JORNAL IMPRENSA SINDICAL - 117

 

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ANO XIII | 117a EDIÇÃO IMPRENSA SINDICAL SETEMBRO/2015 Brasil tem queda expressiva no índice de vulnerabilidade social Econômica Aplicada divulgado dia 1º de setembro. “Essa queda aconteceu principalmente nos estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, disse Patrícia. “Foram os indicadores de renda e trabalho que contribuíram fortemente para a redução da vulnerabilidade social e podemos destacar as diversas políticas públicas implementadas na última década de valorização do salário mínimo, inclusão previdenciária e também o bom momento econômico o qual o país passou”, destacou a coordenadora em comentário para a Rádio Brasil Atual. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo A coordenadora executiva do Dieese, Patricia Pelatieri, fala sobre a queda de 27% no índice de vulnerabilidade social, registrado em 10 anos, segundo estudo do Instituto de Pesquisa SINTRACON/ITAPEVI-SP AÉCIO NEVES-MG SÃO PAULO Trabalhadores aprovam a pauta do móveis em Itapevi Página 8 Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon Governo Dilma amplia recessão e pune trabalhadores com fim das desonerações, critica Aécio Página 3 Senador Aécio Neves (PSDB) - MG SP é o estado que mais atende com serviços de água e esgoto, diz Ipea Página 8 LU ALCKMIN-SP DAVID UIP-SP CUT-SP Fundo Social de Solidariedade de São Paulo assina Protocolo de Intenções com Mato Grosso Página 14 Dr. David Ewerson Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo SINDUSCON-SP Mobilização contra a dengue Página 16 Douglas Izzo, presidente da CUT-SP Saiba quem é o novo presidente da CUT São Paulo para a gestão 2015-2019 Página 4 SECOVI-SP COMERCIÁRIOS-SP A corrupção pode ser derrotada Página 12 Carlos Alberto de Moraes Borges é vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP Precisamos de menos impostos e mais empregos Página 6 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP ITUIUTABA-MG Tolerância zero aos corruptos Página 6 Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários-SP AEROVIÁRIOS-SP SUPLICY-SP AEROVIÁRIOS DE SÃO PAULO: ELEIÇÕES E PREPARO DA CAMPANHA SALARIAL Página 15 Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Moradores do Novo Tempo estão motivados com o asfaltamento da Avenida Minas Gerais Página 14 Luiz Pedro, prefeito de Ituiutaba/MG Ruas de Memória Página 15 Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo PARÁ Foto: Fábio Nunes Teixeira/Prefeitura Guarulhos GUARULHOS-SP BAHIA PARAÍBA Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida Empresa de call center abre 3 mil vagas em Guarulhos Página 5 Governador da Bahia, Rui Costa Bahiafarma produzirá remédios para tratamento de HIV e hepatite C Página 5 Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho Governo da Paraíba promove oficiais da Polícia Militar e chega a 4.700 promoções na corporação Página 7 GRÁFICOS-SP Governador do Estado do Pará, Simão Jatene Estado do Pará tem menor percentual de endividamento do país Página 7 FORÇA SINDICAL PAULINHO DA FORÇA-SP HADDAD-SP SINDIQUÍMICA-BA Miguel Torres, presidente da Força Sindical 2015 e a escalada do desemprego Página 7 Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade Página 7 Virou bagunça Começam as obras no primeiro condomínio da PPP de habitação no Centro Página 10 Fernando Haddad, prefeito de São Paulo Ministério Público escolhe seu inimigo, os sindicatos Página 10 José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Página 12 (11) Negociação da Campanha Salarial antecipada foi iniciada na Bahia... Anuncie no IMPRENSA SINDICAL 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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Opinião //por Frei Betto IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 2 Editorial //A grande questão do Brasil é a ética. Ou melhor, a falta de ética. Há impregnada nas entranhas da grande massa e das elites, uma completa falta de valores éticos. Todo mundo quer tirar proveito de tudo, ganhar fácil, dar um “jeitinho” pra tudo. Não importa que tanha que passar por cima de uma ou muitas pessoas. O “virose antiética” já é cultural. Temos de nos curar já! As câmaras de vereadores, de deputados e de senadores e os governos municipal, estadual e federal, em todas as suas dissidências partidárias, espelham vergonhosamente esta realidade. Suas hipocrisias sofistas são assustadoras. Todos bradam contra atos criminosos que os mesmos cometem aos milhares a todo instante. Discursam indignados sobre a corrupção com convicta certeza de que ninguém enxerga que, exatamente o discurso que profere é fruto de corrupção (compra de voto para aprovação de projetos em benefício de uns poucos já abastados e/ou contra, nesse caso, a maioria, o povo). Usam, de forma indiscriminada, o poder que lhes foi conferido pelo povo alienado de suas verdadeiras intenções, para agir em proveito próprio e contra os que alí os colocaram. Alienados, mas nem tanto. Pois sabem que estão contamidados pela “virose antiética”, doença epidêmica que assola o país em seus quatro cantos. Como eleger representantes honestos se o voto foi trocado por um favor qualquer? Estamos à beira de um colapso. Não sabemos mais o que é verdade. Logo o povo alienado, não terá jeito a não ser ver a luz da verdade e reivindicar seu direito de reforma política. Esta, feita pelo povo, em plebiscito, posto que nenhum político votará uma reforma que tirará os privilégios e as facilidades de corrupção que hoje encontram a seu dispor. É urgente a necessidade de nos curar! Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. Governo Dilma. E agora, José? //A situação política brasileira está mais complicada que cachorro solto em fábrica de salsichas. Em nome do “ajuste fiscal”, Dilma implantou severo arrocho sobre os mais pobres e preservou as benesses das elites. Nem um dedinho para cortar pensões de filhas de militares, taxar heranças e adotar o imposto progressivo –quem ganha mais paga mais. É como as torneiras das mansões dos Jardins, bairros nobres da capital paulista. Eram abastecidas de água pelo sistema Cantareira. Na hora em que este atingiu o volume morto, o governo de São Paulo fez com que os Jardins passassem a ser regados pela represa de Guarapiranga. Enquanto isso, as torneiras dos pobres andam rachando de tão ressecadas... Dilma prometeu, na campanha, não mexer nos direitos dos pobres “nem que vaca tussa”. A vaca anda afônica de tanto tossir... Acrescem-se a isso a crise hídrica, que resulta na energética (por mera falta de planejamento), e a ofensiva da banda podre do PMDB e o recuo do PT. A banda pôs em movimento o rolo compressor, ocupou as presidências do Senado e da Câmara e, agora, almeja a da República. Por isso, submete o Planalto a derrotas sucessivas no Congresso e respalda a proposta de impeachment de Dilma. Se a manobra do impeachment não der certo, não será surpresa de, nas eleições de 2018, o PMDB aparecer com candidato próprio ao Planalto. O certo é que, hoje, o PMDB não quer governar o Brasil com Michel Temer. Quer com Eduardo Cunha, apoiado tacitamente pela oposição. O PT, acuado pelo petrolão e as medidas impopulares tomadas por Dilma na economia, finge de morto, enquanto o rolo compressor avança. Uma ou outra voz, como a do deputado Vicentinho, ousa vir a público e denunciar que o rei está nu. (No caso, a rainha). Qual a saída? Assistir ao circo pegar fogo? Só há duas alternativas: reforçar o coro dos descontentes e permitir que o comando do país seja assumido pela banda podre da política brasileira ou botar o bloco na rua, no caso os movimentos sociais. Na primeira hipótese, colocar quem no lugar de Dilma? Ganha uma viagem de primeira classe para Maracangalha quem apontar aí um líder brasileiro (não vale Lula, que já atua, não como governo, mas como presidente paralelo) capaz de conduzir o país a dias melhores. Em junho de 2013, os mo- vimentos sociais promoveram manifestações que obrigaram o governo a rever suas posições. Em outubro de 2014, os movimentos sociais asseguraram a vitória apertada de Dilma no segundo turno. Agora, José, só eles podem salvar as políticas sociais, os di- reitos dos pobres, e provocar a reforma política e a mudança da atual –e nefasta– política econômica. Resta saber se vão passar da inércia aos protestos e dos protestos às propostas. Frei Betto é escritor Tráfico de pessoas e escravidão moderna //por Renan Bernardi Kalil //O tráfico de pessoas é, no imaginário popular, normalmente associado a duas situações em que há a travessia de fronteiras pelo ser humano: a primeira é contemporânea, em que a vítima é explorada sexualmente; a segunda é vinculada ao transporte de escravos em navios que saiam da África e iam para diversas partes do mundo, cujo ápice ocorreu no século XIX no Brasil. Trata-se de uma visão muito restrita do fenômeno, influenciada pelo enfoque de determinadas campanhas em somente uma das facetas do tráfico de pes soas, pelo tratamento dado pela legislação brasileira à essa matéria e pelo passado do nosso País. A definição mais difundida de tráfico de pessoas é oriunda do Protocolo de Palermo, ratificado pelo Brasil junto à ONU em janeiro de 2004 e internalizado em março do mesmo ano, com o Decreto nº. 5.017. Por ser um tratado internacional de direitos humanos, considerando a hierarquia das normas, o Protocolo está abaixo da Constituição mas acima das leis e normas inferiores do texto constitucional. Protocolo de Palermo O conceito de tráfico de pessoas estabelecido no Protocolo de Palermo demanda a coexistência de uma ação, de um meio e de uma finalidade de exploração para a sua caracterização. As ações elencadas são: recrutamen- Expediente Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP . Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP . Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. to, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de pessoas. Os meios listados para a execução da ação podem ser: ameaça, uso da força, outras formas de coerção, rapto, engano, abuso de autoridade ou situação de vulnerabilidade. As finalidades da exploração indicadas são: a prostituição, outras formas de exploração sexual, trabalho forçado, escravatura, servidão e remoção de órgãos. Deve-se destacar ainda que não se pressupõe a saída de um país e a entrada em um outro, uma vez que o tráfico de pessoas pode ser internacional ou interno. Assim, nota-se que o conceito de tráfico de pessoas atualmente vigente no Brasil é muito mais amplo e complexo do que as imagens que a maior parte da população associa de forma imediata a esse fenômeno. Isso produz diversas implicações negativas, sendo que a principal é a dificuldade do reconhecimento de outras faces do tráfico de pessoas, fato que cria obstáculos tanto para a identificação do problema, como para a adoção de políticas de prevenção e repressão. Vítimas e Lucro Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas movimenta aproximadamente 32 bilhões de dólares por ano. Ainda, a OIT coloca que se trata de uma violação de direitos humanos que já atingiu 2,5 milhões de pessoas no mundo, sendo que 57% esteve envolvido com o tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo. Em 2014, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) publicou dados a respeito dos procedimentos judicias e extrajudiciais do Ministério Público Brasileiro relacionadas ao tráfico de pessoas a partir da consolidação de informações dos anos 2000 a 2013. Dos 1.758 procedimentos identificados, 1.348 tratavam do tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo. Renan Bernardi Kalil é procurador do Trabalho em Mato Grosso (MPT/MT) e mestre em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo (USP) Cypherpunks contra o império //por Pedro Lira //Há um tempo atrás uma pesquisa demonstrou um grande número de demissões entre os operadores de drones nos EUA. Há cerca de mil pilotos de drones trabalhando para a Força Aérea dos Estados Unidos, conhecidos no meio como “18X”. A cada ano, 180 pilotos se formam em um programa de treinamento realizado em duas bases da Força Aérea no próprio país. No entanto, durante os mesmos 12 meses em que 180 pilotos se formam, cerca de 240 pilotos treinados pedem demissão. O estresse o nervosismo e a depressão marcavam o quadro dos motivos, mas principalmente o desconforto de matar mais inocentes do que supostos insurgentes, seja no Iraque ou no Afeganistão. Ainda que essa notícia mostrasse certa crise no uso de drones e certos limites no uso dessa máquina, essa crise se deve somente ao fator humano, isto é, à consciência dos operadores de drones, mais o valor das denúncias de ativistas e jornalistas que paulatinamente pesaram para a tomada da decisão. Mas, ainda assim, uma pergunta paira no ar: e quando não precisarem mais de operadores? E quando a máquina fizer todo o serviço sozinha? Cypherpunks Hoje sabemos dos perigos dessas novas tecnologias de informática somente devido à ação de ativistas hackers, conhecidos como cypherpunks, termo cuja tradução para o português soaria como “criptopunk” ou, para conceituar melhor a atividade, seria algo como “criptogravo” da contra-cultura. Entre eles, os nomes mais famosos do público são o de Julian Assange, Jacob Appelbaum, Jeremie Zimmerann, todos membros de organizações com nomes também interessantes como Chaos Computer Club, La Quadradure du Net e WikiLeaks. Através desses ativista da contra-cultura da internet, e de outros ativistas militantes de movimentos sociais ou mesmo denunciantes, como o sargento Bradley e o ex- analista de dados da NSA Edward Snowden, podemos hoje, ter um substrato, uma infraestrutura mínima para a luta social no mundo digital. O WikiLeaks conferiu força à política tradicional dos cypherpunks: “Privacidade para os fracos, transparência para os poderosos”, dando acesso ao público comum à informações vitais sobre o modo de operação dos grandes estados e das grandes corporações. Pedro Lira é cientista político

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 3 Aécio Neves-MG Governo Dilma amplia recessão e pune trabalhadores com fim das desonerações, critica Aécio //Da tribuna do Senado, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, criticou duramente o governo da presidente Dilma Rousseff por acabar com a política de desonerações sobre a folha de pagamento de 56 setores da economia. A medida, aprovada no último dia 19 de agosto pela base do governo no Senado, aumenta a carga tributária para as empresas e terá, por consequência, o agravamento da recessão e o aumento do desemprego. “É sim papel da oposição dizer não a essa reoneração, porque ela é altamente recessiva, pune os trabalhadores. É mais uma medida na mão inversa, na mão contrária, de muitos discursos da base do governo que falam em retomada do crescimento da economia”, afirmou Aécio Neves ao anunciar a posição contrária do PSDB. Em seu discurso, Aécio Neves lembrou que o governo Dilma usou as desonerações em 2014 para vencer as eleições, prometendo que a redução de impostos seria permanente. Com isso estimulou empresários a investir em seus negócios e a ampliar a contratação de trabalhadores. “Cai a máscara de um governo que subordinou os interesses da sociedade brasileira aos seus interesses eleitorais. Em julho do ano passado, o governo, a três meses das eleições, apresentava ao empresariado brasileiro, em reuniões com enorme cobertura da mídia e com um discurso que atingia a classe trabalhadora, para dizer que o Brasil ia muito bem e estava em condições de abrir mão de parcela da arrecadação para estimular o desenvolvimento dessas empresas e, em especial, a geração de empregos”, afirmou Aécio Neves. estão desempregados. Na indústria, o desemAécio Neves tam- prego cresceu 5,2% nos bém citou em seu dis- primeiros seis meses do curso os recentes nú- ano, a maior alta em meros da crise. Hoje, 14 anos. Já o PIB, de acordo segundo a Pnad Contínua, 8 milhões de tra- com dados do Banco balhadores brasileiros Central, registrou queTrabalhadores desempregados Aécio Neves, senador da República e presidente nacional do PSDB da de 2,5% no primeiro semestre. “Quem vai pagar ao final a conta dessa reoneração são os empregos, os trabalhadores, porque não haverá empresa brasileira que não deixará de trans- ferir o ônus que recebe agora do governo para os trabalhadores”, lamentou. Aécio Neves destacou que o governo perdeu a credibilidade e a confiança dos brasileiros. Política Senado aprova fim do financiamento empresarial //por Gustavo Alves – de Brasília para o portal vermelho.org.br //O Senado aprovou dia 2 de setembro, o texto base do projeto de reforma política, originado na Câmara dos Deputados e que passou por alterações na comissão formada por senadores. O PLC 75/2015 faz mudanças em três leis. Uma delas é o Código Eleitoral (Lei 4.737/1965). Entre os propósitos, estão fortalecer os partidos, reduzir os custos das campanhas e disciplinar as doações e a distribuição do dinheiro do fundo partidário. A emenda 50, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), que acaba com a possibilidade de doação de empresas, mas libera a das pessoas físicas, tendo como limite o total de rendimentos do ano anterior à doação foi aprovada com 36 votos favoráveis e 31 contrários. A senadora Vanes- sa comemorou em sua conta no twitter reafirmando que “foi uma vitória da democracia”. A matéria será novamente analisada na Câmara dos Deputados.

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 4 Sindical CUT-SP Saiba quem é o novo presidente da CUT São Paulo para a gestão 2015-2019 //Professor eleito durante 14º CECUT-SP atua há 23 anos na rede pública Foto: Roberto Parizotti to conselheiro estadual; em 2000 assumiu a coordenação da subsede de Itaquaquecetuba; em 2002 é eleito diretor executivo atuando nas secretarias de Assuntos Educacionais e Culturais e de Organização para a Grande São Paulo. Compôs a coordenação da etapa estadual da Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb), em 2008, e na Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2010. Douglas Izzo é também coordenador do Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de Também foi membro do FóSão Paulo rum Estadual de Educação de Educação e do Fórum Es//por Vanessa Ramos - CUT São Pau- cionalismo público. lo Teve sempre sua militância tadual em Defesa da Escola próxima ao Partido dos Tra- Pública. Em 2012, assumiu a vi//Douglas Izzo é o novo balhadores (PT) e participou ce-presidência da CUT São presidente da CUT São Paulo, da campanha vitoriosa do 1º eleito durante o 14º Congres- prefeito eleito na história do Paulo, sendo atualmente coso Estadual da CUT São Paulo partido em Diadema, Gilson ordenador do Fórum do Fun(CECUT), no dia 28 de agos- Menezes, em 1982. Traz tam- cionalismo Público do Estado to. Em 32 anos de história da bém em sua trajetória a atua- de São Paulo e do Fórum dos Central no estado, é o pri- ção no movimento estudantil Movimentos Sociais do Estameiro professor da rede pú- na década de 1990, quando do de São Paulo. blica, representando o ramo estudava Sociologia. Ocupou Confira a entrevista da educação e o conjunto do a cadeira da vice-presidência na íntegra publicada funcionalismo. do Diretório Acadêmico da no site da CUT-SP Em sua trajetória de vida, Faculdade São Marcos, onde começou a trabalhar muito organizou inúmeras ações e Qual será a marca da cedo e passou por setores passeatas com milhares de como o da construção civil e jovens que ocuparam a Ave- próxima gestão? Douglas: Sem dúvida que da indústria, quando foi ci- nida Nazaré, no Ipiranga, é fortalecer a unidade pelo peiro e contribuiu na constru- contra o aumento das menFórum dos Movimentos Soção de comissões de fábrica. salidades. Chegou a atuar em empresa Em 1992 ingressou na ciais de São Paulo, ampliar terceirizada, condição mui- rede pública na cidade de o diálogo com a sociedade, to debatida atualmente por Diadema e, imediatamente, o trabalho na comunicação conta do atual Projeto de Lei se filiou ao Sindicato dos Pro- e a disputa sindical para que da Câmara nº30/2015. Na fessores do Ensino Oficial do a Central cresça ainda mais. década de 1980 iniciou novo Estado de São Paulo (Apeo- Fazer também o enfrentatrabalho como metalúrgi- esp), passando a atuar como mento contra o governo de co na região do ABC, onde representante de base e par- São Paulo, truculento, que participou de mobilizações e ticipando das greves desde trata a população com desgreves. Foram inúmeras ex- então. Em 1998 fez parte da caso. Queremos construir em periências até chegar ao fun- 1ª eleição da entidade, elei- torno de um modelo que ex- presse os reais interesses da classe trabalhadora e caminhe na direção de um projeto popular para mudar São Paulo, que é a alternativa ao neoliberalismo tucano que lidera uma gestão onde há ausências na política industrial, na segurança pública, na mobilidade urbana, nas políticas sociais, na saúde e, claro, na educação. Como servidor público e cidadão, o que tem a dizer sobre a gestão PSDB? Douglas: O PSDB no Estado de São Paulo representa um governo que não ouve os servidores e que não negocia. Muitos servidores chegam a esperar anos para se aposentar devido à burocracia do Estado. O funcionalismo sofre com a falta de política de valorização e a incompetência do governo na gestão de recursos humanos. Só que isso não afeta só o funcionalismo, mas toda a população, já que sofremos com racionamento de água, política ineficiente nos metrôs e trens metropolitanos, além de imperar a insegurança pública, ter aprovação automática e o atendimento seletivo nos hospitais administrados pelas Organizações Sociais (OS). Quais as perspectivas até o final deste ano? Douglas: Continuar as grandes mobilizações realizadas no primeiro semestre na defesa dos direitos dos trabalhadores. Iremos apoiar as campanhas salariais que ocorrem neste momento junto aos nossos sindicatos, mas também fazer o enfrentamen- to a questões nacionais como a Agenda Brasil apresentada por [Renan] Calheiros e os encaminhamentos dados por [Eduardo] Cunha, na Câmara, sempre contrários à classe trabalhadora. Não poderia citar a educação, pois nossa luta continua para que Alckmin faça o pagamento que foi determinado pelo STF [Supremo Tribunal Federal], em julho, por causa dos 92 dias de greve e que se cumpra a promessa de política salarial para a categoria e para os problemas dos professores temporários. Você assume a presidência em uma conjuntura de crise nacional e São Paulo é referência no conservadorismo. Como espera que a CUT responda a este momento? Douglas: A CUT está preparada para enfrentar esse momento difícil da economia e da política com mobilizações, enfrentamentos, com ousadia, coragem e formulação de propostas que sejam alternativas para superar as dificuldades conjunturais para a classe trabalhadora. A agenda legislativa levada ao Congresso pela Central, que Cunha tentou barrar, é um exemplo disso. É dessa forma que vamos enfrentar o conservadorismo de direita que, ao contrário de nós, formula a política do ódio, o divisionismo, a política do estado mínimo, as privatizações e terceirização ilimitada. Nós afirmamos qual é a nossa posição: “somos contra o retrocesso”. Programa de Proteção ao Emprego já conta com milhares de trabalhadores //As três primeiras empresas a aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), todas de São Paulo e do setor metalúrgico, somam 2.500 trabalhadores. No dia 28 de agosto, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, entregou a representantes dessas companhias termos de adesão ao PPE. O MTE estima em quase R$ 6 milhões a economia para o FAT. Segundo o ministro, se os trabalhadores fossem demitidos os gastos com seguro-desemprego somariam R$ 11,5 milhões, enquanto com a adesão ao PPE os gastos totalizarão R$ 5,7 milhões. “Além dessa visível vantagem, o programa tem como principal objetivo assegurar os empregos desses trabalhadores e a produtividade das empresas, mantendo também suas contribuições tributárias e previdenciárias”, afirmou Dias. Ainda de acordo com o ministério, outras sete empresas manifestaram, oficialmente, interesse de adesão ao programa. A Caterpillar, fabricante de máquinas e motores em Piraciba, interior paulista, é a que tem maior número de funcionários: 1.498. O acordo firmado naquela unidade foi de 20% de redução de jornada e salários –pelo PPE, metade da diminuição na renda é compensada com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Já a Grammer, de Atibaia, também no interior, assinou acordo nos mesmos termos, que atingirão 451 trabalhadores. A empresa fabrica assentos de motoristas e passageiros para veículos. Na Rassine NHK, fabricante de autopeças com 551 funcionários em São Bernardo do Campo, na região do ABC, a redução é de 15%, por três meses.

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Bahiafarma produzirá remédios Guarulhos-SP Empresa de call center para tratamento de HIV e hepatite C abre 3 mil vagas em Guarulhos //O prefeito Sebastião Almeida participou no último dia 17 da inauguração oficial do escritório da empresa de call center Atento/ Brasil, na Ponte Grande. A expectativa é de que 3 mil novos empregos sejam gerados com o empreendimento, sendo que 1.600 profissionais já foram contratados. O governador Geraldo Alckmin também participou do evento. O prefeito destacou a importância dos investimentos realizados pela Atento no município, que tem a segunda economia do Estado de São Paulo. Ele também frisou que as vagas disponibilizadas pela empresa estão voltadas, especialmente, aos jovens com qualificação profissional em busca do primeiro emprego. “Dessa forma, desejo que esse empreendimento seja muito bem-sucedido na cidade e torço para que a empresa possa ampliar ainda mais suas operações em Guarulhos, afirmou Almeida. O governador, por sua vez, disse que o setor terciário (Serviços) concentra hoje a maior parte dos empregos gerados no país, uma vez que a mão de obra no setor primário (Agricultura) encontra-se totalmente mecanizada e no setor secundário (Industrial), foi robotizada, ou seja, o fator humano foi descartado Fotos: Stefane Senne/SAAE Guarulhos Fotos: Raul Golinelli/GOVBA Brasil IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 5 Bahia O prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, inaugura a empresa de call center Atento/Brasil, na Ponte Grande nesses segmentos. “Graças à lei de incentivo fiscal do governo do Estado, que diminuiu de 25% para 15% o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) será possível a geração destes 3 mil novos empregos aqui em Guarulhos, cidade moderna, com grande potencial de desenvolvimento, que comporta um Aeroporto Internacional, com mais de 45 mil pessoas empregadas”, sentenciou. O diretor-geral da Atento-Brasil, Nelson Armbrust, afirmou que a abertura do escritório no município demonstra o compromisso da empresa com o desenvolvimento econômico de diferentes regiões do país. Segundo ele, o que pesou para a escolha de Guarulhos como nova sede foram disponibilidade de mão de obra, infraestrutura e as facilidades de meios de transporte, além de benefícios fiscais. “Quero salientar também que dos 1.600 profissionais admitidos até agora, 85% são mulheres, 640 estão ingressando no seu primeiro emprego e 176 dos contratados têm mais de 45 anos. O que mostra a abrangência da empresa no tocante a oferecer oportunidade de emprego e que não faz nenhum tipo de restrição ao trabalhador”, pontuou. Convicção O secretário do Trabalho, Lameh Smeili, que acompanhou todo processo seletivo para o preenchimento de vagas na Atento/Brasil, disse que cerca de 900 dos 1.600 contratados são ex-alunos do Programa de Oportunidade ao Jovem (POJ), ligado à Secretaria Municipal do Trabalho. Segundo ele, a empresa deu preferência para aqueles que fizeram cursos de capacitação profissional nos programas da Secretaria. “Isso nos enche de satisfação, reforçando a nossa convicção de que estamos no caminho certo para ajudar o Brasil a sair da crise em que se encontra”, disse o secretário. Democracia Rappin Hood destaca a importância do Memorial da Democracia evento em São Bernardo do Campo (SP) e falou sobre a importância do memorial para os mais jovens e também sobre o papel do hip hop na conscientização principalmente da juventude. “É importante a verdade vir à tona de forma acessível para a juventude saber o que aconteceu, saber o quanto foi ruim e triste a história recente do país”, falou o rapper em entrevista à Fundação Perseu Abramo. “Se você está pedindo a volta do militarismo irmão, acesse o memorial e veja a verdade lá”, destacou. //O Brasil inteiro vai dispor de uma nova alternativa para o fornecimento de antirretrovirais e outros medicamentos para hepatite C e Aids, que são de alto custo, e vão complementar a produção pública da Bahiafarma. Isso será possível graças à assinatura do memorando de transferência tecnológica entre o governo da Bahia e o laboratório norte-americano Gilead Sciences, no dia 12 de agosto, na Governadoria. O documento assinado pelo governador da Bahia Rui Costa, o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, e representantes da empresa amplia o acesso a medicamentos já distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo custos e gerando divisas para a Bahia. O acordo prevê que a unidade da secretaria de Saúde do Estado tenha a exclusividade na distribuição para todo o país, assim como a comercialização e futura transferência de tecnologia para outros mercados internacionais. Segundo o governador Rui Costa, a parceria confirma a Bahiafarma como referência no setor público farmacêutico e amplia a oferta de remédios com custo reduzido no SUS. “Nós demos um passo importante, são duas doenças com muitas vítimas, e orgulha muito a Bahia ter a liderança na produção desses medicamentos, além de gerar empregos para os baianos na Bahiafarma, vamos ajudar a salvar milhares de vidas não só na Bahia, mas no Brasil inteiro”. A possibilidade de exportação para países da América Latina e Caribe amplia a atuação da Bahiafarma. O vice-presidente da Gilead para a região, Norton Oliveira, destacou as vantagens competitivas e tecnológicas que viabilizaram o negócio. “A Bahia e a Bahiafarma possuem todas as condições necessárias para que essa parceria seja bem sucedida, do ponto de vista técnico, boas práticas de fabricação e gestão”. Medicamentos Entre os medicamentos previstos para serem produzidos na Bahia estão o sofosbuvir, comercializado com a marca Sovaldi e indicado no tratamento de hepatite C, o tenofir disoproxil (Viread) e a emtricitabina (Truvada), estes dois últimos usados em associação no Brasil para evitar o início da infecção por HIV/Aids.O tratamen- to chamado Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é reconhecido internacionalmente como uma das melhores medidas para conter a transmissão do vírus, tendo eficácia comprovada também na prevenção do HIV. Atualmente, cerca de 734 mil pessoas são portadoras do vírus HIV no Brasil – 589 mil diagnosticadas e 404 mil utilizando o tratamento antirretroviral. Já a hepatite C é uma doença viral crônica, geralmente silenciosa, responsável pela maior parte dos casos de cirrose, câncer de fígado e transplante hepático no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, de 1,4% a 1,7% dos brasileiros, principalmente acima dos 45 anos, podem ter sido infectados pelo vírus. Entre a população mundial a prevalência é de 3% de acordo com os dados oficiais. Fundador e coordenador-geral do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia (Gapa Bahia), Harley Nascimento avalia o acordo como um grande avanço para a história da Aids no Brasil. “Mais pessoas vão ter acesso ao tratamento que é o que precisamos: acesso rápido para que as pessoas tenham qualidade de vida e uma sobrevida melhor”. //No dia 1º de setembro o Instituto Lula lançou o acervo virtual Memorial da Democracia que resgata a memória das últimas décadas e as lutas para a conquista da redemocratização. O rapper e ativista do movimento hip hop, Rappin Hood, compareceu ao

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 6 Sinduscon-SP Precisamos de menos impostos e mais empregos //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //A situação está muito difícil para o trabalhador da construção civil brasileira. O nível de emprego no setor, que normalmente cresce nos primeiros sete meses de cada ano, não para de cair desde outubro de 2014. Nos últimos doze meses encerrados em julho, o setor registrou saldo negativo de 414,1 mil postos de trabalho com carteira assinada, entre demissões e contratações. O dado é da pesquisa mensal realizada pelo SindusCon-SP , em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, com base em informações do Cadastro Geral de Emprego do Ministério do Trabalho e do Emprego. Uma vez que a construção depende dos investimentos públicos e privados que escassearam, e como o prognóstico para a conjuntura econômica é pessimista, estimamos que em 2015 a construção deverá perder 480 mil trabalhadores. Somados aos 270 mil de 2014, o resultado será catastrófico: um dos setores que mais emprega no país terá fechado 750 mil vagas no biênio 2014-2015. Esses dados são extremamente preocupantes, ainda mais no momento em que o governo sinaliza que elevará impostos. Isso será prejudicial à economia e à construção, alimentando o desemprego e a queda da renda. Em vez disso, o governo deveria adotar uma postura favorável à reativação econômica, colocando em dia os atrasos de pagamentos do PAC e do Programa Minha Casa, Minha Vida, agilizando concessões e estimulando o crédito. Entretanto, o que se vê? Em vez de receber estímulos, a construção está sendo cada vez mais espremida. A exemplo de outros setores da indústria, sua contribuição previdenciária terá aumento de 125% a partir de dezembro. Com essa elevação, o governo federal terá um alívio no déficit da Previdência, mas precisará pagar mais pelas obras contratadas, devido ao necessário reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Pior será para os governos municipais e estaduais: precisarão gastar mais por suas obras sem receber novos recursos, pois a contribuição previdenciária só vai para o governo federal. Outra ameaça à construção está na proposta do governo de unificação do PIS e da Cofins para a criação da Contribuição para a Seguridade Social. Da forma como está o projeto, a construção civil sofrerá um aumento de cerca de 100% em relação às alíquotas recolhidas atualmente. Uma mudança se impõe. O governo precisa reconhecer que a sociedade não aguenta e não aceita mais elevações de impostos. E que não haverá retomada do crescimento com emprego se não houver respeito para com o setor da construção, estratégico para o desenvolvimento do Brasil. Onde há habitação, saneamento, transportes e obras civis para educação, saúde e segurança, há construção. Mas para se desenvolver, o setor precisa de horizontes e previsibilidade. Por isso o governo precisa respeitar os contratos do PAC e do Minha Casa, Minha Vida, remover as ameaças de aumento da tributação e tomar medidas de estímulo efetivo à habitação e à amplia- ção da infraestrutura. Não há como recuperar o emprego sem essas premissas. Em época de escassez, todos os poucos recursos disponíveis precisam ser alocados em atividades que reduzam o sofrimento da população. Esta deveria ser a prioridade do governo, o que necessariamente passa pela reversão do desemprego na construção. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), membro dos Conselhos da Fiabci-Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, seção Brasil) e da Adit Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico, seção Brasil). Comerciários-SP Tolerância zero aos corruptos por conta de negócios da Petrobras. É como se a corrupção estivesse enraizada na sociedade brasileira. Um Vale tudo. A realidade, no entanto é outra. O brasileiro é trabalhador, honesto e repudia a corrupção. Ela, na verdade, é o grande mal do nosso país. E é por isso que os mecanismos de combate aos corruptores e aos corrompidos devem ser aperfeiçoados a cada dia. Os países mais desenvolvidos mostram que acabar totalmente com a corrupção é impossível, mas diminuí-la a níveis próximos de zero é fundamental para a vida digna ao povo. No Brasil, muitos praticam atos ilegais por acreditarem que nunca serão pegos. Infelizmente, a impunidade e a fragilidade dos nossos órgãos de fiscalização acabam servindo de incentivo para os malfeitores. Mas todos nós sabemos que o desenvolvimento de uma Nação passa, necessariamente, pelo combate à corrupção. Um país corrupto nunca será desenvolvido. A prisão de poderosos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina pela Petrobrás mostra que há luz no final do túnel e que o Brasil tem jeito. Vendo grandes empresários das maiores empreiteiras do país atrás das grades (alguns já condenados a até 15 anos de prisão), é muito provável que aqueles que têm o hábito de fazer mau uso do dinheiro público pensem e repensem mil vezes antes de cometer algum crime. Tolerância zero aos corruptos deve ser a meta perseguida. Ela levará o Brasil a dias melhores. Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo //Que o país está em crise, é fato. E isso pode ser atribuído aos equívocos e erros cometidos pelo governo na condução da economia. As denúncias sobre desvio de dinheiro e pagamento de propina de empreiteiras contratadas pela Petrobrás turbinou a crise e levou o governo ao descrédito e o país quase paralisou pela falta de investimentos. O resultado tem sido devastador no maior patrimônio do trabalhador, o emprego. Milhares de postos de trabalho estão sendo fechados em todos os pontos do país, com a recessão batendo a nossa porta e sem perspectiva de melhora a curto prazo. Além disso, a denúncia do delator Júlio Camargo, de que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, exigiu 5 milhões de dólares de propina, foi como jogar um balde de gasolina na fogueira. Para o trabalhador, que acorda cedo todos os dias e tem de suar muito para ganhar seu salário no fim mês e pagar todos os impostos, é revoltante ouvir que um deputado, eleito para representar o povo e que ocupa o terceiro posto na linha de sucessão presidencial, exigiu propina

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Paraíba Geral IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 7 Pará Estado do Pará tem menor percentual de endividamento do país //Levantamento da Agência Brasil publicado dia 31 de agosto mostra que o Pará mantém a menor relação dívida versus receita do Brasil, com um índice de 10,3% e crescimento de apenas 0,34% em seis meses. Isso significa que o Estado pode contrair novos empréstimos, em até R$ 31 bilhões, com uma folga de 189,7%. É o melhor resultado entre os Estados que tiveram as contas analisadas pelo Tesouro Nacional. O resultado mostra que o Pará manteve, nos seis primeiros meses do ano, as contas públicas dentro da estabilidade. O estudo comparou a relação entre dívida consolidada líquida (DCL) e receita consolidada líquida (RCL). A DCL é tudo o que o governo deve, menos o que tem a receber. A RCL considera os valores que o Estado arrecada, deduzindo as transferências para os municípios. Os dois indicadores excluem as receitas e os gastos com a previdência dos servidores públicos. Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Nilo Noronha, o Pará está conseguindo manter a estabilidade graças ao bom desempenho das receitas próprias e, em especial, da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal imposto estadual. “As transferências federais continuam em queda para os Estados e municípios, o que impacta o resultado da arrecadação”, diz, ressaltando que o momento é de muita cautela, por causa da alta da inflação e da recessão econômica. “É um desafio manter a arrecadação em crescimento na situação atual”. De janeiro a junho deste ano, o Pará contraiu, em empréstimos, o total de R$ 36 milhões, abaixo do limite permitido na legislação. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a resolução do Senado Federal determinam que a Dívida Consolidada Líquida (DCL) dos entes da federação não pode ultrapassar a 200% da Receita Corrente Líquida (RCL) apurada. O crescimento deve-se a vários fatores. O principal deles é a alta do dólar, que afetou o estoque da dívida externa, e as elevadas taxas de inflação no país, afetando a dívida interna do Estado, corrigida pelo Índice Geral de Preços –Disponibilidade Interna (IGP-DI). Outro fator que influência essa relação é o recuo na RCL do Estado nesse período. Em valores constantes, a RCL recuou aproximadamente 2% até junho deste ano, em relação a dezembro do ano passado. “A meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, para 2015 foi de crescimento do estoque da dívida estadual em R$ 277 milhões, sendo que o valor apurado até junho deste ano teve um acréscimo de apenas R$ 127 milhões, portanto o Estado encontra-se abaixo da meta em R$ 150 milhões, cumprindo plenamente a LRF”, informa Nilo Noronha. “Mesmo apresentando folga para abertura de novas operações de créditos, o governo agiu com prudência e responsabilidade, não avançando em novas contratações, por causa da crise financeira”, diz o secretário da Fazenda. Capacidade – O secretário de Planejamento, José Colares, lembra que os resultados da receita e despesa são apresentados em audiência pública a cada quatro meses. “O relatório de gestão fiscal do primeiro quadrimestre de 2015, levado à Assembleia Legislativa em maio, demonstrou o desempenho do governo, deixando claro que a relação entre Dívida Consolidada Líquida e Receita Corrente Líquida se manteve estável, como se pode comprovar pelos números: a Resolução do Senado nº 40/ 2001 fixa o limite de endividamento em 200% da RCL – o Estado ficou em 9,62%”. O titular da Seplan lembra, ainda, que o Estado manteve em 0,22% da receita corrente líquida o total de operações de crédito (o limite estabelecido pela Resolução 43/ 2002 é 16%), mantendo ainda em 0,73%, para um limite de 22%, o total de garantias para as operações. “Ou seja, a capacidade de endividamento do Estado está muito abaixo dos limites estabelecidos. São números que garantem indubitavelmente resultados positivos diante da crise nacional”, avalia. Governo da Paraíba promove oficiais da Polícia Militar e chega a 4.700 promoções na corporação //O governo da Paraíba concedeu 57 promoções para 1º e 2º tenentes do Quadro de Oficiais Combatentes (QOC), além de duas para capitão, uma para major e uma para tenente-coronel do Quadro de Oficiais da Saúde (QOS). Os atos com os nomes dos promovidos foram publicados na edição do Diário Oficial de 19 de julho. Já são 4.700 promoções concedidas a oficiais e praças da instituição, desde 2011, conforme dados das Comissões de Promoção de Oficiais e de Promoção de Praças, que são responsáveis por toda análise documental e proposta para que os policiais sejam promovidos. No total, foram promovidos 4.034 praças e 666 oficiais. No mês de junho, 106 policiais foram promovidos a cabo e 3º sargento, após conclusão dos cursos de habilitação nas respectivas graduações e preencherem os critérios legais, a exemplo do tempo mínimo de serviço –10 anos como soldado para ser promovido a cabo e 10 anos de cabo para ser promovido a sargento. Para o comandante da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, a continuidade da política de ascensão profissional da instituição, mantida pelo governo mesmo diante da crise financeira que passa o país, é fundamental no contexto da valorização do policial militar. “Isso demonstra claramente equilíbrio, reconhecimento e continuidade motivacional para avançarmos cada vez mais”, disse. Retomada das seleções internas – Além das promoções, como parte da valorização do policial através da ascensão profissional, o governador Ricardo Coutinho retomou, em 2011, os processos de seleções internas, que há mais de sete anos não eram realizados na instituição. Atualmente, os aprovados para os cursos de Cabo, Sargento e Habilitação de Oficiais passam pelo período de formação no Centro de Educação, em João Pessoa. Foram 144 vagas oferecidas na última edição. No ano passado, foi aberto também um concurso público para 520 soldados da Polícia Militar, no qual os novos policiais já estarão formados até dezembro deste ano. Entre 2011 e 2014, foram contratados 1.044 novos soldados para a Polícia Militar da Paraíba. Força Sindical-SP 2015 e a escalada Virou bagunça do desemprego //Há tempos a taxa de desemprego não para de crescer no Brasil. Mas, desde o início do ano, com o agravamento da crise que vem abalando a economia brasileira, causando recessão, afetando a indústria e os postos de trabalho por ela mantidos, o desemprego vem crescendo em ritmo muito mais intenso do que aquele observado, por exemplo, em 2014. Prova disto é a pesquisa divulgada pelo IBGE dia 20 de agosto, que dá conta de que, superando as expectativas dos principais analistas do país, a taxa de desemprego aumentou pela 7ª vez consecutiva no ano, alcançando, em julho, o assustador índice de 7,5% (a maior taxa para os meses de julho desde 2009). Ressaltamos que, desde junho/2010, a taxa não alcançava a casa dos 7%. E isto só reforça a perspectiva, de acordo com projeções recentes, de que o PIB continuará em queda no 2º semestre deste ano, não sendo descartada uma retração bem mais intensa do que a apurada no início de 2015. Não podemos, enquanto representantes dos trabalhadores, e perante o atual quadro de incertezas que vivenciamos, nos furtarmos de alertar o governo, real responsável por tudo o que vem ocorrendo, como por diversas vezes o fizemos, sobre as necessidades e os anseios do setor produtivo e da classe trabalhadora. Presidenta: para que o Brasil reto//Pela primeira vez na história do Brasil, o governo enviou para o Congresso uma proposta de Lei Orçamentária Anual com a previsão de um déficit acima de R$ 30 bilhões para o ano de 2016. Ou seja: o governo está dizendo que quer gastar mais do que pretende arrecadar. É como se uma família decidisse que vai gastar mais do que tem de recursos e vai se endividar de propósito. Mas, segundo uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a LOA é a lei mais importante depois da Constituição e, por isso, não pode ser desrespeitada. O governo tentou justificar o envio do “orçamento desequilibrado” com a desculpa de que quer dar mais “transparência” as suas contas. Mentira. O que o governo quer, na verdade, é que o Congresso aceite a criação de novos impostos para cobrir o rombo no seu Orçamento. Antes de apresentar mais essa Paulinho da Força-SP me o caminho do crescimento econômico, a política que rege a economia do país tem de ser revista. Curvar-se aos especuladores nada acrescenta à atividade econômica, não oferece sobrevida às empresas nem mantém ou gera empregos. Precisamos de planejamento e investimentos no setor. Os juros têm de cair, a inflação contida, o crédito barateado, a produção e o consumo fomentados, os empregos mantidos e novas vagas geradas. Manter a atual política econômica é caminhar na contramão do desenvolvimento. Esta escalada do desemprego tem de ser superada. Os trabalhadores, lado mais fraco do cabo-de-guerra “Crise x Desenvolvimento”, não podem continuar a arcar com um ônus tão injusto e pesado como vem acontecendo. Providências, presidenta... providências! Miguel Torres, presidente da Força Sindical palhaçada, o governo mandou seus papagaios falarem na recriação da malfadada CPMF , aquele imposto do cheque. Como a gritaria contra foi tão grande, eles simplesmente abafaram a ideia. Afinal, ninguém aguenta pagar mais impostos sem receber serviços públicos a altura. A presidente Dilma Rousseff até andou falando que vai cortar dez dos seus 39 ministérios e que irá demitir alguns milhares de parasitas do governo. Mas, até agora, nada. A verdade é que esse governo virou uma bagunça e é a população que está pagando o pato. Literalmente. Se não, vejamos. A taxa de juros do cartão de crédito chegou a 395,3% ao ano. Já a taxa de juros do cheque especial chegou a 246,9% ao ano. Quem aguenta isso? Ao mesmo tempo, o governo quer mudar as regras para a aposentadoria por invalidez e auxílio-doença. Quer elevar de 12 para 24 meses o tempo mínimo de contribuição para que a pessoa possa pedir o benefício. Dilma já cortou as pensões por morte e o seguro desemprego. As agências do INSS estão em greve há dois meses, ninguém consegue pedir um benefício e ninguém do governo aparece para negociar. Virou ou não virou bagunça? Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força, é deputado federal e presidente do Solidariedade

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 8 São Paulo SP é o estado que mais atende com serviços de água e esgoto, diz Ipea //Dados divulgados 1º de setembro pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas mostram aumento no atendimento de água e esgoto à população //São Paulo é o estado brasileiro com menor percentual de pessoas em situação inadequada de abastecimento de água e esgotamento sanitário, de acordo com novos dados do Instituto de Pesquisas Aplicadas, o Ipea, divulgados dia 1º de setembro. Segundo informações do Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, referentes a 2010, apenas 0,6% dos domicílios permanentes em São Paulo não tinham esses serviços básicos. Em 2000, o percentual era de 0,87%. No Brasil, em 2010, o percentual de casas sem água e esgoto adequados era de 6,12%. Em 2000, o índice era 8,91%. A redução de mora- de água, coleta e tradias com serviços pre- tamento de esgotos de cários de água e esgoto 364 municípios. é o resultado de constantes investimentos do O que é esse índice? A medição das taxas governo paulista nessa área, implementados de saneamento e distripela Secretaria de Sa- buição de água faz parte neamento e Recursos do Índice de VulnerabiliHídricos e pela Sabesp dade Social (IVS), meca(Companhia de Sanea- nismo que tenta verificar mento Básico do Estado as diferentes situações de São Paulo), respon- indicativas de exclusão sável pelo fornecimento e vulnerabilidade social no Brasil. Para sua construção é levada em conta a infraestrutura dos municípios. Quanto maior o índice, piores são as condições de vida da população. Levando-se em conta esta informação, de acordo com o Ipea, o Índice de Vulnerabilidade Social da população de São Paulo diminuiu entre 2000 e 2010. Em 2000, o IVS era de 0,388. Já em 2010, ele caiu para 0,297, o que indica baixa vulnerabilidade social. No Brasil, os dados revelam que, em 2000, o IVS era igual a 0,446, o que colocava o país na faixa de alta vulnerabilidade social. Dez anos depois, o índice caiu para 0,326, na faixa de média vulnerabilidade social. Sintracon/Itapevi-SP Trabalhadores aprovam a pauta do móveis em Itapevi //Com rápidas manifestações nas empresas de móveis da região, o Sintracom Itapevi intensificou a mobilização para a Assembleia que deu o pontapé inicial na Campanha Salarial 2015/2016 que envolve os trabalhadores do setor moveleiro de Itapevi, cuja data base é 1º de outubro. A Assembleia que aconteceu dia 14 de agosto, na subsede do Sindicato, em Barueri, aprovou a pauta de reivindicações e, no dia 19, o documento foi entregue à FIESP , a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Agora os patrões se reúnem para apreciar as reivindicações da categoria e ai eles marcam a primeira reunião que vai dis- Fotos: Bene Silva cutir o elenco de reivindicações. Os trabalhares pedem reposição salarial, aumento real de salário, plano/ seguro saúde entre outros benefícios. Trabalhadores aprovam a pauta do móveis Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Itapevi

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São Paulo-SP Geral IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 10 Começam as obras no primeiro condomínio da PPP de habitação no Centro //Empreendimento no Bom Retiro terá 126 moradias de interesse social em terreno de mais de 2 mil metros quadrados doado pela Prefeitura. Parceria público-privada construirá no total 14 mil apartamentos na região central //As obras para a construção do primeiro condomínio da parceria público-privada (PPP) de habitação no Centro da capital foram iniciadas dia 1º de setembro, no bairro do Bom Retiro. Em um terreno de mais de 2 mil metros quadrados doado pela Prefeitura serão erguidos oito blocos com 126 moradias de interesse social. A parceria é inédita no Brasil e envolve os governos municipal e estadual e a iniciativa privada. No total, estão previstas 14 mil moradias na região central. O objetivo é revitalizar a área e aproximar os locais de moradia e de trabalho. “Esta iniciativa é muito importante, porque ela traz os moradores de volta para o centro da cidade, que dispõe de toda a infraestrutura para garantir qualidade de vida. Nós perdemos ao longo de duas décadas 1 milhão de moradores no centro expandido, pessoas que, por razões econômicas, foram expulsas. Este projeto visa resgatar o centro para o cidadão, de todas as rendas”, afirmou o prefeito Fernando Haddad. No total, o condomínio terá 5.710 metros quadrados de área construída, com unidades de um ou dois dormitórios, sala, cozinha, área de serviço e sanitário. São apartamentos de 47 ou 57 metros quadrados. O prazo de entrega das moradias é de 13 meses. Após a conclusão, a construtora parceira é responsável, durante 20 anos, pelo apoio ao condomínio e pela manutenção predial. Os apartamentos do empreendimento serão destinados a famílias com renda de até seis salários mínimos (R$ 4.740), que serão selecionadas com prioridade, por exemplo, para pessoas em situação de vulnerabilidade social ou com deficiência, para idosos e para a população que vive em área de risco. Essas regras são determinadas pela portaria 412 do Ministério das Cidades e pela resolução 61 do Conselho Municipal de Habitação. Primeiro lote A construção iniciada na manhã de 1º de setembro integra o primeiro lote da PPP , concedido à construtora Canopus Holding S. A.. Nessa primeira fase, serão construídas 3.683 moradias, sendo 2.260 unidades de habitação de interesse social (para famílias com renda de até seis salários mínimos) e 1.423 de habitação de mercado popular (renda familiar de até R$ 8.100). Na parceria, a Prefeitura é responsável por aportar R$ 20 mil reais por unidade, seja na forma de recursos ou da doação de terreno. “É a primeira PPP do país de habitação de interesse social, para a população de baixa renda, e é um grande programa de requalificação urbana. As pessoas vão ficar mais perto do emprego, porque temos aqui na subprefeitura da Sé quase um quinto das vagas da cidade”, disse o governador Geraldo Alckmin. Para a parceria, a Prefeitura já disponibilizou mais três áreas: a Usina de Asfalto, com 17.704 metros quadrados em Santa Cecília, e dois terrenos na República, com 1.118 e 1.391 metros quadrados de área. Para os condomínios na República estão previstos 112 apartamentos. As construções estarão alinhadas com os conceitos do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, oferecendo no térreo equipamentos públicos, comércio e serviços. Também serão utilizados imóveis classificados como não edificados, subutilizados e não utilizados. Para o Lote 1, os investimentos previstos (habitação, equipamentos, comércio, e serviços e obras urbanas) serão da ordem de R$ 900 milhões, totalmente viabilizados pela iniciativa privada, que poderá buscar financiamento em quaisquer instituições financeiras brasileiras ou estrangeiras, ou em instituições multilaterais de crédito. A contraprestação do governo do Estado neste lote se dará em um montante da ordem de R$ 465 milhões, diluídos ao longo de 20 anos de contrato, com início de desembolso somente a partir da entrega das unidades habitacionais. Participaram da cerimônia de início das obras os secretários municipais José Floriano (Habitação), Francisco Macena (Governo) e Nunzio Briguglio (Comunicação) e o secretário estadual Rodrigo Garcia (Habitação). Gráficos-SP Ministério Público escolhe seu inimigo, os sindicatos //por José Alexandre da Silva //Em tempos de negociações coletivas vem aquela história das cartas de oposição aos descontos das contribuições assistenciais. Pois bem, não se tem ainda uma lei que regulamente o custeio das entidades sindicais, que têm que ser um assunto exclusivo dos trabalhadores e seus sindicatos, mas o Ministério Público se acha no direito de interferir nesta questão. No lugar de querer achar uma solução democrática e razoável, o MP faz o jogo dos patrões. Ou seja, bate contra os sindicatos, fazendo com que os trabalhadores tenham seu sindicato como seu inimigo, fortalecendo assim, os patões que têm apoio de setores da mídia e da justiça. Os trabalhadores ainda não têm a consciência de que tudo que eles têm, além da CLT, é fruto da luta de seus sindicatos. Os trabalhadores não sabem que a PLR por exemplo, não veio da boa vontade dos patrões. Nada disso é levado em conta na hora em que os RHs e os PATRÕES incentivam o trabalhador a trazer a carta de oposição ao desconto. O MINISTÉRIO PÚBLICO não cumpre seu papel de fiscalizar e proteger os direitos dos trabalhadores. Não fiscaliza as empresas que não recolhem o FGTS nem a previdência social, mas é implacável contra as organizações sindicais. Na hora em que o trabalhador é “sacaneado” pelos patrões é atrás do sindicato que ele vai, a procura de seus direitos, pois o MINISTÉRIO PÚBLICO não atende este trabalhador de forma individual. Quando o patrão aplica uma justa causa arbitrária no trabalhador é para o sindicato que ele corre. Está em discussão a sobrevivência dos sindicatos de base, pois a regulamentação das centrais sindicais no lugar de fortalecer, os enfraqueceu. O detalhe é que os sindicatos de base são a razão de existência das CENTRAIS SINDICAIS, pois é ele que faz o primeiro combate na defesa dos trabalhadores, são a eles que os trabalhadores mais cobram e agora partem para cima com cartas respaldadas por uma justiça anti sindicatos e protecionista do lado patronal. Precisamos ter uma regulamen- tação razoável para a existência das entidades sindicais, pois só a contribuição associativa não cobre as despesas e as necessidades das entidades, visto que no BRASIL é baixa a taxa de sindicalizados devido a pressão patronal, que não quer que os trabalhadores participem da vida de suas entidades representativas. O CONGRESSO NACIONAL ainda não fez nenhuma lei que proteja os sindicatos de base. Enquanto as entidades patronais estão cada vez mais fortes, os SINDICATOS de BASE ESTÃO MORRENDO com ajuda daqueles que ajudamos a fortalecer: o MINITÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo

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Secovi-SP Geral IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 12 A corrupção pode ser derrotada digma que temos que quebrar é de que a corrupção é uma característica do nosso jeito de ser. Corrupção não é um problema brasileiro e nem moral, é um fenômeno universal associado à //Carlos Alberto de Moraes oportunidade e que ocorBorges re naturalmente em qualquer sociedade quando //O tema corrupção existem condições para está na ordem do dia tal. Robert Klitgaard, em no nosso País e pauta as seu livro “Tropical Ganconversas dos brasileiros, gsters”, evidencia bem que se mostram indig- isso ao mostrar, após nados com a sucessão muitos anos de estudo de escândalos que estão em diversos países, que diariamente nos jornais: os principais fatores que Mensalão, Máfia do ISS, levam à corrupção são Petrobras etc. Até aí, a falta de transparência, nada de novo, nem a in- a concentração do podignação, nem a corrup- der em poucas pessoas ção que realmente é en- e o monopólio do poder dêmica no Brasil, embora econômico. É possível não gostemos quando al- combater a corrupção gum estrangeiro faz esta de maneira pragmática, afirmação. A questão que criando condições para precisa entrar na pauta que esta não ocorra. Há da sociedade é como po- inúmeras empresas e pademos verdadeiramente íses que tiveram sucesso combater a corrupção e nesta empreitada recenporque devemos fazê-lo. temente, como as FilipiO primeiro para- nas. Em segundo lugar, é importante termos consciência de que o Brasil realmente não vai se tornar um país desenvolvido se não combater vigorosamente a corrupção. Embora seja possível crescer num ambiente de corrupção por um certo tempo, a China é um bom exemplo disso, no médio e longo prazo a corrupção é danosa à execução de bons negócios, fomenta a desigualdade, dificulta o bem estar social e limita o acesso das empresas e dos países à tecnologia de ponta. Um país desenvolvido não combina com corrupção. Antigamente, os países desenvolvidos colocavam em seus balanços o item “despesas necessárias” para contabilizar as propinas pagas na contratação de negócios com países subdesenvolvidos, mas esta fase já passou. Isto não pode mais ser feito por questões de legislação e pelo interesse de que a concorrência seja justa. O custo da corrupção para a sociedade é muito maior do que o montante das propinas pagas. É difícil de ser medido, mas é comprovadamente alto. No Brasil, foi regulamentada a Lei Anticorrupção no ano passado, fruto dos protestos que ocorreram pelo País e cujo tema principal foi justamente o combate à corrupção, conforme pesquisa realizada com os participantes de manifestações. A lei brasileira baseou-se na legislação americana FCPA e na inglesa UK Bribery Act, que são bastante rigorosas com empresas que cometem atos de corrupção. As penalidades vão desde o pagamento de multa no valor de 25% do faturamento do ano anterior até o fechamento da empresa e uma grande diferença é que a alta direção não precisa ter nenhum tipo de participação no ato ilícito para ser condenada, a responsabilidade é objetiva. A única forma de as empresas atenuarem as suas responsabilidades é com a implantação de programas de compliance (em português, conformidade), com a elaboração e divulgação de códigos de conduta, treinamentos, canal de denúncias anônimas, entre outras ações que diminuam significativamente o risco de que alguém da empresa cometa algum ato ilegal ou que possa ser percebido como tal pelas autoridades ou mesmo pela sociedade. Uma empresa de consultoria inglesa escapou de punição pelo pagamento de propina feito por um diretor contratado na China, após ter provado que, nos dois anos anteriores ao fato, este tinha recebido diversos treinamentos anticorrupção. O Brasil tem mais uma boa oportunidade, com a promulgação da Lei Anticorrupção, de evoluir como sociedade e combater esta “praga”, mas ultimamente estamos pródigos em perder oportunidades quando as janelas se abrem. Esta tarefa não é apenas do governo, mas da sociedade civil, das empresas e, principalmente, das pessoas que têm condições e consciência de agir no seu dia a dia com tolerância zero à corrupção. As entidades de classe também têm seu papel a cumprir. O Secovi-SP , por exemplo, vai abordar o tema em sua convenção no dia 31/8, com foco na aplicação da lei pelas empresas de médio porte do setor. Muitas coisas pequenas aceitas como naturais por todos nós podem e devem ser combatidas. Pense a respeito. Carlos Alberto de Moraes Borges é vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP Sindiquímica-BA Negociação da Campanha Salarial antecipada foi iniciada na Bahia mas patronato frustra Sindiquímica-BA //Os petroquímicos baianos anteciparam a Campanha Salarial para o mês de agosto. Segundo o Sindicato dos Químicos da Bahia (Sindiquímica-BA), “a data base da categoria foi antecipada um mês porque ano passado não foi assinado o Acordo Coletivo, o patronato abandonou a mesa de negociação no meio da campanha”. A categoria está mobilizada desde então e prova disso são as inúmeras mobilizações programadas pelo sindicato nas fábricas, no Polo de Camaçari, que têm contado com a presença maciça dos trabalhadores. Nesse clima de participação inicia-se a campanha salarial deste ano. Já aconteceu a primeira rodada de negociação entre o Sindiquímica-BA e o sindicato patronal, no dia 27 de agosto, no prédio da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), no bairro de Stiep, em Salvador. A reunião decepcionou os dirigentes sindicais porque o patronato negou 37 cláusulas das 44 que integram a pauta de reivindicações. A próxima reunião acontecerá no dia 11 de setembro, quando serão discutidas as cláusulas econômicas. O Sindiquímica-BA, junto com outros sindicatos do segmento petroquímico brasileiro, busca unificar nacionalmente a Campanha Salarial, assim como já acontece com outras categorias como bancários e petroleiros. “Salvador sediou, no dia 29 de junho, um seminário que contou com a participação dos dirigentes dos principais sindicatos do setor petroquímico do Brasil e de integrantes da Rede de Trabalhadores na Braskem. Desse encontro saiu uma pauta nacional. No dia 30, inclusive, foi realizada uma grande mobilização, no Polo de Camaçari, na Bahia, com a presença desses companheiros que lançou a campanha nacional do setor”, explica o diretor do Sindiquímica, Carlos Itaparica. A proposta dos sindicalistas é concretizar essa campanha salarial unificada em 2016, mediada pela Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT). Inflação IPC-S perde força em seis de sete capitais //A inflação apurada pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) perdeu força em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao longo do mês de agosto. A média geral na última semana do mês chegou a 0,22%, 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. A maior queda foi registrada em São Paulo: 0,78 ponto percentual, ao recuar de 0,9% em julho para 0,12% em agosto. Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice da capital paulista reduziram suas taxas de variação: Habitação (de 1,17% para 0,31%), Alimentação (de -0,06% para -0,21%) e Despesas Diversas (de 0,00% para -0,14%). Para cada um destes grupos destacam-se os itens tarifa de eletricidade residencial (de 3,65% para -0,47%), hortaliças e legumes (de -9,68% para -12,82%) e alimentos para animais domésticos (de 0,67% para -0,90%), respectivamente. As cidades de Salvador e Recife também registraram quedas mais acentuadas do que a média das sete capitais. Enquanto na média, a inflação caiu 0,31 ponto percentual (de 0,53% em julho para 0,22% em agosto), em Salvador o recuo foi 0,5 ponto percentual (ao passar de 0,24% para -0,26%) e em Recife, de 0,33 ponto percentual (ao passar de 0,4% para 0,07%). As outras três capitais com queda no IPC-S entre julho e agosto foram Belo Horizonte (0,22 ponto percentual, ao passar de 0,34% para 0,14%), Brasília (0,18 ponto percentual, ao passar de 0,54% para 0,36%) e Rio de Janeiro (0,09 ponto percentual, ao passar de 0,24% para 0,15%). A única capital com avanço na taxa de inflação medida pelo IPC-S foi Porto Alegre, que apresentou um crescimento de 0,23 ponto percentual, ao passar de 0,57% em julho para 0,8% em agosto.

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“Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade.” Meio Ambiente Frida Kahlo IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 13 Editora argentina lança livros infantis de personagens “antiprincesas” //Elas não viveram em castelos, não se destacaram por sua dedicação aos afazeres domésticos, não sonharam com bailes em palácios e príncipes encantados. As personagens dos livros infantis recém-lançados pela editora Chirimbote, da Argentina, são mulheres reais e fantásticas, que marcaram as artes e a história da América Latina. A pintora mexicana Frida Kahlo e a multitalentosa Violeta Parra, ícone da música popular chilena, são as protagonistas dos primeiros livros da coleção “Antiprincesas”, que em breve ganhará mais um número, dedicado à vida de Juana Azurduy, heroína das lutas pela independência da Argentina e da Bolívia. “Escolhemos mulheres que transcenderam sua época, que romperam com o que se esperava delas, mas que também tenham trabalhado com outras pessoas e se dedicado a construir de forma coletiva. Essa é uma condição para ser antiprincesa”, explica Nadia Fink, autora dos livros em parceria com o ilustrador Pitu, em entrevista a Opera Mundi. “As princesas esperam sozinhas, buscam a felicidade individual e um final feliz em que necessariamente aparece um príncipe ou, no máximo, uma família. Nós valorizamos outras formas de viver”. Revolução e amor livre E é por isso que entre fotos de Frida quando criança e ilustrações que recriam seus quadros e seu inconfundível buço, salta do texto um pequeno box com a definição de revolução –“quando se modifica o que está mal (entre muitas pessoas)”. A explicação aparece na parte da história em que se conta que, apesar de casados, o muralista Diego Rivera e Frida “tiveram outros amores, mesmo estando juntos” e que “para Frida, o amor acontecia com homens e com mulheres.” “Como explicar essa tentativa [de Diego e Frida] de viver um amor livre, de não se relacionar de maneira estereotipada, de considerar a possibilidade de estar com outras pessoas, sem explicar que isso aconteceu em um contexto revolucionário?”, indaga Fink. Já a antiprincesa Violeta Parra, nascida em uma família de trabalhadores pobres, é autodidata, multitalentosa e viaja por seu país, Chile, compilando canções populares que comoveram o mundo em sua voz poderosa. Quando Violeta se separa de seu primeiro marido, Luis Cereceda, um pequeno quadro com um bigode abre aspas: “Pode ficar com a sua arte, eu vou embora para sempre”. E na página seguinte, uma ilustração de um homem partindo, enquanto uma mulher sorri e abraça seus filhos enquanto diz que sua única vantagem em relação a outras mulheres do Chile “é que, graças ao violão, deixei de descascar batatas.” “Não queríamos maquiar essas mulheres ou retratá-las de forma leviana, porque foram mulheres que trabalharam com profundidade tudo que fizeram”, frisa Fink. A autora explica que os livros retratam o caminho político de suas protagonistas, independente de suas posições partidárias ou ideológicas, com o cuidado de não transformar os contos em panfletos. “A intenção é disparar ideias nas crianças, não apresentar pensamentos fechados. Não queremos diminuir cabeças, queremos ampliá-las”, avisa a escritora. “Também não queremos matar as princesas, queremos mostrar outras realidades com as quais as crianças possam se identificar.” Frida e Violeta não viveram felizes para sempre. A pintora mexicana morreu jovem depois de uma longa agonia e de uma vida marcada pelas doloridas sequelas de um acidente na adolescência. A cantora chilena se suicidou pouco antes de chegar aos 50 anos. Para falar desses desfechos que não se parecem a contos de fadas, Fink optou pelo realismo mágico, no caso de Frida, e por deixar em aberto, no caso de Violeta. “Decidimos falar da morte de Frida a partir das lendas mexicanas. No caso de Violeta, preferimos deixar que cada adulto que esteja acompanhando a criança que lê o livro decida como abordar o assunto”, explica. Depois das histórias, os livros convidam os pequenos leitores a fazer autorretratos em frente ao espelho, como fazia Frida, e a pesquisar canções antigas em conversas com pessoas mais velhas, como fazia Violeta. Convidam crianças a brincar de ser antiprincesas. Lazer Arroz com Lentilha //INGREDIENTES • • • • • • • • • • 3 xícaras (chá) de arroz cru; 1 xícara (chá) de lentilha; 1 cebola pequena picadinha; 4 dentes de alho amassados; 2 colheres de óleo vegetal; Água fervente suficiente; 2 cubos de caldo de carne; Sal a gosto; 1 calabresa picada em rodelas; 1 cebola grande em rodelas finas. //MODO DE PREPARO • Numa panela, frite a calabresa, junte a cebola em rodelas e doure; • Reserve; • Na mesma panela, aqueça o óleo doure o alho e a cebola, junte a lentilha, frite, junte o arroz e o caldo de carne, frite bem; • Coloque a água fervente até cobrir e passar uns 2 dedos, acerte o sal e cozinhe semitampado em fogo médio até que fique seco, e ambos fiquem macios e cozidos; • Coloque o arroz numa travessa, coloque a calabresa acebolada por cima. Culinária Horóscopo //Reclamar não leva a nada. Olhe o lado positivo das coisas sempre. 21/03 a 19/04 20/04 a 20/05 //Vamos viajar! Uma pausa para repor as energias. //Meditação é a palavra. Busque o autoconhecimento. 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 //Dos sonhos vêm as mensagens. Preste atenção ao que eles querem lhe dizer. Fonte: http://www.tudogostoso.com.br/receita/83086-arroz-com-lentilha.html //Sua soberania não é soberana. Humildade é o X da questão. 23/07 a 22/08 Humor Edibar... //Para os que buscam o amor... Ele está aí, dentro de você! 23/08 a 22/09 //O trabalho em grupo nos fortalece. Uma pessoa sozinha não vai muito longe. 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 //É momento de se apaixonar. Alegria, alegria! Sorria! //Ter alguém é tudo para os que sabem amar. É chegado o momento de dar e receber. Fonte: http://migre.me/pCU9n 22/11 a 21/12 O planeta terra é o GTA de Deus... //Flores são alegrias da alma. Regue seu jardim. 22/12 a 19/01 //O mundo precisa de sua participação. Ofereça-se a quem necessita de ajuda, de conselho. 20/01 a 18/02 //Heroísmo! Vamos fazer pelas pessoas o que faríamos por nós. 19/02 a 20/03 Fonte: https://www.facebook.com/umsabadoqualqueroficial/photos/a.246364075380811.79836.21305563537 8322/1165361846814358/?type=1&theater “Espero alegre a saída e espero nunca voltar.” Frida Kahlo

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Fundo Social de Solidariedade de São Paulo assina Protocolo de Intenções com Mato Grosso //Primeira-dama do Estado Mato-Grossense esteve em São Paulo para firmar termo de disponibilização de conhecimento na área da Qualificação Profissional ções para implantação da Escola de Qualificação Profissional em Mato Grosso. O termo formalizou a disponibilização de “know-how” por parte do Fundo Social para a implantação das Escolas de Moda, Beleza, Construção Civil e Padaria Artesanal no Estado de Mato Grosso. “Com a boa vontade da primeira-dama e a preocupação que demonstrou ter com as pessoas em situação de vulnerabilidade social, tenho certeza que o projeto será um sucesso”, afirmou Lu Alckmin. Segundo Samira Martins, os projetos do FUSSESP serão implantados nos mesmos moldes de São Paulo. “Este programa é um exemplo que deu certo, é referência para o Brasil inteiro. Eu quero levar para meu Estado e a reprodução será igual”, comentou. Em 14 de julho deste ano, a primeira-dama de Mato Grosso, que também é coordenadora do Núcleo de Ações Voluntárias (NAV), visitou pela primeira vez a Escola de Qualificação Profissional instalada na sede do Fundo Social de Solidariedade, quando conheceu de perto os projetos desenvolvidos pelo órgão. Os cursos do FUSSESP são gratuitos e atendem pessoas em condições de vulnerabilidade social, com mais de 16 anos para as Escolas de Moda, Beleza e Padaria Artesanal e acima de 18 anos para a Escola de Construção Civil. Desde 2011, foram qualificadas //No dia 18 de agosto, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, recebeu na sede do Fundo Social, no Parque da Água Branca, a primeira-dama de Mato Grosso, Samira Pereira Martins, para assinatura do Protocolo de Inten- mais de 114 mil pessoas nas unidades próprias do Fundo e nos Polos e Escolas presentes no interior do Estado e em entidades sociais na capital paulista. Mais informações no www.fundosocial.sp.gov.br Lu Alckmin participa de aula inaugural da 22ª turma da Escola de Qualificação Profissional //Cursos gratuitos nas áreas de Moda, Beleza e Construção Civil tem duração de dois meses de Solidariedade do Estado (FUSSESP), Lu Alckmin, deu as boas-vindas aos novos alunos das Escolas de Moda, Beleza e Construção Civil da 22ª turma da Escola de Qualificação Profissional, em aula inaugural que aconteceu na sede do projeto, no Parque da Água Branca, zona oeste da capital. Os cursos do Fundo Social são oferecidos em nove unidades na capital e na grande São Paulo. “Quando se inscrevem, os alunos buscam a qualificação profissional para a conquista de um novo emprego. Após dois meses de curso, além de capacitados, saem com a autoestima resgatada”, comentou Lu Alckmin. Desde 2011 até a última turma, mais de 114 mil pessoas foram qualificadas pelo Fundo Social de Solidariedade, nas unidades próprias e nos Polos localizados na capital e no interior. Para participar, é necessário ter a //No dia 18 de agosto, a primeira-dama e presidente do Fundo Social partir de 16 anos para os cursos das Escolas de Moda e Beleza e idade mínima de 18 anos para a Escola de Construção Civil, sendo que não é exigida escolaridade mínima dos alunos. Mais informações sobre os cursos pelos telefones: (11) 2765-4957 / (11) 2849-3342 ou pelo site www.fundosocial.sp.gov.br. Ituiutaba-MG Moradores do Novo Tempo estão motivados com o asfaltamento da Avenida Minas Gerais “Tudo o que tenho foi investido aqui neste bairro, e essa obra tem sido aguardada há décadas por todos nós”. A frase é do comerciante, Sr. Francisco, que dia 20 de agosto, recebeu a visita do prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro Corrêa do Carmo, juntamente com o secretário municipal de Obras, Luiz Manoel Parreira. No local, os moradores e comerciantes estão bastante motivados depois do início da obra de asfaltamento da Avenida Minas Gerais, ligando o setor do Novo Tempo ao Setor Sul da cidade, passando pela barragem do Centro Turístico Camilo Chaves Neto. Segundo Luiz Manoel, a obra teve inicialmente a construção das redes pluviais, considerada de suma importância e cara, onde muitos prefeitos deixam de fazer, pois são obras debaixo da terra, não dá visualização. “O prefeito Luiz Pedro tem cobrado do nosso setor que as obras sejam feitas com qualidade, e as redes pluviais são necessárias para que, no futuro, os moradores da região não enfrentem os problemas que outros setores estão enfrentando, onde a prefeitura está tendo que abrir asfalto feito há décadas para corrigir esse erro do passado”, disse o secretário. O prefeito fez questão de visitar a obra, acompanhando de perto as medidas exatas das rotatórias que estão sendo construídas, e visualizando, desde já, como ficará aquela região depois de tudo asfaltado. “Estamos transformando a nossa cidade e se existem exemplos para isso, basta andar no centro e ver o fim das ruas de paralelepípedos, além de ir aos bairros da cidade, como essa região, que foi toda asfaltada e agora recebe esta grande obra, que está mudando a vida das pessoas”, disse Luiz Pedro. De acordo com relatório da Secretaria de Obras, falta pouco para se colocar fim nas ruas com paralelepípedos, e mais de 20 bairros na cidade já receberam o asfaltamento de suas vias públicas, deixando a cidade com um índice aproximadamente de 95% de vias pavimentadas. O prefeito tem afir- mado sempre nas reuniões que, se cada prefeito que passou pela administração municipal tivesse asfaltado um pouco dos bairros, hoje teríamos 100% da cidade com essa infraestrutura.

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Política Eduardo Suplicy-SP IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2015 // PÁGINA 15 Ruas de Memória dos trabalhos realizados pela Comissão Nacional da Verdade e demais comissões estaduais e municipais. Em São Paulo, município que concentra quase um quarto de todos os mortos e desaparecidos do Brasil, o legado autoritário deixado pela ditadura se manifesta de forma ainda mais intensa. Expressa-se, por exemplo, na maneira como os paulistanos se relacionam com os espaços públicos, na dimensão física e simbólica. A cultura do medo gerada pelas perseguições e toda forma de repressão fez com que a rua, como expressão do exercício da cidadania, esmaecesse. Os locais do encontro e da coletividade foram desmantelados a fim de evitar focos de resistência, o que contribuiu para transformar o espaço público em mero entreposto entre casa e trabalho. Mais que isso, nossas ruas, avenidas, praças, escolas e ginásios foram nomeados em homenagem aos que colaboraram diretamente com a repressão e com a violência de Estado. Um recente levantamento feito pela Coordenação de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) revela 17 ruas com o nome de pessoas diretamente vinculadas a violações de direitos humanos e outras 20 que sustentaram o regime autoritário. Homenagens que não fazem sentido em uma cidade que se pretenda efetivamente democrática e que se paute pelos pilares da justiça. Para inspirar as novas gerações e ressignificar esses espaços, disputando valores e preenchendo-os com ações de cidadania, conforme estabelece o Plano de Ocupação do Espaço Público pela Cidadania, fomentado pela Coordenação de Promoção do Direito à Cidade da SMDHC, o Prefeito Fernando Haddad lançará no próximo dia 13 o programa Ruas de Memória. A exemplo da Espanha, da Alemanha e da África do Sul, que conduziram um processo radical de retirada dos símbolos relacionados ao franquismo, ao nazismo e ao Apartheid, respectivamente, e conforme o Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade e do Plano Nacional de Direitos Humanos –PNDH3, o projeto visa remover dos espaços públicos referências a fatos ou pessoas notadamente envolvidas em graves violações, substituindo-os por homenagens aos que dedicaram suas vidas à defesa dos direitos humanos, à promoção da igualdade social e à consolidação da democracia. Combater os legados do autoritarismo, retirando esse tipo de denominação de logradouros públicos, e, ainda, não permitindo que novas nomeações equivalentes sejam feitas, são ações imprescindíveis para a construção da memória histórica do país a partir da valorização da cultura democrática. Com o programa Ruas de Memória, esta gestão reafirma, assim, seu compromisso com a construção de uma São Paulo democrática, plural e livre. Eduardo Matarazzo Suplicy é Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e Professor de Economia na EASP/FGV e na USP-Leste. Foi Senador pelo PT de 1991 a 2014 //por Eduardo Suplicy cer as liberdades civis e políticas milhares de //Em 2015, com- pessoas foram presas, pletaram-se 51 anos torturadas e assassido golpe de Estado nadas. Muitas permade 1964, que instalou necem desaparecidas. no país uma ditadura Um cenário de atromilitar, severamente cidades que demanmarcada pelo autori- dou do poder público tarismo e por graves ações concretas e proviolações aos direitos positivas para elucidar humanos. Ao resistir a verdade e resgatar ao regime autoritário a memória sobre esse e tentando restabele- período, a exemplo Aeroviários-SP AEROVIÁRIOS DE SÃO PAULO: ELEIÇÕES E PREPARO DA CAMPANHA SALARIAL //O Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo completou 66 anos de lutas e conquistas e tem muito a comemorar, pois sua história está perfilada com as entidades sindicais mais combativas do Brasil. Para 2015 ficou reservado um momento muito especial para a categoria aeroviária de São Paulo, marcado pelo processo eleitoral para a renovação da diretoria e conselho fiscal que será responsável pelo sequenciamento da história da entidade que, desde a sua fundação, em 1949, escreveu páginas memoráveis no sindicalismo brasileiro. O processo eleitoral está em curso e os aeroviários estão aproveitando o momento para agregar a discussão acerca da campanha salarial que se avizinha como das mais difíceis dos últimos anos, devido ao momento crítico da política e economia nacional, impactando todos os setores, incluindo-se a aviação comercial. Ao longo de seus 66 anos, o SAESP enfrentou várias situações adversas, nunca tendo esmorecido na sua disposição de luta e de resistência. Enfrentou a repressão sob todas as formas e sempre primou pelo engajamento nas lutas unitárias dos trabalhadores da aviação, corporificados por aeroviários e aeronautas. Nunca se isolou no contexto da classe trabalhadora do Brasil e dessa forma compôs, na década de 1950, o Pacto da Unidade Intersindical, tendo sido um dos fundadores do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –DIEESE. A entidade, por meio de seus históricos dirigentes, participou das campanhas contra a carestia, das passeatas da panela vazia, da greve dos 300 mil e de todos os momentos mais relevantes do sindicalismo nacional. Também atuou de forma destemida na proposta de criação da AEROBRÁS, desde meados da década de 1950. Em 1964, com a implantação da ditadura militar, o SAESP ,a exemplo das entidades sindicais combativas, teve a intervenção decretada e seus dirigentes perseguidos. Após atravessar o longo período ditatorial, a entidade retomou, a partir de meados da década de 1980, o ciclo normal de lutas, sempre engajada nas grandes batalhas sindicais nacionais, como no caso da redemocratização do país, materializado pelo movimento das “Diretas-Já”. Mesmo com as adversidades ocorridas a partir do ano 2000, que culminou com a quebra da Transbrasil, da Vasp e da Varig; o SAESP jamais esmoreceu, mantendo-se firme na luta pelos direitos de seus representados. Foram tempos terríveis, quando os aeroviários e aeronautas, se depararam com situações adversas, vitimados por gestões temerárias das empresas e desamparados pelo governo federal que praticamente lavou as mãos em relação à gravíssima repercussão social provocada pelo fechamento das empresas, deixando os trabalhadores sem qualquer perspectiva de recebimento de suas verbas rescisórias. No caso da Vasp, foi possível recorrer à ação civil pública que atingiu os bens do proprietário da empresa, Wagner Canhedo. Graças à ação judicial patro- Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP cinada pelo Sindicamoral e sexual; com to dos Aeroviários no Estado de São Paulo e foco na busca por mepelo Sindicato Nacio- lhores salários e condinal dos Aeronautas, ções de trabalho. Enquanto flui o proos ex-vaspianos, após uma longa espera, te- cesso eleitoral para a rão o pagamento de renovação de sua direparte de seus créditos toria, o SAESP prepara trabalhistas, ainda em a pauta de reivindicações para a Campanha 2015. Com a nova con- Salarial, convicto de figuração da aviação que estará escrevendo comercial brasileira, mais uma página para outros desafios surgi- a sua história repreram e tem sido neste sentativa de uma catecenário que o SAESP goria profissional que tem atuado, em frentes precisa ser reconhecicomo as lutas pelo pa- da por seu inestimável gamento de adicionais valor, pois é ela a prinde insalubridade e de cipal responsável por periculosidade, bata- colocar a aviação colhas contra as práticas mercial brasileira denantissindicais, combate -tre as mais competenàs formas de assédio tes de todo mundo.

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