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Editor Marcos Filippi Repórteres Antonio Rodrigues Junior Paula Fabri Renan Marchesini Traduções Paula Higa Jornalista Responsável Marcos Filippi (MTB 24.477) Correspondentes Londres Denis Augusto Fabrício Tramontin Miguel Freitas Barcelona Mauricio Melo Colaboradores Alexandre Macia André Fiori Adriano Coelho Bruno Juliano Fernando Guilherme Ferreira Heverton dos Santos Márcia Helena Naldinni Marcio Carlos da Silva Marcos Franke Roberto Nartes Sandro Walterio Fotógrafos Aline Messias Flávio Hopp Vivi Carvalho Wanderley Perna Editor de Arte Wanderley Perna www.wanderleyperna.com.br Publicidade E Anúncio comandorock@comandorock.net Tel.: 11 3895-2029 Assinatura comandorock@terra.com.br Impressão e Acabamento Print Express ___________________________________ Comando Rock – A Revista + Rock do Brasil é uma publicação mensal da Editora 9 de Julho Ltda. Todos os artigos aqui publicados são de responsabilidade dos autores, não representando necessariamente a opinião da revista. Proibida a cópia ou reprodução (parcial ou integral) das matérias, transcrições e fotos aqui publicados. Ninguém está autorizado a vender assinaturas da revista, a não ser diretamente com nosso Departamento Administrativo, respondendo à mala direta da editora ou acessando diretamente nosso site. Redação e Correspondência: Rua Arizona, 729 – Brooklin – São Paulo/ SP – CEP: 04567-002. Tel.: 11 3895-2029 E-mail:comandorock@comandorock.net Site: www.comandorock.net Fotos da Capa Angra (Henrique Grandi) Faith no More (Divulgação) Curtas do Rock ...........................................................4 Bula .............................................................................8 Accept ..........................................................................12 Udo Dirkschneider .....................................................14 Machine Head .............................................................16 Extreme .......................................................................18 Cavalera Conspiracy .................................................22 Angra ...........................................................................24 Faith No More ............................................................30 Independentes...Por Enquanto ..................................34 Guia de Lançamentos CDs ........................................36 Estivemos Lá ..............................................................38 A CORRUPÇÃO ENRAIZADA EM CADA UM DE NÓS Olá roqueiros. Nos últimos meses, milhares de brasileiros acabaram indo às ruas protestar contra o governo federal e clamar pelo fim da corrupção no meio político. Segundo pesquisa Datafolha divulgada, somente na cidade de São Paulo, 47% dos manifestantes foram à avenida Paulista para reclamar. Famílias inteiras mostraram sua indignação com vários de nossos políticos que, a cada dia que passa, mostram estar mais envolvidos com os escândalos. Estima-se que, somente no caso Petrobrás, mais de R$ 80 bilhões dos cofres públicos acabaram sendo desviados Ao mesmo tempo em que enfrentamos talvez a maior denúncia de corrupção que já existiu em nosso País, será que também não somos – de alguma forma – responsáveis por essa “senhora idosa” (como a corrupção é classificada pela própria presidente Dilma Rousseff)? Será que o brasileiro está realmente acostumado a cometer deslizes morais e éticos e talvez nem perceba quando está corrompendo ou sendo corrompido? O site Terra preparou uma lista com os principais deslizes cometidos em nosso País. Se você quer o fim da corrupção e já se viu cometendo algum desses atos, pense bem, você pode ser um corrupto. 1. Sonegação de imposto: A sonegação de imposto de renda causa bilhões em prejuízo ao governo federal anualmente. Na hora de declarar aquela despesa, muitos brasileiros costumam utilizar notas que não se enquadram ou tentam arranjar dependentes para que a mordida do leão seja mais leve. O dinheiro sonegado poderia contribuir para a construção de estradas, hospitais e melhorar a infraestrutura do Brasil. A grana acabou indo pelo ralo pelas mãos da própria população. 2. Carteirinha falsa: É comum o uso de carteirinha de estudante na compra de ingressos. Se você não tem, deve conhecer alguém que possui uma carteirinha de estudante falsificada. “O ingresso é muito caro”, dirão alguns, tentando justificar seu ato de corrupção. O fato é que a carteirinha falsa já se espalhou de tal maneira, que produtores de espetáculos praticamente dobraram o valor das entradas no Brasil para poder compensar o dinheiro perdido com as falsificações. Sendo assim, quem é honesto e não cria um documento falso acaba pagando valores absurdos por causa da indústria das carteirinhas. 3. Compra de CNH: Eis uma das máfias mais conhecidas do brasileiro: a da compra de carteira de habilitação. Várias operações policiais já desmantelaram diversas quadrilhas especializadas em vender a carteira de motoristas. Os crimes vão desde a compra do documento até o pagamento do famoso “quebra” na hora da prova prática de direção. 4. Fazer hora no trabalho: Essa corrupção pode passar despercebida, mas é capaz de movimentar milhões em hora extra e gastos desnecessários nas empresas. Não existe uma pesquisa medindo quanto se é gasto por hora não trabalhada dos funcionários, mas é fácil encontrar aquele colega que fica enrolando no café ou deixa passar a hora antes de bater o cartão para fugir daquele congestionamento. 5. Pirataria: Sabe aquela barraquinha de CDs piratas que existe em qualquer bairro? Ela é um exemplo clássico de crime que está incorporado na sociedade brasileira. As vendas são feitas à luz do dia e sem o menor constrangimento, tanto para o vendedor quanto para o comprador. A mesma regra se aplica à cópia ilegal de músicas ou conteúdos com direitos autorais feitas pela Internet. 6 . Desrespeitando os outros: Aquela vaga de deficiente não é sua, a não ser que você tenha alguma deficiência, claro. É uma regra simples, mas facilmente ignorada em nosso País. Do mesmo modo que não é difícil encontrar idosos em pé no ônibus ou metrô enquanto jovens ocupam os lugares reservados para tirar aquele cochilo. Sem falar nas mães e pais que insistem em colocar crianças enormes, de cinco anos, por exemplo, no colo apenas para furar a fila no caixa preferencial. 7. Ganhando no troco: O rapaz do caixa te dá um valor a mais em troco e você finge que está tudo certo e comemora a “sorte do dia”. A malandragem existente em nossa cultura pode fazer com que a “lei do mais esperto” transforme tudo em uma bola de neve. 8. Pagando um “cafezinho”: Já viu alguém gostar mais de um “cafezinho” do que agente corrupto? Pode ser policial rodoviário, policial militar, delegado ou agente de trânsito. Se ele achar que está na hora de tomar aquela xícara de café, vai te pedir uma ajudinha. O “café” certamente será mais barato do que pagar pelo que você fez de errado. De novo, a lei do mais esperto entra em ação e muita gente se deixa corromper. 9. Contrabando: Quem nunca viu aquele amigo indo para o exterior lotado de pedidos de quem ficou por aqui. “Me compra um Iphone 6 e finge que ele é seu”. É um contrabando “gourmet”, um pouco mais sofisticado do que já existe há décadas na velha fronteira com o Paraguai. Quem passa a perna na Receita Federal, muitas vezes, é tratado como herói no Brasil, quando deveria ser chamado de corrupto. 10. Gatonet: Muita gente já ouviu falar naquele aparelhinho mágico que “abre todos os canais da sua TV a cabo”. Basta pagar uma vez e pronto, você tem todos os canais livres para consumo. Se não rolar dessa maneira, tem o primo do amigo do irmão que trabalha na operadora de TV a cabo e consegue liberar tudo por uma quantia bem camarada. Mais uma vez, a corrupção entrando na casa de cada um. Uma boa leitura e até a próxima edição. Marcos Filippi COMANDO ROCK - 3

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A Time For Fun anunciou que o Muse volta ao Brasil em outubro. A banda fará dois shows em terras tupiniquins para promoção do álbum Drones, que será lançado em junho. O primeiro show será no Rio de Janeiro, dia 22, na HSBC Arena. Dia 24, a banda se apresenta em São Paulo, no Allianz Parque Conforme Brett Morgen, diretor do documentário Cobain: Montage of Heck, um novo álbum de Kurt Cobain será lançado ainda este ano. Brett afirma que existem 107 fitas K7 com 200 horas de gravações inéditas, dentre jam sessions com Courtney Love, com os integrantes do Nirvana, versões demos de canções do Nirvana, releituras dos Beatles e muito mais Sebastian Bach afirmou que o Skid Row recusou uma oferta de meio milhões de dólares para dois shows com ele. O vocalista falou ao Loudwire: “Nós recebemos uma oferta de reunião para o Sonisphere. Nos ofereceram US$ 250 mil por show, para duas apresentações. Íamos receber meio milhão de dólares e Rachel Bolan não quis fazê-lo”. O vocalista diz que ele ainda é parte da empresa Skid Row com o baixista Bolan e o guitarrista Snake Sabo: “Se você está em uma companhia com alguém e eles estão negando o seu trabalho, isso é uma m...”. Ele se descreve com um “coração partido” sobre o fato de que a banda nunca entrou na história com qualquer reedição: “O primeiro álbum chegou há 25 anos e não temos uma edição em vinil com um pôster. Isso me deixa louco. Eu nem mesmo tenho que estar na mesma sala que esses caras para fazermos isso. Por que não reconhecer o legado como qualquer outra banda? Lance um DVD, faça um disco em vinil, lance uma coletânea. Gostaria de pedir desculpas aos meus fãs do Skid Row. Sinto muito que vocês não possam aproveitar aquilo que fizemos para vocês. Isso não existe e eu me pergunto o motivo” Em recente entrevista concedida ao jornalista Paulo Cavalcanti, da edição brasileira da revista Rolling Stone, o baixista e líder do Kiss, Gene Simmons, garantiu que a banda irá continuar, com músicos contratados, mesmo quando ele e Paul Stanley não estiverem mais nela. Durante a entrevista, o jornalista questionou Gene sobre a veracidade do boato de que ele e Paul estão pensando em contratar substitutos para seguirem em frente com o Kiss no futuro. Gene respondeu: “Sim, isso não é invenção. O Kiss não vai parar nunca. Estes caras aqui que fundaram e deram vida à banda um dia vão parar. Mas a música e a imagem que criamos são maiores do que tudo. Mesmo quando eu e Paul não estivermos mais aqui, teremos outras pessoas de talento ocupando nossos lugares”. Sobre um novo álbum de estúdio, Paul Stanley diz não ser necessário que o Kiss grave outro disco. Ele acredita que eles tiveram boas razões para fazer o Sonic Boom, em 2009, e o Monster, 4 - COMANDO ROCK 4 - COMANDO ROCK Durante a conferência de imprensa antes do Monsters Of Rock, em São Paulo, Ozzy Osbourne falou sobre diversos tópicos, incluindo os projetos futuros do Black Sabbath: “O plano é que, no próximo ano, a gente faça a última turnê do Black Sabbath e estará tudo terminado. Mas eu não vou parar, com certeza continuarei a carreira solo”, disse, explicando ainda a diferença entre fazer shows solo e se apresentar com a lendária banda: “Tocar com o Black Sabbath é muito diferente da carreira solo. O som é diferente. Com eles é mais lento e dark, solo é mais rápido e pesado. E o Tony Iommi é incomparável. O que ele faz ninguém consegue fazer. E agora ele está batalhando contra o câncer. Mas eu acabei de trocar mensagens com ele e ele diz que está ótimo”, finalizou. Ainda sobre o antológico grupo, o baterista Bill Ward disse que está trabalhando em dois discos solo: um deles se chama Accountable Beasts e traz músicas tendo como tema religião e guerra e deve sair nos próximos meses. Depois será a vez de Beyond Aston, no qual o lendário baterista trabalha desde os anos 90 e que é descrito por ele como “um dos melhores discos em que já toquei desde o Master Of Reality” em 2012. “Tem que haver um propósito para fazer um álbum. Houve uma época em que gravávamos, pois havia exigência em contrato. Mas, hoje só quero gravar quando for necessário. Sonic Boom era um trabalho que precisava ser feito e Monsters foi tipo: bem, fizemos o Sonic Boom. Vamos ver onde conseguimos chegar”. Stanley acrescenta: “Tendo realizado isto, sinto que devemos seguir adiante sem material novo. Há tanta coisa acontecendo no Kiss que eu não sinto a mínima necessidade de registrar um novo disco”. Entretanto, ele admite que as coisas podem mudar. “Tudo é possível. Porém, no momento, não vislumbro esta hipótese. Mas também não vou dizer nunca” Em uma entrevista recente, o frontman do Motörhead, Lemmy Kilmister, falou sobre suas mudanças de hábito nos últimos anos depois de passar a usar um marcapasso por conta de problemas no coração e um encontro com a morte em sua última cirurgia. “Eu havia parado de fumar há dois anos, mas voltei. Estou fumando apenas um maço por semana, diferentemente dos dois maços por dia que eu fumava. Também parei de beber Coca-Cola. Não bebo Coca há dois anos porque acho que eles são cruéis. Tem umas dez colheres de açúcar em uma lata de Coca e eu tenho diabete”. Perguntado se foi difícil largar a Coca-Cola, Lemmy disse: “Eu bebo vodka com laranja agora”. Lemmy, em 2013, sofreu um hematoma e teve que cancelar vários shows em festivais europeus. A lenda, que completa 69 anos em dezembro, contou que não esperava que alcançasse os 30 anos. “Não tenho arrependimentos. Lamentações são inúteis. É tarde para lamentar. Você já fez o que tinha que fazer, né? Você viveu sua vida. Não existe razão para desejar qualquer mudança. Existem algumas coisas que eu poderia fazer de forma diferente, mas, no geral, nada faria tanta diferença. Estou bem feliz com a maneira com que as coisas aconteceram. Eu gosto de pensar que eu trouxe alegria para várias pessoas ao redor do mundo. Sou verdadeiro comigo mesmo e fiel à minha gente”. Perguntado se sua doença em 2013 o fez ter mais cuidado com sua saúde, Lemmy disse: “A morte é inevitável, não é? Você fica cada vez mais propenso à ela quando atinge a minha idade. Não me preocupo com isso. Estou pronto para morrer. Quando eu for, quero ir fazendo o que eu faço melhor. Se eu morrer amanhã, não posso reclamar. Minha vida foi boa” O ex-baterista do AC/DC, Phil Rudd, quebrou seu silêncio sobre a saída do grupo, dizendo que está bem “desapontado” com seu relacionamento com seus ex-companheiros de banda. Phil Rudd foi acusado de posse de drogas e ameaças de morte contra um homem na Austrália. Ele se declarou culpado em um julgamento preliminar em abril. “Estava bem estressado no momento”, disse Rudd ao A Current Affair, da Austrália. “As pessoas que trabalhavam para mim para o lançamento desse álbum... foi um desastre total. Então eu estava realmente p...”. Em uma entre-

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vista com o USA Today, no ano passado, Angus Young disse sobre Rudd: “Phil criou sua própria situação. É algo difícil de falar sobre o cara. Ele é um ótimo baterista e fez muito por nós. Mas, ele parece ter se largado. Ele não é o Phil que conhecemos do passado”. Em entrevista com Dawn Brown, da Metal Wani, Max Cavalera disse que o novo álbum do Soulfly será “mais experimental”, além de épico e místico de uma forma que a banda nunca fez antes. Na conversa, ele revelou também que o disco se chamará Arch Angel e seu lançamento está previsto para agosto O vocalista Corey Taylor (Slipknot) disse que lhe ofereceram a oportunidade de estrelar o Rock Of Love, reality show da VH1 onde 25 mulheres competiam para se tornar namorada de um rockstar. O programa teve três temporadas com Bret Michaels, do Poison, sendo o “cobiçado prêmio”. Uma quarta temporada estava prevista pelos produtores, mas Bret queria tornar a coisa mais familiar e por isto não chegaram a um acordo. “Me ofereceram muitas coisas extramusicais no decorrer dos anos. Há cerca de sete anos queriam que eu fizesse o Rock Of Love. Eu respondi a eles ‘por favor, não me liguem mais’”, disse, em entrevista a uma rádio de Seattle. “Sinceramente, fiquei pensando quem em sã consciência achou que sou o cara perfeito para Rock of Love 12 ou seja lá que diabos se chame isto. Concluí que há muitos idiotas neste ramo. Que tipo de conversa os produtores tiveram entre si para decidir me chamar? No início fiquei p..., depois dei muitas risadas...” Os finlandeses do Statovarius estão colocando os toques finais em seu novo álbum intitulado Eternal. O CD será lançado em agosto, via earMUSIC. O lançamento do disco será precedido por uma apresentação no festival Wacken Open Air e será seguido por uma turnê europeia. O último álbum do Stratovarius, Nemesis, foi lançado em 2013. É o primeiro disco com o baterista Rolf Pilve, que substitui Jörg Michael Um single comemorativo chamado Under My Skin, celebrando três décadas de banda, será lançado pelo Sepultura em junho. Além de vir em vinil colorido, o single traz na capa imagens de tatuagens enviadas pelos fãs O Birmingham Mail divulgou a lista dos músicos ligados ao rock mais ricos do Reino Unido. No topo da listagem está Paul McCartney, com £730 milhões (valor cotado em libras esterlinas. Cada libra, em maio, custava R$ 3,20). Na sequência vem U2 (£431 milhões), Mick Jagger (£225 milhões), Keith Richards (£210 milhões) e Ringo Starr (£180 milhões) Segundo o jornal inglês Daily Mirror, os irmãos Noel e Liam Gallagher (guitarrista e vocalista do Oasis respectivamente) teriam chegado O Iron Maiden anunciou através de sua página no Facebook: “Estamos felizes de informar que, de acordo com uma recente tomografia, Bruce recebeu oficialmente de seus médicos a notícia que está livre do câncer”. Bruce disse: “Eu gostaria de agradecer à fantástica equipe de médicos que tem me tratado nos últimos meses, resultando neste incrível resultado. Tem sido duro para minha família e de muitas formas foi pior para eles do que para mim. Também gostaria de agradecer de coração a todos os fãs por suas gentis palavras e pensamentos. Eu creio firmemente em manter uma atitude positiva e o encorajamento de toda a família global do Maiden significa muito para mim. Agora estou sentindo-me extremamente motivado e mal posso esperar para voltar aos negócios assim que possível!”. Ron Smallwood continua: “Nós estamos, claro, muito felizes de saber que os médicos de Bruce o declararam livre do câncer. Por mais que Bruce esteja naturalmente ansioso para voltar ao Maiden e suas atividades, vai levar um tempo para que esteja com sua força completa, como explicamos de forma breve. Por causa disso, a banda não vai fazer turnês ou qualquer show até o ano que vem. Nós sabemos que nossos fãs entendem a situação e, como nós, preferem que Bruce espere até estar de volta ao seu incansável nível antes de sair lá fora, na estrada. Por enquanto, o foco será a finalização do novo álbum de estúdio do Iron Maiden e é nisso que está nossa concentração nas próximas semanas. Haverá um lançamento definitivamente neste ano. Enquanto isso, gostaria de repetir as palavras de Bruce e agradecer a todos os fãs do Maiden. Vocês foram incrivelmente pacientes, colocando a saúde e bem estar de Bruce acima de tudo durante este momento difícil para banda. Apreciamos todo esse apoio positivo” a um “acordo de cavalheiros” para reunir o a banda no ano que vem. Apesar de nada concreto ter sido dito, o tabloide cita uma “fonte muito bem posicionada”: “Está cedo para falar em detalhes, mas Noel e Liam estão novamente se falando e prontos para dar as coisas um novo caminho. Nada está assinado, mas isso é o que você pode chamar de um acordo de cavalheiros entre eles”, disse a fonte. “Em último caso, eles são parentes e tudo que aconteceu antes pode ser resolvido”, completou Em entrevista à revista GQ Brasil durante sua passagem pelo São Paulo Fashion Week, o cantor Iggy Pop declarou o que muitos já esperavam: “o Stooges acabou”. O foco do avô do punk neste momento, além de eventos na indústria fashion, é a sua carreira solo. “No segundo semestre pretendo lançar um novo disco solo”, ele revela, sem dar detalhes adicionais sobre o futuro trabalho O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, disse que o novo material da banda para o vindouro álbum é um pouco mais “progressivo” do que “Lords Of Summer”, faixa que foi tocada pela primeira vez há mais de um ano, na abertura da turnê do grupo na América do Sul. Durante uma aparição no Liquid Metal, da SiriusXM, Hammett falou sobre o processo de composição do sucessor de Death Magnetic: “Diria que algumas das coisas que escrevemos são similares a “Lords of Summer”. Essa faixa é bem acessível. Acho que é um dos riffs mais acessíveis e tem uma melodia bem legal. O resto do material é um pouco mais progressivo, meio que na linha do que Death Magnetic se tornou”. Ele continua: “Diria que há algumas coisas com ganchos bons vindo por aí, coisas bem marcantes. Estou realmente animado com a direção que as coisas estão soando. Não posso comparar com nada, talvez seja remotamente similar à abordagem que tomamos em ...And Justice For All, mas não soa como ...And Justice For All. Não tem esse som, o que era algo ímpar em seu tempo” Conforme matéria publicada no UOL, em entrevista ao site da ABC News, Keith Richards disse que os Rolling Stones poderão passar pelo Brasil ainda este ano. “Soube que a América do Sul está no planejamento em algum momento entre outubro ou novembro. Então, não vamos parar ainda”, disse o guitarrista Um dos grupos de maior sucesso e popularidade do rock internacional volta ao Brasil em novembro deste ano. A primeira data confirmada do Creedence Clearwater Revival é dia 6 de novembro, no HSBC Brasil, em São Paulo com abertura da banda Republica. O grupo fará shows na Argentina, Chile e Brasil com um set list recheado dos grandes sucessos que marcaram época como “Susie Q”, “Lodi”, “Proud Mary”, “Down On The Corner”, “Fortunate Son” e outros COMANDO ROCK - 5 COMANDO ROCK - 5

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Segundo o site TMZ, a lendária banda Twisted Sister sairá em turnê de despedida e “desplugará seus amplificadores” no ano que vem. A turnê de despedida da banda será chamada de F**k It e contará com a formação do núcleo de Dee Snider, Jay Jay French, Mark Mendoza e Eddie Ojeda, além de Mike Portnoy na bateria O Torture Squad divulgou o título de seu segundo DVD ao vivo. Coup d’État Live, que foi gravado no Blackmore Rock Bar, em São Paulo, em dezembro do ano passado, tem previsão de lançamento para meados deste ano Segundo matéria publicada no site Tenho Mais Discos Que Amigos, a cantora Courtney Love estaria sofrendo mais um processo. Agora, por parte do psiquiatra Dr. Edward Ratush, especialista em tratamento de vícios. O médico alega que a cantora deve mais de US$ 48 mil por serviços prestados Se você mantinha alguma esperança de que uma reunião do Silverchair pudesse acontecer em um futuro breve, pode esquecer: O guitarrista e vocalista Daniel Johns disse que não volta com a banda “nem por um milhão de dólares”. Em entrevista a The Music Austrália, os comentários de Johns vieram em resposta a uma série de rumores espalhados ao longo da semana passada, que davam conta de que o AC/DC abordou uma série de outras bandas locais oferecendo “um montante expressivo de dinheiro” para que estas se reunissem novamente e pudessem se juntar a eles em uma turnê nacional. Mas, Daniel confirmou que o Silverchair, definitivamente, não entra nessa lista, dando “100% de certeza que isso não vai acontecer”. Ele disse que não é pelo dinheiro, mas sim pelo foco total em sua carreira solo, que está trabalhando atualmente. Recentemente, ele lançou o single “Aerial Love” e vem gerando muita controvérsia por explorar um lado ainda mais pop do que o apresentado nos últimos álbuns do Silverchair. Vale lembrar que a banda não se separou, mas sim anunciou um “hiato indefinido” em maio de 2011 O vocalista do Rammstein, Till Lindemann, em entrevista recente ao site canadense Musik Universe sobre o Lindemann – seu projeto paralelo com Peter Tägtgren (Hypocrisy/Pain) – deu a seguinte declaração ao ser perguntado sobre os rumos do Rammstein: “Nós (Rammstein) vamos começar a pré-produção de um novo álbum em setembro. Normalmente, o Rammstein leva dois anos em produção, portanto... Mas definitivamente começaremos em setembro”. Till também respondeu afirmativamente quando o entrevistador perguntou se novo material do Rammstein seria lançado em 2017 O guitarrista Joe Satriani lançará em 24 de julho seu novo trabalho de estúdio, 15º da carreira, intitulado Shockwave Supernova 6 - COMANDO ROCK 6 - COMANDO ROCK Lynyrd Skynyrd está planejando um novo álbum de inéditas, sucessor de Last of a Dyin’ Breed, lançado há três anos. “Nos fizeram algumas propostas. Embora a indústria musical esteja diferente nos dias de hoje, eles querem que a gente grave um álbum de inéditas e vamos fazer isto”, disse o guitarrista Gary Rossington em entrevista à Billboard. “Compusemos alguma coisa aqui e ali no decorrer dos anos que nunca usamos, então teremos algum material para trabalhar. Não sei ainda quando sairá, provavelmente no próximo ano, pois estamos ocupados neste. Mas, esperamos gravar por volta de setembro” Após 11 anos do lançamento do disco Trova di Danú, a banda mineira Tuatha de Danann finalmente coloca no mercado um novo álbum. O show de lançamento oficial do CD Dawn Of A New Sun será na 17ª edição do festival Roça ‘n’ Roll. O disco, o terceiro da carreira do grupo, traz nove músicas, entre elas regravações de “We’Re Back” e “Dawn Of A New Sun” e uma versão elétrica de “Imrahma”, faixa acústica da segunda demo-tape Faeryage, lançada em 98. O CD foi produzido pelo vocalista Bruno Maia e a mixagem ficou ao cargo de Tommy Vetterly (ex-guitarrista do Kreator e Coroner) O Anthrax continua trabalhando em seu novo álbum, com lançamento esperado para o final deste ano ou começo do próximo. “Nós temos muitas músicas. Não é como se estivéssemos trabalhando em dez faixas: nós temos 17 canções”, disse o guitarrista Scott Ian ao TulsaWorld.com. “Então é bastante material. Não há realmente uma razão para colocar um prazo no disco ou na composição se você continua aparecendo lá com ideias”, afirmou. “Você vai com o fluxo. Nós sentimos que temos muitas ideias fortes. Certamente agora, tendo gravado a maioria das músicas, estou só feliz de que temos tanto material bom”. De acordo com Ian, os integrantes da banda querem ter certeza de que tem o álbum exatamente onde querem, antes do lançamento. “Quando estiver pronto e estivermos felizes, então vamos tomar a decisão sobre a data”, concluiu Ian A equipe de colaboradores do fã-clube U2BR divulgou mês passado que a banda irlandesa U2 deve voltar a se apresentar no Brasil no ano que vem. Em turnê com o disco Songs of Innocence, o grupo agendou 70 shows para este ano e viaja por América do Norte e Europa. A informação se deve as declarações de integrantes do conjunto durante um intervalo para autógrafos, em San Jose (EUA). O guitarrista The Edge afirmou que o grupo virá ao Brasil e também fará shows na Austrália. Integrantes do fã-clube U2Chile também ouviram do baixista, Adam Clayton, que a banda estará na América do Sul no próximo ano. Mas, Adam declarou que a turnê chegará apenas no final de 2016. O U2 já esteve no Brasil com três turnês. A última aparição ocorreu em 2011, durante a U2 360°, turnê com três shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo, para um público de aproximadamente 90 mil pessoas por apresentação O Lamb Of God assinou com a gravadora alemã Nuclear Blast para distribuir seu oitavo álbum de estúdio, VII: Sturm und Drang, que será lançado já em julho. Chris Adler comentou a parceria. “Finalmente vamos juntar forças com a Nuclear Blast fora da América do Norte. Tivemos contato em 97 e quase assinamos contrato. Desde então, sempre foi cogitada essa parceria. Agora é hora de começar um novo capítulo em nossa carreira, principalmente pela maior conexão que teremos com nossos fãs do exterior”, disse. A banda fará show no Rock in Rio neste ano, no dia 24 de setembro Segundo postagem do site hardDriveRadio, o próximo álbum da banda Ghost vai se chamar Meliora e terá como primeiro single a música intitulada “Cirice”. O álbum será lançado no dia 21 de agosto. Além de “Cirice”, outros três títulos de músicas do novo álbum já haviam sido relevados: “Devil’s Church”, “He Is” e “Majesty”. A banda irá tocar material novo no Sweden Rock Festival, em junho, onde o novo vocalista será apresentado, o Papa Emeritus III

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guitarrista Marcão Britto e o baterista Bruno Graveto participaram, na década de 90, de um dos maiores nomes do rock nacional de todos os tempos: o Charlie Brown Jr. Porém, como todos sabem, a morte por overdose do vocalista Chorão – ocorrida há dois anos – fez com que o grupo acabasse. Ao lado do baixista Champignon e do guitarrista Thiago Castanho, ambos os músicos resolveram seguir adiante com o projeto A Banca. Porém, meses após o conjunto ser formado, outro momento trágico surgiu na carreira dos dois: o baixista Champignon acabou cometendo suicídio. Agora, passados estes momentos de turbulência e de superação, Marcão e Bruno apresentam seu novo grupo Bula, que conta também com a baixista Lena Papini (ex-A Banca). Mas, pouco antes de lançar seu álbum de estreia Não Estamos Sozinhos, Graveto resolveu deixar o conjunto para se juntar ao Strike. Em seu lugar foi convidado Pinguim (também ex-Charlie Brown Jr.). Nesta sua nova fase, além de tocar guitarra, Marcão também assumiu os vocais e foi o responsável pela composição das 15 faixas que compõem o álbum. Musicalmente, o CD traz um rock vigoroso, leves pitadas do estilo punk californiano e do grunge e, como não poderia deixar de ser, muito do som do Charlie Brown Jr. As músicas de Não Estamos Sozinhos vem sendo escritas há alguns anos e tratam dos mais diferentes temas: falam de mudanças, assuntos mais densos como a morte e a falsidade, de acontecimentos cotidianos e de amor. Porém, abordados de forma leve e otimista como “O Sol Dela Brilhou”, “Só na Contabilidade”, “Dilemas”, “Armas de Lado”, “Isqueiro”, “Doses Gigantes” e “O Preço de Ser Diferente”. A faixa título passa uma mensagem espiritual aos fãs de que, tendo eles, o grupo está sempre em boa companhia. Porém, os destaques do álbum ficam especificamente para duas faixas. “Ela Nasceu pra Mim” foi uma das últimas escritas pelo vocalista Chorão. A canção ainda traz uma participação muito saudosa: o baixo inconfundível de Champignon, também marcante na outra canção de destaque do trabalho recém-lançado “Duas Caras”. “É uma homenagem ao Champignon, pessoa importantíssima na minha vida. Ele gravou esse baixo incrível para ‘Duas Caras’ e achamos justo compartilhar com os fãs”, declarou Marcão. Nesta entrevista exclusiva a Comando Rock, Marcão Britto fala dos momentos de superação após as mortes de Chorão e Champignon, de sua nova banda Bula, do álbum Não Estamos Sozinhos, de assumir agora a função de vocalista e de assuntos relacionados ao Charlie Brown Jr. Comando Rock: Como e quando surgiu a ideia de montar o Bula? Marcão Britto: Após a morte dos meus companheiros de banda descobri que a música seria a minha melhor forma de terapia. Comecei a gravar o material e gostei do que ouvi. Então, no O início do ano passado, resolvi montar a banda. Durante esse processo surgiram mais algumas músicas, totalizando 15 faixas inéditas. No início, o baterista foi o Bruno Graveto (também ex-Charlie Brown Jr.). Por que ele não continuou na banda? Durante o processo de gravação do disco ele foi convidado para entrar no Strike e, como já estávamos com praticamente todas as bateras gravadas, resolvemos manter o que tinha sido feito. A escolha por Pinguim parece óbvia, já que vocês tocaram juntos no Charlie Brown. Por que ele não foi a primeira escolha quando montou o Bula? Porque eu vinha tocando com o Graveto desde a época do Charlie Brown e A Banca e ele já estava participando do processo de gravação do disco do Bula. Você chegou a pensar em chamar também o guitarrista Thiago Castanho, já que ele tocou com você tanto no Charlie Brown quanto na A Banca? Na época o Thiago já estava envolvido com o trabalho da sua nova banda, o Legado. Era um momento de deixar todo mundo a vontade, pois tínhamos saído de uma situação difícil. Depois das mortes trágicas de Chorão e Champignon, qual a sensação de voltar a fazer música e tocar novamente em uma banda? Bem, é o que eu gosto de fazer. Acabou sendo a minha melhor terapia. É quase uma necessidade compulsiva. É onde me sinto por inteiro. Como foi o processo de composição e gravação da música “Não Estamos Sozinhos”? Primeiro surgiu a harmonia, que é a parte da guitarra. Depois veio a letra e melodia. Gravei várias ideias e comecei a arranjar a música. Gostei do resultado e mostrei ao André Freitas (produtor). Ele me incentivou a mostrar para a galera e assim surgiu a ideia do vídeo no Youtube. Essa música é um verdadeiro desabafo. Para quem não ouviu ainda o CD, o que pode falar sobre a sonoridade e o estilo das canções? O guitarrista Marcão Britto e o baterista Pinguim, exintegrantes da banda santista, formaram um novo grupo e estão lançando seu álbum de estreia Não Estamos Sozinhos Marcos Filippi É um disco de rock basicamente com sonoridade calcada em guitarras pesadas e timbres diferentes do que vinha fazendo. Tem bastante alternância e flerta com o pop, com ritmos variados. A galera que ouviu tem elogiado bastante. Evidente que a influência do Charlie Brown Jr. está presente em boa parte das canções do CD Não Estamos Sozinhos. Você tem algum receio em relação a uma eventual crítica da mídia e também dos fãs por a banda seguir a linha de seu ex-grupo ou acha que esta semelhança é algo inevitável devido ao tempo em que permaneceu com o Charlie Brown? De forma alguma. Tudo que está ali é bem natural e tem uma identidade própria. A crítica boa ou ruim é apenas uma opinião impressa. Eu já tenho a minha própria sonoridade. O que as pessoas esperam? Que eu faça um disco de MPB? Eu gosto de barulho, melodia, ver os pratos da batera balançando! COMANDO ROCK - 9

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Além da guitarra, você assumiu os vocais do Bula. Como surgiu a ideia de você se tornar o vocalista da banda? Quem é melhor para dar a voz a seu próprio sentimento? Como vinha escrevendo as letras, gravando e gostando do que estava ouvindo, senti que tudo começou a fluir bem e acho que a minha voz deu a unidade e identidade necessária para soar como eu queria. Chegou a pensar em alguém para ser o vocalista ou, quando montou o Bula, já sabia que seria o responsável pela voz do grupo? Esse trabalho tem a minha identidade. Existem cantores com lindas vozes e até mais experientes, mas não se trata de ser bonito, mas sim verdadeiro. Pensei até em alguns amigos, mas aos poucos percebi que eu precisava desse desafio de me reinventar. As canções de Não Estamos Sozinhos foram escritas para este álbum ou algumas você já tinha composto anteriormente para o Charlie Brown ou para A Banca? A única que fiz com o Charlie foi “Ela Nasceu pra Mim”, que tem a letra do Chorão e o baixo do Champ, com parceria do Thiago. Foi uma homenagem para os caras e uma forma de tê-los comigo. Já a música “Duas Caras” era uma base que o Champ gostou muito e acabou gravando o baixo. Todas as 15 faixas do álbum foram compostas por você. Por que os outros integrantes não participaram deste processo? Porque já tinha feito a maioria delas quando o disco foi gravado. Praticamente não tivemos um ensaio para gravar. Eles gravaram em cima do que estava pronto, mas interpretaram e me ajudaram a dar vida as músicas, contribuindo com incríveis melodias que fazem parte da sonoridade do Bula. Queria que falasse um pouco sobre a temática das letras do álbum. O que elas abordam? Elas abordam assuntos que fazem parte da minha vida. Falam sobre espiritualidade, recomeço, luta, amor e também zoação e desgosto como “Duas Caras”, que fiz em parceria com meu amigo Ivan Sader. A faixa título passa uma mensagem espiritual aos fãs de que, tendo eles, o grupo está sem- pre em boa companhia. Além disso, é alguma referência ao Chorão e ao Champignon? É uma referência à vida depois da morte, de acreditar que a vida é um eterno recomeço e nunca tem fim. Independente da classe social, raça ou crença uma hora todos teremos que pegar um caminho para voltar. Onde existe amor não existe solidão. Então, não estamos sozinhos. “Ela Nasceu pra Mim” foi uma das últimas músicas compostas por você e Chorão. Queria que falasse um pouco sobre esta música, da letra, quando ela foi composta, para qual álbum do Charlie Brown e por que ela não entrou no repertório do disco na época. Eu toquei esse riff no ensaio do Charlie e o Chorão adorou. Pediu para ficar repetindo, pediu uma caneta e começou a escrever a letra. O Thiago completou a sequência e, em questão de minutos, estava pronta. Depois acrescentei mais uma parte instrumental. Provavelmente ela faria parte do álbum La Familia 013. Mas, infelizmente, não foi possível, pois ele ainda ia gravar a voz, mas não houve tempo devido à fatalidade que aconteceu. Como tem sido a receptividade do público em relação ao álbum? Maravilhosa. O público sente quando é verdadeiro e estamos tendo total apoio. É emocionante ver as mensagens e a troca de energia que temos com eles. Vocês tocarão no Lollapalooza deste ano. Qual a expectativa para esta apresentação? Estamos ansiosos para esse grande momento. Tocar no festival que ajudou expor e popularizar bandas que sou fã como Red Hot, Rage Against, Primus e NIN é realmente alucinante. Você chegou a ouvir alguma música do O Legado, formado pelo guitarrista Thiago Castanho e pelo vocalista Yuri Nishida (líder do Vowe e um dos fundadores do NX Zero)? O que achou? Lógico que ouvi e gostei. O Thiago é meu parceiro e estamos juntos sempre que possível e tenho certeza que vem muita coisa boa por aí. Você mantém contato com o Thiago e com os outros ex-integrantes do Charlie Brown (Heitor Gomes e o Pelado)? Esta música também conta com a gravação Sim, tenho o maior respeito e carinho por todo baixo de Champignon, assim como em dos eles. “Duas Caras”. Qual o sentimento e sensação você teve ao ouvir estas duas músicas Em relação ao Charlie Brown Jr. Há canpresentes no álbum de estreia do Bula? ções inéditas gravadas que podem ser É privilégio poder ter dois baixos do Champig- lançadas em um futuro próximo ou todas non no disco. Eram músicas que ele adorava e foram usadas no álbum La Família 013? toda vez que ouço mexem muito com meu sen- Talvez existam algumas sobras de estúdio. timento, pois sei que ele está comigo e deve estar feliz por saber que sua arte não ficou arqui- E em relação a letras de músicas? Há comvada no computador e sim compartilhada com posições que não chegaram a gravar? todos, pois música é para ser ouvida. A parte O que era de vontade do Chorão foi gravado e que canto “A amizade não tem distância”, can- lançado. Não sei se existem mais coisas gravadas. to para ele, porque fomos amigos de verdade. Em março foram completados dois anos da Há mais alguma canção ou letra composta morte de Chorão. Queria que falasse sobre pelo Chorão que pretende gravar em um as melhores lembranças que teve ao lado próximo álbum do Bula? Se tiver, poderia do vocalista (e também de Champignon) e falar um pouco sobre ela (s), como a sono- seu sentimento atual depois de quase dois ridade, letra etc. anos da morte de ambos os músicos. Todo o trabalho do Chorão encontra-se com Eles foram pessoas muito importantes para mim. o Xande, seu filho, e vai depender da vontade A minha relação com eles vai além da estampa da dele em revelar ou guardar para si. O Bula é camiseta e da capa do disco. Foi uma relação pesuma banda de músicas autorais. Nesse caso foi soal de mais de 20 anos aonde vimos nossas vidas uma homenagem que fiz a eles. serem transformadas pelo sucesso. As coisas mais duras e amargas trouxeram os maiores aprendizados. Ainda enxergo aqueles cinco garotos que tinham o sonho de viver de música e que juntos construímos com solidez e verdade uma carreira de sucesso e o reconhecimento tão sonhado. Quais são seus próximos projetos? Agora nós do Bula estamos indo para a estrada com o nosso primeiro disco. Este ano promete: temos o Lollapalooza em março, shows agendados, muita coisa pela frente e esse encontro tão esperado com os fãs. Novos videoclipes virão e assim o nosso sonho não para de crescer. Será um ano intenso sem dúvida nenhuma! 10 - COMANDO ROCK

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A banda alemã, que esteve no Brasil em abril, volta a viver um de seus melhores momentos na carreira com o lançamento do excelente Blind Rage Nando Machado (Wikimetal) 12 - COMANDO ROCK

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Q uando o vocalista Udo Dirkschneider anunciou que sairia, mais uma vez, do Accept, em 2005, o futuro do grupo alemão de heavy metal ficou indefinido. Tanto que a banda resolveu tirar umas férias dos palcos por tempo indeterminado. Os quatro anos em que o conjunto “tirou o pé do acelerador” foram mais que necessários. A volta, em 2009, já com o novo cantor Mark Tornillo, mostrou que o Accept estava revigorado. O baixista Peter Baltes e o guitarrista e líder Wolf Hoffmann – os únicos integrantes originais da banda – provaram que o grupo ainda tinha muito metal correndo em seus instrumentos. De 2010 até o ano passado, o quinteto – que agora é completado pelo guitarrista Uwe Lulis e pelo baterista Christopher Williams – lançou três sensacionais álbuns de estúdio: Blood of the Nations (2010), Stalingrad (2012) e Blind Rage (2014) – este último, inclusive, chegou ao primeiro lugar na parada da Alemanha. Em abril, o conjunto passou pelo País para duas apresentações. Dia 23, tocou ao lado do Judas Priest no Rio de Janeiro. Três dias depois foi a vez da banda se apresentar na segunda noite do Monsters of Rock, em São Paulo. Nesta entrevista exclusiva concedida ao Wikimetal e agora publicada na Comando Rock, o lendário Wolf Hoffmann veio falar de um dos melhores álbuns lançados nos últimos tempos, Blind Rage! O guitarrista falou sobre a influência do Accept na criação do thrash metal, sobre a história da banda, suas influências clássicas e ainda sobre o seu papel de líder. Comando Rock/Wikimetal: Queria parabenizar a banda pelo ótimo Blind Rage. Vocês estão passando por um grande momento nestes últimos anos com estes três últimos álbuns que lançaram. Wolf Hoffmann: Obrigado. A sensação de estar de volta é muito boa. É algo que ninguém esperava ou poderia saber há cinco anos quando decidimos voltar, ainda mais com um novo vocalista. Sabíamos que seria difícil convencer os fãs que estávamos em um ritmo forte, que havíamos voltado com tudo. Mas, agora as coisas estão encaminhadas e estamos com uma energia muito boa. Notei que os três álbuns foram produzidos pelo Andy Sneap, que tinha trabalhado em álbuns incríveis de hard rock. O Andy é agora definitivamente o produtor do Accept? Parece que encontramos uma química muito boa e não vejo motivos para mudarmos algo. Tivemos muita sorte de encontrar o Andy e não podemos exigir mais de um produtor. Ele é o cara perfeito para o trabalho. Mas, nunca sabemos quando iremos produzir com outra pessoa e quero deixar todas as possibilidades abertas. Mas, neste momento, estamos muito felizes com o Andy. E ele gosta de trabalhar com a gente. Então, é a parceria perfeita. duzir o Blood of the Nations (2010), mas desta vez vocês estavam em turnê e tiveram de compor as músicas do Blind Rage na estrada. Como é escrever canções durante as turnês? A gente nunca compõe na estrada de fato. É sempre durante o tempo em que temos entre as turnês. Eu e o Peter nos juntamos há dois verões e começamos a compor entre os festivais na Europa. Tínhamos alguns dias de folga e aproveitamos este tempo para fazermos umas demos. Então tivemos uns seis meses para compormos as músicas do Blind Rage e acho que este era o tempo que precisávamos para garantir que as músicas ficassem maduras o suficientes. Foi diferente do Stalingrad (2012), que fizemos com muito mais pressa. Desta vez resolvemos ir ao estúdio somente quando as músicas estivessem bem prontas. Achamos que as canções estavam perfeitas quando gravamos o disco. ehan falou em uma entrevista que estuda todo santo dia... Não... E nunca fui de ficar estudando música. Gosto de tocar com a banda, de tocar em um projeto, ter um motivo para tocar. Raramente toco sozinho no quarto de um hotel. Isso não me inspira. Preciso trabalhar nos arranjos, tocar no estúdio, no palco com outras pessoas. Preciso de uma razão para tocar. Não tenho esta disciplina de tocar sozinho. Vocês irão tocar ao lado de várias bandas no Monsters of Rock aqui em São Paulo. Você tem alguma história ou lembrança de alguma destas bandas com quem irão dividir o festival? Por onde começo (risos)? São muitas histórias. Fizemos uma turnê com o Judas Priest há 35 anos e foi uma das nossas primeiras grandes turnês como banda profissional. Éramos muito jovens naquela época e tínhamos muito respeito por eles. Alguns anos depois, em 84, foi com o Kiss nossa primeira turnê pelos Estados Unidos. Temos muitas histórias com estes caras. Além disso, a gente sempre se vê nos festivais. Praticamente conhecemos todos os grupos. É ótimo fazer parte desta família do metal. Tenho a impressão, às vezes, que somos ciganos, que viajamos por todas as partes do mundo e pertencemos todos a um mesmo clã. Você tem bastante influência de música clássica e está prestes a lançar um álbum neste estilo. Como estão os preparativos para este disco? Está indo muito bem. Trabalhei com uma orquestra de cordas. Acabamos de gravar e finalmente iremos encerrar este projeto que está super arrastado. Sempre estou trabalhando nele entre os discos do Accept, que é obviamente a minha prioridade. Espero terminar tudo este ano ainda. Não tenho 100% de cer- Entrevistei o Alex Skolnick, do Testateza, mas espero que sim. ment, e falamos sobre a origem do thrash metal. E ele citou o Accept como uma das Fui recentemente ao show de vocês aqui principais influências deste estilo. Você em São Paulo e vocês realmente arreben- percebeu na época que estava ajudando a tam em cima do palco. Percebo que você é criar um estilo? meio que o maestro da banda. Como é ter Não. Foi só mais tarde, depois de dez ou 15 esta função na banda? anos, que as bandas contaram que havíamos Isso faz parte das coisas que você não acorda sido influentes. Na época não era tão aparensabendo. É uma coisa que você vai se tornando te. A gente via a cena do metal crescendo e aos poucos, de alguma forma. Isso faz parte da se desenvolvendo na Alemanha, mas parecia dinâmica de todas as bandas. Você não começa uma coisa natural. Quando lançamos o “Fast pensando em ser o líder de uma banda. Você As a Shark”, muitas bandas viram isso como se junta com uns caras e aos poucos vai perce- inspiração para criar seu próprio estilo que bendo que algumas pessoas têm mais energia era o thrash. Mas, para nós, era apenas uma de liderança do que outras e assume a respon- música legal que havíamos gravado. Não essabilidade das coisas. Isso vai acontecendo aos távamos pensando em criar um gênero. Mas, poucos. É uma coisa muito orgânica. Não foi nos orgulhamos muito da repercussão que decisão de ninguém. esta música teve. Como começou sua paixão pela música clássica? Você teve alguma formação nesta área ou isso tem a ver com seu background alemão? Claramente por causa deste background alemão. Nunca estudei música clássica. Só cresci onde este tipo de música predominava. A minha família sempre gostou de música clássica e meu pai sempre ouvia, mas eu não curtia muito quando eu era criança. Curiosamente eu curtia muito mais rock. Foi só mais tarde que comecei a me interessar sobre música clássica e quis combinar os elementos deste estilo com o metal. Mas, nunca fui e não sou um expert em música clássica. No ano que vem será comemorado os 40 anos do Accept. Estão pensando em algo especial? Tomara que não (risos). Nós comemoramos todo ano e todo ano é especial se você está na ativa tanto tempo quanto a gente. Não estamos planejando nada em especial. O Blind Rage foi parar no topo das paradas nos Estados Unidos... Sim. Além disso, ele ficou em primeiro lugar na parada da Alemanha, que é uma honra para nós, pois somos alemães. Estamos muito felizes com isso. Vamos falar do processo de composição. Você se interessa em estudar música? Ouça a entrevista na íntegra no wikimeVocês tiveram bastante tempo para pro- Você pratica todos os dias? O Billy She- tal.com.br COMANDO ROCK - 13

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S e o posto de “a voz do metal mundial” está vago desde a morte de Ronnie James Dio, o alemão Udo Dirkschneider pode ser facilmente um dos candidatos a assumir a vaga. O ex-vocalista do antológico Accept, mesmo com seus 62 anos, ainda continua atingindo facilmente os tons altos que lhe tornaram famoso em todo o mundo, especialmente graças aos discos como Restless and Wild (82) e Balls To The Wall (83). Prova disso são seus dois mais recentes álbuns ao lado do grupo U.D.O., Steelhammer, que foi lançado em 2013, e o novo Decadent. Aliás, ambos os trabalhos não contaram com o guitarrista Stefan Kaufmann, que deixou o grupo alegando problemas de saúde. Feliz com sua carreira solo, que está prestes a completar 30 anos, Udo garante que não pensa mais em sua ex-banda. O vocalista – que saiu do grupo alemão em 87, permaneceu durante o período de 92 a 97 e retornou novamente em 2005 – afirma que nunca mais quer reencontrar seus ex-companheiros Wolf Hoffmann (guitarra) e Peter Baltes (baixo). Nesta entrevista exclusiva concedida ao Wikimetal e agora publicada na Comando Rock, Udo falou sobre o álbum Steelhammer, como foi tocar com Max Cavalera e Joey Belladonna no Metal All Stars e da evolução e crescimento das bandas de metal na Alemanha. Udo também comentou sobre como é ser uma influência tão grande para outros músicos, a turnê que fez com a banda de seu filho Sven e explicou porque não há nenhuma relação entre ele e o Accept hoje em dia. Comando Rock/Wikimetal: Vamos começar falando do álbum Steelhammer, que foi o primeiro que não contou com o guitarrista Stefan Kaufmann, que esteve com você por quase 30 anos. No que mudou o som do U.D.O. sem a presença dele? Udo Dirkschneider: Não quero falar nada de ruim do Stefan, mas ele era um cara das coisas computadorizadas. A bateria, as guitarras... tudo ele fazia pelo computador. Desta vez compus o álbum com nosso baixista e fiz a produção do disco sozinho. Quis voltar mais as nossas raízes. Fomos ao estúdio e gravamos tudo ao vivo. O guitarrista que gravou com a gente (Andrey Smirnov) é da Rússia e a bateria é ao vivo de verdade. Steelhammer é um álbum bem humano. Nando Machado (Wikimetal) 14 - COMANDO ROCK

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Neste álbum você canta uma música em espanhol. Quem teve esta ideia de gravar “Basta Ya” e qual foi a dificuldade em cantar nesta língua? Eu não falo muito bem o espanhol, mas entendo bastante porque moro na Espanha já há alguns anos. A ideia veio de várias manifestações e protestos que estavam acontecendo na Espanha e as pessoas gritavam nas ruas “já basta”. Elas estavam cansadas de tanta corrupção que existe lá e resolvi escrever uma letra em espanhol baseada nisso tudo. Gostei bastante da música e acho que o espanhol é uma língua que cai bem para o heavy metal. Concordo com você e acho que foi fácil cantar em espanhol, pois a língua flui bem. Acho que você deveria fazer uma música sobre isso aqui no Brasil também por causa da corrupção que existe no País... Infelizmente a corrupção não existe somente aqui na Espanha, mas em todo o mundo. Você fez a turnê do Metal All Stars junto com Max Cavalera, Joey Belladonna, Zakk Wylde e muitos outros. Queria que falasse um pouco sobre isso. Foi uma surpresa muito grande e fiquei bem orgulhoso de ter feito parte desta turnê. Foi bem interessante tocar as canções do U.D.O. com músicos diferentes. Muitos os conheço há muito tempo como é o caso do Joey Belladonna e do Zakk Wylde. Acho que os fãs gostaram muito e espero que tenha mais vezes esta turnê. Voltando um pouco ao passado e o início de sua carreira, queria que falasse quais foram suas influências e por que decidiu montar uma banda de heavy metal. Eu tinha 14 anos quando comecei a fazer música e ouvia artistas como Deep Purple e Jimi Hendrix, mas nunca tentei copiá-los. Lógico que tive influência deles, mas não queria copiar ninguém. Começou tudo como um hobby e logo passou a ser algo profissional. Nunca imaginei que iria me transformar em um músico profissional, mas foi algo que acabou acontecendo. Como era a cena musical na Alemanha naquela época? Imagino que não deveria ser algo muito profissional... Não, não era mesmo (risos). A única banda realmente profissional que havia lá era o Scorpions. Eles, com certeza, abriram muitas portas para as bandas novas na Alemanha em especial para o Accept. Não havia um mercado profissional lá naquele tempo. Bem diferente do que ocorre hoje. Falando do álbum clássico do Accept, Balls To The Wall (83). Você imaginava que ele poderia ser um disco tão importante para o metal? E o que você recorda da gravação daquele álbum? Quando estávamos gravando este álbum realmente não achávamos que ele seria tão espe- cial. Sabíamos que a música “Balls To The Wall” era muito boa, mas não imaginávamos o sucesso que este disco faria. Na verdade, foi muito fácil produzir o disco. Tínhamos um produtor que estava trabalhando com o Judas Priest. Quando lançamos o disco, ele explodiu, virou um sucesso. Na realidade, você nunca sabe o que vai acontecer com um álbum. Acredito que em Balls To The Wall fizemos a mistura perfeita de elementos. Ele se tornou um grande sucesso e ficamos todos surpresos. Já entrevistamos muitas lendas do metal e do rock e muitos deles falam que o álbum do Accept Restless and Wild (82) e seu estilo de cantar influenciaram com muita força a criação do thrash metal. O que você pensa sobre isso? Sim. Já ouvi de muitas pessoas esta história. O pessoal do Kreator me disse que influenciei o som deles e acho isso muito interessante. Dave Lombardo também disse que foi influenciado por nós. Acho bem legal e interessante ter influenciado tantas bandas e músicos assim. Fico feliz e orgulhoso pelo fato de eu e o Accept termos feito a diferença na vida de muitas pessoas. O Accept está creditado em todas as músicas e letras do primeiro álbum do U.D.O., Animal House. Por quê? Depois do Russian Roulette (86), eu saí do grupo. A banda queria fazer um álbum mais comercial. Eu ouvi a demo com as músicas e disse que aquele não era o som que queria fazer. Aquele tipo de música era, em minha opinião, muito americanizado. O Animal House seria o próximo álbum do Accept e os outros integrantes disseram que eles não queriam usar mais aquelas canções e que eu poderia usá-las para a minha carreira solo. Elas seriam boas para o meu primeiro disco. Fiquei muito agradecido porque eram grandes músicas. E foi realmente um bom começo para a minha carreira solo. Foi por isso que dei crédito ao Accept. temos a sorte de poder tocar em todo o mundo e vender muitos álbuns ainda. Mas, para os grupos mais novos, esta nova mídia não torna as coisas muito fáceis. Recentemente você fez uma turnê ao lado do Damaged, banda do seu filho Sven. Você imaginou um dia tocar ao lado do seu filho? O Sven começou a tocar bateria quando ele tinha oito anos. Eu achava que ele iria tocar durante um ano e depois desistir. Mas não. Ele seguiu firme e forte e hoje é um ótimo baterista. O Sven tocou na comemoração de 20 anos do U.D.O. Se não me engano foi no Wacken. Hoje ele tem a banda Damaged e eles estão trabalhando para o primeiro álbum. Ainda estão compondo as músicas. Gosto muito de ver que meu filho curte música. Vamos ver no que vai dar. Que conselho você daria para seu filho ou para quem está começando a tocar em uma banda? É difícil dizer. O mais importante é que você tem de acreditar em você mesmo e naquilo que você faz e não tentar copiar o que alguém já faz. Na sua carreira você fez várias participações e contribuições como com o Raven e especialmente com a Doro Pesch. Qual a importância destas participações e com quem você gostaria de fazer um dueto que ainda não teve a oportunidade? Conheço a Doro desde os tempos em que ela era do Warlock. E isso já faz bastante tempo (risos). Atualmente o único cara que gostaria de trabalhar infelizmente já faleceu, que seria o Dio. Ele era um grande amigo e adoraria poder fazer algo com ele novamente. Talvez fosse legal fazer algo com o Joey Belladonna ou com a Floor Jansen, que está no Nightwish. Muita gente comenta que o Dio, além de ser uma das maiores vozes do heavy metal, era um dos caras mais bacanas do rock E como está hoje o relacionamento com de todos os tempos... Wolf Hoffmann e Peter Baltes, do Accept? Sim, é verdade. Era um cara pé no chão e o meNão tenho nenhum relacionamento com eles. lhor cara da indústria musical que já existiu. Não quero mais falar com estes caras. O Wolf falou muito mal de mim nas entrevistas. Dizia Assistindo ao documentário do Rush, o que eu tinha muito rancor pelo sucesso do Ac- Geddy Lee disse que não deveria ter gravacept e isso não é verdade. Fico muito triste de do os vocais tão altos no início da carreira ver o Wolf falando este monte de besteiras de- porque chegou a uma época da vida que ele pois de todos estes anos. Realmente não sei os não conseguia atingir estes tons. Como motivos para ele ter feito isso. Não quero nun- você consegue, depois de quase 35 anos de ca mais falar com estes caras na minha vida. carreira, cantar em um tom tão alto? Tenho muita sorte com a minha voz porque Como você ouve música hoje em dia? Com- nunca tive nenhum tipo de problema, nunca pra LPs e CDs ou ouve pela Internet? O precisei cancelar nenhum show por causa da que acha da nova tecnologia? minha voz. Daqui a 20 anos, quando eu tiver A maioria das coisas eu ouço pela Internet. 82 anos, com certeza não vou conseguir atinAlém disso, tem uma estação de rádio na Ale- gir estas notas muito altas. Hoje, consigo fazer manha que é muito boa. Tem todos os tipos de 90% de tudo que já fiz na minha carreira. As música e, se eu pudesse, passaria o dia inteiro vezes tenho algumas dificuldades nas notas ouvindo a rádio. Em relação as novas tecnolo- muito altas. Mas, de resto, está tudo bem. gias, o lado negativo é que os músicos acabam não ganhando muito dinheiro, principalmente Ouça a entrevista na íntegra no os novos músicos. Eu e as bandas mais antigas wikimetal.com.br COMANDO ROCK - 15

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