Revista Jornal Empresários Maio 2015

 

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® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 185 www.jornalempresarios.com.br MAIO DE 2015 - R$ 4,50 FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Com índice anual de crescimento de 27,65%, de 2003 a 2014, o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) saltou de um patrimônio líquido de R$ 56,68 milhões para R$ 1,061 bilhão no ano passado. Essa história de superação é definida como ponto estratégico do Governo do Estado, como parte de um processo complexo e gradual. O presidente do banco, Guilherme Dias, revelou que a instituição obteve um lucro líquido acumulado de R$ 38,78 milhões no primeiro trimestre de 2015, elevando o patrimônio líquido para R$ 1,09 bilhão em março deste ano. Página 6 Banestes vale mais FOTO: ANTÔNIO MOREIRA CGU obriga a Findes a devolver R$ 8,2 milhões Os recursos pertencem ao Sesi-ES e foram empregados irregularmente em obras. Página 15 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Vitória desperta interesse de investidores Luciano Rezende comemora a indicação do jornal Financial Times, dos EUA, como uma cidade boa para se investir . Página 7 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O legado de João Coser faz a cidade melhor Obras de infraestrutura, como a macrodrenagem e programas sociais deixaram saldo positivo. Página 8 e 9 Bioclínico lidera ranking da Unimed. Página 16

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2 MAIO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS EDITORIAL❫❫ Por um gesto de mudança ecorridos dois anos e cinco meses em que foi empossado na Prefeitura de Vitória, o prefeito Luciano Rezende (PPS), se revela, para a maioria da população, de forma negativa, como mostra uma insuspeita pesquisa publicada recentemente. O prefeito da capital alcançou média 6, índice considerado baixo para quem pretende candidatar-se à reeleição em 2016 e já traça estratégias de campanha. A pesquisa mostra que a administração de Luciano Rezende é considerada boa ou ótima por 26,2% dos entrevistados, enquanto o percentual dos que avaliam o trabalho da prefeitura como ruim ou péssimo é de 19,9%. A imagem pessoal do prefeito é similar à da prefeitura: 29,9% disseram que ele é bom ou ótimo. Outros 19,2% disseram que ele é ruim ou péssimo e a opção regular foi a escolhida por 48,6% dos entrevistados. Como não poderia deixar de ser, como político experiente que é, o prefeito tira por menos e se diz feliz com a avaliação, considerando, segundo ele, que a classe política passa por um momento difícil no cenário nacional. No entanto, vale ressaltar que a avaliação diz respeito às ações do prefeito como gestor e, D EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Praça San Martin nº 84, salas 111 e 112 CEP: 29.055-170 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Praça San Martin nº 84, salas 111 e 112 CEP: 29.055-170 Praia do Canto – Vitória-ES. Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Administração Marcelo Bandeira Gonçalves Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 nesse ponto, os números batem com ausência de obras na cidade, com reduzidíssimo volume de entregas à população. Luciano Rezende foi eleito por meio de uma bem arquitetada campanha de marketing, conseguindo despertar a atenção e interesse do eleitorado, com temas que aguçaram o desejo de ter uma cidade com melhor qualidade de vida. O gesto da mudança conseguiu motivar a população, levada por ações com essas peculiaridades, próprias do marketing, mas a administração municipal emperrou em alguns mandamentos dessa ciência, para que as metas sejam alcançadas, ou seja, ações que possam ser traduzidas em obras. É nesse ponto que o prefeito de Vitória não aparece bem. Sua administração não tem entregas importantes e, se as tem, são em número bastante reduzido, com destaque para as ciclovias. Mesmo assim, as ciclovias aparecem mais como equipamento de lazer, para serem utilizados em feriados e fins de semana, muitas vezes embalados pela figura do ex-atleta Luciano Rezende. O fato é que os compromissos de campanha pactuados com a população deixaram de ser cumpridos. Vale lembrar os ensinamentos de professor Phillip Kotler, chamado o papa do novo marketing, apesar de seus mais de 80 anos. Ele diz: "Hoje, quando você vai comprar um carro, você não vai simplesmente entrar na concessionária para saber do veículo, você vai perguntar aos seus cinco mil amigos no Facebook. No novo marketing, os consumidores estão mais inteligentes e bem informados. As empresas estão em um grande aquário e todo mundo pode ver o que está acontecendo dentro e as que fazem uma promessa que não podem cumprir terão problemas", explica o especialista. No caso presente, a mudança na administração de Vitória ainda não apareceu. A pesquisa mostra que a população considera o prefeito ausente e as reduzidas obras entregues à população não conseguem construir uma imagem de bom gestor e muito menos uma marca de peso que dê margem para ser trabalhada em uma campanha de reeleição. Tirando as ciclovias, a maioria das entregas da atual administração são projetos iniciados no governo de João Coser, que já se encontravam em andamento. No quadro mostrado em uma segunda pesquisa a situação do prefeito Luciano Resende não é favorável. Isso está confirmado nos números comparativos entre ele e o presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) o ex-prefeito Luiz Paulo Velloso Lucas. Ele aparece com 26,8% e Luciano Rezende com 20% na preferência do eleitorado para a Prefeitura de Vitória. Considerando-se que Luiz Paulo deixou a prefeitura há mais de 10 anos, seu recall é preocupante para quem almeja a reeleição, no caso o atual prefeito. Os dois se enfrentaram em 2010 e Luciano levou a melhor no segundo turno, com 52,73% dos votos válidos. Em pouco mais de dois anos, o cenário mudou, justamente por falta de cumprimentos de compromissos assumidos na campanha eleitoral. Na mesma pesquisa, o atual prefeito obteve o segundo lugar em rejeição, com 17%, acima do deputado Lelo Coimbra, candidato declarado à Prefeitura de Vitória. O gesto de mudança que levou Luciano Rezende à Prefeitura até agora não se traduziu, como era esperado, em obras entregues à população. Isso deve levar a uma reflexão, tendo por base o que diz Phillip Kotler:”Quem assim procede, fatalmente terá problemas” .■ EUSTÁQUIO PALHARES Um paradigma teimoso degradação patrocinada pela urbanização desorientada é considerada um “processo natural” e inevitável. As cidades caminham para o caos ante a omissão ou leniência das autoridades ditas competentes, que entendem que o processo é inexorável, irreversível. Ou seja, instala-se a ”normopatia” . Por mais que seja visivelmente errado é considerado “normal” , desde que seja o comportamento prevalecente, majoritário. Na visível degradação do espaço urbano, catalisada por uma explosão demográfica que dobrou a população do país em 40 anos, cabe reiterar a menção à nossa estúpida relação com o carro. Tributários do capitalismo dos países centrais, erigimos o carro como o padrão civilizatório que rebocou nosso processo de industrialização e com ele a formação de uma elite operária e acentuou o individualismo que identificava em um veículo a afirmação do direito natural de locomoção. E aí o tal direito institucionaliza a necessidade de um engenho que pesa mais que uma tonelada, emite monóxido de carbono degradando o ambiente, entope o espaço urbano para transportar uma pessoa. A As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. Cristaliza-se a necessidade, assim, de abrir mais ruas, construir mais viadutos, enfim, oferecer espaços ao carro, ainda que sua escala de produção atual o inviabilize como instrumento de mobilidade urbana por um elementar efeito de saturação. Como açúcar derramado no meio do piso limpo atrai formigas que não se suspeitava existir, a abertura de novas vias atrai o carro, numa ação de retroalimentação. Quando o carro, emblema de progresso de um país rural há 60 anos, era um bem de consumo acessível a 10% da população, ele se viabilizava como uma opção discricionária, privilegiada, de transporte. O capitalismo tem imperativo de escala e pela escala ele incorporou grandes levas da população, habilitando-as à fruição do bem. O carro se tornou virtualmente um eletrodoméstico viabilizado principalmente pela engenhosa criação do crédito, a antecipação da renda futura para consumo imediato. E aí a escala evoluiu em progressão geométrica porque as novas levas, os segmentos CDs da população, passaram a acessar o objeto de desejo desde que seus modestos orçamentos encaixam o valor da prestação que habitualmente escamoteia o preço final e os en- cargos reais do financiamento A frota não cabe numa estrutura viária que não muda há décadas. Isso, aceitando-se que a cidade deveria priorizar o carro, não o cidadão, as pessoas. Nada de propor uma mudança de cultura que alterasse focos, padrões, conceitos, comportamentos. Países com padrões de vida melhores que o Brasil consideram a bicicleta, por exemplo, um meio de transporte, inclusive submetendo o ciclista ao procedimento de condutor de veículo. Aqui insistimos em tê-la como equipamento de lazer da classe média, nos fins de semana. A tibieza na ruptura dos paradigmas vê-se quando administrações municipais, a pretexto de arejamento, instituem ou reservam vias para o cidadão passear de bicicleta nos dias de folga. Nas cidades, pelo menos as capixabas, as atividades cotidianas da pessoa não estão além de dez quilômetros de seu domicílio, com topografia inteiramente adequada ao modal. Até no deslocamento diário para o trabalho, se os empresários entendessem a necessidade de instalar banheiros em suas empresas, teríamos aí uma fortuita combinação de sustentabilidade e saúde pela atividade física compulsória promovida pelas pedaladas de meia hora. Mais que ciclovias, a estrutura viária necessita de ciclo faixas demarcando no chão o espaço das bicicletas, indevassável ao motorista. Aliás, sobre isso, a fixação de uma nova cultura exigiria extremado rigor com eventuais molestamentos dos motoristas aos ciclistas consagrando uma Lei do Mais Fraco. O código de transito já prevê isso, aliás, mas é uma norma ainda abstrata, não sedimentada pelo uso. Parece óbvio que a questão da mobilidade urbana só se equacionará com a mudança de nossa relação com o carro. A insistirmos com o individualismo da solução motorizada, que proliferem as motonetas. Isso sem considerar que as soluções estruturantes do transporte público parecem condicionadas aos interesses dos cartéis que dominam o setor e que refugam – ou fazem o governo desdenhar – soluções consagradas pelas grandes metrópoles do mundo, como metrôs e trens de superfície. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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4 MAIO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS JANE MARY DE ABREU O que te faz feliz? ocê responde com facilidade a esta pergunta? Já está com ela na ponta da língua ou está tentando encontrar a resposta certa? É uma pergunta que causa incômodo em muita gente, porque a maioria está vivendo no automático e já perdeu a noção do que é felicidade. Foram tantas as concessões que fizemos, tantas expectativas que fomos forçados a atender, que saber o que nos faz feliz demanda um grande esforço de memória. Tem gente que, mesmo fazendo esforço, não consegue responder... perdeu o fio da meada, como se diz na roça. Mas esta é uma pergunta que não pode mais ficar sem resposta. Ser feliz é uma necessidade da nossa alma. Se essa necessidade não for suprida, certamente você vai adoecer. Chega um momento em que a alma não suporta tanto descaso e começa a gritar. É assim que surgem as doenças, que nada mais são que pedidos de amor, de V atenção e de cuidados. Não viemos a este planeta só para ter uma profissão, casar, ter filhos, pagar contas e ficar grudados no celular. De jeito nenhum! O propósito divino para a nossa vida é muito maior e mais rico. Viemos a este planeta para o exercício do amor divino, para recordarmos de quem somos de fato: seres luminosos, feitos à imagem e semelhança de Deus. Se filho de peixe é peixinho, por que nós, filhos legítimos de Deus, não seríamos deusinhos? Acredite ou não, deuses em desenvolvimento é o que somos. Temos em nós a centelha divina e nascemos justamente para desenvolver essa centelha de luz que existe em nosso coração. O que o Universo programou para nós é a felicidade plena, mas aí é bom que se esclareça o seguinte: Felicidade não é algo que cai do céu e nem dá em árvore, é uma construção que precisa ser edi- ficada dia após dia, minuto a minuto. Há os que escolhem passar pela vida lamentando a falta de sorte e outros que partem para construir a felicidade a que têm direito por herança divina. Há os que caem e permanecem no chão, e os que se levantam mais fortalecidos - essa é a única diferença entre os felizes e os infelizes. Há os que fazem barulho e procuram a felicidade nos prazeres do mundo e há os que silenciam a mente para ouvir a alma – esses são lançados no colo de Deus e descobrem o verdadeiro sentido da vida. A qual grupo você pertence? Você só vai descobrir se tiver coragem de se questionar : o que me esvazia e o que me preenche? O que me entristece e o que me alegra o coração? Gosto do que faço ou estou deixando a vida me levar? Estou convivendo com pessoas que me fazem crescer ou apenas suportando- as com medo de viver experiências diferentes? Qual o meu propósito neste mundo - vim aqui para fazer o que todos esperam de mim ou para realizar os anseios da minha alma? O que me faz de fato feliz? Descubra o que faz seu coração bater mais forte e coloque sua energia nessa tarefa, e ela será a sua paixão. Então, não haverá tempo para que os pensamentos de baixa vibração tomem conta de sua mente e transformem a sua vida num fardo difícil de carregar. A vida é linda e deslumbrante, mas para saborear o espetáculo que o Universo disponibiliza para nós todos os dias é preciso mergulhar na simplicidade e abandonar as precárias certezas do mundo lógico. O essencial só pode ser percebido a partir do coração. O cérebro sabe muito pouco a respeito das coisas da alma. Para se ter uma vida simples, é necessário mergulhar na simplicidade, abandonar os olhares apressados e se despir de todas as precárias certezas humanas. O essencial só pode ser percebido a partir do coração... o cérebro sabe muito pouco a respeito das coisas da alma. Se você busca a felicidade plena, prepare-se para fazer o simples, o feijãozinho com arroz, todo dia, com muito amor. Foque sua atenção no micro, deixe o macro para o Universo. Não queira promover a paz no mundo, preocupe-se em cultivá-la em você, porque é dentro de cada um de nós que começa a paz no mundo. A nós cabe cuidar das pequeninas coisas, porque elas são a essência das grandes felicidades. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de marketing, voluntária do Programa de Educação em Valores Humanos, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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15 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2015 5 Vitória enfrenta dificuldade para entregar dívida para banco cobrar Ainda não está explicado quanto o município de Vitória vai receber com a securitização dos débitos inscritos em dívida ativa elos resultados até agora obtidos com as ações de seus guardiões, o prefeito Luciano Rezende (PPS), terá um longo caminho a percorrer e terá que encontrar bons argumentos para conseguir aprovar o projeto de securitização da dívida ativa da Prefeitura de Vitória. Os vereadores ainda não se convenceram de que seja bom negócio entregar R$ 1,3 bilhão a um banco privado, para serem transformados em títulos públicos negociáveis na Bolsa da Valores, com a garantia de ter em caixa, de imediato, parte desse valor, variando entre R$ 100 a R$ 200 milhões. As dúvidas em torno do projeto sobre são muitas, a principal delas sua inconstitucionalidade, como afirmam juristas conceituados na praça. Os vereadores, inseguros, querem ouvir mais especialistas, inclusive representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), segundo ficou decidido na última audiência pública realizada no dia 14 deste mês, na Câmara Municipal. O prefeito tem pressa: precisa fazer caixa para, desse modo, abrir possibilidade de realização de obras diferentes das ciclovias entregues à população e que se constituem em uma das poucas frentes de trabalho da atual administração da capital. É muito pouco, em ano pré-eleitoral, gerando dificuldade para quem almeja a reeleição. “O projeto ainda está para debate e não temos condição de votá-lo no mês de maio, pois pretendemos ouvir a Ordem dos Advogados. O que me chama a atenção é a questão dos créditos parcelados, que também estão listados no processo” , disse o vereador Davi Esmael (PSB). O vereador Reinaldo Bolão (PT) argumentou que a proposta do prefeito poderia ser definida como uma operação de crédito. “Não tenho dúvida de que estamos diante de uma verdadeira operação de credito” , assinalou. Presente à audiência pública, o secretário municipal de Fazenda, Alberto Borges, esclareceu que a securitização “é uma operação financeira, mas não de crédito” . Pesa contra a aprovação do projeto do prefeito Luciano Rezende o fantasma da inconstitucionalidade, que poderia representar problemas na Justiça, como ocorreu com as prefeituras de Belo Horizonte, São Paulo e outras, que enveredaram por esse caminho e hoje amargam processos, que poderão criar dificuldades eleitorais futuras. ■ FOTO: ANTÔNIO MOREIRA P Vereadores questionam Luciano

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6 MAIO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Banestes consolida sua história de superação em 12 anos A recuperação do banco ocorreu de forma gradual com ações de médio e longos prazos, contando apenas com os meios próprios história do Banco do Estado do Espírito Santo, Banestes, com toda certeza pode ser escrita em duas fases, antes e depois do primeiro mandato do governador Paulo Hartung. Da iminência da venda em 2002, função de prejuízos recorrentes, injunções político-administrativas, problemas gerenciais e estruturais, entre outras questões registradas pré-gestão Paulo Hartung, ao lucro ininterrupto e estrondoso crescimento de seu Patrimônio Líquido, ao sucesso da criação e desenvolvimento do Banescard e às conquistas de prêmios e reconhecimento como um “case” de sucesso, o Banestes escreveu uma história de superação e sucesso ao longo desses últimos doze anos. A recuperação do Banestes foi definida como um ponto estratégico do Governo do Estado do período 2003-2006. Segundo as palavras do secretário de Estado da Fazenda à época, José Teófilo Oliveira “encontramos o Banestes, em primeiro de janeiro de 2003, em situação pré-falimentar. Tal cenário foi decorrente de prejuízos no exercício de 2002 e anteriores. O processo de recuperação do banco foi complexo e gradual. Naquela ocasião o Banco Central (Bacen) tinha uma postura inflexível com respeito a solução do problema do Banestes. Na visão do Bacen, o Banestes só tinha dois caminhos a seguir: a privatização ou sua capitalização imediata pelo Governo do Estadual. A via da privatização já havia sido buscada em 2002 e acaFOTO: BANCO DE IMAGENS JE Lucro de R$ 38,78 milhões no primeiro trimestre “Esse crescimento decorre, principalmente, da combinação entre o aumento das receitas com operações de crédito, maiores ganhos na tesouraria e o controle sistemático dos custos, que resultou na melhoria da eficiência operacional”. Essa é a explicação do economista Guilherme Dias, presidente do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), ao divulgar os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2015, que demonstram uma evolução positiva em seus principais indicadores. O Lucro Líquido acumulado foi de R$ 38,78 milhões, representando um crescimento de 26,6% quando comparado ao mesmo período de 2014. O Índice de Eficiência Operacional, indicador que evidencia o resultado dessa estratégia, situou-se em 60,5%, uma melhoria em 2,6 pontos percentuais em relação ao ano passado. O presidente disse que o Banestes manteve foco no crescimento de negócios, ou seja, na geração de resultado operacional. Uma das medidas adotadas foi a racionalização da rede de correspondentes bancários, com o encerramento de contratos que tinham baixo volume de transações e geravam custos na transmissão de dados. Mesmo com a redução de 29% na quantidade de pontos instalados, o volume de transações nos correspondentes continuou evoluindo. Nos três primeiros meses do ano, foram registradas 7.125.989 autenticações, um crescimento de 6,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo Guilherme Dias, a Carteira de Crédito atingiu a cifra de R$ 4,34 bilhões ao final de março, sendo 46% destinados para pessoas jurídicas e 54% para pessoas físicas. Diante da conjuntura nacional de redução das atividades econômicas e aumento da inflação, o Banestes vem buscando maior seletividade na concessão do crédito. Com essa estratégia, o banco priorizou o crescimento das carteiras de menor risco, com destaque para o cartão Banescard, antecipação de recebíveis Banescard, crédito imobiliário, crédito consignado, o microcrédito e o crédito para investimento. Foram adotados critérios mais seletivos nos processos de concessão de crédito, de modo a manter a expansão do crédito com qualidade, e controle da inadimplência. Da carteira de pessoa física 42,5% foram destinados ao crédito consignado. Dos créditos para pessoa jurídica 31,2% foram concedidos para capital de giro, sendo que 87,8% do montante gerado foram direcionados às micros, pequenas e médias empresas, e 12,2% à grandes empresas. BANESCARD - Nos três primeiros meses do ano, o Banestes continuou ampliando a sua rede credenciada do Banescard. Em 31 de março, eram 39.683 estabelecimentos credenciados, 6,8% a mais que os 37.156 existentes em março de 2014 - além de mais de 1,40 milhão de estabelecimentos comerciais credenciados à rede Cielo em todo o Brasil. A quantidade de transações de vendas, débito e crédito, e saques na função crédito, efetuadas de janeiro a março deste ano, aumentou 17,1%, em relação ao mesmo período anterior, alcançando a marca de 3.844.393 operações. O valor financeiro dessas transações atingiu R$ 292,78 milhões – um acréscimo de 16,5%. A Antecipação de Recebíveis Banescard, produto lançado no segundo semestre de 2014, teve importante evolução no período. Entre janeiro e março, foram antecipados R$ 26,61 milhões, com uma carteira de 4.351 clientes. Guilherme Dias destacou a evolução no desempenho operacional e financeiro do banco, mesmo diante da atual conjuntura da economia nacional. “Os resultados demonstram a solidez do Banestes e a contínua melhoria dos seus indicadores financeiros e operacionais. Isto nos permite crescer de forma sustentada e modernizar os serviços e produtos oferecidos aos clientes”, disse. No crédito imobiliário, o crescimento foi de 72,5% quando comparado ao mesmo período de 2014, destinado principalmente ao financiamento de imóveis residenciais em todo o Estado. Já a carteira de Crédito Consignado segue trajetória crescente e, no período, o saldo atingiu R$ 995,79 milhões, representando um crescimento de 8,2% em relação a 2014, com 92.377 contratos ativos. O microcrédito retomou o crescimento. O saldo das operações em carteira foi de R$ 72,06 milhões, um avanço de 19,7% em 12 meses, beneficiando 17 mil empreendedores. As operações da Banestes Seguros contribuíram com R$ 5,93 milhões do total do lucro do Banestes, resultando num crescimento 45,7% em relação ao ano anterior. Estas operações estão voltadas, principalmente, à comercialização de seguros nos ramos de automóveis, de vida e prestamista. ■ A Guilherme Dias revelou desempenho do Banestes com lucro de R$ 38,78 milhões bou em um retumbante fracasso.” A capitalização do banco também já havia sido tentada, com recursos estaduais e federais, mas também sem sucesso. Diante de tal problema adicional aos outros tantos encontrados pela nova administração o governador Paulo Hartung trabalhou uma terceira alternativa. Procurou o ministro da Fazenda Antônio Palocci recém empossado, e lhe propôs a federalização do Banestes. De forma educada o governador teve como resposta que o Governo Federal já era proprietário de diversos bancos estaduais falidos e que assim não queria mais um. Restou ao Governo então uma única saída que foi a recuperação gradual da instituição por meio de um conjunto de ações de médio e longo prazos contando apenas com meios próprios, atitude essa de coragem e grande risco e que custou ao Governo pouco mais de R$300 milhões, para quitar débitos junto à Fundação Banestes e do famoso crédito rotativo dos servidores entre outros. Esta terceira via de salvar o Banco de uma provável falência com altos custos para Governo, Clientes e sociedade como um todo acabou se mostrando correta e muito bem sucedida conforme os números do gráfico conseguem demonstrar. O Patrimônio Líquido do Banestes em 31 de dezembro de 2002, ano em que realizou um prejuízo de R$34,5 milhões, era de apenas R$56,6 milhões. Analiticamente podemos afirmar que outro ano de resultado ruim como o de 2002 poderia deixar o Banestes com um Patrimônio Líquido negativo. Este foi o retrato do Banco recebido pelo Governador Paulo Hartung em 1 de janeiro de 2003. Já em 2003 o resultado do exercício iniciou uma trajetória constante de lucros, começando com R$32,06 milhões em 2003 e R$133,7 milhões em 2014 totalizando um lucro líquido total de R$1,312 bilhão (um bilhão trezentos e doze milhões de reais) de 2003 a 2014. Este valor corresponde a mais de quatro vezes o que foi investido pelo Governo do Estado no inicio da gestão Paulo Hartung para manter o Banestes vivo. Quanto ao Ativo Total da instituição este passou de aproximadamente dois bilhões em dezembro de 2002 para R$15,1 bilhões em dezembro de 2014, um crescimento de 756% equivalente a uma média anualizada de 18,4%. Contudo os dados do Patrimônio Líquido são ainda mais impressionantes. Em dezembro de 2002 o PL do Banestes era de apenas R$56,68 milhões. Com uma política consistente de realização de lucros e de capitalização do banco a partir de seus resultados positivos o PL do Banestes atingiu em dezembro de 2014 um total de R$1,061 bilhão (um bilhão e sessenta e um milhões de reais), apesar do Banco ter iniciado uma política de distribuição de dividendos que remunerou o Governo do Estado do Espírito Santo, seu acionista majoritário, de 2003 a 2014 em mais de R$250 milhões. A dinâmica deste crescimento pode ser demonstrada em valores relativos com um crescimento do PL de 1.873% de 2003 a 2014, uma evolução correspondente a uma taxa anual de crescimento de 27,65%. Empossado novamente como governador do Estado do Espírito Santo em janeiro de 2015, Paulo Hartung desta vez não mais terá o Banestes como um problema a resolver de sua gestão e sim um forte ator coadjuvante do processo de recuperação da economia do Estado.

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15 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2015 7 Luciano Rezende comemora premiação de jornal americano O prefeito de Vitória disse que basta olhar para a cidade para ver como ela é boa para se viver, mas preferiu não entrar em maiores detalhes recente inclusão de Vitória no estudo “American Cities of the Future 2015/2016” , divulgado pelo FDI Intelligence, um setor de inteligência do jornal norte-americano Financial Times (FT), apontando a capital do Espírito Santo como sendo a sétima cidade de porte médio mais promissora nas Américas para investidores estrangeiros, deixou o prefeito Luciano Rezende (PPS) motivado. O prefeito prefere não entrar em detalhes sobre o que levou o periódico americano a incluir Vitória na listagem. “A cada avaliação de órgãos importantes e de renome internacional e nacional como este, a cidade de Vitória aparece entre as melhores cidades para viver, trabalhar e visitar” , disse o prefeito. A avaliação da publicação americana analisou 421 cidades de todo o continente, sendo que 77 delas são de médio porte e foram concorrentes diretas. Entre as cidades que concorreram com Vitória, está a canadense Brampton, que ficou em primeiro lugar. Entre as cidades de porte médio que ficaram a frente de Vitória está Quebec, no Canadá, que ficou na terceira posição. Entre os critérios considerados na avaliação estão itens como potencial econômico, ambiente amigável de negócios, capital humano, es- Tabela aponta Vitória em 7º lugar logo abaixo de Ottawa, no Canadá Capixaba espera por mais obras Ao se aproximar o último ano do mandato do prefeito Luciano Rezende (PPS) em 2016, o morador de Vitória espera por mais obras para a cidade. Para atender essa expectativa e revisar o PDU, a Prefeitura disponibilizou na internet o endereço www.minhavitoriapdu.com.br, a partir do qual os moradores podem enviar sugestões nas áreas de meio ambiente, desenvolvimento econômico, turismo, habitação, mobilidade, entre outros setores. Confira abaixo algumas realizações da atual administração, conforme relato do prefeito Luciano Rezende no Gabinete Itinerante realizado em Jardim Camburi. A tilo de vida, relação custo-benefício e conectividade. “Esse é o nosso desafio: transformar Vitória cada vez mais numa cidade mais organizada, mais segura e mais humana", prosseguiu o prefeito Luciano Rezende. Para criar uma lista de cidades do continente americano “do Futuro 2015/16” , a divisão FDI do Financial Times coletou dados utilizando as ferramentas on-line especializadas em mercado. Dessa forma, foram feitas 421 localizações para o estudo. Os dados foram recolhidos em cinco categorias: 1) Potencial Econômico; 2) Negócios Simpatia; 3) Capital Humano e estilo de vida; 4) eficácia de custos, e 5) Conectividade. “CADÊ A MUDANÇA?” – Na noite do último dia 4 de maio, no Gabinete Itinerante da Região 8 Jardim Camburi, durante encontro com os moradores daquela regional que ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef ) Elzira Vivacqua dos Santos, foi o próprio prefeito quem fez a pergunta e deu a resposta: “Onde está a mudança?” , questionou Luciano Rezende em resposta aos seus críticos que cobram as promessas da campanha eleitoral de mudanças na cidade. “Só procurar que vai ver as mudanças em toda a cidade” . Respondeu em seguida à sua própria pergunta. Ele enfatizou o traba- lho de iluminação da orla de Camburi, investimento em 47 quilômetros de ciclovias e ciclo faixas, a expansão de câmeras de monitoramento, ampliação da academia dos idosos, entre o aumento de oferta de vagas em creches e escolas de ensino fundamental. ESTUDO DO FT – A tabela onde Vitória consta no estudo do FT fez com que a cidade ficasse a frente de São José, a capital da Costa Rica (8ª) e de duas cidades canadenses: London e Hamiton , respectivamente na nona e décima posição do ranking. Na tabela com a listagem das dez melhores de grande porte, também listadas pela publicação americana, predominam cidades americanas e canadenses. A exceção dessa lista é Bucaramanga, no Estado de Santander, na Colômbia, que ficou com a décima posição. A divulgação de Vitória entre as cidades tidas como uma das melhores para investir ocorreu quando o prefeito Rezende se encontrava em Washington, nos Estados Unidos (EUA), onde foi receber a premiação do concurso "Governarte: A arte do bom governo", devido à cidade ter sido premiada com o projeto "Prontuário Eletrônico", que se enquadrou no item “experiências inovadoras em diferentes áreas da gestão municipal, que promovam o acesso da população aos serviços públicos” . FOTO: BANCO DE IMAGENS JE ATUAL ADMINISTRAÇÃO CONCLUIU A FÁBRICA DE IDÉIAS ■ Após uma construção que se arrastou por nove anos, coube ao prefeito Luciano Rezende (PPS) inaugurar no dia 1º de julho do ano passado a primeira etapa da Fábrica de Idéias, um espaço voltado para a inovação, capacitação profissional, tecnologia e economia criativa. Para dar movimentação diária no local, que ocupa a antiga fábrica de sacos de juta em Jucutuquara, a Agencia Municipal do Trabalhador, que compreende o Sine, foi transferida do Centro de Vitória para a Fábrica de Idéias. AMPLIADA A MALHA DE CICLOVIAS E CICLOFAIXAS ■ Uma das marcas do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), é a implementação de uma malha cicloviária, que entre o que já existia, o que a atual administração construiu e projetou vai oferecer aos ciclistas 47 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. No gabinete itinerante, a Prefeitura de Vitória (PMV) distribui infográficos mostrando o traçado de ciclovias e garante que a cidade é o segundo lugar entre as capitais na relação ciclovia e malha viária e quarta posição nacional na relação habitantes por quilometro de ciclovia. CIDADE CONTA COM 42 CÂMERAS DE VIDEOMONITORAMENTO ■ Vitória conta atualmente com 42 câmeras de videomonitoramento nas ruas. Nos en- contros do gabinete itinerante, o prefeito Luciano Rezende enfatiza que os equipamentos, além de dar apoio ao trabalho de policiamento ostensivo, trazem contribuição para a guarda de trânsito administrar e dar a sua contribuição para a agilização do fluxo de veículos nos horários de pico. Ele garante que os sinais de transito estão sincronizados. “É só olhar para cima e ver a onda verde (das sinaleiras). Se o transito não evolui é por causa do engarrafamento”, observa o prefeito nas reuniões com os moradores. WI FI ATINGE MAIS DE 40 ÁREAS NA CIDADE ■ O prefeito Luciano Rezende (PPS) nas reuniões do gabinete itinerante costuma destacar a ampliação do serviço de oferta gratuita de internet para os moradores e visitantes de Vitória. No inicio da gestão havia menos de 10 pontos de acesso do serviço Vitória Online. Agora, são mais de 40 áreas com acesso à internet, sem necessidade do uso de provedor ou de crédito de operadora de celular para acessar o sinal em smartphone. O prefeito alega que é melhor oferecer o sinal dessa forma, atingindo milhares de pessoas, do que o antigo modelo de tele centro, que atendia apenas poucos usuários. EDUCAÇÃO INTEGRAL JÁ TEM 1,2 MIL ALUNOS ■ A instalação de escolas municipais de ensino fundamental em tempo integral (Emefti) é um outro item que o prefeito Luciano Rezende gosta de ressaltar em seus encontros com a comunidade que frequenta o gabinete itinerante. Já são 1,2 mil alunos em três Emefti: Anacleta Schneider Lucas, na Fonte Grande; Moacyr Avidos, na Ilha do Príncipe; Eunice Pereira Silveira, em Tabuazeiro. A iniciativa faz parte do Programa Educação Ampliada e prevê estudantes e professores em jornada escolar integral. ESTACIONAMENTO PAGO ROTATIVO COMEÇA A FUNCIONAR ■O A região da Praia do Canto é onde estão concentrados grandes empreendimento imobiliários retorno do estacionamento pago nas ruas do Centro de Vitória, Praia do Canto e Santa Lúcia, com a criação de 2.320 vagas pagas, é uma atribuição do atual prefeito Luciano Rezende. O sistema de cobrança de estacionamento rotativo foi iniciado em novembro de 2014. Ao alcançar o tempo máximo de permanência de três horas, o motorista deve voltar ao local onde deixou o seu carro e retirá-lo para colocar em outra vaga e pagar novamente. ■

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8 15 ANO Fábrica de Ideias, antiga 747 Escola Alvaro de Castro Mattos, em Jardim da Penha Academias populares alcançou vários bairros Urbanização da avenida Jai Legado de João Coser se reflete n ex-prefeito de Vitória João Coser considerou como um reconhecimento ao seu trabalho de oito anos à frente da Prefeitura de Vitória a inclusão da capital como a sétima cidade de porte médio entre as mais promissoras das Américas para investidores estrangeiros. Coser, que atualmente ocupa a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), afirma que realizou obras ousadas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população. “Olho hoje para Vitória com muito orgulho, primeiro por ser considerada por todas as avaliações como uma das cidades mais bonitas do Brasil. Ter conseguido realizar obras de infraestrutura precisas e programas sociais que possibilitam à população uma melhor qualidade de vida e torna a cidade atraente para investimentos em todas as áreas é, realmente, motivo de grande satisfação” , afirma o exprefeito em entrevista exclusiva ao Jornal Empresários. Para ele, morar em Vitória, faz parte de sua trajetória de vida, como cidadão e também como ex-prefeito da cidade. “Sinto-me realizado como cidadão e orgulhoso como administrador, por ter conseguido realizar ações que mudaram a cara de Vitória para melhor” , diz, sem esconder um largo sorriso e um brilho no olhar. Ao fazer um rápido detalhamento das obras realizadas, João Coser destaca a área de estrutura urbana. “Nós ousamos fazer de Vitória a primeira capital com possibilidade de tratar todo o esgoto produzido. É uma obra que poucas pessoas fazem, porque fica debaixo da terra, não comemora, mas é muito importante, porque envolve as áreas de saúde e meio ambiente ” , afirma. Ele cita o Plano de Macrodrenagem, para ele um dos mais importantes programas estruturais desenvolvidos na cidade. “Podemos pegar o bairro República, Mata da Praia, Jardim Camburi, Maruípe, As realizações da administração do ex-prefeito se destacam em todas as áreas da cidade de Vitória, principalmente no or O uma parte de Santo Antonio, que alagavam por ocasião das chuvas, e hoje não sofrem mais com esse problema. Então nós realizamos um conjunto de obras de macrodrenagem. Obras estruturantes” . Outra área foi intervenção viária. João Coser cita a ampliação da avenida Fernando Ferrari e a construção da Ponte da Passagem, o chamado Portal Norte de Vitória. Esse projeto, além de embelezar um dos principais acessos à cidade, acabou com os intermináveis engarrafamentos de trânsito. Ainda nessa área, o ex-prefeito cita a praia de Camburi, atualmente um dos mais belos cartões postais do Espírito Santo, destacando a construção do calçadão, a iluminação e o alargamento de uma das pontes de Camburi. Puxando pela memória, o exprefeito fala do projeto Orla, que possibilitou melhorias infraestruturais a outras regiões da cidade. “O projeto Orla, que além de Camburi alcança a Praça do Papa, a praça de São Pedro, Nova Palestina e Maria Ortiz, que nunca tinham recebido a atenção do poder público. As obras, na maioria das vezes, eram levadas somente para o chamado lado mais nobre da cidade. Conseguimos atingir outras regiões com um conjunto de intervenções de boa qualidade” , conta. Além disso, ele relembra a obra do Centro Esportivo Tancredo de Almeida Neves, o Tancredão, “uma realização extraordinária” -, e a reforma do Sambão do Povo e também a aquisição da área, projeto, qualificação de mão de obra e construção da Fábrica 477, hoje Fábrica de Ideias, que não deu para concluir. "Na área habitacional priorizamos importantes programas, com ações que garantiram a melhoria das condições de moradia através de reformas, pintura, telhados e outras intervenções, inclusive substituições de barracos por construção de alvenarias. Com o programa reconstrução e de construção de novas unidades habitacionais em vários bair- João Coser diz ter orgulho de Vitória, como cidadão e também como administrador ros, como Santo Antônio, Santo André, Tabuazeiro, Santa Marta. Com o programa Morar no Centro, pretendíamos enfrentar o defícit habitacional ofertando moradia digna em importantes regiões de Vitória, contribuindo também para o projeto de revitalização do Centro". Na área de saúde, além de reduzir o número de mortalidade infantil, a administração João Coser promoveu um conjunto de intervenções, inovando no sentido de construir unidades que possibilitassem uma maior e melhor capacidade de atendimento, pois muitas ainda funcionavam em prédios precários e alugados. “Criamos também o Centro de Especialidades Médicas e desenvolvemos um importante projeto de informatização da rede municipal de saúde implantando o prontuário eletrônico, agendamento de consultas, resultados de exames e farmácias informatizadas, proporcionando com isto a melhoria do atendimento ao cidadão, a redução de custos e melhoria da gestão da saúde. Essa ação foi premiada recentemente e hoje é uma referência nacional". Experiência será útil para a Região Metropolitana O ex-prefeito João Coser está concluindo a agenda para levar sua experiência como administrador a outros municípios, como parte do programa de Região Metropolitana do Governo do Estado. Ele se prepara para iniciar o debate amplo com a participação dos municípios, organizações não governamentais e a sociedade civil, com acompanhamento do Ministério Publico, para discutir a elaboração do plano de desenvolvimento urbano integrado da metrópole. “É uma coisa nova, que já está sendo conversada com prefeitos e vereadores e outros agentes políticos” , explica. A aprovação do plano e sua publicação como lei complementar estadual são exigências do Estatuto da Metrópole, lei 13.089, sancionada em janeiro deste ano. “Para mim é uma honra estar na equipe do governador Paulo Hartung e tenho certeza que na hora de me colocar na Sedurb, que cuida de saneamento, habitação e desenvolvimento urbano, o governador levou em conta a experiência proporcionada na Prefeitura de Vitória. Nós temos muitos desafios nas áreas da drenagem, habitação, saneamento e essa experiência está sendo fundamental para que eu possa desenvolver o meu trabalho” , diz o ex-prefeito. Apesar das dificuldades, ele se mostra motivado e com esperança de alcançar o objetivo: “Estamos com um grande projeto de macrodrenagem em Cariacica, Viana, Vila Velha e Colatina e temos certeza que vamos melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Minha experiência em Vitória com os projetos de macrodrenagem, estação de bombeamento e outros nessa área está sendo útil para outros municípios” .

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OS VITÓRIA/ES MAIO DE 2015 9 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA ir Etiene Dessaune Restaurante popular, uma experiência de sucesso Unidades de saúde foram ampliadas Orla de Camburi passou por uma importante intervenção na qualidade de vida do capixaba Algumas obras importantes A administração João Coser dotou Vitória de amplas melhorias em todas as áreas, com destaque para a saúde, habitação, educação, saneamento, urbanismo e infraestrutura, esportes e cultura, drenagem e programas sociais. Eis algumas delas: SAÚDE – Construção das unidades de Nova Palestina, Resistência. - Construção de novo prédio para a unidade de saúde Ariovaldo Favalessa. - Construção de novo prédio para a Unidade de saúde Tomaz Tommasi. - Construção de unidade de saúde de Itararé. SANEAMENTO - Esgotamento sanitário das regiões de São Pedro e Santo Antônio. - Macrodrenagem na região de Maruípe. - Obras de saneamento na praia de Camburi, em parceria com a Cesan. HABITAÇÃO - Implantação do projeto Vitória de Todas as Cores - Santos Dumont. - Regularização fundiária em residencial Maria Ortiz. - Implantação do projeto Vitória de Todas as Cores - Ilha das Caieiras. - Construção do residencial Nova Palestina. - Construção de unidades habitacionais - Resistência. - Remoção e reassentamento das famílias que ocuparam a área do antigo campo de futebol (construção de residencial) - Inhanguetá. - Implantação do projeto Vitória de Todas as Cores - Morro do Quadro. EDUCAÇÃO- Construção de novo prédio para Emef Edna de Mattos Siqueira Gáudio. - Construção de Cmei, Tabuazeiro. - Construção de Emef, Tabuazeiro. - Reforma e ampliação da Emef Álvaro de Castro Mattos - Jardim da Penha. - Reforma e ampliação da Emef Juscelino Kubitschek. - Construção do Cmei Silvanete da Silva Rosa Rocha - Comdusa. - Reforma e ampliação do Cmei Padre Giovani Bartesaghi - Santo André. - Construção de novo prédio para o Cmei Ana Maria Chaves de Colares, Jardim Camburi. - Reforma de prédio adquirido para o Cmei Ernestina Pessoa - Centro. - Construção de novo prédio para a Emef Moacyr Avidos - Ilha do Príncipe. - Construção do Cmei Álvaro Fernandes Lima - Bela Vista. ASSISTÊNCIA SOCIAL - Implantação do Centro de Referência da Juventude - Ilha de Santa Maria - Construção de Restaurante Popular. - Implantação dos Centros de Convivência para a Terceira idade CULTURA - Restauração do prédio da Escola de Teatro e Dança Fafi. - Reforma do Sambão do Povo. - Construção do novo galpão das Paneleiras. - Reforma do Museu Capixaba do Negro. - Reforma da Casa Porto de Artes Plásticas. ESPORTE - Construção do Centro Esportivo Tancredo de Almeida Neves, Tancredão. - Escolinhas de esporte, academias populares. DRENAGEM - Macrodrenagem em Jardim Camburi. - Drenagem da rua José Farias (segunda etapa) e construção da estação de bombeamento Dr. Antônio Ferreira da Silva Pinto. - Cobertura do valão da rua Jair Etienne Dessaune (trecho Chafic Murad - avenida César Hilal). URBANISMO – INFRAESTRUTURA - Execução das obras e serviços de acesso novo ao bairro. - Goiabeiras Velha, entre a avenida Fernando Ferrari e a rua das Paneleiras. - Construção da nova Ponte da Passagem. - Construção de dois quiosques e módulo SOE na orla de Camburi. - Reforma da ponte de Camburi. - Reurbanização da orla de Camburi. - Urbanização da orla de Maria Ortiz e Nova Palestina rdenamento urbano e em projetos que reduzem ou evitam o risco de alagamento em épocas de chuva A Ponte da Passagem é um dos mais belos cartões postais da capital Vida pública começou nos anos 80 Como secretário de Estado, esta é a primeira vez que o ex-prefeito João Coser ocupa um cargo comissionado. Com intensa vida política, ele exerceu vários mandatos eletivos e teve intensa participação em movimentos sindicais. Participou do movimento que culminou na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele é formado em direito pela UniCEUB, cursou pósgraduação em direito público e processual público na Faculdade Cândido Mendes, em Vitória. Em 80, participou do movimento de fundação do PT (5° filiado no Estado), onde exerceu vários cargos de dirigente partidário. Coser também participou ativamente dos movimentos sociais. Chegou à presidência do Sindicato dos Comerciários do Espírito Santo (84/86) e da Central Única dos Trabalhadores - CUT-ES (85/86). Foi eleito deputado estadual por duas legislaturas (1986-1989 e 19901994). E deputado federal também por dois mandatos (1995-1998 e 1999 a 2002). Em 2004, foi eleito prefeito de Vitória com 57,90% dos votos válidos. Reeleito em 2009 no primeiro turno com 65,03% dos votos válidos. Em abril de 2009, João Coser, foi eleito presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para o biênio 2009/2011, sendo reeleito em abril de 2011 e encerrando sua gestão no comando da entidade em abril de 2013. Tancredão e ao fundo o projeto “Vitória de todas as cores” e o Centro de Especialidades

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10 MAIO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Mata da Praia ganha centro comercial O empreeendimento da Cadete e Gazzinelli fica em área privilegiada e tem entrega prevista para maio de 2016 ata da Praia, um dos mais valorizados bairros de Vitória, irá ganhar mais um centro comercial de estilo, com lojas e salas comerciais. É o Center Point Mata da Praia, localizado na avenida Rosendo Serapião de Souza Filho, esquina com Rua Nahum Prado e Rua Nair de Pádua Koehler, já na divisa com o bairro República. A incorporação, planejamento e construção do empreendimento é da Cadete e Gazzinelli Construtora e Incorporadora Ltda. O engenheiro Guilherme Gazzinelli, que dirige a incorporadora juntamente com seu filho, o também engenheirol Vinícius azzinnelli, destaca o elevado padrão de acabamento, amplo estacionamento e a localização privilegiada. “O Center Point, que será inaugurado em maio de 2016 fica em uma das áreas mais aprazíveis de Vitória, bem no meio de um centro gastronômico muito bem frequentado e em meio a intenso movimento comercial” , diz ele. O centro comercial terá três pavimentos, subsolo, térreo, com 11 salas, e superior, com 11 lojas, com a facilidade de 41 vagas no estacionamento, sendo uma para pessoas com deficiência e duas, para idosos. Das vagas, 28 são livres e 12 conjugadas no subsolo. Haverá ainda um bicicletário. “As lojas do Center Point terão pé direito duplo, o que possibilita a ampliação do espaço interno, de acordo com as necessidades do proprietário” , lembra Guilherme, que ressalta o fato de a região ser apropriada para qualquer tipo de comércio, sem mudança do perfil atual. O empreendimento conta com elevador, facilidade de acesso e um projeto paisagístico, com jardins, e amplo hall de circulação,dentro do padrão da Cadete e Gazzinelli Construtora e Incorporadora, que desenvolveu seus projetos principalmente na região de Jardim da penha e Mata da Praia. Guilherme informa que as salas serão entregues com contra piso preparado para colocação de cerâmica, parede com pintura látex, PVA sobre massa corrida. As lojas seguirão o mesmo padrão. M FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Bairro foi totalmente planejado O Center Point Mata da Praia está localizado na divisa com o bairro República, dotado de ruas e avenidas largas e bem sinalizadas e onde se localizam bares e restaurantes para todos os gostos. O bairro Mata da Praia foi o primeiro bairro planejado em Vitória num formato de ocupação que, desde seu início, já previa um conceito de sustentabilidade, assunto que não estava tão em evidência na época quanto agora. Outro diferencial do bairro está no fato de, mesmo após a expansão imobiliária, não ter mudado seu perfil. Isso contribui para torná-lo um dos metros quadrados mais valorizados de Vitória – cerca de R$ 7 mil na quadra do mar e a partir de R$ 9 mil à beira mar. Com terrenos muito bem divididos, a região obedece ao critério estabelecido de que em áreas onde são construídas casas, não há prédios, e vice-versa. Os prédios também são construídos em centro de terreno, com distanciamento de até 16 metros entre eles. Os edifícios também não possuem fundos, só frente, seja para o mar ou para o morro do Mestre Álvaro. Essas particularidades elevam ainda mais o nível dos imóveis no local. A história Inicialmente a Mata da Praia era para ter sido uma extensão do bairro Jardim da Penha. Toda a área que envolve os dois bairros fazia parte de uma fazenda que, após ser urbanizada, transformou-se no Loteamento Camburi. Foi nessa época que constituiu-se o bairro Jardim da Penha, mantendose intacta a região da Mata da Praia. Somente muito tempo depois, pensouse na utilização da área que, por preservar grande mata de vegetação nativa, ganhou o nome que tem até hoje. ■ Os engeheiros Vinicius e Guilherme Gazzinelli dirigem a empresa O Center Point Mata da Praia conta com projeto paisagistico e estacionamento amplo O acesso facilitado, inclusive para idosos e deficientes físicos, faz parte do projeto

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12 MAIO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Carone inaugura supermercado em Campo Grande A nova loja Carone, uma das maiores redes comerciais do Estado, está localizada na movimentada avenida Expedito Garcia om três mil metros quadrados de área construída, a mais nova loja da rede Carone de supermercados está funcionando desde o dia 12 deste mês, no horário das 8 às 22 horas, diariamente. Localizada na movimentada avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, no município de Cariacica, o supermercado possui fácil acesso, inclusive para pessoas com necessidades especiais, e conta com pontos de ônibus e táxi nas proximidades, além de vagas cobertas na área de estacionamento para clientes. C Um dos destaques da Rede Carone é a sua conhecida variedade de produtos e também de produtos exclusivos, com atendimento de funcionários especializados em suas áreas de atuação. Como nas demais lojas, a de Campo Grande conta com seção de hortifrúti, açougue, padaria, mercearia, bebidas, higiene e limpeza, perfumaria e frios. O Carone conta com o maior e mais moderno centro de distribuição e varejo do Estado, localizado no município de Serra. Outros diferenciais que a em- presa apresenta são a Wine Store, um espaço moderno e com vinhos selecionados; além do Carone Gourmet, com iguarias da culinária contemporânea, na Praia da Costa. O Carone nasceu em 1950, sob a chancela do imigrante libanês Nagib Resk Carone. Tudo começou com um armarinho, na cidade de Alfredo Chaves e, depois, com um atacado em Cachoeiro de Itapemirim. Em 1970 foi inaugurada uma loja de varejo no centro de Vila Velha e a partir desse lançamento começou a história da rede de Super- O alto padro de atendimento é um dos diferenciais da rede mercados Carone. Atualmente, são 10 filiais nos principais pontos do Espírito Santo, para melhor atender aos consumidores que apreciam qualidade e um excelente atendimento. As unidades ficam em Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica. Para 2016, a previsão é a abertura de uma nova loja nova loja no município de Serra. Um dos lemas da empresa é o seguinte: “A preocupação em oferecer o melhor em qualidade e variedade de produtos e serviços já faz parte de nosso conceito e do dia a dia de nossos colaboradores. A família Carone está sempre a postos para levar o melhor atendimento, oferecendo prazer e satisfação ao seu momento de compras” .■

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14 MAIO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS ANGELA CAPISTRANO CAMARGO CABRAL Possibilidade de compensação de precatório com dívidas de tributos A análise sobre a possibilidade de compensação de precatórios com os tributos se faz como forma de efetivação do “pagamento” para diminuição do tempo que o credor demora para receber seu dinheiro. Quando se fala em efetividade do processo judicial, geralmente estamos nos referindo à “sensação” de satisfação da parte autora. Não é difícil de entender que não basta o direito concedido apenas na decisão final, e sim que o titular a obtenha em tempo hábil para dela se aproveitar, garantindo, assim, a efetividade desta decisão. Com relação ao precatório, é justamente essa satisfação que a parte não tem. Ganhou a ação contra um ente público, mas ganhou o precatório (e não o dinheiro)? O procedimento do precatório consiste no requerimento do juiz ao presidente do Tribunal de Justiça, para que, depois de ouvido o Ministério Público, seja expedida uma “ordem de pagamento” que, se expedida até o dia 1º de julho, seja incluída no orçamento do ano seguinte para ser efetivado o pagamento o mais rápido possível. Senão, que seja incluída no orçamento do ano seguinte, segundo preceitua o artigo 731 do CPC e 100 da CF/88. Uadi Lammêgo Bulos[1] nos lembra de que a previsão de precatórios só existe no Brasil. Não há outro lugar no mundo que preveja uma execução da forma que é prevista através dos precatórios, como em nosso ordenamento jurídico. Buscando a efetividade do pro- cesso, a compensação de dívidas seria, a priori, uma solução justa, rápida e eficaz. Se pensássemos atecnicamente neste problema, perceberíamos que seria uma boa solução, pois se o contribuinte tem uma quantia a receber do Estado pelo procedimento do precatório e deve pagar determinada quantia para esse mesmo ente, não haveria necessidade de existir todo o trâmite dos 2 caminhos. Caso os valores não fossem os mesmos, continuaria a dívida do Estado para com o particular ou do particular para com o Estado, dependendo de qual quantia fosse maior no primeiro lugar. Analisando o CTN, podemos afirmar que a compensação extingue o crédito tributário (art.156), e que a lei pode (...) autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos, certos e vencidos ou vincendos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública (art.170). Durante vários anos a doutrina se dividia sobre a aceitação ou não de tal instituto, pois não existia no ordenamento jurídico brasileiro previsão expressa específica sobre o tema[2]. Ocorre que, com o advento da Emenda Constitucional nº 62/2009, houve expressa previsão com a nova redação do art. 100 da CF , com a inclusão dos §9º e 10º[3]. O que põe um fim a esta dúvida para o Superior Tribunal de Justiça é a previsão de uma lei que autorize esta compensação. Já existem vários estados e municípios brasileiros que fizeram tal previsão[4]. Para o Supremo Tribunal Federal, ao contrário, o tema foi debatido em vários recursos (ex. recurso RE 550400 RS[5], RE/678360) e se tem entendido pela possibilidade da compensação. Ocorre que, devido à importância do assunto, foi reconhecida repercussão geral ao tema[6] em 2013, portanto, pendente de julgamento. No Espírito Santo a lei nº 4.195/88[7] prevê a compensação incluindo artigo no Código Tributário Estadual. No entanto, condiciona à autorização do Poder Executivo. Em Vitória, há a lei de número 6124[8] de 2004 que autoriza a compensação de tributos em algumas situações, conforme regulamento. Em ambos os casos não há previsão específica de precatórios e como a compensação se dará. Desta forma, de acordo com a legislação vigente, a compensação de precatórios com tributos é uma forma de levar a efetividade ao procedimento, pois apesar de a existência do precatório significar a presença de um crédito em favor do jurisdicionado, esta não garante a satisfação no caso concreto, ou melhor, não concede ao credor aquilo que lhe é de direito imediatamente. [1] BULOS, Uadi Lamego. Constituição Federal anotada. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 949. 2 Diego Galbinski, afirmou em 2006 que os que entendem possível a compensação de dívidas, assim justificam, pois o sistema jurídico brasileiro, mesmo que não permita expressamente tal possibilidade aceita a compensação através do dispos- to no artigo 78, parágrafo 2º, do ADCT. Diego Galbinski, Desmistificando a Compensação de Tributos com Precatórios/ Revista Dialética de Direito Tributário, n. 30, p.16, Julho 2006. 3 O 9º previu: "Os pagamentos devidos pelas Fazendas(...), em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos (...). e 10º: Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito de abatimento informação sobre os débitos que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele previstos. (...). 4 Processo: AgRg no REsp 901566 RS 2006/0247531-7; Publicação: DJe 24/03/2009; AgRg no Ag 1278580 RS 2010/0024484-4; Publicação:DJe 09/06/2010. 5 Relator(a):Min. LUIZ FUX; Julgamento: 06/06/2011; Publicação: DJe-116 DIVULG 16/06/2011 PUBLIC 17/06/2011. “Ocorre que, neste ínterim, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto dos presentes autos – aplicabilidade imediata do artigo 72, § 2º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ADCT e a possibilidade de se compensar precatórios de natureza alimentar com débitos tributários – que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE n. 566.349” . 6 558 - Compensação de precatórios com débitos líquidos e certos, inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública devedora. Relator: MIN. LUIZ FUX, Leading Case: RE 678360. 7 “Art. 1º - Ficam incluídos nos art. 8º da Lei nº 2.964/1974 (Código Tributário Estadual), os parágrafos 1º e 3º, com a seguinte redação: § 1º - A compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Estadual, dependerá de prévia autorização do Poder Executivo e não poderá ter previsão de redução por juros, admitida, apenas, a atualização monetária, “pro rata dia” , pela variação das OTN’s, no período que decorrer entre a data da dívida pública e a da compensação com a obrigação tributária. 8 Autoriza a compensação de tributos com crédito de contribuinte, nos termos do art. 170 do Código Tributário Nacional. Art. 1º Fica autorizada, nos termos do Art. 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 ¬ Código Tributário Nacional, a compensação de tributos, com créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos referentes à utilização de espaço físico e serviços de entidades sem fins lucrativos, conforme especificado em regulamento. ■ Angela Capistrano Camargo Cabral Especialista em Direito Tributário pela FGV; mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV; pósgraduada em Ciências Jurídicas pelo Diex/Ielf e graduada pela FDV.

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15 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2015 15 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Auditoria da CGU revela que Findes usou R$ 8,2 milhões do Sesi/ES irregularmente Os valores investidos no restaurante giratório, sem licitação, terão de ser devolvidos Marcos Guerra preside a Findes Federação das Indústrias do dor e ousado que pudesse mostrar culturais de viabilidade técnica du- simbologia da expressão “pés no Estado do Espírito Santo a todos a necessidade de se refletir vidosa e eficácia abstrata não coadu- chão e cabeça nas estrelas” , ou seja, (Findes) investiu R$ 8.2 mi- sobre esse ciclo de desenvolvimen- na com os princípios constitucio- temos que transformar nossos solhões que não lhe perten- to da economia criativa” , como já nais de legalidade, moralidade, efi- nhos em meta, sermos ousados, traciam na construção de um Centro descreveu o gestor sobre o restau- cácia e economicidade” . balharmos muito, para podermos Cultural, que inclui um sofisticado rante giratório” . Um trecho da justificativa para a transformar nosso Espírito Santo” . restaurante giratório, localizado na “Dessa forma – afirma relatório despesa com a construção do resA expressão “pés no chão...” , usaReta da Penha, em Vitória, onde fun- da auditoria – entende-se que ocor- taurante giratório, apresentada pe- da na justificativa, é do médico Lair ciona a sua sede. A constatação é reu desvirtuamento do papel insti- la presidência da Findes e a direção Ribeiro, palestrante motivacional da auditoria realizada por técnicos tucional do Sesi/ES, que o afastou do Sesi/ES, explica: “O novo Espaço que se vale da psicologia popular e da Controladoria Geral da União dos seus objetivos primordiais, que Cultual do Sesi/Findes destaca e di- da autoajuda. A lentidão das obras, (CGU), que recomenda a devolu- são os cuidados de forma concreta ferencia dois momentos da econo- de fato, dá ao prédio da Findes um ção desses valores aos cofres do Ser- com educação e saúde do trabalha- mia capixaba. O prédio original tra- aspecto de nave espacial, só que viço Social da Indústria (Sesi), ór- dor da indústria. A destinação dos dicional, projeto de 35 anos atrás, e abandonada, com ferragens à vista gão que teve seus objetivos sociais recursos destinados ao serviço social uma nova estrutura futurista pare- onde circulam dois ou três trabadesvirtuados. para a construção de monumentos cendo uma nave espacial. É uma lhadores. Segundo a Findes, “o obO relatório da auditoria constatou a ocorrência de “contratação da obra sem motivação que demonstre necessidade do gasto e/ou fundamentação para a contratação sem a deliberação formal do conselho regional do Sesi – ES” . Segundo os técnicos da CGU, houve “realização de despesas em desacordo com os objetivos de atenção social do Sesi-ES” . A auditoria considera que há discrepâncias entre as ações previstas no planejamento estratégico e o direcionamento dado ao Sesi na implementação do projeto. “A construção do Centro Cultural com restaurante giratório não consta no documento de planejamento, assim como também não há previsão de atividades ou outras ações estratégicas relacionadas à elaboração de “Monumento Cultural” , ou de elaboração de “marco criativo, inova- O restaurante giratório lembra, segundo memorial descritivo do projeto, uma nave espacial voltada para as estrelas A jetivo do restaurante, cuja concepção arquitetônica inicial é giratório (sic), é agregar valor a cadeia produtiva de alimentos e bebidas do Espírito Santo, com um novo conceito de gastronomia mantendo e consolidando as nossas histórias e tradições culturais” . Os questionamentos da Controladoria Geral da União foram encaminhados à Findes, idealizadora do empreendimento, que, inclusive, contratou os projetos sem processo licitatório, a fim de esclarecer o fato de o Sesi/ES arcar com o custo de construção do complexo e sofisticado Centro Cultural, além da reforma e ampliação do edifício, a saber: nova recepção, novas escadas, novos elevadores e três novos andares” . A auditoria entende que, de acordo com parágrafo único do Art. 70 da Constituição Federal, “não pode o Sesi custear empreendimentos diversos daqueles relacionados ao auxílio ao trabalhador da indústria e seus problemas básicos de existência, notadamente educação, saúde e lazer” . O projeto idealizado pela Findes, na intenção de erigir um “Monumento Cultural” , teve “sua execução imposta ao Sesi/ES, transmutando o papel desta instituição de serviço social à de agente financeiro e de gerenciador de obras da Federação das Indústrias do Espírito Santo sem nenhum convênio ou acordo prévio” .■ LUIZ MARINS Na crise, preço vale menos que qualidade preciso lembrar que em tempos de crise, o cliente fica ainda mais seletivo e, como nossas pesquisas mostram, o preço cai de importância relativa. Isso acontece porque com menos recursos os clientes valorizam ainda mais a qualidade, a assistência técnica, o pós-venda, a logística de entrega, etc. Por isso o preço, relativamente aos demais fatores, cai de importância. Nossas pesquisas mostram que clientes que compravam muitos itens de um determinado produ- É to, na crise compram menos itens, porém buscam itens de qualidade superior aos que compravam em tempos de abundância. Isso ocorre mesmo com pessoas comuns. Casais que comiam fora todos os finais de semana, em tempos de crise saem apenas uma vez ao mês, mas buscam lugares de qualidade superior. A consciência de que “o barato sai caro” é, portanto, mais forte em épocas de crise. É sempre bom lembrar que “crise” em grego é “separar, selecionar, peneirar, decidir, julgar” . O cliente, mais seletivo, coloca todos os concorrentes numa peneira e seleciona: o que são bons passam, o que não são bons são lançados fora. Assim, é falsa a ideia de que na crise o preço se torna mais importante. O que o cliente valoriza é a experiência total que ele tem em relação aos seus fornecedores de produtos e serviços. Estudamos um caso em que vários clientes deixaram de comprar de uma empresa porque a logística de entrega era muito ruim. A empresas che- gava a demorar de 15 a 20 dias para entregar um produto na mesma cidade em produzia. Os próprios vendedores, que faziam visitas semanais aos clientes, ficavam sem saber como explicar a razão de tal incompetência logística. Estudamos também vários casos em que clientes substituíram produtos de baixa qualidade, com durabilidade, custos de reposição e manutenção elevados, por produtos mais caros porém de melhor qualidade e melhor assistência técnica. Há empresas que, sem pensar e ana- lisar com atenção, na crise cortam serviços que aumentariam suas chances de sucesso. Assim, atendimento excelente, cuidar da qualidade, cumprir o que prometer, ser ágil e rápido, fazer acompanhamento após a venda, garantia de assistência técnica , etc. são as verdadeiras diferenças que o cliente valoriza e paga, ainda mais em tempos de crise. Pense nisso. Sucesso! Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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