sindi maio 2015

 

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sindi maio 2015

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Altamente Recomendado: Máquinas e Equipamentos Zhengchang para Fábricas de Ração e Suplementos. Mais de 9.000 peletizadoras instaladas no mundo. www.zhengchang.com.br www.zhengchang.com/eng zhengchang@globo.com CURITIBA - PR, BRASIL Editor do Livro “Tecnologia Moderna em Produção de Ração”

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PROJETO COMPLETO DE LINHA DE PRODUÇÃO DE RAÇÃO PELETIZADA ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS E VANTAGENS ZHENGCHANG SELEÇÃO DOS PELLETS ADIÇÃO DE LÍQUIDOS 1. Estrutura e layout compactos 2. Poderoso sistema de pós-adição, garantindo a colocação simultânea de 5 a 8 tipos de líquido. 3. Ajuste de quantidade e variedade dos líquidos para cada tipo de ração 1. A avançada tecnologia de condicionamento e inovadora estrutura de pás, garantem um período de condicionamento > 150s, a uma temperatura de 85-98 ºC, pasteurização e ciente do amido, e ação bactericida. 2. Motor de engrenagens de alta precisão com capacidade 15% maior e menor consumo de energia. 3. A operação de diversos equipamentos requer a assistência de apenas um operador. SEÇÃO DE DOSAGEM AUTOMAÇÃO 1. Controle central computadorizado que mostra em tempo real informações de temperatura, capacidades e desempenho. 2. Sistema automático de alarme de erro. 3. A operação requer apenas um funcionário. 4. O monitoramento da umidade garante um melhor controle, análise automática da matéria prima e ajuste da umidade. 1. Múltiplos acessos ao silo de dosagem sem impactar no recebimento de outros materiais. 2. Funil de carga com cone excêntrico semi-arqueado. 3. Maior precisão e velocidade controlados por um software especí co. 4. Controle por código de barras para a adição de pequenos materiais. 5. A veri cação do processo de adição de pequenas quantidades de matéria prima diminui as chances de erro. A mistura de materiais sólidos e líquidos é feita simultaneamente. SEÇÃO DE ENSAQUE 1. A seção é separada do resto da linha de produção para fácil operação. 2. Controle automatizado. SEÇÃO DE RECEBIMENTO E LIMPEZA 1. Equipado com sistema separado de remoção de partículas que evita a contaminação. 2. O compartimento de pré moagem pode receber materiais de todos os armazéns 3. Poeira a impurezes podem ser completamenteremovidas. SEÇÃO DE RESFRIAMENTO 1.Estrutura octagonal com janela para observação, baixo nível de resíduo e resfriamento mais e ciente. 2. Sistema de descarga exível garante uma distribuição por igual em todo o compartimento 3. O sistema é aplicável para pellets de diversos tamanhos 4. Sistema de ar otimizado que não gera ruído nem deixa partículas e tem controle automático de umidade. SEÇÃO DE MISTURA 1.Misturador de tecnologia européia Foerberg de alta e ciência. 2. Alta homogeneidade, curto ciclo de mistura, porta larga para acesso, rápida descarga e pouco resíduo. 3. Diversos líquidos podem ser adicionados conforme a necessidade do cliente. SEÇÃO DE MOAGEM 1. Estrutura compacta e layout cienti camente planejado. 2. À prova de ruídos e poeira. 3. Multi função para moagem grossa e na com capacidade 30% e 75% maior respectivamente, sistema de remoção de pedras e poeira, redução de 5-8 db no nível de ruído e menor temperatura na câmara. CURITIBA - PR, BRASIL www.zhengchang.com.br zhengchang@globo.com

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Editorial Diretoria Presidente: Domingos Martins Vice-presidente: Claudio de Oliveira Secretário: Olavio Lepper Tesoureiro: João Roberto Welter Suplentes: Luiz Adalberto Stabile Benicio, Ciliomar Tortola, Vallter Pitol e Roberto Kaefer Conselheiros fiscais Efetivos: Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro, Dilvo Grolli e Edno Guimarães Suplentes: Rogerio Wagner Martini Gonçalves, Celio Batista Martins Filho e Marcos Aparecido Batista Delegados representantes efetivos: Domingos Martins e Luiz Adalberto Stabile Benicio Suplentes: Ciliomar Tortola e Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro Quem paga a conta? A avicultura do Paraná é responsável por gerar 660 mil empregos diretos e indiretos no estado em uma atividade que envolve mais de 20 mil produtores rurais. Mais do que trazer empregos e riquezas, a indústria avícola também é responsável por levar qualidade de vida ao campo. Como já abordamos algumas vezes na revista Avicultura do Paraná, até 2013, dos 32 municípios paranaenses que apresentavam um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) superior à média estadual, 15 tinham avicultura forte e figuravam entre os maiores plantéis de aves do Paraná. Dito isso, são incompreensíveis os motivos pelos quais a atividade continua a ser penalizada com os sucessivos reajustes da tarifa de energia elétrica. Os valores são aumentados de forma arbitrária e apenas servem para desacelerar os investimentos necessários para que a avicultura possa continuar se expandindo e gerando mais empregos. Como você acompanha a partir da página 24 desta edição, em algumas indústrias o impacto da conta de luz mais que dobrou em relação ao ano anterior. Como manter a competitividade dessa forma? Quem paga essa conta? Por esses motivos, o Sindiavipar tem pleiteado de forma incisiva uma contrapartida por parte do estado, para que a avicultura do Paraná possa continuar melhorando a vida dos paranaenses. Uma boa leitura e um abraço. Domingos Martins Presidente do Sindiavipar Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Cândido de Abreu, 140 - Salas 303/304 Curitiba/PR - CEP: 80.530-901 Tel.: 41 3224-8737 | sindiavipar.com.br sindiavipar@sindiavipar.com.br Fale conosco Se você tem alguma sugestão, crítica, dúvida ou deseja anunciar na revista Avicultura do Paraná, escreva para nós: revista@sindiavipar.com.br. Ed. nº 46 - Mai/Jun 2015 Expediente Produção: Centro de Comunicação centrodecomunicacao.com.br selo SFC Jornalista responsável: Guilherme Vieira (MTB-PR: 1794) Colaboração: Allan Oliveira, Bruna Robassa, Camila As matérias desta publicação podem ser reproduzidas, desde que citadas as fontes. Gschwendtner, Isadora Nicastro e Lucas Sales Design e diagramação: Cleber Brito Comunicação e Marketing: Mônica Fukuoka Impressão: Maxi Gráfica Tsubauchi, Gabriela Titon, Giórgia Foto: Sindiavipar

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10 Entrevista IRA KALISH Para o economista-chefe da De­­­­ loitte, contornar a crise econômica passa pelo fortalecimento da competitividade do Brasil no cenário internacional, por meio de fortalecimento das empresas em relação às concorrentes estrangeiras. Seções Agenda..................................................04 Observatório........................................05 Sindiavipar..........................................06 Radar...................................................8 Entrevista............................10 22 Bem-estar Fiep......................................................12 Mercado.............................................14 Eventos.................................................16 Negócios...............................................18 Mercado externo................................20 GLICERINA NA DIETA Em pesquisa realizada na Esalq/USP, a engenheira agrônoma Glaucia Samira Napty Komatsu observou os efeitos da utilização de glicerina na alimentação de frangos de corte, como alterações no consumo e excreção de água e na composição corporal das aves. Bem-estar............................22 Capa.....................................24 24 Capa ENERGIA PESADA Com os sucessivos reajustes da tarifa de energia elétrica, a indústria viu os custos dobrarem em alguns casos. Na matéria de capa desta edição, a revista Avicultura do Paraná mostra as implicações desse aumento. Inovação.........................................32 Curiosidades........................................34 Associados............................................36 Insumos.................................................38 Mito ou verdade..................................40 ABPA....................................................42 Artigo técnico......................................44 46 REFORÇO Adapar Adapar...............................46 Estatísticas...........................................47 Notas e registros..................................48 Receita...................................................50 O governo do Paraná autorizou a contratação de 169 novos servidores que vão reforçar a equipe de fiscalização da Adapar. A medida promete ampliar a capacidade de vigilância sanitária do estado.

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Agenda 3° Favesu Data: 11 e 12 de junho Local: Centro de Eventos - Nova do Imigrante (ES) Realização: ASES Site e Informações: favesu.com.br Reportagem da Expedição Avicultura ganha prêmio A reportagem ‘Frango põe carne à mesa global’, produzida para o projeto Expedição Avicultura do Agronegócio Gazeta do Povo, em par- XII Simpósio Goiano de Avicultura Data: 18 e 19 de junho Local: Castro Park Hotel - Goiânia (GO) Realização: AGA/UFG E-mail: simposiogoiano@terra.com.br Informações: (62) 3203-3665 Site: nutrial-go.com.br/eventos/xii-simposiogoiano-de-avicultura/ ceria com o Sindiavipar, venceu o primeiro lugar do 4ª Prêmio Latino-americano de Inovação & Qualidade em Jornalismo Agropecuário Rede Calc/Alltech, um dos mais tradicionais dos Estados Unidos. O prêmio foi entregue para o jornalista autor da matéria, Igor Castanho, em maio, durante o 31º Simpósio Internacional da Alltech, realizado em Lexington, Kentucky. Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura - Siavs Data: 28 a 30 de julho Local: Anhembi Parque - São Paulo (SP) Realização: ABPA E-mail: congresso@abpa.com.br Informações: (11) 3031-4115 Site: abpa.com.br/siavs Eurotier 2015 Data: 11 a 14 de novembro Local: Hannover - Alemanha Realização: AHK - Deustsch - Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha Informações: 49 69 2478 - 8265 Site: eurotier.de GTFoods prevê crescimento de faturamento e integrados Com investimentos programados na ordem de R$ 80 milhões para ampliar os abates de frango, além das aquisições recentes de outras empresas, o Grupo GTFoods prevê crescer 30% neste ano, alcançando um faturamento de cerca de 1,8 bilhão de reais. Para efeito comparativo, em 2014 foram R$ 1,4 bilhão faturados. A companhia também firmou um protocolo de operações de crédito no valor de R$ 15 milhões para instalar mais 30 aviários. O convênio é fruto da parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Sicredi União. 4 | sindiavipar.com.br Quer divulgar seu evento aqui? Entre em contato conosco pelo e-mail revista@sindiavipar.com.br ou ligue (41) 3224-8737.

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Observatório Mapa lança Plano de Defesa Agropecuária Durante o lançamento do Plano de Defesa Agropecuária (PDA), a ministra Kátia Abreu do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que o processo de fiscalização sanitária será mais “inteligente” no país. O ministério criou um conjunto de estratégias e ações para a área. Com as mudanças no Regulamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Riispoa), os fiscais federais agropecuários passarão a fazer fiscalização permanente apenas nos estabelecimentos que realizam abate de animais. Nos demais, a inspeção será periódica e caberá à empresa monitorar o cumprimento das normas sanitárias e a qualidade dos produtos que colocará no mercado. “A inspeção permanente só deve ocorrer onde há necessidade. Não precisamos de um fiscal federal, que tem um trabalho precioso, o dia inteiro vigiando os ovos serem colocados numa caixa. Mas, no abate, ainda queremos estar presentes para garantir a eficiência e a qualidade dos produtos e exportações. Nos outros setores será periódico, o que não significa ausência, mas sim inteligência na fiscalização”, afirmou a ministra em entrevista à imprensa, após a cerimônia. A presidenta Dilma Rousseff também destacou a necessidade de se acabar com o “excesso de carimbos e complicações”. “Simplificar não quer dizer perder a fiscalização. Simplificar significa fiscalizar de forma inteligente com base em um princípio: nós confiamos nos produtores”, discursou a presidenta. SISBI/POA A ministra Kátia Abreu destacou o decreto que regulamenta parte do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI/POA), ferramenta que irá descentralizar os serviços de inspeção federal e ampliar a industrialização de produtos da agricultura familiar. Governo prorroga prazo para o CAR em um ano O governo federal decidiu prorrogar por mais um ano o período para inscrição de propriedades rurais no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (CAR). O prazo terminaria no dia 5 de maio. O registro no CAR, criado pela lei do Código Florestal (Lei n° 12.651/2012), é obrigatório para todos os imóveis rurais do país. No sistema, os proprietários devem declarar as informações ambientais de suas propriedades rurais. A prorrogação foi anunciada após o Ministério do Meio Ambiente informar que uma em cada quatro propriedades rurais (25,1% do total) foi inscrita no Sistema de Cadastro Ambiental Rural. Segundo a ministra Izabella Teixeira, há 1,407 milhão de imóveis cadastrados no sistema, de um total estimado de 5,6 milhões de propriedades rurais no país. Na comparação por área, em hectares, pouco mais da metade foi cadastrada. Do total da área passível de cadastro (373 milhões de hectares), 52,8% (196 milhões de hectares) estão cadastradas. sindiavipar.com.br | 5

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Associe-se! Porque juntos somos mais fortes! Faça parte do Sindicato que está sempre pensando em você. Mais informações: sindiavipar.com.br 6 | sindiavipar.com.br

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Reunião com governador do PR mostra demandas da avicultura O governador do Paraná, Beto Richa, recebeu o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, o diretor-executivo do sindicato, Icaro Fiechter, e o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, no mês de abril. Durante o encontro, o dirigente da ABPA entregou o convite formal para que o governador compareça à abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, o Siavs 2015, o que foi prontamente confirmado por Beto Richa. Por sua vez, Domingos Martins aproveitou a ocasião para apresentar algumas demandas da avicultura paranaense aos dirigentes estaduais, a fim de fortalecer o mercado regional. Sindiavipar participa de Encontro com Avicultores na ExpoLondrina O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, participou da mesa debatedora do Encontro de Avicultores, realizado pela Avinorte, durante a 55ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, a ExpoLondrina. Martins falou sobre a força da avicultura paranaense, assim como as necessidades demandadas pela pauta da reunião, que incluiu desde o alto custo da energia elétrica, até aos investimentos necessários para a continuidade da excelência em controle sanitário atingido pelo estado. Cartões Sesi beneficiam associados Sindiavipar Os benefícios promovidos pela utilização dos cartões Sesi estão disponíveis a todas as empresas associadas ao Sindiavipar. Além dos serviços odontológicos e de compra nas farmácias, o usuário do Cartão Sesi também pode usá-lo em supermercados, livrarias, papelarias, óticas e academias e pagar em até 40 dias, com o desconto em folha de pagamento. Os usuários, titulares e dependentes (esposa/esposo e filhos até 21 anos) também têm descontos em cinemas e teatros parceiros. Confira mais detalhes na página 12. sindiavipar.com.br | 7

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Radar NOVIDADE A partir desta edição, a revista Avicultura do Paraná traz uma versão repaginada da seção Radar. O espaço será aproveitado para destacarmos as frases de autoridades, nacionais ou internacionais, com grande repercussão para a indústria avícola e do agronegócio em geral. Não temos uma resposta definitiva para aquilo que o Sindiavipar busca, que é baratear o custo da energia Norberto Ortigara, secretário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná Sem a participação da agropecuária, o Brasil teria tido um déficit no saldo da balança comercial de US$ 84 bilhões. Há tempos, o setor vem sendo fundamental para a manutenção de indicadores positivos na economia do país Robson Mafioletti, analista técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná Nós estamos iniciando os estudos pra termos no Brasil uma Lei Agrícola, como os americanos tem a Farm Bill e os europeus a Política Agrícola Comum da União Europeia. Nós não queremos mais viver no improviso, ano a ano, com o Plano Safra Kátia Abreu, ministra da Agricultura, sobre os estudos para a implantação de uma Lei Agrícola brasileira 8 | sindiavipar.com.br O povo aqui não quer me ver de tanto que cobrei. Por que que a gente cumpre e eles não cumprem? Governadores, venham para o CAR vocês também. Essa é a grande mensagem Izabella Mônica Vieira Teixeira, ministra do Meio Ambiente

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Entrevista Ambiente desafiador Para o economista Ira Kalish, o Brasil precisa estimular a Ira Kalish dedicou sua carreira a compreender os efeitos que as tendências econômicas, demográficas e sociais têm sobre o ambiente de negócios globais. Durante sua mais recente visita ao Brasil, o economista-chefe global da Deloitte falou sobre o cenário e as perspectivas que enxerga para o país, com vistas a 2015 e ao médio prazo. Segundo Kalish, o rápido crescimento de países emergentes, como os do Sudeste Asiático, ocorreu apenas quando se tornaram competitivos globalmente. E para que o Brasil também possa se inserir de forma mais competitiva no mercado global, o economista indica que é preciso aumentar a taxa de investimento e a exposição das empresas à competição em busca de maior eficiência e produtividade. produtividade, especialmente com investimentos em infraestrutura e educação, se quiser continuar crescendo Avicultura do Paraná: O modelo de crescimento do Brasil na última década teve como base o consumo interno. A partir de agora, que modelo deve ser buscado para garantir a retomada da expansão econômica? Ira Kalish: Há só dois jeitos de crescer: crescimento interno ou com exportações. O primeiro modelo impulsionou a economia brasileira, mas a inadimplência subiu e as empresas hoje estão relutantes em fazer investimentos em curto prazo. Existem restrições também por conta da economia na Europa e na China. Olhando mais à frente, exportar me parece um caminho melhor para crescer, mas existem limitadores. Muitos especialistas acreditam que ainda há espaço para crescimento do consumo no Brasil, na qualidade dos bens que são comprados, por exemplo. O senhor concorda? A experiência dos países emergentes que cresceram rapidamente é de avanço real apenas quando se tornaram competitivos globalmente. Quando eles criaram indústrias exportadoras de verdade, conseguiram gerar a renda para terem os bens de consumo. Essa postura é o que produz as receitas necessárias para importar bens de consumo ou para trazer o que precisam 10 | sindiavipar.com.br

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Entrevista para fabricar esses bens de consumo. Esse é o modelo que deu certo. Por outro lado, houve um retumbante fracasso de quem tentou desenvolver o mercado interno por meio de substituição de importação. Essa ideia de “vamos construir tudo aqui” não é eficiente. O mercado interno brasileiro pode ser uma fonte importante de crescimento, mas isso deveria ocorrer no contexto de uma economia globalmente competitiva. Isso é o que traz os recursos para abastecer o mercado doméstico. guns setores determinadas empresas para que elas viessem a ser competitivas globalmente. Essa política está correta? Não vejo problema em dar estímulos para o desenvolvimento de empresas globais de primeira linha. Porém, isso tem de acontecer com elas sendo forçadas a competirem, sem políticas protecionistas, para que todos os outros competidores também tenham acesso a capital e a insumos, por exemplo. Apoiar empresas que sejam competitivas globalmente é uma boa ideia, mas, se a ideia é protegê-las da competição, não vejo como funcionar. Depende da ênfase. Veja o exemplo da Coreia do Sul. O governo ajudava conglomerados, mas apenas se eles competissem com empresas japonesas, americanas. Esse é o tipo de modelo que funciona. educação. Faz mais sentido investir naquilo que traz futuro do que investir no passado. Onde o Brasil fica em comparação com outros BRICs [grupo de países emergentes formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul? A única coisa que esses países têm em comum é o fato de serem grandes. Mas vamos lá. O Brasil tem comparações favoráveis e desfavoráveis com os BRICs. A vantagem do Brasil e da Índia é ter uma população relativamente jovem, o que, por si, mostra chance de crescimento e custos trabalhistas menores. A China e a Rússia têm uma população mais velha. Brasil e Índia também são democracias, o que, no longo prazo, implica mais crescimento. Acho um equívoco pensar que ditaduras funcionam melhor economicamente. Se fosse verdade, a Coreia do Norte estaria incrível agora. Por outro lado, no ranking de facilidade para fazer negócios, o Brasil aparece lá embaixo. Em primeiro no grupo, está a Rússia, o que é curioso. Nesse ranking, o que conta é a facilidade para se obter crédito, para se abrir e fechar uma empresa. O Brasil precisa melhorar nisso, além de ter uma regulamentação mais clara e menos complexa. *Matéria original da revista Mundo Corporativo, produzida e cedida pela Deloitte Touche Tohmatsu Brasil E como o Brasil vai lidar com as dificuldades nas economias estrangeiras? Não é isso que faz o país continuar se concentrando no consumo interno? O Brasil não pode fazer nada em relação à demanda externa. A situação da Europa está muito ruim agora, mas, com o tempo, ela vai se recuperar, ao menos um pouco, já que o Banco Central Europeu tem uma nova política de estímulos. A economia americana já está melhorando. E a economia chinesa está trocando uma política de crescimento impulsionado por investimentos por outra em que a expansão é orientada pelo consumo. Isso oferece uma oportunidade para empresas exportarem algo além de commodities, o que sugere que há dois caminhos para o Brasil exportar mais: energia e manufaturados. Exportar me parece um caminho melhor para crescer, mas existem limitadores Qual é a importância da educação para o Brasil ser um país mais produtivo? Faz diferença total. Veja o Sudeste Asiático, como Coreia do Sul, Taiwan e Japão. Eles melhoraram a educação para poderem crescer. As duas áreas de governo que trazem grande retorno são infraestrutura e sindiavipar.com.br | O Brasil, na última década, se esforçou para fomentar em al- 11

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Fiep Qualidade de vida Associados Sindiavipar contam com os cartões Sesi e diversos benefícios Carro-chefe Em nove anos de atuação e 50.357 usuários beneficiados, o principal serviço ofertado pelo cartão é a odontologia, que é subsidiada pelo Sesi. O valor descontado em folha de pagamento por meio do cartão vai depender do tipo de procedimento. Cada procedimento básico (avaliação, atendimento de emergência, restaurações em amálgama e extrações simples) tem o custo de R$ 12; procedimentos intermediários (restaurações em resiQuando se fala em benefícios com foco na melhoria da saúde e qualidade de vida do trabalhador, o Sesi Paraná foi pioneiro no Brasil ao criar, em 2006, o Cartão Sesi. A proposta da nova ferramenta de gestão de benefícios, que contou com o envolvimento dos sindicatos na sua elaboração, oferecia, num primeiro momento, a possibilidade do trabalhador da indústria usufruir de serviços odontológicos e comprar em redes de farmácia, com o desconto desses valores contemplados na folha de pagamento. Passados nove anos, a proposta do Cartão Sesi cresceu e hoje, além dos serviços odontológicos e de compra nas farmácias, o usuário do Cartão Sesi também pode usá-lo em Pessoas atendidas na e tratamento de gengiva), de R$ 17; e procedimentos especializados (tratamento de canal e extração de siso), de R$ 22. odontológicos realizados 20.641 Consultas realizadas 37.871 Procedimentos 75.394 Informatizada Toda a gestão do Cartão Sesi é feita online. Os profissionais de recursos humanos das indústrias passam por treinamento para o gerenciamento da ferramenta e, assim que a indústria recebe um relatório mensal com todos os gastos feitos pelos trabalhadores, é gerado um boleto para pagamento dessas despesas com o prazo de 10 dias do fechamento da folha de pagamento. Para mais informações consulte sindiavipar.com.br. supermercados, livrarias, papelarias, óticas e academias e pagar em até 40 dias, com o desconto em folha de pagamento. Os usuários, titulares e dependentes (esposa/esposo e filhos até 21 anos) também têm descontos em cinemas e teatros parceiros. O serviço está disponível a todos os associados do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). 12 | sindiavipar.com.br

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