Revista da Lua 6

 

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Revista da Lua 6

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Revista da Lua de Algodão Ano 3 - Edição 6 Outubro de 2014 Lua de Algodão Núcleo de Educação Infantil Distribuição gratuita NESTA EDIÇÃO: projetos escolares JAPÃO BRASIL AUSTR ÁLIA E MAIS! • O sono no aprendizado • Nhac, Nhac ! A fase das mordidas • Inauguração do Espaço Cultural da Lua

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EXPEDIENTE Direção geral: Maria Aparecida dos S. Pereira e Maria José V. de Freitas Redação: Beatriz Alves, Simone Marques, Cintia Castelani e José Paulo Mazzaro Junior Arte: Cristina Sano Revista da Lua de Algodão Ano 3 - Edição 6 Outubro de 2014 Lua de Algodão Núcleo de Educação Infantil Distribuição gratuita

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APRESENTAÇÃO escola Lua de Algodão está no Bairro do Butantã há 23 anos, são duas décadas de experiências, de preocupação com a formação das crianças, investimento em sua equipe, no espaço físico, na área pedagógica, orientações aos pais e principalmente buscando oferecer aos seus alunos o melhor da Educação Infantil e prepará-los na construção de um mundo melhor. Para proporcionar uma maior interação entre a criança e a família a Lua de Algodão realiza eventos durante o ano, acreditando que esse trabalho em equipe consegue resultados mais efetivos e integrados e que os pais possam participar de forma ativa da vida escolar dos seus filhos. Nesta Edição, iremos falar sobre a importância das escolas investirem em um projeto em sala de aula, como o sono interfere no aprendizado das crianças, entendendo as mordidas e como lidar, a prevenção de problemas na coluna na infância e a inauguração do nosso Espaço Cultural com muitas Atividades para nossos alunos e familiares. A 00 Revista da Lua de Algodão - edição 6 03

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EDUCAÇÃO Projetos em escolas Uma grande quantidade de escolas trabalha com projetos pedagógicos para enriquecer o seu currículo. Saiba o que são esses projetos e qual a sua importância. A criança é um ser em desenvolvimento com vontades e decisões próprias, cujos conhecimentos, habilidades e atitudes são formados por meio de experiências vividas em contato com o meio e através de uma participação ativa na resolução de problemas e dificuldades. Além da preocupação com o aprendizado e o bem estar dos alunos, as escolas hoje se preocupam em formar cidadãos conscientes e participativos na sociedade. Isso significa que o modelo tradicional de educação vem sendo reformulado e deixou de ser um sistema de mão única, do professor falar e o aluno aprender. Em escolas de Educação Infantil então a preocupação em garantir um espaço lúdico que amplie os significados e possibilite que a criança crie valores positivos e conheça a cultura na qual está inserida é maior ainda. Para conseguir formar esse cidadão é preciso desenvolver nos alunos a criatividade, a criticidade, estimular a curiosidade e boas regras de convívio com os amigos e as coisas a seu redor. Os projetos culturais surgem como um instrumento para ampliar o acesso a diferentes informações e mudar hábitos e posturas, complementando as atividades do cotidiano escolar como o uso de apostilas, cursos complementares, etc. Diante dos projetos, o mais importante não é a origem do tema, mas como será trabalhado, tornando assim o tema interessante para cada turma em específico. Deve-se ter um olhar especial do professor 00 04 Revista da Lua de Algodão - edição 6

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EDUCAÇÃO para a faixa etária, as necessidades das crianças e de cada grupo de alunos, identificando interesses e conflitos a serem transformados. Só assim o tema envolverá a todos de maneira ativa e participativa levando em conta a real necessidade de mudança de tal turma. Assim, através de projetos uma sala muito bagunceira pode repensar sobre organização. Pode-se incentivar o gosto pela leitura em uma turma em fase de pré-alfabetização. Desenvolver projetos também é avaliar a atuação do professor, as atividades desenvolvidas, pois os seus registros, sejam escritos, fotográficos ou filmados garantem a atuação de todos e avaliação de todo o processo. A escola Lua de Algodão trabalha com três grandes projetos ao decorrer do ano letivo. Dois são voltados ao incentivo à leitura, traba- lhados durante os semestres para buscar que as crianças entrem no universo e no imaginário da literatura e na magia dos contos. O terceiro projeto é anual e cada ano possui um tema. Este ano é o “Uma viagem pelo mundo” e cada turma está conhecendo mais sobre outras culturas, lugares diferentes e curiosidades sobre o que existe no mundo a fora. Também existem na Lua os miniprojetos de datas comemorativas que são muito esperados pelos alunos, como o dia do folclore, da primavera, do índio e muitos outros. Não podemos nos esquecer de uma parte importante para que os projetos funcionem bem: a participação dos pais! Seja com uma tarefa de casa ou na participação nos eventos da escola para assistir às apresentações e exposições dos projetos. 10 05 Revista da Lua de Algodão - edição 6 00

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SONO É preciso sonhar para aprender A criança vai mal na escola? Faz manha todo dia para levantar da cama? Se isso acontece com o seu filho fique atenta. Pode ser sinal de que o sono não vai bem. Na infância, é natural que as crianças sejam cheias de energia. Ao acordar, ela deve estar ansiosa para ir à escola, brincar. O pior é que o cansaço e a irritação não são os únicos problemas das noites mal dormidas. O sono irregular constante leva ao déficit de aprendizado. A ciência já provou que precisamos passar por três etapas distintas do sono e, depois, sonhar, para consolidar a memória temporária, para que as informações recentes se tornem um patrimônio definitivo. A primeira fase do sono é chamada estágio alfa, quando não estamos nem acordados nem exatamente dormindo. É um estágio de vigília. Na fase seguinte, a intermediária, experimentamos o sono leve, que dura cerca de 50% do tempo total dormido. Só depois dessa etapa vem o sono pesado, quando não damos conta dos estímulos externos. O descanso físico se dá apenas nesse estágio. E após passarmos por todas essas fases é que, finalmente, sonhamos. Esse é justamente o momento em que a memória do que foi aprendido se torna permanente. O hormônio do crescimento também é secretado nesse estágio. Para se ter um sono reparador, revigorante, é preciso que essas três etapas e o sonho ocorram de quatro a seis vezes ao dia a cada noite. Durante essa fase, utilizamos os neurotransmissores chamados acetilcolina, que funcionam como uma cola que transporta as informações para a memória permanente. É por isso que muitas vezes não nos lembramos de um assunto estudado apenas na véspera de uma prova, por exemplo. Não houve sono suficiente para firmá-la na memória definitiva. Quem garante é o doutorando em medicina do Sono e tutor da unidade da Tutores, em São Paulo, Marcos Alessandro Ferreira da Silva. Pesquisador na área, ele explica que é na infância que aprendemos a dormir. “A rotina, quando somos crianças, nos ensina a dormir da forma adequada por toda a vida. 00 08 Revista da Lua de Algodão - edição 6

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SONO Se aprendemos errado, teremos um sono conturbado na vida adulta, com maiores problemas de aprendizado e menor produtividade no trabalho.” A boa notícia é que dormir pode ser ensinado. A regra básica é que os pais coloquem a criança para dormir todos os dias no mesmo horário, às 21 horas, quando começa a ser secretada a melatonina, hormônio responsável pelo sono. A preparação deve começar duas horas antes de a criança ir para a cama. Tomar banho, vestir o pijama, comer algo leve, como um mingau quente, escovar os dentes. É importante que o ambiente se torne silencioso após a criança ir para a cama, evitando estímulos que a mantenham acordada. Outro aspecto que precisa ser levado em consideração é se um dos pais, ou o responsável, chega em casa após a criança estar dormindo e, por exemplo, vai ao quarto para beijar o filho. É normal a criança não conseguir aprofundar o ciclo do sono até que isso ocorra, porque ela aprendeu que é bom ficar esperando esse momento. Marcos Alessandro também ensina que é fundamental eliminar música, luz, TV, computador, celular e facebook na hora de dormir. É que, com o tempo, o cérebro registra que a cama é um lugar onde se deve fazer tudo isso, menos dormir. Em um mundo pautado pela velocidade, no qual os jogos e a conectividade parecem ditar o ritmo da vida, pode parecer difícil fazer a criança se adaptar a regras de silêncio e tranquilidade, mas Marcos Alessandro sinaliza a recompensa: “uma criança que cresce com limites é um cidadão respeitador de si próprio e dos outros”. Matéria extraída da Revista Tutores - Educação Multidisciplinar nº 04 por Cintia Cristina Castellani Terapeuta Ocupacional e sócia proprietária das Unidades Tutores Cotia-Granja Vianna e Tutores SP-Campo Belo 09 Revista da Lua de Algodão - edição 6 00

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mordidas Entendendo as mordidas Diferente de uma reação de raiva, as mordidas dadas pelas crianças pequenas, com até 2 ou 3 anos de idade, são uma forma de comunicação e de expressão de sentimentos. Quando a criança ainda não domina a linguagem, a forma que ela tem para se expressar e interagir com os outros é pelos meios físicos, como morder. Estas mordidas devem ser encaradas como uma etapa do desenvolvimento da criança, em um momento em que os pequenos ainda não conseguem expressar verbalmente suas angustias, seus desejos e necessidades. Mas não há a intenção de machucar. Um comportamento muito comum são brincadeiras entre pais e filhos usando a boca, dando pequenas mordidas, fazendo barulhos, etc. Essas brincadeiras inocentes, muitas vezes feitas de forma carinhosa pelos adultos, não são erradas, mas podem confundir as crianças que reportam para as outras as mesmas brincadeiras podendo machucá-las, já que ainda não possuem domínio da força da mandíbula. Apesar de trazerem sentimentos positivos, podem causar atitudes de agressividade na criança, que ainda não controla seus impulsos e não sabe distinguir o beijo da mordida. Morder pode ser sinal que a criança está com problemas? Apesar de a mordida fazer parte do desenvolvimento natural da criança, este comportamento pode sinalizar um problema emocional. Se estas mordidas passam a ser frequentes, a criança pode estar insatisfeita, ansiosa, com sentimento de rejeição ou tentando chamar a atenção. Quando isso acontece, a família e a escola precisam acompanhar de perto e com atenção para descobrir as possíveis causas. A separação dos pais, a chegada de um irmãozinho e algumas situações novas vividas podem gerar desconforto e insegurança. Sem poder falar, os dentes viram um recurso de expressão. Aceitar que a mordida não é uma agressividade intencionada e com maldade, sem deixar de ter 10 Revista da Lua de Algodão - edição 6 00

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mordidas claro que este comportamento deve ser desestimulado é um dos maiores desafios entre os pais das crianças que morderam e das que foram mordidas e é um trabalho da escola intermediar esta situação. Por isso é muito importante conhecer como a escola busca resolver dentro de sala de aula para que seja um trabalho em conjunto. Como lidar quando a criança morde? O adulto deve mostrar à criança que há outros meios de expressar-se ou de conseguir o que se quer. Pode-se dizer, por exemplo: “se você não gostou do que ele fez, vamos dizer isso a ele”, ou “você quer o brinquedo? Então vamos pedir o brinquedo”. O papel do adulto é transformar a atitude corporal em uma atitude mediada pela linguagem. Quando esse ensinamento não é dado logo cedo, as crianças crescem e mantém as atitudes corporais para conseguir o que querem. É o que se vê quando crianças mais velhas se atiram no chão e fazem escândalo quando são contrariadas. E com a criança que é mordida? Toda história tem seus dois lados e a criança mordida também faz parte do ocorrido. É preciso analisar a situação e cada caso para conversar com ambas as partes para saber lidar com quem foi mordido também. A forma como a escola 11 Revista da Lua de Algodão - edição 6 00

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MORDIDAS lida com as mordidas é sempre tentando resolver a situação pelo diálogo. Isso pode parecer simples, mas é uma escolha feita cuidadosamente. A proposta da Lua de Algodão é formar bons cidadãos e acreditamos que a conversa é a melhor solução. Assim, mesmo que a criança ainda não saiba falar, ela já é capaz de entender comandos e aos poucos vai assimilando e compreendendo a situação. Conversar com crianças pequenas não é em vão e isso estimula e amplia o vocabulário pouco a pouco. Com o tempo, a criança será capaz de se expressar melhor e utilizar a fala como ferramenta para se defender e resolver suas próprias situações-problemas. Por isso, nunca incentive a criança que foi mordida a agredir de volta o amigo. Ensinar uma criança a bater de volta é ensinar a um ser humano, que ainda não sabe o que é certo ou errado e que está construindo sua identidade, que ele “pode” ser agressivo com os amigos. A criança não irá compreender que essa é uma atitude de defesa e poderá desenvolver sentimentos negativos e agressivos para com os demais em momentos diferentes. Pior ainda, não será estimulada a PENSAR para por em palavras o que sente ou o que acha daquilo, crescendo acreditando que brigar, bater e morder é uma forma natural de tratar amigos, familiares e todas as outras pessoas. O que fazer então? Converse com a criança e tente mostrar que o amigo agiu errado. Tente acalmá-la caso esteja assustada ou chateada e não passe suas angustias para ela. Ver a marquinha de mordida no corpo do filho causa uma sensação de angustia e fere o instinto de proteção materno e paterno. Mas não podemos transmitir este sentimento para a criança, pois eles não se apegam a isso e muitas vezes no momento seguinte já estão brincando novamente com o amigo que mordeu. 06 00 Revista da Lua de Algodão - edição 6

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NOVIDADE Espaço Cultural da Lua tural 1º enco Espaço Cul ntro de pais no Inauguração pa ra as crianças co m contação de hist órias da primaver uma a A partir do mês de setembro a Lua de Algodão passa a contar com um espaço maior para estimular a expressão cultural de seus alunos. A ampliação da escola para uma área atrás do parque dos berçários irá sediar o novo Espaço Cultural da Lua. Durante a semana servirá para a produção artística e aulas de cursos complementares da escola, como artes, música, educação ambiental, hora do conto, e inglês. Ele também será um local para sediar os eventos, festividades, apresentações e exposições realizadas pelos alunos e a escola já tem uma programação completa até o final do ano. Os pais e familiares também poderão desfrutar desta novidade. A partir de setembro o encontro Primeiros Passos na Lua, que traz especialistas sobre o desenvolvimento infantil para esclarecer dúvidas dos pais, acontecerá lá. Para os pais que não puderem participar, poderão ver o espaço mais decorado e com o rosto dos nossos alunos na Feira Cultural de Outubro. Parte da decoração dele será feita pelos alunos da Lua. A ideia é que desde a inauguração as crianças se apropriem do espaço como um lugar para a criação, a criatividade e a expressão artística. 07 Revista da Lua de Algodão - edição 6 00

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ESCOLIOSE Prevenção de escoliose em crianças e adolescentes em fase escolar A escoliose é uma patologia que consiste em um desvio lateral da coluna vertebral, e uma das causas é a má postura que adotamos em nosso dia a dia, ao simples gesto de pegarmos um objeto do chão, como no trabalho, em casa assistindo a um programa de tv, em sala de aula, e etc. A criança desde pequena quando ela está em seus primeiros passos deve de ser educada a adotar posturas corretas no decorrer de seu crescimento para que quando adulta estas posturas estejam automatizadas, ao se sentar à mesa, em Dr. Jose Paulo Mazzaro Junior, fisioterapeuta sala de aula e assistir televisão, onde eles passam a maior parte do tempo, não esquecendo também de selecionar o material diário de aula a fim de evitar excesso de peso para a criança transportar. Lembrando também que as crianças no seu desenvolvimento imitam os pais em tudo, sendo assim estes têm de dar o exemplo. Desta forma podemos prevenir a maioria dos desvios e patologias da coluna vertebral ao chegarmos à fase adulta, que atinge cerca de 70% da população. 00 12 Revista da Lua de Algodão - edição 6

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VAMOS COLORIR Ajude o floquinho a colorir a bruxa do Halloween 13 Revista da Lua de Algodão - edição 6 00

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