Revista-Comercio-Industria-Julho-2015

 

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ÍNDICE CAPA Bamboo Sushi Lounge COACHING As empresas precisam deles HOMENAGEM A festa japonesa ASTRONOMIA Os mistérios das nossas noites 8 Araraquara tem para atendimento a um público exigente, um dos mais afamados restaurantes de comida oriental no interior. Sua marca expressa qualidade no atendimento e pratos servidos. 12 Waldemar Bizelli Junior é um Master Business Coaching, profissional que leva o cliente a ter melhoria no seu desempenho. O atendimento se dá em pequenas e médias empresas. 22 O cenário já estava todo pronto na Nipo quando Mário Fuji, na verdade Mário Takechi Takatsui, chegou com a esposa Teresa para receber o título de Cidadão Araraquarense. 30 Araraquarenses como Gabriel Bittio, começam a tomar gosto para descobrir o que há escondido por trás das noites. Para eles, o céu é um imenso laboratório. Mobilidade Urbana 13 | Coca Ferraz mudou a cara da Alameda Paulista. As alterações será que agradaram os comerciantes? Segurança 18 | O 13 BPMI comemorou aniversário e apresentou o seu novo comandante Dose dupla 20 | Renato Haddad assumiu a Secretaria de Desenvolvimento; ele também é secretário de Cultura Grandes Clubes 59 | Atlas: este é o time que tem contada sua história nesta edição. Trabalho de Armando Clemente merece elogios. Antigo II Distrito Policial vai para o chão Prédio adquirido pelo SINCOMERCIO, totalmente condenado por sua estrutura precária, começa a ser demolido após aprovação do CONPHARA. No local funcionou por vários anos o II Distrito Policial. Aqui será a nova sede do SINCOMERCIO Caminho por onde a coleta não passa Não é de hoje que vagões e locomotivas transformadas em sucatas estão abandonados na beira dos trilhos em pleno centro da cidade. Precisou o Ministério Público entrar com ação para que a ALL remova esses materiais depositados na malha ferroviária. Falta de vergonha e respeito para com a nossa cidade. Cenário deprimente para uma cidade que já foi rotulada de Mais Limpa das Três Américas. É hora de baixar a bola. 4

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DA REDAÇÃO Sônia Maria Marques EDUCAÇÃO O ganhador de prêmios JUBILEU DE OURO A festa dos produtores rurais Centro de Referência da Mulher dá exemplo de assistência Muitas ações de atendimento aos menos favorecidos e aos que necessitam de atenção e acompanhamento, mobilizam a população através das entidades assistenciais ou do próprio município, de diversas formas para inúmeras causas. Tudo é válido e assim, a nossa cidade vai cumprindo o seu papel de amparar o cidadão, dando-lhe condições de seguir em frente. Uma questão delicada é em relação à mulher vítima de violência doméstica. Infelizmente, casos e casos são denunciados todos os dias, trazendo para a berlinda, a mulher que sofreu violência e que necessita de acompanhamento e assistência para resgatar sua cidadania. Em Araraquara, temos o Centro de Referência da Mulher “Heleieth Saffioti”, que é um órgão da Prefeitura, instituído em 8 de junho de 2001, com o objetivo de dar apoio e acompanhamento a essas mulheres. Está à frente, a coordenadora executiva de Políticas Públicas para as Mulheres, Geani Trevisóli, que no final de junho, recebeu a visita da vereadora e presidente da Câmara Municipal de Jaú, Cléo Furquim, para verificar como funciona esse trabalho de assistência à mulher vítima de violência doméstica, e possível implantação naquele município, do mesmo modelo de programa que implantamos aqui em Araraquara. Temos que enaltecer esse trabalho do Centro de Referência da Mulher, com a implantação de políticas públicas voltadas para as mulheres que sofrem violências, pois estamos servindo de exemplo para outros municípios da região, além de entendermos a importância dessas ações. R E V I S TA 36 Nosso repórter Rafael Zocco foi até o Amcham Business Center em São Paulo, acompanhar a entrega do Prêmio Top Brazil ao diretor Daniel de Barros, do Liceu Monteiro Lobato. 54 Nicolau de Souza Freitas, do Sindicato Rural de Araraquara, teve o privilégio de ser o presidente da entidade que completou em junho 50 anos de fundação. Vacinação 66  | HPV A vacinação ganha força entre as meninas para evitar que tenham câncer do colo do útero Crônica 78  | Luís Carlos Bedran entrou na fila do supermercado e viu o consumidor bem descontente Período de vacas magras Indicadores que medem o volume de carnês em atraso, mostram uma queda de 8,2% no primeiro semestre e agronegócio COMÉRCIO INDÚSTRIA EDIÇÃO N°120 - JULHO / 2015 O Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgado no primeiro dia de julho, mostra que o movimento do comércio em geral teve uma queda média de 3,9% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado. Trata-se do pior resultado para um 1º semestre desde 2009, quando as vendas recuaram em média 6,5%, prejudicadas pela crise financeira internacional. Isoladamente, as vendas a prazo e à vista caíram, respectivamente, 3,4% e 4,4% de janeiro a junho de 2015 ante os seis primeiros meses de 2014. Segundo o presidente Renato Haddad, da ACIA, o varejo sofre com uma conjuntura econômica desfavorável em diversas frentes: altas do desemprego e da taxa de juros, crédito mais restrito e forte pessimismo do consumidor. Contudo, Haddad espera uma alteração positiva nesse cenário a médio prazo. “Se avaliarmos, dentro da perspectiva histórica, outros anos de crise econômica, como 1999, 2009 e 2003, é possível inferir que a recuperação virá. Talvez venha no fim de 2015. Mas, provavelmente, isso vai ocorrer no ano que vem”, analisa o presidente da ACIA. Ainda de acordo com ele, mesmo que as vendas de fim de ano deem um ânimo ao varejo paulistano e pavimentem o caminho para a recuperação, não dá para fugir do seguinte fato: vamos terminar 2015 no vermelho. 5 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rafael Zocco Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Heloísa Nascimento Design: Carolina Bacardi, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região * INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 * COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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EDITORIAL Meu nome é Jesus, sejam bem-vindos e me sigam... Nas minhas idas ao Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, acompanhando meu filho Gian, certo dia estava ao nosso lado, alguém que ajustou a voz dentro de um jaleco branco e como tenor, disse para meia dúzia de pessoas a sua frente: “Meu nome é Jesus, sejam bem-vindos e me sigam”. Ele tinha a missão de levar prontuários e conduzir os pacientes para a internação. Indignados, os doentes perderam o folêgo. Primeiro que estavam alí em busca de atendimento e jamais imaginaram que ele viria pelas mãos daquele Jesus que carregava um enorme crachá do HC no peito. Segundo, foi o temor da frase: “Meu nome é Jesus e sejam bem vindos”, como se ela fosse o caminho do corredor da morte, recebendo alí mesmo o roteiro de uma ida, sem volta. Mas foi o jeito de Jesus, este incrível personagem que me impressionou. Simples, cara vivido, dessas pessoas que num primeiro olhar você já considera cidadão honesto e cheio de virtudes. Arrastando os passos pelo chão batido do hospital lá foi Jesus para mais um dia, tentar colocar uma palavra amiga com gosto de felicidade em cada rosto. Tal como o personagem Jesus, fiquei a lembrar pacientemente daqueles outros que fizeram parte da história da nossa cidade. E deu saudades dos tempos memoráveis em que eles eram vistos rua acima, rua abaixo, num contraste sorrateiro com os costumes descontraídos de quem os via pelo centro. Era tudo maravilhoso na formação de um cenário pintado pela cordialidade, diria o amigo Casemiro do Carmo, o Dedé, que hoje vejo desfilar pela São Bento em uma cadeira de rodas. Dedé era incrível, boa praça, aceitando as brincadeiras na convivência da sua alegria com aqueles que o rodeavam. Certa vez, final dos anos 60, lá foi o Dedé com os estudantes do antigo São Bento para uma apresentação da banda marcial em Rio Preto. Não é que no caminho, em meio ao barulho do trem, o pes- Caçulinha, um dos personagens das nossas ruas, vendendo bilhetes nos anos 70 soal da banda enrolou o Dedé com essas faixas que jogador de futebol usa na perna. Transformaram o Dedé em uma múmia. Foi uma das raras vezes que ví o Dedé muito bravo. Mas me lembro do Urso... Ele e o Valdemar tinham banca de frutas na Avenida Duque em frente à Farmácia do Fiore, perto da Casuco (veio bem depois). A banca ficava alí, exposta dia e noite, e ninguém roubava as frutas. Cada maçã vendida era uma corrida até o Bar do Pernambuco. E aquele conhaque Presidente descia numa tacada só. Certa vez o Pernambuco propôs ao Valdemar: você fica com o bar e eu fico com a banca. Zé Roberto Telarolli disse aos dois: “Não sou testemunha de uma troca perversa”. Quem não se lembra do Dito Equilibrista e suas medalhas penduradas num paletó verde oliva sentado todas as tardes na mureta do Barril do Raimundo? Era o personagem da noite por ali, até que não aparecesse o Nhola vendendo bilhetes de loteria, fazendo versos, pra ganhar o dia, querendo ser melhor que seu concorrente Caçulinha. Eles eram tão personagens quanto o Vavá, vendendo canudinhos nos jogos da Ferroviária, o Adia com seu táxi transportando os clientes para a zona do meretrício, o Sabugo e o seu carrinho de mão, pioneiro na coleta de materiais recicláveis, o Lua com o brilho do cartão vermelho escondido na jaqueta que o Bazani lhe deu de presente. O Pemba como último dos moicanos ao lado do Vitrolinha, sempre com uma Pet na mão e empurrando sua bicicleta. Tudo isso pode parecer bobagem, no entanto lembrar deles se torna bem mais agradável, pois ao lado do Jesus do HC, foram verdadeiros na criação de histórias que ficaram de maneira saudável em nossas memórias. Ah sim, políticos também são personagens, porém... Mas, os tempos são outros e nem personagens folclóricos conseguimos criar mais; há uma carência de pessoas assim, surgidas em um mundo de fantasias e que pontuam através da boa vontade, a alegria que se vê desaparecer pelos vãos dos nossos dedos... 7

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NOVIDADES NO RODÍZIO Ceviche Mini Churros Bamboo Lula Peruana Salmão com maracujá REPORTAGEM DE CAPA Restaurante Bamboo Na rota dos melhores restaurantes da culinária japonesa no interior O Restaurante Bamboo é na atualidade uma casa representativa da culinária de raízes do Japão, que explora os sabores mais tradicionais daquela gastronomia. Especializado na culinária japonesa, o restaurante Bamboo trabalha com sistema de rodízio e pratos à la carte. O rodízio tem cerca de 60 opções, entre entradas quentes, frias, sushis, sashimis e temakis. Além dos sabores tradicionais, existem diversos sabores diferenciados de sushis e sashimis exclusivos, como salmão negro e o polvo, cujos sabores são marcantes e incomparáveis. Ainda, o chef cria sabores especiais de sushis, incluindo uma opção doce por dia. Periodicamente, o Bamboo lança novas opções em seu cardápio e as novidades da vez ficam por conta da saborosíssima lula peruana, do ceviche de peixe branco e do irresistível sashimi de salmão ao molho de maracujá. Já o cardápio à la carte do Bamboo, que conta com porções, temakis e combinados, foi cuidadosamente elaborado para oferecer alternativas que agradem também àqueles que não comem peixe cru e não apreciam ou não conhecem a culinária japonesa. Para este público, o Bamboo tem opções de Sushi e sashimi, um dos pratos mais apreciados da culinária oriental robatas (espetinhos) de filé mignon e filé de frango, grelhados com legumes, yakissobas e casquinha de siri, além de algumas opções de massas com filé mignon, camarão, salmão ou simplesmente com o tradicional molho de tomate pelado. 8

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PRATOS TRADICIONAIS Certificação O sushiman David Rodrigues, do Restaurante Bamboo, participou em maio do I Workshop de Especialização de Sushi Tradicional Japonês e Washoku, em São Paulo. Foram 36 horas de curso ministrado pelo chef Hirotoshi Ogawa, um dos maiores especialistas do mundo em sushi, que veio ao Brasil pela primeira vez para um workshop sobre o assunto, por ser expert quando o assunto é um autêntico sushi, da pesca do melhor peixe ao preparo final. Ele é diretor geral do Sushi Skill Institute Japan e organizador da Copa Mundial de Sushi. Mix de sashimis CERTIFICAÇÃO DO SUSHIMAN Combinado de sushi e sashimi Niguiris O sushiman David Rodrigues exibe com orgulho para os clientes do Bamboo, sua certificação após workshop com Hirotoshi Ogawa. David após apresentação do prato que elaborou para aprovação de Hirotoshi Ogawa e André Nobuyuki CARTÃO FIDELIDADE O Bamboo também está com uma promoção de Cartão Fidelidade. O cliente consome 5 rodízios e o sexto sai com 50% de desconto. Como se observa, o Bamboo além da qualidade do cardápio, cria alternativas que visam favorecer os seus clientes. Profissionais que atendem no Bamboo ATENDIMENTO BAMBOO O Restaurante Bamboo abre de segunda a sábado, a partir das 19h Contato: 16 3357-6887 Facebook: /BambooSushiLounge 9

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ORGANIZAÇÃO PESSOAL Coaching: aumento da produtividade e uma vida melhor! O Master Business Coach Waldemar Bizelli Junior inicia na RCI uma série de artigos sobre a iniciativa de profissionais, empreendedores e donos de pequenas e médias empresas que têm utilizado o Coaching como metodologia para desenvolvimento de suas competências estratégicas, de seus gestores e das suas equipes. O Coaching melhora muito os resultados das empresas. Mas o que é o Coaching? É uma metodologia onde um Profissional (COACH) apoia seu Cliente (COACHEE), levando-o a melhoria de desempenho e a realização de metas pessoais, profissionais ou empresariais pré definidas pelo COACHEE. O COACHING inspira as pessoas a fazerem melhor o que elas já fazem e desenvolve habilidades que ainda não possuem. A principal diferença e a grande vantagem do COACHING em relação a outros processos de evolução pessoal, profissional e empresarial, é que ele inspira as pessoas a irem do estado atual (presente) ao estado desejado (futuro), descobrindo suas respostas e metas através de seus próprios insights e por si só, ao invés de serem induzidas ou aconselhadas. O COACH não induz, não aconselha e não responde. Um processo de COACHING é desenvolvido através de sessões semanais ou quinzenais com duração de 60 a 90 minutos e em dez a vinte sessões. QUEM PROCURA O COACHING? Empresários, empreendedores, gestores e profissionais de qualquer área. Profissionais em transição de carreira ou em busca de um plano B de vida, seja no aspecto pessoal ou profissional. E também pessoas que busquem um processo estruturado para alcançar metas e objetivos pessoais. PRINCIPAIS TIPOS DE COACHING Coaching Organizacional: focado em pequenas e médias empresas, através de seus proprietários, seus gestores e equipes. É um processo essencial para a gestão de mudanças, reestruturação e busca de resultados. 12 Waldemar Bizelli Junior, é Engenheiro Mecânico formado pela USP e MBAs pela FGV. Fez carreira em empresas nacionais e multinacionais do ramo de Alimentação. É Consultor Organizacional, Master Business Coach e membro da SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching Coaching de Equipes: visa a formação e o desenvolvimento de equipes de alto desempenho. O foco é voltado aos valores e necessidades da empresa. Coaching Executivo: para Executivos e Gestores em ascensão de carreira, com o objetivo de alcançar alta performance profissional. Coaching de Carreira: para Profissionais que estejam em algum tipo de transição de carreira: aqueles que pretendem mudar de profissão, de emprego ou mesmo aqueles que estejam desempregados. Lider Coach: desenvolvido para que as competências de um COACH sejam adquiridas pelo Gestores das Empresas. Entre as principais competências a serem desenvolvidas estão as perguntas estratégicas, o feedback, a liderança, a empatia, a condução de processos, a escuta ativa, o foco em resultados. Coaching de Vida: utilizado para questões pessoais, tais como, ter uma melhor qualidade de vida, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, desenvolvimento pessoal e planejamento de vida. A PENSAR Coaching recém iniciou suas atividades e tem como Clientes Potenciais: pequenas e médias empresas e também profissionais em fase de crescimento ou em transição de carreira. FAÇA CONTATO: E-mail: pensarcoaching@gmail.com Facebook: pensarcoaching www.pensarcoaching.com.br

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ANIVERSÁRIO ACIA - PRIMEIRA DIRETORIA 1934 81anos Fundada em 1934 para combater a alta de impostos após a Revolução de 32, a Associação Comercial e Industrial de Araraquara ganha fôlego para mais um ano de fundação. ACIA festeja Benevenuto Colombo Presidente Indio B. Borba 1º Vice-Presidente João V. Fernandes 2º Vice-Presidente Herculano Oliveira 1º Secretário Sábado, 6 de julho de 1934. Benevenuto Colombo já tinha conhecimento que seria o primeiro presidente da Associação Comercial e Industrial de Araraquara. Segundo consta, embora sendo concorrente no ramo farmacêutico, Herculano de Oliveira, da Farmácia Raia, já havia feito na região central da cidade um movimento pró indicação de Colombo. Amigo dos empresários, muitos dos quais seus clientes, Herculano era um profissional respeitado na região. Alguns ouviram as ponderações feitas pelo farmacêutico naquela semana e apostaram no sucesso da indicação. O parque industrial da cidade ainda se apresentava de forma tímida; assim, o primeiro presidente teria que sair do comércio, quase que com a condição de não ser lojista para se evitar a impressão de um apontamento tendencioso. Neste caso, dois profissionais de farmácia seriam os mais indicados para não haver desconforto entre os primeiros diretores. No final da tarde de 6 de julho, com a temperatura caindo pela proximidade do inverno, já se sabia a formação da primeira diretoria e os nomes dos empresários que seriam declarados fundadores da ACIA. Colombo passou pela Farmácia Raia, conversou com Herculano e na subida para casa, reforçou o convite para que Mário Lupo estivesse na assembleia do dia seguinte na União Syria, local cedido por Miguel Haddad, que fazia parte da entidade. O que se observava era o poder representativo da associação composta por nomes influentes na época. Se para as famílias a indicação de um membro significava “status”, é verdade que o conteúdo mostraria uma entidade muito forte. E foi o que realmente aconteceu. Mário Lupo 2º Secretário Miguel Haddad 1º Tesoureiro José A. Sampaio 2º Tesoureiro CONSELHEIROS Domingos Lia Felippe Mauro Carlos F. Martins João Gonçalves Filho Raphael Logatti Luis Soler Habib Sabbag Graciano R. Afonso Antônio Deliza Valeriano Alvares Quirino Queirós FUNDADORES DA ACIA Antônio N. Andrade Zecchi Mimessi Carlos Bersanetti Filegônio A. dos Santos Joaquim G. Fonseca Guilherme Gomes Santiago Miguel Bucalém Oddone Marsili José Palamone Lepre 14 Irmãos Lombardi J. Michel Amim A. Coury Salim C. Haddad A. Salinas Dahir Azzem Martins S. Ferreira Carlos E. Martins Pasquero S. Alves Martiniano Pereira Vitaliano Bitelli José E. Góes Rosário Capalbo Irmãos Martines José G. Haddad Antônio B. Fernando Ferrúcio Miari Alexandre Zaramella Carlos Alberto Euclydes C. Lima Pedro Martini José V. Silva José Henrique Alfredo G. Haddad Jorge Preeg

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OS EX-PRESIDENTES Cada um com seu nome na história Jeito diferente de administrar, uns mais, outros menos, mas a coerência preponderou entre todos os empresários que foram presidentes da ACIA. Ao longo da existência da entidade é possível observar o bom senso dos dirigentes no trato com os demais diretores e os sócios de uma forma geral. A Associação Comercial e Industrial de Araraquara nos seus 80 anos de existência teve 20 presidentes eleitos através do voto; no entanto, outros dois nomes acabaram assumindo a presidência ainda que por um período de três meses: Samuel Brasil Bueno, substitutiu Sônia Maria Correia Borges e José Carlos Paschoal Cardozo entrou para o lugar do empresário Valter Merlos. Mas quem imagina que as eleições sempre foram mornas ou cartas marcadas se engana: a disputa pela presidência da ACIA através do voto, começou dois anos depois de fundada a associação, para substituir Benevenuto Colombo. Pelo menos três nomes se apresentaram como candidatos ao cargo de presidente em 28 de setembro de 1936: Indio Brasileiro Borba apoiado pela Situação com 35 votos; Carlos Francisco Martins, 9 e Elias Mazzi, 4 votos. Curiosamente, nenhum deles veio a ser candidato nos anos seguintes prevalecendo sempre a supremacia da ala conservadora. Dois anos depois (28 de janeiro de 1940) uma nova disputa: Gentil Martins obteve 79 votos contra 21 votos de Joaquim dos Reis para a presidência; desde aquela época até hoje, a ACIA criou um histórico de embates eleitorais face seu poder de representatividade que passou a ter uma grande influência na discussão das questões políticas, econômicas e sociais. A ACIA com o passar dos anos, tem sido vista como porta de acesso ao mundo político, e sua própria história pode mostrar, pois envolve em sua lista de ex-presidentes, nomes que se tornaram importantes neste cenário: Rômulo Lupo, Clodoaldo Medina, Vicente Michetti, Pedro Lia Tedde e recentemente Valter Merlos que tiveram em função dos serviços prestados à classe empresarial, o assédio para representarem a instituição em cargo executivo. GALERIA DE EX-PRESIDENTES Benevenuto Colombo 1934 - 1936 Indio B. Borba 1936 - 1940 Gentil Martins 1940 - 1941 Rômulo Lupo 1941 - 1942 Orlando da Valle 1942 - 1948 Mário Barbugli 1948 - 1950 André Lia 1950 - 1958 Francisco P . M. da Silva 1958 - 1960 Roberto José Fabiano 1960 - 1962 Clodoaldo Medina 1962 - 1966 Jovenil R. de Souza 1966 - 1970 Vicente Michetti 1970 - 1978 Apparecido Dahab 1978 - 1980 Péricles Medina 1980 - 1984 Joel Roberto Aranha 1984 - 1989 Ivo Dall’Acqua Júnior 1989 - 1992 Pedro A. Lia Tedde 1992 - 1998 Jorge Lorenzeti Neto 1998 - 2001 Sônia M. C. Borges 2001 - 2004 Samuel Brasil Bueno janeiro/junho 2003 AGRADECIMENTOS A diretoria da ACIA reconhece a dedicação de todos aqueles que se tornaram presidentes da entidade, sendo imprescindível nesta ocasião, os mais efusivos cumprimentos. Valter Merlos 2004 - 2010 15 José Carlos P . Cardozo julho/novembro 2008

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