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Editorial Diretoria Presidente: Domingos Martins Vice-presidente: Claudio de Oliveira Secretário: Olavio Lepper Tesoureiro: João Roberto Welter Suplentes: Luiz Adalberto Stabile Benicio, Ciliomar Tortola, Vallter Pitol e Roberto Kaefer Conselheiros fiscais Efetivos: Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro, Dilvo Grolli e Edno Guimarães Suplentes: Rogerio Wagner Martini Gonçalves, Celio Batista Martins Filho e Marcos Aparecido Batista Delegados representantes efetivos: Domingos Martins e Luiz Adalberto Stabile Benicio Suplentes: Ciliomar Tortola e Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro Força evidente Diz a sabedoria popular que das dificuldades nascem as oportunidades. E no caso da avicultura brasileira, esse ensinamento tem sido comprovado todos os dias. Em um momento de fragilidade da economia brasileira, o primeiro semestre da indústria avícola nacional não apenas cresceu como bateu recordes. E mais do que o aumento de volume de exportação ou de produção, a avicultura também está gerando mais empregos. Conforme você confere a partir da página 24 desta edição da revista Avicultura do Paraná, a melhora tem sido distribuída ao longo de toda a cadeia produtiva. Esses resultados têm sido atingidos graças ao excelente trabalho de conquistas de novos mercados, tão bem desempenhado pela ABPA e pela manutenção do status sanitário do produto brasileiro, que produz uma carne de frango com qualidade imbatível no mundo. Não à toa, o Brasil continua fornecendo um produto livre de quaisquer enfermidades enquanto os Estados Unidos sofrem com o recente surto de gripe aviária. Para que a atividade possa continuar se expandindo, é importante que não percamos de vista o rigor com os processos de sanidade e de que não sejamos ainda mais penalizados com os reajustes tarifários incessantes. Somente assim a avicultura continuará a desempenhar o seu papel: o de melhorar a vida de milhares de brasileiros e paranaenses. Uma boa leitura e um abraço. Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Cândido de Abreu, 140 - Salas 303/304 Curitiba/PR - CEP: 80.530-901 Tel.: 41 3224-8737 | sindiavipar.com.br sindiavipar@sindiavipar.com.br Fale conosco Se você tem alguma sugestão, crítica, dúvida ou deseja anunciar na revista Avicultura do Paraná, escreva para nós: revista@sindiavipar.com.br. Ed. nº 47 - Jul/Ago 2015 Domingos Martins Presidente do Sindiavipar Expediente Produção: Centro de Comunicação centrodecomunicacao.com.br Jornalista responsável: selo SFC Guilherme Vieira (MTB-PR: 1794) Colaboração: Allan Oliveira, Bruna Robassa, As matérias desta publicação podem ser reproduzidas, desde que citadas as fontes. Isabelle Kolb, Isadora Nicastro e Lucas Sales. Design e diagramação: Cleber Brito Comunicação e Marketing: Mônica Fukuoka Impressão: Maxi Gráfica Camila Castro, Camila Tsubauchi, Gabriela Titon, Giórgia Gschwendtner, Foto: Sindiavipar

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12 Entrevista ÁGIDE MENEGUETTE O Paraná trabalha para ser reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação até maio de 2017. Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, a certificação é importante para que o estado consiga alcançar novos mercados e preços melhores. Seções Agenda..................................................06 Observatório........................................06 Sindiavipar..........................................08 Radar.................................................10 Entrevista............................12 24 SEM CRISE Capa Fiep......................................................14 Grupo Vibra..........................................16 Sustentabilidade................................18 Insumos.................................................20 Bem-estar..........................................22 Ainda que penalizada com diversos reajustes em seus insumos de produção, a indústria avícola teve um primeiro semestre histórico em 2015. Especificamente no Paraná, o estado já responde por 35% das exportações. 28 Artigo técnico MELHORANDO A PERFORMANCE Para que o produtor de frango de corte consiga expressar o potencial fornecido pela genética e aproveitar ao máximo todos os nutrientes presentes no alimento, é importantíssimo que se tenha em mente que uma gama de controles é necessária. Capa.....................................24 Artigo técnico......................28 Energia..................................................32 Sanidade..............................34 34 Sanidade Associados............................................36 Mercado externo.................................38 ABPA....................................................40 Mito ou verdade..................................42 Debates................................................46 Notas e registros..................................48 Estatísticas...........................................50 OPORTUNIDADE Com um produto avícola altamente competitivo, o Brasil pode avançar ainda mais e até mesmo conquistar parte do mercado norte-americano devido aos recente surtos de gripe aviária.

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Agenda Curso Facta Ambiência e Bem-Estar Data: 22 e 23 de setembro Local: Hotel Deville Express – Cascavel (PR) Realização: Facta Informações: (19) 3243-6555 Site: facta.org.br/cursoambiencia Consumo de frango cresce Eurotier 2015 Data: 11 a 14 de novembro Local: Hannover - Alemanha Realização: AHK - Deustsch - Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha Informações: (49 69) 2478 - 8265 Site: eurotier.de O mercado da carne de frango tem registrado crescimento acentuado no mercado interno. Um dos motivos é a elevação do preço da carne bovina no primeiro semestre. Com o aumento, o consumidor recorre às carnes suína e de frango como alternativa. Show Rural Coopavel 2016 Data: 15 a 19 de fevereiro de 2016 Local: BR 277 KM 577 – Cascavel (PR) Realização: Coopavel Informações: (45) 3225-6885 Site: showrural.com.br Brasil tenta abrir mercado de Taiwan A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) viajou para o Taiwan com o objetivo de negociar a abertura dos portos do país para a carne de frango brasileira. Além de reuniões com o governo taiwanês, o vice-presidente da ABPA também se reuniu com empresários do ramo para apresentar a capacidade brasileira para atender esse mercado. Essa foi a segunda reunião da associação no país em menos de um ano. A iniciativa faz parte de um plano do Governo Federal de expansão do comércio internacional. Dentro desse plano, já foram fechados acordos de exportação da carne de frango com o Paquistão e a Malásia. Anutec Brazil 2016 Data: 2 a 4 de agosto de 2016 Local: Curitiba (PR) Realização: Koelnmesse Site: anutecbrazil.com.br Informações: (41) 3068-0102 Quer divulgar seu evento aqui? Entre em contato conosco pelo e-mail revista@sindiavipar.com.br ou ligue (41) 3224-8737. 6 | sindiavipar.com.br

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Observatório Aurora e Cocari juntam forças As cooperativas Cocari, de Mandaguari, e a Aurora, Chapecó (SC), anunciaram acordo de intercooperação. A Cocari passa a integrar o quadro social da Aurora que conta, a partir de agora, com 13 cooperativas filiadas. Por sua vez, a Aurora assume a unidade de aves e a fábrica de rações da Cocari, ambas localizadas em Mandaguari. A unidade industrial de frango de corte abate 140 mil cabeças/dia, mas tem capacidade instalada de 180 mil/dia, que será atingida ainda neste ano pela nova operadora. A unidade de nutrição animal, por outro lado, processa 60 toneladas/hora de rações. (Leia mais na página 24). Porto de Paranaguá bate recorde O Porto de Paranaguá bateu o recorde diário de produtividade. Um dos três berços do Corredor de Exportação do terminal, o berço 214, alcançou embarque de 50,5 mil toneladas de soja. Os shiploaders atingiram produção efetiva de 1,206 mil toneladas por hora. O recorde anterior era de 44 mil toneladas. O navio Krousson, que possui capacidade total de 63,5 mil toneladas, recebeu o carregamento recorde. O complexo do Corredor de Exportação produziu 99 mil toneladas no período, somados os três berços que escoam soja, farelo, milho e trigo. Segundo estimativas da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), os berços devem alcançar 6,8 milhões de toneladas de grãos de junho a agosto de 2015.

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Associe-se! Porque juntos somos mais fortes! Benefícios para os associados Com o objetivo de implementar a NR 36 em seu abatedouro, o Grupo Pioneiro fechou um acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para aplicação de recursos e ações que irão adequar o frigorífico nos termos da norma regulamentadora. “Uma equipe do Sesi está na empresa exclusivamente para nos ajudar com o check list e atividades que serão realizadas para aplicação correta da NR 36 na Frangos Pioneiro. Ao final do projeto, ainda será publicado um manual que servirá de base para outros frigoríficos que tiverem dúvida na implementação da norma regulamentadora”, conta Renato Módolo Júnior, gerente de Recursos Humanos do Grupo Pioneiro. Desde o início de junho, o projeto está sendo desenvolvido por Roberto Micó da Costa, engenheiro eletrônico do Sesi, em conjunto com os setores de produção, manutenção e segurança do trabalho da Frangos Pioneiro. “O Sesi tem um know how muito grande e o trabalho em conjunto vem somar a todos os trabalhos que já desenvolvemos dentro da empresa”, comenta Carlos Júnior Silveira, gestor de Segurança do Trabalho do Grupo Pioneiro. Mais informações: sindiavipar.com.br | (41) 3224-8737 8 | sindiavipar.com.br

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Sindiavipar participa de reunião com ministra Kátia Abreu Defesa agropecuária e seguro rural são os dois assuntos destacados como prioridade entre as ações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No dia 23 de junho, a Ministra Kátia Abreu esteve em Curitiba, na sede do Sistema Ocepar, para apresentar o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2015/16. De acordo com a ministra, esses são alguns dos pontos mais importantes desde seu ingresso no Ministério da Agricultura e, por isso, se compromete, junto aos produtores, a colocar o Brasil entre os cinco países do mundo considerados como referência nos assuntos. O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Icaro Fiechter, compareceu ao evento junto de outros participantes como autoridades políticas, parlamentares, líderes coorporativos e do agronegócio e representantes de diversas entidades. Ofícios para Brasília Com o objetivo de atuar pela defesa dos interesses da indústria, o Sindiavipar enviou um ofício para o Senado Federal expondo o seu posicionamento a respeito do Projeto de Lei n° 863/2015, que tratou da preservação da atual alíquota de 1% de desoneração de custos para o setor alimentício. O Sindicato esteve presente também em reunião que selou a decisão a respeito da Lei da Integração, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Ao final de um amplo debate, ficou consentida a construção de um valor de referência para a remuneração do integrado, que será definido pela Comissão de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec) em cada unidade industrial integrada. Da mesma forma, fica de competência do Fórum Nacional de Integração da Agroindústria (Foniagro), a ser criado por lei, a constituição de grupo de trabalho que estabelecerá a metodologia para o cálculo do valor de referência para a remuneração do integrado. sindiavipar.com.br | 9

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Radar Como o maior produtor do aquecimento terrestre é o combustível fóssil, a saída são os renováveis. A decisão neste sentido está correta. O que é preciso é acelerar os investimentos Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda Se o Brasil quiser continuar na liderança mundial nesse setor, tem de pensar não só em genética mas também no uso racional da água José Renato Bouças Faria, chefe-geral da Embrapa Soja Nosso governo apoia os investimentos e garante condições para que as cooperativas paranaenses cresçam e criem empregos e gerem renda Beto Richa, governador do Paraná em referência ao Dia Internacional do Cooperativismo O frango é mais competitivo e tem apelo saudável. Acreditamos que ele tem uma oportunidade de inovação grande Gilberto Tomazoni, presidente da JBS Foods Já é possível identificar novas tendências, como o crescimento da pecuária, setor que agrega mais valor aos grãos. Ele é mais estável e compensa as possíveis quedas verificadas na produção de grãos por causa do clima Carlos Hugo Godinho, chefe da divisão de Estatística do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (Seab-PR) 10 | sindiavipar.com.br

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Entrevista Benefícios indiretos Paraná trabalha para obter reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação até 2017 Com a meta de que o Brasil seja reconhecido área livre de febre aftosa sem vacinação até 2025, conforme definida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Paraná trabalha para avançar no combate à doença, com expectativa de que o reconhecimento seja concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) até maio de 2017. Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, a certificação é importante para que o estado consiga alcançar novos mercados e preços melhores, beneficiando toda a agropecuária paranaense. pela OIE. O processo se inicia com um pedido oficial da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) ao Mapa para suspender a vacinação. Se a estrutura de defesa do estado e seus sistemas de vigilância forem considerados aptos para atender às novas necessidades que a suspensão da vacinação requer, o Mapa autoriza a suspensão da vacinação. inquérito soro-epidemiológico, suspensão da vacinação de todo o rebanho e a não entrada de nenhum animal vacinado no território. Em maio de 2017, cumpridos esses procedimentos, durante a Assembleia Geral da OIE poderá ocorrer a liberação do Paraná como zona livre da febre aftosa. Avicultura do Paraná: Como se dá o processo de obtenção do reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação pela OIE? Ágide Meneguette: Para chegar ao estágio de livre de febre aftosa sem vacinação é necessário cumprir uma agenda para o triênio 2015/2016/2017 com medidas na estrutura física e de recursos humanos na área de sanidade animal e vegetal. São protocolos e normas internacionais auditadas pelo Mapa e O efeito do reconhecimento do Paraná como área livre sem vacinação é multiplicador com beneficios econômicos e sociais na suinocultura, avicultura, bovinocultura de leite e de corte São quatro exigências para o processo de obtenção do status de área livre sem vacinação: estrutura de serviço veterinário adequado em termos técnicos e financeiros, não ter nenhum foco da doença nos últimos 12 meses, constatado pelo 12 | sindiavipar.com.br Que benefícios essa certificação pode trazer para a pecuária paranaense? Atualmente, nossa comercialização de carnes tem um trânsito restrito, não alcança os grandes mercados internacionais, que pagam mais por elas. Todo mundo ganha: pecuaristas, indústria e sociedade com novos investimentos e mais empregos. A Faep está trabalhando com grupos de pecuaristas que estão avançando celeremente para se posicionar no mercado com carnes de alta qualidade e que, certamente, terão preços compensadores. Um estudo que compara custos e benefícios econômicos e sociais da estratégia de retirada de vacinação da febre aftosa, realizado pelo professor da Universidade de Brasília, o economista Jorge Madeira Nogueira, concluiu que, no pior ce-

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Entrevista nário possível, a estratégia traz um retorno para a sociedade de mais de R$ 2 bilhões. em seu sistema sanitário e melhorando assim consideravelmente seu conceito junto às organizações internacionais quanto à vigilância de febre aftosa. Na Bolívia, o Mapa e o setor privado dos estados fronteiriços têm feito investimentos significativos na vacinação de regiões de fronteiras, além de apoio técnico, treinamento de pessoal e outras operações como o inquérito soro­ epidemiológico naquele país. benefícios econômicos e sociais na suinocultura, avicultura, bovinocultura de leite e de corte com seus derivados contribuindo para o desenvolvimento do estado. Existe uma previsão muito conservadora de um incremento na exportação de carne bovina de 6,16% ao ano, um acréscimo de valor de 0,5%/tonelada. No caso da carne suína, esse aumento previsto será de 7,45% em volume e de 1,7% em valor. Essas projeções foram feitas com base no cenário mundial de aumento de demanda de proteína animal. O surto de 2005 trouxe como consequência a perda de bilhões em exportações não realizadas. Quais as diferenças entre o cenário daquela época e o dos dias de hoje? O surto de 2005 foi algo mal administrado pelo governo do Paraná, que inexplicavelmente não quis reconhecer a ameaça da doença e durante um tempo crucial se recusou a sacrificar os animais, conforme mandam as normas internacionais. Em 2010, a Faep propôs ao governo do estado a criação da Adapar para ter maior agilidade nas ações de promoção da defesa sanitária. A Adapar ainda está em sua fase de estruturação, agora com mais 169 técnicos. Como até hoje as exportações de suínos e bovinos não foram recuperadas aos mesmos patamares daquela época, temos muito menos a perder num cenário de reintrodução do vírus do que naquela época. Outra diferença fundamental do cenário de hoje em relação ao surto de 2005 é a situação sanitária de nossos vizinhos, especialmente o Paraguai, que vem fazendo investimentos Em contrapartida, quanto pode ser arrecadado a partir do momento em que o Paraná for novamente certificado? Estão confirmados investimentos das cooperativas paranaenses de R$ 1,5 bilhão em novos frigoríficos de suínos nos próximos cinco anos. O efeito do reconhecimento do Paraná como área livre sem vacinação é multiplicador, com Indiretamente, o reconhecimento de área livre de febre aftosa pode trazer benefícios também para a avicultura do Paraná? Todas as cadeias serão beneficiadas indiretamente, incluindo a avicultura, suinocultura e a bovinocultura de leite. O status de livre de febre aftosa sem vacinação acaba sendo uma referência positiva para as demais cadeias. O reconhecimento internacional significa que a estrutura de defesa do estado como um todo é forte, ágil e preparada. Esse status aumenta a credibilidade do sistema de defesa do estado. sindiavipar.com.br | 13

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Fiep Evite gastos O gasto médio que uma empresa tem no primeiro ano de afastamento de um único funcionário varia entre R$ 60 mil e 90 mil. O valor inclui a complementação salarial, os encargos sociais e o pagamento de outro trabalhador para suprir a falta daquele que está impossibilitado. Essa estimativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostra que investir em prevenção de acidentes e de doenças e na qualidade de vida dos colaboradores é a forma mais eficiente de evitar gastos, além de serem medidas que favorecem o rendimento laboral. Com o objetivo de conscientizar e orientar as indústrias sobre a importância da saúde ocu- Programa Qualidade de Vida corta custos desnecessários para a indústria pacional, o Sesi Paraná lançou este ano uma campanha de Qualidade de Vida adotando uma abordagem mais incisiva com os empresários. “Se o industrial não coloca esse tema no planejamento, não gerencia e não controla os índices, ele não sabe quantos dias de falta por doença e por acidente cada trabalhador teve, o que torna impossível mensurar o custo. É dinheiro que está indo embora sem que o administrador da empresa perceba”, ressalta o superintendente do Sesi no Paraná, José Antonio Fares. Em um primeiro momento, pode parecer custoso implementar medidas de segurança e prevenção de doenças e acidentes. No entanto, o investimento compensa, principalmente se for levado em consideração que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já chegou a conceder R$ 10 milhões em indenização por danos morais coletivos a um grupo de trabalhadores de um frigorífico por irregularidades relacionadas ao ambiente de trabalho excessivamente frio. O número de acidentes anuais é outro aspecto que pesa nas finanças da empresa. Quanto mais elevado, maior é a alíquota de tarifação do Fator Acidentário de Proteção (FAT), que custeia acidentes e doenças do trabalho, bem como aposentadorias especiais. “Muitos trabalhadores resistem em utilizar equipamentos de proteção individual ou coletivo. É responsabilidade da empresa garantir essa utilização, nem que para isso seja necessário dar uma advertência”, recomenda o gerente de Qualidade de Vida do Sesi no Paraná, Ademir Vicente da Silva. BOM AMBIENTE Empresas que priorizam qualidade de vida do trabalhador evitam custos desnecessários 14 | sindiavipar.com.br

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