Eco da Tradição Junho

 

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Jornal Eco da Tradição do mês de Junho de 2015

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIII - Nº 166 - JUNHO DE 2015 Comissão Estadual dos Festejos escolheu o Patrono Foto: Rogério Bastos Afonso Hamm defende a manutenção dos rodeios Foto: Rogerio Bastos Narradores de Rodeios Página 02 EDITORIAL ECO ENTREVISTA Conheça os peões e prendas do RS Páginas 08,14, 15 e 19 JORNALISMO Página 20 Página 03 MTG lança prêmio de jornalismo Página 04 É de Passo Fundo a Prenda do RS Marina Giolo, do CTG Lalau Miranda, de Passo Fundo, repetiu o feito das prendas de 1999, 2010 e 2011 para a 7ªRT Tassya Pereira Marasciulo , de Rio Grande, 6ªRT, confirmou o 1º lugar na categoria juvenil Gabriely Portela Ramos , de Marau, conquistou um titulo inédito, mirim, para a 7ª RT. Foto: TV Tradição Páginas Centrais A Ciranda Cultural de Prendas do Estado do Rio Grande do Sul, que comemorou a sua 45ª edição, mostrou estar consolidada e madura, teve 8 regiões premiadas com faixas. Elas representaram a 3ª, 4ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 18ª e 20ª RT’s.

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2 Ano XIII - Edição 166 EDITORIAL Manoelito Savaris - Presidente Junho de 2015 OPINIÃO Por: Tomás Savaris Diretor de Música do MTG Narradores de Rodeios Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email: ecodatradicao@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com wp.clicrbs.com.br/mtg Contato: 51. 3223-5194 No Movimento Tradicionalista Gaúcho encontramos muitas oportunidades de participação das pessoas. Cada tradicionalista escolhe um espaço e procura ser reconhecido, satisfazer seus anseios ou necessidades ou mesmo exercer uma atividade que lhe renda satisfação, realização pessoal e, até, algum recurso financeiro. Portanto, há espaços generosos para todos, do declamador ao ginete, do dançarino ao laçador, do gaiteiro ao breteiro, do trovador ao narrador, e assim por diante. Uma das atividades mais específicas e que requer habilidade e um tanto de esforço, treinamento e dedicação é a de narrador de rodeios. Do narrador se espera que seja um bom de locutor, bom observador, que memorize nomes, pelagens de animais, datas, etc., além de que tenha boa organização, pois em muitas oportunidades é também um apontador. Os narradores surgiram praticamente junto com os torneios de tiro de laço e gineteadas que evoluíram para os rodeios. Eles tiveram grande importância no desenvolvimento da atividade, pois que, além de auxiliarem na organização das competições, também passaram a abrilhantar as festas pela capacidade que desenvolverem como animadores e estimuladores, tanto dos competidores quanto do público. No início dos anos dois mil, o MTG criou, por solicitação dos próprios narradores, um departamento específico, com o objetivo de que eles pudessem encontrar um lugar de apoio para qualificação, organização e troca de experiências. Esse departamento, diferentemente dos outros, possui uma diretoria eleita e uma assembleia geral, ambas compostas por narradores. Para integrar o departamento, o narrador manifesta o desejo e se submete a uma avaliação. Se aprovado, o narrador passa a integrar a assembleia do departamento. Quanto ao exercício da atividade, não há maiores restrições ou exigências. Cada narrador acerta a sua participação nos eventos diretamente com os promotores. A atividade pode ser gratuita ou remunerada. As duas imposições efetivas são: 1) narrar somente em eventos promovidos por entidade filiada ou associação de criadores de equinos; 2) cumprir as mesmas regras e exigências a que todos os tradicionalistas se submetem (pilcha, comportamento, observância da carta de princípios, linguajar, etc.). Nos últimos tempos, tem havido algumas situações desagradáveis envolvendo alguns poucos narradores que tem se rebelado contra as regras que eles mesmos ajudaram a aprovar. Mas são poucos e, aos poucos, estão se afastando do departamento. O importante é reconhecer a importância dos que se dedicam à atividade de narração de provas campeiras nos rodeios crioulos. São tradicionalistas que se especializaram no desempenho de uma atividade. São raros os que dependem exclusivamente dessa atividade. Na maioria dos casos a narração de rodeio é uma atividade complementar, de lazer e, eventualmente, uma forma de complementação de ganho. A todos os narradores que são exemplo, pela pilcha que usam, pelo amor à tradição, pelo linguajar gauchesco e sóbrio que empregam, pela dedicação aos rodeios, pela oração que fazem na hora da ave-maria, pelo incentivo aos jovens e pela valorização da família, a todos eles, o reconhecimento e a admiração do Movimento Tradicionalista. E aos que não se deixam levar pelo discurso de que o tiro de laço é somente um esporte e que seguem defendendo a ideia de que se trata, acima de tudo, de uma manifestação cultural que precisa ser preservada e mantida nesse patamar superior, uma palavra de agradecimento em nome dos mais de 400 mil jovens que participam das diversas atividades do tradicionalismo gaúcho organizado por amor à tradição e por respeito à história do Rio Grande do Sul. Avaliação da Arte? Todos sabem da importância que as manifestações artísticas possuem em qualquer cultura existente no mundo. É através delas que a identidade e características de um povo tornam-se visíveis a todos, porém enfrentamos um problema quando resolvemos classificar como melhor ou pior arte dentro de um universo tradicional ou folclórico. É fato que enquanto existir povo, existirá manifestações através da dança, música, literatura e até mesmo das artes visuais, pois esse processo ocorre naturalmente dentro de qualquer civilização. A forma em que qualquer trabalho artístico regional irá se apresentar vai variar entre cada pessoa ou grupo de pessoas, no entanto é quase impossível que as características entre uma e outra obra fujam de alguns pontos em comum, pois são oriundas de uma mesma cultura. Entendendo esse fato, é no mínimo curioso como temos o hábito de avaliar e qualificar manifestações artísticas, uma vez que nossa fundamentação é simplesmente um padrão estético que cada indivíduo vê como ideal para si. É óbvio que a competição estimula o estudo, a prática e o fazer efetivo de algo, contudo é inegável que, sem nos darmos conta, podemos prejudicar uma das partes mais importantes de uma cultura popular: a arte. Uma vez em que há competição, há também critérios de avaliação que servirão de embasamento para o indivíduo se preparar para uma apresentação, submetendo-se assim, a uma análise estética de alguém sobre a sua forma de fazer arte. Aí surge um problema que não somente a cultura gaúcha, mas praticamente todas as culturas em que a competição existe enfrentam: a avaliação e seus critérios. O julgamento de alguém pode ser baseado simplesmente na parte técnica de algo, o que prejudica na função comunicativa da manifestação artística. Em contrapartida, a avaliação de outro sujeito pode ser fundada exclusivamente na expressão sentimental decorrente da obra, deixando de lado todo “erro ou acidente” realizado em uma apresentação. Em minha humilde opinião, equilíbrio deve ser a palavra de ordem. Para uma boa interpretação artística, deve haver sobra técnica e, assim como devemos aceitar que a arte é proposta por cada um, necessitamos ter a consciência de que não podemos nos distanciar dos fundamentos de nossa tradição, uma vez que nossas competições são firmadas nesse conceito. Diante disso, acredito que apontar o certo ou errado, ruim ou bom, bonito ou feio dentro da arte, pode satisfazer a quem avalia no momento, mas nunca existirá a certeza da boa escolha na classificação qualitativa quando tratamos de manifestação artística popular. EXPEDIENTE: SUPERVISÃO: Manoelito Carlos Savaris DIREÇÃO GERAL: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Nairioli Callegaro, Odila Paese Savaris e Gustavo Bierhaus JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) ESTÁGIO E REVISÃO: Ticiana Leal COMERCIAL E EXPEDIÇÃO: Emeli Duarte IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade R$ 948,98 Plena R$ 815,63 Parcial R$ 504,49 Especial Estudantis R$ 148,90 40% do valor é repassado às RTs. Junho Valor MTG: PRESIDENTE: Manoelito Carlos Savaris VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Nairioli Callegaro VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal

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Ano XIII - Edição 166 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Junho de 2015 3 Deputado Afonso Hamm participa de reunião na sede do MTG Manutenção: O Deputado Federal Afonso Hamm esteve em uma reunião que aconteceu na sede do MTG, na manhã do dia 25 de maio, para tratar do assunto que preocupa os tradicionalistas no Rio Grande do Sul: O PL 2086/2011 - Que que acabar com os rodeios no Brasil. Fotos: Rogerio Bastos O projeto de Ricardo Trípoli, intenta proibir, em rodeios ou eventos similares, perseguições seguidas de laçadas e derrubadas de animal. A proposição considera infrator o responsável consignado na licença ou alvará que autorizou a realização do evento, assim como, a autoridade, agente ou servidor que concedeu alvará ou licença para o referido evento. O que diz o Deputado Afonso Hamm, relator do projeto: Conselheiros do MTG estiveram presentes na reunião Deputado Afonso Hamm conversa com vice-presidente campeiro Coordenadores atentos ao assunto que atinge todo o estado Representantes do Rodeio internacional da Vacaria - O rodeio é uma prática recreativa integrada a outros componentes da indústria cultural brasileira. Ao mesmo tempo representa uma atividade econômica que gera milhares de empregos e é, ainda, uma atividade que mantém viva a cultura e tradição do povo gaúcho que muito se orgulha da sua história; - Conforme a lei estadual N° 11719/2002, Rodeio é “evento que envolve animais nas atividades de montaria, provas de laço, gineteadas, pealo, provas de rédeas e outras provas típicas da tradição gaúcha”. É importante ressaltar no que se refere ao bem estar dos animais, é de natureza do tradicionalista o tratamento adequado daqueles que fazem parte do espetáculo. Atitude essa, recomendada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Pode-se constatar que houve a redução do tamanho da pista de corrida dos animais; foi extinta das atividades a cura do terneiro, entre outras práticas que são utilizadas garantindo que não haja maus tratos dos animais. Atualmente, no Brasil, segundo dados da Confederação Nacional de Rodeio, esse tipo de evento movimenta aproximadamente 300 mil empregos diretos e indiretos. No Rio Grande do Sul, os rodeios são responsáveis por 45% do turismo. É uma das provas mais importantes e tradicionais em diversos eventos realizados no Estado, que congrega tradicionalismo, cultura e lazer. A Lei estadual n° 14.342/2013, incluiu no calendário Oficial de Eventos do RS, os rodeios crioulos e as festas campeiras organizados por entidades filiadas ao MTG. No Brasil, o rodeio está regulamentado pelas Leis Federal N° 10.220/2001, que institui normas gerais relativas atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional. E também a Lei Nº: 10.519/2002, conhecida como Lei do Rodeio, que normatiza a realização eventos em que ocorrem rodeios, tornando obrigatória presença de um médico veterinário e proibindo o uso esporas pontiagudas, do transporte dos animais, alojamento, dos exames médicos, do piso arena controle de laços e das penalidades aos competidores. Projeto de Lei deixou promotores de rodeios preocupados Mesa formada por entidades culturais como MTG, IGTF e CGF Deputado Afonso Hamm e Manoelito Savaris Vice-presidente Nairo Calegaro e Ivo Benfatto da Comissão Gaucha O QUE DIZ A LEI 10.519/2002: Dispõe sobre a promoção e a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de rodeio e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º A realização de rodeios de animais obedecerá às normas gerais contidas nesta Lei. Parágrafo único. Consideram-se rodeios de animais as atividades de montaria ou de cronometragem e as provas de laço, nas quais são avaliados a habilidade do atleta em dominar o animal com perícia e o desempenho do próprio animal. Art. 2º Aplicam-se aos rodeios as disposições gerais relativas à defesa sanitária animal, incluindo-se os atestados de vacinação contra a febre aftosa e de controle da anemia infecciosa eqüina. Art. 3º Caberá à entidade promotora do rodeio, a suas expensas, prover: I - infra-estrutura completa para atendimento médico, com ambulância de plantão e equipe de primeiros socorros, com presença obrigatória de clínico-geral; II - médico veterinário habilitado, responsável pela garantia da boa condição física e sanitária dos animais e pelo cumprimento das normas disciplinadoras, impedindo maus tratos e injúrias de qualquer ordem; III - transporte dos animais em veículos apropriados e instalação de infra-estrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação; IV - arena das competições e bretes cercados com material resistente e com piso de areia ou outro material acolchoador, próprio para o amortecimento do impacto de eventual queda do peão de boiadeiro ou do animal montado. Art. 4º Os apetrechos técnicos utilizados nas montarias, bem como as características do arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer às normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio, seguindo as regras internacionalmente aceitas. § 1º As cintas, cilhas e as barrigueiras deverão ser confeccionadas em lã natural com dimensões adequadas para garantir o conforto dos animais. § 2º Fica expressamente proibido o uso de esporas com rosetas pontiagudas ou qualquer outro instrumento que cause ferimentos nos animais, incluindo aparelhos que provoquem choques elétricos. § 3º As cordas utilizadas nas provas de laço deverão dispor de redutor de impacto para o animal. Art. 5º A entidade promotora do rodeio deverá comunicar a realização das provas ao órgão estadual competente, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, comprovando estar apta a promover o rodeio segundo as normas legais e indicando o médico veterinário responsável. Art. 6º Os organizadores do rodeio ficam obrigados a contratar seguro pessoal de vida e invalidez permanente ou temporária, em favor dos profissionais do rodeio, que incluem os peões de boiadeiro, os “madrinheiros”, os “salva-vidas”, os domadores, os porteiros, os juízes e os locutores. Art. 7º No caso de infração do disposto nesta Lei, sem prejuízo da pena de multa de até R$ 5.320,00 (cinco mil, trezentos e vinte reais) e de outras penalidades previstas em legislações específicas, o órgão estadual competente poderá aplicar as seguintes sanções: I - advertência por escrito; II - suspensão temporária do rodeio; e III - suspensão definitiva do rodeio. Art. 8º Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após sua publicação. Brasília, 17 de julho de 2002; 181º da Independência e 114 ºda República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Marcus Vinicius Pratini de Moraes José Carlos Carvalho - D.O.U., 18/07/2002

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4 PROSEANDO COM TENÊNCIA Ano XIII - Edição 166 Junho de 2015 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Por Rogério Bastos Casos e Acasos A hora de apoiar Vejamos como é o mundo e a memória das pessoas. As pessoas passam tão rapidamente em nossas vidas e da mesma forma como entram, saem, e são esquecidas. Não, não vamos culpar a memória de ninguém. Mas é triste esquecermos pessoas que fizeram a história até a pouco tempo, mas partiram. Onde está Manoel Pedro da Silva Mello, Celso Souza Soares, Capitão Caraguatá, Barbosa Lessa, Yeno Severo (na 1ªRT muita gente nem sabe quem é) e tantos outros. Falo que a memória é curta, por que hoje, laçamos por grandes prêmios, fortunas, carros e motos, mas não lembramos dos homens que enfrentaram as “escanteadas” da sociedade para mostrar para ela que, o que era feito, de atividade laboral do gaúcho, deveria ser mantido ao longo dos anos. Falo aos que dançam com suas prendas mas não lembram que até a década de 40 não se sabia nada sobre estas danças. Até o final da década não se dançava com mulheres e, elas, nem sequer iam ao galpão. Foi graças a viagem até o Uruguai dos jovens do 35 CTG, que de lá trouxeram a boa nova: “temos que pesquisar e achar nossas danças e trazer as mulheres apara o convívio galponeiro”. Os 12 jovens, liderados pelo Paixão Cortes, viram os uruguaios dançarem o Pericon com suas mujeres. Esta descoberta deu novo ânimo e nova vida ao que vinha pela frente. Abriu novas perspectivas e fez o tradicionalismo crescer e chegar ao que é hoje. Mas lá no Uruguai as coisas foram envelhecendo, foram ficando esquecidas, e morrendo, a cada geração. Na viagem que fizemos nas terras uruguaias pude compreender a importância do acendimento da Chama Crioula Internacional. Muito mais que comemorar os 335 da Colônia do Santíssimo Sacramento, promover o Congresso Internacional da Tradição Gaúcha, em Montevidéu, o evento deve desencadear uma série de acontecimentos que pode reacender o tradicionalismo uruguaio. Mais uma vez vejo que tem gente que laça, gente que dança, gente que faz tanta coisa, mas, como escrevi mês passado, falta gente que pense o tradicionalismo como um todo, que se preocupe com a base do problema, que deixe seu umbigo e pense que, os uruguaios, nos ajudaram em meados do século passado e precisam de nossa ajuda hoje. Acredito que o mesmo pode ser feito lá na entidade, na base do CTG, recomeçarmos, buscarmos a motivação na etapa “mutirão”, que é aquela em que todo mundo dá um pouco de si, em que as pessoas se doam para o CTG. Por que lá dentro, naquela escola informal, teu filho terá bons aprendizados e fará verdadeiras amizades. DATA 13/06 20/06 27/06 27/06 04/07 12/07 25/07 Calendário do MTG - 1º Semestre EVENTO Cfor Patronagem 28ª RT, em Iraí 4ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor (Provas) 46ª Ciranda Cultural de Prendas - fase regional 28º Entrevero Cultural de Peões – fase regional 4ª Reunião Coordenadores Regionais e Diretores Culturais Acendimento da Chama Crioula Internacional 80ª Convenção Tradicionalista Gaúcha - Ordinária CIDADE Minuano CTG Porto Alegre Regiões Regiões Porto Alegre Colônia/Uruguai Porto Alegre MTG apresenta seu novo site No dia 02 de junho, o Movimento Tradicionalista Gaúcho lançou seu site com um novo projeto grafico, layout mais leve, mais moderno, interativo e de fácil navegação. Com a revitalização, o objetivo da diretoria foi tornar a plataforma mais atraente e fácil de navegar, além de contribuir para a atualização e produção de conteúdos, cada vez mais relevantes e interessantes para os tradicionalistas e internautas que o visitam. “Acompanhando a evolução do mundo digital o novo site do MTG também foi desenvolvido para facilitar o acesso ao MTG NET, possibilitar inscrições em cursos, compras de produtos na loja, livros da bibliografia básica, e é claro, a divulgação dos objetivos e missão da instituição, bem como dar mais visibilidade aos eventos”, disse José Roberto Fischborn, vice-presidente artístico do MTG, e profissional da área, responsável pelo acompanhamento técnico do site. O novo site pode ser acessado no endereço eletrônico: www.mtg.org.br PRÊMIO DE JORNALISMO Por: Sandra Veroneze Assessora de Imprensa do MTG Anunciado Prêmio MTG de Jornalismo O Movimento Tradicionalista Gaúcho anunciou, nesta semana, a realização do 1º Prêmio MTG de Jornalismo. A iniciativa tem apoio da Fundação Cultural Gaúcha e visa reconhecer o papel da imprensa e dos profissionais da área por seu engajamento e compromisso com a história e a tradição do Rio Grande do Sul. Poderão concorrer ao Prêmio os trabalhos jornalísticos veiculados em TVs, jornais, revistas, rádios, sites, blogs e fanpages. Os critérios de análise são ineditismo e/ou originalidade da abordagem do tradicionalismo gaúcho; consistência na divulgação e cobertura da agenda tradicionalista; capacidade de traduzir os fatos tradicionalistas para o leitor; contribuição para preservação da memória do tradicionalismo gaúcho e contribuição para uma reflexão sobre a figura folclórica e simbologia do gaúcho. O Prêmio contempla as categorias profissional e universitária, em diversas modalidades. O regulamento poderá ser acessado em breve no site do Movimento Tradicionalista Gaúcho (www.mtg.org.br) onde também poderão ser feitas as inscrições. Os trabalhos inscritos serão avaliados por um corpo de jurados composto de profissionais da área. Na primeira edição do prêmio podem ser inscritos trabalhos veiculados até 31 de dezembro de 2014. O resultado será divulgado durante os Festejos Farroupilhas, no mês de setembro. Segundo o presidente do MTG, Manoelito Savaris, é histórico o apoio da imprensa às iniciativas do tradicionalismo gaúcho, em suas mais diversas manifestações, refletindo-se em matérias e cadernos especiais, coberturas, e inclusive blogs e jornais especializados. ‘Temos muito a agradecer aos amigos da imprensa e reconhecê-los, agora formalmente, através deste prêmio’. Comprometimento Comprometimento pressupõe divisão de responsabilidades. Tenho passado por muitos lugares pelo Rio Grande do Sul e tenho visto que as pessoas não estão mais querendo se comprometer. Abraçar a causa. Vejo isso no time que jogo, nos grupos de dança... Não gosto então saio. E a bandeira? E o sentimento de pertencimento? Pois é, acredito que este elemento é fundamental para que as entidades voltem a crescer. Comprometimento! Por ir Elom a l Ma t REFLEXÃO te incomoda... É porque de alguma forma ela te ilumina” . (Ricardo Barreira) “ Se o brilho da minha luz

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Ano XIII - Edição 166 DEPARTAMENTO JOVEM Junho de 2015 NOTÍCIAS Marcel Heinrich – Diretor do Dpto Jovem do MTG 5 O fazer acontecer Preservação: Quando a tradição é mantida e perpetuada de geração em geração! E chegamos a maio com uma bagagem de eventos e realizações consideráveis, momentos especiais vividos dentro do nosso tradicionalismo, amizades conquistadas, conhecimentos repartidos. Jovens de todas as idades, que através da sua vivencia, do seu comprometimento, da sua dedicação e do seu trabalho tornam cada vez mais o movimento grande e forte. A exemplo do Entrevero tivemos em maio a Ciranda de Prendas, na cidade de Rio Grande, onde as nossas prendas mirins, juvenis e adultas reviveram costumes e tradições de nossos antepassados e, assim como os peões no seu entrevero, realizaram na prática, aquilo que as mulheres gaúchas faziam na sua época, na lida do dia a dia, no seu papel de mãe e dona de casa, onde o rancho era seu universo, com suas responsabilidades e afazeres. Nossos costumes e nossa tradição é repassada de geração em geração aos jovens, como forma de não a perdemos, de não esquecermos de nossas origens, mas mais que isso de repassar ensinamentos, conhecimento, virtudes e valores que nos tornam gaúchos, que nos definem tradicionalistas, que nos dá uma identidade que foi forjada com muita coragem e arrojo pelos gaúchos do passado, sob o lema de “Liberdade, Igualdade, Humanidade”. Tenho muito orgulho de ser um jovem tradicionalista, e assim como eu, esse sentimento está estampado em toda nossa juventude tradicionalista Rio Grande a fora, de sermos diferentes, e vivermos nossos costumes e tradição e com isso uma vida mais completa e feliz. Hoje é o nosso tempo, o nosso momento e a nossa responsabilidade, de levar, de conduzir, de transmitir e repassar o legado que nos faz tradicionalistas, e esse tempo não tem hora nem lugar, de fazer acontecer cada costume que conhecemos, cada maneira de fazer chimarrão, de cada indumentária, de assar uma carne, da medicina campeira, de uma milonga ao fundo de uns versos declamados. Agradecer e comemorar, pelo privilégio de sermos uma juventude consciente do seu papel e da sua responsabilidade, mais que isso, parabenizar a todos, jovens como Paixão Cortes, Benjamin Feltrim Neto, Milena Oliveira Correa, Tassya Pereira Marasciulo, Marina Giolo, são tantos e tantas gerações que só nos resta condensar tudo em um imenso ‘’muito obrigado’’. A todas as prendas tradicionalistas, que estiveram na 45ª Ciranda Cultural de Prendas, vocês todas são vencedoras. Somos a força Jovem tradicionalista, juntos somos o Rio Grande! Escolhidos os patronos dos festejos de Venâncio Homenagem: Presidente do Instituto Escola do Chimarrão, seu projeto de prenda, um sonho que virou realidade, Liliane será homenageada em sua cidade juntamente com o cidadão venâncioairense José Darci Em reunião da Associação Tradicionalista de Venâncio Aires (ATVA) na noite do dia 25, a comissão organizadora dos Festejos Farroupilhas escolheu os dois nomes que terão a missão de atuar como patronos da semana farroupilha, em setembro. A idealizadora e atual presidente do Instituto Escola do Chimarrão, Liliane Inês Pappen, e o tradicionalista, recém-eleito, cidadão venâncio-airense, José Darci da Silveira são os escolhidos como patronos dos Festejos na cidade. “Me sinto emocionada e gratificada por essa homenagem. É muito bom perceber que a semente plantada ao longo da minha caminhada tradicionalista gerou bons frutos. Agradeço aos amigos que indicaram e apoiaram meu nome” afirmou Liliane. A Semana Farroupilha em Venâncio Aires segue o tema do ano estadual: “O campeirismo gaúcho e sua importância social e cultural”. TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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6 NOTÍCIAS Ano XIII - Edição 166 ESPAÇO DO IGTF Junho de 2015 Por: Vinicius Brum - Presidente da FIGTF 25ª RT realiza projetos culturais A coordenadoria da 25ª RT, através de suas invernadas artístico e cultural, vem desenvolvendo um projeto, no ano de 2015, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento dos nossos artistas das modalidades individuais, tais como: declamação, interprete solista vocal, violão, gaita piano, chula, conto, poesia, trova, causo, entre outros. Os trabalhos foram realizados, e outros serão, em parceria com o MTG, com entidades tradicionalistas da 25ªRT, Querência da Poesia Xucra e pelo prendado regional gestão 2014/2015. Também faz parte desta iniciativa a realização de trabalhos culturais, como palestras, oficinas artísticas e campeiras, para proporcionar aos integrantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho, e também a comunidade em geral, um maior conhecimento, aperfeiçoamento e troca de informações sobre os mais diversos assuntos relevantes a história e atualidades do Rio Grande do Sul. Segundo Sílvia Simone Soares, posteira artística da região, no 1º semestre já aconteceram eventos como: oficinas de declamação, 2º Chá solidário das Prendas, palestras sobre alimentação saudável, fundação e precursores do grupo dos 8, símbolos do RS, o campeirismo gaúcho e a sua importância social e cultural, painel de indumentária geral e indumentária para o FEGADAN e oficina de interprete solista vocal. Para o segundo semestre estão programadas as seguintes atividades: - Junho – oficinas de violão e oficinas de chula - Junho / novembro – oficinas de gaita piano - 8 de Junho – Palestra: Formação do gaúcho: origens, com Manoelito Savaris - 6 de julho – Palestra: Para cada competição um momento de confraternização, e, estrutura do MTG e CTG’s, com Marília Dorneles e Hélio Ferreira - 19 de agosto – 180 anos da Revolução Farroupilha e 170 anos da Paz de Ponche Verde, com Rogério Bastos - 5 de outubro – Símbolos Rio-grandenses – Prendado CTG Tio Carlo. Foto: Divulgação Um rio chamado Rillo Manhã perdida na memória. Como era habitual preparei o mate e desci ainda sonolento as escadas do edifício para apanhar o jornal do dia e a correspondência, que naqueles inícios verdes da minha vida na capital era rala e previsível. Entre uns papeluchos insignificantes, na maioria lixo publicitário que invadem ainda hoje os escaninhos de correspondência, os jornais e, como uma pedrinha brilhante no fundo da escuridão da caixa, refulgindo, a pontinha de um envelope. Desnecessário dizer que minha curiosidade foi direto a ele. Na página amarela datilografada, uma carta saudava um amigo. Saudação e saudade, dava conta. Dizia quase assim: Passei a noite escrevendo. Entre um poema, um conto, uma letra pros amigos, surgiu esta que segue e imagino que a tua sensibilidade possa vesti-la de boa sonoridade. Depois de mais algumas brevíssimas considerações sobre festivais e possíveis encontros, data e assinatura: Rillo, abril de 1984. Quase não terminei de ler todo o texto da carta e virei a página. Queria os versos. Ali estavam, como ainda estão, e como, já não duvido, estarão enquanto eu ainda por aí andar com a voz ao vento: Na bomba do mate ficaram teus lábios e um gosto maduro de mel de mirim... Assim começa a letra de Um mate por ti que musiquei imediatamente. Depois ainda pedi quarteada ao Beto Bollo, parceiro constante daqueles dias, que com seu sensível engenho me ajudou na composição. E a cada pequeno grupo se sucedia na audição a repercussão era igual: aplausos, elogios. O incipiente autor havia sido presenteado com um reconhecimento. Era um presente de Rillo. José Hilário Retamozzo, poeta são-borjense dos bons, certa feita escreveu com viés concretista um poema que depois de uma equação matemática comprovava: Aparício Silva Rillo, três vezes tem rio no nome... Sinto, neste instante, que através desses anos todos tenho estado em constante rota de mergulho dentro destas águas. Velhos remansos já mapeados e novas corredeiras insuspeitas. Rillo ainda é o mesmo – verbo e barro, água e verso. E lá se vão duas décadas desde aquele fatídico vinte de junho. Mas, é sempre outro também, novo, arejado, orvalho que se revigora a cada estação. Agora estou molhado: lágrima ou naufrágio? Estou mergulhado. Estamos. Estaremos sempre, como um dardo no silêncio, a navegar no rio chamado Rillo. Grandes eventos em Alvorada, 1ª RT FESTINIL A patronagem do CTG Amanhecer na Querência, juntamente com a Subcoordenadoria de Alvorada, com a Coordenadoria da 1ª RT convidam os tradicionalistas para participar, nos dias 13 e 14 de junho, do 6º FESTINIL, único evento oficial da modalidade juvenil na 1ª RT. As inscrições serão aceitas até às 23h59min do dia 05 de junho, pelo e-mail inscricoesfestinil@1rtrs. com.br, e terá a coordenação de Rodrigo Maciel, diretor Artístico da 1ª RT. Baixe o regulamento e a ficha de inscrição para a tua entidade poder Foto: Divulgação participar do evento. O CTG fica na Rua Tramandaí, 76, no Jardim Alvorada, em Alvorada (RS). Em Alvorada o contato é com a Subcoordenadora Marta pelo fone (51) 9918-2115. TILINTAR DAS CHILENAS Ainda, em Alvorada, nos dias 06 e 07 de junho, o CTG Chilena de Prata estará realizando a 11ª edição do Tilintar das Chilenas Artístico e Cultural. O evento é tradicional na cidade. Contatos e inscrições pelo fone (51) 9715-9439 com o Antônio. O CTG fica na Rua José do Patrocínio 135, no Jardim Porto Alegre, Alvorada. Painel de indumentária geral e indumentária para o FEGADAN foram realizadas na sede da 25ªRT O adeus ao galpão do Potreiro Grande Vai deixar saudades: CTG litorâneo, onde nasceu o MTG, de vasta história de títulos estaduais de prendas, peões e invernadas, foi demolido. Em 1966, no 12º Congresso Tradicionalista Gaúcho, o MTG nascia, e o realizador do evento era o CTG Potreiro Grande, na cidade de Tramandaí. Desta entidade vieram nomes como o peão farroupilha do RS, Luís Eduardo Moehlecke, a prenda Adriana Bitsck, o grupo campeão do FEGART em 1986, “Ainda bem que a poeira da demolição não tira o brilho das lembranças felizes que guardo do Potreiro Grande, minha família foi muito feliz ali! Foram grande rodeios, eventos estaduais que sediamos, Bitsck, que já foi diretora de cultura do MTG, pelo facebook. Foto: Divulgação concursos, seminários, inesquecíveis saraus de prendas e grandes festas. Muitas amizades nasceram ali e são conservadas até hoje”, contou Jane Painel na parede lembra das atividades do Potreiro Grande Rodrigo Maciel (D), ao lado de Paixão, tem trabalhado muito para organizar os evento s da 1ªRT

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Ano XIII - Edição 166 ESPAÇO DA CBTG Junho de 2015 ESPAÇO DA CITG 7 Por: Dorvilio Calderan - Presidente da CITG CBTG realiza reunião ordinária em São Paulo A Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha realizou no dia 28 de maio, no CTG União e Tradição – Embú das Artes/SP, a reunião ordinária da confederação para avaliação do FENART, Rodeio Nacional de Campeões e Jogos Tradicionalistas, além da prestação de contas e do congresso da CBTG, onde serão escolhidos os novos Peões e Prendas da entidade. “Tivemos uma recepção típica de gaúcho para gaúcho, no CTG União e Tradição de São Paulo, da diretoria do MTG/SP e a patronagem do CTG. Nossa pauta, foi a avaliação, pelos presidentes e diretores, do FENART em Piratuba/SC, em fevereiro e, segundo lugar, o 19º Congresso da CBTG que ficou acertado para o dia 14 e 15 de novembro de 2015, em Sapezal/MT.” – contou o presidente João Mello. Paralelo ao congresso será realizado o concurso de prendas e peões da CBTG. Após os debates foi apresentada a prestação de contas, do ano 2014, e de janeiro a abril 2015, o qual foi aprovado pelo conselho. Nos assuntos gerais a presidencia da CBTG propôs aos MTGs presentes a ideia de constituir uma bancada tradicionalista com os Deputados Federais gaúchos de todos os estados para defenderem emendas e projetos culturais. “Teremos o apoio do MTG-DF e diretores da CBTG, que residem em Brasília, para realizarmos um evento no mês de junho, reunindo com os presidentes do MTGs e seus Deputados, e temos o apoio do Deputado Sul-mato-grossense Carlos Eduardo Marun”, comemorou Mello. Acendimento Internacional da Chama Crioula No momento em que nos preparamos para mais uma etapa que é a realização do 12º. Congresso Internacional da Tradição Gaúcha, que será realizado na sede da Sociedade Elias Regules, Montevidéu, Uruguai, no dia 17 de julho de 2015, e integrará as Solenidade de Acendimento Internacional da Chama Crioula comemorativo aos 335 da Colônia do Santíssimo Sacramento nos sentimos orgulhosos e com a certeza que de a integração dos países do Mercosul se fortalecerá através da preservação das tradições que orgulhosamente cultuamos. A retomada das atividades da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha – CITG, paralisadas por mais de dez anos, aconteceu inicialmente na reunião do dia 09 de março de 2012, em Tacuarembó, Uruguay, quando foi tomada a decisão da realização do 11º. Congresso Internacional da Tradição Gaúcha, que acorrido em dezembro de 2012, em Porto Alegre, RS, que contou com fundamental empenho e a participação de todos os representantes do tradicionalismo Gaúcho dos países membros. O engajamento nesta missão de tradicionalistas comprometidos com a defesa da tradição gaúcha e, interessados em discutir temas importantes para reforçar o cumprimento dos objetivos constantes da Carta Constitutiva da CITG, ou seja: Investigar, difundir e incentivar nos respectivos países, os usos e costumes do tradicionalismo gaúcho, a aproximação e o intercâmbio cultural, respeitadas as peculiaridades regionais; Manter a união dos Movimentos Tradicionalistas Gaúchos dos países membros; e; Interceder perante os Organismos Internacionais em benefício dos direitos e interesses legítimos da cultura gaúcha, foi fundamental. Também, neste período a CITG contou com o apoio da CBTG – Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, na pessoa de seu então Presidente e Conselheiro da CITG, Manoelito Savaris, do MTG-RS, e, dos Conselheiros dos países membros, para a realização do Congresso. O 11º Congresso permitiu a discussão de importantes assuntos como: Situação atual do Movimento Tradicionalista no Brasil, Uruguai e Argentina; Presente e futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho no Brasil; Elias Regules no ano de 2012, no Uruguai; e, A Tradição Gaúcha na Argentina. Como decisões, destacamos a aprovação das seguintes proposições: Revisão e aprovação do Regimento Interno da CITG; a criação da Bandeira e da Logomarca; Integração de outras Confederações de outros Países; a proposta que ora vemos sua concretização que é o Acendimento Internacional da Chama Crioula 2015 em Colônia do Santíssimo Sacramento, no Uruguai e a Eleição da Diretoria para a Gestão 2012/2014. Também, foi criada a página da internet para a CITG. Em 02 de agosto de 2014, foi realizada a reunião do Conselho Coordenador, para tratar da situação do Movimento Tradicionalista Gaúcho, proposta de fortalecimento da Integração entre as Federações Filiadas; 12º. Congresso Internacional da Tradição Gaúcha e o Acendimento Internacional da Chama Crioula. Na oportunidade, o Cap. Brigido Rivero, apresentou um vídeo sobre a UASTU – União de Aparcerias e Sociedade de Tradiciones del Uruguay, e, falou sobre os esforços envidados para organizar o Movimento e fortalecê-lo, destacando o momento de reconstrução do Movimento Tradicionalista no Uruguai. E, com o sentimento dever cumprido, a satisfação de ver o esforço de nossos irmãos Uruguaios em unir suas Sociedades Crioulas para fortalecimento de nosso Movimento, e, da concretização do projeto do Acendimento Internacional da Chama Crioula, encerro neste próximo Congresso minha gestão e tenho a certeza de que este trabalho continuará, mesmo entendendo as dificuldades, devido a distancia e custo, para participação de todos, sabemos que continuaremos contando com apoio de todos para o bem comum. Foto: Facebook CBTG Representantes das federações tradicionalistas de todo o Brasil A tradição gaúcha no coração da capital - 1ª RT realizou o SAT na Redenção Fotos: Rogério Bastos Quem chegava no centro da capital gaúcha na manhã chuvosa de domingo, dia 03 de maio, podia conferir o que a 1ª região tradicionalista tem de mais precioso: Sua gente. Apesar do chuvisco que caia, intercalando com períodos calmos, as invernadas que participarão da regional do ENART fizeram um verdadeiro espetáculo, com seus musicais, dançarinos, declamadores e cantores no Parque Farroupilha, ou Parque da Redenção, como é conhecido. Coordenadoria da 1ª Região Tradicionalista conseguiu-se uma aproximação da tradição gaúcha com a comunidade. Rodrigo Adriano Maciel, Diretor Artístico da 1ªRT, foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso de uma atividade, que, mesmo em um dia nublado e chuvoso, aproximou os tradicionalistas da comunidade, além, é claro, de mostrar a arte gaúcha para as pessoas que não são acostumadas a ver espetáculos como os que aconteceram na Redenção, no inicio do mês de maio. Invernadas, integradas, deram um espetáculo no Parque da Redenção Além das apresentações de dança, em forma de integração, muita musica, poesia, oficinas com pessoal de Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Guaíba, Porto Alegre, Viamão e Eldorado do Sul. O Seminário de Aperfeiçoamento Tradicionalista surgiu no ano de 2003, junto com o CFor, que disponibilizou para que as regiões pudessem refletir e fazer atividades com quem participa do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha, e, com essas atividades, em sua grande maioria, sociais, O sorriso da juventude tradicionalista resume o amor pelas tradições

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8 ECO ENTREVISTA Ano XIII - Edição 166 NOTÍCIAS Junho de 2015 Passo Fundo, natural do município de Vila Maria, onde deu seus primeiros passos no tradicionalismo, representando o CTG Francisco Vitor Maroni. “Nesta época obtive faixas de prenda mirim e uma faixa de prenda juvenil, na qual me consagrei a 3ª prenda juvenil da 7ªRT, em 2009. Fui para Passo Fundo no ano de 2010 e me filiei ao CTG Lalau Miranda, onde fui 1ª prenda juvenil em 2010 e 1ª prenda juvenil da 7ª RT em 2011, concorrendo na 42ª Ciranda Cultural de Prendas, em Passo Fundo, no ano de 2012”, conta Marina. Eco – Como foi a tua preparação para a ciranda 2015? Foram anos sonhando e me dedicando para as faixas e para o trabalho que vem junto com elas. Desde 2013, quando me tornei a 1ª Prenda do CTG Lalau Miranda, e 2014 quando escolhida 1ª Prenda da 7ª RT, intensifiquei os estudos. Desde janeiro de 2015 li toda a bibliografia indicada, estudei horas e horas todos os dias para a prova escrita. Tive ajuda do CTG Lalau Miranda nos inúmeros ensaios das danças e da poesia, além de aulas de dicção e redação. Para a mostra folclórica, entrevistei muitas pessoas de várias cidades e idades diferentes, pesquisei durante meses sobre as festas juninas. Abdiquei muito de minha vida pessoal como festas e amigos, mas tudo feito com muito amor e consciência. Foi um conjunto de atividades que realizei sempre buscando representar a minha região da melhor maneira durante toda a minha gestão regional e principalmente na Ciranda. Eco – Como tu vês a 7ª RT conquistando faixas e crachás estaduais? É o reflexo de uma gestão unida que estudou e se preparou muito para alcançar estes resultados. Foram muitas noites estudando juntos, emprestando materiais, livros, edições do Eco da Tradição, e principalmente valorizando cada dia juntos enquanto gestão regional. Como 1ª prenda, sempre busquei a união de todos os colegas, porque sei que essa é a chave para um trabalho bem feito. Incentivamos uns aos outros, sonhamos, enfrentamos os medos, nos apoiamos em nossos sonhos e chegamos até aqui por merecimento. Essas faixas e crachás reforçam o trabalho da 7ª RT, que cobra intensamente a preparação adequada das prendas e peões para bem representar a região frente o estado. Eco – Qual o planejamento para a gestão? Espero que todos os tradicionalistas sintam orgulho das prendas e peões do RS. Quero visitar as nossas regiões e ser incentivo para as prendas e peões que tem o mesmo sonho. Sou defensora da mulher gaúcha como atuante e comprometida frente ao MTG, e é essa figura, da prenda dedicada e atenciosa que quero ser juntamente com as demais prendas. O Movimento Tradicionalista Gaúcho precisa de jovens capazes de representar a nossa cultura e objetivos com competência, energia e principalmente humildade perante todos. Os jovens tradicionalistas querem a força da gestão estadual, e estamos dispostos a trabalhar servindo a nossa cultura não somente durante a gestão, mas também durante os muitos anos que ainda virão. Aproveitando o que uma vez disse nosso Presidente Manoelito Carlos Savaris, somos soldados, e como tal, temos responsabilidades que cumpriremos com muita honra. Comida: Lasanha Livro: Contos Gauchescos de João Simões Lopes Neto Filme: O fantasma da Ópera Frase: “Se você pode sonhar, também pode tornar o seu sonho realidade”. Marina: “Temos que sonhar, para MTG realiza homenagem no que os sonhos, se tornem realidade” Monumento à Bento Gonçalves, em Rio Grande Marina Giolo, 20 anos, estudante de jornalismo, na Universidade de Preservação: A cidade que deu origem ao Rio Grande do Sul nunca esteve em poder dos farroupilhas, mas, lá estão os restos mortais do maior herói do estado. Bento recebeu justa homenagem durante a ciranda O Movimento Tradicionalista Gaúcho, as Prendas do Rio Grande do Sul e a Administração Municipal de Rio Grande realizaram, ao meio-dia de 21 de maio, em Rio Grande, uma homenagem especial ao General Bento Gonçalves, em seu monumento-túmulo localizado na praça Tamandaré. A ação integrou a programação da 45ª Ciranda Estadual de Prendas, que acontece em Rio Grande de 21 a 23 de maio. Na ocasião, estiveram presentes o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Manoelito Savaris, representantes da Administração Municipal e o tetraneto de Bento Gonçalves, Raul Justino Ribeiro, que durante a solenidade deixou exposta, na estátua, a espada utilizada por Bento Gonçalves. As prendas também prestaram homenagem, depositando aos pés da estátua uma panóplia de flores. Em seu pronunciamento, Savaris falou sobre a relevância histórica de Bento Gonçalves, destacando suas lutas e reivindicações. Durante a homenagem, que contou com a apresentação da banda da Marinha, foi realizado um abraço simbólico ao monumento. Saiba mais: Em 14 de julho de 1891, na cidade de Porto Alegre, foi publicada a Lei Governamental que propunha, com o consentimento da família, a doação dos restos mortais do General Bento Gonçalves da Silva ao município que erguesse um monumento à altura do General e de seus companheiros. Rio Grande ergueu, na praça Tamandaré. Os municípios que contribuíram materialmente para a construção do monumento e que se fizeram representar no ato da inauguração, em 20 de setembro de 1909, foram: Porto Alegre, Garibaldi, Uruguaiana, Santa Vitória do Palmar, Santa Maria, Cruz Fotos: Sandra veroneze Alta, Santo Amaro, São Francisco de Assis, Dom Pedrito, Quarai, Julio de Castilhos, Vacaria, Taquara, Santa Cruz, São Borja, Torres, São Sebastião do Caí, Soledade, Bagé e Rosário. A escultura, fundida em bronze, é de Teixeira Lopes. Possui dois leões em combate que representam a luta entre irmãos, na qual não houve vencedores nem vencidos. Momento para ficar na história: Um abraço ao monumento-túmulo de Bento TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIII - Edição 166 NOTÍCIAS Junho de 2015 TURISMO NO SUL 9 Por Jeandro Garcia Presidente do MTG visita o Uruguai Tradição além fronteiras: Em recente visita à Colônia e à Montevidéu, Manoelito Savaris, ajustou o acendimento da Chama Crioula Internacional e outros eventos que acontecerão em território uruguaio Fotos: Rogério Bastos As ruínas de São Miguel, a arte sacra Missioneira Espetáculo Som e Luz reconta a história das missões Reunião na Intendência de Colônia tratou o acendimento da Chama Internacional Colônia Na terça-feira, 28 de abril, o presidente do MTG, Manoelito Carlos Savaris, esteve reunido com a equipe que está organizando o acendimento da Chama Crioula no Chui, em Colônia, no Uruguai. Jefferson Pereira, coordenador da comissão executiva do acendimento, Gerardo Arrate (Pancho), que coordenará a cavalgada, Sandro Leite e Tarciso Amaral, integrantes do grupo “Pé no estribo”, juntamente com membros da Associacion Turistica del Departamento de Colonia, Mariana Boné, secretaria executiva, Martin Cabrera, relações públicas da intendência, Alejandro Velluti, presidente da Associacion Turística e Carlos Decurnex. Na intendência, foi discutida a chegada dos cavaleiros, a estrutura para o acendimento internacional, participação de autoridades, a importância histórica do evento, e a participação do Departamento de Colônia. A reunião seguiu durante o almoço, oferecido pela Associacion Turística del Departamento de Colônia , bem no centro da fortificação, para que se conhecesse o local. As belezas e as curiosidades poderão ser exploradas pelas diversas regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul que já estão se organizando em excursões para acompanhar o evento. Montevidéu Completando a agenda no Uruguai, do presidente Manoelito Savaris, a manhã da quarta-feira, 28 de maio, foi reservada para uma reunião com as Sociedade de Tradiciones del Uruguay de Montevidéu, entre elas, a mais antiga, Dr.Elias Regules. A equipe que fará a cavalgada de translado da Chama Crioula, em julho, esteve presente com Jefferson Pereira, Gerardo Arrate, o “Pancho”, Sandro Leite e Tarciso Amaral, com pessoal da Elias Regules, Ceibal Regules, sobrinho neto do fundador da “sociedad”, Leandro Gumersindo Aguirre Regules, do Jornal El Pais, Nuber Fernandes e Manuel Rodrigues, o “Manolo”. Também se fizeram presentes Jorge Alves da Costa, presidente da União de Aparcerias (o que tratamos, no RS, como piquetes) e Brígido Oddonell Rivero Ojeda, Jefe de la Policia Montada, de Canelones. Vários assuntos foram debatidos, por mais de duas horas, no hotel Oxford, em Montevidéu, mas, basicamente, a participação das sociedades criollas no translado da chama, a participação da cavalgada da chama no desfile do dia 18 de julho, “dia da Pátria” no Uruguai, a organização do Congresso Internacional da Tradição Gaúcha, dia 17 de julho, e do tradicionalismo gaúcho uruguaio. Um dos mais importantes monumentos históricos brasileiros, as ruínas de São Miguel pertencem, na verdade, ao mundo. Tombadas pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, ficam quase na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e foram heranças deixadas pelas missões jesuítas no século 17. Outras três missões em ruínas podem ser vistas na região, mas a de São Miguel é a mais bem preservada. Além disso, exibe regularmente o belo espetáculo Som e Luz narrando a história do lugar. Depois que escurece, as ruínas viram palco para a emocionante apresentação, que dura quase uma hora. Durante o dia, porém, a aventura é explorar as ruínas. Com uma monumental fachada de 30 metros de altura, a Catedral de São Miguel Arcanjo - ou o que restou dela - impressiona com suas arcadas de inspiração romana e colunas coríntias. A construção da igreja teve início em 1735 e contou com mais de cem operários guaranis. Da planta original, há vestígios do colégio, da casa dos padres e do cemitério. Na antiga sacristia é exibido um vídeo com a reconstituição computadorizada do antigo vilarejo. Dentro do sítio arqueológico funciona o Museu das Missões. Projetado por Lúcio Costa, imita uma habitação indígena. Lá está o maior acervo brasileiro de esculturas de santos feitas pelos índios ou trazidas da Europa. Por falar em índios, eles normalmente são encontrados na porta do museu vendendo artesanato. Um pequeno grupo vive nos arredores, em casas de taquara, barro e teto de palha. Próximas de São Miguel estão as ruínas de outras três missões: São Lourenço Mártir, São João Batista e São Nicolau, que, ao lado de São Borja, São Luís Gonzaga e Santo Ângelo, formam os chamados Sete Povos das Missões. Em Santo Ângelo, que tem agitada vida noturna, as atrações ficam por conta de uma bela catedral - réplica da construção de São Miguel - e de um museu histórico. Já em São Luiz Gonzaga está em fase de construção o Hotel e Pousada Pedro Ortaça, um grande empreendimento da família Ortaça, inspirado também nas ruinas, e em breve estará pronto para receber a todos com a velha hospitalidade missioneira, sendo também um centro de preservação e resgate de nossa cultura. Reunião com União de Aparcerias e Sociedades Crioulas em Montevidéu teve cobertura do Jornal El Pais Ruínas são um dos pontos turísticos mais importantes da região

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10 Ano XIII - Edição 166 Junho de 2015 7ª Região conquista duas faixas: 1ªs Pren Fotos: TV Tradição/Facebook O evento, que aconteceu na cidade de Rio Grande, 6ªRT, das 64 candidatas, tiveram 8 regiões premiadas, das 9 faixas, e Foram três dias de evento, começando com a despedida das prendas na quinta-feira dia 21 de maio, prova escrita e mostra folclórica na sexta, e as provas artística e oral, no sábado, terminando no fandango oficial, na noite de sábado para domingo. Disputavam as 9 faixas estaduais, 64 candidatas, distribuídas em 25 mirins, 22 juvenis e 17 adultas. A ciranda tem como objetivos despertar o gosto pelas tradições e estimular a integração ao meio tradicionalista, bem como o aprofundamento na cultura rio-grandense, incremento cultural e intelectual das prendas, aperfeiçoamento de dotes artísticos e de relacionamento social. A Ciranda Cultural de Prendas foi uma realização do Movimento Tradicionalista Gaúcho em ação conjunta com a Fundação Cultural Gaúcha e Prefeitura Municipal de Rio Grande. O patrocínio foi do Supermercado Guanabara e da Planalto Transportes e o apoio foi da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, 6ª Região Tradicionalista, CTG Gel. Antônio de Souza Neto e Erva-mate Gaúcha da Serra. O evento contou com financiamento do Pró-Cultura RS, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. CATEGOR 1ª Prenda Mirim - Gabriely Po 2ª Prenda Mirim - Yasmin C. R 3ª Prenda Mirim - Milena Oliv CATEGORIA 1ª Prenda Juvenil - Tassya P. M 2ª Prenda Juvenil - Jéssica Vi 3ª Prenda Juvenil - Daia Laura Callegaro e Aline de Souza CATEGORI 1ª Prenda - Marina Giolo 2ª Prenda - Aline Almeida de S 3ª Prenda - Diana Juciéli R Mais Linda Prenda do RS O concurso inicialmente era promovido pela Rádio Gaúcha, Jornal Ultima Hora e VARIG, e tinha como denominação “Mais Linda Prenda do Rio Grande do Sul”. A primeira edição da iniciativa foi realizada em Porto Alegre, no CTG Sinuelo da Tradição, um Departamento do Clube São José, por ocasião da 1ª Ronda Crioula, no ano de 1959. A divulgação dos resultados ocorreu no dia 20 de setembro, em um baile realizado na Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa). Entre as 31 concorrentes, a escolhida foi Marly Guimarães Zwestch. Diana Juciéli Ribeiro e Barbara Schneider Primeira Prenda do RS Tassya Marasciulo e Amanda Faleiro Em 1968, aparece a nomenclatura de concurso da “1ª Prenda do Rio Grande do Sul”. Em 1969, o Conselho Coordenador decide realizar o evento paralelo ao 14° Congresso Tradicionalista, na cidade de São Francisco de Paula, no mês de janeiro. Já no 15° Congresso, em Santiago, de 8 à 11 de janeiro de 1970, a atividade novamente foi realizada extraoficialmente durante o conclave ocorreu a instituição. Oficialmente, a primeira edição do concurso de Pren Adu Andressa Motter e Jéssica Villar Rodrigues Prendas Mirins Daiana Dal Ros e Caroline Borges de Lemos

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Ano XIII - Edição 166 Junho de 2015 11 ndas, adulta e mirim, do Rio Grande do Sul Fotos: TV Tradição/facebook e brindou a cidade de Passo Fundo e o CTG Lalau Miranda como sede da 46ª Ciranda Cultural de Prendas, em 2016 RIA MIRIM ortela Ramos - 7ª RT - Marau Reinehr - 20ª RT - Três de Maio veira Correa - 4ª RT - Alegrete A JUVENIL Marasciulo - 6ª RT - Rio Grande illar Rodrigues - 18ª RT -Bagé ana Dal Ros - 9ª RT - Ijui Tayline Alves Manganeli e Yasmin Reinehr IA ADULTA o - 7ª RT - Passo Fundo Souza - 8ª RT - Lagoa Vermelha Ribeiro - 3ª RT - Tuparendi Gabriely Portela Ramos e Laura Laís Durli ndas ultas 1ª Prenda do estado, aconteceu em janeiro de 1971, na cidade de Quaraí. Concorreram seis candidatas das seguintes regiões tradicionalistas: 2ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª e 25ª. A vencedora foi a representante do CTG Rodeio dos Palmares, de Santa Vitória do Palmar, Maria Ivanoska Alves Nunes. No ano de 1985, o concurso desvinculou-se dos Congressos, passando a ser realizado no mês de maio, na cidade da 1ª Prenda. Como a prenda eleita em janeiro de 1984 foi a cachoeirense, Rosângela Antoniazzi de Moraes, em maio de 1985, o concurso ocorreu na cidade de Cachoeira do Sul, somente na categoria Adulta. No 20° Congresso Tradicionalista, realizado em março de 1975, na cidade de Pelotas, foi aprovada a inclusão da categoria Mirim no concurso do estado, proposta de autoria 1ª Prenda do RS de 1973, Lídia Ceres Silveira, do CTG Rodeio dos Palmares, de Santa Vitória do Palmar. Esta modalidade, no entanto, ocorreu pela primeira vez somente em 1980 e oficialmente a partir de 1982, quando foi eleita Viviane Cardoso Oliveira, do CTG Sinuelo, de Canguçu, no 27° Congresso, de Campo Bom, no mês de janeiro. Já a categoria Juvenil surgiu extraoficialmente em 1984, e oficialmente, a partir de 1985. Em 1981, passou a ser eleita também a 2ª Prenda na categoria Adulta e, em 1985, igualmente para as categorias Mirim e Juvenil. Apenas em 1986 é instituída a 3ª Prenda para todas as categorias. Maysa Rebelo Cristani e Milena Oliveira Correa Curiosidades sobre o Concurso de Prendas do Rio Grande do Sul Nos 45 anos de concurso de prendas do estado, a 1ª Região foi a que chegou mais vezes ao titulo de 1ª Prenda adulta, foram 6 vezes (1993, 1995, 1997, 2001, 2004 e 2008), sendo 4 de Porto Alegre, 1 da Barra do Ribeiro e 1 de Alvorada; Com 04 títulos de 1ª Prenda do RS vem a 5ª, 6ª, 7ª, 9ª, 13ª e 18ªRTs; A 12ª RT possui 3 títulos; a 23ª RT tem 2 e, com um título de 1ª Prenda do RS, são 10 regiões: 3ª, 4ª, 8ª, 10ª, 14ª, 15ª, 16ª, 21ª, 26ª, e 30ªRTs O concurso Juvenil, que completou 31 anos (1985), teve 17 Regiões que conquistaram o título de 1ª Prenda Juvenil do Estado: Com 4 títulos a 3ª (1992, 1995, 1996 e 2005) e a 18ªRTs (1985,1986, 1998 e 2007) cada; Com 3 títulos a 11ª e a 25ªRTs cada; Com 2 títulos 1ª, 4ª, 7ª e 15ªRTs cada uma; e com 1 título a 5ª, 6ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 21ª, 23ª e a 30ªRTs 34 anos de concurso de prendas Mirins (1982) e somente 18 regiões conquistaram a faixa de 1ª Prenda Mirim do Rio Grande do Sul: Em 1º lugar, com maior numero de faixas, vem a 1ª RT, com 4 (1983, 1996, 2001 e 2002) ; Com 3 faixas vem a 3ª, 11ª, 12ª e a 24ª RTs, de 1ª Prenda Mirim do RS; Com 2 faixas vem a 4ª, 13ª, 15ª, 18ª, 23ª RTs; E com uma faixa de 1ª Prenda Mirim do RS 6ª, 7ª, 14ª, 19ª, 21ª, 22ª, 25ª e 30ª RTs Adultas Juvenis Mirins Prendas Juvenis

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12 NOTÍCIAS Ano XIII - Edição 166 ECO ENTREVISTA Junho de 2015 Prenda do RS participa da Cavalgada das prendas do Paranhana Esta cavalgada tem o objetivo de enfatizar e divulgar, através dessa manifestação popular, os valores do tradicionalismo, somando um sentido recreativo, com lazer e integração social. “Percorremos o interior dos municípios com espírito de conscientização e união de forças para a preservação do meio ambiente, pois a cavalo podemos observar melhor a paisagem”, conta Luciana Heitelvan, organizadora da cavalgada. Este ano, tiveram participantes de Igrejinha, Parobé e muitas mulheres do interior de Taquara, como Fazenda Fialho, Rio da Ilha, Olhos D’Água, Padilha; e, ainda, de Campo Bom, Estância Velha, Novo Hamburgo, São Francisco de Paula. Destaca-se a participação da 1ª Prenda do estado, Caroline Castanha Ávila de Lemos, residente em Pelotas, mas natural de Rio Grande. No total, foram 114 participantes, que se apresentaram no sétimo ano consecutivo da cavalgada, brindadas com um belo dia de sol. As doações de alimentos para as inscrições renderam aproximadamente 60 quilos, mais óleo de cozinha e leite. “Tivemos a participação da estudante de fotografia da Ulbra, Priscila Santos, que acompanhou Radialista, narrador e caseiro. Este é Ricardo Favin Ricardo Herique Favin, 34 anos, nasceu no interior da cidade de Seberi, na Linha Bonita, formado em técnico agropecuário, porém trabalha como locutor no “Complexo Luz e Alegria” apresentando três programas, sendo dois diários, e um semanal, todos com referencia à música gaúcha. Casado e pai de um guri e de uma menina. “Iniciei minha caminhada dentro do MTG pelo CTG Rodeio da Querência, de Frederico Westphalen, e atualmente, sou patrão do Piquete Alto Alegre, na mesma cidade” – conta Favin. Homem caseiro, pois quando não está narrando está junto à família e seus cavalos. Eco – Ricardo como começou essa paixão por narrar rodeios? Na verdade sempre fui um admirador da arte de narrar e por volta de 2006 o então Coordenador da 28ª RT o senhor Antônio da Costa fez uma festa campeira para arrecadar fundos para a região ir à FECARS, então ele me convidou para narrar, já que não era um evento grande e nem oficial, aceitei seu convite e aquilo que era apenas admiração virou paixão e de lá pra cá só faz aumentar. Eco – Quantos rodeios narra por mês? No ano passado (2014) fiquei em casa seis finais de semana, durante todo o ano, neste ano de 2015 as coisas estão tomando um rumo parecido, isso me deixa muito feliz, pois não vejo a arte de narrar como profissão, e sim, como uma ferramenta de enorme valor para e propagação e divulgação de nossa cultura, então a cada retorno de um rodeio, venho de alma lavada por ter a certeza de ter ajudado ao meu modo nosso tradicionalismo e nosso MTG. Eco – Nessa vida de rodeios, uma passagem que muito te emocionou? Em janeiro de 2011 o CTG Porteira do Rio Grande de Vacaria realizou o 1° Encontro Cultural e Campeiro onde fui contratado para narrar junto com outros colegas as provas de tiro de laço e o narrador Nilson junto com Raul eram os narradores da gineteada, na noite de sexta fui convidado pelo seu Nilson para narrar duas montarias e pra minha surpresa no sábado seu Nilson fez a abertura da ginateada e após me chamou na cancha da Ferradura, fez um breve pronunciamento, me entregou o microfone e deixou a cancha. Confesso-lhes que não somente arrepiei os pelos do braço como também recebi aquele microfone chorando. Na minha concepção tem coisas que jamais o dinheiro ou o ego serão capaz de cobrir e uma delas é a gratidão e a outra é a honra. Por isso serei eternamente grato a todos que fizeram e fazem parte da minha vida e honrarei sempre nossa história e nossos costumes. Eco – Qual a importância da modalidade Vaca Parada nos rodeios? O tiro de laço na “vaquinha de madeira” como é carinhosamente chamado pelos amantes do laço tem, no meu ponto de vista, a mesma função de uma turbina em um avião, pois é o que impulsiona e faz com que este amor pelo rodeio fique cada vez mais marcado em nossa alma. Se forem em um rodeio e passarem pelos acampamentos verão como é forte o laço na vaca parada e não somente com os pequenos, é de “mamando a caducando”. É o manancial dos rodeios, o vertedouro de grandes laçadores, de futuros patrões campeiro e uma forma pura de incentivar nossos filhos a seguirem nossos passos de tradicionalistas. todo o evento e cujas fotos servirão como trabalho de estágio. Ela viu nosso evento publicado no Eco da Tradição e procurou-nos um dia antes da cavalgada”, disse Heitelvan. Entre versinhos avulsos de simpatizantes, destaca-se o poema “De Brinco e Espora” do amigo Jorge Onofre da Silva, morador de Taquara. A administração municipal de Taquara proporcionou a segurança da cavalgada com uma ambulância e serviço de segurança de trânsito para acompanhar as prendas e, ainda, proporcionando um café típico com produtos da região e o lindo gesto de entregar flores a cada participante. “Temos muito a agradecer a Administração Municipal, aos empresários da região pela doação de produtos para o café, aos que contribuíram com o nosso primeiro Chá Comercial e Rifa em prol da cavalgada, a todos que, de uma forma ou de outra, nos ajudaram, entre eles, os soldados da Brigada Militar”, concluiu a organizadora da cavalgada. A Cavalgada de Prendas do Paranhana está no Calendário do MTG-RS, e é regida pela Ordem dos Cavaleiros do RGS - ORCAV-MTG/RS e da SETUR-RS. Foto: Divulgação Cavalgada feminina, que faz parte da OrCav, teve a participação da prenda do Rio Grande do Sul CTM faz campanha de doação de sangue Solidariedade: Coordenadoria Tradicionalista Municipal de São Gabriel fez campanha de doação de sangue na cidade, valendo pela Reculuta. A Reculuta, é uma espécie de “olimpíada” que acontece durante todo o ano, de outubro (ano anterior) até setembro. Começa com o concurso de prendas, depois um rodeio, torneios de truco, bocha, solo e tava e, finalmente, a parte artística em todas categorias, onde já teve mais de 1000 participantes e, cada prova, vale pontos. “Apresentei para a patronagem a proposta de doação de sangue e foi aceito. Levando 10 pessoas, recebe 10 pontos, quem tiver o maior numero de doadores recebe um troféu na semana farroupilha” disse o patrão Márcio Davilla. “Cheguei da doação de sangue e fiquei muito feliz, pois coletaram 81 bolsas. Mês passado, quatro entidades já tinham coletado 55. É o tradicionalismo de São Gabriel ajudando o próximo”, conta feliz o patrão da CTM. Dia 10 de setembro será a abertura oficial da Reculuta de São Gabriel, onde somente participa quem vive na cidade. Eco – Comida preferida? Não carrego luxo quando falamos em comida, me agrada um feijão bem temperado, um arroz e de repente um ovo frito, no mais sou de gosto simples. Eco – Livro? Na verdade leio quase que de tudo, de livro a folhetim, acredito que a leitura não somente ajuda na nossa lapidação mas principalmente para nós que usamos nosso raciocínio e vocabulário a leitura é indispensável. Eco – Um ídolo gaúcho? General Antônio de Souza Neto (General Neto) que desencadeou a Proclamação República do Rio Grande. Admiro quem defende sua Pátria, seu povo e um ideal verdadeiro e que seja comum para sua gente. TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIII - Edição 166 NOTÍCIAS Junho de 2015 GRANDES MOMENTOS DA HISTÓRIA 13 CTG Relembrando Tio Lautério completa 30 anos O Centro de Tradições Gaúchas Relembrando Tio Lautério foi fundado no dia 14 de Junho de 1985, por um grupo de gaúchos defensores da tradição gaúcha, com o intuito de perpetuar as coisas da nossa terra, a cultura do povo gaúcho. Teve como primeiro Patrão desta entidade Felício Ferreira Alves. No município já havia outra entidade tradicionalista, que se denominava CTG Relembrando o Passado (que existia desde o ano de 1969). Em 1999 os dois centros se uniram, formando-se apenas um CTG em Chiapetta, o CTG Relembrando Tio Lautério, que neste ano está completando 30 anos de histórias e tradição gaúcha. Possui por lema “DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO, CULTUANDO A TRADIÇÃO” e o CTG através dos integrantes da Patronagem desempenham suas funções a fim de manter viva a chama da tradição gaúcha no município de Chiapetta preservando a ética, o respeito, valores e costumes, contribuindo para o bem da comunidade chiapetense. Possui atualmente cerca de 120 associados, cadastrados na tesouraria do CTG. São realizados diversos eventos dentre eles, anualmente, são promovidos rodeios crioulos e rodeios artísticos. Acontecem fandangos, saraus de prendas, torneios de bocha, jantares e almoços alusivos e comemorativos as mais diversas datas do ano. Sempre faz apresentações de suas invernadas nas edições das “Mateadas em Praça Pública” realizadas pelo poder público municipal. O CTG sedia e promove a grandiosa festa de 7 de Setembro alusivo as dia da Independência do Brasil. Através de suas invernadas desenvolve as mais diversas atividades de cunho artístico-cultural com escolas do município, esportivo e campeiro. Salienta-se que no dia do aniversário, 14/06, estará promovendo um almoço festivo, na sua sede social, tendo a partir das 11h30 uma benção ao galpão e aos tradicionalistas, posteriormente será servido almoço de churrasco com saladas, e na parte da tarde, domingueira festiva com homenagem aos tradicionalistas que fizeram parte desta história, sorteio de prêmios e confraternização da sociedade de Chiapetta. Destaca-se também o lançamento do livro FATOS E ACONTECIMENTOS DA ENTIDADE: Os 30 Anos da Autêntica Cultura Gaúcha em Chiapetta, uma publicação desenvolvida pelo Departamento Cultural do CTG, que além da versão impressa, também poderá ser encontrado na página oficial do CTG, no Facebook, no link www.facebook.com/ctgrelembrandotiolauteriochiapetta contendo diversas informações sobre a entidade. O Rio Grande espanhol O exército de Buenos Aires ocupou Rio Grande fazendo a população fugir, o governo se mudou às pressas para Viamão e, por 13 anos, a maior parte do Rio Grande do Sul �icou sob o domínio da Espanha. O primeiro governador da capitania do Rio Grande de São Pedro, coronel Inácio Elói Madureira, mal havia assumido o cargo quando recebeu a primeira ameaça, em janeiro de 1761. Era uma carta em que o governador de Buenos Aires, Dom Pedro de Cevallos, intimava os portugueses a desocupar todas as terras de Espanha sobre as quais haviam avançado, além de devolver os índios guaranis que haviam partido com Gomes Freire, ao final da guerra guaranítica. Cevallos, inimigo intransigente dos portugueses, interpretava a seu modo os acordos que modificavam o Tratado de Madri. Por esses entendimentos, Portugal devolveria as Missões aos espanhóis e reabria as discussões sobre a Colônia do Sacramento. Mas Cevallos não queria conversa: tudo era território espanhol e ele queria tomar conta. Dois anos depois, diante das evasivas das autoridades portuguesas, ele partiu para o ataque. Em 1763, apenas 26 anos após sua fundação oficial, Rio Grande viveu o episódio mais polêmico de sua história: a invasão espanhola. As tropas de Cevallos avançaram sobre a Colônia do Sacramento, no Rio da Prata, passaram pela fortaleza de Santa Tereza e ocuparam Rio Grande na barra da Lagoa dos Patos. Essa dramática ocupação iria durar 13 anos. Houve falhas no sistema que deveria impedir a invasão, cenas de fraqueza, selvageria, pânico. A capital se mudou às pressas para Viamão. Nesse período, a capitania do Rio Grande de São Pedro se limitou a uma pequena faixa litorânea e ao Vale do Jacuí. A libertação só aconteceria em 7 de abril de 1776, depois da maior batalha naval da história rio-grandense. TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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14 TROPEANDO VERSOS Ano XIII - Edição 166 Junho de 2015 ECO ENTREVISTA Por: Carlinhos Lima - Diretor de Manifestações Poéticas As manifestações individuais Estamos em junho e as regionais do ENART já estão em pleno andamento. As inter-regionais já estão apontando na boca do brete e, quando menos se espera, chegou a grande final! Mas as atividades artísticas nunca param e, mal termina um ENART, já estamos na lida outra vez. É um ciclo que tem continuidade nos rodeios e festivais durante todo o ano. E não é diferente em nenhuma das atividades artísticas. A dedicação e o amor pela nossa arte tradicional são de igual tamanho e intensidade em todas as modalidades, coletivas ou individuais. Temos acompanhado os eventos realizados com esforço e dificuldades pelas entidades, às vezes com a ajuda do poder público, quando visionários administradores visualizam na cultura um investimento capaz de melhorar a sociedade em que vivemos. Mas ainda sentimos a falta, por parte dos organizadores (com raras e felizes exceções), de uma maior atenção voltada para algumas modalidades que são perpetuadoras da nossa identidade cultural e que estão sendo lembradas apenas no ENART, como as trovas, a pajada, o causo e os concursos instrumentais, além dos conjuntos vocais e instrumentais. E quando ocorrem, por compreensível contenção de gastos, se viabiliza equipes avaliadoras próprias, fazendo com que os concorrentes locais se percam dos parâmetros utilizados pela comissão artística do MTG. É comum se ver concorrentes que são vencedores em vários concursos localizados em uma região e que não conseguem ter o mesmo sucesso no ENART, e ficam muitas vezes questionando as avaliações, sem entender o que aconteceu. a Roma Antiga e também na Grécia. Em nosso estado esta manifestação cultural nos chega através de imigrantes. Com o passar dos anos vai sofrendo adaptações e, com os desafios e concursos, também vão sendo criados regulamentos, bem como planilhas de avaliações. Aos avaliadores cabe a tarefa de mensurar o desempenho e o momento artístico de cada concorrente, baseado no regulamento e nas planilhas de avaliação. As falhas mais comuns são esquecimento do tema, muitas vezes por desconhecimento do nosso tradicionalismo, da nossa história, dos nossos heróis e personagens e também dos assuntos da atualidade. Na trova de Martelo o erro mais comum é a deixa, quando o trovador falha ao deixar o “mote” para o concorrente completar. Na trova estilo Gildo de Freitas o maior problema é a métrica, onde cada um dos seis versos cantados deve ter quinze sílabas, no ritmo da música característica. Por vezes, o concorrente, no calor do aplauso, canta um verso conhecido ou decorado. Para a plateia é válido, mas a comissão, atenta, desconta, por vezes gerando questionamentos por parte daqueles que não tem o conhecimento das particularidades da nossa trova. Sugerimos maior interação dos demais artistas da entidade com os trovadores, para ver o quanto é linda e empolgante esta modalidade, que já foi marginalizada nos nossos galpões e hoje volta a ocupar o seu merecido lugar de destaque. Poderão confirmar o tamanho do talento necessário para se tornar um trovador, pois todos os versos precisam ser criados no repente, com qualidade poética, dentro do tema, com rima, com métrica, no ritmo, além de ser necessária boa voz para cantar. Mas temos a esperança de que os líderes e a comunidade artística gaúcha entendam e se conscientizem da necessidade de maior incentivo às modalidades menos festejadas, que acabam esquecidas dentro da própria entidade, sobrevivendo através de raros abnegados amantes da cultura e da nossa arte como um universo único e indissolúvel. Colaboração: Albeni Carmo de Oliveira 2º Piá do RS é do cinquentenário Carreteiros de Horizonte Leônidas Augusto da Silva, 10 anos, natural de Horizontina, 20ªRT, estuda no 6º ano do ensino fundamental no Centro Tecnológico Frederico Jorge Logemann, representa o CTG Carreteiros de Horizonte e é o 2º Piá Farroupilha do RS. “Iniciei minha trajetória tradicionalista em 2010 na invernada artística dente de leite do CTG Carreteiros de Horizonte e, em 2011, com seis anos, ganhei meu 1º crachá como piazito. Aos 10 anos, já recebi cinco crachás: duas vezes piazito e uma vez como piá da entidade, e após, também da 20ª RT. Como piazito, comecei a ver a importância do tradicionalismo e a valorizar a simplicidade do gaúcho.” – conta Leônidas. Eco – Como foi ver o trabalho reconhecido e vencer o Entrevero? Foi bom ter o reconhecimento da 20ª RT e do CTG Carreteiros de Horizonte, e de pessoas que desde o início me apoiaram. Foram três anos de muito estudo, dedicação e força de vontade. Conseguir um título estadual foi muito importante para a região e para o CTG, pois foi o primeiro concurso de piás do estado, e me sinto muito gratificado escrevendo parte desta história. Eco – Quem é você, fora das atividades tradicionalistas? Fora das atividades tradicionalistas sou um menino extrovertido e alegre, que joga futebol, vídeo game, estuda , faz aulas de inglês, catequese e outras aulas diárias. Eco – Quais os planos para gestão? Que seja uma gestão gratificante e que aproveitemos a oportunidade para conhecer ainda mais e levar adiante o tradicionalismo. Espero me enturmar com os colegas de gestão e cumprir o máximo de eventos possíveis, com amizade entre todos. Comida: Massa Livro: Manual do Tradicionalismo Gaúcho Filme: O Tempo e o Vento Uma frase: “Talento é o que temos, sucesso é o que conquistamos”. A TROVA Entre as atividades artísticas realizadas no ENART há a TROVA GALPONEIRA, dividida em três modalidades: Trova Campeira (mi maior); Trova de Martelo; e Estilo Gildo de Freitas. Na Idade Média era comum os desafios entre CANTADORES. Historiadores, estudiosos e folcloristas nos mostram que o canto de improviso é uma manifestação cultural da literatura oral cultivada desde TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIII - Edição 166 ECO ENTREVISTA Junho de 2015 15 De gostos simples, vem da 7ª RT o 2º Guri Farroupilha do RS O 2º Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul é Guilherme Henrique Belegante Nervo, 15 anos, natural de Água Santa, cursa o segundo ano do ensino médio e representa: Piquete de Laçadores Pai João, onde iniciou as atividades tradicionalistas. Eco - Como foi ver o trabalho reconhecido e atingir teus objetivos? Foi uma realização pessoal minha, pois sempre sonhei com isto desde criança. Na minha formatura do pré quando me perguntaram: O que você quer ser quando crescer? Eu respondi: Quero ser gaúcho. Lembro como se fosse hoje, das gargalhadas ecoando no salão, pois enquanto meus colegas queriam ser médicos, dentistas, engenheiros, jogador de futebol, dentre tantas profissões eu queria ser, simplesmente, gaúcho. O que as pessoas não entenderam, naquele momento, é que eu não queria ser apenas gaúcho de identidade, mas sim de alma para cultivar os verdadeiros valores de nossa tradição. Para conquistar este sonho foi necessário muita dedicação e busca de conhecimento. Eco - Quem é você fora das atividades tradicionalistas? Sou uma pessoa que aprecia a simplicidade, pois é nela que está a verdadeira felicidade. Gosto de conversar com meus amigos acompanhado de um bom chimarrão, e participar de cavalgadas. Além de estudar pela parte da manhã, desempenho atividades na empresa de meu pai. Nasci e me criei ouvindo as histórias de meu avó, que foi tropeiro, talvez seja por isso que me agrada muito as lidas campeiras, como a ordenha, vacinação, tosquia de ovelha e demais atividades que desenvolvemos diariamente na propriedade da família. Procuro participar, sempre que possível, das atividades da comunidade. Atualmente sou membro do conselho escolar e representante do Grêmio Estudantil. Eco - Quais os planos para a gestão? O ano vai passar muito rápido, porque quero, juntamente com toda gestão, realizar muitas atividades em prol da cultura gaúcha. A confraternização em grupo vai acontecer naturalmente na convivência que vamos ter durante este período, e considero de extrema importância para que possamos nos tornar jovens fortes em busca do mesmo objetivo. Tenho muito a aprender e a troca de experiência, realização de projetos, visitas, enfim todas as atividades desempenhadas, irão somar muito para o meu desenvolvimento pessoal. Juntamente com meus colegas de gestão, pretendo representar a juventude gaúcha com comprometimento e responsabilidade. Acredito que o nosso maior desafio será de encontrar maneiras de atrair mais jovens para o movimento, pois sabemos das opções que a sociedade moderna oferece principalmente para as novas gerações e que as vezes acaba distanciando essas pessoas da nossa cultura, Comida: ovelha recheada Livro: Campeirismo Gaúcho Filme: O tempo e o Vento Frase: “Nunca esqueça tuas raízes.” O sargento que assumiu a responsabilidade de ser peão do estado Marco Antônio Souza Saldanha Júnior, 22 anos, natural de Alegrete/ RS, Técnico em Administração de Empresas – CEEZ e Acadêmico do 7º semestre em Bacharel em Administração de Empresas – UNOPAR, integra o Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas e é o 2º Peão Farroupilha do RS. Eco – Como foi ver o trabalho reconhecido e vencer o Entrevero? Foi ótimo, o Entrevero 2015 não estava nos meus planos, na ocasião do regional eu era Diretor Jovem da 2ª Interregião, estava no Curso de Formação de Sargento Temporário e participando do processo seletivo da Brigada Militar, a qual estou apenas esperando ser convocado. A coordenaria me convidou para ostentar o título de Peão Farroupilha da 4ª RT, pois não teve concorrentes nesta categoria no concurso regional. Quando analisei a situação e conversei com familiares e amigos, o qual destaco o grande amigo Arsénio Brandlin, os quais me motivaram a enfrentar mais este desafio e vendo que teria uma gestão maravilhosa me esperando, assim aceitei. Não tive como me dedicar exclusivamente ao concurso, mas com a minha experiência e determinação, consegui realizar diversos eventos, palestras e pesquisas, do mesmo modo participei da maioria dos eventos, o qual cito o 63º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Uruguaiana, em que participei da comissão organizadora. Vencer é a consequência de um trabalho bem realizado, desta forma me sinto honrado de hoje integrar esta gestão, e poder representar o Movimento Tradicionalista Gaúcho. Eco – Quem é você, fora das atividades tradicionalistas? Na verdade, sou tradicionalista sempre, apenas tiro a bombacha quando estou de farda, pois sou 3º Sargento na 12ª Companhia de Comunicações Mecanizada, onde atuo na Seção de Aquisições, Licitações e Contratos. Também sou acadêmico do 7º semestre do Curso de Administração de Empresas, procuro estar sempre me atualizando, fazendo cursos, participando de palestras. Nos finais de semana, gosto de cuidar e encilhar o meu bragado, indo para fora, executando a lida campeira, saindo da rotina urbana. Sou amante de um bom chimarrão, uma boa música gaúcha e um assado no braseiro (ovino). Eco – Quais os planos para gestão? Vejo nesta gestão grandes oportunidades, de fazer novos amigos, de aprender, de ter novas experiências, e acredito que juntos iremos contribuir para formação sócia cultural de mais jovens, exaltando e divulgando a autentica e verdadeira tradição gaúcha. Comida: Churrasco Livro: A Arte da Guerra – Sun Tzu Filme: O Tempo e o Vento Uma frase: “Concentre-se nos pontos FORTES, reconheça as FRAQUEZAS, agarre as OPORTUNIDADES e proteja-se contra as AMEAÇAS.” - Sun Tzu

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