05/2015 - Informativo Comerciário especial Saúde do Trabalhador

 

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A R T X E 28/04/2015 Av. 28 de Abril, 621, sala 302 - Centro - Ipatinga/MG - Tel: (31)3822-1240 - E-mail: seci@seci.com.br Comemorar o quê? Acidentes e doenças do trabalho mostram realidade alarmante BRASIL Morrem, em média, sete trabalhadores por dia. 717.911 acidentes, 2.814 óbitos e 16.121 incapacidades. MUNDO 270 milhões de acidentes e 2,2 milhões de óbitos por ano. 438 mil trabalhadores por dia afastam-se do trabalho por doença. Ilustrações: Marcos Vaz Produções Os acidentes atingem, principalmente, pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos. Minas Gerais ocupa o 2º lugar entre os estados brasileiros com maior número de acidentes e óbitos trabalhistas, perdendo apenas para São Paulo. 77.252 acidentes de trabalho, ou seja, 211 trabalhadores são feridos diariamente. * Fontes: Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho 2013 do Ministério da Previdência Social, Anuário Estatístico do Trabalho da OIT 2010 e Cartilha do Trabalho Seguro e Saudável da Anamatra 2013. ** Estes dados contemplam apenas informações o ciais, excluídas as subnoti cações e a maior parte dos acidentes fatais ocorridos na economia informal.

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2 Por que o dia 28 de abril? - O Dia em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho foi instituído no Canadá em 1995, em homenagem aos 78 trabalhadores mortos em 1969, na explosão de uma mina na cidade de Farmington, West Virgínia, EUA. - A atividade nessa data também tem o objetivo de sensibilizar a classe trabalhadora sobre a importância de lutar por trabalho decente, bandeira que sempre inspirou as manifestações no Dia dos/as Trabalhadores/as. Acidentes e doenças do trabalho trazem prejuízos para trabalhadores, empresas e sociedade Ilustrações: Marcos Vaz Produções Danos para trabalhador: Mortes prematuras; Sofrimento físico e mental; Cirurgias e remédios; Próteses e assistência médica; Fisioterapia e assistência psicológica; Dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção; Diminuição do poder aquisitivo; Abalo emocional na família e desamparo nanceiro; Estigmatização do acidentado; Desemprego; Marginalização; Depressão e traumas. Danos para a empresa: Perda de produtividade e da mão de obra especializada; Afastamentos e absenteísmo; Comprometimento da imagem da empresa; Comoção coletiva ou do grupo de trabalho; Salário dos trinta primeiros dias após o acidente, em caso de afastamento; Aumento do prêmio de seguro; Paralisação de setor, máquinas e equipamentos; Interrupção da produção; Destruição de máquina, veículo ou equipamento; Dani cação de produtos, matéria-prima e outros insumos; Embargo ou interdição scal; Investigação de causas e correção da situação; Atrasos no cronograma de produção e entrega; Multas e encargos contratuais; Cobertura de licenças médicas; Treinamento de substituto; Perícia trabalhista, civil ou criminal; Indenizações e honorários legais.

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Danos para a sociedade: 3 Maior utilização do Sistema Único de Saúde para socorro e medicação de urgência, intervenções cirúrgicas e leitos nos hospitais; Necessidade de apoio da família e da comunidade; Aumento do número de benefícios previdenciários com o pagamento de auxílios, pensões e aposentadorias precoces; Redução da população economicamente ativa; Aumento da taxação securitária; Aumento de impostos e taxas. Solução para reduzir acidentes e doenças do trabalho é prevenir Ilustrações: Marcos Vaz Produções Como os trabalhadores podem ajudar a diminuir os índices: Utilizar e conservar os EPI's; Participar de treinamentos; Seguir regras de saúde e segurança no trabalho; Fazer exames periódicos; Exigir boas condições de trabalho; Participar das reuniões e atividades da CIPA; Manter o ambiente de trabalho organizado; Desligar as máquinas e guardar equipamentos ao terminar o expediente; Comunicar à che a as situações de risco.

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Como as empresas podem ajudar a reduzir os casos de acidentes e doenças: - Respeitar as Normas Regulamentadoras (NRs); - Fornecer EPI's de boa qualidade (quando necessário) e exigir o cumprimento das regras de segurança; - Realizar treinamentos e campanhas de segurança no trabalho; - Preocupar-se com o transporte seguro de seus empregados; - Oferecer boa infraestrutura sanitária, água potável, alimentação e um ambiente de trabalho limpo, arejado e iluminado; - Impedir a prática de assédio moral (humilhação, pressão, discriminação), orientando e conscientizando as che as e lideranças de suas empresas; - Evitar horas extras; - Combater metas abusivas; - Promover atividades preventivas de doenças, como a ginástica laboral; - Respeitar intervalos para repouso e alimentação; - Custear exames periódicos para seus empregados; - Realizar inspeções no local de trabalho e nos equipamentos; - Emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), caso ocorra algum acidente; - Implantar a CIPA ou designar um responsável pelo cumprimento das normas de saúde e segurança no trabalho e ouvir suas orientações. Coordenador Geral: Claudio M. F. Tomaz Diretor Responável: Antonio Ademir da Silva (11938-MG) Redatora: Helenice Viana (12133-MG) Diagramação e Impressão: Grá ca Art Publish Tiragem: 2.000 exemplares É urgente que se adote a cultura da prevenção. O diálogo entre empregadores, trabalhadores, instituições governamentais, entidades da sociedade civil e meios de comunicação é o melhor caminho para que esse cenário de acidentes do trabalho no Brasil e no mundo seja alterado. Ilustrações: Marcos Vaz Produções

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