Revista Cruz Azul Saúde Março 2015

 

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Revista Cruz Azul Saúde e Educação

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Revista da Cruz Azul de São Paulo Ano II – N° 5 – Março/2015 Distribuição gratuita 7 de a�ri� Dia Mundia� da Saúde Câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil Cuidados paliativos: quando informar faz parte do acolher Pressão alta pode ser controlada sem medicamento 8 12 18

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Sumário Expediente Revista Saúde em Primeiro Lugar É uma publicação trimestral da Cruz Azul de São Paulo Corpo Diretivo Cel PM Julio Antonio de Freitas Gonçalves Superintendente 4 6 7 8 9 10 12 14 17 18 19 20 Falta de água potável e saneamento matam 7,5 mil todos os dias Mudança demográfica do câncer no País Principais cânceres Câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil Apoio Cruz Azul ao paciente oncológico Diagnóstico: câncer Cuidados Paliativos: Quando informar faz parte do acolher Conheça o Serviço de Apoio em Diagnose e Terapia da Cruz Azul Tuberculose ainda é desafio no Brasil e no mundo Pressão alta pode ser controlada sem medicamento Celular pode interferir em equipamentos hospitalares Unidades de Saúde Cruz Azul Cel PM Renato Aldarvis Coordenador de Saúde Dra. Joyce Mari Stocco Coordenadora Clínica Cel PM Renato Penteado Perrenoud Coordenador de Educação Cel PM Marcos Roberto Chaves da Silva Coordenador de Logística Cel PM Vicente Antonio Mariano Ferraz Coordenador de Finanças Cel PM Leônidas Pantaleão de Santana Coordenador de Sustentabilidade Cel PM Silvio Roberto Montagner Chefe de Gabinete Publicação desenvolvida pela equipe da Gerência de Comunicação Corporativa Elisabeth Diniz, Rosana Rodrigues, Bianca Maciel, Dara Kessia, Lucas Leandro, Marina Saraiva, Sabrina Tono e Victor Resende. Jornalista Responsável: Walter Mazar - MTb.: 16.431/SP Fotos Banco de imagens da Cruz Azul e Shutterstock Tiragem 20.000 exemplares comunicacao@craz.com.br www.craz.com.br Março/2015 2 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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Opinião Saúde e Cruz Azul em 2015 A União tem o dever de garantir Saúde à população, o que faz pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao mesmo tempo, a Constituição Federal concede à iniciativa privada o desenvolvimento de ações e serviços, por meio de hospitais, laboratórios, clínicas e consultórios, além das operadoras e planos de Saúde. É fato que a rede pública de Saúde ainda não possui as condições necessárias para cumprir, integralmente, o seu dever de atendimento universal da população. Este quadro evidencia a importância da atuação e parceria da iniciativa privada com o governo federal, Estados e Municípios, assim como o dever de corporações e entidades, com ou sem fins lucrativos, de suprir parte da carência institucional do País. No âmbito da Saúde, a Associação Cruz Azul de São Paulo, enquanto instituição privada de caráter beneficente, filantrópico e educativo, há 90 anos cumpre a sua missão de oferecer serviços resolutivos e de qualidade à população, atualizando-se às necessidades contemporâneas de cada época. Para este ano, fazem parte dos planos da Cruz Azul o desenvolvimento de metodologia de avaliação de eficácia de projetos estratégicos; a evolução dos meios de prevenção de erros; e a implantação de boas práticas identificadas no mercado, entre outros de igual relevância. Desta forma, com os objetivos macro devidamente delineados para 2015, a Instituição pretende elevar-se a novo patamar em sua missão na Saúde, assim como evoluir na busca constante da Excelência e satisfação de seus clientes, em todos os momentos, a cada nova oportunidade ou estimulante desafio. Cruz Azul de São Paulo 3

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7 de abril | Dia Mundial da Saúde Falta de água potável e saneamento matam 7,5 mil todos os dias Em homenagem ao Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, uma matéria especial sobre questões básicas para uma vida plena: água potável e saneamento básico, que, apesar de todos os avanços tecnológicos e científicos, ainda são um desafio a ser superado em todo o mundo 4 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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7 de abril | Dia Mundial da Saúde “Ter saúde” significa, entre diversas considerações, sentir-se bem, estar feliz e apresentar ótimas condições física e mental. Mas não é só isso; saúde envolve sérias questões sociais. As pessoas devem ter acesso completo a informações sobre doenças e higiene, assim como condições econômicas e assistenciais para a manutenção da saúde. Além disso, os governos devem agir preventiva e corretivamente, fornecendo água própria para o consumo, criando aterros sanitários adequados, desenvolvendo ações de vacinação e acolhendo a todos que necessitem de cuidados médicos, sem qualquer tipo de distinção. A falta de água potável e saneamento básico afeta, inclusive, regiões de muitos países desenvolvidos, gerando milhares de mortes todos os anos, direta e indiretamente. No final de 2014, a Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Catarina de Albuquerque, fez uma preocupante previsão: “os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, definidos pela comunidade internacional para a redução drástica da pobreza no mundo, irão falhar”. De acordo com Catarina de Albuquerque, em recente nota de imprensa, enviada pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, “o acesso ao saneamento é, de todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, aquele que está mais longe da meta e que, obviamente, não será atingido em 2015”. Segundo a ONU, no mundo, 7,5 mil pessoas morrem diariamente devido à água contaminada e falta de tratamento adequado do lixo. Desse total, cerca de 5 mil são crianças menores de 5 anos. Além disso, anualmente, 272 milhões de dias letivos são perdidos em todo o mundo devido a doenças transmitidas pela água ou relacionadas à falta de saneamento. Cruz Azul de São Paulo 5

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Especial | Combate ao Câncer Mudança demográfica do câncer no País O Brasil vem sofrendo mudanças em seu perfil demográfico. Entre outros fatores, consequência do processo de urbanização populacional, da industrialização e dos avanços da ciência e da tecnologia. A essas novas caraterísticas da sociedade brasileira, unem-se os novos estilos de vida e a exposição, ainda mais intensa, a fatores de risco próprios do mundo contemporâneo. Esse processo de mudança demográfica, denominado de “envelhecimento” da população, associado à transformação nas relações entre as pessoas e seu ambiente, trouxe uma alteração importante no perfil de morbimortalidade, diminuindo a ocorrência das doenças infectocontagiosas e colocando as doenças crônicodegenerativas como novo centro de atenção dos problemas de doença e morte da população brasileira. Mais de 100 tipos de câncer É importante frisar que “câncer” é o termo comum a um conjunto de mais de 100 tipos diferentes de doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células anormais com potencial invasivo. Além disso, sua origem se dá por condições multifatoriais. Esses fatores causais podem agir em conjunto ou em sequência para iniciar ou promover o câncer (carcinogênese). O desenvolvimento da maioria dos cânceres requer múltiplas etapas que ocorrem ao longo de muitos anos. Assim, alguns tipos de câncer podem ser evitados pela eliminação da exposição aos fatores determinantes. Se o potencial de malignidade for detectado antes de as células tornarem-se malignas, ou numa fase inicial da doença, tem-se uma condição mais favorável para seu tratamento e, consequentemente, para sua cura. A prevenção e o controle do câncer precisam adquirir o mesmo foco e a mesma atenção que a área de serviços assistenciais, pois o crescente aumento do número de casos novos fará com que não haja recursos suficientes para dar conta das necessidades de diagnóstico, tratamento e acompanhamento. As consequências serão mortes prematuras. 28 de abril Dia mundial de combate ao câncer O objetivo é chamar a atenção de governos e sociedade para os índices da doença – que vêm crescendo continuamente nas últimas décadas –, os cuidados necessários para a manutenção da saúde e os meios para vencer os mais de 100 tipos de enfermidades que se caracterizam pelo crescimento desordenado das células. Para mais informações, acesse o site do Inca – Instituto Nacional de Câncer: www.inca.gov.br 6 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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Especial | Combate ao Câncer Principais cânceres Veja a incidência dos seis principais tipos de câncer nas cinco regiões do Brasil – para cada 100 mil habitantes –, que “perdem” apenas para o câncer de pele não melanoma, que representa 25% de todos os tumores malignos registrados no País Câncer de próstata O câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do País: Sul (91,24/100 mil), Sudeste (88,06/100 mil), Centro-Oeste (62,55/100 mil), Nordeste (47,46/100 mil) e Norte (30,16/100 mil). Câncer de est�mago O câncer de estômago, em homens, é o segundo mais frequente no Norte (11,10/100 mil) e Nordeste (10,25/100 mil), quarto no Sul (16,07/100 mil) e Centro-Oeste (10,88/100 mil) e quinto no Sudeste (14,99/100 mil). Em mulheres, é o terceiro mais frequente no Norte (5,91/100 mil), quinto no Sudeste (8,20/100 mil) e Nordeste (6,39/100 mil) e sexto no Sul (8,43/100 mil) e Centro-Oeste (6,32/100 mil). Câncer de mama feminina O câncer de mama é o mais frequente nas mulheres do Sudeste (71,18/100 mil), Sul (70,98/100 mil), Centro-Oeste (51,30/100 mil) e Nordeste (36,74/100 mil). Na região Norte, é o segundo tumor mais incidente (21,29/100 mil). Câncer de colo do útero O câncer de colo do útero é o mais frequente no Norte (23,57/100 mil), segundo no Centro-Oeste (22,19/100 mil) e Nordeste (18,79/100 mil), quarto no Sudeste (10,15/100 mil) e quinto no Sul (15,87/100 mil). Referência: Instituto Nacional de Câncer Câncer de cólon e reto O câncer de cólon e reto, em homens, é o segundo mais frequente no Sudeste (22,67/100 mil), terceiro no Sul (20,43/100 mil) e Centro-Oeste (12,22/100 mil), quarto no Norte (4,48/100 mil) e quinto no Nordeste (6,19/100 mil). Em mulheres, é o segundo mais frequente no Sudeste (24,56/100 mil) e Sul (21,85/100 mil), terceiro no CentroOeste (14,82/100 mil) e Nordeste (7,81/100 mil) e quarto no Norte (5,30/100 mil). Câncer de pulmão O câncer de pulmão, em homens, é o segundo mais frequente no Sul (33,62/100 mil) e Centro-Oeste (14,03/100 mil) e terceiro no Sudeste (18,51/100 mil), Nordeste (9,01/100 mil) e Norte (7,69/100 mil). Em mulheres, é o terceiro mais frequente no Sul (21,35/100 mil) e Sudeste (11,48/100 mil), quarto no Centro-Oeste (8,49/100 mil) e Nordeste (6,40/100 mil) e quinto no Nordeste (5,11/100 mil). Cruz Azul de São Paulo 7

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Especial | Combate ao Câncer Câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil São dois os tipos básicos de câncer de pele, o maior órgão do corpo humano: os melanomas e os não melanomas. O primeiro tem origem nos melanócitos: células produtoras da melanina, responsável pela pigmentação e proteção da pele à radiação solar. O segundo, não melanoma, geralmente nas células basais ou escamosas (localizadas na camada mais externa da pele). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pele não melanoma é o mais frequente, correspondendo a 25% dos tumores malignos registrados no País. Apesar da alta incidência, é o que apresenta o menor índice de mortalidade. O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas. Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias, são as principais vítimas. Como a pele é heterogênea (composição variada), o câncer de pele não melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, porém menos agressivo; e o carcinoma epidermoide, que representa 25% das anotações. mpre e s e Us solar r o t prote 8 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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Especial | Combate ao Câncer Apoio Cruz Azul ao paciente oncológico O projeto “Grupo de Apoio ao Paciente Oncológico”, dentro das diretrizes de humanização hospitalar da Associação Cruz Azul de São Paulo, nasceu da necessidade de prestar atendimento e acompanhamento aos pacientes oncológicos e seus familiares, uma vez que todo diagnóstico de câncer é acompanhado de uma carga emocional considerável. O atendimento do Serviço Social da Cruz Azul é realizado em sala, para pacientes ambulatoriais, e por meio de visitas diárias aos internados, com a finalidade de tirar dúvidas, orientar e oferecer facilidades no âmbito hospitalar, assim como contribuir para o diálogo entre equipe médica, enfermagem e demais profissionais. Desde o início do projeto, o Serviço Social já contabilizou 209 atendimentos aos pacientes oncológicos ambulatoriais e internados. Devido à boa aceitação, constatada Folder informativo distribuído na Cruz Azul por pesquisa de satisfação, o Serviço Social produziu a “Cartilha dos Direitos dos Pacientes com Câncer”, que consiste em uma compilação de legislações sobre direitos das pessoas portadoras de câncer e outras doenças graves. Ela é entregue nas triagens e está disponível no Serviço Social da Cruz Azul. Cruz Azul de São Paulo 9

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Palavra de Médico Diagnóstico: câncer A primeira coisa que dizem quando recebemos o diagnóstico de câncer é: “Calma!”, o que, sinceramente, é quase impossível nesta fase inicial. Os avanços na medicina geraram mudanças consideráveis no tratamento do câncer. O câncer, como outras doenças, tem uma história natural que se inicia com algumas células malignas – que por razões ainda não esclarecidas, não são destruídas pelo sistema de proteção natural do organismo – e vai até o estágio em que a doença é clinicamente diagnosticável por meio de seus sinais e sintomas. Como existem muitos tipos diferentes de câncer e os tratamentos variam, o diagnóstico de um câncer e a determinação do tipo específico são absolutamente essenciais. Isto requer, praticamente sempre, a obtenção de uma amostra do tumor suspeito para exame microscópico. Pode ser necessária a realização de vários exames especiais da amostra para se caracterizar o câncer de um modo mais acurado. O conhecimento do tipo de câncer ajuda o médico a determinar quais exames devem ser solicitados, pois cada câncer tende a seguir um padrão próprio de crescimento e de disseminação. Diagnóstico precoce A detecção precoce significa fazer o diagnóstico do câncer no seu estágio pré-sintomático, ou seja, antes que a pessoa manifeste algum sintoma relacionado com a doença ou apresente alguma alteração ao exame físico realizado por um profissional da área da saúde. No Brasil, em geral, 70% dos casos de câncer são diagnosticados em fase avançada, o que está em grande parte relacionado à falta de programas coordenados e estruturados para a prevenção e detecção precoce do câncer. Hoje, se não for possível prevenir e evitar o câncer, descobrir cedo faz com que as chances de sucesso no tratamento aumentem. Não devemos ter medo do diagnóstico de câncer, pois, muitas vezes, é ele que vai salvar sua vida. Nem sempre o diagnóstico de câncer é uma experiência inteiramente negativa na vida das pessoas. Muitas delas puderam dar um novo sentido à vida, como resgatar a família, resgatar Deus, mudar o estilo de vida e passaram a dar valor à vida de forma mais plena. 10 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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Palavra de Médico No momento do diagnóstico, muitos pacientes ficam em estado de choque e não conseguem absorver nenhuma explicação dada pelo seu médico. Você pode se desesperar, ter raiva do mundo, perguntar: “Por que comigo?”, chorar e gritar, porém isso tem que passar e mesmo com todos esses sentimentos negativos você terá que enfrentar a situação e descobrir de uma forma só sua que o tratamento não é um bicho de 7 cabeças e que o componente emocional é fundamental para o sucesso do tratamento. O tratamento do câncer requer mais do que remédios: requer amigos, família, fé e, sobretudo, confiança de que virão dias melhores. A escolha do médico que irá lhe tratar é fundamental, pois ele será seu principal aliado nesta jornada cheia de altos e baixos e aquele que irá sempre te dar força quando tudo parece perdido! Lembre-se sempre que existe vida entre os tratamentos, faça planos e faça o que puder para realizá-los. Eu tenho certeza de que se sentirá melhor. Durante o tratamento sempre existirão receitas milagrosas, histórias mirabolantes de pessoas que venceram o câncer sem nenhum tipo de tratamento oncológico. Espero que tenham o cuidado de sempre falar com o seu médico. Nunca consulte sites de buscas para saber mais sobre a sua doença, pois muitas dessas informações não são confiáveis e transformam as esperanças em números frios. Eu não conheço nenhum paciente que se beneficiou desta consulta, confie em seu médico! Todo esse percurso pode ser feito com relativa tranquilidade, se pudermos adaptar o nosso comportamento frente aos obstáculos que forem aparecendo, trabalhando nossos medos, aceitando novos fatos, redefinindo objetivos e, sobretudo, buscando qualidade de vida. Aceitando o tratamento O tratamento do câncer pode ser feito por cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade. Radioterapia Tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos no tratamento dos tumores. Quimioterapia Tratamento que utiliza medicamentos para combater o câncer. Eles são aplicados, em sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo. D�. A�������� S������� V���������� Cirurgião Oncológico no Hospital Cruz Azul desde julho/2009 Formado em 1993 pela Universidade Severino Sombra, Vassouras-RJ Residência em Cirurgia Geral, 2000 a 2002, PUC Sorocaba-SP Residência em Cirurgia Oncológica, 2003, Hospital do Câncer - Fundação Pio XII - Barretos - SP Título de Especialista em Cirurgia Oncológica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia, 2007 Transplante de Medula Tratamento para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. Cruz Azul de São Paulo 11

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Cuidados paliativos Cuidados Paliativos: Quando informar faz parte do acolher Por Dra. Sara Krasilcic - Médica clínica geral formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Doutorado em Nefrologia pela FMUSP, formação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium-Latinoamaerica. Cuidados Paliativos, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2002, é uma abordagem que promove a qualidade da vida de pacientes e seus familiares que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento. Requer identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual. Pela complexidade de demandas do ser humano em tal fase de vida, deve ser multiprofissional, e calcula-se que sejam necessários para cerca de 20 milhões de pessoas/ano, sendo que 6% dessas são crianças. A questão de Comunicação em Cuidados Paliativos é complexa e desafiadora, justamente porque deve ser simples e delicada. Como esclarecer diagnósticos e prognósticos e, ao mesmo tempo, oferecer planos de cuidados e acolhimento? Esse texto pretende sugerir alguns conceitos e estratégias para uma comunicação efetiva, ética e que inclua os melhores valores humanos, como fé e esperança. O Código de Ética Médica vigente em nosso País recomenda que, nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evite a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários, propiciando aos pacientes todos os cuidados paliativos apropriados. Conforme o Conselho Federal de Medicina (Resolução N° 1.995, agosto de 2012, Artigo 1º), devemos ser parceiros nessa jornada dos pacientes e respeitar suas escolhas. Assim está escrito: “Definir diretivas antecipadas de vontade como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade”. Dessa maneira, a Comunicação em Cuidados Paliativos busca objetivos secundários: • Proporcionar ao paciente a oportunidade de fazer planos e tomar decisões • Proteger o paciente de procedimentos fúteis • Identificar demandas além dos objetivos de controle clínico da doença e seus sintomas, como sofrimento existencial e insuficiência familiar • Permitir que o paciente e seus familiares se preparem para a fase de vida que enfrentam e para o óbito • Reconhecer e tratar necessidades espirituais, sociais e psicológicas • Realizar medicina ética, transparente e de acolhimento Ob�etivos da Comunicação em Cuidados Paliativos Sabemos que boa parte das pessoas irá conviver com doenças crônicas degenerativas ou oncológicas nos seus últimos anos de vida. E, ao contrário de tempos antigos, não cabe mais somente ao médico e à equipe de Saúde escolher as opções terapêuticas. O objetivo principal é permitir que o paciente viva seu tempo restante com dignidade, evitando-se a distanásia (prolongamento da vida por meios artificiais e desproporcionais). 12 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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Cuidados paliativos Cerco do sil�ncio O bloqueio de comunicação das informações médicas relativas ao diagnóstico e prognóstico da doença ao paciente, geralmente feito pelos familiares mais próximos e com a intenção de proteger, é chamado de “cerco do silêncio”. Essa postura tem alto custo emocional a todos e aumenta o isolamento e sofrimento do paciente. Ao contrário, vários trabalhos mostram que saber o que de fato acontece melhora o tempo e a qualidade de vida. Feita a constatação dessa situação, devem ser realizadas estratégias para, com sutileza e parcimônia, esclarecer (realmente tornar clara) a situação. Serviço de Cuidados Paliativos Cruz Azul O Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital Cruz Azul está em processo de implantação. A responsável é a capelã Eleny Vassão, sob a coordenação geral do Coordenador de Saúde Cel PM Renato Aldarvis e da Diretora Clínica da Instituição, Dra. Joyce Stocco. O Programa de Implantação do Serviço de Cuidados Paliativos tem contado com palestras de diversos médicos da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) e do Instituto Paliar, além de profissionais especializados na área. O serviço já conta com várias equipes multiprofissionais, organizadas para os setores de UTI, Oncologia, Clínica Médica e Pediatria. A Dra. Joana Koda, do Prevent Care e da Clínica Médica, foi encarregada para a seleção e encaminhamento de pacientes. Quinzenalmente, de forma alternada, são realizadas reuniões de equipe de todos os setores e a Reunião do Comitê de Cuidados Paliativos. Sofrimento e�istencial Estabelecida a conversa sincera, corremos o “risco” de tocar o lado mais humano de ambas as partes. E é preciso perceber que, além da dor física, aparece o sofrimento psíquico e espiritual. A presença de profissionais de psicologia e de equipes de capelania bem-treinados faz parte do suporte adequado nessas situações. Numa tentativa muito válida de organizar essas questões, Kissane* descreve como principais questões: 1. Ansiedade pela morte 2. Medos da perda e das mudanças 3. Conflitos entre perdas de controle e liberdade de escolha 4. Questões relacionadas à dignidade pessoal 5. Solidão 6. Mudanças nos relacionamentos 7. Busca de sentido de vida 8. Mistério sobre o desconhecido Abordar essas questões é oportunidade única. Nesse momento, precisamos sair do local de conforto profissional e nos doar como pessoas. Nessa hora, não raro, nos emocionamos e aprendemos. Enfim, Comunicação em Cuidados Paliativos é, essencialmente, organizar o cuidar, com foco nas necessidades desse outro vulnerável, mas que responde por si. Basta escutá-lo. Capelã Eleny e Dra. Sara * Dr. David W. Kissane é afiliado ao Departamento de Psiquiatria e Ciência Comportamental do Memorial Sloen-Kettering Cancer Center, NY, NY e autor do artigo “The relief of existential suffering” (O alívio para o sofrimento existencial). Cruz Azul de São Paulo 13

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Setores da Cruz Azul | SADT Conheça o Serviço de Apoio em Diagnose e Terapia da Cruz Azul Na Cruz Azul de São Paulo, assim como em outras instituições, o Serviço de Apoio em Diagnose e Terapia (SADT) é o setor que realiza a operacionalização dos serviços em Saúde, viabilizando exames e terapias que irão garantir, ao médico solicitante, as informações necessárias para a progressão ou alteração da conduta clínica. Brevemente, o SADT contará com uma Central de Agendamento Pessoal de Exames, com a finalidade de agilizar o atendimento ao paciente que prefere realizar a marcação de seus exames logo após a consulta médica. Melhorias realizadas 1 2 3 4 5 Criação do “Mini Centro SADT”, para o aprimoramento do controle de todos os exames de radiologia Diminuição do tempo de atendimento no check-in, por meio da transferência dos lançamentos de exames para o “Mini Centro SADT” Rastreabilidade, com a identificação dos exames de radiologia por buttons de cores diferenciadas Exames cardiológicos disponibilizados na “Central de Entrega de Exames”, para o melhor controle e organização Adequação do quadro de colaboradores para o melhor atendimento dos agendamentos de ressonância magnética 14 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 5 - Março/2015

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Setores da Cruz Azul | SADT Ob�etivo Prestar atendimento exímio, atrelado à humanização, com o intuito de fidelizar nosso público-alvo: policial militar, sua família e clientes externos. Definição O SADT, em linhas gerais, é uma modalidade de prestação de serviço em Saúde que, por meio de recursos de fontes financeiras (particular, convênio ou SUS), providencia exames e procedimentos terapêuticos para pacientes externos, internos ou de emergência. Em várias instituições, o SADT organiza-se por sistema informatizado, com a finalidade de registrar todas as ofertas de serviços: do próprio hospital, terceirizados e contratados. Serviços • Hemodinâmica • Ressonância Magnética • PET-CT • Tomografia Computadorizada • Raio-X • Mamografia • Densitometria Óssea • Ultrassonografia • Hemodiálise • Endoscopia • Eletroencefalograma • Exames Cardiológicos • Doppler Transcraniano • Laboratório de Análises Clínicas • Anatomia Patológica Equipe O contingente é de 451 profissionais: recepcionistas, médicos, administrativos, técnicos e enfermeiros, entre outros. E�ames Média de 196.205 exames/mês Localização Complexo Hospitalar Cruz Azul Av. Lins de Vasconcelos, 356 – Cambuci | São Paulo – SP | 11 3348-4000 • Bloco A – 1º e 2º subsolos e 1º andar • Bloco B – térreo e 1º andar • Bloco C – 4º, 5º e 7º andares Cruz Azul de São Paulo 15

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