Sinpol Julho 2015

 

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XXI - Julho de 2.015 - nº 223 Depois de diversas reuniões, sem que nada fosse apresentado pelo governo, Sindicato decidiu convocar associados para, em Assembleia Geral que será realizada em 17 de julho, definir quais rumos serão tomados na negociação das reivindicações da categoria. Entre os itens já apresentados - e até agora desprezados pelo governo -, os seis principais são: reajuste salarial; implantação da DEJEC; equiparação das diárias de alimentação às pagas aos PMs; valorização das carreiras classificadas em Ensino Médio; valorização das carreiras de Nível Universitário e contratação urgente de novos policiais civis para todos os cargos. Veja na página 02. SINPOL CONVOCA POLICIAIS CIVIS DE POLICIAL CIVIL É CRIME HEDIONDO Presidente sancionou lei que torna crime hediondo o homicídio doloso ou lesão corporal dolosa de policiais civis, militares, bombeiros e das Forças Armadas, que estiverem no exercício de suas funções. Com isso, os assassinos ou agressores terão penas mais severas. Saiba mais na página 11. ASSASSINATO Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central de Atendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. PLANO DE SAÚDE INTELIGÊNCIA DA POLÍCIA CIVIL DESMONTA Setor da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto realizou investigações a pedido do GAECO e chegou até uma quadrilha que fraudava concursos públicos e licitações em dezenas de cidades nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Entre os envolvidos, diversos políticos, inclusive com cargos de confiança nas prefeituras, exercendo o comando de secretarias. Veja na página 08. Julho/2015 QUADRILHA QUE FRAUDAVA CONCURSOS  Jurídico do Sinpol obtém nove vitórias em aposentadorias com paridade e integralidade;  Morre o ex-DGP, dr. Luiz Maurício Souza Blazeck;  DISE São Carlos prende três suspeitos de tráfico;  Equipe de Cartas Precatórias da Seccional de Ribeirão Preto impede assalto a revendedora de joias;  Policiais do 5º DP de Franca descobrem golpe do falso smecânico;  Alckmin empossa pouquíssimos policiais civis;  Policiais civis de Viradouro apreendem caça-níqueis;  Veja o andamento das obras da nova sede do Sinpol;  DIG de Ribeirão Preto indicia suposto justiceiro. E MAIS: Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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SINDICALISMO Cansado de esperar que governo atenda às reivindicações, sindicato realiza assembleia para definir quais rumos as negociações vão tomar Metade do ano se passou e até agora o governo não deu qualquer indicação de que pretende ouvir e atender senão todas, ao menos algumas das reivindicações dos policiais civis. Geraldo Alckmin iniciou seu novo mandato em 1º de janeiro de 2015 e logo anunciou a troca no comando da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e da DGP (Delegacia Geral de Polícia). Saíram, respectivamente, o secretário Fernando Vieira Grella e o delegado Luiz Maurício Souza Blazeck, recentemente falecido (veja reportagem nesta edição). Em seus lugares assumiram Alexandre Moraes, na SSP e Youssef Abou Chahin. Desde a posse de ambos, o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, tem insistido em reuniões para avaliar o andamento das reivindicações feitas. Mas nada efetivo foi feito em favor da categoria. “Tanto o secretário, quanto o DGP, tiveram tempo suficiente para avaliar o andamento das reivindicações, que já eram do conhecimento da equipe de governo há mais de um ano. Esperamos que o novo secretário e o novo DGP pudessem se interar da questão, mas a situação está se complicando e a categoria está totalmente descontente. Como não tivemos nenhuma resposta por parte do governo, vamos submeter a questão para avaliação dos policiais civis associados ao Sinpol, pois as demais entidades representativas dos policiais civis em todo o Estado, assim como a Feipol/SE já estão se articulando nesse sentido, para saber se a greve seria a solução, ou se surgem novas propostas”, explicou Eumauri. Para saber o que os policiais civis associados ao Sinpol gostariam que fosse feito, Eumauri e a diretoria do Sinpol convocaram uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária), que será realizada no dia 17 de julho de 2015, às 19h00, na sede do Sinpol, à Rua Goiás, 1697, bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto-SP. “Vamos deliberar sobre atitudes a serem tomadas em virtude do governo do Estado não ter atendido nossas reivindicações”, acrescentou o presidente do Sinpol. Durante os encontros com os secretários e com os DGPs, a Feipol/SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste) apresentou várias reivindicações e elencou as seis principais. A primeira é a aplicação urgente de um reajuste salarial. A categoria está sem reajuste há um ano. A data base, que é março, não foi respeitada mais uma vez, de acordo com o Sinpol. E o governo não acena com nenhum reajuste para 2015, independente do crescimento acelerado da inflação no País. Outra questão que os policiais civis querem uma resposta urgente e efetiva é em relação à implantação do DEJEC (Diária Especial de Jornada Extraordinária do policial Civil), a exemplo do que ocorre na PM com a DEJEM (Diária Especial de Jornada Extraordinária do policial Militar), onde os PMs de folga, através de convênio com prefeituras, como em Ribeirão Preto, recebem para trabalhar no próprio local de trabalho, evitando assim que façam bico e arrisquem suas vidas nos horários de folga. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o convênio repassa verba para o pagamento de horas extras a 32 PMs todos os dias, que continuam em atividade durante sua folga oficial e recebem para isso. Os policiais civis também querem equiparação das diárias de alimentação às que são pagas aos policiais militares. Outra reivindicação cobra do governo a valorização das carreiras que foram classificadas no Ensino Médio e a valorização das carreiras de Nível Universitário. “Quando falamos em valorização, queremos deixar claro: queremos que o governo dê uma compensação financeira, já que o nível de exigência para estas carreiras hoje é maior. Ele fez mudanças nas carreiras, mas os policiais civis não receberam nada a mais para isso. Também queremos aproveitar e cobrar valorização para todas as 14 carreiras da Instituição”, adianta Eumauri. A maior das reivindicações, todavia, está longe de ser atendida, pela morosidade política e burocrática do governo. Os policiais civis querem a contratação urgente de novos policiais civis para todos os cargos. “A questão dos recursos humanos tornou-se insustentável já há algum tempo. O governo demora muito para contratar. Contrata muito pouco e ainda faz um grande alarde. Precisa contratar urgentemente. Já sugerimos que contrate os remanescentes dos concursos já concluídos. Depois que acelere o processo para novas contratações”, dispara o presidente do Sinpol. Na reunião de 17 de julho às 19h00, o Sinpol quer saber o que pensam os associados. Para tanto, apela pelo comparecimento do maior número possível. O sindicato considera fundamental a presença dos policiais civis para que juntos possam tomar uma decisão. No convite feito à categoria, o apelo é explícito: “O Sinpol, por si só, não pode decidir que timo de movimento faremos. Compareça, precisamos de representatividade, dê sua opinião. Não adianta reclamar e não vir decidir em conjunto com seus companheiros. A Assembleia é soberana e a decisão dos presentes será levada a efeito. Faça a sua parte, o Sinpol dará o apoio necessário à categoria”, encerra o convite aos associados. Compareça. SINPOL CONSULTA SINDICALIZADOS Segundo Eumauri, o Sinpol quer ouvir associados para determinar a forma de atuação nas negociações pelo atendimento às reivindicações da categoria 02 Julho/2015

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A ÇÃO Policiais civis passavam pelo Parque Anhanguera quando ocorria um assalto, perseguiram os suspeitos e recuperaram joias roubadas das vítimas Dois policiais civis que atuam no Setor de Precatórias da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto tiveram participação incisiva para frustrar um assalto cometido contra um casal, em pleno trânsito da zona leste da cidade, para roubar um mostruário de joias. O investigador Júlio César Falconi Ferreira e o agente policial Reginaldo Lonardi, estavam naquela região para entregar intimações a testemunhas e indiciados que deveriam comparecer ao Setor de Precatórias da Seccional. Eles avistaram um casal ao lado de um veículo Siena parado a meio fio. Ambos estavam bastante agitados. Ao ver a viatura do Setor de Precatórias, pediram socorro aos policiais civis. “Ela disse que eles haviam sido assaltados instantes antes. Informou que eram vendedores de joias e que os assaltantes chegaram em uma moto. Armados, anunciaram o assalto, exigindo que as vítimas descessem do carro. Contudo, ao avistarem a viatura da Polícia Civil, desistiram de levar o veículo e fugiram na motocicleta. Na fuga, acabaram deixando a sacola com as joias, o dinheiro e o veículo das vítimas”, informou o investigador Júlio. Eles perseguiram o suspeito e chegaram a pedir apoio pelo Cepol (Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil). Uma viatura da Polícia Militar que estava pelas imediações também saiu em perseguição, mas a dupla conseguiu escapar fugindo por uma rua sem saída para carros. De volta ao local do assalto, para atender a vítima, os policiais civis foram informados que a dupla quase conseguiu concluir o assalto. “Na bolsa onde estavam as joias, a vítima disse que havia mais ou menos 100 peças entre ouro, pratas e folheados, além de uma quantia em dinheiro”, explicou Júlio. Não é raro Segundo os policiais civis que participaram da ação, esse tipo de ocorrência não é raro para o Setor de Precatórias. É que, ao contrário do que se pensa, os policiais civis que atuam neste setor estão sempre nas ruas da cidade, sem áreas definidas, portanto, visitando todas as localidades das cidades da Seccional de Ribeirão Preto. Já os DPs (Distritos Policiais) têm sua área de atuação delimitada. “Como estamos sempre nas ruas, estamos mais sujeitos a nos depararmos com cenas de crime em andamento”, revelou Júlio. A comerciante de joias E.G.B. ficou muito agradecida aos policiais civis pela atitude imediata, frustrando a ação dos criminosos. Ela conta que, não fosse a intervenção dos policiais civis, ela teria contabilizado um enorme prejuízo. “Eu me senti muito confiante, agradecida e protegida pela agilidade, rapidez e percepção desses policiais. Eles mal pararam na hora em que iniciaram a perseguição. Depois voltaram, deram todo suporte a mim e a meu marido. Foram sempre extremamente corteses e nos acompanharam ao Plantão, onde registramos a ocorrência. Diante disso tudo, me sinto na obrigação de me dirigir até o delegado do Setor de Precatórias, dr. Marco Antonio Sales, para formalizarmos um elogio, o qual pedimos que fosse transmitido também ao delegado Seccional, dr. Marcus Lacerda. Esse elogio foi verbal, mas pretendo formalizar por escrito, para que esses policiais continuem assim, agindo da forma como agiram, que nos transmitiram uma completa sensação de segurança, mesmo naquele momento difícil”, acrescentou a comerciante. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, o reconhecimento da vítima é fundamental para que o policial civil renove suas forças. “Os policiais civis são verdadeiramente abnegados, determinados. Eles são policiais 24 horas por dia. E demonstraram isso atendendo essa ocorrência de forma exemplar. A população ficaria ainda mais contente se o governo realmente investisse na Polícia Civil, contratando, preenchendo as enormes lacunas existentes. Desta forma, a sensação de segurança vivida pela vítima do assalto seria estendida a todos os cidadãos. Diante de um quadro tão caótico como o vivido pela Instituição atualmente, onde faltam funcionários e o salário vem sendo achatado ano após ano, o elogio é sempre bem vindo. É um combustível que motiva o policial civil a servir seu verdadeiro patrão: a população”, concluiu Eumauri. EQUIPE DE PRECATÓRIAS FRUSTRA ASSALTO Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, onde trabalham os investigadores do setor de Cartas Precatórias, que impediram assalto de revendedora de joias Julho/2015 03

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EDITORIAL As reivindicações dos policiais civis apresentadas ao governo de São Paulo em janeiro de 2014 pelo Sinpol e demais entidades que representam a categoria, ao lado da Feipol/SE, ainda não foram respondidas. Tão logo iniciou-se 2014, o Sinpol e demais sindicatos e Feipol se reuniram para traçar as diretrizes da negociação, onde tirou-se os principais anseios da categoria, que foram levados até a equipe de Alckmin na DGP (Delegacia Geral de Polícia) e na SSP (Secretaria da Segurança Pública). Sabíamos que 2014, por ser ano político, seria de fundamental importância para que pudéssemos pressionar o governador. São reivindicações justas e pontuais, que merecem o cumprimento imediato. Porém, isso não ocorreu. Apesar da boa vontade demonstrada pelo recém-falecido dr. Luiz Maurício Souza Blazeck, então titular da DGP, o que pedimos não foi além das desculpas de que tudo estaria sendo avaliado pelo governo, através da SSP e da Secretaria de Gestão Pública. Foram incontáveis viagens que o Sinpol fez até São Paulo para dialogar, cobrar, pressionar, acompanhar o andamento desse processo. Chegamos a elencar as principais reivindicações, as que considerávamos mais urgentes. Mas novamente o governo “deu de ombros”. Ignorou a AGORA categoria. Terminou-se 2014 com a vitória nas urnas de Geraldo Alckmin. Eleito para mais uma gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes, ele foi empossado no primeiro dia deste ano e tratou de mudar parte do secretariado, incluindo o titular da SSP. Com isso, houve mudanças também na DGP, assumida pelo dr. Youssef Abou Chahin. Demos o tempo necessário para que eles tomassem conhecimento da situação. Reunimo-nos com o dr. Youssef em São Paulo e, quando esteve em Ribeirão Preto, levamos para conhecer as obras de nossa futura sede social. Na ocasião, eu e o vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, estivemos conversando diretamente com o dr. Youssef, que inclusive falou a respeito da questão de retroagir a classe dos policiais civis com menos de cinco anos, quando da aposentadoria. Ele informou que há um projeto mantendo o policial na classe imediata quando se aposentar, independente de tempo naquela classe e que o projeto seguiria para a SSP. Estamos fazendo gestão junto à SSP para tratar dessa questão. Quanto às reivindicações, nada foi feito e, possivelmente, nada será feito. Chegou a hora de decidirmos o futuro da nossa campanha para que as reivindicações sejam atendidas. As seis mais urgentes são: reajuste salarial; implantação da É COM OS FILIADOS EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Marco Aurélio Scridelli Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. DEJEC; equiparação das diárias de alimentação às pagas aos PMs; valorização das carreiras classificadas em Ensino Médio; valorização das carreiras de Nível Universitário e contratação urgente de novos policiais civis para todos os cargos. Alckmin acenou que não dará aumento em 2015. Justamente no ano em que a inflação disparou e nossos salários estão cada vez mais achatados. Estamos perdendo gradualmente nosso poder aquisitivo. Decidimos ouvir a categoria para saber que caminho devemos tomar. É importante que todos compareçam à Assembleia Geral Extraordinária, marcada para as 19h00 do dia 17 de julho, na sede social do Sinpol. Queremos saber o que você, sindicalizado, quer de fato. Já se fala em greve. Mas para que isso aconteça, é necessária a sua participação. O Sinpol, por si só, não pode decidir que tipo de movimento faremos. Compareça, precisamos de representatividade, dê sua opinião. Não adianta reclamar e não vir decidir em conjunto com seus companheiros. AAssembleia é soberana e a decisão dos presentes será levada a efeito. Faça a sua parte, o Sinpol dará o apoio necessário à categoria. Contamos com você. Chegou a hora. EUMAURILÚCIODAMATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em junho os seguintes policiais civis: - Jacqueline Chrispim Lorencini, perita criminal; - Joana Divina Ferreira, carcereira - Crislaine Martins Coradini, agente de telecomunicações; - Amilton Luiz Jamberci, investigador. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Notas Festa Julhina do Sinpol A diretoria do Sinpol está preparando mais um grande evento. No dia 18 de julho de 2015, das 16h00 às 23h00, na Chácara do Sinpol, vai acontecer a Festa Julhina do Sinpol. O evento vai contar com muitas comidas típicas a preços acessíveis, bingo e muita música e animação. Compareça, traga a família. Mais informações na Central de Atendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Ação Judicial O departamento jurídico do Sinpol já entrou com Ação Civil Pública contra a Instrução Conjunta UCRH/SPPREV nº 3, de 04/11/2014, publicado no DOE de 05/11/2014, que estabeleceu normas e diretrizes que muito prejudicam as aposentadorias dos policiais civis, por entender que não há amparo legal. O departamento entende que a referida instrução conjunta não está apenas instruindo os setores de pessoal de como se deve ser pautada a questão da aposentadoria, mas sim funcionando como legislação complementar, ao se basear em pareceres meramente consultivos da Procuradoria Geral do Estado e torná-los procedimento e normas a serem seguidas, dando status de Lei. A diretoria solicita aos associados que acompanhem a evolução deste tema pelo site do Sinpol. Falecimentos A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, os seguintes falecimentos: + Luiz Maurício Souza Blazeck, delegado, ex-titular da DGP, ocorrido em 18 de junho de 2015; + José Roberto Albarelo Maldonado, delegado aposentado, ocorrido em 19 de junho de 2015; + Shigueaky Lellis Takata, filho da diretora do Sinpol e escrivã em Ribeirão Preto, Marisa Lellis Takata, ocorrido em 01 de julho de 2015; + Paulo Sérgio Ramos da Conceição, auxiliar de papiloscopista aposentado, ocorrido em 02 de julho de 2015. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em junho: - Luciene de Cassia Pavan Boreli, escrivã de Classe Especial; - Maurício Kusumota, escrivão de Classe Especial; - Valquíria da Silva João, escrivã de 2ª Classe. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poder usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Aqueça seu coração! O Sinpol está organizando uma campanha para arrecadar pares de meia que serão encaminhados para a Casa do Vovô. A entidade abriga 82 idosos e necessita urgentemente de pares de meia para enfrentarem o inverno, que neste ano tem sido rigoroso. Além dos pares de meia, quem também quiser colaborar com agasalhos e cobertores, toda doação é bem vinda. A Casa do Vovô fica na Rua Tapajós, 2881, Ipiranga, Ribeirão Preto. Os telefones são (16) 3622-4181 / 3622-6507. As doações também podem ser feitas na sede social do Sinpol, à Rua Goiás, 1697, Campos Elíseos, Ribeirão Preto. 04 Julho/2015

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SÃO CARLOS Policiais civis da especializada apreenderam grande quantidade de entorpecentes, prenderam casal que vendia e o comparsa que escondia as drogas Os policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de São Carlos realizaram, no dia 02 de junho, uma importante prisão, desmantelando um trio que será acusado de tráfico de substâncias entorpecentes naquela cidade, sobretudo na região do Jardim Jockey Clube. A especializada vinha apurando informações de que um casal estaria traficando drogas em suas residências. Os policiais civis fizeram um levantamento e constataram que o homem entregava as drogas que vendia utilizando três veículos: um fusca branco, um spacefox e um golf. As entregas eram feitas, costumeiramente, no final da tarde ou começo da noite e sempre às segundas e terçasfeiras. Diante do levantamento, os policiais civis organizaram uma forma de abordar os suspeitos de tráfico para realizar o flagrante e a operação, que foi supervisionada pelo titular da DISE, dr. Edmundo Ferreira Pinto, ocorreu no dia 02 de junho. Uma equipe estava em uma viatura descaracterizada monitorando a movimentação do suspeito e constataram que, no começo da noite, M.J.O. mecânico de 33 anos, saiu de sua casa e andou poucos metros, até a casa de F.L.S. comerciante de 26 anos, sua namorada. De lá, o casal saiu num fusca até um local onde havia uma viatura oficial da DISE de São Carlos. A viatura foi acionada e abordou o veículo onde estavam os suspeitos, que ainda tentaram fugir. No trajeto, jogaram um pacote pela janela e, quando foram parados, os policiais civis nada encontraram. No pacote, no entanto, havia drogas. A equipe decidiu então seguir até a casa dos suspeitos. Na casa onde F. morava, a porta foi atendida pelo jardineiro V.S.V. de 47 anos, que facultou a entrada da equipe e ainda colaborou, indicando onde a droga estava escondida. Além do tijolo de cocaína encontrado após ter sido descartado pelo casal em fuga, os policiais civis localizaram na residência, dentro de uma sapateira, um tijolo de maconha, outro de cocaína e, no guarda-roupas de um dos quartos, um revólver calibre 22 municiado, além de sete munições do mesmo calibre. Já na casa de M. os policiais civis encontraram sobre o armário da cozinha mais cocaína, além de quatro aparelhos celulares, um notebook e mais R$ 410 em dinheiro. Segundo o dr. Edmundo, em momento algum da lavratura do flagrante o casal quis se pronunciar, nem a respeito das drogas, nem das armas de fogo ou dos celulares e notebook encontrados. Ao final da ocorrência, a DISE contabilizou em apreensões as seguintes quantidades de drogas: 262 gramas de cocaína acondicionada na sacola jogada pelos suspeitos, além de 494 gramas de cocaína e um tijolo de maconha numa das casas e 74 gramas de cocaína na outra residência. Foram quase dois quilos de drogas, celulares, notebook e dinheiro apreendidos com os suspeitos. O dr. Edmundo enquadrou os três por dois crimes: artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06, não cabendo fiança em nenhum deles. Os suspeitos foram conduzidos com toda a droga, arma e demais objetos apreendidos, onde o dr. Edmundo, após o flagrante, deu voz de prisão. Os dois homens foram recolhidos ao Centro de Triagem de São Calos e a mulher foi encaminhada para a Cadeia Pública Feminina de Ribeirão Bonito. As drogas foram encaminhadas para a perícia e a viatura que foi abalroada pelos suspeitos durante a tentativa frustrada de fuga também foi periciada. Em seguida foi feita comunicação ao CEPOL relativa ao dado do patrimônio da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Em mais uma grande ação, a equipe do dr. Edmundo tirou de uma só vez três suspeitos de tráfico de drogas das ruas de São Carlos e região. DISE PRENDE TRÊS COM DROGAS Foto: Arquivo DISE São Carlos Policiais civis da DISE de São Carlos: especializada prendeu suspeitos de tráfico e apreendeu drogas na periferia da cidade Julho/2015 05

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LUTO Ex-delegado Geral de Polícia era diretor da Acadepol e faleceu em decorrência de uma diverticulite O ex-titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Luiz Maurício Souza Blazeck, faleceu no dia 18 de junho de 2015, na cidade de Sorocaba. Atualmente ele era diretor da Acadepol - Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo. Dr. Blazeck esteve no cargo de titular da DGP entre 26 de novembro de 2012 e 05 de janeiro de 2015, portanto, pouco mais de dois anos à frente da Instituição. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, a morte do dr. Blazeck causa muita consternação. “Tivemos muitos encontros e reuniões com o dr. Blazeck, que sempre nos tratou com respeito e franqueza. Se mais não fez, é porque o governo do Estado pouco se importa com a Polícia Civil e estava além da alçada do dr. Blazeck. Mas ele brigou por muitos pontos importantes para os policiais civis, sobretudo em relação à valorização das carreiras, conseguindo num primeiro momento, durante sua gestão, a CJ [Carreira Jurídica] para os delegados e o NU [Nível Universitário] para investigadores e escrivães, além de lutar pela valorização das demais carreiras e pela reestruturação da Polícia Civil, ítens que só não foram atendidos por falta de vontade política de Alckmin. Nos pareceu ser uma pessoa muito íntegra. Foi de longe o delegado mais educado que passou pela DGP nos últimos tempos. Lamentamos e manifestamos nossos sentimentos aos familiares”, ponderou Eumauri. Carreira Dr. Blazeck era formado pela Faculdade de Direito de Sorocaba e pós-graduado em Gestão de Segurança Pública. Estava na Polícia Civil há 29 anos. Começou como delegado no Guarujá, onde ficou até 1995. Entre 2002 e 2005 atuou como delegado Seccional de Sorocaba. Entre 2007 e 2008, atuou no Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), onde tornou-se delegado divisionário. Em 2009, atuou no DEIC (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) e assistente no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Ainda em 2009, tornou-se diretor do DAP (Departamento de Administração da Polícia Civil). Desde 2011, atuava como delegado divisionário na Acadepol. Em 2012, convidado pelo então titular da SSP (Secretaria da Segurança Pública), dr. Fernando Grella Vieira, assumiu a DGP, onde ficou até o início de 2015, quando foi substituído pelo atual titular da unidade, dr. Youssef Abou Chahin. Na ocasião da transição do titular da DGP, dr. Blazeck publicou uma carta a todos os policiais civis, onde agradeceu à categoria pela colaboração recebida durante os dois anos em que permaneceu frente à Instituição, colocando-se ao lado dos policiais civis para continuarem apoiando e incentivando à classe no que possível fosse em busca de conquistas e benefícios. Dr. Blazeck estava em Sorocaba, onde havia feito uma cirurgia no aparelho digestivo para combater uma diverticulite - inflamação do intestino e estava em processo de recuperação, mas acabou não resistindo e faleceu. A Secretaria de Segurança Pública divulgou uma nota de pesar pela morte do ex-delegado. Veja na íntegra: "É com extremo pesar que soubemos do falecimento do Doutor Luiz Maurício de Souza Blazeck, que ocupou o cargo de delegado geral da Polícia Civil entre novembro de 2012 e dezembro do ano passado. Ele nos deixou muito cedo, aos 52 anos, no auge da pujança intelectual. Perdem a Polícia Civil e o Estado de São Paulo porque o Doutor Blazeck era, além de policial experiente e exemplar, um especialista em gestão pública. Era também um entusiasta da mediação de conflitos, o que amplificava sua capacidade de gestor no enfrentamento das dificuldades do dia a dia. Foi na gestão do Dr. Blazeck à frente da Delegacia Geral de Polícia que a Delegacia Eletrônica teve suas atividades ampliadas, para o atendimento dos crimes de roubo, o que beneficiou sobremaneira a sociedade paulista. Desde janeiro, o Dr. Blazeck dirigia a Academia da Polícia Civil, compartilhando com os colegas os saberes acumulados ao longo de 30 anos de carreira como delegado e aprimorando a formação dos nossos policiais. Aos policiais civis e amigos – e mais especialmente à viúva, Gláucia, e aos dois filhos, Maurício e Guilherme – deixo, em nome de todos os policiais e funcionários da Secretaria da Segurança Pública, meus votos de condolência". MORRE EX-DGP DR. BLAZECK Foto: SSP/SP Dr. Blazeck marcou sua gestão por estar sempre pronto para dialogar com os representantes dos policiais civis na busca por melhorias para a categoria 06 Julho/2015

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NOVA SEDE A parte estrutural da futura sede social do Sinpol já está praticamente concluída. Restam os últimos retoques antes de iniciar a fase de acabamento da obra. Apesar das dificuldades atravessadas pelo País, com a crise econômica trazendo de volta o fantasma da inflação, as obras de construção da nova sede social do Sinpol estão prosseguindo dentro do planejado. A diretoria tem se empenhado para não ver tudo o que já foi executado sofrer com a alta dos preços que vem ocorrendo em todos os setores da economia brasileira. Dentro de poucos meses, os policiais civis associados ao Sinpol vão poder contar com um aumento significativo do patrimônio da entidade. O local vai contar com um grande e estruturado salão de festas, tornando-se uma opção a mais para o policial civil que pretenda organizar seus eventos com qualidade e economia. Além disso, terá salas para abrigar todos os departamentos, além de um auditório para eventos e cursos de aprimoramento profissional que poderão ser realizados nas dependências do Sinpol. O imóvel, segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, vai beneficiar não somente a categoria como também os moradores daquela região e a sociedade ribeirão-pretana em geral. O prédio está sendo edificado na Avenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a rua Pedro Pegoraro, que é uma travessa da Av. Leão XIII, na Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto)e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m². O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, convida todos os associados que tenham interesse em visitar as obras e conhecer como será a nova sede social do sindicato. Os custos da obra também estão à disposição de todos os interessados, com total transparência. Uma comissão de associados foi formada para acompanhar passo a passo o que é investido no local. As obras foram iniciadas no dia 06 de março de 2012. Acompanhe nas fotos a evolução da obra. FALTA POUCO Julho/2015 07

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CORRUPÇÃO Setor da Seccional de Ribeirão Preto realizou, em parceria com GAECO, Operação QI, que resultou em 20 prisões, incluindo políticos e funcionários públicos Em um caso que obteve repercussão nacional, o CIP (Centro de Inteligência Policial) da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto efetuou a prisão de 21 pessoas suspeitas de integrarem um esquema fraudulento de licitações e concursos públicos em diversas cidades da região. Segundo o delegado titular do CIP, dr. Gustavo André Alves, o trabalho consumiu quatro meses de intensa investigação. “Foram quatro meses muito intensos, que a equipe do Centro de Inteligência se desdobrou em dia, noite, fim de semana e feriado para concluir esse trabalho”, disse o delegado. Tudo começou com uma fraude identificada por um promotor de Justiça da cidade de Mineiros do Tietê-SP. Como a empresa envolvida era de Ribeirão Preto, ele entrou em contato com um promotor desta cidade, que passou as informações para o CIP. Imediatamente a equipe composta pelos investigadores Adriana, Leila, Edson e Piovani, começou a atuar no caso. Os policiais civis apuraram que uma das empresas, a Gerencial, de propriedade da vereadora em Pradópolis, Marlene Galiaso, participava de licitações para realizações de concursos públicos. Porém, de acordo com a Polícia Civil, a empresária tinha outras empresas envolvidas e o grupo se revezava para ganhar licitações, evitando levantar suspeitas. A razão ía além da garantia de ganhar a licitação. Os policiais civis apuraram que o grupo utilizava laranjas que eram aprovados em primeiro lugar no concurso público. Depois passavam gabaritos em branco, após a realização do concurso, para pessoas indicadas e que pagavam para passar nos concursos - a pedido de servidores municipais ou por conveniência da vereadora de Pradópolis, segundo relatório da investigação. Os laranjas aprovados em primeiro lugar “desistiam” da vaga, que caía no colo dos interessados. Diante das evidências levantadas, o CIP planejou uma grande operação em conjunto com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão bastante atuante do Ministério Público. “Foi um trabalho onde ficou bem demonstrado a importância de integração Polícia Civil/ Ministério Público/Poder Judiciário, que foi muito pontual com relação à decretação das prisões e mandados de busca”, acrescentou o delegado. Operação QI No dia 16 de junho, a partir das 06h00, foi deflagrada a “Operação QI”, sigla de Quociente de Inteligência, mas que é usada pejorativamente para definir fraudes, popularmente conhecida por “Quem Indica”. Foram cumpridas 20 prisões temporárias decretadas, além de 55 mandados de busca e apreensão, em 20 cidades da região de Ribeirão Preto e 11 cidades da região de São José do Rio Preto. Participaram da Operação QI cerca de 50 delegados de Polícia, 50 promotores de Justiça, 120 investigadores da Polícia Civil e 60 viaturas. As buscas ocorreram em seis empresas, 18 prefeituras e 11 Câmaras Municipais, além de outros locais. Há indícios de fraude em licitação para contratação das empresas investigadas nos seguintes órgãos, segundo o relatório da Polícia Civil: Câmara de Luiz Antonio, Prefeitura de Serra Azul, Prefeitura de Jaboticabal, Prefeitura de Monte Alto, Prefeitura de Guariba, Prefeitura de Pitangueiras, Prefeitura de Dobrada, Câmara e Prefeitura de Santa Ernestina, Prefeitura e Câmara de Motuca, Prefeitura de Tabatinga, Prefeitura de Guaraci, Câmara de Barretos, Prefeitura de Ipuã, Prefeitura de Restinga, Câmara de Santa Rita do Passa Quatro, Câmara de Porto Ferreira, Prefeitura de Valentim Gentil, Prefeitura de Fernandópolis, Prefeitura de Nova Granada, Prefeitura de Álvares Florence, Prefeitura de Turmalina, Prefeitura de Pedranópolis, Prefeitura de Estrela D’Oeste, Câmara de Mirassol, Câmara de Ibirá e Câmara de Pontalinda. Entre os presos, estão três vereadores, 10 funcionários públicos - entre secretários municipais e advogados - e sete empresários. Nos dias subsequentes à Operação QI, novas prisões foram efetuadas. Até o fechamento desta edição, havia dois foragidos. Nas oitivas, testemunhas afirmaram à Polícia Civil e ao Ministério Público que a suspeita de coordenar o esquema fraudulento também vendia vagas, com preços variando de acordo com o concurso. Ela é suspeita de cobrar R$ 5 mil para cada cargo efetivo e R$ 3 mil para cada cargo temporário, que teria validade de dois anos. As testemunhas e candidatos aprovados nos concursos já estão sendo ouvidos e há possibilidade de acordos para delação premiada. Mas as investigações prosseguem. “Certamente desdobramentos poderão advir, inclusive com identificação de novas pessoas envolvidas no esquema”, concluiu o dr. Gustavo. INTELIGÊNCIA DESMONTA ESQUEMA FRAUDULENTO A partir da esquerda, Piovani, Adriana, dr. Gustavo, Leila e Edson: equipe do Centro de Inteligência que atuou na Operação QI 08 Julho/2015

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A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto conseguiu identificar o suspeito de um crime que chocou a cidade por sua brutalidade. Na noite de 09 de abril de 2013, quatro homens foram atacados a tiros no estacionamento de um supermercado localizado no bairro Adelino Simioni, zona norte do município. Na ocasião, os quatro estariam consumindo entorpecentes, segundo levantamento feito durante as investigações. Um homem chegou em uma blazer verde escuro, desceu do carro, perguntou às vítimas o que eles estavam fazendo e atirou em seguida. No total, foram disparados ao menos dez tiros contra os quatro homens. Marlon Maicon Vieira, então com 25 anos, morreu no local. Os outros três sobreviveram, mas com sequelas. Um deles está sem o movimento das pernas e o outro sobrevive com um cateter ligado ao aparelho digestivo. Depois de atirar, o homem entrou calmamente no veículo e foi embora do local. De acordo com o delegado que participou da apuração deste caso, dr. Cláudio Sales Júnior, na época em que o crime ocorreu, Ribeirão Preto registrou vários homicídios e em quase todos eles, as vítimas eram pessoas com passagens policiais ou que consumiam entorpecentes. Alguns sem qualquer ligação acabaram mortos por estarem nos locais errados na hora errada. Mas por conta da forma como os homicídios foram registrados, suspeitou-se da ação de um grupo de extermínio. “A princípio, nesse crime [do supermercado no Adelino Simioni], foi levantada a participação de policiais militares por populares. Mas isso não se confirmou. As testemunhas que temos foram enfáti- DIG RIBEIRÃO PRETO IDENTIFICA SUPOSTO JUSTICEIRO pode levar a uma demora em juntar provas o suficiente para incriminar uma pessoa. Isso não quer dizer que, passado um ou dois anos, a pessoa não vá responder. Vai responder da mesma forma, com mais provas substanciais do que se fizéssemos uma investigação e um indiciamento muito rápido, pois lá na frente, no processo, derrubariam as provas que você coletou”, desabafou o delegado. “Ele [G.] atuava como uma espécie de justiceiro”, revela dr. Sales. Antes de indiciar o suspeito por mais esse crime, o delegado apura uma possível participação ou autoria dele em outros três homicídios ocorridos em 2013, todos de forma semelhante ao que foi registrado no estacionamento do supermercado da zona norte da cidade. O delegado destacou a qualidade do processo de investigação, que contou inicialmente com uma equipe, mas com as mudanças pontuais que ocorrem na Polícia Civil, acabou com outros diferentes dos que iniciaram, sem perder a qualidade. Ele elogiou a atuação dos investigadores Túlio, Matias, Leandro e Lucas e do escrivão Eduardo. cas em dizer que um homem sozinho desceu de uma blazer verde escuro e efetuou os disparos”, informou o delegado. A equipe seguiu as investigações e, no dia 17 de junho de 2015, indiciou o vigia G.A.B., de 42 anos. Ele compareceu à DIG na companhia de um advogado e, apesar de negar a autoria do crime e das tentativas de homicídio, acabou indiciado. “Sabíamos o apelido da pessoa e que ela agia, supostamente, como um policial. Chegamos até G., que foi indiciado por outro homicídio”, explicou o dr. Sales. Em 29 de outubro de 2014, o caminhoneiro Daniel Galdino de Melo foi assassinado com três tiros no tórax em um posto de combustíveis na Rodovia Anhanguera. Na ocasião, G. fazia segurança no posto de combustíveis e apurou-se que um frentista discutiu com o caminhoneiro que, pouco depois, foi encontrado morto na área de estacionamento, vítima de três disparos de arma de fogo. G. foi indiciado e está respondendo por este crime em liberdade. Diante das informações, os policiais civis passaram então, a reunir provas que favorecessem o indiciamento do suspeito. “O que demorou foi a juntada de provas para poder pedir o indiciamento dele. As pessoas têm a falsa impressão de que passando mais de um ou dois meses, já não se soluciona mais nada. Isso não é verdade. Acontece que a Delegacia [de Investigações Gerais, Setor] de Homicídios não tem um caso só. Tem vários casos. E às vezes uma perícia, uma prova ou testemunha que não tenha sido encontrada, Dr. Cláudio Sales Júnior cordenou as investigações que apontaram o vigia como suposto justiceiro e responsável pelos disparos que feriram três e causaram a morte de uma quarta pessoa Julho/2015 09

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JURÍDICO VITÓRIAS Jurídico do Sinpol conquista nove vitórias garantindo a associados o direito à aposentadoria com paridade e integralidade licial civil, tirando-lhe o direito à paridade e integralidade”, explicou Eumauri. No ano passado, a alegação de que a LCF 51/85 não havia sido recepcionada pela CF (Constituição Federal) caiu por terra com a LCF 144/2014, que atualizou a lei anterior. Mas muitas ações foram ingressadas antes da criação da nova lei, onde o jurídico do Sinpol pleiteia, através de Mandados de Segurança, garantir ao associado o direito que é praticado em todos os demais estados brasileiros, à exceção de São Paulo. De acordo com os advogados Ricardo Ibelli e Viviane C. Ibelli Pinheiro, muitos mandados de segurança ainda vão ser analisados e muitas vitórias ainda devem ocorrer em favor dos associados do Sinpol. “Neste mês foram nove vitórias garantindo aos policiais civis associados ao sindicato o direito à paridade e integralidade. Muitas outras virão”, avaliam os advogados, que integram o departamento jurídico do sindicato. Vitórias Em junho, quatro associados ganharam em primeira e segunda instâncias. O governo entrou com recurso extraordinário, que foi inadmitido. Verifica-se que em todo o Brasil os demais estados praticam a aposentadoria especial para os policiais civis, com direito à paridade e integralidade. Os vitoriosos nestas ações foram o carcereiro em Ribeirão Preto, Walter Moraes Braga Júnior; o escrivão em Fernando Prestes, João Henrique Santello; o investigador em Caconde, Dario José Cantarelli; e o carcereiro em Ribeirão Preto, Adolfo Bezerra Almeida de Souza. Acórdãos Outras conquistas foram registradas em favor do escrivão em Barrinha, Antonio Carlos Schivo e do agente de telecomunicações de São José do Rio Pardo, Osmar Ignácio. Ambos haviam perdido a ação em primeira instância. O jurídico do Sinpol recorreu e obteve vitória para os dois policiais civis associados em segunda instância. O governo entrou com os embargos, que foram rejeitados. Nos dois casos, foi obtido o acórdão, que garante a aposentadoria especial, com paridade e integralidade. GARANTEM APOSENTADORIA ESPECIAL Em outros três casos, os associados venceram a ação pleiteando Mandado de Segurança em primeira instância. O governo recorreu e nova vitória foi obtida em segunda instância. O governo recorreu novamente e teve rejeitado os embargos de declaração nos três casos, garantindo também aos policiais civis o direito à paridade e integralidade, graças a acórdão obtido. Beneficiaram-se dos Mandados de Segurança o escrivão de Santo Antonio da Alegria, Geremias Lourenço de Castro; o investigador de Ribeirão Preto, Carlos Henrique Guilhermiti; e o investigador de Miguelópolis, Rui Barbosa Gonçalves. Os cinco policiais contemplados com os acórdãos já têm direito a se aposentar com paridade e integralidade. A paridade garante ao policial civil aposentado receber o mesmo que seu colega da ativa que ocupe mesmo cargo e classe. Já a integralidade garante ao policial civil, no ato da aposentadoria, receber o total de seus vencimentos, sem perder nenhum adicional. Eumauri lembra a todos os policiais civis associados que o jurídico continua atuando firme em favor dos associados. “E não é somente na questão de aposentadoria, não. Nosso departamento jurídico tem colecionado vitórias em diversas áreas de atuação. Esse é nosso objetivo, trabalhar em prol do associado”, sentencia Eumauri. O mês de junho foi bastante movimentado e favorável aos associados do Sinpol que recorreram ao departamento jurídico do sindicato para garantir o direito à aposentadoria especial, com paridade e integralidade. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, as vitórias registradas neste mês ainda são relativas às ações que o departamento jurídico ingressou pleiteando a aposentadoria nos moldes da LCF (Lei Complementar Federal) 51/1985. “Antes o governo de São Paulo era o único em todo o País que não adotava a LCF 51/ 85 para as aposentadorias especiais, garantindo ao policial civil o direito à paridade e integralidade. O governo alegava que esta lei não havia sido recepcionada pela Constituição de 1988 e utilizava a Lei 1062/2008, que causava uma grande perda no salário do po- Os advogados Ricardo Ibelli e Viviane C. Ibelli Pinheiro comemoram as vitórias obtidas pelo departamento jurídico do Sinpol 10 Julho/2015

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BRASIL LEI CONSIDERA CRIME HEDIONDO ASSASSINATO DE POLICIAIS nado realizaram, entre os dias 01 e 15 de abril, uma pesquisa para saber a opinião dos internautas sobre a proposta que foi aprovada no último dia 11 de junho. De acordo com o PLS 41/2013, de autoria do senador Ciro Nogueira, a proposta altera o Código Penal para garantir mais proteção aos agentes públicos, independente do exercício de suas atividades. Na enquete, os internautas apenas respondiam à pergunta “Você é a favor ou contra tornar crime hediondo o assassinato contra policiais, bombeiros, guardas municipais, agentes penitenciários, promotores, defensores e juízes?”. Após 1.608 votos, a maioria, 77%, opinou ser favorável à proposta. Apenas 23% reprovaram a alteração no Código Penal. Alteração De acordo com a lei aprovada no dia 11 de junho, será considerada gravíssima a lesão que provocar incapacidade permanente para o trabalho, enfermidade incurável, perda ou inutilização do membro, sentido ou função, deformidade permanente e aborto. O texto também prevê aplicação de pena mais dura quando o delito for cometido contra cônjuge, companheiro e parente em até terceiro grau desses agentes de segurança. Nos casos de homicídios, o texto prevê que o fato da vítima ser agente do Estado ou parente, torna o crime “qualificado”. Com isso, a punição passa do prazo atual entre seis e 20 anos, para 12 a 30 anos. Além disso, as regras de progressão do regime fechado para um mais brando também serão mais rígidas nos casos destes crimes agora considerados hediondos. Para passar ao semiaberto, por exemplo, o condenado precisará cumprir pelo menos dois quintos da pena em caso de réu primário ou três quintos da pena se for reincidente. Em casos de crimes não considerados hediondos, basta apenas cumprir um sexto da pena para ter direito a pleitear a progressão. A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.142 de 06/07/2015 sem emendas, alterando assim os artigos 121 e 129 do Decreto-Lei 2.848, de 07/12/1940 (Código Penal) e o artigo 1º da Lei 8.072 de 25/07-1990 (lei de Crimes Hediondos). Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, a iniciativa é justa e aguardada entre os policiais civis e todos aqueles que estão direta ou indiretaArte: site.adital.com.br Presidente Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, projeto aprovado em junho pelo Congresso e cria Lei 13.142, de 06 de junho de 2015 mente envolvidos no combate ao crime. “Na verdade, o País não é ruim de Leis. As Leis são boas. O problema é que criam muitas brechas e um indivíduo condenado a 30 anos, com tantos atenuantes, pode ficar preso apenas dois anos. Se as Leis fossem cumpridas integralmente, não seria necessário criar uma nova Lei. Falam que cadeia não recupera. Até é verdade, mas a pena não é só pra trazer o indivíduo de volta para a sociedade. Tem também o espírito punitivo, para que quem cometa não queira regressar. Então, diante de tantos atenuantes, considero essa Lei importante para os policiais. Agora, para funcionar mesmo, é preciso cumprir com fidelidade o que está escrito na Lei”, conclui Eumauri. O Senado federal aprovou, no dia 11 de junho, um projeto de Lei que passa a considerar crime hediondo o assassinato ou a lesão corporal dolosa praticados contra policiais. O projeto abrange todas as formas policiais do País, sejam policiais civis, militares e bombeiros, que estiverem no exercício de suas funções. Com a aprovação, os crimes que passaram a ser considerados hediondos, estabelecem que a pena ao seu autor seja obrigatoriamente cumprida em regime inicialmente fechado. Não prevê benefícios ou reduções significativas. A proposta foi apresentada, originalmente, no início de 2007, meses após uma onda de ataques desencadeada por integrantes de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios, que teria sido iniciada no estado de São Paulo e depois ocorrido em outros estados brasileiros. Na rebelião, que foi deflagrada pelos criminosos no dia das mães em 2006, dezenas de policiais civis, militares, bombeiros, além de agentes penitenciários, foram assassinados por conta de ataques realizados em diversas cidades e localidades. O texto inicial, todavia, sofreu uma série de alterações e isso, de certa forma, imperrou o processo de votação. A sessão que aprovou o projeto que considera crime hediondo atentar contra a vida de policiais, contou com apenas quatro senadores em plenário. Em entrevista à imprensa, o presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que houve acordo entre os líderes partidários para que essa e outras propostas fossem analisadas em votação simbólica. Em 2013, o DataSenado e a Agência Se- Julho/2015 11

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em agosto! 1 Roberto Borges de Oliveira José Carlos Caporusso José Guilherme Torrens de Camargo Jeferson Marcos Sedassari Marcelo Lázaro Pereira Cláudia Alexandra F. Alves Ferreira Gilberto Haruo Yamaoka 2 João Carlos Cazu Antonio Sérgio Pereira Ettore Francisco Brunelli Milton Bergamin 3 Fátima Aparecida Silva 4 Antonio Carlos dos Santos Netto Ary Lopes Daniel Nicoleti da Silva Eduardo Bittencourt de Lima Dario José Cantarelli 5 Jair Jorge Cano João Delfino de Souza Euclides Batista de Sousa Júnior José Rubens dos Santos Rita Paula de Moraes Bucioli 6 Márcio Antonio Pinho Bertolino José Mauro Chiaretti Luís Henrique Martin 7 Jussara Junqueira Rosemary Carlini de Oliveira 8 Samuel Antonio Zanferdini Odair Batista Sirlei Ferreira Rabello Simonea Marangoni da Silva 9 Dalva Aparecida Chiaretti Mário Portugal Gonçalves Antonio Luiz de Biaggi Luiz Carlos Valério Trocca Jeane Moraes Cleverson Lima Garcia 10 Maurício Kusumota Antonio Edson Ferreira de Freitas Luiz Carlos Contin Filho Pedro Afonso da Silva 11 Alexandre Comodaro Bueno 12 Wilson Sasaki Walter Rossetti Júlio Cesar de Paula Gumercindo Rodrigues Carvalheiro Maria Aparecida Alves da Silva 13 Antonio Arrisse Adelino Pinto Ribeiro Maria Fátima dos Santos Daniel Paulo Radaeli Rita Eliza de Pace 14 José Luiz Tor 15 Valido José da Silva Paulo Augusto Ciampone Melo Carlos Eduardo Fabbri Robert Schmengler Guilhaume José Silverio de Paula Neto Marcia Ap. de Arruda Ferreira Luís Fernando Di Donato 16 Antonio Boleli Neto Celso Botelho dos Santos Eliana Aparecida do Nascimento Caio Iberê Galvão Gobato José Ceará Neto 17 João Gonçalo Pallareti Carlos Moreschi Hugo Anselmo Ravagnani Rosa Maria Dezzotti Bittencourt de Lima Elieu de Souza 18 Luís Carlos Chiaparini Gislene V. Teixeira da Silva 19 Luiz Alberto Lopes Roberto Rudon Bettini Inês Paplovsks Pinto Valmir Palharini Danilo Alves Rabello José Eduardo do Nascimento Maria do Carmo Santos Pavanelli José Carlos de Paula Rafael Eduardo Pereira 20 Osmar Ignácio Silas Anselmo Antonio Lula de Figueiredo Júnior Roberto Flávio Narducci Bergson Newton Berthaud Paulo Kendi Takahashi 21 Paulo Roberto Scarparo MEMÓRIA Vanilda Rodrigues Antonio Carlos Rodrigues Simões Sílvio Ruivo Luiz Carlos Barbosa Lima 22 Gino Augusto Franco Sant’Anna Susete Ap. dos Reis Costa Aguiar Ricardo Takahashi Edmilson Sandoval do Vale Pedro Luiz Acetoze 23 João da Silva Ester Marina dos Santos Sonia Ap. Messias de Paula Lucimari Cambuy da Silva José Carlos Travizan 24 Wilson Lauro Leite de Mello Aguinaldo Maciel Barbosa Hugo Manoel Ravagnani Leonardo Naves dos Reis Ivanil A. Alves Pereira 25 Hedemil Gomes Felipe Ana Palmira Belini de Oliveira Granger 26 Luiz Francisco Grotta Paulo Sérgio Rossi Isabel Cristina Janke Wilson Francisco Araújo 27 Luís Carlos da Silva Vieira A foto acima registra uma animada confraternização de policiais civis, no início dos Jadis Dalton Ferreira Viella anos 1980, em Ribeirão Preto. Estavam presentes à festa, realizada na sede da então Alexandre Aparecido da Silva Delegacia Regional de Polícia Civil, a partir da esquerda, João Ipólito, Neusa Wagner Cândido da Silva Aparecida Pian da Mata, dr. Luiz Roberto Ramada Spadafora, Vera Lúcia Moreira Eni Aparecida Silva Zaccaro Spadafora, Conceição Aparecida da Silva, Daniel Orsi, Edvaldo Rodrigues dos Santos, Artur Assalin da Silva Francisco Tavares, dr. Edgard Meirelles, Dalva Aparecida Chiaretti, dr. Ademar Birches 28 Lopes, dr. Renato Ribeiro Soares (à época ocupando o cargo de Delegado Regional) e Rosa Maria de Carvalho Rocha José Augusto Mendes dr. Alcides Hipólito do Rego Filho. Vera Terezinha Dias Guioto 29 Clóvis Chicória Lilian de Simone Benedito de Castro Filho João Fernandes Vieira Neto O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo José Ricardo Lisi de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a Nilton Ferreira Borges participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam Kátia Cristina Ferreira da Silva ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos 30 colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações Geremias Lourenço de Castro cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que Mauro José Zancheta Ataliba Vicente Júnior representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os 31 interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região Wilson Gonzaga Júnior podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612- CONFRATERNIZAÇÃO DO FUNDO DO BAÚ O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. 9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). 12 Julho/2015

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REGIÃO A Os policiais civis do 3º DP (Distrito Policial) de Franca conseguiram esclarecer um roubo que contou, inclusive, com a denúncia de um sequestro relâmpago na área de atuação da unidade da Polícia Civil. No mês de fevereiro, policiais civis e militares foram mobilizados após uma ocorrência de roubo. A suposta vítima, segundo depoimento, estava deixando sua residência no horário de almoço e, ao descer do veículo para fechar o portão, teria sido abordada por dois rapazes, que lhes exigiam dinheiro. Temendo que os dois represálias, entregou para os dois aproximadamente R$ 1.900, valor este que estava em sua posse. Não satisfeitos, os assaltantes questionaram se haveria mais dinheiro dentro do veículo ou dentro da residência. Para evitar que os assaltantes entrassem em sua casa, a vítima disse que tinha mais dinheiro no banco. Diante da informação, um dos assaltantes teria entrado no veículo ao lado da vítima e ordenado que fossem até uma agência bancária para sacar mais dinheiro. O comparsa teria seguido em uma motocicleta. A vítima teria ido até o local e efetuado um saque de R$ 1.000, entregando o dinheiro para o assaltante que estava no interior do veículo. Em seguida, os dois fugiram na moto. A suposta vítima comunicou o fato a policiais militares, que compareceram à agência e comprovaram o saque. Em seguida, passaram as informações dos assaltantes via rádio e diversas viaturas tentaram, sem sucesso, localizar a dupla que levou o dinheiro do homem que saía de casa. MENTIRA TEM PERNA CURTA gramas sexuais com o “cliente”, ao custo de R$ 500 cada programa. Segundo a mulher, o “cliente” acabou não pagando o que foi combinado e ela decidiu ameaçá-lo dizendo que contaria sobre as relações extraconjugais para a esposa dele. Diante da ameaça, o homem teria então feito a transação bancária e entregue os R$ 1.000 para a mulher, que nega ter extorquido a vítima para pagamento. Ela também garantiu que não manFoto: www.gcn.net.br Equipe do 3º DP de Franca descobre que roubo, na verdade, não existiu e dinheiro foi repassado para ocultar caso extraconjugal O caso foi registrado no 3º DP e, imediatamente, o titular da unidade, dr. Leopoldo Gomes Novais, pediu que sua equipe apurasse todos os detalhes. Os investigadores Ademar, Diego, Kauzio e Rogério iniciaram as investigações e, no decorrer das apurações, decidiram intimar a vítima para nova oitiva, pois perceberam algumas contradições. O novo depoimento foi tomado e a suposta vítima acabou confessando aos policiais civis que, na verdade, não tinha sido roubada. Em relatório, o dr. Leopoldo informou que ele teria entregado o dinheiro para “amigos” de sua amante. “Por ser casado, a vítima mantinha uma relação extraconjugal e sua amante pediu dinheiro para quitar dívidas com um agiota. Ao negar a doação do dinheiro, recebeu uma ligação da amante. Ela enfatizou que contaria para sua esposa [sobre] a traição, além de comprovar os fatos com vídeos e fotos de momentos íntimos. Assim, cedeu ao apelo da mulher, alegando que foi procurado por dois rapazes em uma moto, em sua residência, os quais diziam que ali estavam para dar um recado da garota com quem saiu. Com receio, realizou a transação bancária, comunicando o fato à PM, logo após, como roubo”, informou na nota o dr. Leopoldo. No dia 01 de junho, a mulher esteve no 3º DP para prestar esclarecimentos. Ela informou que estava atravessando problemas financeiros e, como forma de equilibrar o orçamento, decidiu realizar programas sexuais, em troca de pagamentos. Informou que conheceu o homem casado em uma sala de “bate-papo” na internet. Ela contou que fizeram dois prodou ninguém para ameaçá-lo a fazer o pagamento. Segundo o dr. Leopoldo, as investigações prosseguem para apurar se houve de fato a chantagem. Além disso, o homem também poderá ser responsabilizado pela falsa comunicação de crime, pois teria notificado um assalto seguido por um sequestro relâmpago e acabou mobilizando efetivo policial desnecessariamente. O titular do 3º DP de Franca, dr. Leopoldo, coordenou as investigações que esclareceram o falso sequestro, argumento usado para esconder traição conjugal Julho/2015 13

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VIRADOURO Equipe da Delegacia do Município realizou operação para apreensão das máquinas a partir de informações apuradas pela Inteligência Policial Os policiais civis da Delegacia do Município de Viradouro realizaram uma importante operação no dia 15 de junho. O objetivo foi o de combater a prática do jogo ilegal na cidade. Graças a um trabalho realizado pelo setor de Inteligência Policial, a equipe que atua na delegacia de Viradouro conseguiu informações sobre uma residência de lazer localizada às margens do Rio Pardo, em uma área de chácaras, onde estaria funcionando um cassino clandestino. De posse das investigações, a equipe supervisionada pelo delegado titular, dr. João Vitor Silvério, planejou uma ação para coibir a prática do jogo clandestino. Os policiais civis estiveram no local, onde realizaram o flagrante e apreenderam sete máquinas do tipo “caçaníqueis”, que estavam em pleno funcionamento. Ainda durante o flagrante, os policiais civis encontraram e apreenderam uma grande quantidade de componentes elétricos e eletrônicos, que seriam utilizados na manutenção e montagem de outras máquinas “caçaníqueis”. Os policiais civis de Viradouro conduziram até a delegacia a dona de casa M.H.M.C., de 70 anos, a doméstica V.P.F.A., de 46 anos, ambas residentes em Bebedouro e o técnico de manutenção A.S.G., de 38 anos, morador de Viradouro. Os três foram autuados em flagrante pela prática da contravenção penal de jogo de azar. Segundo o dr. João Vitor Silvério, o combate a esse tipo de contravenção é uma das prioridades da Polícia Civil na região de Bebedouro, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade dos serviços de segurança pública na região. Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Delegacia Seccional de Polícia de Bebedouro POLICIAIS CIVIS APREENDEM Foto: Seccional de Bebedouro “CAÇA-NÍQUEIS” Equipamentos utilizados na prática de jogo clandestino apreendidos durante ação dos policiais civis de Viradouro Em solenidade ocorrida em junho, governador anuncia nomeação de 392 policiais civis, que ainda vão receber treinamento Durante a reunião extraordinária do (CPC) Conselho da Polícia Civil, realizado no dia 11 de junho no Palácio da Polícia Civil, o governador Geraldo Alckmin anunciou a nomeação de 392 novos policiais civis, sendo 239 agentes policiais e 153 escrivães. “Nomeamos quase quatrocentos policiais a mais, aproveitando um concurso já ocorrido”, afirmou o governador, através da Assessoria de Comunicação da SSP (Secretaria da Segurança Pública). “Os 392 novos policiais civis são remanescentes de concursos prestados em 2012 e serão contratados em função de vagas autorizadas no ano seguinte pelo programa ‘SP contra o Crime’, que visa reforçar o efetivo dos policiais para reduzir o crime”, continuou a nota. Os futuros escrivães e agentes tomariam posse até o final de junho e, só então, farão curso de formação técnico-profissional na Acadepol. Diante disso, se tudo for feito de maneira a agilizar o processo, esses policiais civis anunciados pelo governador não chegariam às suas unidades trabalho antes do próximo ano - na melhor das hipóteses. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, essa exploração política nada mais é do que uma gota d’água no oceano. “O governador anuncia com alarde a contratação de 392 novos policiais civis. Se todos viessem somente para a Seccional de Ribeirão Preto, ainda assim seriam insuficientes para preencher a lacuna que temos em recursos humanos”, enfatiza o presidente do sindicato. Para Eumauri, a atitude de Alckmin é elogiável, porém insuficiente. “O Sinpol já apresentou essa proposta. Não para se usar politicamente, mas de fato para agilizar a contratação, utilizando os aprovados remanescentes em concursos que não ocuparam vagas disponíveis na ocasião. Mas este número em nada muda o quadro caótico vivido na Instituição”, alfineta Eumauri. O presidente do Sinpol estima em cerca de 25 mil novos policiais civis o número necessário para que a Polícia Civil possa funcionar de forma satisfatória. “Tivemos muitas baixas nos últimos anos, sem reposição. Isso sem dizer que tem muita gente em condições de se aposentar. Portanto, precisa contratar em número realmente necessário. E não ficar fazendo alarde. Se distribuísse esses 392 novos policiais civis, daria meio para cada cidade do Estado. É preciso agilizar e contratar com vontade, ou a Polícia Civil fecha as portas”, critica Eumauri. UMA GOTA NO OCEANO 14 Julho/2015

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FRANCA Através do “golpe do carro quebrado”, estelionatário se faz passar por parente das vítimas pedindo ajuda para veículo com pane mecânica Policiais civis do 5º DP (Distrito Policial) de Franca identificaram um suposto líder de quadrilha que vem aplicando o mesmo golpe em diversos estados brasileiros e já teria extorquido dinheiro de aproximadamente 500 vítimas. A equipe comandada pelo dr. Helder Rodrigues tomou conhecimento do golpe através da denúncia feita por uma das vítimas da quadrilha. Imediatamente ele solicitou ao investigador Reginaldo Calil que iniciasse as investigações e, em pouco tempo, um dos suspeitos já estava identificado. Segundo Calil, no início de junho um casal de Franca recebeu um telefonema de um suposto parente. Em entrevista à imprensa, a mulher explicou como foi o golpe. “Atendi o telefone e do outro lado da linha me chamaram de tia, perguntando se eu sabia quem estava falando. Disse o nome do meu sobrinho e a pessoa confirmou que era ele. Disse que estava saindo para nos visitar”, relatou a vítima. Com o nome do sobrinho nas mãos, o golpista preparou o golpe. Depois de algumas horas do primeiro telefonema, fez nova ligação. Desta vez relatava que estava próximo a Marília, mas com o veículo quebrado. Pediu que a tia acionasse a companhia de seguro para providenciar o socorro. A mulher ligou e um homem que se identificou como Pedro disse que iria providenciar o atendimento. “Depois de uma hora e pouco, a pessoa que pensava ser meu sobrinho ligou novamente dizendo que o carro estava consertado, mas que precisava de dinheiro para pagar o atendimento. Ele disse que não aceitavam cheque ou cartão. Então me pediu R$ 2 mil. Eu passei para meu marido, que negociou, dizendo que só tinha R$ 1,3 mil e eles pediram para fazer o depósito”, disse a vítima aos jornalistas. De acordo com Calil, o dinheiro foi imediatamente sacado em uma casa lotérica na cidade de Goiânia. “Fizemos o rastreamento e descobrimos que quem sacou tinha perfis na rede social para enganar suas vítimas. Acreditamos que mais de 500 pessoas tenham sido enganadas. A pessoa com o mesmo nome e RG da conta que sacou o dinheiro repassado pelo casal de Franca praticou mais de 500 golpes em todo o País. Sabemos que ele tem endereços em Goiás e Maranhão e estamos tentando localizá-lo”, informou Calil. A mulher só se deu conta do golpe quando, depois das cinco ligações feitas, o sobrinho não ligou mais nem chegou à cidade. “Então liguei para minha família e eles disseram que meu sobrinho não estava vindo me visitar. Tentamos bloquear o depósito, mas já tinham sacado o dinheiro”, lamentou. Para o investigador do 5º DP, os golpistas procuram descobrir nomes que possam facilitar a conversa e levar as pessoas ao erro. Esse caso que vitimou um casal de Franca é uma variante do golpe do falso sequestro, onde uma suposta vítima liga dizendo estar sendo torturada. A vítima acaba falando o nome da pessoa que acha ter sido sequestrado e a ação se intensifica, até conseguirem arrancar algum dinheiro para supostamente libertar quem está sequestrado. Esse tipo de golpe chegou a ser aplicado por criminosos que cumpriam pena em unidades prisionais espalhadas pelo Brasil, principalmente no Nordeste. Em uma variante desse golpe, estelionatários fingem ser de uma escola de línguas ou de alguma empresa que estará oferecendo um brinde para quem preencher um cadastro na porta de salas de cinemas. Na tal ficha cadastral, há a necessidade de se informar o celular e o telefone residencial. Sabendo que a pessoa vai entrar no cinema e desligar o celular, iniciam o golpe, ligando para a família dizendo estar em poder da pessoa, pedindo resgate. Quando a família pede uma prova, instruem a vítima a Foto: Arquivo 5º DP IDENTIFICA GOLPISTA QUE LESOU 500 ligar para o celular da pessoa supostamente sequestrada, dizendo que está desligado. Feita a constatação de que o número está mesmo desligado, a vítima entra em pânico e acaba cedendo à pressão dos criminosos. No caso de Franca, as investigações prosseguem. “Estamos fazendo um levantamento de todas as vítimas dessa quadrilha. Nosso objetivo é tentar localizar e prender esses estelionatários”, concluiu Calil. O investigador Reginaldo Calil acredita que o golpe tenha causado prejuízos a mais de 500 pessoas em todo o Brasil Julho/2015 15

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