Revista Benchmarking Ed 11

 

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Conteudos de sustentabilidade produzidos por especialistas, ativistas e lideranças da área socioambiental

Popular Pages


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Edição 11 - Janeiro a Dezembro de 2015 BENCHMARKING R e v i s t a Aprendendo com os detentores das melhores práticas Paulo Nogueira, primeiro secretário de meio ambiente do Brasil (BenchMais3) Inteligência Coletiva em Sustentabilidade 182 organizações, 176 especialistas, 21 países, 339 cases, 10 categorias gerenciais, 03 livros Cristian Dimitrius, cinegrafista da vida selvagem (Trajetórias) Paula Kehoe, Diretora Recursos Hídricos, SFPUC - Califórnia (Páginas Verdes) Mario Mantovani, Diretor Políticas Publicas da SOS Mata Atlântica (Artigos) Isabel Fillardis, Fundadora do Instituto Doe seu Lixo (Galeria Vozes) Tato da Banda Falamansa (Benchmarking Pessoas) Todos pela Sustentabilidade

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Sustentabilidade 2016 Posicione se junto a massa crítica da Sustentabilidade Benchmarking Brasil 14° Ranking dos Detentores das Melhores Práticas de Sustentabilidade Selo de sustentabilidade que reconhece, certifica e compartilha as melhores práticas socioambientais aplicadas pelas organizações brasileiras. Em 13 edições realizadas certificou 339 práticas de 182 instituições. Em 2015 lançou o terceiro volume da Série BenchMais com os resumos dos cases certificados nas últimas 4 edições. A Comissão técnica é formada por especialistas de vários países e a metodologia de seleção dos cases Benchmarking tem o reconhecimento da ABNT. Inscrições de cases: Janeiro a Março de 2016. Mais Informações: benchmarkingbrasil.com.br I n t e l i g ê n c i a Co l e t i va e m s u s t e n t a b i l i d a d e

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Editorial A Revista Benchmarking é um periódico anual com foco em boas práticas de sustentabilidade. Em sua 11a edição, a revista se tornou um guia prático que reúne visões, tendências e soluções da gestão socioambiental. A revista conta com a participação das melhores cabeças da sustentabilidade para compartilhar conhecimento em formatos diferenciados, e assim, atingir os vários segmentos de publico para os quais a revista é enviada. A escolha dos temas abordados, e principalmente dos nomes convidados para participarem da revista é feito com o máximo cuidado e observação para que atualidade e legitimidade sejam garantidos. Além do bloco «Acontecendo» que traz agenda e cobertura dos mais expressivos eventos do setor; do caderno «Artigos Técnicos» que publica textos assinados por pesquisadores e lideranças da área; das seções «Páginas Verdes» com entrevistas de consultores, ativistas e especialistas em temas específicos da sustentabilidade, e «Trajetórias» que destaca a vida e obra de pessoas engajadas com a causa socioambiental, a revista também reune personalidades que tenham afinidade com o tema para depoimentos e frases em «Galeria» registrando as vozes da sustentabilidade de artistas, cientistas e ativistas. Pesquisamos muito para trazer os melhores nomes da sustentabilidade, e, em alguns casos com atuação fora do país, proporcionando assim visão global sobre determinado tema. Nesta edição, Páginas Verdes entrevista Paula Kehoe, uma especialista em estiagem e diretora de Recursos Hídricos da Comissão de Utilidades Publicas de São Francisco na Califórnia (USA), cidade que já passou por graves períodos de seca. Outro destaque da edição são os depoimentos dos articulistas do livro BenchMais3 com mais de 20 pensadores e especialistas falando sobre o livro, o que confirma a hegemonia da obra em «Práticas de Sustentabilidade». Em Trajetórias temos o registro especial da vida e obra de Cristian Dimitrius, que é biólogo especializado em vida selvagem e história natural. É também fótografo, cinegrafista e apresentador de TV, cuja missão é fazer com que as pessoas se apaixonem pelo planeta por meio de suas imagens. Em Galeria, personalidades da mídia e do meio socioambiental deixam mensagens sobre sustentabilidade. Em eventos técnicos, Bench Day reina absoluto com 5 modalidades, sendo 2 delas para público jovem. O programa Benchmarking Brasil mostra com seus números porque é um dos mais respeitados selos de sustentabilidade do país. Quem lê a Revista Benchmarking conhece a legitimidade dos que praticam a sustentabilidade, ou seja, «Quem é Quem» de fato em boas práticas socioambientais. Boa Leitura. Marilena Lino de Almeida Lavorato Idealizadora do Programa Benchmarking Brasil e Editora da Revista Benchmarking Expediente Revista Benchmarking – Aprendendo com os detentores das melhores práticas - Editora: Marilena Lino de Almeida Lavorato (Programa Benchmarking Brasil) - Jornalistas: Gabriela André e Regina Jorge - Produção - Marilena Lino A. Lavorato. Colaboradores desta edição em artigos técnicos: Mário Mantovani, Guy Ladvocat e Isabel Sbragia. Fotos da capa: Rogério Gomes Silva, Gustavo T. Prado e outros - Fotos das matérias: Rogério Gomes Silva, Gustavo T. Prado e outros - Tradução: Rosana I. Trentin - Projeto Gráfico: One Star.com - Diagramação: Gustavo T. Prado. Produção Executiva: Mais Projetos - Versões Eletrônica e Impressa- Contato: imprensa@institutomais.org A Revista Benchmarking não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões emitidos em artigos e frases assinadas, sendo de responsabilidade exclusiva de seus autores. A reprodução, no todo ou em parte, de suas matérias só é permitida desde que citada a fonte e autor.

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SUMÁRIO R e v i s t a BENCHMARKING Aprendendo com os detentores das melhores práticas Páginas Verdes Entrevista exclusiva com Paula Kehoe, Diretora de Recursos Hídricos da Comissão de Utilidades Públicas de São Francisco (SFPUC) na Califórnia/USA 5 Benchmarking 2015 28 Cases de sustentabilidade certificados pelo Programa Benchmarking. Referências e exemplos que inspiram pela excelência das práticas adotadas 10 Ranking Benchmarking Os legítimos da sustentabilidade em práticas, projetos, obras e inovações 16 8 20 Galeria Vozes da Sustentabilidade Visão e pensamento de um conceito em construção Trajetória Cristian Dimitirus, o biólogo cinegrafista que faz com que as pessoas se apaixonem pelo planeta pela beleza de suas fotos 22 Artigos Técnicos 03 artigos de ativistas e executivos sobre temas atuais e diferenciados: Mata Atlântica, Governança e Melhores Práticas 26 Matéria Especial BenchMais 3 - Inteligência Coletiva em Sustentabilidade. Livro com resumos de cases Benchmarking e coletânea de artigos assinados por nomes consagrados 35 Acontecendo Eventos técnicos e ações interativas que formam massa crítica em sustentabilidade realizados em 2015 40 Edição 11 – Janeiro a Dezembro de 2015

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Paula Kehoe Por Marilena Lavorato Quando penso no termo Sustentabilidade muitas vezes penso em como podemos gerenciar o uso racional da água. Paula Kehoe é uma especialista em estiagem e Diretora de Recursos Hídricos da Comissão de Utilidades Públicas de São Francisco (SFPUC) na Califórnia/USA. São Francisco é uma cidade que já passou por graves períodos de seca e nos últimos 4 anos enfrenta uma seca extrema por falta de chuva e neve. Paula dirige o SFPUC, órgão da Prefeitura e do Condado de São Francisco, Califórnia, responsável pelo fornecimento de água, esgoto e energia para as residências e estabelecimentos comerciais e industriais da cidade, e também para outros 1,6 milhões de consumidores em três condados da baia de São Francisco. Paula dirigiu o desenvolvimento de novas estratégias para a diversificação do abastecimento de água através de fontes não-potáveis, desenvolvendo um programa pioneiro desta natureza nos Estados Unidos. Paula Kehoe formou-se pela Universidade de Boulder, do Colorado, e possui mestrado pela Universidade de São Francisco. Há uma década atuando com recursos hídricos já foi agraciada com seis prêmios em nível estadual e federal, incluindo o Prêmio de Educação Pública conferido pela Water Environment Federation e o Prêmio Nacional de Educação Pública da Metropolitan Sewerage Agencies. Paula Kehoe esteve no Brasil em abril 2015 para dividir experiências de enfrentamento da crise hídrica com autoridades brasileiras. Hoje, alguns meses depois da sua vinda ao Brasil, ela fez uma pausa em sua intensa agenda para falar com a Revista Benchmarking. Na entrevista, ela cita inúmeras iniciativas de sucesso que desenvolveu para o gerenciamento da escassez hídrica em São Francisco que certamente serão valiosas para nosso momento de esgotamento hídrico. São Francisco enfrentou racionamentos e teve de remodelar a gestão de suas águas em virtude da forte estiagem que sofreu na década de 80. Qual foi o maior aprendizado desta experiência? Durante os anos 1987-1992, a Comissão de serviços públicos de São Francisco (SFPUC) vivenciou uma severa escassez hídrica, em torno de 25% de todo o sistema. A seca prolongada fez com que a SFPUC adotasse uma cota fixa de água para cada consumidor, impondo punições pelo uso excessivo. A SFPUC adotou uma série de restrições de uso de água, tais como a proibição da utilização de mangueiras para limpar calçadas e ruas por exemplo. O mais importante foi que o SFPUC adotou um programa de conservação de água permanente, mesmo após o fim da seca. Hoje São Francisco, tem uma das menores taxas de consumo per capita residencial da Califórnia, ou seja, 44 galões dia por pessoa foi a média em 2014 (tão baixo quanto 41 galões dia por pessoa em alguns meses de 2015). As pessoas foram sensíveis aos apelos de conservação, e nossos dirigentes pensam em fortalecer ainda mais este processo com medidas proativas. O mais importante foi que o SFPUC adotou um programa de conservação de água permanente, mesmo após o fim da seca. Hoje São Francisco, tem uma das menores taxas de consumo per capita residencial da Califórnia Páginas Verdes Paula Kehoe, Diretora de Recursos Hídricos da SFPUC, Califórnia/USA. 5

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Neste momento, a cidade passa por um novo período de seca. Quais as medidas que estão sendo tomadas para conviver com a escassez hídrica? Em resposta a seca atual da Califórnia, o SFPUC pediu aos consumidores a redução do consumo de água em 10%, de forma voluntária. A SFPUC fez uma exigência aos consumidores que usam a água para irrigar plantações pedindo para reduzir o consumo em 25%. Temos também uma variedade de proibições em vigor para evitar o desperdício de água. São elas: Não lavar calçadas, exceto para fins de segurança e saúde Não usar irrigação contínua para plantações Não usar fontes sem recirculação de água Não usar mangueiras sem bicos Restaurantes só podem servir água mediante pedido do cliente Hoteis devem oferecer aos hóspedes a opção de reutilização de roupa de cama/toalha e colocar aviso desta opção Não regar plantas durante e depois das chuvas. Em 2014, nossos clientes responderam ao nosso apelo e nós excedemos a meta de poupança de água. Vemos as mesmas tendências em 2015, no entanto, solicitamos seu empenho contínuo para conservação da água. Poupar e educar se tornaram as maiores armas da cidade contra a seca? Porque? Tudo o que se fala sobre água é que precisamos conservá-la. Este é o nosso foco há décadas. Em Janeiro 2015, a média per capita Residencial em todo o estado foi 72,6 galões por pessoa. Em São Francisco foi de 45 galões por pessoa dia. Em junho, o consumo residencial per capita caiu para 41 galões por pessoa dia. São Francisco continua firme na sua tendência histórica de ser um dos mais baixos consumos de água da Califórnia. Esta marca não é acidental. Ela é o resultado de décadas de atenção e investimento em programas de educação e conservação de água. Desde 2003, O uso residencial per capita da cidade de São Francisco caiu 14 galões por pessoa dia. De 59 galões para 45 galões por pessoa dia em 2013. Uma diminuição de 23% em 10 anos, apesar do discreto crescimento da população. A SFPUC tem um vasto programa alertas para os consumidores sobre a seca e como eles podem ajudar a conservar a água. Conservação de água não é apenas uma questão de educação e fazer com que as pessoas se conscientizem de que é fácil mudar os hábitos para economizar água – mas como usar dispositivos que economizem água, fazer auditorias de conservação, trabalhar com a nossos comerciantes locais, fornecer incentivos para substituir os dispositivos elétricos e reivindicando para a legislação local que atualizem os sistemas de eficácia no uso da água. Sabemos que estas estratégias se baseiam em nosso uso consciente de água. No total, nossos esforços de conservação atual economizará mais 1,1 bilhões de galões. Tudo o que se fala sobre água é que precisamos conservá‐la. Este é o nosso foco há décadas. Páginas Verdes Paula Kehoe, Diretora de Recursos Hídricos da SFPUC, Califórnia/USA. 6

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A Comissão de Serviços Públicos de São Francisco se mudou em 2012 para um prédio inteligente. O que este prédio oferece para inovar na gestão das águas? Devemos pensar os novos edifícios com ênfase nos recursos hídricos. Edifícios podem coletar e tratar a água gerada no local (água da chuva, água de reuso, drenagem, etc.) e depois reutilizar a água para aplicações não-potáveis como descargas e irrigações de plantas. A maior demanda de água não potável interna em todo o edifício é para uso em banheiros (variando em torno de 25% para residências e até 75% para uso comercial) – uma demanda que pode ser substancialmente ou totalmente cumprida através da captura, tratamento e reutilização de fontes de águas alternativas no local. Outras aplicações para água não potáveis dentro de um edifício ou distrito incluem a irrigação, e aplicações de arrefecimento/aquecimento que podem fazer com que o reuso de agua chegue em 50% para aplicações em edifícios residenciais e até 95% em edifícios comerciais. Em São Francisco, perguntamos se podemos ter mais edifícios reutilizando sua própria água? Se incorporar sistemas de captação de água no local pode ser uma prática de construção aceito? Quando iniciamos a construção de nossa nova sede, o SFPUC incorporou uma Living Machine, que consiste em uma série de Devemos pensar os novos edifícios com ênfase nos recursos hídricos. Edifícios podem coletar e tratar a água gerada no local células de zonas úmidas para tratar todos os efluentes produzidos e reutilizar a água dentro do edifício em nossos banheiros. Reduzimos o uso de água potável em 65% no prédio. Nós realinhados nossas políticas governamentais para que as construtoras privadas instalassem sistemas de captação de água no local, mas também estabelecemos uma série de requisitos para segurança e proteção da saúde pública, tais como padrões de qualidade da água e monitoramento contínuo. São Francisco começou a explorar um aquífero, que até 2016 deverá fornecer 15% da água potável distribuída aos consumidores. O que motivou esta decisão? Quais os cuidados que estão sendo tomados para a proteção do aquífero? Em nosso 4º ano consecutivo mais seco na Califórnia no século passado, faz com que o poder público concentre as atenções na diminuição de abastecimento de água e em planejamento para o futuro. Contudo, enquanto o órgão público e a mídia recentemente destacaram a importância da água, a SFPUC vem trabalhando incessantemente em projetos e programas destinados a conservar e desenvolver novas fontes de água durante vários anos. Nosso programa de abastecimento de água local nos dá a flexibilidade de atender as nossas necessidades no fornecimento de água com o tipo adequado. Estamos também estudando uma medida para que possamos utilizar água reciclada em São Francisco. Sabemos que os melhores investimentos estão direcionados a irrigação em grande escala (como campos de golfe e parques) e depois trabalhar em canalizações e sistemas novos de construção (que seria a principal renovação). Temos sido um modelo nacional para desenvolver o abastecimento de água alternativo com o uso de águas residuais (graywater), aguas de esgoto (blackwater) e águas pluviais e de drenagem para usos não-potáveis. Temos atualmente 30 edifícios em São Francisco usando ou propondo coletar, tratar e reutilizar água do próprio edifício para irrigação de jardins e em toaletes. O projeto de águas subterrâneas em São Francisco se misturará a um adicional de 4 milhões de galões por dia (mgd) com nosso abastecimento de água atual para o uso de água potável. O projeto de recuperação e armazenamento de águas subterrâneas Regionais irá produzir um adicional de 7,2 mgd visando à seca. Para garantir de forma responsável e sustentável controlamos a bacia de águas subterrâneas, monitorando os níveis de águas subterrâneas tendo como prioridade a qualidade. Instalamos uma série de poços de monitoramento e temos monitorado a bacia por mais de uma década. Vamos continuar acompanhando o início do bombeamento em 2016 e planejar a adaptação do bombeamento de nossas águas subterrâneas de forma adequada para evitar qualquer uso excessivo da bacia de águas subterrâneas. Páginas Verdes Paula Kehoe, Diretora de Recursos Hídricos da SFPUC, Califórnia/USA. 7

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Você é responsável pela diversificação do portfolio do fornecimento de água para a cidade de São Francisco. Quais as principais políticas de incentivo que adotou para atingir este objetivo? Um dos nossos objetivos principais continua sendo diversificar nossas opções de abastecimento de água para atender às necessidades dos nossos consumidores – estando em período de seca ou não. Estamos fazemos isso armazenando e maximizando a utilização dos recursos que temos disponíveis e procurando parcerias e tecnologias que possam nos ajudar a desenvolver novas oportunidades para o futuro. Este ano, continuamos a investir em nosso programa de água Local, que inclui a conservação, águas subterrâneas, água de reuso, fornecimento de água não potável e exploração de alternativas, como a dessalinização e reutilização como água potável. Principalmente, continuamos a promover a instalação de encanamento de alta eficácia assim como os programas de incentivo, que têm ajudado a substituir um grande volume de água usada em toaletes em São Francisco. Nosso principal objetivo de conservação atualmente é continuarmos a expandir nossa utilização de água reciclada para irrigação de campos de golfe e a limpeza das ruas para economizar água potável. Estamos também construindo poços em São Francisco para extrair água subterrânea de alta qualidade para misturar-se com nossos suprimentos de água existentes. Regionalmente, estamos trabalhando com cidades vizinhas para analisar possibilidades de transferências de água, reciclagem e dessalinização. São Francisco irá sempre depender de água da Sierra Nevada e das bacias hidrográficas locais para atender a necessidade dos consumidores residenciais, comerciais e industriais. Hoje, executar uma boa governança dos nossos recursos hídricos requer uma abordagem proativa para a conservação da água e o desenvolvimento de fontes de água adicionais. Qual a sua visão de futuro sobre a gestão das águas nas grandes cidades para os próximos 10 anos? soluções para nossos desafios obrigarão profissionais da área, assim como os líderes e órgãos públicos a trabalharem arduamente em conjunto para garantir que tais alterações sejam adotadas. Gerenciar nossos suprimentos de água vai exigir que todos reconheçam a realidade hídrica de escassez que vivemos. Gerenciar nossos suprimentos de água vai exigir que todos reconheçam a realidade hídrica de escassez que vivemos. Que devemos continuar a desenvolver novas soluções através de avanços tecnológicos e políticas hídricas. Temos que continuar a reduzir as demandas de água por meio de incentivos e legislaturas para ajudar os consumidores. Precisamos também desenvolver novas fontes de água. As cidades precisam se adaptar ao ambiente local e conhecer estratégias de gestão de água que têm sido implementadas com sucesso em outras cidades e países. Finalmente, Páginas Verdes Paula Kehoe, Diretora de Recursos Hídricos da SFPUC, Califórnia/USA. 8

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Qual a sua reflexão sobre a crise hídrica que assola grandes cidades e regiões? As Nações Unidas estimam que a população mundial deverá aumentar mais de 9 bilhões de pessoas em 2050, dobrando o número de pessoas que vivem em áreas urbanas para mais de 6 bilhões. Gerenciar o fornecimento e a disponibilidade de água é um dos mais importantes desafios com relação a recursos naturais enfrentados pelas cidades do mundo todo, e com o ritmo acelerado de urbanização, novos métodos de abastecimento de água urbano se tornam não só necessários, mas também urgentes. Atualmente, muitas comunidades em todo o mundo estão enfrentando escassez de água. Todos nós, coletivamente, devemos encontrar maneiras inovadoras de aumentar o abastecimento de água e diminuir a sua demanda. Soluções para a gestão dos recursos hídricos não são "únicas". Métodos diferentes podem ser necessários em lugares diferentes. A SFPUC, atualmente, se reúne com outros órgãos e parceiros globais, para discutir a inovação de planejamento, de gestão de seca, de abastecimento de água e reutilização. Cada área de abastecimento de água é diferente – mas sempre podemos aprender com as experiências ocorridas, como os problemas foram resolvidos ou como as soluções foram testadas. Na Austrália, o que teve resultado positivo é o mesmo que está funcionando no Brasil e pode nos ajudar em São Francisco. Somente através de discussões contínuas e aprendizagem mútua, poderemos continuar a inovar e enfrentar nossos desafios de abastecimento de água. Em poucas palavras o que é sustentabilidade para você? Quando penso no termo Sustentabilidade muitas vezes penso em como podemos gerenciar o uso racional da água. Gerenciamento de água requer a criação de um novo paradigma que deve ser flexível e adaptável ao nosso ambiente que está constantemente em mudança. A capacidade de inovar vai além de melhorias graduais para gerenciamento de água que podem nos ajudar a resolver e tratar nossos problemas críticos com relação a escassez da água. Inscrições de Cases para concorrer ao Ranking Benchmarking no período: janeiro a março de 2016 www.benchmarkingbrasil.com.br Páginas Verdes Paula Kehoe, Diretora de Recursos Hídricos da SFPUC, Califórnia/USA. 9

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BENCHMARKING BRASIL Inspira Bench Day, um dia pelo avanço da sustentabilidade no Brasil Compartilhar visões e soluções práticas em prol da sustentabilidade do País é o objetivo do Bench Day que, em sua 13ª edição, reuniu mais de 500 pessoas entre especialistas, cientistas, ativistas, empreendedores e lideranças da área, além do público em geral interessado nessa temática. Foram dois dias de intensa programação nos auditórios e Hall Nobre do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. O público presente assistiu seminários de 28 boas práticas nas organizações brasileiras certificadas com o Selo Benchmarking Brasil 2015, conheceu o funcionamento de cinco apps desenvolvidos para economia de água e cinco projetos de inovações verdes de alunos de cursos técnicos, além de apreciarem dez obras de arte sustentável e o lançamento do livro de gestão socioambiental, BenchMais3. Também conheceram de perto duas personalidades que inspiram com seu envolvimento e ações em defesa do meio ambiente: Tato, vocalista da banda de forró Falamansa; e Cristian Dimitrius, biólogo, cinegrafista e fotógrafo que participa quinzenalmente do quadro Domingão Aventura do Domingão do Faustão da TV Globo. A programação contou ainda com atrações artísticas culturais: Robson Miguel, o violonista número 1 do mundo, coral Trato no Tom do TRF3, e apresentações de stand up comedy com o humorista André Santi e a dupla Fabio Malanconi e Rodrigo Rocha, atores cômicos do grupo «Os Terceirizados». E, para encerrar, um coquetel de confraternização para comemorar as conquistas e avanços dos legítimos da sustentabilidade. Marilena Lino de A. Lavorato, Idealizadora Benchmarking Brasil Dra Consuelo Yoshida, Desembargadora Federal na abertura do seminário Benchmarking Dr. Fabio Prieto, Presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região na abertura da solenidade Benchmarking Bench Day 2015 contou com o apoio institucional do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e do IAPMEI Parcerias para o Crescimento de Portugal. É um evento fechado para os “Benchmarking” da edição e convidados especiais, e foi realizado nos dias 01 e 02 de Julho, no Auditório e Hall Nobre do TRF3, Av. Paulista, 1842 – 25º andar, Torre Sul, São Paulo/SP. BENCHMARKING 10 Os legítimos da sustentabilidade em 2015

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BENCHMARKING BRASIL Inspira Bench Day, um dia pelo avanço da sustentabilidade no País Em 13 edições já realizadas, o Programa Benchmarking se consolidou como um dos mais respeitados Selos de Sustentabilidade do país. Com uma metodologia estruturada, reconhecida pela A B N T, e p a r t i c i p a ç ã o d e especialistas de vários países, o Ranking Benchmarking define e reconhece os detentores das melhores práticas de sustentabilidade do Brasil. O Programa já reconheceu 339 cases de boas práticas de sustentabilidade, 36 projetos de inovações verdes, 05 Apps de controle hidrico, além de obras artísticas e homenagens a pessoas que fazem a diferença nessa área. O programa, além do Ranking congrega outras ações: Livros, banco digital de livre acesso, e encontros técnicos. Além de incentivar a busca da melhoria contínua e a adoção das boas práticas nas organizações, o Programa contribuiu de forma efetiva com a construção de massa crítica em sustentabilidade no país. Em 2013, Benchmarking Brasil foi o grande vencedor (1º colocado) na categoria Humanidades do Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara de Comércio Brasil Alemanha. Publico atento nas apresentações BENCHMARKING 11 Os legítimos da sustentabilidade em 2015

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Inspira 12ª Edição 04 de junho de 2014 São Paulo/SP BENCH DAY BENCHMARKING 11 Os legítimos da sustentabilidade em 2014

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Inspira BENCH DAY BENCHMARKING 11 Os legítimos da sustentabilidade em 2014

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BENCHMARKING BRASIL A Fotografia da Gestão Socioambiental Brasileira Benchmarking Brasil contribuí para a transparência das relações empresariais com suas comunidades Até o momento, 182 empresas de 26 diferentes ramos de atividades tiveram seus cases certificados e foram reconhecidas como detentoras das melhores práticas de sustentabilidade em uma das 10 categorias gerenciais: arranjos produtivos; educação e comunicação socioambiental; energia; emissões; ferramentas e políticas de gestão; manejo e reflorestamento; pesquisa e desenvolvimento de novos produtos; proteção e conservação; recursos hídricos e resíduos. Suas práticas com os devidos créditos foram publicadas em livros, portais e revistas especializadas e estão disponíveis no maior banco digital de boas práticas de livre acesso do país. Também são apresentadas nos encontros técnicos I+ e outros eventos corporativos. Mais informações no site www.benchmarkingbrasil.com.br Nos gráficos acima e ao lado temos: 1. Práticas certificadas e novas empresas entrantes em cada edição. 2. Ramos de atividades e segmentos representados em cada edição. BENCHMARKING 14 Os legítimos da sustentabilidade 2003-2015

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Benchmarking Brasil em Números Benchmarking Brasil publica anualmente relatório com informações relevantes sobre a gestão socioambiental brasileira. A metodologia Benchmarking Brasil tem seu foco de atuação no "Modus Operandi" das organizações, e produz prova documental do nível de maturidade e evolução da sustentabilidade aplicada nas organizações. Outro fato que merece ser destacado é a sua capacidade mobilizadora que a cada ano registra novos entrantes no Ranking dos detentores das melhores práticas. Nú m e r o s & G r á f i c o s 15 BENCHMARKING Os legítimos da sustentabilidade 2003-2015

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