Gazeta Valeparaibana

 

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Educacao, cultura, meio ambiente, sustentabilidade social

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Ano VIII - Edição 94 - Setembro 2015 Distribuição Gratuita Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site - A boa música Brasileira - Cultura - Cidadania - Sustentabilidade Social Agora também no seu .www.culturaonlinebr.org Artigos Recomendados O POLÍTICO HONESTO Paulo Manuel Sendim Aires Pereira .Página 2 ********************************* Relacionamento requer investimento Mariene Hildebrando Página 3 ******************** ACENDEM-SE AS LUZES... E O “SOMBRA”APARECE Loryel Rocha Página 4 ******************* FORTALEÇA-SE NO INIMIGO Genha Auga PARA COLORIR Página 7 ********************** COMO FUNCIONAM OS GASTOS COM A EDUCAÇÃO? e COMO GASTAR COM A EDUCAÇÃO SEM SER COM A EDUCAÇÃO? Ivan Claudio Guedes Omar de Camargo O Fed começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos... Continuação - Parte IV A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA ALFABETIZAÇÃO e LETRAMENTO Página 8 **************************** CURSOS PROFISSIONALIZANTES Aproveite e dê uma Conferida na página Página 11 **************************** A ÁRVORE e o Lenhador Instituto Árvores Vivas Amélia Hamze Página 9 ********************** Página 15 LIBERDADE Genha Auga ***************************** Página 6 ******************* O sete de Setembro de 1822 e o povo brasileiro nos dias atuais João Paulo Cunha A lusofonia depende da “narração de uma certa história da colonização ... A lusofonia é uma Bolha É a floresta equatorial que ocupa a maior extensão do território amazônico. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. Amazônia Página 16 Parte III Página 13 E tem mais... Confira! Página 5 Página 12 www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 2 Editorial O POLÍTICO HONESTO Era uma vez um homem, honesto, simplesmente honesto... Tirou o curso e se empregou. Cedo começou a ver tantas desonestidades e injustiças que se sentia cúmplice, anuente ou pelo menos materialmente colaborador com o mal. Então pensou "vou trabalhar por contra própria ou fazer uma empresa". Cedo ele reparou que sua empresa não podia concorrer com as outras. O caixa 2 das outras permitia fazer preços muitos mais baixos... Então pensou "vou ter alguma ideia criativa que me permita fazer uma empresa sem praticamente concorrência. Ninguém queria dar ouvidos a uma pessoa arruinada e que tinha desistido dos seus projetos anteriores... Pensou mais uma vez "vou voltar à minha primeira empresa e compensar trabalhando dia e noite e contentando-me com o pequeno lucro". Nessa altura começaram as dificuldades com a família e amigos. Todos interpretavam a sua honestidade como orgulho ou pelo menos estultice. Meditou longamente na vida e conclui "Já sei o que vou fazer vou participar de um projeto religioso ou social. Com isto vou ajudar a mudar a sociedade por dentro, ao mesmo tempo que não entro dentro da lógica da desonestidade pelo afã ao lucro." Experimentou associações, colégios, etc. Grande desilusão todas faziam o mesmo que as empresas. E as que faziam menos ou o assunto não se aplicava, sobreviviam à custa de sócios ou bem-feitores que até para terem tempo ou dinheiro para contribuir, caiam nas desonestidades anteriores. Sua mente começou a ficar turva, pensou em mil coisas erradas, mas se acalmou. Pensou respirando fundo "não vou fazer justiça com as minhas próprias mãos nem justificar os meus atos desonestos pela experiência que tive. Vou falar a toda a gente que posso deste problema, quem sabe alguém me dá uma ideia, uma solução". Todos que o ouviam o ridicularizavam com argumentos sofistas mas poderosos. Os poucos que lhe davam ouvidos tinham uma vida nada exemplar ou ideias nada ortodoxas. Não caiu na tentação de enveredar por esses caminhos... Resistiu... Em todo o lugar que ia, aproveitava qualquer ponta de desonestidade que via ou ouvia, para fazer a sua "pregação". Um dia um homem passa um cartão para ele. Era um jornalista político. Paradoxo: tinha sido um pertencente à classe dos grandes corruptos e desonestos que lhe tinha dado ouvidos por interesse e não por respeito ou paciência. Apesar de todo o preconceito que tinha contra os políticos decidiu telefonar para ele. Conversaram longamente. Decidiu entrar para a política... Claro, depressa se apercebeu que tal como as empresas se o grupo não fizesse as suas maracutaias não conseguiria vencer a concorrência. Desta vez ele pensou “Isto será uma coisa temporária até eu dentro da política conseguir acabar com a corrupção. Não vejo outra saída.” Ao saberem da sua intenção sincera de justiça e de acabar com a corrupção, logo os outros se encarregaram de denunciá-lo, para que tudo continuasse na mesma. Ele recorreu então, quanto mais não fosse para conforto moral, a todos os que no passado lhe diziam que ele deveria fazer o que toda a gente fazia compensando também a falta de retorno do estado. No entanto, agora, quase todos estes se faziam de desentendidos, insinuando de que os assuntos era muito distintos. E os poucos que com o mínimo de frontalidade respondiam às suas interrogações, se indignavam da sua “hipocrisia”, pois tinha acabado por fazer o que sempre tinha combatido e ainda por cima sendo apanhando. Sentiu-se desorientado, via tanta mentira e falsidade por todo o lado. .. Não tinha nada e se sentia só: só uma coisa lhe restava amar a verdade e defendê-la. Que coisa estranha, como coisa tão nobre lhe parecia a ele não mais do que fuga psicológica de um fracassado! No entanto no meio da confusão conseguia ter um discernimento simples e racional que o mantinha no reto caminho, independentemente de toda a confusão de sentimentos e vontades... Foi quando a sorte começou a sorrir, e ele entendeu a riqueza da pobreza por que a sua vida arruinada e desprestigiada começou a percorrer. Nada substitui a liberdade de não se ter comprometido com o mal e de se deixar totalmente nas mãos de Deus. Ah que grande diferença entre isto, e as lutas gladiais das justificativas racionais do interesse próprio onde mais do que ter princípios parece que se gere princípios. Assim o político honesto entendeu que não há beco sem saída a quem se entrega às últimas consequências nas mãos de Deus. Descobriu também que pensar que o martírio, físico ou moral, é a única alternativa a uma vida desonesta resulta de desconhecer a felicidade de outros caminhos na vida, de se importar mais com que os outros dizem do que com o desfrute real da vida. Coisa tão lógica e imediata mas que só a idade lhe ensinou: o mundo nos dita, desde cedo, a protegermo-nos muita mais da carne e do diabo do que do próprio mundo. Afinal ninguém é bom juiz em causa própria. Marilyn Monroe: “Eu não estou interessada em dinheiro. Só quero ser maravilhosa”. *** De novo, Marilyn Monroe: “Uma atriz não é uma máquina, mas lhe tratam como se fosse uma. Uma máquina de dinheiro”. *** Padre Antônio Vieira: “Muitos são parentes da fortuna, não da pessoa”. *** Voltaire: “Quando se trata de dinheiro, todos têm a mesma religião”. *** Lampião: “Dinheiro eu tenho que só bosta de cabra em chiqueiro velho”. *** Oswaldo Aranha: “O capital, exercendo atuação marginal, é nocivo ao bem estar coletivo e irradia germes inflacionários”. *** Machado de Assis: “Se achares três mil-réis, leva-os à polícia; se achares três contos, leva-os a um banco”. *** Guerra Junqueiro: “No cofre do banqueiro dormem pobrezas metalizadas”. *** Adão Myszak: “O dinheiro é o veículo da vaidade e autor de todas as servidões e desigualdades”. *** William Jennings Bryan: “Ninguém consegue ganhar um milhão de dólares honestamente”. *** Sophia Loren: “Minha vida foi um conto de fadas maravilhoso, uma história de guerra, fome e pobreza”. *** Edwared Estling Cummings: “Eu vivo tão além do meu salário que podemos dizer que vivemos separados”. *** Honoré de Balzac: “Atrás de toda grande fortuna existe algum crime”. *** Carlos Drummond de Andrade: “O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustrar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza”. *** Abraham Lincoln: “Nosso Senhor ama os pobres, por isso fez tantos”. *** Joãosinho Trinta: “O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”. *** Fausto Silva: “Hemorróidas e dinheiro, quem tem não diz”. *** POR: Paulo Manuel Sendim Aires Pereira Rádio web CULTURAonline Brasil NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós ! A Rádio web CULTURAonline Brasil, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e livre. Mas com responsabilidade! Acessível no link: www.culturaonlinebrasil.net IMPORTANTE Todas as matérias, reportagens, fotos e demais conteúdos são de inteira responsabilidade dos colaboradores que assinam as matérias, podendo seus conteúdos não corresponderem à opinião deste projeto nem deste Jornal. A Gazeta Valeparaibana é um jornal mensal gratuito distribuído mensalmente para download Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J Gazeta Valeparaibana e CULTURAonline BRASIL CULTURAonline BRASIL Ajude-nos a manter este projeto por apenas R$ 2,00 mensal Email: assinaturas@gazetavaleparaibana.com Juntas, a serviço da Educação e da divulgação da CULTURA Nacional

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 3 Relacionamentos relacionamentos que serão mágicos e outros nem tanto. Todos teremos momentos inesquecíveis e outros que vamos preferir Acho que um relacionamento a gente cons- não lembrar nunca. Não somos perfeitos, e trói aos poucos...aquela coisa de tesão, ex- em um relacionamento queremos agregar, plosão de sensações, é isso mesmo: Te- crescer, caminhar lado a lado. são ! Química somente, que pode se trans- Temos que conviver com as manias do ouformar em algo mais...ou não, ou ser ape- tro e vice-versa, mas acho que o principal é nas isso. saber que queremos continuar com aquela O Amor acontece ou não, na medida em pessoa, porque na maior parte do tempo ela que damos espaço pra ele se mostrar. A nos deixa feliz, provoca bem estar, desperta conversa, a admiração, o carinho, o respei- o melhor de nós. Temos que dar e receber, to, a vontade de estar na companhia, sentir- e esse dar e receber não precisa ser na se a vontade com o outro, querer um novo mesma proporção, afinal não somos iguais encontro, ficar com gostinho de quero mais, e percebemos as coisas de maneira diferenesse é o caminho para algo maior, para te. Às vezes um se doa mais que o outro, quem sabe o amor. Isso requer investimento mas os dois tem que estar em sintonia para pessoal, investimento do nosso tempo, das que se percebam como dois seres distintos que querem andar juntos e construir uma nossas emoções, do nosso ser inteiro. relação de afeto, de cumplicidade, de parceMuitos poucos são aqueles que no primeiro ria e amor. encontro já podem dizer que estão apaixonados, e que aquele é o amor que sempre A vida a dois é cheia de altos e baixos, viver esperaram que sempre ansiaram. Uma coi- junto é uma tarefa nada fácil. Envolve abrir sa é certa, não há espaço para alguém novo mão de algumas coisas em nome do amor, entrar na vida de ninguém se esse coração saber calar, saber a hora de falar, saber o não estiver livre, e se não houver disponibili- momento de bater em retirada e deixar os dade para amar. Tem que querer. Tem que ânimos esfriarem, sem que isso soe desahaver entrega, sem medos, sem o “se”, e gradável ou forçado. sem o “mas”. Compreender o quanto o outro é importante A loucura do dia-a-dia nos faz ter uma ur- para mim, o quanto eu estou disposta a agência em querer encontrar alguém, que a- postar nessa relação. Não se aprende tudo cabamos passando por cima de coisas que isso de uma hora para outra. Estarmos deveriam ser vistas de forma mais cuidado- conscientes que amar não significa que presa, com um olhar mais atento e generoso. ciso do outro para minha existência ficar Tratamos tudo como coisa descartável, in- completa. Somente eu posso ser responsáclusive o amor. Falta um pouco mais de de- vel pela minha vida. Minha felicidade deve dicação, de entrega, de apostar num relacio- depender apenas de mim. O outro vem para enriquecer a minha existência, para somar. namento. Fazer a coisa certa não é fácil. Nem sabemos se a coisa certa existe!!!! Não precisamos ficar pulando de relacionamento em relacionamento, podemos ser felizes estando solteiros também. Acredito que pra sair dessa condição de solteira(o) tem que ser por alguém que nos faça acreditar que estar com ela(e) é muito melhor que estar sozinha. Tarefa nada fácil. Amar significa doação, tolerância, compreensão do outro. Acredito mesmo que para que um relacionamento dê certo, a primeira coisa é amar a si mesmo. Não concebo a ideia de isso ser diferente. Se não me amo e me aceito, como vou amar o outro? Evoluímos através dos relacionamentos, da maneira com que nos relacionamos com os outros, com o mundo que nos cerca. Através da nossa evolução, vamos percebendo o quanto nossa felicidade depende de nossas atitudes e escolhas. Não vamos deixar o medo tomar conta de nós. Vamos apostar mais em relacionamentos amorosos, sem o “se”...e se eu sofrer... e seu eu me der mal, e se ninguém me quiser, o “se” são os nossos fantasmas e ninguém vai entrar na nossa vida se permitirmos que ele continue nos assombrando. Relacionamento requer investimento Calendário do mês Principais feriados Datas Comemorativas Setembro 2015 1 - Dia do Profissional de Educação Física 3 - Dia do Biólogo 5 - Dia da Amazônia 7 - Independência do Brasil 9 - Dia Mundial da Alfabetização 14 - Dia do Frevo 16 - Dia Internacional Camada de Ozônio 17 - Dia da Compreensão Mundial 18 - Dia dos Símbolos Nacionais 19 - Dia Nacional do Teatro 20 - Dia do Gaúcho 21 - Dia da Árvore 22 - Dia da Juventude do Brasil 22 - Dia Mundial Sem Carro 23 - Início da Primavera 26 - Dia Interamericano das Relações Públicas 29 - Dia Mundial do Petróleo DEMOCRACIA A verdadeira Democracia (onde o povo participe de alguma forma das decisões que interferem nas relações sociais) supõe uma prática pedagógica: educar para a cidadania. Educar é um ato que visa não apenas desenvolver nossas habilidade físico-motoras e psíquico-afetivas, mas igualmente à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política. A educação para a cidadania significa fazer de cada pessoa um agente de transformação social, por meio de uma práxis pedagógica e filosófica: uma reflexão/ ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo. Este é um dos objetivo do Jornal Gazeta Valeparaibana Veja bem: encontrar alguém que a gente goste e que goste da gente também. Às vezes gostamos de alguém que gosta de outra e as vezes alguém gosta da gente e não correspondemos..e por aí vai. Difícil ...mas não impossível. Hoje em dia existem muitas maneiras de se conhecer pessoas, isso inclui os sites de relacionamento. Conheço muita gente que namora e até casou por ali. È interessante, dá pra conhecer pessoas legais, outras nem tanto, muita “Ama sempre, mas não te permitas relaciogente está ali com a intenção de encontrar namentos conflituosos sob a justificativa de sua cara metade. que tens a missão de salvar o outro, porque Mas voltando ao assunto relacionamento, é ninguém é capaz de tornar feliz aquele que preciso entender que amor só não basta, a si mesmo se recusa a alegria de ser plenão é suficiente para que uma relação dê no.” ( Joanna de Angelis ) certo. Acho mesmo que relacionamento ideal não existe, mas existe aquilo que é possível. Todos temos a nossa cota de chatice, de coisas incríveis, não estamos sempre com o mesmo humor, todos teremos dias de Mariene Hildebrando Professora de Direito e Especialista em Direitos Humanos Email: marihfreitas@hotmail.com www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 4 O sombra do Republicano financiando Theodor Roosevelt contra Taft, pelas mãos de representantes do Banco J.P.Morgan, mais tarde reconhecido como agente Por: Loryel Rocha financeiro dos irmãos Rothschild, os maiores potentados financeiros europeus da época, enquanto punha todas as fichas no azarão Wilson. “É, ainda o esquema da missão de Jesus, primeira fase, que se completará um dia no Pretório com a outra: O meu reino não é deste mun- A espetacular manobra do Sombra entra para a história da estratégia e do do”. marketing político sendo até hoje copiada, imitada e reproduzida em todo o mundo. “Vender uma pérola que você tem a alguém que a deseja não é fazer negócio; mas vender uma pérola que você não tem a alguém que não a Recebendo apoio integral e desses grupos familiares americanos de imenso quer, isto sim, é o que se chama fazer negócio”. prestígio político e financeiro, todos os associados aos banqueiros Rothschild, não teve grandes dificuldades em conseguí-lo: os Rockfeller, a família (Divisa dos irmãos ABRAHAM e SIMON OPPENHEIM, banqueiros de maior prestígio e poder político, econômico e religioso ( entre os cristãos europeus) batistas) dos Estados Unidos à época, originalmente Rockenfelder; Jacob Schiff, titular da influente e opulenta casa bancária Kuhn, Loeb&Co., agente O título e o conteúdo deste artigo foram extraídos integralmente do livro ABREU, dos interesses financeiros europeus das casas Rothschild e Warburg, proArmindo. O poder secreto. Rio de Janeiro, Kranion Editorial, 2005, p. 235-237. Na prietários do banco central alemão; Bernard Baruch, poderoso investidor de página 231 do mesmo livro o autor apresentas as estreitas e íntimas ligações do Wall Street, que veio a se tornar num dos maiores financiadores da campaatual Ministro da Fazenda Joaquim Levy com o chamado “Grupo de Bildeberg”, bem como, esquadrinha as incestuosas relações entre o PT e o PSDB com o referido nha presidencial. ACENDEM-SE AS LUZES... E O “SOMBRA”APARECE Como czar industrial, Baruch reordenou toda a produção, reformulando padrões gerenciais implantados por executivos privados, recrutados com o salário simbólico de apenas um dólar anual, fazendo-os conhecidos pela denominação de dólar-a-year-men ( os homens de um dólar por ano), expressão cunhada pelo próprio Baruch, reputado ao seu tempo como a figura civil “Para liderar uma tarefa tão ambiciosa, complexa e secreta quanto a de cri- mais respeitada do país. ar, também, um banco central privadoe independente nos Estados Unidos e uma infra-estrutura adequada ao sistema de poder que planejava implantar Participaram, também, desse enorme esforço eleitoral, apoiando-o incondina América, a elite global precisava da capacidade e da discrição de um ali- cionalmente, Thomas Fortune Ryan, financista e Adolf Ochs, proprietário e ado americano, leal e competente, uma cunha solidamente plantada no co- editor do jornalThe New York Times. ração do governo. Wilson era conhecido, até então, como um homem digno, sem máculas, um O Sombra, portador de inusitada obra de engenharia política, formação e cristão presbiteriano honrado porém com débeis convicções políticas, um antecedentes familiares impecáveis, tornava-se natural aspirante para a for- tanto românticas e ingênuas, totalmente alheio às complexidades das finanmidável tarefa de eleger e tutelar um presidente da república dos Estados ças internacionais e da máquina governativa federal. Unidos! Afinal, desde aquela época, já se afirmava que “...Nenhum outro norteamericano do seu tempo foi tão bem e proximamente relacionado com tantos homens de prestígio internacional...”, especialmente banqueiros, a quem fora introduzido pelo pai durante o seu período de educação na GrãBretanha. Mais tarde, ao serem sussurradas, de ouvido em ouvido, suas relações secretas com a ordem rosa-cruz, com a franco maçonaria e sua suposta presença em rituais satânicos, o antigo prestígio de que desfrutara junto ao povo americano, majoritariamente religioso e cristão, desfez-se como um castelo de cartas. grupo. À primeira vista, pode parecer que as ligações com os “Bildeberg” inicia-se recentemente com esses partidos. No entanto, no que diz respeito à história do Brasil, ela acompanha toda a implantação da República e está diretamente envolvida com a queda da Monarquia e na propaganda sistemática de ridicularização antes e depois da queda. Teoria da conspiração? Para quem nada sabe de história profunda, sim. A “crise” atual que o Brasil atravessa tem horizontes alargados e deita raízes na ideia da criação dos Bancos Centrais no mundo, obra titânica dos “Bildeberg encenada nos EUA, à revelia dos americanos, causa matriz do assassinato de Abraham Lincoln, que se recusou a implantar o FED. O artigo toca nessa questão. Depois de eleito, Wilson nomeou-o presidente do “Conselho Industrial para a Guerra”, com plenos poderes para coordenar o esforço americano de mobilização industrial durante o primeiro conflito planetário da História. Refém da imensa força que o apoiava, tão logo eleito, em 1912, delega ao Aprovado unanimemente para a missão, sua primeira tarefa seria selecionar coronel plenos poderes nessa área. o nome ideal à candidatura presidencial. A escolha recai sobre a apagada figura política de Woodrow Wilson, a quem é apresentado em 1911, um dis- Segundo os historiadores, a administração presidencial americana passou creto professor cuja carreira aparentara haver chegado ao ápice com a no- às mãos do Sombra com um único e exclusivo propósito: servir aos interesses da elite global. meação para presidente da universidade presbiteriana de Princeton. Wilson, entretanto, seria elevado a novas alturas pelo coronel e seu grupo de poderosos de altas finanças, denominado, à época, de Money Trust ( o grupo do dinheiro), escolhido que foi para governador do estado de Nova Jersey, aparentemente pelo prestígio, ainda intocado, como professor. Desde esse encontro, o Sombra passou a concentrar esforços no sentido de obter a indicação de Wilson à presidência da República pelo partido Democrático, cuja decadência eleitoral era notável àquela época. Wilson chegou ao extremo de declarar ao correr do seu mandato, com ar vencido, humilhado e submisso, que: “... O coronel é a minha segunda personalidade;... meu alter-ego;... seus pensamentos e os meus são uma coisa só”. “A elite instruía o Sombra e o Sombra instruía Wilson, que fazia o que lhe era mandado... E isso, incrivelmente, ocorria sob o pretexto e o primado de uma suposta “democracia liberal””. Uma acirrada disputa entre as candidaturas republicanas do então presidente William Howard Taft e do ex-presidente Theodor Roosevelt, ao que pare- O Sombra torna-se, então, a eminência parda do poder e responsável direto pelas providências que facilitariam a influência da banca internacional sobre ce artificialmente provocada, facilitaria a vitória do tertius W. Wilson. a liberdade e a integridade patrimonial e política da América! O Money Trust, segundo testemunhas da época, garantiu a divisão do parti- www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 5 Cidadania? Quem é que realmente determina como as coisas devem funcionar? Muita gente ainda hoje atribui ao colonialismo no passado a causa do Brasil ser assim hoje, ter os graves problemas sociais que tem. Só que já faz quase dois séculos que os portugueses deixaram de comandar o Brasil. Os portugueses já saíram do comando do Brasil a O sete de Setembro de 1822 e o povo muito tempo atrás. E muita gente no Brasil parece não se atentar a brasileiro nos dias atuais esse detalhe. Neste mês, no próximo dia sete, é mais um aniversário da independência do Brasil, quando Dom Pedro I deu o grito do Ipiranga. Mas o povo brasileiro é realmente um povo soberano? O cidadão comum brasileiro é realmente soberano sobre o seu país? Primeiro, o que significa a palavra “povo soberano”? Será que o colonialismo no passado realmente trava o desenvolvimento do Brasil nos dias de hoje? Será que o verdadeiro problema não está aqui dentro do Brasil e, ainda hoje? Quem, nos dias de hoje, realmente comanda o Brasil? E quem é que devia estar comandando? Soberano é quem tem soberania. Soberania significa autoridade, po- Onde estão as raízes dos problemas que afligem a maior parte da sociedade brasileira? der sobre algo. Então, simplificando a pergunta, o cidadão comum do Brasil tem au- Você, leitor que mora no Brasil, quando vê tudo à sua volta, quando vê o que está acontecendo com o país, como tudo está funcionando, toridade e poder sobre o seu país? você sente que tem soberania sobre o seu país? Quem é que realmente manda no país? Você reconhece os outros brasileiros como cidadãos soberanos? Segundo a Constituição Federal atual, promulgada em 1988, Título I,Artigo 1.º, Parágrafo único, “Todo poder emana do povo, que exer- A sua opinião é levada em consideração no meio político? ce por meios de representantes eleitos ou diretamente, nos termos Observando como o Brasil funciona hoje, você sente que tem desta Constituição”. soberania? Você sente que tem cidadania de verdade? Na teoria, quem manda no país é o povo, o conjunto de pessoas que Concluindo, quem é que realmente tem soberania sobre o Brasil é forma a população que habita o território que compõe o Brasil. Mas quem realmente deve ter? na prática, como é que funciona? Está tudo certo, como deveria estar? Quem é que realmente manda? Ou há algo de errado no país? Quem é que realmente regula? Eu sugiro que você reflita sobre isso! Quem é que realmente determina como as coisas devem ser? João Paulo Cunha O Dia 7 de setembro de 1822 foi muito importante na História do Brasil, pois foi nesta data que o príncipe regente Dom Pedro proclamou a Independência do Brasil. Desta forma, ficou oficializado o rompimento do vínculo de dependência que o Brasil tinha com relação a Portugal. resistência. A presença de Dom Pedro no Brasil atrapalhava estes interesses portugueses, porém o príncipe regente também sofria pressões da elite brasileira que estava ávida pela independência do país. Como foi o 7 de setembro Na tarde do dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro estava em São Paulo, nas proximidades do riacho do Ipiranga, após retornar de uma viagem a Santos. Neste local, o príncipe regente recebeu uma carta de um mensageiro. Nesta carta, as corte portuguesas exigiam obediência às ordens portuguesas e seu retornou imediato a Portugal. Foi neste momento que Dom Pedro proclamou a independência do Brasil, com o famoso grito: “Independência ou Morte!”. O fato histórico ficou conhecido nacionalmente como “O Grito do Ipiranga”. Contexto Histórico Dom Pedro vinha sofrendo forte pressão das cortes portuguesas para retornar para Portugal. A metrópole percebia que estava perdendo, aos poucos, o controle político do Brasil. As cortes portuguesas demonstravam forte interesse em recolonizar o Brasil, eliminando focos de Você sabia? - A viagem que Dom Pedro estava fazendo, no começo de setembro de 1822, a São Paulo tinha como objetivo resolver disputas políticas na província. - Dom Pedro I foi aclamado imperador do Brasil, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1822. - Somente em agosto de 1825, com intermediação da Grã-Bretanha, Portugal reconheceu a independência do Brasil. Na rua, a pressão da opinião pública na rua é capaz de fazer o que a lei não consePorque precisamos fazer a Reforma Política no Brasil? Seus impostos merecem boa administração. Bons políticos não vem do nada. Para que existam bons políticos para administrar o país, toda a sociedade precisa colaborar para que eles possam nascer e terem sucesso. É preciso um sistema eleitoral moderno para melhorar a qualidade da política. Os políticos "tradicionais" tem horror à reforma política, porque ela pode mudar a situação atual onde eles usam e manipulam o eleitor e são pouco cobrados ! www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 6 Relações Públicas demais espécies. Se o mundo fosse dos animais, poderiam brincar ou entrar em brigas quando bem quisessem ou adentrar qualquer lugar. Porém, como vivem no mundo dos homens, há sempre acessos e lugares proibidos às suas atividades. É dessa mesma forma que algumas pessoas defendem o direito de serem livres e dignos, mas, esquecendo que, seres racionais e cidadãos, precisam demonstrar qualidades para isso, pois só reivindicar não basta, é preciso dedicar-se aos atos sociais para serem recompensados com a liberdade. Dentro da sociedade, os homens se atacam da pior maneira: invadem espaços alheios, destroem o que não lhes pertencem, levantam bandeiras sacudindoas por causas que nem conhecem direito e de baixo de um chão manchado de sangue por atos de ignorância. Confrontam-se diariamente em guerras civis em nome dos seus direitos, reclamando da “bagunça” que não toleram mais e que incomoda tanto como a do cão e gato a quem dão liberdade. Pretensiosamente, isentam-se da responsabilidade pelo quadro atual culpando-se uns aos outros como se apenas os governantes fossem responsáveis e esquecem que ajudaram a esconder essa sujeira embaixo do tapete que agora querem sacudir a todo custo com cobranças e preocupação que ao longo de suas vidas nunca tiveram, pois assim como veem normal a briga do cão e o gato, sempre tiveram o mesmo olhar para os danos que os políticos corruptos causaram ao país e graças aos votos que os elegeram e reelegeram. Com poder, nossos governantes, aproveitaram-se da falta de consciência e ausência de atitudes dos eleitores que adormecidos há tanto tempo, permitiram que afundassem o barco e agora resta o “Salve-se quem Puder” para eles e o “Salve-me se Puder” para nós. Bem como o mundo é dos homens e não dos animais, a Nação é do povo e não de quem a dirige e, não haverá outra maneira de se salvar e recomeçar a não ser, dedicando-se verdadeiramente à Pátria, se quisermos ser recompensados por ela. Genha Auga Jornalista – MTB:15.320 DITADOS POPULARES LIBERDADE Cão e gato brigam no quintal e ninguém se incomoda e nem os separam, mas, se quebrarem um vaso, uma planta, jogarem terra por todos os lados e despedaçarem as flores, aí sim, os vizinhos entrarão em confronto, cada um culpando o animal do outro. Enquanto os bichinhos estavam na briga própria dos seus instintos, seus donos apenas viam nisso um ato “animalesco” dando a eles total liberdade. No entanto, se algum deles ou qualquer outra pessoa sentir-se prejudicada haverá uma disputa tal qual o cão e o gato só que não instintivamente e sim com sentimentos de ira e ataques ofensivos que irão denegrir suas próprias imagens. O que fazer então? Cercear a liberdade dos animais? Mesmo assim haverá quem se levantará em defesa deles e aqueles que defenderão que, conceder liberdade aos bichos viola o direito de quem prefere cultivar flores ao invés de cuidar de caninos, felinos e A palavra liberdade tem uma origem latina (libertas) e significa independência. Etimologicamente, a palavra responsabilidade também vem do latim (respondere) e significa ser capaz de comprometer-se. No senso comum, liberdade é uma palavra que pode ser definida em variados sentidos (liberdade física, liberdade civil, liberdade de expressão…). Filosoficamente, a liberdade, e mais concretamente a liberdade moral, diz respeito a uma capacidade humana para escolher ou decidir racionalmente quais os atos a praticar e praticá-los sem coações extremas. É de caráter racional, pois os homens devem pensar nas causas e consequências dos seus atos e na sua forma e conteúdo. Esta liberdade não é absoluta, é condicionada e situada. Condicionada porque intervêm no seu exercício múltiplas condicionantes (físicas, psicológicas…). Situada porque se realiza dentro da circunstância, mundo, sociedade em que vivemos. Todas as nossas ações são fruto das circunstâncias e das nossas próprias características. É também uma liberdade solidária, porque cada um de nós só é livre com os outros, visto que não vivemos sozinhos no mundo. A liberdade humana (pode chamar-se assim porque é de caráter racional e, logo, exclusiva dos homens) reside em se poder dizer sim ou não, quero ou não quero. Nada nos obriga a ter apenas uma alternativa. O exercício da liberdade exige reflexão e, logo, tempo. Por isso, a reação é diferente da ação, visto que a primeira é imediata face a um estímulo. A responsabilidade moral é, por sua vez, uma capacidade, e ao mesmo tempo uma obrigação moral, de assumirmos os nossos atos. É reconhecermo-nos nos nossos atos, compreender que são eles que nos constroem e moldam como pessoas. A responsabilidade implica que sejamos responsáveis antes do ato (ao escolhermos e decidirmos racionalmente, conhecendo os motivos da nossa ação e ao tentar prever as consequências desta), durante o ato (na forma como atuamos) e depois do ato (no assumir das consequências que advêm dos atos praticados). Amor é uma flor roxa, que nasce em coração de trouxa. *** Homens honestos casam cedo, e os prudentes nunca. *** O amor faz passar o tempo, e o tempo faz passar o amor. *** Homem apaixonado não admite conselho. *** Amor é vento: vai um, vem cento. *** Amor e bexiga só dá na gente uma vez. *** Amor de parente é mais quente. *** Quem casa com mulher feia não tem medo de outro homem. *** Amor de asno entra coice e dentadas. *** Se o amor fosse cardeal, há muito tempo o demônio seria papa. *** Amor de pica é que fica. *** Quem casa, quer casa longe da casa em que casa. *** Amigado com fé, casado é. *** Casamento feito, noivo arrependido. *** Casarás e amansarás. *** Quem ama o feio, bonito lhe parece. *** Casar, casar… soa bem e sabe mal. *** Casar é bom, não casar é melhor. *** Casar não é casaca que se pendura na estaca *** O amor é uma cangalha Que se bota em quem quer bem. Quem não quer levar rabicho Não tem amor a ninguém. *** E o que alguns pensadores disseram sobre o amor e o casamento? CALMA... Na próxima edição eu publico. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 7 Literatura UM MUNDO MELHOR A falta de Temor a Deus, não te faz o Ser mais corajoso, o faz louco. Sem valores, a inconsequência é caminho. Na ausência da fé, a maldade invade o coração. Lidar com experiências sofridas faz parte. Libertar o amor que está dentro de ti é o exercício da vida. Não seja amargo e crítico, Para que não se torne vítima... De quê? Da loucura, da maldade, da irresponsabilidade, do inevitável que é colher do seu próprio plantio. Não canse de lutar nessa trilha em que nascemos sem pedir, Não amontoe tesouros,pois morrerás, mesmo que não queiras. Deixe sua marca, não passe por aqui como sombra, Apenas rezar não te faz bom, faça o certo. Não fique preso ao passado, mostre sua verdade sem medo e chegará a lugares aonde a maioria não chegou. Não se permita somente julgar. Com a mesma severidade com que julgas, também serás julgado. Livre-se de ressentimentos, é veneno que toma a alma e o tornará cruel. Para que não se torne vítima... De quê? Do grande, ao qual estará ajoelhado quando for julgado. Da fraqueza porque não cuidou do seu lado forte. Do orgulho ferido por não ter se cuidado. Da própria vida, por ter ido contra ela, ao invés de ficar ao lado dela. Aceite então esse desafio de viver. Tema a Deus e não perca a fé. Tenha valores certos e bons. Segure o lacaio que vende aplausos. A fama que te leva à lama. Não decida a morte do próximo. Dê de comer a quem tiver fome. Seja constante e firme nesse desafio da vida. E faça um mundo melhor. Genha Auga Jornalista – MTB: 15.320 Amor mentiroso Meu coração está sofrendo por amor. Por que me faz sofrer, me diz? Só quero te amar e ser feliz, apenas uma discussão fez “gelar” seu coração? Seu desprezo me enlouquece, está acabando com minha vida, isso me entristece! Por favor, não me deixe! Ou seu amor era só mentira e ilusão? Adeus então, não vou mais voltar... Adeus então, não vou mais chorar... O que restar em mim de forças, guardarei para quem ocupará seu lugar. Essa dor acabará E esse amor... Outro coração o terá. Genha Auga Jornalista – MTB: 15.320 Fazer ouvidos de mercador Orlando Neves, autor do Dicionário das Origens das Frases Feitas, diz que a palavra mercador é uma corruptela de marcador, nome que se dava ao carrasco que marcava os ladrões com ferro em brasa, indiferente aos seus gritos de dor. No caso, fazer ouvidos de mercador é uma alusão a atitude desse algoz, sempre surdo às súplicas de suas vítimas. Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita, apenas seja você mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só tome cuidado com o lado com que ficará, pois uma escolha errada pode te afetar drasticamente. Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã. Seja feliz, haja com honestidade sempre. Mas acima de tudo, cuidado com o que te tornarás! Filipe de Sousa Programa: Noites de Domingo - Todos os Domingos ás 20 horas www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 8 Dia 9 - Dia Mundial da Alfabetização desses dois processos: a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades da leitura e Letramento é uma tradução para o português escrita, nas práticas sociais que envolvem a da palavra inglesa “literacy” que pode ser tra- língua escrita , o letramento. duzida como a condição de ser letrado. Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente O conhecimento das letras é apenas um meio um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele para o letramento , que é o uso social da leituindivíduo que sabe ler e escrever; letrado é ra e da escrita. Para formar cidadãos atuantes aquele que sabe ler e escrever, mas que res- e interacionistas, é preciso conhecer a imporponde adequadamente às demandas sociais tância da informação sobre letramento e não da leitura e da escrita. Alfabetizar letrando, é de alfabetização. Letrar significa colocar a criensinar a ler e escrever no contexto das práti- ança no mundo letrado, trabalhando com os cas sociais da leitura e da escrita, assim o e- distintos usos de escrita na sociedade. Essa ducando deve ser alfabetizado e letrado. A inclusão começa muito antes da alfabetizalinguagem é um fenômeno social, estruturada ção, quando a criança começa a interagir sode forma ativa e grupal do ponto de vista cul- cialmente com as práticas de letramento no tural e social. A palavra letramento é utilizada seu mundo social. O letramento é cultural, por no processo de inserção numa cultura letrada. isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira inforNos Estados Unidos e na Inglaterra, embora a mal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a palavra literacy já constasse do dicionário importância do letramento, deixamos de exerdesde o final do século XIX, foi nos anos 80 , citar o aprendizado automático e repetitivo, que o fato tornou-se foco de atenção e de es- baseado na descontextualização. ALFABETIZAÇÃO e LETRAMENTO tudos nas áreas da educação e da linguagem. No Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam e se confundem. A discussão do letramento surge sempre envolvida no conceito de alfabetização, o que tem levado, a uma inadequada e imprópria síntese dos dois procedimentos, com prevalência do conceito de letramento sobre o de alfabetização. Não podemos separar os dois processos, pois a princípio o estudo do aluno no universo da escrita se dá concomitantemente por meio Na escola a criança deve interagir firmemente com o caráter social da escrita e ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. “Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvi- Autora: Amelia Hamze Profª FEB/CETEC e FISO mento do comércio, da diversificação dos mei- os de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo”. TFOUNI, Leda Verdiani. A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser. origem. A conclusão é de que a maior parte dos estuPesquisa feita com 800 estudantes revela que a metade dantes não tem o hábito de estudar, aprende de forma não entende o que lê, principalmente os que vieram de superficial e geralmente decora o conceito, ao invés de compreender. escola pública e estudam em instituições privadas De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Ter taxas tão altas de analfabetismo funcional no ensino Católica de Brasília, a partir da análise de 800 alunos, superior revela a farsa do sistema educacional brasileiem 6 cursos de 4 faculdades, 50% dos estudantes do ro. A farsa é ainda maior no ensino básico público, voltaensino superior são analfabetos funcionais, ou seja, não do para os filhos da classe operária, que são voltados entendem o que leem. O levantamento mostra também para tirar qualquer interesse da juventude pobre em aque a maior parte destes veio de escolas públicas e es- prender e se desenvolver. E no ensino superior privado que é voltado para o lucro e devido aos programas do tuda em instituições particulares. Governo Federal, também reúne uma maioria de pobres 50% dos universitários são analfabe- A pesquisa avaliou o modo de estudo, tempo de dedica- que não conseguem passar pelo filtro do vestibular das ção, características sociais, culturais e a formação de universidades públicas. tos funcionais Esta pesquisa não foi a primeira a indicar o problema. O último INAF (Indicador de Analfabetismo Funcional), feito em 2012, apontou que 38% dos estudantes universitários seriam analfabetos funcionais, através de pesquisa com 2 mil pessoas. Para reverter este quadro, é necessário exigir a imediata estatização do ensino no país e colocá-las sob o controle direto da população. Somente assim, é possível garantir que o investimento seja usado em prol da educação e não para o atual esquema meramente formal. Da redação www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 9 Educação e COMO GASTAR COM A EDUCAÇÃO SEM SER COM A EDUCAÇÃO? COMO FUNCIONAM OS GASTOS COM A EDUCAÇÃO? Frequentemente divulgamos nos nossos programas gastos com a educação que nem sempre são condizentes com a educação. Estados, municípios e a própria federação apresentam suas prestações de contas e são aprovadas. Recomendamos a leitura na íntegra dos artigos 68 a 77 da Lei 9.394/1996, que trata sobre o emprego dos recursos públicos, para a nossa discussão, vamos levantar alguns pontos: Estados, municípios e o Distrito Federal devem empregar, no mínimo, 25% da sua arrecadação com a educação. A federação deve aplicar 18%. Além da receita de impostos, também são recursos públicos destinados à educação a transferência constitucionais e outras transferências; o salário-educação; incentivos ficais e “outros recursos previstos em lei”. São consideradas despesas com a educação: - Remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais profissionais da educação; - Aquisição, manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino; - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino; - realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento dos sistemas de ensino; concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas públicas e privadas; - amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo; - aquisição de material didático-escolar e manutenção de programas de transporte escolar. Não são consideradas despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino o seguinte: - pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que não vise, precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão; - subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial, desportivo ou cultural; formação de quadros especiais para a administração pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; - programas suplementares de alimentação, assistência médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social; - obras de infra-estrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar. tanto, quase sempre vemos em diário oficial, seja de municípios ou de Estados, gastos que não deveriam ir para a conta da educação. Também observamos a falta de clareza em informações prestadas pelas prefeituras. Vamos expor alguns exemplos do município de Guarulhos-SP por ser o município em que atuamos. Recomendamos ao leitor fazer o mesmo exercício em sua cidade. O processo é simples. Acesse o site http://www.jusbrasil.com.br/ e faça seu cadastro gratuitamente. Em seguida, escolha seus tópicos de interesse (nós seguimos a parte de educação), você receberá um email. Abra-o e confirme seu cadastro. Por fim, na barra de busca coloque algo do tipo “gastos prefeitura de xxxxxx educação” e comece a navegar pelo diário oficial escolhido. Em Guarulhos-SP, por exemplo, localizamos alguns exemplos: - CONTRATO/PEDIDO: 413404/2011. EMPENHOS: 7692/2014, 7701/2014, 253/2015 e 254/ 2015. OBJETO: Recebimento, manuseio e armazenamento dos bens pertences à Secretaria da Educação. VALOR: R$ 204.516,42 (duzentos e quatro mil quinhentos e dezesseis reais e quarenta e dois centavos), referente recursos vinculados – Secretaria de Educação, NF. 149. EXIGIBILIDADE: 10/04/2015. JUSTIFICATIVA: Em função da contratação de espaço apropriado para recebimento manuseio e armazenamento dos bens pertencentes à Secretaria da Educação. - CONTRATO/PEDIDO: 15911/2014 e 7101/2015. EMPENHOS: 459/2015, 461/2015, 898/2015 e 3237/2015. OBJETO: Fornecimento de pão francês com margarina. VALOR: R$ 67.544,25 (sessenta e sete mil quinhentos e quarenta e quatro reais e vinte cinco centavos), sendo R$ 3.604,50 (três mil, seiscentos e quatro reais e cinquenta centavos), referente recursos vinculados Secretaria de Educação e R$ 63.939,75 (sessenta e três mil novecentos e trinta e nove reais e setenta e cinco centavos), referente recursos próprios. NFs. 49174, 49417, 49555 e 49558. EXIGIBILIDADE: 10/03, 25/03 e 10/04/2015. JUSTIFICATIVA: O gênero alimentício será fornecido no café da manhã para os funcionários da Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer e a Secretaria de Serviços Públicos, e destina-se também ao café da manhã dos funcionários operacionais da Secretaria de Educação. - EMPENHOS: 22320/2014, 22321/2014, 22322/2014 e 22324/2014.OBJETO: Aquisição de kit de material escolar.VALOR: R$ 2.106.807,68 (dois milhões cento e seis mil oitocentos e sete reais e sessenta e oito centavos), sendo R$ 1.612.131,68 (um milhão seiscentos e doze mil cento e trinta e um reais e sessenta e oito centavos) referente recursos vinculados – Secretaria de Educação e R$ 494.676,00 (quatrocentos e noventa e quatro mil seiscentos e setenta e seis reais) referente recursos vinculados – FNDE, NFs. 3164, 3165, 3171, 3172, 3175, 3213 e 3216.EXIGIBILIDADE: 25/03 e 10/04/2015.JUSTIFICATIVA: Em virtude da distribuição de material escolar aos alunos da rede municipal, compromisso firmado pela administração pública com a população. da nossa parte afirmar isso. O que estamos colocando para o nosso leitor é que hoje, com a tecnologia disponível, temos a possibilidade de acompanhar mais de perto os gastos públicos e cobrar do poder público as explicações sobre o que julgarmos pertinente. O fato é que muitas vezes encontramos itens não muito claros e exemplos que não entendemos como cai na conta da educação, observe claramente os exemplos acima. Exemplos que foram retirados do mesmo Diário Oficial de 10 de Abril de 2015. O exemplo 2, que trata do pão com margarina. Estamos falando em mais de R$ 60.000,00 para café da manhã para funcionários operacionais da Secretaria da Educação? Juramos não entender. As justificativas são absolutamente nebulosas, quando deveriam ser claras.,já que se fala tanto em transparência. Não se sabe quantos serão beneficiados por tal medida . Além do que, compra de pão com margarina não é nenhuma medida que vise a melhoria de qualidade do ensino ou outra medida que se enquadre na lei acima. Sinceramente não conseguimos alcançar tal visão no uso do dinheiro público e principalmente das verbas destinadas à educação. O segundo item, de valor bem mais expressivo, refere-se à compra de kit escolar. Pois bem, quantos alunos serão beneficiados? O kit é composto de que? Qual o valor de cada item? A falta e transparência é total e partir daí podemos imaginar o que bem entendermos, pois não temos subsídios que nos propiciem uma melhor visão, ou seja, fal- tam informações. Isso, dessa forma, nos leva a supor inúmeras condições obscuras de negociação do poder público com fornecedores. De qualquer forma, não nos cabe ficar acusando sem provas e como dissemos seria uma leviandade de nossa parte, mas no terreno das suposições, podemos imaginar o que bem entendermos. Cabe aos políticos, nem sempre tão interessados assim, em propor mecanismo que propiciem transparência ao processo todo de maneira que possamos ter confiança naqueles que se dizem preocupados com a educação. Enquanto isso não acontece continuamos a imaginar e supor coisas fantásticas nesse mundo educacional. Omar de Camargo Professor em Química. decamargo.omar@gmail.com Ivan Claudio Guedes Geógrafo e Pedagogo. ivanclaudioguedes@gmail.com OUÇA-NOS Todos os Sábados 16 horas Na CULTURA online BRASIL PROGRAMA: E agora José? www.culturaonlinebrasil.net www.culturaonlinebr.org Esses são só alguns exemplos do que podemos encontrar no Diário Oficial (infelizmente, um jornal que ninguém, ou quase ninguém lê). É preciso deixar bem claro que em hipótese alguma estamos Em teoria, temos então bem definido o que pode acusando a prefeitura de Guarulhos de corrupção ou que não pode ser gasto com educação. Entre- ou superfaturamento. Seria extremamente leviano www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 10 Dia 19 - Dia Nacional do Teatro A origem do teatro no Brasil O teatro brasileiro teve sua origem no século XVI, em 1564*, quando o Brasil passou a ser colônia de Portugal. Os padres da chamada companhia de Jesus, os Jesuítas, vieram para catequizar os índios, e com isso trouxeram suas influências culturais como a literatura e o teatro. Este então foi usado como instrumento pedagógico, em princípio para a educação religiosa, já que os índios tinham uma tendência natural para a música e a dança, e sendo assim os Jesuítas se utilizaram de elementos da cultura indígena e perceberam no teatro o método mais eficaz como instrumento de "civilização" costumes, Artur de Azevedo, Gonçalves Magalhães, o ator e empresário João Caetano, o escritor Machado de Assis e José de Alencar. O desenvolvimento do teatro aconteceu quando escravos brasileiros libertados na Nigéria, em 1880, fundaram a primeira companhia dramática brasileira, a Brazilian Dramatic Company. Mas foi somente em 1900 que o teatro se consagrou. Embora tenha enfrentado fortes crises políticas do país, conseguiu com muita luta a sua independência. O teatro passou por momentos difíceis na época da ditadura. Entre 1937 e 1945, não fosse a ideologia populista que se manteve ativa por meio do teatro de revista, ele teria sido extinguido. Surgem as primeiras companhias estáveis do país, com nomes como Procópio FerPelo fascínio da imagem representativa, o teatro era muito mais eficaz reira, Jaime Costa, Odilon de Azevedo entre outros. do que um sermão,por exemplo. Nota-se, portanto, que a origem do Outro período importante foi quando Paschoal Carlos Magno funda o teatro no Brasil é religiosa, assim como boa parte das manifestações Teatro do Estudante do Brasil, no ano de 1938. A partir daí começam culturais. Nessa época o Padre Anchieta era o responsável pela auto- a surgir as companhias experimentais de teatro, que estendem-se ao ria das peças,ele escreveu alguns Autos como "Na festa de São Lou- longo dos anos, marcando a introdução do modelo estrangeiro de tearenço", também conhecido como "Mistério de Jesus", e o "Auto da tro no país, firmando então o princípio da encenação moderna no BraPregação Universal", escrito entre 1567 e 1570, e representado em sil. várias regiões do Brasil, por vários anos. Em 1948 é fundado pelo italiano Franco Zampari o Teatro Brasileiro No entanto, o principal objetivo era a catequese, por isso com esses de Comédia (TBC), uma companhia que produzia teatro da burguesia elementos também estavam os dogmas da Igreja Católica . Sendo para a burguesia, importando técnicas e repertório, com tendências assim, as comédias e tragédias eram pouco representadas. A opção para o culturalismo estético. ficava com os autos sacramentais, que tinham caráter dramático, e, Já em 1957 surge o Teatro de Arena de São Paulo, a porta de entraportanto, estavam impregnadas de características religiosas. da de muitos amadores para o teatro profissional, e que nos anos seAté 1584 as peças eram escritas em tupi, português ou espanhol, guintes tornaram-se verdadeiras personalidades do mundo artístico. quando então surgiu o latim. Os autos tinham sempre um fundo religiCom o Golpe Militar em 1964, as dificuldades aumentam para os direoso, moral e didático, representados por personagens de demônios, tores e atores de teatro. A censura faz com que muitos artistas tesantos, imperadores e algumas vezes apenas simbolismos, como o nham de abandonar os palcos e exilar-se em outros países. Restava amor ou o temor a Deus. Os atores eram os índios domesticados, os às gerações futuras manterem vivas as raízes já firmadas, e dar um futuros padres, os brancos e os mamelucos. Todos amadores, que novo rumo ao novo estilo de teatro que estaria para surgir. atuavam de improviso nas peças apresentadas nas Igrejas, nas pra* 1564 - Ano do nascimento do inglês William Shakespeare, um gênio ças e nos colégios. do teatro cujas obras e temas dramáticos são copiados e representaO teatro brasileiro criou forças com o início do Romantismo, no século dos até hoje. XIX, por volta de 1838, impulsionado por alguns grandes escritores como Martins Pena, que foi um dos pioneiros com suas comédias de Utilizar o Teatro aliado à educação, oportuniza-se aos educandos um conhecimento diversificado e lúdico, existindo um clima de liberdade onde o aluno libera as suas potencialidades, expressando seus sentimentos, emoções, aflições e sensações, pois é um meio de expressão para o aluno. Quando o educando interpreta um personagem ou dramatiza uma situação, revela uma parte de si mesmo, mostrando como sente, pensa e vê o mundo. É uma atividade artística que permite ao aluno expressar-se, explorando todas as formas de comunicação humana. O Teatro amplia o horizonte dos alunos, melhora sua auto-imagem e colabora para torná-los mais críticos e abertos ao mundo em que vivem. O Teatro a serviço da educação dá ao educando o ensejo de valorizar -se, de integrar-se harmoniosamente a um grupo, aumentando o senso de responsabilidade e o sucesso do trabalho se dá devido à soma dos esforços de todo o conjunto. É o momento em que ocorre o desenvolvimento de cada um e do grupo,fundamentado na complementaridade das diferenças. A atividade teatral ensina aos educandos a aprenderem com a diversidade,pois somente assim é que pode ocorrer a construção do conhecimento do sujeito. O Teatro na educação é um espaço a ser conquistado. No Brasil, existe um número reduzido de instituições de ensino que inseriram a atividade teatral em suas escolas, algumas apresentam o Teatro no currículo outras, em forma de Oficinas. Embora existam educadores que acreditam na força que o Teatro tem para promover a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno ainda há um grande número de escolas que não aceitam, não acreditam e não dão o devido valor ao exercício teatral no processo educativo do aluno. Nos dias atuais, vive-se uma época de comunicação ostensiva, extensiva e impulsiva e o Teatro desenvolve nos alunos a expressividade. De acordo com Reverbel * (1997, p. 168) “é preciso lutar para que o Teatro tenha seu lugar na Educação, porque se ele existe na sociedade, deve existir na escola”. O Teatro é o caminho para as escolas atingirem uma integração entre os sujeitos deforma criativa, produtiva e participativa, é um recurso pedagógico eficaz no desenvolvimento do O educador precisa lutar por uma educação que apresente um proeducando, preparando-o a discernir os problemas em que ele irá engrama de estudos e vivências com a atenção voltada muito mais para frentar na sua trajetória de vida. as integrações de significados do que para a mera acumulação de conhecimento, fomentando no educando a produção de sentidos e signi* Referências REVERBEL, Olga Garcia. Um Caminho do Teatro na ficados. Escola. São Paulo: Editora Scipione www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 11 Pais, Filhos e a Escola tunidades e possibilidades de um projeto de vida no qual o crime seja desconsiderado como alternativa para o acesso aos bens sociais disponíveis às classes mais O analfabetismo funcional, ou seja, saber ler, mas não favorecidas? captar integralmente o teor do que lê, deve ser encara- Poucos nas redes sociais parecem se importar em ledo como um câncer a ser combatido. O resultado des- var em consideração essas nuances preventivas em sa negligência vemos todos os dias na internet, em que seus “textões”. a maioria dos assuntos mais comentados são impulsionados pela falta de leitura acerca do que é discutido ou Muito pelo contrário, debates como esse, que exigem pela má interpretação de textos, de dados, de gráficos um olhar acurado, sempre caem na vala comum dos discursos com gosto de sangue na boca em que os etc. “argumentos” se resumem aos jargões já mencionados Por : Luiz Guilherme Melo e aos “memes” simplistas e descontextualizados. A internet expõe o melhor e o pior do ser humano. Conhecemos pessoas e iniciativas fantásticas, mas ao mesmo tempo ficamos cara a cara com a latrina da humanidade (os constantes casos de racismo na web estão aí para comprovar). Nas redes sociais, por exemplo, vivemos em um tempo em que os debates foram substituídos por embates e combates – sem vencedores. O que temos presenciado nas últimas semanas é a prova disso, como no debate sobre a maioridade penal, que é do tipo de tema que desperta tantas paixões, principalmente porque só vem à tona sob os gritos das figuras sensacionalistas da mídia que aproveitam episódios trágicos para propagar as suas ideias. E funciona, haja vista os jargões (“bandido bom é bandido morto”, “tá com pena do menor infrator? Leva pra casa” e similares) repetidos de forma automática (à exaustão) nas redes. Pra completar, os debates no Congresso de pautas que exigem razão ao extremo, há tempos se tornaram uma extensão dos fóruns mais malcheirosos da internet. Triste. A insegurança pública não será reduzida magicamente, da noite para o dia, com leis penais paliativas – não é nem nunca foi em nenhum lugar do mundo. A violência não diminuirá sem redução da desigualdade social, da ampliação da cidadania, da garantia de direitos e oportunidades de uma vida digna a todos. As soluções existem, mas demandam tempo, dinheiro e políticas de curto, médio e longo prazo. A respeito da maioridade penal em si, é preciso levar em consideração o ciclo de violência de uma sociedade desigual, não apenas em termos de riqueza e pobreza, mas principalmente nas condições desiguais em que crescem e são educados os filhos dos ricos e dos pobres. E no tratamento desigual (em termos de oportunidades e possibilidades) que esta mesma sociedade oferece aos criminosos ricos e pobres. …Pensando bem, observando a gritaria que toma conta das redes sociais sempre que temas que despertam dicotomias vem à tona, me tornei a favor de uma só redução: a do analfabetismo funcional. Explico. O analfabetismo funcional, ou seja, saber ler, mas não captar integralmente o teor do que lê, deve ser encarado como um câncer a ser combatido porque causa, em parte, o empobrecimento do debate público, assim como a ascensão de figuras públicas deploráveis (que não vou nomear aqui porque eles já têm publicidade o suficiente). E é um desafio a ser encarado tanto quanto a erradicação do analfabetismo. Campanha pela leitura Alguns dados estatísticos ajudam a nos explicar por que o nosso país padece desse mal. Um deles foi exposto na abertura do Seminário Internacional sobre Política Públicas do Livro e Regulação de Preço (realizado em Brasília) pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, quando ele disse que o Brasil não dá a importância necessária à leitura e que é uma vergonha o nosso índice de livros per capita ser de apenas 1,7 por ano. O ministro defende que seja feita uma campanha de estímulo à leitura semelhante à contra a paralisia infantil. É por aí. Afinal, o índice de leitura brasileiro ser menor que o de países vizinhos mais pobres que o nosso é um “alerta vermelho” que soa há muito tempo, mas que nossas autoridades vêm ignorando. O resultado dessa negligência vemos todos os dias na internet, em que a maioria dos assuntos mais comentados são impulsionados justamente pela falta de leitura acerca do que é discutido ou pela má interpretação de textos, de dados, de gráficos etc. As causas do analfabetismo funcional CURSOS PROFISSIONALIZANTES - GESTÃO DE CONFLITOS Tem como objetivo refletir sobre a necessidade da melhoria nos processos de trabalho envolvendo o relacionamento interpessoal, intrapessoal e intergrupal, respeitando as diferenças individuais e o desempenho efetivo das atividades pertinentes as atribuições de cada função, quando o conflito for sanado. Quando forem resolvidos e removidos os conflitos nota-se a melhoraria na autoestima, surgem pensamentos positivos, aumento da produtividade, melhoria no relacionamento interpessoal e grupal, e consequentemente reacende a motivação. Curso de 3 dias de 8 horas cada. Palestrante: Joaquim Fernando Baptista. - CURSO DEPARTAMENTO PESSOAL COM FOLHA DE PAGAMENTO O objetivo do curso de DP - Departamento Pessoal na prática - c/ Folha de Pagamento é executar as principais tarefas envolvidas na rotina de um departamento pessoal (DP). METODOLOGIA: No curso departamento pessoal, as aulas são práticas, onde cada conceito, é executado, através de exemplos dirigidos e exercícios práticos, otimizando e reforçando o aprendizado. Curso Presencial com Apostila. Curso de 3 módulos com total de 64 horas. Palestrante: Sandra Torres – Administradora de Empresas, com mais de 20 anos de experiência em depto pessoal e folha de pagamento. CURSOS PEDAGÓGICOS - Curso sobre Síndrome de Down Curso realizado em 3 módulos de dois dias cada módulo, totalizando 48 horas. - Mini Curso sobre Síndrome de Down Curso realizado em um dia de 8 horas - Curso TDAH Curso realizado em um dia de 8 horas - Curso sobre Autismo Curso realizado em 1 modulo de dois dias, totalizando 16 horas Palestrante: Neusa Venditte –Psicopedagoga CURSO SOBRE INCLUSÃO - Curso sobre Inclusão Social Curso realizado em 4 módulos de 12 horas semanais. Palestrante: Prof. Doutor Guga Dorea WORKSHOP - O poder público e a deficiência intelectual: limites e desafios do estado - Construção compartilhada de práticas inclusivas no cotidiano da família e da escola Palestrante: Prof. Doutor Guga Dorea Para maiores informações entre AM contato pelo email: contato@fb-st.com Enfim, o fato é que o Brasil nunca será uma “pátria educadora” se a leitura continuar sendo tratada como “disciplina de segunda classe”nos currículos escolares. Outro fato: todos nós precisamos de uma educação de É razoável que a questão da maioridade penal seja qualidade. Nós e eles, os “dimenor”. Todos. Sem exceavaliada no contexto abrangente que envolve a crimi- ção. nalidade e a violência no Brasil. E também que se leve em consideração a maior amplitude possível de ações Esse “papo” de educação e estímulo à leitura desde a e políticas públicas que possibilitem não apenas o tra- infância não vai resolver todos os nosso males, claro, tamento do crime cometido ontem (que envolve trata- mas a mudança passa por eles. Meu desejo é que os mento ao criminoso e oferta de justiça à(s) vítima(s) ), nossos distintos representantes despertem e comecem que foi notícia e que causa revolta em todos nós, como desde já a construir um país educador e uma sociedatambém e principalmente a justiça social necessária de justa com raízes fincadas na razão às próximas gepara amanhã, no país que os nossos descendentes rações. herdarão. Otimismo demais? Sim, necessitamos de um pouco de Em resumo: qual é o conjunto de ações necessário à otimismo nesses tempos em que os debates públicos redução da criminalidade e da violência em nossa soci- andam tão tresloucados. edade? E de que forma a sociedade brasileira pode Luiz Guilherme Melo é jornalista e formado em Letras oferecer às suas crianças, adolescentes e jovens em (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade situação de vulnerabilidade social (ou seja, aqueles que Federal do Amazonas tem convivência próxima e imediata com o crime) opor- www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 12 Dia 21 - Dia da árvore animais, as pessoas esquecem que elas estão vivas! O nome do empreendimento nasce da intenção de que as pessoas reconheçam nas árvores o tempo da própria vida. As ÁRVORES criam sua base nas raízes e em sua estrutura, galhos e tronco, para poder crescer na copa, engrossando e se fortalecendo. Seres auto-sustentáveis que respeitam um ciclo de retirada e fornecimento de energia para o planeta. Produzem seu próprio alimento e o conduzem por todo seu corpo, como nosso sistema sanguíneo. Quando estão prontas para reproduzir a espécie, produzem flores, dão frutos e sementes, tudo num tempo de maturação único de cada espécie. A noite, quando o sol se vai, suas folhas se fecham para adormecer. Crescem e se desenvolvem a partir das referências sensíveis ao ambiente em que vivem, Desde sementes sabem a sua missão, a essência do que serão na vida. Cada árvore é única na sua textura, cor, cheiro, folhas, flores e frutos, não tem frente e nem costas, crescem para todos os lados e continuamente, querendo abraçar e acolher todos que chegam à sua volta. Ela nos fornece alimento, ar, sombra e muitos materiais, com os quais podemos desenvolver incontáveis produtos aplicando nossa sabedoria e criatividade. Está sempre presente – como um símbolo maior, marcante e sábio. Acompanham nossas histórias, gerações após gerações, nunca se fazendo indiferente à presença do ser humano, ao contrário, sempre nos dando muito do que necessitamos. Porém, com o tempo, nós passamos simplesmente a tirar o que precisamos, sem medir as conseqüências do que deixaríamos para o futuro. A humanidade aprendeu e cresceu muito pesquisando suas propriedades. As mais variadas religiões e culturas sempre valorizaram sua presença como ser vegetal de presença análoga à do homem. Desde pequenos sentimos e experimentamos as árvores em nossas vidas, mesmo que de uma forma inconsciente… Mas com a vida moderna das grandes cidades, nos transformamos em pessoas individualistas e fragmentadas criando uma cisão no nosso contato com a natureza. A essência da beleza humana está protegida dentro da nossa alma, assim como uma semente que a árvore gera para se multiplicar. Todo nosso potencial e valores estão dentro dessa semente que temos que cuidar alegremente, dando condições para esses valores tão belos brotarem, crescerem e inspirarem… E podemos acessá-los através do cuidado, respeito e amor com outros seres da natureza!” Texto de Juliana Gatti Reflexões: “O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente.” “Um lenhador foi até a floresta pedir às árvores que lhe dessem um cabo para seu machado. As árvores acharam que não custava nada atender ao pedido do lenhador e na mesma hora resolveram fazer o que ele queria. Ficou decidido que o freixo, que era uma árvore comum e modesta, daria o que era necessário. Mas, assim que recebeu o que tinha pedido, o lenhador começou a atacar com seu machado tudo o que encontrava pela frente na floresta, derrubando as mais belas árvores. O carvalho, que só se deu conta da tragédia quando já era tarde demais para fazer alguma coisa, cochichou para o cedro: - Foi um erro atender ao primeiro pedido que ele fez. Por que fomos sacrificar nosso humilde vizinho? Se não tivéssemos feito isso, quem sabe viveríamos muitos e muitos anos! Moral: Quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova.” A Importância das árvores O nome ÁRVORES VIVAS, está relacionado com o olhar das pessoas em relação a estes seres vegetais. Muitas vezes, por elas aparentemente não se mexerem, não como os Mário Quintana “Uma árvore é o nosso mais íntimo contato com a natureza.” George Nakashima, madeireiro “Se você está pensando um ano a frente, semeie uma semente. Se você está pensando dez anos a frente, plante uma árvore.” Poeta Chinês, 500 AC “Para mim, a natureza é sagrada, árvores são o meu templo e florestas são as minhas catedrais.” Mikhail Gorbachev “A árvore se entristece ao perceber que o cabo do machado é de madeira” Provérbio Árabe “As árvores e plantas buscam adaptar-se ao ambiente em que vivem, estruturando e planejando muito bem, cada energia aplicada em seu crescimento” Fonte: Instituto Árvores Vivas ATENÇÂO A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica matérias, relevantes, com a finalidade de abrir discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento. Assim, publica algumas matérias selecionadas de sites e blogs da web, por acreditar que todo o cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos devemos nos unir, na busca de uma sociedade mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais. No entanto, todas as matérias e imagens serão creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes. Caso não queira fazer parte da corrente, favor entrar em contato. Rádio web CULTURAonline Brasil Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós. A Rádio web CULTURAonline BRASIL, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Saúde, Cidadania, Professor e Família. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, a Educação e o Brasil se discute num debate aberto, crítico e livre, com conhecimento e responsabilidade! www.culturaonlinebr.org Acessível no link: redacao@gazetavaleparaibana.com www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 13 Dia 5 - Dia da Amazônia A Floresta Amazônica - Florestas fluviais alagadas A floresta de terra firme, que não difere muito da floresta andina, exceto pela menor densidade, está localizada em planaltos pouco elevados (30-200m) e apresenta um solo extremamente pobre em nutrientes. Isto forçou uma adaptação das raízes das plantas que, através de uma associação simbiótica com alguns tipos de fungos, passaram a decompor rapidamente a matéria orgânica depositada no solo, a fim de absorver os nutrientes antes deles serem lixiviados. decomposição de folhas, galhos e animais mortos, rapidamente convertidos em nutrientes e aproveitados antes da lixiviação. Tal conversão dá-se pelo fato de os fungos ali encontrados (e que realizam a simbiose) serem saprofíticos. É a floresta equatorial que ocupa a maior extensão do território amazônico. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. A Floresta Amazônica é uma floresta tropical situada na região norte da América do Sul. Ocupa territórios do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. É a floresta equatorial que ocupa a maior extensão do território amazônico. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. É a maior floresta tropical do mundo, enquanto perde em tamanho para a Taiga Siberiana que é uma floresta de coníferas, árvores em forma de cones, os pinheiros. A floresta Amazônica possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas largas, situadas a aproximadamente 30 metros acima do solo. Na última fase frio-seca, há cerca de 18 ou 12 mil anos, o clima amazônico era semi-árido, e o máximo de umidade ocorreu há sete mil anos. Na fase semi-árida predominaram as forA maior parte de seus cinco milhões de mações vegetais abertas, como cerrado e cakm²,ou 42% do território brasileiro, é compos- atinga, com "refúgios" onde sobrevivia a flota por uma floresta que nunca se alaga, em resta. uma planície de 130 a 200 metros de altitude, Atualmente o cerrado subsiste em abrigos no formada por sedimentos do lago Belterra, que interior da mata. ocupou a bacia Amazônica entre 1,8 milhões O solo amazônico é bastante pobre, contendo e 25 mil anos atrás. apenas uma fina camada de nutrientes. ConAo tempo em que os Andes se erguiam, os tudo, a flora e fauna mantêm-se em virtude do rios cavaram seu leito, o que originou os três estado de equilíbrio (clímax) atingido pelo etipos de floresta da Amazônia. cossistema. O aproveitamento de recursos é As duas últimas formam a Amazônia brasilei- ótimo, havendo o mínimo de perdas. ra: Um claro exemplo está na distribuição acentuEcossistemas do bioma Hileia Amazônica ada de micorrizas pelo solo, que garantem às raízes uma absorção rápida dos nutrientes - Florestas montanhosas andinas que escorrem da floresta com as chuvas. Também, forma-se no solo uma camada de - Florestas de terra firme Abaixo de uma camada inferior, a um metro, o solo torna-se arenoso e dotado de poucos nutrientes. Por isso – e por conta da disponibilidade quase ilimitada de água, as raízes das árvores são curtas, e o processo de sustentaA floresta fluvial alagada também apresenta ção é feito com base no escoramento mútuo algumas adaptações às condições do ambien- das árvores. te, como raízes respiratórias, que possuem Os obstáculos impostos à entrada da luz pela poros que permitem a absorção de oxigênio abundância de copas fazem com que a vegeatmosférico. As áreas localizadas em terrenos tação rasteira seja muito escassa, bem como baixos e sujeitos a inundações periódicas por os animais que habitam o solo e necessitam águas brancas ou turvas, provenientes de rios dessa vegetação. de regiões ricas em matéria orgânica, são A maior parte da fauna amazônica é composchamadas de florestas de várzea. E as áreas ta por animais que habitam as copas das áralagadas por águas escuras, que percorrem vores, entre 30 e 50 metros. Não ocorrem aniterras arenosas e pobres em minerais e que mais de grande porte, como nas savanas. assumem uma coloração escura devido à matéria orgânica presente, são chamadas de flo- Nas copas, entre as aves encontram-se paparestas de igapó. A oscilação do nível das á- gaios, tucanos e pica-paus e, entre os mamíguas pode chegar a até dez metros de altura. feros, morcegos, roedores, macacos e marsupiais. No Pleistoceno o clima da Amazônia alternou- A fauna e flora amazônicas foram descritas no se entre frio-seco, quente-úmido e quente- impressionante Flora Brasiliensis (15 voluseco. mes), de Carl von Martius, naturalista austríaco que dedicou boa parte de sua vida à pesquisa da Amazônia, no século XIX. Todavia, a diversidade de espécies e a dificuldade de acesso às copas elevadas tornam ainda desconhecida grande parte das riquezas faunísticas. O clima na floresta Amazônica é equatorial, quente e úmido, devido à proximidade à Linha do Equador (contínua à Mata Atlântica), com a temperatura variando pouco durante o ano. As chuvas são abundantes, com as médias de precipitação anuais variando de 1 500 mm a 1 700 mm, podendo ultrapassar 3 000 mm na foz do rio Amazonas e no litoral do Amapá. O período chuvoso dura seis meses. Ultimamente, a Amazônia vem sendo devastada para o plantio da soja e em razão da expansão da atividade pecuária nas fronteiras e em territórios de municípios interioranos Da redação Ambiente Brasil A floresta amazônica pode curar você Durante milênios, os seres humanos utilizaram insetos, plantas e outros organismos da região para várias finalidades, entre elas a agricultura, vestimentas e, claro, a cura para doenças. Povos indígenas e outros grupos que vivem na floresta amazônica aperfeiçoaram o uso de compostos químicos encontrados em plantas e animais. O conhecimento sobre o uso dessas plantas geralmente fica nas mãos de um curandeiro, que por sua vez repassa a tradição para um aprendiz. Esse processo se mantém ao longo de séculos e compõe uma parte integral da identidade desses povos. No entanto, com o rápido desaparecimento das florestas úmidas tropicais, a continuidade desse conhecimento para o benefício das futuras gerações encontra-se ameaçada. O potencial inexplorado das plantas amazônicas Os cientistas acreditam que menos de 0,5% das espécies da flora foram detalhadamente estudadas quanto ao seu potencial medicinal. Ao mesmo tempo em que o bioma Amazônia está encolhendo lentamenHá uma ligação entre os remédios guardados nos armários de sua te em tamanho, a riqueza da vida silvestre de suas florestas também casa e a vida silvestre da Amazônia: plantas e animais servem como se reduz, bem como uso potencial das plantas e animais que ainda base para a fabricação de medicamentos. não foram descobertos. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 14 Dia 29 - Dia Mundial do Petróleo O mundo movido a petróleo mesmas atividades essenciais: sobreviver (cozinhar e tomar banho), movimentar-se (transportes), trabalhar (indústria, comércio e agricultura), manter a temperatura ambiente (calefação e ar condicionado) e pensar (lazer, informática etc.). Neste momento do século XXI, a humanidade vive o mesmo dilema de uma pessoa comilona e obesa que se vê, de repente, com muita gordura no corpo e correndo o risco de ficar sem comida. As fontes tradicionais de energia estão se esgotando num futuro não muito distante, e, simultaneamente, o planeta está armazenando energia demais no lugar errado, o que provoca o aquecimento global da atmosfera. mesma moeda MATRIZ DE ENERGIA Todos os países calculam periodicamente quantos recursos possuem de energia, quanto gastam e em quais usos. Esse conjunto é a matriz de energia, e no Brasil ele é acompanhado e consolidado num relatório anual do Ministério de Minas e Energia chamado Balanço Energético Nacional. Para ser eficiente, o balanço é um estudo detalhado que registra os recursos de energia primários (petróleo, xisto, carvão mineral, lenha, cana-de-açúcar, mamona, urânio e água), os secundários (óleos cru e diesel, gasolina, bagaço de cana, álcool, biodiesel, carvão vegetal e eletricidade), as formas de uso (mecânica, nuclear etc.) e os setores de consumo, como transporte, indústria, comércio e residências. Os combustíveis fósseis respondem por 81% da matriz de energia global, mas o mundo já sabe que, no futuro, vai depender de fontes alternativas. Sem energia não há sociedade humana. Essa afirmação categórica é tão verdadeira quanto o fato de que sem energia não haveria sequer seres humanos. Todas as formas de energia provêm do Sol e são armazenadas na natureza. Nosso corpo vive por processar carboidratos, gorduras e proteínas, capazes de liberar energia para manter nossa temperatura média, de 37 graus centígrados, e nossa sobrevivência, nos movimentar, trabalhar, respirar e pensar. A sociedade vive da energia retirada principalmente dos derivados de petróleo. Ela é necessária para a existência e o funcionamento da sociedade, pois é apenas uma ampliação em larga escala dessa exigência no próprio corpo humano. Ao queimar materiais como lenha, petróleo, xisto, carvão, gás natural e outros, o homem utiliza apenas parte da energia do sol armazenada neles; a outra parte é liberada na atmosfera, sob a forma de gases, que também re- Manter a oferta de energia em crescimento na têm calor. Em todos os casos, estamos quei- matriz e mudá-la quando preciso é um desafio mando ou liberando carbono. permanente de cada nação. Além de ser necessário dispor de cada recurso, é preciso Em razão disso, a atmosfera está se tornando disponibilizá-lo de acordo com sua forma preobesa de carbono, principalmente na forma ferencial de uso e fazê-lo chegar aos locais de de dióxido de carbono (CO2). Da mesma maconsumo a um preço viável. O gás natural, neira que uma pessoa obesa tem de mudar a por exemplo, é mais eficiente do que a eletridieta alimentar, o ser humano precisará divercidade para gerar calor e aquecer a água do sificar sua cesta energética e utilizar menos o banho em países de inverno rigoroso, mas é petróleo, que era seu combustível mais calórinecessário canalizá-lo até os imóveis. co, econômico e fácil. Os problemas atuais de Por isso, todas as nações buscam permanenenergia e meio ambiente são duas faces da Fonte: Planeta Sustentável temente fontes de energia para garantir essas Poluição pelo petróleo A poluição do petróleo pode ser causada por qualquer derramamento de petróleo bruto ou de seus produtos refinados. Os maiores e mais danosos eventos poluidores usualmente envolvem derramamentos de petróleo ou pesados combustíveis de tanques sem capacidade ou plataformas furadas no mar, de navios ou embarcações ou explosões de poços ou de oleodutos danificados na terra. Um derramamento em terra pode ocorrer de muitas formas, mas os maiores eventos envolvem geralmente ruptura de um oleoduto ou explosão de poços. As causas de ruptura de oleodutos são diversas, elas incluem equipamento de bombeamento danificado, terremotos, sabotagens, derramamento de petróleo deliberado como ocorrido na Guerra do Golfo, entre outras. A quantidade de petróleo total de óleo derramado de oleodutos não é ainda quantificada em muitas partes do mundo. Por causa do grande disseminado uso de sensores e mecanismos de interrupção de seções de oleodutos , eventos individuais são muito menores que os que ocorrem individualmente, derramados pelos super tanques oceânicos ou por explosões de plataformas fora da costa. Porque a dispersão do óleo derramado na terra é mais restrita na terra do que na água , derramamentos terrrestres usualmente afetam áreas localizadas ( ao menos que o óleo derramado alcance um curso de água). Em comparação às inserções antropogênicas de petróleo nos oceanos, a produçaõ natural de hidrocarbonetos não petrolífero por plâncton marinho têm sido estimado em 26 milhões de toneladas por ano ou quase de quatro a oito vezes mais do que às inserções de hidrocarbonetos do petróleo. Estes hidrocarbonetos biogênicos são um importante componente de retorno de concentração de hidrocarbonetos no ambiente marinho, mas são bem dispersos e não devem ser considerados como um importante fonte de poluição marinha. As inserções restantes são antropogênicas , exceto para uma não conhecida fração de depósitos de hidrocarbonetos atmosféricos que devem ser originados de emissões de vegetação terrestre e de outras fontes naturais. As contaminações antropogênicas advem de refinarias e de outros efluentes costais importantes em causas locais , causando poluição crônica nas cidades costeiras em volta do mundo. As descargas de reservatórios , navios, da exploração fora da costa e das plataformas de produção são essencialmente episódicos e ocorrem como derramamentos e descargas de vários tamanhos. É impossível prever a localização e magnitude de qualquer derramamento acidental de petróleo. Como esperado derramamentos de tanques são mais frequentes em áreas costeiras do que em áreas do mar mais viajadas. Alguns exemplos de derramamentos desastrosos: Torrey Canion em 1967 no sul da Inglaterra com quase 117 mil toneladas derramadas , Arrow em 1970 em Nova Scotia 11 mil toneladas derramadas , Metula no Estreito de Magalhães em 1973 cinquenta e três mil toneladas, Argo Merchant em 1976 em Massachusets 26 mil toneladas, Amoco Cadiz em 1978 no Canal inglês 230 mil toneladas, Exxon Valdez no Sul do Alaska 35 mil toneladas e o derramamento Braer em 1993 nas ilhas Schettland na Escócia 84 mil toneladas e finalmente o acidente ocorrido em 2000 no Brasil especificamente no estado do Rio de janeiro, onde foram derramados 1,2 milhão de litros de óleo de um dos 14 dutos que ligam a refinaria Duque de Caxias, na baixada Fluminense ,ao terminal da Ilha Dágua , na Ilha do Governador. Acidentes massivos tem também ocorrido de plataformas distantes da costa. A explosão de Santa Bárbara em 1969 no Sul da Califórnia é um desses acontecimentos. O petróleo tem também sido derramado devido a estratégias de Guerra por deliberadas ações de ataques de tanques de guerra. Como ocorrido na segunda Guerra Mundial e na guerra Irã Iraque de 1981-1987, em 1983 o Iraque atacou 5 reservatórios e três poços de produção causando um derramamento massivo no Golfo Pérsico . O maior acidente marinho ocorreu durante a Guerra do golfo de 1991, quando o Iraque forçou o derramamento de 0,8 milhões de toneladas de petróleo bruto de muitos tanques. É importante enfatizar que o tamanho do derramamento não necessariamente nos mostra sobre o seu potencial de causar danos. Um pequeno acidente pode causar sérios danos a um ambiente de grande sensibilidade. Além disso o tipo de produto do petróleo pode afetar a gravidade do dano ecológico. As mais importantes considerações devem ser feitas ao grau de toxicidade e a persistência ambiental dos materiais derramados. Descargas operacionais de lavagens de tanques de óleo também são uma fonte frequente de derramamentos marinhos, embora a importância desta fonte tenha decrescido. Esta fonte de poluição esta associada com a prática de enchimento de tanques com água do mar após a entrega da carga de petróleo ou de um produto refinado e a descarga do óleo no mar quando o navio viaja para pegar sua próxima carga. Fonte: Petroblog www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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Setembro 2015 Gazeta Valeparaibana Página 15 Os donos do mundo (artigo continuado) A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA Continuação—Parte IV Logo após seu retorno em 1910, Aldrich reuniu-se com alguns dos mais ricos e poderosos homens americanos em seu vagão ferroviário privativo e todos partiram secretamente para uma ilha na costa do estado da Geórgia, Jekyll Island. Junto com eles viajou um certo Paul Warburg, que recebia um salário de US$ 500,000.00 anuais pago pela empresa Kuhn, Loeb & Co. para conseguir a aprovação da lei de criação do banco central americano e era sócio de ninguém menos do que o alemão Jacob Schiff, neto do homem que se associou à família Rothschild em Frankfurt. Na época, Schiff estava envolvido na derrubada do czarrusso, empreitada que custou uns US$ 20 milhões e iniciou a revolução bolcheviqueque desaguaria na União Soviética. Essas três famílias financeiras européias, os Rothschilds, os Schiffs e os Warburgs estavam todas ligadas pelo matrimônio ao longo dos anos, assim como os Rockefellers, Morgans e Aldrichs nos EUA. O segredo desta reunião insular na Geórgia foi tão grande que os participantes foram instruídos a usar somente seus primeiros nomes para evitar que serviçais e criados descobrissem suas verdadeiras identidades. meçaram a se expandir a partir de seus fabulosos lucros. Como os moneychangers não possuíam voz ativa sobre essa expansão, que se processava em nível corporativo longe de seus tentáculos pois a indústria estava se tornando independente deles, algo tinha que ser feito para mudar a situação. O nome do banco central americano consagrado naquela reunião secreta de Jekyll Island, na Geórgia, Federal Reserve Bank, foi escolhido para dar a impressão de que a instituição era pública, sem fins lucrativos e para administrar a economia americana em nome dos cidadãos contribuintes. Ledo engano. O nome foi apenas uma cortina de fumaça para esconder a intenção monopolista e opositora à concorrência da nova instituição, que tinha a exclusividade de imprimir as cédulas do dinheiro americano, criando dinheiro do nada, sem quaisquer lastro ou reservas e emprestando-o às pessoas sob juros. "imprime" os outros US$ 9 milhões e começa a emprestar o dinheiro a juros no mercado, através da rede bancária comercial. Assim, o banco central americano cria 10% do total dessedinheiro novo e os demais bancos criam os 90% restantes. Isto expande a quantidade de dinheiro em circulação e amplia o crédito e o consumo, levando as pessoas a comprarem mais e gastarem mais, inflando as estatísticas de crescimento nacional. Mas a verdadeira intenção desta operação é mais sinistra. Pretende o controle absoluto sobre a economia. Para reduzir a quantidade de moeda circulante e provocar uma recessão, o processo é simplesmente revertido. OFed vende os títulos ao público e o dinheiro sai dos bancos dos adquirentes. Os empréstimos têm que ser reduzidos em dez vezes o valor da venda porque, como vimos, o Fed criou US$ 9 milhões do nada. Mas a duvida persiste: como estas operações deliberadas de inflação e deflação beneficiaram os grandes banqueiros privados que se reuniram secretamente em Jekyll Island para planejar a monopolização do sistema monetário americano e dominar a emissão de moeda? Simples. Modificou radicalmente a reforma bancária realmente necessária para criar um sistema de financiamento público livre de dívidas, como os greenbacks7 do pres. Abraham Lincoln, representados por papel-moeda impresso e emitido pelo governo americano durante a Guerra Civil americana (18611865), um conflito entre os estados do norte contra os do sul. Lincoln, tal como seus antecessores Jackson8 e Madison9, era radicalmente contra o estabelecimento de um banco central, pois já conhecia a estratégia dos moneychangers. Ele favorecia a emissão da moeda nacional diretamente pelo Tesouro, um departamento cuja função era exatamente essa, a de atuar como administrador da corrência do país. Quando o Tesouro emite moeda, cada dólar impresso vale exatamente isso: um dólar, pois nasce consagrado pela confiança da população e pela certeza de que o dinheiro está sendo emitido sem especulação, sem incidência de juros. O dinheiro emitido pelo Federal Reserve, por outro lado, é exatamente o oposto. Traz embutidos juros e tem a intenção firme de lucrar ao ser "emprestado" ao governo, pois é isso o que o banco central faz: empresta dinheiro ao governo americano a juros. Em outras palavras, a tão propalada missão de "guardião da moeda", e "banco do povo", conceitos consagrados lá atrás através da criação do Banco da Inglaterra, nada mais é do que lucrar a qualquer custo e ainda controlar a emissão de moeda de um país. A estrutura do banco central favorece a centralização da oferta de moeda nas mãos de algumas poucas pessoas, com pouquíssimo controle político exercido pelo governo estabelecido. CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO Mas como é mesmo que o Fed cria dinheiro do nada? Comecemos com os bonds, ou letras do tesouro. São promessas de pagamento (ou IOUs, no acrônimo em inglês, originado de Iowe you, "eu devo a você"). As pessoas compram esses títulos para garantir uma taxa de juros segura no resgate futuro. Ao final do prazo do papel, o governo repaga o valor principal mais juros e o título é destruído. Atualmente existem cerca de US$ 5 trilhões desses papéis em poder do público. Agora, eis os Anos depois, um dos participantes dessa sequatro passos adotados pelo banco central cretíssima reunião, Frank Vanderlip, presidenamericano para criar dinheiro do nada: te do National City Bank of New York e representante e protegéda família Rockefeller, con- - O Federal Open Market Committee (Comitê firmou a realização do evento. Citado numa Federal do Mercado Aberto) aprova a compra reportagem do jornal Saturday Evening de letras do Tesouro Americano no mercado Post de 09.02.1935 ele disse: "Eu me portei aberto. Esses títulos são comprados pelo bansecretamente e furtivamente como qualquer co central americano, o Federal Reserve conspirador. Nós sabíamos que se vazasse Bank. OFed paga pelos títulos com créditos qualquer informação de que estávamos im- eletrônicos emitidos em favor do banco venpondo ao congresso americano uma nova le- dedor. Esses créditos não têm origem, não gislação bancária, não teríamos a menor possuem qualquer lastro. O Fed simplesmenchance de sua aprovação." te os cria e os bancos utilizam esses depósitos como reservas. Como segundo a prática A idéia principal da reunião em Jekyll Is- do fractional reserve banking ou FRB, os banland era desdobrar a intenção principal de re- cos podem emprestar dez vezes mais do que introduzir um banco central privado para con- o valor efetivo de suas reservas e sempre a trolar o dinheiro dos Estados Unidos. Não pa- juros, rapidamente eles conseguem produzir ra o povo americano, mas para dinheiro do nada quando os tomadores comeos moneychangers da Europa e de Nova Ior- çam a pagar os seus empréstimos. Que por que. A atração do fractional reserve len- sua vez surgiram do nada. ding (empréstimo sem lastro) era simplesmen- O sistema FRB permite aos bancos não ter te irresistível para os gananciosos argentálastro em caixa equivalente aos depósitos dos rios. Essa conspiração dos banqueiros privaclientes, vale dizer, se todos os correntistas dos americanos para seqüestrar a economia resolvessem sacar o seu dinheiro o banco americana se tornava cada vez mais impornão teria como pagá-los, como aconteceu tante diante da competição dos pequenos no crash da bolsa de Wall Street em 1929, do bancos estatais do país. Como o próprio sequal os moneychangers foram os únicos benador Aldrich diria anos depois: "Antes da proneficiários e retomaram todas as propriedades mulgação do Federal Reserve Act (em 1913) e os bens do povo americano para revendêos banqueiros novaiorquinos dominavam apelos nos anos seguintes com grande lucro. nas as reservas monetárias de Nova Iorque. Agora controlamos as reservas do país intei- Desta forma, se o Fed adquirir, digamos, US$ ro." John Rockefeller disse a respeito: "A com- 1 milhão em títulos, este valor se transformará petição é um pecado, temos que demovê-lo." automaticamente em US$ 10 milhões, do naO crescimento da economia americana pros- da, sem qualquer lastro ou cobertura. perou e as grandes corporações do país co- O Fed simplesmente aciona sua gráfica e www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// www.culturaonlinebr.org

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