Bom Dia Catas Altas

 

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Julho de 2015 - Edição Número 93 - Ano IX

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Catas Altas Cidade Histórica e Ecológica - Julho de 2015 - Ano IX - Nº 93 - Distribuição Gratuita Dirigida BOM DIA Queijos da Serra do Caraça e da Piedade podem ganhar denominação de origem Jair Amaral / EM Os produtos derivados do leite fabricados no Santuário do Caraça, já eram apreciados desde o século XIX Páginas 4 e 5 Crise do minério pode ir até 2020 Tafé volta a ministrar oficinas de cerâmica As aulas da Oficina de Cerâmica de Catas Altas foram reiniciadas no mês passado. Este trabalho é uma iniciativa da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. Cristiano Silva (Tafé) é o monitor das aulas de Cerâmica desde 2007 e já tem um vasto currículo. Na foto, junto com a artista plástica Yara Tupinambá. Página 2 Catas Altas é uma das cidades afetadas pela retração do mercado do mineral Página 2

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Catas Altas BOM DIA Julho 2015 - Página 2 Preço do minério deve cair mais com cortes da Vale Os preços do minério de ferro, negociados recentemente perto da mínima em seis anos, vão permanecer sob pressão e podem cair ainda mais depois que a Vale anunciou mudanças nos planos de produção, afirmou o Morgan Stanley em relatório do dia 14 de julho. A maior produtora do mundo disse que vai cortar cerca de 25 milhões de toneladas de oferta de alto custo a partir deste mês, enquanto mantém a meta de produção anual para 2015 em 340 milhões de toneladas de minério de ferro. O diretor executivo Peter Poppinga afirmou que as decisões da Vale são um reconhecimento de que o mercado está com excesso de oferta neste ano e provavelmente permanecerá assim em 2016. “Isso não vai levar a preços mais altos de minério de ferro no curto prazo, pode até ter o efeito contrário”, disseram analistas do Morgan Stanley no relatório. As mudanças feitas pela Vale não vão reduzir a oferta, mas adicionar mais material de baixo custo no mercado de exportação, afirEXPEDIENTE Divulgação A maior produtora de minério do mundo disse que vai cortar cerca de 25 milhões de toneladas de oferta de alto custo a partir deste mês mou o banco. Os preços do minério de ferro entraram em um mercado baixista, à medida que a Vale e os principais concorrentes australianos, BHP Billiton e Rio Tinto, aumentaram a produção de baixo custo mesmo com a demanda estagnada na China, ge- rando um cenário de excesso de oferta. De acordo com a Rio Tinto, que é a segunda maior mineradora do mundo e terceira maior produtora de minério de ferro, os preços caíram para um patamar que deve ser normal a partir de agora, permanecendo nessa faixa até 2020. As importações de minério de ferro da China caíram 0,9% no primeiro semestre deste ano, segundo números da agência alfandegária do país asiático, comprovando a desaceleração no crescimento da demanda. “São boas notícias para o mer- cado. Nós ainda precisamos de mais boas notícias por parte das siderúrgicas para ter um momento para uma recuperação nos preços do minério de ferro”, disse Cauê Araujo, diretor de minério de ferro da companhia de pesquisa AME Group. No dia 14, o minério com 62% de ferro para entrega no porto de Qingdao, na China, em oito semanas, na modalidade CFR, caiu 0,5% para US$ 50,06 a tonelada, segundo índice do Metal Bulletin. Foi a primeira queda nos últimos quatro dias. As informações são da Bloomberg. Catas Altas • Diretor Geral/Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Comercial: 3851-1515 • Diagramação: Sérgio Henrique Braga • Bom Dia online: www.bomdiaonline.com Circulação: Catas Altas e mala direta para todo Brasil Impressão: Gráfica Bom Dia CNPJ - 02.179.351/0001-37 Todos os Direitos Reservados bomdia@cidademais.com.br BOM DIA China coloca mineradoras sob pressão e assusta investidor Justo quando as mineradoras achavam que havia uma luz no fim do túnel. Um mês atrás as commodities davam sinais de estabilização e os investidores em mineração começavam a achar que o fundo do poço havia sido alcançado para o setor após quatro anos de retornos negativos para os acionistas. Agora, a derrocada do mercado de ações da China arrastou o setor para seu turbilhão e os acionistas de empresas mineradoras se preocupam com os sinais de dificuldades econômicas crescentes para seu maior cliente. Nas duas últimas semanas as ações de algumas das maiores mineradoras do mundo caíram a patamares vistos pela última vez há uma década, refletindo uma espiral de queda nos preços das commodities. O preço referencial do minério de ferro, essencial na produção de aço e uma das mais importantes das commodities de mineração negociadas, caiu 11% em apenas um dia na semana passada. A queda do setor mostra o quanto seu destino está atrelado ao da China, que na primeira década deste século tornou­ se de longe o maior consumidor de commodities minerais do mundo, em meio à acelerada industrialização e supostamente deu início a um super­ ciclo dos recursos naturais. A China ainda absorve cerca de metade as exportações de minério de ferro, carvão e cobre, mas o crescimento reduzido do país desde 2011 levou a uma retração para as mineradoras com a redução da demanda por commodities. “Essa turbulência no mercado de ações da China é mais uma contribuição para o desmanche do super­ ciclo.

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Catas Altas BOM DIA Julho 2015 - Página 3 Prefeitura de Catas Altas promove pré-conferências de Assistência Social A prefeitura de Catas Altas, através das Secretarias Municipal de Assistência Social e do Conselho Municipal de Assistência Social promoveupré-conferências de assistência social durante o mês de julho. As equipes das secretarias se reuniram com os moradores das áreas rurais de Paciência e Valéria, no dia 14, e com os moradores do Morro D´água Quente, no dia 15 de julho. Já no dia 17 de julho o encontro da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Municipal de Assistência Social de Catas Altas foi com os moradores dos bairros Centro, Sol Nascente e Santa Quitéria. A equipe conversou com a comunidade sobre os serviços oferecidos, esclareceram dúvidas e ouviram sugestões sobre a prática das políticas públicas de assistência social. “Este é o momento de refletirmos, avaliarmos e propormos novas ações para o aperfeiçoamento da assistência social. A Assistência Social de Catas Altas trabalha sempre com o objetivo de oferecer um serviço de qualidade, queremos cuidar bem da nossa população e não há melhor maneira de saber se esFotos: Divulgação Conheça os delegados eleitos: Vitória dos Santos Centro Elizabeth Fausta da Silva (Betinha) e Geni Paulina Sol Nascente Santa Quitéria: Rogério Tameirão Equipes das secretarias se reuniram com os moradores das áreas rurais de Paciência e Valéria tamos no caminho certo do que conversando com os usuários do Sistema Único de Assistência Social (Suas)”, explica Ronald e Nilma, secretário e secretária municipal adjunta de assistência social. As assistentes social de Catas Altas propuseram uma reflexão sobre a Assistência Social.“É preciso que os usuários do Suas entendam que os serviços ofertados pela assistência social são para as pessoas que estão passando por um período de dificuldade financeira, o que chamamos de vulnerabili- dade social. Nosso objetivo é dar um suporte e capacitar as famílias para que consigam viver com dignidade, sem depender da Secretaria de Assistência Social”, esclarece Renata e Kátia, assistentes social da Prefeitura de Catas Altas. Durante os encontros as comunidades esclareceram dúvidas e elegeram delegados para V Conferência Municipal de Assistência Social. As Pré-Conferências são reuniões preparatóriaspara a X Conferência Municipal de Assistência Social, que aconte- cerá no dia 28 de julho, no Ecuca, e terá como tema central: “Consoli- dar o Suas de vez Rumo a 2026” e como Lema: “Pacto Republicano no Suas Rumo a 2026: O Suas que temos e o Suas que queremos”. Durante os encontros as comunidades esclareceram dúvidas e elegeram delegados

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Catas Altas BOM DIA Julho 2015 - Página 4 Regiões de Minas buscam denominação de origem na fabricação de queijos ASSIM COMO OS TIPOS CANASTRA E SERRO, PRODUTORES DA EXTENSÃO ENTRE SERRAS DO CARAÇA E DA PIEDADE TAMBÉM PLEITEIAM NOMEAÇÃO ESPECIAL. PARA OS PRODUTOS DA REGIÃO, PRODUÇÃO ATUAL DO SANTUÁRIO DO CARAÇA É DE APROXIMADAMENTE 15 QUEIJOS POR DIA, FEITOS COM LEITE CRU (JAIR AMARAL/EM/D.A.PRESS) Divulgação “O queijo do santuário é menos ácido que o do Serro e menos adocicado que o da Canastra”, define Vani. Hoje, a produção é feita na Fazenda do Engenho, que também é uma pousada No livro ‘Viagem pelo Brasil’, os naturalistas alemães Spix e Martius relatam missão científica que fizeram no início do século 19 pelo interior de Minas Gerais. Bem recebidos no Santuário do Caraça, não deixaram de registrar: “A manteiga produzida aqui supera em sabor e suavidade a dos Alpes suíços”. A dupla também toma nota da criação de gado que “prospera admiravelmente” no local. Entretanto, não se conhece registro do queijo que era feito lá. “Com a chegada da energia elétrica e a difusão da pasteurização do lei- te, a cura do queijo caiu em desuso no Caraça. A produção foi interrompida durante uma época e retomada há cerca de 20 anos. No fim de 2014, começamos a curar os queijos de novo”, conta o padre Luís Carlos do Vale, diretor administrativo do santuário. Ele lidera essa retomada com a pesquisadora Vani Pedrosa, numa iniciativa que reúne outros produtores do entornopara reconhecer a região entre as serras do Caraça e da Piedade como uma nova denominação de origem para o queijo minas artesanal. Os queijos da Canastra e do Serro, por exemplo, já são distinguidos assim. Neste mês, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) e do Instituto Mineiro da Agropecuária (IMA) visitaram o santuário. Eles trabalharão na definição das características dessa provável nova região queijeira e na qualificação dos produtores locais, que devem manter o processo artesanal e se enquadrar nas regras sanitárias. “Com certeza, essa região produz queijo há uns 300 anos, foi onde começou o povoamento de Minas Gerais. A denominação de origem depende de muito estudo, mas é possível nesse caso. Levará pelo menos um ano”, diz Elmer de Almeida, coordenador estadual da Emater. Ele trabalhou na caracterização da maioria das 10 denominações de origem de queijos mineiros artesanais – Alagoa, Alto Suaçuí, Araxá, Cabacinha, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serro, Serra do Salitre e Triângulo Mineiro. Na Serra da Piedade, está sendo retomada a produção da receita do queijo curado do Frei Rosário, cuja casca é mofada (Jair Amaral/ EM/D.A.PRESS) “O queijo do santuário é menos ácido que o do Serro e menos adocicado que o da Canastra”, define Vani. Hoje, a produção é feita na Fazenda do Engenho, que fica na mesma reserva natural onde está a sede e integra o complexo do Caraça. O rebanho de gado mestiço é composto de 200 cabeças e são feitos cerca de 15 queijos por dia, elaborados com leite cru (não pasteurizado, como todo queijo artesanal) e disponibilizados frescos para consumo interno e de visitantes. Os exemplares curados estão em teste. As técnicas de produção precisam ser aprimoradas: o coalho ainda é medido “no olho”, a salga é feita com sal fino (o ideal é o sal grosso) e a madeira sobre a qual as peças passam os 22 dias do processo de cura, o pinho, é inadequada (pois transfere cheiro indesejável). Tudo isso foi visto por Almeida durante a visita à fazenda, finalizada com a degustação de um queijo curado local. Ao partir a primeira fatia, examinou-a com os olhos e o nariz, parabenizando o padre. Depois de provar, disse: “Eu comeria esse queijo todinho”.

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Catas Altas BOM DIA Julho 2015 - Página 5 Caraça Receita de Frei Rosário tem sabor quase picante Segundo pesquisadora, o queijo feito na Fazenda do Engenho ‘é menos ácido que o do Serro e menos adocicado que o da Canastra’ (Jair Amaral/EM/D.A.PRESS) Próximo ao Caraça, no alto da Serra da Piedade, em Caeté, um queijo de história curiosa vem ganhando fama e ajudando a colocar a região no radar dos interessados pelo tema. Trata-se do queijo do Frei Rosário, que atuou no Santuário de Nossa Senhora da Piedade e consumia queijo minas comprado fresco de Serra do Salitre. Depois de observar que o frio e a umidade do local alteravam a aparência, o aroma e o sabor com o passar dos dias, desenvolveu o hábito de curar algumas peças num cômodo de pedra perto da entrada do santuário. Sua casca torna-se mofada, a massa costuma amaciar e o sabor torna-se intenso, mais salgado e quase picante. O frei fazia apenas para consumo próprio e de seus convidados. “Quando ele morreu, em 2000, paramos de produzir. As pessoas que tinham experimentado pediam a volta do queijo. Reto- A produção de queijos na Serra do Caraça e da Piedade remonta há 300 anos O complexo do Santuário do Caraça fica entre as cidades de Santa Bárbara e Catas Altas. Há pelo menos cinco produtores de queijo buscando certificação para iniciar a venda do produto. Caeté e Barão de Cocais estão entre as localidades que deverão integrar a possível nova região queijeira. “Havia um casal de açorianos que morava em Santa Bárbara e possuía 700 cabeças de gado por volta de 1800. É o registro mais antigo de um rebanho na região. Toda família por aqui conta histórias de avós e bisavós que faziam queijo”, diz Vani. Paralelamente, ela coordena outros projetos gastronômicos no santuário, a exemplo da reforma da cozinha, do cultivo de hortaliças menos conhecidas, do preparo de receitas antigas do local e da retomada da produção de fermentados de frutas (como os “vinhos” de laranja e de jabuticaba). O queijo produzido na Serra da Piedade apresenta sua casca mofada e a massa costuma amaciar e o sabor torna-se intenso, mais salgado e quase picante mamos há uns 10 anos e, desde 2013, vendemos para qualquer pessoa”, relata Alair Silva, supervisor da lanchonete do santuário e um dos responsáveis pela cura das peças, que leva 60 dias. A produção atual está toda encomendada, mas, em breve, haverá exemplares para pronta entrega. O cômodo de pedra onde o processo é feito ainda é o mesmo da época do frei, bem como os armários de madeira, cujas prateleiras onde repousam quase 200 queijos por vez são forradas com pano. Aliás, foi graças a velhos pedaços de tecido esquecidos ali que os mesmos fungos de outrora foram recuperados. Não há controle de temperatura ou umidade durante o processo, que termina com alguns queijos mais moles e outros mais firmes. Uma porta com tela permite que o cômodo “respire”. Durante o inverno, a temperatura por lá chega a cinco graus.

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Catas Altas A ARTE DE TAFÉ DE VOLTA BOM DIA Julho 2015 - Página 6 Trabalhos da Oficina de Cerâmica foram reiniciados Fotos: Divulgação As aulas da Oficina de Cerâmica de Catas Altas foram reiniciadas no mês passado. Este trabalho é uma iniciativa da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. Cristiano Silva (Tafé) é o monitor das aulas de Cerâmica desde 2007 e já tem um vasto currículo. Tafé ministrou aulas de arte no projeto “Construindo o Futuro” promovido pela Prefeitura de Santa Bárbara, representou a Oficina de Cerâmica no evento “Minas Além da Gerais” no Rio de Janeiro e em São Paulo e participou do concurso “Presépios de www.samarco.com Escola conta com cerca de 30 alunos que além de aprender um ofício estão promovendo a continuidade deste artesanato Minas” em Belo Horizonte, conquistando o 3° e o 2° lugar consecutivamente e recebeu o prê- mio “HORS Concurso“, além de sua participação em vários outros concursos e exposições. De acordo com Tafé, o trabalho da escola eleva a estima das crianças e jovens participantes além de ajudar a mantê-los longe da marginalidade e ensina um ofício para toda a vida. As aulas da Oficina de Cerâmica acontecem de 18h às 21h e a escola funciona no Casarão Doutor Moreira, nas segundas-feiras e quartas-feiras e no Morro D´Água Quente as aulas são as terças-feiras. “Hoje a escola conta com cerca de 30 alunos que além de aprender um ofício estão promovendo a continuidade deste artesanato, que é uma das riquezas culturais de nosso município.” é o que afirma a Secretária de Turismo, Cláudia Picardi. Cristiano Silva (Tafé) é o monitor das aulas de Cerâmica desde 2007 SUPERAR A SI MESMO TODOS OS DIAS. Samarco. Eleita pela terceira vez consecutiva a melhor mineradora do Brasil. Mais uma vez, a Samarco foi eleita a melhor empresa de mineração e a segunda maior do País, pela revista Exame, no ranking Melhores e Maiores. Um prêmio que avalia, a cada ano, o desempenho das 500 maiores companhias do Brasil. Essa conquista mostra o compromisso que a Samarco tem de se superar diariamente, gerindo com responsabilidade os recursos, pessoas e tecnologias que ajudam a construir o futuro do País. É assim, vencendo desafios e crescendo junto com a sociedade, que evoluímos para fazer uma Samarco cada vez melhor. Porque olhar para todos os lados e avançar, passo a passo, com o apoio e a força das parcerias, é o melhor jeito de seguir em frente.

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