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Informa online Informativo n° 60 | Agosto - 2015 Notícias Gerais Fundos Previdenciários e Governança. Educação Financeira e Previdenciária Você sabia? JUSPREV tem nova consultora previdenciária. Dicas de quem não planejou sua aposentadoria. Relatório de Investimentos JUSPREV fecha mês de julho com bons resultados em sua rentabilidade. Confira o resumo do Relatório de Investimentos. Sou Instituidora APEP - Associação dos Procuradores do Estado do Paraná. A melhor escolha para planejar seu futuro

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Notícias Gerais Fundos Previdenciários e Governança. Por Dr. Jair Eduardo Santana - Diretor Administrativo Financeiro da JUSPREV Fundos previdenciários – não importa a qual categoria pertençam – deveriam ter sua existência fortemente atrelada a uma governança efetiva. E governança não é simples sinônimo de gestão ou tampouco de planejamento. Muito menos substitui a palavra administração e nada tem a ver com uma boa organização. Governança – pública ou privada – é algo que se assenta nos modos sistêmico e complexo de ser e, por isso mesmo, revelase de difícil mas não de impossível apreensão (para aprofundamento o leitor pode consultar texto¹ de nossa autoria a propósito do tema). Mas, antes de tudo, pensar em fundo previdenciário é resgatar visão que considera um número expressivo de vetores de extrema importância, a exemplo da longevidade, do acúmulo de recursos financeiros e de sua gestão para suportar benefícios futuros e presentes, dentre outros temas igualmente complexos. Esses inúmeros temas – e outros – devem ser postos dentro de um cenário de elevada educação previdenciária e porque não dizer, de educação financeira pois, no final das contas, uma questão comportamental também está à baila. Recente reportagem colocada como matéria de capa da Revista National Geographic (maio.2013) estampa fotos de bebês instigando a pensar se eles viverão até os 120 anos e afirma que a ciência pode levar a uma vida bem longa (It's not just hype. New science could lead to very long lives). Num primeiro pensar, olhar para bebês nascidos há pouco e imaginar que viverão por 120 anos parece algo fictício considerada a época presente. Não é ficção que a expectativa de vida em países que lideram os rankings existentes já começa a beirar a centena, a exemplo do Japão (86 anos), Andorra (85), Países Baixos (82) e outros tantos (Fonte: OMS, 2012). Colocando olhos em dados presentes – e para ficar apenas no Brasil – verifica-se o quanto e em tão pouco tempo a longevidade aumentou e vem aumentando significativamente. De fato, de acordo com o IBGE, a expectativa de vida ao nascer atingiu 71,2 anos (homens) e 74,8 anos (mulheres) em 2013. A projeção para 2041 é que essa idade chegará aos 80 anos. Se é fato – e é de fato – que a geração presente e as futuras têm e terão mais “tempo de vida”, um raciocínio simplista leva a pensar que há um ciclo de vida natural um pouco mais longo que no passado e nessa trajetória há (em certo momento) uma provável diminuição do ritmo de trabalho e de produção. Isso conduz – é intuitivo – a uma redução da fonte de custeio daquele que depende do seu labor para a sua própria mantença e sobrevivência. É aqui – exatamente neste ponto – que a educação previdenciária reclama sua existência e exponencia os seus propósitos maiores. Durante o ciclo de vida (humana) econômica e produtiva deveriam ser tomadas as providências para o acúmulo de recursos financeiros suficientes para o custeio dos momentos futuros já que – de regra – serão improdutivos na dimensão antes alinhavada. Mas a reportagem prossegue mostrando pessoas reais, saudáveis, ativas e muitas delas exercendo atividades laborais. Chama atenção Irving Kahn ( de 106 anos de idade) que trabalha 5 horas por dia, em Nova York, como consultor financeiro desde o ano de 1929. Ou seja, Kahn conta com 84 anos de trabalho. Sabe-se que há milhares de pessoas em todo o mundo que são centenárias. “O número de centenários no mundo, em 1950, era de 24.000, hoje é de 269.000 e a projec? aÞo para 2050 é de 3,8 milhoÞes”, afirma Marina Tisako Kumon em trabalho² intitulado Centenários no mundo: uma visaÞo panora? mica. O fenômeno cria maior interesse sobre essa populac? aÞo real com iniciativas nas aìreas meìdica, fisioloìgica, geneìtica e, é óbvio, previdenciária. ¹ SANTANA, Jair Eduardo. Pensamentos Linear-Cartesiano, Sistêmico e Complexo aplicados aÌGovernanca Pública: As AquisiçoÞes Públicas. XVII Congresso Internacional del CLAD sobre La Reforma del Estado y de la Administración Pública, Cartagena, Colômbia, 30oct. – 2nov. 2012. ² Revista Kairós, São Paulo, 12(1), jan. 2009, pp. 213-232.

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Previdência é, no seu sentido ordinário, prudência, acautelamento e previsão do futuro. Pouco difere a orientação um pouco mais técnica onde previdência é o conjunto de providências destinadas a proteger e amparar o trabalhador suas famílias, na velhice e nas enfermidades, por meio da aposentação e assistência médicahospitalar. Sem poder aqui ingressar em questões do modelo da previdência brasileira abarcar a assistência, é fato que a visão negativa generalizada que se tem a respeito do Setor é potencializada pelo descaso (histórico e persistente) com a governança que deveria estar presente em todas as entidades que estão a serviço de prevenir o futuro de pessoas possibilitando-lhes bem-viver em dado momento da vida. Ouso na eleição de tais premissas porque – ao olhar para a constelação do Sistema Previdenciário Brasileiro – noto que onde há governança efetivada e aplicada o cenário é altamente positivo. Um exemplo vem a calhar: enquanto os R P P S 's ( R E G I M E P R Ó P R I O D O S SERVIDORES PÚBLICOS) acumulam expressivos déficits demonstrando fraca performance em todos os seus pilares, as entidades alocadas sob o regime dos RPC's (REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR) são detentoras de ativos que beiram a casa dos R$ 700 bilhões (EFPC's – ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR). Aqui é despropositado comentar o RGPS (REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) mas são notórios os seus gravíssimos problemas especialmente no tocante à geração recorrente de déficits. Em análise bem curta e com foco especial nos RPPS's é mais do que certa a urgente necessidade de intervenções plurais no Setor. Dos quase 2.400 RPPS's municipais e x i s t e n t e s n o B r a s i l , p e rc e n t u a l elevadíssimo desse universo vão se mostrando inviáveis. Minas Gerais, para sermos mais específicos, possui 213 RPPS's municipais e destes 95% são altamente deficitários e apresentam problemas dos mais variados (Fonte: TCE, 2014). Se o cenário desenhado entremostra patologias várias, desde as congênitas até as adquiridas durante a existência dos RPPS's, fica evidente que a governança há de ser introjetada no Setor. A mensagem que fica, não obstante, é de otimismo porque sabemos que há corretivos disponíveis. Mas, antes de tudo, deve haver conhecimento da causa. Só para ficar num dos eixos da governança denominada comumente de “pessoal” (“recursos humanos” ou “talentos humanos”, como preferimos), por exemplo, a implantação da aqui tão reclamada governança não pode desdenhar da profissionalização e da ótima qualificação dos atores envolvidos pelas atividades próprias do Setor. Tr a n s p a r ê n c i a , c o m p l i a n c e , estabelecimento de postura de fundamentos, pactuação de objetivos, aderência a princípios legitimados pelos atores, etc. são alguns elementos e componentes da governança que devem ser colocados em discussão e em prática. Ou, ainda, há de se ter em mente que é preciso buscar múltiplas maneiras de fazer negoìcios, em ambiente seguro, guiandose por princiìpios de prude? ncia, respeito aÌs leis, normas e regulamentos, sempre com base em criteìrios de risco/retorno. É indispensável avaliar permanentemente as prioridades, as poliìticas, as normas, os p ro c e d i m e n t o s , o e s t a t u t o e o s regulamentos para prestar o melhor servic? o aos participantes (servidores beneficiários). Não há como desconsiderar que os participantes e outros atores te^ m o direito aÌ informac? aÞo e que sua poliìtica de comunicac? aÞo deve garantir isso, no tempo certo, de maneira clara e precisa. Prestar contas e assumir plena responsabi- lidade pelas ac? oÞes realizadas, solicitando que todos os “oìrgaÞos” (e instâncias colegiadas e deliberativas) e funcionaìrios da Entidade, fornecedores e prestadores de servic¸ o fac¸ am o mesmo e incentivem a fiscalização e a cobrança da contiìnua melhoria de todos os procedimentos. Enfim, temos a certeza absoluta da importância do tema, da necessidade de driblar a letargia que assombra o Setor e implantar a governança aqui mencionada porque – é fato certo – o Brasil já conta com mais de 200 milhões de habitantes e cada vez mais tais pessoas possuem uma longevidade maior – não são poucas – e necessitarão de recursos financeiros suficiente que lhes garanta o desejado bem-viver. A melhor escolha para planejar seu futuro

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Financeira e Previdenciária Informa online Informativo n° 60 | Agosto - 2015 Educação Dicas de quem não planejou sua aposentadoria O sucesso profissional tem como preço o fracasso nas dimensões da vida pessoal que, em muitos casos, só vai ser percebido na véspera da aposentadoria Outra observação interessante é feita pelo professor de Ética e Filosofia Renato Janine Ribeiro, quando diz “que deveriam ser incorporadas discussões mais modernas ao debate sobre a sustentabilidade financeira da previdência. É um absurdo trabalhar até os 60 anos e, no dia seguinte à aposentadoria não se trabalhar em mais nada.” “Seria muito mais interessante ser incorporado ao mercado de trabalho aos poucos, quando se é jovem, e ir se desincorporando gradualmente, reduzindo o ritmo a partir dos 50.” Segundo ele esta seria uma forma mais inteligente de aproveitar os ganhos de produtividade, a longevidade e a energia física, somada à experiência própria do início da maturidade. Conclui afirmando que “perdeu-se a ideia de discutir que tipo e modelo de existência queremos ter. Afinal, ampliar a expectativa de vida é algo fabuloso para o mundo, mas é desnecessário se afogar no trabalho dos 25 aos 70 anos de idade.” A cada dia que passa fica mais claro que esta deve ser uma preocupação e compromisso das pessoas na meia-idade. Mas de forma especial quando conseguem buscar e atingir um maior equilíbrio entre os vários papéis que desempenham. Afinal, o sucesso profissional tem como preço o fracasso nas dimensões da vida pessoal – conjugal, familiar, social, educacional, espiritual e individual – que, em muitos casos, só vai ser percebido na véspera da aposentadoria. E uma das dificuldades que está cada dia mais presente em nossa sociedade é a preocupação de muitos em querer demonstrar, virtualmente, uma felicidade e consumismo exibicionista. Isso dificulta a capacidade de aprender com os erros, falhas e fracassos. Esta é a razão pela qual o início deste artigo está muito centrado nos aprendizados dos erros cometidos por quem chegou à aposentadoria sem o mínimo preparo. Mas o alerta é exatamente o de que todos nós precisamos nos apropriar de nossas vidas desde o seu início. Considerando tanto os sucessos, conquistas e fracassos. Fonte: www.administradores.com.br www.jusprev.org.br jusprev@jusprev.org.br Um antigo ditado popular que adotei logo após os 40 anos de vida foi: “Você está ficando velho quando seus arrependimentos são maiores que seus sonhos”. A lembrança deste importante aprendizado ressurgiu ao ler um recente estudo da gestora de investimentos Black Roch, com 27 mil pessoas no mundo – 4 mil da América Latina, incluindo o Brasil – na faixa etária entre 55 e 64 anos, sobre quantos, efetivamente, se prepararam para a aposentadoria. Adicionalmente, solicitaram aos pesquisados “dicas”, ou recomendações, para os mais jovens, sobre alguns cuidados preventivos, que muitos deles não tiveram. E que só agora se mostram arrependidos, ao ter que pagar um preço muito alto – financeiro e emocional – por este descuido. Tomando em consideração apenas a amostragem de brasileiros, as recomendações são as seguintes: - 38% afirmam que teriam começado a poupar muito mais cedo; - 47% teriam gastado bem menos do que o fizeram; - 25% teriam priorizado o preparo para a aposentadoria de forma preventiva; - 26% teriam quitado suas dívidas mais cedo. Outro dado que merece registro é que apenas 22% conseguem economizar e 27% tem conseguido fazer algum tipo de investimento ou poupança. Mas o dado mais alarmante é que a grande maioria constatou que o valor poupado não vai permitir manter o seu padrão de vida ao longo da aposentadoria. Os estudos no Brasil, sobre a relação entre longevidade/previdência e aposentadoria mostram uma perspectiva de acentuada preocupação. Segundo Thomás Tosta de Sá, presidente do Instituto Ibmec, “nossa pirâmide etária tem hoje o formato de uma granada, e acelerar o andamento aos projetos e estudos sobre o tema é uma forma de tirar o pino para evitar que a Previdência seja detonada antes do tempo.” “Da maneira como está – conclui ele – o modelo já é insustentável.” Mateus Leme, nº 2018, Térreo, Centro Cívico, Curitiba – PR, CEP . 80530-010 Fone: (41) 3252-3400 CENTRAL DE RELACIONAMENTO COM O PARTICIPANTE 0800 052 34 34

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JUSPREV tem nova Consultora Previdenciária Você sabia ? A JUSPREV, anuncia a contratação de Paola Machado como a nova Consultora Previdenciária da Entidade. Com formação em Administração de Empresas, a profissional que acumula mais de 7 anos de experiência em fundos pensão, já atuou também nas áreas de relacionamento e operacional o que facilita todo o processo de integração, qualificando o serviço oferecido. A chegada da nova profissional aumenta o potencial que a JUSPREV possui. Conhecer cada vez melhor os nossos participantes, bem como os potenciais e atuar de forma cada vez mais assertiva em todo esforço de consultoria para os que confiam na JUSPREV no planejamento do futuro, é o principal objetivo da contratação. Paola Machado, nova Consultora Previdenciária da JUSPREV Relatório de Investimentos O Relatório de Investimentos completo que apresenta o desempenho do mês de julho, já está atualizado no site www.jusprev.org.br/nossosnúmeros/rentabilidade. Abaixo, é possível visualizar o resumo dos resultados. Fundos de Investimento Bradesco FICFI Multi JUSPREV DLM JUSPREV FIC FIM Patrimônio Rentabilidade Jul. 2015 Ano (2015) R$ 49.856.012,79 R$ 48.250.121,10 98.106.133,89 1,63% 1,27% 1,45% 8,18% 7,05% 7,62% Total JUSPREV Jul. 2015 % CDI - JUSPREV Consolidado % Poupança - JUSPREV Consolidado 123,47% 198,63% Renda Fixa - 96,66% Renda Variável - 3,33% Sou Instituidora APEP - Associação dos Procuradores do Estado do Paraná A APEP é uma Associação de classe, fundada em 15 de novembro de 1979, reconhecida pela Lei Complementar 40/87 como órgão oficial e a legítima representante da classe de Procuradores do Estado. A Associação representa, patrocina e defende os interesses e o prestígio dos Procuradores do Estado do Paraná, ativos e inativos, divulgando o trabalho e as conquistas feitas pela classe em prol da sociedade paranaense. Presidida atualmente pela Dra. Cristina Leitão Teixeira de Freitas, a APEP é uma das 56 Associações que formam o nosso Colégio de Instituidoras. Muitos associados da APEP , já aderiram ao PLANJUS e contam com os benefícios que o plano oferece. Todos os associados podem se tornar participantes da JUSPREV, estendendo as vantagens também aos seus familiares. Para garantir a tranquilidade do seu futuro e da sua família confie na JUSPREV, uma entidade sem fins lucrativos que possui como principal diferencial o seu Colégio de Instituidoras, que representa a maior união formal de Associações de Carreiras Jurídicas Públicas e de Auditoria Fiscal do Brasil, defendendo sempre o interesse comum de seus associados e familiares. A melhor escolha para planejar seu futuro Composição

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