Gazeta Valeparaibana

 

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Julho 2015

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Ano VIII - Edição 92 - JULHO 2015 Distribuição Gratuita Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site - Música Brasileira - Cultura - Cidadania - Sustentabilidade Social Agora também no seu Outros artigos A LINGUAGEM Loryel Rocha Amazônia Legal: em 16 anos desmatamento foi quase do tamanho de SP Página 3 Sobre leis, justiça e quejandos “O escravo que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa” Página 4 As discussões em torno do Acordo Ortográfico salientam a gramática e esquece-se da linguagem. Página 6 ******************** A liberdade de Pensamento Mariene Hildebrando “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.” Página 8 ******************* COMPREENDENDO HABILIDADES PARA ADQUIRIR COMPETÊNCIAS: A Educação escolar tem uma função na vida do ser humano. Qual é essa função? A função da Educação escolar é transmitir o legado da humanidade acumulado no decorrer de milênios e preparar a juventude para assumir ... Página 10 Por uma escola que ensina a aprender e aprende a ensinar. Ivan Claudio Guedes Omar de Camargo ÚLTIMO MOMENTO Poema de Genha Auga Página 7 Um professor, seu sucessor, e os donos do poder Ela fazia um resumo da situação econômica e política, com destaque aos prejuízos que o bolso dos brasileiros já havia sofrido em 2015. Página 9 ********************** Valores Morais e sua importância na Sociedade Paulo Abreu Página 11 E tem mais... Confira! Página 14 www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 2 Editorial ISSO AINDA PODE SER BOM Sua esperança e fé estão nocauteadas por quem vive alardeando que o amor é uma ilusão? Não permita! Lute com todas as forças e junte-se a quem tem disposição para que as palavras fluam sem interesses e sem egoísmos e ainda possa caminhar livremente entre nós. Não deixe que sua capacidade de acreditar no amor seja fragmentada por assassinos de almas que, infelizmente, tentam atingir nosso dia a dia. Mesmo que ao seu redor gire a ciranda dos desonestos pisoteando a todos, impunemente, sem sentirem a mínima culpa e usando das mais absurdas desculpas, não se sinta menor por ser um dos poucos que ainda vai para o final da fila e que não enriquece, corruptamente, do dia para a noite. Não se sinta covarde por ser gentil e correr para bem longe de uma briga. Na busca de cada manhã pelo pão de cada dia, junto com seu suor e para o bem da sua moral, expulse com seu trabalho, sabiamente, a inveja dos que têm mais e não irá precisar pagar na mesma moeda da vergonha e imoralidade dos que não tem atitudes nobres. Lembre-se que o valor inestimável do maior esforço e das boas atitudes está na paciência e sorrisos que irão evaporar qualquer ódio difundido no coração de quem poderá te desprezar se for descoberto pelas inverdades que possa cometer, pois a mentira sempre virá à tona, mesmo que tarde. Não se deixe enganar pelas falsas ilusões difundidas e vendidas como se fossem verdadeiras passagens ao paraíso. Não confie tanto no suposto dia de amanhã e dê mais valor à vida.Tenha medo da morte e a respeite tanto quanto o mistério da além-vida. De vez em quando, esconda o relógio, a agenda e o celular e, diferente do que faz todos os dias, dê voz de comando aos seus instintos e ao seu coração: coma quando estiver com fome; feche os olhos quando estiver com sono; faça apenas aquilo que sentir vontade; negue a realização de trabalhar somente por dinheiro. Pense nisso quando estiver com o pão na chapa, depois que o despertador tocar, durante o banho, ao olhar-se no espelho. Finja que você é Deus e permita-se ter o melhor dia. Repita isso sempre que puder para garantir que sua vida seja um pouco melhor do que as notícias da mídia que ouve todos os dias. Às vezes, comer o miolo do pão pode ser melhor do que só ouvir e obedecer a nutricionista. Genha Auga Jornalista MTB: 15320 Em Portugal havia uma tradição de, quando resolviam expulsar de uma cidade algum vagabundo, bêbado ou malandro, irem tocando tambor (também chamado caixa) atrás dele, até os limites da comunidade. O sujeito era “corrido”, tocado pra fora, sob vaias e gritarias, e isso era considerado uma vergonha. Sair a toque de caixa é uma expressão que veio desse costume português. *** Pádua, na Itália, tinha o nome latino de Patavium. Lá nasceu, no ano 59 a.C. o historiador Tito Lívio, que morreu em Roma no ano 17 d.C. Frequentou a corte de Augusto e era ironizado por se opor ao imperador. Como falava usando expressões de sua terra, Patavium, era ironizado também por isso. Diziam que não entendiam patavina, quer dizer, a língua falada em Pádua. *** Assim falou Mário Quintana: “Minha vida é uma colcha de retalhos. Todos da mesma cor”. *** O Jornal Nacional, da Globo, foi ao ar pela primeira vez em 1o de setembro de 1969. Recebeu esse nome porque era patrocinado pelo Banco Nacional, de Magalhães Pinto, um dos líderes do golpe de 1964. Os apresentadores eram Hilton Gomes e Cid Moreira. *** A goma arábica, extraída de uma árvore do gênero das acácias abundante na Arábia, já era conhecida no Egito 17 séculos antes de Cristo. *** Até 1906, nos Estados Unidos, podiase comprar em lojas ou mesmo por reembolso postal, medicamentos contendo morfina, cocaína ou heroína. Nesse ano foi promulgada a Lei dos Alimentos e Drogas Puras. Em 1914 uma lei passou a regulamentar a venda de ópio e derivados. Em 1918 a Liga Antibar afirmava que o comércio de bebidas alcoólicas era uma atividade “antiamericana, pró-alemães, geradora de crimes, desperdiçadora de alimentos, corruptora da juventude, destruidora de lares e traição inominável”. No ano seguinte, acrescentaram à Constituição dos EUA a 18a Emenda, que ficou conhecida como “Lei Seca”, proibindo a venda de bebidas alcoólicas. Ela foi revogada em 1933. Rádio web CULTURAonline Brasil NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós ! A Rádio web CULTURAonline Brasil, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e livre. Mas com responsabilidade! Acessível no link: www.culturaonlinebrasil.net IMPORTANTE Todas as matérias, reportagens, fotos e demais conteúdos são de inteira responsabilidade dos colaboradores que assinam as matérias, podendo seus conteúdos não corresponderem à opinião deste projeto nem deste Jornal. A Gazeta Valeparaibana é um jornal mensal gratuito distribuído mensalmente para download Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J Gazeta Valeparaibana e CULTURAonline BRASIL Juntas, a serviço da Educação e da divulgação da CULTURA Nacional CULTURAonline BRASIL Faça uma assinatura mensal por apenas R$ 5,00 Email: assinaturas@gazetavaleparaibana.com

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 3 Educação Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 Nove de julho é o dia em que se comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento está entre os maiores conflitos civis e um dos mais importantes acontecimentos políticos da história do Brasil. Ocorrido em São Paulo, o movimento tentou impedir a continuação do governo provisório de Getúlio Vargas, instaurado em 1930. Os revolucionários exigiam uma nova Constituição e eleições presidenciais. Foram três meses de conflito. No início de 1932, Getúlio tentou conter a pressão popular organizando uma comissão encarregada de elaborar um novo Código Eleitoral. Em fevereiro de 1932, o código foi publicado e o civil Pedro de Toledo foi nomeado interventor para o Estado de São Paulo. Em maio, Vargas marcou a data das eleições para dali a um ano. As medidas não foram suficientes para conter a conspiração política. Sociedades civis tramavam secretamente para derrubar o governo. Finalmente, em 9 de julho, o movimento ganhou as ruas da capital e do interior de São Paulo. A revolução recebeu apoio de vários setores da sociedade paulista. Estudantes, intelectuais, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático pegaram em armas durante os três meses de luta. O conflito armado ficou restrito ao Estado de São Paulo. Os governos do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, a princípio simpáticos à constitucionalização, não quiseram enfrentar a força militar do governo federal. Sozinhos, os paulistas não conseguiram manter a revolução e assinaram rendição em outubro de 1932. A revolta civil despertou o governo para a necessidade de acabar com o perfil revolucionário do regime. Isso acabou acontecendo em maio de 1933, quando foram realizadas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, que mais tarde elaboraria a Constituição de 1934. Fontes: Revista Problemas Brasileiros, FGV (Fundação Getúlio Vargas) O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do estado de São Paulo, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), divulgada . A pesquisa também mostra que entre 2005 e 2013 foram desmatados 89.158 quilômetros quadrados, extensão que pode ser comparada a uma área equivalente à soma dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O número é menor que o de 1997 a 2004, quando foi somada uma área de 159.078 quilômetros quadrados. Nesse caso, o total desmatado da Amazônia Legal superou o estado do Amapá. De qualquer forma, o resultado da pesquisa mostra queda de 79,1% no desmatamento da região, quando comparado ao período entre 2004 e 2013. Segundo o IDS, pelo menos 15% da Amazônia Legal já foram desmatados. Sobre os demais biomas brasileiros, a pesquisa revela que a Mata Atlântica já teve 85,5% da área desmatada, os Pampas tiveram 54,2% da área original desflorestada, enquanto quase metade da mata nativa do Cerrado, 49,1%, não existe mais. A Caatinga teve, no período, área desmatada de 46,6%. A região do Pantanal foi o bioma menos atingido pelo desmatamento (15,4%). Em 2004, 27,8 mil quilômetros quadrados foram desflorestados na região, o equivalente ao estado de Alagoas. Em 2013, a área desmatada caiu para 5,8 mil quilômetros quadrados, comparável ao território do Distrito Federal. O menor percentual da série histórica, no entanto, foi registrado em 2012, com 4,6 mil quilômetros quadrados. Da redação Amazônia Legal: em 16 anos desmatamento foi quase o tamanho de SP Calendário do mês Principais feriados, Datas Comemorativas 02 - Dia do Hospital 02 - Dia do Bombeiro Brasileiro 06 - Dia da criação do IBGE 09 - Dia da Revolução Constitucionalista 14 - Dia da Liberdade de Pensamento 15 - Dia do Homem 17 - Dia de Proteção às Florestas 20 - Dia do Amigo e Internacional da Amizade 20 - Dia da 1ª Viagem à Lua 25 - Dia do Escritor 25 - Dia de São Cristóvão 26 - Dia da Vovó 28 - Dia do Agricultor "O amor é como a terra que o agricultor cultiva e semeia, cuida até que brote frutos e estejam prontos pra serem colhidos." Nana Tavares Pimentel DEMOCRACIA A verdadeira Democracia (onde o povo participe de alguma forma das decisões que interferem nas relações sociais) supõe uma prática pedagógica: educar para a cidadania. Educar é um ato que visa não apenas desenvolver nossas habilidade físico-motoras e psíquico-afetivas, mas igualmente à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política. A educação para a cidadania significa fazer de cada pessoa um agente de transformação social, por meio de uma práxis pedagógica e filosófica: uma reflexão/ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo. Este é um dos objetivo do Jornal Gazeta Valeparaibana www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 4 Leis e Justiça Sobre leis, justiça e quejandos Ao defender um escravo maltratado que matou seu senhor, em Araraquara, disse a frase que está no alto, provocando um grande tumulto. Pouco antes de morrer ele já não tinha muita esperança em acabar com a escravidão por vias legais. Começava a se aproximar da ideia “O escravo que mata o senhor, de um outro grande batalhador negro, chamado Antônio Bento. Se seja em que circunstância for, Luiz Gama ficou durante muito tempo esquecido e hoje é lembrado mata sempre em legítima defesa” por muita gente, Antônio Bento continua no limbo, injustamente. Antes de ser assassinado por fazendeiros, ele ficou conhecido como “O “Lei no Brasil é igual vacina: umas pegam, Fantasma da Abolição”. outras não.” Não sei quem foi o primeiro a Filho de português e de uma negra, Antônio Bento estudou direito, falar isso, mas é um dito que se repete, com tornou-se promotor em Atibaia, mas abandonou o cargo para se dedimuita razão. Muitas leis “não pegam”. São aprovadas, mas nunca ocar integralmente à luta pela libertação de escravos, mas não pelas bedecidas. vias legais. E não são só leis. Portarias, decisões judiciais, um monte de coisas O movimento chamado Caifazes, liderado por Antônio Bento teve es“não funcionam” na prática. Pensei nisso quando li que o Conselho se nome por inspiração bíblica. Antes de entregar Jesus a Pilatos, Nacional de Justiça determinou uma cota para negros no cargo de Caifás, no Evangelho segundo São João, teria dito: “Vós não sabeis, Juiz. Por ela, 20% dos juízes devem ser negros. não compreendeis que convém que um homem morra pelo povo, para São muito poucas as autoridades judiciais negras por aqui. O exem- que o povo não pereça?”. plo quase único de que todos se lembram é do ministro Joaquim BarMais os Caifazes não entregavam ninguém. Ao contrário, eles libertabosa, do STF. vam. Infiltravam-se nas fazendas e estimulavam os negros a fugir. Mas houve grandes batalhadores negros a serviço de boas causas no Muitos tinham medo. Afinal, o escravo fugido e recapturado comia o Judiciário. O que mais impressiona é Luiz Gama (1812-1882), precur- pão que o diabo amassou. Mas muitos topavam fugir, e outros que sor do abolicionismo. Ele era filho de um fidalgo de origem portuguesa queriam mas não tinham coragem eram sequestrados e levados pelas e de uma negra livre e libertária chamada Luíza Mahin, que participou mesmas vias que os fugitivos. Iam para São Paulo, onde ficavam esde todas as rebeliões negras ocorridas no início do século XIX na Ba- condidos em igrejas, casas particulares ou casas de comércio de simhia. E também de outras lutas. Teve papel importante na Sabinada, patizantes da causa. Depois, seguiam para Santos a pé ou de trem, revolta liderada pelo médico Fernando Sabino Vieira, que pretendia apoiados por ferroviários também militantes ou simpatizantes do mocriar a “Rebública Bahiense”, em 1838. vimento considerado subversivo. Lá, ficavam no quilombo do JabaCaçada pela polícia, assim como outros líderes da revolta, teve que quara até serem levados para algum lugar onde pudessem viver e trafugir de Salvador, deixando com o pai o filho Luiz, de apenas 8 anos balhar como homens livres. de idade. Dois anos depois, o pai se revelou um crápula e vendeu o Será que teremos gente como Luiz Gama e Antônio Bento como juífilho para um traficante de escravos de São Paulo, para pagar uma zes? dívida de jogo. Bom, além dos negros nesses cargos, poderíamos querer também Luiz Gama foi escravo até os 18 anos, quando conseguiu escapar da uma cota de pobres, não? Isso sem falar em índios e outros que têm escravidão. Não se sabe como, porque todos os papéis relacionados pouco ou nenhum acesso à justiça. ao regime escravista no Brasil foram queimados no início da RepúbliGino Meneghetti, o grande ladrão, achava que gente que nunca havia ca, a mando do ministro da Justiça, Rui Barbosa. Luiz Gama havia passado fome nem falta de dinheiro não poderia ter o direito de ser aprendido a ler, trabalhou com o desembargador Furtado de Mendonjuiz. Em um livro chamado Memórias, Meneghetti diz: “Eu achava que ça, que colocou à sua disposição toda uma vasta biblioteca jurídica. O a autoridade que estivesse encarregada de julgar criminosos devia ex-escravo leu tudo, tornou-se jornalista, poeta e rábula (advogado conhecer a vida amarga. Não me conformava em ver que pessoas não formado, o que era permitido na época), militando nisso tudo pela criadas com todo conforto, na infância e na mocidade, mais tarde foslibertação dos escravos e pela República. Conseguiu libertar mais de sem ser juízes ou pretores, julgando os outros”. quinhentos escravos, fazendo aplicar leis esquecidas, que eram trataPor: Mouzar Benedito das como se não tivessem pegado. Não cometas nenhum ato vergonhoso nem na presença de outros nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo. Pitágoras Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda a parte. Montesquieu www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 5 Dia 14 Dia da Liberdade do pensamento I IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”; O que o autor do Rio de Janeiro ressalta é que, genericamente falando de liberdade de pensamento, a Carta Magna também asseguraria a liberdade de consciência e de crença (liberdade de pensamento e de culto), a liberdade de expressão, de manifestação de pensamento e, finalmente, a liberdade de ensino. Em relação a esta última, cita o art. 206, II da Constituição que dispõe: “Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: (...) II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”; Ressalta o autor: “...a liberdade de exteriorização do pensamento, em particular – a exemplo de outros direitos fundamentais -, não pode ser, de nenhum modo, interpretada de forma absoluta, posto que, em certas situações, poderá haver efetivo prejuízo social no que tange, entre outros, ao sinérgico desrespeito aos valores éticos da pessoa e da família”.[ Já Araújo e Nunes Júnior se expressam a respeito da liberdade de pensamento sob a forma de direito de opinião. Os autores explicam que o ser humano formula juízos de valor. Desta forma, o que a Constituição faz ao consagrar a livre manifestação de pensamento é dar existência jurídica ao chamado direito de opinião. Ressaltam os autores que o fato de o dispositivo da Constituição produziu um regime jurídico adequado à proteção da finalidade de se garantir a liberdade de manifestação de pensamento. Conclusão É triste a memória recente do Brasil e de outros países que viveram os horrores da ditadura no tocante à censura e às proibições tocantes à liberdade de manifestação de pensamento. As previsões da Carta de 1988 visam a eliminar tais realidades do cenário da sociedade brasileira. Situada no art. 5º da Constituição de Federal de 1988, direito fundamental de todos, a liberdade de pensamento é garantida. Afinal, não se deve controlar a mente humana. Apesar disto, são muito comuns meios de se não controlar, pelo o menos, dirigir o pensamento das massas para os objetivos visados pelas elites dominantes em todas as áreas e as ideologias. Liberdade de pensamento: POR: Francisco Mafra A liberdade de pensamento é essencial à mente humana. Ainda são inexistentes os meios de se impor normas ao pensamento humano. Entretanto, a manifestação dos pensamentos sempre foi condicionada e, não raras vezes, punida. A Constituição de 1988, apelidada de “Constituição Cidadã”, assegura a liberdade de pensamento, a sua manifestação e proíbe o anonimato. Alexandre de Moraes utiliza a seguinte citação de Pinto Ferreira: “o Estado democrático defende o conteúdo essencial da manifestação da liberdade, que é assegurado tanto sob o aspecto positivo, ou seja, proteção da exteriorização da opinião, como sob o aspecto negativo, referente à proibição da censura”. O autor paulista diz que a manifestação de pensamento é livre e garantida em nível constitucional, sem se fazer referência à censura prévia em diversões e espetáculos públicos. A liberdade de manifestação de pensamento não exime a possibilidade de apreciação pelo Poder Judiciário qualquer eventual responsabilização civil ou criminal. Reis Friede destaca que a liberdade de pensamento está situada nos incisos IV, VI, VII, VIII e IX do art. 5º da Constituição Federal. Efetivamente os textos de tais incisos são os seguintes: IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximirse de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; A Constituição é a mãe das leis, mas como as filhas, não vale nada. *** SOBRE DEMOCRACIA REPRESENTATIVA Democracia representativa é o exercício do poder político pela população eleitora não diretamente, mas através de seus representantes, por si designados, com mandato para atuar em seu nome e por sua autoridade, isto é, legitimados pela soberania popular. VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL! Cega justiça! Sua cegueira Parece postiça *** Cometeu pecados, O motivo eu sei: A necessidade não tem lei Na rua, a pressão da opinião pública é capaz de fazer o que a lei não consegue Porque precisamos fazer a Reforma Política no Brasil? Seus impostos merecem boa administração. Bons políticos não vem do nada. Para que existam bons políticos para administrar o país, toda a sociedade precisa colaborar para que eles possam nascer e terem sucesso. É preciso um sistema eleitoral moderno para melhorar a qualidade da política. Os políticos "tradicionais" tem horror à reforma política, porque ela pode mudar a situação atual onde eles usam e manipulam o eleitor e são pouco cobrados ! www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 6 A Linguagem ra-se absurda pela emanação contida no princípio que carrega e na matriz que une. Dado que o mundo foi feito pelo Verbo, como apreLoryel Rocha senta São João no Apocalipse, a linguagem é matriz e raiz de tudo que vive e existe. Portanto, recai sobre a cultura, e não sobre a linguagem, a fonte de tais diferenciações. As discussões em torno do Acordo Ortográfico salientam a gramática e esquece-se da lingua- Retomando. Assim, o verbalismo exaustivo gem. Alerta S. João que o mundo foi feito pelo que necessita inúmeras expressões para traVerbo. Transduzido o símbolo para o universo duzir o mínimo, mínimo este que mesmo apahumano fica evidente que a linguagem diz ao rentemente dissecado continua não captado homem, mas, é anterior à ele. O homem nela, por referir um símbolo desconhecido. O verbaa linguagem atua o seu significado ao signifi- lismo exaustivo reverte-se a cacofonia não cante, sem contudo compreender tal duplicida- pressentida, tentado a exercer pelo parabólico a parábola.Quanto a isso, a chamada ao cultide em sua irrealidade não ré-velada ao real. vo do silêncio, proposta contínua dos seres iluO conformismo confortante ao uso das pala- minados, certamente conterá mistérios ainda vras leva a crer ao sujeito o domínio possessi- pouco estudados e pressentidos. vo dos termos “engendrados” como causa e efeito do seu próprio discurso. Porém, o efeito A linguagem não constitui um aprendizado forcasual assestado ao adestramento passivo às mal, mas, a guturação primária em extroverrazões não conjecturais, mas,ordenativas ( a são do som inconsciente e primordial exercido sistematização existencial) conduz a este pelo símbolo através do ministério da idéia e mesmo sujeito a relatar um “ofício experimen- rupturado pela adulteração do mito conceituado em ficção. tal” em relação ao seu anônimo. A LINGUAGEM DITOS DO POVO E DE PENSADORES Feita a lei, cuidada a malícia. *** Justiça não é lei, mas invenção. *** Poucas leis, bom governo. *** Fugir do juiz é confessar pecado. *** Justiça na sua porta, não há quem queira. *** Qual a lei, tal a grei. *** A lei é poderosa, mas mais poderosa é a necessidade. *** A fome não tem lei. *** O amor não tem leis. *** Quando as armas falam, as leis se calam. *** Vontade de lei não conhece rei. *** Vai a lei onde querem os reis. *** O direito do anzol é ser torto. *** Antes bom rei que boa lei. *** Quatro coisas desterram a justiça: o amor, o ódio, o medo e a ignorância. *** Não há lei tão justa que não possa ser injusta acerca dos casos humanos. *** A Justiça tem sete mangas, e cada manga sete manhas. *** Pagam os justos pelos pecadores. *** Muitas vezes a dignidade proíbe o que a lei permite. *** Cadeia não foi feita pra cachorro. *** Provérbio dos Estados Unidos: “Falar é barato, até que se precise contratar um advogado”. Ludwig Borne: “Somente os ricos elaboram as leis, somente eles distribuem os impostos, carregados na sua maior parte pelos pobres”. A primeira pessoa do singular(eu) será sempre a expressão das duas outras seqüentes (tu, ele) dado que a exigência formal confere aos três a mesma expressão no diverso, isto é, como o formalismo existencial represa os valores do épico, todos as razões emocionais e ativas resultam de uma legislação condutora coletivamente ajustada. Assim, o discurso humano relata sempre suposições relativas e proO reconhecimento do ser no estar revela-se postas condicionadas, imerso no conjectural em duplicidades de imagem e semelhança, nu- manifesto. ma imitação empobrecida da relação existencial entre Deus-Homem: mãe/dependência; pai/ Se desmembrarmos uma só palavra trabalhofalo; posteridade/filhos, etc. Essa forma de samente podemos encontrar expressões diverreconhecimento de espelho=imagem é uma sas, outras palavras, ou palavra nenhuma, conceitualização anímica, reduzindo o homem considerando o hermético ali retido apenas coa seu anacronismo genético e transexistencial. mo símbolo. Porém esta inquietante proposta O raciocínio compartimentado ao formal pré- obedece a um Lógos ( discurso divino) ordenaconizado ausenta a memória ancestral refletin- tivo e ré-condutor que insere o ego a personifido apenas os conceitos e a moral em seus cação paralela à justiça do seu de direito. A pragmatismos virtuais. Assim, a narrativa mito- prolífera criação continua no presente infinito lógica, lendária ou quimérica torna-se mais do ser consciente em seu estar transitório adconsiderada ao real oculto, pois em lactência, mite acessos laterais que exprimem o eco claimerge do símbolo que exerce a função. A u- rificador à lógica não formal. ma análise fria, o homem é um monólogo enigDestas considerações manifestas nos símbomático. los, capta o homem parcelas da compreensão Se ausentarmos a idéia as conformidades de antecedente resumindo domínios ao casual do relação à indicação cultura, e procurarmos tra- seu eterno optado. A proporção que o regresduzir a comunicação verbal como identifica- so ao acesso se torna ambivalente o “cosmos ções das personas assumidas, notamos o de- captado” adensa à fluidez antagônica e conflusajuste contínuo entre o homem e a sua lin- ente através das analogias procuradas. guagem, diferenciando, desse modo, esse bípide vertical dos outros animais, onde inexiste tal A “fluente” comunicação assume uma vigília desajuste. Mas, tais diferenciações, dizem, atenta e mesmo que se conserve “fluente” pasrecaem sobre o exercício e posse da mente sa a estabelecer diferenciais de expressão e pelo homem, que, tida como filha do lógos divi- mesmo de silêncios em consonância à valorino, induz ao desajuste contínuo como forma de zação do apreendido. evolução da espécie. Ora, tal suposição, afiguO individual coloca-se sempre dependente ao coletivo. E a razão dissertada em diversos motivos é sempre a mesma razão ao extenso motivada, ou seja, a linguagem, por mais enriquecida que se apresente ela nada revela além do revelado formal, visto que seu percurso oculto é simbólico e sua expressão direta, metafórica. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 7 Literatura OUTROS TEMPOS Antigamente, crianças nasciam e eram muito esperadas pela família toda. Todos partilhavam esse momento com boas vindas, presentes, recepção para a família, amigos... As mulheres com seus cuidados maternais, os pais preocupados com a poupança futura do mais novo herdeiro, os tios com carinho observavam atentamente todos os cuidados e os amigos admiravam e torciam pelo bem-estar do casal nessa nova etapa. Naquele tempo, as mães ouviam os conselhos dos mais velhos e, discretamente, faziam o que lhes era dom e instinto. Os pais, empavonados, orgulhavam-se de sua virilidade, como se nada fosse mais importante e assim comemoravam entre charutos e amigos. A vizinhança clamava o nascimento de uma criança e, o jornal seria o melhor meio de apresentar à sociedade a estampa dessa família se de suma importância fosse. O que seria melhor para se presentear? Cueiros, xales, mamadeiras de vidro, lençóis bordados, babadores, chupetas das maiores e mais elegantes, sapatinhos de crochê, toucas feitas à mão, mijão, mosquiteiros, joias e os mais variados ornamentos como se assim fossem presentear o menino Jesus como fizeram os reis magos. As avós tratavam do alecrim, arruda, chazinhos, simpatias, batismos, crismas, figas e rezas para espantar os maus agouros. As visitas eram muito discretas, pois a mãe ficava na quarentena e a criança repousava até passar o tempo de acordar e começar a ver, viver. Passavam-se lá pelo menos uns três meses para tudo começar a acontecer na vida da criança recém-nascida.Contudo, a paparicação era direito à criancinha em seus primeiros anos de vida enquanto ainda era engraçadinha e divertiam as pessoas. Por falta de avanços na medicina, muitas morriam, mas, os pais não ficavam tão desolados, pois outra criança logo a substituiria. Não que faltassem sentimentos, mas era essa a realidade em outras épocas, diferente de hoje em que os recursos podem superar as dificuldades, mas crianças são mortas por falta de amor e de responsabilidade. Chegava então o tempo que a escola separava as crianças como se entrassem em outra quarentena, separada dos pais, para que, antes de serem “soltas” ao mundo, fossem chamadas à razão e à moralização pela educação e religião com a cumplicidade das famílias que consideravam imprescindível atribuir escolaridade às crianças, estabelecendo-se assim a importância dos bens e da honra. Veio então uma grande mudança na sociedade afetando a educação e a transmissão do saber e dos valores e, nos novos tempos, a vigilância sexual e organização de festas e precocidade das crianças passou a ser a persistência dos momentos que vivemos e vemos hoje... Genha Auga – Jornalista – MTB: 15.320 Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita, apenas seja você mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só tome cuidado com o lado com que ficará, pois uma escolha errada pode te afetar drasticamente. Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã. ÚLTIMO MOMENTO GenhaAuga – Jornalista – MTB:15.320 Cada instante que passa, Poderá ser seu último momento de vida, De alegria, de tristeza, de amor, sua última dor. Poderá ser seu último minuto de vida. Enquanto alguns rezam para se curar, Outros tiram vidas, Ou cuidam de vidas. Mas há quem desperdiça momentos, Maldizendo tudo. Qual a oferta de Deus para contigo nesse momento? O que lhe oferece a natureza? Olhe ao redor de ti, Olhe pra dentro de si... Tens um minuto ainda para viver? Se não sabe, aproveite. Bendiga esse momento, Não o deixe simplesmente passar. Daqui a pouco podes nem vivo estar...

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 8 Dia 14 - Liberdade do pensamento II A liberdade de pensamento No dia 14 de julho comemora-se O DIA DA LIBERDADE DE PENSAMENTO. nos sintamos ofendidos, e no âmbito da esfera criminal estão os crimes contra a honra, cada qual com suas penas. Então, enquanto pensamento, podemos o que quisermos, quando divulgamos o que pensamos, corremos o risco de desagradar pessoas, ferirmos suscetibilidades, despertar a ira de alguns, e claro, de agradar, porque não? Enquanto pensamentos, podemos imaginar o que quisermos, que sou o que na realidade não sou, viajo no espaço e no tempo, me coloco onde, quando e como quiser, da maneira que quiser, e não prejudico ninguém. Todas as maluquices são permitidas, todos os desvarios e toda insanidade. pelos ritos.” Artigo 19 DUDH “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.” A liberdade de pensamento é um direito fundamental que é essencial para nosso desenvolvimento pleno como ser humano. Não pode ser ameaçado “, reprimido. É de suma importância para que as divergências apareçam, os contrários surjam e novas ideias possam brotar de toda essa pluralidade. É claro que se tenho liberdade para pensar, vou querer emitir minha opinião, minhas impressões sobre o que vai no meu íntimo. Cada um é livre para refletir sobre o assunto que lhe convém. Somos livres para pensar, e temos que ter maturidade para aceitar as consequências que podem advir daquilo que expressamos. É um direito humano primordial, temos a garantia da não intervenção do Estado sobre as liberdades individuais. Não é um direito absoluto porque sofre limitações de outros direitos fundamentais como por exemplo a dignidade da pessoa humana e outros direitos que aí estão. Faz parte do Estado Democrático de Direito o dever de proteger as liberdades fundamentais da pessoa humana, e direitos como liberdade de se expressar livremente, liberdade de pensamento, direito de escolha, de credo, direito a intimidade e tantos outros, não podem sofrer qualquer tipo de censura ou restrição. Então vamos nos assegurar de que quando expressamos nossos pensamentos, estamos exercendo nosso direito de comunicação, e que para tudo que externamos haverá sempre alguém atento, disposto a opinar também, testando nossa tolerância e nossa capacidade de ouvir e entender o que o outro tem a nos dizer, e estarmos conscientes das consequências de nossas ações. Afinal...toda ação gera sempre reação. Mariene Hildebrando Email: marihfreitas@hotmail.com A liberdade de pensamento está garantida na Constituição Federal em seu Art. 5º, inciso IV... é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;Também encontramos esse direito garantido no Art. 220. Da Constituição Federal, “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.” É um direito fundamental e faz parte da primeira dimensão Não há nada que possa me impedir de pensar dos Direitos Humanos. o que bem entender. É um direito fundamental A liberdade de pensamento está relacionada tão importante que está positivado na Constia outras liberdades, como a liberdade de ex- tuição Brasileira. Isso se faz necessário para pressão e a liberdade religiosa. Pensar nos que ele seja realmente efetivado. Houve épofaz ter opinião, e na maioria das vezes quere- cas da nossa história que essa liberdade não mos externar nossa opinião e quando isso existia. De 1964 a 1985, vivemos o período da acontece, estamos sujeitos a sermos respon- ditadura militar, onde falar e pensar era proisabilizados pelo que externamos.Ter o direito bido. A censura era usada de maneira abuside exteriorizar o pensamento, me coloca a va. Sabemos que as violações aos direitos responsabilidade de entender que devo saber humanos são anteriores a ditadura militar, o que posso, devo e não devo expressar. mas nesse período essas violações se intenPosso sofrer algum tipo de punição. A nossa sificaram e tomaram um rumo terrível. O total constituição veda o anonimato. A liberdade de desrespeito as leis. A nossa carta magna de se expressar faz parte de socializar e expor 1988 foi chamada de Constituição Cidadã e nossas ideias e opiniões perante o mundo e ela nos garante o direito a liberdade de pensamento, a sua manifestação, e proíbe o anoos outros. nimato... O problema começa quando resolvemos exteriorizar nossos pensamentos. Fazemos isso Nossa liberdade seja ela qual for, tem que enquando nos expressamos oralmente, através volver o respeito ao próximo sempre. É muito da escrita, ou quando nos expressamos de tênue a linha que separa o que podemos do outra maneira, de forma simbólica ou usando que não podemos. O que está positivado nos o corpo para passar ideias, e tornamos públi- impõem limites, mas aquilo que não está, fica co nossas ideias e pensamentos. Enquanto por nossa conta e risco , e é a nossa conscipensamento que não se exterioriza somos li- ência junto com nossos valores éticos e movres para pensar o que quisermos. No mo- rais que irá dizer até onde posso ir sem caumento em que tornamos público nossos senti- sar danos ou sofrimento a outrem. mentos e percepções internas, nossos pensa- Artigo18 da Declaração Universal dos Dimentos, devemos tomar alguns cuidados. Na reitos Humanos diz: verdade somos livres para fazer o que não é proibido por lei. Até nossos pensamentos po- “Toda a pessoa tem direito à liberdade de dem sofrer cerceamento na medida em que pensamento, de consciência e de religião; esforem expostos. A liberdade absoluta não e- te direito implica a liberdade de mudar de relixiste. Estamos sujeitos ao olhar atento do Di- gião ou de convicção, assim como a liberdade reito. Podemos ser penalizados civil e crimi- de manifestar a religião ou convicção, sozinho nalmente. No âmbito civil, podemos pedir re- ou em comum, tanto em público como em priparação por danos morais e materiais caso vado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 9 País Educador - Professores COMPREENDENDO HABILIDADES PARA ADQUIRIR COMPETÊNCIAS: Por uma escola que ensina a aprender e aprende a ensinar. Nosso artigo do mês passado, tratou do conceito de competência e como adquirir tais competências. Neste mês vamos continuar desenvolvendo a ideia explorando o conceito de habilidade. A habilidade caminha junto à competência. A competência reúne um conjunto de habilidades, porém, as habilidades transitam entre várias competências. A habilidade em usar as ferramentas adquiridas durante as aulas é algo como o tirocínio(Preparação prática feita sob a vigilância de um professor.Dic. Michaellis). A habilidade é adquirida junto ao professor, no decorrer do curso e durante os exercícios e as atividades práticas, sendo assim temos um caráter indissociável entre a competência e a habilidade. Como já descrito acima, as habilidades adquiridas não são somente utilizadas em apenas uma competência. Uma vez adquirida a habilidade, ela poderá se articular com outras diferentes habilidades no conjunto de diferentes competências. Assim como a competência está ligada ao campo do “conhecer”, a habilidade está intimamente ligada ao “aprender a fazer”, ou à ação, porém, para fazer é preciso saber, ou seja, é preciso adquirir conhecimentos. Apenas para fins de ilustração, é possível citar a habilidade adquirida em matemática, referente ao conhecimento sobre logaritmos, que pode ser utilizada em química, quando se aprende sobre pH(concentração hidrogeniônica). O cálculo de uma regra de três simples (proporção)é usado na descoberta de quantidade de mols em uma solução, também em química. Exemplos de habilidades existem aos montes. Se considerarmos as competências leitora e escritora, para que exista tal domínio, é preciso se apropriar das habilidades de interpretar, relacionar fatos, conteúdos e conceitos, selecionar diferentes informações para compor uma lógica narrativa, etc. Percebam que tudo faz sentido quando trabalhamos com o ensino por meio de competências, pois a cada conhecimento adquirido há uma correlação com outros conhecimentos a serem adquiridos, numa área de conhecimento diferente da anterior e essa mobilização de áreas de conhecimento diferentes é que permite a solução de problemas, porém isso não significa ter habilidade. A habilidade é a presteza, agilidade com que se mobiliza e soluciona um problema e é quase uma intuição, quase porque não se pode ficar na pendência do imponderável para a solução de um problema, portanto é a prática, o fazer, errar e refazer e, principalmente compreender onde errou e porque errou. Uma vez compreendido o erro há que se percorrer todo o caminho novamente, daí então aplicando as regras ou métodos corretos. A figura do professor, a partir dessa percepção, não é mais a daquele ser onisciente cujos seguidores repetem incansavelmente regras até tê-las impressas indelevelmente na memória. O professor passa ter uma nova imagem, uma nova função, que não é a do mero transmissor de conhecimentos, mas sim aquele que vai conduzir à aprendizagem a partir de critérios técnicos bem definidos em seu planejamento e em seus planos de aula. É aquele que vai planejar atividades e condutas específicas para que se atinjam diferentes habilidades ao longo do seu curso. Devido ao caráter indissociável da habilidade e competência ambas utilizam aquilo que é denominado por “esquemas cognitivos” ou mentais. Segundo Leon Vasconcelos: “os esquemas mentais podem ser entendidos como representações categorizadas e, portanto, organizadas das informações da memória sobre qualquer assunto”(http:// www.comportamento.net/artigos/materias/ esquemas-mentais/) . Os esquemas mentais, por sua vez utilizam-se de imagens associadas, por exemplo: a imagem de um copo nos lembra água, comida lembra prato, cinema lembra pipoca, etc., porém vale lembrar que é importantíssimo o contexto, pois ele permite a classificação dos blocos mentais que irão compor os esquemas. Por extensão, podemos associar os blocos já categorizados, a um fluxograma de um processo industrial, onde cada operação é sequenciada e possui a descrição de cada etapa a ser seguida para que se atinja, com perfeição, o resultado final, ou seja, o pleno domínio das competências e habilidades. A título de ilustração, é possível citar a regra de três simples, conteúdo aprendido em Matemática. Para que se chegue a essa compreensão, é necessário saber: a) Ler; b) Interpretar; d) Multiplicação e suas regras; e) Divisão e suas regras; f) Proporcionalidade e suas regras. Todo esse conhecimento não fará sentido se não estiver contextualizado, pois o contexto, como vimos, é parte essencial dos esquemas cognitivos, pois ele permite a categorização dos blocos mentais que serão utilizados na solução de uma situação problema. Mas, convém lembrar que, é necessário criar os blocos mentais, ou como queiram alguns, construir os blocos mentais. Juntos, professor e aprendiz (aluno) em sinergia, para que ele(aluno) saiba como utilizá-los. Percebe-se daí a importância da figura do professor orientador, tutor, aquele que leva o aluno a descobrir a importância do saber fazer. Para Sócrates e Platão os alunos trariam algo já conhecido de vidas passadas, e que a aprendizagem serviria para relembrar o que já era de alguma forma, conhecido. Porém Descartes afirma que o aluno é uma tabula rasa, ou seja, nela podemos colocar o que quisermos, dispensando assim qualquer forma metafísica. Esse pensamento cartesiano tem sido adotado, principalmente pelas as culturas ocidentais. A ferro e fogo tem sido assim, o conhecimento é impingido aos alunos, os quais não possuem, ou não possuiriam mentalidade própria, bastaria seguir seus mestres. Percebam, não há originalidade nenhuma nisso; escola reprodutora = alunos reprodutores dos conhecimentos de seus mestres. Em educação tudo tem seu valor, até mesmo os erros, pois aprende-se com eles. A escola tradicional-reprodutora premia os alunos reprodutores, a partir do conteúdo decorado, como se fosse possível um engessamento do pensamento e a falta articulação entre saberes. Há que se dar um basta no estilo “educação bancária”(Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido, 1987), pois o aluno não irá adquirir habilidades se não houver análise, reflexão e criticidade, portanto tem-se que criar, instigar a critica como fator de curiosidade para não provocar a animosidade ou mesmo a repulsa por um determinado conteúdo. Segundo Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia(1996) : “aprender criticamente é possível(...) os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo”. É a isto que entendemos por sinergia, cuja definição pode ser aqui dada como sendo “o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função”(Wikipédia) no nosso caso o aprender e ensinar onde um se reflete no outro(ação e reação). Então, a aquisição de habilidades (em qualquer área do conhecimento) requer um trabalho sinergético entre professor e aluno, não pode o professor enclausurar-se numa redoma de cristal instransponível e autodenominandose senhor do conhecimento a quem todo poder é dado para decidir se o aluno pode ou não aprender. Por fim, ainda segundo Paulo Freire: “Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo”. Tampouco pode o aluno estar refratário às novas aquisições de conhecimento, pois trata-se de uma via de mão dupla – aprender/ensinar e ensinar/ aprender. Omar de Camargo Técnico Químico Professor em Química. decamargo.omar@gmail.com Ivan Claudio Guedes Geógrafo e Pedagogo. ivanclaudioguedes@gmail.com OUÇA-NOS Todos os Sábados 16 horas Na CULTURA online BRASIL PROGRAMA: E agora José? www.culturaonlinebrasil.net www.culturaonlinebr.org www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 10 A escola vista pelo aluno As escolas brasileiras realmente atendem escola o obriga a despender tempo com Física e com Química da mesma forma que o aluas reais necessidades dos alunos? no que quer seguir carreira na área de Engenharia. E há muito conhecimento que todas as pessoas utilizam no decorrer de suas vidas para se relacionarem com o restante da sociedade que a escola brasileira não disponibiliza. O sistema escolar brasileiro está errado. O método de ensino das escolas brasileiras é “seco” com os alunos. É chato, maçante, desmotivador. As escolas não trabalham os aspectos emocional e sentimental dos alunos. Só o intelectual e de forma errada. E o principal responsável por esse desastre é o Ministério da Educação do Brasil, porque é ele quem define o currículo disciplinar das escolas brasileiras. Antes de entrar no assunto propriamente, considero necessário informar à quem lê este artigo que eu não sou professor, não sou pedagogo. Sou apenas alguém que um dia foi aluno escolar e que enxerga pelo ponto de vista de aluno. Portanto, é completamente natural que alguém que seja pedagogo, ou leciona alguma disciplina em alguma escola, não concorde com o meu ponto de vista. E mesmo outros que tenham apenas sido alunos, como eu fui. A Educação escolar tem uma função na vida do ser humano. Qual é essa função? A função da Educação escolar é transmitir o legado da humanidade acumulado no decorrer de milênios e preparar a juventude para assumir o comando do mundo no futuro próximo, na próxima geração. E o comportamento da maioria dos brasileiros demonstra que o sistema escolar brasileiro está falhando e muito como sistema formador. O sistema escolar brasileiro não está preparando devidamente as pessoas para vida. E a crítica não é só para as escolas públicas, é também para as escolas particulares. nomia, para o aluno aprender a administrar melhor o seu dinheiro, os seus gastos. Gramática, Ortografia, Interpretação de Texto e Redação, aí sim todo mundo tem que aprender bem. Ah, sobre Redação, as escolas têm que parar de focar só em Dissertação, Narração e Descrição. As pessoas precisam aprender a redigir documentos oficiais como Ofício, Memorando, Requerimento, Atestado, Declaração... já no Ensino Médio. Os alunos têm que conseguir interpretar o que lêem, compreender a mensagem que está sendo passada por escrito. Um erro de mentalidade a respeito da função de ensino é que, no Brasil, a escola é tida como algo voltado apenas para preparar as pessoas para a universidade e, para o mercado de trabalho, para ter alguma profissão. Essa visão está errada. As escolas devem ir além das necessidades do mercado de trabalho. As Para os demais, uma noção geral sobre o asescolas devem preparar as pessoas para a sunto resolve. Quem precisa saber com detaconvivência em sociedade, para cidadania. lhes sobre conceitos como Classicismo, BarO Ministério da Educação brasileiro precisa, roco, Romantismo, Modernismo, é o pessoal para o bem da sociedade brasileira, mudar o de ciências humanas, quem vai seguir carreiseu currículo escolar. A escola é tida como ra de ator, de escritor, para o restante dos aluum local desagradável ao aluno, como um nos, uma noção geral resolve. ambiente chato. E se a escola não se tornar O que eu estou querendo dizer com “uma nomais agradável ao aluno, o aluno não vai ter ção geral” é que não faz sentido obrigar todas estímulo para gostar da escola, e nunca va- as pessoas a estudarem para provas, a fazemos conseguir reverter o problema do analfa- rem provas, a serem avaliadas para poderem betismo funcional na sociedade. seguir adiante. O aluno é forçado pelo sistema a despender muito do seu tempo e da sua atenção para disciplinas que ele não tem vocação e que não vai usar no decorrer da vida. Isso desgasta psicologicamente o aluno, deixa ele com raiva da escola. Por exemplo, o aluno pretende seguir carreira na área de Direito, mas a Há conteúdo na área jurídica que todos os cidadãos precisam ter conhecimento, como direitos do consumidor, direitos trabalhistas, direitos humanos, direitos sociais em geral, O Ministério da Educação tem que organizar que é o que realmente vai preparar as pessoum currículo escolar mais realista. Tem que as para viver em sociedade. respeitar a tendência vocacional de cada alu- As escolas precisam ter uma disciplina na no. Tem que separar muito bem o conteúdo área de ética e civismo. que todos sem exceção precisam saber, porque vai usar no decorrer de suas vidas e, o As pessoas precisam saber como o sistema que apenas alguns precisam saber, porque político funciona no Regime Democrático, o vai estar direcionado à sua vocação profissio- que fazem os Vereadores, os Prefeitos, os nal. Vou citar um exemplo para tentar esclare- Deputados Estaduais, os Governadores, os Deputados Federais, os Senadores e os Precer o que eu estou realmente insinuando. sidentes da República, quais são as suas Vamos pegar o exemplo de Biologia. Quem competências ou atribuições, para que esses precisa realmente saber sobre Botânica, o cargos existem, até onde vai o poder político que é Briófita, Angiosperma, o que são Ciano- deles, etc. fíceas, Cotilédones... é quem vai ser biólogo ou agrônomo, quem vai trabalhar com vege- Também, a escola tem que trabalhar o lado tais. Quem realmente precisa saber sobre Zo- emocional dos alunos através das artes e dos ologia, o que são Platelmintos, Nematelmin- esportes. As escolas têm que ter um consertos, Artrópodes, Equinodermos ou Cordados, vatório interno para o pessoal que tem vocapor exemplo, é quem vai ser biólogo, veteriná- ção musical, estimular a formação de conjunrio de zoológico, quem vai trabalhar com ani- tos musicais escolares, têm que fazer campeonatos esportivos interescolares, para os alumais. nos que sonham em serem atores, um teatro Para a maioria, basta uma noção geral desse escolar, para os que sonham em ser jornalistipo de assunto e, focar muito mais em tudo tas, um jornal escolar. aquilo que se refere ao corpo humano, saúde humana, nutrição, medicina preventiva, higie- Para o pessoal que tem vocação para ciênne, coisas ligadas ao cotidiano do cidadão, cias, disciplinas como Física, Química e Bioloque é o que a maioria vai usar no decorrer da gia devem ser ensinadas mais em laboratóvida. Quem precisa saber com detalhes sobre rios, com trabalhos de campo, com experias antigas civilizações da Mesopotâmia, do mentos científicos, feiras de ciências, porque Egito, da Pérsia, é o pessoal da área de ciên- ficar só na sala de aula vendo o professor falar e escrever na lousa enjoa os alunos. cias humanas. E as escolas deviam avaliar os alunos mais com trabalhos e menos com provas e testes escritos. Os alunos fazerem os trabalhos e eles mesmos explicarem para o resto da turma, um por um dos membros do grupo que fez o trabalho explicar aos colegas de classe, e assim o professor avaliar os alunos. Eu entendo que a pior das mazelas do Brasil é causada por erros do Ministério da Educação brasileiro, cuja grade curricular para as escolas não prepara os alunos para a vida. Nem as escolas públicas e nem as escolas particulares atendem as reais necessidades A escola tem que fazer uma triagem de alu- dos alunos. E isso tem que mudar o quanto nos baseada em critérios de aptidão de disci- antes possível. plinas, e não sobrecarregar os estudantes com conteúdo que no futuro vai ser descartado por eles. A Matemática para ensino geral, João Paulo Barros tem que ser mais voltada para finanças e eco- www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 11 Dia 25 - Dia do escritor Um professor, seu sucessor, e os donos do poder Começando o dia Foi um domingo modorrento. O fim do outono chegou perto do início do inverno e trouxe a secura que me acordou com um acesso de tosse no final da madrugada. O nascer do sol ainda não podia ser apreciado, pois as nuvens impediam que os tênues raios solares pintassem de vermelho o céu cinzento escuro, permitindo apenas que se percebesse a lenta mudança do escuro que se metamorfoseava em dia. Não! Não vou falar sobre o luto de um falecimento, so- externa é responsável por desequilíbrios em nossa ecobre a dor de uma separação ou sobre uma briga de na- nomia, mas que as medidas tomadas serão eficazes e morados. A pauta ainda é a dívida que uns poucos con- vão virar a página da crise brasileira”. traem em nome de uns muitos. Na fase de recolhimento que ele hoje confortavelmente Primeiro a gente nega: “Estou fora dessa!”, “Me recuso vive, nem deve mais se lembrar desses “detalhes” ditos a pagar!” e outras frases sem nenhuma utilidade, pois em sala de aula. Mas eu lembro direitinho, do mesmo sabemos que são utópicas. Aprendemos direitinho a jeito que vou sempre lembrar como um mestre pode técnica de falar bobagens escutando o horário eleitoral. sofrer mudanças radicais. Depois, quando se percebe que “estamos dentro” e que O sucessor “recusar é impossível”, a raiva toma conta de nossa A sucessão à qual me refiro não é na cátedra, mas na mente e coração. O sangue ferve. O palavrão-desabafo condução da economia. O sr. Levy apresenta discurso sai gritado e agoniado. A úlcera começa a ser percebida no mesmo estilo Guido Mantega no. A cartilha é a mescom intensidade. ma, apenas aparenta ser diferente. É um caminho nada O próximo passo é tentar descobrir qual jeitinho pode suave em direção ao garrote vil que sufoca o bolso do ser dado para diminuir a mordida. Usar só dinheiro é povo. Nem vou qualificar o estilo do sr. Joaquim no mesrecurso para daqui a pouco, quando a CPMF voltar. mo estilo que usei para seu antecessor, senão serei mal Comprar coisas piratas. Negociar preço com nota e pre- entendido. Mas suas palavras são tão inócuas quanto ço sem nota. todas as que escutamos nos quatro anos passados. E as ações são as mesmas,destinadas a chicotear o povo. Então ficamos deprimidos e precisamos comprar remédio. É quando se percebe que o imposto dele (34%) é Os donos do poder maior do que o imposto pago ao comprar uma Playboy Você já teve paciência para ler um livro muito chato, (19%). Depressão maior ainda. mas que é brilhante, importante e fundamental? Recomendo dois, acho que hoje em dia só existem em bibliotecas, sebos ou em pdf na internet. O primeiro é “O erro de Descartes”, do médico portuguesa António Damásio. Coisas geniais, ideias e raciocínios extremamente inteligentes.Uma chatice, mas um marco. Apenas para constar. O outro, para explicar, é “Os donos do poder” de Raymundo Faoro. Uma das maiores obras-primas da nossa história, com a qual se aprende muito. Percebe-se pelo livro e pela vida real que os donos do poder fazem das tripas coração para continuar com a força que emana de seu poder econômico, financeiro ou político. Agem como o cônjuge traidor que nega o óbvio adultério quando é flagrado nu. Reclamam,se fazem de vítimas. Usam quaisquer subterfúgios para direcionar como querem o raciocínio e a atenção da mídia e de seus interlocutores.Todos sempre se dizem absolutamente inocentes, argumentam que agem expressamente conforme a lei; afirmam que colaboram com as autoridades tanto quanto solicitados, garantem que tudo o que fazem é absolutamente ético. Falácias e sofismas. Stalin, Hitler e Castro faziam igualzinho. O povo já deveria ter aprendido que palavras não significam absolutamente nada se não forem acompanhadas de ações coerentes respectivas. Enquanto os marqueteiros estiverem circulando por aí e seus clientes tiverem como pagá-los, isso continuará acontecendo. Veja a seguinte cadeia de eventos: nós pagamos impostos, parte desse imposto é direcionada para partidos e políticos, parte disso é usada para pagamento de campanhas, e parte desse dinheiro vai para o bolso de marqueteiros. Ou seja: pagamos para escutar bobagens, para sermos ludibriados e explorados. Palavras ao vento. Tive outro professor na faculdade que dizia que no dia em que o Brasil se tornasse comunista, o Paulo Maluf seria o chefe do Politburo. É verdade, troca-se o casaco, mas a roupa é a mesma. Alberto Romano Schiesari Escritor/Prof. Universitário/ Consultor em Tec. da Inf. Levantei, tomei meus remédios com um copo de água que o frescor da madrugada deixara no ponto exato. Delícia. Nem fiz café, mais tarde tomaria um expresso na padaria, coisa que a meu ver imprime ao domingo a sua definitiva personalidade. Liguei a televisão justo quando a jornalista mudava a voz para anunciar nova Finalmente, a única alternativa é aceitar. O pior é que o pagamento da dívida não pode ser feito com cartão de manchete. crédito, ao menos para acumular pontos. Nem com boA lista negra dos mais de 30 bilhões leto bancário, para cobrir com o cheque especial. Paypal Ela fazia um resumo da situação econômica e política, também não pode. Bitcoin é proibido. Bolívares venezucom destaque aos prejuízos que o bolso dos brasileiros elanos, do grande amigo Maduro de Dilma, são vetados. já havia sofrido em 2015. Aumento de salário de parla- Nem passe de ônibus ou bala Soft eles aceitam! mentares, presente deles próprios para eles mesmos. Puxadinho na câmara dos deputados. Aumento do fun- Todos esses “sapos” nos são enfiados goela abaixo, do partidário. Rombo no Fundo Postalis. Corrupção e como se fôssemos gansos usados para fazer foie gras má administração da Petrobrás. Prejuízo para o FAT, francês. usado para financiar empréstimos do BNDES para o- Era uma vez um professor e seu sucessor bras de empreiteiras no exterior. E assim por diante. Fui aluno do sr. Guido Mantega. Na época, muitos anos O valor total, apenas referente a este ano, que está só atrás, ele ainda não estava contaminado com o vírus na metade, chegava a mais de 30 bilhões de reais. Va- que lhe transformou o coração e a mente a ponto de mos estimar de forma conservadora que até o final des- cegamente seguir a cartilha de sua chefe, e ajudá-la a te ano o valor cresça para 50 bilhões, pois ainda temos nos conduzir ao abismo econômico que hoje vivemos. seis meses pela frente e investigações a fazer na Eletrobrás, Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, e Ele era um professor bem razoável, dava sua mensaoutras coisinhas mais. A lista é longa para um 2015tão gem com elegância e ponderação. Foi numa instituição que nem consta do currículo dele na Wikipedia, pois não pequenino. é de primeira linha. Afinal, um ministro de estado só poVocê sabe direitinho quem vai pagar esse rombo? de ser professor de instituições com grife. O mundo acaVocê; sua filhinha recém-nascida; seu avô nonagenário; dêmico perdeu um membro competente, e o poder gaeu; o doente que vai morrer na portaria de algum hospi- nhou um membro obediente. Os alunos perderam um tal à espera de atendimento médico; a mãe de família mentor e o partido ganhou um promotor. A população cujo marido foi esfaqueado e morto; o pedreiro ferido perdeu um aliado e a classe dominadora ganhou mais por uma bala perdida; a professora que trabalha numa um representante fanático. sala de aula com goteiras, em uma escola sem biblioteca, sem água nem eletricidade; o funcionário da padaria Ele, como mestre, defendia, por exemplo, a ideia de que desde 3 horas da madrugada já enfrenta ônibus imaginar os extremos sempre que fosse necessário tolotado para trabalhar.O adolescente que não consegue mar alguma medida, para tentar prever suas consequências. Foi uma lição importante que eu já havia aestudar para garantir a realização de um sonho. prendido com um chefe, e que meu então professor reAh! Não vamos nos esquecer também da “pequena par- forçava. Por exemplo, antes de implantar o aumento de cela da população” que usa energia elétrica e água, cu- juros, deve-se imaginar o que aconteceria se eles fosjos índices de reajuste são significativamente superiores sem baixados ao extremo (uns 0,2%, por exemplo) ou aos índices de inflação. Isso porque o governo não quer elevados ao extremo (uns 30%, por exemplo). No priplanejar e nem se preocupa em fazer com que as em- meiro escalão do governo ele esqueceu isso. presas concessionárias queiram planejar. Na universidade popular ele falava coisas sensatas. NaCada um de nós tem com certeza a dívida que nos foi quelas com grife, nos encontros em simpósios internaimposta durante os anos anteriores, outra referente a cionais, e em lugares como Brasília, Washington, ONU, 2015, e já estamos na fila para pegar o boleto das dívi- Banco Mundial, FMI e outros desse tipo, ele passou a das referentes aos anos vindouros. falar economês e matematiquês (em inglês...) para fingir explicar, com equações verbais dificílimas,que “a crise Negação, raiva, barganha, depressão e aceitação www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 12 Mundo Educação Senso comum quer custo. Como disse o pintor espanhol Go- o passar dos dias. Quem é que nunca se deya, “O sonho da razão produz monstros”. parou com alguém ou até consigo mesmo menosprezando valores passados pela família ou O conceito de senso comum sofreu certa despela religião para fazer o que lhe bem aprouvalorização após o período do Renascimento. ver? O humanismo renascentista foi a última corrente de reflexão que levava em conta o po- A sociedade tem se mostrado cada vez mais tencial orientador do senso comum. A partir desprendida de condutas morais que em anos do século XVII, sobretudo com o desenvolvi- atrás se fazia valer. Segundo Lázaro Curvêlo mento da ciência moderna e da filosofia racio- Chaves (bacharel e licenciado em ciências nalista cartesiana, o senso comum passou, de sociais pela UFF), nas décadas de 50 a 70 forma geral, a ser identificado como “falta de não havia a modernidade de hoje, mas em rigor metodológico” e a ser rivalizado com o contrapartida as pessoas viviam com mais se“senso crítico” ou “senso científico”. Dessa gurança e com mais dignidade, já que os saforma, até o início do século XX, eram poucas lários eram compatíveis com a realidade socias defesas filosóficas que se faziam do senso al (apesar de existir a pobreza, era em menor comum, haja vista que a expressão havia sido número em comparação aos dias atuais). alijada de seu sentido tradicional. Os meios de comunicação que antigamente Os filósofos ligados à fenomenologia e à her- eram utilizados com a finalidade de realmente menêutica do século XX, como Heldeger fazer a comunicação de assuntos importantes e Gadamer,passaram a refletir novamente so- entre pessoas hoje são utilizados como meios bre o senso comum, colocando-o diante do de alienação. Hoje, os meios de comunicação problema da historicidade, isto é, da experiên- são utilizados para derrubar toda e qualquer cia histórica humana. Autores de outras tradi- moralidade partindo da defesa do individualisções, como o católico leigo G. K. Chesterton, mo e do direito de fazer o que tiver vontade. também passaram a fazer, ao seu modo, a A decadência da moralidade está estampada defesa do senso comum, sobretudo recupenas fraudes políticas, nas leis que defendem o rando o seu sentido tradicional. individualismo, nas pessoas que não se preocupam com o próximo, nas propagandas que estimulam a sexualidade e ainda na sociedade que se deixa influenciar. O desvirtuamento dos valores morais traz conseqüências graves às pessoas, pois estimula adolescentes a iniciarem a vida sexual de forma precoce, estimula as pessoas a se desligarem do coletivismo e o preconceito contra os menos favorecidos. É necessário que a sociedade acorde para a real situação e revolucione o comportamento da nação e isso com responsabilidade e consciência. Existem valores éticos que são fundamentais para que a sociedade viva em harmonia. O senso comum possui uma importância enorme na história dos problemas filosóficos, sobretudo por estar associado à experiência tradicional. Na história da filosofia, o problema do senso comum sempre foi um ponto de enorme importância e grandes debates. Os filósofos clássicos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, dedicaram-se a refletir sobre isso e situar esse tema dentro dos problemas que interessam à reflexão filosófica. Grosso modo, o sentido mais profundo da expressão “senso comum” remete ao tipo de experiência que é propriamente humana, isto é, a experiência do sofrimento ou a experiencia tradicional. Um dos elementos que tornam o homem diferente das outras criaturas é a sua capacidade de refletir sobre o sofrimento, de saber que vai morrer, que pode ser acometido por catástrofes, doenças, etc. A experiencia tradicional nos dá os elementos para a compreensão de nossa condição de seres falíveis. As tragédias antigas (tão valorizadas por Aristóteles) davam conta dessa experiência. A literatura moderna e contemporânea também o faz. Sendo assim, o senso comum é o tipo de saber que busca fornecer orientação ao homem e não deixá-lo repetir os erros do passado. Por intermédio da experiência, o homem pode exercer virtudes, como a prudência e a paciência, e aprender a não se deixar levar por aventuras emocionais, que o desviam para a irracionalidade, bem como não se deixar levar por “sonhos racionais” de progresso a qual- A violência excessiva é resultante da decadência da moralidade. A decadência da moralidade Entende-se por moralidade o conjunto de nor- Fonte: http://www.mundoeducacao.com/ mas e princípios de conduta. Na atualidade, a moral é o princípio de conduta que decai com ATENÇÂO A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica matérias, relevantes, com a finalidade de abrir discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento. Assim, publica algumas matérias selecionadas de sites e blogs da web, por acreditar que todo o cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos devemos nos unir, na busca de uma sociedade mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais. No entanto, todas as matérias e imagens serão creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes. Caso não queira fazer parte da corrente, favor entrar em contato. Rádio web CULTURAonline Brasil Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós. A Rádio web CULTURAonline BRASIL, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Saúde, Cidadania, Professor e Família. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, a Educação e o Brasil se discute num debate aberto, crítico e livre, com conhecimento e responsabilidade! Acessível no link: redacao@gazetavaleparaibana.com www.culturaonlinebr.org www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 13 O Samba e a ditadura de Vargas O SAMBA ANTES DO FOLCLORE Costuma-se contar a história do samba em dois momentos opostos. O primeiro, quando os sambistas eram perseguidos pela polícia - que reprimia manifestações culturais dos negros - e obrigados a tocar escondidos, em vielas dos morros e fundos de quintal. No segundo momento acontece o contrário: o governo passa a incentivar o carnaval e as músicas populares. Em 1995, com a publicação do livro 'O Mistério do Samba', o antropólogo Hermano Vianna revelou que a mudança de postura com relação à música não aconteceu assim tão de repente. Estilos negros e populares faziam parte de festas dos ricos e famosos séculos antes de o desfile das escolas de samba virar uma festa oficial. Em 1802, por exemplo, o comerciante inglês Thomas Lindley escreveu que as festas dos baianos ricos eram animadas pela ”sedutora dança dos negros, misto de coreografia africana e fandangos espanhóis e portugueses”. Até mesmo em Portugal os músicos populares brasileiros eram bem recebidos. No fim do século XVIII, poucos anos antes de a corte portuguesa fugir para o Brasil, o músico Caldas Barbosa, mestiço filho de uma escrava, encantou a corte de dona Maria I, a rainha louca, tocando lundus. Hermano Vianna revelou também que o samba, em sua origem, tinha muito pouco de folclórico ou nacionalista. Os estilos europeus fazem parte da raiz ancestral do samba tanto ou mais que a percussão africana. Os primeiros sambistas liam partituras, tocavam instrumentos clássicos, participavam de bandas de jazz, adoravam ouvir tango e conhecer as novidades musicais nos cabarés parisienses. A cara que o samba tem hoje, de símbolo da ”autenticidade brasileira” e da resistência da cultura negra dos morros cariocas, é uma criação mais recente, que de certa forma abafou a primeira. Afirma Vianna em 'O Mistério do Samba:' . que estava bastante em voga”, contou o sambista décadas depois. Os músicos da casa da tia Ciata tampouco se achavam defensores de uma etnia, de uma tradição ancestral ou de um símbolo nacional. 'Pelo Telefone' citava uma tecnologia e um jogo tão novos para aquela época quanto o GPS portátil e o pôquer online um século depois: ”O chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar que na Carioca tem uma roleta para se jogar”. Em 1919, Donga e Pixinguinha criaram a banda. 'Os Oito Batutas' para animar a sala de espera do Cine Palais, no Rio de Janeiro. Essa banda foi a primeira a divulgar o samba pelo mundo. Seus integrantes tocavam piano e instrumentos de sopro, apresentavam-se vestindo ternos e sapatos engraxados - o grupo lembrava uma jazz band americana. Como um conjunto de festas de casamento e formaturas nos dias de hoje, tocavam de tudo: lundus, polcas, batuques, músicas sertanejas, maxixes e sambas. Esse repertório eclético rendeu a eles shows pelo mundo. 'Os Oito Batutas' se apresentaram para os reis da Bélgica quando visitaram o Brasil, na embaixada americana (o embaixador admirava o grupo), no pavilhão da fábrica da General Motors e até mesmo para a princesa Isabel e a família real brasileira em exílio na França. Entre fevereiro de 1922 e abril de 1923, passaram seis meses tocando na boate 'Le Schéhérazade', de Paris, e outros seis se apresentando em teatros de Buenos Aires. Durante a viagem à França, entre cafés e cabarés cheios de novidades musicais, eles se apaixonaram pelo jazz. Ainda em Paris, Pixinguinha ganhou um saxofone de presente. ”Alguns anos mais tarde (fins de 1927), os Oito Batutas circulam pelo sul do Brasil”, conta o antropólogo Luís Fernando Hering Coelho. ”O programa da apresentação no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis, no dia 28 de agosto de 1927 os anuncia como Jazz-Band Os Batutas, e no repertório há sambas, marchas, emboladas, maxixes, e músiO samba não se transformou em música nacional através cas do repertório jazzístico como 'Who?, Beautiful Girl, Black dos esforços de um grupo social ou étnico (o ”morro”). Muitos Bottom, One Step'.” grupos e indivíduos (negros, ciganos, baianos, cariocas, intelectuais, políticos, folcloristas, compositores eruditos, france- Também era fascinado pela música internacional o flautista, ses, milionários, poetas - e até mesmo um embaixador ameri- pianista e violonista Sinhô. Uma espécie de Roberto Carlos cano) participaram, com maior ou menor tenacidade, de sua da década de 1920, Sinhô tinha o apelido de ”o rei do sam”fixação” como gênero musical de sua nacionalização. Os ba”. Deve-se a ele a fixação do samba como um estilo musidois processos não podem ser separados. Nunca existiu um cal que pôde ser descoberto pelas gravadoras de discos. ”O samba pronto, ”autêntico”, depois transformado em música que há de mais povo e de mais carioca tinha em Sinhô a sua personificação típica”, escreveu o poeta Manuel Bandeira, nacional. admirador do sambista. Sinhô encantou o Rio de Janeiro Um exemplo de que o primeiro samba não tinha nada de compondo valsas, maxixes, fox, charleston, toadas, fados, e folclórico são dois pioneiros desse estilo musical: Pixinguinha chegou a gravar sambas com orquestras. Essa e Donga, que em 1917 registrou o primeiro samba gravado ”personificação típica” do povo ligava pouco para a arte popuna história. Os dois começaram a tocar juntos na década de lar. Suas marchinhas carnavalescas eram quase cópias de 1910, provavelmente na casa da baiana Hilária Batista da canções europeias. Numa tarde de 1920, quando tentava Silva (1), a tia Ciata, na Praça Onze, centro do Rio de Janei- divulgar partituras de suas músicas na Casa Beethoven, no ro. O quintal dessa casa é frequentemente apontado como Rio de Janeiro, ouviu uma freguesa assobiar a valsa francesa ”berço do samba”, o lugar que abrigou o nascimento mítico 'C’est pas Difficile'. Fascinado com a canção, foi para casa e desse novo estilo musical. tentou repetir a melodia no piano. Trocando algumas notas e Negra baiana que migrou para o Rio ainda no século XIX, adicionando outras, criou a marchinha Pé de Anjo, caçoando Ciata vendia doces vestindo turbante e saia do candomblé. do pé grande de China, irmão de Pixinguinha. A música foi o Era a típica figura que inspirou a ala das baianas do desfile hit do carnaval de 1920. Assim era o samba brasileiro — insdas escolas. À noite e nos fins de semana, músicos, políticos, pirado nas novidades europeias e americanas e formado por intelectuais, jornalistas e amigos iam para o samba na casa instrumentos de sopro e piano - até uma ideologia antiga dela - até então, ”samba” significava um evento, uma festa e ganhar músculos por aqui: o nacionalismo. Contorcendo a não um tipo de música. O novo estilo saiu da criatividade cabeça dos artistas, o nacionalismo provocou o nascimento de um novo samba. Antes de chegar a esse novo estilo musidaquele grupo de amigos. cal, é bom dar uma volta pelo tipo de nacionalismo que nasAcontece que as composições que surgiram da casa da baiaceu no Brasil e o modo como ele criou a imagem que hoje na tinham muito pouco do samba que hoje anima a Sapucaí. temos do país. Lembravam mais o maxixe, o ”tango brasileiro”, ritmo dança(1)- O nome correto é Hilária Batista de Almeida. (LC) do a dois derivado de polcas europeias. Instrumentos de sopro eram comuns - com sua flauta, Pixinguinha era um dos SAMBA E FASCISMO protagonistas daquelas festas. O escritor Mário de Andrade, Um traço comum no carnaval de diferentes épocas e países no livro 'Música de Feitiçaria do Brasil', escreveu que a pró- é o de virar as regras do avesso. Durante as festas pagãs da pria tia Ciata ”passava os dias de violão no colo inventando Roma Antiga, que deram origem ao carnaval cristão, escramelodias maxixadas”. vos e seus senhores invertiam os papéis: por um dia, eram 'Pelo Telefone', grande sucesso daquele grupo, também lem- os servos que mandavam. Uma inversão parecida acontecia bra mais o maxixe que a percussão das escolas de samba. na Idade Média. As pessoas faziam missas e procissões côApesar de ter sido provavelmente uma criação coletiva, foi micas - no lugar dos padres, guiavam as cerimônias religioregistrado por Donga, estourando no carnaval de 1917. ”Fiz o sas personagens bizarros como o Rei Momo. A véspera da samba, não procurando me afastar muito do maxixe, música quaresma liberava os foliões para tirar um sarro dos próprios costumes religiosos e da Igreja, autoridade indiscutível da- quela época. Não havia tantos papéis trocados nos primeiros carnavais do Brasil, mas uma reviravolta de comportamentos também tomava conta. Durante as festas conhecidas como entrudos, as pessoas atiravam bolas de cera nos outros e faziam guerrinhas d’água pela rua. Em 1832, ao visitar o carnaval de Salvador com dois tenentes da Marinha britânica, o jovem inglês Charles Darwin se assustou com os perigos do carnaval baiano. ”Estes perigos consistem principalmente em sermos, impiedosamente, fuzilados com bolas de cera cheias de água e molhados com esguichos de lata. Achamos muito difícil manter a nossa dignidade enquanto caminhávamos pelas ruas”, escreveu Darwin em seu diário. Por quase todo o país, a polícia até tentava conter os entrudos, mas raramente conseguia. A festa dura até hoje - em alguns blocos do interior, os carnavalescos ainda atiram água, confete e farinha uns nos outros. Na maior parte da história do Brasil, o carnaval foi uma algazarra deliciosamente sem noção. Mas suponha que, de repente, um ditador bem metódico, militar e fascista, um ditador como o italiano Benito Mussolini, aliado de Hitler na Segunda Guerra Mundial, tivesse o direito de regular essa bagunça para torná-la orgulho da nação. Como seria o carnaval organizado por Mussolini? Imagino que não haveria personagens trocados, arremessos de bolas de cera ou guerrinhas d’água. Como em um desfile patriótico, os carnavalescos marchariam em linha reta, com tempo metodicamente marcado para cada evolução. Passariam diante das autoridades do governo e de jurados, que avaliariam a disciplina, o figurino e a média de acertos dos grupos, dando notas até dez. A organização do carnaval permitiria apenas músicas edificantes e patrióticas. Para ressaltar a pátria e deixar de fora a influência estrangeira, a melodia só poderia ser executada por instrumentos considerados da cultura nacional. Se adicionarmos algumas celebridades quase nuas e muitas penugens, o cenário fica parecido com a Sapucaí. Foi mais ou menos assim que nasceu o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Seu formato atual deve muito a costumes e ideologias fascistas da década de 1930, além do interesse do presidente Getúlio Vargas de misturar sua imagem à cultura nacional e popular, exatamente como Mussolini fazia na Itália. Já havia desfiles em sociedades carnavalescas no começo do século XX, é verdade, mas a maioria das regras da apresentação moderna nasceu com o fascismo. Em 1937, ano em que o governo de Vargas se tornaria uma ditadura bem parecida com a italiana, foi instituído que todos os sambas-enredos deveriam homenagear a história do Brasil. As primeiras regras de avaliação e ordem do desfile nasceram dois anos antes, quando o interventor federal do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto, começou a dar dinheiro para as escolas. A apresentação ocorria na Avenida Rio Branco, o mesmo local onde as demonstrações militares comemoravam a Independência todo dia 7 de setembro. Os instrumentos de sopro foram proibidos. Só poderiam participar entidades registradas como sociedades recreativas civis. Esse carnaval disciplinado e patriótico não nasceu só por imposição do governo: os grupos também aderiram espontaneamente a ele. 'A Deixa Falar', primeira escola de samba de que se tem notícia, desfilou em 1929 usando comissão de frente cavalos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Três anos depois, o samba-enredo da escola era 'Primavera e a Revolução de Outubro', em homenagem à tomada de poder de Getúlio Vargas em outubro de 1930. A apresentação contou com participantes vestidos de militares. Não fosse a influência do fascismo italiano, o famoso desfile do carnaval brasileiro não existiria. E, sem ele, o samba que conhecemos hoje seria também muito diferente. O mesmo patriotismo que deu um empurrão ao desfile de carnaval provocou a folclorização do samba. Por: Leandro Narloch No livro: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. Editora: Leya www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 14 Valores Morais Valores Morais e sua importância na sociedade Valor Moral X Preconceito Autor: Paulo Abreu morais que nunca devem ser perdidos.” de fazer o seu conceito evitando assim os falsos conceitos. (Paulo Vitor)” Nossos valores morais vão dizer se vamos ser honestos ou corruptos, se vamos ter medo “Refreie a sua concupiscência, amigo! Resou ser corajosos, se vamos defender uma peite os nossos velhos, a Reserva Moral da causa nobre ou se vamos apoiá-la. Nação. (Carlos Heitor Cony)”. (fonte: portal de variedades). “O conhecimento superficial sobre um assunto Preconceito é a causa do preconceito, justificativa para a Preconceito é um “juízo” preconcebido, mani- ignorância. (Evan do Carmo)”. festado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou “Preconceito não é ter suas críticas. A crítica tradições considerados diferentes ou requer conhecimento; O preconceito, apenas "estranhos". Costuma indicar desconhecimen- as vítimas. (Thaís Dayani)”. to pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. Diante do exposto, vejo que o assunto não se esgota, poderíamos examinar cada ponto de As formas mais comuns de preconceito são: vista, deixar reflexões para décadas, e assim social, "racial" e "sexual". Para o indivíduo ser mesmo não chegaríamos ao fim. ou não preconceituoso podemos avaliar suas formas de socialização, isso distinguirá seus A finalidade deste é esta, primórdios e no que ele virá a se transformar. Onde está o meio, o elo, Valor Moral e PreEste processo, será explicado por culturas e a conceito. própria história no contexto em que se esta inserido. Geralmente a pessoa que tende a ter Até onde podemos ter nosso valor moral preesse tipo de sentimento, não o faz apenas por servado sem ser preconceituoso. um só tipo, ele engloba todos os preconceitos e alimenta todos eles. O assunto em questão Posso ser contrario a união homoafetivo ou, diz mais sobre a pessoa preconceituosa do outra qualquer, sem ser preconceituoso? que aquele que está sofrendo com este, por causa das características identificadas. Em sendo, posso ter meu valor moral respeitado, sem ser taxado de preconceituoso? Sempre vemos falar nessa palavra, mais afinal de contas o que realmente ela signi- O texto é para reflexão e não causar polemifica? ca, ou ato discriminatório. Sou a favor do respeito e da reciprocidade. “Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo.” (Ruy Barbosa) Fonte: http://pauloabreu14.jusbrasil.com.br/ Os valores morais têm grande importância para sociedade, mas acima de qualquer outro o respeito deve vir sempre em primeiro lugar diante de tudo. Você sabe o que são valores morais? Os valores morais são apresentados a toda criança desde o nascimento, e é durante toda a sua juventude que os pais vão tentar estabelecer esse princípio em sua vida, moldando sua personalidade e sua moral. Basicamente os valores morais de uma pessoa são importantes para a sociedade em geral, mas porque isso acontece? Todo e qualquer cidadão precisa ter os seus próprios valores morais. Isso envolve aceitar determinadas coisas e repudiar outras, esses valores são impostos pela sociedade desde o nascimento e são aperfeiçoados com o passar do tempo. Aceitar ou não o homossexualismo é uma questão de valor moral. A sociedade a mídia, vem obrigando as pessoas a “engolirem” essa atitude, e quem não aceita, é taxado de preconceituoso, se esquecem de que isso faz O preconceito não passa de um conceito que parte dos valores morais de cada pessoa. criamos antes de saber o que aquilo realmente é, onde por esse falso conceito muitas veValores Morais X Preconceito zes maltratamos o próximo e nem pensamos É claro que os nossos valores morais não ponas conseqüências daquele ato. dem interferir no modo de vida das outras Citando alguns; pessoas, pois isso seriam desrespeito e preconceito. Não é porque os seus valores dizem “Se formos descrever todos os tipos ficaremos que você não pode cortar os cabelos que vomeses e não descreveremos tudo, eu só falo cê vai repudiar alguém que o faz. uma coisa antes de discriminar alguém, procure saber o que aquilo é de verdade antes “O respeito pelo próximo é um dos valores Respeito Ato ou efeito de respeitar(-se). Respeito é um substantivo masculino oriundo do latim respectus que é um sentimento positivo e significa ação ou efeito de respeitar, apreço,consideração, deferência. Na sua origem em latim, a palavra respeito significava "olhar outra vez". Assim, algo que merece um segundo olhar é algo digno de respeito. Por esse motivo, respeito também pode ser uma forma de veneração, de prestar culto ou fazer uma homenagem a alguém, como indica a expressão "apresentar os seus respeitos". Ter respeito por alguém também pode implicar um comportamento de submissão e temor. O respeito é um dos valores mais importantes do ser humano e tem grande importância na interação social. O respeito impede que uma pessoa tenha atitudes reprováveis em relação a outra. Muitas religiões abordam o tema do respeito ao próximo, porque o respeito mútuo representa uma das formas mais básicas e essenciais para uma convivência saudável. que leva à obediência e cumprimento de algumas normas (por ex: respeito pela lei). Falar sobre um tema com respeito (como diferentes religiões, crenças e condutas) é falar de forma ponderada e sensível. A palavra respeito é também uma forma de fazer referência a algo através de expressões como: "a respeito de", "com respeito a", que podem ser substituídas pela expressão "relativamente a". Ex: O político foi interrogado por muitos manifestantes mas a única coisa que disse foi que não falaria a respeito desse assunto. Uma das importantes questões sobre o respeito é que para ser respeitado é preciso saber respeitar, o que em muitos casos não acontece. Respeitar não significa concordar em todos as áreas com outra pessoa, mas significa não discriminar ou ofender essa pessoa por causa da sua forma de viver ou suas es- A expressão "diz respeito" indica alguma coicolhas (desde que essas escolhas não cau- sa que pertence ou é da responsabilidade de sem dano e desrespeitem os outros). alguém. Ex: Não pergunte outra vez porque O respeito também pode ser um sentimento esse assunto não lhe diz respeito. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Julho 2015 Gazeta Valeparaibana Página 15 Os donos do mundo A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA Continuação - Parte II "Os judeus, que são algo como nômades, nunca até agora criaram uma forma cultural por si mesmos, e até onde eu posso ver, nunca o farão, uma vez que todos os seus instintos e talentos requerem uma nação mais ou menos civilizada como hospedeira para o seu desenvolvimento “ Já donos de uma fortuna incalculável obtida com os empréstimos a todos os países europeus os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos ao governo inglês para as colônias da América, acabando por indiretamente causar a independência americana quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims. Mesmo após a independência, logo implantaram o modelo de banco central no Novo Continente, para expandir ainda mais os seus lucros. Durante a primeira metade do século XIX nos Estados Unidos, pelo menos três vezes os opositores do sistema agiotário lograram êxito em fechar o banco, entre eles os presidentes James Madison e Andrew Jackson, mas ele sempre ressurgia. Foi durante a Guerra Civil americana que os conspiradores lançaram o seu mais bemsucedido esforço nesse sentido. Judah Benjamin, principal assessor de Jefferson Davis (na época presidente dos Estados Confederados da América), era um agente dos Rothschild. A família plantou assessores no gabinete do presidente Abraham Lincoln e tentou venderlhe a idéia de negociar com a Casa de Rothschild. Lincoln desconfiou de suas intenções e rejeitou a oferta, tornando-se inimigo figadal da família e acabou assassinado a tiros num teatro. Investigações sobre o crime revelaram que o assassino era membro de uma sociedade secreta cujo nome jamais foi revelado pois vários altos funcionários do governo americano eram membros. O fim da guerra civil abortou temporariamente as chances dos Rothschild de por as mãos no sistema monetário dos Estados Unidos, como já faziam com a Inglaterra e todos os países da Europa. Mas apenas temporariamente. Anos depois, um jovem imigrante, Jacob H. Schiff, chegou a Nova Iorque. Nascido em uma das casas dos Rothschild em Frankfurt, ele chegou à América com um objetivo definido: comprar ações de um grande banco para gradualmente adquirir o controle sobre o sistema financeiro americano. Schiff comprou quotas de participação numa empresa chamada Kuhn & Loeb, uma famosa casa privada de financiamentos. Entretanto, para cumprir sua missão, ele precisaria obter a cooperação de "peixes grandes" do segmento bancário norteamericano. Tarefa difícil para o humilde jovem alemão oriundo dos subúrbios de Frankfurt. Mas Schiff tinha trunfos: ele era enviado dos Rothschild e ofereceu ações européias de alto valor para distribuição no mercado americano. Foi no período pós-guerra civil que a indústria tempo, a família Rothschild tomou conta de americana efetivamente começou a florescer todos os bancos centrais do mundo — voltapara se transformar no colosso da atualidade. dos unicamente para o lucro e não para a administração da economia dos seus respectiCom a decretação da paz e a expansão para vos países — e com a inteligente operação de o Oeste, havia estradas de ferro para construsua inesgotável fortuna tornaram-se agentes ir, ligando as duas costas continentais do padeterminantes na criação dos Estados Unidos ís, além da nascente prospecção petrolífera, da América, que viria a se tornar o pais mais das siderúrgicas e das empresas têxteis, para rico e poderoso do mundo. Não se trata de citar apenas algumas. Tudo requeria financiamera coincidência, pois foi a opressão inglesa mento e não havia dinheiro suficiente no josobre o Novo Mundo com a cobrança de tavem país do Norte. A Casa de Rothschild ponxas pelo Banco da Inglaterra que acabou por teava no cenário europeu e tinha recursos adesencadear a revolução que criou os EUA. bundantes, resultado da vigorosa especulação financeira empreendida em todos os cen- Benjamim Franklin, inventor, cientista, político tros comerciais da Europa nos 150 anos ante- e diplomata do século XVIII, artífice da aliança riores, emprestando dinheiro a monarcas, go- com a França que auxiliou a independência americana, afirmou o seguinte ao Banco da vernos e parlamentares. Inglaterra, que tencionava financiar a nova O jovem Schiff rapidamente se tornou padrirepública americana através da estratégia nho de homens como John D. Rockefeller, da usura (fractional reserve lending): "É muito Andrew Carnegie e Edward Harriman. Com o simples. Aqui nas colônias nós emitimos nosdinheiro dos Rothschild, ele financiou sa própria moeda, que se chama Colonial a Standard Oil Company (hoje a poderosa Script4. Emitimo-la na exata proporção das ESSO, acrônimo das duas letras que formanecessidades do comércio e da indústria, pavam a abreviação da empresa em inglês: S.O. ra tornar os produtos mais móveis entre os – leia-se ESSO), as ferrovias Union Pacific produtores e os consumidores. Desta forma, Railroad e Southern Pacific Railroad e o impécriando nosso próprio dinheiro de papel, conrio do aço de Carnegie, com sua Carnegie trolamos o seu poder de compra e não preciSteel Company, que consagrou a cidade de samos pagar juros a ninguém". Pittsburgh, no estado americano da Pennsylvania como a capital mundial do aço. Foi ape- O controle do sistema monetário dos EUA esnas uma questão de tempo para Jacob Schiff tá totalmente investido no Congresso Amerideter o controle da comunidade bancária de cano, eis por que Jacob Schiff seduziu os parWall Street, em Nova Iorque, que já incluía lamentares abypassar a Carta Magna estaduos Lehman Brothers2,Goldman-Sachs e ou- nidense e passar esse controle aosmoneytros grupos internacionais até hoje atuantes changers. Para que essa transição fosse inteno mercado financeiro, todos eles desde a- gralmente bem-sucedida e a população do quela época controlados pelos Rothschild. É país não pudesse fazer nada a respeito, seria possível resumir a situação de forma bem necessário que o congresso americano prosimples: Schiff era o "chefe" do mercado fi- mulgasse uma peça de lei específica. Como nanceiro de Nova Iorque e controlava o di- conseguir isso? Através de um presidente nheiro dos Estados Unidos. Assim foi prepara- sem moral e sem escrúpulos, que assinasse o do o bote sobre o sistema financeiro america- projeto de lei. no. Com seus cinco filhos firmemente encas- Nos quase 200 anos que se passaram entre a telados em todos os centros financeiros da independência americana e a criação Europa, a família Rothschild logo ascendeu à do Federal Reserve Bank (Banco Central dos posição de mais rica família do planeta. Esta Estados Unidos), popularmente conhecido cosituação persiste até hoje, embora eles pro- mo "Fed", várias vezes a família Rothschild fessem uma postura de discrição, avessa à tentou controlar a emissão de moeda nos EUmídia e à divulgação. Nenhuma família ou A. Em cada tentativa, eles procuraram estabegrupo empresarial possui tanto poder e con- lecer um banco central privado, operando atrole financeiro em todos os países do mundo penas com a finalidade de lucro e não para como os Rothschild. E isto há 250 anos. administrar ou proteger a economia americaSua fabulosa fortuna foi conseguida através da prática do fractional reserve lending ("empréstimo sem lastro"), que consistia em multiplicar o dinheiro a partir das vastas somas de dinheiro depositadas pelas pessoas em suas casas de custódia (brokerage and escrow houses) espalhadas pela Europa através do empréstimo de dinheiro de papel a monarcas e governos. Uma de suas práticas mais determinadas era a de financiar os dois lados de uma guerra, garantindo assim, no mínimo, a duplicação de seus lucros com os juros cobrados, vencesse quem vencesse3. Os moneychangers não se aliavam a determinado partido ou tendência política; para eles só existia a finalidade do lucro. Em algum na. Cada uma dessas tentativas até 1913 foi oposicionada por políticos decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers. O Fed começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos que adquiriram quotas de US$ 100.00 (a empresa é fechada, não negocia ações em bolsa) e se tornaram proprietários do Federal Reserve System. Criaram uma mastodôntica estrutura financeira internacional com ativos incalculáveis, na casa dos trilhões de dólares. CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO . www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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