Revista ttc 37

 

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Revista do Tijuca tênis Clube

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Editorial O Tijuca e a Medalha Tiradentes Ainda com os ecos do Centenário do Tijuca Tênis Clube ecoando em nossos ouvidos e corações, quero relembrar o momento em que, emocionado, fui à tribuna agradecer o recebimento da Medalha Tiradentes em nome da agremiação. Solicitada por Carlos Osório, Secretário Estadual de Transportes e grande amigo do Tijuca e concedida pelo eminente deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Medalha Tiradentes é uma honraria para quem tem uma história de grandes feitos e realizações e o Tijuca Tênis Clube encontra-se neste patamar. Fundada na primeira metade do século XX, a agremiação vislumbrada por jovens tenistas sonhadores entrou pelo século XXI com força e modernidade, apta a receber os louros do seleto grupo de grandes clubes do Brasil. Reduto das tradicionais famílias tijucanas, vanguarda nos esportes e na formação da infância e da juventude, instituição líder na cidade do Rio de Janeiro, por manter as portas abertas para todos os segmentos sociais, culturais, legislativos e empresariais, o Tijuca Tênis Clube já deu a partida para mais um século de glórias, participando com garra para enfrentar os grandes desafios, por um mundo melhor. Paulo Maciel - Presidente Nota da Redação A Medalha Tiradentes é uma honraria concedida pelo Governo, destinada a premiar pessoas ou instituições, no caso do Tijuca Tênis Clube, que prestaram relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro. A medalha foi instituída pela Resolução Nº 359 de 1989, em 8 de agosto de 1989, sendo a mais alta condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. As características da medalha são: o anverso é identificado com a efígie do Protomártir da Independência, Joaquim José da Silva Xavier e a legenda da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e, no reverso, a inscrição Libertas Quae Sera Tamen, circundada pelo contorno geográfico do Brasil. Ao receber a medalha, o honrado também recebe um diploma para a certificação do evento. Personalidades agraciadas com a Medalha Tiradentes: Fernando Barbosa Lima Resolução 557/2008; Paulo Freire (post mortem) - Resolução 110/2007; Márcio Fortes de Almeida - Resolução 41/2007;Bento XVI - Resolução 946/2005;Cristovam Buarque - Resolução 153/2003; Celso Amorim - Resolução 899/2005;Geraldo Alckmin - Resolução 46/2003; Olavo Egydio Monteiro de Carvalho - Resolução 329/2000 e Dom Waldyr Calheiros Novaes - Resolução 206/1999, entre outras personalidades. Tijuca Tênis Clube 3

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Índice Capa Conselho Diretor Presidente Paulo Germano Maciel Vice-Presidente Geral Hildo Magno da Silva Vice-Presidente de Administração Aluízio A. G. de Souza Vice-Presidente de Esportes Aquáticos Alcir da Silva Sampaio Vice-Presidente do Edifício Leonardo Pereira Carlos Alípio de Almeida Vice-Presidente de Finanças Cleber Porto Belfort Vice-Presidente de Marketing e Divulgação Edvaldo Ramos e Souxa Vice Presidente Sociocultural Hildo Magno da Silva Vice-Presidente de Patrimônio Gilberto Carneiro da Silveira Vice-Presidente de Esportes Terrestres Jorge Amaro da S. Pinto Vice-Presidente de Interesses Internos Carlos Coelho da Silva Vice-Presidente de Secretaria e Comunicações José Paulo dos Santos Vice-Presidente de Jogos Recreativos Marco Antonio Pimentel Freitas Vice-Presidente de Tênis Paulo César Moreira Cinelli Jornalista Responsável / Editora Alda Rosa Travassos - Reg. 12846-MT/RJ Fotografia Caroline Couto e José Roberto Couto (Zeca) Estagiários: Lucas P. Diogo e Victor de C. Sousa Redação: Deptº de Marketing e Divulgação 4º andar do Edifício - sede do TTC Rua Conde de Bonfim, 451 - Tijuca Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20520-051 Tel 21 3294-9300 Tiragem:11 mil Distribuição: gratuita, em mala direta aos associados e em bancas de jornais. Os Seis Mosqueteiros – unidos pela grandeza do Tijuca Editorial 03 05 08 12 15 18 20 23 26 28 29 O presidente Paulo Maciel fala sobre a Medalha Tiradentes Sociocultural Chá da Primavera, Festival de Teatro Infantil e outras atrações Tênis Turmas da Raquete popularizaram o esporte Matéria de capa Os Seis Mosqueteiros – Grandes Beneméritos do Centenário Jogos Recreativos Dente de Leite perde um ícone e preserva sua história. Veja também Escolinha do Peninha Expediente Interesses Internos Ângela Romanelli mostra o Tijuca pela arte Evento Festa Julina une a família tijucana Esportes Terrestres Vôlei e Basquete: grandes conquistas Esportes Aquáticos Geração saudável é orgulho da Escolinha Fale conosco Site: www.tijucatenis.com.br E-mail: marketing@tijucatenis.com.br Tel: 21 3294-9300 Bem-Estar RPG, Acupuntura e Yoga Publicidade e Impressão LL Divulgação Editora Cultural Ltda Tel: 21 2714-8896 E-mail: lldivulga@gmail.com @clubetijuca facebook.com/tijucatenis Projeto Gráfico: Luiz Fernando Motta Depoimentos • Engenheiro Luiz Carrão fala sobre a sede do TTC • Nadador master Aram Boghossian volta ao Tijuca • “Seu” Júlio e o tempo de Hugo Ramos Filho • Clube dos 40 visto por “Madureira” 4 Tijuca Tênis Clube

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Agenda Sociocultural Programação Social Hildo Magno da Silva Vice-presidente Geral e Sociocultural Setembro - 2015 Tarde Dançante Terças-feiras - 16h - 3º andar - salão nobre 01 - Orquestra Tupy 15- Banda Alto Astral 29- Commander Seresta Quartas-feiras - 19h - 2º andar Dias 02, 16, e 30 - Conjunto R.P . Show Happy Night Sextas-feiras - 21h - 2º andar 04- Trinidance 11- Richard Philip 18- Nós e Vozes Almoço Musical Terceiro domingo do mês - 13h - 2º andar Dia 20 - Regional de Pedrinho 7 Cordas Diretora Glória Campos convida para Show de Jerry Adriani, coquetel, chá completo, desfile da Celeste Modas, sorteio de brindes. Reserva de ingressos no Depto. Social – Tel. 3294-9329. Coordenação Glória Campos – diretora do SASE – Serviço de Assistência Social aos Empregados. Renda revertida para o Natal dos Funcionários. Velha Guarda de cinco escolas de samba: homenagem ao Tijuca, pelos 100 anos E o samba ecoou no quintal do Tijuca Centenário... Por Edvaldo Ramos (Vavá) Vice-presidente de Marketing e criador da Roda de Samba do Tijuca O “quintal” do Tijuca de todas as cores Regina Coeli, presidente do Conselho Deliberativo e Vavá, vice-presidente de Marketing, receberam a homenagem ao Tijuca, feita pela Mangueira Grupo Samba de Enredo é fixo na Roda. Na foto, participação especial de Nelson Rufino Tivemos como vizinho Noel Rosa. Quase na mesma rua, morou Martinho da Vila. Um pouquinho mais para a direita tem a Mangueira de Nelson Sargento. Um pouquinho à esquerda tem o Salgueiro de Almir Guineto. Então? No centenário do Tijuca Tênis Clube, nada mais justo que o samba, marca registrada da nossa Cidade Maravilhosa, viesse até o fundo do nosso quintal, para cantar que o nosso cenário é uma beleza. E foi assim, com a participação do Salgueiro, da Mangueira, da Vila Isabel, da Portela e do Império Serrano, que comemoramos nossa data magna ao som dos mais belos sambas de enredo, nosso primeiro centenário. Serviço: Todo terceiro sábado do mês – das 16h às 20h – Bar do Atleta; Ingresso: sócio – entrada franca; não sócio- R$ 10,00. Em setembro: dia 19. Confira como o samba rolou! O azul e branco da Vila Isabel, na tarde tijucana Tijuca Tênis Clube 5

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Agenda Sociocultural Chegada da Velha Guarda da Portela O Salgueiro posou para ficar na história dos 100 anos do Tijuca Pavilhão da Portela nas mãos desta figura mítica O baluarte da Portela veio dialogar com a nossa tradição Olha o Império Serrano aí, gente! Vavá apresentou as escolas, cumprimentou e agradeceu o carinho dessas famosas associações, ao lado do vice-presidente Geral Hildo Magno e de Cícero Tupiara, presidente da Banda do Tijuca 18º Festival de Teatro Infantil do Tijuca Tênis Clube setembro de 2015 Dia 05/09 Sábado A Festa no Céu Grupo Cultural Cochicho na Coxia Dia 06/09 Domingo Simba, O Leão Rei Grupo de Teatro Estado Tipo Assim Dia 12/09 – Sábado - Cinderela (Cativante Produções Artísticas) 6 Tijuca Tênis Clube

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Agenda Sociocultural Dia 19/09 - Sábado - A Pequena Sereia (Martins Franco Produções) Dia 20/09 - Domingo - O Novo Aladdin (New Art) Dia 13/09 – Domingo - João e Maria (Grupo Teatral de 4 no ato) Os espetáculos acontecerão sempre aos sábados e domingos, às 17:00h. Valor do ingresso: Inteira - R$ 40,00; Filipeta, Estudante e Idoso - R$ 20,00 Sócios: R$ 15,00. O teatro Henriqueta Brieba fica no hall do Tijuca Tênis Clube, ao lado da Gerência. Dia 26/09 - Sábado - Hamelin (Resistance Produções Artísticas) Dia 27/09 – Domingo O Pequeno Príncipe (Cia Mise en Scène) Tijuca Tênis Clube 7

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Tênis Paulo Cinelli Vice-presidente de Tênis As turmas da raquete Por Victor de Castro O bom humor e a amizade são marcas do tênis do TTC. Nesse sentido, as turmas da raquete, grupos que organizam seus torneios no clube, marcam a tradição do esporte e ajudam a mantê-lo e torná-lo cada vez mais popular. Presidente Jorge dos Santos Costa: uma iniciação inusitada - Minha adesão a este esporte foi marcada pela descontração, característica do grupo: nunca tive uma aula de tênis. Eu jogava ping-pong e, um belo dia, estava olhando para o ginásio e vi o pessoal batendo tênis. Aí eu pensei: como eu jogo ping-pong, eu vou comprar uma raquete, uma bola e vou bater bola no paredão. Passei a observar como o pessoal jogava, a empunhadura, aquilo tudo. Peguei a raquete e fui bater bola e, em pouco tempo, comecei a acertar. Todo final de semana eu vinha bater bola. Depois de uns dois meses treinando, o Paulinho, um médico que tínhamos aqui, me chamou para jogar. Aí eu comecei a fazer dupla com ele, nós ganhamos de 6 a 1. Ele me chamou para uma segunda partida e ganhamos de 6 a 0. A partir daí, aos sábados eu era o primeiro a chegar. Jorge ressalta, também, a filosofia do grupo: - Não é só por estar na presidência do Secos e Molhados que eu digo que não é um grupo elitizado, é um grupo de amigos. A filosofia da turma é a amizade, não tem disso de ganhar, é uma consequência; o principal é participar, brincar. O tênis coletivo e a amizade são as metas. É isso que nós prezamos, desde a fundação. Secos & Molhados - primeira formação Secos e Molhados Quadra Set A atual formação do grupo Criado há 39 anos, o grupo Secos e Molhados é um dos mais tradicionais da agremiação. Nasceu da iniciativa de um pequeno grupo de tenistas, de menor qualidade técnica, que buscava espaço no clube e o encontrou no estádio. Liderados pelo médico Jalmires Granja, os atletas resolveram organizar um torneio, porém mais informal, fora dos padrões convencionais. Os campeões desse torneio receberam como prêmio uma lata de azeite, e os demais prêmios foram latas de sardinha e palmito. A partir de então o evento passou a se repetir e o grupo, de forma natural, começou a se organizar. E na gozação, como os prêmios eram comprados num armazém das redondezas, o nome que pegou foi Secos e Molhados. 8 Tijuca Tênis Clube Em 1980, o então vice-presidente de tênis, o também médico Dr. Elísio Pereira de Almeida, incluiu a competição no calendário oficial do clube, ajustando seu regulamento, para que as portas fossem abertas a todos os tenistas. Atualmente, as competições são realizadas no terceiro domingo de cada mês, de março a novembro.Os pontos são somados no final do ano e os vencedores ganham seus prêmios em uma festa de confraternização, com direito a coquetel e baile. Um adendo: na atual gestão do presidente Jorge dos Santos Costa, os prêmios são peças de cristal. Chique, não? Hoje o grupo conta com, no máximo, 37 integrantes e para entrar deve-se ficar na fila e aguardar a tão disputada vaga. Quadra Set, fundadores: Albano Bonny e Luiz Henrique; da esq. para a dir.: Sérgio, André, Paulo, Victor Romulo, Octávio, Tuninho, Gustavo, Luiz, Jorge, Reco, Albano, Reinaldo, Gabriel, Marcelo, Blacke, Rosendo, Zé Felipe e Lincoln Outro grupo tradicional é o Quadra Set. Embora seja mais novo, já tem história e importância no TTC. Seu presidente, Luiz Fernando, fala sobre a história e a filosofia do grupo:

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Tênis - Nos dias 12 e 13 de abril de 2003, os Professores Adriano e Alexandre Marques promoveram um torneio entre seus alunos, no qual estavam Albano Bonny, André Luiz, César Adriano e Luiz Henrique. Durante o torneio, Bonny, André, César e Luiz constataram a dificuldade de jogarem à noite, todos trabalhavam de dia e a marcação de quadra começa às 16 horas. Então Albano se ofereceu para vir ao clube cedo, para ser um dos primeiros da fila e assim conseguir marcar uma quadra. No dia 15, terça-feira, chegou às 13:30 e foi o segundo da fila. Neste primeiro dia, pagou por três horas de quadra do seu bolso e à noite foi reembolsado. Na semana seguinte, chegamos ao consenso de que os nossos joguinhos estavam ótimos e que poderíamos, sim, ficar jogando toda 3ª e 5ª. Aí nascia o nosso grupo. César disse que faltava um nome e, como o Albano era sempre o primeiro a chegar e escolhia a quadra 7, por receber luz da 6, da 7 e da 8, veio então o nome “Quadra Set”, mas sem o “e” no final, porque era um grupo de tênis e sempre jogávamos um Set. Desta maneira, o GRUPO QUADRA SET estava formado. De lá para cá já passaram por nossas quadras 74 tenistas, desde os mais simples até o professor Adriano (o mais bem ranqueado do grupo). Até hoje foram realizados 37 torneios, com seus respectivos almoços de confraternização, e já tivemos fórmulas das mais mirabolantes possíveis, onde o ganhador na verdade foi o 3º colocado. E, em toda esta nossa história fabulosa de jogos e mais jogos, sempre se fez a mesma coisa: pagar quadras, comprar bolas, pagar almoços e, com o que sobra, alugar mais uma quadrinha, se tiver muita gente no dia. Hoje, a situação do grupo é atuar com 20 integrantes, agora jogamos apenas nas quintas-feiras, tendo durante o ano a realização de três torneios com o almoço de confraternização após o seu término - divididos nos meses de abril :TORNEIO DE ANIVERSÁRIO; agosto:-TORNEIO DE INVERNO e dezembro: TORNEIO DE FINAL DE ANO, sem falar das reuniões fora do clube, onde promovemos uma confraternização junto com as esposas e famílias. Nossa história é grande e, pelo que percebo com os integrantes, uma história feliz: não tem “palavrão gritado”, não tem “raquete chutada”, não tem “bola bicada”, que bambeie os alicerces deste grupo, pois acima de tudo existe uma coisinha de quatro letras (AMOR), que transparece a todos através da ALEGRIA, AMIZADE, PRAZER e CONFIANÇA. Este é o nosso grupo e nos orgulhamos dele, pois pretendemos, cada vez mais, misturá-lo com à história do Tijuca, a fim de que possa se perpetuar, durante muitas gerações. Cevadeiros Na história do TTC, os Cevadeiros também deixam sua marca. Criado em 2011, o grupo surgiu da ideia de oito amigos que jogavam juntos e confraternizavam depois. Os Cevadeiros escolhem anualmente sua diretoria, composta por presidente, diretor esportivo, diretor social e diretor financeiro. Estes tenistas eleitos Tijuca Tênis Clube 9

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Tênis fazem todo o trabalho de coordenação e prestam contas mensalmente do andamento do grupo. Hoje, 20 tenistas fazem parte dos Cevadeiros. Eles jogam todas às terças-feiras à noite e disputam cinco torneios durante o ano. Nos últimos torneios do ano, homenageam profissionais do Tijuca que fazem a diferença no tênis. Já foram agraciados os professores Manoel, Adriano Marques e Gilberto. O grupo faz, anualmente, pelo menos uma viagem com os membros e suas famílias. São momentos de total confraternização com a família Cevadeira, além da festa de encerramento das atividades do ano, sempre em dezembro, com a presença de todos os Cevadeiros, familiares e convidados. O atual presidente do grupo, Boris Cárdenas, destaca a importância do tênis recreativo para o esporte: — Muito importante, pois é do fomento do tênis recreativo que surgirá, nas próximas gerações, a vontade de jogar desde cedo. E é desde cedo que se começa, que os jogadores passam a ter chances concretas de chegar às categorias profissionais. É importante para o clube, para o tênis amador, para a família e para nós. É salutar a prática esportiva, ainda mais o tênis! Vida longa ao tênis recreativo! periência, passou a orientar a turma, que foi se aprimorando e, consequentemente, passando para as quadras de baixo. Uma característica do grupo é que ele sempre foi mais aberto, aceitando a participação de muitas pessoas e, por isso, foi crescendo e se organizando, fez o regulamento interno e até migrou para o meio da semana. O nome surgiu de uma brincadeira de Cláudio, funcionário das quadras do TTC, quando disse de gozação que o nível do grupo era tão baixo quanto água de poço. Funcionou. Atualmente o grupo se reúne às quartas-feiras, além de disputar os torneios no final de semana. Realiza seu próprio torneio a cada três meses e os troféus são entregues na festa de final de ano, com a participação de toda a família.Para ser um dos 30 membros do grupo existem prérequisitos que vão além das quadras, entre eles o bom convívio. Segundo Ronaldo Machado, atual presidente, a principal característica do grupo é a união, o que também mantém a popularização do esporte: — A criação destes grupos reúne famílias, aí os filhos vêm, se interessam por jogar também, e o importante é isso, essa união. Os filhos, percebendo que o grupo é uma união de amigos, gostam e acabam praticando. Geraldo Storino, conselheiro e um dos fundadores do grupo, revela a emoção deste momento do centenário do TTC: - Fazer parte do centenário do clube é extremamente interessante, é muito importante pra gente. A maioria é sócio do clube desde criança, criou os filhos aqui, e o Tijuca faz parte de nossas vidas. O grupo começou aqui, é gratificante estar vivendo isto, conhecer a história da agremiação. Água de Poço Teimosos Segundo mais velho entre os grupos, o Água de Poço nasceu em 1997 quando, em uma festa junina, cinco amigos tijucanos decidiram se juntar para praticar um esporte e manter a resenha. Influenciados por suas filhas decidiram pelo tênis, mas escolheram o horário de nove da manhã em uma das quadras mais afastadas, para não exibir sua pouca experiência. A história do grupo mudou com a entrada do já falecido Jorge Passos que, com sua ex10 Tijuca Tênis Clube Da teimosia de alguns atletas em insistir no esporte nasceu o grupo. Incentivados pelo professor Rogélio, um pequeno

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Tênis grupo de tenistas que, por sua pouca experiência, se sentia excluído em outros grupos, começou a se reunir no estádio nos finais de semana. O atual presidente, Henrique Gonçalves, conta como foi esse começo: - Este pequeno grupo identificou similaridades na história de seus componentes, sendo mais forte a sensação de "exclusão" pela comunidade tenística do clube. Passamos a buscar uma identidade própria, concluindo que só conseguiríamos jogar graças à nossa teimosia em buscar um espaço para este lazer. Como sou consultor em Marketing, resolvi oferecer-lhes a possibilidade de desenvolvermos uma identidade visual que nos agrupasse. Daí veio o nome Teimosos e sua logomarca. Definimos também que seríamos um grupo agregador e participativo, de iniciação e incentivo a este esporte. Não tardou surgirem o site ( www.teimososttc. com.br), um estatuto que nos formata, os primeiros torneios, horário fixo em quadra durante a semana, interessados que formam fila para estar conosco e até pessoas que não são sócias mas demonstram interesse em se associarem ao clube, para estar em nosso convívio. Atualmente o grupo conta com 33 participantes, com janela para novos membros se abrindo em julho e realiza três torneios oficiais de duplas (31/05 - INVERNO, 23/08 - PRIMAVERA e 25/10 - VERÃO), em que são premiados não só os primeiros colocados, mas todos os participantes e, ao final, acontecem belos almoços de confraternização, na companhia das famílias. No último torneio do ano (25/10) o grupo fará uma festa comemorando o primeiro aniversário, em consonância com o centenário do TTC. Os Teimosos vêm se destacando nos torneios do clube e inclusive participou do ATP 500 Rio Open. Além disso, ajudam o Projeto Social Tênis Solidário, que propõe a inclusão social por meio do tênis no bairro de Pilares, sob um viaduto, onde adaptaram uma quadra poliesportiva para as necessidades do nosso esporte. Serviço: Mais informações sobre como jogar tênis no Tijuca: tel. 3294-9300 R. 9428/9429/ 9313. Tijuca Tênis Clube 11

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Memória 100 anos Vice-presidentes Por Victor de Castro Sousa se tornam Grandes Beneméritos na festa do centenário do Tijuca Tênis Clube — Não vou dizer que aqui é minha primeira casa, deveria dizer. Mas aqui é, sem dúvida, minha segunda casa. Quando eu trabalhava já estava sempre aqui, no Dente de Leite, porque os jogos eram nos finais de semana. Agora que estou aposentado então, minha mulher até brinca, falando: 'leva sua cama lá pro Tijuca'. Mas eu gosto é de uma ocupação — revela o vice-presidente. A competência e dedicação de Alcir aos seus cargos,há mais de 20 anos, o levaram a receber a Grande Benemerência em 2015 e o homenageado não esconde a emoção pelo momento vivido: — É muito gratificante, ainda mais por de ser o centenário do clube, ser agraciado com a comenda de Grande Benemérito. Apesar de não sermos remunerados, estamos aqui porque o presidente quer, nosso cargo é cargo de confiança. Aqui eu fiz e continuo fazendo grandes amigos. Presidente e Grande Benemérito Paulo Maciel e vice-presidente Geral e Grande Benemérito Hildo Magno (C) com os Grandes Beneméritos do Centenário Aluízio A. G. de Souza Personalidades que se dedicam a manter a história e a tradição do Tijuca Tênis Clube são reconhecidos através de títulos honoríficos, em agradecimento aos serviços prestados. Além de títulos excepcionais, as premiações são Honorário, Emérito, Grande Emérito, Laureado, Benemérito e Grande Benemérito. Os títulos são votados e conferidos pelos conselhos Diretor e Deliberativo e para conquistar cada título, o sócio deve ter sido premiado com a honra hierarquicamente inferior a no mínimo três anos, além de continuar prestando seus serviços. O título de Grande Benemérito é o mais alto a ser conquistado. Na Sessão Solene do centenário, em 11 de junho, seis atuais vice-presidentes do TTC foram homenageados com a premiação máxima. Confira o perfil de cada um deles: Alcir da Silva Sampaio Alcir é, atualmente, o vice-presidente de esportes aquáticos. Sócio do clube desde 1978, Alcir começou a se envolver mais 12 Tijuca Tênis Clube com o clube através de seus filhos, atletas do Dente de Leite. Entrou para a comissão da modalidade e virou diretor em 1989. A partir de então, não largou mais o clube. Em 1992 se tornou diretor de tesouraria e em seguida assumiu as vice-presidências de Patrimônio, Jogos Recreativos, Administração e, agora, Esportes Aquáticos. Ocupar tantos cargos de responsabilidade exigem muito tempo e dedicação e por isso Alcir, economista aposentado, revela que faz do TTC um segundo lar: Químico aposentado e Segundo Tenente da Reserva de Infantaria, Aluízio é sócio do Tijuca desde 1965, portanto está há meio século no clube. Ele comenta o fato de ser homenageado nesta data tão especial: — É uma coincidência muito grande porque, além do mais, eu completei 50 anos de clube em fevereiro e isso foi muito relevante e eu estou extremamente feliz.Ser homenageado com um título desses na data do centenário é máximo dentro do clube. Ao longo desses 50 anos Aluízio viu muita gente passar pelo TTC e também viu muitas transformações. Ele conta o que mais mudou, na sua opinião:

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Memória 100 anos — Mudou muito a participação do sócio. Antigamente, pela própria natureza da cidade, você tinha mais tranquilidade, vivia-se muito mais dentro do clube. Ainda se encontram aqui associados muito antigos mas hoje, mesmo com tudo o que o clube oferece, há uma rotatividade, as pessoas são muito cíclicas, a garotada hoje não vai ficar dentro do clube, a menos que seja atleta. Aluízio entrou para a diretoria do clube em 1992, a convite do então vice-presidente de Patrimônio João França.Passou também pela diretoria de Interesses Internos e Secretaria de Comunicações. Como vice-presidente assumiu os Departamentos de Interesses Internos, Esportes Aquáticos e Administração, onde está atualmente. O Grande Benemérito revela sua filosofia de trabalho: — Eu olho sempre o seguinte lado: eu sou sócio do clube. Então, tudo que nós fazemos dentro do clube em nossos setores, é de interesse dos sócios, de nós mesmos, porque amanhã nós largamos o cargo e queremos usufruir daquilo que deixamos. Essa é a minha idéia, procurar manter o que existe de bom dentro do clube. ticista, massagista, acupuntura, sinuca, xadrez, sauna e judô. O homenageado lembra um dos principais momentos do edifício: — O Leonardo Pereira, desde que eu estou lá, é palco de grandes eventos. Quando houve a Copa Davis, montamos um camarote vip e aconteceu uma coisa interessante: eu tinha chegado de viagem e quando fui entrar, o segurança disse que eu não podia. Quando eu disse que era o vice-presidente do setor, ele me pediu desculpas e eu entrei. Daqui a pouco veio um cara e eu pensei: parece o Pelé! E era o próprio, que estava vindo para a Copa Davis. Então eu fiquei conversando com ele e nem tive a ideia de tirar um retrato. Sobre a condecoração Alípio revela com bom humor que o trabalho é muito cobrado, mas também não esconde a alegria: — Não é pelo fato de sermos vice-presidentes que não somos cobrados e vigiados. Somos vigiados pelo associado, pela diretoria e também em casa, quando chegamos tarde por ficar muito tempo no clube (risos). É evidente que a gente fica emocionado, gratificado. Nos sentimos honrados com uma referência , porque poucos chegam a isso. Por outro lado, a gente vê que está ficando velho, nunca vi nenhum novo ganhar titulo de Benemérito. Mas é muito importante porque, apesar de não devermos ser vaidosos, sempre somos vaidosos. Há aqueles em que a gente sente a satisfação e aqueles em que a gente nota que não reconhecem, mas na verdade, a gente só faz o nosso dever. Estamos aqui pra isso. pais para assumir o cargo. Após a eleição de Paulo Maciel, em 1992, ele foi convidado para integrar a Chapa Branca no Conselho do clube e apresentou um projeto que desmembrava a então vice-presidência de Esportes em Esportes Aquáticos e Esportes Terrestres. Com o projeto em prática ele se tornou vice-presidente de Esportes Aquáticos, ficando no cargo até 1997, quando assumiu o Departamento Financeiro. Atual vice-presidente financeiro do TTC, Cleber acredita que a união entre os departamentos é o que garante o bom funcionamento do clube: — Eu digo que não existem pessoas boas, existem grupos bons, e aqui no Tijuca nós estamos com um grupo muito bom. Isso é muito importante porque eu dependo muito da compreensão dos outros departamentos, porque às vezes é muito difícil ouvir um não, quando você tem uma ideia planejada, mas como eu trabalho com números e com a realidade financeira, às vezes sou obrigado a dizer não para algumas coisas, mas eu sei que para isso eu tenho o respaldo e apoio do presidente. Ele revela também como se sentiu ao ser homenageado com o Título Honorífico: — É uma emoção muito grande, não só pelo centenário, mas pela importância dessa premiação. É um sonho para quem trabalhou mais de 20 anos para o clube, é um reconhecimento, você se sente realizado e com a sensação de dever cumprido. Eu sempre tive a ideia de que o vice- presidente é um prestador de serviço, um canal de comunicação entre o clube e o sócio e é nisso que eu acredito, é assim que eu procuro exercer os meus cargos. Carlos Alípio de Almeida Cleber Porto Belfort Alípio entrou para o clube na década de 1960 através do teatro. Na época, o clube tinha a categoria sócio-artista e ele se dedicou às peças infantis, chegando inclusive a se profissionalizar, mas decidiu se dedicar a carreira de economista. Em 1992 foi convidado por Paulo Maciel para assumir o Departamento Pessoal e, mais tarde, o Edifício Leonardo Pereira. O Leonardo Pereira funciona como mais uma área de lazer dentro do clube, oferecendo os serviços de salão de beleza, este- Paulo César Cinelli A vinda de Cléber para o TTC deve-se à sua filha que, com seis anos nadava pelo clube. Na época, a modalidade precisava de um diretor e Cleber foi escolhido pelos outros Paulo Cinelli entrou no Tijuca em 1959, Tijuca Tênis Clube 13

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Memória 100 anos seguindo os passos do pai, também tenista. Foi campeão carioca estreante até 15 anos, em 1965, dentre outros títulos. Em 1992 foi assessor da presidência e em 1995 assumiu a vice-presidência de tênis. Cinelli não esconde a emoção de liderar esporte tão importante no ano do centenário: — É um orgulho muito grande você ter praticamente nascido aqui no clube, com uma trajetória de tantos anos no Conselho Diretor e agora no centenário é uma satisfação muito grande, você se sente um vencedor— ressalta. Para Cinelli um dos momentos mais importantes de sua história no clube foi a Copa Davis, ele relembra o momento: — A Copa Davis foi importante, com a presença do então Ministro dos Esportes, Pelé.Trouxemos, o evento através do presidente da Federação de Tênis Hélcio Ferreira, sócio emérito do Tijuca e ex-vice-presidente de tênis. Foi ele que intermediou a vinda da Copa Davis pra cá. Fomos o único clube que fez a Davis no Brasil. Por que nós temos o estádio de tênis. Sobre o título de Grande Benemérito, ele revela ter sido uma surpresa: — Foi muito legal receber essa homenagem, porque fui criado aqui desde os oito anos de idade. Meus três filhos foram criados aqui, na Escolinha do Tijuca. Minha mulher foi diretora do tênis. Eu jogava tênis e eles me viam ali na escolinha e viraram homens aqui, saíam daqui lá pela meia noite. Foi uma coisa muito legal que eu nem esperava, nunca pensei. Gilberto Carneiro da Silveira - "Madureira" Gilberto Carneiro da Silveira, mais conhecido como Madureira, tornou-se sócio do TTC em 1980, quando procurava um lugar para seus filhos nadarem. Em 1984 seu filho, Juninho, entrou para a escolinha de futebol do Peninha, foi levado para o Dente de Leite e ele foi convidado para ser patrono. Naquele momento, Madureira pensou que iria patrocinar o time. Mais tarde, na época do sorteio, descobriu que, na verdade, seria o treinador. Foi nessa época do Dente de Leite que surgiu o apelido, Madureira relembra a história: — Nós fomos paro o sorteio dos times, aí anunciaram nos alto-falantes: vamos sortear, na categoria cinco a sete, os times de Gilberto Carneiro da Silveira e Mozart de Abreu. Fomos lá nas cumbucas sortear os nomes dos times, e eu sou tricolor e tirei Fluminense. Então olhei para o meu filho, vi que ele ficou decepcionado e não entendi. Depois o Mozart foi lá e tirou o Madureira. Aí falaram no alto-falante: time do Sr. Gilberto Carneiro da Silveira, Madureira e time do Sr. Mozart de Abreu, Fluminense. Eu não sabia que, para manter a lisura, um tirava o time do outro. Então meu time foi o Madureira, nós fomos vice-campeões e como quase ninguém me conhecia den- tro do clube, fiquei conhecido como “Madureira” e estou até hoje, já estou até querendo oficializar esse nome. Mais tarde, Madureira se tornou diretor do Dente de Leite. Analista de Sistemas, ele começou a auxiliar o CPD do clube e, em 1988, se tornou membro do Conselho Deliberativo. Foi um dos fundadores da Chapa Branca e membro do Conselho Diretor. Em 1995, foi responsável por transformar a Diretoria de Esportes Recreativos em vice-presidência, tornando-se o primeiro vice-presidente do setor. Atualmente Gilberto é vice-presidente de Patrimônio e acredita que o título de Grande Benemérito é um reconhecimento pelos serviços prestados: — Para assumir qualquer coisa no Tijuca você tem que estar muito preparado, porque o Tijuca é maior que muitos municípios do Brasil e tem um movimento muito grande de pessoas. Eu fui muito feliz por ganhar essa comenda no ano do centenário porque isso é uma coisa que só vai se repetir daqui a 100 anos e isso dá uma noção da importância. O presidente soube reconhecer toda a nossa participação na história do clube. www.tijucatenis.com.br Saiba mais: 14 Tijuca Tênis Clube

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Jogos Recreativos Dente de Leite Marcos Freitas Vice-presidente de Jogos Recreativos Centenário do clube continua sendo festejado O Jantar da Recordação foi um sucesso e a última confraternização com Sérgio Leitão, o querido patrono que nunca será esquecido A partir de uma ideia da secretária Renata, encampada pelo vice-presidente Marcos Freitas, foi feita uma “caçada” aos participantes deste segmento esportivo no período de 1º de julho de 2000 a 2009, para um jantar em que a boa lembrança e a amizade foram o prato principal.Vejam como a alegria e a emoção correram soltas. Grande Benemérito e vice-presidente Gilberto Carneiro (Madureira), com Roberto Labruna, Renata e Marcelo Parreira Diretores e coordenadores que se dedicaram muito ao segmento SAUDADES - O querido Sérgio Leitão (sentado, à direita), junto aos amigos queridos, na sua última fotografia em evento social do Dente de Leite, segmento ao qual se dedicou, deixando uma folha impecável de amor, serviços e formação da juventude Vice-presidentes e diretores do período lembrados no jantar Marcos Freitas com Marcelo, diretor de futebol adulto e Sérgio Ricardo, diretor geral, orgulhosos das placas recebidas como patronos, em diferentes anos Os ex-patronos Alcir e Paulo Emílio também trouxeram o símbolo do precioso título Andréa, grande colaboradora do DL, ao lado do marido, Carlos Torres,diretor de campo; André Carvalho, coordenador do Dentinho e o vice-presidente Marcos Freitas Tijuca Tênis Clube 15

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