ALMANAQUE ELETRÔNICO DOS HOSPITAIS - EDIÇÃO JULHO 2015

 

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ALMANAQUE ELETRÔNICO DOS HOSPITAIS

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ANO V - nº 4 julho 2015 Sanatório Partenon, o primeiro no tratamento da Hepatite C e mais... Notícias História

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Índice ESPECIAL HSP o primeiro no tratamento da Hepatite C no RS......06 ARTIGOS - São Pedro participa de Sessão Plenária do CES ................................. - O conflito permanente da desinstitucionalização................... - HCI dá início ao Programa de Visitação.............................................. - O melhor atendimento começa pelo acolhimento............................. - HPSP inaugura Central de Testes Rápidos........................................... - HPSP participa de Encontro de Educação para Patrimônios............... - Dados do Serviço de Hanseníase do ADS são publicados em Jornal Internacional......................................................................................... 02 03 04 05 07 08 08 TRECHOS DA HISTÓRIA Imagens religiosas no Memorial do São Pedro................................... 09 CALENDÁRIO DOS HOSPITAIS ........................................................... 10 EVENTOS PREVISTOS........................................................................... 10 01

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Notícias HOSPITAL PSIQUIÁTRICO SÃO PEDRO PARTICIPA DE SESSÃO PLENÁRIA DO CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE TENDO COMO PAUTA A POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL DO ESTADO Direção e servidores do Hospital Psiquiátrico São Pedro fizeram parte do público estimado em mais de 200 pessoas que acompanharam na tarde desta quinta-feira,23, a sessão plenária do Conselho Estadual de Saúde realizada no auditório do Ministério Público Estadual. A pauta da reunião foi centrada na condução da Política de Saúde Mental do Estado com a apresentação feita pela coordenadora adjunta da Política de Saúde Mental da Secretaria Estadual da Saúde, Marilise de Souza, em resposta a mais de uma dezena de questionamentos levantados na primeira plenária do ano realizada pelo CES, em 26 de fevereiro. Para o coordenador da Política no Estado, o médico psiquiatra Luiz Carlos Illafont Coronel, o importante é garantir a assistência aos que são portadores de transtornos psíquicos. O plano exposto apresentou um avanço na assistência, incluindo álcool e drogas e o incremento financeiro nos dispositivos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) fundamentado nas possibilidades financeiras do Estado garantindo a execução das proposições até 2019. Dentre outros dispositivos destacam-se os Residenciais Terapêuticos que passarão de nove para 45 SRTs, até 2019. Em cinco anos, o Estado poderá contar com 220 Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS). Ainda em 2015, serão implantados cinco SRTs dando continuidade ao processo de desinstitucionalização do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Para o final deste mês de julho, será implantado o quinto Residencial (João Suplício) que receberá sete moradores relocados do Morada São Pedro que não apresenta condições estruturais para mantê-los. Os leitos hospitalares de saúde mental, tanto em hospitais gerais como especializados serão mantidos até 2019. Capacitações darão suporte para a qualificação na assistência abrangendo as equipes nos hospitais gerais que possuem leitos de saúde mental, nos hospitais especializados, e especialmente, para as equipes de trabalhadores da Atenção Básica. Sessão plenária do conselho Estadual de Saúde Auditório do Ministério Público do RS Foto: Dennis Magalhães 02

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O CONFLITO PERMANENTE DA DESINSTITUCIONALIZAÇÃO Na Sessão plenária do Conselho Estadual de Saúde, em 23 de julho, no auditório do Ministério Público Estadual, apesar da integralidade das respostas e da apresentação do plano da Política de Saúde Mental do Estado a ser executado até 2.019, as representações dos grupos defensores da desinstitucionalização hospitalar para pacientes psiquiátricos não ficaram satisfeitas. Os residentes de saúde mental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apresentaram uma “Carta Aberta”, manifesto que repudia as ações tomadas pelo atual governo relacionadas à Política, e principalmente, as novas medidas adotadas pela direção do Hospital São Pedro na condução da retirada dos pacientes da instituição. Ficou evidente que o conflito que circundam a saúde mental está além dos esclarecimentos da política de saúde. O diretor técnico do Hospital Psiquiátrico São Pedro, Gilberto Slud Brofman, diante da animosidade permanente, enfatizou que, na década de 70, mais de 3 mil pessoas foram desinstitucionalizadas num processo contínuo que resultou num total de 165 moradores-usuários que atualmente vivem no Hospital. Destes pacientes, mais de 40% apresentam demência grave. Na tentativa de ser ouvido, apesar das vaias, esclareceu que o processo de retirada dos pacientes da instituição é fundamentado em critérios técnicos, critérios esses que propôs serem apresentados em futura plenária do CES a fim de propiciar um debate técnico e menos emocional sobre a Política e o hospital especializado que é referência em saúde mental no Estado. Os servidores do HPSP, apoiados pelo Sindicato dos Técnicos Científicos do Rio Grande do Sul (Sintergs), pelo Sindicato dos Médicos do RS (Simers) e pela Associação de Apoio ao Doente Mental (Sadom), saíram da plenária indignados com o desrespeito e a inflexibilidade daqueles que não aceitaram os esclarecimentos técnicos. SERVIDORES CRIAM MOVIMENTO EM DEFESA DO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO SÃO PEDRO Para preservar a instituição psiquiátrica e oferecer resistência às manifestações dos grupos que lutam pela desinstitucionalização e retirada dos pacientes do Hospital, servidores se uniram e criaram o Movimento São Pedro Vivo, coordenado pelo servidor Paulo Roberto Santos. Em diferentes oportunidades, o movimento se fez presente na defesa da manutenção dos leitos na instituição justificada pela assistência prestada, na dedicação e qualificação do corpo técnico. O primeiro ato promovido pelo movimento ocorreu em julho, no brique da redenção, em Porto Alegre. 03

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HOSPITAL COLÔNIA ITAPUÃ DÁ INÍCIO AO PROGRAMA DE VISITAÇÃO O Memorial do Hospital Colônia Itapuã, inaugurado no final do ano de 2014, passou a receber visitantes interessados em conhecer a história da instituição, da hanseníase e da saúde pública do Rio Grande do Sul. Os agendamentos estão sendo disponibilizados para o último sábado de cada mês e podem ser solicitados pelo endereço eletrônico da Assessoria de Comunicação Social dos Hospitais Estaduais: acshospitais@saude.rs.gov.br. Os visitantes podem ser agendados em grupos, de até 30 pessoas, ligados a instituições, ou grupos familiares ou ainda visitantes individuais, estes podem ser reunidos até completar o número da capacidade da instituição em receber e acompanhar adequadamente. Para seguir o roteiro, é recomendado o uso de calçados sem saltos, preferencialmente, tênis e roupas confortáveis. O Hospital não fornece alimentação, portanto os grupos podem levar lanches para serem consumidos no local que disponibiliza o refeitório. A servidora responsável pelo Programa no HCI é a enfermeira Rita Sosnoski Camello, especialista em hanseníase com profundo conhecimento nas políticas de saúde pública que justificaram a fundação do hospital colônia no Estado. Apesar do contexto que impressiona ao imprimir a trajetória das políticas de saúde pública adotadas para o enfrentamento da hanseníase e o impacto na vida de pessoas que foram afetadas pela doença, o HCI está localizado em meio a uma paisagem privilegiada pela natureza, numa vasta área física que expõe 75 anos de história. O Memorial se concentra no antigo prédio onde residiam as freiras da Congregação Franciscana destinadas a cuidar dos pacientes que passaram a morar compulsoriamente na Colônia. Esta decisão correspondia à política de saúde pública vigente em 1940, época da fundação do Hospital. Ao afastar do convívio da sociedade os que eram portadores da doença milenar, conhecida como Lepra, segregaram aqueles que passaram a viver num ambiente paralelo com estrutura de uma pequena cidade. Alguns exhansenianos, remanescentes da época da segregação, permanecem no HCI e, juntamente com a comunidade, contribuíram para enriquecer o acervo que conta com peças e utensílios pessoais dos moradores do local, além de equipamentos e materiais usados no tratamento da doença. Acervo HCI Fotos: Lia Magalhães 04

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O MELHOR ATENDIMENTO COMEÇA PELO ACOLHIMENTO Acolher os pacientes e familiares que chegam referenciados necessitando atendimento psiquiátrico é o objetivo de uma equipe formada por servidoras e estagiárias de psicólogia e Serviço Social do Serviço de Admissão e Triagem (SAT) do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Sob a coordenação da psicóloga Gisele Talamine e da Assistente Social Cinthia Pugina Moraes, a equipe recebe as «pessoas», como prefere salientar Gisele, «num momento delicado de crise». A crise atinge não somente aquele que apresenta algum tipo de Equipe de Acolhimento do SAT/HPSP Foto: Lia Magalhães transtorno, mas toda a família. O momento da chegada sempre vem carregado de ansiedade e medo, principalmente no caso de primeira internação e em caso de crianças e adolescentes, por esse motivo é imprescindível a informação sobre o que está acontecendo, sobre o processo do tratamento e apresentar uma perspectiva sobre o tempo que deverá permanecer na instituição. O profissional deverá também estar preparado para esclarecer dúvidas que surgirem ajudando as pessoas a enfrentarem a situação. A Coordenadora Gisele Talamine ressalta que a postura acolhedora deverá ser adotada por todos os servidores do HPSP. Este modo de receber o paciente, é um grande diferencial entre o Hospital São Pedro e os hospitais gerais que possuem leitos psiquiátricos, pois o paciente psiquiátrico e seus familiares precisam de uma atenção especial. Faz parte do bom acolhimento entender as características dos usuários que se utilizam dos serviços prestados na instituição. Foi desta forma que o Coordenador do SAT, o médico Luiz Alberto Grossi, mostrou satisfeiro o trabalho desenvolvido por sua equipe que teve o cuidado de diferenciar em cores, as placas indicativas das salas que compõem o serviço: «muitos pacientes não podem ou não sabem ler, então fica mais fácil indicar por cores», explica. Serviço de Admissão e Triagem do HPSP Foto: Lia Magalhães USUÁRIOS DA OFICINA DE CRIATIVIDADE APRESENTAM TRABALHOS NO ARQUIVO PÚBLICO DO RS Na exposição «Mundo de Dentro, Mundo de Fora» promovida pela Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro em parceria com o Arquivo Público do RS (APERS), são apresentados os trabalhos artísiticos de Carlos de Oliveira, Jacqueline Krueger e Bordado de Teresa Noeci Brito da Silva Teresa Noeci Brito da Silva, frequentadores da Oficina. Das diferentes espessuras das canetas de Jacqueline e a partir das agulha e linhas usadas por Noeci surgem as obras que expressam a capacidade inventiva na linguagem artística. Retratando o mundo exterior e interior que habita em cada ser, a exposição que teve início em 13 de julho e se estenderá até 14 de agosto, na sala Professor Joel Abílio Pinto dos Santos do APERS. 05 Desenho de Jacqueline Krueger

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Especial HOSPITAL SANATÓRIO PARTENON, O PRIMEIRO NO TRATAMENTO DA HEPATITE C NO ESTADO Dia 28 de julho é destinado ao combate às hepatites virais. Em 2003 foi implantado, no Hospital Sanatório Partenon, o primeiro Centro de Aplicação e Monitoramento de Medicamentos Injetáveis (Cammi) do Rio Grande do Sul para monitorar o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde em caso de Hepatite C com a indicação e dispensação dos medicamentos Interferon e Ribavirina. O HSP serviu como modelo e permanece sendo referência para os demais Cammis implantados posteriormente na Capital e no interior do Estado. Hepatite C é uma doença viral que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas. É o pior dos três tipos de hepatites mais comuns (A,B e C). Na verdade, a maioria das pessoas não sabe que tem hepatite C, muitas vezes descobre através de uma doação de sangue ou pela realização de exames de rotina, ou ainda, quando aparecem os sintomas da doença avançada do fígado, o que geralmente acontece décadas depois. Por meio da Atenção Farmacêutica houve a melhora na atenção da saúde aos portadores da doença e a redução dos custos do tratamento pela otimização dos frascos do medicamento que é de alto custo podendo serem compartilhados e utilizados para mais de um paciente. O Cammi do HSP, atualmente, tem capacidade de agendar 400 pacientes por mês referenciados pela rede de assistência de todo o Estado com diagnostico da Hepatite C, já com processo administrativo aprovado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) que orienta o uso dos medicamentos preconizados. Com o recebimento do processo administrativo, o Cammi entra em contato com o paciente para iniciar o tratamento a partir de uma entrevista realizada pelo profissional farmacêutico que o orientará sobre o serviço a ser oferecido, sobre a doença e a terapêutica que precisará seguir. A hepatite C exige um período prolongado de tratamento. Dependendo do genótipo da doença, seguirá por 24,48 ou 72 semanas, conforme determinação do médico a partir do protocolo clínico. Uma vez por semana, até o fim do tratamento, será agendada uma consulta com a enfermagem para aplicação e dispensação dos medicamentos. As entrevistas com o farmacêutico se repetirão, no mínimo, uma vez a cada mês, para observação das reações adversas experimentadas pelo paciente, para a análise dos exames laboratoriais e para o acompanhamento que garantirá o correto uso dos medicamentos durante a terapia. Coordenadora farmacêutica Mônica Poglia Leal, auxiliar administrativa Maria Terezinha Monteiro Wildner, estagiária de farmácia Samantha Lopes de Lopes, e técnica de enfermagem Elaine Goulart Piegas. Fotos: Dennis Magalhães Acondicionamento dos medicamentos no Cammi. 06

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Com grande rotatividade, o Cammi/HSP atendeu, de janeiro a dezembro de 2014, uma média de 40 pacientes novos ao mês. Foram entrevistados mais de 5 mil pacientes no ano passado. A enfermagem realizou aproximadamente 11 mil consultas e foram feitas 14,6 mil aplicações do medicamento ao longo do ano. O compartilhamento e monitoramento do medicamento resultaram em 2014, numa economia de R$ 928.561 aos cofres públicos com mais de 500 tratamentos finalizados. Neste ano de 2015, de janeiro a julho, 232 pacientes já finalizaram o tratamento. Até o final do ano, será adotado outro tratamento com a adoção de novos medicamentos a partir do protocolo clínico recentemente publicado neste mês de julho. Segundo a coordenadora do Cammi do HSP, farmacêutica Mônica Poglia Leal, o novo tratamento exigirá menor tempo de duração, terá menos efeitos adversos, menos complicações e promete uma taxa de cura bem maior. São três medicamentos novos, daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, combinados dois a dois e administrados por via oral. Mesmo com a facilitação e maior eficácia no tratamento, o acompanhamento pelo Cammi por meio de equipe multidisciplinar, permanecerá indispensável devido alto custo do medicamento dispensado gratuitamente aos pacientes e, principalmente para garantir o uso correto evitando a resistência viral. ARQUIVOS DO CAMMI/HSP SÃO FONTE DE INFORMAÇÃO PARA PESQUISA O monitoramento do tratamento da hepatite C permite o levantamento minucioso com registros da evolução e finalização da terapia. Em uma das salas do Cammi, há estantes que guardam os arquivos de todas as fichas terapêuticas que tiveram finalização do tratamento desde 2003. Esses documentos são uma importante fonte de informação para pesquisas científicas sobre a doença. A Coordenadora do Cammi, Mônica Paglia Leal apresenta os arquivos com registros desde 2003 Foto: Dennis Magalhães. HOSPITAL PSIQUIÁTRICO SÃO PEDRO INAUGURA CENTRAL DE TESTES RÁPIDOS Sala de testes rápidos Foto: Lia Magalhães No Serviço de Admissão e Triagem(SAT) do Hospital Psiquiátrico São Pedro, uma Central realiza testes rápidos de hepatites, HIV e acidentes punctórios (acidente com material perfurocortante) disponibilizados aos funcionários e pacientes do Hospital. O Centro de Testes Rápidos também dispensa a pílula do dia seguinte em caso de estupro e comprova o uso de entorpecentes. Segundo o coordenador do SAT, o médico Luiz Alberto Grossi, a sala é uma conquista há muito almejada pelo Serviço. 07

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Ensino e Pesquisa HOSPITAL PSIQUIÁTRICO SÃO PEDRO PARTICIPA DO I ENCONTRO DE EDUCAÇÃO PARA PATRIMÔNIOS Com apresentação do pôster “Hospital Psiquiátrico São Pedro: A luz como grafia”, o Serviço de Memória Cultural do HPSP participou, nos dias 17 e 18 de julho, do I Encontro de Educação para Patrimônio promovido pelo Centro HistóricoCultural Santa Casa. O pôster expõe o projeto que está sendo desenvolvido de forma voluntária, desde março de 2015, pelo historiador João Carlos Salgado de Los Santos, de restauração, catalogação e digitalização do acervo fotográfico sob a orientação da coordenadora do SMC do Hospital, Neuza Maria de Oliveira Barcelos. Foto: Neuza Barcelos O trabalho tem como objetivo preservar e divulgar as imagens da instituição centenária observando suas mudanças e as formas de utilização destas imagens. O projeto propõe ainda, fornecer subsídios para a reflexão sobre as transformações nos tratamentos da saúde mental, sobre arquitetura das instituições de saúde, entre outros temas. Dentre os questionamentos suscitados pela pesquisa, dois se destacam: O que as imagens trazem de informações novas para repensarmos o passado? As transformações estéticas do seu conjunto e da sociedade, o que têm em comum? DADOS DO SERVIÇO DE HANSENIASE DO ADS SÃO PUBLICADOS EM JORNAL INTERNACIONAL Artigo científico, com dados coletados, em grande parte no Serviço de Hanseníase do Ambulatório de Dermatologia Sanitária foi publicado em periódico internacional de dermatologia(Internatonal Journal Dermatology), em 23 de julho . O artigo «Cutaneous tissue expressions of matrix metalloproteinase 2 and tissue inhibitor of metalloproteinase 2 are associated with a high degree of disability at diagnosis of hanseniasis (tecido cutâneo de metaloproteinase de matriz 2 e inibidor de tecido da metaloproteinase 2 estão associados com um elevado grau de incapacidade no diagnóstico de hanseníase) foi orientado pelos preceptores da residência Médica de Dermatologia do ADS, Renan Bonamigo e Letícia Eidt, e teve autoria de ex-residente Kelly Teixeira. 08

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História TRECHOS DA HISTÓRIA Hospitais Estaduais IMAGENS RELIGIOSAS NO MEMORIAL DO SÃO PEDRO As imagens religiosas do Sagrado Coração de Jesus, de São José, de Nossa Senhora dos Remédios e de São Pedro, devidamente restauradas pelo colega e artista plástico Marco Lucaora, estão na sala “Congregação das Irmãs de São José” do Memorial do São Pedro fazendo parte da exposição permanente disponíveis para visitação. Para saber a história de cada uma das imagens, o historiador do Memorial, Edson Cheuiche, buscou as informações com a Irmã Paulina, da Congregação das Irmãs de São José, que está exercendo seu apostolado no Hospital São Pedro desde 1951. Conforme a religiosa, todas as imagens já estavam no hospital desde a sua chegada na Instituição. Sala Congregação das Irmãs de São José A imagem do Sagrado Coração de Jesus estava localizada no pátio da Divisão Esquirol, atrás do prédio histórico, reservado para o recreio das pacientes consideradas indigentes. Era uma prática diária, após o café da tarde, a Irmã Alfreda, responsável pelos serviços domésticos, conduzir o terço e os cânticos religiosos acompanhada das pacientes. A imagem de São José, santo considerado o padroeiro dos trabalhadores, estava na cozinha, próxima da lavanderia e padaria do São Pedro, onde se concentravam grande número de pacientes e Imagem Sagrado Coração de Jesus servidores. A escultura religiosa, de granito, foi comprada pela Irmã Maria Perpétua,responsável pelos serviços da cozinha, cujos valores foram arrecadados com a venda dos ossos das peças inteiras de carne bovina desossadas no próprio Estabelecimento. Imagem São José A imagem de Nossa Senhora dos Remédios estava na enfermaria destinada às pacientes indigentes, situada em uma das salas do corredor superior que une os seis pavilhões do prédio histórico. A imagem de São Pedro, santo padroeiro da Província de São Pedro e do Hospital Psiquiátrico São Pedro, estava situada no hall do primeiro pavilhão, junto às placas comemorativas dos eventos especiais ocorridos ao longo dos anos na Instituição. Neste local ocorreu a inauguração do Hospício São Pedro, no dia 29 de junho de de 1884, às 13 horas de um domingo, sendo aberto ao público a partir das 15 horas. Imagem Nossa Sra. dos Remédios Texto enviado pelo Serviço de Memória Cultural do HPSP Fotos: acervo Memorial HPSP Imagem São Pedro 09

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Calendário dos Hospitais EVENTOS PREVISTOS - 06/08 - Capacitação de Parada Respiratória - 14h (ADS) - 08/08 - Teatro vai ao cinema - Nau da Liberdade no 43º Festival de Cinema de Gramado - 14h Palácio dos Festivais Gramado/RS - 25/08 - Inauguração Centro de Estudos Irmã paulina (HPSP) - até 14/08 - Exposição Mundo de Dentro, Mundo de Fora sala Prof. Joel Abílio Pinto dos Santos no Apers - 15/08 - Conferência O Maniqueísmo em Nossas Vidas - 10h local: Gigantinho do HPSP DATAS COMEMORATIVAS 01 a 07.8 - Semana Mundial da Amamentação 05.08 - Dia da Farmácia 05.08 - Dia do Nascimento de Oswaldo Cruz 05.08 - Dia Nacional da Saúde 08.08 - Dia Nacional de Combate ao Colesterol 24.08 - Dia da Infância 27.08 - Dia do Psicólogo 28.08 - Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento 29.08 - Dia Nacional de Combate ao Fumo 31.08 - Dia do Nutricionista 10

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EXPEDIENTE Hospitais Estaduais Revista eletrônica produzida pela Assessoria de Comunicação Social dos Hospitais Estaduais. Instrumento de divulgação interna nas instituições vinculadas ao Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais- DCHE da Secretaria Estadual da Saúde. Avenida Bento Gonçalves , nº 2460 .CEP 90650-001. Porto Alegre Fone: 3339.2389 Ramal 1319 Celulares: 8405.2503 www.grupohospitalarestadual.blogspot.com.br e-mail: acshospitais@saude.rs.gov.br Edição e redação: Lia Magalhães Reg.Prof. CONRERP 1627 Diagramação: Lia Magalhães Fotografia: Dennis Magalhães e Lia Magalhães Periodicidade: mensal

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