Sinpol Junho 2015

 

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Sinpol Junho 2015

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XXI - Junho de 2.015 - nº 222 Efetivo da Polícia Civil diminuiu 10% em menos de um ano, somente na cidade de Ribeirão Preto, segundo levantamento feito pelo Sinpol. A situação é gravíssima. Na região, há cidades que foram descobertas para cobrir outras, caso de Altinópolis, que teve o delegado transferido para Jardinópolis. Faltam policiais civis de todas as carreiras, não somente delegados, investigadores e escrivães. O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata alerta: se o governo não agir e contratar urgentemente, a Polícia Civil vai fechar as portas. Veja nas páginas 08 e 09. VAI FECHAR? DIG DESCOBRE FRAUDE EM CNH Policiais civis da especializada prenderam, em Ribeirão Preto, mulher que tentava fazer exame prático de habilitação para motociclista no lugar da verdadeira candidata. Dono de autoescola, instrutor e agenciadora também foram presos. Leia na página 02. SETOR DE INTELIGÊNCIA Integrantes do alto escalão de uma facção criminosa foram presos após um minucioso trabalho de investigação realizado pelo Setor de Inteligência da Seccional de Polícia Civil de Ribeirão Preto. Eles eram responsáveis por cumprir as ordens que vinham dos líderes da facção que estão dentro dos presídios e atuavam na “área 16”, cidades que têm o código telefônico 16. Saiba mais na página 05.  DIG de São Joaquim da Barra desvenda caso de homicídio praticado em ritual de magia negra;  Departamento jurídico do Sinpol obtém nove vitórias em favor de associados;  Vereador Dr. Samuel Zanferdini apresenta moção homenageado o investigador Carlos Roberto Cardoso, falecido recentemente;  Dr. Luiz Carlos Pires faz análise sobre a escola no século passado e nos dias atuais;  Veja como foi o domingo do Dia das Mães na Chácara do Sinpol;  Policiais civis eleitos têm feito trabalho parlamentar em favor da Polícia Civil. E MAIS: PRENDE LÍDERES DO CRIME Reprodução SSP Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br Junho/2015

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A ÇÃO DIG RIBEIRÃO Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto efetuaram um flagrante em pessoas envolvidas na tentativa de fraudar a prova prática para obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), na categoria de motociclista. A ação eficaz da equipe comandada pelo dr. Eduardo Rodrigues Martinez foi fundamental para chegar a todos os supostos envolvidos. A DIG recebeu, no dia 25 de maio, um telefonema de funcionários da Ciretran, que estavam realizando prova prática para habilitação de motociclista. Eles informaram que uma candidata apresentou documento supostamente falso. Imediatamente os policiais civis foram até o local onde estava o exame, chegando em poucos minutos. Uma jovem aguardava sua vez para realizar o exame. Os policiais civis observaram que o documento havia sido grotescamente falsificado. Chegaram por trás da jovem, L.C.O., e a chamaram pelo nome que constava no documento várias vezes. Ela não respondeu a nenhum dos chamados. Então chegaram perto dela e a chamaram novamente pelo nome do RG. Ela alegou estar distraída quando fizeram os outros chamados. Segundo o investigador Luís Carlos Ipólito, ela foi indagada se era mesmo dona do RG. “Ela começou a chorar e admitiu a fraude. Disse que foi contratada por uma funcionária de autoescola para fazer a prova em nome de outra pessoa que não sabia conduzir moto muito bem a ponto de passar no exame prático”, revelou Ipólito. A jovem recebeu voz de prisão. Em seguida, o dono da autoescola, A.A.C. e o instrutor M.H.B.L. também foram conduzidos à DIG para lavratura do flagrante por fraude. O dono da autoescola, a princípio, admitiu Acusada se passava por aluno em busca de habilitação de motorista; dono de autoescola e instrutor podem estar envolvidos fazer parte do esquema, que teria sido criado por R.P.R.O., que prestava esporadicamente serviços em sua empresa. O instrutor também foi levado porque ele admitiu ter dado algumas aulas para a jovem que faria o exame no lugar de outra pessoa, no caso, M.E.B., nome constante no documento falsificado. “Durante a lavratura do flagrante, o dono da auto escola recebeu um telefonema da suposta mentora e colocou em viva voz. Ela o advertia para ele ficar esperto, porque a casa havia caído e ela estava sendo orientada por sua advogada”,disse o investigador. A conversa foi gravada no celular do dono da autoescola. Já sabendo onde a suposta mentora estava, os policiais civis foram até o local e a trouxeram para lavrar o flagrante. De acordo com o apurado, a auto escola estaria oferecendo a carteira de habilitação sem a necessidade da realização de exame prático. M.E.B. teria se interessado pelo serviço e pagou R$ 2.500 à autoescola. O grupo repassou R$ 500 para L.C.O., que faria o exame no lugar de outra pessoa. O restante possivelmente foi dividido entre os outros envolvidos. “Já tínhamos denúncias de que, desde março, quando houve um flagrante efetuado pela própria DIG. Com as investigações, entramos em contato com a Ciretran [Circunscrição Regional de Trânsito], para que pudéssemos verificar situações análogas. Na data da ocorrência, o presidente da banca examinadora desconfiou do RG e chamou a DIG, pois já estavam cientes de que estariam ocorrendo estas situações e trabalhavam conosco”, acrescentou Ipólito. Durante o flagrante, a avó da jovem presa tentando se passar por outra pessoa no exame, passou mal e chorava muito. Ela contou que a neta era uma pessoa boa e que só tinha concordado com a situação porque estava desempregada e precisava de dinheiro. O dono da autoescola, que a princípio admitiu participar do esquema, posteriormente negou, mas acabou sendo preso em flagrante. Além dos dois, também foram presos o instrutor e a suposta mentora do esquema. Os dois homens foram encaminhados para a cadeia de Santa Rosa de Viterbo e, posteriormente, para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Já FLAGRA ENVOLVIDOS EM FRAUDAR CNH as duas mulheres foram conduzidas para a Cadeia Feminina de Cajuru. As investigações prosseguem para verificar possíveis fraudes que poderiam estar ocorrendo na Ciretran. Os policiais civis também vão tentar localizar a pessoa que “encomendou” a CNH para a autoescola. Participaram deste caso os investigadores Luís Carlos Ipólito, Carlos Henrique da Fonseca Ribeiro e Everson Leandro Deloi, o escrivão Eduardo Crestani, o dr. Eduardo Rodrigues Martinez e o titular da DIG, dr. Ricardo Turra. Parte da equipe da DIG que atuou no caso, a partir da esquerda: Ipólito, dr. Martinez, Everson e Carlos Henrique 02 Junho/2015

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SÃO JOAQUIM DA BARRA Homem foi morto em ritual de magia negra por três amigos que buscavam prosperidade financeira com o sacrifício humano Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais de São Joaquim da Barra) esclareceram, no início de maio, um homicídio registrado na cidade no dia 30 de abril. O corpo de um homem foi localizado no bairro Morumbi. Depois de receber várias facadas, a vítima, um homem de 18 anos, teve seu corpo queimado enquanto ainda estava vivo. Tão logo o crime foi registrado, as investigações comandadas pelo dr. Vinícius Alexandre Marini começaram. Segundo o investigador Sílvio Carlos de Menezes, que atuou no caso, a princípio ninguém sabia exatamente as causas do homicídio. Mas a equipe passou a analisar diversos detalhes e conseguiram prender o trio responsável pela morte do rapaz. A suspeita de se tratar de um ritual de magia negra só foi confirmada após a prisão dos envolvidos. Os policiais civis chegaram até três suspeitos: um homem de 30 anos e dois adolescentes de 15 anos. Todos os três já têm passagens anteriores pela Polícia. Um vídeo contendo a confissão do crime foi divulgado pelos policiais civis aos jornalistas. De acordo com o vídeo, o homem de 30 anos assume ter dado as facadas. “Ele dizia ter incorporado uma entidade do além, que pedia o sacrifício do rapaz, em troca de prosperidade financeira para o trio”, explicou Sílvio. Em entrevista à imprensa, o delegado que cuida do caso admitiu que a hipótese menos cogitada fosse de que a morte teria sido praticada por conta de um ritual de magia negra. Dr. Marini explicou que os três atraíram o rapaz de 18 anos para ir até um ritual que lhes garantiria prosperidade financeira. Eles também teriam combinado consumir cigarros de maconha no trajeto. Em dado momento, o homem de 30 anos garante ter incorporado a tal entidade e passou a esfaquear o rapaz. “isso já tinha sido planejado antes pelos três. O maior nos confessou que uma entidade incorporou nele exigindo que matasse o outro jovem”, revelou o delegado. Quando o grupo chegou a um local sem movimento, simularam uma roda para fumar maconha e tentar incorporar alguma entidade. Aproveitando que o jovem estava de costas e não lhe observando, o homem de 30 anos, de posse de uma faca, cortou-lhe a garganta e deu-lhe diversas estocadas com a faca. Assim que a vítima caiu desfalecida no chão, os três atearam fogo em seu corpo e em suas roupas. Contudo, a reação da vítima chegou a assustar e surpreender seus algozes. “Na hora em que se ateou fogo na vítima, o jovem se levantou, mesmo que totalmente ferido. Conseguiu caminhar por vários metros, pular uma cerca e foi desfalecer junto a um poste, na via pública. O maior de idade, ainda com a faca na mão, desferiu outros golpes no coração”, contou aos jornalistas o dr. Marini. O homem que executou o ritual de magia negra teve sua prisão temporária pedida pelo delegado. Os dois menores também seriam encaminhados ao NAI (Núcleo de Atendimento Integrado) de Franca, onde ficariam à disposição para medidas sócioeducativas. Apesar de não haver evidências concretas, os policiais civis investigam para saber se um outro homicídio, também nas mesmas circunstâncias em São Joaquim da Barra, teria sido cometido por um dos três. “Tudo nos leva a crer, pela dinâmica do corpo e do local, que poderia ser a mesma pessoa ou o mesmo ritual, mas não temos nenhuma convicção objetiva, nenhum elemento de que esses adolescentes e o maior de idade tenham tido contato com a outra vítima”, conclui o delegado. O outro homicídio, semelhante ao crime elucidado pela equipe da DIG de São Joaquim da Barra ocorreu em 2014. Participaram das investigações deste caso, os seguintes policiais civis: dr. Marini, os investigadores Sílvio, Jorge Abdo Chedid, Adevandro Alves da Silva e Marcelo Ferreira Francisco; o escrivão Sandro Aparecido Bonadio e o agente policial Jeberson Aparecido da Silva. DIG ELUCIDA HOMICÍDIO MACABRO Fachada da DIG de São Joaquim da Barra: especializada descobriu que homicídio foi praticado por conta de ritual de magia negra Junho/2015 03

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EDITORIAL A expressão “o cerco está se fechando” é normalmente utilizada quando um criminoso se vê acuado pela Polícia. As investigações levam diretamente ao envolvimento desse criminoso. Mas no caso deste editorial, não tem o objetivo de chamar o governador Geraldo Alckmin de criminoso e sim de mostrar que sua omissão em relação a todos os setores do funcionalismo público está levando a uma insatisfação crescente. Na área da educação, os professores já cansaram de esperar as promessas não cumpridas de nosso mandatário máximo no Estado e decretaram a greve. Na saúde, também há insatisfação. Para piorar, o governo corta de onde é necessário investir. Foi o que noticiou o jornal A Cidade. O PAI-PAD (Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade), desenvolvido pelo Hospital das Clínicas e que já atendeu 730 pacientes, referência internacional em políticas para dependentes químicos, vai fechar as portas. O governo anunciou que não vai mais investir nisso. Assim como tem feito, sistematicamente, com a Polícia Civil. A população tem reclamado do atendimento que recebe nas delegacias. E com razão. Não há funcionários suficientes sequer para o atendimento. Não faltam viaturas nas grandes cidades, é bem verdade, porém as viaturas descaracterizadas, que são fundamentais para a investigação, praticamente não há disponíveis. A Polícia Civil está bem informatizada. Mas faltam policiais civis de to- O EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Martha J. Araújo Luque Tadeu José Prates DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Marco Aurélio Scridelli Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. CERCO ESTÁ SE FECHANDO das as carreiras. A população se depara com a chamada “linha de frente”, composta por delegado, investigador e escrivão, esvaziada. São carreiras que apresentam maior carência de recursos humanos, sobretudo nos casos de escrivães e delegados, e os concursos, feitos de forma ineficiente, estão longe de chegar perto de suprir as lacunas dos colegas que se aposentaram, estão afastados por problemas de saúde, ou que simplesmente desistiram de continuar na Polícia Civil. Mas todas as demais carreiras estão com uma grande carência de recursos humanos. Para piorar, ainda temos a situação complicada dos carcereiros. A Polícia Civil deixou de contratar carcereiros quando iniciou o processo de transferência das unidades prisionais da SSP (Secretaria da Segurança Pública) para a SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários). Muitos carcereiros ficaram sem função, visto que são poucas as unidades prisionais ainda sob a responsabilidade da Polícia Civil. Passaram então a atuar na investigação e no cartório. Nada mais justo do que ganharem de acordo com as novas funções. Então o governo anuncia o pagamento da bonificação pela redução de criminalidade. Os carcereiros que trabalham na cadeia, onde é um núcleo, como no caso de Franca, ficaram de fora dessa bonificação, de forma injusta e discriminatória, assim como funcionários de algumas especializadas, casos da DIJU (Delegacia da Infância e Juventude) e DDI-A (Delegacia de Defesa do Idoso e do meio Ambiente). Estamos lutando para reparar essa situação. Entramos em contato com o escritório de advocacia do dr. Wilson Foz para que, junto à dra. Míriam Costa, se promova um estudo visando a viabilidade de ações para que todos possam receber, inclusive os atrasados já pagos aos demais policiais civis. Recentemente o próprio diretor do Deinter-3, dr. João Osinski Júnior, admitiu para o Sinpol que isso deve ocorrer, pois ele fez gestão junto ao núcleo da Polícia Civil nesse sentido. Contudo o governo vem sequencialmente fazendo o pagamento da bonificação com atraso, até mesmo para quem já teve seu direito de receber declarado. E ainda tenta capitalizar junto à imprensa, fazendo um alarde do “investimento em segurança” que tem feito. Os valores são bem vindos. Mas é preciso que se pague em dia e sem discriminação. O fato é que estamos todos aborrecidos e o cerco está se fechando. Alckmin não contrata com capacidade; não anuncia nem mesmo o reajuste - nossa data base é março. A insatisfação já começa a ganhar eco em todos os departamentos da Polícia Civil. Quem avisa amigo é, senhor governador: trabalhe com justiça, atendendo aos anseios de nossa categoria. Isso vai refletir diretamente em bons serviços prestados à população. Além de resgatar a autoestima da Instituição. Pense nisso. EUMAURI LÚCIO DA MATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em maio os seguintes policiais civis: - Sérgio Leal, perito criminal; - Carlos Alberto Domingues, investigador. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em maio: - Vera Lúcia Nucci Beggiato, carcereira de Classe Especial; - Lourdes Rodrigues, carcereira de 2ª Classe; - Luiz Antonio Barbosa, investigador de 2ª Classe. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poder usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Aqueça seu coração O Sinpol está organizando uma campanha para arrecadar pares de meia que serão encaminhados para a Casa do Vovô. A entidade abriga 82 idosos e necessita urgentemente de pares de meia para enfrentarem o inverno, que neste ano promete ser rigoroso. Além dos pares de meia, quem também quiser colaborar com agasalhos e cobertores, toda doação é bem vinda. A Casa do Vovô fica na Rua Tapajós, 2881, Ipiranga, Ribeirão Preto. Os telefones são (16) 3622-4181 / 3622-6507. As doações também podem ser feitas na sede social do Sinpol, à Rua Goiás, 1697, Campos Elíseos, Ribeirão Preto. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recémaposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Plano de Saúde Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Ação Judicial O departamento jurídico do Sinpol já está elaborando mandado de segurança contra a Instrução Conjunta UCRH/SPPREV nº 3, de 04/11/2014, publicado no DOE de 05/11/ 2014, que estabeleceu normas e diretrizes que muito prejudicam as aposentadorias dos policiais civis, por entender que não há amparo legal. O departamento entende que a referida instrução conjunta não está apenas instruindo os setores de pessoal de como se deve ser pautada a questão da aposentadoria, mas sim funcionando como legislação complementar, ao se basear em pareceres meramente consultivos da Procuradoria Geral do Estado e tornálos procedimento e normas a serem seguidas, dando status de Lei. A diretoria solicita aos associados que acompanhem a evolução deste tema pelo site do Sinpol. Notas 04 Junho/2015

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CRIME ORGANIZADO Trabalho minucioso realizado pelo Setor de Inteligência da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto resultou na prisão da cúpula do poder paralelo Policiais civis que integram o SIP (Setor de Inteligência Policial da Seccional de Polícia Civil de Ribeirão Preto) conseguiram desarticular a cúpula regional de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios no Estado e tem ramificações em todo o País. A ação consumiu cinco meses de investigações meticulosas realizadas pela equipe, que integra o Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que responde pela Polícia Civil em 93 cidades da região. Através de escutas telefônicas, os policiais civis monitoraram a ação de um suposto chefe da facção criminosa em Ribeirão Preto e região. Durante as investigações, os policiais civis interceptaram uma conversa entre o líder da facção e outros membros, naquilo que se convencionou chamar de “Tribunal do Crime”. O grupo discutia por teleconferência utilizando aparelhos celulares, para decidir que pena aplicar a um outro homem, recém saído do sistema prisional, que se passava por membro da facção. Dias depois das ligações, o homem foi morto, da forma como foi acertado entre a cúpula do crime organizado. Diante das evidências, os policiais civis planejaram, em conjunto com o Ministério Público, uma ação para tirar de circulação os criminosos que dão sustentação à facção do lado de fora dos presídios. Foram realizadas seis prisões em ação concluída no dia 20 de maio. Dos detidos, três deles atuavam como “disciplinas”, isto é, eram líderes regionais e passavam as ordens que vinham de dentro dos presídios para os demais integrantes do bando. A.S.N., de 24 anos, preso no dia 20 de maio, era o “disciplina geral” em 74 cidades da região com o prefixo telefônico 16, a partir de Ribeirão Preto. Também foram presas duas mulheres: R.N.B., de 24 anos e L.C.S., de 30 anos, ambas integrantes da facção e do esquema de tráfico de drogas. No dia 27 de abril, outros três integrantes do grupo já haviam sido presos, ao lado de outras sete pessoas, durante uma sessão do “Tribunal do Crime” que ocorria na Favela do SBT, no Alto do Ipiranga, zona norte da cidade. O grupo decidia se iria matar ou perdoar um traficante que matou outro ligado à facção criminosa. Durante o flagrante, a equipe do SIP identificou três dos detidos com integrantes da cúpula. D.M.P.R., de 36 anos, era “disciplina” em Serrana. Ela foi presa junto com S.N.S., de 29 anos, também “disciplina” em Serrana. Com eles foi detido o “disciplina” de Ribeirão Preto, E.B.S., de 26 anos. O grupo será indiciado por organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico, além de homicídios. O líder do grupo preso já é acusado pela morte de três pessoas. “Estamos investigando para ver se eles participaram de outros homicídios, mas em três, A.S.N., que responde pelos apelidos de Androide, Samsung e Ronaldinho, já está sendo acusado”, informou o investigador Edson, que participou das investigações. Sentenciando Numa das gravações, A. conversa com outros homens pelo celular a respeito de um “nota falsa” ou “falso profeta”, referindo-se a outra pessoa que se passava por integrante da facção numa favela de Ribeirão Preto. O “falso profeta” havia acabado de sair do sistema prisional e vinha atemorizando os moradores, além de atrapalhar os negócios do tráfico mantidos pela facção naquela região. O acusado pede perdão aos demais, dizendo que não tinha intenção em infringir as regras da organização criminosa. No final, A. diz que o grupo vai decidir a sentença e encerra desejando “boa sorte na sua vida”. O homem, em tom de desespero, ainda agradece: “Obrigado, irmão. Deus te abençoe”. Dias depois, o grupo decide a sentença: “dar passagem”, ou seja, ele foi sentenciado à pena capital. Em março, o homem foi executado pelo grupo. Este é um dos três homicídios atribuídos ao líder da facção na região. Mas as investigações prosseguem. “Estamos em investigação constante em cima da facção. Até porque, sempre que prendemos um, há sempre outro para ficar no lugar. Eles são muito bem organizados. Há o disciplina geral fora da cadeia que exerce o papel de policial, juiz e carrasco, cumprindo a pena. Dentro da cadeia, há também o disciplina geral, que é quem passa as ordens de lá de dentro. As penas nos ‘tribunais do crime’ variam de surra e expulsão da facção criminosa até o homicídio do membro julgado”, informou o investigador Piovani. Além dos investigadores Edson e Piovani, fazem parte do SIP as investigadoras Adriana e Leila e o delegado dr. Gustavo André Alves. LÍDERES DE FACÇÃO CRIMINOSA SÃO PRESOS Equipe do Setor de Inteligência, a partir da esquerda: Piovani, Adriana, Leila e Edson; no detalhe o delegado titular, dr. Gustavo Junho/2015 05

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R ADAR Em Ibaté... A Polícia Civil de Ibaté, na região de Araraquara, esclareceu diversos furtos ocorridos entre o final de 2014 e maio deste ano. Os policiais conseguiam identificar três adultos e vários menores infratores. Segundo a Polícia Civil, E.R.I, de 27 anos e R.P.S de 43 anos, juntamente com os menores furtaram rodas de um Fusca e combustíveis na rua Eduardo Apreia, no Jardim Mariana. ...tudo resolvido Na mesma época os detidos furtaram um autoelétrico, na Rua Paulino Carlos, onde levaram várias baterias automotivas. E.R.I., também furtou residências, de onde levou aparelhos eletrônicos e o motor de uma betoneira. O acusado D.D.S., de 27 anos, furtou duas vezes o mesmo bar, na Rua Eduardo Aprea, de onde furtou várias bebidas. Após a elucidação dos casos, os acusados foram indiciados pelo Fotos: Polícia Civil Fachada da Delegacia de Polícia de crime de furto e aguardam a decisão da Justiça em liberdade, enquanto que os menores foram apresentados ao Juizo da Vara da Infância e Juventude. Descalvado Um homem de 44 anos foi preso no dia 21 de maio com R$ 1.700,00, em cédulas de 100 e 50 reais com a mesma sequência de série, em Descalvado (SP) a 242 km da Capital, na região de São Carlos. Policiais Civis do Município de foram até uma chácara, localizada na Rua Elda Zaffalon Faria da Cunha, para cumprir mandado de busca e apreensão e encontraram as notas falsas. F.S., de 44 anos, foi preso com base no art. 289 do Código Penal: Falsificar, fabricando ou alterando, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro. Ele está a disposição da justiça. Denúncia em Franca... Policiais civis do 4º DP (Distrito Policial) de Franca apreenderam, no dia 11 de maio, quatro máquinas caça-níqueis. O material foi encontrado em uma empresa de painéis, que fica localizada no Distrito Industrial. Os policiais civis receberam informações de que a empresa estaria armazenando as máquinas para, futuramente, montar um cassino clandestino. Diante das evidências, os policiais civis obtiveram um mandado de busca e apreensão. Foram ao local e encontraram as quatro máquinas Ibaté desligadas. O irmão do dono da empresa onde estavam as máquinas se apresentou como responsável e alegou que eram apenas terminais de computador alugados de uma empresa de São Paulo. Porém, sem documentos e sem saber dizer o que faria com o material, acabou indiciado e as máquinas apreendidas. ...rende mais apreensão A equipe continuou apurando os fatos, por conta de que a denúncia indicava que as máquinas integrariam um cassino clandestino que iria ser montado na cidade. E apenas dois dias depois, os policiais civis do 4º DP de Franca localizaram outras 10 máquinas caça-níqueis, que também foram apreendidas. Mais uma vez, a ação eficiente dos policiais civis coibiu a prática do jogo de azar na região. Falso delegado Ainda em Franca, um homem foi preso no dia 08 de maio por policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) daquela cidade. Ele se passava por delegado de Polícia no Jardim São Vicente, periferia de Franca. Os policiais civis receberam informação que C.P., de 40 anos, estaria no interior de uma empresa de comércio de telefones celulares e identificou-se como delegado de polícia do setor de inteligência da Polícia Civil, pressionando o proprietário do estabelecimento a agilizar a resolução do problema do seu aparelho. O investigado foi abordado e conduzido até a delegacia especializada, onde acabou por confessar ter se passado por policial civil. O proprietário da empresa apresentou aos policiais um impresso de um e-mail enviado pelo indiciado, no qual faz uso de um brasão oficial da Polícia Civil do Estado de São Paulo e se identifica como funcionário do Setor de Inteligência da Polícia Civil. Depois de elaborado o devido procedimento de Polícia Judiciária, o indiciado responderá pelo crime de usurpação de função pública. Ribeirão Preto Policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Ribei- rão Preto, região do Deinter-3, prenderam a auxiliar de limpeza A.P.R., de 36 anos, por envolvimento com o tráfico de drogas, no bairro Recreio Anhanguera, no dia 04 de maio. Após investigações, a equipe flagrou a mulher na garupa de uma motocicleta, transportando quatro tijolos de maconha e três fragmentos da mesma droga, com peso de 3,010 quilos, na Rodovia Abraão Assed, sentido Ribeirão Preto – Serrana. Ela foi autuada em flagrante por tráfico de entorpecentes e conduzida à Cadeia Pública de Cajuru, cidade que fica a 305 quilômetros da Capital. Acima, máquinas de jogo de azar apreendidas durante operações em Franca; abaixo droga apreendida pela DISE Ribeirão Preto 06 Junho/2015

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JURÍDICO Somente no mês de maio, nove associados foram beneficiados por mandados de segurança para aposentadoria ou absolvição em sindicância administrativa O mês de maio foi bastante movimentado para o departamento jurídico do Sinpol. Mas é o tipo de movimento que agrada ao presidente do sindicato, Eumauri Lúcio da Mata. “Tivemos um mês com um bom número de conquistas de nosso departamento jurídico em favor de nossos associados. A grande maioria dos casos foi relativa aos mandados de segurança em favor de nossos associados que querem se aposentar com direito à paridade e integralidade no salário. Mas tivemos também duas absolvições em sindicâncias administrativas disciplinares, que na maioria das vezes, são instauradas de forma injusta para o policial civil. O governo não se dá conta que o que falta é efetivo e que, por isso, muitas vezes, os colegas acabam citados por atuarem sozinhos desempenhando o serviço que seria dividido em dois ou três policiais civis da mesma carreira, houvesse recursos humanos suficientes para isso”, dispara Eumauri. Segundo os advogados Ricardo Ibelli e Viviane C. Ibelli Pinheiro, que integram o departamento jurídico do sindicato, as vitórias são resultado de um trabalho que vem sendo feito já há algum tempo. “Novas vitórias devem continuar acontecendo”, garantem. Paridade e integralidade Boa parte das vitórias obtidas pelo jurídico do Sinpol durante o mês de maio é relativa a aposentadorias. É que até 2014, o governo do Estado adotava a LCE (Lei Complementar Estadual) 1062/2008 para nortear as aposentadorias. Essa Lei não garantia aos policiais civis o direito à paridade e integralidade. Como no restante do País utilizava-se a LCF (Lei Complementar Federal) 51/85, que garantia o direito à paridade e integralidade, o jurídico do sindicato passou a pleitear mandados de segurança e tem obtido sucesso desde então. Foram dezenas, talvez centenas de vitórias de associados. Vitórias como a obtida pelo agente de telecomunicações de São José do Rio Pardo, Osmar Ignácio. O jurídico havia perdido a ação em primeira instância, recorreu e obteve a vitória no Tribunal. Já no caso do escrivão de Barrinha, Antonio Carlos Schivo, o jurídico havia perdido em primeira instância, recorreu e ganhou em segunda instância. Em maio os embargos apresentados pelo governo foram rejeitados. O também escrivão Geremias Lourenço de Castro, que atua em Santo Antonio da Alegria, ganhou a causa em primeira instância e, no Tribunal, negaram provimento ao recurso dos apelados. O escrivão de Ribeirão Preto, Wilson Aidar Júnior, ganhou a ação em primeira instância, que foi confirmada no Tribunal. A exemplo do colega de Santo Antonio da Alegria, os embargos da Fazenda do Estado também foram rejeitados no Tribunal. O investigador de Miguelópolis, Rui Barbosa Gonçalves, obteve vitória em primeira instância, confirmada em seguida pelo Tribunal. O mesmo ocorreu com o investigador de Ribeirão Preto, Carlos Henrique Guilhermiti. Ele também teve a confirmação da vitória obtida em primeira instância no Tribunal. O investigador de São Joaquim da Barra, Carlos Alberto Nogueira, foi outro vitorioso em primeira instância e no Tribunal. Todos os associados terão direito à paridade e integralidade, uma vez publicados os respectivos acórdãos. Absolvidos Outros dois associados do Sinpol contaram com a ação pontual do departamento jurídico para serem absolvidos em sindicâncias administrativas disciplinares junto à 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto. Os beneficiados foram o carcereiro de Pradópolis, Octacílio Baptista de Souza e a investigadora de Jaboticabal, Leila Maria Martins Faccion. Eumauri garante que o jurídico do sindicato está sempre à disposição dos associados, seja para questões de aposentadoria, desvio de função, defesas em sindicância ou outras questões relativas. “Estamos sempre trabalhando em favor dos associados. Quem quiser qualquer informação, basta entrar em contato com o sindicato que, se for o caso, encaminharemos para o departamento jurídico tomar as providências. O Sinpol está atento para que nenhuma injustiça seja cometida contra seus associados”, concluiu. SINPOL OBTÉM IMPORTANTES VITÓRIAS Os advogados que integram a equipe do departamento jurídico do Sinpol, Viviane C. Ibelli Pinheiro e Ricardo Ibelli, acumulam vitórias para os associados Junho/2015 07

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SINDICALISMO EFETIVO Levantamento feito pelo Sinpol constatou que em apenas 10 meses Ribeirão Preto passou a ter 22 policiais civis a menos contava com 13 policiais civis no total. Em maio de 2015, apenas nove policiais civis estão lotados naquele DP. Em números percentuais, houve uma redução de 30% do quadro de funcionários do 1º DP de Ribeirão Preto. Nas 14 unidades policiais pesquisadas em 2014, apenas em uma houve aumento no número de policiais civis: a DPI-A (Delegacia de Proteção ao Idoso e meio Ambiente) tinha quatro policiais civis em 2014 e em 2015 tem cinco policiais civis. Em três unidades, o número permaneceu o mesmo nos 10 meses decorridos entre um levantamento e outro. Em outras 10 unidades, houve redução no número de policiais civis lotados nas unidades. “A situação está cada vez mais preocupante. Os policiais civis são verdadeiros heróis em atuar dessa forma. Estão totalmente sobrecarregados. Além disso, correm diversos riscos, como receberem punições administrativas por não cumprirem prazos. Acabam tendo que escolher qual caso vão investigar e tentar solucionar”, analisa Eumauri. Escrivão Em 2014, o jornal A Cidade publicou uma reportagem onde constava que a região do Deinter3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que atende 93 cidades da região, tem 145 mil crimes sem inquéritos. Na ocasião, o Sinpol também fez um levantamento e constatou que cada escrivão, para dar conta da demanda de trabalho, teria que relatar 20 inquéritos por dia. E é justamente a carreira de escrivão a que mais defasagem de recursos humanos vem enfrentando. Não são raras as unidades policiais, em toda a região, onde os investigadores também acabam atuando como escrivão, para ajudar no trabalho de Polícia Judiciária. Há ainda cidades que contam somente com investigador. O escrivão trabalha em sistema de rodízio, vindo de outras unidades. Isso ocorre, por exemplo, em Santa Cruz da Conceição. Para piorar, a delegacia está instalada em um imóvel sem as menores condições de receber uma unidade da Polícia Civil. Em 2014, a reportagem do Jornal do Sinpol esteve na DM (Delegacia do Município) de Santa Cruz da Con- DIMINUI 10% EM MENOS DE UM ANO No dia 28 de julho de 2014, o Jornal do Sinpol realizou um levantamento junto às unidades da Polícia Civil responsáveis pelo atendimento da maioria da população. Naquela ocasião, contanto somente os oito DPs (Distritos Policiais), as cinco especializadas e a Central de Flagrantes, havia 219 policiais civis disponíveis para atender a população. Esse número, contudo, era menor em se considerando os policiais civis em férias, com restrições ou afastados. Naquele 28 de julho, apenas 170 policiais civis estavam disponíveis para atender a população. Isso significa que Ribeirão Preto contava com um policial civil para cada 3.824 habitantes. A diretoria do Sinpol resolveu fazer um novo levantamento, já prevendo que os resultados seriam alarmantes, pelo que tem observado em termos de movimentação. E de fato foi. Se em julho de 2014 havia 219 policiais civis no total, em maio de 2015, apenas 10 meses depois do primeiro levantamento, a cidade conta com somente 197 policiais civis. Isto representa uma redução na ordem de 10%. Em menos de um ano, 22 policiais civis deixaram de trabalhar na cidade. “E na região a situação não é diferente”, dispara o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Ele comenta que há vários casos que chegam até o sindicato e outros tantos são levantados nas visitas dos diretores às diversas cidades da região. “Não é que o salário esteja bom. Pelo contrário, a categoria está descontente, até porque o governador Geraldo Alckmin sequer respeita data base, quanto mais pratica índices aceitáveis. Mas o policial civil hoje está sobrecarregado. Faz o serviço que dois ou três colegas fariam. Então quando chegamos até um distrito, seja ele em qualquer cidade, Ribeirão Preto, Cajuru, Mococa, Franca, São Carlos ou Dumont, a reclamação é sempre a mesma. Falta de recursos humanos. Antes a principal preocupação e reivindicação do policial civil era em relação ao salário. Agora é em relação a efetivo”, avalia Eumauri. Em alguns casos, a situação chega a ser alarmante. É o caso do 1º DP de Ribeirão Preto. No levantamento feito em julho de 2014, a unidade Eumauri: “Se o governo não contratar urgentemente, a Polícia Civil corre o risco de parar por falta de condições de trabalho e por não ter como atender à população” ceição e constatou a dificuldade. Com um imóvel diminuto, o delegado estava atendendo na cozinha. Havia apenas um quarto, onde funcionava o cartório, e a sala, onde as testemunhas e indiciados ficavam à disposição. Um único banheiro servia a todos, policiais civis e quem fosse até a delegacia. No comparativo entre o levantamento feito em 2014 em relação ao atual feito pela diretoria do Sinpol, passaram a contar com menos escrivães as seguintes unidades: 1º DP, um a menos; 3º DP, dois a menos; 5º DP, um a menos; 8º DP, um a menos; Plantão Policial, 10 a menos e DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), um a menos. Mas investigadores e delegados também tiveram seus quadros reduzidos em todas as unidades. O 7º DP ainda continua sem delegado titular. De acordo com diretores do Sinpol, cada mês um delegado responde pela unidade. O 6º DP enfrenta situação idêntica. Não há um delegado fixo, apenas um que responde pela unidade. A DIJU (Delegacia da Infância e Juventude) também não tem delegado titular. De acordo com o Sinpol, a cada mês um delegado responde pela unidade. Concursos Em 2014, o governo estava em campanha política tentando a reeleição, obtida nas urnas em outubro, sem a necessidade de um segundo turno. Naquela ocasião, Geraldo Alckmin discursava dizendo que estava realizando concursos para a contratação de milhares de policiais civis. Mas os concursos estão sendo realizados sem a urgência necessária. Além disso, acabam gerando situações curiosas, não fossem trágicas. O Jornal do Sinpol apurou, entre oficiais adContinua na página 9 08 Junho/2015

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ministrativos, que vários dos que foram contratados para a região do Deinter-3 recentemente, também haviam sido aprovados na primeira fase dos concursos para escrivão e investigador. Dois dos aprovados, que terão seus nomes preservados, pretendiam deixar a carreira de oficial administrativo caso fossem aprovados nas provas física e psicológica do concurso para escrivão. E eles disseram que também pretendiam fazer o mesmo, caso fossem aprovados nas mesmas provas do concurso para investigador. Desta forma, analisando esses dois oficiais administrativos, eles preencheram duas vagas nesta carreira que voltarão a ficar em aberto se aprovados para escrivães. Mais para a frente, aprovados para investigador, deixarão duas vagas de escrivão também em aberto. Além da morosidade que leva o preenchimento de uma vaga através de concurso público, a realização destes concursos em diferentes datas dá margens a problemas que o governo não vem calculando antecipadamente. Para complicar, os aprovados ainda passam por um período na Acadepol (Academia de Polícia Civil), recebendo formação para ingressarem na Instituição. Entre a publicação do edital de um concurso e a efetiva contratação e disponibilização do candidato na unidade, Eumauri calcula que leve quase dois anos. “Precisamos de policiais civis urgentes. Já oficiamos ao governo para que ele utilize os aprovados em outros concursos, que agilize o treinamento, enfim, que faça contratação em caráter emergencial. Mas para deixar a Polícia Civil atraente, ele também vai precisar pagar salários dignos. Os bons candidatos, aqueles que são concurseiros, vão optar pelas carreiras que melhor remuneram. E na Polícia Civil do Estado de São Paulo, dificilmente serão bem remunerados”, lamenta Eumauri. Caminhos inversos Se por um lado a Polícia Civil vem encolhendo, por outro a criminalidade vai expandindo suas fronteiras, aproveitando-se justamente da falta dos recursos humanos - que também atinge à Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo. Até mesmo para a PM o governo tem sido negligente na região. Recentemente a Corporação formou 2,6 mil soldados. Deste número, apenas 62 vieram para o CPI-3 (Comando de Policiamento do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que atende 93 cidades da região. E deste número, apenas 18 ficarão em Ribeirão Preto, nas zonas norte e leste. As zonas Sul, Centro e Oeste não receberão nenhum novo PM. Mas a situação é ainda mais preocupante em relação à Polícia Civil. Eumauri acredita que entre 25 e 30 mil policiais civis, muito bem distribuídos e não lotados apenas na cidade de São Paulo, seriam necessários para que a Instituição passasse a funcionar apenas razoavelmente. “É uma situação muito curiosa. Recentemente a Polícia Civil desmantelou a cúpula de uma facção criminosa, do crime organizado [leia matéria nesta edição]. Mas não duvido que, no mesmo dia, já houvesse mais dois ou três para substituir cada um dos bandidos que foram presos. Já na Polícia Civil, a coisa é mais complicada. O policial civil se aposenta, se afasta ou desiste da carreira. Para substituir aquela peça, a média é de dois anos, contando com os concursos. Mas se analisarmos a velocidade com a qual o governo contrata, vamos levar até cinco anos para repor uma vaga na Polícia Civil. Aí não tem como combater a criminalidade. O crime organizado e o não organizado vão crescer mesmo”, compara Eumauri. O problema não atinge somente às carreiras das chamadas “linha de frente”, isto é, delegado, investigador e escrivão. Atinge indistintamente as 14 carreiras da Polícia Civil. Algumas carreiras estão sendo atacadas constantemente. É o caso dos carcereiros. O Sinpol vem travando uma briga específica para que os carcereiros sejam incluídos no pagamento à bonificação por redução de índices criminais, o que não vem ocorrendo. Além disso, com a desativação da maioria das unidades prisionais à cargo da Polícia Civil - que passaram para a SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários) - muitos carcereiros passaram a exercer funções de escrivão e, principalmente, de investigador. Contudo, recentemente, eles estão sendo transferidos para as poucas cadeias a cargo da Polícia Civil. Muitas vezes, tomando conta daqueles que eles ajudaram a prender, aumentando ainda mais o risco para esses profissionais. “A questão tem se tornado cada vez mais grave. Se o governo não contratar, a Polícia Civil está prestes a parar por conta da falta de condições mínimas para atender à população. Com esse efetivo reduzidíssimo, a solução dos crimes é cada vez mais rara. Há um levantamento na imprensa regional de que a cada 33 boletins de ocorrência registrados, apenas um torna-se inquérito. Sofre o policial civil, sofre a população. E o governo vira as costas para quem o elegeu, sem cumprir seu papel e deixando o crime ganhar cada vez mais espaço. Desse jeito, a Polícia Civil vai deixar de existir”, conclui Eumauri. * Levantamento feito somente entre unidades de Ribeirão Preto, que prestam atendimento direto à população ** O 7º DP e a DIJU não contam com delegado titular; segundo o Sinpol, é feito um rodízio mensal com delegados de outras unidades Junho/2015 09

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SOCIAL Foi um grande sucesso a comemoração do Dia das Mães, organizada pela diretoria do Sindicato e que ocorreu na Chácara do Sinpol, no domingo, 17 de maio de 2015. A Cantina da Chácara do Sinpol organizou uma concorrida feijoada, que agradou aos presentes pelo sabor e pela qualidade dos ingredientes, sempre acompanhada de bebida bem gelada. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, diversas atividades foram realizadas para entreter os associados. “A feijoada, que tanto agradou nossos associados, foi apenas um entre diversos acontecimentos e pudemos perceber que os associados e suas famílias estiveram bem contentes e integrados durante todo o dia”, avaliou o presidente do Sindicato. Não faltaram brincadeiras para todas as idades. As crianças puderam contar com brincadeiras com palhaços, pintura facial e muita diversão. O evento contou com a animação de Beatriz e Gabriel e Banda. Dr. Móvel Mais uma vez o Sinpol contou com o trabalho da equipe do Dr. Móvel. Trata-se de um consultório médico itinerante, instalado em um ônibus, que conta com três salas, sendo uma fixa e duas reversíveis. O projeto é desenvolvido pela Prefeitura de Ribeirão Preto para atender cidadãos com menos acesso aos postos de saúde. O ônibus conta com estrutura para atendimento especial para crianças, idosos e mulheres, através de consultas, exames, orientações e inúmeras atividades. Desenvolve ainda um trabalho de conscientização população sobre o controle de asma com o grupo de teatro Los Muchos Cha Cha Cha. Além disso, realiza o exame de espirometria, para detectar a capacidade pulmonar; verifica a pressão arterial; aplica o AUDIT, teste de identificação do uso abusivo do álcool; realiza exames citológicos, o popular papanicolau; orienta e realiza exame ASSOCIADOS físico da mama; faz um trabalho de orientações sobre escovações dentro do projeto de saúde bucal; orienta sobre os riscos de animais peçonhentos que causam acidentes domésticos; realiza trabalho de prevenção e combate à dengue; dá orientação sobre hipertensão e diabetes, entre outras ações. Na ação realizada na Chácara do Sinpol, o Dr. Móvel atendeu 63 pessoas, oito das quais, em consultas médicas. Atendeu dois casos de hiperglicemia, encaminhando-os à UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde). Atendeu também três hipertensos, que foram medicados com pressão arterial elevada. Trabalharam pelo Dr. Móvel na Chácara do Sinpol o motorista Jamilton Modesto de Brito; a enfermeira Ieda de Lucca Thiezerini Santos; as auxiliares de enfermagem Maria José Mencucini Bento e Roseli Aparecida Sartore; a Clínica Geral dra. Juventina Augusto de Rezende e a Pediatra dra. Shirlei de Oliveira Siles. A Tradicional Feijoada do Dia das Mães foi um grande sucesso promovido pela diretoria do Sinpol. Novos eventos devem ocorrer nas próximas semanas. “O associado deve estar sempre atento pelo nosso informativo ou através do site. Ou ainda ligando no sindicato. Nossa meta é proporcionar lazer de qualidade na Chácara do Sinpol”, concluiu Eumauri. PRESTIGIAM EVENTO DO DIA DAS MÃES Fotos: Rosana Rodrigues Policiciais civis compareceram em grande número ao almoço em homenagem ao Dia das Mães; festa teve show musical, sorteio de prêmios, atendimento do dr. Móvel (foto ao lado) e a elogiada feijoada servida pela Cantina 10 Junho/2015

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NOVA SEDE Apesar das dificuldades atravessadas pelo País, com a crise econômica trazendo de volta o fantasma da inflação, as obras de construção da nova sede social do Sinpol estão prosseguindo dentro do planejado. A diretoria tem se empenhado para não ver tudo o que já foi executado sofrer com a alta dos preços que vem ocorrendo em todos os setores da economia brasileira. A edificação já foi concluída e o projeto entra agora em sua fase de acabamento. Os retoques já começaram a ser executadas e, dentro de poucos meses, os policiais civis associados ao Sinpol vão poder contar com um aumento significativo do patrimônio da entidade. O local vai contar com um grande e estruturado salão de festas, tornando-se uma opção a mais para o policial civil que pretenda organizar seus eventos com qualidade e economia. Além disso, terá salas para abrigar todos os departamentos, além de um auditório para eventos e cursos de aprimoramento profissional que poderão ser realizados nas de- OBRAS PROSSEGUEM pendências do Sinpol. O imóvel, segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, vai beneficiar não somente a categoria como também os moradores daquela região e a sociedade ribeirão-pretana em geral. O prédio está sendo edificado na Avenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a rua Pedro Pegoraro, que é uma travessa da Av. Leão XIII, na Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto)e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m². O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, convida todos os associados que tenham interesse em visitar as obras e conhecer como será a nova sede social do sindicato. Os custos da obra também estão à disposição de todos os interessados, com total transparência. Uma comissão de associados foi formada para acompanhar passo a passo o que é investido no local. As obras foram iniciadas no dia 06 de março de 2012. Acompanhe nas fotos a evolução da obra. O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, esteve em maio na cidade de Viradouro, reunindo-se com policiais civis daquela localidade. O objetivo do encontro foi levar esclarecimentos às dúvidas que os funcionários tenham em relação aos seus direitos, sobreO presidente do Sinpol ao lado dos policiais civis João Rodrigues da Silva, Clovis Luís Ferreira, Paulo Sérgio Beluzo, Ronaldo H. de Oliveira, Joana Divina Ferreira, Marco Antonio Garcia e Antonio José M. Antognoli Fotos: Sinpol SINPOL VISITA tudo na questão que envolve a aposentadoria. A visita a Viradouro também teve a finalidade de levar notícias do sindicato aos seus associados em diversas localidades, a exemplo do que ocorre todos os meses, em várias cidades da região de atuação do Sinpol. VIRADOURO Eumauri com Joana Divina Ferreira, Aparecida Imaculada Cristino Guizzeline e Luciana Aparecida O. Almeida Junho/2015 11

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em julho! 1 Maria Aparecida Gonçalves Franco 2 Florisvaldo Aparecido Angelício Alberto Luís Martins Edimar Cândido Barbosa José Alceu Calegaro Marcelo da Silva Pereira Donizete Forini 3 Marcos Tadeu da Costa Paulo José Esteia Piçarro Roberto de Souza Wander Domingos de Oliveira Jeová de Paula Pereira Rita de Cássia Bento Francisco 4 Datair Rodrigues Alves Antonio Thiago Filipini Rodrigo Aparecido Firmino Márcio Miguel Granhani Izilda Umbelino Peixoto 5 Armando Pisani Júnior Luiz Carlos Santello Marcos Alexandre Fernandes Milton Bueno da Silva Júnior Celso Eduardo Zuviolo José Carlos Cioca 6 Deusdedit Barbosa dos Santos Jefferson Pessotti Yone Borges Hernandez Antonio Luiz Buranelli Robson Martins Ferreira César Augusto Feliciano Vagner Luiz Alves Maia Durval de Souza Lima Junior Samuel Soares da Silva Edson Medeiros da Silva Eurípedes Antonio Lopes 7 Salvador Pane Neto Antonio Marcos Rebello Sebastião Oswaldo Mazzaron Filho Lourdes Rodrigues Edson Eduardo de Paula José Roberto Amancio Casseb 8 Antonio Edison Francelin Jesuíno Ferreira da Rocha Lúcia Elena Amsei Saloio Graciela de Lourdes David Ambrósio 9 Paulo César Prado Blanco Jorge Amaro Cury Neto Celso Eduardo Felipe José Aparecido Zanelato Pedro Euripes Gonçalves Geraldo de Araújo 10 José Roberto Torres de Oliveira Carlos Eduardo Barillari Pereira Vagner Roberto Seleguim Leopoldo Gomes Novais Paulo Sérgio Beluzzo 11 Sebastião Donizete da Silva Leopoldo dos Santos Barcelos 12 João Carlos Barbosa Lima 13 Normandia Lucera Elias Guimarães Murilo Fernandes Jardim Froner Itamar Dias da Silva 14 José Lauro Malvestio Eliana Aparecida de Carvalho José Bráulio Bravo Lourdes Maria Alves Gerson Beltramini Tânia de Souza Nunes Ribeiro Marcelo Luiz Augusto 15 Thiago Luís Mini de Souza Reginaldo Furlanetto Paulo Roberto Ambrósio 16 Maria do Carmo Ap. Calife C. Prudêncio Débora Cristina Malafatti Fioravante Ana Paula Donizete Soares Luís Carlos Ipólito Manoel Salvestiano de Sant’Ana 17 Marisa Lellis Takata Jin Ciosaki Renato Frazão de Almeida José Carlos Garilio Marcela de Souza Ribeiro Alexandre Motta Barbosa João Carlos Mancuso 18 Darci Gonzales Ribamar Cézar Rambourg Marcelo Lopes de Medeiros 19 Francisco Carlos Scarparo Maria Izabel de Castro Aldo Leão Arroio Finotello Carlos Eduardo Fernandes da Silva 20 Jefferson Gonçalves Marcos César Bastos Ulian Edson Aparecido Bizarro 21 Jayme Prado de Mello 22 José Roberto Gonçalves Maria Amélia Leão Neide Amabile Pastore Silva Renata Alessandra dos Anjos Denize Gobbi Szakal Maria Emília de Mattos Abdalla 23 José Arnaldo Andreotti Júnior João Walter Tostes Garcia José Antonio Pietro Bao Marcelo Cunha Ferreira Sílvio Luís Marra 24 Ozório Moreira da Silva Neto Constantino Moreira da Silva Cristino de Alcantara Tavares Marilene Gomes Trindade Kerton Nascimento E Costa 25 Fernando Carrion Serrano Valéria Aparecida Benedito Favero 26 Patrícia Barrella Cione Sílvio Rogério Pita Sílvia Cristina Carreta Artur Ortega Gonçalves da Rocha 27 Maria Alzira da Silva Corrêa Marili Pintão Sampaio Adriana F. Cunha de Oliveira 28 Carlos Ocimar Spina Amarildo dos Reis Almeida Rita de Cássia Cassiano da Silva Regina Célia Rodrigues da Silva Renato dos Santos Valquíria da Silva João Wilian Coutinho de Oliveira Wilson Martins da Silva 29 Válter Ferreira de Castro Cecilia de Loudes M. da Silva Passos 30 Sônia Maria Sarti José Martins de Paula Paulo Roberto Belli 31 José Mário dos Santos Luiz Antonio Bueno Valdirene Aparecida Dias Oscar Eduardo Pereira Pinto MEMÓRIA IMPLACÁVEIS CONTRA A CRIMINALIDADE A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto sempre foi considerada uma escola da Polícia Civil. Por lá passaram muitos dos melhores policiais civis que atuaram na área do Deinter-3. E grandes equipes marcaram época na especializada. Uma delas foi a equipe do Setor de Homicídios, que no início deste século elucidou dezenas de crimes de autoria desconhecida e promoveu a punição aos seus autores, devidamente capturados e sentenciados pela Justiça. Em 2003, a equipe do Setor de Homicídios da DIG era composta, na foto acima, a partir da esquerda, por Túlio, Jesuíno, Wagner, Cordeiro, dra. Beatriz, dr. Samuel, Cavallini, Rogério, Reginaldo, Mateus e Celso. O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 36129008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). DO FUNDO DO BAÚ 12 Junho/2015

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HOMENAGEM PÓSTUMA VEREADOR DESTACA CARREIRA DE INVESTIGADOR FALECIDO Fotos: Arquivo O delegado e vereador Samuel Zanferdini apresentou Moção de Pesar pelo falecimento do policial civil Carlos Roberto Cardoso A morte do investigador Carlos Roberto Cardoso ainda repercute entre os policiais civis na região do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), onde trabalhava. Ele faleceu vítima de um infarto fulminante, no dia 22 de abril e deixou os colegas consternados. Cardoso estava na Polícia Civil havia muitos anos e passou por diversas unidades. Colecionou amigos por onde passou e era considerado um dos melhores policiais civis em atividade, além de leal com os colegas de trabalho. Por conta da morte de Cardoso, o delegado Samuel Zanferdini - que trabalhou com o investigador em diversas oportunidades e estiveram juntos em vários casos -, apresentou uma Moção de Pesar pelo falecimento do colega na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, onde exerce mandado de vereador. O requerimento foi apresentado na sessão de 28 de abril e aprovado, recebendo o número 029447. Veja a íntegra do documento: “Requerimento nº 029447 Ementa: Moção de Pesar pelo falecimento do sr. Carlos Roberto Cardoso, conforme especifica. Senhor Presidente Foi com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento, na data de 22/04 p.p. do sr. Carlos Roberto Cardoso, investigador de Polícia do 4º Distrito Policial de Ribeirão Preto. O pranteado deixou esposa e filhos, era pessoa bem quista em todas as camadas sociais, exemplo de profissional, esposo e pai, gozava de muito respeito, motivo pelo qual seu passamento causou grande tristeza, inclusive nesta Casa. A perda do sr. Carlos Roberto Cardoso é irreparável para seus entes queridos e muito sentida por todos nós, motivo pelo qual, não poderíamos deixar de manifestar os nossos sentimentos. Requeremos na forma regimental, conste da ata de nossos trabalhos, votos de profundo pesar pelo falecimento do sr. Carlos Roberto Cardoso, oficiando-se de nossa liberação a família enlutada, enviando cópia do presente para [endereço da família suprimido nesta transcrição]; Delegacia Seccional de Polícia de Ribeirão Preto, situada à Rua São Sebastião, 1319, Centro, Ribeirão Preto, CEP 14015-040; Deinter-3, situado à Rua São Sebastião, 1339, Centro, Ribeirão Preto, CEP 14015-040; Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo, localizada à Rua Brigadeiro Tobias, 527, 9º andar, Centro, São Paulo, Capital, CEP 01032-001; Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, localizada à Rua Líbero Badaró, 39, Centro, São Paulo, Capital, CEP 01009-000; Sinpol, localizado à Rua Goiás, 1697, Campos Elíseos, Ribeirão Preto, CEP 14085-460, dando conhecimento da presente moção de congratulação e aplausos, transmitindo nossos sentimentos de solidariedade. Sala das Sessões, 28 de abril de 2015 Samuel Zanferfini Vereador” Acima, o delegado e vereador por Ribeirão Preto, dr. Samuel Zanferdini, que prestou homenagem na Câmara Municipal ao colega falecido, o investigador Cardoso (ao lado) Junho/2015 13

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ARTIGO AS ESCOLAS... OS ANTIGOS MESTRES Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) professora...! As escolas constituíam-se em verdadeiros santuários. O respeito que havia entre professores e alunos, a disciplina, a educação no trato, ao ouvir, no responder, parece-me, hoje, que tudo era revestido de procedimentos que se poderiam dizer litúrgicos. Depois... depois... passadas sete décadas, o que se vê? O Estado, parece-me que convenientemente, pois que não é do interesse da classe política tenha o Brasil um povo culto, que saiba discernir entre um homem de bem a postular um cargo público e os safardanas que por aí pululam, permitiu – por ação ou omissão – que o ensino neste país se tornasse tão sem atrativo que praticamente expulsou das salas de aula os vocacionados a ensinar, tanto pelos salários que são aviltantes, quanto pela indisciplina que grassa em nossas escolas, fruto, pareceme, em primeiro lugar de pais que não souberam educar e impor limites a seus rebentos, verdadeiros desordeiros, deixando, por comodismo, essa função tão somente à escola que, muitas vezes, falha por omissão ao não punir com veemência atos anti-sociais praticados por seus alunos e que tangenciam as infrações penais, em “razão de direitos de cidadania”, ou daqueles preconizados pela Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ora, pois! Verdade também que os professores(as) de antanho, em sua expressiva maioria, provinham de classes elitizadas – e de há muito tempo abandonaram a docência pelos motivos, creio eu, articulados – e que por terem, a seu tempo, recebido educação formal nos melhores colégios da época, além da de berço, possuíam inegáveis e melhores condições de oferecer ensinamentos de qualidade a seus discípulos. Hodiernamente, o nível do ensino no país, desde o antigo primário até à universidade, está assustadoramente baixo. Isso para não se falar na malfadada “ progressão continuada ”. E vem a mais alta mandatária do país com o slogan: “ Brasil, pátria educadora”! Risível, não fora trágico. Enfim, como já tive oportunidade de dizer em crônica outra, os professores formam cidadãos que, mais dia menos dia, constituir-se-ão no alicerce da Nação. Haverá atividade laborativa tão importante para o Estado? Certamente que não! Que nossos governantes (que também um dia passaram pelos bancos escolares) olhem com mais carinho para esses seres tão esquecidos e maltratados pelo Poder Público: os professores. Maio de 2015 (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex-Delegado Regional de Polícia de Ribeirão Preto; ex-Professor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra” Ao escrever estas linhas, sem qualquer pretensão qual não seja evocar lembranças tão felizes de minha infância e adolescência, quando ir à escola era exercício de raro prazer e extrema alegria, pois iríamos nos encontrar e passar horas de intenso aprendizado com nossos professores, que a nós nos pareciam tão cultos e refinados tanto na correção do expressar-se oralmente (mas de fácil percepção e assimilação de seus ensinamentos), quanto no trajar-se – as professoras, com saias ou vestidos comportadíssimos (se assim posso me expressar), os professores, de paletó e gravata –, a deixar evidente que provinham de uma casta especial à qual a maioria de nós, em algum momento de nossa existência, gostaria de alcançar. Ser professor, professora, era algo com que sonhávamos e o desiderato maior de nossos pais quando – já em meados do século pretérito, anos 40/50 –, imbuídos de extremo orgulho e satisfação, conseguiam (muitas das vezes com intenso labor) que seus filhos obtivessem o diploma de normalista. E aí, agora, vêm-me à mente trechos de uma canção, dos quais algo me recordo e que assim dizia: “... mas a normalista linda não pode se casar ainda, só depois que se formar ... eu estou apaixonado e o pai da moça zangado e o remédio é esperar...!” Casar-se, sim! Mas depois de formada, e 14 Junho/2015

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POLÍTICA O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, sempre destacou a importância dos policiais civis votarem em policiais civis. “A representatividade da categoria nos deixa mais fortes. Infelizmente nós, policiais civis, não temos tanta tradição, mas estamos mudando isso. Atualmente temos dezenas de colegas ocupando cadeiras nas Câmaras Municipais de diversas cidades, na Assembleia Legislativa e até mesmo em prefeitura. Mas temos que continuar unidos, votando em policiais civis, porque isso ajuda nas nossas reivindicações”, avalia Eumauri. A região tem vários policiais civis exercendo mandato de vereador. Um deles é o investigador Rogério Antonio. Atual Presidente da Câmara Municipal de Morro Agudo, em seu segundo mandato, ele já apresentou diversos projetos e proposituras em apoio aos policiais civis. “Como vereador, pude cobrar mais efetivo através de moção de apoio. Já falei com dois secretários da Segurança Pública em audiência, cobrando recursos humanos. Estou tentando novo encontro com o atual secretário, mas ele tem adiado alegando compromissos. Nesse caso, recorremos ao deputado Welson Gasparini, que tem tentado a audiência. Hoje eu vivo na política, mas sempre vivi na Polícia Civil. Sei das carências que o policial civil enfrenta. Hoje nosso principal problema é recursos humanos e estamos lutando por isso”, garante Rogério. Recentemente ele apresentou um projeto para a concessão do título de cidadania morroagudense ao delegado titular da cidade, dr. João Baptistussi Neto. Também conseguiu aprovar um projeto de sua autoria, em outubro de 2013, garantindo prólabore aos policiais civis que trabalham em Morro Agudo, garantindo mensalmente R$ 400 a mais nos salários. Ele também apoiou a luta do Sinpol em A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE diversas ocasiões, como policial civil e vereador. Amparar a ação O delegado titular de Santa Rosa de Viterbo, dr. Adalberto Gonini Júnior, também tem destacado trabalho como vereador na cidade. Foi o vereador mais votado nas últimas eleições municipais. Ele explica que, como parlamentar, sempre se pautou em atender todos os segmentos da sociedade, não legislando necessariamente em causa própria. O delegado apresentou há algum tempo, um projeto de Lei que foi aprovado e beneficia diretamente os policiais civis, no combate aos estabelecimentos comerciais que também exploram jogos de azar. “Antes a Polícia Civil apreendia as máquinas de caça-níqueis, autuava o dono do estabelecimento, mas tudo continuava a funcionar. Criamos um projeto de Lei que foi aprovado, onde o estabelecimento que for flagrado com máquinas caça-níqueis vai ter cassado, pela prefeitura, seu alvará de funcionamento”, acrescenta o delegado, lembrando que o objetivo desta lei é acabar com a sensação de impunidade que muitas vezes ocorre neste tipo de ilícito penal. Em todas as esferas O delegado e vereador em Ribeirão Preto, dr. Samuel Antonio Zanferdini, também defende a importância do policial civil votar em policial civil, para que haja representatividade da categoria em todas as esferas. Em seu terceiro mandato, dr. Zanferdini sempre lutou por ações que beneficiem os policiais civis e, consequentemente, a população. Com atuação destacada, o vereador já apresentou mais de 30 projetos ligados à Segurança Pública. Projetos sociais de combate às drogas; de recuperação dos viciados químicos; de sistemas de monitoramento com câmeras nas ruas da cidade; de acolhimento às vítimas de violência doméstica. Projetos para realizar campanhas com o objetivo de melhorar o trânsito, de conscientizar motoristas. Moções para, especificamente, apoiar policiais, como as reivindicações do Sinpol por melhores salários e mais recursos humanos. Não somente para a Polícia Civil. Dr. Zanferdini também faz solicitações que beneficiem a ação dos policiais militares e federais, que atuam na cidade e região. Ele também conseguiu doação de terrenos para a construção da sede social do Sinpol, para a instalação do 5º DP (Distrito Policial) e da sede da Polícia Federal. É um dos mais atuantes e respeitados vereadores da atual composição da Câmara Municipal. “É importante que tenhamos cada vez mais representantes na política, em todos os níveis municipal, estadual, federal, quer executivo ou legislativo, a fim de defenderem nossos interesses e lutarem por benefícios para a Instituição e categoria. Quanto mais representantes tivermos, mais fortes seremos. É importante que votemos em pessoas que tenhamos acesso quando precisarmos, pessoas que defendam nossos interesses, que façam parte do nosso dia a dia. No meu gabinete a regra é atender todas as pessoas que nos procuram e prioridade e atenção especial quando se tratar de Polícia Civil”, conclui o dr. Zanferdini. Foto: Divulgação O investigador e presidente da Câmara Municipal de Morro Agudo, Rogério Antonio, criou projeto que institui pró labore para policiais civis que trabalham na cidade Junho/2015 15

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