REVISTA ASSERERJ

 

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Boletim informativo da Associação dos servidores do escritório regional do Rio de Janeiro-Ministério da Saúde.

Popular Pages


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REVISTA ASSERERJ-MS Boletim informativo da ASSERERJ-MS _______________ Ano 01 #3 Maio/junho 2015 Distribuição Gratuita

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REVISTA ASSERERJ-MS é o boletim informativo da Associação dos Servidores do Escritório Regional do Rio de Janeiro – Ministério da Saúde, situada na Rua Araujo Porto Alegre, 70, sala 714 – Centro – Rio de Janeiro – RJ. Esta foi criada especificamente para você, procurando sempre ajudar aos servidores, principalmente aqueles que ora servem em unidades do interior, onde as notícias demoram a chegar, tirando suas dúvidas e sempre indo atrás dos seus direitos. Foto da capa: Região da Cinelândia. Marco Antonio Nicolau/2015

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editorial N otícia, segundo o dicionário Michaelis, pode significar conhecimento ou informação, novidade, assunto, resumo de algo que ainda não foi divulgado ou que é mais recente, ou aquilo que tem importância para o público. Ou seja, pode ser tanto coisas boas, alegres, cativantes, como ruins, tristes, deprimentes. Olhando os jornais, assistindo a TV, temos a impressão de que só acontece coisa ruim nesse mundo. Roubo, assassinato, ódio, preconceito, guerra, essas são notícias fáceis de encontrar por toda parte. Para a imprensa, gentileza não é notícia, amor não vende jornal, paz não dá audiência. É claro que coisas ruins acontecem toda hora, e que não se pode viver alienado, mas precisamos dar mais atenção para as coisas boas da vida, para aquilo que nos alegra, que nos cativa, que alimenta a alma, que renova as forças e a esperança. Marco Antonio Nicolau

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Nesta edição Livros 16 5 Colunista Convidado Helene Camille Rio 6 17 Aniversariantes 10 Reidy Valença 13 19 Orson Welles 15 4

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a possibilidade de reinvenção da nat Colunista Convidada DE QUE NOS ALIMENTAMOS? v ivemos atualmente um tempo em que o ódio persevera, tanto nas ações, quanto nos discursos. Digo isso não porque estou a parte, ao contrário, sou partícipe também desse destempero coletivo. Digo isso justamente porque sinto minha alma ressequindo-se gradativamente. Outro dia, num desses estados de silêncios, ouvi o pedido de socorro de minha alma. Na verdade foi um grito silencioso que ressoou profundamente dentro de si e cuja vibração atravessou o próprio corpo que a abrigava. O grito liberta-se e tenta desesperadamente ecoar pelos espaços públicos e quiçá pelo universo. Contemplei tudo isso e senti pena de minha pobre alma, que precisou fugir de mim para tentar se alimentar de outras iguarias menos nocivas que o ódio para continuar existindo. Senti mais pena ainda, por perceber que ela tentava entrar em contato com outras almas no intento de pedir auxílio, mas o que ela encontrou fora do meu corpo foram almas tão famintas quanto ela. Umas não sabiam por que sentiam fome. Estas vociferavam mais do que as outras que, de algum modo, intuíam o motivo pelo qual estavam morrendo de inanição. Observei que minha alma ficou desnorteada e esquadrinhava tudo ao redor na tentativa de ser ouvida. Mas, como uma desvairada, percebeu que seu grito atravessava todas as almas que encontrava. Eram almas-vácuo. Dada a natureza dessas almas, seu grito jamais se propagaria nelas. Contudo, ela notou que umas poucas sentiam uma leve sensação de ouvir algo como nos últimos acordes de um som que se dissipou na travessia do espaço-tempo. Desolada, desértica e fustigada por tempestades violentíssimas de ódio, minha alma cabisbaixa, “rabo entre as pernas”, caminha lentamente para sua antiga morada, meu corpo. Eu, vendo a desolação dela, chorei convulsivamente em desespero, como uma mãe que vê seu filho morrer pouco a pouco de fome e sede. Abrigo em meus braços minha alma com todo carinho e num último gesto, imploro por um prato de tolerância e uma gota de ternura. Helene Camille nasceu no povoado Braga de Cima, no estado da Paraíba, é formada em Filosofia pela UFF e adora brincar de escrever. 5

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Rio O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a prefeitura do Rio de Janeiro assinaram um convênio criando o Passaporte dos Museus Cariocas, mais uma atividade comemorativa aos 450 anos da cidade. O passaporte dará ao público acesso a cerca de 40 museus cariocas de forma gratuita, em determinados dias da semana, ou a obtenção de descontos nos ingressos. Na verdade a maioria dos museus já tinha gratuidade em determinados dias da semana, mas mesmo assim a iniciativa é positiva e pode aumentar significativamente o número de visitantes dos espaços culturais. A primeira tiragem de 50 mil passaportes já se esgotou, mas foi prometido um novo lote. Nele está a relação de todos os museus participantes, os respectivos dias de gratuidade, endereço, telefones e site. Existe ainda um espaço específico para cada museu, onde será carimbada a sua visita. Foto: Eduardo Rocha

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Prefeito vai à Justiça Potencial de compras contra plano de carreira LGBT é estimado em para a Saúde mais de R$ 400 bilhões Em promessa de político, acredita quem quiser Em 2008, na campanha do seu primeiro mandato para a prefeitura do Rio, Eduardo Paes prometeu Plano de Cargos e Salários para os servidores municipais. Ele foi eleito, depois reeleito em 2012 e as promessas foram ficando pelo caminho. Os servidores da saúde municipal até hoje não têm Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), e depois de muita luta conseguiram sensibilizar (pressionar) os vereadores, que aprovaram uma emenda à Lei Orçamentária de autoria do vereador Paulo Pinheiro (PSOL) que obriga por lei à prefeitura a criar o tão sonhado PCCS da saúde carioca. O que fez então o prefeito? Vetou a lei, mas o veto foi derrubado pelos vereadores. Agora ele promete ir à justiça contra o PCCS. Um dos principais objetivos do PCCS é evitar a contratação de servidores sem concurso público. Talvez esteja ai o motivo para tamanha determinação em impedir o plano de cargos e salários. O prefeito é um entusiasta da terceirização de serviços através das chamadas Organizações Sociais, entidades chamadas “sem fins lucrativos”. Fonte: http://extra.globo.com Nos últimos dias, principalmente nas redes sócias, foi grande a polêmica envolvendo um comercial de TV da O Boticário sobre o Dia dos Namorados. Tudo porque os casais não se apresentavam da forma dita tradicional, homem x mulher. E esse não é o primeiro caso nem um exemplo isolado. Grandes empresas, no Brasil e principalmente no exterior, têm produzidos comerciais que abordam a chamada temática gay, mesmo que ainda de forma sutil. Para tentar entender melhor isso, o porquê das empresas baterem de frente contra questões morais e religiosas, principalmente religiosas, tão enraizadas no imaginário coletivo, é preciso conferir os números. Essas empresas estão de olho num público mundial que tem nada menos do que US$ 3 trilhões para gastar ao ano, dinheiro que equivale ao Produto Interno Bruto (PIB) da França. No Brasil, o potencial financeiro do segmento LGBT é estimado em US$ 133 bilhões, o equivalente a R$ 418,9 bilhões, ou 10% do PIB. Para saber mais Clique aqui 7

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Guarda Municipal usando armas de fogo: boa ideia ou mais um problema Quando foi criado, o serviço de guarda municipal tinha como objetivos proteger o patrimônio público, ajudar no ordenamento urbano e prevenir os delitos de menor gravidade. Com o passar do tempo a guarda municipal cresceu e acabou ganhando novas funções. Hoje ela atua principalmente no combate ao comércio ambulante. Críticas denunciam uma “militarização” da guarda municipal, muitas vezes comandada por militares da PM e das forças armadas, e o “aparelhamento de guerra” que seus agentes usam, semelhante ao usado pelos policiais do batalhão de choque. O fato é que com o aumento da violência nas ruas, os relatos jornalísticos de assalto à faca no Rio que vitimaram tantas pessoas, inclusive com mortes, botaram lenha nessa fogueira. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já disse que é contra a GM usar armas de fogo. Já seu colega de Niterói, Rodrigo Neves, já aprovou o uso e só espera autorização do governo federal. Nessa onda outros municípios também estão discutindo o uso de armas de fogo pela guarda municipal, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Maricá, Nova Friburgo e Teresópolis. O uso de armas de fogo por guardas municipais não é um tema recente. Em Barra mansa, os agentes já usam armas desde 1999. A cidade vizinha de Volta Redonda adotou a medida em 2009. O tema é complexo e poderemos volta a falar nisso nas próximas edições. Se você tem opinião sobre isso, mande sua mensagem por email: assererj-ms@ig.com.br 8

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Pensar no futuro é construir o futuro que você quer Sabemos que cada pessoa tem uma necessidade específica. Por isso a Mongeral Aegon tem um portfólio completo de soluções em seguros e previdência para cada um fazer suas próprias escolhas. O fundamental é você começar o quanto antes a construir o seu amanhã. Nós estaremos prontos para acompanhar você nessa jornada. E não é que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro voltou atrás em relação ao absurdo projeto de pagar auxílio educação de R$ 7 mil reais para filhos e dependentes de juízes e desembargadores? É, por muito pouco isso não aconteceu. Mas a gritaria dos demais servidores parece que deu resultado. O Órgão Especial do tribunal aprovou uma nova proposta que contempla todos os servidores de maneira igualitária. Agora, desembargadores, juízes e serventuários receberão auxílio educação de mesmo valor, R$953,47 por filho ou dependente até 24 anos, limitado a três filhos por servidor. Ou seja, cada servidor do tribunal receberá, no máximo, R$2.860,00 de auxílio educação. Parabéns ao presidente do TJ, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, pela sensatez, e aos servidores do TJ pela grande vitória! Gisele Chafim/Flavio Barros Consultores de Benefícios (21) 99173-8864 Escuta essa. O projeto de lei do deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ), que proibia motoristas de ônibus de fazerem a chamada “dupla função”, ou seja, trabalhar como motorista e trocador, foi derrotado na Comissão de Transportes da Câmara. O projeto modificaria o Código Nacional de Trânsito, incluindo a proibição. O motivo é óbvio: ao fazer às vezes de trocador, o motorista tem sua atenção desviada, e isso gera risco para os passageiros e para o próprio motorista. Mas a “Bancada do ônibus” venceu mais uma, e a dupla função vai continuar nos ônibus da cidade. Em nossa opinião, além de trazer riscos para a segurança de passageiros, motoristas e outras pessoas que circulam nas ruas, a dupla função ainda tira postos de trabalho, já que os trocadores são dispensados de seus empregos. E essa história de requalificação profissional é conversa pra boi dormir.

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Histórias do rio Quem mora em São Cristovão conhece o prédio da foto abaixo, mas dificilmente sabe que foi o arquiteto que o projetou. Mas isso não é nenhum pecado mortal. Aliás, você deve conhecer alguns de seus projetos sem se dar conta disso. Afonso Eduardo Reidy (1904-1964) fez parte da geração que renovou a arquitetura brasileira ao lado de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Formado na Escola Nacional de Belas Artes, trabalhou na elaboração do Plano Urbanístico do Rio de Janeiro e na prefeitura do antigo Distrito Federal. Affonso Eduardo Reidy nasceu em Paris, em 1909, mas fez sua carreira no Rio de Janeiro, onde faleceu, em 1964. Antes mesmo de formar-se na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), em 1930, foi estagiário do urbanista francês Donat MAM Alfred CentroAgache (1875-1934), responsável pela elaboração do Plano Diretor da cidade. Reidy tornou-se professor logo após concluir o curso e em 1931, venceu, com Gerson Pompeu Pinheiro (1910-1978), o concurso para a construção do Albergue da Boa Vontade, seu primeiro projeto construído, e uma das obras pioneiras do modernismo no Rio de Janeiro. Boa parte de sua produção foi na condição de arquiteto da Prefeitura do Distrito Federal. Foi chefe da Secretaria Geral de Viação, Trabalho e Obras e diretor do Departamento de Habitação Popular e do Departamento de Urbanismo até aposentar-se depois de três décadas dedicadas ao funcionalismo e a bons projetos. Em 1936, integrou a equipe liderada por Lúcio Costa que realiza o projeto do Ministé- Ministério da Educação e Saúde, mais conhecido como Palácio Gustavo Capanema. Também coordenou o projeto de urbanização do Centro do Rio de Janeiro, base para o desenvolvimento do Aterro e Parque do Flamengo, 1964. No campo da habitação social criou os projetos do conjunto Habitacional Pedregulho, 1946 que lhe valeu o primeiro prêmio na Bienal Internacional de São Paulo. Mas seu projeto mais festejado é o do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), 1953, a primeira obra em concreto aparente no país. 10

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Sua obra mais conhecida, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM – foi inaugurado em 1948. Ele é considerado um marco na arquitetura brasileira, pois foi o primeiro prédio construído em concreto aparente. O museu fica no Aterro do Flamengo, também um projeto seu, mas que dividiu com Burle Marx, que ficou responsável pelo paisagismo do parque. O Edifício Gustavo Capanema foi construído entre 1936 e 1945, e inaugurado em 1947. Até hoje é conhecido pela sua função inicial, sede do Ministério da Educação. Entre a equipe que o projetou estavam Reidy, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, esses dois últimos os responsáveis pelo projeto de Brasília, inaugurada em 1960. Sua construção marca o início da arquitetura moderna brasileira, influenciada principalmente pela arquitetura de Le Corbusier, que foi o supervisor desse projeto. O Conjunto Habitacional da Gávea, conhecido como Minhocão, foi inaugurado em 1952. Assim como a imagem da página anterior, o “pedregulho” de São Cristovão, as duas construções representam a solução apontada por Reidy para o problema habitacional da cidade, uma alternativa às favelas, unidades habitacionais construídas próximas ao local de trabalho das pessoas e que ofereçam ao morador melhores condições de vida.

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Saúde Meia hora de exercícios, seis vezes por semana, reduz o risco de morte em 40% Quem afirma isso é uma pesquisa publicada na versão online do “British Journal of Sports medicine”. Segundo a pesquisa, 30 minutos de atividade física feita seis vezes por semana em qualquer intensidade, uma simples caminhada leve, por exemplo, tem relação direta com a diminuição dos riscos de morte por qualquer causa em 40% dos homens na terceira idade. Essas conclusões saíram do “Estudo de Oslo”, uma pesquisa feita com homens nascidos entre 1923 e 1932 e que fizeram exames de saúde em 1972 e 1973. Eles tiveram altura, peso, colesterol, pressão arterial registrados e responderam perguntas sobre hábitos como tabagismo, lazer e atividades físicas. Em 2000 a pesquisa foi repetida e os entrevistados foram monitorados por 12 anos. No geral, o que mostra a pesquisa é aquilo que já sabemos de cor. Exercícios físicos fazem muito bem, trazem diversos benefícios para a saúde e o bem estar e devem ser feitos com regularidade. Dinheiro Crédito consignado foi o mais procurado em 2014 Fazer empréstimo consignado pela internet cresceu quase 120% no último ano. Esses dados estão no Jornal Extra do dia 09 de abril, que ainda revela outras curiosidades. É no sudeste que está concentrada a maioria dos empréstimos (61,2%), são as mulheres quem mais pegam dinheiro emprestado (51,2%) e a média de idade delas é de 54 anos. Fonte: http://extra.globo.com/noticias/economia/creditoconsignado-o-mais-procurado-de-2014-15819176.html Apesar de ser considerado algo normal, e muito fácil, ficar fazendo empréstimos por qualquer motivo pode trazer muitas dores de cabeça. É muito comum ouvirmos “eu preciso disso ou daquilo” como se fosse uma questão de vida ou morte. Na verdade, justificamos o queremos usando erradamente o verbo precisar. “Eu precisei fazer a festa da minha neta” não é motivo para fazer empréstimo. “Eu precisei pintar minha casa” também não justifica um empréstimo com juros altos. Isso tudo você quis fazer naquele momento, sem planejar antecipadamente. “O teto da minha casa estava caindo”, ou “meu dente não parava de doer e tive que fazer um canal” são emergências de verdade, que justificam um empréstimo consignado. Fazer um festona de aniversário para os netos, reformar a casa, comprar um carro novo, fazer uma viagem bacana são coisas boas, e devem ser feitas com regularidade, fazem bem para a alma. Mas não são emergências, e por isso devem ser planejadas. Ter uma reserva de emergência já é um bom começo. Separe de 5 a 10 por cento do seu salário numa caderneta de poupança. E não diga que não dá. Preste atenção em que e quanto você gasta, corte os exageros e você verá que é possível poupar até mais que isso. E livre-se dos juros do consignado. Links relacionados: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/mei a-hora-de-exercicios-fisicos-seis-vezes-porsemana-reduz-risco-de-morte-em-40-16159323 http://bjsm.bmj.com/

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Turismo Valença fica na região conhecida como Vale do Paraíba, que prosperou muito durante o século XIX no reboque das fazendas de café. Fica bem pertinho do Rio de Janeiro, cerca de 160 km de distância, ou mais ou menos a duas horas e meia de viagem. À medida que a produção de café crescia na região, e a riqueza decorrente disso também crescia, mais fazendas surgiam na região, e com elas foram construídos casarões como o da foto acima, sede das fazendas e símbolos do poder das famílias. Mas nada dura pra sempre... Muitas das velhas fazendas ainda estão lá, vestígios de uma época de riqueza e opulência. Algumas delas ganharam vida nova, foram restauradas e agora servem como hotéis e pousadas. Saindo do Rio, a passagem de ônibus para Valença custa R$38,00 na Viação Util. Para quem preferir ir de carro, basta pegar a Via Dutra e seguir até Piraí, pagar a RJ 137 (à direita) e depois a RJ 145. Fazer a viagem de carro tem suas vantagens, pois existem muitas fazendas abertas ao público para visitação e chegar até elas pode não ser tão fácil. Basta lembrar que Valença é o segundo maior município do Estado do Rio de Janeiro. Para saber mais http://www.portalvalencarj.com.br/

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Cultura Não é difícil encontrá-las por ai, sempre em locais de grande circulação de pessoas. Desde 1957, a Associação Brasileira do Livro – ABL – organiza as Feiras de Livros nas praças da cidade do Rio de Janeiro. O objetivo maior é a divulgação do livro e o incentivo à leitura. Visitamos a feira na Cinelândia e pudemos ver gente que olhava os livros de longe, como quem circular num corredor de shopping olhando as vitrines, mas também gente que “fuça” os tabuleiros lotados de livros baratíssimos, que não se importa com a poeira e com o cheiro (maravilhoso) de livro velho, às vezes vendidos por 1 real. Pesquisamos na internet se existia calendário para essas feiras, e não encontramos nada. Então fomos perguntar a um dos livreiros da feira, e descobrimos que não existe calendário, que as feiras são decididas uma a uma. E que a próxima será em Campo Grande, provavelmente no calçadão. A Feira de Livros permanece na Cinelândia até o dia 20 de maio. Nas feirinhas é possível comprar livros por apenas 1 REAL, mas o mais comum são as promoções do tipo “1 por R$5”, “3 por R$10” Apesar de vender livros novos, são os usados as estrelas da feira, como esse Turgueniev ai de baixo que comprei por 3 reais na Cinelândia :) 14

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Orson Welles No dia 30 de outubro de 1938, a costa leste dos EUA entrou em pânico quando a rede CBS narrou pelo rádio uma invasão marciana, centenas de naves de extraterrestres chegando à cidade de Grover’s Mill, Nova Jersey. Repórteres narravam os acontecimentos das ruas, entrevistavam testemunhas, e os ouvintes acompanhavam tudo de casa, os gritos, o pânico da população... Tudo não passava de uma dramatização do livro A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. No dia seguinte os jornais noticiavam a falsa invasão marciana, que durou apenas 1 hora, mas que marcou definitivamente a história do rádio. Welles tinha somente 23 anos. Três anos depois ele iria escrever, dirigir, produzir e atuar naquele que é considerado sua obra prima e um dos maiores filmes de todos os tempos, Cidadão Kane. Curiosamente, o filme foi indicado ao Oscar em nove categorias, mas só levou uma estatueta, roteiro original. E a bilheteria do filme foi um grande fracasso, apesar de adorado pela crítica. 100 anos O áudio original da transmissão de Guerra dos Mundos de Orson Welles pode ser ouvido em https://www.youtube.com/watc h?v=Xs0K4ApWl4g Orson Welles nasceu na pequena cidade de Kenosha, nas proximidades de Chicago, no dia 06 de maio de 1915. Deixou-nos aos 60 anos, vitimado por um infarto, em 10 de outubro de 1985, Hollywood, Califórnia. Orson Welles durante a transmissão da “invasão marciana” na rede de rádio CBS, em 1938, Nova Jersey, EUA.

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