Jornal Domus Nostra 2014/15

 

Embed or link this publication

Description

Jornal Domus Nostra 2014/15

Popular Pages


p. 1

ANO 2015 2 voltas à chave domus nostra a C have Chave a pág. | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 2

a C have Índice Pág. Editorial | Madalena Lopes É chegada a hora… Sou Finalista!!! | Andreia Guimarães As Palavras de Amizade e de Conforto | Carolina Marteleira Cada Memória é Preciosa | Diana Andrade A Chave da Vida | Joana Barbosa “Nunca penso no futuro… “ | Susana Almeida Uma Casa que é “Nostra” | Ana Catarina Pinto Primeiro Ano na Domus Nostra | Helena Costa Festa de Abertura na Domus Nostra | Robyn Ribeiro Nostras Misses| Inês Abundância Natal na Domus - Desejos | Adelaide Espadinha Lisboa | Maria Moreira Espiritualidade e Saúde | Joana Guerreiro Sementes | Rosa Aparício Um Novo Olhar | Laura Ferreira Domus Além-Margem @ Cristo Rei | Wellington Mendes A nossa Vida é feita de Mudanças | Daniela Espadinha Uma Bênção de Lar | Marina Furtado Lazos de Amistad | Maria Guadalupe Os Aniversários em 2014/15 3 4 5 5 6 7 8 9 9 10 11 13 15 17 18 19 20 21 22 23 pág. 2 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 3

a C have  Editorial Todos os dias aquele corre-corre. DomusFaculdade, Faculdade-Domus, estudar-estudar. Ainda ter de pensar no almoço! Que falta me faz aqui a minha mãe! Lá me vale um filmezinho se a Net me permite, ou uma escapadelazita em noites especiais. Mas, o mundo à nossa volta, continua desconhecido. Até parece que o dia está cada vez mais curto. Não paramos sequer um pouquinho para nos sentarmos nos sofás da entrada para ler um jornal, comer um sorvete em conjunto ou simplesmente observar as pessoas que vão passando. Assistir ao por do sol, então, é utopia, mas seria tão bom se tirássemos um tempinho para observar. Ou então, observar a chuva por alguns instantes, nem pensar, não dispomos de tempo. Que vida de stresse. Culpa disto, tratado de Bolonha? Não estamos a entrar em novas formas de escravatura, pois nem tempo temos para aprender os nomes de todas as nossas companheiras, os seus cursos, os seus interesses, as suas mágoas, as suas necessidades de ajuda… Não teremos que refletir um pouco, ampliar os nossos horizontes e apreciar o quanto de beleza existe à nossa volta? Alguns desafios impuseram-se, como foi a saída da casa dos pais, da zona de conforto e que algumas experimentaram pela primeira vez. Outros desafios foram propostos: algumas saídas por Lisboa, também até ao Cristo Rei. Não menos significativos, foram as celebrações especiais a marcar a vida académica e a permitirem outras descobertas e conhecimentos: Missa das Faculdades, Festa de Natal, Páscoa das Faculdades, Grupo das Sementes, Festa da Família… e outros. “ Devemos tomar cuidado para não fazer do nosso intelecto o nosso Deus; ele tem, é claro, músculos potentes, mas não tem personalidade”. Albert Einstein. «Se nos perguntassem se queremos ser felizes, salvo casos extremos, a maioria de nós responderia afirmativamente, mas, se nos pedissem que identificássemos as três chaves da felicidade, muitas de nós teriam dificuldades para encontrá-las. - Perdoar-nos a nós próprios pelo que fizemos no passado ou por aquilo que deixámos de fazer; - Aprender a gostar e a sermos amigos de nós próprios; - Agarrar as rédeas da nossa vida». María Jesús Álava Reyes Serão mesmo estas? Haverá outras? Madalena Lopes | www.domusnostra.net 2014/15 | pág. 3

[close]

p. 4

a C have É chegada a hora… Sou Finalista!!! Finalista, após anos de preparação para a profissão que me enche o espírito… Finalista, numa casa que me acolheu durante seis anos… Estes, segundo me dizem, foram “os melhores tempos da minha vida”! Tenho alguma esperança de vir a descobrir que não é bem assim. Ainda tenho tudo para aprender. Mas foram bons anos, anos que guardarei no coração. De repente vi-me a morar numa cidade nova, longe dos meus. Lembro-me bem de cá chegar: uma menina, só com uma mala atrás… Ansiosa e entusiasmada com a incerteza do que me esperava. A certa altura esta cidade passou a ser também minha! E às tantas, no final de um dia de trabalho, a resposta à pergunta “Para onde vais agora?”, passou a ser “Vou para casa”! A Domus Nostra tornou -se o meu refúgio nesta Lisboa, a minha casa longe de casa. Os momentos que aqui vivi certamente não voltarei a viver, ou muitos deles não da mesma forma. Guardo com carinho pessoas e situações que me marcaram ao longo destes anos… Espero ter deixado também a minha marca, nem que seja por um sorriso dado na hora certa! Esta cidade e esta casa deram-me amizades, ensinamentos e responsabilidade… Levo horas enfiada nos livros, horas de passeios e de conversas jogadas ao vento. Levo memórias de risos sufocantes, e de momentos às vezes regados por uma lágrima solitária. E por tudo isto sou grata. Não as trocaria por nada! Aqui vivi alegrias e vivi desafios, que tornaram a menina que aqui chegou, na pessoa que hoje sou. As saudades de todos estes momentos ficam, e guardo-as com carinho. Tenho a certeza que um dia ou outro me virão visitar para me relembrar dos meus “Anos de Ouro do tempo de estudante”. Mas a minha caminhada não terminou… Hoje, olho para a frente, para o novo capítulo que espreita. Ansiosa e entusiasmada com a incerteza do que me espera. É chegada a hora… Sou Finalista! Mas não deixo de ser Caloira nesta estrada que é a Vida… Andreia Guimarães, Felgueiras, Q314 Finalista Medicina UNL pág. 4 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 5

a C have  As Palavras de Amizade e de Conforto... … podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável e podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Obrigada pela forma como me acolheram e por todos os miminhos proporcionados durante estes 4 anos. Obrigada por me terem acompanho ao longo desta caminhada, pois com a vossa ajuda foi possível concretizar o meu sonho, ser Enfermeira. Espero que a Saúde seja uma constante na vida de todas as colaboradoras da Domus Nostra, para que possam continuar a tornar concretizáveis muitos sonhos. Carolina Marteleira , Lourinhã Finalista da Escola Superior de Saúde de Portalegre (Estágios em Lisboa)  Cada Memória é Preciosa Eu sou a Diana, vim de Sines, no litoral alentejano, e estudo Antropologia. Ainda parece ontem quando entrei na residência DOMUS NOSTRA pela primeira vez, cheia de medos… e concluo agora o curso superior. Nunca julguei que tudo se desenrolasse tão depressa… foi uma etapa da minha vida que agora termina. Outros horizontes se abrirão, pois tenho mais sonhos a realizar. Cada memória é preciosa, e guardarei com carinho, tanto os momentos maus, como os momentos bons, pois todos contribuíram para formar a pessoa que sou hoje; não tivesse eu saído da minha terra, nunca experienciava o que vivi, e que contribuiu para a minha formação enquanto pessoa. Posso dizer que entrei para a DOMUS uma rapariga, e saio uma mulher, e espero que, tal como sou agora, possa contribuir de alguma forma para mudar o mundo, o mundo donde venho e onde quero viver, pois é para lá que agora vou… iniciar a nova etapa da minha vida. A todas as pessoas da Domus, que contribuíram para que eu me tornasse no que sou, um muito obrigada. Diana Andrade, Sines, Q416 Finalista de Antropologia UNL pág. 5 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 6

a C have  A Chave da Vida Seis anos se passaram. Parece que ainda foi ontem que entrei nesta residência. Mergulhada no entusiamo de uma nova fase da vida, como caloira vi-me pela primeira vez sozinha. Sim, sentia que já não era mais a menina que vivia com os pais na terra que nasceu. Completamente sozinha numa cidade até então desconhecida, senti o medo de nunca me adaptar a esta mudança. Desesperadamente tentei procurar alguém que estivesse como eu. Seria mais fácil fazer amigas que sentiam o mesmo que eu. Quando cheguei à Domus Nostra, desde logo senti uma enorme paz. Sabia que este seria o sítio ideal para mim. A serenidade enchia as paredes da casa, a simpatia das residentes enchia o meu ser que se sentia vazio, sozinho e perdido. Tal sentimento não podia ser maior depois de ter conhecido as minhas companheiras (melhor dizendo AMIGAS) de quarto. Com elas todos os meus medos e angústias sumiram. Com elas senti que tinha um porto seguro nesta cidade tão grande e desconhecida. O primeiro ano proporcionou-me amizades que nunca vou esquecer. Amizades essas que ainda hoje perduram e que fortaleceram graças à Domus. Domus Nostra – “Nossa Casa”, exactamente o que eu senti durante estes seis anos. Esta foi a minha casa! Aqui tinha a minha família: amigas, diretora, funcionárias e outras residentes. Aqui senti a segurança e a calma que precisava para concluir este curso tão trabalhoso com sucesso. A chave 518 é a minha chave da vida! Aquela que me fez crescer e que me tornou no que sou hoje. À Domus Nostra devo seis anos de total alegria, amizade, união, companheirismo e segurança. Joana Barbosa, Forjães/Braga, Q518 Finalista de Medicina UL pág. 6 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 7

a C have  “Nunca penso no futuro; ele chega suficientemente rápido.” Albert Einstein Já o dizia Einstein…e confirmamo-lo nós! Parece que foi ontem que as portas da Domus se abriram para uma nova e tão grande etapa! O trajeto era incerto, mas ao mesmo tempo era um desafio, uma oportunidade única de aprender, de crescer, de nos tornarmos pessoas melhores e de construirmos o nosso carácter. Será que seguimos o caminho certo?! Será que tomámos atalhos?! Isso não sabemos…sabemos apenas que a partir do momento em que passámos pela porta da Domus, não caminhámos mais sozinhas! Seguimos em frente juntas, vivendo cada vivência de forma única, aprendendo lições mais fáceis e outras mais duras, enfrentando altos e baixos…tornando-nos, simplesmente, nós! E é esse caminho que nos enche de recordações, de valores, de momentos de riso e de choro, mas acima de tudo de amizade, uma amizade que nos faz perceber que valeu a pena! “Aprende com o dia de ontem, vive o de hoje e espera pelo de amanhã. A coisa mais importante é não deixar de fazer perguntas.” Albert Einstein Susana Almeida, Vila Nova de St André, Q403 Finalista de Medicina UL  Uma Casa que é “Nostra” A emoção era muita. “O que levar para pôr no meu quarto novo?”, “Falta -me alguma coisa na mala?”, “Como serão as minhas colegas de quarto?” Eram todas questões que me invadiam a mente… O meu quarto situava-se no segundo andar daquela que sempre fora a minha casa e foi no dia 14 de Setembro de 2014 que desci, pela última vez, aquele vão de escadas que sempre me levara ao meu refúgio. Senti que a cada degrau que descia uma nova etapa eu subia. pág. 7 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 8

a C have Pus as malas e todos os meus pertences importantes na mala do carro que me ia conduzir para essa nova vida. A palavra “despedida”, quando lembrada para descrever aquela toda situação deixava o meu peito agoniado, mas ao mesmo tempo esperançoso por uma experiência que valesse todo este esforço. Posso dizer que o beijo de despedida que dei aos meus avós e ao meu irmão – tão meu, tão pequenino- nesse dia foi dos mais tristes de toda minha vida. Humedeceu-me os olhos de uma maneira tão especial que é difícil de expressar. Foi de seguida que entrei no carro onde já estavam os meus pais e a minha irmã, prontinhos para me ir deixar à cidade que me ia acolher a partir desse momento. As 2 horas e meia de caminho soaram a 10 minutos - queria ter ficado mais tempo a conversar, a rir e a tentar controlar uma vontade de chorar, que me invadia o corpo e a mente, naquele carro. Cheguei. Cheguei à minha casa nova. Uma casa diferente. Uma casa com 6 andares, alguns quartos e muitas raparigas. Pus, finalmente, o mítico pé direito à frente e as malas atrás para entrar numa porta que se abriu e que me mostrou um novo mundo, o mundo novo que ia ser meu, a partir desse momento! Era tão grande, maior do que eu pensei… apresentei-me timidamente para quem agora eu ia ver todos os dias. Não tardou para que me fosse acomodar ao meu quarto novo. “Como vai ser agora?” Perguntava-me a mim mesma freneticamente. No quarto lá estavam as 3 camas. Bati de leve para ver se estava alguém. E estava! O nervoso miudinho aumentou. Entrei a medo… apresentei -me e tentei logo criar algum tipo de empatia com aquela que hoje é a minha querida Helena. Montei o meu espaço com a ajuda dos meus pais e da minha irmã que nem por um segundo me deixaram sozinha. E ainda bem! Como gostei de os ter comigo nesse dia… Já tinha tudo pronto. Vinha agora a parte mais difícil. Já se fazia tarde. Os meus pais tinham que ir e eu que ficar. A frase “Não vão!” ecoava por todo o meu subconsciente, mas não fui capaz de dizer… despedi-me com um abraço apertado de cada um e com lágrimas nos olhos fiz um adeus prolongado que me custou pela vida. A porta fechou-se atrás dele e, agora com as lágrimas a escorrerem-me pela face, estava por minha conta. Por minha conta neste mundo tão poderosamente grande! Retomei ao meu quarto onde se encontrava a Helena e onde estava para chegar a minha igualmente querida colega Robyn! A hora de jantar chegou! Chegou a hora de ver as caras novas que se iriam cruzar comigo todos os dias… apresentamo-nos todas e posso dizer que foi uma recepção calorosa o que me deu motivação para aguentar todas as mudanças que se davam na minha vida. Fomo-nos conhecendo cada vez melhor e hoje posso dizer que todas estas pessoas que habitam esta casa foram o meu apoio. E agora acho que posso falar por todas as pessoas que, tal como eu, deixaram o conforto dos familiares, da terra. É importante que em grandes mudanças, haja grandes pessoas! E foi isso que a Domus Nostra ofereceu a cada uma de nós. A dor de deixar a cada fim-de-semana, a cada chamada por skype algo de nós continua, mas mais amenizada. E após um ano, é com os olhos humedecidos que recordo o meu primeiro dia aqui nesta segunda casa. Pode-se concluir que sem esta casa que é “nostra” nada destas mudanças eram tão facilmente suportáveis. Um obrigado a cada uma é pouco! Ana Catarina Pinto, Covilhã, Q301B Comunicação Social e Cultural, UCP pág. 8 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 9

a C have  Primeiro Ano na Domus Nostra Dizem que o hábito leva 21 dias a ser construído através da repetição diária de uma determinada ação ou situação, no entanto, habituar-me a estar longe da minha família não levou 21 dias, nem 51, nem 101, nem sequer quase passados 400 dias eu me habituei. Ainda me lembro daquele instante de emoção quando saiu os resultados das colocações e que descobri que iria ficar mesmo em Lisboa e que ela seria a partir daquele momento a minha realidade durante os próximos três anos e não apenas um sonho ou uma ambição. Lembrome de ser um misto de sentimentos que oscilavam entre a alegria, a ansiedade, o medo e a tristeza de deixar tudo o que eu tinha para traz em busca de um sonho ou simplesmente de algo melhor para o meu futuro. Então cheguei à Domus carregada de malas cheias de roupa, de planos e medos. Mas agora sei que não estou sozinha porque entre aquelas quatro paredes brancas com 3 camas, 3 secretarias e 3 roupeiros encontrei 2 pessoas fantásticas que partilhavam exatamente os mesmos medos típicos da nossa geração, da nossa idade e da nossa condição, os mesmos géneros de planos e ainda com mais roupa que eu. Todavia no início chorávamos sozinhas á noite e de manhã levantávamo-nos, lavávamos a cara, maquilhávamo-nos e ficava tudo “bem” outra vez. Mas ao fim de uns tempos, quando percebemos que não estávamos sozinhas e que quem estava na cama a 3 centímetros de nós se sentia de igual forma começou a ser mais fácil sobreviver à saudade, à vida universitária e a Lisboa. O tempo foi passando e nem por isso as coisas começaram a ser mais fáceis como diziam que seria e como nós estaríamos à espera. Muito pelo contrário, o habito nunca mais chegava e as saudades aumentavam e a cada dia que passava a vontade de abandonar tudo e ir para casa começou a ser cada vez maior, mas as coisas nunca são sempre tão más como parecem e nós fomos ultrapassando cada dificuldade em conjunto. E cá estamos hoje nós as 3 a tentar ser felizes, a tentar tomar as escolhas certas, a tentar controlar as saudades, a tentar descobrir o nosso lugar neste mundo... Mas principalmente a tentar não perder o juízo com a quantidade de coisas da faculdade, que temos para fazer. No entanto estamos a tentar juntas. Helena Rosário da Costa, Faro, Q301 Sociologia UNL , 1º Ano  Festa de Abertura na Domus Nostra "A solidão absoluta é não ter ninguém a quem dizer um simples: “tenho vontade de chorar”. Não precisamos de muito para viver bem – para ser feliz basta uma família e pouco mais," dizia José Luís Nunes Martins. pág. 9 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 10

a C have Numa altura da vida onde tudo é estranho para nós, sobretudo quando saímos da casa dos nossos pais, é bom encontrar uma família como a Domus, que nos acolhe e nos ampara, que nos faz rir e distender, e não nos julga pela nossa ignorância em vários domínios". Robyn Ribeiro, Sobral da Lagoa , Q301 Psicologia, 1º Ano  Nostras Misses Outubro está prestes acabar e, com ele, chega ao fim mais uma “época” de recepção às caloiras da Domus. Com o fim de todas as actividades, que constituem já uma Tradição na nossa casa, chega o último momento: a nomeação das Misses. Nesta noite, todas as residentes da Domus Nostra, veteranas, híbridas e caloiras, se reúnem para a chamada “Festa das Caloiras”. Durante algumas horas bem passadas, as novas residentes são responsáveis por desenvolver uma série de passatempos, com o objectivo de entreter e divertir as antigas residentes. Finda a festa, é tempo de conhecer as Misses do ano lectivo 2014/2015. Entre as caloiras, são distinguidas aquelas que se destacaram pela sua SIMPATIA no dia -adia da nossa casa, pelo esforço na criação do BABETE que mais brilhou durante os jantares, pela REVELAÇÃO da sua presença marcante e pelo cumprimento exemplar do seu papel enquanto CALOIRA da Domus Nostra. Do lado das antigas residentes, as caloiras elegem, não só a HÍBRIDA (residente pelo 2º ano da Domus) que mais se distinguiu na relação com as caloiras, como também as veteranas que se destacaram no papel de miss SIMPATIA, VETERANA e DURA PRAXIS. A título pessoal, no presente ano lectivo, foi-me atribuído o título de Miss Dura Praxis. Estando ligada à Praxe, não só na residência, mas também na faculdade, foi para mim uma honra receber esta distinção, em forma de faixa, das mãos das minhas novas “colegas de casa”. Mais do que o reconhecimento pelo trabalho e pelo esforço desenvolvido na preparação, organização e execução de todas as actividades relacionadas com a Praxe na residência, no momento em que ouvi o meu nome, relembrei as antigas residentes, que já não estão presentes na Domus, que me receberam no 1º ano e que foram respon- pág. 10 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 11

a C have sáveis por facilitar a minha integração numa nova realidade e que me proporcionaram momentos marcantes que, passados 4 anos, recordo com muita nostalgia. Para mim, é esse o significado de ser uma Miss da Domus Nostra. Mais do que o distinção pela existência de uma característica marcante que distinga uma pessoa, mais do que um prémio, é o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido para integrar as novas residentes, é a afirmação de que a nossa missão foi cumprida e que conseguimos que a Nostra casa, se tornasse também na casa das caloiras que recebemos, tal como fizeram connosco há alguns anos atrás. Como tal, porque “Dura Praxis, sed Praxis”, para as caloiras da nossa casa: “Sejam bem-vindas, em nome das Domus Nostra e do espírito académico”. Inês Abundância, Beja, Q616 4º ano Medicina  Natal na Domus Desejos Inverno frio e lento pintado de um branco profundo. Cidades isoladas antecipando a Sua chegada ao Mundo. Casas sombrias decoradas com luzes e um pinheiro alto. Crianças escrevendo cartas naquele eterno sobressalto. “Desejo um tambor, um carrinho, uma mala...” “Quero de presente aquela boneca que fala...” “Sou muito educado, fui um menino bonzinho…” “Será que me podias trazer um chocolate ou um gatinho?” Inocentes e cheias de esperança, é assim que as crianças escrevem. Pedem à figura desta festa a felicidade que tanto merecem. pág. 11 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 12

a C have E é nesta altura que todos são crianças. É agora a vossa vez de pedir. Mas lembrando que por detrás do pedido também todos terão que agir. Pedem o final da guerra, da tristeza, de toda a dor. Querem novos caminhos cheios de luz, alegria e amor. Pedem força e coragem para mudar o que está errado. Querem fazer a mudança e chegar ao outro lado. Desejam uma vida sem medo, mentira ou desilusão. Desejam valor e carinho bem dentro do coração. Tudo isto são sonhos perdidos, ilusões de um futuro melhor. Desejos de uma humanidade cansada do que vê ao seu redor. O mundo não está preparado, o homem não consegue crer. O passado foi esquecido. O presente? Deitado a perder. E nós permanecemos inalterados, mergulhados na ignorância do outro. Nunca agindo, nunca gritando, nunca começando algo de novo. pág. 12 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 13

a C have Mas não desta vez. Nesta festa irei eu pedir: “Desejo que o Homem tenha fé amor e coragem de agir!” E Ele a quem eu já escrevi cartas, faço este apelo, com humildade na voz. À grandiosa figura desse presépio, que já esteve um dia no meio de nós. E finalmente os pinheiros farão sentido e as cidades espalhadas se unirão. Mudando o rumo, no novo caminho, as luzes protegendo da escuridão. Porque a decisão neste momento não pertence apenas a um. O poder de agir e amar é coletivo, não sobra nenhum. E voarão cartas como asas livres, com um único pedido que é o maior. Porque o desejo calado de cada homem será sempre o de um mundo melhor! Adelaide Espadinha, Cano, Q601 Ciências Farmacêuticas UL, 1º Ano  Lisboa… … nem sempre foi a minha primeira opção, para dizer a verdade, nem sequer uma hipótese. Não obstante, assim que ponderei a possibilidade de estudar na cidade onde os meus pais tiraram os seus cursos, e na universidade onde eles obtiveram a suas licenciaturas, não houve como voltar atrás e perspetivei, desde logo, o como seria a vida de estudante na capital. E como não estar grata a esta cidade que me deu tanto em tão pouco tempo? Sobretudo pelas pessoas que aqui encontrei, vindas um pouco de todo o país, de norte a sul, ilhas incluídas, e até de além-fronteiras, não só na faculdade mas também, e principalmente, nesta casa que também já é minha. pág. 13 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 14

a C have Regressando ao passado, no dia em que soube que tinha entrado em Bioquímica, na FCT/UNL, e que iria passar pelo menos três anos da minha vida nesta cidade, senti um misto de emoções, entre a alegria e o orgulho, o medo e a insegurança, principalmente por recear não me adaptar bem à vida de uma grande cidade como Lisboa, vinda eu de uma cidade tão pacata como a Guarda. No entanto, todos esses receios se dissiparam assim que me instalei na Domus, pois soube (e não me perguntem porquê...), desde o início, que aqui me iria sentir feliz e que este seria o lugar onde iria conseguir tirar o maior proveito da minha passagem (?) por Lisboa. Desde que aqui entrei, tenho feito grandes amizades, amizades essas que espero guardar para o resto da vida. Muita coisa aconteceu desde a minha chegada a Lisboa, tanto na faculdade como na Domus. Nas primeiras semanas houve praxes, até tivemos direito a tribunal, batismo e madrinha - rituais de integração no seu melhor. Proporcionaram-me um magnífico passeio por Lisboa, que me mostrou parte do que esta fantástica cidade tem para nos oferecer, o que me aguçou o apetite para conhecer mais ainda. Juntamente com as outras residências, as das Forças Armadas, fizemos uma serenata e uma gala, ambas com muita animação. No dia 23 de outubro decorreu a missa das universidades, para a qual fui convidada a representar a minha faculdade e a receber a fita da mesma das mãos do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, o que me deixou muito orgulhosa e, ao mesmo tempo, com um enorme sentido de responsabilidade, uma vez que representava todos os estudantes desta faculdade. No fim tudo correu bem, a missa foi muito bonita e marcou positivamente o início desta etapa tão importante e difícil na vida de um estudante. Depressa chegou dezembro e, com ele, a época natalícia, uma altura em que todas sentimos uma especial e inevitável saudade de casa, da família, dos amigos, da lareira, e eu não sou exceção. No entanto aqui tudo me pareceu bem mais simples, entre decorações e celebrações o tempo passou rapidamente e, quase sem dar por isso, estava de novo em casa a celebrar esta quadra. pág. 14 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

p. 15

a C have Passadas as festas, as aulas voltaram e, de novo, regressei a esta que já considero uma segunda casa, matei as saudades e tudo voltou ao “normal” num ápice, a desarrumação típica do 612, as sonecas ao meio da tarde, as conversas já na cama com a luz apagada, as noites de cinema, as surpresas em cada aniversário, as tertúlias noturnas que juntam meio piso, os serões de maquilhagem… Aqui está, somente, e através do verbo, uma amostra, naturalmente pequena, de tudo o que a Domus Nostra me proporcionou ao longo deste ano letivo, especial por ser o primeiro. E por tudo estou bastante grata. Penso que posso afirmar, com muito orgulho e convicção, que tenho aqui o melhor de dois mundos, separados por um rio, numa margem tenho a faculdade, os amigos, o curso, e na outra tenho a casa, o porto de abrigo, as amizades, sempre tão importantes, ao ponto de, às vezes, pensar que estas poderiam ser a(s) irmã(s) que nunca tive. Enfim, espero nunca ter que escolher entre uma das margem, porque ambas ocupam um lugar de destaque no meu coração, tão grande como o da cidade onde cresci, e à qual adoro regressar, sempre que posso, para matar saudades dos pais e dos “outros” amigos de uma vida. Maria Moreira, Guarda, Q612 Bioquímica, 1º Ano  Espiritualidade e Saúde — porque tudo na vida tem um lado bom À semelhança do que ocorreu no ano passado, a Domus Nostra abriu as portas à reflexão, desta feita, aliando dois conceitos que são comummente analisados em separado: Espiritualidade e Saúde. A exposição contou com a orientação do Sr. Pe. Fernando Sampaio, combinando a técnica e a objetividade que resultam da sua aprofundada formação nas áreas da Teologia e da Psicologia Clínica, com a sensibilidade e o refletido amadurecimento de ideias, que são fruto de uma vasta experiência na área da Saúde e que se concretizam, atualmente, no desempenho de funções como Coordenador Nacional dos Capelães Hospitalares. pág. 15 | www.domusnostra.net 2014/15 |

[close]

Comments

no comments yet