Estado. Um deles é o SerraLog, que já tem metade dos terrenos vendidos. No local já há um pátio do Detran em operação e obras em andamento. São lotes de 1,6 mil metros quadrados a 12 mil metros quadrados, em Campinho da Serra. Como em todos os empreendimentos VTO, os lotes são entregues totalmente regularizados, com escritura e licenciamento ambiental, além de toda a infraestrutura necessária para implantação das empresas, com rede elétrica, drenagem, sistemas de água e esgoto e pavimentação totalmente prontas. Outro polo empresarial lançado pela VTO no Estado é o de Linhares, que desde o ano passado já te- ve cerca de 70% de suas terras vendidas. A empresa deverá antecipar sua entrega de agosto de 2016 para janeiro. São 59 lotes, com área de 1,5 mil metros quadrados a 4 mil metros quadrados, próximos à fábrica da Ducoco e às instalações da Weg. Os loteamentos de Linhares e Serra somam investimentos de R$ 60 milhões e a empresa está investindo mais R$ 90 milhões em Cariacica. A atuação da VTO não se resume ao Espírito Santo. Ela acaba de lançar um empreendimento em Araquari, na região de Joinville, no Estado de Santa Catarina. A empresa investiu R$ 70 milhões no local, disponibilizando 60 lotes que irão receber indús- trias e negócios no ramo da indústria, armazenagem e serviços. No entorno está, por exemplo, a fábrica da BMW. De acordo com o diretor executivo da VTO, Alexandre Schubert, a empresa está criando mais quatro polos empresariais no País, com lançamentos previstos entre 2016 e 2017. Estão situados nas cidades de Igaraçu (PE), Uberaba (MG), Camaçari (BA) e Pindamonhangaba (SP) e os investimentos devem passar de R$ 100 milhões. Schubert lembra que os loteamentos empresariais trazem vantagens tanto para as os empresários quanto para os municípios e seus moradores. “Saindo de um re- gião central e indo para um polo com todo contexto resolvido, o proprietário do negócio pode trocar um terreno de alto valor comercial por um de valor adequado ao uso empresarial, possibilitando oportunidade de fazer um caixa considerável nessa troca” , destaca. “Além dessa questão financeira, quando se transfere as atividades para os polos consegue-se evitar os conflitos comuns com a vizinhança nos centros urbanos, como em relação a ruído, dificuldade de mobilidade e de renovação de licenciamentos. Com isso, acaba ocorrendo o reordenamento urbano dos municípios, beneficiando principalmente as comunidades” , acrescenta. ■

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