Revista Educação em 1º Lugar

 

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Revista Cruz Azul Educação

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Educaçã Educa ção o em muita sabedoria em 2015 lugar Revista da Cruz Azul de São Paulo Ano I - N° 4 - Dezembro/2014 Distribuição gratuita Feliz Natal e Especial Tabagismo Novo acordo ortográfico Necessidade de estímulo à formação continuada de professores 4 12 15

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Sumário Expediente Revista Educação em Primeiro Lugar É uma publicação trimestral da Cruz Azul de São Paulo Corpo Diretivo Cel PM Julio Antonio de Freitas Gonçalves Superintendente 4 5 6 7 8 9 Afinal, o que é fumante passivo? Tabagismo também mata quem não fuma Efeitos do monóxido de carbono O mundo está fumando mais, mas a taxa diminui em três décadas Número de fumantes cai no Brasil Imposto é arma eficaz contra tabagismo A química por trás do prazer de fumar Tabagismo: desafio permanente para a Educação Brasil lidera ranking de violência a professores Cel PM Renato Perrenoud Coordenador de Educação Cel PM Renato Aldarvis Coordenador de Saúde Cel PM Márcio Matheus Coordenador de Logística Cel PM Vicente Antonio Mariano Ferraz Coordenador de Finanças Cel PM Marcos Roberto Chaves da Silva Coordenador de Sustentabilidade Dra. Joyce Mari Stocco Coordenadora Clínica 10 11 12 13 14 16 15 17 18 19 20 Programa Saúde na Escola Novo acordo ortográfico Genes iguais definem parte da habilidade em Matemática e Línguas Programa Pró-engenharias para estudantes do ensino médio do Amazonas Estudo indica necessidade de estímulo à formação continuada de professores Cel PM Silvio Roberto Montagner Chefe de Gabinete Publicação desenvolvida pela equipe da Gerência de Comunicação Corporativa Elisabeth Diniz, Rosana Rodrigues, Bianca Maciel, Lucas Leandro, Marina Saraiva, Sabrina Tono e Victor Resende. Jornalista Responsável: Walter Mazar - MTb.: 16.431/SP Fotos Banco de imagens da Cruz Azul e Shutterstock Tiragem 20.000 exemplares comunicacao@craz.com.br www.craz.com.br Dezembro/2014 Primeira Escola de Educação Física do País completará 105 anos Realizando escolhas, construindo o futuro - Projeto ENEM 2014 Finalidades da Prova Brasil e do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica Bolsa para jovens brilhantes Unidades do Colégio da PM 2 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Opinião Desejamos muita Educação para o Brasil e o mundo em 2015 A sensação é de que o ano passou rápido. Talvez, porque vivemos um 2014 muito intenso, especialmente no âmbito da Educação, um dos principais pilares históricos da Associação Cruz Azul de São Paulo, que em 2015 irá comemorar 90 anos de atuação e busca constante de soluções resolutivas e inovadoras para atender, condizentemente, a família do Policial Militar e a sociedade, na capital paulista e cidades vizinhas. Retrospectivas, muitas vezes, não são justas porque exigem informações sucintas demais para se poder dimensionar o trabalho árduo e prazeroso no desenvolvimento de projetos, implementação de novos equipamentos e tecnologias e aprimoramento profissional do contingente de colaboradores nas mais diversas áreas, entre outras realizações em nome da qualidade e sustentabilidade financeira da Instituição. Porém, breves números e dados podem representar, objetivamente, as realizações da Cruz Azul em 2014, decorrentes das atividades, ações e interações das nossas coordenadorias de ensino: mais de 11 mil alunos, da Educação Infantil (Berçário, Maternal e Jardim) e Ensinos Fundamental e Médio; 550 professores especializados nas mais diversas disciplinas; incentivo ao esporte; e consolidação do tradicional e inovador Sistema Anglo de Ensino, com foco na preparação dos jovens para o Ensino Superior. Por fim, para registrar nossos votos de Boas-Festas, na última edição do ano da revista Educação em Primeiro Lugar, desejamos a todos os nossos leitores, colaboradores e integrantes da comunidade Cruz Azul, um 2015 repleto de realizações profissionais e pessoais, felicidade, saúde e, claro, muita aprendizagem. Cruz Azul de São Paulo 3

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Especial tabagismo Afinal, o que é fumante passivo? Tabagismo também mata quem não fuma O fumante passivo é aquele que inala, no ambiente, a fumaça de produtos e derivados do tabaco, como cigarro, cigarro de palha, cigarro de cravo, charuto, cachimbo e narguilé (cachimbo d’água), entre outros. Enfim, é a exposição involuntária ao fumo ou à Poluição Tabagística Ambiental (PTA). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e o alcoolismo, respectivamente. O ar poluído pela fumaça do cigarro apresenta, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo próprio fumante, por conta do filtro do cigarro. As últimas estimativas indicam que, no mundo, 2 bilhões de pessoas são fumantes passivos. Entre esta multidão, 700 milhões são crianças. O número de mortes por conta da inalação involuntária da fumaça do tabaco também é impressionante: 600 mil. vezes mais nicotina e monóxido de carbono do que o fumante ativo, e está exposto a 250 substâncias tóxicas, entre elas, 50 cancerígenas ” “ Fumante passivo inala 3 4 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Especial tabagismo Tabagismo passivo é a maior causa de doença respiratória em crianças Mais de 100 mil casos anuais de câncer podem ser atribuídos ao fumo passivo O fumante passivo tem três vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão do que aquele que não é exposto à fumaça A poluição tabágica ambiental contém cerca de 250 substâncias reconhecidamente tóxicas; algumas indutoras de câncer e mutação, comprovadamente A fumaça do tabaco é o principal poluente de ambientes fechados Efeitos do monóxido de carbono Como se não bastassem as mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo corantes e altas concentrações de agrotóxico, a queima do tabaco produz complexa mistura de gases, vapores e material particulado. O monóxido de carbono (CO), presente na fumaça, é semelhante ao liberado pelos veículos. O mal que ele causa à pessoa deve-se à sua afinidade com a hemoglobina – elemento presente nos glóbulos vermelhos do sangue e que fornece oxigênio aos órgãos do corpo. Praticamente, ninguém – fumantes e não fumantes – está imune aos efeitos do monóxido de carbono que, associado à nicotina, provoca diversas doenças cardiovasculares e estimula a produção de ácido clorídrico no aparelho gastrointestinal, acarretando enfisema pulmonar e úlcera, entre outros problemas que compõem a vasta lista de doenças em que o tabagismo é protagonista. Inflamável, incolor e inodoro O monóxido de carbono, de fórmula CO, é um gás inflamável, incolor e inodoro. Por isso, muito perigoso, pois não pode ser identificado no ambiente pela visão e olfato. Além dos produtos e derivados do tabaco, o monóxido de carbono é produzido pela queima incompleta de combustíveis fósseis, como carvão mineral, gasolina, óleo diesel e querosene, entre outros. O CO também tem origem na queima do gás de fogão (butano), o que o torna muito presente em cozinhas pouco ventiladas e sem exaustores. Cruz Azul de São Paulo 5

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Especial tabagismo O mundo está fumando mais, Pesquisa realizada em 187 países mostra queda de 41,5% no consumo entre mulheres, nos últimos 32 anos Estudo do Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde da Universidade de Washington, publicado na revista científica da Associação Médica Americana (JAMA & Archives Journals) no início do ano, avaliou o tabagismo em 187 países, entre 1980 e 2012. A conclusão foi que o mundo está fumando mais, em decorrência do crescimento populacional, mas que a taxa de fumantes diminuiu, significativamente, em 32 anos. Em 1980, o mundo tinha 721 milhões de doentes crônicos (viciados em nicotina). Após três décadas, o número subiu para 967 milhões. No entanto, como o aumento populacional foi maior do que o de fumantes, a taxa de tabagismo diminuiu 24% entre homens e 41,5% entre mulheres, no período. Em 2012, os maiores percentuais de tabagismo entre homens foram registradas no Timor Leste (61%) e Indonésia (57%), seguidos pela Armênia (51,5%), Rússia mas taxa diminui em três décadas (51%) e Chipre (48%). Os principais países com mulheres fumantes foram Grécia (34,7%) e Bulgária (31,5%). A Áustria tinha uma taxa de tabagismo de 28,3%, seguida da França (27,7%) e Bélgica (26,1%). Em 2012, uma proporção maior de mulheres fumava na França (28%) do que em 1980 (19%), enquanto que a taxa de tabagismo entre homens foi na direção oposta, caindo de 42% para 34%. No total, a França tinha 14 milhões de fumantes em 2012, dois milhões a mais do que em 1980. Veja dados sobre tabagismo no Brasil na página 7. O trabalho do instituto norte-americano identificou três fases interessantes no período analisado, e que merecem atenção para a correção de estratégias na luta contra o tabagismo: diminuição modesta entre 1980 e 1996; aceleração do consumo nos dez anos seguintes; e nova queda entre 2006 e 2012, mas com uma pequena alta entre homens a partir de 2010. 6 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Especial tabagismo Número de fumantes cai no Brasil Porto Alegre é a capital com o maior índice de fumantes; homens fumam mais que mulheres, mas são os que mais conseguem abandonar o vício A última pesquisa Vigitel – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizada em 2013, registrou que 11,3% da população do País é fumante, uma redução de 4,4% se comparados aos 15,7% de 2006. Foram entrevistadas 53 mil pessoas, nas capitais e Distrito Federal. O levantamento também apontou que 28% dos fumantes acima de 18 anos abandonaram o vício nos últimos oito anos. E que, entre 2012 e 2013, a queda foi de 0,8%. A capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, é a que apresentou o maior índice de fumantes (16,5%). O menor foi registrado em Palmas, Tocantins (5,7%). Em São Paulo (SP), que ficou em segundo lugar, a pesquisa constatou que 14,9% da população é dependente do tabagismo. Os homens (14,4%) fumam mais que as mulheres (8,6%), mas são os que mais conseguem parar de fumar (25,6%). Neste quesito, as mulheres apresentam o índice de 18,9%. De acordo com a Vigitel 2013, no ambiente de trabalho, as mulheres não fumantes estão menos expostas ao cigarro (6,1%) do que os homens (14%). Outro detalhe importante da pesquisa diz respeito à queda do número de pessoas que fumam 20 ou mais cigarros ao dia. Em 2006, 4,6% fumavam contumazmente e, em 2013, 3,4% Imposto é arma eficaz contra o tabagismo O tema da campanha antifumo de 2014, “Aumente os impostos. Diminua as mortes e as doenças”, foi lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco. A logomarca da ação, de forma emblemática, apresenta uma lousa escolar, que representa a preocupação com os jovens e simboliza a necessidade das nações aprenderem, de uma vez por todas, que impostos elevados inibem o consumo de produtos e derivados do tabaco. Está mais do que provado que imposto elevado é estratégia eficaz quando se deseja desestimular determinado tipo de consumo. Para a OMS, impostos elevados para produtos e derivados do tabaco irão desestimular grupos de baixa renda e evitar que jovens tenham fácil acesso à droga. De acordo com o organismo internacional, segundo levantamentos, o aumento no preço do cigarro em 10% resulta em uma diminuição de consumo em cerca de 4% em países de alta renda e em até 8% na maioria dos países de média e baixa renda. Por outro lado, tais aumentos de preço poderão gerar mais recursos para o combate ao próprio tabagismo, ou seja, quem fuma estará “investindo” na causa. Com base nessa ideia, a OMS cita o Relatório Mundial de Saúde 2010, que indica: 50% de aumento nos impostos pode gerar quase US$ 1,5 bilhão, cerca de R$ 3,5 bilhões, em novos fundos para serem aplicados em Saúde. Cruz Azul de São Paulo 7

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Especial tabagismo A química por trás do prazer de fumar As sensações que o fumante sente explicam, em parte, por que é muito difícil eliminar o vício, assim como o porquê da síndrome de abstinência quando da suspensão repentina da nicotina O alcaloide do grupo das aminas – compostos orgânicos nitrogenados –, conhecido como nicotina, está presente nas folhas de tabaco e é o responsável pela dependência do fumo. Por se tratar de uma amina, a nicotina, à temperatura ambiente e na sua forma pura, apresenta-se líquida oleaginosa e incolor. No contato com o ar, o líquido se oxida e assume o tom pardo-escuro. Além disso, é solúvel em água e ainda mais quando em contato com solventes orgânicos, como éter e álcool. Assim como os demais alcaloides, a nicotina possui gosto amargo. Trata-se de uma substância muito tóxica e é a principal causa da dependência porque, ao se tragar a fumaça, a nicotina chega ao cérebro em cerca de nove segundos, proporcionando bem-estar quase que imediato. Outra consequência para o vício é sua ação estimulante no Sistema Nervoso Central, com aumento da pressão arterial e aceleração da frequência respiratória e cardíaca, entre outros sintomas e sensações que são percebidos como “agradáveis”. Algumas substâncias presentes no cigarro e onde elas também são encontradas 4.700 8 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Especial tabagismo Tabagismo: desafio permanente para a Educação Os números são, surpreendentemente, preocupantes. Em todo o mundo, mais de 700 milhões de crianças – quase a metade da população infantil – são fumantes passivos e 100 mil jovens começam a fumar todos os dias. No Brasil, um terço da população adulta é fumante, do qual 90% tiveram o primeiro contato com o tabaco durante a idade escolar, entre 5 e 19 anos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e se transformam em valioso alerta para pais, instituições de ensino e educadores, que têm a missão e dever de coibir a prática do tabagismo entre crianças e jovens por meio de campanhas de conscientização, envolvendo as famílias, e didática simples, objetiva e transformadora. Na verdade, sejamos justos, um “desafio de titãs” se considerarmos os interesses econômicos de um Brasil que se orgulha de ser o maior exportador e segundo maior produtor de fumo do mundo, perdendo apenas para a China. Enfrentando o problema Para especialistas em Educação, os educadores de todas as disciplinas devem estar engajados no combate ao tabagismo, aprofundando-se no conhecimento e, quando possível e oportuno, transformando suas aulas em importantes momentos de aprendizagem sobre os diversos malefícios para fumantes ativos e passivos, entre outros temas relevantes e relacionados à aula. As instituições de ensino, públicas e privadas, também devem assumir o papel de protagonistas no combate ao tabaco, contribuindo não apenas com informações relacionadas à Saúde, mas encarando o problema de frente, apoiando os professores e desenvolvendo ações contínuas. Entre as iniciativas, algumas devem ser permanentes, como a discussão sobre os motivos que levam as pessoas a fumar, o papel da propaganda na disseminação do vício, os fatores econômicos que transformam o tabagismo em um poderoso inimigo e como o ecossistema é fatalmente atingido: devastação de florestas para a produção de fumo, poluição ambiental e contaminação da fauna e flora são boas dicas para se começar a luta na escola contra a principal causa de morte evitável em todo o mundo. ensino e educadores devem encarar o problema de frente e se engajar na luta contra o tabagismo ” “ Instituições de Cruz Azul de São Paulo 9

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Educação e pesquisa Brasil lidera ranking de violência a professores O “Estudo Internacional sobre Professores, Ensino e Aprendizagem”, da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, realizado em 34 países e divulgado em setembro, concluiu que o Brasil é o primeiro da lista no quesito “violência escolar”. Foram ouvidos 100 mil professores e diretores dos ensinos Fundamental e Médio. Agressão verbal ou intimidação por parte de aluno, pelo menos uma vez por semana, foi relatada por 12,5% dos entrevistados no País. Na sequência, Estônia (11%) e Austrália (9,7%). Já a Coreia, Malásia e Romênia apresentaram índice zero. A média global foi de 3,4%. Sobre a valorização do profissional de Educação, o Brasil ficou entre os dez últimos do ranking: 12,6% acreditam que são reconhecidos pela sociedade. França e Suécia empataram, negativamente, (4,2%). A lanterna ficou com a Eslováquia (3,8%). Segundo a OCDE, Coreia do Sul e China são exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado, tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais. Para Dirk Van Damme, chefe da Divisão de Inovação e Medição de Progressos em Educação, “nos países asiáticos, os professores possuem uma real autoridade pedagógica; alunos e pais não contestam suas decisões ou sanções”. 10 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Educação e Saúde Programa Saúde na Escola Mais do que uma estratégia de integração das ações setoriais, o PSE se propõe a ser um novo desenho da política de Saúde e Educação no País O Programa Saúde na Escola (PSE), criado em 2007, articula as redes de Educação Básica e de Saúde para a promoção e melhoria das condições de saúde dos estudantes de rede pública do País. As atividades de Educação e Saúde do PSE são realizadas nos territórios definidos segundo a área de abrangência da Estratégia Saúde da Família (Ministério da Saúde), o que torna possível a criação de núcleos e ligações entre os equipamentos públicos da Saúde e da Educação: escolas, centros de Saúde e áreas de lazer, como praças e ginásios esportivos, entre outros. Os idealizadores do programa salientam que para atingir todos os objetivos do PSE é de fundamental importância compreender a Educação Integral como um conceito de proteção e atenção para o pleno desenvolvimento da comunidade escolar. Para o avanço das metas, o PSE é constituído por cinco componentes: 1. Avaliação das condições de Saúde das crianças e adolescentes que estão na escola pública 2. Promoção da Saúde e de atividades de prevenção 3. Educação permanente e capacitação dos profissionais da Educação e da Saúde 4. Monitoramento e avaliação da Saúde dos estudantes 5. Monitoramento e avaliação do PSE Cruz Azul de São Paulo 11

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Avanços da educação Novo acordo ortográfico Documento da Comissão Nacional para o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) indica que o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, para unificar a ortografia entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), está quase 100% implantado no Brasil. A data-limite, agora, é janeiro de 2016. O processo também está em fase adiantada em Portugal. Em Cabo Verde, a implantação teve início este ano. Em Moçambique, o Conselho de Ministros recomendou a ratificação do acordo para que possa ser implantado imediatamente. Nos demais países – Angola, GuinéBissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste –, o novo acordo ortográfico também deve ser adotado em curto prazo. A Comissão Nacional para o IILP foi instituída com a finalidade de desenvolver planos de ação de políticas de promoção, valorização e difusão da língua portuguesa. O atual documento sobre os avanços no País foi elaborado em maio deste ano, durante reunião do Comitê Científico do IILP, em Cabo Verde. Ao destacar que no Brasil o acordo está quase 100% implantado, a Comissão Nacional salientou que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) incorporou os ajustes ortográficos do acordo sem nenhum problema. Vale destacar que a imprensa e editoras de livros adotaram as novas normas em 2009. Data limite é adiada para janeiro de 2016 12 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Educação e ciência Genes iguais definem parte da habilidade em Matemática e Línguas A habilidade para Matemática e Línguas é determinada, em boa parte, pelos mesmos genes. A afirmação é resultado de estudo publicado na conceituada revista Nature Communications, no último mês de julho, que também ressalta a influência do meio para o desenvolvimento pessoal. Cientistas do King’s College de Londres, liderados por Robert Plomin, utilizaram dados do Estudo do Desenvolvimento Precoce dos Gêmeos para verificar a influência dos genes nas habilidades de leitura e cálculo de 2,8 mil jovens de 12 anos. A equipe analisou gêmeos com genes compartilhados e outras crianças, com as quais realizaram testes de compreensão oral, fluência verbal e matemática, conforme as exigências do sistema escolar britânico. A combinação do resultado do teste com dados de DNA indicou que existe uma “sobreposição significativa” dos genes que determinam a habilidade para a língua e para os números. Aproximadamente, metade dos genes que influenciam na habilidade de leitura da criança incide também em sua capacidade para as contas, de acordo com o estudo. Experiência de vida No entanto, Robert Plomin ressalta que o entorno familiar e a educação escolar para o desenvolvimento das crianças também são relevantes. “As crianças diferem geneticamente em relação à facilidade de aprender e devemos reconhecer e respeitar estas diferenças individuais”. Segundo o analista, “descobrir que há uma forte influência genética não significa que não se possa fazer nada quando uma criança custa a aprender: o fato de ser hereditário não implica que seja imutável; apenas significa que será preciso um esforço maior dos pais e das escolas para apoiar esse aluno”. A pesquisa não identificou os genes específicos que determinam essas habilidades, mas estabeleceu conjuntos de genes e diferenças genéticas que contribuem na “moldagem” da pessoa. Outro autor do estudo, Oliver Davis, da University College London, afirma que a investigação demonstra que grupos similares de sutis diferenças de DNA são importantes para a leitura e a matemática. “No entanto, também fica claro como é importante nossa experiência de vida para que sejamos melhores em uma coisa ou em outra”. Cruz Azul de São Paulo 13

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Educação no Brasil Programa Pró-engenharias para estudantes do ensino médio do amazonas A falta de engenheiros é realidade em muitas regiões do Brasil. Estima-se que até o final de 2015 serão necessários 300 mil novos profissionais, mas dados da Federação Nacional dos Engenheiros indicam que o mercado recebe apenas 38 mil recém-formados a cada ano. Para iniciar um processo de mudanças do atual cenário, o Estado do Amazonas criou o Programa Pró-Engenharias para estimular os estudantes do Ensino Médio da rede pública a seguir carreira na área e, preferencialmente, atuar em benefício de seu local de origem. O Pró-Engenharias, síntese do Programa Estratégico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Engenharias no Amazonas, foi criado em 2012. Trata-se de uma parceria da Secti – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação; Fapeam – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas; e Seduc – Secretaria de Educação do Amazonas. No Instituto de Educação do Amazonas, localizado no centro da capital, Manaus, foi criado um laboratório para os selecionados participarem de atividades especiais nas disciplinas de Matemática, Física, Química, Língua Inglesa, Filosofia e Informática, que são centradas em práticas da área de Engenharia. O programa também proporciona visitas técnicas a áreas de construção, feiras e eventos do setor. A primeira turma foi formada com 40 alunos do 2º ano do Ensino Médio que obtiveram os melhores resultados nas duas primeiras etapas de seleção da Ufam – Universidade Federal do Amazonas. Neste ano, 40 novos alunos foram escolhidos da mesma forma e mais 160, de uma escola periférica de Manaus, foram convidados a participar do Pró-Engenharias, que poderá se tornar referência em outras regiões e, até mesmo, inspirar metodologias em outras áreas de importância estratégica para o País. 14 Revista Educação em Primeiro Lugar - N° 4 - Dezembro/2014

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Educação no Brasil Estudo indica necessidade de estímulo à formação continuada de professores A pesquisa ouviu cerca de três mil educadores: professores, diretores e coordenadores pedagógicos que indicaram questões que devem ser solucionadas imediatamente para impulsionar a capacitação docente, pois entendem que melhorar a formação dos professores significa aprimorar o ensino no País O Estudo “Formação Continuada de Professores no Brasil”, realizado pelo Instituto Ayrton Senna e Boston Consulting Group e divulgado em julho, indica quais as ações necessárias para superar os desafios e promover o desenvolvimento contínuo e rápido dos educadores do País. A falta de reconhecimento profissional e financeiro e o fato de 22% dos professores trabalharem em dupla ou tripla jornada de trabalho vieram à tona quando os entrevistados reivindicaram o custeio de cursos e palestras e se referiram à falta de tempo para o desenvolvimento profissional. O turnover (rotatividade de pessoal), falta de plano de carreira e ações de curto prazo também foram apontados como barreiras significativas à implementação de programas de formação continuada. Entre outros temas levantados pelo trabalho, os entrevistados demonstraram preocupação quanto à falta de uma legislação que determine e incentive a formação continuada, assim como a inexistência de um currículo nacional único, definindo o tempo mínimo a ser dedicado ao aprimoramento profissional. Quanto às soluções, propostas pelos docentes, criação de campanhas de conscientização, certificação voluntária de escolas, avaliação de órgãos externos, plano de carreira estruturado, ferramentas eficazes e conteúdos específicos, com abordagem moderna, prática e colaborativa, para o desenvolvimento dos professores e, consequentemente, melhoria da qualidade de ensino no Brasil. Cruz Azul de São Paulo 15

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