Revista Jornal Empresários Junho 2015

 

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Revista Jornal Empresários Junho 2015

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FOTO: BANCO DE IMAGENS JE FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Produtos orgânicos ganham cartilha O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Tecnica e Extensão Rural (Incaper) elaborou uma cartilha para orientar o cultivo de produtos orgânicos. Página 5 Metron completa 40 anos e anuncia projetos Ao completar 40 anos, a Metron Engenharia ignora crise e anuncia a construção de 2.800 novas unidades habitacionais nos próximos anos. Página 6 ® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 186 www.jornalempresarios.com.br JUNHO DE 2015 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Equilíbrio financeiro distante A previsão otimista da secretária Ana Paula Vescovi é chegar em dezembro com a estabilidade das contas públicas. Páginas 8 e 9 Laboratório da Cesan é Acreditado pelo Inmetro. Página 11

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2 JUNHO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS CARTA AO LEITOR Quem paga a conta? Previdência Social foi concebida para ser apoiada, inicialmente, sobre três pilares financeiros: contribuições do empregado, do empregador e do Governo Federal. Assim, foi idealizado o fluxo de recursos para financiar as aposentadorias e pensões quando o governo federal se apropriou dos institutos de aposentadoria e pensões de várias categorias profissionais para criar o INSS. O que ocorre é que nem sempre os recursos arrecadados regularmente chegam aos cofres previdenciários e quando isto ocorre, parte é roubada por gangues do chamado colarinho branco de dentro e fora do sistema. Há apenas uma certeza: todo trabalhador com carteira assinada tem descontado do salário a sua parcela de contribuição, que nem sempre é repassada pelo empregador, que se apropria dela, praticando crime. Quanto ao governo, não se sabe se alguma vez recolheu o que lhe cabia. O governo alega déficit financeiro na previdência, o que é contes- A EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Praça San Martin nº 84, salas 111 e 112 CEP: 29.055-170 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Praça San Martin nº 84, salas 111 e 112 CEP: 29.055-170 Praia do Canto – Vitória-ES. Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Administração Marcelo Bandeira Gonçalves Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 tado por muitos políticos, entre eles o senador gaúcho Paulo Paim, atualmente de malas prontas para deixar o Partido dos Trabalhadores. O que falta ao governo é credibilidade, e o sistema previdenciário carece de transparência. As contas previdenciárias não são devidamente abertas ao público, e os ministros que por lá passam sequer são especialistas da área. Em geral são políticos derrotados, apadrinhados, ou indicados por dirigentes de partidos políticos da base aliada, no esquema do “toma lá, dá cá” . Sabe-se, com certeza, apenas, que o governo gasta a rodo. Reza a lenda que o Governo Federal faliu a Previdência Social ao construir a usina de Itaipu. Aquela que o Brasil ergueu na fronteira, na qual o Paraguai não investiu um só centavo e é sócio com 50%, financiada com recursos sacados da Previdência Social. Agora, após anos de desmandos administrativos, financeiros e fiscais, vieram o ajuste das contas públicas e as alterações no sistema previdenciário. Depois da gastança aloprada, a conta será paga, mais um vez, por empregados e empregadores. O milagroso ministro da Fazenda, Joaquim Levy, diz que as alterações propostas para a previdência e o fator previdenciário não terão impacto no resultado primário. Para o ministro, esse impacto será neutro com a nova regra, segundo afirmou ao explicar as mudanças propostas, apresentadas em nome da presidente Dilma Rousseff. Levy também ressaltou que as alterações mostram que os próximos governos não terão deterioração com as mudanças. O ministro tranquiliza os políticos que têm olho grande no Palácio do Planalto: "deixamos indicação para o próximo governo em uma base que não está deteriorada". O dirigente-mor da Fazenda defendeu veementemente as alterações propostas pelo governo, ao afirmar que a população vai continuar aumentando sua expectativa de vida e que, com as alterações, o governo teria um rumo para a economia muito sólido. Levy também afirmou que a proposta põe a previ- dência "em direção segura pelo tempo em que as regras propostas estiverem valendo” . Acredite. Não perdendo a oportunidade de defender o ajuste fiscal, o ministro da Fazenda reiterou a importância de reequilibrar as contas públicas. Ele foi categórico quando afirmou: "quando a gente olha para depois do ajuste, preparando esse ambiente para que, depois que conseguirmos acertar as contas públicas, temos que ter mais gente trabalhando". Levy, considerado um infiltrado no governo por uma ala radical do Partido dos Trabalhadores, sabe muito bem que se o consumo for reduzido excessivamente, haverá consequências sérias no comércio, na indústria, na arrecadação de impostos, aumentará o desemprego e, consequentemente, haverá redução na contribuição previdenciária. Se correr o bicho pega... ■ Marcelo Rossoni é jornalista, diretor responsável e proprietário do Jornal Empresários® ANGELA CAPISTRANO CAMARGO CABRAL Possibilidade de desconto no pagamento de PIS e da COFINS tualmente a discussão sobre ter o ICMS e ISS excluído da base de cálculo do PIS e da Cofins tornou-se muito grande, pois está próximo o julgamento do STF o Tribunal deverá decidir tal questão. As empresas que podem ter desconto são as empresas que são contribuintes da seguridade social pelas Contribuições denominadas PIS e COFINS, do imposto sobre a circulação de mercadorias (ICMS) e/ou do imposto sobre serviço (ISS). São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em geral, inclusive as pessoas a elas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, exceto as microempresas e as empresas de pequeno porte submetidas ao Simples Nacional (Lei Complementar 123/2006). São contribuintes do PIS as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive empresas prestadoras de serviços, empresas públicas e sociedades de economia mista e suas subsidiárias, excluídas as microempresas e as empresas de pequeno porte submetidas ao Simples Nacional (Lei A As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. Complementar 123/2006).[1] Especificamente no caso do PIS e da COFINS, o legislador constituinte fixou como base de incidência o faturamento e, posteriormente, a receita ou o faturamento. Assim, todas as citadas empresas, que estão sujeitas às contribuições, pagarão PIS e COFINS sobre a receita ou o faturamento (Artigo 195, I, b, da CF). Ocorre que nos casos de empresas contribuintes do ICMS e ISS, ou somente devedoras de cada um isoladamente, constitui obrigação legal acrescentar ao valor da operação o ICMS e/ou ISS incidente. As empresas industriais /comerciais em pleno exercício de suas atividades, que ao mesmo tempo resultam em faturamento e receita e i) que promovem operações de compra e venda de mercadorias, transportes interestadual, intermunicipal e de comunicação, portanto pagadoras do ICMS para Estados e do Distrito Federal, ii) assim como as empresas prestadoras de serviço (que tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa à Lei Complementar 116/2003) pagadoras do ISS poderão tê-los abatidos do cálculo fi- nal para pagamento do PIS e da COFINS se assim restar decidido por meio de ação judicial. Isto, pois, o valor do ICMS e/ou ISS destacado na nota fiscal, que é incluído na base de cálculo do imposto, não pertence ao contribuinte, posto que deva ser transferido ao Estado/Município. Desta feita, tanto o ICMS, quanto o ISS não corresponde à receita, tampouco ao faturamento da empresa. Este é o entendimento atual do Supremo Tribunal Federal. Destarte, ao auferir receitas e obter faturamento as empresas submetem-se ao financiamento da seguridade social em razão das normas instituidoras das contribuições para o PIS e da COFINS com fundamento no artigo 195, I, da Constituição da República, com também se sujeitam ao imposto da competência dos Estados sobre a circulação de mercadorias (ICMS) e/ou ao imposto sobre serviços (ISS), de competência dos municípios. Portanto, sem a declaração da inconstitucionalidade de tal regra os contribuintes da seguridade social, atualmente, não podem excluir o ICMS e/ou ISS das contribuições in- cidentes sobre suas receitas ou faturamento. Ocorre que tal norma, é inconstitucional, devendo assim ser declarado para exclusão desses valores da base de cálculo, o que irá diminuir, e muito o valor das contribuições pagas. Assim, entendemos que a matéria aqui apresentada é de muita relevância para a empresa enquanto contribuinte dos PIS/Confins, pois se julgada procedente, representará uma economia imensurável para aqueles que ingressarem em juízo pleiteando tal direito. Através do ajuizamento de ação própria a empresa poderá ter afastado o ato de cobrança indevida, ao exigir da empresa as contribuições de seguridade social sobre o faturamento e a receita SEM excluir da base de cálculo desses tributos o ICMS, bem como poderá haver a compensação das parcelas pagas a maior de cinco anos anteriores ao ajuizamento. ■ Angela Capistrano Camargo Cabral Especialista em Direito Tributário pela FGV; mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV; pósgraduada em Ciências Jurídicas pelo Diex/Ielf e graduada pela FDV.

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4 JUNHO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Desconfiança contamina os pequenos Desaceleração da indústria e do comércio já afeta o segmento MPE, segundo novo indicador SPC Brasil desaceleração da economia brasileira e o receio de piora na situação já afeta a confiança dos empresários da micro e pequeno varejista e prestador de serviço. Os dados do novo Indicador de Confiança MPE (ICMPE), medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) registraram 36,70 pontos e o resultado, abaixo do nível neutro de 50 pontos, indica pessimismo com o presente e futuro próximo da economia e dos negócios. O novo indicador mensal consulta a opinião dos micro e pequenos empresários nos 27 estados sobre o estado atual da economia, de sua empresa e também das perspectivas para o futuro. Para os especialistas da CNDL e SPC Brasil, um dos principais requisitos para o crescimento sustentável do Brasil é a confiança dos empresários nos rumos da economia. "Se há otimismo, os empresários estão mais dispostos a assumir riscos para ampliarem seus negócios e contratar mais funcionários. É daí que decorre a importância de se medir como consumidores e empresários avaliam o cenário econômico, bem como quais são suas perspectivas para o futuro", explica Honório Pinheiro, presidente da CNDL. Em maio, o In- A dicador de Confiança registrou 36,70 pontos, numa escala que varia de 0 a 100. "O resultado indica que, considerada a situação do seu negócio e a situação da economia, os micros e pequenos empresários estão pouco confiantes." Piora -O Indicador de Condições Gerais mede a percepção do empresário com a trajetória da economia e de seu negócio nos últimos seis meses. Em maio, registrou 23,39 pontos, indicando que houve piora sensível nas condições gerais. "O primeiro dado da série histórica mostra uma clara percepção de que o ambiente econômico se deteriorou nos últimos seis meses", diz Pinheiro. Quando analisada as Condições Gerais da Economia, o indicador marcou 16,60 pontos, marca distante dos 50 pontos, ou seja, da situação em que entrevistados não sentem mudança alguma do quadro econômico. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o resultado indica que para os empresários, a economia brasileira piorou nos últimos seis meses. "O cenário de estagnação econômica, associado à aceleração da inflação e o descontrole das contas públicas, afetou a percepção dos micro e pequenos empresários sobre o desempenho da economia", explica. As Condições Gerais do Negócio também são analisadas no indicador e atingiram 30,18 pontos em maio, patamar acima daquele atribuído às condições da economia. "A piora na situação dos negócios não foi tão sensível quanto a piora da economia, e o indicador mostra que as condições gerais não mudaram tanto nos últimos seis meses", analisa Kawauti. Baixas - A percepção dos micro e pequenos empresários de como serão os próximos seis meses para a economia e seus negócios também foi analisada e ficaram em patamar acima das condições atuais. Em maio, o Indicador de Expectativas registrou 46,69 pontos, e o resultado reflete uma desconfiança para os próximos seis meses com a economia, mas uma melhora esperada para os negócios. Ao se analisar as Expectativas para a Economia, o indicador registrou resultado abaixo da média geral, 38,27 pontos. Segundo Kawauti, os MPE entrevistados estão pessimistas com sua trajetória para os próximos seis meses: "No ano passado, mesmo com desaceleração da economia já no segundo trimestre do ano, a taxa de desemprego permaneceu baixa, enquanto a renda crescia. Esse quadro, no entanto, está mu- Metodologia -O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios "pioraram muito"; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais "melhoraram muito". dando em 2015: a taxa de desemprego aumenta e a inflação sobe", explica Kawauti. "Mês após mês, os efeitos do cenário são mais sentidos, afetando a confiança dos consumidores e, por consequência, o faturamento do Comércio e de Serviços." Já as Expectativas para os Negócios registraram 55,11 pontos, acima dos 50 pontos. "O indicador mostra que, na percepção dos empresários, a situação do negócio não mudará nos próximos seis meses. Apesar da falta de confiança nos rumos da economia, esse resultado mostra que há mais empresários que se dizem confiantes em seu negócio do que empresários pessimistas", conclui. ■

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15 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2015 5 FOTOS: BANCO DE IMAGENS JE Nova regras para produtos orgânicos Incaper atualiza cartilha para prática da agricultura orgânica e agroecologia s produtores rurais que praticam “Agricultura orgânica e agroecologia agora contam com uma cartilha, atualizada do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), contendo informações atualizada para diversos cultivos. A publicação apresenta diversas técnicas que podem ser utilizadas na agricultura orgânica e conta com ilustrações e infográficos para facilitar a compreensão do tema. O autor é o pesquisador do Instituto e doutor em Agroecologia, Jacimar Luís de Souza. Segundo o diretor-técnico do Incaper, Lúcio Herzog De Muner, o Instituto desenvolve trabalhos de pesquisa e extensão na área de agroecologia e agricultura orgânica há 25 anos, divulgando conhe- O cimentos, tecnologias e inovações que têm contribuído de forma marcante para o desenvolvimento tecnológico do setor. “A atualização dessa publicação, em sua 2ª edição, é fruto dos conhecimentos desenvolvidos pelo Incaper e demais parceiros da cadeia produtiva dos alimentos orgânicos e objetiva orientar agricultores e técnicos interessados em ingressar na atividade, além de aprimorar os conhecimentos daqueles já inseridos nessa produção” , disse Lúcio. A publicação relata os princípios, métodos e práticas mais usuais que permitem balizar o manejo do sistema orgânico de produção de forma tecnicamente adequada, em harmonia com o meio ambiente. Entre os temas apresentados estão o manejo do sistema produtivo, equilíbrio ecológico, reciclagem e adubações orgânicas, biofertilização líquida, uso de fertilizantes minerais de baixa solubilidade, adoção de práticas de rotação de culturas, consórcios e sistemas agroflorestais, manejo ecológico e alternativo de pragas e patógenos, manejo de colheita e pós-colheita, e conversão da propriedade para sistemas orgânicos. “Esta publicação reforça o compromisso do Incaper em contribuir para o desenvolvimento rural sustentável do Estado do Espírito Santo e demonstra a viabilidade da produção de alimentos com preservação dos recursos naturais” , reiterou Lúcio. ■ Produtos orgânicos têm grande procura por não conter agrotóxicos As feiras acontecem em Jardim Camburi, Praça do Papa e Santra Luíza

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6 JUNHO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Metron faz 40 anos e anuncia projetos A empresa construiu uma marca de peso, reconhecida pela qualidade dos serviços e também pela sustentabilidade o primeiro edifício, o Costa Bela, na Praia da Costa, Vila Velha, até os mais recentes, Celebrity e Privilege, muita coisa mudou para melhor na Metron Engenharia nos últimos anos, com exceção da visão principal da empresa: criar oportunidades, diversificar a atuação e consolidar a marca no mercado. Ao completar 40 anos, a Metron pretende colocar no mercado, como incorporadora ou construtora, 2,8 mil novas unidades residenciais nos próximos anos. Os projetos se localizam em Vitória, Vila Velha, Serra e Domingos Martins. Em alguns projetos, a Metron será a incorporadora; em outros, atuará como construtora ou em regime de cooperativa. Serão unidades que terão a qualidade da marca, construída ao longo desses 40 anos, ressalta Fernando Felz Ferreira, diretor-superintendente da empresa. Alguns desses empreendimentos poderão ser lançados até o final deste ano, como é o caso do San Pietro, que terá apartamento com quarto e sala e de dois quartos, todos com varanda e lazer completo, na Praia do Suá. Outro é o Paradiso, com apartamentos de dois e três quartos com varanda, em Jardim Camburi, e o Via Jardins, do programa Minha Casa Minha Vida, em Morada de Laranjeiras. “Existem outros projetos que ainda não têm data de lançamento, porque aguardam a avaliação do mercado, o que sempre é feito de forma criteriosa, garantindo à empresa um diferencial competitivo ao longo dos anos” , afirma Angélica Cuzzuol, diretora de incorporações. SUSTENTABILIDADE - Uma das marcas da Metron Engenharia é sustentabilidade, palavra D usada para definir as atividades humanas que visam garantir o desenvolvimento econômico, social e cultural, sem agredir o meio ambiente. E é com essa definição que a Metron consolidou um conjunto de iniciativas nos seus empreendimentos mais recentes. No processo sustentável, utilizam-se os recursos naturais de forma inteligente para suprir as necessidades atuais, sem afetar a capacidade desse ambiente para as próximas gerações. Dentre as novas medidas, destacam-se: coleta seletiva de resíduos durante a execução das obras; infraestrutura para seleção e armazenamento de materiais recicláveis e convênios com Ongs que reciclam esses materiais; previsão para medidores individuais de água e gás nos empreendimentos; utilização de equipamentos para racionalização e redução do consumo de energia; adoção de caixas de descarga acoplada, reduzindo em até 20 litros o consumo a cada acionamento comparado a descarga convencional; busca constante de otimização de recursos; introdução de itens de acessibilidade nos empreendimentos, projetados para proporcionar autonomia e conforto aos deficientes físicos; estacionamento de bici- FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA O conselho de administração é formado por Luiz Paulo Brandão, Luiz Carlos Menezes, João Luiz Menezes Tovar e Rogério Menezes cletas; pesquisa de novas tecnologias e soluções, e de novos materiais e métodos construtivos; adoção de escoramentos metálicos para formas, reduzindo drasticamente a utilização de madeira na execução das obras; utilização de madeiras de reflorestamento em esquadrias e caixilhos; compromisso e preocupação em todo o processo, minimizando o impacto ambiental. Governança A Metron Engenharia foi fundada em 1975 pelos irmãos Luiz Carlos e Rogério Menezes e os primos João Luiz Tovar e Luiz Paulo Brandão. Hoje, a empresa tem sua governança composta pelos seguintes membros: - Conselho de administração: Luiz Carlos Menezes, Rogério Menezes, João Luiz Tovar, Luiz Paulo Brandão, Camila Menezes, Rachel Menezes, Sandro Tovar e Pablo Brandão. - Diretoria executiva: Fernando Felz Ferreira (superintendente) e Maria Angélica Cuzzuol (diretora de incorporações) Empresa usa experiência e executa obras terceirizadas Reconhecida por seus lançamentos residenciais e comerciais, a Metron Engenharia também se destaca na prestação de serviços de engenharia e construção civil para terceiros. “Muitas vezes, quem conhece a Metron por seus empreendimentos imobiliários não imagina que nós já construímos muitos outros tipos de obras, como shoppings (Vitória e Vila Velha), galpões logísticos, faculdades, escolas e obras d saneamento e infraestrutura” , comenta Luiz Carlos Menezes, diretorpresidente da Metron Engenharia. Ao dar ênfase à contratação de obras para vários segmentos da economia, a Metron visa não só um melhor aproveitamento da sua expertise nessa área, como também oferecer ao mercado serviços de alta qualidade. ”São 40 anos dedicados à engenharia, à entrega de imóveis da qualidade e à busca por oferecer o que há de melhor em construção” , afirma João Luiz Tovar. A história da empresa começa em 10 de junho de 1975, quando os irmãos Luiz Carlo e Rogério Menezes, junto com os primos João Luiz de Menezes Tovar e Luiz Paulo Brandão, criaram a Metron. Para realizar o sonho de ter o próprio negócio, os quatro jovens engenheiros tiveram que se desfazer de uma Kombi, uma vaga de garagem e um lote. “A prova se valeu a pena está aí nos 40 anos de história e na solidez de uma empresa que hoje já tem a segunda geração da família no seu Conselho de Administração” , afirmam Rogério Menezes e Luiz Paulo Brandão. ■ Privilege, na Enseada so Suá, um dos mais recentes edíficios contruídos pela Metron

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA 15 AN Reorganizaç governo do Espírito Santo vai precisar de um ano para reestabelecer o equilíbrio financeiro do Estado. O desequilíbrio não chegou a ser surpresa quando o atual governo tomou posse, segundo a secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi (foto). Segundo informou, a equipe governamental vinha estudando as finanças do Estado e ainda no ano passado foi feito um debate, gerando um alerta de que as contas públicas tinham problemas em função da aceleração das despesas acima do crescimento das receitas. Já na fase de transição, o problema foi constatado. “De fato, a síntese é que encontramos uma disponibilidade de caixa de recursos financeiros totalmente comprometida com dívidas de curto prazo, com despesas feitas sem empenho e não contabilizadas e isso nos levava a uma ausência de disponibilidade de reservas do tesouro. Ou seja, a própria poupança” , narrou a secretária. DÉFICIT PARA O ANO – Vescovi relatou que a situação encontrada foi de um orçamento deficitário para o ano, e caso nada fosse feito, esse déficit de caixa do tesouro para 2015 seria de R$ 1 bilhão. E já tinha sido de R$ 550 milhões em 2014, além de mais R$ 230 milhões de despesas de caixa realizadas sem empenho, completou. “Isso nos leva a um déficit de R$ 780 milhões no ano passado no caixa e para esse ano Ao encontrar a desorganização financeira no E O estaríamos falando de um déficit de R$ 1 bilhão” , acrescentou. A secretária disse que havia um “déficit contratado de grandes proporções e sem ter de onde tirar para cobrir” , pois não havia uma poupança que pudesse ser retirada para cobrir o déficit de caixa, com o agravante de que este é um ano desafiador com uma grande crise econômica. Esse foi o quadro encontrado e que gerou desafios para serem solucionados, completou Ana Paula Vescovi. O déficit não era apenas no setor da saúde. Ainda exigia regularidade no pagamento das despesas obrigatórias do Tesouro, como pessoal, custeios, fornecedores, amortização da dívida do Estado, encargos da dívida, despesas fixas, transferência de recursos para os demais poderes, entre outros gastos. “Era essa a situação que nós delineamos e foi por esta razão que foi feito um ajuste fiscal. E que foi delineado já na transição de Governo” , prosseguiu a secretária. Além da desorganização financeira, a secretária alegou ter encontrado mais um fato preocupante, que ocorreu em dezembro último com a queda internacional do preço do petróleo e que provocou a redução nos royalties. A perda estimada para este ano pela secretária é de R$ 350 a R$ 400 milhões. Ela ainda destacou que a Lei Kandir vem sendo paga, mas o Estado somente recebe uma compensação anual em torno de R$ 60 milhões. Sem orçamento A realização de despesas sem que estas estejam previstas na lei orçamentária aprovada pela Assembleia Legislativa, e a concretização desses gastos sem a confecção de nota de empenho, são algumas das gravidades encontradas pelo atual Governo. “Este ano estamos pagando despesas de exercícios anteriores” , disse a secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi. A Secretaria de Controle e Transparência apurou o total de R$ 170 milhões dessas dívidas, realizadas sem orçamento e sem empenho na Secretaria de Estado da Saúde. Confiante em conseguir regularizar essas despesas sem orçamento, a secretária informou trabalhar com a programação para quitar essas despesas até o final de junho. “Se ficar alguma coisa a pagar é porque exige alguma apuração ou reconhecimento, uma questão administrativa que pode ficar pendente” , explicou. A meta é conseguir pagar a saúde antecipadamente, porque Vescovi disse reconhecer as dificuldades dos hospitais filantrópicos e cooperativas, que são as sociedades dos prestadores de serviços médicos. “O governador pediu para que nós programássemos e nos organizássemos para que pudéssemos quitar essas dívidas o mais rápido possível para que se possa restabelecer a organização da saúde pública do Estado” , explicou.

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OS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2015 9 ção das finanças exige 1 ano stado o Governo avaliou que, se nada fosse feito, o déficit chegaria a R$ 1 bilhão até o final do ano FOTO: DIVULGAÇÃO Governo garante aumento de receita sem elevar impostos Ao mesmo tempo em que cuida de manter um controle das despesas, a secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi, busca ampliar a receita, através de uma maior eficiência na arrecadação. Entre as medidas com essa finalidade está a recuperação da dívida ativa, que atualizada com multas e juros, alcança o montante de R$ 11 bilhões. No entanto, Vescovi tranquiliza os contribuintes: toda a estratégia para a ampliação de receita descarta categoricamente qualquer aumento de impostos. “Temos esse compromisso de não aumentar impostos neste ano, porque entendemos ser importante como um alinhamento nosso em um ano de crise. Não seria adequado, antes da gente tentar melhorar o processo de recuperação das dívidas ativas, onerar ainda mais com impostos os contribuintes. Nesse momento é importante se alinhar com a sociedade, porque isso gera emprego e renda. Não vamos aumentar impostos, mas sim promover a melhoria de gestão e o esforço para aumentar a eficiência da arrecadação” , garantiu a secretária. Ana Paula citou cinco medidas para promover o equilíbrio financeiro. A primeira foi a aprovação na Assembleia Legislativa de projeto criando 10 juntas de julgamento em primeira instância, composta por três agentes efetivos da fiscalização. A junta julgará 10 mil recursos. Vescovi disse que é impossível estimar o valor desses processos, porque algumas multas poderão se concretizar e outras não, dependendo do julgamento do recurso. Após passar pela primeira instância, o processo vai para o Conselho de Contribuintes. A segunda medida foi o apoio do Ministério Público Estadual ao Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, que envolve a Sefaz, MPES, Procuradoria Geral do Estado e Policia Civil. “É um esforço para trazer para dentro dos cofres as dívidas ativas que foram julgadas. O montante da dívida ativa hoje, se nós formos atualizar e inclusive incluir multas e juros, é de R$ 11 bilhões” , informou. A secretária lembrou que o parcelamento de débitos (Refis), em plena execução, poderá alterar para menos os R$ 11 bilhões, já que o contribuinte que se apresentar voluntariamente ao fisco e pagar sua divida, poderá reduzir, em determinados casos, a cobrança de multas e juros. A quarta medida foi uma parceria com a Procuradoria do Estado, para o contribuinte que queira pagar suas dívidas ter opções. Ela citou como exemplo a possibilidade do devedor liquidar seus débitos através da penhora de faturamento, protesto em cartório, arrolamento de bens. “Essas possibilidades estão sendo criadas” , afirmou. Algumas já existem, como o protesto em cartório. A quinta medida é um convenio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird) para absorver tecnologias para o monitoramento de contribuintes. A medida, segundo a secretária, objetiva trazer mais inteligência ao fisco e alternativas tecnológicas para o processo de fiscalização eletrônica. Com a tecnologia da informação (TI), será feito cruzamento de bases de dados eletrônicas. “O que buscamos com isso é tornar a arrecadação cada vez mais eficiente. Não estamos aumentando impostos, apenas melhorando a gestão da nossa cobrança” , concluiu. Bruno Negris diz que Estado dá oportunidade para empresas regularizarem débitos Oportunidade para o parcelamento de débito Os contribuintes em débitos com a Receita Estadual têm até o dia 30 de setembro para fazer a adesão ao Programa de Parcelamento Incentivado de Débitos Fiscais, o Refis, que foi recentemente aprovado pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) teve início no dia 15. O Refis oferece ao contribuinte descontos na multa e nos juros, como forma de incentivas a regularização do débito fiscal. É possível a quem tiver dívidas com ICMS, ICM, IPVA, ITCMD, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 2014, conseguir os benefícios do Refis. No entanto, a lei que implantou esse programa de parcelamento não incluiu as multas oriundas de infração ao Código de Trânsito Brasileiro. Conforme o caso, o parcelamento pode ser feito em até 120 parcelas mensais, com redução de até 95% das multas. Para o pagamento à vista de débitos de até R$ 50 mil, essa redução chega a 100%. Para o subsecretário da Receita, Bruno Negris, esta medida reforça a preocupação do Governo do Estado, neste momento de economia difícil que todo o país vive. “É uma oportunidade, principalmente para as pequenas empresas, de regularizarem seus débitos e retomarem seus negócios.” A parcela mínima é de 50 VRTEs (equivalente a R$ 134,35), em débito fiscal, onde o montante seja igual ou inferior a R$ 5.374,00. O parcelamento pode ser deferido independentemente da existência de outros parcelamentos realizados anteriormente ou em curso. De acordo com Negris, o ingresso no Refis será por opção do contribuinte, pessoa física ou jurídica. “Sobre os débitos relacionados ao ICM e o ICMS, a medida atenderá ao disposto no Convênio ICMS 30, celebrado no âmbito do Confaz, em abril deste ano.” Os contribuintes com pendências relativas às obrigações acessórias com ICM e ICMS, como no envio de arquivos no sistema da Sefaz, caso corrijam essas inconsistências, terão duplo benefício nas multas. Com relação ao IPVA, o parcelamento pode ser efetuado em qualquer agência da Receita Estadual em até 36 parcelas mensais. As multas serão reduzidas nos seguintes percentuais: 100% - pagamento em cota única; 95% - pagamento em até 12 parcelas; 90% - pagamento em até 24 parcelas e 80% - pagamento em até 36 parcelas. Os débitos de ITCMD poderão ser parcelados em qualquer agência da Receita Estadual em até 60 parcelas mensais. As multas do ITCMD serão reduzidas nos seguintes percentuais: 100% - pagamento em cota única; 95% - pagamento em até 12 parcelas; 90% - pagamento em até 24 parcelas; 80% - pagamento em até 36 parcelas e 60% - pagamento em até 60 parcelas. ■ Investimento no 2º semestre Um fato positivo ressaltado pela secretária de Estado da Fazendaé que no segundo semestre será reiniciada uma política de investimentos. “O que houve é que o Estado perdeu a sua capacidade de investir com recursos próprios, que na média de 2005 a 2012, foi de R$ 1 bilhão por ano. E se exauriu. Acabou. Em 2012 e 2013 foi toda consumida com o aumento de despesas correntes. Então, hoje não temos mais a capacidade de investir com recursos próprios” , assinalou. Essa questão, segundo a secretária, influencia na execução do investimento. “Temos o indício de que no segundo semestre vamos retomar a capacidade de investimento, mas obviamente que considerando a conjuntura econômica, a falta de recursos e os desafios que são postos, investiremos menos do que já investimos no passado” , garantiu. Ana Paula Vescovi garantiu que o Governo não está fazendo poupança com vistas a promover uma ampla campanha de investimentos. Ao falar sobre essa questão, citou um documento previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e relativo ao primeiro quadrimestre deste ano, em que há uma disponibilidade bruta contábil de caixa de exatos R$ 2.502.732.747,06. O valor, explicou, expressa o saldo de disponibilidade bruta, antes de descontar as obrigações financeiras, envolvendo todos os poderes e não apenas o Executivo. O montante compreende inclusive as autarquias, que tem receitas próprias e que não podem ser utilizadas pela receita do tesouro, além de recursos para saúde, educação, fundos, operações de crédito, convênios e consignações dos servidores. A secretária garantiu que houve um valor excedente pequeno no primeiro quadrimestre do atual Governo. “Até abril nós conseguimos poupar, fazer um superávit de R$ 97 milhões em quatro meses de Governo. O que é muito pouco, devido ao fato de que o segundo semestre é mais pesado, é mais sobrecarregado em termos de despesas” , completou.

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10 JUNHO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Aplicativo controla consumo de água Prefeito de Cariacica comemora sucesso de aplicativo que estimula economia no consumo de água prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia de Oliveira Júnior (PPS), o Juninho, está comemorando o sucesso de um aplicativo disponibilizado para celulares, smartphones e tablets denominado “Água Viva” , que tem o objetivo de incentivar a economia do consumo de água. O aplicativo surgiu de uma ideia do próprio prefeito, após o Espírito Santo ter atingido o auge da escassez de água no inicio deste ano. Preocupado, Oliveira quis dar uma contribuição para a sociedade se conscientizar sobre a importância de economizar o consumo. O aplicativo está disponível para usuários de sistemas Android, nas lojas do Google Play, e para os que utilizam o sistema iOS, na Apple Store. Em ambas as lojas o download é gratuito e é só o interessado procurar pelo nome “Agua Viva” . O intuito é estimu- O lar ações de conscientização sobre o uso racional dos recursos hídricos, aliado às inovações tecnológicas, resumiu o prefeito. O aplicativo, com 10,97 megabites, vem dessa política de inovação, acentuou. No caso especifico da loja Google Play, que permite aos usuários tecer comentários sobre os aplicativos, todos que ali estão são elogiosos. Não há críticas negativas, em milhares de downloads. O prefeito esteve recentemente em Curitiba (PR) em um seminário de inovação tecnológica, exatamente para falar sobre o “Água Viva” . Com tecnologia desenvolvida pela agência de publicidade ArtCom, o aplicativo estima a quantidade de água consumida nas diversas tarefas do dia a dia, como lavar roupas, tomar banho e escovar os dentes. Com o recurso, é possível calcular a quantidade de água gasta por minuto de acordo com a atividade desenvolvida. Segundo o prefeito, o aplicativo vai ser difundido amplamente na rede escolar, com o objetivo de ampliar a conscientização e em seguida será lançado outro, voltado exclusivamente para o público infantil. Juninho informou que a Prefeitura de Cariacica foi a primeira instituição pública em todo o Brasil a tomar essa iniciativa, e que o aplicativo faz parte da política de inovação tecnológica que vem adotando na sua administração. Como exemplo, citou o combate à dengue em bairros de periferia onde as caminhonetes não poderiam circular devido aos inúmeros becos. A solução, contou o prefeito, foi adotar o pioneirismo de implantar o serviço de “moto fumacê” , que possui muito mais flexibilidade para circular em O aplicativo Água Viva foi criado por sugestão do prefeito Juninho locais onde os veículos tradicionais não podem trafegar. Juninho ainda citou outra iniciativa para combater os constantes deslizamentos de barreiras em Cariacica, através do uso de um “gel manta” . Outra iniciativa inovadora da prefeitura é a reutilização da água da chuva para lavagem das ambulâncias do município, que é recolhida através de uma calha conectada à base de um outdoor inclinado, instalado no trevo da BR 262, em frente à Prefeitura de Cariacica. Segundo Juninho, são ideias simples e de baixo custo. ■ LUIZ MARINS Na crise o cliente é ainda mais seletivo preciso lembrar que em tempos de crise, o cliente fica ainda mais seletivo e, como nossas pesquisas mostram, o preço cai de importância relativa. Isso acontece porque com menos recursos os clientes valorizam ainda mais a qualidade, a assistência técnica, o pós-venda, a logística de entrega, etc. Por isso o preço, relativamente aos demais fatores, cai de importância. Nossas pesquisas mostram que clientes que compravam muitos itens de um determinado produ- É to, na crise compram menos itens, porém buscam itens de qualidade superior aos que compravam em tempos de abundância. Isso ocorre mesmo com pessoas comuns. Casais que comiam fora todos os finais de semana, em tempos de crise saem apenas uma vez ao mês, mas buscam lugares de qualidade superior. A consciência de que “o barato sai caro” é, portanto, mais forte em épocas de crise. É sempre bom lembrar que “crise” em grego é “separar, selecionar, peneirar, decidir, julgar” . O cliente, mais seletivo, coloca todos os concorrentes numa peneira e seleciona: os que são bons passam, o que não são bons são lançados fora. Assim, é falsa a ideia de que na crise o preço se torna mais importante. O que o cliente valoriza é a experiência total que ele tem em relação aos seus fornecedores de produtos e serviços. Estudamos um caso em que vários clientes deixaram de comprar de uma empresa porque a logística de entrega era muito ruim. A empresas chegava a demorar de 15 a 20 dias pa- ra entregar um produto na mesma cidade em produzia. Os próprios vendedores, que faziam visitas semanais aos clientes, ficavam sem saber como explicar a razão de tal incompetência logística. Estudamos também vários casos em que clientes substituíram produtos de baixa qualidade, com durabilidade, custos de reposição e manutenção elevados, por produtos mais caros porém de melhor qualidade e melhor assistência técnica. Há empresas que, sem pensar e analisar com atenção, na crise cortam serviços que aumentariam suas chances de sucesso. Assim, atendimento excelente, cuidar da qualidade, cumprir o que prometer, ser ágil e rápido, fazer acompanhamento após a venda, garantia de assistência técnica , etc. são as verdadeiras diferenças que o cliente valoriza e paga, ainda mais em tempos de crise. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2015 11 Laboratório da Cesan é Acreditado pelo Inmetro Agora o consumidor tem mais uma garantia da qualidade da água, que passa por rigoroso sistema de análise e monitoramento em laboratório equipado com moderna tecnologia FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Denise disse que equipe foi mais longe D epois do Laboratório de Esgoto, agora o de Controle da Qualidade de Água da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) recebeu a Acreditação ISO/IEC 17025 pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A titulação foi concedida no início deste mês após avaliação realizada pelos auditores do Inmetro. Foram avaliados requisitos gerenciais como a organização, o sistema de qualidade, o controle de documentos e o atendimento ao cliente. Já os requisitos técnicos avaliados envolvem a acomodação e condições ambientais, os métodos utilizados para ensaio, os equipamentos, as amostragens, as medições e a garantia de qualidade dos resultados. O gestor do Controle de Qualidade de Água da Cesan, Antonio Elias Simões, destaca que a acreditação aumenta a credibilidade da Companhia como um todo, seja no ambiente corporativo ou no atendimento ao cliente, pois traz um respaldo em nível internacional. O laboratório que acaba de receber a titulação é responsável por analisar e monitorar os sistemas de tratamento de água, atendimento às demandas operacionais para avaliação da eficiência do tratamento, bem como acompanhar o impacto causado ao meio ambiente. Mensalmente, o laboratório executa análises de amostras de águas das redes de distribui- ção, estações de tratamento de água, e mananciais utilizados para captação. ACREDITAÇÃO - A acreditação é o reconhecimento formal, por um organismo independente especializado em normas técnicas, de que uma instituição atende aos requisitos previamente definidos e demonstra ser competente para realizar suas atividades com segurança. É concedida com base na NBR ISO/IEC17025, que especifica os requisitos gerais para competência de laboratório de ensaio e calibração, de acordo com diretrizes estabelecidas pela International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC). PRINCIPAIS BENEFÍCIOS ■ maior confiança nos resultados e aceitação mundial; ■ maior credibilidade junto aos órgãos ambientais e vigilância sanitária; ■ valorização e aumento da capacitação dos funcionários do laboratório; ■ valorização da empresa. Maior credibilidade “O que mais me chamou atenção foi o objetivo da equipe de ir mais longe, de não ficar no básico, e vibrei muito por ver a importância dada por toda equipe a essa acreditação alcançada e por termos conseguido maior segurança e credibilidade" disse a presidente da Companhia de Saneamento do Estado do Espírito Santo, Cesan, a engenheira Denize Cadete Gazzinelli Cruz. A presidente da Cesan, juntamente com os diretores Anselmo Tozi, de Meio Ambiente, Sandra Sily, de Operação Metropolitana, Carlos Martinelli, de Operação do Interior e José Eduardo Pereira, de Relações com o Cliente, visitaram os laboratórios, no dia 16 para conhecer as rotinas e parabenizar as equipes envolvidas no processo. ■

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12 JUNHO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Bandes estimula comércio exterior Luiz Paulo propõe a criação de instrumentos que facilitem a entrada e a permanência dos exportadores no ambiente do comércio global uiz Paulo propõe a criação de instrumentos que facilitem a entrada e a permanência dos exportadores no ambiente do comércio global O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo propôs a criação de fórum permanente de articulação de iniciativas públicas e privadas L para a promoção comercial do Espírito Santo, ampliando o portfólio de produtos no mercado exterior e formulando um plano de ações para ampliar a exportação. Para o diretor-presidente do Bandes, Luiz Paulo Vellozo Lucas, a estratégia é fazer uma intervenção convergente dos vários atores en- volvidos para aproveitar a janela de exportação que está aberta. “Precisamos de soluções inovadoras e integradas em promoção comercial para a internacionalização das nossas empresas, buscando novos canais de distribuição e o aumento do conhecimento sobre a demanda e a concorrência mundial” , explica. Participam da discussão representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), OCB/ES, Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), Fe- deração das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), COOABRIEL, entre outros. A próxima agenda está confirmada para o dia 15 de junho, às 10 horas, novamente na sede do Bandes, e visa à construção de um plano de trabalho. ■ JANE MARY DE ABREU O buraco é mais embaixo ivemos uma época em que ninguém quer se responsabilizar por nada. Para todas as mazelas sociais, há sempre um culpado externo, de preferência o Governo ou até Deus. Por mais competente que um Governo seja, ele jamais vai dar as respostas que a sociedade está exigindo, até porque grande parte dos conflitos humanos da atualidade tem origem dentro de casa, nas famílias. Quando se fala em drogas, por exemplo, a culpa é do Governo que não constrói centros de recuperação de dependentes químicos em número suficiente. No ritmo que a coisa está indo, eu penso que para suprir a demanda, seria preciso construir um centro a cada dia. Ou a cada minuto. Temos que ser sinceros: a responsabilidade maior por esse flagelo humano não pode ser debitada na conta de nenhum Governo. Ações preventivas são infinitamente mais eficazes. A droga não V entra em lares onde existe diálogo e amor. A dependência não acontece da noite para o dia, o jovem vai dando sinais de desconforto emocional e espiritual durante algum tempo. O problema é que na maioria das vezes os pais estão ocupados demais para perceber as mudanças de comportamento. As agendas sociais não dão trégua e assim os filhos vão ficando sempre para depois... Sem tempo para educar e amar seus filhos, os pais estão transferindo esta tarefa para a escola, onde professores mal pagos e maltratados pelo poder púbicos, não conseguem dar conta da tarefa. Os professores são as principais vítimas dos filhos mal amados que as famílias estão produzindo em série. A violência nas escolas beira o absurdo, o que mais se vê é professor com medo de aluno e desistindo do Magistério À família cabe educar, formar o caráter da criança e amá-la de forma incondicio- nal – não existe prevenção maior contra a violência. À escola cabe informar e transmitir conhecimento. Não é justo colocar nas costas do professor uma tarefa que é exclusiva da família. Noto com preocupação que algumas mulheres não querem exercer o papel de mães. Estão mais preocupadas com o botox e com todas as artimanhas do mundo da estética para driblar o envelhecimento. Os homens, por sua vez, se deixam envolver totalmente pela busca desenfreada por dinheiro, poder e fama. Com as agendas sempre cheias, esses pais modernos acabam soltando os filhos nos shoppings, onde crianças e jovens compram freneticamente, na ânsia de ocupar o vazio que existe dentro de cada ser humano que não recebe o amor que necessita. Da mesma forma que o corpo precisa de arroz, feijão e etc para se manter vivo, a alma necessita de amor para não sucumbir à tristeza e à depressão. Uma criança que não é amada na família, será uma pessoa violenta na sociedade. Ou um viciado a mais na assustadora estatística das drogas. E não adianta tapar o sol com a peneira: o número de dependentes químicos é muito maior do que revelam as estatísticas oficiais, porque elas não incluem nem o álcool, nem o cigarro, nem o Rivotril. Pode se contar nos dedos as pessoas que não recorrem ao Rivotril para dormir. É ou não é? Todos fazem parte do mesmo grupo de dependentes químicos, pessoas que estão gritando por um tiquinho só de amor. A verdade é que a sociedade está doente e se não criarmos o hábito de apontar o dedo para nós mesmos, não encontraremos solução para o flagelo social, que só aumenta. Na raiz do caos social está a infelicidade e contra esse mal só existe um remédio de eficiência comprovada: Amor. Amor demanda tempo, cuidado, dedicação, olho no olho, enfim, coisas que precisam ser resgatadas com a maior urgência, sob pena da espécie humana sucumbir de vez. Se cada um fizer a sua parte, faxinando o próprio coração e depois cuidando da sua família, a mudança se refletirá na vida em sociedade. Porque não é a sociedade que muda, são as pessoas. O coletivo é apenas o somatório das individualidades. É dentro de cada coração humano que começa a paz no mundo. Que cada um faça em si a mudança que espera dos governantes e do mundo. Não pode haver escuridão onde há luz. Que hoje eu me lembre de acender a minha luz ao invés de lutar contra a escuridão. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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14 JUNHO DE 2015 VITÓRIA/ES BASE DE CÁLCULO 15 ANOS Aquecimento solar rende mais que poupança O investimento em sistema alternativo de geração de energia de fonte renovável tem retorno em menos de dois anos e é opção para consumidores residentes em centros urbanos aquecedor solar de água é mais do que uma das soluções energéticas de que o país tanto precisa para crescer com sustentabilidade. Tecnologia 100% nacional baseada em fonte renovável, limpa e gratuita, o aquecedor solar poupa energia e, portanto, reduz as despesas com eletricidade. Mas é também investimento nesses tempos de tarifaço e, ao longo de 24 meses, pode render mais que a poupança. O cálculo é do Departamento Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), com base no consumo de energia elétrica de uma família com quatro a cinco pessoas. Para aquecer a água de até cinco banhos diários, uma família gasta no final do mês R$ 164,00 na conta de luz – esse valor varia em função do tipo de equipamento e energia ■ Chuveiro: (6 meses na posição inverno (5.500W) e 6 meses na posição verão (3.200W) ■ Número de banhos por dia/família: 5 ■ Tempo de banho: 8 minutos por pessoas ■ Média de economia com aquecimento solar: 70 kWh/mês ■ Tarifa de energia elétrica: R$ 0,673 (com impostos admitindo- se 30% de reajuste em 2015) ■ Rendimento da poupança: 0,6% ao mês ■ Família de 4 pessoas por domicílio ■ Custo marginal de expansão do setor elétrico:R$ 154,00/MWh O utilizados (chuveiro elétrico ou chuveiro com aquecimento a gás). Mas se o chuveiro elétrico for substituído pelo aquecimento solar, essa família deixaria de consumir mensalmente 70 kWh (quilowatts hora). Na prática, é o aquecedor solar gerando energia gratuitamente. O consumidor que investe em aquecimento solar tem economia logo no primeiro mês e vê o retorno do seu investimento em cerca de dois anos, somente com a economia na conta de luz ou de gás. No caso de uma família de quatro pessoas, a residência deixará de pagar cerca de R$ 80,00 por mês e, ao final de 24 meses, totalizará o valor aproximado de R$ 2 mil. Considerando a vida útil do aquecedor solar, essa família economizaria no mínimo R$ 43 mil ao final de 20 anos, se a tarifa de energia fosse reajustada no mesmo percentual de rendimento da poupança - o que não é um fato real, pois a tendência é a eletricidade aumentar muito mais. O aquecedor solar se mostra, então, ainda mais vantajoso. “A conclusão é de que investir em energia solar é muito mais rentável que a poupança” , afirma Marcelo Mesquita, secretário executivo do DASOL. “Muita gente está fazendo as contas e o dinheiro colocado na poupança perde para a economia do aquecedor solar. Hoje, com as altas das tarifas de energia, com certeza o aquecedor solar é um ótimo investimento, pois garante economia por muitos anos” , acrescenta Mesquita. Ganha o consumidor e ganha o país. O uso da energia solar no aquecimento de água poupa eletricidade e, portanto, contribui para postergar os pesados investimentos em infraestrutura para a ampliação do parque elétrico nacional. Além disso, os quilowatts de energia elétrica que deixam de ser consumidos no aquecimento do banho Aquecedores solares proporcionam grande economia para o consumidor são disponibilizados à sociedade para outras finalidades, por exemplo para grandes consumidores como as indústrias, que convivem com os riscos de redução da oferta de energia e também tarifas crescentes em grandes volumes de consumo. O meio ambiente também ganha. Adiar investimentos no sistema elétrico significa reduzir os fortes impactos ambientais decorrentes da construção de novas usinas hidrelétricas. Sem falar nas usinas termelétricas, que queimam combustíveis fósseis e liberam poluentes na atmosfera e têm sido crescentemente acionadas para garantir o suprimento de energia no país. ■

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