Sinpol Maio 2015

 

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Sinpol Maio 2015

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XXI - Maio de 2.015 - nº 221 Durante encontro com dr. Youssef Abou Chahin, titular da DGP, o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, cobrou posicionamento a respeito das reivindicações. Ele também pediu ao Delegado Geral que dê urgência na questão envolvendo o pagamento da bonificação por produtividade, que não vem contemplando carcereiros e policiais civis que atuam em determinadas especializadas, como DDI-A e DIJU. Veja na página 09. SINPOL REÚNE-SE COM DGP Foto: Sinpol DELEGACIAS EM NOVAS SEDES  Jurídico conquista mais vitórias para associados;  Policial civil de Tambaú é homenageada pela Câmara Municipal;  Conheça a história do agente policial aposentado José Benjamin de Souza, o Benja; Desde o início de março, o 2º DP (Distrito Policial), a DDM (Delegacia  Dono de supermercado é preso por Polícia Civil de Jardinópolis; de Defesa da Mulher) e a DDI-A (Delegacia de Defesa do Idoso e meio  Em Radar, o que foi notícia na região do Deinter-3; Ambiente), todas de Ribeirão Preto, estão funcionando em novos prédios.  Veja como andam as obras de construção da nova sede social do Sinpol; A DDM (foto) e a DDI-A foram para o bairro Ribeirânia, enquanto o 2º  Policiais civis do 3º DP de Franca realizam importantes ações. DP saiu dos Campos Elíseos e está instalado no prédio onde antes funcionava a DDM. Saiba o que mudou na página 07. E MAIS: POLICIAIS COMBATEM CIVIS DE Equipe da cidade fecha o cerco contra uma quadrilha que vem abatendo gado nas próprias fazendas com o objetivo de roubar a carne para fornecer a açougues da região. O dono de um frigorífico de Ribeirão Preto acabou indiciado por comercializar carne sem procedência de origem. Leia na página 02. Maio/2015 BRODOWSKI “GANGUE DA VACA” Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS Foto: Seccional de Bebedouro SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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BRODOWSKI Golpe que teria gerado mais de R$ 1,5 milhão de prejuízo a pecuaristas foi descoberto; grupo abatia animais nas propriedades rurais para venda de carne clandestina Policiais civis de Brodowski descobriram um esquema criminoso que vinha causando grandes prejuízos aos agropecuaristas da região e, paralelamente, abastecia açougues de toda a região com carne sem procedência legal. A ação do grupo é bastante ousada. Eles abatem bois e vacas nos pastos das propriedades rurais, sobretudo em fazendas localizadas em Brodowski e Jardinópolis, ambas na região do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que atende 93 cidades da região. Após o abate, a carne é retirada e o produto do furto é vendido para açougues que comercializam carnes sem origem de procedência, muitas vezes sem as mínimas condições de higiene em seu transporte e preservação, ficando então impróprias para o consumo humano. As investigações tiveram início no início do ano passado, quando foram registrados os primeiros casos de furto seguido de abate nas propriedades rurais. Neste período, o dono de um açougue de Brodowski chegou a ser preso e seu estabelecimento foi lacrado pela Vigilância Sanitária. O delegado titular de Brodowski, dr. José Augusto Franzini de Almeida, coordenou os policiais civis que participaram das investigações e que ainda continuam apurando a quadrilha que passou a ser conhecida como a “Gangue da Vaca”. No dia 20 de março, um inquérito foi instaurado após a apreensão de aproximadamente uma tonelada de carne, que eram mantidas em condições irregulares de conservação. O produto estava armazenado em um frigorífico localizado no Parque Ribeirão, zona oeste de Ribeirão Preto. O dono do frigorífico acabou indiciado e é apontado como um dos integrantes da “Gangue da Vaca”. Em entrevista à imprensa, o dr. Franzini informou que outros participantes estão sendo procurados e investigados. O delegado explicou que a quadrilha age sempre da mesma forma. Eles utilizam um veículo com um porta-malas espaçoso e, no meio da noite, furta vacas e bois sem chamar a atenção dos donos das propriedades rurais. Fazem o abate com arma de fogo e, ainda no pasto, separam a carne em peças e fogem levando o produto. Os policiais civis de Brodowski investigam se há a participação de açougueiros nas ações, porque o trabalho é sempre bem executado pelos criminosos. O delegado informou que, em um ano, foi registrado o desaparecimento de pelo menos 30 cabeças de gado. Investigação Dr. Franzini disse aos jornalistas que, no local onde foi encontrada quase uma tonelada de carne imprópria para consumo, nada indicava que houvesse a venda ao consumidor final. O delegado contou que o frigorífico funcionava com as portas fechadas e, possivelmente, a carne só era vendida sob encomenda. Os policiais civis chegaram ao local graças a um veículo apreendido em Santo Antonio da Alegria. O carro foi abandonado e a Polícia Civil conseguiu confirmar que era utilizado no abate e roubo das cabeças de gado nas fazendas, porque foi encontrado sem uma de suas lanternas. A peça foi achada numa das fazendas que foram atacadas pela “Gangue da Vaca”. Dr. Franzini relatou que o dono do frigorífico vai responder por furto qualificado, sonegação fiscal e crime de relação de consumo. Para conclusão do Inquérito, o delegado aguarda o laudo da Vigilância Sanitária. O delegado pretende identificar todos os integrantes da quadrilha. Ele acredita que pelo menos mais três pessoas estejam envolvidas no abate clandestino de gado na região. “Nesse momento, vamos tentar identificar os demais participantes, porque a gente acredita que exista toda uma logística. Existem as pessoas que vão furtar, as pessoas que recebem, as pessoas que transportem. Não acredito que tenha sido praticado por uma pessoa só”, concluiu o dr. Franzini. Uma fonte citou que pode haver, inclusive, o envolvimento de pessoas ligadas a movimentos de sem terra de Ribeirão Preto. Além do delegado, participaram da ação os seguintes policiais civis: o carcereiro Cristiano Miguelassi, o escrivão Cleverson Lima, o investigador Rodrigo Cardoso, o investigador Carlos da Silva e o agente policial André da Silva. POLICIAIS CIVIS DESCOBREM “GANGUE DA VACA” Foto: Delegacia de Polícia de Brodowski Parte da equipe de policiais civis de Brodowski; a partir da esquerda: Carlos, Cardoso, Cristiano e Cleverson 02 Maio/2015

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JARDINÓPOLIS Grupo é acusado de roubar cargas e abastecer supermercados da região, entre eles, o de um dos integrantes da quadrilha, que também é investigada por homicídios Policiais civis de Jardinópolis, sob a supervisão do dr. José Augusto Franzini - que é delegado titular em Brodowski e está respondendo por Jardinópolis - desmantelaram uma quadrilha que vinha cometendo uma série de delitos, sobretudo praticar roubo de carga e revender as mercadorias no supermercado de dois dos integrantes do grupo e em supermercados de toda a região. Uma série de diligências realizadas pelos policiais civis resultou na prisão de cinco suspeitos de integrar o banco. As prisões ocorreram entre a noite de 08 de abril e a tarde de 10 de abril. A quadrilha começou a ser desmantelada na noite de 08 de abril, quando dois homens que fazem parte do grupo foram surpreendidos com um carro que havia sido furtado em Franca e estava com placas adulteradas. Eles estavam em um canavial e, ao serem presos em flagrante, admitiram que o veículo foi encomendado por um homem para praticar um homicídio na cidade de Ribeirão Preto, de um desafeto do grupo que residiria no bairro Quintino Facci II, zona norte da cidade. Em entrevista à imprensa, dr. Franzini explicou que, durante a ocorrência, os policiais civis obtiveram de uma testemunha a informação de que uma carga, de origem duvidosa estava na casa do suposto mandante do crime. Em nova diligência, os policiais encontraram cerca de 500 caixas de enlatados, além de uma espingarda. O rapaz foi preso em flagrante por posse ilegal de armas, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 5 mil. E foi a mesma testemunha que indicou haver mais armas em uma chácara, no distrito de Jurucê, em Jardinópolis. Antes, os policiais haviam encontrado armas enterradas no canavial onde o veículo foi encontrado. Na chácara, estava uma advogada, irmã de um suposto fornecedor de armas. A mulher disse ser colecionadora e apresentou documentos das armas. Contudo, os policiais civis encontraram duas armas com mira laser, de uso restrito do Exército e a mulher também foi detida. Supermercado Ao dar sequência ao trabalho de investigação, os policiais civis chegaram a dois supermercados, ambos pertencentes ao mesmo dono, o homem citado como suposto mandante de homicídio. No local, os policiais civis encontraram diversos alimentos vencidos, conservados em péssimas condições sanitárias e com preços muito abaixo dos praticados no mercado. Estes produtos não tiveram origem confirmada e são, segundo o dr. Franzini, frutos de roubo de carga. “É muita coisa que encontramos dentro do supermercado. Tudo provavelmente de origem ilícita, porque não tem nota fiscal ou procedência. As evidências levam a crer que os produtos sejam cargas roubadas”, disse dr. Franzini aos jornalistas. O filho do dono do supermercado, que na noite anterior havia sido preso mas acabou liberado após pagar fiança, foi novamente preso. De acordo com o delegado, ele é suspeito de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas, além de vender produtos impróprios para o consumo. O pai do rapaz preso duas vezes também acabou dedito no dia 10 de abril. Na ocasião, os policiais civis estiveram com integrantes da Vigilância Sanitária para recolher mais de uma tonelada de produtos do supermercado que estavam sem procedência. O homem foi preso por posse ilegal de munição e crime de relação de consumo. A padaria e a câmara fria do açougue foram interditadas. Havia muita mercadoria vencida, sem indicação de ingredientes ou conservadas em condições não apropriadas. Em nova diligência feita no sítio da família que é proprietária do supermercado localizado na Vila Reis, em Jardinópolis, uma ossada foi encontrada, mas segundo os policiais civis, não se trata aparentemente de um ser humano. O material, todavia, foi enviado à Polícia Científica para ser analisado. Homicídio Os policiais civis estão investigando a denúncia feita pelos dois funcionários do supermercado, presos com o carro que havia sido roubado em Franca, que de um homicídio tinha sido encomendado. Os policiais civis fizeram uma busca no sítio do empresário, pois havia suspeita de que lá pudesse haver outras ossadas, inclusive humana. “Viemos aqui pelo menos para analisar a área, mas ela é muito grande. Vai ser muito difícil averiguar a veracidade das informações. Será necessário trazer mais gente para fazer uma vistoria melhor na área. Esse sítio é do dono do supermercado e, segundo a testemunha, da pessoa que controlaria o crime organizado em Jardinópolis”, concluiu o dr. Franzini. POLICIAIS CIVIS DESMANTELAM QUADRILHA Foto: www.g1.globo.com Dr. Franzini, delegado responsável pelo caso, quer saber se dono de supermercado controla crime organizado em Jardinópolis Maio/2015 03

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EDITORIAL Estamos entrando no mês de maio, o quinto desde o início deste mandato do governado Geraldo Alckmin. E parece que, para ele, as coisas devem continuar como estão, independente da insatisfação que toma conta de todas as unidades policiais, em todo o Estado. Insatisfação não só por parte dos policiais civis, mas sobretudo da população. Talvez muitos não se recordem, mas convidamos Geraldo Alckmin para nos acompanhar em visita a algumas unidades da Polícia Civil em Ribeirão Preto. Foi no ano passado, quando ele estava em campanha por sua nova reeleição. Veio até um encontro político na Santa Casa - que por sinal continua à míngua, com graves problemas financeiros. Como bom político que é - o bom é por conta do jeito escorregadio de ser -, Alckmin sorriu, retribuiu o aperto de mão, mas se esquivou. Apenas disse que estaria providenciando o aumento de policiais civis, para suprir nossa desesperadora carência de recursos humanos. Muito bem. Desde então, tivemos algumas posses de policiais civis na Acadepol. Somadas, todas as posses não atenderiam todos os municípios do Estado, caso houvesse uma distribuição linear, do tipo um novo policial para cada cidade. Há algum tempo, o governo decidiu deixar até mesmo a transparência de lado e passou a tratar a questão dos recursos humanos como uma espécie de tabu para a Polícia Civil. O fato GUERRA é que, apesar de enaltecer a Segurança Pública do Estado, no próprio site do PSDB, partido político de Alckmin, é possível notar a situação de calamidade enfrentada pelos policiais civis e pela população que recorre às unidades policiais para prestar queixas de crimes nas quais foram vítimas - e acabam sendo vítimas de outro crime, este praticado pelo governo, o de omissão. Num documento publicado no site, que pode ser consultado através do link www.psdb.org.br/pesquisa-do-governo-federal-destaca-sao-paulo-na-seguranca/ , está escrito que o “grande” efetivo da Polícia Civil de São Paulo, a maior do Brasil, conta com 34.480 policiais civis em todas as carreiras. De acordo com o IBGE, o estado de São Paulo tinha, em 2014, população superior a 44 milhões de habitantes. Desta forma, temos segundo dados do próprio PSDB, um policial civil para cada 1.276 habitantes. Um absurdo. Há alguns meses, o Sinpol deflagrou guerra ao governador Geraldo Alckmin. Ele tem se esquivado da mídia, se exposto o mínimo possível, aproveitando-se do descontentamento popular crescente em relação ao governo Federal. Mas engana-se se pensa que a população aprova seu governo. Áreas como Segurança, Educação e Saúde estão sucateadas. São Paulo já deixou, há muito tempo, de ser a tal “locomotiva” da Nação, por conta dos altos impostos cobrados das indústrias e dos cidadãos em geral. Denúncias de escândalos OU DIÁLOGO? EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Marco Aurélio Scridelli Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. se sucedem. Portanto, cabe ao governador escolher o que melhor lhe for conveniente: guerra ou diálogo? O Sinpol tem tentado a toda forma o diálogo. Iniciamos uma ofensiva, uma guerra declarada ao senhor governador, por conta de não haver um posicionamento sério, concreto, oficial, em relação às nossas reivindicações, exaustivamente apresentadas aos seus delegados gerais e secretários nos últimos anos. Queremos aumento no quadro de policiais civis. Queremos ter recursos humanos com as mínimas condições de bem atender a população. Queremos uma Polícia Civil funcionando pelo povo e para o povo. Isso representa investimentos. Não somente em viaturas, que por sinal, têm sido feito. Mas também e sobretudo no número de policiais civis. Que os concursos tenham mais celeridade, que sejam contratados policiais civis em número realmente necessário, não a “conta-gotas”, como tem sido feito. E estamos sim, em guerra, perseguindo o governador. Onde ele estiver, em nossa região, estaremos presentes para confrontá-lo, para denunciar o descaso dele para com a população. A continuidade dessa estratégia pode culminar até com uma greve, pois a insatisfação é geral. Portanto, senhor governador, o senhor elenca o que lhe for mais conveniente: guerra ou diálogo? CÉLIOANTONIO SANTIAGO Vice-Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Falecimentos A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, os seguintes falecimentos: + Laércio de Souza Campos, irmão do desenhista pericial Licanor de Souza Campos, ocorrido em Jaboticabal, em 14 de abril de 2015; + Carlos Roberto Cardoso, investigador do 4º DP de Ribeirão Preto, ocorrido em 22 de abril de 2015; + Rubens Loyola Leite, investigador aposentado em Ribeirão Preto, ocorrido em 23 de abril de 2015. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Notas Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recémaposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Ação Judicial O departamento jurídico do Sinpol já está elaborando mandado de segurança contra a Instrução Conjunta UCRH/SPPREV nº 3, de 04/11/2014, publicado no DOE de 05/11/2014, que estabeleceu normas e diretrizes que muito prejudicam as aposentadorias dos policiais civis, por entender que não há amparo legal. O departamento entende que a referida instrução conjunta não está apenas instruindo os setores de pessoal de como se deve ser pautada a questão da aposentadoria, mas sim funcionando como legislação complementar, ao se basear em pareceres meramente consultivos da Procuradoria Geral do Estado e torná-los procedimento e normas a serem seguidas, dando status de Lei. A diretoria solicita aos associados que acompanhem a evolução deste tema pelo site do Sinpol. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em abril: - José Armando Fantini, carcereiro de 2ª Classe; - Deusdedit Barbosa dos Santos, carcereiro de Classe Especial; - José Paulo de Macedo, investigador de Classe Especial; - José Roberto Gonçalves da Silva, investigador de Classe Especial; - Luiz Elói Teixeira de Aguiar, escrivão de 2ª Classe; - Márcia Helena Silva de Amaral Gandini, escrivã de 2ª Classe; - Devanir Ferreira de Souza, carcereiro de 1ª Classe; - Reinaldo José Sanches, escrivão de 2ª Classe; - Sirlei Murari, carcereira de Classe Especial. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poder usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em abril os seguintes policiais civis: - André Luiz da Silva, agente policial; - Gislene Mateus de S. Volpin, escrivã; - Aparecida Imaculada C. Guizzelinni, carcereira; - Guilherme da Mata Souza, escrivão. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. 04 Maio/2015

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PERFIL Aposentado há um ano, o agente policial fala sobre sua carreira, seu início no respeitado DOPS, suas alegrias e decepções na Polícia Civil Natural de Água Comprida, no Triângulo Mineiro, José Benjamin de Souza foi, por muitos anos, um pequeno produtor rural em Miguelópolis, cidade onde foi criado. Depois de acumular prejuízos na safra durante três anos seguidos, decidiu aceitar o convite feito pelo amigo e então delegado, dr. Roberto Fernandes e prestou concurso para agente policial. Aprovado, ingressou em 1979 no hoje extinto DOPS (Departamento da Ordem Política e Social), antigo órgão da Polícia Civil que cuidava das infrações cometidas pelos oposicionistas ao regime militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. Para ele, com o fim da ditadura, a Polícia Civil começou a perder respeito e hoje considera uma Instituição em grandes dificuldades. “[A Polícia Civil] acabou! Não mudou, acabou. Quando entrei era a época da ditadura. Quando o governo de oposição tomou conta, o delegado nos chamou e disse que era para ‘baixar a bola’, porque a Polícia tinha acabado, não poderíamos fazer isso e aquilo e mais nada. Antes o próprio delegado assinava os mandados de busca e apreensão, podia-se recolher o indivíduo para investigação durante 12 dias sem autorização da Justiça. De lá para cá tiraram todo o poder que era a arma da Polícia. Pra piorar, ainda criaram o Estatuto do Menor, o que acabou por desmontar a Polícia. Hoje um marmanjo de 17 anos, maior que você, que trafica, vai preso e sai da delegacia antes do policial que o levou pra lá”, critica Benja, como é conhecido pelos colegas. Aos 68 anos, casado com Dorcília Cândida da Silva Souza, orgulha-se por não ter em sua ficha de trabalho nenhuma sindicância. E também ostenta orgulho pelos prêmios que amealhou durante sua longa carreira. Logo após a desativação do DOPS, Benja veio para Ribeirão Preto, onde se apresentou ao “eterno” delegado Regional, o já falecido dr. Renato Ribeiro Soares. Pouco tempo depois o delegado se aposentou e Benja lembra ter passado por vários setores. Passou por distritos e especializadas, como DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). Mas foi na Polícia Científica que trilhou grande parte de sua carreira na Instituição. Na DISE, Benja lembra de grandes trabalhos realizados sob o comando dos delegados da especializada, dr. Antonio Luiz Buranelli e dr. Cláudio José Ottoboni. Foi pela DISE que Benja chegou a receber um dos diplomas que mais se orgulha. “Foi das mãos do próprio Delegado Geral de Polícia, de policial do mês. A delegacia foi a que mais produziu no Estado e houve um trabalho para 250 quilos de maconha que estava em um rancho. Ficamos de campana na beira de um rio, no meio do mato, repleto de pernilongos, por alguns dias, esperando quem viesse comprar a droga. Num certo dia, apareceu um caminhão e um carro com mais 750 quilos de droga. Prendemos os envolvidos e apreendemos uma tonelada de maconha”, lembra com orgulho. As grandes decepções ficaram por conta de um ex-delegado Seccional de Ribeirão Preto, ainda na ativa, em outra região do Estado, e também por conta da falta de respeito, segundo Benja, do atual governador Geraldo Alckmin. Em relação ao delegado, o agente policial aposentado lamenta a perseguição que sofreu, sendo mudado de unidade em unidade, ficando pouco tempo em cada local. “O cara me jogou para tudo quanto foi lugar. A minha ficha atestava minha conduta. Quando esse delegado chegou aqui, já era Classe Especial e ele me colocou para fazer escolta em hospital”, revolta-se. Quanto ao governador, Benja se diz vítima de sua burocracia e descasp. “O governo do Estado tem dado a impressão de que quer acabar com a Polícia Civil. São Paulo é o único estado que não cumpre o que está na Constituição Federal. Aposentadoria especial chama-se Geraldo Alckmin e tive que esperar os 35 anos, sendo que ela teria que ser com 25 anos por conta da insalubridade e tive que trabalhar mais 10 anos e me aposentasr com quase 36, porque a burocracia é imensa”, dispara. Associado ao Sinpol ainda dos tempos da Apocirp, Benja fez questão de destacar tudo o que o sindicato oferece. Ele lembra que precisou marcar uma ressonância magnética no São Francisco e foi informado que iria demorar algumas semanas. “Liguei para o Eumauri, expliquei o caso e em três dias fiz o exame. O sindicato está sempre defendendo as pessoas. Agora seria a época do dissídio, o povo tem pedido mais policiais e o Sinpol está brigando por isso. Se não fosse o Sinpol, quem iria fazer isso?”, questiona Benja. Ele também destaca tudo o que foi construído pelo Sinpol. “Veja o nosso clube, a maravilha que é. Poucos clubes têm o que nós temos e foi construído pedra por pedra, porque o dinheiro que o Sinpol arrecada não é tão grande assim. E, mesmo assim, está fazendo uma nova sede, uma coisa maravilhosa, que está ficando linda. E vai melhorar o atendimento ao associado, tanto os daqui, quanto os que vierem de fora”, conclui Benja. JOSÉ BENJAMIN DE SOUZA Benja exibe com orgulho um dos diplomas que conquistou durante sua elogiada carreira Maio/2015 05

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R ADAR Pedregulho Policiais civis de São Paulo e Minas Gerais prenderam quatro homens acusados de participarem de uma organização criminosa no estado mineiro, o dia 06 de março. As detenções ocorreram em Pedregulho, na região da Delegacia Seccional de Franca. Os agentes investigavam a quadrilha que estaria planejando um roubo na cidade do interior de São Paulo e durante abordagem policial realizado em um veículo Corsa vermelho encontraram um revólver calibre 38, bem como pedaços de cordas, capuz, fitas adesivos que seriam utilizados no referido delito. Todos os objetos foram apreendidos e os quatro ocupantes do veículo capturados. Pesos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa, o quarteto foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca. O perigo morava ao lado... Policiais civis do 5º DP (Distrito Policial de Franca) estão à procura de um funileiro, de 37 anos, que residia no bairro Moreira Júnior, zona norte daquela cidade. Ele é suspeito de ter furtado a residência de uma mulher de 19 anos e de tentar estuprar uma operadora de telemarketing de 28 anos. Os dois crimes foram registrados em dezembro de 2014 e as duas vítimas seriam vizinhas do suspeito. Segundo o investigador Reginaldo Calil, o furto na casa da balconista teria ocorrido no dia 12 de dezembro. Ela chegou ao trabalho e encontrou o portão arrombado e seu quarto revirado. O ladrão levou dois notebooks. Porém, na fuga, ele esqueceu sua carteira de habilitação. ... e foi identificado Nesta época, policiais civis do 5º DP localizaram o funileiro, que negou o crime mas não soube explicar como seu documento foi parar na residência furtada. No final de março, o titular do 5º DP, dr. Helder Rodrigues, foi procurado por uma mulher que narrou ter sido rendida em sua casa, agredida e vítima de tentativa de estupro. O caso também ocorreu em dezembro, mas por medo, ela demorou para denunciar o agressor. Suspeitando deste outro caso, pela proximidade com o furto dos notebooks, o investigador Calil mostrou a carteira do funileiro encontrada no local do furto. Ela identificou seu ex-vizinho. Segundo Calil, ele fugiu e estaria escondido em Ribeirão Preto. Está respondendo por furto e é investigado por estupro na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca. Araraquara... Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araraquara esclareceram e prenderam os acusados pela morte do expolicial militar Valdir Pereira, de 44 anos, ocorrido no dia 28 de março, no Jardim Santa Rosa, periferia da cidade. Os policiais civis chegaram à conclusão de que a vítima foi morta pela ex-companheira e pelo enteado. Em entrevista à imprensa, o delegado Fernando Teixeira Bravo informou que ocorreu uma discussão que teria motivado o crime. “Pelo que apuramos durante a investigação, o Valdir queria que o rapaz saísse de casa e, após uma discussão entre eles em uma festa, a mulher pegou uma faca e desferiu quatro golpes na vítima”, informou o delegado. ...tem 100% de homicídios esclarecidos Mesmo ferido, os policiais civis apuraram que Valdir tentou fugir, mas acabou sendo barrado pelo enteado, que utilizando-se de um capacete, desferiu vários golpes em sua cabeça. Ele caiu morto na calçada e, apesar da rua estar bastante movimentada, ninguém assumiu ter visto qualquer coisa relacionada ao crime. A vítima era ex-policial militar e ex-presidiário. A arma do crime não foi encontrada. Assim que o caso foi elucidado, mãe e filho desapareceram. Eles foram detidos quando prestavam depoimento sobre o crime, sem saber que havia contra eles mandado de prisão. Todos os homicídios registrados em Araraquara, durante 2015, foram esclarecidos. Franca Os investigadores da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Franca apreenderam, na noite de 08 de abril, 153 metros de couro que haviam sido furtados de uma indústria de calçados no Distrito Industrial. Uma denúncia anônima levou os policiais até o sapateiro WFC, 52 anos, suspeito de participar do furto do produto. Ele teria indicado aos investigadores o nome do receptador, o empresário CMA, 44 anos, que teria comprado o couro e guardado dentro de uma Fiorino, em uma fábrica de calçados no Jardim Palma. O receptador estava saindo com a mercadoria, quando foi abordado pelos policiais e não soube explicar a origem do material. Após uma busca no interior da empresa, os investigadores encontraram também porções de cocaína, oito cartelas de estimulantes sexuais, que o suspeito afirmou serem para consumo próprio. Foto: Divulgação Recursos humanos Durante reunião mensal da Comissão Permanente de Segurança Pública da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, o deputado estadual Welson Gasparini, que é do mesmo partido do governador Geraldo Alckmin, solidarizou-se com os policiais civis. A reunião foi realizada no dia 13 de abril e também contou com a presença do presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, e dos diretores do sindicato, Célio Antonio Santiago e Fátima Aparecida Silva. Segundo Eumauri, Gasparini admitiu a falta de recursos humanos para a Polícia Civil e se comprometeu a lutar por essa situação. Ele foi procurado pelo Sinpol em março, onde recebeu a pauta de reivindicações da categoria, incluindo a falta de recursos humanos. Reginaldo Calil, investigador do 5º DP de Franca, identificou suspeito de furto e de tentativa de estupro 06 Maio/2015

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M UDANÇAS DDM, 2º DP e Delegacia do Idoso, todas de Ribeirão Preto, estão atendendo em novos endereços neste início de 2015 Procurando adequar as unidades policiais em Ribeirão Preto, três delegacias estão atendendo em novo endereço, desde o mês de abril. As mudanças começaram no dia 30 de março e, em abril, o 2º DP (Distrito Policial), a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e a DDI-A (Delegacia de Defesa do Idoso e meio Ambiente) estão com novas sedes. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, essas mudanças ocorrem por dois motivos. “Primeiro porque muitos DPs e especializadas estão em prédios considerados inadequados para receberem uma unidade da Polícia Civil. São prédios alugados, sem a infraestrutura necessária para o funcionamento. Muitas vezes funciona improvisadamente. Quem não se lembra, por exemplo, do 3º DP, que funcionava num galpão próprio para um supermercado, com divisórias de madeira. Ficou assim muito tempo. Agora está em uma casa adaptada. O outro motivo é que o governo não investe em sedes próprias, devidamente planejadas para a atividade de Polícia Judiciária, como vem ocorrendo na Capital. Lá, as delegacias são padronizadas”, observa Eumauri. A DDM, que funcionava num imóvel localizado na Rua Piracicaba, próximo ao complexo da Cava do Bosque, mudou-se para o final da Avenida Costábile Romano, número 3230, próximo ao Novo Shopping. “Nosso delegado Seccional [dr. Marcus Lacerda] nos deu total liberdade para procurarmos um imóvel que fosse mais adequado ao trabalho que realizamos na DDM. Encontramos este imóvel onde estamos agora. Pudemos oferecer mais privacidade às pessoas que nos procuram, porque contamos com sala de espera. Para os funcionários também foi possível obter melhores condições de trabalho com o novo imóvel”, disse a titular da DDM, dra. Luciana Camargo Renesto Ruivo. O imóvel conta com um ponto de ônibus urbano bem na porta e, com a proximidade do Novo Shopping, conta também com a unidade do Poupatempo a poucos metros de distância, o que agiliza atendimento nas duas unidades. Para a nova sede da DDM também foi acomodada a DDI-A, em prédio próximo ao 2º DP, no bairro dos Campos Elíseos. Casa funcional O 2º DP, que estava funcionando em uma residência na Rua Luiz Barreto, passou a ocupar a antiga sede da DDM, no Jardim Mosteiro. Já na nova sede, à Rua Piracicaba, 207, o titular do 2º DP, dr. Antonio Sérgio Pereira, definiu o imóvel como uma casa funcional. “A nossa delegacia Seccional tem dado total apoio a todas as necessidades do 2º DP e, neste imóvel, pudemos distribuir os cartórios, a sala de investigações e salas de delegados de uma forma bastante funcional. A mudança agradou a todos, inclusive aos próprios funcionários, pois trata-se de uma rua mais tranquila, com mais facilidade para estacionamento. Acreditamos que, para o 2º DP, o prédio representa uma grande melhora”, definiu o dr. Pereira. Na opinião de Eumauri, as mudanças podem ser consideradas boas, mas ainda há um grande problema para ser resolvido. “Faltam recursos humanos. Faltam policiais civis em todas as carreiras e em todas as unidades. Não cansamos de bater nessa tecla, porque o governo demonstra total insensibilidade em relação a essa questão. Se a delegacia tiver policial civil em número suficiente para bem atender a população, ninguém vai ligar se está localizada neste prédio ou naquele. É claro que não adianta um imóvel pequeno para abrigar muitos policiais. Mas não é essa a questão. Faltam muitos policiais civis, não só nessas três unidades que mudaram de endereço”, dispara Eumauri. Descontentamento No bairro dos Campos Elíseos, em dois anos essa foi a segunda mudança significativa em unidades da Polícia Civil. Em 18 de fevereiro de 2013, por determinação da SSP, atendendo às adequações da Reengenharia, foi fechado o 2º Plantão Policial, que funcionava na Praça Santo Antonio havia muitas décadas. Criou-se o Plantão Permanente no prédio anexo ao 1º DP, no Centro. Agora o DP sai definitivamente do bairro dos Campos Elíseos, zona norte da cidade. Para os moradores, isso não agradou. “Quando fecharam a delegacia [Plantão] aqui na praça, a coisa começou a piorar no bairro. Vieram muitos malandros e ainda tem o pessoal da Cetrem [Centro de Triagem e Encaminhamento de Mendigo], que fica vagando pelo bairro. Agora tiraram a delegacia. Desse jeito o bairro vai virar terra de ninguém. Se com Polícia já não respeitam, imagina sem”, reclamou o taxista Henrique Gouveia. Eumauri concorda que ficou uma situação estranha nessa mudança. “O 2º DP foi parar praticamente na área do 8º DP. Ficou meio esquisito”, concluiu o presidente do Sinpol. Policiais civis da DDM em frente ao prédio onde funcionam a Delegacia de Defesa da Mulher e a DDI-A de Ribeirão Preto DE CASA NOVA Atual sede do 2º DP de Ribeirão Preto Maio/2015 07

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JURÍDICO Além de vitórias em reversão de aposentadoria e aposentadoria com direito a paridade e integralidade, Sinpol ganha ação obrigando poder público a fornecer medicamento a associada As vitórias do departamento jurídico do Sinpol, como de costume, continuam crescendo a cada mês. Mas o sindicato também tem obtido sucesso em outros âmbitos, garantindo, inclusive, importantes conquistas sociais para seus associados. No dia 17 de abril de 2015, o Juiz de Direito da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, dr. Paulo César Gentile, deu ganho de causa a uma ação movida pelo jurídico do Sinpol em favor da associada Maria Helena Abrão de Castro. Ela ingressou com a ação solicitando o fornecimento gratuito do medicamento “Ranibizumabe”, argumentando que não teria condições financeiras de custear tal medicamento, necessário para não perder a visão. Em seu despacho, dr. Gentile foi contundente. “Por todo o exposto, julgo procedente o pedido, em conformidade com o artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, para o fim de tornar definitiva a tutela antecipada deferida (fls. 64) e condenar as rés [Fazenda Pública do Município de Ribeirão Preto e Fazenda Pública do Estado de São Paulo], solidariamente, a fornecer o medicamento ali descrito, nas quantidades prescritas e pelo tempo necessário, a critério médico e de forma gratuita”. “Foi uma importante vitória. A associada nos procurou, dizendo que teria que tomar um medicamento vital para manter sua visão, mas não tinha como arcar com o custo de tal medicamento. Encaminhamos o caso para o dr. Ibelli que, brilhantemente, conseguiu mais essa vitória, obrigando a Fazenda da Prefeitura de Ribeirão Preto e do Estado de São Paulo a fornecer o medicamento de forma gratuita, pelo tempo que for necessário para o tratamento médico”, comemora Eumauri. No caso da associada do Sinpol, o jurídico já havia ganhado a liminar e, no dia 17 de abril, o juiz confirmou a sentença. Aposentadorias Na frente em que vem colecionando as vitórias vão se avolumando a cada mês, envolvendo a questão da aposentadoria especial, o Jurídico continua comemorando novas conquistas para os associados do Sinpol. No mês de abril, o investigador de Batatais, José Antonio dos Santos, conquistou uma importante vitória. Ele havia ingressado com ação pleiteando mandado de segurança que lhe garantisse aposentadoria especial, com paridade e integralidade, já que preenchia todos os requisitos para esse fim. Contudo, foi derrotado em primeira instância. O jurídico do Sinpol recorreu e obteve importante vitória em segunda instância. A sentença foi objetiva: “Acordam, em 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: ‘Deram provimento ao recurso. V.U.’, de conformidade com o voto do relator, que integra este acórdão”. Desta forma, a vitória é definitiva, uma vez que foi emitido o acórdão da sentença. Em outro caso, o jurídico do Sinpol obteve reversão de aposentadoria em favor do investigador de Boa Esperança do Sul, Sérgio Luís dos Santos. Ele havia se aposentado pela LEC (Lei Estadual Complementar) 1062/2008. Com a ação ordinária de reversão da aposentadoria, o Sinpol obteve a reversão pela LCF (Lei Complementar Federal) 51/1985, garantindo assim o direito à paridade e integralidade. O jurídico obteve a vitória em primeira instância. O governo do Estado recorreu. O juiz determinou o início da aplicação dos juros. O governo entrou com os embargos, que foram rejeitados, garantindo assim ao policial civil Sérgio Luís dos Santos, o direito à reversão da aposentadoria. “Estamos sempre atentos ao andamento das ações. Por isso é sempre importante que o associado procure o sindicato para buscar orientações. Se a questão for aposentadoria, aceitar o que impõe o governo pode representar uma perda significativa”, conclui o advogado Ricardo Ibelli, que integra o jurídico do Sinpol. Desvio de função O Sinpol venceu, recentemente, outra ação de desvio de função. Segundo os advogados Adauto Fernando Casanova e Reginaldo Fernandes Carvalho, a carcereira Elba Cristina Santiago de Oliveira, que vinha atuando como escrivã de Polícia, teve sentença favorável na ação de desvio de função. “Julgo procedente o pedido formulado por Elba Cristina Santiago de Oliveira, para reconhecer e declarar o desvio de função na forma da presente fundamentação e, por isso, condenar a Fazenda Pública do Estado de São Paulo ao pagamento de diferenças salariais dos últimos cinco anos, contados da propositura da ação, e assim respeitada a prescrição quinquenal, entre os cargos de carcereiro policial de 3ª Classe e escrivão de Polícia, tudo devendo ser atualizadas as verbas desde a época em que devidas e acrescidas de juros de mora”, sentenciou o juiz do caso. AMPLIANDO VITÓRIAS E HORIZONTES Eumauri e Ibelli estão sempre discutindo novas ações buscando sempre garantir direitos e conquistas para os associados 08 Maio/2015

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SINDICALISMO Principal assunto tratado neste encontro foi a bonificação por produtividade, que não tem sido pago a muitos policiais civis Após alguns contatos com a chefia de gabinete da DGP (Delegacia Geral de Polícia), o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, conseguiu finalmente agendar uma reunião de trabalho para resolver algumas pendências que haviam ficado de ser sanadas o mais rápido possível no último encontro entre dirigentes sindicais dos policiais civis e o dr. Youssef Abou Chahin. O encontro foi realizado no dia 16 de abril, na SSP (Secretaria da Segurança Pública) com o próprio DGP, além de Eumauri e a diretora do Sinpol, Fátima Aparecida Silva. Também participaram o presidente da Feipol/SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste), Aparecido Lima, o Kiko e o presidente da IPA (International Police Association), Jarin Lopes da Roseira. Durante o encontro, o presidente do Sinpol fez questão de pedir apoio ao DGP na questão envolvendo os recursos humanos. “O delegado geral sempre se mostrou atento a essa questão, mesmo ele sendo da Capital, onde não há tanta carência assim. Então aproveitamos para expor, mais uma vez, a situação dramática que enfrentamos no interior, onde faltam muitos policiais para todas as carreiras. Sobretudo escrivães, investigadores e delegados, para prestarmos um serviço minimamente digno para a população, que é quem considero nossos verdadeiros patrões. Afinal, o governo é sempre transitório. O patrão é mesmo a população”, lembrou Eumauri. O principal assunto a ser tratado, todavia, foi a questão envolvendo o pagamento do bônus por produtividade na redução da criminalidade. “Esse bônus tem causado insatisfação entre os policiais civis. Ele não é pago indistintamente a todos os policiais civis. Os carcereiros, por exemplo, que estão em exercício de função da cadeia, não são incluídos. Peguemos, por exemplo, aqueles que trabalham na Cadeia Guanabara, em Franca. Não recebem. Além deles, policiais civis de outras unidades também ficam de fora. São os casos dos policiais civis que atuam na DIJU [Delegacia da Infância e Juventude], DDI-A [Delegacia de Defesa do Idoso e meio Ambiente]”, destacou Eumauri durante o encontro. Segundo o presidente do Sinpol, havia uma inforamação de que foi criada uma comissão efetiva para sanar a distribuição e o índice de meta referente à bonificação, assim como a inclusão e a exclusão do prêmio. Essa informação foi confirmada pelo dr. Youssef, durante encontro na SSP. Depois de reunidos com o DGP, Eumauri e os demais sindicalistas reuniram-se com Valdir Assef Júnior, responsável pelo Setor de Bonificação da DGP. O objetivo da conversa foi obter maiores informações a respeito do bônus. Assef Júnior explicou aos sindicalistas que, quanto ao pagamento do bônus, é instalada uma comissão e seus representantes, dentre eles o delegado que atua na DGP, dr. Renato Topan, determinam o índice de meta, o valor e a distribuição do prênio. Procurando demonstrar transparência nesta questão e evidenciando a necessidade de se corrigir eventuais distorções, Assef Júnior forneceu aos presentes um e-mail que está pronto a receber sugestões, informações, e prestar maiores esclarecimentos. Trata-se do e-mail sistemademetas@sp.com.br . Após a reunião, Eumauri considerou que a questão caminha para uma solução rápida e que atenda a todos os policiais civis. “O Sinpol luta por todas as categorias, indistintamente. E se estiver havendo algum problema, que prejudique alguma carreira ou algum policial civil, seja ele de que unidade for, estaremos lutando para que isso seja ajustado de forma satisfatória para nossa categoria. Nosso objetivo agora é formalizar um pedido junto ao Deinter-3 [Departamento de Polícia Judiciária do Interior], para que interceda junto à DGP em relação ao bônus”, disse Eumauri. O ofício, que será encaminhado ao dr. João Osinski Júnior, diretor do Deinter-3, que coordena a Polícia Civil em 93 cidades da região, vai tratar especificamente dos problemas de policiais civis da região que enfrentam o problema em relação ao não recebimento do bônus por produtividade policial civil. São aqueles que atuam na DIJU, Delegacia do Idoso e dos Animais e também os carcereiros da Cadeia Pública Guanabara, em Franca, que é uma das poucas no Estado sob a supervisão da SSP. As demais estão sob a supervisão da SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários). “Faremos quantas reuniões forem necessárias, até que essa questão seja resolvida”, concluiu Eumauri. SINPOL E FEIPOL/SE REÚNEM-SE COM DGP Em dois momentos, durante encontro na DGP: com o Delegado Geral, dr. Youssef... Fotos: Sinpol ... e com Assef Júnior, responsável pelo setor de bonificação: sindicalistas pediram justiça urgente no pagamento do bônus de produtividade Maio/2015 09

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NOVA SEDE As obras para a construção da futura sede social do Sinpol estão entrando em sua fase final, prestes a iniciar a contagem regressiva até que a mudança seja realizada. Segundo o presidente do sindicato, Eumauri Lúcio da Mata, as obras estão sendo feitas com planejamento e gradativamente, para que seja possível administrar os gastos com o novo imóvel. O prédio foi projetado para proporcionar conforto não somente aos policiais civis da cidade, como de toda a região que necessitem recorrer ao sindicato por qualquer motivo. Contará com um grande e estruturado salão de festas e terá salas para abrigar todos os departamentos e auditório para eventos e cursos de aprimoramento profissional que poderão ser realizados nas dependências do Sinpol. Recentemente, o Delegado Geral de Polícia, dr. Youssef Abou Chahin, visitou as obras, acompanhado de Eumauri e dos diretores Célio, Júlio e Fátima. Ele ficou impressionado AS OBRAS PROSSEGUEM com a qualidade da edificação e elogiou a atuação do Sinpol, destacando mais esta importante conquista do sindicato e dos associados. O prédio está sendo edificado na Avenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a Rua Pedro Pegoraro, que é uma travessa da Av. Leão XIII, na Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m². Eumauri convida todos os associados que tenham interesse em visitar as obras e conhecer como será a nova sede social do sindicato. Os custos da obra também estão à disposição de todos os interessados, com total transparência. Uma comissão de associados foi formada para acompanhar passo a passo o que é investido no local. As obras foram iniciadas no dia 06 de março de 2012. Acompanhe nas fotos a evolução recente da obra. 10 Maio/2015

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FRANCA Priorizando trabalho de investigação e mapeando locais onde delitos foram praticados, equipe da Polícia Civil chegou a acusado que confessou 11 ocorrências Os investigadores do 3º DP (Distrito Policial) de Franca, Ademar, Diego, Káuzio e Rogério, coordenados pelo dr. Leopoldo Gomes Novais, conseguiram esclarecer 11 crimes praticados na zona leste de Franca, região onde está instalado o DP. Entre os crimes, a maioria furtos e roubos, há um onde uma senhora de 81 anos teria sido violentada e forçada à prática de sexo oral com o assaltante. Os crimes foram praticados entre maio de 2014 e março deste ano. Em entrevista à imprensa, o dr. Leopoldo revelou que a prioridade foi o trabalho de investigação. Ele contou que foi feito um levantamento minucioso, inclusive contando com o mapeamento dos locais onde o assaltante agia, até chegar ao autor dos casos que deixaram a região em clima de muita insegurança. Dr. Leopoldo disse que o homem, de 21 anos, que confessou ter cometido os 11 roubos, normalmente entrava na casa das vítimas de madrugada, na maioria das vezes levando dinheiro e objetos de valor sem sequer acordar os moradores. O caso mais grave e que chocou a população da região ocorreu em março deste ano. Durante a madrugada, uma idosa de 81 anos, residente à Rua Macapá, periferia da cidade, acordou de madrugada com barulhos em sua casa, vindos da cozinha. Ao se levantar para ver o que acontecia, foi surpreendida por um homem jovem, negro, que portava uma lanterna. Quando percebeu que a idosa havia levantado, o homem investiu com violência, simulando estar armado. Passou a ofendê-la e exigiu dinheiro. A idosa tinha apenas R$ 15 em sua casa e entregou a quantia para seu algoz. Não satisfeito, o homem tentou despir a idosa. Sem conseguir, ele passou a acariciar seu corpo, inclusive no órgão digital. Depois obrigoua a praticar sexo oral nele. Depois da tortura sexual, o homem deixou a casa. Foi quando a idosa tentou acender a luz e percebeu que ele havia desligado o relógio de energia elétrica. Diante das evidências, os policiais civis do 3º DP concluíram que o homem conhecia a rotina de suas vítimas, sempre escolhendo o momento propício para ingressar na residência. Graças a uma denúncia anônima, a equipe do dr. Leopoldo passou a considerar um possível autor dos delitos praticados e solicitou um mandado de busca e apreensão. O mandado foi cumprido no dia 07 de abril. Na residência do suspeito, os policiais civis encontraram diversos objetos que devem pertencer às vítimas dos furtos e roubos. Diante das evidências, ele resolveu colaborar com os policiais civis e assumiu a autoria de 11 crimes praticados naquela área. Em relatório, o delegado citou quais crimes ele vai responder. “São dez crimes de furtos, simples e qualificados, além do delito de roubo seguido de estupro, este último de natureza hedionda”, informou o dr. Leopoldo. O homem indicou aos policiais civis todas as casas que havia praticado os crimes. “Ele relatou que monitorava as vítimas, sendo que nas madrugadas, chegava nas residências e verificava que os portões sociais e/ou mesmo de correr estavam fechados, mas não trancados, ou seja, os proprietários se esqueciam de ‘passar as chaves’, facilitando assim o ingresso nos locais. Em seguida, com as vítimas dormindo ou mesmo com as casas sem ocupantes, o infrator subtraia objetos eletrônicos e dinheiro. Ao deixar o sítio dos eventos, vendia os objetos e gastava o monetário com baladas, bebidas e bens de consumo para a família”, listou o delegado no relatório. Ele foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória), onde vai ficar à disposição da Justiça. Dr. Leopoldo acredita que, nas onze ações praticadas, o rapaz tenha furtado ou roubado mais de R$ 4 mil em dinheiro. Falsa comunicação No dia 08 de abril, W.I.V., ao ser socorrido na Santa Casa de Franca, disse ter sido vítima de um motociclista que, na rua, disparou em sua direção, atingindo-o na perna esquerda, região do quadril. O Setor de Investigações do 3º DP iniciou as investigações e descobriu que a denúncia havia sido fraudulenta. A suposta vítima, na companhia de três comparsas, teria sido atingida por descuido por um dos integrantes do bando, enquanto planejavam roubos que iriam praticar. Dr. Leopoldo solicitou mandados de busca e apreensão e policiais civis do DP foram até uma residência onde apreenderam um revólver calibre 22, uma arma de pressão e uma porção de maconha. W. acabou confessando a falsa denúncia feita para preservar os suspeitos. O grupo será acusado de tráfico de drogas e a equipe do 3º DP quer identificar assaltos praticados pelos suspeitos. As denúncias podem ser feitas através do telefone (16) 3722-2520. Foto: www.gcn.net.br 3º DP ELUCIDA SÉRIE DE CRIMES Dr. Leopoldo, titular do 5º DP de Franca, coordenou equipe responsável por identificar e prender homem que, além de praticar furtos, teria estuprado idosa de 81 anos Maio/2015 11

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em junho! EM ALGUM MEMÓRIA LUGAR DO PASSADO 10 João Roberto Pedro 1 Cláudia Silva Vieira Alexandre Jorge Daur Filho Cleusa Palombo Navajas 12 Samuel Duarte Martins Angela Maria Pastori Otávio Franco Aparecida de Freitas Queiroz Carlos Henrique Guilhermiti Nelson Benito Júnior Pires João Luiz Lacruz Nilton Cesar Curt Marcos Antonio Ferreira 2 Jarim Lopes Roseira Magali Martins da Rocha José Antonio Floriano 13 22 Odair Gaspar Milton Antonio Bernardo João Jacinto do Amaral Paulo Roberto de Souza Júlio César Fabbri Eliane Ap. Ferreira da Silva Sandro Aparecido Bonádio Antonio Luís Carossi Endrigo Rodrigues de Sá Clério Aparecido Teixeira Renato da Silva Bueno Nasser Mamed Saleh Leandro Carlos dos Santos 14 23 3 Maria Aparecida Goulart José Luis Juns Louzada Carlos Augusto Miura 15 24 José Luís Cremasco Diego Rodrigo Anaia João Carlos Alves Carlos Dionino Augusti Sílvio Luís Passagem João Batista do Nascimento Antonio Carlos Arrighi Luís César Machado João Carlos de Menezes Mayumi Tobace Marcelo Pereira da Silva Ricardo Fernandes Vieira 4 16 25 Benedito Celso Pinheiro de Fernando Tadeu Diniz Centurion Rosangela Fátima dos Santos Quadros Jorge Abdo Chedid João Reinaldo de Souza Henrique Ap. Gonçalves Aguilar 17 Sandro Lemes Araújo Lopes Maria do Amparo Faria 26 Cristiana Martins dos Reis Além da competência, a união entre os policiais civis sempre foi fundamental na Tereza Raquel Merlino Sebastião Flauzino Ferreira Bernardo elucidação de crimes cometidos sem que seus autores deixassem muitas evidências. E Constantino Júnior Solange de Oliveira essa união sempre prevaleceu entre os policiais civis da região de Ribeirão Preto. Como 18 Isabel Aparecida Ribeiro Luiz Eloi Teixeira de Aguiar na foto acima. Corria a década de 1970 e, a partir da esquerda, o fotógrafo pericial Lázaro Jair Fernandes João Murakami Joseane Ap. Polegatto de Roberto Bettini; o saudoso perito criminal Gil Vicenti da Silva Parisi e o investigador, José Roberto Pereira II Edmir Valera Moraes Ronaldo Dutra Sheyla Pimentel Alvim Perone atual vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, estavam em Sales Oliveira para Josias Martins dos Santos Ivanize Alexandra de Aguiar Luciano Porfírio da Silva Filho realização de um minucioso trabalho. A foto entrou para a posteridade, mostrando a Carina Bianca Cesca José Gobetti Júnior 5 união da categoria, um exemplo de como trabalhar em equipe. 19 27 Carlos Donizeti Nogueira Ida Lúcia Nunes Marco Antonio Bianchi Carmen Lúcia Borguini José Henrique Ventura Leila de Paula Rodrigues Denize Aparecida da Silva Mônica Maria Santos Rocha José Américo Marchezi O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens Moraes Borges 6 relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que Fernando Scafi Nogueira Pedro Cesar Almeida Santos Neusa Aparecida Pian da Mata tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Heliton Silva Amaral 28 7 Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, Paulo Henrique Martins de Ilza Maria Vieira Jaime Gilberto Rosa eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças Castro Maria José Gotardo Bartolomeu Antonio Gilberto de Aguiar que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em 20 Pedro Venâncio Duarte Abrahão Guevara Weigert Cleto colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Jarlete Froes de Aguillar Galli Jacira Othon Teixeira Fumagali Antonio Benedito Ferreira Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612-9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail Odacir Cesário da Silva Edmar Antonio Piovani Valéria da Silva Pereira sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus Antonio Carlos Martins Iara Sales Oliveira proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e 29 8 Ailton Gomes dos Santos no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). Roberto Tomasella Monteiro Nélio Rezende Cardoso Marcos Leandro Antonio Márcio Antonio Sabain Carlos Cesar Costa Adalberto Gonini Junior 30 Cristina Elena Lopes da Cunha Florentina Fernandez Munari Geraldo de Paula e Silva Nogueira João de Souza Lima Maria Aurea Birches Lopes 9 21 Sales Marcos Antonio Celso Correa de Moura Sonia Maria Aparecida Minto Júlio César Malaspina Carlos Amir Pessoa João Pedro de Andrade Milton Antonio Ribeiro Walter Dias Cloves Rodrigues da Costa Eber Donizeti Barbosa José Carlos Damasceno Edgard Meirelles de Siqueira Aparecido Donizeti da Silva Lucas Renato Luchetti DO FUNDO DO BAÚ O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. 12 Maio/2015

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HISTÓRIA A recém criada Ribeirão Preto tinha histórico de violência, combatida pelos primeiros delegados que se têm notícia na região Apesar de ainda não existir oficialmente, a Polícia Civil se fez representada nos primórdios da colonização da região de Ribeirão Preto através de delegados, que eram nomeados pelo Presidente da Província de São Paulo, ainda no tempo da Monarquia. Na segunda metade do século XIX, o café já dava sinais de sua força e, com a autonomia política em Ribeirão Preto, os fazendeiros mais abastados assumiram o controle do poder municipal desde que foram eleitos os primeiros vereadores para a Câmara, em 1874, de acordo com o estudo acadêmico “A vida turbulenta na Capital D’Oeste: Ribeirão Preto, 1880-1920”, de autoria de Janes Jorge. De acordo com o autor, na disputa pelo controle político daqueles tempos episódios violentos acabaram ocorrendo. Como o registrado nas eleições provinciais, em 03 de outubro de 1876, quando uma urna foi roubada e uma pessoa foi morta. Foi quando entrou em ação o primeiro delegado de Polícia que se tem notícia na região. Gaspar Ribeiro de Almeida Barros, delegado de Ribeirão Preto, noticiou ao presidente da Província: “Bernardo Alves Pereira, vereador da Câmara, sujeito mais rico do lugar e que anda cercado de capangas (...) de muita influência entre certa gente do lugar que sujeitam-se a seu mando para qualquer coisa que ele lhes ordene é conhecido como mandante de outros assassinados. É como aqui lhe chamam manda-chuva; é o chefe do Partido Liberal dessas terras”. Porém o crime não deu em nada e, pouco tempo depois, noticiou-se a primeira morte de um delegado na história de Ribeirão Preto. Em 1883, o então delegado de Ribeirão Preto, Miguel Soares Leite, nomeado pelo governo liberal, foi brutalmente assassinado. O delegado que matou Dioguinho No mesmo estudo, é abordada a trajetória de um criminoso que marcou época. Diogo da Rocha Figueira, mais conhecido como Dioguinho, “o bandido dos punhos de renda”, aterrorizava os poderosos fazendeiros em todo o interior da Província de São Paulo. Justamente ele, que sempre trabalhou em “favor” dos fazendeiros. Diziam que ele tinha o corpo fechado, rezando todas as noites pelo livro de orações “horas marianas” e que possuía um longo cordão, no qual amarrava as orelhas cortadas de suas vítimas, utilizando-o como um rosário. O homem intimidava a elite da região, fazendo com que, em 1897, já sob os tempos da República, o presidente da Província destacasse o 4º delegado auxiliar, Antonio de Godói Moreira e Costa, com plenos poderes para capturar o aterrorizante criminoso, que frequentava as páginas policiais dos jornais do Estado. Pois Dioguinho foi morto naquele mesmo ano, ao lado do irmão, em uma emboscada policial à beira do Rio Mogi Guaçu, na divisa das comarcas de São Simão e São Carlos. O delegado Godói e sua equipe haviam desentocado o bandido de vários esconderijos após processar e intimidar fazendeiros, comerciantes e autoridades que davam apoio a Dioguinho. O delegado Godói marcou época. Seu nome e seus feitos seriam lembrados tempos depois, pois não eliminou apenas Dioguinho, mas também muitos outros criminosos que agiam na região. O mais famoso O delegado mais conhecido em Ribeirão Preto, entre os anos de 1905 e 1915 foi Joaquim Mamede da Silva. Doutor Mamede, como era tratado pela imprensa, impunha respeito aos meliantes. Enfrentou as mais diversas situações. Numa delas, em 1915, o delegado baixou uma lei em que soldados de Minas Gerais que pernoitassem em Ribeirão Preto, por medida preventiva, eram obrigados a deixar suas armas no quartel da cidade. Isso ocorreu porque tempos antes, numa tarde de domingo, um grupo de soldados mineiros tentou assistir a uma matinê no Theatro Politeama sem pagar ingressos e foram barrados. Indignados, voltaram para o hotel onde estavam hospedados, apanharam suas armas e começaram a dar tiros em plena rua da estação, a Rua General Osório. Comandados pelo dr. Mamede, a Polícia da época interviu, com o apoio de moradores e travou-se um intenso tiroteio, que só terminou com a rendição dos mineiros. No estudo “O discurso sobre a menoridade nos processos do judiciário em Ribeirão Preto durante a República Velha (1903-1927)”, do Departamento de Psicologia e Educação da FFCLRP da USP, de autoria de Cíntia Regina Czysz de Castro, supervisionada pelo prof. dr. Sérgio César da Fonseca, é revelado que em 1910 o dr. Mamede da Silva determinou que, para mendigar em Ribeirão Preto, era necessário fazer um cadastramento na Polícia e retirar uma placa de “mendigo”. Os mendigos que não tivessem essa placa eram presos acusados de vadiar, viver nas ruas, de alcoolismo ou prostituição. Com o dr. Mamede foram autuados os primeiros motoristas infratores. Também roubos de grande vulto foram esclarecidos, da mesma forma como os populares “ladrões de galinhas” eram presos. E não era apenas a função de delegado. Os casais apaixonados, que fugiam da casa dos pais para viver em “desconformidade” da Lei, eram levados à presença do dr. Mamede, que fazia as vezes de Juiz de Paz, casando os pombinhos. Em 1915, dr. Mamede foi nomeado Juiz de Direito e foi trabalhar na cidade de Piedade. Mas marcou a história de Ribeirão Preto, como um dos mais conhecidos policiais civis no início do século XX. Reprodução: www.ivenihermes.com OS PRIMEIROS POLICIAIS CIVIS Maio/2015 13

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TÚNEL DO TEMPO Há quase 20 anos o problema enfrentado pelos policiais civis era o mesmo que atualmente: descaso do governo do Estado Com a manchete “Proposta do governador decepciona categoria”, a edição de número 23 do Jornal do Sinpol, que circulou em agosto de 1997 estampava um sentimento que é vivido nos dias atuais pelos policiais civis. Depois de dois anos de intensa negociação, finalmente o então governador Mário Covas, do PSDB, anunciou um reajuste. O índice, porém, foi refeitado pela maioria absoluta dos sindicalistas, reunidos em assembleia em São Paulo. Foram diversas reuniões com a equipe de Covas. O Sinpol participou de todas elas, sempre destacando o descaso com o qual os sindicalistas eram tratados. O movimento foi se intensificando e, nos meses de junho e julho, depois de recorrer a deputados estaduais e autoridades diversas, Covas finalmente voltou a negociar com os policiais civis. Também houve muitas reuniões com o então titular da SSP (Secretaria da Segurança Pública), dr. José Afonso da Silva. Até que, no dia 09 de julho de 1997, um feriado chuvoso na capital do Estado, Covas reuniu-se com representantes dos policiais civis e militares, entre eles, o então e atual presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Todos saíram esperançosos com os rumos que poderiam ser tomados após o encontro com o governador. Na reunião, Covas garantiu que daria um reajuste, embora não tivesse condições de atender ao índice esperado pelos policiais civis, que era de 88,68% para todas as carreiras. Poucos dias depois, Covas anunciou um minguado índice de 34% para carcereiros da então quinta classe, até apenas 5,1% para cargos de classe especial, sem qualquer reajuste para delegados e legistas. A insatisfação tomou conta da categoria e, no dia 21 de julho, dezenas de policiais civis se reuniam às 8h00 para embarcar em dois ônibus disponibilizados pelo Sinpol, rumo à Capital. Os policiais civis foram protestar contra o pífio índice anunciado por Covas. Eumauri estimou em quase 200 policiais civis da região, uma vez que, além dos dois ônibus, vários outros foram por conta própria de automóvel. A manifestação ocorreu nas ruas do Centro Velho de São Paulo. Depois, reunidos na Praça da República, os policiais civis que receberam apoio e carinho da população, decidiram seguir para o Palácio dos Bandeirantes. Porém Covas se recusou a recebê-los. Deixou que os secretários adjuntos da Segurança Pública e da Administração, respectivamente Luiz Antonio de Souza e Paulo Bressan, à época, dialogassem com os descontentes servidores públicos. Muita água rolou, nos meses seguintes. Mas a edição 23 não se limitou somente ao movimento salarial da categoria. No editorial, Eumauri exaltava a união dos policiais civis e conclamava todos a lutarem por uma Polícia Civil melhor para todos, resgatando a credibilidade da Instituição. Em turismo, o Jornal do Sinpol mostrava as atrações de Poços de Caldas, que tem o epíteto de Cidade das Rosas. Também mostrava um pouco da atuação dos policiais civis mineiros. Em reportagem especial, a edição trouxe um problema que começava a preocupar e que perdura até os dias atuais: o ingresso das mulheres no tráfico. De acordo com levantamento realizado na época, 98% das presas nas Cadeias Femininas estavam envolvidas com o tráfico de drogas. Enquanto isso, em Guariba, a sociedade se mobilizava para discutir os rumos da violência na região. Centenas de pessoas lotaram o anfiteatro do Hospital Regional Francisco Carneiro de Albuquerque. Entre as autoridades que abordaram o assunto, estava o então delegado de Guariba, dr. Carlos Alberto da Silva. Eumauri Lúcio da Mata também foi convidado e compareceu. Na editoria Ação, reportagem mostrava o esclarecimento de um crime por uma das equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, que resultou na prisão de um acusado de estupro de duas estudantes universitárias. O jornal mostrou também a pujança da cidade de Osvaldo Cruz. Naquele agosto de 1997, uma notícia que obteve destaque foi a mudança na Delegacia Regional de Ribeirão Preto - hoje Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). Depois de dois anos e quatro meses à frente da Regional, o dr. Luiz Carlos Pires foi transferido para a Capital e foi substituído pelo dr. Ivan Roberto Mendes Costa. O jornal também cobriu uma homenagem organizada pelo Sinpol em solidariedade aos 51 policiais civis punidos em 1994 pelo então governador Luiz Antonio Fleury Filho, por protestarem conta o descaso do governante durante uma inauguração de obra de rodovia na região. Para concluir a edição 23, o jornal do Sinpol abordou um pouco da vida de dois policiais civis: o investigador aposentado Laércio Sóstena e a escrivã Sueli Aparecida Vitorino Moroni, de Tambaú. E encerrou entrevistando o delegado Jairo Moretti, à época no 2º DP (Distrito Policial) de São Carlos. DECEPÇÃO COM O GOVERNADOR Reprodução de capa da edição 21 do Jornal do Sinpol 14 Maio/2015

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SOLENIDADE Em sessão solene da Câmara Municipal, a policial civil Sueli Aparecida Vitorino foi outorgada com o título de Policial Padrão Lá se vão 22 anos desde que Sueli Aparecida Vitorino decidiu ingressar na Polícia Civil, onde construiu uma brilhante e respeitável carreira como escrivã de Polícia. E foi justamente por seu trabalho na Delegacia de Polícia do Município que, no dia 17 de abril de 2015, a policial civil recebeu uma das mais importantes homenagens da cidade. Ela foi outorgada com o título de Policial Padrão de Tambaú, representando a Polícia Civil. O outro homenageado da noite foi o Cabo PM Rodrigo de Melo. O título foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Tambaú. Segundo o presidente da casa de leis da cidade, o vereador Luís Fernando Viana Neves, a comenda foi uma iniciativa dos vereadores para contemplar e incentivar a dedicação de policiais civis e militares no trabalho realizado em Tambaú. A sessão solene da Câmara Municipal de Tambaú foi realizada no Centro de Convenções “Zélia Maria de Carvalho Biela”, no Departamento Municipal de Educação da cidade. O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, e o diretor-financeiro Júlio César Machado, estiveram presentes representando o sindicato. O delegado Seccional de Casa Branca, que coordena a DP de Tambaú, dr. José Roberto Hussar, também esteve presente. Sueli ingressou na Polícia Civil há 22 anos e enfrenta uma situação inusitada. Ela poderia ter se aposentado há sete anos, “se as regras não tivessem sido mudadas. Tive que aguardar fazer 55 anos e 34 anos de trabalho para pedir a aposentadoria”, lembra. Desta forma, ela conseguiu se aposentar garantindo o direito à paridade e integralidade. Contudo, como policial dedicada, ainda continua dando expediente como escrivã, até que venha outro escrivão para substituí-la. Orgulhosa pela carreira que construiu, ela cita o acaso como responsável pela escolha. “Não escolhi a carreira de escrivão de Polícia. Foi a carreira que me escolheu. Quando fui fazer o concurso de escrivão, sequer sabia que um escrivão era um policial. Na minha família não há nenhum policial, e nenhum parente quis seguir carreira de Polícia, pois o trabalho é muito árduo”, revela Sueli. Em seus 22 anos atuando como policial civil, Sueli esteve sempre na mesma delegacia e no mesmo cartório. Nunca trabalhou em outra cidade. Em sua carreira construída na cidade, ela atuou em diversos casos importantes e, por essa razão, não se recorda de um em específico que tenha marcado sua memória. Orgulho também mostra ao lembrar o nome de seu padrinho de batismo: o Padre Donizetti Tavares de Lima pároco que encantou Tambaú por seu jeito simples de viver e por sua forma de pregar e tem seu processo de beatificação em curso no Vaticano, a Santa Sé da Igreja Católica. Pelos milagres a ele atribuídos, Padre Donizetti pode ser o primeiro santo da região. E é graças ao Padre Donizetti que Tambaú desenvolveu sua vocação para o turismo religioso. Em busca de graças ou para agradecer graças recebidas, a cidade recebe milhares de romeiros todos os anos. “O fluxo de romeiros ao Padre Donizetti, meu padrinho de batismo, é intenso todos os domingos, mas isso não acarreta nenhum problema policial. É o maior milagre que o Padre Donizetti faz”, conta Sueli. Feliz com a outorga recebida por indicação dos vereadores, a policial civil vê com muita alegria o reconhecimento de seu árduo trabalho, que não tem uma rotina definida, pode ser realizado tanto de dia, quanto de noite ou nas madrugadas. E resumiu seu sentimento: “de felicidade, pois a homenagem veio quando pedi a aposentadoria e poucos profissionais têm o privilégio de serem homenageados após anos de trabalho”, relatou. Ela confessa que, apesar de ter trabalhado em outros ramos de atividade em Tambaú, foi na Polícia Civil que descobriu sua vocação. “Estou há 22 anos na Polícia Civil e não vi passar esses anos todos, devido ao amor que tenho no trabalho. Se o trabalho for feito com amor e dedicação, é o melhor trabalho do mundo”, conclui. O Seccional de Casa Branca, dr. Hussar, considera Sueli uma policial civil sempre muito competente e dedicada. “Sempre esteve presente. Até hoje ainda contamos com ela. Por essa razão, não poderia deixar de prestigiar Sueli e os demais policiais civis”, acrescentou o dr. Hussar. Para Eumauri, o reconhecimento contempla o trabalho dos policiais civis vocacionados e mostra que, a despeito do governador, que não se incomoda com a categoria, a sociedade valoriza o bom policial civil. “Vejam só este exemplo. Sueli está aposentada, mas continua trabalhando. E por quê? Simples, porque o governo é omisso, negligente e não contrata policiais civis. É o que costumamos denunciar: o policial civil trabalha demais, porque faltam recursos humanos. Se não fosse a abnegação de Sueli e de todos os seus colegas, Tambaú não teria como prestar um mínimo do serviço de Polícia Judiciária à população. Ela teve um merecido reconhecimento. Está de parabéns e nós, do Sinpol, nos orgulhamos em representar policiais civis deste caráter ilibado”, finalizou Eumauri. ESCRIVÃ É HOMENAGEADA EM TAMBAÚ Policiais civis prestigiaram evento: a partir da esquerda, o Seccional de Casa Branca, dr. Hussar; a homenageada Sueli, e, representando o Sinpol, Eumauri e Júlio Maio/2015 15

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