Revista Gênesis - Nº 27 - 1º Semestre/2013

 

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Revista Gênesis - Nº 27 - 1º Semestre/2013

Popular Pages


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Informativo do Colégio Espírito Santo Gênesis COLÉGIO ESPÍRITO SANTO Nº 27 • 1º SEMESTRE 2013 Há 75 anos educando gerações ISSN 2178-7778

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Editorial Gênesis Gênesis Índice p.03 Aos 75 anos em plena forma p.04 Brincar é mais do que aprender / Hoje tem palhaçada? Tem sim, senhor p.05 As descobertas do Maternal p.06 Identidade e autonomia p.07 Encantamento em aprender a ler e a escrever p.08 Reunindo gerações / A educação tecnológica já faz parte da realidade educacional p.09 A motivação é essencial para a aprendizagem p.10 Buscando a integração de conhecimentos p.11 O ser humano sempre foi fascinado pelo desconhecido p.12 Escola em Pastoral p.13 Jogar e aprender, é possível? p.14 O lúdico aliado ao estudo de uma língua estrangeira / Os momentos do Colégio Espírito Santo p.15 O compromisso com a formação continuada / Ferramentas digitais e dinâmicas de sala de aula p.16 Valorizando o hábito da leitura / Gêneros textuais frente às novas demandas sociais p.17 O Grêmio Estudantil do Colégio Espírito Santo se fortalece a cada ano p.18 O Colégio Espírito Santo amplia os programas de apoio aos alunos do Ensino Médio p.19 A importância do Enem para os estudantes do Ensino Médio p.20 Palestra O Físico na Fronteira do Conhecimento p.21 Mais do que uma visita, uma escolha de vida p.22 Ver um sonho realizado é motivo de orgulho p.23 Museus são espaços de aprendizagem / Para pessoas especiais, homenagens especiais p.24 Aconteceu... A cada dia somos bombardeados por novas ferramentas, tecnologias e diferentes necessidades. As gerações que surgem transformam-se com muita rapidez. O grande desafio educacional da modernidade é acompanhar essas transformações. É preciso um redimensionamento constante das práticas pedagógicas de modo a contribuir de forma mais eficaz para a construção do conhecimento, necessidade dos dias atuais. A época que denominamos Educação 1.0 nos deixou um grande legado do processo de aprendizagem. Esse legado nos mostra a essência de ensino que devemos manter e nos aponta a direção do processo de mudança educacional e social que nos levará à Educação 3.0. Em nossos 75 anos de história, podemos dizer que conseguimos muito bem acompanhar toda essa evolução e transformar os desafios em novas conquistas. Chegamos a essa idade em plena forma e temos muito a comemorar. O tempo passou, mas o nosso compromisso com a excelência na formação integral do aluno continua o mesmo. A educação é uma construção constante e, nas próximas páginas, são apresentadas algumas das atividades desenvolvidas que proporcionaram aprendizagens significativas. Sempre buscando reunir, a cada edição, informações sobre o que acontece no Colégio, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, a Revista Gênesis apresenta textos que tratam das diversas áreas do conhecimento. É com muita alegria que compartilhamos com vocês, leitores, mais esta edição. A nossa motivação é pensar nos próximos 75 anos, planejando o futuro sem deixar de lado o passado. Nessa trajetória, a sua parceria é fundamental. Esperamos compartilhar novas conquistas, a cada ano, pois acreditamos na educação como possibilidade de transformação. Boa leitura! Equipe Pedagógica Expediente Colégio Espírito Santo Rua Tuiuti, 1442 – Tatuapé São Paulo/SP – CEP 03081-012 www.colegioespiritosanto.com.br F(11) 2295-3290 / 2294-7167 Diretora Geral MSSpS: Ir. Maria de Fátima Marques de Oliveira Diretora Educacional: Maria Helena Galucci Diretora Administrativa: Rosemari Rondelo Teixeira Coordenadoras Pedagógicas: Clarice A. M. Cavalcanti, Ieda Gavazzi Gomes e Maria Eunice C. de Oliveira Coordenadoras de Segmento: Kelly S. Brandão, Elaine Lopez, Rosangela P. Coelho e Selma Leite Editoração: Cristiane Imperador e Karla Priscilla Ferreira Capa: Karla Priscilla Ferreira Fotos: Acervo Ilustrações: Victor Augusto Marion Peluso (aluno da 3ª série do Ensino Médio) Tiragem: 1300 exemplares Diagramação: Única Gráfica e Karla Priscilla Ferreira Impressão: Única Editora e Gráfica Agenda 10 de agosto Homenagem aos pais 25 de setembro a 02 de outubro Apresentação das monografia 11 a 14 de novembro Semana Cultural 2 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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Aos anos em plena forma Professora Cristiane Imperador 75 Gênesis Ano de 1938, no bairro do Tatuapé, o progresso não se fez esperar. Indústrias de pequeno, médio e grande porte começavam a ser implantadas. Abrangiam grande parte de produtos e equipamentos: tecidos, peças mecânicas, móveis de aço, motores elétricos, dentre outros. Os operários não mais precisavam se locomover para outros bairros, pois o seu local de trabalho encontrava-se próximo a sua residência. As fábricas e oficinas do Tatuapé ofereciam milhares de empregos e a cada dia o bairro se ampliava, mas ainda carecia de alguns serviços básicos. Em meio a esse cenário, a ação de quatro irmãs do Convento Santíssima Trindade alteraria significativamente o destino de muitas famílias que precisavam entregar os seus filhos aos cuidados de uma instituição que os ensinasse, não só a ler e a escrever, mas também que os tornasse pessoas responsáveis, participativas e atuantes. Nascia assim o Colégio Espírito Santo. Os anos se passaram e o Colégio acompanhou muito bem essa evolução. Hoje, com 75 anos de existência, mostra-se em boa forma, alicerçado em bases sólidas, sempre buscando acompanhar as transformações vividas pelo mundo atual, sem perder de vista a construção do conhecimento, a formação integral e os valores fundamentais para a boa convivência em sociedade. Depois de três quartos de século, iniciamos o ano letivo de 2013 com um aumento significativo no número de matrículas. Isso nos mostra que, além de contribuir para a formação integral de crianças e jovens, o Colégio Espírito Santo é reconhecido pela comunidade como referência pedagógica. Um dos segmentos que mais se ampliou foi o da Educação Infantil, em especial o Período Integral. Cada vez mais as famílias precisam deixar os filhos em um local que ofereça acolhimento, segurança, tranquilidade e o Colégio Espírito Santo está muito bem preparado para tudo isso. Além do aumento no número de matrículas, os nossos alunos do Ensino Médio mostraram que a base educacional fornecida pelo Colégio foi essencial para conquistarem vagas nas mais renomadas universidades do país. O que é motivo de muito orgulho para todos que acreditam na educação. Dentro dessa perspectiva de crescimento e conquistas, o Espírito Santo inova também ao ser uma das únicas instituições da zona leste que desenvolve com os estudantes do Ensino Médio o Projeto da Monografia. Nele, o aluno, além de produzir com qualidade um trabalho do gênero acadêmico, adquire competências importantíssimas e imprescindíveis para a continuidade dos estudos no ensino superior. Em meio a uma realidade extremamente mutável, o Colégio Espírito Santo comemora 75 anos de existência com muitas realizações e metas para viver por muitos e muitos anos. Gênesis • 1º semestre • 2013 • 3

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Gênesis Brincar é mais do que aprender A brincadeira é uma experiência essencial para toda criança. É a partir das brincadeiras que as crianças criam, inventam e representam situações cotidianas Coordenadora Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcanti Brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Por meio da brincadeira, a criança entende e conhece as regras do mundo real e interage com o outro; desenvolve a linguagem e o raciocínio, habilidades motoras, percepção, além de ser uma atividade divertida. Com o objetivo de promover um espaço cada vez mais apropriado e estimulador para as crianças, o Colégio Espírito Santo ampliou as instalações da Educação Infantil, que ganhou três novas salas amplas e arejadas. Nesse espaço, foram instaladas a brinquedoteca e a sala de psicomotricidade, além de uma sala multiuso para o desenvolvimento de diversas atividades. Cada espaço ficou bem colorido e alegre onde as crianças podem vivenciar experiências significativas para a construção do seu conhecimento e descoberta do mundo. Os pequenos aprovaram! Hoje tem palhaçada? Tem sim, senhor! Os primeiros anos de vida são marcados por descobertas, experiências e aprendizagens Professoras Alessandra Santos de Lima e Cristiane da Costa Leal Santos Sawaguchi A magia da arte circense é antiga e encanta a todos, jovens, adultos e crianças. O circo é arte e história. E por que não inserir os alunos nesse mundo de arte e encanto? O encantamento tomou conta dos alunos dos Jardins I e II ao prestigiarem o espetáculo do Circo Spacial. A alegria dos pequenos estava estampada no rosto, cada detalhe era observado atentamente. Esse momento finalizou o projeto Circo, desenvolvido pelos alunos do Jardim I sob a orientação das professoras, durante todo o mês de março. Fazer com que as crianças vivenciassem o rico mundo das artes circenses proporcionando um aprendizado lúdico e significativo foi um dos objetivos desse projeto. Durante a realização do projeto, os pequenos conheceram um pouco mais da cultura circense, participaram de atividades lúdicas, realizaram experiências e ampliaram sua vivência de mundo. Em vários momentos, a sala de aula tornou-se um espaço de espetáculos em que as crianças ora eram artistas e ora espectadores. Não há como não se encantar com a magia do circo! 4 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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Gênesis As descobertas do Maternal Professora Evelyn Joyce Molina “Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra”. Anísio Teixeira Os alunos do Maternal, ao ingressarem em suas atividades escolares, na maioria das vezes, chegam inseguros, observadores e um tanto introvertidos. Afinal, terão que passar pela fase da adaptação escolar e esses anseios são comuns e esperados. Passada a fase de adaptação, vem o entusiasmo e a curiosidade. E, como educadores, nos sentimos instigados a apresentar a essa criança momentos prazerosos e envolventes, que ela certamente carregará em sua memória. O primeiro desafio a ser superado é aprender a “conviver com o outro”, dividindo seus pertences e objetos e descobrindo o mais importante: o quanto ter o outro presente em brincadeiras e atividades é mais interessante. O egocentrismo é bastante presente nessa faixa etária e é por esse motivo que a criança tem tanta dificuldade em dividir e respeitar o espaço do amigo. A participação diária em rodas de conversa e o uso da música estimulam a criança, não só a observar, mas a comunicar-se melhor, interagir com os amigos e articular seus desejos. A ação de explorar os espaços, como o da brinquedoteca, também enriquece o “conviver com o outro”, além de dar asas à imaginação. Os alunos manuseiam diferentes tipos de brinquedos pedagógicos e aprendem a socializar os pertences necessários para o bom convívio social. A autonomia é desenvolvida cotidianamente, a partir de pequenas tarefas e situações, como: escovação e higiene, organização e conservação de seus pertences, cuidados com a sala e preservação do meio em que vive. Outro momento muito prazeroso para os alunos do Maternal é a hora do lanche e da culinária, em que todos são incentivados a ter hábitos alimentares saudáveis. A criança que cedo inicia a sua ida à escola, como os alunos do Maternal, demonstram ter maior facilidade no desfralde, diminuição do uso de chupetas e mamadeiras. Essa fase, que para diversas crianças é delicada, é superada rapidamente com o estímulo dos pais, da professora e, principalmente, dos próprios amiguinhos. A primeira experiência escolar é sempre muito marcante e inesquecível. É importante que o educador seja sensível para elaborar e planejar as atividades que deverão desenvolver habilidades motoras, cognitivas e sociais, de forma natural. Também é importante que o professor saiba aproveitar a ansiedade dos alunos para lhes mostrar o quanto é significante e prazeroso a sua participação na sala de aula e no convívio escolar. “Ser educador é ser um poeta do amor. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.” Augusto Cury Gênesis • 1º semestre • 2013 • 5

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Gênesis Identidade e autonomia A construção da identidade deve fazer parte da Proposta Pedagógica da Educação Infantil Professora Erika Minozzi Duh Há alguns anos, a Educação Infantil apresentava uma concepção bem diferente da atual, o seu principal objetivo era o serviço assistencialista em que oferecia às famílias um espaço seguro e preparado para cuidar das crianças. Hoje cabe à Educação Infantil promover a inserção social do aluno, propiciando situações que valorizem a criança, fazendo com que desenvolva uma imagem positiva de si, tornando-a cada vez mais independente e capaz de se relacionar com o mundo. Os alunos do Jardim II trazem para a escola, além do sorriso doce e da animação que contagia, muitas expectativas em relação ao que irão aprender. A cada atividade, revelam o intenso interesse em desenvolver novos saberes e aguçam, nos educadores, o desejo de promover experiências significativas na vida desses educandos. Partindo do princípio que, mesmo com tão pouca idade, as crianças, nessa faixa etária, já vivenciaram muitas situações que fazem parte do seu conhecimento de vida, a escola deve aproveitar esse saber prévio para despertar o seu interesse para novos desafios. Sendo assim, o Jardim II após trabalhar o Projeto Carnaval e resgatar tradições da cultura brasileira, ingressou no estudo de um novo tema: o Projeto Identidade. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, dentro do âmbito de experiência de formação social e pessoal, é prioritário para crianças de 0 a 6 anos a construção da identidade e da autonomia. Diante disso, o desenvolvimento do Projeto Identidade vincula a formação dos nossos alunos aos objetivos propostos pelo Referencial. No início do projeto, as crianças descobriram como o nome diz muito sobre nós e que por meio do nome poderiam identificar a herança familiar. A partir daí, as informações e vivências foram compartilhadas em rodas de conversas, histórias, brincadeiras, cantigas e tantas outras atividades que contribuíram para que os alunos percebessem o seu “eu” e também o “próximo”. O reconhecimento do próprio corpo, os hábitos que devemos ter para cuidar da saúde, as características físicas de cada um, a escrita dos nomes dos amigos, os alimentos que são saudáveis e as diferenças existentes entre as famílias foram alguns dos conteúdos explorados nesse projeto que permitiu com que os alunos, a partir de imitações, rejeições e questionamentos, construíssem parte de sua identidade, fortalecendo a autonomia desses pequenos cidadãos. Sintetizando tão pouco do muito que foi desenvolvido, podemos afirmar que na Educação Infantil é brincando que conseguimos educar e é educando que formamos pessoas. 6 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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Gênesis Encantamento em aprender a ler e a escrever Professoras Erica Correia Temponi e Gisele Villar Lopes Pereira Sabendo que a aprendizagem se processa em uma relação interativa entre o sujeito e a cultura, priorizar, no processo de aquisição da leitura e da escrita, o trabalho com objetos significativos é fundamental para criar um espaço facilitador de aprendizagem. Brincar, oferecer textos que fazem parte do cotidiano das crianças, contar histórias, vivenciar situações, conversar e simbolizar são algumas práticas fundamentais que acontecem diariamente na rotina de nossos alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental. É fato que essas crianças já possuem seu repertório próprio de significados, pois antes mesmo de virem para a escola, em seu ambiente familiar, constroem as noções da importância das letras, dos símbolos e desenhos. Na escola, partindo desses conhecimentos prévios, o desafio é formalizar e ampliar tais conhecimentos, incentivar a formação do hábito da leitura e desenvolver a escrita. Neste sentido, disponibilizar instrumentos e criar condições favoráveis para a aprendizagem são fatores que auxiliam a criança no processo de construção do conhecimento. Além da interação entre aluno e professor, a relação com os materiais oferecidos e a interação entre os próprios alunos também influenciam o modo como as crianças se apropriam do conhecimento construído pela humanidade. O aprimoramento da linguagem oral e a aprendizagem da linguagem escrita são de grande importância na vida da criança, pois permitirão a sua inserção e participação na sociedade. Por isso, o trabalho com a língua portuguesa deve estar orientado para desenvolver as capacidades de comunicação e expressão, de maneira prazerosa e significativa. Com todas essas experiências, o processo de aprendizagem da leitura e escrita se desenvolve naturalmente permitindo à criança se encantar com a magia de ler e escrever. Gênesis • 1º semestre • 2013 • 7

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Gênesis Reunindo gerações O jogo tem a capacidade de reunir gerações e proporcionar momentos agradáveis Coordenadora Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcanti O jogo é uma estratégia de aprendizagem. Ao jogar, as crianças exercitam diversas habilidades, como a concentração, o raciocínio e o planejamento de ações. Quando joga, a criança compreende o mundo a sua volta, cria estratégias para resolver problemas, organiza emoções e se relaciona com o outro. De acordo com o contexto social, os jogos apresentam características diferentes. Com regras estabelecidas, envolvendo uma situação lúdica, apresentam também uma função pedagógica. Portanto, o trabalho com jogos deve ser muito bem planejado e organizado, de forma que os seus jogadores sejam desafiados pelas atividades propostas e participem com êxito das mesmas. Enquanto recursos didáticos, os jogos transcendem um conhecimento específico, auxiliam os alunos em seu desenvolvimento social, emocional, cognitivo, motor e por que não dizer, global. Jogar em família é uma diversão e tanto. Pensando nisso, foi desenvolvido o projeto Brincando em Família. Nesse projeto, o aluno do 1º ano leva para casa, toda semana, um jogo para jogar com a família. Para que essa atividade seja significativa, é importante que o momento do jogo seja prazeroso para todos os jogadores, que a criança entenda as regras, formule estratégias, antecipe passos do adversário, enfrente dificuldades e saiba lidar com frustrações. A criança deve perceber que brincar é gostoso, independente de ganhar ou perder. A brincadeira não é somente lazer, é um ato de aprendizagem. Além da integração familiar, jogar traz uma série de benefícios para os adultos. É uma atividade intelectual que mantém o cérebro ativo. Portanto, divirtam-se, aproveitem para brincar com o seu filho e viver momentos descontraídos e alegres. A educação tecnológica já faz parte da realidade educacional Coordenadora Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcanti e Professora Cristiane Imperador As novas tecnologias estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas. Vivemos rodeados de recursos tecnológicos que nos auxiliam na realização de simples tarefas. As máquinas nos rodeiam e sem elas já não conseguimos mais viver. Desde aquelas utilizadas para facilitar a execução de tarefas domésticas, até as mais modernas utilizadas em indústrias, apresentam a robótica aplicada. Trabalhar com a robótica não significa apenas construir mecanismos que consigam desempenhar autonomamente tarefas. Ainda que muitas pessoas tenham essa ideia, a robótica trabalha com a resolução de problemas utilizando a lógica associada à tecnologia, valorizando o processo de criação e construção e não simplesmente a fase final. 8 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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Gênesis Por acreditar nessas ideias, o Colégio Espírito Santo, em parceria com a Lego Education, desenvolve os projetos de robótica Genius e Lego Líder, experiências que estão dando certo. A partir de projetos lúdicos e desafiadores, a robótica educacional faz com que o aluno questione, pense e procure soluções, usando ensinamentos obtidos em sala de aula e na vivência cotidiana, valorizando o trabalho em grupo, a cooperação, o diálogo e o respeito às diferentes opiniões, envolvendo o processo de construção e reconstrução. Porém, as aulas de robótica não estão restritas ao ambiente escolar. Em casa, os alunos podem acessar a Internet, interagir com conteúdos e ampliar os conhecimentos adquiridos. O Colégio Espírito Santo se empenha em preparar uma nova geração de brasileiros conscientes, empreendedores, inovadores, éticos e atuantes que já nascem predispostos, desde cedo, a manipular a tecnologia buscando construir o conhecimento a partir de sua própria ação. A motivação é essencial para a aprendizagem Um aluno motivado aprende mais e melhor Professora Christiane Rodrigues Fernandes Torna-se constante na prática docente a preocupação com a motivação que deve ser estimulada em cada aluno. Analisando com mais propriedade a questão, percebemos que a tão falada motivação é um processo interno, estimulado por fatores externos, mas que tem como ponto de partida a busca por respostas. O aluno só se sente motivado a buscar respostas se for desafiado. E então, chegamos à palavra fundamental: desafio. Ao propor aos alunos que busquem respostas e ainda criem novas perguntas a partir da investigação de visões diversas, estamos possibilitando o verdadeiro processo de construção do conhecimento, objetivo fundamental almejado por todo educador. Realmente, esse processo acontece quando propomos execuções de atividades específicas, de cada conteúdo, ou trabalhamos de forma interdisciplinar. Quando possibilitamos que alunos, com visões diferentes ou até mesmo conflitantes, conversem, ouçam e respeitem outras opiniões. Quando o aluno percebe que diferentes matérias estão interligadas e buscam diversas respostas para os mesmos desafios. Essa percepção da realidade é fundamental, pois amplia o nosso campo de visão e nos torna mais preparados para percebermos a realidade em que estamos inseridos e atuarmos verdadeiramente nela. Os desafios que transformam esse aprendizado em algo dinâmico é proposta constante dos nossos educadores e podem ser usados em qualquer faixa etária. Quantas vezes nos surpreendemos com questionamentos feitos pelos pequenos? E com suas respostas também. Isso nos mostra o verdadeiro e sincero interesse por algo novo, a curiosidade constante que não deveríamos nunca perder, o querer saber sempre mais e ouvir novas opiniões. É esse o material fundamental de nossas aulas e é pensando assim que, cada um de nós, educadores, nos preparamos para encontrarmos a cada dia a riqueza da diversidade humana. Gênesis • 1º semestre • 2013 • 9

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Gênesis Buscando a integração de conhecimentos Professora Maria Lúcia Enes “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João(...)” (trecho da música Sampa de Caetano Veloso) Fala-se muito sobre o mundo contemporâneo, globalizado, e a necessidade de adequação dos conteúdos e práticas escolares a essa nova realidade. A velocidade de transmissão de informações, com o uso das novas tecnologias, apresenta um ritmo acelerado e é justamente nesse ponto que se coloca um dos grandes desafios da educação contemporânea: como transformar informação em conhecimento? Muitos teóricos da educação apontam que uma das formas de promover essa transformação é através da superação do trabalho fragmentado, ainda tão comum nas escolas, por meio de propostas interdisciplinares de abordagem do conhecimento. É necessário que a escola promova o encontro do aluno com o conhecimento. Nesse sentido, as atividades de estudo do meio encontram seu objetivo maior. Buscando a integração das áreas de conhecimento e a vivência de novas aprendizagens, os alunos do 7º ano tiveram a oportunidade de realizar, no mês de abril, um estudo do meio englobando o estudo do Centro Velho de São Paulo e da Catedral da Sé. Lá, entre tantas aprendizagens, puderam reconhecer o estilo arquitetônico gótico da catedral e visitar locais que contam, através de suas construções, símbolos e objetos, muito da história da nossa cidade. Também puderam compreender o papel da Igreja Católica na formação de São Paulo e na constituição do nosso povo, principalmente através da ação dos padres jesuítas. O contato com os cheiros, sabores e cores do Mercado Municipal, com a realidade nua e crua da miséria dos moradores de rua, com os turistas chineses que aproveitaram para “conversar” com nossos alunos em pleno Pateo do Colégio, além do artista de rua que deu um show particular de guitarra, completaram as atividades do dia. Mas o estudo do meio não se encerra com a visita aos locais. A partir dos conhecimentos trabalhados anteriormente em sala de aula, das informações obtidas através dos monitores e dos registros realizados durante a visita, os alunos confeccionaram vitrais, recriando imagens com o uso da tecnologia de edição Photo Filtre, e escreveram textos informativos sobre elas, técnica desenvolvida durante as aulas de Língua Portuguesa. Dessa forma, nossos alunos, mais uma vez, puderam experimentar o gostinho de ampliar seus conhecimentos para além dos muros da escola, aprendendo em cada esquina um pouco mais sobre esta metrópole que encanta e também assusta aqueles que se atrevem a desvendá-la. “(...) porque és o avesso do avesso do avesso do avesso (...) Do povo oprimido nas las, nas vilas, favelas/ da força da grana que ergue e destrói coisas belas/ da feia fumaça que sobe apagando as estrelas (...)” (trecho da música Sampa de Caetano Veloso) 10 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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Gênesis O ser humano sempre foi fascinado pelo desconhecido Projeto Viagens Fantásticas Professora Alice Takahashi Pires O quanto o ser humano é capaz? Há muito tempo o homem se aventurou mar adentro, vencendo medos, desvendando mistérios, descobrindo e conquistando novos espaços.Vislumbrou paisagens inusitadas em viagens ousadas. Passou a povoar lugares desafiadores dentro desse nosso planeta. Absorto em sua curiosidade, embevecido em seus conhecimentos e hábil nas ciências, um dia... pisou na Lua. Pronto! O “pequeno passo para o homem, mas enorme para a humanidade” o incitou, ainda mais, a concluir que o seu poder é capaz de ultrapassar limites do espaço sideral. É justamente a façanha da exploração do desconhecido, o tema de um projeto desenvolvido pelos alunos do 5º ano. O trabalho envolveu as disciplinas de Língua Portuguesa, Arte, Ciências e Saúde, História e Informática e teve como denominação Projeto Viagens Fantásticas. Explorando o tema Grandes Navegações e conhecendo a aventura da família Schürmann, os alunos redigiram um diário de bordo, narrando um acontecimento de uma suposta viagem ao redor da Terra. Sabendo da chegada do homem à Lua e da participação de Marcos César Pontes, astronauta brasileiro, na ida à Estação Espacial, os alunos imaginaram uma visita a Marte e escreveram um relato de viagem. Conhecendo a biografia do pai da ficção científica, Júlio Verne, eles produziram uma narrativa de aventura a partir da escolha de um trecho das histórias adaptadas de Viagem ao centro da Terra e Vinte mil léguas submarinas. Ao fim de cada produção, sob correção e revisão da professora e orientações nas aulas de Informática, os alunos digitaram seus textos, ilustraram e formaram um interessante livro virtual. Assim, unindo o conhecimento das ciências, as informações históricas, as habilidades pictográficas e a conveniência da era digital, os alunos puderam exercer o que, talvez, seja um de nossos maiores tesouros: a expressão escrita de nossos pensamentos. Gênesis • 1º semestre • 2013 • 11

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Escola em Pastoral Irmã Heloíse e Professor Agostinho Travençolo Júnior Gênesis “O serviço missionário é a razão de ser e objetivo de nossa Congregação. Em todas as nossas atividades, por mais diversas que sejam, estamos a serviço do mandato missionário da Igreja.” A Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo reafirma sua missão no âmbito da educação em nossas escolas, convicta de que educar é uma forma de fazer presente o Reino de Deus, de promover um novo jeito de viver, a partir do princípio do amor trinitário e da responsabilidade social na transformação do mundo. Alicerçadas na educação missionária, nossas escolas se colocam a serviço das crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, no esforço de testemunhar o amor misericordioso de Deus que se manifesta nas relações de (Constituições das MSSpS) comunhão e diálogo. Como já nos dizia Madre Josefa: “Nossa missão é abrir todos os corações ao amor”. Em sintonia com o projeto missionário, o Colégio Espírito Santo vem desenvolvendo muitas atividades que trazem, em sua essência, o desafio de ajudar na formação de pessoas honestas, humanas, solidárias, compassivas e que desenvolvam o respeito pela natureza e pelos outros, pois sabemos que ao conseguirmos isso, teremos o sonho de Jesus realizado. Além das atividades dos grupos de Pastoral, da Catequese, dos Momentos Celebrativos e da Formação de Pais, destacamos os Encontros de Convivência que têm acontecido com cada turma do Colégio de 6º ao 3º ano do Ensino Médio. Esses Encontros, também fundamentados nos quatro pilares da educação da Unesco: aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, dão uma especial atenção aos dois últimos. Aprender a viver juntos é uma arte construída diariamente. Sendo assim, desenvolver a compreensão do outro e a percepção das interdependências, bem como atuar no campo das atitudes e dos valores, constitui um grande desafio a ser apreendido nas relações de convivência. Em contraposição à competitividade cega, a qualquer custo, do mundo de hoje, cabe à escola transmitir conhecimentos que levem em conta a diversidade e a interdependência entre todos os seres humanos. Aprender a ser espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, responsabilidade e espiritualidade são dimensões que nos remetem ao Ser e que também precisam ser apreendidas no sentido de preparar nossas crianças, adolescentes e jovens na busca do equilíbrio e na preparação para gerir conflitos. Por sua vez, a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa em todas as suas dimensões. Assim acreditamos e trabalhamos. 12 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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Gênesis Jogar e aprender, é possível? Segundo definição apresentada no dicionário Houaiss e Villar (2009), jogo é uma Professora Fernanda P. Dizotti [...] atividade cuja natureza ou finalidade é a diversão, o entretenimento; essa atividade, submetida a regras que estabelecem quem vence e quem perde; competição desse gênero que implica sorte e azar, podendo ou não envolver apostas em dinheiro; conjunto de peças, instrumentos etc. para jogar [...]. (HOUAISS; VILLAR: 2009) Jogar é uma prática na qual o jogador exercita suas habilidades, desenvolve o raciocínio, elabora estratégias, levanta hipóteses e busca soluções. Quando aplicado em sala de aula, o jogo pode propiciar uma aprendizagem mais descontraída, menos formal, em que o educando busca a vitória sem medo de errar, explora sua concentração, seu cooperativismo e melhora a interatividade. Quando erra, busca alternativas para não mais cometer erros. O objetivo do jogo é fazer com que os alunos se interessem, aprendam, familiarizem-se e gostem do estudo em questão. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática, os jogos no ensino constituem [...] uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução de problemas e busca de soluções. Propiciam a simulação de situações-problema que exigem soluções vivas e imediatas, o que estimula o planejamento das ações [...] (BRASIL: 1998, 46). No primeiro trimestre, os alunos dos 7º ano, nas aulas de Matemática, trabalharam com dois jogos que tiveram como objetivos o desenvolvimento do pensamento matemático e a familiarização com as operações de adição e multiplicação de números inteiros. Um dos jogos desenvolvidos com a turma foi o Matix, um jogo de tabuleiro com números inteiros (números positivos e negativos). Durante a partida, os alunos deveriam escolher um número e retirá-lo para si, tendo como objetivo adquirir o maior saldo, ou seja, o maior resultado da soma de todas as peças retiradas. Já no Bingo do Produto de Números Inteiros, outro jogo trabalhado nas aulas, os alunos recebiam uma cartela com diversos produtos e, à medida que os pares de fatores eram “cantados”, deveriam assinalar o produto correspondente. Dois jogadores, por partida, foram vencedores, o primeiro completou uma linha com os devidos produtos corretos e o segundo completou a cartela cheia. Mas os desafios não ficaram por aí, ao término dos jogos, os alunos fizeram um relatório em que registraram o que aprenderam, as dificuldades encontradas, as estratégias adotadas, a maneira como efetuaram os cálculos e sugestões. Tudo isso para enriquecer e aprimorar essa prática que se torna útil a cada dia. Mais uma partida? Boa Aprendizagem e Diversão! Referências HOUAISS, A., VILLAR, M. S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009 BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. Gênesis • 1º semestre • 2013 • 13

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Gênesis O lúdico aliado ao estudo de uma língua estrangeira Professora Salete de Sousa Lobo A palavra lúdico tem sua origem no latim ludus, que significa jogo. O lúdico é característica de atividades que envolvem jogos, brincadeiras e outros procedimentos que transformam a realidade tradicional e instauram outro tipo de convívio em que crianças e adolescentes dão o melhor de si, agem, analisam ou mesmo lamentam. É possível utilizar procedimentos lúdicos, como jogos, dentro da sala de aula, potencializando a difusão do conhecimento que está sendo proposto. Ao levarmos em conta que brincar é prazeroso para o aluno, podemos fazer do jogo um caminho a ser percorrido no processo de ensino-aprendizagem. Quando uma criança participa de um jogo, ela exercita a sua criatividade, desenvolve as suas habilidades e/ou conhecimentos. Um dos maiores ganhos em trabalhar o lúdico, no ensino de uma língua estrangeira, é a facilidade com que os alunos aprendem e fixam o vocabulário novo. Portando, os processos lúdicos colaboram não apenas para o desenvolvimento pessoal do aluno, mas também facilitam a apreensão dos conteúdos que estão sendo trabalhados, tornando-se uma ferramenta fundamental para o professor. Os momentos do Colégio Espírito Santo Professoras Alessandra Gavilan e Salete de Sousa Lobo Nos últimos quatro anos, o Colégio Espírito Santo tem sofrido diversas modificações, não apenas em sua estrutura física, mas também na reorganização da equipe de coordenadores, professores e funcionários. Outra novidade é que o Colégio passou a abrir as suas portas para a comunidade, alterando o perfil da festa junina e inovando com missas realizadas em datas comemorativas, aproximando alunos, pais, professores e funcionários. Essas mudanças também alcançaram outros aspectos do Colégio, trouxeram novidades, sem perder a tradição. Um bom exemplo são os momentos cívicos e religiosos realizados. Antigamente, o professor responsável escolhia um texto relacionado a um determinado tema e, a partir da leitura, cada aluno fazia a sua reflexão pessoal. Hoje, a leitura de um texto por si só não basta. O professor procura sempre inovar a maneira de apresentar o conteúdo, buscando novas formas de abordagem nas quais os alunos também podem participar. Muitas vezes, o momento não é de responsabilidade de um único professor, o que oferece a oportunidade de novas parcerias, como a realizada entre as professoras de Inglês e Espanhol, no Dia Internacional da Mulher. O trabalho em conjunto permitiu que cada professora abordasse uma parte da história de modo que o passado e o presente das mulheres importantes para o mundo e para o Colégio Espírito Santo pudessem ser lembrados. “Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”. Mahatma Gandhi 14 • Gênesis • 1º semestre • 2013

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O compromisso com a formação continuada Juntamente com a formação inicial, a formação continuada tem sido uma questão fundamental para a educação Coordenadoras Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcanti, Ieda Gavazzi e Maria Eunice Cardoso Gênesis “Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador, permanentemente, na prática e na re exão da prática.” Pensar em formação continuada é uma preocupação constante dos gestores hoje em dia. Capacitar, sempre abrangendo as mais diferentes possibilidades, desde o incentivo à leitura de livros, participação em cursos e congressos, como também a oportunidade de troca de experiências com palestrantes, nos permite, não só avaliar nossas práticas pedagógicas, mas intensificar o trabalho docente. Sabemos que a educação formal escolar está em transformação, não só pela geração que desponta, mas também pela facilidade de acesso às informações. Então, instala-se o desafio de educar para os novos tempos. Cada vez mais os professores precisam de atualização para exercer a sua função de acordo com as necessidades das demandas contemporâneas. O educador contribui com a formação de crianças e jovens que atuarão em um tempo em que tudo é muito rápido, portanto a sua ação requer visão de mundo. O processo de formação do professor engloba a interação entre o conhecimento teórico e o prático, fazendo-o desenvolver habilidades para saber lidar com as diferentes situações que surgem na prática docente. Não é possível pensar somente no hoje e no contexto de sala de aula, é preciso pensar que o conhecimento vai além daquele adquirido no espaço escolar. Sendo assim, aliar a formação inicial à formação continuada é uma necessidade constante que não deve ser encarada como um fim, mas como um processo que permeia o cotidiano escolar. Paulo Freire Ferramentas digitais e dinâmicas de sala de aula Nos últimos anos, giz, lousa e apagador deixaram de ser equipamentos únicos em sala de aula Professora Maria Cristina Rossetti Inonhe Ao fazermos um breve paralelo entre o passado recente e os dias atuais, verificaremos claramente as transformações que se deram nas práticas em sala de aula. O caderno e a lousa, associados ao discurso do professor, já não dão conta das novas exigências do cotidiano escolar. As crianças ingressam na escola inseridas no mundo digital. Manuseiam o computador, os tablets, os celulares, sem contar os diversos jogos interativos, via computador, ou mesmo em consoles variados. Diante desse cenário, a escola precisa se adequar e, consequentemente, as práticas em sala de aula precisam contemplar esse novo universo. Nem sempre é uma tarefa fácil, pois os tempos, do professor e dos alunos, muitas vezes, são conflitantes. Quando se trata de linguagem digital, as crianças e os adolescentes, normalmente, estão à frente dos adultos. Contudo, se acreditamos que o ser humano é um aprendiz por natureza, nada impede de que o adulto se atualize ou, como dizemos popularmente, “corra atrás”. Na busca pela adequação e atualização da prática em sala de aula frente às demandas digitais, o Colégio Espírito Santo e seus docentes vêm se empenhando em promover aulas interativas por meio da lousa virtual, dos laboratórios de informática, sem contar o computador com projetor presente em todas as salas de aula, o que possibilita o acesso à Internet, além de uso de slides, filmes e músicas. Alguns dos livros adotados também trazem como recursos DVDs ou plataformas digitais, de forma a tornar a construção do conhecimento algo prazeroso e dinâmico. Entretanto não podemos nos esquecer de que os recursos digitais são ferramentas, ou seja, recursos que servem para facilitar, dinamizar e motivar o trabalho em sala de aula, mas ainda não substituem o árduo trabalho da introspecção e elaboração mental individual que constitui o ponto central da construção do conhecimento. O estudante, seja de que idade for ou do nível em que estiver, só aprenderá por meio da pesquisa contínua, das elaborações pessoais e reelaborações constantes, o que requer empenho e disciplina. Não é tarefa fácil, mas o retorno é muito satisfatório. Gênesis • 1º semestre • 2013 • 15

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