Jornal Perspetiva

 

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Jornal Escolar do Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua

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EDITORIAL Caros leitores O “Perspetiva” regressa ao convívio da comunidade escolar, de novo em versão eletrónica, embora surja mais tardiamente, devido a condicionalismos com que não se esperava. Pretende-se que este órgão interno de informação seja uma montra das capacidades dos grupos profissionais que constituem o nosso Agrupamento de Escolas, incentivando e publicitando a pesquisa, a investigação, a reflexão, a escrita de vários registos jornalísticos, desde a notícia à reportagem, à entrevista, ao artigo ou à crónica. Queremos contribuir para formar cidadãos livres, autónomos, criativos e reflexivos, pelo que esperamos a participação ativa da comunidade educativa, abordando temas pertinentes, quer no que se refere ao espaço vital do nosso estabelecimento de ensino, quer no que concerne ao mundo entendido na sua vastidão. Saudamos todos os que tenham a audácia de aderir ativamente a este nosso e vosso jornal, assim como os leitores, de quem esperamos uma adesão que nos conforte e simultaneamente se nos torne exigente. Em nota final, no sentido de operacionalizar a colaboração de todos, apresentamos o nosso e-mail: perspetiva.aejac@outlook.pt. A equipa responsável 1

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Da necessidade de uma Rémora e de um Torpedo Leonor Ribeiro 11.º B Atualmente, a sociedade portuguesa apresenta uma grande crise de valores. O Bem, a solidariedade, a justiça e a paz estão, cada vez mais, a perder a sua importância, sendo substituídos pela maldade, egoísmo, consumismo e desejo de poder. O lema pode ser modificado para: “eu tenho, logo existo”. A Rémora fora caracterizada, no “Sermão de Santo António aos Peixes”, como um peixe pequeno em tamanho, mas grande ao nível da força. Segundo o Padre António Vieira, esta fixara-se à nau exercendo tal força que a impedia de avançar. A nau representa os aspetos negativos da sociedade – a soberba, a cobardia, a luxúria e a sensualidade – e caminha, desse modo, para o Mal. Ora, seria indispensável, nos dias de hoje, e face aos problemas financeiros e morais que enfrentamos, alguém com as habilidades da rémora. Talvez seja aquele político ou ministro que tanto esperamos que acabe com a dívida portuguesa. Ou aquele professor que orienta eficazmente os seus alunos para o sucesso. Precisamos de cidadãos proactivos que lutem pelo futuro do nosso país. O Torpedo, também referido no sermão vieirino, possui a capacidade de produzir corrente elétrica, fazendo tremer o pescador e impedindo que o consiga pescar. Na terra, teve esse ofício Santo António, que, com o poder do seu d iscurso, fez “tremer” vinte e dois pescadores, convertendo-os pela remissão dos seus pecados. Hoje não temos ninguém com a capacidade de acabar com os exageros humanos. Nelson Mandela foi também um desses homens e que grande era o poder da sua palavra! Necessitamos de pessoas com a habilidade do Torpedo, para pregar os valores que a nossa sociedade está a perder. Concluindo, podemos afirmar que a sociedade portuguesa precisa de alguém com a força da Rémora, cujo discurso seja capaz de parar os vícios humanos, e como o Torpedo, com a capacidade de, através da mensagem transmitida, provocar reflexão e mudança. Tal como o pescador não pode pescar demais, assim o Homem não pode ter tanta ganância, nem soberba na sua vida. 2

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Zimler desloca-se à Escola Secundária Dr. João de Araújo Correia Isabel Gonçalves 11.º B No passado dia 7 de Janeiro de 2015, o premiado escritor e jornalista Richard Zimler honrou-nos com a sua visita à Escola Secundária. O colóquio, direccionado para os alunos do 11.º ano, realizou-se no auditório da escola, que com a colaboração de várias turmas e professores da disciplina de Inglês, se encheu não somente de membros da comunidade educativa, como de uma atmosfera acolhedora e receptiva. Não é a primeira vez que Zimler realiza o seu discurso numa escola portuguesa. Realizando uma simples pesquisa Web, podemos ficar a conhecer alguns aspectos da vida do autor, através de entrevistas, reportagens, ou mesmo do seu site oficial e vídeos do próprio. Como nos faz notar na sua breve apresentação, nasceu na cidade de Nova Iorque e completou a sua formação nos Estados Unidos da América. Após se ter mudado para Portugal, em 1990, deu aulas de jornalismo na Universidade do Porto durante dezasseis anos e há vinte e quatro que reside nessa mesma cidade. Numa primeira análise, não será falsidade revelar que as expectativas dos alunos não eram as maiores, talvez por desconhecerem as suas obras ou devido à orientação sexual do escritor. No entanto, todas as ideias preconcebidas decerto sofreram um abalo e caíram por terra; todos os tabus, bem como barreiras na comunicação – a conversa foi realizada preferencialmente na língua inglesa – foram dissolvidos à medida que as suas palavras, numa humilde perícia, nos tocaram e talvez mesmo nos impressionaram. Na verdade, o escritor cresceu nos arredores da metrópole americana e desempenhou funções comuns, mas não menos importantes, num café. Contudo, isso não o impediu de perseguir os seus ideais e prosseguir com os estudos e, de facto, alcançou uma graduação na Universidade de Stanford. Inquirido pelos alunos, que a partir deste ponto, começam uma espécie de entrevista, relata a mais dolorosa fase da sua vida – o surgimento da SIDA, na década de oitenta. Na altura, tratava-se de uma autêntica pandemia, nas suas palavras: «Na América, falava-se de SIDA como aqui se fala da crise financeira (…) Toda a gente tinha um amigo, um professor, uma mãe ou um irmão que morrera de SIDA.» O seu irmão foi um deles. Com trinta e quatro anos, foi um dos diagnosticados com a doença, o que era equivalente a ser sentenciado, inevitavelmente, à 3

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ morte. Após uma breve pausa, ou assim se fez sentir, Zimler volta ao tom descontraído, explicando que essa foi uma das causas da sua viagem para um local onde não houvesse essa constante tensão, que veio a ser o Porto. Através da narração de breves e concretos episódios que apelam ao sentido de humor do auditório, mostra que, para além de exímio escritor, tem o dom da palavra: capta e prende a atenção dos ouvintes com habilidade e a todos imerge no que conta. Apesar de viver em contacto com a nossa cultura há vinte décadas, o seu cérebro ainda é americano, naturalmente – e portanto incompatível com o conceito deturpado de pontualidade português. Por outro lado, tem uma profunda ligação ao nosso país e ao seu povo, tanto que em todos os seus livros existe pelo menos uma referência à «ocidental praia lusitana», quando não desenvolve uma personagem ou cenário totalmente portugueses. De pé, circulando e gesticulando, o seu discurso incide sobre a sua escrita, incitado pelos discentes sequiosos dos seus conselhos em termos de literatura. Fã do heterónimo de Pessoa Ricardo Reis, afirma que, para se escrever com mestria, é necessário ler autores que não criem histórias sem essência, ou que tenham meramente o lucro como objectivo (uma dificuldade da actualidade, como salienta), embora não tenha nada contra eles; no entanto, reconhece a genuinidade e alma dos clássicos, como Charles Dickens. No que concerne ao próprio Zimler, a sua ascendência judaica reflecte-se nos seus livros, uma vez que aborda vários aspectos relativos a esse povo. Possui uma forma peculiar de redigir: não se orienta por nenhum guião estruturado, embora tenha uma ideia sobre o começo do livro, e à medida que dá cor e personalidade às personagens, prefere deixá-las escolher e traçar o seu destino, do que impor a sua vontade sobre o curso da narrativa. O fim é um mistério tanto para ele como para os leitores – o que definitivamente é uma estratégia eficaz, visto que o tornou num autor best-seller. Há tempo para uma sessão de autógrafos e umas palavras no seu português fluente. Partimos com a sensação de que encontros desta magnitude acontecem apenas uma vez na vida. A sua mensagem é clara: devemos fazer o que gostarmos e nos sentimos impelidos interiormente a realizar. A inspiração deve partir de nós próprios, mas se seguirmos a nossa vocação, passaremos a obtê-la ainda das outras pessoas. 4

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ O Mundo a descobrir... Realmente, tanto os descobrimentos como a conquista espacial foram dois marcos importantes na História da Humanidade. Ambas foram grandes aventuras, que demonstraram a coragem do ser humano. Entre elas, não se consegue encontrar nenhuma semelhança. Numa, a viagem foi feita de barco, na outra de foguetão. Numa navegaram pelo mar, na outra foi o espaço que percorreram. Os tempos eram diferentes, os meios também. As condições que eram proporcionadas aos astronautas eram melhores do que as que o povo luso dispunha. Por exemplo, o nível de segurança era, possivelmente, menor nos descobrimentos marítimos do que na conquista do espaço. A probabilidade de falhanço era, talvez, também um pouco maior do que a da conquista espacial. Também temos de considerar que os astronautas não estavam tão dependentes do sucesso quanto os marinheiros. Atrás desta operação estavam várias pessoas, nos edifícios da NASA, que foram os principais responsáveis pelo sucesso desta viagem. Os marinheiros correram mais riscos, tiveram mais dificuldades pela frente. É por isso que, na minha opinião, se deve dar um pouco mais importância aos descobrimentos marítimos, sem, claro, descurar a bravura e a importância quer da viagem ao espaço, quer das pessoas que nela se envolveram. Gustavo Lopes – 9.º B (Texto produzido no âmbito do Projeto Reconhecimento 5

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ It’s Story Time Na segunda-feira de manhã, dia 9 de fevereiro deste gracioso inverno, tivemos a honra de receber Vanessa Reis Esteves, que gentilmente aceitou o convite do grupo de Inglês para realizar uma atividade diferente. Vanessa Reis Esteves, nascida e criada em Leads, Inglaterra, para além de escritora e autora de manuais escolares de Inglês, é também uma exímia contadora de histórias. Que o digam os alunos das turmas do 7.º2, do 7.ºB e do 7.ºD que se deliciaram com o conto “Why the Sea is Salty”. Até os alunos com menos à vontade na língua inglesa saíram da Biblioteca a repetir os nomes das personagens e algumas das palavras-chave deste conto, narrado em Inglês e traduzido por gestos que prenderam a atenção de todos do princípio ao fim. À Vanessa Reis Esteves o nosso muito obrigado pela sua maravilhosa presença e contributo. Fica aqui também, o elogio que a Vanessa fez à participação dos nossos alunos. O grupo de Inglês agradece ainda ao grupo de Educação Física pelos colchões que tornaram este momento mais aconchegante e, como não podia deixar de ser, aos nossos incansáveis assistentes operacionais. 6

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Se eu fosse... João Rocha 12.º C Se eu fosse... Amor sussurrante e declinante, abusivo e vivamente obstruído de verdadeira racionalidade. Sinfonia, melodia, litolatria, petrificante da alma que se prostra perante a voz mestra do Deus, que se incumbe de abrir caminho. Se eu não fosse... Eu, em todos os limites e situações parafraseadoras, que delineiam o escorreito carácter da vida. Cultura, que se alimenta de literatura, construtiva e romancista de horrores moderadores da beleza fingida da vida. Se um dia vir... Crianças a chorar de fome, Homens na lavoura escrava, mulheres a vender o corpo por medo e dinheiro vazio de honestidade. Idosos tratados por dinheiro, alvo de cuidados ingratos, solitários e magoados. Perco agora que... A vida é-nos desenhada, somos actores principais e, por vezes, secundários deste cenário. O que nos determina é o palco, onde se contracena a derradeira, comédia triste da vida. 7

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Alunos do 9.º Ano assistem à peça «Auto da Barca do Inferno» no Teatro de Vila Real No dia 5 de fevereiro, pelas 9h30m, todas as turmas do 9ºano da ESJAC realizaram uma visita de estudo ao Teatro de Vila Real, onde assistiram à peça dramática «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, representada pela companhia de teatro Filandorra. Segundo os alunos, a experiência foi divertida e educativa. Gostaram especialmente da personagem do Corregedor, dramatizada pela atriz Débora Ribeiro. Outro momento muito interessante foi a entrada do Diabo, pois o seu guarda-roupa, os adereços e a música tiveram um impacto surpreendente nos espectadores. De um modo geral, todos os atores superaram as expectativas. É de realçar que o grupo integrava 3 alunos surdos. A escola disponibilizou uma intérprete de língua gestual, que se posicionou do lado esquerdo do palco. A companhia de teatro Filandorra convidou estes colegas a participarem na representação, fazendo de Cavaleiros. Considerando que foi uma experiência positiva a todos os níveis, ficou a esperança de a repetir na próxima oportunidade em que se explorar um novo texto dramático. Os alunos do 9ºB 8

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ A PROBLEMÁTICA EDUCACIONAL N’ OS MAIAS E A SUA PERENIDADE Luís Cardoso 11.º C Uma das temáticas abordadas no romance queirosiano Os Maias é a problemática educacional. Esta temática surge n’ Os Maias como um dos principais fatores condicionadores do comportamento e da mentalidade do Portugal romântico, por oposição ao Portugal novo, voltado para o futuro. Uma das posturas educativas que influenciam a formação tanto de Eusebiozinho como de Pedro da Maia como indivíduos é a educação à portuguesa, ou seja, tradicionalista, sendo esta conservadora, acreditando na memorização, na visão punitiva do pecado e no estudo do latim, e desacredita o contacto com a natureza e com as realidades práticas da vida, assim como o juízo crítico e a criatividade. Ao desvalorizar a criatividade e o juízo crítico, a educação tradicionalista e conservadora deformou a vontade própria das personagens e arrastou-as para a decadência física e moral. Em Pedro da Maia, por exemplo, levou-o a depender de tal forma da mãe que aquele foi sofredor do complexo de Édipo, tornando-o incapaz de encontrar uma solução para a sua vida quando Maria Monforte, a sua mãe, o abandonou. Quanto a Eusebiozinho, a sua educação tornou-o molengão e tristonho, o que, como consequência, o arrastou para uma vida de corrupção, para um casamento infeliz e para a debilidade física. Discordo de alguns pontos centrais da educação à portuguesa, que nos remete ao rudimentar e à dependência dos progenitores, tais como o estudo de línguas “mortas”, nomeadamente o latim, a privação do interagir com o exterior e o facto de a mesma desvalorizar a vontade própria, a criatividade e o juízo crítico. Julgo que, na atualidade, o povo português é maioritariamente influenciado por um tipo de educação idêntica à que predomina n’ Os Maias, a educação à portuguesa. Os jovens são habituados ao facilitismo, sem desejo de inovar e também com falta de originalidade, tudo gerado por uma educação que não prepara os jovens para os problemas que vão ter de enfrentar na vida adulta, a que se junta uma incapacidade ao nível de planeamento, que nos mantém nesta paralisia civilizacional. 9

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Palavras sentidas Há palavras de mil cores como na primavera as flores Há palavras que nos amam como uma nuvem e o céu azul Há palavras que nos beijam como a brisa suave da manhã Há palavras que nos encantam Há palavras que nos abraçam e nos protegem do medo! Há palavras que nos adoçam como o doce mel das abelhas Há palavras reais Há palavras imaginárias Há palavras de silêncio Há palavras que nunca direi! Há palavras de amor que nos fazem sentir dor! Palavras, leva-as o vento! Há palavras tempestuosas como o mar revolto e agitado Há palavras amargas como o fel! Há palavras com lágrimas Há palavras de solidão Há palavras de ódio e crueldade Há palavras de fome... Calem-se estas PALAVRAS!!! Gritem, até mais não... Amor Felicidade Paz Solidariedade Alegria Amizade Futuro Carinho Paixão Vivida num dia quente de verão! VIVAM AS PALAVRAS SENTIDAS NO CORAÇÃO!!! Sara Almeida Ribeiro Turma 3.3 Alagoas 10

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ E|JAC NO CORTA-MATO DISTRITAL As escolas do Agrupamento João de Araújo Correia – Centros Escolares das Alagoas e da Alameda, E.B. 2/3 e Secundária –, com um total de 41 alunos, participaram no CortaMato fase CLDE – Coordenação Local do Desporto Escolar 2015 – distrito de Vila Real e Douro, que se realizou dia 03 de fevereiro, no NaturaPark, em Vila Real. Dos 9303 alunos que pontuaram, os nossos alunos representaram com muita vivacidade, humildade, empenho e determinação o nosso Agrupamento, estando todos de parabéns pelas classificações obtidas. Um dos objetivos a que nos propusemos foi conquistar medalhas por equipas, tal como no ano passado, já que individualmente é muito difícil consegui-las. Duas alunas, no escalão de Juniores Femininos, superaram-se e obtiveram medalhas, alcançando o 1.º e 2.º lugar, respetivamente, Márcia Ribeiro, do 11.º D, e Josefa Fonseca, do 12.º A. Parabéns, foi com muito orgulho que as vimos no pódio. Inexplicavelmente, o Desporto Escolar permite a participação dos alunos do escalão Júnior até esta Fase Distrital, mas não lhes permite a continuidade para a Fase Nacional! As professoras acompanhantes: Etelvina Correia, Gabriela Mesquita, Helena Pereira, Helena Varela 11

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ 11.º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos (CNJM) No dia 6 de março, decorreu na UTAD, em Vila Real, a final do 11.º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos (CNJM). Participaram nos jogos desta final alunos dos três ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, um aluno por jogo e por nível de ensino. A representar, muito bem, a Escola Secundária Dr. João de Araújo Correia estiveram os alunos André Azevedo, Luís Teixeira, Beatriz Meireles, Rita Costa, Isabel Gonçalves e Ana Magalhães (da esquerda para a direita na fotografia). Além da competição, os alunos tiveram a oportunidade de, animadamente, participar numa atividade sobre origamis. Mais informação sobre esta edição do CNJM pode ser encontrada em http://ludicum.org/cnjm/2014-2015-cnjm11. 12

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ OS MAIAS E A PROBLEMÁTICA EDUCACIONAL Isabel Gonçalves 11.º B A educação de uma criança é, sem dúvida, o passo mais importante na sua formação enquanto cidadão. Nesse sentido, de uma miríade de assuntos abordados e criticados na obra Os Maias, a educação não foi posta de parte, pelo contrário, é-lhe atribuído um papel destacado na análise dos problemas sociais a que Eça de Queirós tão minuciosamente se dedicou. Passemos a esclarecer os dois tipos de educação que na obra são distinguidos: a tradicional portuguesa e a britânica. Tomado como vítima do primeiro modelo educacional, a Eusebiozinho são ensinados todos os dogmas da religião católica, os quais memoriza e recita sem pestanejar, ansioso pela aprovação da mãe. As vestes negras desta senhora constituíam o seu refúgio e o seu magister, cuja doutrina de romaria e santianismo retrógrado ignorava o conceito da verdadeira aprendizagem. É encorajado a retirar-se e isolar-se dentro de casa, estudando teorias que não sabe aplicar nem das quais percebe o significado. Detentor de um bacharelato em Direito que lhe foi inútil, protegido de tudo e todos, de uma criança debilitada física e mentalmente tornase num adulto cobarde, insolente e intolerante. Por outro lado, o protagonista Carlos da Maia é educado por um mentor inglês em todas as artes e ofícios que um cavalheiro deve dominar. A ginástica, a esgrima e a língua inglesa são exemplos que vale mencionar, a par da descoberta de “… todas as outras coisas do universo em que vive.” A religião é menosprezada, mas os valores fundamentais da honra e da virtude são-lhe incutidos porque assim convinha a um homem de bem. É notória a influência dos ideais liberais e anglo-saxónicos do seu avô, o responsável pelo seu desenvolvimento são. Afonso da Maia reconhecia a importância tanto da componente física como da mental na educação e estava disposto a não negligenciar nenhuma no que tocava ao seu neto. Sobretudo determinado em não cometer novamente os erros que haviam tornado o seu filho fraco de corpo e coração, disciplinava o neto com a firmeza, mas dirigia-se-lhe com a gentileza de um pai. Formado em Medicina, saudável, atlético, erudito e de mente aberta, a criança no trapézio de cabelos ao vento faz-se um gentleman, que emana elegância e cultura. Apesar de o destino se revelar funesto a ambas as personagens, a crítica permanece até à atualidade. Embora a escolaridade obrigatória tente diminuir as discrepâncias culturais, o sucesso de um aluno depende não só da mentalidade de quem o ensina diariamente, mas de quem o educa, fundamentalmente. Portanto, não é de admirar que se encontre no seio de uma mesma população tanto retrógrados Eusebiozinhos como diletantes Carlos. 13

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Visita de Estudo à Fundação Eça de Queiroz- Tormes No passado dia 11 de março, os alunos do 11ºA (Curso Profissional de Técnico de Multimédia) e do 11ºB (Curso Profissional de Técnico de Turismo) visitaram a Fundação Eça de Queiroz. Esta viagem teve como finalidade tomar contacto com o espólio de Eça de Queirós, um dos melhores escritores portugueses de todos os tempos. O referido espólio é composto não só pelos livros do autor como também por outros objetos pessoais trazidos da sua casa de Paris aquando da sua morte. Além disso, esta visita fez todo o sentido, dado que a leitura d’Os Maias faz parte do programa da disciplina de Português destes alunos. A viagem realizou-se de comboio, entre as estações de Godim e de Aregos, e a pé até à casa de Tormes, Sta. Cruz de Douro – Baião, sede da referida fundação . Prof. Benjamim Matos 14

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Jornal PERSPETIVA Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, Peso da Régua _____________________________________________________________________________ Dialetos de Ternura Comemoração do Dia do Pai Para comemorar o Dia do Pai, em parceria com Projeto Caminhando com os Pais, a docente Emília Craveiro realizou com os alunos do 7º E “Dialetos de Ternura”, uma atividade extracurricular integrada na Semana da Leitura. Esta atividade contou a colaboração das docentes Isilda Megre, Coordenadora do Projeto GAAF, Carmo Amaral, Coordenadora da BE, Helena Pinho e 8ºA, Agostinha Araújo e 7ºB. Associaram-se também a esta pequena festa os alunos Ana Lucas, João Rocha e Marta Lachado. Após as boas vindas aos presentes, um grupo de alunos do 7º B fez uma leitura expressiva do conto “O Filho”, de Luísa Ducla Soares. De seguida, os alunos do 7º E recitaram bonitos textos poéticos da sua autoria dedicados aos Pais. Os presentes puderam ainda visualizar um pequeno vídeo, intitulado Dialetos de Ternura, que deixou todos emocionados e com “uma lágrima no olho”. A homenagem continuou com um momento musical proporcionado por Ana Lucas, João Rocha e Marta Lachado. A finalizar, os alunos do 7ºE distribuíram aos pais um cravo branco, como símbolo do amor e harmonia familiares. Para terminar este agradável convívio em beleza, seguiu-se um almoço no refeitório, num ambiente de confraternização entre docentes, discentes e respetivos encarregados de educação. A atividade revelou-se, sem dúvida, um momento conseguido de interação entre os Pais e a Escola. Foi um dia de afetos e ternura! São instantes como estes que ficam na memória dos alunos e os fazem recordar com saudade esta grande casa que é a escola. 15

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