A VOZ DA UMEN_ano 5_numero 15_2015

 

Embed or link this publication

Description

Boletim Informativo Eletrônico da União da Mocidade Espirita de Niterói

Popular Pages


p. 1

Boletim Informativo da União da Mocidade Espírita de Niteroi - UMEN - ano 5 - nº 15 - Junho/2015

[close]

p. 2

Boletim Informativo da União da Mocidade Espírita de Niteroi - UMEN - ano 5 - nº 15 - Junho/2015 NESTA EDIÇÃO: EDITORIAL esta edição trazemos um artigo sobre o aborto provocado e o aborto espontâneo que nos leva a refletir sobre a importância da vida e o posicionamento da Doutrina Espírita sobre essa questão. A palavra aborto provoca profundas emoções em quase todas as pessoas, independente de crença religiosa, status financeiro ou qualquer outro tipo de diferenciação social. Sabemos que a vida se inicia antes da fecundação, pois, como descrito no livro “Missionários da Luz”, a aproximação do Espírito acontece alguns dias ou meses antes da fecundação. O Espírito vai se afinizando com o casal que o receberá como filho e se preparando para o Editorial renascimento, nos fazendo entender que a programação da vida se inicia antes Raul Muniz da fecundação. As ações erradas estão se tornando habituais, tornando-se aceitas pela A missão da comunidade. Muitos falam na legalização do aborto como uma saída para um Maternidade mal. Nós, espíritas, devemos nos posicionar perante o mundo, não deixando Juliana Pessanha passar as oportunidades de fazer o bem. O feto já tem os seus direitos que Esquecimento do merecem ser respeitados. Um mundo sem aborto será um mundo bem melhor. Trazemos também dois textos com enfoque no esquecimento do Passado passado e a escravidão, que teve o seu fim decretado pela Princesa Isabel em Maurício Pessanha maio de 1888, mas que ainda continua existindo nos dias atuais, em formas ocultas ou aparentes. Aborto Provocado Relembramos um pouco da história da UMEN com um texto histórico Hélio Ribeiro Loureiro de Miguel ressaltando a importância do estudo das obras de Kardec. Espiritismo sem Kardec? Apresentamos ainda um lindíssimo poema feito de mãe para filha, e um texto Miguel Tavares Gouveia sobre a primordial missão da maternidade, além do nosso “Cantinho do Chico” com palavras do nosso médium mineiro, retiradas das respostas dadas Aborto Espontâneo em algumas entrevistas. Raul Muniz A Voz continuará sendo enviada por e-mail, estando disponível no site Escravidão e Espiritismo www.umen.org.br e no Facebook. Carla Antunes Críticas e sugestões de assuntos continuam podendo ser enviadas para o e-mail: umen.divulgacao@gmail.com Cantinho do Chico N Raul Muniz Foi Notícia na UMEN Equipe do DIV Julia e Gabriel Versiani Boa leitura. Órgão de divulgação da Coordenação: Raul Muniz UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI Carla Antunes Elaine Passos Colaborador: Elaine Passos Manutenção WEB: Revisão Textual: Lúcia Martins Barbosa Editoração eletrônica: Carla Antunes Maurício Pessanha Site: http://umen.org.br/ Facebook: UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói

[close]

p. 3

A missão da maternidade Juliana Pessanha que falar dessa palavra mágica, bênção divina? Mãe, não só aquela que cuida, que alimenta, mas aquela que orienta e que tem a oportunidade de exercer esse magnânimo papel sem pedir contas. A maternidade muitas vezes é missão ou prova, transmitindo alegrias ou sofrimentos, no entanto, é sempre amparada pela espiritualidade, pois proporciona a dádiva excelsa do burilamento desse espírito reencarnante que volta ao seu lar como filhinho abençoado. Desde a infância compete à mãe preparar os filhos para o trabalho e para luta que os espera ensinando-lhes a tolerância sem esquecer a energia quando necessária; terá sempre o bom conselho, sem parcialidade fazendo estímulo ao trabalho edificante. Buscará enfim, na piedosa Mãe de Jesus o símbolo das virtudes cristãs, ensinando a caridade sublime estampada no amor e respeito ao próximo. Eu na minha experiência como mãe, sintome muito feliz, pois recebi de Deus a chave mestra que abriu os cantinhos mais recônditos do meu ser para um olhar mais terno e nobre diante da vida praticando esse amor inteiro e crescendo espiritualmente por que ao exercermos o papel da maternidade, temos a chance de nos melhorarmos ainda mais, e compreendermos que “a palavra convence mas o exemplo arrasta” Léon Denis no livro “Crestomatia da Imortalidade”, psicografado por Divaldo Franco, nos confirma essa dádiva quanto cita que: . O “A maternidade é o berço da grandeza humana e a mulher por isso mesmo, é, o sacrário maternal pois, possui as condições de cocriadora no programa celeste." desgostos? Na pergunta 892 de "O Livro dos Espíritos", Kardec pergunta se as atitudes desses pais seriam desculpáveis caso eles dispensassem pouca ternura a esses filhos que lhe causam desgostos, e os espíritos responderam que não pois esse é um encargo a eles confiado e a missão deles (os pais) consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem. Ademais esses desgostos resultam, frequentemente, dos maus hábitos que seus pais deixaram que seus filhos tomassem desde o berço. Colhem então o que semearam Quando pensamos na gravidez não planejada recorremos, novamente ao livro “Crestomatia da Imortalidade” no texto de Léon Denis cujo tema é “Maternidade e Espiritismo” Diz assim: “A natalidade, como todos os fenômenos da vida organizada na terra está subordinada a Jesus, como responsável junto ao Excelso Pai. Todo atentado aos centros de fertilidade masculina ou feminina redundará, inevitavelmente, na esterilidade futura, com que o Espírito renascerá. Neuroses, psicoses, desajustes familiares, casais sem filhos em dramas horrendos, são a colheita das medidas drásticas contra a natureza” E finalizamos com um trecho emocionante de Amélia Rodrigues no texto “Homenagem” no mesmo livro anteriormente citado. Diz assim: “o lar é, verdadeiramente, a madre da humanidade. E o mundo majestoso tem começo sem dúvida no coração da mulher que se converte em mãe.” Por tudo isso, sejamos, então, felizes e exerçamos o papel da maternidade com muito amor! ♥ . . Mas o que falar nos filhos que causam

[close]

p. 4

Esquecimento do Passado Maurício Pessanha disso no livro Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo V, item 11: empre nos perguntamos o porquê passamos por determinadas dificuldades. Por que temos esse ou aquele parente difícil, por que uns são ricos e outros pobres. Esses questionamentos nos remetem a pensar o seguinte: Será que Deus realmente é justo? Será que Ele se esqueceu de mim? Por que me deixa sofrer tantas aflições? Contudo, devemos ter sempre em mente os atributos da Divindade em nossos pensamentos. Como podemos notar na questão 13 de O Livro dos Espíritos, vemos que Deus é eterno, infinito, imutável, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Observando bem cada atributo destes, percebemos que nossas mazelas não são caprichos da Divindade. Nossas dificuldades não sugiram de um nada para que sejamos injustiçados, julgados por algo que não fizemos. Refletindo por este viés, podemos chegar à conclusão seguinte: Fizemos algo que não estava conforme as leis divinas em algum momento de minha vida. Daí, caímos na seguinte questão: Mas como isso é possível? Não me recordo de nada que eu tenha feito para passar por tantas dificuldades. Se os motivos de sofrimentos e provações não estão na vida presente, temos que crer que estão em algum momento de outras vidas. Daí novos questionamentos surgem: Se o motivo de meu sofrimento está em vidas passadas, por que não posso recordar do que errei para que eu neste momento não erre de novo? Vejamos o que Kardec nos fala a respeito S “(...) Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido. Para nos melhorarmos, outorgou­nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva­nos do que nos seria prejudicial. Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar­se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo­o do que é bem e do que é mal e dando­lhe forças para resistir às tentações. Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes. E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer­se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação, mas na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá­lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar”. Portanto, creiamos na misericórdia Divina e peçamos para Deus muita paciência e discernimento em nossos caminhos para que possamos suportar nossas provas e ajudar nossos irmãos a vencerem as deles. Que a vontade de Deus sobreponha sempre as nossas vontades. Sejamos sempre gratos à paciência do Pai para conosco. ♥

[close]

p. 5

O ABORTO PROVOCADO P Hélio Ribeiro Loureiro or mais que se fale neste assunto, sempre haverá aqueles que se levantem para afirmar que a mulher é dona de seu corpo e que, por isso, teria domínio completo sobre o feto, podendo determinar-lhe a vida ou a morte. O direito de escolha estaria acima do direito à vida. Enganase quem pensa assim. Perante a Lei dos Homens, ao menos no Brasil, a vida é inviolável e deve ser preservada com um bem inalienável. É o que diz a Constituição Federal, em seu artigo quinto. Inicia-se, então, uma infindável discussão sobre quando começa a vida. A partir de quando se poderá considerar aborto a vida de um feto? Para nós, espíritas, a vida começa com a fecundação do óvulo. Isto está bem claro na resposta dada a Kardec pelos Espíritos Reveladores, na questão 344 de “O Livro dos Espíritos”. Inicia-se no momento da concepção, a primeira conclusão a que chegamos é que qual meio que se use para impedir a fixação do zigoto no útero, é abortivo. A pílula do dia seguinte é, portanto, abortiva e é distribuída livremente em nosso país, nos postos de saúde. Aliás, basta a mulher dizer-se vítima de violência sexual que resultou em gravidez, que lhe é autorizado o aborto. É o que diz a portaria 415 do Ministério da Saúde que, por hora, está suspensa a sua aplicabilidade, face às divergências nos valores dos procedimentos a serem cobrados na rede do SUS. Num país predominante religioso, buscam-se brechas na Lei para a aplicação do aborto provocado. Alega-se que se trata de um caso de saúde pública, pois a mulher que não quer a gravidez tem o pleno direito de abortar com toda a segurança de um centro cirúrgico, com apoio de médicos e enfermeiras. O aborto é crime. Crime hediondo onde a vítima não tem condições de reagir. O ser reencarnante que passou por um longo período se preparando para o mergulho na carne, se vê em profunda perturbação quando se tem a valiosa oportunidade reencarnatória rompida de forma drástica. Vira-se contra o provocante e de filho, se torna cobrador, iniciando aí, um sério processo obsessivo. A Federação Espírita Brasileira-FEB muito se preocupou com o assunto e fez uma coletânea de artigos sobre o tema, artigos ditados por encarnados e desencarnados e os enfeixou no valioso livro “O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto”. Nesse livro, que vale a pena ser lido, os artigos são tremendamente elucidativos, trazendo luz para o nosso conhecimento, dando a cada um de nós a plena certeza do que

[close]

p. 6

ocorre, na visão dos Espíritos, quando se comete o aborto provocado. As consequências são difíceis, dolorosas. A dor moral, traduzindo-se no desalinho do campo psíquico, movido pelo remorso, se traduz em variadas moléstias, de grande naipe, que atinge vários pontos do corpo somático. Em muitos casos, a mulher fica impossibilitada de se tornar mãe, após o aborto provocado. Como resolver tal situação? A Doutrina Espírita é essencialmente consoladora, e nos dá a chance do recomeço. Por isso, a todos os envolvidos no aborto, é dada a chance do recomeço. Em alguns casos é recomendado o tratamento desobsessivo, pois se concluiu, no atendimento fraterno que o ser que fora abortado, exerce o império da vingança. Faz-se necessário primeiro a harmonização, entre os seres envolvidos no drama, feita a proposta de pacificação e após, inicia-se o processo de reparação, com o ser que provocou o aborto, dando de si, através de ações voluntariosas, reconstruindo, com a doação de si, em benefício dos necessitados, os laços de amor que foram rompidos na base da violência. Por fim, vale ressaltar a importância das campanhas realizadas pelo Movimento Espírita organizado, de valorização da Vida, em todo o país. São respeitáveis e dignas de serem replicadas em todas as Casas Espíritas desse imenso Brasil. Jesus nos afirmou “Eu Vim para que tenham Vida e Vida em Abundância” (João, 10:10).♥ ESPIRITISMO SEM KARDEC? Miguel Tavares Gouveia (A Voz da UMEN - Outubro/1997) ouve período em que muitos Encontros e Treinamentos doutrinários se caracterizavam pela preponderância da cultura científica do mundo, naturalmente pela empolgação ante o rápido avanço tecnológico. Ocorria ali, então, abundantes exposições, com detalhamento das técnicas contemporâneas, pouco se falando de Espiritismo. Conta­se que, certa vez, um jovem convidou entusiasmado o escritor espírita Deolindo Amorim a acompanhá­lo em um desses Eventos, justamente na área de Evangelização, ocorrido em uma Casa Espírita. O nosso saudoso escritor ali esteve com o jovem e atentamente observou o decorrer das exposições e conceitos colocados, ouviu férteis e detalhadas citações de biólogos, médicos, psicólogos, pedagogos, etc., e somente numa parte secundária da exposição ouviu melancólica citação de obra de Kardec por um período de cerca de 2 minutos. Terminado o Evento, o jovem, entusiasmado, excitado mesmo, pergunta a Deolindo Amorim: – Achei espetacular esse Evento. E você, o que achou? Deolindo, dentro de seu jeito gentil, responde educadamente: História da UMEN H – Muito interessante. Aprendi muito. Tinha de tudo, até um pouco de Espiritismo... Hoje, no entanto, é gratificante observar que a maioria dos Encontros se caracterizam pela preponderância de legítimo conteúdo doutrinário. Claro que não nos furtamos de contar com os recursos da ciência do mundo (embora mais direcionadas para o campo fenomenal da matéria), tanto é que a própria Doutrina preconiza a “Aliança da Ciência com a Religião” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I). Entretanto, não devemos inverter a questão. O Espiritismo recorre validamente à Ciência no papel de auxiliar de seu entendimento e aplicação. O Espiritismo é, pois, o principal e a Ciência o suplementar, e não o inverso, isto é, o Espiritismo auxiliar da Ciência, uma vez que esta estuda o campo fenomenal da matéria, ou seja, as verdades adjacentes, tantas vezes sujeitas, na soberania do Espírito, estudando as verdades não adjacentes, mas profundas, nas suas razões fundamentais. Eis a questão pela qual em algumas Casas Espíritas há intenção para que em toda programação doutrinária sejam incluídos conceitos das obras de Allan Kardec no contexto de estudo e nas referências das fontes de consulta.♥

[close]

p. 7

A Aborto Espontâneo Raul Muniz organização Mundial da Saúde diz que abortamento espontâneo é a perda de um feto com menos de 500 gramas ou 20 semanas de gestação e isso ocorre em cerca de 10 a 20 % das vezes, o que torna este fato muito comum em nossa sociedade. Classicamente, as causas são divididas em maternas e fetais. Causas maternas seriam as alterações uterinas, infecções, doenças endócrinas, hematológicas e imunológicas. As anomalias cromossômicas são as causas fetais mais comuns. Também existem casos de abortamento onde não há formação de embrião ou existe uma parada do crescimento ainda numa fase celular ou préembrionária, chamada de gestação anembrionada. E as causas espirituais? Qual a explicação espírita para esses abortamentos espontâneos? O conhecimento espírita nos ajuda a entender a vida e as dificuldades do dia a dia nos mostrando que tudo que passamos é um reflexo do nosso presente e do nosso passado. Os problemas da vida decorrem de situações que precisamos passar e que ajudam na educação dos nossos sentimentos e nos fazem crescer como Espíritos. As perdas gestacionais também seguem as mesmas regras. Todo abortamento espontâneo é uma prova para os pais. A perda é um sentimento que somente aqueles que passaram por tal situação podem avaliar. Momento extremamente difícil e doloroso. Momento de prova que precisa ser vencida com dignidade e muita fé. As imperfeições da matéria, como relatado na pergunta 346 de “O Livro dos Espíritos”, contribuem com algumas perdas gestacionais. Aqui poderíamos incluir algumas gestações anembrionadas onde ocorrem erros da divisão celular. Alguns espíritos têm medo das provas que terão que suportar e podem desistir, fugindo das situações que os aguardam, adiando resgates, muitas vezes dolorosos. Mães também podem desistir da maternidade de forma inconsciente. Numa gestação, existe uma interpenetração de pensamentos entre mãe e filho. O medo do reencontro e as dificuldades em receber alguém do passado poderiam causar uma perda. Existem espíritos que apresentam deformidades no perispírito e que precisam passar por uma ou mais reencarnações curtas para readaptar o seu corpo espiritual, gerando um abortamento espontâneo. Um corpo sem chance de vida resulta numa prova para o Espírito, atuando como resgate de erros passados. No livro Missionários da Luz, André Luiz comenta de abortamento provocado por um processo obsessivo e cita a aparência espiritual do evento, bem diferente de uma gravidez desejada e bem acompanhada. No mesmo livro, ele também menciona a preparação de um mapa genético feito pelos coordenadores espirituais e que serve para a adequação do corpo e das provas que precisamos passar, o que mostra que o planejamento de um nascimento se inicia no plano espiritual. Muitas são as causas espirituais de um aborto natural. Todas relacionadas ao nosso passado e presente. Mais importante do que conhecer as causas de tão dolorosa prova é entender que seja qual for a situação vivida no passado pelos pais e pelo espírito reencarnante, a resignação diante da dor, a fé e a esperança de uma nova chance, são o remédio que cura as chagas do passado e as transforma em oportunidades de felicidade futura. ♥ Referências de leitura KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perguntas 344 a 360 André Luiz; XAVIER, Francisco C. Missionários da Luz. Cap 14 e 15. : ;

[close]

p. 8

Escravidão e Espiritismo Carla Antunes O mês de maio, que é dedicado à família e traz alguns eventos e comemorações relacionados ao tema, como o dia das mães, por exemplo, também nos remete a outras reflexões relacionadas à História do nosso do país. No dia 13 de maio de 1888, foi assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea, lei esta que decreta o fim da escravidão no Brasil. No que diz respeito à escravidão, Allan Kardec em O Livros dos Espíritos dirige a seguinte pergunta que é respondida pelos Espíritos: 829. Haverá homens que estejam, por natureza, destinados a ser propriedades de outros homens? “É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem. A escravidão é um abuso da força. Desaparece com o progresso, como gradativamente desaparecerão todos os abusos.” “Todavia, será prudente não perder de vista que o Brasil, da sua descoberta à alvorada da abolição da escravatura africana, que em seu seio medrou profusamente, tripudiou sobre os deveres do cristão, escravizando em condições acerbas homens inofensivos e fáceis de se conduzirem para Deus, porque, na sua maioria, não eram mentalidades primitivas e sim reencarnações de povos ilustres, mas criminosos, que buscavam redenção sob a humilhação da cor negra, humilde e cativa, arrependidos e desejosos do progresso, e cujos sofrimentos e lágrimas ecoam ainda nas ondas do éter adjacente do país como estigma infamante, caindo então o seu desarmonioso efeito em ricochetes especiosos sobre os culpados de ontem, através do feito reencarnatório.” Em complementação a essa resposta, Kardec ainda ressalta que: “É contrária à Natureza a lei humana que consagra a escravidão, pois que assemelha o homem ao irracional e o degrada física e moralmente.” O Brasil sofreu durante séculos com essa chaga da humanidade que até hoje traz sequelas dessa prática nos dois planos da vida, apresentada sob diversos dramas. Sobre alguns dos motivos da escravidão no Brasil, Bezerra de Menezes, no livro Dramas da Obsessão, traz as seguintes elucidações recebidas em pesquisas no plano espiritual ao expor um caso relacionado ao tema, a título de instrução dos leitores: Sendo assim, como a espiritualidade nunca deixa desamparados àqueles que necessitam de auxílio, muitos Espíritos encarnados e desencarnados abraçaram a causa em prol dos movimentos abolicionista que buscavam prioritariamente o fim da escravidão e melhores condições de educação e vida para os afrodescendentes escravizados no país. No livro "Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho", Humberto de Campos relata os esforços realizados por ilustres companheiros do movimento Espírita empenhados no movimento abolicionista, inclusive Bezerra de Menezes que em 1889 escreveu o livro “A escravidão no Brasil e as Medidas que Convém Tomar para Extingui-la Sem Dano para a Nação”, que trazia as diversas razões, desde as sóciohumanitárias, as metafísicas e econômicas que justificavam o fim da escravidão em nossa Pátria. Humberto de Campos relata da seguinte maneira o quadro do plano espiritual neste período: “Os gênios tutelares do mundo Dr Bezerra de Menezes

[close]

p. 9

espiritual inspiravam a todos os políticos e escritores e, se havia fazendeiros constituindo o mais sério sustentáculo da escravidão, dentro das classes conservadoras, inúmeros outros elementos existiam, como no Amazonas e no Ceará, que alforriavam os seus servidores, nos mais belos gestos de filantropia. As falanges de Ismael contavam colaboradores decididos no movimento libertador, quais Castro Alves, Luiz Gama, Rio Branco e Patrocínio. A própria Princesa Isabel, cujas tradições de nobreza e bondade jamais serão esquecidas no coração do Brasil, viera ao mundo com a sua tarefa definida no trabalho abençoado da abolição. Os Espíritos em prova no cárcere da carne têm a sua bagagem de sofrimentos expiatórios e depuradores, mas têm igualmente a possibilidade necessária para o cumprimento de deveres meritórios, aos olhos misericordiosos do Altíssimo.” seu coração de mulher.” Bem sabemos que a escravidão no Brasil não foi encerrada neste dia 13 de maio. Ela ainda perdura aos dias atuais de diversas maneiras – ocultas ou aparentes –, mas devemos estar sempre confiantes na providência divina, com a certeza de que não há nada que aconteça que não seja do conhecimento e da vontade de Deus, Nosso Pai, e que tudo há uma razão de ser em nossas vidas. Cabe a nós perseverarmos em combater está chaga até que seja finalmente extirpada de nossas mentes e corações. ♥ Referências: BÉRNI, Duílio Lena. Brasil, mais além. 7 ed. RJ: FEB, 2011. CAMPOS, Humberto de (Espírito); XAVIER, Francisco C. Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. 33 ed. RJ: FEB, 2010. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 14 ed. de E assim, como relatam os registros bolso. RJ: FEB, 2007. históricos, e após muitas lutas e apoio da MENEZES, Bezerra de (Espírito); PEREIRA, Espiritualidade Maior, Humberto de Campos nos Yvonne A. (Médium). Dramas da Obsessão. 4 ed. descreve que “a 13 de maio de 1888 é apresentada RJ: FEB, 2008. à regente a proposta de lei para imediata extinção MENEZES, Bezerra de. Bezerra de Menezes, o do cativeiro, lei que D. Isabel, cercada de Abolicionista do Império : A escravidão no Brasil entidades angélicas e misericordiosas, e as medidas que convém tomar para extingui-la sancionassem hesitar, com a nobre serenidade do sem dano para nação. RJ: F.V. Lorenz, 2009. Cantinho do Chico

[close]

p. 10

FOI NOTÍCIA NA UMEN Bazar Especial da UMEN N Equipe de Divulgação o último dia 29 de março de 2015 aconteceu na UMEN mais uma edição do Bazar Especial. Em nota, nosso presidente, Jano registrou o seguinte recado: “Caros amigos. Hoje, tivemos horas muito felizes, em nossa UMEN. Iniciamos o dia com uma atividade doutrinária, seguimos para o Bazar Especial e, depois, ainda tivemos a palestra da tarde. Ao longo de todo o dia, inúmeros tarefeiros trabalharam incansavelmente, com muita alegria e em plena harmonia, sem qualquer nota dissonante. Certamente, o mundo espiritual comemora, nesse momento, os resultados positivos obtidos. De nossa parte, nos cabe agradecer pela ajuda dos amigos espirituais e pela dedicação dos companheiros encarnados. Poderemos dormir, todos, com a sensação do dever cumprido. Fiquem com Deus. Jano.”

[close]

p. 11

Seminário “A série André Luiz: sua função e importância para a Doutrina Espírita” o dia 12 de abril de 2015 foi realizado na UMEN o Seminário “A série André Luiz: sua função e importância para a Doutrina Espírita”, sob a coordenação de Carmen Silveira, no período da manhã, de 9 às 12 horas. Carmen começou o seminário falando da importância de todo movimento árduo de pesquisa de André Luiz para reunir este material riquíssimo que constitui a coleção de livro intitulada “A Vida no Mundo Espiritual”, popularmente conhecida como Série André Luiz. Foi ressaltado, entre outros tópicos, que a obra completa de André Luiz nos traz relatos de problemas pelos quais todos podemos passar e nos mostra as soluções possíveis a cada caso. Foi ainda enfatizado ao final que o estudo dessas obras nos ajudariam muito em nosso processo de reforma moral que todos precisamos investir ao longo de nossas encarnações. Agradecemos imensamente pela contribuição que Carmen Silveira nos trouxe com esse estudo enriquecedor! N Equipe de Divulgação Minisseminário “Dependência Química e Transtornos Alimentares” ealizado no dia 25 de abril de 2015, o minisseminário teve como tema "Dependência Química e Transtornos Alimentares", sob a coordenação dos nossos estimados companheiros Jano Alves e Leonardo Faria. Neste encontro, Jano teceu reflexões acerca da importância do papel da família e a responsabilidade dos pais ao educarem e conduzirem seus filhos, orientando-os em relação ao futuro, além de ressaltar as consequências do uso abusivo seja de substancias toxicas para o organismo ou do consumo excessivo da alimentação e os transtornos que isso pode causar tanto fisicamente quanto espiritualmente. Este Minisseminário, por se tratar de um estudo organizado pela equipe do ESDE, contou ainda com a interação dos ouvintes através de perguntas e colocações sobre o tema. R Equipe de Divulgação

[close]

p. 12

Semana da Família na UMEN E Equipe de Divulgação 14º Feirão Beneficente Pró Casa Maria de Magdala ntre os dias 3 e 9 de maio de 2015 foi realizada na UMEN a primeira Semana da Família na UMEN! Durante esses dias foram abordados temas que dizem respeito à família, de diversas formas, mostrando diferentes perspectivas das situações familiares, a importância da família carnal e da família universal, um levantamento histórico das famílias presentes no Novo Testamento, entre outros tópicos estudados à luz da Doutrina Espírita. Este é um evento que se repetirá nos próximos anos como forma de integração dentro da Casa e para promover no mês dedicado à família, maiores reflexões sobre o tema que constitui extrema importância para todos nós. F Equipe de Divulgação oi realizado no último dia 24 de maio de 2015 o 14º Feirão pró-Casa Maria de Magdala. Em relação ao evento, foram registradas as seguintes notas: “Caros amigos da UMEN. O 14° Feirão Pró­Casa Maria de Magdala transcorreu em clima de paz, espírito de serviço, solidariedade e união, proporcionando a todos emoções as mais superiores. Certamente representou uma importante colaboração para a economia espiritual de nossa cidade. Agradeçamos a Deus a oportunidade de participar ativamente de momento tão feliz do Movimento Espírita da nossa região. A todos os que colaboraram, cabe o agradecimento, embora a certeza de que foram recompensados vantajosamente. Abraços. Jano.” “Feirão Beneficente Pró Casa Maria de Magdala está em sua 14ª edição e a UMEN só não esteve no 1º evento. Pela 1ª vez levamos o Bazar Florescer ao evento, com toda a renda revertida para a CMM. Foi um dia harmonioso e fraterno e esperamos ter alcançado nossos propósitos. A coordenação do Bazar agradece a toda família UMEN que direta ou indiretamente contribuiu com esse evento. Equipe Florescer.”

[close]

Comments

no comments yet