Revista da Lua 8

 

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Revista da Lua 8

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Revista da Lua de Algodão Ano 3 - Edição 8 Maio de 2015 Lua de Algodão Núcleo de Educação Infantil Distribuição gratuita NESTA EDIÇÃO: A Ética parte de cada um de nós - escola e família E MAIS! • Petecar • Projeto Carteiro • Obesidade infantil • Projeto massagem e ioga

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EXPEDIENTE Direção geral: Maria Aparecida dos S. Pereira e Maria José V. de Freitas Redação: Simone Marques Arte: Cristina Sano Revista da Lua de Algodão Ano 4 - Edição 8 Maio de 2015 Lua de Algodão Núcleo de Educação Infantil Distribuição gratuita

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APRESENTAÇÃO escola Lua de Algodão está no bairro Butantã há 24 anos, são duas décadas de experiências, de preocupação com a formação das crianças, investimento em sua equipe, no espaço físico, na área pedagógica e orientações aos pais e principalmente buscando oferecer aos seus alunos o melhor da Educação Infantil e prepará-los na construção de um mundo melhor. Para proporcionar uma maior interação entre a criança e a família, a Lua de Algodão realiza eventos durante o ano, acreditando que esse trabalho em equipe consegue resultados mais efetivos e integrados e que os pais possam participar de forma ativa na vida escolar dos seus filhos. Nesta Edição, iremos falar sobre a importância de uma trabalho pedagógico no Berçário, desenvolvendo projetos como a Shantala e massagens para bebês e com o Grupo 5 um de incentivo a leitura com o livro O Carteiro Chegou. Também vocês poderão acompanhar outros temas como a Importância da rotina na escola, prevenção de acidentes, a ética tão discutida nestes tempos e obesidade infantil. Desejamos uma boa leitura. A 00 Revista da Lua de Algodão - edição 8 03

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ÉTICA Por que, para o filósofo, é preferível ser roubado a ser ladrão? Em um dos mais notáveis diálogos de Platão, Górgias, Sócrates enun- A Lição de Sócrates – A Ética cia uma máxima que será, ao longo dos séculos , diretamente associada a essa figura histórica e ao próprio surgimento da reflexão ética na Grécia:” É melhor sofrer o mal do que o cometer”. A primeira vista seu enunciado pode parecer paradoxal ou, na melhor das hipóteses, de um altruísmo quase inviável. Não obstante, se atentarmos para o contexto de seu uso, ele revela mais o cuidado de si do que uma abnegação em favor do outro. Por que, para Sócrates, é preferível, por exemplo, ser roubado a ser um ladrão? A resposta, na verdade, lhe parece simples e mesmo obvia: se eu descobrir que fui roubado ou trapaceado por outro, a despeito do eventual prejuízo, material, sempre posso me afastar de quem cometeu esse ato e me prejudicou. No entanto, seu for eu mesmo o ladrão, estarei condenado a lembrar desse ato e terei de conviver para o resto de minha vida 00 04 Revista da Lua de Algodão - edição 8

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ÉTICA com um ladrão! Assim, para Sócrates a ação eticamente reprovável prejudica a convivência daquele que a pratica não simplesmente com o outro, mas consigo mesmo. Ela não produz infelicidade somente para aquele que dela foi vitima, mas também – e sobretudo,- para quem a perpetrou. É verdade que aquele que comete o mal pode esquecer. Ele pode não mais pensar no que fez e apagar da sua consciência o teor dos seus atos. Mas isso implica um mal ainda maior: perder-se de si mesmo. Recusar-se a pensar acerca dos seus próprios atos implica destruir a capacidade humana de .conversar consigo mesmo: de retornar, narrar e julgar seus atos tendo em vista não somente a convivência com o outro, mas o convívio respeitoso para consigo mesmo. E essa capacidade de refletir que nos constitui como pessoa; como humanos e não simplesmente como mais um exemplar da espécie Homo sapiens. Por isso a ética socrática, mais do que uma ética do dever de uma relação ao outro, é uma ética da integridade consigo mesmo. Cuidar de si, desse dialogo silencioso de que somos todos capazes, significa nos constituirmos como seres pensantes e dotados de consciência moral. E não fazemos simplesmente porque isso é um dever para com o outro, mas também porque é a nossa própria oportunidade de levar uma vida que valha a pena ser vivida; uma vida para qual podemos olhar retrospectivamente e afirmar que fomos dignos do mais precioso bem que nos foi dado: nossa existência em meio a pluralidade à luz da nossa consciência Nisso reside o valor formativo dos atos e das palavras de Sócrates. Afinal no julgamento que resultou em sua morte, ele afirmou que preferia morrer a cessar de examinar a própria vida. A integridade da pessoa lhe parecia mais preciosa do que a manutenção da vida de um mero Homo sapiens. A escola e a família estão preparadas para praticar a ética de Sócrates? Se não, vamos começar? PARA REFLETIR José Sergio Fonseca de Carvalho - Doutor em filosofia da educação pela Feusp e pesquisador convidado da Universidade Paris VII - Editora Segmento 10 05 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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PROJETO Projeto livro paradidático: “O Carteiro Chegou” Pensando em um livro que pudesse auxiliar no início do processo de alfabetização e que atendesse ao projeto que é desenvolvido na escola com livro paradidático, escolhi adotar o livro “O carteiro chegou” de Janet & Allan Ahlberg da editora Companhia das Letrinhas. Esse livro aborda diferentes gêneros textuais como carta, convite, bilhete, poesia, notícia, quadrinhos e textos narrativos, que são diferentes meios de se abordar, de forma lúdica a leitura e a escrita, possibilitando que as crianças tenham contato com novos aprendizados que diariamente existem em suas vidas e dos adultos. A história se resume em um carteiro que viaja por várias histórias dos contos infantis e conhece alguns personagens como o Lobo Mau, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, a Bruxa, o Pequeno Urso e Cachinhos Dourados entregando diferentes correspondências para cada personagem e, ao final todos são convidados para o aniversário de 8 anos da Cachinhos Dourados. Diversos pontos e objetivos serão abordados, como proporcionar o primeiro contato com gêneros textuais, estimular a comunicação de diferentes formas, trabalhar a oralidade da criança, estimular o gosto pela leitura, promover a in- 00 08 Revista da Lua de Algodão - edição 8

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PROJETO teração da criança com a sociedade em que vive e ao final poder verificar que além de todos esses objetivos eles consigam através da estrutura física de um texto e/ou leitura do mesmo reconhecer suas características e qual gênero pertence. Além disso, conheceremos e relembraremos outros contos infantis que contenham personagens como as do livro. Na prática vamos montar em sala uma agencia de correio, com materiais recicláveis e realizaremos uma visita a uma do bairro, com uma troca de correspondência entre os alunos da sala. Para uma criança em pleno processo de alfabetização é muito importante que ela possa vivenciar diversas situações que envolvam as letras, as palavras e as façam refletir sobre a importância e o porque de utilizar esse sistema de leitura/escrita. Com essa turma, estamos trabalhando como carteiros, em cada data comemorativa da escola entregando convites, como no Dia do Circo, convidando a todas as turmas para assistirem um espetáculo. A resposta das crianças tem sido muito positiva, estão participativos, envolvidos nas diferentes histórias e principalmente na profissão do carteiro, que trás novas experiências. Priscila Salvador Imato, Profa. Grupo 5 – Lua de Algodão 09 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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PETECAR Petecar, uma expedição pelo social Nós adultos temos inúmeros deveres no processo de educar uma criança: garantir seus estudos, sua segurança afetiva, sua saúde, sua felicidade e muito mais. Porém, nenhum crescimento individual será suficiente se não buscarmos para os herdeiros do mundo um bom lugar para se viver. Na missão de educar, além de reconhecer as crianças como seres pensantes e criativos, temos que reconhecer que estamos preparando-os para viver com os demais, no planeta que deixaremos para eles. Todos nós somos responsáveis pela formação dos próximos governantes, líderes, médicos, cientistas, salva-vidas e poetas que, por sua vez, serão responsáveis pelas próximas gerações Neste sentido, a escola é voltada para valorizar o pensamento coletivo e propiciar a criação de ações e resoluções de problemas para a sociedade, além de incentivar valores como o respeito, a solidariedade, a diversidade cultural e a proteção à natureza. 10 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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PETECAR Atualmente, desenvolver trabalhos apenas com as crianças não é mais suficiente. É essencial que a escola envolva os pais, os familiares e toda a sociedade na difusão e na prática desses valores e ações para o bem comum. Esse é um esforço de todos e deve ser realizado em sintonia. Assim, a escola também tem como função transmitir aos pais os trabalhos desenvolvidos, os valores e as ideias para repensar nossas atitudes e responsabilidades sociais. Por isso, a Lua de Algodão está apoiando o Petecar, uma expedição social por diversos países do mundo com o objetivo de buscar o aprendizado de novas ideias sobre como fazer pequenas ou grandes ações para tornar o mundo melhor para todos. Esta expedição irá divulgar as trajetó- Beatriz Alves e Fabio Shimizu - Petecar rias, dificuldades e vitórias de pessoas que escolheram compartilhar tempo, atitude, amor e compaixão com os demais, pensando no legado que deixarão para as futuras gerações. É um projeto para valorizar boas ações, projetos sociais e histórias inspiradoras de pessoas com atitudes transformadoras e incentivar o engajamento social, mostrando como simples ações podem trazer um impacto social. Apenas conseguiremos um mundo melhor se jogarmos juntos essa peteca, compartilhando ações de generosidade, solidariedade, altruísmo e empatia. Faça parte dessa expedição, acompanhe pela página do Petecar no Facebook e passe essa peteca adiante. Vamos juntos ser a diferença que queremos ver no mundo! 11 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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SAÚDE O motivo da prevalência da obesidade infantil ainda é incerto e muito discutido, uma vez que a obesidade é uma doença multifatorial, envolvendo fatores genéticos, culturais, ambientais, socioeconômicos, psicológicos, dietéticos e endócrinos. O excesso de trabalho dos pais também contribui para esse quadro, pois sozinhos em casa, os pequenos exageram e acabam perdendo o controle da alimentação, além disso, há a cultura das famílias acharem a criança ‘gordinha’ mais bonita. Obesidade Infantil A mania de comer rápido, fácil e gostoso, proveniente dos costumes americanos, faz atualmente parte do cotidiano de muitas crianças no Brasil. Com inúmeras opções de alimentos prontos e práticos como sanduíches, batatas fritas, massas, pizzas, o “fast food”, apesar de ser uma opção rápida e gostosa, pode constituir excesso de gordura e açúcar na alimentação e ainda predispor a criança a erros alimentares que levam à obesidade. O Brasil, que sempre se caracterizou pela grande incidência de crianças desnutridas, vem se tornando um país de crianças cada vez mais “gordas”. A falta de atividades físicas, horas passadas em frente da televisão, videogame, computador, aliadas a uma dieta desbalanceada e com alto teor de gordura, são os responsáveis pelo aumento de peso das crianças, que estão cada vez mais propensas a se tornarem adolescentes e adultos obesos. Em contrapartida, a obesidade também pode atingir as 06 00 Revista da Lua de Algodão - edição 8

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SAÚDE crianças que têm muitas atividades em sua rotina. Expostas a um ambiente de muita pressão e cobrança por resultados, há o aumento da fome e, geralmente, o consumo de guloseimas. A preocupação não é com a estética, muitas crianças com excesso de peso apresentam alterações nos níveis de colesterol, são discriminadas pelos companheiros e alvo de brincadeiras de mau gosto. Do ponto de vista nutricional, a solução desses problemas está na busca da melhora da qualidade da alimentação/vida. É sabido que uma dieta com alto teor de gordura e excesso de calorias é a prin- cipal causa do aumento excessivo de peso, entretanto, uma restrição errônea pode trazer prejuízos ao crescimento e desenvolvimento infantil, devendo haver monitoramento profissional. A criança deve ingerir todos os tipos de alimento, mas deve sempre optar pelos mais saudáveis, seguir uma rotina alimentar e participar de atividades físicas recreativas. A obesidade deve ser encarada como uma doença, já que suas conseqüências podem ser graves e irreversíveis. O tratamento deve envolver toda a família, pois é uma repercussão dos hábitos alimentares da casa. Se todos não se reeducarem, não existe mágica! Dra Cláudia Facioli, Nutricionista – CRN3 19885 Valéria Kanecadan Ponto Natural Oscar Freire R. Oscar Freire, 1560 - Pinheiros Tel 011 - 3085-3159 / 3064-4934 sposcarfreire@pontonaturalfranquia.com.br 07 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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MASSAGEM E IOGA Projeto massagem e ioga Atualmente estamos construindo uma nova identidade profissional na educação infantil, não basta o conhecimento informal, com base nas experiências pessoais do cuidar de filhos ou de crianças. O profissional desta área deve se basear na intencionalidade, de um pensar e fazer pedagógico. Deve considerar cada fase do desenvolvimento físico e emocional da criança e assim ser capaz de orientar e ajudar neste processo, tendo consciência que o ato de educar e cuidar são indissociáveis. Trabalhar na educação infantil é lidar com a afetividade o tempo todo, é entender e ser sensível aos sentimentos da criança. Para elas são tantas novidades e mudanças, é a separação da família, adaptação a um novo espaço de convívio social e cabe ao educador ter que dar conta dos cuidados com higiene, alimentação, sono, atividades pedagógicas. Muitas vezes pela quantidade de horas que a criança fica na escola o educador também passa a ser sua referência na formação dos vínculos afetivos. Nesta primeira infância a criança é basicamente corporal, ela vivencia e experimenta com o corpo. Muitos autores afirmam e mostram através de pesquisas que o tocar e ser tocado é uma necessidade vital para o ser humano, principalmente antes do desenvolvimento da linguagem verbal. Tão importante quanto as vitaminas e 00 12 Revista da Lua de Algodão - edição 8

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MASSAGEM E IOGA minerais, são essenciais para o desenvolvimento do bebê. Pensando nesse aspecto, a escola Lua de Algodão vem desenvolvendo um projeto que tem como objetivo estimular o desenvolvimento psicomotor, emocional, social e cognitivo individualmente e no grupo e ao mesmo tempo estreitando laços de afetividade e confiança entre a criança e o educador. Este projeto teve início com a turma do BII com a Shantala, sendo que as professoras foram capacitadas com atividades onde vivenciaram um momento de fazer e receber a massagem com orientação de uma profissional da área. Essa capacitação será estendida a outras professoras a fim de desenvolvermos este trabalho futuramente com todas as turmas. Shantala com os menores e com os maiores a ioga que para a criança é uma maneira divertida de desenvolver habilidades sem competição, trabalhando coordenação, flexibilidade, equilíbrio e consciência do seu corpo e do outro. A massagem, pode ser utilizada independente da idade, a Shantala por exemplo pode ser feita já nas primeiras semanas ao nascimento até quando a criança Guida – Diretora Lua de Algodão N. Ed. Infantil aceitar. Normalmente a partir de 18 meses o bebê começa a se impor e a buscar sua própria independência, podendo não aceitar tão bem a massagem, principalmente se a criança não está acostumada com o toque. Crianças maiores podem ser orientadas a se massagearem desenvolvendo atitudes de cuidado e respeito com o seu corpo e do outro, e trabalhando conceitos como parceria e companheirismo. Acreditamos que se a criança desenvolver o hábito de fazer uma atividade seja de relaxamento, ioga, massagem, enfim ações que vão proporcionar um melhor conhecimento e percepção do seu corpo, aprendendo a respirar melhor, a se concentrar, a gerir melhor sua energia, consequentemente vai melhorar seus relacionamentos com os amiguinhos e com os adultos. Essas atividades contribuirão para ajudar tanto as crianças mais agitadas quanto as introvertidas e tudo isso de uma forma muito prazerosa. O que o educador deve ter sempre em mente é que não existem regras rígidas para a utilização da massagem e ou ioga, a não ser o clima de acolhimento e respeito pelos conteúdos manifestados pela criança. 13 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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VAMOS COLORIR Ajude o Floquinho a colorir o desenho! 14 Revista da Lua de Algodão - edição 8 00

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