Revista Cruz Azul Educação - Setembro 2015

 

Embed or link this publication

Description

Revista Cruz Azul Educação - Setembro 2015

Popular Pages


p. 1

Revista da Cruz Azul de São Paulo Ano II | N° 7 | Setembro/2015 | Distribuição gratuita 6 8 O que é Endocrinologia Pediátrica Qual a melhor idade para alfabetizar? 14 física e vitaminas pode ser prejudicial Excesso de atividade COLÉGIO PM – MATRÍCULAS 2016 Aberto ao Público em Geral Mais informações na pág. 19

[close]

p. 2

Sumário 3 O “repensar” e os novos desafios da Educação 4 Importância da alimentação saudável para crianças e adolescentes 5 Nutrologia e obesidade infantil 6 O que é Endocrinologia Pediátrica 8 Qual a melhor idade para alfabetizar? 9 Uma pergunta muito comum de se ouvir: “meu filho ainda não está lendo?” 9 A alfabetização na visão do professor 10 Aids avança entre jovens e novo medicamento é vendido no País 11 Aids - Jovens não temem 12 Doenças comuns que podem dar muita “dor de cabeça” no período escolar 13 Doenças e procedimentos das escolas 14 Excesso de atividade física e vitaminas pode ser prejudicial 15 Sem orientação, atividade física pode prejudicar a saúde 16 Intercâmbio estudantil é diferencial no mercado de trabalho 17 Intercâmbio: um investimento que deve ser planejado 18 Breve aula sobre nutrição, a ciência a serviço da Saúde 20 Unidades de Ensino Cruz Azul Revista Educação em Primeiro Lugar é uma publicação trimestral da Cruz Azul de São Paulo Expediente 2 Corpo Diretivo: Cel PM Julio Antonio de Freitas Gonçalves - Superintendente | Cel PM Renato Aldarvis - Coordenador de Saúde | Dra. Joyce Mari Stocco - Coordenadora Clínica | Cel PM Renato Penteado Perrenoud - Coordenador de Educação | Cel PM Marcos Roberto Chaves da Silva - Coordenador de Logística | Cel PM Leônidas Pantaleão de Santana - Coordenador de Sustentabilidade | Cel PM Aguinaldo Nobre de Mello - Coordenador de Finanças | Cel PM Edson Teixeira Costa - Chefe de Gabinete. Publicação desenvolvida pela equipe da Gerência de Comunicação Corporativa: Elisabeth Diniz, Rosana Rodrigues, Dara Kessia, Érika Moraes, Fernanda Bigliatto, Lucas Leandro, Rafaela Vieira e Sabrina Tono. Jornalista Responsável: Walter Mazar - MTb.: 16.431/SP Banco de imagens: Acervo Cruz Azul e Shutterstock Tiragem: 25.000 exemplares Setembro/2015 | comunicacao@craz.com.br | www.cruzazulsp.com.br Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 3

O “repensar” e os novos desafios da Educação Educação é um processo dinâmico. Somente para citar um exemplo, há muito tempo discutese os antagonismos entre o “decorar” e o “aprender” e, hoje, temos um novo elemento, o “saber pesquisar e analisar”, em face à crescente demanda de informação proporcionada pela tecnologia. Os alunos que dominam as técnicas e “macetes” de busca na internet, e com melhor capacidade analítica, estão levando uma certa vantagem, quando não, muita. O “repensar” é inerente da ciência, filosofia e demais campos do conhecimento, mas nos meandros da Educação, a sua necessidade é colocada à prova em todos os momentos e nas mais diversas circunstâncias sociais, culturais e econômicas de países ou, simplesmente, de determinadas localidades, mesmo em contextos de Primeiro Mundo. O “inspirar para educar” é uma expressão há muito conhecida dos nossos educadores, mas nunca tão discutida como agora, nos obrigando, gratamente, a um “repensar” imediato, pois precisamos identificar e praticar métodos e conceitos que se propõem capazes de tornar ainda mais atrativo o processo de aprendizagem. Essa é a nossa nova “lição de casa”, que temos que entregar para a sociedade a curto prazo e tirar nota 10 com mérito, pois somente assim poderemos enfrentar e superar mais rapidamente os novos desafios da Educação moderna e cada vez mais dinâmica. Cruz Azul de São Paulo 3 Opinião 3

[close]

p. 4

Alimentação Importância da alimentação saudável para crianças e adolescentes Alimentos industrializados fazem parte do cardápio de grande parte dos brasileiros em idade escolar e comprometem a saúde; Brasil supera baixo peso, mas obesidade infantil ainda preocupa Os produtos industrializados são “alimentados” por estratégias de marketing e publicidade agressivas e acabam compreendidos pelas pessoas como referência para o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes. São doces, refrigerantes e fast-foods, entre tantas outras atrações deliciosas, mas ricas em gordura, química e valor calórico, que somente sairão do cardápio do dia a dia daqueles em idade escolar por meio da conscientização de todos os envolvidos: alunos, pais e professores. A realidade é que o baixo consumo de legumes, frutas, hortaliças e outros alimentos saudáveis, associado ao hábito de produtos industrializados, além do sobrepeso e obesidade infantil, está gerando diversas doenças consideradas mais comuns em adultos, como diabetes, hipertensão e distúrbios hormonais, que podem comprometer o crescimento e desenvolvimento e representam sérios riscos à saúde. Baixo peso e obesidade infantil A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) divulgou, no último mês de março, indicadores positivos e negativos do País: apenas 1,9% das crianças com menos de 5 anos apresenta baixo peso, mas 7,3% da mesma faixa etária estão com excesso de peso. A pesquisa também indicou que 33,5% das crianças (menos de 12 anos) estão com excesso de peso, enquanto que o percentual de adolescentes (12 a 18 anos) é de 20,5%. Segundo a Secretaria, o estado nutricional na primeira infância repercute na vida adulta: em 2012, metade da população adulta apresentava excesso de peso e 17,2% estavam obesos. 4 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 5

Nutrologia e obesidade infantil Dra. Leda Rezende – Nutróloga – Cruz Azul de São Paulo Costumo lembrar aos pais durante os atendimentos que o Hospital Cruz Azul é uma das raras Instituições que mantêm – dentro do quadro ambulatorial – o Ambulatório de Nutrologia Pediátrica. Como causa e consequência pela preocupação com a prevenção e orientação dos erros nutricionais na infância e adolescência, é possibilitado aos pais uma especialidade médica que, com parâmetros atualizados, conduz, de maneira rigorosamente científica e de medicina baseada em evidências, um referencial positivo na qualificação/orientação alimentar dos filhos. A intervenção na curva de peso das crianças e adolescentes está longe de ser uma questão puramente estética. Visa, objetivamente, evitar o risco de desenvolvimento das comorbidades que tanto prejudicam o orgânico, a médio e longo prazos. Doenças articulares, cardiovasculares, diabetes, hipertensão, hepatopatias, nefropatias e eclampsias “fundam os alicerces” da má alimentação da infância e adolescência. Também sempre costumo destacar que a maior e a pior genética são a “genética do supermercado”. As más condutas alimentares repassadas às gerações seguintes compõem uma falsa estatística de origem genética, que serve, erroneamente, como argumento para dados laboratoriais fora do padrão estabelecido como padrão de normalidade. O Ambulatório de Nutrologia Pediátrica da Cruz Azul de São Paulo funciona – em conjunto com todas as especialidades envolvidas para o adequado desenvolvimento da criança –, durante toda a semana e sob agendamento. Cruz Azul de São Paulo 5 Alimentação 5

[close]

p. 6

Endocrinologia O que é Endocrinologia Pediátrica Veja o resumo das definições da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia sobre a especialidade para crianças e adolescentes A Endocrinologia Pediátrica é uma área de atuação que requer a interação de conhecimentos de pediatria e endocrinologia, para o diagnóstico e tratamento das disfunções hormonais, do período neonatal à adolescência. Tais alterações hormonais determinam repercussões no crescimento, desenvolvimento e metabolismo do organismo em fase de maturação. Puberdade Precoce Classicamente, o início da puberdade deve ocorrer entre 8 e 13 anos, nas meninas, e no período que vai dos 9 aos 14 anos, nos meninos. Puberdades que se iniciem em meninas menores de 6 anos ou em meninos menores do que 7 ou 8 anos são consideradas muito precoces, requerendo investigação e, frequentemente, tratamento. Nas idades compreendidas entre 6 e 8 anos (meninas) e 7 e 9 anos (meninos), consideram-se períodos limítrofes, nos quais a avaliação clínica do ritmo de desenvolvimento puberal irá definir a necessidade de investigação laboratorial ou eventual tratamento. Período Neonatal No período neonatal, as anormalidades mais frequentemente acompanhadas são as da diferenciação genital, hipoglicemias, hipotireoidismo congênito e hiperplasia adrenal congênita. Nas crianças menores, predominam os quadros de crescimento deficiente, os hipotireoidismos adquiridos, diabetes mellitus tipo 1 e os sinais puberais de apresentação precoce. Obesidade e diabetes Embora não seja uma regra sem exceções, grande parte das crianças e adolescentes obesos também terá obesidade na idade adulta. Isso porque, além de carregarem os determinantes genéticos, tendem a manter os erros nutricionais e socioculturais que desencadeiam e agravam os mecanismos geradores do ganho excessivo de peso. Especial atenção deve ser dada aos pacientes com história familiar de obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial e dislipidemias, já que a obesidade na infância pode ser uma primeira manifestação clínica da resistência à insulina, envolvida na gênese da Síndrome Metabólica plenamente manifesta no adulto. Para saber mais, acesse: www.endocrino.org.br Fonte: SBEM Crescimento Normal O crescimento de crianças e adolescentes deve ser vigiado desde o nascimento até a obtenção da estatura final, utilizando-se, para isso, gráficos de crescimento populacionais que estejam adequadamente ajustados para a população que o indivíduo pertence. Os sinais de alerta para um crescimento inadequado são: percentis (medidas que dividem as amostras em 100 partes) ou canais de crescimento abaixo do padrão populacional ou inferior ao esperado para o padrão genético da família, desaceleração do crescimento em relação à velocidade esperada para a idade, sexo e grau de desenvolvimento e previsão da estatura final abaixo da estatura-alvo familiar. 6 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 7

5h35 médio/dia 33,5% Crianças 20,5% Adolescentes Adultos 50% - Excesso de peso 17,2% - Obesos Crianças e adolescentes devem ser incentivados, em casa e na escola, à prática da alimentação saudável para o combate à obesidade. Está mais do que comprovado que fast-food é um dos maiores inimigos à saúde. Não é o caso de proibir, mas o consumo deve ser limitado. A prática de esporte e atividade física é excelente para a saúde, de forma geral, assim como para o combate à obesidade e ociosidade. Fontes: Ibope e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Cruz Azul de São Paulo 7 Endocrinologia 7

[close]

p. 8

Alfabetização Qual a melhor idade para alfabetizar? O assunto é controverso. Alvo de intensos e constantes debates entre educadores, médicos, organizações e governos, a idade ideal para o início da alfabetização é uma questão que divide opiniões. Há três décadas, grande parte dos envolvidos no debate defendia que o início da alfabetização deveria iniciar-se entre os 6 e 7 anos, com base nas teorias de Jean Piaget, principalmente. Na atualidade, as posições ideológicas e as conveniências de ordem política não podem se sobrepor às constatações da realidade contemporânea, como a velocidade da comunicação, os avanços tecnológicos e, principalmente, os novos conhecimentos gerados por pesquisas, estudos e evidências científicas. Novas experiências estão trazendo luz à questão. Neuropediatras, entre outros especialistas, afirmam que o período ideal de alfabetização depende de cada indivíduo, geralmente, entre 4 e 7 anos. A variável envolve o desenvolvimento cerebral da criança – noções de espaço/tempo e coordenação motora fina –, e a influência do ambiente: quanto mais estímulos, mais interesse pela leitura, escrita e compreensão “das coisas”. Pacto pela alfabetização O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos Federal, do Distrito Federal, dos Estados e Municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. Aos 8 anos, as crianças precisam ter a compreensão do funcionamento do sistema de escrita; o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos; a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e produção de textos. 8 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 9

Uma pergunta muito comum de se ouvir: “meu filho ainda não está lendo?” Renata Cristina Rossi do Nascimento – Pedagoga Colégio PM – Unidade Campinas – Cruz Azul de São Paulo Percebo a ansiedade nos pais em relação à leitura e escrita de seus filhos, mas alfabetizar vai além de saber ler e escrever palavras. O processo da alfabetização inicia-se muito cedo. A criança não espera até os seis anos para começar a aprender; quando ela chega ao primeiro ano do Ensino Fundamental, traz consigo uma bagagem muito rica e cheia de informações, e cabe ao professor saber valorizar e desenvolver. Ao longo do primeiro ano, cada criança tem o seu momento, seu despertar, suas descobertas para começar a leitura e a escrita. Mas não é uma regra, pois algumas já chegam sabendo ler e escrever e outras vão despertar no ano seguinte. As oportunidades dadas a uma criança são o fator principal para uma boa alfabetização. Os objetos de aprendizagem precisam estar presentes no cotidiano de uma criança. Oferecer livros e jogos voltados à alfabetização, apresentar a escrita e realizar leituras junto com elas e acessar sites que ofereçam atividades pedagógicas são ótimas oportunidades para enriquecer o processo de alfabetização. A alfabetização na visão do professor Izabelle Cristina Vieira – Pedagoga Colégio PM – Unidade Campinas – Cruz Azul de São Paulo Por ser um tema tão discutido e estudado, sempre aparecem algumas questões quanto ao melhor método para alfabetizar. Para mostrar um olhar inovador, as escolas escolhem metodologias inovadoras, nas quais melhor se adequam. Porém, nos deparamos com questionamentos de pais sobre o não uso da metodologia tradicional. Lanço uma pergunta: Por que preciso me prender a um método? O embasamento teórico é de suma importância para professores, com tantos conhecimentos que adquirimos ao longo de nossos estudos e experiências. Acredito que o melhor método é aquele que faz o aluno aprender. Isso é perceptível quando nos deparamos com situações que parecem “travar” o desenvolvimento da sala, sinalizando algo errado. Assim, devemos encontrar formas eficazes e caminhos diferenciados para alcançar o objetivo traçado. Esse outro caminho será baseado nas dificuldades apresentadas e na bagagem do professor, que inovará o ensino, alcançando a maior parte de seus alunos. Cruz Azul de São Paulo 9 Alfabetização 9

[close]

p. 10

Aids avança entre jovens e novo medicamento é vendido no País Novos casos de Aids – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida diminuem no mundo, no entanto, o seu crescimento entre jovens brasileiros é preocupante. A análise integra o relatório anual do Unaids, programa conjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Aids e HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana. No País, estima-se que 734 mil pessoas estão contaminadas. A informação sobre a proliferação da Aids entre jovens não é novidade para os profissionais de Saúde que atuam na linha de frente de combate à doença. A maior preocupação é com os jovens entre 15 e 24 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Nos últimos oito anos, foram registrados mais de 30 mil novos casos nesse “grupo de risco”. A mídia, de forma geral, vem classificando a nova dinâmica da Aids entre os jovens como “descuido”, com base na opinião de especialistas que identificaram alguns fatores comuns: sensação de invulnerabilidade; comunicação ineficaz, pois é a mesma de 30 anos atrás, não levando em conta o perfil do jovem atual, e o não uso de camisinha, principalmente. antiviral que promete reduzir em 90% o risco de contaminação. Há alguns anos, o Truvada vem sendo analisado pela Universidade de São Paulo (USP), pelo Centro de Referência e Treinamento DST/ Aids e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, o medicamento foi testado em homens profissionais do sexo, usuários de drogas e companheiros de soropositivos, entre outros de “alta vulnerabilidade”. O Truvada, também denominado Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), deverá ser distribuído gratuitamente no País a partir de 2016. Quem promete é o Ministério da Saúde, que pretende incluir o medicamento de uso contínuo na lista do SUS – Sistema Único de Saúde. Aids 10 Quase infalível O Truvada, desenvolvido pelo laboratório norteamericano Gilead Sciences e desde 2012 utilizado nos Estados Unidos para evitar o HIV, foi aprovado para comercialização no País pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no último mês de maio. Trata-se de um Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 11

Aids - Jovens não temem Regiane Pinheiro – Psicóloga Escolar Colégio PM – Unidade Vila Talarico – Cruz Azul de São Paulo Presencia-se, nos dias de hoje, grandes transformações e desafios humanos. Vivemos em um mundo globalizado com grandes evoluções tecnológicas, velocidade de informações e de conhecimento, porém, na mesma proporção, há um aumento de conflitos nos relacionamentos e nos casos de doenças sexualmente transmissíveis. A necessidade do “aqui e agora”, do imediatismo desta geração atual, faz com que as relações sejam fragmentadas. Não há a paciência do cultivo diário, do exercício da tolerância onde é extraído do outro o que ele tem de melhor, uma vez que não há construção da relação e sim a aquisição de um bem que é adquirido e quando o mesmo não lhe serve mais, troca-se por outro. Desta forma, troca-se de parceiro com muita naturalidade. Nossos jovens estão se tornando sexualmente ativos muito precocemente. É necessário aprender o que vem a ser um comportamento responsável e as consequências de uma atividade sexual, e os pais, por sua vez, precisam saber o que seus filhos pensam e estão fazendo. Pelo próprio perfil desta geração imediatismo, desta busca incansável do da satisfação pessoal a curto prazo, sofremos de uma “miopia” da satisfação momentânea sem percepção e visão de consequências. Não existe interesse no processo de amadurecimento e respeito ao outro, uma vez que a oferta de relacionamento é tão grande quanto a rapidez no acesso à informação, ou seja, mais fácil trocar de parceiro do que relacionar-se, afinal, relacionar-se dá trabalho e leva tempo! É neste contexto que o psicólogo escolar atua, mediando essa situação pela orientação a alunos, pais e profissionais externos, contando com a parceria de instituições que trabalham a conscientização e com a atuação dos professores em sala de aula. Enfim, é preciso pararmos para refletir que a sociedade passa por um período de turbulência, violência urbana, corrupção, jogos de poder nas empresas, desprezo pelo ser humano e meio ambiente. Todas essas situações podem ser sintomas de uma sociedade atual que não criou apreço pelos valores e acabou por formar jovens sem referenciais de cidadania e de respeito por si mesmo, tampouco, pelo próximo. Cruz Azul de São Paulo 11 Aids 11

[close]

p. 12

Doenças Rotineiras Doenças comuns que podem dar muita “dor de cabeça” no período escolar São diversas as doenças que podem afastar, temporariamente, as crianças e adolescentes da escola. Além de algumas também comuns em adultos, como gripe, conjuntivite e intoxicação alimentar, existem aquelas próprias da idade, como caxumba, catapora, sarampo e rubéola, que compõem a vacina Tetra Viral. Em todos os casos, a orientação e acompanhamento de um especialista são importantes para se evitar o agravamento clínico. e alimentos. Os primeiros sintomas são febre leve ou erupção cutânea e dor de cabeça. Em seguida, erupções cutâneas – lesões conhecidas como “botões da catapora” –, que se transformam em bolhas de líquidos, secam e formam crostas. Sarampo Doença infecciosa causada pelo Morbillivirus, o sarampo pode provocar epidemias, principalmente entre crianças que não tomaram as duas doses da vacina. A transmissão ocorre pela tosse, espirro ou, simplesmente, pela fala e respiração. Os principais sintomas são: febre alta, rinite, conjuntivite, tosse, rosto inchado, perda de apetite, pontos esbranquiçados no interior da boca e erupção cutânea. Quando o tratamento não é eficaz, a doença pode desencadear meningite, otite, cegueira e broncopneumonia. Nos últimos 10 anos, os registros de sarampo indicaram “casos importados”. Jovens e adolescentes que contraíram a doença durante viagem internacional. Caxumba Altamente contagiosa, a caxumba, causada pelo vírus Mixovirus parotidis, é transmitida pelas gotículas de saliva suspensas no ar ou presentes em objetos e alimentos. Ela é mais comum em crianças, mas pode afetar pessoas de todas as idades que ainda não tiveram a doença e não foram vacinadas. Os sintomas comuns da caxumba são: febre, dor de cabeça e muscular, desconforto geral e, principalmente, inchaço na mandíbula e bochechas. Complicações: surdez, orquite (inflamação dos testículos) e pancreatite, entre outras. A mídia divulgou, no início de julho, o surto de caxumba na cidade do Rio de Janeiro. Cerca de 150 mil pessoas procuraram os postos de saúde por informações e mais de 12 mil precisaram tomar a vacina. A maioria dos casos era de adolescentes, pelo hábito de compartilhar copos, talheres, refeições e objetos na escola. Rubéola O Togavirus é o causador da rubéola, doença infecciosa cujo contágio se dá pelo ar e contato direto com secreções da pessoa infectada. O vírus, primeiramente, multiplica-se na faringe e órgãos linfáticos. Em seguida, contamina o sangue e manifesta-se na pele (manchas avermelhadas). Os principais sintomas são: febre leve, congestão nasal, dor de cabeça, nódulos na região da nuca e atrás das orelhas, inflamação dos olhos (avermelhados), dor nas articulações e erupção cutânea no rosto. A cura ocorre naturalmente e não provoca complicações. Vire a revista e veja mais em Saúde em Primeiro Lugar, páginas 12 e 13 Catapora A catapora (varicela), doença infecciosa causada pelo Herpesvirus varicellae ou Varicela-Zoster, é altamente contagiosa. Ela afeta, principalmente, crianças menores de 10 anos que não foram vacinadas. A transmissão acontece por gotículas de saliva suspensas no ar e presentes em objetos 12 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 13

Doenças e procedimentos das escolas Luiza Nascimento – Coordenadora de Ensino Integral Infantil Colégio PM – Unidade Osasco – Cruz Azul de São Paulo O que podemos falar sobre doenças virais, transmissíveis e rotineiras, na vida escolar dos alunos: já sabemos que essas doenças causam transtornos na rotina do aluno, demandando faltas e a necessidade de afastamento, podendo haver risco de contaminação da comunidade escolar. A escola tem a função de alertar as autoridades sanitárias caso ocorram muitos casos da mesma doença, com a finalidade de coibir um surto. A maioria dessas doenças é sazonal e existem programas governamentais de controle de endemias. O governo mantém também a vacinação em massa contra o vírus HPV, gripes e outras doenças. A escola tem o importante papel de mediar essa vacinação. A falta de higiene também pode transmitir doenças, como parasitoses intestinais (vermes), enteroviroses (diarreias), escabioses (sarna) e Pediculus capitis (piolho), entre outras, cabendo à comunidade escolar alertar aos pais o quanto é prejudicial às crianças o descaso com a higiene. Cruz Azul de São Paulo 13 Doenças Rotineiras 13

[close]

p. 14

O Risco dos excessos Excesso de atividade física e vitaminas pode ser prejudicial Crianças e adolescentes devem fazer exercícios e ser incentivados à pratica esportiva. Também podem tomar suplementos vitamínicos. O problema sempre reside no excesso, conhecimento limitado, desinformação – hoje amplificada pelas redes sociais –, falta de orientação médica ou de especialistas e muita expectativa dos pais, que desejam filhos “atléticos”, “vitaminados” e, quem sabe, “campeões”. A atividade física, esportiva ou não, é importante para todas as idades e deve ser motivada desde cedo, pois estimula o crescimento e a inteligência, desenvolve competências, como comportamentos saudáveis, ajuda a conhecer e dominar o próprio corpo e eleva a autoestima. Mas quando muito “puxada” ou não orientada ou não adequada à estrutura física, podem surgir diversos sintomas, como dores, cansaço exacerbado, desinteresse generalizado e, até mesmo, overtraining. Antes restrito aos atletas, o overtraining vem sendo identificado em pessoas de idade precoce. O termo é utilizado para exemplificar as consequências do excesso de treinamento, prática inadequada, sem respeito a tempo e intervalos, e dietas impróprias para o rendimento desejado. O perigo da hipervitaminose As vitaminas são compostos orgânicos essenciais para as células e funcionamento do metabolismo. A grande maioria não é produzida pelo nosso organismo, por isso, devem ser obtidas dos alimentos. A sua falta pode ocasionar doenças e o excesso, idem. Por isso, as crianças e jovens devem contar com uma alimentação balanceada que, além das vitaminas, irá fornecer todos os demais nutrientes necessários para o desempenho e desenvolvimento físico e mental. A hipervitaminose – envenenamento por vitaminas – ocorre quando são ingeridas altas doses, provocando a intoxicação. Os sintomas dependem do tipo de vitamina envolvida. Por exemplo, a “Hipervitaminose A” (excesso de vitamina A) causa fissuras labiais, dores ósseas, tonturas, náuseas, queda de cabelos; e a “Hipervitaminose B” (excesso de vitamina B), no caso a B12, reações alérgicas e alterações esplênicas (aumento e/ou ruptura do baço). Embora raro, a hipervitaminose pode ocasionar a morte, por isso, nada mais prudente que crianças e adolescentes sejam avaliados por médicos especialistas, que irão averiguar se as vitaminas são, realmente, necessárias e quais os suplementos mais indicados para cada idade. 14 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 7 - Setembro/2015

[close]

p. 15

Sem orientação, atividade física pode prejudicar a saúde Karina dos Reis – Fisioterapeuta – Cruz Azul de São Paulo Todas as atividades físicas trazem inúmeros benefícios para a saúde, mas sem orientação, equipamento adequado e preparo correto, podem causar lesões osteoarticulares, distensões musculares, dores articulares agudas, lombalgias, tendinites e câimbras. Em situações extremas, a realização de atividades físicas sem a orientação de um profissional e sem uma avaliação médica prévia pode causar problemas sérios como arritmias e, até mesmo, uma morte súbita por infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por isso, é importante a realização de um check-up médico, para avaliar a condição de saúde, e saber qual tipo de atividade física é a mais adequada. Por todos esses fatores, a orientação de um profissional de Fisioterapia ou Educador Físico é imprescindível para determinar o tipo de exercício a ser realizado, forma de execução desse exercício, frequência e intensidade, que deve ser aumentada de forma gradual e conforme a tolerância de cada um. O programa de exercícios é elaborado pelo profissional, que leva em consideração uma série de fatores, como estilo de vida, alimentação, idade, condição física e patologias prévias, para que o indivíduo alcance os resultados esperados, sem nenhum prejuízo à sua saúde. Cruz Azul de São Paulo 15 O Risco dos excessos 15

[close]

Comments

no comments yet